Apostila do 4º bimestre
A Ditadura Militar no Brasil foi um regime autoritário que teve início com o golpe militar em 31 de março de 1964,
com a deposição do presidente João Goulart.
O golpe: o início da ditadura militar no Brasil
No dia 31 de março de 1964, tanques do exército foram enviados ao Rio de Janeiro, onde estava o
presidente Jango. Três dias depois, João Goulart partiu para o exílio no Uruguai e uma junta militar
assumiu o poder do Brasil.
No dia 15 de abril, o general Castello Branco toma posse, tornando-se o primeiro de cinco militares a
governar o país durante esse período. Assim se inicia a ditadura militar no Brasil, que vai durar até 1985.
Castello Branco e os atos institucionais
No governo de Castello Branco (1964-67) foi declarado o primeiro ato institucional da Ditadura Militar no
Brasil – conhecido como AI 1!
Atos institucionais eram decretos e normas, muito utilizados durante a ditadura – eles davam plenos
poderes aos militares e garantiam a sua permanência no poder. Dentre as principais medidas
asseguradas pelo AI 1 estava o fim das eleições diretas, isto é, a partir desse momento, as eleições para
presidente seriam feitas pelo Congresso Nacional e não pela população. Nesse mesmo governo, as
eleições diretas estaduais também foram suspensas e em 1967 uma nova Constituição entrou em vigor.
Em 1965 – por meio do Ato Institucional nº 2 – todos os partidos políticos foram fechados e foi adotado o
bipartidarismo, ou seja, a partir desse momento passaram a existir apenas dois partidos: a Aliança
Renovadora Nacional (ARENA) e o Movimento Democrático Brasileiro (MDB).
Enquanto o primeiro apoiava o governo, o segundo partido representava a oposição consentida (mas
atenção: havia várias restrições à sua atuação!). Essa medida, ao mesmo tempo em que fortalecia o
Poder Executivo, proporcionava uma imagem de legalidade à ditadura, pois mantinha o Congresso
Nacional em funcionamento (apesar de ter sido fechado em alguns momentos). Além disso, unir todos os
partidos de oposição em apenas um partido político – o MDB – também foi uma estratégia dos militares
de facilitar a repressão aos opositores do regime. O AI-2 mudou ainda dispositivos constitucionais,
alterando o funcionamento do Poder Judiciário e concentrando cada vez mais poder no Executivo.
O governo, através da criação do Serviço Nacional de Informação (SNI), montou um forte sistema de
controle que dificultava a resistência ao regime. Chefiado pelo general Golbery do Couto e Silva, este
órgão investigou todos aqueles suspeitos de conspirar contra o regime, desde empresários até
estudantes.
O governo limitou ainda mais a participação dos cidadãos, baixando o Ato Institucional no 3 (AI-3), que
estabelecia eleições indiretas para governadores. Estes, por sua vez, nomeavam os prefeitos das
capitais. Assim, os cidadãos perdiam o direito de escolher seus governantes, fato que limitou ainda mais a
cidadania no país. Preocupado em manter a aparência de legalidade, o governo baixou o AI-4, por meio
do qual reabriu o Congresso para que aprovasse uma nova Constituição, a de 24 de janeiro de 1967.
Essa Constituição ampliava os poderes do presidente da República e restringia o direito de greve. Com
seus poderes ampliados, Castelo Branco decretou duas leis autoritárias: a Lei de Imprensa, que
intensificou a censura aos jornais e revistas, e a Lei de Segurança Nacional, que dava à Justiça Militar o
direito de julgar os crimes de “subversão” (comícios, reuniões políticas etc.).
1- O que determinava o AI 1?
2- O que determinava O AI 2?
3- Explique o que foi o SNI
4- O que determinava O AI-3?
5- O que determinava O AI-4?
6- O que determinava a Lei de Imprensa?
7- O que determinava a Lei de Segurança Nacional?
Costa e Silva e o AI-5
O "Artur Costa e Silva foi o segundo presidente do Brasil durante o período da Ditadura Militar, governando o país
de 1967 a 1969. O governo de Costa e Silva marca o início das medidas desenvolvimentistas que levaram ao
“milagre econômico”, além de ter sido marcado por ter iniciado os “anos de chumbo”, período de maior repressão
da Ditadura Militar."governo de Costa e Silva (1967-69) foi marcado por muita repressão, violência, tortura aos
opositores do regime e restrição aos direitos políticos e à liberdade de expressão. Com o aumento da opressão
cresceu também a resistência democrática à ditadura, na qual se destacaram o movimento estudantil, o movimento
operário, diversos artistas e intelectuais e uma parte dos políticos. Em 1968, cresceu o movimento estudantil em
várias partes do mundo, inclusive no Brasil. Em uma manifestação ocorrida em março, no Rio de Janeiro, contra a
má qualidade da alimentação fornecida aos estudantes no restaurante universitário Calabouço, o paraense Edson
Luís Lima Souto, de 18 anos, foi morto pela polícia, o que provocou uma onda de protestos; o maior deles foi a
Passeata dos Cem Mil, na qual estudantes, políticos, artistas e trabalhadores saíram às ruas para protestar contra o
Regime Militar.
1- O que foram os “anos de chumbo”?
2- Por que os estudantes estavam se manifestando?
3- O que foi a Passeata dos 100 mil?
O forte clima de tensão foi agravado com o discurso do deputado Márcio Moreira Alves, que pediu ao povo que não
comparecesse às comemorações do dia 7 de setembro, como forma de protesto contra o Regime.
Para conter as manifestações de oposição, o general Costa e Silva decretou em dezembro de 1968, o promulgou o
AI 5, que fechou o Congresso por tempo indeterminado; decretou estado de sítio; cassou mandatos de prefeitos e
governadores e proibiu a realização de reuniões. Diversos tipos de torturas foram realizados aos militares e civis
que estivessem contra o governo.
Como esse decreto dava o direito ao governo de punir arbitrariamente os inimigos do regime, é considerado o golpe
mais duro da Ditadura Militar no Brasil. Nesse período, em resposta ao regime repressivo, começaram a surgir
grupos armados, contra os quais houve forte repressão por parte dos militares.
Essa visível radicalização do regime militar acabou pressionando os setores de esquerda a se desmobilizarem ou
partirem para ações radicais. Parte das esquerdas optou por se reagrupar na nova ordem estabelecida e integrar os
quadros do MDB, único partido de oposição autorizado pelo governo. Já outros setores optaram pela luta armada,
promovendo a organização de guerrilhas rurais e urbanas responsáveis por assaltos a bancos, sequestro de
autoridades políticas e a realização de atentados contra instituições do regime.
Em resposta, o governo militar estabeleceu forças de repressão pelo DOI-Codi (Destacamento de Operações de
Informação – Centro de Operações de Defesa Interna) e da Operação Bandeirante, que recebia financiamento de
empresas privadas para a prisão, tortura e a morte daqueles que ameaçassem a ditadura militar. No fim de 1969,
Costa e Silva acabou saindo do governo por causa do agravamento do seu estado de saúde. Por decisão dos
militares, o general Emílio Garrastazu Médici foi indicado como novo presidente.
Estado de sítio: situação na qual são estabelecidas restrições à liberdade dos cidadãos, por meio da suspensão de
alguns direitos constitucionais.
4- O que determinava o AI 5?
5- Cite as ações das guerrilhas rurais e urbanas contra a ditadura
6- O que era o DOI-Codi
7- O que era a Operação Bandeirante?
8- Quem substituiu Costa e Silva?
9- O Governo Costa e Silva ficou marcado por inúmeros protestos estudantis no primeiro semestre de 1968. O estopim
para o crescimento do movimento estudantil no período foi a morte do estudante Edson Luis, que faleceu em confronto
a polícia em março de 1968. O auge do movimento estudantil aconteceu em junho de 1968, quando ocorreu a:
a) Marcha da Família com Deus pela Liberdade
b) Passeata dos Cem Mil
c) Marcha das Panelas Vazias
d) Marcha do Milhão
Médici e o “milagre econômico”
O Governo de Médici (1969-74) é considerado o período de maior repressão da Ditadura Militar no Brasil. A
censura dos meios de comunicação se intensificou e muitos prisioneiros políticos foram torturados. Afinal, os
movimentos de oposição ao regime eram reprimidos por diversas frentes do governo militar.
Com o aumento da repressão, cresceu também a resistência democrática ao Regime Militar, por meio de
abaixo-assinados, protestos de rua, oposição parlamentar, jornais, espetáculos teatrais e festivais de música
popular brasileira. Os meios de comunicação e as atividades culturais eram vigiados pela polícia. Tudo o que
desagradava ao governo era severamente censurado. A ditadura não admitia críticas, nem ao menos oposição
pacífica.
1- Por que o Governo de Médici é considerado o período de maior repressão da Ditadura Militar no Brasil?
2- Cite as ações realizadas pela resistência democrática ao Regime Militar.
O “milagre econômico”
No plano econômico, o governo Médici foi marcado por período de desenvolvimento que a propaganda oficial
chamou de "milagre brasileiro". A economia cresceu a altas taxas anuais, tendo como base o aumento da produção
industrial, o crescimento das exportações e a acentuada utilização do empréstimo do exterior. Em compensação, o
governo adotou uma rígida política de arrocho salarial, diante da qual os trabalhadores e os sindicatos não podiam
reagir.
3- Explique o que foi o milagre econômico?
O crescimento da economia somado à euforia após a conquista do tricampeonato mundial de futebol levou o
governo militar a adotar campanhas publicitárias ufanistas, como “Brasil, ame-o ou deixe-o” ou “Ninguém mais
segura esse país”.
4- Como era a propaganda do governo demostrar esse clima de euforia e ufanismo geral na sociedade
Esse “milagre”, no entanto, deixou uma dívida externa muito grande para o país – equivalente hoje a uma dívida no
valor de US$ 1,2 trilhão, muito maior que a atual, cujo valor registrado em 2017 foi de US$ 37,36 bilhões. Isso
significa que o “milagre econômico” gerou na realidade a dependência brasileira por empréstimos externos nos
anos que seguiram.
Além disso, o milagre foi acompanhado de maior desigualdade de renda. Ou seja, a riqueza se concentrou ainda
mais nas mãos dos ricos e a camada de pobres da população teve sua situação econômica e social ainda mais
precarizada. O Índice de Gini – que mede a concentração de renda de um país – alcançou em 1977 o pior nível da
história, com o número de 0,62. Isso significa uma concentração de renda maior do que a registrada atualmente em
países como Namíbia e Haiti!
5- Cite os pontos negativos do milagre econômico
O fim do “milagre”
Em 1973, último ano do governo Médici, por motivos internos e externos, o “milagre econômico” começou a dar
sinais de esgotamento.
Em 1973, houve a crise do petróleo no mercado internacional. Com o aumento do preço do combustível, a inflação
no país continuou a subir e em 1974 a inflação era de quase 30% ao ano – chegando a taxa de 242,24% ao final da
ditadura. Além disso, os investimentos na economia brasileira
caíram, reduzindo o consumo e a geração de empregos. Diante dessas dificuldades, o governo militar passa a
perder apoio.
6- Cite os motivos internos e externos, que levou o “milagre econômico” a começar a dar sinais de esgotamento.
Em 1971, foi promulgado um decreto-lei que tornava ainda mais rígida a censura à imprensa, os grupos de
esquerda sofriam fortes repressões e foram criadas instituições para lutar contra eles, como o Departamento de
Operações Internas (DOI) e o Centro de Operação da Defesa Interna (CODI). Estes órgãos eram utilizados como
centros de aprisionamento e tortura e estavam localizados nas principais cidades do Brasil.
7- O que era Departamento de Operações Internas (DOI) e o Centro de Operação da Defesa Interna (CODI)?
A luta armada
A luta armada no Brasil não nasceu como resistência ao golpe civil-militar de 1964; era anterior a ele. Mas, durante
os governos militares, ela se intensificou: surgiram várias organizações armadas cujo projeto era implantar o
socialismo (ditadura do proletariado) por meio da guerrilha. Durante a ditadura civil-militar, os principais
representantes da luta armada foram: a Ação Libertadora Nacional (ALN), liderada pelo ex-deputado Carlos
Marighella, a Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), liderada pelo ex-capitão Carlos Lamarca, e o Movimento
Revolucionário 8 de Outubro (MR-8).
Essas organizações praticavam assaltos a bancos para conseguir dinheiro para suas lutas e sequestro de
diplomatas estrangeiros para trocá-los por presos políticos. Em 1969, por exemplo, os guerrilheiros sequestraram o
embaixador estadunidense Charles Burke Elbrick e o trocaram por 15 presos políticos
8- Quem foi Carlos Marighella?
9- Como atuavam os representantes da luta armada?
10- Quem os guerrilheiros sequestraram?
A tortura
Um dos aspectos mais desumanos e cruéis da repressão policial-militar foi o emprego da tortura como método para
eliminar e neutralizar qualquer forma de oposição ao governo dos generais. Diversos instrumentos e técnicas de
castigos corporais e psicológicos faziam parte dos métodos de ação dos agentes dos órgãos de repressão
(choques elétricos, pau-de-arara, afogamento, pancadas, queimaduras, entre outros). Existiam instalações e
equipamentos apropriados para a tortura, além de pessoal rigorosamente treinado para aplicá-la. Foi justamente
durante o governo Médici que foram registrados os maiores índices de violações aos Direitos Humanos.
11- Cite as técnicas de tortura do governo
12- Como teve início a Ditadura Militar no Brasil, que durou de 1964 a 1985?
a) Através de eleições democráticas que levaram ao poder os militares.
b) Através de um acordo ocorrido entre o presidente João Goulart e comandantes das forças armadas brasileiras.
c) Através de uma sangrenta guerra civil em que os militares tomaram o poder a força, após a morte de milhares
de brasileiros.
d) Através de um golpe militar, ocorrido em 31 de março de 1964, que tirou o presidente João Goulart do poder.
13- Ao mesmo tempo em que reprimia duramente os opositores da ditadura militar, o governo de Garrastazu
Médici pretendeu mostrar à população brasileira uma visão otimista do Brasil, principalmente através da
utilização dos meios de comunicação de massa e o uso maciço de slogans ufanistas, como:
a) “O Petróleo é Nosso”.
b) “50 anos em 5”.
c) “Eu quero votar para Presidente”.
d) “Brasil: Ame-o ou Deixe-o”.
14- O presidente brasileiro destituído com o golpe civil-militar de 1964 foi:
a) Jânio Quadros
b) João Goulart
c) Getúlio Vargas
d) Juscelino Kubitschek
Geisel e o início da abertura política
Geisel (1974-79) iniciou seu governo com uma abertura política lenta, gradual e segura. Na prática,
isso significava a transição para um regime democrático, mantendo os grupos de oposição e movimentos populares
excluídos dos processos de decisão política. Essa transição também tinha como razão o desgaste das Forças
Armadas após anos de repressão, violência e restrição à liberdade.
1- Explique: Geisel iniciou seu governo com uma abertura política lenta, gradual e segura
As violações aos direitos humanos e repressões violentas continuaram apesar do início da abertura. O caso mais
grave ocorrido durante o governo de Geisel, como já mencionamos, foi a tortura e morte do jornalista Vladimir
Herzog, em 1975. Esse episódio gerou grande comoção popular, mas Geisel não tomou providências para punir os
responsáveis.
2- Quem foi o jornalista Vladimir Herzog?
A crise econômica também se agravou e em 1978 operários metalúrgicos do ABC iniciaram o maior ciclo de greves
da história do Brasil, pelo destaque do sindicalista Luiz Inácio Lula da Silva, no ano de 1979.
Diversos setores da sociedade começaram a se mobilizar e denunciar as atrocidades cometidas pelo governo, a
situação ficava ainda mais insustentável para a manutenção da Ditadura Militar no Brasil. Diante da pressão da
população e do surgimento de movimentos contrários ao regime, em 1978, o presidente revogou diversos
decretos-lei, inclusive o AI 5.
Em termos de investimento, no governo do Geisel, foram registradas os mais altos aportes em infraestrutura e
industrialização desde o início da ditadura militar, atingindo 23,3% do PIB. Esse é um valor alto se considerado o
investimento no início do regime – de 15%. Alguns dos exemplos desses investimentos foram a Transamazônica, a
Ponte Rio-Niterói, as Usinas Nucleares de Angra e a hidrelétrica de Itaipu.
Durante seu governo, a Guanabara foi anexada ao Rio de Janeiro e o Estado de Mato Grosso foi dividido também
em Mato Grosso do Sul.
3- Como os operários metalúrgicos do ABC reagiram a crise econômica
4- Cite os investimentos do governo do Geisel em infraestrutura
O que aconteceu com a Guanabara e o Estado de Mato Grosso
Em 1976, o governo criou a Lei Falcão, proibindo a organização de campanhas eleitorais nos veículos de
comunicação. Além disso, esse mesmo decreto ampliou a duração do mandato presidencial de cinco para seis
anos e um terço do Senado seria escolhido indiretamente pelas assembléias estaduais.
Em 1977, o regime pretendeu implementar uma reforma do Poder Judiciário que não foi aceita pela maioria dos
deputados que pertenciam à oposição, e o governo impôs o fechamento do Congresso Nacional pelo período de
quatorze dias. Outra medida do regime para assegurar a efetivação das propostas da Arena foi a elaboração do
“pacote de abril”. Esse conjunto de leis previa a eleição indireta de governadores e de um terço dos senadores
(dando origens aos chamados “senadores biônicos”), e a ampliação do mandato presidencial do sucessor de Geisel
para seis anos, dentre outras medidas.
Senadores biônicos foi uma forma pejorativa criada pela oposição ao regime militar para denominar os senadores
escolhidos a partir das mudanças estabelecidas por Ernesto Geisel através do Pacote de Abril.
O termo alude a uma série norte-americana da época transmitida, no Brasil, pela Rede Bandeirantes, O homem
de 6 milhões de dólares, cujo protagonista ganhou poderes biônicos após uma cirurgia milionária que salvou sua
vida. Em troca, passou a trabalhar para o governo norte-americano como agente especial.
5- O que determinava a Lei Falcão
6- O que estabeleceu o Pacote de Abril
7- Por que senadores biônicos?
Figueiredo e a Lei da Anistia
O Governo de Figueiredo (1979-85) durou 6 anos e colocou fim ao período ditatorial.
O governo de João Figueiredo foi o último governo militar do período da Ditadura Militar. Esse governo tentou
conduzir o projeto de realizar uma abertura política controlada, sendo que o intuito dos militares ao fazer isso era
devolver o poder aos civis desde que esses governassem o país da maneira como os militares achavam adequado,
isto é, de forma centralizadora e autoritária.
A aprovação da Lei da Anistia, do jeito que ocorreu, foi uma das etapas dessa abertura. Essa lei permitiu o
retorno de uma série de brasileiros que estavam exilados, mas não libertou vários presos políticos e ainda
permitiu que torturadores e outros criminosos da ditadura saíssem impunes por seus crimes.
Em 1979, o bipartidarismo foi extinto e novos partidos surgiram no país, o que foi parte de um esforço dos
militares para enfraquecer a oposição realizada pelo MDB.
Uma grande reforma estabeleceu a criação de diversos partidos políticos. O ARENA, partido dos militares,
transformou-se no Partido Democrático Social (PDS) e abrigava os conservadores e beneficiários da ditadura. O
MDB, que realizava a tímida oposição durante a linha dura, transformou-se em Partido do Movimento Democrático
brasileiro (PMDB). Novos partidos também apareceram: Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), Partido Democrático
Trabalhista (PDT), Partido dos Trabalhadores e Partido Popular.
Mas essa abertura do final do regime não era aceita por todos os militares, algumas alas desejavam manter a
ordem vigente. Considerado um ato de terrorismo, militares contrários à abertura explodiram uma bomba num
centro de convenções no Rio de Janeiro durante uma comemoração ao dia do trabalho, em 1981. Neste caso
também não houve investigações ou punições.Os espaços de luta pelo fim da presença dos militares no poder
central foram se multiplicando.
1- O que foi a Lei de Anistia?
2- Qual foi a polêmica causada pela Lei de Anistia?
3- Cite os partidos políticos criados durante o governo de Figueiredo
4- Explique o ato de terrorismo no centro de convenções no Rio de Janeiro
Campanha pelas eleições diretas
Nos últimos meses de 1983, teve início em todo o país uma campanha pelas eleições diretas para presidente, as
"Diretas Já", que uniram várias lideranças políticas como Fernando Henrique Cardoso, Lula, Ulysses Guimarães,
entre outros.
O movimento que chegou ao auge em 1984, quando foi votada a Emenda Dante de Oliveira, que pretendia
restabelecer as eleições diretas para presidente.
No dia 25 de abril, a emenda apesar de obter a maioria dos votos, não conseguiu os 2/3 necessários para sua
aprovação, frustrando a população, que havia ido as ruas em favor do voto direto.
Logo depois, grande parte das forças de oposição resolveu participar das eleições indiretas para presidente. O
PMDB lançou Tancredo Neves, para presidente e José Sarney, para vice. No entanto, o novo presidente não
chegou a assumir o cargo devido às complicações de um câncer no intestino que o levou à morte. Com isso, o
vice-presidente, José Sarney, foi o responsável por contornar os problemas econômicos do país e garantir o retorno
das liberdades democráticas.
5- Explique as "Diretas Já"
6- Explique a Emenda Dante de Oliveira
7- Por que o novo presidente não chegou a assumir o cargo
8- Quem assumiu a presidência?