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Resumo Geografia

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INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE

RONDÔNIA
CAMPUS CACOAL
2º B TÉCNICO EM INFORMÁTICA

EMANUELE ESTER DALLA COSTA REIS

RESUMOS DE GEOGRAFIA

CACOAL
2024
Palestina X Israel

A Palestina, território histórico das religiões judaica, cristã e islâmica, foi ocupada
pela Grã-Bretanha em 1917 e perdeu grande parte de suas terras com a criação
do Estado de Israel em 1948, provocando conflitos territoriais e deslocamento de
palestinos para a Faixa de Gaza e a Cisjordânia. Embora a independência
palestina tenha sido declarada em 1988, seu reconhecimento internacional é
parcial, com a ONU classificando-a como "Estado observador não membro"
desde 2012 e 137 países reconhecendo-a em 2013, enquanto nações como os
EUA e Israel rejeitam seu status, mantendo áreas palestinas sob ocupação.

A criação do Estado de Israel foi impulsionada pelo movimento sionista, com


apoio britânico durante o mandato na Palestina, e intensificou-se com o aumento
da migração judaica, especialmente após o Holocausto. O crescente conflito
entre árabes e judeus levou à formação de grupos paramilitares de ambos os
lados e à escalada de violência. Em 1947, a ONU aprovou a Resolução 181,
propondo a divisão da Palestina: 53,5% do território para Israel, 45,4% para os
palestinos, e Jerusalém sob controle internacional. Os judeus aceitaram, mas os
árabes rejeitaram, culminando na fundação de Israel em 14 de maio de 1948 e
no início de um intenso conflito.

O conflito entre Israel e o grupo extremista Hamas se intensificou com um ataque


em 7 de outubro de 2023, levando Israel a declarar guerra ao Hamas e planejar
uma invasão à Faixa de Gaza. A origem do conflito remonta à criação de Israel
em 1948 e à rejeição árabe à divisão territorial promovida pela ONU. Apesar de
propostas para dois Estados, a situação permanece sem solução, agravada por
rivalidades regionais e apoio internacional polarizado, com Israel recebendo
suporte dos EUA e o Hamas alinhado ao Irã. A crise humanitária em Gaza, os
cortes de suprimentos básicos e os ataques intensificam tensões, enquanto a
comunidade internacional busca mediar uma resolução em meio ao risco de
desastre humanitário e impacto global econômico.

A solução para o conflito entre Israel e Palestina deve passar pela criação de
dois Estados, garantindo que ambos os povos tenham seu direito de existir
respeitado. Isso exige que os dois lados se reconheçam e que os direitos
humanos, especialmente dos palestinos, sejam assegurados.

Os principais desafios incluem resolver a questão dos assentamentos, o status


de Jerusalém e o destino dos refugiados. Além disso, há dificuldades como a
divisão entre lideranças palestinas e a recusa de alguns grupos em negociar.

O caminho para a paz depende de vontade política, apoio de países neutros e


aliados, e de medidas que ajudem a construir confiança entre as partes. No curto
prazo, o mais urgente é acabar com a violência, proteger civis e permitir ajuda
humanitária.
Rússia X Ucrânia

A história da Rússia remonta à pré-história, com os eslavos consolidando suas


bases e enfrentando invasões mongóis na Idade Média. Posteriormente,
unificações culminaram nas reformas modernizadoras de Pedro o Grande, que
transformaram a Rússia em um império. Desigualdades sociais levaram à
Revolução de 1917 e à instauração do socialismo, que colapsou sob Mikhail
Gorbatchev no fim do século XX. Hoje, a Rússia é uma potência emergente,
marcada por sua história rica e complexa.

A Ucrânia, com cerca de 44 milhões de habitantes, tem raízes históricas nos


povos eslavos, passando pelo reino de Rus, invasões mongóis e domínio do
Império Russo. Após integrar a União Soviética, tornou-se independente em
1991. O país é conhecido por seus solos férteis, cultura vibrante e culinária
marcante. Apesar de conflitos com a Rússia, que anexou a Crimeia em 2014 e
apoia separatistas no leste, a Ucrânia busca estreitar laços com o Ocidente,
mantendo sua identidade cultural e modelo semipresidencialista.

A invasão russa à Ucrânia em 2022 reflete tensões históricas e geopolíticas,


incluindo a aproximação da Ucrânia com a Otan e a União Europeia, vistas como
ameaças pela Rússia. Questões como a anexação da Crimeia, apoio a
separatistas no Donbass e a ambição de Vladimir Putin de reafirmar o poder
russo na região agravaram o conflito. A guerra resultou em grave crise
humanitária, com milhões de refugiados, destruição em larga escala, sanções
econômicas à Rússia e impactos globais na energia e segurança alimentar.

Para encerrar o conflito, seria crucial estabelecer um cessar-fogo e iniciar


negociações mediadas por atores neutros, como a ONU ou países como China.
Soluções poderiam incluir o reconhecimento russo da Crimeia e partes do
Donbass, enquanto a Ucrânia preservaria sua independência e aprofundaria
laços com a União Europeia, mas não necessariamente com a Otan. A
desescalada russa poderia levar à suspensão progressiva das sanções. Apesar
de desafiadora, uma abordagem diplomática é essencial para reduzir a
destruição e estabilizar a região.
BRICS

O BRICS é um grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul,
criado para unir economias emergentes com grande potencial de crescimento. A
sigla surgiu em 2001 pelo economista Jim O’Neill, inicialmente sem a África do
Sul, que se integrou em 2011. Em 2023, mais seis países (Argentina, Egito,
Etiópia, Emirados Árabes Unidos, Irã e Arábia Saudita) foram convidados a
ingressar no bloco, com adesão prevista para 2024.

Embora não seja um bloco econômico formal, o BRICS atua como um


mecanismo de cooperação, promovendo desenvolvimento econômico, político e
social entre seus membros, além de buscar maior representatividade global.
Essas nações, que juntas abrangem uma grande parte da população mundial,
enfrentam desafios sociais significativos, mas têm economias dinâmicas e amplo
potencial de consumo.

O grupo impacta a economia global ao ampliar a influência das economias


emergentes no sistema internacional, incentivando o comércio e a inovação, e
desafiando o domínio das economias desenvolvidas. Os BRICS também
fomentam projetos em infraestrutura e desenvolvimento sustentável,
promovendo crescimento equilibrado entre os membros.

O Brasil desempenha papel estratégico no bloco, buscando fortalecer laços


comerciais e econômicos, atrair investimentos e promover o desenvolvimento
socioeconômico conjunto. A colaboração entre os países do BRICS abrange
áreas como transporte, energia, ciência e tecnologia, além de impulsionar
iniciativas de infraestrutura e integração produtiva.

Com a adesão dos novos membros em 2024, espera-se um fortalecimento ainda


maior do grupo, por meio de projetos conjuntos em infraestrutura e energia,
intercâmbios culturais e maior envolvimento de empresas privadas e estatais,
especialmente do Brasil e da China. Assim, o BRICS avança como um dos
principais espaços de cooperação entre economias emergentes no século XXI.
Terceira Guerra Mundial

A Terceira Guerra Mundial é um tema que desperta temor devido ao aumento


das tensões entre grandes potências como Estados Unidos, Rússia e China,
além de atores regionais como Irã e Coreia do Norte. Conflitos atuais, como a
guerra na Ucrânia e as tensões no Oriente Médio e na Ásia, alimentam o risco
de uma escalada global. Apesar disso, o receio de destruição nuclear ainda
funciona como um fator de contenção.

Se ocorrer, as consequências seriam catastróficas. A guerra envolveria armas


nucleares, resultando na destruição de cidades, radiação letal, milhões de
mortes, colapso econômico e escassez global de alimentos. Além disso, um
possível "inverno nuclear" poderia tornar amplas regiões do planeta inabitáveis
devido ao resfriamento extremo causado por partículas na atmosfera.

Os países mais propensos a estarem envolvidos incluem Estados Unidos e seus


aliados da Otan, Rússia, China, além de potências regionais como Israel, Irã e
Coreia do Norte. A guerra reconfiguraria drasticamente a geopolítica global, com
o colapso de nações, mudanças de poder e intensificação de rivalidades.

Conflitos regionais atuais, como a invasão russa à Ucrânia, os confrontos no


Oriente Médio e insurgências na África, são exemplos de tensões que podem
ganhar escala global. No Oriente Médio, as rivalidades entre Irã, Israel e grupos
armados aumentam a instabilidade, enquanto na Ásia, as tensões envolvendo
Taiwan e o Mar do Sul da China evidenciam o risco de um confronto direto entre
China e EUA.

A destruição ambiental seria imensa, com ecossistemas devastados e radiação


persistente por décadas. No cenário pós-guerra, o comércio global pararia,
milhões ficariam desabrigados, e as sociedades modernas enfrentariam o
colapso total. Um conflito dessa magnitude representaria a maior ameaça já
enfrentada pela civilização humana.
Sábado Letivo - A Geopolítica da China

A trajetória da China ao longo dos séculos é marcada por uma notável


capacidade de adaptação e superação, que a transformou de uma civilização
milenar em uma das potências mais influentes do cenário geopolítico
contemporâneo. Desde o século XIX até os anos 1980, o país enfrentou
turbulências significativas, como invasões estrangeiras, guerras internas e o
período conturbado da Revolução Cultural. No entanto, a resiliência da
sociedade chinesa e a habilidade de sua liderança em aprender com os desafios
históricos permitiram à China reemergir como um dos principais atores globais.

Historicamente, a formação da China como uma civilização coesa remonta à


dinastia Shang, que reinou entre 1.600 e 1.046 a.C. Esse período foi crucial para
consolidar a agricultura e a criação de animais como pilares econômicos e
sociais, promovendo uma sociedade sedentária. Essa base permitiu o
desenvolvimento de uma estrutura política e cultural que viria a moldar a
identidade chinesa. O avanço continuou com a dinastia Han, que trouxe
estabilidade política, crescimento populacional e ampliação territorial,
consolidando a China como uma potência econômica e militar da antiguidade.

A geografia desempenhou um papel central nesse processo. Montanhas,


desertos e rios como o Yangtzé e o Amarelo garantiram proteção natural e
permitiram a centralização do poder. Mesmo em períodos de fragmentação,
como durante as invasões estrangeiras ou as guerras civis, a ideia de uma
autoridade centralizada e unificadora permaneceu forte, contribuindo para a
preservação da unidade nacional.

O século XXI marcou a ascensão definitiva da China como uma potência global.
Após sua entrada na Organização Mundial do Comércio em 2001, o país
experimentou um crescimento econômico impressionante. Enquanto os Estados
Unidos se concentravam na Guerra ao Terror, a China aproveitou a oportunidade
para expandir sua influência econômica, tecnológica e militar, consolidando sua
posição como líder na Ásia e aumentando sua presença em outras regiões, como
a África e a América Latina.
Hoje, o papel da China na geopolítica global é inegável. Projetos ambiciosos,
como a Iniciativa do Cinturão e Rota, reforçam seu objetivo de se tornar o centro
das redes econômicas e comerciais globais. A postura assertiva no Mar do Sul
da China e a busca pela liderança em tecnologias emergentes, como a
inteligência artificial, demonstram seu desejo de moldar as regras da ordem
mundial.

Entretanto, o país enfrenta desafios significativos. O envelhecimento


populacional, aliado à baixa taxa de natalidade, ameaça a sustentabilidade de
seu crescimento econômico. A força de trabalho jovem, essencial para a
inovação e o avanço industrial, está em declínio, o que pode impactar suas
ambições geopolíticas na próxima década.

Apesar disso, a China continua a investir em modernização tecnológica,


educação e parcerias estratégicas. Sua história de adaptação e resiliência
sugere que, mesmo diante de desafios, o país buscará soluções para manter
seu papel central no cenário global. Em essência, a China não apenas busca
reviver seu status histórico como o "Reino do Meio", mas também moldar o futuro
da geopolítica mundial.

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