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Carta Solar

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CARTA SOLAR

ESTUDO SOLAR
A carta solar é elaborada por meio da projeção do percurso do sol, representando
graficamente sua trajetória ao longo do ano e em diferentes horas do dia em um plano
horizontal.
DEFINIÇÕES USADAS NA CARTA SOLAR:
Altura solar: refere-se ao ângulo formado entre o sol e o plano horizontal do
observador. Esses ângulos são mais baixos ao nascer e ao pôr do sol, enquanto atingem seu
valor mais alto em torno do meio-dia. Na carta solar, as alturas solares estão indicadas ao longo
do eixo norte-sul.

Azimute: refere-se ao ângulo formado pela projeção


horizontal do raio solar em relação a uma direção estabelecida, normalmente o norte
geográfico. Essa informação é indicada no lado externo do círculo da carta solar.

Para determinar a altura solar de um dia e horário específico em um ponto específico


(ponto A no diagrama), utilize um compasso e projete-o na escala de ângulos localizada no eixo
norte/sul da carta solar. O azimute, indicado de 10º a 10º no lado externo do círculo, pode ser
encontrado traçando uma reta do centro da carta solar até o ponto desejado e estendendo-a
até o perímetro do círculo. O ângulo resultante, medido no sentido horário em relação ao norte
da carta solar, determinará o azimute do local estudado.
Para extrair as informações imediatas
da carta solar, é importante observar
os horários de insolação nas superfícies verticais
(fachadas) de acordo com sua orientação.
Para começar, oriente a carta solar de acordo
com a localização do edifício, traçando uma linha pelo
centro do gráfico com a mesma orientação do terreno,
garantindo que o norte da carta esteja alinhado com o
norte do terreno.
Dessa forma, teremos o gráfico dos quatro
lados do terreno e a representação da insolação
incidente em diferentes horas do dia.
A figura a seguir mostra um exemplo de carta solar orientada de acordo com um edifício
localizado na cidade de Campinas, SP.
Ao analisar as fachadas, observa-se que a fachada Noroeste recebe sol durante todo o
dia no inverno, desde que não haja obstáculos ao redor. Já no verão, o sol incide apenas durante
a tarde. A fachada nordeste recebe sol pela manhã e sol da tarde no Sudoeste. Por outro lado,
a fachada sudeste apresenta menor exposição solar direta, principalmente de manhã,
especialmente durante o verão.

COMO OBTER A CARTA SOLAR


O SOL-AR é um programa gráfico que permite a obtenção da carta solar da latitude especificada,
auxiliando no projeto de proteções solares através da visualização gráfica dos ângulos de
projeção desejados sobre transferidor de ângulos, que pode ser plotado para qualquer ângulo
de orientação.
O programa também permite, para as cidades com dados horários disponíveis na base de dados,
a visualização de intervalos de temperatura anuais correspondentes às trajetórias
solares ao longo do ano e do dia. Para estas cidades, o programa também oferece a
possibilidade de obtenção da rosa dos ventos para frequência de ocorrência dos ventos e
velocidade média para cada estação do ano em oito orientações (N, NE, L, SE, S, SO, O, NO).
LESTE
O Sol sempre nasce no Leste, o que varia é a inclinação dele durante as diferentes estações do
ano. Todos os cômodos que estiverem voltados para a face leste do terreno, terão
consequentemente o Sol da manhã.
Este é o “melhor” Sol do dia. Por isso, geralmente é recomendado colocar quartos no Leste ou
os ambientes sociais como a sala de estar e jantar.
Desta forma, terão um Sol agradável incidindo e evitarão o Sol da tarde que tende a
superaquecer os ambientes.
No entanto, tudo vai depender da intenção do cliente. Levamos isso muito em consideração
para projetar os ambientes.
NORTE
Durante o ano inteiro, a face norte é a que ocorre maior incidência solar. Pode variar também
de acordo com as estações, mas não deixa de ser a face mais ensolarada por pegar todo o sol
durante o dia inteiro.
Por isso, as áreas gourmet e piscinas costumam ficar voltadas para o norte.
Se você pretende ter placas solares na sua casa também recomendamos que elas sejam
instaladas na face norte da casa para que haja um maior aproveitamento solar e
consequentemente energético.
OESTE
Na face oeste temos o Sol da tarde, aquele mais intenso. Por isso, está face pode ser incluída
nos ambientes de pequena e média permanência.
Mas cada caso é um caso e que o profissional responsável pelo seu projeto precisa analisar a
localização e região do Brasil para tomar as melhores decisões em relação a sua casa dos sonhos.
Por exemplo, deixar os quartos na face oeste na região nordeste do país, é pedir para ter quartos
ensolarados e bem aquecidos que serão desconfortáveis aos moradores.
Entretanto, é uma boa face para quartos no sul do Brasil, lugar tradicionalmente mais frio que
permite e demanda quartos mais aquecidos.
SUL
A face Sul é a mais fria e geralmente não ocorre muita incidência solar. Ou seja, quase não
teremos luz do Sol nessa parte da casa.
Por esse motivo, devemos posicionar os ambientes menos utilizados nessa face. Por exemplo,
banheiros, lavabos, áreas de serviço, escadas, depósitos e garagens.

ILUMINAÇÃO LATERAL
“Porção da luz natural, produzida pela luz que entra lateralmente
nos espaços internos ” (ABNT, 2005, p.2).
• De uniformidade em termos de distribuição
pelo local;
• O nível de iminência diminui com o
aumento da distância da janela.

ISOLUX: “Curvas isolou representadas na figura acima representam a união de pontos com o
mesmo valor de iluminância. Portanto, delimitam, consequentemente, zonas de diferentes
níveis de iluminação. Seus valores são normalmente dados em porcentagem (em relação ao
total de luz disponível externamente ao local) ” (VIANNA; GONÇALVES, 2001).
BOA ILUMINAÇÃO LATERAL
• Adequada localização e forma das janelas
• Janelas altas e baixas;
• Janelas altas e estreitas;
• Janelas largas e horizontais;
• Janelas em paredes opostas;
• Janelas em paredes adjacentes;
• Efeito de obstruções externas;
• Efeito dos brises.
PRATELEIRA DE LUZ
“Elemento de controle colocado horizontalmente em um componente de passagem vertical,
acima do nível da visão, definindo uma porção superior e inferior, protegendo o ambiente
interno contra a radiação solar direta e redirecionando a luz natural para o teto” (ABNT, 2005,
p.5).
• Ajudam a prevenir o ofuscamento quando posicionadas acima do nível dos olhos dos
usuários;
• A prateleira funciona como um brise horizontal para janela.
• Forro deve ser liso e claro;
• Possível usar vidro claro na janela alta e com controle embaixo;
• Janela posicionada abaixo da prateleira de luz é mais usada para o contato visual com o
exterior;
• Facilitam a penetração mais profunda da luz no ambiente.
ÁTRIOS/PÁTIOS
“PÁTIO: espaço luminoso externo envolvido lateralmente pelas fachadas de um ou mais
edifícios e aberto ao exterior através do topo ou, algumas vezes, lateralmente, permitindo
ventilação natural e entrada de luz em espaços contíguos (ABNT, 2005, p.4) ”
“ÁTRIO: espaço luminoso interno envolvido lateralmente pelas paredes da edificação e coberto
com materiais transparentes ou translúcidos que admitem luz a ambientes internos da
edificação ligados ao átrio por componentes de passagem (ABNT,2005, p.3”).
Normalmente um edifício de vários pavimentos pode ter uma distância de 5m (computados a
partir da sua fachada) iluminada totalmente com luz natural;
▪ A partir desta distância a iluminação com luz natural será parcial.
▪ DESEMPENHO DE ÁTRIOS NA CAPTAÇÃO E DISTRIBUIÇÃODA LUZ: orientação,
geometria interna do átrio (largura x profundidade), abertura zenital (forma e área
transparente), refletância das paredes internas do átrio;

BRISE
Brise-soleil (francês) = quebra-sol
Dispositivo arquitetônico, formado por uma ou mais lâminas externas à edificação, que têm a
função principal de controlar a incidência de radiação solar na edificação.
EXTERNO, INTERMEDIÁRIO OU INTERNO.
Podem ser FIXOS ou MÓVEIS.
Materiais usuais são: madeira, concreto armado, concreto celular, fibrocimento, aço, alumínio,
vidro e policarbonato.
FUNÇÃO:
• Sombrear
• Reduzir a incidência solar;
• Proporcionar melhores condições de temperatura e controle da
Incidência de luz solar. SE BEM ESTUDADO…
• Recurso para controle dos ganhos solares;
• Uso adequado da luz solar;
• Significativo resultado estético.

COMBINAÇÃO: Indicará a solução mais adequada para cada caso.


PASSOS…
1° Passo: Estudar a insolação em cada fachada da edificação;
2° Passo: Definir qual o horário e período que se quer proteger;
3° Passo: Definir as máscaras de sombra.

ILUMINAÇÃO ZENITAL
“ Porção da luz natural produzida pela luz que entra através dos fechamentos superiores dos
espaços internos” (ABNT, 2005, p.3)
Aberturas na cobertura (sheds, domus, clarabóias etc)
• MAIOR UNIFORMIDADE de distribuição da luz;
• RECEBE MAIS LUZ ao longo do dia,
• MAIORES NÍVEIS DE ILUMINÂNCIA sobre o plano de trabalho;
• É adequada para ESPAÇOS DE GRANDE DIMENSÕES E CONTÍNUOS.
• Funções destinadas: produtivas e laboratoriais.

ABERTURAS ZENITAIS
• CUSTO inicial mais ALTO;
• MAIOR NECESSIDADE DE MANUTENÇÃO (acúmulo de pó e sujeira, onerosa e de
difícil acesso);
• Dificuldade de PROTEGER essa abertura das RADIAÇÃO SOLAR
INDESEJÁVEL;
• Vidros posicionamos VERTICALMENTE.

DUTOS DE LUZ/SOL
“Espaço luminoso interno não habitável especialmente projetado para conduzir a luz direta do
sol para ambientes internos sem acesso direto ao exterior, sendo suas superfícies feitas de
material de elevada reflexão (ABNT, 2005, p.4) ”.
Recomenda-se usar em áreas que possuem a cobertura com certa profundidade e em retroeis
de espaços existentes.
POÇO DE LUZ
“Espaço luminoso que conduz a luz natural para porções internas da edificação (ABNT, 2005,
p.4) ”
Espaço menor que um átrio e pequeno para se configurar um espaço útil.

DOMUS
• Aberturas envidraçadas no telhado;
• Superfícies iluminantes na horizontal: DIFICULDADE de MANUTENÇÃO; ATENÇÃO AO
GANHO TÉRMICO;
▪ NO BRASIL: Evitar áreas maiores que 10% do piso ou área de projeção da cobertura.

SHEDS
• Podem apresentar formatos aerodinâmicos ou “dente de serra”;
• Trata-se de um elemento de iluminação zenital muito utilizado em edifícios industriais
ou estações de transporte.
CUIDADO COM A
LUZ
SOLAR
DIRETA.

CLARABÓIA E LANTERNIM
ILUMINAÇÃO DIRECIONADA POR ESPELHOS
Sistemas de espelhos que se movem de o modo automatizado para melhor capturar a luz solar
e dirigi-la para o interior dos edifícios, onde ela pode ser espalhada.
ILUMINAÇÃO POR FIBRA ÓTICA
• Técnica de reflexão total;
• Vantagem: flexibilidade (facilita a transmissão da luz em cantos ou dobras estruturais);
• Podem ser utilizadas com iluminação artificial.

ILUMINAÇÃO POR PISOS TRANSPARENTES

• Usados desde o século XIX: transmitir a luz natural para ambientes localizados no
subsolo;
• Possibilitam a transmissão de luz de um piso para o outro (edifício de vários
pavimentos).

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