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2 - Malformações Nasais

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MALFORMAÇÕES NASAIS- ATRESIA DE COANAS

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: MANUAL DE RESIDÊNCIA EM OTORRINOLARINGOLOGIA

• A atresia coanal é uma anormalidade, caracterizada por obstrução, uni ou bilateral, da


abertura posterior da cavidade nasal.
➢ Ocorre por defeito na absorção da membrana bucofaríngea
➢ É 2x mais comum no sexo feminino
➢ A atresia de coanas pode estar associada com outras síndromes congênitas (20-50%)
• Classificações da Atresia de Coanas: A atresia de coanas pode ser classificada quanto
➢ Aos lados acometidos: Unilateral (mais comum) ou Bilateral (emergência médica)
➢ A natureza da placa atrésica: Óssea, membranosa ou mista
➢ À permeabilidade da fossa nasal: Atresia (obstrução total) ou Estenose (obstrução
parcial)
• Quadro clínico da Atresia de Coanas: Os sintomas dependem de sua uni ou bilateralidade.
➢ Quando unilateral, raramente se apresenta como obstrução nasal grave, podendo
passar despercebida na infância, pois o outro lado pérvio consegue garantir a
passagem do ar. Em geral, há sintomas de obstrução e rinorreia unilaterais,
persistentes e distúrbio obstrutivo do sono.
▪ Pode haver cianose discreta à amamentação ou durante exercícios físicos
➢ A atresia de coanas bilateral se apresenta, no recém-nascido, como um quadro de
emergência, causando comprometimento agudo das vias aéreas, já que os recém-
nascidos são respiradores nasais obrigatórios, tornando-se adaptados à respiração oral
por volta da terceira semana de vida. O paciente evolui rapidamente para insuficiência
respiratória grave, com dispneia inspiratória e expiratória, retrações intercostais e
subcostais e cianose cíclica que melhora com o choro
▪ Esse quadro pode levar à morte caso não sejam tomadas as medidas de urgência
necessárias
• Diagnóstico de atresia de coanas: A tomografia computadorizada (TC) dos seios paranasais +
nasofibroscopia é considerada padrão-ouro no diagnóstico, pois avalia o grau de obstrução,
localiza exatamente o seu sítio, define a constituição da placa atrésica e avalia a presença de
outras malformações craniofaciais.
➢ Porém, antes de tomografar o RN, deve-se realizar alguns testes que falam a favor do
diagnóstico
• Testes diagnósticos de Atresia de coanas: Alguns testes podem ser utilizados, já na sala de
parto, para a avaliação da permeabilidade das coanas.
➢ A passagem de sonda nasogástrica até sua visualização na orofaringe, a imagem
condensada do ar expirado em espelho colocado em frente às narinas, gotas de azul de
metileno nas cavidades nasais, verificando sua passagem para a orofaringe, e
movimento de fio de algodão em frente às narinas com a boca fechada sugerem,
quando negativos, alterações da permeabilidade coanal
• Tratamento da atresia de coanas: Inicialmente depende se é uni ou bilateral, mas no final é
cirúrgico
➢ A abordagem inicial na atresia de coanas bilateral É GARANTIR A
PERMEABILIDADE DA VIA AÉREA. A maioria dos recém-nascidos com atresia bilateral
evoluem para insuficiência respiratória grave.
▪ Para isso, medidas como intubação orotraqueal, uso de cânula de Guedel ou
chupeta de McGovern podem ser necessárias.
▪ Posteriormente realiza-se a abertura cirúrgica
➢ Na obstrução unilateral, o tratamento é postergado desde que a criança esteja se
alimentando e respirando bem. Na maioria dos casos, o diagnóstico é casual, por
serem oligossintomáticos.
MALFORMAÇÕES NASAIS- DESVIO SEPTAL

• O septo nasal separa as duas cavidades nasais, direita e esquerda. É uma estrutura
osteocartilaginosa que se estende das narinas à coana.
➢ O septo é uma das estruturas da válvula nasal, região mais estreita da cavidade e
responsável por aproximadamente 50% de sua resistência ao fluxo aerífero.6
Deformidades leves nesta região podem produzir reduções significativas do fluxo de ar
• As alterações da anatomia do septo nasal podem se manifestar com diferentes formas
➢ Alterações anatômicas do septo nasal (desvios, esporões e cristas) podem ser a
principal causa de obstrução nasal
• O desvio septal é uma alteração anatômica bastante frequente na prática diária e
cabe ao otorrinolaringologista avaliar sua influência sobre a obstrução nasal e o quanto a
cirurgia pode ser benéfica ao paciente. Para tal, anamnese e exame físico com endoscopia
nasal são fundamentais, assim como uma avaliação radiológica por meio de tomografia
computadorizada (TC) de seios paranasais ou mesmo radiografia simples.

• O tratamento cirúrgico quando indicado é a Septoplastia


➢ Não é necessário indicação cirúrgica se o paciente tem queixas mínimas que não
interferem no dia a dia e respiração
MALFORMAÇÕES NASAIS- CISTO DERMOIDE

• O cisto dermoide nasal é a mais comum das malformações nasais congênitas da linha média.
➢ São lesões benignas decorrentes de falha na regressão da dura-máter, quando
elementos dérmicos e epidérmicos da pele do nariz ficam aderidos ao divertículo de
dura e retraem juntamente a ele. Esses elementos ficam aprisionados no espaço pré-
nasal e podem proliferar formando glândulas e pelos.
• Quadro clínico dos Cistos dermoides: Essas estruturas são geralmente visíveis ao nascimento
ou na infância (geralmente diagnosticados até o primeiro ano de vida), localizando-se na
linha média.
➢ Apresentam-se como massas subcutâneas, não compressíveis, não pulsáteis, não
transilumináveis.
➢ Pelos podem se exteriorizar pelo orifício, sendo patognomônicos de cisto dermoide
nasal
• Diagnóstico do Cisto dermoide: A Ressonância magnética é o exame padrão ouro para avaliar
se há acometimento de SNC
• Tratamento do Cisto dermoide: O tratamento envolve a excisão completa do cisto ou
extensão e tem as finalidades estética, evitar infecções ou complicações de infecções locais e
evitar complicações do SNC, como meningites e abscesso cerebral
MALFORMAÇÕES NASAIS- MENINGOENCEFALOCELE

• A meningoencefaloceles são conceituadas como tecido neural e líquor em região


extracraniana, mas com comunicação evidente com o SNC.
➢ Embriologicamente, surgem pela herniação de tecido cerebral e meninge através de
um defeito ósseo
➢ Além disso, as meningoencefaloceles podem ser adquiridas ocorrendo tanto
espontaneamente como após traumas ou cirurgias nasais
• As meningoencefaloceles podem ser classificadas de acordo com a localização:
➢ Occipitais: são as mais comuns (75% dos casos).
➢ Frontonasais (15%) geralmente são extranasais “cérebro saindo pelo nariz”
➢ Intranasais (10%)
• Quadro clínico da Meningoencefalocele
➢ As encefaloceles são lesões compressíveis, transiluminadas, pulsáteis, que se
expandem com o choro
• Diagnóstico: As suspeitas de meningoencefaloceles NÃO DEVEM SER BIOPSIADAS, pois podem
conter tecido cerebral. Não devem ser manipuladas pelo risco de alterações neurológicas,
ruptura com fístula liquórica e potencial meningite
➢ Exames de imagem são essenciais para o diagnóstico (TC e RM)
• Tratamento: Cirúrgico o mais precoce possível

MALFORMAÇÕES NASAIS- GLIOMAS

• Gliomas são depósitos de tecido glial (massa cerebral) em localização extracraniana e sem
herniação da dura-máter, portanto, sem defeito de comunicação com a cavidade
intracraniana.
➢ Geralmente não mantêm ligação com o SNC, mas podem conectar-se a ele por meio de
uma fina haste de tecido neural em 15% dos casos, aumentando o risco de meningite.
➢ Os gliomas devem ser completamente excisados para minimizar o risco de meningite e
de deformidade estética.

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