0% acharam este documento útil (0 voto)
22 visualizações4 páginas

503

Enviado por

Marília Késsia
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
22 visualizações4 páginas

503

Enviado por

Marília Késsia
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

8º Simposio de Ensino de Graduação

O USO DO TPR NAS AULAS DE LÍNGUA ESTRANGEIRA (INGLÊS) PARA A EDUCAÇÃO


INFANTIL COMO UMA FERRAMENTA DE MOTIVAÇÃO: QUEBRANDO O GELO

Autor(es)

LUCAS MOURA PROENÇA

Orientador(es)

OSVALDO SUCCI JUNIOR

1. Introdução

Hoje em dia o professor possui uma grande quantia de diferentes métodos e abordagens à sua disposição quando estamos falando do
Ensino de Língua Inglesa, seja como segunda língua ou como língua estrangeira, então “a maioria dos professores eficientes
selecionam um número de abordagens, métodos e técnicas para criar um ambiente de aprendizado que se encaixe com as necessidades
dos alunos”. (Pruet-Said and Norland, 2006).

O que fará a diferença na qualidade do ensino não serão o método ou a abordagem em si, mas como e para qual tipo de aluno é feita
sua aplicação. “Ensinar Inglês, especialmente para crianças, deve ser proveitoso, interessante, repetitivo e compreensível. Ao fazer
isso, deve haver métodos apropriados para ensinar Inglês a elas.” (Widodo, 2005). A relevância desse projeto é focada nas aplicações,
vantagens e limitações ao usar a abordagem ‘Total Physical Response’ (Resposta Totalmente Física) – TPR como uma ferramenta
motivacional nas aulas de Língua Estrangeira (Inglês) para crianças de quatro a seis anos.

*Nota do Autor: Todas as citações desse trabalho foram traduzidas do Inglês para o Português pelo próprio autor. Apesar do
trabalho possuir embasamento na Língua Inglesa, foi feita essa adaptação para que o mesmo pudesse se adequar ao
regulamento presente nas instruções para inscrição de trabalhos na Mostra Acadêmica 2010 da UNIMEP

2. Objetivos

Quanto à ‘TPR’, é uma abordagem comunicativa e livre de estresse desenvolvida pelo Dr. James Asher por volta de trinta anos atrás,
entre a década de 60 e 70, para a aquisição de segunda língua. Asher (1965) aponta que ela é baseada na justificativa de que o cérebro
humano tem um programa biológico para adquirir qualquer língua natural que exista, inluindo a linguagem de sinais para surdos.
Ballard & Tighe (1995) mostram que ao aplicar TPR, os professores física e verbalmente modelam comandos para os alunos, que
devem então responder com as ações apropriadas. Eles também destacam que através da TPR, os alunos desenvolvem a linguagem
receptiva antes da linguagem expressiva se manifestar. Portanto, a produção de fala é o resultado da compreensão lingüística e da
aquisição de linguagem; e não a causa. (Idem, 2005).

Outro aspecto muito importante de ensinar Inglês para crianças de Educação Infantil é a motivação. Como professores, nós
precisamos facilitar uma atmosfera de aprendizado que alimente a motivação. (Heyderman, 2006). Os professores que lidam com esse
tipo de aluno devem estar atentos que também estão representando um papel muito importante no crescimento e desenvolvimento do
caráter psicológico de cada indivíduo; e se isso não for feito de forma correta, o processo de aprendizagem pode ser seriamente
danificado. É extremamente importante que os professores não consigam apenas que as crianças aprendam o idioma, mas que também
sejam encorajadas a aprendê-lo de forma positiva. (Widodo, 2005).

Para que possamos discutir e encontrar soluções para a problemática central desse trabalho, a qual é o uso apropriado da TPR como
uma ferramenta de motivação para ‘quebrar o gelo’, nós iremos descrever o uso das técnicas e estratégias da TPR por um professor e
apontar sugestões que podem ser úteis ao visar uma atmosfera e ambiente de aprendizado positivos na Língua Estrangeira (Inglês)
para alunos de educação infantil, juntamente com as limitações e restrições dessa abordagem. Ao seguir com esse projeto, nós
também poderemos apontar algumas considerações importantes que os professores devem seguir se quiserem construir uma base forte
e sólida para seus futuros falantes da Língua Inglesa.

3. Desenvolvimento

As teorias e modelos que servirão de base ao projeto são os estudos sobre TPR e as seqüências/momentos de aulas na qual a
abordagem se encaixe de forma mais eficiente; a idéia da TPR como um ‘quebra-gelo’ e o aspecto motivacional relacionado ao uso
dessa abordagem nas aulas de Língua Estrangeira (Inglês) para a Educação Infantil, juntamente com a analise dos contrastes de
aplicação em teorias específicas e livros de curso para Ed. Infantil de editoras especializadas, tais como Cambridge, Oxford, Longman
e Macmillan nas aulas práticas do professor pesquisador. O trabalho também abordará artigos e pesquisas sobre os contrastes e
limitações da TPR em diferentes atividades de sala de aula quando estamos falando de Inglês como Língua Estrangeira na Ed.
Infantil. Van de Craen (1997:7) apud Cravo (2009) ressalta que o uso de material autêntico junto com a participação ativa do aluno
facilita o processo de aprendizagem e os alunos aprendem sem perceber que estão aprendendo.

Um estudo de caso será aplicado nas aulas do professor pesquisador, que são compostas de crianças de quatro a seis anos de idade.
Nós iremos comparar os resultados de aulas nas quais a TPR é aplicada como atividades de ‘quebra-gelo’ para motivar os alunos e
também aulas que não terão atividades de TPR nelas. Um diário ou registro de pesquisa será necessário para contrastar o resultado
dessas análises com as teorias que são o foco da pesquisa nesse trabalho. Os dados serão coletados através da gravação do feedback
(retorno) dos alunos conforme as aulas são ministradas; e os resultados serão analisados de forma qualitativa relacionando os
contrastes das teorias sendo estudadas nesse trabalho.

Conforme já foi dito, já que TPR é uma abordagem livre de estresse, ela ajuda a diminuir os níveis de ansiedade dentro da sala de
aula, bem como o filtro afetivo. Ao começar primeiro com a linguagem receptiva, as crianças irão saber como poderão interagir com
seu professor numa forma natural, e até os mais tímidos, no seu ritmo, irão gradualmente se abrir para essa interação. Asher (1995)
apud Ballard & Tighe (1995) também mostra um aspecto importante da construção do conhecimento na sala de aula: “[...] se os
professores não estão animados com o que estão fazendo, eles não conseguirão elaborar uma experiência de aprendizado envolvente
para seus alunos”.

Portanto, a metodologia desse trabalho será focada numa unidade/capítulo de conteúdo específico da Língua Inglesa que está sendo
ensinado juntamente com o uso de características fundamentais da TPR escolhidas previamente pelo professor; e a relevância de
aplicá-las nas aulas de Língua Estrangeira (Inglês) para a Educação Infantil. Em suma, essas características, aliadas pelo estudo
analítico de teorias sobre ‘motivação’ e ‘quebradores de gelo’ juntamente com a coleta de dados e análise de experiências pessoais
na rotina do professor-pesquisador serão contrastados para guiar os resultados do trabalho num estudo prático e compreensível sobre a
problemática que está sendo pesquisada.

4. Resultado e Discussão

Como foi visto acima, é de grande importância considerar juntamente à satisfação do professor como aplicar de forma eficiente
técnicas e estratégias que possam conviver de forma positiva com os estágios de desenvolvimento da linguagem nos alunos. A
maioria deles ainda não está alfabetizada e ainda estão desenvolvendo a fluência de seu próprio idioma. Então o discurso usado pelo
professor em sala de aula não deve prejudicar esse estágio delicado, e precisa introduzira Língua Estrangeira, que nesse caso é a
Língua Inglesa, de forma natural e prazerosa. De acordo com Yule (1996) apud Carvalho (2005:21), o termo “filtro afetivo” é
frequentemente utilizado para descrever um tipo de barreira na aquisição, que resulta de experiências ou sentimentos negativos.
Então, se as crianças estiverem desconfortáveis, estressadas ou desmotivadas, elas podem não aprender nada.

Nas palavras de Stephen Krashen (1992), uma pessoa com baixa auto-estima pode compreender o input (informação), mas ele não
atingirá o Dispositivo de Aquisição de Linguagem, a parte do cérebro responsável pela aquisição da linguagem. Isso se deve ao fator
de um bloqueio – o “filtro afetivo”, que irá manter essa informação para fora. Além disso, essa hipótese relacionada com a relação
aluno-professor é um aspecto fundamental na construção do conhecimento, especialmente para uma abordagem com técnicas
envolvendo muita interação como a TPR, e é claro também com a ajuda de informação concreta e visual, como objetos reais ou
figuras de cartões e livros.

E já que vimos que TPR sugere muitas atividades para crianças de todas as idades, tais como representação de papeis, contar história
através de ações, canção de músicas com gestos e exercícios de interação baseados em comandos; que respeitam o ritmo individual de
cada criança; é mais fácil para o professor escolher a atividade adequada de acordo com a idade e o número de crianças dentro da sala
de aula, e a quantia de tempo que irá levar. Assim, evita que seja algo exaustivo ao invés de engajante. Consequentemente, o professor
consegue monitorar a aceitação de cada aluno pelas suas ações, evitando assim que percam sua motivação interna com o processo de
aprendizagem.

5. Considerações Finais

Ao olharmos para algumas dessas teorias que apóiam a aplicação da TPR como uma ferramenta de apoio e motivacional, nós
conseguiremos embasar as idéias de ambientes, atividades, sequências, habilidades e estratégias adequadas que podem ser usadas
junto à TPR como uma forma prática e prazerosa de desenvolver noções básicas, habilidades e experiências com situações baseadas
na interação do aluno com o professor e com os próprios colegas. Em outras palavras, esse trabalho nos ajudará a encontrar, destacar e
direcionar a atenção dos professores de Inglês da Educação Infantil para o que eles devem considerar se quiserem manter suas
qualidades como profissionais competentes ao usarem tais abordagens como a TPR.
Dessa forma, ao desenvolvermos esse tipo de trabalho no aspecto motivacional da interação na TPR, é também possível guiar
professores e profissionais envolvidos com o Ensino de Inglês como Língua Estrangeira na Ed. Infantil para uma rotina de trabalho
satisfatória e uma atmosfera gratificante, sendo que é imprescindível considerar o bem estar e envolvimento profissional dos que são
responsáveis por guiar e administrar o processo diário do aprendizado e o ambiente escolar apropriado.

Referências Bibliográficas

ASHER, James J. Breakthrough in brain research: Learning Languages Without Stress. Disponível em:
<http://tpr-world.com/brain-research.html>. Acesso em: 15 abr. 2010

ASHER, James J. A language classroom that works for high speed learning. Disponível em: < http://
http://www.tpr-world.com/high-speed-learning.html>. Acesso em: 21 abr. 2010.

ASHER, James J. The Total Physical Response: Review of the evidence. Disponível em:
<http://www.tpr-world.com/review_evidence.pdf>. Acesso em: 23 abr. 2010.

ASHER, James J. ‘What is TPR?’ Disponível em: < http://www.tpr-world.com/what.html>. Acesso em: 30 abr. 2010.

CARVALHO, Raquel Cristina Mendes de. A teacher’s discourse in EFL classes for very young learners: Ivestigating mood choices
and register. Disponível em: <
http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/diaadia/diadia/arquivos/File/conteudo/artigos_teses/Ingles/carvalh.pdf>. Acesso em: 4 mai.
2010.

CRAVO, Paula Joana Katchi. A case study: Pre-Implementation of CLIL in a primary school in Portugal. Disponível em: <
http://www.fcsh.unl.pt/docentes/cceia/mestrado-em-ensino-do-ingles/a-case-study-pre-implementation-of-clil.pdf>. Acesso em: 13
mai. 2010.

HEYDERMAN, Emma. Motivating Young Learners: Ten Teaching Tips. p. 1-2. Disponível em: < http://tesl-ej.org/ej39/f1.pdf>.
Acesso em: 28 abr. 2010.

KRASHEN, Stephen. TPR: Still a Very Good Idea. Disponível em: <http://www.languageimpact.com/articles/other/krashentpr.htm>.
Acesso em: 19 mai. 2010.

NORLAND, Debora L.; PRUETT-SAID, Terry. A Kaleidoscope of Modes and Strategies for Teaching English to Speakers of Other
Languages. 1. ed. Connecticut: Libraries Unlimited/Teacher Ideas Press, 2006.
WIDODO, Handoyo Puji. Teaching Children Using a Total Phsyical Response (TPR) Method: Rethinking. Disponível em: <
http://sastra.um.ac.id/wp-content/uploads/2009/10/Teaching-Children-Using-a-Total-Physical-Response-TPR-Method-Rethinking-Ha
ndoyo-Puji-Widodo.pdf>. Acesso em: 2 jun. 2010.

Você também pode gostar