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Guia Off-Road para Troller 4x4

4X4

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Direção de veículos 4X4

ÍNDICE
RENATO MIRANDA
Informações básicas sobre Off road Troller
Dicas de mecânica e técnicas para dirigir
Pneus
Como usar o guincho
Dicas para conduzir com segurança
02
Informações básicas sobre Off road Troller
Ao adquirir um Jeep você tem em mãos um
veículo versátil e desenvolvido especialmente
para ultrapassar terrenos irregulares.

A condução off-road exige que o motorista


conheça bem o seu veículo e suas reações para
evitar surpresas e situações inesperadas. Para
aproveitar cada recurso de seu Troller, requer
instrução e muita atenção.

Tração 4x2 e 4x4

Esta informação mostra quantas rodas o veículo


tem e quantas oferecem tração. Em um modelo
4x2, tem-se 4 rodas e tração apenas em duas. No
Troller, com a tração 4x2, o veículo traciona
apenas com o eixo traseiro. Situação adequada
para o dia a dia na cidade, rodovia e estradas de
terra em excelentes condições de tráfego.

A tração 4x4 significa que o veículo tem 4 rodas e


traciona com todas as 4 rodas. No Troller, com a
tração 4x4, o eixo dianteiro entra em ação em
conjunto com o eixo traseiro e possibilita o bom
uso do veículo em qualquer terreno. Conduzir um
veículo com tração 4x4 é certeza de mais
segurança, já que com todas as rodas tracionando
o condutor tem mais controle da direção, da
frenagem e transpõe com mais facilidade os
obstáculos encontrados no trajeto.
03
DICA: Quando concluir o percurso off-road
retorne para a 4x2 antes de voltar ao asfalto.

A Roda Livre

As rodas-livres são as responsáveis pelo


acoplamento das rodas dianteiras com a
transmissão. No modo “4x2” as rodas-livres e a
tração dianteira estão desligadas. Ao se mover a
chave seletora de cada roda-livre para a posição
“4x4”, o Troller fica preparado para ter a tração
4x4 acionada. A tarefa então é complementada
pela chave seletora de tração, situada no painel
do Troller.
04
Dicas de mecânica e técnicas para dirigir
Para se engatar então a tração 4x4 você precisa
seguir três passos:

1- Estacionar;
2- Engatar as duas rodas-livres;
3- Pisar na embreagem e acionar a chave
seletora, ou alavanca de tração, colocando na
posição “4x4H”.

Acionar a chave seletora, ou a alavanca de tração,


sem engatar as rodas-livres não trará nenhum
resultado prático e vice-versa.

Para desengatar estacione e retorne a chave


seletora ou a alavanca para a posição 4x2.

O Troller pode se deslocar com as rodas-livres


ligadas se houver a necessidade para isto, mas ao
retornar para a rodovia, ruas e estradas em
condições normais de tráfego, o condutor deve
desligar a tração 4x4 e desengatar as rodas-livres.

DICAS: Sempre que julgar necessário o uso do


4X4, engate a roda-livre na posição 4X4 antes
de embarcar no Troller, mesmo que vá
percorrer um trecho em 4X2. Embora
raramente aconteça, a roda-livre pode desligar
durante passagem por atoleiros ou trechos
com rochas. Confira se estão engatadas caso a
tração dianteira pare de funcionar.
05
Performance Troller

O Troller é um veículo projetado para transpor as


dificuldades de um deslocamento em qualquer
tipo de terreno, mas conhecer cada detalhe irá lhe
proporcionar segurança e sucesso em suas
incursões off-road.

Ângulo de Ataque: permite abordagem de


degraus e rochas sem que pára-choque dianteiro,
componentes do chassi e carroceria se choquem
com o obstáculo.

Ângulo de Saída: confere a aptidão para


conclusão de travessia de erosões e atoleiros. Ao
extrapolar o limite do ângulo de saída o pára-
choque traseiro ou componentes do chassi
poderão se chocar com o obstáculo, a troca dos
para-choques dianteiros e traiseiros pode
melhorar consideravelmente os algulos de
entrada e saida do jipe original.

Altura do Solo: sempre medido nos diferenciais,


a altura do solo garante a travessia de facões e
rochas sem risco de impactos. Ao extrapolar este
limite os diferenciais e chassis poderão se chocar
com o obstáculo, o lift de suspensão aumenta a
alltura do jipe porém não altera a altura do
diferencial em relação ao solo.
06
Área de Atuação
Inclinação Lateral: com baixo centro de
gravidade o Troller pode abordar rampas muito
inclinadas, mas a colocação de bagageiro e/ou
carga excessiva no teto pode alterar
drasticamente o comportamento do veículo em
situações extremas. A alteração da suspesão
original (lift), altera a centro de gravidade que por
sua vez diminui a inclinação lateral.

Rampa: em condições ideais de tração o Troller


pode vencer rampas íngremes muito acentuadas.
Mas a falta de atrito adequado aos pneus em
lama, grama molhada e pedras soltas pode
alterar esta medida para valores inferiores.

Altura de Travessia de Água: O Troller conta


com excelente isolamento da entrada do filtro de
ar do motor, respiros de diferenciais, caixas de
marchas, caixa de transferência, tanque de
combustível e bomba injetora de combustível. De
todos estes itens o mais importante é a entrada
do filtro de ar, se a água atingi-la ocorrerá danos
graves ao motor.
07
Ângulo de Passagem: É a capacidade do veículo
transpor obstáculos sem receber impactos no
chassi ou caixa de câmbio e transferência. O
Troller T4 tem pequena distância entre eixos, o
que influencia na ótima performance em off-road
para transpor lombadas acentuadas, degraus de
Q
barranco ou rochas. Ultrapassar o Ângulo de
Passagem fará com que o chassi ou a caixa de
câmbio e transferência se choquem com o
obstáculo podendo deixar o Troller pendurado
em uma gangorra.

Curso de Suspensão: a flexibilidade no curso de


suspensão garante o contato dos pneus com o
terreno pelo maior tempo possível. Quando um
- - -
veículo tem seu curso de suspensão superado
pelo obstáculo os pneus começam a patinar e
ocorre a imobilização.

-
08
Os Cuidados na Travessia de Rios e Trechos
Alagados

Uma das qualidades principais do Troller é a


possibilidade de transpor riachos e trechos
alagados sem maiores dificuldades, o motor
diesel, carroceria de fibra com drenos internos,
respiros elevados e snorkel nos passam a
impressão que podemos entrar em qualquer
riacho ou alagamento pelo caminho, mas a
realidade não é bem assim.

É facil encontrar inúmeros vídeos no youtube


onde o Troller aparece com a água no meio do
para-brisa, mas só faça isso se conhecer o local e
principalmente se conhecer bem os limites de seu
veículo.

O que você deve saber sobre seu Troller antes


de entrar em um riacho ou alagamento:

O Troller possui uma caixa dentro do cofre do


motor onde estão localizados todas as pontas
das tubulações dos respiros, tanque, caixa de
transferência, diferenciais, câmbio, tudo tem
respiro, se sua travessia superar a altura
dessa caixa corre o risco de contaminação dos
fluidos, principalmente se necessitar ficar
parado com jipe submerso.
09
Do lado esquerdo do painel existe uma
furação que permite a entrada de ar externo,
se entra ar também entra água, então se a
travessia de trechos alagados é sua diversão é
melhor tampar essa abertura com silicone.

É obrigatório a aplicação de silicone para


vedar a tampa do filtro de ar.

Independente da profundidade e tempo


submerso vai entrar água no diferencial
dianteiro e será necessário substituir o óleo,
existem algumas técnicas que amenizam este
problema.

Existe ainda a remota possibilidade de entrar


água no câmbio pela haste da alavanca, a
vedação da haste é simples.
10
Marchas Reduzidas

Para se extrair o máximo de performance que seu


Troller pode oferecer, o veículo conta com uma
segunda relação de marchas, denominadas
Marchas Reduzidas, ou Low Range. São acionadas
pela chave seletora ou alavanca de tração na
posição “4x4L”. Como o nome mesmo diz, não são
marchas para desenvolver velocidade mas sim
para proporcionar torque excepcional para as
mais árduas incursões off-road. Para entender de
maneira simples, considere que para cada marcha
reduzida (Low), a velocidade final será de
aproximadamente metade da velocidade da
mesma marcha em alta (High). Resumindo, você
pode andar em qualquer marcha reduzida, mas a
velocidade final do Troller em quinta marcha será
de aproximadamente 50Km/h. É inútil pisar fundo
no acelerador, e se insistir poderá sobre-aquecer
o motor pelo excesso de rotação.

A reduzida também atua na marcha à ré. Também


é importante saber que o torque adicional que se
ganha ao acionar as marchas reduzidas (4x4L),
deve ser distribuído entre os dois eixos de tração,
razão pela qual as rodas-livres devem ser
conectadas antes de acionar as marchas
reduzidas. Deixar as rodas-livres desligadas pode
danificar o eixo e diferencial traseiro.
11
CAIXA DE CÂMBIO / TRANSMISSÃO

A caixa de câmbio (ou de marchas) funciona como


um multiplicador de força e/ou velocidade do
motor, permitindo que o motor forneça às rodas a
força adequada para o deslocamento do veículo a
cada nova situação.

Todas as versões existentes do jipe Troller


possuem câmbio manual/mecânico, não existe
Troller automático.

O Troller modelo RF gasolina saiu com câmbio


Tremec T5, importado, bem difícil encontrar peças
de reposição no mercado nacional, obrigando os
proprietários em muitas ocasiões importarem
peças ou até outro modelo de cambio.

O mais importante que você deve saber sobre o


cambio Tremec no Troller RF é que ele não usa
óleo de câmbio, o correto é utilizar fluido de
transmissão hidráulica assim como no modelo
Eaton 2405.
12
ÓLEO LUBRIFICANTE

Os óleos destinados a lubrificação desses


componentes são muito específicos em razão de
diferenças nos projetos e tipos de engrenagens
utilizados. Estes óleos devem ser suficientemente
fluidos para que possam dissipar o calor gerado e
possuir viscosidade adequada para lubrificar os
mancais. Normalmente são formulados com
aditivos de Extrema Pressão, inibidores de
oxidação e ferrugem e antiespumante.

Ao contrário dos óleos para motores de


combustão interna, esses óleos não sofrem
contaminação externa por estarem confinados
em reservatórios fechados. Algumas
características adicionais no entanto, como
resistência à formação de espuma, resistência à
oxidação e ferrugem e baixo ponto de fluidez
além da aditivação, tendem a se degradar com o
uso, devido ao consumo normal dos aditivos. Esta
degradação ocorre após um longo período de uso,
tanto que nos modernos veículos não se
recomenda a troca dos óleos.

Os óleos para essas aplicações normalmente são


classificados pelo grau SAE de viscosidade e pela
categoria de serviço API. No caso específico de
marcas próprias, estes óleos foram elaborados
para atender as especificações do fabricante dos
componentes.
13
Na manutenção e troca de peças de seu câmbio
utilize sempre peças novas originais e o
lubrificante especificado pelo fabricante.

A principal função de um lubrificante é minimizar


o atrito, mantendo uma película entre duas
superfícies em contato.
A má especificação do lubrificante ou lubrificação
inadequada causam vários problemas aos
componentes de uma transmissão, como por
exemplo:

Pitting: pequenas fissuras (micro-trincas) nos


dentes das engrenagens.
Desgaste: Provocado por abrasão emfunção de
partículas em suspensão no lubrificante.
Borra negra: Lubrificante fora do especificado
e/ou sem aditivos especiais causam a famosa
borra negra ocasionando um aquecimento
excessivo por impedimento do contato do
lubrificante com o material.
Raspagem de marchas: O uso de lubrificantes
com aditivos diferentes do especificado,
principalmente os do tipo EP (extrema pressão)
ocorrem superpolimento de cones
sincronizadores e desgastes nos dentes do
conjunto sincronizado.
14
Ruído: A utilização de lubrificante combaixo grau
de viscosidade não irá garantira formação da
película protetora de óleo.
Engate e desengate duro: Ocorre principalmente
com o veículo frio e em marchas com redução
elevada, sendo resultado da utilização de um
lubrificante não especificado com alto grau de
viscosidade.

DIAGNOSTICO DE FALHAS E CAUSAS PROVÁVEIS

FALHA:
Ruídos em ponto morto.

CAUSAS PROVÁVEIS
• Ajuste incorreto da rotação da marcha-lenta.
• Desalinhamento devido a parafusos de
montagem soltos.
• Falta de lubrificante ou nível baixo.
• Engrenagem com desgaste excessivo ou
danificada.
• Rolamentos com desgastes com desgastes
excessivos ou danificados.
15
FALHA:
Ruídos com as marchas engatadas.

CAUSAS PROVÁVEIS
• Desalinhamento da transmissão x caixa de
embreagem x motor.
• Engrenagem com contato irregular, folga
excessiva ou danificada.
• Rolamento com desgaste excessivo ou
danificado.
• Falta de lubrificante ou baixo nível.
• Impurezas metálicas no lubrificante
(contaminado).
• Lubrificante inadequado.
• Vibrações procedentes de outros componentes
do veículo.

FALHA:
Ruído externo (em relação à transmissão).

CAUSAS PROVÁVEIS
• Embreagem com funcionamento (não libera
completamente).
• Lubrificante não especificado ou com nível baixo.
• Componentes do conjunto da torre de controle
emperrados ou danificados.
• Ajuste seletivo da capa e cubo de engate
irregular (duro).
• Componente da tampa de controle (varões,
setores, garfos) gastos ou emperrados.
• Ajuste incorreto do curso do pedal da
embreagem.
16
FALHA:
Raspa ao engatar.

CAUSAS PROVÁVEIS
• Ajuste incorreto do curso do pedal da
embreagem (mau funcionamento).
• Elevada rotação da marcha-lenta.
• Engrenagem e/ou sincronizadores com dentes
de engate danificados.
• Anéis sincronizadores com desgaste na crista da
rosca.
• Carga das molas do conjunto sincronizador baixa
(fraca).
• Patin do garfo com desgaste ou danificado.

FALHA:
Dificuldade para o desengate das marchas.

CAUSAS PROVÁVEIS
• Ajuste incorreto do curso do pedal da
embreagem (mau funcionamento).
• Ajuste seletivo da capa e cubo de engate
irregular (duro).
• Eixo principal desalinhado ou empenado.
• Componentes do conjunto da torre de controle
emperrados ou danificados.
17
FALHA:
Escape de marchas.

CAUSAS PROVÁVEIS
• Desalinhamento da transmissão x caixa de
embreagem x motor.
• Dentes de engate com desgaste ou danificados.
• Engate incompleto.
• Vibração excessiva na alavanca de mudança,
provocada pelos coxins do motor ou da
transmissão (inoperante).
• Folga axial excessiva das engrenagens do eixo
principal.
• Excentricidade nos dentes de engate (capa e
engrenagem).
• Interferência do protetor de pó na alavanca
forçando o desengate.

FALHA:
Vazamento de óleo.

CAUSAS PROVÁVEIS
• Nível de óleo acima do especificado (bujão de
enchimento) ou óleo contaminado.
• Vedadores danificados ou gastos.
• Carcaça da transmissão, tampas ou retentores
trincados ou com porosidade.
• Faces de junção empenadas.
• Respiro entupido.
• Parafuso com torque baixo ou sem adesivo
vedador
18
FALHA:
Falhas dos rolamentos.

CAUSAS PROVÁVEIS
• Falta de lubrificação inicial na montagem.
• Impurezas metálicas no lubrificante
(contaminado).
• Falta de lubrificante, nível baixo ou lubrificante
inadequado.
• Montagem inadequada (impacto, sem
dispositivo) ou folga incorreta.

FALHA:
Engate de duas marchas simultaneamente.

CAUSAS PROVÁVEIS
• Falta do pino-trava das buchas seletoras.

Diferencial Auto-Blocante

A função do diferencial é possibilitar a distribuição


de torque entre duas rodas de um mesmo eixo,
quando o veículo faz uma curva. Mas em off-road,
quando uma das rodas de um eixo fica suspensa
perde a aderência com o solo, o diferencial
transferirá todo o torque para ela, deixando a
outra roda, que ainda tem condições de tração,
praticamente sem nenhum torque, dificultando o
avanço do veículo.
19
Os veículos Troller vêm equipados com diferencial
traseiro autoblocante Track-Lok® , que bloqueia o
diferencial em uma porcentagem de até 75%. Com
este recurso o veículo tem mais condições de
transpor um obstáculo pesado, pois o eixo
traseiro poderá enviar mais torque para a roda
mais capacitada a tracionar e permitir o avanço do
veículo.

EIXO DIFERENCIAL

Como funciona o eixo diferencial ou caixa


satélite.

Muitas vezes imaginamos que por estar com um


Troller já é suficiente para transpor todos
obstáculos do percurso, mas nem sempre é
assim, antes de ser um bom piloto você tem que
ser um profundo conhecedor de todos os
componentes do jipe, o diferencial é um item
fundamental, entender seu funcionamento pode
ser a diferença entre o sucesso e fracasso em uma
trilha ou passeio.

O diferencial é um dispositivo mecânico


indispensável em veículos de tração.

O diferencial tem a função de transferir e


distribuir uniformemente o torque a dois
semieixos que a princípio giram em sentidos
opostos, possibilitando assim, a cada eixo, uma
gama de velocidade e rotações diferentes.
20
O diferencial possibilita transmissão da rotação
igual aos semieixos, independentemente das suas
velocidades de rotação.

Um diferencial transfere, mediante rodas


dentadas (engrenagens), as rotações da
transmissão, pelo eixo cardam e, quando
equilibrado, transforma em movimento único
(para frente ou para trás quando se engata a ré) (a
ré muda o sentido de rotação do eixo cardam, e
não o diferencial), ou seja, com a ré engatada o
eixo cardam move-se da direita para esquerda e o
diferencial gira para trás.

Devido sua forma construtiva o diferencial


"aberto" não mantém o torque igual entre as
rodas, podendo inclusive uma roda permanecer
em repouso enquanto a outra recebe toda a
potência e movimento gerado pelo motor. Isso
acontece porque a força tende a "seguir o
caminho mais fácil". O diferencial tem um efeito
que pode ser considerado como indesejado
quando uma das rodas motoras perde aderência
devido a piso escorregadio ou muito irregular.
Nessas circunstâncias, o diferencial faz com que a
roda com menor aderência gire rapidamente,
desperdiçando toda potência mecânica produzida
pelo motor.
21
Esse desperdício é o que queremos evitar nas
trilhas quando instalamos bloqueios dos mais
diversos tipos.

Bloqueio Diferencial de Deslizamento Limitado


(LSD)

Trac Lock: Original instalado no eixo traseiro do


Troller, a transferência de torque é feita para a
roda com maior aderência. Com isso diminuem as
chances das rodas de tração patinarem, e
aumenta a segurança em situações críticas de
rodagem.
22
Os componentes que caracterizam o sistema Trac-
Lok são os discos de fricção instalados juntos às
engrenagens planetárias, que entram em ação
automaticamente sempre que se detecta perda
de tração em um dos semieixos. Com passar do
tempo os discos se desgastam e o diferencial
perde o efeito LSD do inglês Limited Slip
Differential necessitando a troca dos discos, a
utilização do óleo com especificação incorreta
também diminui a vida útil do sistema. Deve ser
utilizado o óleo especial com aditivo, (terminação
LS) para o Troller óleo correto é 85W140LS. Os
discos não são vendidos separadamente o que
obriga o usuário a trocar o conjunto discos +
satélite + planetárias.
Quando chegar a hora da troca dos discos, vale a
pena avaliar outras opções de bloqueio tipo LSD
disponíveis.
23
Existem algumas opções disponíveis de outros
fabricantes para a substituição do Track-LoK, uma
delas é o bloqueio da Eaton modelo Truetrac ou
Enfer com o mesmo sistema Truetrac, tambem
chamado de Torsen (apesar do Torsem ser outra
coisa).

Truetrac: Fabricante Eaton, é um bloqueio tipo


LSD por engrenagens helicoidais, não requer óleo
especial ou troca de discos ou engrenagens, muito
bom para passeios, trilhas leves ou médias, a
desvantagem é que com uma roda no ar a outra
perde quase que totalmente a tração, é possível
minimizar esse efeito com ajuda dos freios.

Bloqueio Diferencial 100%

Bloqueio 100% é o mais indicado para trilhas


médias ou pesadas, no caso uma das rodas
perder aderência ao piso ou ficar literalmente no
ar a outra não perde tração, existem diversos
tipos de bloqueios 100% com acionamento
elétrico, mecânico automático ou pneumático.

Bloqueios selecionáveis como ARB Air Locker ou


Eaton E-Locker tem o acionamento manual e
quanto estão inativos o diferencial funciona como
um diferencial "aberto".
24
Já o Eaton Detroit Locker que é mecânico e
automático ele pode acionar várias vezes ao dia
automaticamente dependendo da utilização, o
condutor não interfere nesse acionamento.

A utilização de bloqueios 100% requer cuidado,


seu jipe fica mais suscetível a quebras,
principalmente de semieixo, é necessário cautela
na utilização, outro ponto negativo é no percurso
on road, ou fora da trilha onde com o bloqueio
desativado o diferencial funciona como um
diferencial aberto.

O Jipe Troller foi projetado para rodar com


diferencial traseiro tipo LSD, ou seja, rodando com
diferencial 100% selecionável no eixo traseiro
altera a forma de conduzir o veículo e requer uma
adaptação da forma de conduzir, principalmente
veículos com aumento de potência.

Diferencial Central (O Troller Não Tem)

É um diferencial acoplado a caixa de transferência


que tem o objetivo de distribuir melhor a força do
motor entre os eixos dianteiro e traseiro,
melhorando a aderência. Pode-se dividir a grosso
modo os veículos 4x4 em duas categorias — full-
time e part-time.
25
O sistema full-time geralmente requer a presença
de um diferencial central, para compensar a
diferença de velocidade entre as rodas dianteiras
e traseiras. Exemplo de Veículos com esse sistema
são o Subaru Impreza, BMW X1, Land Rover
Defender, Jeep Cherokee.

Já o sistema part-time é caracterizado pela


inexistência de um diferencia central, contando
apenas com uma caixa de transferência. Como
exemplo dessa característica temos veículos como
Troller, Ford Ranger e S10.

Em virtude da diferença de velocidade entre os


eixos dianteiros e traseiros durante uma curva ou
manobra, em locais com muita aderência como
asfalto seco, concreto ou manobras fechadas não
é recomendado a utilização da tração 4x4 em
veículos que não possuem o diferencial central,
sob pena de danos aos componentes da
transmissão.

O mesmo efeito do diferencial "aberto" acontece


no diferencial central, ou seja, a força tende a
segue o caminho mas fácil, por esse motivo
alguns veículos com possuem o bloqueio do
diferencial central melhorando a performance em
situações off Road, como a TR4 ou Jeep Cherokee.
Água no Diferencial Dianteiro
26
Um dos problemas crônicos do Troller é entrar
água no diferencial dianteiro, o sistema de
retentores é ineficiente para conter a água
durante a travessia de áreas alagadas. É constante
a troca do óleo do diferencial dianteiro por esse
motivo.

Não utilize o 4x4 de seu Troller no asfalto,


apenas em percusos off-road, recomenda-se
tambem não ultrapassar 80 km/h com o 4x4H
acionado e 40 km/h no 4X4L.

Caixa e Câmbio

O sistema de tração do Troller é Part-Time, ou


seja, desenvolvido para ser utilizado apenas em
situações off-road de qualquer natureza. O uso da
tração 4x4 em piso seco e alto atrito, como
rodovias, ruas e pátios de estacionamento,
provoca desgaste acentuado da caixa de
transferência com riscos de danos à transmissão.

Use a tração 4x4 para qualquer terreno off-road,


mas após a travessia lembre-se de desligar a
tração, colocando a chave seletora ou a alavanca
de tração na posição “4x2”, e em seguida
desligando as rodas-livres.

DICA: Não acione a chave de tração ou a


alavanca de tração para “4x4” com as rodas-
livres desligadas, poderá provocar danos no
eixo traseiro.
27
Suspensão

A função da suspensão, além de proporcionar a


segurança e o conforto, é manter os pneus em
contato com o piso, pois na travessia de uma
valeta, erosão ou atoleiro mais profundo, é o bom
desempenho da suspensão que vai manter o
contato dos pneus com o solo pelo maior tempo
possível.
O Troller T4, com sua suspensão de molas
helicoidais, proporciona um curso eficiente para
abordagem de obstáculos off-road com a
confiabilidade desejada. Entretanto ao alcançar o
limite do curso de suspensão, os pneus deixam de
ter contato com o solo e começam a patinar. Para
prosseguir, deve-se colocar calços como pedras,
troncos (jamais derrube árvores para isto), ou
pranchas de desatolagem, embaixo dos pneus
para que voltem a ter contato firme com o solo.

DICA: verifique regularmente os


amortecedores e substitua-os dentro das
recomendações da Troller. Andar com
amortecedores com vida útil vencida desgasta
irregularmente os pneus e compromete sua
segurança.
27
Pneus
Os pneus de seu Troller merecem a atenção
permanente para se conseguir a máxima
eficiência e vida útil, siga as seguintes
recomendações para se alcançar estas metas:

• Mantenha a calibragem normal se não houver


dificuldades no trecho, caso contrário avalie a
possibilidade de reduzir a pressão dos pneus. Mas
faça isto somente se houver condições de
reenchê-los antes ou imediatamente após entrar
em pisos pavimentados. Tenha sempre no veículo
um compressor portátil, manual ou elétrico (12V)
para esta finalidade;

• Lama: mantenha a calibragem normal. Em caso


de problemas reduza para o limite de 20 libras,
mas sujeira como galhos, pedras e lama podem se
infiltrar entre a roda e o pneu, podendo causar
vazamento de ar. Considere os riscos antes;

• Rochas: mantenha a pressão de trabalho, existe


o risco de expor o costado dos pneus a cortes
entre as pedras pontiagudas;

• Areia fofa: a pressão pode ser reduzida até o


limite de 18 libras. Dirija atento a choques
violentos contra tocos de madeira e rochas, que
podem destalonar ou cortar os pneus. O risco de
danos também aumenta se o Troller estiver
excessivamente carregado.
28
Não rode em asfalto com os pneus murchos, o
aquecimento gerado pode causar fadiga
prematura da estrutura lateral, quebras na
carcaça e desgaste irregular nas bordas estas
falhas podem provocar acidentes fatais.

• Quando não estiver em off-road, mantenha a


pressão dos pneus Wrangler dentro das
recomendações da Goodyear e da Troller. A
pressão correta pode ser verificada no manual do
proprietário. Calibre semanalmente a pressão dos
5 pneus;

• Para veículos com intensa atividade off-road


recomenda-se o rodízio e balanceamento a cada
5.000Km;

• Em borracharias não deixe que desmontem os


pneus das rodas usando marretas, exija
ferramental adequado para o serviço.
29
Como usar o guincho
Sobre os Guinchos Elétricos

Os guinchos podem ser perigosos quando usados ​


incorretamente ou sem levar em consideração as
devidas precauções de segurança. Existem muitos
fatores importantes a serem levados em
consideração ao guincho.

Há muitas coisas que você pode fazer certo ou


errado e estamos aqui para mostrar algumas
maneiras de usar seu guincho corretamente.

Cabo Sintético ou Aço

Gostamos de cordas sintéticas por vários motivos


de segurança, mas sabemos que às vezes elas não
são adequadas para uso em todos os ambientes e
para uso pesado frequente. Para nós, economizar
peso quando não estiver em uso e aumentar a
segurança de não ter todo esse potencial
adicional (ou armazenado) de energia durante o
guincho, ajudam a compensar as precauções
extras ocasionais que precisamos usar com corda
sintética. As cordas sintéticas também enrolam
com mais facilidade e são menos propensas a
danos quando dobradas ou quando enroladas
incorretamente.
30
Alguns acidentes de guincho são causados ​porque
um novo proprietário tem pouco conhecimento
ou experiência no uso de um guincho.

Não Fazer:

– Nunca passar um cabo de guincho sobre uma


rocha irregular. Quando o cabo estão sob tensão,
eles podem desgastar ou cortar com muita
facilidade.

– Não usar uma manilha de forma incorreta. As


manilhas são projetadas para manter uma carga
90 graus nessa posição e são fracas quando
carregadas da forma errada.

– Não se apresse para fazer as coisas. Respire


fundo e diminua a velocidade.

– Uma manilha é uma ótima ferramenta, mas é


pesada e, portanto, armazena muito potencial de
energia quando está sob carga. Se falhar
(geralmente por uso indevido ou sobrecarregado).

– Nunca enrole o cabo do guincho em torno de


uma árvore. Seja sintética ou aço, a linha do
guincho danificará a árvore;

– Não ficar perto do cabo do guincho, é perigoso.


Nunca rodeie a linha do guincho (esperamos que
seja óbvio o motivo) e, ao guincho, evite ficar
entre o veículo e seu ponto de ancoragem.
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Fazer:

– Use pontos de reboque montados na estrutura


do carro.

– A maneira correta de usar uma árvore como


âncora é selecionar uma árvore grande e usar
uma cinta larga mais uma manilha para ser
enganhancda com o guincho.

– Use luvas. Quase todos os fabricantes de


guinchos venderão luvas de couro resistentes que
ajudarão a proteger suas mãos durante o trabalho
com o guincho.

– Os sinais manuais são indispensáveis ​quando


duas pessoas estão usando um guincho: uma
pessoa atrás do volante e uma pessoa no guincho.
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Dicas para conduzir com segurança
Nem sempre é possível conhecer previamente os
terrenos de uma trilha 4X4 e essa é justamente a
graça da aventura. Mas o desconhecido não quer
dizer falta de segurança. Há regras básicas de
condução que devem fazer parte do protocolo de
todo motorista que percorre caminhos sinuosos,
com terra batida e muito obstáculos pelo
caminho. A aventura é ainda melhor quando os
riscos reduzem.

Confira algumas dicas:

1 – Planejamento é fundamental! Nunca


esqueça de checar os acessórios de segurança
do carro e ter em mãos equipamento que vão
garantir o bem-estar do motorista e do
passageiro em caso de acidentes, como um kit
de primeiros socorros. Ok, isso não é
exatamente uma dica de direção, mas
acredite, pode salvar você e seus amigos de
muitos perrengues. Faça um check list e não
esqueça nada!
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2- – Acione o 4X4 – Colocou o carro off-road?
Agora é sua chance de usar o 4X4. É em
trechos em que o solo não tem muita
aderência, pisos molhados, lama e outras
adversidades que a tração 4X4 faz toda a
diferença e garante mais estabilidade do
veículo. A habilidade do motorista é
fundamental!

3 – Para uma subida íngreme, use tração


reduzida. Isso vai garantir mais força e
estabilidade. O mesmo vale para descidas, o
que vai proporcionar uma velocidade mais
baixa e maior controle ao motorista. Cuidado
e atenção redobrada.

4 – Caso passe por um rio ou área alagada,


muita atenção. Verifique se há profundidade
ou se há pedras submersas no trecho que
você precisa passar para evitar acidentes.
Avalie a situação e muita cautela nessa hora.
Se for necessário optar por um desvio, não
pense duas vezes.

5 – Sempre calibre os pneus antes de partir


para uma aventura fora do asfalto. Verifique
muito bem o terreno que está rodando e tome
cuidado com a velocidade. Lembre-se que em
solos de terra e com muita pedra, a aderência
do pneu ao solo é menor, então vale a pena
apostar numa calibragem mais baixa.
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REFERÊNCIAS:
1. FICHA TÉCNICA TROLLER. T4 CLUBE. Disponível em:
https://www.t4clube.com.br/
2. CUIDADOS EM TRAVESSIAS DE RIOS E TRECHOS ALAGADOS. T4
CLUBE. Disponível em: https://www.t4clube.com.br/
3. PNEUS. T4 CLUBE. Disponível em: https://www.t4clube.com.br/
4. COMO USAR O GUINCHO ELÉTRICO. DANDARO 4X4. Disponível em:
https://blog.dandaro4x4.com.br/
5. 5 DICAS PARA CONDUZIR 4X4 COM SEGURANÇA. RADAR TIRES.
Disponível em: https://radartires.com.br/

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