Apostila - Transtornos de Humor
Apostila - Transtornos de Humor
transtorno maníaco-depressivo
EXCETO POR:
critério B
• três (ou mais) dos seguintes sintomas
• (quatro se o humor é apenas irritável)
• mudança notável do comportamento habitual:
• 1. Autoestima inflada/ grandiosidade.
• 2. Redução da necessidade de sono
• [Link]éia/ pressão por falar
• 4. Fuga de ideias/ aceleração pensamento
• 5. Distratibilidade
• 6. Aumento da atividade dirigida/ agitação psicomotora
• 7. Envolvimento excessivo em atividades com elevado potencial para consequências dolorosas
critério C e D
• GRAVE prejuízo acentuado no funcionamento social ou profissional
• PODE necessitar de hospitalização
• PODE TER características psicóticas.
• EXCLUIR efeitos fisiológicos de uma substância ou a outra condição médica.
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DESENVOLVIMENTO E CURSO THB
THB I
• A média de idade de início - 18 anos - transtorno bipolar tipo I.
• O início ocorre ao longo do ciclo de vida, inclusive os primeiros sintomas podem iniciar aos 60 ou 70 anos. indicar a
possibilidade de condições médicas/ substâncias
• Mais de 90% dos indivíduos que tiveram um único episódio de mania têm episódios recorrentes de humor.
• Cerca de 60% dos episódios maníacos ocorrem imediatamente antes de um episódio depressivo maior.
• Pessoas com transtorno bipolar tipo I que tiveram múltiplos episódios (quatro ou mais) de humor (depressivo maior,
maníaco ou hipomaníaco) em um ano recebem o especificador "com ciclagem rápida".
THB II
• Embora o transtorno bipolar tipo II possa começar no fim da adolescência e durante a fase adulta, a idade média de
início situa-se por volta dos 25 anos, o que é um pouco mais tarde em comparação ao transtorno bipolar tipo I e mais
cedo em comparação ao transtorno depressivo maior.
• Normalmente, a doença inicia com um episódio depressivo e não é reconhecida como transtorno bipolar tipo II até o
surgimento de um episódio hipomaníaco, o que acontece em cerca de 12% das pessoas com diagnóstico inicial de
transtorno depressivo maior.
• Transtorno de ansiedade, por uso de substância ou transtorno alimentar podem também anteceder o diagnóstico,
complicando sua detecção.
• Muitos indivíduos têm vários episódios de depressão maior antes da identificação do primeiro episódio hipomaníaco.
• 5 a 15% dos indivíduos com transtorno bipolar tipo II acabam por desenvolver um episódio maníaco - THB I
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THB I THB II
Risco de Suicídio
•O risco de suicídio ao longo da vida em pessoas •tentativas no transtornos bipolar tipo I e tipo II,
com transtorno bipolar é estimado em pelo parecem assemelhar-se (32,4 e 36,3%,
menos 15 vezes o da população em geral. respectivamente).
•O transtorno bipolar pode responder por um •Maior letalidade no tipo II
quarto de todos os suicídios. •Também maior número de suicídios em parentes
•História pregressa de tentativa de suicídio e o do tipo II que do tipo I
percentual de dias passados em depressão no
ano anterior estão associados com risco maior
de tentativas de suicídio e sucesso nessas
tentativas.
THB I THB II
Consequências funcionais
THB I
• 30% mostram prejuízo importante no funcionamento profissional resultando em condição socioeconômica inferior
apesar de níveis equivalentes de educação, desempenho pior do que pessoas saudáveis em testes cognitivos.
• Os prejuízos cognitivos podem contribuir para dificuldades profissionais e interpessoais e persistir ao longo da vida,
mesmo durante períodos eutímico
THB II
• 15% continuam a ter alguma disfunção entre os episódios
• 20% mudam diretamente para outro episódio de humor sem recuperação entre episódios.
• condição socioeconômica mais baixa apesar de níveis equivalentes de educação
• desempenho inferior em testes cognitivos e, exceto em memória e fluência semântica, têm prejuízo cognitivo similar
ao de pessoas com transtorno bipolar tipo I.
• dificuldades no trabalho - Desemprego prolongado em indivíduos com transtorno bipolar está associado a mais
episódios de depressão, idade mais avançada, taxas maiores de transtorno de pânico atual e história de transtorno
por uso de álcool ao longo da vida.
Diagnóstico Diferencial
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THB I
THB II
• Transtorno ciclotímico
• Transtornos do espectro da esquizofrenia e outros transtornos psicóticos relacionados
• Transtorno de pânico e outros transtornos de ansiedade.
• Transtornos por uso de substância.
• Transtorno de déficit de atenção/hiperatividade.
• Transtornos da personalidade.
THB I - Comorbidades
• transtornos de ansiedade (75% do pacientes) (p. ex., ataques de pânico, transtorno de ansiedade social, fobia social, fobia
específica)
• transtornos disruptivos
• TDAH
• transtorno do controle de impulsos ou da conduta
• transtorno por uso de substância (p. ex., transtorno por uso de álcool) ocorrem em mais da metade dos indivíduos com
transtorno bipolar tipo I.
• Mais condições médicas comórbidas sérias e/ou não tratadas. Síndrome metabólica e enxaqueca são mais comuns..
THB II - Comorbidades
• transtornos de ansiedade os mais comuns - 75%
• 60% das pessoas com transtorno bipolar tipo II têm três ou mais transtornos mentais comórbidos;
• 37% - uso de substância.
• Crianças e adolescentes mais ansiedade comórbida - ocorre antes do transtorno bipolar
• 14% têm pelo menos um transtorno alimentar ao longo da vida - transtorno de compulsão alimentar mais comum que a bulimia
nervosa e a anorexia nervosa.
Prevalência
THB II
• Internacionalmente é de 0,3%.
• Nos Estados Unidos - 0,8%. pediátrico é difícil de estabelecer.
• comunidades nos Estados Unidos e fora do país, com taxas superiores (2,7% inclusive) em jovens com 12 anos de
idade ou mais.
THB II
• Internacionalmente - 0,3%.
• Nos Estados Unidos - 0,8%.
• Pediátrico - ??
• Tipo I + II = 1,8% (EUA) a 2,7% (outros países)
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TRANSTORNO CICLOTÍMICO
Critérios 2 anos sintomas hipomaníacos que sintomas depressivos que não
(um ano em crianças e não satisfazem os critérios para satisfazem os critérios para episódio
adolescentes) episódio hipomaníaco depressivo maior
Sem depressivo maior, Não explicado por Excluído doença e Causa sofrimento e
maníaco ou hipomaníaco outra patologia substância prejuízo
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Sintomas ansiosos
•Sentir-se nervoso ou tenso. + Sentir-se incomumente inquieto. + Dificuldade de concentrar-se por estar
preocupado. + Medo de que algo terrível possa acontecer. + Sensação de que a pessoa pode perder o
controle de si mesma.
Antidepressivos;
Eletroconvulsoterapia;
Psicoterapia;
Mania/Hipomania
Carbamazepina/Oxcarb
Lítio Valproato Antipsicóticos
azepina
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Profilaxia e TTO Depressão
Lítio VAL
Lítio ou ACV + AP AT
Lítio + AP AT Lítio . AP AT ou CBZ
LÍTIO
Absorção
•Estomago e intestino
•Rápida e total
Características
•Meia-vida - 18 – 24 horas
•Diminuição do clearance no idoso
•Mais de um ano – 2,4 dias
• aumento de 50% do clearance na obesidade
•Estado de equilíbrio - 4 – 7 dias
•Não há Ligação proteica nem metabolização
•Distribuição por todo organismo –mais em tireoide e rins
Excreção
•95% renal – suor e fezes – diminui com transpiração, diarreia, vômitos e diuréticos
Mecanismo de ação
•Cátion – bomba de sódio – ação complexa – modula efeito excitatório/inibitório 5-HT, NA, GABA, DA –
adenilciclase e fosfoinositol – proteína G e C-quinase – efeito antidepressivo – 5 HT1B córtex e
hipocampo – antimania – 5 HT1B pós sináptico – ação DA
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LÍTIO - Eficácia
•Mania
•Profilaxia
•Depressão
Efeitos colaterais
•Tremor, polidipsia, poliúria, ganho de peso, lentificação cognitiva, hipotireoidismo, diminuição da função
renal
Segurança na superdosagem
•Letal acima 3,0 mEq/L e toxica acima de 1,5 mEq/L (índice terapêutico)
•Manter hidratação - transpiração, diarreia, vômitos e diuréticos levam a intoxicação
Dosagem e administração
•0,6 a 1,5 mEq/L (mania)
•0,4 a 0,8 mEq/L (profilaxia)
•0,5 a 0,8 m Eq/L (depressão)
Descontinuação
•Deve ser lenta devido risco de recaída (mania) – 3 meses
Mania pura
LÍTIO E DEPRESSÃO
80% tem alguma resposta antidepressiva (6 – 8 semanas)
70% tem algum tipo de resposta inicial com dimuição de gravidade, frequência e duração dos episodios
80-90% tem recaída no primeiro ano da retirada – 70% nos 3-4 primeiros meses
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Droga Efeitos sobre o lítio Droga Efeitos sobre o lítio
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Fases Mania/hipomania Depressão Profilaxia Estados Ciclagem Depressão
Mistos Rápida com
sintomas
psicóticos
Depressão Psicótica
•ECT
•EH +AP + AD
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CARBAMAZEPINA • em diversas apresentações de crises convulsivas;
• na retirada do álcool
Reações adversas ataxia, diplopia, dor epigástrica, náuseas, prurido, sedação, sonolência, tonturas.
mais comuns
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Contraindicações
•Absolutas
•• Existência de problemas hematológicos;
•• insuficiência hepática.
•Relativas
••Em pacientes com bloqueio cardíaco.
Situações especiais
•Gravidez
•Não deve ser utilizado na gravidez
•Lactação
•Se acompanhada de monitoração do lactente, a carbamazepina pode ser considerada um anticonvulsivante
de escolha para uso durante a amamentação
•Crianças
•As precauções necessárias são as mesmas de adultos.
•Idosos
•Para os idosos, as doses devem ser menores, devido ao menor metabolismo hepático dessa população
VALPROATO
• episódio de mania aguda • Acredita-se que ele atue tanto na • Insuficiência hepática severa;
• profilaxia de episódios maníacos; mania quanto na epilepsia por • hipersensibilidade ao fármaco;
• profilaxia de episódios depressivos mecanismos gabaérgicos. • gravidez (é teratogênico).
bipolares; Modificaria o metabolismo do
GABA inibindo seu catabolismo,
• episódio de depressão bipolar
aumentando sua liberação,
(associado a lítio ou
diminuindo seu turnover,
antidepressivo);
aumentando a densidade de
• episódio misto; receptores GABA B e,
• episódios do transtorno do humor consequentemente, a resposta
bipolar quando há co-morbidade neurogabaérgica. Parece ter efeitos
com transtorno de abuso de neuronais diretos na membrana
substâncias; celular, alterando a condutância
• THB na infância e na adolescência; para sódio e potássio. Além disso, a
• mania associada à condição médica membrana neuronal possuiria um
geral; papel inibidor no chamado efeito
• cicladores rápidos; kindling (disparo).
• ciclotimia;
• THB em co-morbidade com
transtorno de pânico.
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efeitos colaterais mais comuns efeitos colaterais menos comuns
•diarreia, ganho de peso (que é nível sérico- •agranulocitose, alopecia, alteração do tempo de
dependente), náuseas, queda de cabelo (maior em coagulação, alteração da função hepática,
mulheres e nível sérico-dependente), sedação, alucinações, anemia aplástica, ataxia, cefaléia,
tremores finos. colecistite, depressão da medula óssea, diplopia,
disartria, dor epigástrica, edema, gastrite,
hepatotoxicidade (geralmente em crianças
menores de 2 anos), icterícia, pancreatite
hemorrágica, petéquias, prurido, rash cutâneo,
síndrome de ovários policísticos, trombocitopenia,
tonturas, vômitos.
LAMOTRIGINA
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Indicações Crises convulsivas parciais;
Crises convulsivas tônico-clônicas generalizadas;
No tratamento agudo e na profilaxia da depressão bipolar.
No tratamento de pacientes bipolares cicladores rápidos
Mecanismo de ação A lamotrigina possui ação sobre os canais de sódio sensíveis à diferença de potencial para
estabilizar as membranas neuronais. Dessa forma, fica cada vez mais evidente a sua ação
antiglutamatérgica e, consequentemente, neuroprotetora.
Reações adversas e Mais comuns: ataxia, cefaleia, diplopia, distúrbio gastrintestinal, rash cutâneo
efeitos colaterais (maculopapular), sonolência, tontura.
mais comuns
Menos comuns: angioedema, cansaço, falta de firmeza de movimentos, irritabilidade,
síndrome de Stevens-Johnson (0,1%), visão turva.
Contraindicações
• • Hipersensibilidade ao medicamento.
Situações Especiais
• Gravidez e Lactação
• Não existem estudos adequados sobre o uso do topiramato durante a gestação.
• Não há literatura sobre a exposição de lactentes ao topiramato.
• Crianças
• Crianças menores de 10 anos de idade requerem um ajuste de dose bem maior, baseado no peso corporal, para serem atingidos os
mesmos níveis séricos do que em adultos jovens.
• Idosos
• Não é necessário fazer nenhum tipo de ajuste da posologia em pacientes idosos, a não ser que o paciente idoso possua alguma redução
na sua função renal.
Precauções
• 1. Como esse medicamento pode provocar sonolência, fadiga e tontura, deve-se orientar os pacientes quanto ao perigo de dirigir
automóveis e operar máquinas perigosas no período de estabilização da dose.
• 2. O topiramato é eliminado amplamente pelos rins; portanto, uma redução da função renal acarretará aumento dos níveis sanguíneos
desse medicamento.
• 3. Ajuste em pacientes em hemodiálise.
• 4. O topiramato, por ser um inibidor da anidrase carbônica, pode aumentar o potencial para formação de cálculos renais.
• 5. As doenças hepáticas não parecem exercer efeito significativo sobre a farmacocinética do topiramato, não sendo necessário, nesses
casos, o ajuste da dose.
DEPRESSÃO
O capitulo do DSM-V que engloba a depressão também abrange os seguintes transtornos:
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A humor triste, vazio ou irritável
Diferem: Duração
momento
etiologia presumida
A. Explosões de raiva recorrentes e graves manifestadas pela linguagem (p. ex., violência verbal) e/ ou pelo
comportamento (p. ex., agressão física a pessoas ou propriedade) que são consideravelmente desproporcionais em
intensidade ou duração à situação ou provocação.
B. As explosões de raiva são inconsistentes com o nível de desenvolvimento.
C. As explosões de raiva ocorrem, em média, três ou mais vezes por semana.
D. O humor entre as explosões de raiva é persistentemente irritável ou zangado na maior parte do dia, quase todos
os dias, e é observável por outras pessoas (p. ex., pais, professores, pares).
E. Os Critérios A-D estão presentes por 12 meses ou mais. Durante esse tempo, o indivíduo não teve um período
que durou três ou mais meses consecutivos sem todos os sintomas dos Critérios A-D.
F. Os Critérios A e D estão presentes em pelo menos dois de três ambientes (p. ex., em casa, na escola, com os
pares) e são graves em pelo menos um deles.
G. O diagnóstico não deve ser feito pela primeira vez antes dos 6 anos ou após os 18 anos de idade.
H. Por relato ou observação, a idade de início dos Critérios A-E é antes dos 10 anos.
I. Nunca foram satisfeitos critérios para um episódio maníaco ou hipomaníaco.
J. Os comportamentos não ocorrem exclusivamente durante um episódio de transtorno depressivo maior e não são
mais bem explicados por outro transtorno mental (p. ex., transtorno do espectro autista, transtorno de estresse pós-
traumático, transtorno de ansiedade de separação, transtorno depressivo persistente [distimia]).
Nota: Este diagnóstico não pode coexistir com transtorno de oposição desafiante, transtorno explosivo intermitente
ou transtorno bipolar, embora possa coexistir com outros, incluindo transtorno depressivo maior, transtorno de
déficit de atenção/hiperatividade, transtorno da conduta e transtornos por uso de substância.
K. Os sintomas não são consequência dos efeitos psicológicos de uma substância ou de outra condição médica ou
neurológica.
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Características irritabilidade crônica grave.
Diagnosticas
freqüentes explosões de raiva.
dois ambientes
Prevalência
•crianças e adolescentes provavelmente está dentro da variação de 2 a 5%. No entanto, são esperadas taxas
mais elevadas em crianças do sexo masculino e em idade escolar do que no sexo feminino e em adolescentes.
Desenvolvimento e Curso
•O início antes dos 10 anos
•diagnóstico não deve ser com uma idade 6 anos.
•(7 a 18 anos)
•taxas de conversão de irritabilidade grave não episódica em transtorno bipolar são muito baixas.
•estão em risco de desenvolver transtornos depressivos unipolares e/ou ansiedade na idade adulta
Genéticos e fisiológicos.
•Em termos de agregação familiar e genética, foi sugerido que as crianças que apresentam irritabilidade
crônica não episódica podem ser diferenciadas daquelas com transtorno bipolar pelo risco familiar. No
entanto, esses dois grupos não diferem nas taxas familiares de transtornos de ansiedade, transtornos
depressivos unipolares ou abuso de substância.
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Risco de Suicídio
•Em geral, evidências que documentam comportamento suicida e agressão,
Diagnóstico Diferencial
Transtornos bipolares –
• episódico (podem ser identificados). A perturbação do humor que ocorre durante um episódio maníaco é
diferente do humor habitual da criança.
•Em contraste, a irritabilidade do transtorno disruptivo da desregulação do humor é persistente.
•Presença de humor elevado ou expansivo e grandiosidade.
ansiedade
autismo
T. explosivo intermitente
A. Cinco (ou mais) dos seguintes sintomas estiveram presentes durante o mesmo período de duas semanas
e representam uma mudança em relação ao funcionamento anterior; pelo menos um dos sintomas é (1)
humor deprimido ou (2) perda de interesse ou prazer.
Nota: Não incluir sintomas nitidamente devidos a outra condição médica.
1. Humor deprimido na maior parte do dia, quase todos os dias, conforme indicado por relato subjetivo
(p. ex., sente-se triste, vazio, sem esperança) ou por observação feita por outras pessoas (p. ex., parece
choroso). (Nota: Em crianças e adolescentes, pode ser humor irritável.)
2. Acentuada diminuição do interesse ou prazer em todas ou quase todas as atividades na maior parte
do dia, quase todos os dias (indicada por relato subjetivo ou observação feita por outras pessoas).
3. Perda ou ganho significativo de peso sem estar fazendo dieta (p. ex., uma alteração de mais de 5% do
peso corporal em um mês), ou redução ou aumento do apetite quase todos os dias. (Nota: Em crianças,
considerar o insucesso em obter o ganho de peso esperado.)
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4. Insônia ou hipersonia quase todos os dias.
5. Agitação ou retardo psicomotor quase todos os dias (observáveis por outras pessoas, não meramente
sensações subjetivas de inquietação ou de estar mais lento).
6. Fadiga ou perda de energia quase todos os dias.
7. Sentimentos de inutilidade ou culpa excessiva ou inapropriada (que podem ser delirantes) quase todos
os dias (não meramente auto-recriminação ou culpa por estar doente).
8. Capacidade diminuída para pensar ou se concentrar, ou indecisão, quase todos os dias (por relato
subjetivo ou observação feita por outras pessoas).
9. Pensamentos recorrentes de morte (não somente medo de morrer), ideação suicida recorrente sem
um plano específico, uma tentativa de suicídio ou plano específico para cometer suicídio.
C. O episódio não é atribuível aos efeitos fisiológicos de uma substância ou a outra condição médica.
Nota: Os Critérios A-C representam um episódio depressivo maior. Nota: Respostas a uma perda significativa (p.
ex., luto, ruína financeira, perdas por um desastre natural, uma doença médica grave ou incapacidade) podem
incluir os sentimentos de tristeza intensos, ruminação acerca da perda, insônia, falta de apetite e perda de peso
observados no Critério A, que podem se assemelhar a um episódio depressivo. Embora tais sintomas possam ser
entendidos ou considerados apropriados à perda, a presença de um episódio depressivo maior, além da resposta
normal a uma perda significativa, também deve ser cuidadosamente considerada. Essa decisão requer
inevitavelmente o exercício do julgamento clínico baseado na história do indivíduo e nas normas culturais para
a expressão de sofrimento no contexto de uma perda.*
D. A ocorrência do episódio depressivo maior não é mais bem explicada por transtorno esquizoafetivo,
esquizofrenia, transtorno esquizofreniforme, transtorno delirante, outro transtorno do espectro da esquizofrenia
e outro transtorno psicótico especificado ou transtorno da esquizofrenia e outro transtorno psicótico não
especificado.
E. Nunca houve um episódio maníaco ou um episódio hipomaníaco. Nota: Essa exclusão não se aplica se todos
os episódios do tipo maníaco ou do tipo hipomaníaco são induzidos por substância ou são atribuíveis aos efeitos
psicológicos de outra condição médica.
Especificador da Leve ]
gravidade/curso Moderada
Episódio único Grave
Episódio
Com características psicóticas
recorrente*
Em remissão parcial
Em remissão completa
Não especificado
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Com sintomas ansiosos
Com características mistas
Com características melancólicas
Com características atípicas
Com características psicóticas congruentes com o humor
Com características psicóticas incongruentes com o humor
Com catatonia
Com início no periparto
Com padrão sazonal
Pessoas do sexo feminino experimentam índices 1,5 a 3 vezes mais altos do que as do
masculino, começando no início da adolescência.
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Etiologia
• Anormalidades de aminas biogênicas;
• Eixo adrenal;
• Eixo da tireóide:
• Hormônio do crescimento;
• Anormalidades do sono;
• Ritmos cicardianos;
• Regulação auto-imune;
• Imagens do cérebro – sistema límbico, gânglios basais e hipotálamo;
• Acontecimentos na vida e fatores de estresse ambiental – perda dos pais antes dos 11 anos, perda do cônjuge e
desemprego;
• Fatores de personalidade;
• Exames mais alterados em depressões graves, psicóticas e melancólicas
• EEG alterado em 40 -60%
• Sono – latência aumentada, despertar precoce e intermitente – redução sono de ondas lentas 3 e 4 e NREM –
diminuição latência sono REM – maior atividade sono REM – maior duração sono REM
• Elevação de cortisol, não supressão, embotamento de resposta a GH, TRH e prolactina
• Aumento fluxo sanguíneo – região límbica e paralimbica – diminuição no córtex pré-frontal lateral
• Depressão tardia – mais alterações vasculares periventriculares
Tipo Melancólica
•A. Qualquer um dos seguintes, ocorrendo durante o período mais severo do episódio atual:
•(1) perda de prazer por todas ou quase todas as atividades
•(2) falta de reatividade a estímulos habitualmente agradáveis (não se sente muito melhor, mesmo
temporariamente, quando acontece alguma coisa boa)
Atípica
•(1) Reatividade do humor ( o humor melhora em resposta a eventos positivos reais ou potenciais)
•(2) hipersonia
•(3) paralisia de “chumbo” ( sensação de peso, de ter chumbo nos braços ou nas pernas)
•(4) padrão persistente de sensibilidade a rejeição interpessoal ( não limitados aos episódios de
perturbação do humor) que resulta em prejuízo social ou ocupacional significativo.
•(5) ganho de peso
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Curso e Prognóstico
•Tempo mais longo entre os primeiros episódios;
•Tempo mais curto entre os episódios seguintes;
•Maior importância nos episódios iniciais – fatores externos
•Menor importância nos subseqüentes;
•Tratamento reduzem recorrência em 50%
•Tratamentos interrompidos geram refratariedade;
•Episódios mais graves, mais freqüentes e mais resistente aos medicamentos;
Comorbidades
•Ansiedade
•Dependência de Álcool
•Outras dependências
•Condições Médicas
Este transtorno representa uma consolidação do transtorno depressivo maior crônico e do transtorno
distímico definidos no DSM-IV.
A. Humor deprimido na maior parte do dia, na maioria dos dias, indicado por relato subjetivo ou por
observação feita por outras pessoas, pelo período mínimo de dois anos. Nota: Em crianças e adolescentes, o
humor pode ser irritável, com duração mínima de um ano.
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2. Insônia ou hipersonia.
4. Baixa autoestima.
6. Sentimentos de desesperança.
C. Durante o período de dois anos (um ano para crianças ou adolescentes) de perturbação, o indivíduo
jamais esteve sem os sintomas dos Critérios A e B por mais de dois meses.
D. Os critérios para um transtorno depressivo maior podem estar continuamente presentes por dois
anos.
G. Os sintomas não se devem aos efeitos fisiológicos de uma substância (p. ex., droga de abuso,
medicamento) ou a outra condição médica (p. ex., hipotireoidismo).
Com sintomas ansiosos (p. 184) Com características mistas (p. 184-185) Com características melancólicas (p. 185)
Com características atípicas (p. 185-186) Com características psicóticas congruentes com o humor (p. 186) Com
características psicóticas incongruentes com o humor (p. 186) Com início no periparto (p. 186-187) Especificar se: Em
remissão parcial (p. 188) Em remissão completa (p. 188)
1. Com síndrome distímica pura: sem depressão nos dois anos precedentes.
2. Com episódio depressivo maior persistente: com depressão nos dois anos precedentes.
3. Com episódios depressivos maiores intermitentes, com episódio atual: depressão atual intercalada com
períodos de 2 meses sem depressão nos últimos dois anos.
4. Com episódios depressivos maiores intermitentes, sem episódio atual: sem depressão atual intercalada
com períodos de 2 meses sem depressão nos últimos dois anos.
Prevalência 12 meses nos Estados Unidos é de aproximadamente 0,5% para transtorno depressivo
persistente e de 1,5% para transtorno depressivo maior crônico.
Desenvolvimento e início precoce e insidioso (i.e., na infância, na adolescência ou no início da idade
Curso adulta)
um curso crônico.
transtorno depressivo persistente e personalidade borderline - mecanismo
comum.
O início precoce (i.e., antes dos 21 anos) está associado a uma probabilidade
maior de transtornos da personalidade e de transtornos por uso de substâncias
comórbidos.
Quando sintomas aumentam até o nível de um episódio depressivo maior, eles
provavelmente retornarão um nível inferior.
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Fatores de Risco e Temperamentais. Mau prognóstico: afetividade negativa (neuroticismo), maior gravidade
Prognóstico dos sintomas, pior funcionamento global e presença de ansiedade ou transtorno da
conduta.
Ambientais. perda ou separação dos pais.
Genéticos e fisiológicos. Igual depressão Inúmeras regiões cerebrais (p. ex., córtex pré-
frontal, cingulado anterior, amígdala, hipocampo)
anormalidades polissonográficas.
Consequências Menores que TD maior.
Funcionais do
Transtorno
Depressivo
Persistente
Depressão
Diagnóstico Psicose – sintomas negativos
Diferencial Condição médica – medicamento ou substância
Personalidade -
Comorbidade Ansiedade
Substância
Personalidade cluster B e C
A. Na maioria dos ciclos menstruais, pelo menos cinco sintomas devem estar presentes na semana final
antes do início da menstruação, começar a melhorar poucos dias depois do início da menstruação
e tornar-se mínimos ou ausentes na semana pós-menstrual.
1. Labilidade afetiva acentuada (p. ex., mudanças de humor; sentir-se repentinamente triste ou chorosa ou
sensibilidade aumentada à rejeição).
C. Um (ou mais) dos seguintes sintomas deve adicionalmente estar presente para atingir um total de cinco
sintomas quando combinados com os sintomas do Critério B.
1. Interesse diminuído pelas atividades habituais (p. ex., trabalho, escola, amigos, passatempos).
5. Hipersonia ou insônia.
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7. Sintomas físicos como sensibilidade ou inchaço das mamas, dor articular ou muscular, sensação de
“inchaço” ou ganho de peso.
E. A perturbação não é meramente uma exacerbação dos sintomas de outro transtorno, como transtorno
depressivo maior, transtorno de pânico, transtorno depressivo persistente (distimia) ou um transtorno da
personalidade (embora possa ser concomitante a qualquer um desses transtornos).
F. O Critério A deve ser confirmado por avaliações prospectivas diárias durante pelo menos dois ciclos
sintomáticos. (Nota: O diagnóstico pode ser feito provisoriamente antes dessa confirmação.)
G. Os sintomas não são consequência dos efeitos fisiológicos de uma substância (p. ex., droga de abuso,
medicamento, outro tratamento) ou de outra condição médica (p. ex., hipertireoidismo).
As estimativas de prevalência para Transtorno do Humor Devido a uma Condição Médica Geral
estão confinadas às apresentações com características depressivas.
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Observou-se que 25 a 40% dos indivíduos com certas condições neurológicas (incluindo doença de Parkinson,
doença de Huntington, esclerose múltipla, acidente vascular encefálico, doença de Alzheimer) desenvolvem
uma perturbação depressiva acentuada em algum ponto durante o curso da doença.
Para condições médicas gerais sem envolvimento direto do sistema nervoso central, os índices são bem mais
variáveis, variando de mais de 60% na síndrome de Cushing a menos de 8%, na doença renal terminal.
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