Inconstitucionalidade em Normas Estaduais
Inconstitucionalidade em Normas Estaduais
Informativo 1159-STF
Márcio André Lopes Cavalcante
ÍNDICE
DIREITO CONSTITUCIONAL
COMPETÊNCIAS LEGISLATIVAS
▪ É inconstitucional norma estadual que fixa o percentual dos honorários de sucumbência devidos aos Procuradores
estaduais em razão do parcelamento realizado pelos contribuintes nas ações tributárias e execuções fiscais
ajuizadas.
PODER LEGISLATIVO
▪ Norma estadual previu que as eleições da Mesa Diretora para o segundo biênio poderiam ser realizadas bem antes
do início da segunda legislatura; essa previsão é inconstitucional; a eleição deve ser realizada a partir do mês de
outubro do ano precedente ao biênio relativo ao pleito.
MINISTÉRIO PÚBLICO
▪ É constitucional o art. 156 da LC 75/1993, que prevê que o Procurador-Geral do MPDFT é nomeado pelo Presidente
da República (e não pelo Governador do DF).
DIREITO ADMINISTRATIVO
SERVIDORES PÚBLICOS (REGIME DE PREVIDÊNCIA)
▪ Não viola a Constituição Federal norma estadual que estabelece o termo inicial para o pagamento dos benefícios
de aposentadoria do Regime Próprio de Previdência Social local a partir do mês seguinte ao da publicação do ato
concessivo de aposentadoria.
DIREITO CONSTITUCIONAL
COMPETÊNCIAS LEGISLATIVAS
É inconstitucional norma estadual que fixa o percentual dos honorários de sucumbência devidos
aos Procuradores estaduais em razão do parcelamento realizado pelos contribuintes nas ações
tributárias e execuções fiscais ajuizadas
ODS 16
ADI
A Associação Nacional dos Procuradores dos Estados e do Distrito Federal (Anape) ajuizou ADI contra esse
artigo alegando que:
• a norma estadual violou a competência privativa da União para legislar sobre direito processual (art. 22,
I, da CF/88).
• o dispositivo excede os limites da competência legislativa suplementar dos estados (art. 24, XI e §§ 1º a
4º).
A autora argumentou que a fixação de honorários advocatícios é matéria processual, e não procedimental.
Alegou que a norma prevê escalonamento de honorários sucumbenciais entre 1% e 10%, conforme o
número de parcelas, o que reduziria a remuneração dos procuradores e impactaria o recebimento integral
da verba honorária.
Apontou a inexistência de lei complementar que autorize estados a legislar sobre percentuais de
honorários em contraste com os parâmetros previstos no art. 85, § 19 do CPC.
Em suma:
É inconstitucional — por violar a competência privativa da União para legislar sobre direito processual
(art. 22, I, CF/88) — norma estadual que fixa o percentual dos honorários de sucumbência devidos aos
procuradores estaduais em razão do parcelamento realizado pelos contribuintes nas ações tributárias e
execuções fiscais ajuizadas.
STF. Plenário. ADI 7.341/SE, Rel. Min. Nunes Marques, julgado em 19/11/2024 (Info 1159).
Com base nesses e em outros entendimentos, o Plenário, por maioria, julgou procedente o pedido para
declarar a inconstitucionalidade do art. 8º, caput, e incisos I a III, da Lei nº 9.137/2023 do Estado de
Sergipe.
É inconstitucional lei estadual que concede desconto sobre honorários de sucumbência devidos em ações
tributárias e execuções fiscais ajuizadas.
Essa norma viola a competência privativa da União para legislar sobre direito processual (art. 22, I, CF/88).
STF. Plenário. ADI 7.615 MC-Ref/GO, Rel. Min. Nunes Marques, julgado em 05/06/2024 (Info 1139).
PODER LEGISLATIVO
Norma estadual previu que as eleições da Mesa Diretora para o segundo biênio poderiam ser
realizadas bem antes do início da segunda legislatura; essa previsão é inconstitucional; a eleição
deve ser realizada a partir do mês de outubro do ano precedente ao biênio relativo ao pleito
ODS 16
O art. 11 do Regimento Interno da ALE/RN permitia a realização antecipada das eleições para
a Mesa Diretora do segundo biênio da legislatura.
O STF declarou inconstitucional esse dispositivo.
A eleição para os cargos da Mesa Diretora deve ocorrer próxima ao início do mandato,
garantindo que os eleitos representem os anseios e forças políticas do momento.
Embora os estados tenham autonomia para organizar suas Casas Legislativas, essa liberdade
está limitada pelos princípios constitucionais.
Diante disso, o STF declarou a inconstitucionalidade, sem redução de texto, do art. 11, com a
finalidade de excluir qualquer interpretação que permita a realização de eleições, para
composição da Mesa Diretora para o segundo biênio da legislatura, antes do mês de outubro
que antecede o início do referido biênio.
Em suma: as eleições dos integrantes da Mesa Diretora do Poder Legislativo para o segundo
biênio da legislatura devem ser realizadas a partir do mês de outubro do ano anterior ao início
do mandato pertinente, em respeito à legitimidade do processo legislativo e à expressão
política da atual composição da Casa Legislativa.
STF. Plenário. ADI 7.733/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgado em 19/11/2024 (Info 1159).
Legislatura
A legislatura é definida como um período de quatro anos, que coincide com o mandato de cargos como o
de Deputados Estaduais.
A legislatura atual dos Deputados Estaduais vai de 2023 até 2027.
Os Deputados Estaduais atuais tomaram posse em 01/02/2023.
Feita essa explicação prévia, vejamos o caso concreto enfrentado pelo STF:
O art. 11 do Regimento Interno da Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Norte (ALE/RN)
permitia a realização das eleições para composição da Mesa Diretora do segundo biênio a qualquer
momento, até o terceiro ano da legislatura. Na prática, isso possibilitava uma antecipação excessiva das
eleições. Veja a redação do dispositivo:
Art. 11. Até o terceiro ano de cada legislatura, em data e hora previamente designadas pelo
Presidente, antes de inaugurada a sessão legislativa e sob a direção da Mesa da sessão anterior,
realizar-se-á a eleição do Presidente e dos demais membros da Mesa
ADI
A Procuradoria-Geral da República (PGR) ajuizou ADI contra o art. 11 do Regimento Interno alegando que:
• eleições antecipadas subvertem os princípios da alternância de poder e do controle democrático, uma
vez que eliminam a contemporaneidade entre o mandato e o contexto político da escolha;
• essa prática compromete o pluralismo político, pois impede que as escolhas reflitam a atual composição
política da Casa Legislativa.
Diante disso, a parte autora pediu que o art. 11 do Regimento Interno da Assembleia Legislativa fosse
interpretado de forma que permita eleições para o segundo biênio da legislatura somente a partir de
outubro do ano anterior ao início do mandato, garantindo respeito à contemporaneidade e periodicidade.
Logo, ficou claro que, conforme a jurisprudência do STF, a realização de eleições, para os órgãos de direção
do Poder Legislativo, próximas ao início do respectivo mandato configura não só uma ferramenta
democrática, mas também um mecanismo de concretização do princípio representativo, da periodicidade
do pleito e da contemporaneidade.
A Constituição de 1988 qualifica o voto periódico como cláusula pétrea enquanto mecanismo de
alternância do poder e de promoção do pluralismo político, evitando a perpetuação de determinado grupo
por período indeterminado.
O princípio representativo impõe que o poder político seja exercido por representantes que espelhem as
forças políticas majoritárias na sociedade. Por isso, para cada novo mandato, deve haver uma nova
manifestação de vontade pelos eleitores, em momento próximo ao início do respectivo mandato.
Ademais, as disposições acerca das eleições diretas para os cargos de Prefeito, Governador e Presidente
da República, sempre fazem referência ao mês de outubro do ano anterior ao término do mandato,
conforme art. 77, caput, da CF/88:
Art. 77. A eleição do Presidente e do Vice-Presidente da República realizar-se-á, simultaneamente,
no primeiro domingo de outubro, em primeiro turno, e no último domingo de outubro, em
segundo turno, se houver, do ano anterior ao do término do mandato presidencial vigente.
Nesse contexto, depreende-se, de uma leitura sistemática da Constituição Federal, que as eleições
previstas na norma impugnada devam ser realizadas a partir do mês de outubro do ano precedente ao
biênio relativo ao pleito.
Em suma:
As eleições dos integrantes da Mesa Diretora do Poder Legislativo para o segundo biênio da legislatura
devem ser realizadas a partir do mês de outubro do ano anterior ao início do mandato pertinente, em
respeito à legitimidade do processo legislativo e à expressão política da atual composição da Casa
Legislativa.
STF. Plenário. ADI 7.733/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgado em 19/11/2024 (Info 1159).
Com base nesses entendimentos, o Plenário, por unanimidade, converteu o exame de medida cautelar
em análise de mérito e julgou procedente a ação para declarar a inconstitucionalidade, sem redução de
texto, do art. 11 do Regimento Interno da Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Norte, com
a finalidade de excluir qualquer interpretação que permita a realização de eleições, para composição da
Mesa Diretora para o segundo biênio da legislatura, antes do mês de outubro que antecede o início do
referido biênio.
MINISTÉRIO PÚBLICO
É constitucional o art. 156 da LC 75/1993, que prevê que o Procurador-Geral do MPDFT é
nomeado pelo Presidente da República (e não pelo Governador do DF)
ODS 16
O MPDFT foi concebido pelo constituinte como um dos quatro ramos do Ministério Público da
União, sendo de natureza federal, conforme previsto no art. 128 da CF/88. Sua organização,
manutenção e regulamentação competem à União, nos termos dos arts. 21, XIII e 22, XVIII da
CF/88.
Não há que se falar em paralelismo entre a sistemática de nomeação dos Procuradores-Gerais
de Justiça dos Ministérios Públicos estaduais e a do Procurador-Geral de Justiça do MPDFT,
pois este último é órgão federal pertencente à estrutura orgânica do MPU, sendo
completamente estranho à esfera político-administrativa do ente distrital.
O art. 156, caput, da LC 75/93, ao estabelecer a prerrogativa do Presidente da República de
nomear o chefe do MPDFT, está em perfeita sintonia com a Constituição Federal.
STF. Plenário. ADI 6.247/DF, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 19/11/2024 (Info 1159).
Desse modo, o Ministério Público é dividido em dois ramos distintos (MPE e MPU), não havendo qualquer
relação de hierarquia ou subordinação entre eles.
Divisão do MPU
O Ministério Público da União subdivide-se nos seguintes ramos:
a) Ministério Público Federal (MPF);
b) Ministério Público do Trabalho (MPT);
c) Ministério Público Militar (MPM);
d) Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).
O art. 156, caput, da referida lei complementar estabelece que o Procurador-Geral de Justiça do Ministério
Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) será nomeado pelo Presidente da República.
Veja a redação do dispositivo:
Art. 156. O Procurador-Geral de Justiça será nomeado pelo Presidente da República dentre
integrantes de lista tríplice elaborada pelo Colégio de Procuradores e Promotores de Justiça, para
mandato de dois anos, permitida uma recondução, precedida de nova lista tríplice.
O Governador do Distrito Federal propôs ADI para questionar a constitucionalidade desse artigo.
Na petição inicial, o Governador sustentou os seguintes argumentos jurídicos:
• Violação à autonomia do Distrito Federal: alegou que, ao prever que o Presidente da República nomeie
o chefe do MPDFT, o dispositivo impugnado interfere na autonomia político-administrativa do DF. O
Governador defendeu que o MPDFT deveria se alinhar, em termos de escolha de seu chefe, às regras
aplicáveis aos Ministérios Públicos estaduais, cujos Procuradores-Gerais são nomeados pelos
governadores.
• Paralelismo das formas: argumentou que o art. 128, § 3º, da Constituição Federal estabelece que os
Procuradores-Gerais de Justiça dos Ministérios Públicos estaduais são nomeados pelos chefes do Poder
Executivo dos respectivos entes federativos:
Art. 128 (...)
§ 3º Os Ministérios Públicos dos Estados e o do Distrito Federal e Territórios formarão lista tríplice
dentre integrantes da carreira, na forma da lei respectiva, para escolha de seu Procurador-Geral,
que será nomeado pelo Chefe do Poder Executivo, para mandato de dois anos, permitida uma
recondução.
Assim, por paralelismo, o Governador do DF deveria ser o responsável pela nomeação do chefe do MPDFT,
dado o caráter autônomo do DF.
O STF concordou com os argumentos do Governador do DF? O art. 156 da LC 75/1993 é inconstitucional?
NÃO.
Art. 32 (...)
§ 4º Lei federal disporá sobre a utilização, pelo Governo do Distrito Federal, da polícia civil, da
polícia penal, da polícia militar e do corpo de bombeiros militar.
A norma constitucional (art. 21, XIII e art. 22, XVII) deixa claro que o DF não possui competência para
organizar ou legislar sobre o Ministério Público Distrital, função essa que é privativa da União.
A organização e manutenção do MPDFT, bem como a escolha de seu Procurador-Geral, foram atribuídas
à União, de forma semelhante à organização do Judiciário e das forças policiais no DF.
No entanto, o MPDFT é um órgão federal, integrante do MPU. Por essa razão, é constitucional que a
nomeação de seu Procurador-Geral seja feita pelo Presidente da República, e não pelo Governador do DF.
Em suma:
É constitucional — à luz da peculiar natureza jurídica do Distrito Federal e da estrutura orgânica do
Ministério Público da União (MPU) — norma que autoriza o Presidente da República a nomear o
procurador-geral do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).
STF. Plenário. ADI 6.247/DF, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 19/11/2024 (Info 1159).
Com base nesses entendimentos, o Plenário, por unanimidade, julgou improcedente o pedido e declarou
a constitucionalidade do art. 156, caput, da Lei Complementar nº 75/1993.
DIREITO ADMINISTRATIVO
É constitucional lei estadual que fixe o mês subsequente ao da publicação do ato concessivo
de aposentadoria como o termo inicial para o pagamento do respectivo benefício do regime
próprio de previdência.
STF. Plenário. ADI 6.849/PR, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 19/11/2024 (Info 1159).
Art. 48. As aposentadorias por idade e pelas regras de transição serão devidas a partir do mês
subsequente ao da publicação do ato concessivo.
ADI
O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) ingressou com ADI contra esses artigos.
O autor entendeu que os dispositivos prejudicavam os servidores por dois motivos:
1) Demora injustificada no recebimento:
O servidor que pede aposentadoria teria que esperar dois momentos:
Primeiro: todo o tempo de análise do processo administrativo de aposentadoria;
Segundo: após a análise e publicação da aposentadoria, ainda teria que esperar até o mês seguinte para
começar a receber.
2) Perda financeira:
Segundo o partido, o servidor deveria ter direito a receber os valores retroativamente, desde a data em
que fez o pedido de aposentadoria (chamada de DER - Data de Entrada do Requerimento).
Como as leis estabelecem que ele só vai receber a partir do mês seguinte à publicação, o servidor perderia
todos os valores entre:
• a data em que pediu a aposentadoria;
• a data em que efetivamente começou a receber.
O partido argumentou que isso permitiria ao Estado se “locupletar” (enriquecer indevidamente) às custas
do servidor, pois quanto mais demorasse para analisar o pedido, mais tempo ficaria sem pagar os valores
da aposentadoria.
Competência legislativa
Inicialmente, é importante esclarecer que a competência para legislar sobre previdência social é
concorrente, nos termos do art. 24, XII, da CF/88:
Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre:
(...)
XII - previdência social, proteção e defesa da saúde;
O § 5º do art. 41-A da Lei nº 8.213/91 estabelece prazo de 45 dias para o pagamento do benefício
previdenciário:
Art. 41-A (...)
§ 5º O primeiro pagamento do benefício será efetuado até quarenta e cinco dias após a data da
apresentação, pelo segurado, da documentação necessária a sua concessão.
Esse dispositivo, contudo, não se aplica automaticamente aos regimes próprios. Isso porque o art. 40, §
12 da Constituição determina que as regras do RGPS só se aplicam aos regimes próprios quando não
houver regulamentação específica:
Art. 40 (...)
§ 12. Além do disposto neste artigo, serão observados, em regime próprio de previdência social,
no que couber, os requisitos e critérios fixados para o Regime Geral de Previdência Social.
Acumulação de proventos
Conforme já explicado, o servidor continua recebendo seus vencimentos da ativa até o efetivo pagamento
da aposentadoria. Assim, se os proventos fossem pagos desde a data do requerimento, como postulou o
autor, haveria violação ao art. 37, § 10 da Constituição, que veda a percepção simultânea de proventos de
aposentadoria com remuneração do cargo:
Art. 37 (...)
§ 10. É vedada a percepção simultânea de proventos de aposentadoria decorrentes do art. 40 ou
dos arts. 42 e 142 com a remuneração de cargo, emprego ou função pública, ressalvados os cargos
acumuláveis na forma desta Constituição, os cargos eletivos e os cargos em comissão declarados
em lei de livre nomeação e exoneração.
Em suma:
Não viola a Constituição Federal norma estadual que estabelece o termo inicial para o pagamento dos
benefícios de aposentadoria do Regime Próprio de Previdência Social local a partir do mês seguinte ao
da publicação do ato concessivo de aposentadoria.
Tese fixada pelo STF: É constitucional lei estadual que fixe o mês subsequente ao da publicação do ato
concessivo de aposentadoria como o termo inicial para o pagamento do respectivo benefício do regime
próprio de previdência.
STF. Plenário. ADI 6.849/PR, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 19/11/2024 (Info 1159).
Com base nesses e em outros entendimentos, o Plenário, por unanimidade, conheceu em parte da ação
e, nessa extensão, a julgou improcedente para assentar a constitucionalidade do art. 48 da Lei
Complementar nº 233/2021 do Estado do Paraná, com a fixação da tese anteriormente citada.
EXERCÍCIOS
Julgue os itens a seguir:
1) É constitucional norma estadual que fixa o percentual dos honorários de sucumbência devidos aos
procuradores estaduais em razão do parcelamento realizado pelos contribuintes nas ações tributárias e
execuções fiscais ajuizadas. ( )
2) As eleições dos integrantes da Mesa Diretora do Poder Legislativo para o segundo biênio da legislatura
devem ser realizadas a partir do mês de outubro do ano anterior ao início do mandato pertinente, em
respeito à legitimidade do processo legislativo e à expressão política da atual composição da Casa
Legislativa. ( )
3) É constitucional — à luz da peculiar natureza jurídica do Distrito Federal e da estrutura orgânica do
Ministério Público da União (MPU) — norma que autoriza o Presidente da República a nomear o
procurador-geral do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). ( )
4) É inconstitucional lei estadual que fixe o mês subsequente ao da publicação do ato concessivo de
aposentadoria como o termo inicial para o pagamento do respectivo benefício do regime próprio de
previdência. ( )
Gabarito
1. E 2. C 3. C 4. E
OUTRAS INFORMAÇÕES
Citação da fonte:
O Informativo original do STF é uma publicação elaborada Secretaria de Altos Estudos, Pesquisas e Gestão
da Informação da Corte na qual são divulgados resumos das teses e conclusões dos principais julgamentos
realizados pelo STF.
O Informativo comentado do Dizer o Direito tem por objetivo apenas explicar e sistematizar esses julgados.
Vale ressaltar que os argumentos expostos foram construídos nos votos e debates decorrentes dos julgados.
Portanto, a autoria das teses e das razões de convencimento são dos Ministros do STJ e do STF, bem como
de sua competente equipe de assessores.
INFORMATIVO STF. Brasília: Supremo Tribunal Federal, Secretaria de Altos Estudos, Pesquisas e Gestão da
Informação. Disponível em: http://portal.stf.jus.br/textos/verTexto.asp? servico=informativoSTF.