TCC Ftool
TCC Ftool
Ouro Preto
2024
SOLUÇÃO DE TRELIÇAS PLANAS HIPERESTÁTICAS VIA ANÁLISE MATRICIAL
DE ESTRUTURAS: COMPARAÇÃO COM O MÉTODO DA CARGA UNITÁRIA E O
SOFTWARE FTOOL
Ouro Preto
2024
I
SISBIN - SISTEMA DE BIBLIOTECAS E INFORMAÇÃO
CDU 624
FOLHA DE APROVAÇÃO
Solução de Treliças Planas Hiperestáticas via Análise Matricial de Estruturas: Comparação com o Método da Carga Unitária e o
Software FTOOL
Membros da banca
Paulo Anderson Santana Rocha, orientador do trabalho, aprovou a versão final e autorizou seu depósito na Biblioteca Digital de Trabalhos de
Conclusão de Curso da UFOP em 22/02/2024
Documento assinado eletronicamente por Paulo Anderson Santana Rocha, PROFESSOR DE MAGISTERIO SUPERIOR, em
22/02/2024, às 10:46, conforme horário oficial de Brasília, com fundamento no art. 6º, § 1º, do Decreto nº 8.539, de 8 de outubro
de 2015.
Referência: Caso responda este documento, indicar expressamente o Processo nº 23109.002034/2024-10 SEI nº 0671930
Jó 42.2
II
AGRADECIMENTOS
Aos meus pais, Maria e Magno pelas palavras de encorajamento e amor. Aos
meus irmãos Edson, Thales, Mateus, Marcio, Daniela e Nívea, por todo apoio e
incentivo que tenho recebido.
Por último, e mais importante, expresso minha profunda gratidão à minha esposa,
Leticia Fernanda, que esteve ao meu lado de maneira constante, oferecendo apoio
incondicional, auxiliando nos ajustes necessários em cada fase da matrícula e
demonstrando uma admirável paciência ao longo de todo esse período.
III
RESUMO
O presente trabalho tem por objetivo realizar a análise linear elástica de vinte
modelos de treliças planas hiperestáticas submetidas a carregamentos externos. Para
isso, foi empregado o Método da Carga Unitária baseado no Princípio dos Trabalhos
Virtuais e no Método da Superposição dos Efeitos. É importante mencionar que esse
processo é bastante eficaz para a resolução manual dos modelos propostos, visando
determinar os esforços internos, os deslocamentos e as tensões nos elementos de
barra. Desenvolveu-se posteriormente um programa computacional em linguagem de
programação FORTRAN 90 utilizando a formulação matemática baseada na Análise
Matricial de Estruturas, capaz de calcular os deslocamentos nodais, os esforços
internos, as tensões nas barras e as reações de apoio. Todos os modelos
apresentados são representações de treliças ideais, onde os carregamentos externos
atuam unicamente nos nós e as barras apresentam propriedades constantes. De
modo a validar os resultados obtidos pelo programa implementado e a partir dos
cálculos manuais, estes resultados foram comparados também com as respostas
geradas pelo software FTOOL. Através da análise comparativa entre as três
metodologias, verificou-se que os valores obtidos apresentam equivalência nas
análises de esforços internos, tensão, deformação e deslocamento das estruturas
sujeitas a carregamentos externos. Esse resultado reforça a confiabilidade, eficácia e
precisão do programa computacional implementado neste estudo.
IV
ABSTRACT
The present work aims to carry out the linear elastic analysis of twenty models of
hyperstatic flat trusses subjected to external loads. For this, the Unit Load Method was
used based on the Principle of Virtual Works and the Effects Superposition Method. It
is important to mention that this process is very effective for manually solving the
proposed models, aiming to determine the internal forces, displacements and tensions
in the bar elements. A computational program was subsequently developed in the
FORTRAN 90 programming language using a mathematical formulation based on
Matrix Analysis of Structures, capable of calculating nodal displacements, internal
efforts, tensions in bars and support reactions. All models presented are
representations of ideal trusses, where external loads act only at the nodes and the
bars have constant properties. In order to validate the results obtained by the
implemented program and from manual calculations, these results were also
compared with the responses generated by the FTOOL software. Through
comparative analysis between the three methodologies, it was verified that the values
obtained are equivalent in the analysis of internal efforts, tension, deformation and
displacement of structures subject to external loads. This result reinforces the
reliability, effectiveness and precision of the computational program implemented in
this study.
Keywords: Linear elastic analysis, Plane trusses, Matrix Analysis of Structures, Unit
Load Method, FTOOL Software.
V
LISTA DE FIGURAS
VI
Figura 3. 19 – Modelo 19 .................................................................................... 49
VII
LISTA DE TABELAS
VIII
Tabela 3.12a – Esforços nas barras do modelo 12............................................. 41
IX
SUMÁRIO
1 Introdução ...................................................................................................... 1
2 Formulação .................................................................................................... 9
3 Aplicações .................................................................................................... 29
Referências ......................................................................................................... 54
X
1 INTRODUÇÃO
A presente pesquisa tem como foco principal a análise estrutural em regime linear
elástico de treliças planas hiperestáticas. As treliças são modelos de estruturas
constituídas por um conjunto de barras rotuladas em suas extremidades e submetidas
a cargas aplicadas em seus nós. Neste caso, as treliças podem ser classificadas como
treliças ideais. Vale ressaltar que se os carregamentos forem aplicados de forma
distribuída ao longo das barras, ou uma carga concentrada aplicada entre dois nós,
esses elementos estruturais também poderão estar sujeitos à flexão.
1
1.2 Objetivos
1.3 Metodologia
2
programa implementado serão comparados aos resultados obtidos através do
software FTOOL.
3
métodos computacionais torna o processo mais dinâmico, acelerando o
dimensionamento e auxiliando na interpretação de resultados.
Vieira (2020) em seu trabalho, discorreu sobre a importância das treliças como
elementos estruturais na construção civil, enfatizando a utilização em coberturas de
estádio de futebol. Com base no estudo da construção da cobertura na arena Allianz
Parque e levando em consideração alguns princípios teóricos relacionados aos tipos
de treliças e sua aplicação em processos construtivos, evidenciou-se que as treliças
apresentam vantagens significativas em comparação com outras formas de cobertura.
Essas vantagens incluem estruturas mais leves, com custo reduzido, facilidade de
montagem, eficiência produtiva e capacidade de suportar os esforços necessários,
além de proporcionar uma função estética adicional.
4
Utilizando o Método dos Elementos Finitos, empregou-se o software de modelagem
SAP2000 com o template 2D TRESSES para a análise numérica. Na validação do
modelo numérico, foi realizada a comparação entre os resultados das soluções
analíticas e aqueles fornecidos pelo software SAP2000. Os resultados demonstram
confiabilidade e eficácia na representação dos elementos estruturais da treliça
analisada.
5
Marcante (2022) projetou e confeccionou um protótipo de treliça plana do tipo Pratt
embasado na norma ABNT NBR 8800:2008. O autor realizou a análise comparativa
entre os resultados obtidos por meio do ensaio experimental do protótipo, com o
modelo analítico e o modelo numérico da estrutura. Para a realização das
comparações, foi utilizado o software FTOOL e o modelo numérico foi realizado com
o software SOLIDWORKS. Daí, obtiveram-se as deformações que essa estrutura
sofreu ao ser submetida a esforços normais de tração e compressão, identificando as
seções onde os esforços atuantes eram críticos. O maior valor de deformação devido
a compressão está localizado no banzo longitudinal superior, onde apresentou a maior
esforço devido a compressão, de semelhante modo, quanto a deformação pelo
esforço de tração, a maior deformação foi no banzo longitudinal inferior, no ponto
identificado com o maior esforço de tração. Os resultados analíticos indicaram que a
estrutura apresentou uma tensão máxima de 3,12 MPa ao ser submetida a uma carga
de 112 kgf (1,12kN), permanecendo abaixo do limite de escoamento de 205 MPa do
material utilizado na construção.
6
Elementos Finitos (MEF) foi desenvolvido um programa computacional em linguagem
FORTRAN. A visualização dos resultados foi feita através do GNUPLOT. Observou-
se que por meio dos campos de deformação, tornou-se viável determinar, com maior
precisão, os esforços internos das treliças planas. Essa abordagem possibilita uma
análise mais detalhada, especialmente quando há variações de materiais no mesmo
componente estrutural. Como exemplo clássico do uso desse procedimento é possível
citar o entendimento comportamental de vigas de concreto armado, tradicionalmente
dimensionadas através da analogia da Treliça de Mörsch.
7
resultados fornecidos pelo software ANSYS MECHANICAL APDL 2022 R2 versão
Academic Research e concluiu-se que as frequências naturais e os modos de vibração
(sendo os modos de vibrar avaliados de forma qualitativa) convergem, comprovando,
dessa forma, a eficácia do código implementado.
8
2 FORMULAÇÃO
𝑀 𝑑𝑥 (2.1a)
𝑑𝜑 =
𝐸𝐼
𝜒 𝑄 𝑑𝑥 (2.1b)
𝑑ℎ =
𝐺𝐴
𝑁 𝑑𝑥 (2.1c)
𝑑𝑙 =
𝐸𝐴
9
𝑇 𝑑𝑥 (2.1d)
𝑑𝜃 =
𝐺𝐽
em que:
T: Momento de torção;
E I: Rigidez à flexão;
E A: Rigidez axial;
G A: Rigidez cisalhante;
G J: Rigidez torcional.
𝑊𝑒𝑥𝑡 = 𝑃̅ 𝛿 (2.2)
10
onde:
Por sua vez, o trabalho das forças internas é dado pela soma dos trabalhos virtuais
de deformação de todos os elementos de comprimento infinitesimal 𝑑𝑥 ao longo da
estrutura. Desta maneira, sob a forma mais geral, tem-se que:
̅ 𝑑𝜑 + ∫ 𝑁
̅ 𝑑𝑙 + ∫ 𝑄̅ 𝑑ℎ + ∫ 𝑇̅ 𝑑𝛳 (2.3)
𝑊𝑖𝑛𝑡 = ∫ 𝑀
𝑙 𝑙 𝑙 𝑙
em que:
̅̅̅𝑀
𝑀 ̅𝑁
𝑁 𝜒 𝑄̅ 𝑄 𝑇̅ 𝑇 (2.4)
𝑊𝑖𝑛𝑡 = ∫ 𝑑𝑥 + ∫ 𝑑𝑥 + ∫ 𝑑𝑥 + ∫ 𝑑𝑥
𝑙 𝐸𝐼 𝑙 𝐸𝐴 𝑙 𝐺𝐴 𝑙 𝐺𝐽
11
Por fim, conclui-se que:
̅̅̅𝑀
𝑀 ̅𝑁
𝑁 𝜒 𝑄̅ 𝑄 𝑇̅ 𝑇 (2.6)
𝑃̅ 𝛿 = ∫ 𝑑𝑥 + ∫ 𝑑𝑥 + ∫ 𝑑𝑥 + ∫ 𝑑𝑥
𝑙 𝐸𝐼 𝑙 𝐸𝐴 𝑙 𝐺 𝐴 𝑙 𝐺𝐽
𝜒 𝑄̅ 𝑄
Na equação (2.6), a parcela ∫𝑙 𝑑𝑥 pode ser desprezada, pois somente para
𝐺𝐴
𝑇̅ 𝑇
A parcela ∫𝑙 𝑑𝑥 é considerada em estruturas como pórticos espaciais e também
𝐺𝐽
em grelhas ou vigas-balcão.
𝑃̅ = 1 (2.7)
̅𝑀
𝑀 (2.8)
𝛿=∫ 𝑑𝑥
𝑙 𝐸𝐼
12
2.1.1 Princípio dos Trabalhos Virtuais em Treliças
̅𝑁
𝑁 (2.9)
𝑃̅ 𝛿 = ∫ 𝑑𝑥
𝑙 𝐸𝐴
sendo 𝑃̅ = 1, tem-se:
̅𝑁
𝑁 (2.10)
𝛿=∫ 𝑑𝑥
𝑙 𝐸𝐴
Uma treliça é considerada hiperestática desde que a relação abaixo seja satisfeita:
𝑟 + 𝑏 > 2𝑛 (2.11)
em que:
𝑟: número de reações de apoio;
𝑏: número de barras;
𝑛: número de nós.
13
É importante salientar que a análise dessas treliças é semelhante à resolução de
vigas e de pórticos planos. Daí, a ideia principal é transformá-las em treliças
isostáticas e aplicar posteriormente, ora o carregamento externo, ora as cargas
unitárias nas barras que serão rompidas. Por fim, será utilizado o método da
superposição dos efeitos para a obtenção dos esforços axiais finais nas barras,
conforme mostrada na equação abaixo:
𝑛
(2.12)
𝑁 = 𝑁0 + ∑ 𝑁𝑖 𝑋𝑖
𝑖=1
em que:
14
e complicadas. A análise matricial de estruturas é frequentemente realizada usando
software especializado que manipula essas matrizes e realiza cálculos
computacionais para determinar as respostas da estrutura a diferentes condições de
carregamento.
𝑭 =𝑲𝒖 (2.13)
em que:
F: Vetor de forças;
K: Matriz de rigidez;
𝒖: Vetor de deslocamento.
15
Realizando-se o equilíbrio de forças na direção do eixo x’, chega-se às seguintes
equações:
sendo:
𝐸𝑒 𝐴𝑒 (2.15a)
𝐹 ′1 = 𝑢1 ⇒ 𝐹 ′ 2 = −𝐹 ′1
𝑙𝑒
𝐸𝑒 𝐴𝑒 (2.15b)
𝐹′2 = − 𝑢1
𝑙𝑒
𝐸𝑒 𝐴𝑒 (2.16a)
𝐹′′2 = 𝑢2 ⇒ 𝐹′′1 = −𝐹′′2
𝑙𝑒
𝐸𝑒 𝐴𝑒 (2.16b)
𝐹′′1 = − 𝑢2
𝑙𝑒
16
Daí, conclui-se que:
𝐹1 = 𝐹 ′1 + 𝐹 ′′ 1 (2.17a)
𝐹2 = 𝐹 ′ 2 + 𝐹 ′′ 2 (2.17b)
daí, vem:
𝐸𝑒 𝐴𝑒 𝐸𝑒 𝐴𝑒 (2.18a)
𝐹1 = · 𝑢1 − · 𝑢2
𝑙𝑒 𝑙𝑒
𝐸𝑒 𝐴𝑒 𝐸𝑒 𝐴𝑒 (2.18b)
𝐹2 = − · 𝑢1 + · 𝑢2
𝑙𝑒 𝑙𝑒
𝐸𝑒 𝐴𝑒 𝐸𝑒 𝐴𝑒 (2.19)
−
𝐹 𝑙𝑒 𝑙𝑒 𝑢1
{ 1} = {𝑢 }
𝐹2 𝐸𝑒 𝐴𝑒 𝐸𝑒 𝐴𝑒 2
−
[ 𝑙𝑒 𝑙𝑒 ]
17
Figura 2. 2 – Relação entre o sistema local e o sistema global
daí, vem:
18
𝒖 = [𝑢1 , 𝑢2 , 𝑢3 , 𝑢4 ]𝑇 (𝑆𝑖𝑠𝑡𝑒𝑚𝑎 𝐺𝑙𝑜𝑏𝑎𝑙) (2.23)
𝒖′ = 𝑳 𝒖 (2.24)
em que:
𝐋: Matriz de Transformação.
𝑢1 (2.25)
𝑢′ 𝑐𝑜𝑠𝜃 𝑠𝑒𝑛𝜃 0 0 𝑢
{ 1} = [ ] {𝑢2 }
𝑢′2 0 0 𝑐𝑜𝑠𝜃 𝑠𝑒𝑛𝜃 3
𝑢4
Sendo:
𝑐𝑜𝑠𝜃 = 𝑙 (2.26)
19
𝑠𝑒𝑛𝜃 = 𝑚 (2.27)
𝑢1 (2.28)
𝑢′ 0 0 𝑢
{ 1} = [ 𝑙 𝑚 ] { 2}
𝑢′2 0 0 𝑙 𝑚 𝑢3
𝑢4
A matriz de transformação L é:
𝑙 𝑚 0 0 (2.29)
𝑳=[ ]
0 0 𝑙 𝑚
em que:
𝐸𝑒 𝐴𝑒 𝐸𝑒 𝐴𝑒 (2.31)
−
𝑙𝑒 𝑙𝑒 𝐸𝑒 𝐴𝑒 1 −1
𝑲′ = = [ ]
𝐸𝑒 𝐴𝑒 𝐸𝑒 𝐴𝑒 𝑙𝑒 −1 1
−
[ 𝑙𝑒 𝑙𝑒 ]
20
A equação da energia de deformação 𝑈𝑒 é definida como:
1 ′ 𝑇 ′ (2.32)
𝑈𝑒 = (𝒖 ) 𝑲 𝒖′
2
1 (2.33)
𝑈𝑒 = (𝑳 𝒖)𝑇 𝑲′ (𝑳 𝒖)
2
1 𝑻 𝑻 ′ (2.34)
𝑈𝑒 = 𝒖 𝑳 𝑲 𝑳𝒖
2
portanto:
1 𝑻 (2.35)
𝑈𝑒 = 𝒖 𝑲𝒖
2
𝑲 = 𝑳𝑻 𝑲′ 𝑳 (2.36)
21
A matriz de transformação é apresentada na equação (2.29), portanto, a matriz
de transformação transposta 𝑳𝑻 será:
𝑙 0 (2.37)
𝑳𝑻 = [𝑚 0]
0 𝑙
0 𝑚
𝑙 0 (2.38)
𝑲 = [𝑚 0 ] 𝐸𝑒 𝐴𝑒 [ 1 −1] [ 𝑙 𝑚 0 0
]
0 𝑙 𝑙𝑒 −1 1 0 0 𝑙 𝑚
0 𝑚
𝑙 −𝑙 (2.39)
𝐸𝑒 𝐴𝑒 𝑚 −𝑚] [ 𝑙 𝑚 0 0
𝑲= [ ]
𝑙𝑒 −𝑙 𝑙 0 0 𝑙 𝑚
−𝑚 𝑚
22
𝑙2 𝑙𝑚 −𝑙 2 −𝑚𝑙 (2.40)
𝐸𝑒 𝐴𝑒 𝑚𝑙 𝑚2 −𝑚𝑙 −𝑚2 ]
𝑲= [
𝑙𝑒 −𝑙 2 −𝑚𝑙 𝑙2 𝑚𝑙
−𝑚𝑙 −𝑚2 𝑚𝑙 𝑚2
Considerando-se que:
dessa forma:
23
𝑐𝑜𝑠𝜑 = cos(90° − 𝜃) = 𝑠𝑒𝑛𝜃 (2.42)
sabendo-se que:
Consequentemente vem:
(𝑦2 − 𝑦1 ) (2.45)
𝑠𝑒𝑛𝜃 =
𝑙𝑒
(𝑥2 − 𝑥1 ) (2.46)
𝑐𝑜𝑠𝜃 =
𝑙𝑒
24
𝜎 = 𝐸𝑒 𝜀 (2.47)
em que:
𝐸𝑒 𝑢′ (2.49)
𝜎= [−1 1] { 1 }
𝑙𝑒 𝑢′2
sendo:
𝒖′ = 𝑳 𝒖 (2.50)
25
𝐸𝑒 (2.51)
𝜎= [−1 1] 𝑳 𝒖
𝑙𝑒
𝐸𝑒 0 0 (2.52)
𝜎= [−1 1] [ 𝑙 𝑚 ]𝒖
𝑙𝑒 0 0 𝑙 𝑚
𝐸𝑒 (2.53)
𝜎= [−𝑙 −𝑚 𝑙 𝑚] 𝒖
𝑙𝑒
A sub-rotina é uma parte do código que realiza tarefas definidas e pode ser
chamada de outras partes do programa principal para realizar operações específicas.
Elas são utilizadas para modularizar o código. De forma resumida, serão explicadas
as funções desempenhadas por cada sub-rotina.
28
3 APLICAÇÕES
Nas Tabelas que seguem, são mostradas as respostas referentes a cada treliça
estudada no presente trabalho e correspondentes aos três processos de cálculo. Os
valores dos esforços e das reações de apoio estão expressos em KN, o sinal negativo
atribuído ao elemento indica esforço normal de compressão e o sinal positivo, tração
na barra. Em relação às reações de apoio, na horizontal, o sentido adotado
inicialmente foi para a direita, enquanto na vertical foi para cima. Assim, valores
positivos indicam reações no sentido inicialmente adotado, enquanto valores
negativos indicam reações no sentido oposto ao inicialmente adotado.
Figura 3. 1 – Modelo 1
29
Tabela 3.1a – Esforços nas barras do modelo 1
MÉTODO DA
PROGRAMA
ELEMENTO COMPRIMENTO CARGA FTOOL
COMPUTACIONAL
UNITÁRIA
1 1,000 90,0000 90,0000 90,0000
2 0,750 -96,2483 -96,2500 -96,2500
3 1,250 -22,9200 -22,9167 -22,9167
4 1,000 18,3310 18,3333 18,3333
Figura 3. 2 – Modelo 2
30
Tabela 3.2a – Esforços nas barras do modelo 2
MÉTODO DA
PROGRAMA
ELEMENTO COMPRIMENTO CARGA FTOOL
COMPUTACIONAL
UNITÁRIA
1 2,000 2,5 2,5 2,5
2 2,000 -2,5 -2,5 -2,5
3 2,000 2,5 2,5 2,5
4 2,000 -2,5 -2,5 -2,5
5 2,828 -3,5355 -3,5355 -3,5355
6 2,828 -3,5355 -3,5355 -3,5355
Figura 3. 3 – Modelo 3
31
Tabela 3.3a – Esforços nas barras do modelo 3
MÉTODO DA
PROGRAMA
ELEMENTO COMPRIMENTO CARGA FTOOL
COMPUTACIONAL
UNITÁRIA
1 4,000 -11,4837 -11,4837 -11,4837
2 4,000 -7,9281 -7,9281 -7,9281
3 4,000 16,8496 16,8497 16,8497
4 4,000 10,4052 10,4052 10,4052
5 3,000 -21,1127 -21,1127 -21,1127
6 3,000 -7,0588 -7,0588 -7,0588
7 3,000 -5,9461 -5,9461 -5,9461
8 5,000 -8,5621 -8,5621 -8,5621
9 5,000 -13,0066 -13,0065 -13,0065
10 5,000 1,8546 1,8546 1,8546
11 5,000 9,9101 9,9101 9,9101
Figura 3. 4 – Modelo 4
32
Tabela 3.4a – Esforços nas barras do modelo 4
MÉTODO DA
PROGRAMA
ELEMENTO COMPRIMENTO CARGA FTOOL
COMPUTACIONAL
UNITÁRIA
1 1,000 -2,9569 -2,9569 -2,9569
2 1,000 -0,6902 -0,6902 -0,6902
3 1,000 2,6431 2,6431 2,6431
4 1,000 0,5098 0,5098 0,5098
5 0,750 1,0823 1,0824 1,0824
6 0,750 0,5647 0,5647 0,5647
7 0,750 0,3823 0,3824 0,3824
8 1,250 2,19601 2,1961 2,1961
9 1,250 -1,8039 -1,8039 -1,8039
10 1,250 0,8627 0,8627 0,8627
11 1,250 -0,6372 -0,6373 -0,6373
Figura 3. 5 – Modelo 5
33
Tabela 3.5a – Esforços nas barras do modelo 5
MÉTODO DA
PROGRAMA
ELEMENTO COMPRIMENTO CARGA FTOOL
COMPUTACIONAL
UNITÁRIA
1 3,000 30,0000 30,0000 30,0000
2 3,000 30,0000 30,0000 30,0000
3 3,000 30,0000 30,0000 30,0000
4 3,000 30,0000 30,0000 30,0000
5 3,000 0,0000 0,0000 0,0000
6 3,000 0,0000 0,0000 0,0000
7 3,000 0,0000 0,0000 0,0000
8 4,243 -42,4264 -42,4264 -42,4264
9 4,243 0,0000 0,0000 0,0000
10 4,243 0,0000 0,0000 0,0000
11 4,243 0,0000 0,0000 0,0000
12 4,243 0,0000 0,0000 0,0000
13 4,243 -42,4264 -42,4264 -42,4264
14 3,000 -30,0000 -30,0000 -30,0000
15 3,000 -30,0000 -30,0000 -30,0000
34
Figura 3. 6 – Modelo 6
MÉTODO DA
PROGRAMA
ELEMENTO COMPRIMENTO CARGA FTOOL
COMPUTACIONAL
UNITÁRIA
1 9,000 -6,7935 -6,7935 -6,7935
2 9,000 -6,7935 -6,7935 -6,7935
3 7,500 -22,0109 -22,0109 -22,0109
4 7,500 -22,0109 -22,0109 -22,0109
5 7,500 11,3224 11,3225 11,3225
6 7,500 11,3224 11,3225 11,3225
7 4,500 -40,0000 -40,0000 -40,0000
8 6,000 -9,0580 -9,0580 -9,0580
9 6,000 -9,0580 -9,0580 -9,0580
35
Figura 3. 7 – Modelo 7
MÉTODO DA
PROGRAMA
ELEMENTO COMPRIMENTO CARGA FTOOL
COMPUTACIONAL
UNITÁRIA
1 9,000 35,8085 35,8077 35,8077
2 9,000 36,2926 36,2920 36,2920
3 9,000 -4,1915 -4,1923 -4,1923
4 9,000 -3,7074 -3,7080 -3,7080
5 9,000 -7,8989 -7,9003 -7,9003
6 9,000 -3,7074 -3,7080 -3,7080
7 12,728 5,9286 5,9288 5,9288
8 12,728 5,9286 5,9288 5,9288
9 12,728 5,2439 5,2439 5,2439
10 12,728 5,2439 5,2439 5,2439
36
Figura 3. 8 – Modelo 8
MÉTODO DA
PROGRAMA
ELEMENTO COMPRIMENTO CARGA FTOOL
COMPUTACIONAL
UNITÁRIA
1 2,000 0,0003 0,0000 0,0000
2 2,000 0,0000 0,0000 0,0000
3 2,000 -40,0003 -40,0000 -40,0000
4 2,828 0,0001 0,0000 0,0000
37
Figura 3. 9 – Modelo 9
MÉTODO DA
PROGRAMA
ELEMENTO COMPRIMENTO CARGA FTOOL
COMPUTACIONAL
UNITÁRIA
1 4,000 2,2098 2,2099 2,2099
2 4,000 2,2098 2,2099 2,2099
3 5,000 4,7376 4,7377 4,7377
4 3,000 -1,1852 -1,1852 -1,1852
5 5,000 -2,7624 -2,7623 -2,7623
38
Figura 3. 10 – Modelo 10
MÉTODO DA
PROGRAMA
ELEMENTO COMPRIMENTO CARGA FTOOL
COMPUTACIONAL
UNITÁRIA
1 3,000 3,7527 3,7535 3,7535
2 3,000 3,7527 3,7535 3,7535
3 3,000 3,7527 3,7535 3,7535
4 3,000 3,7527 3,7535 3,7535
5 3,000 -36,2473 -36,2465 -36,2465
6 3,000 7,5054 7,5069 7,5069
7 3,000 -36,2473 -36,2465 -36,2465
8 4,243 -5,3079 -5,3082 -5,3082
9 4,243 -5,3079 -5,3082 -5,3082
10 4,243 -5,3079 -5,3082 -5,3082
11 4,243 -5,3079 -5,3082 -5,3082
39
Tabela 3.10b – Reações de apoio do modelo 10
Figura 3. 11 – Modelo 11
MÉTODO DA
PROGRAMA
ELEMENTO COMPRIMENTO CARGA FTOOL
COMPUTACIONAL
UNITÁRIA
1 3,000 4,8236 4,8237 4,8237
2 3,000 -0,1764 -0,1763 -0,1763
3 3,000 0,3527 0,3526 0,3526
4 3,354 -10,7861 -10,7861 -10,7861
5 3,354 -11,5745 -11,5746 -11,5746
6 3,354 -0,3942 -0,3942 -0,3942
7 3,354 0,3942 0,3942 0,3942
40
Tabela 3.11b – Reações de apoio do modelo 11
Figura 3. 12 – Modelo 12
MÉTODO DA
PROGRAMA
ELEMENTO COMPRIMENTO CARGA FTOOL
COMPUTACIONAL
UNITÁRIA
1 2,000 12,0000 12,0000 12,0000
2 2,000 8,1199 8,1206 8,1206
3 2,000 6,0000 6,0000 6,0000
4 2,000 8,1199 8,1206 8,1206
5 3,606 10,8167 10,8167 10,8167
6 3,000 -5,8201 -5,8191 -5,8191
7 3,606 -3,8230 -3,8229 -3,8229
8 3,605 6,9936 6,9937 6,9937
9 3,000 3,1799 3,1809 3,1809
10 3,605 -10,8167 -10,8167 -10,8167
41
Tabela 3.12b – Reações de apoio do modelo 12
Figura 3. 13 – Modelo 13
42
Tabela 3.13a – Esforços nas barras do modelo 13
MÉTODO DA
PROGRAMA
ELEMENTO COMPRIMENTO CARGA FTOOL
COMPUTACIONAL
UNITÁRIA
1 2,000 8,3333 8,3333 8,3333
2 2,000 8,5515 8,5516 8,5516
3 2,000 4,1667 4,1667 4,1667
4 2,000 -0,2181 -0,2182 -0,2182
5 2,000 -4,3848 -4,3849 -4,3849
6 2,000 -3,9484 -3,9484 -3,9484
7 2,236 -18,6339 -18,6339 -18,6339
8 2,236 0,2440 0,2440 0,2440
9 2,236 -0,2440 -0,2440 -0,2440
10 2,236 -4,9024 -4,9025 -4,9025
11 2,236 4,9024 4,9025 4,9025
12 2,236 -9,3169 -9,3169 -9,3169
13 2,236 -18,3899 -18,3899 -18,3899
14 2,236 -9,5608 -9,5609 -9,5609
15 2,236 4,4145 4,4145 4,4145
16 2,236 -4,4145 -4,4145 -4,4145
43
Figura 3. 14 – Modelo 14
MÉTODO DA
PROGRAMA
ELEMENTO COMPRIMENTO CARGA FTOOL
COMPUTACIONAL
UNITÁRIA
1 4,000 -1,4409 -1,4414 -1,4414
2 4,000 8,0545 8,054 8,054
3 4,000 4,0545 4,054 4,054
4 3,606 -0,09778 -0,0974 -0,0974
5 3,606 -11,9208 -11,9211 -11,9211
6 3,606 -4,7096 -4,71 -4,71
7 3,606 -7,3089 -7,3085 -7,3085
44
Figura 3. 15 – Modelo 15
MÉTODO DA
PROGRAMA
ELEMENTO COMPRIMENTO CARGA FTOOL
COMPUTACIONAL
UNITÁRIA
1 2,000 1,0790 1,0790 1,0790
2 2,000 0,0000 0,0000 0,0000
3 2,000 -4,0000 -4,0000 -4,0000
4 2,000 0,9210 0,9210 0,9210
5 2,000 0,1580 0,1580 0,1580
6 2,000 0,9210 0,9210 0,9210
7 2,000 0,0000 0,0000 0,0000
8 2,828 -1,5259 -1,5259 -1,5259
9 2,828 -1,3024 -1,3025 -1,3025
45
Figura 3. 16 – Modelo 16
MÉTODO DA
PROGRAMA
ELEMENTO COMPRIMENTO CARGA FTOOL
COMPUTACIONAL
UNITÁRIA
1 2,000 -5,4296 -5,4299 -5,4299
2 3,000 -5,4296 -5,4299 -5,4299
3 2,000 3,5703 3,5701 3,5701
4 2,154 5,8480 5,8482 5,8482
5 0,800 -6,0000 -6,0000 -6,0000
6 3,105 9,3145 9,3145 9,3145
7 3,231 -3,8453 -3,8451 -3,8451
8 2,000 -6,4000 -6,4000 -6,4000
9 2,828 -5,0492 -5,0489 -5,0489
46
Figura 3. 17 – Modelo 17
MÉTODO DA
PROGRAMA
ELEMENTO COMPRIMENTO CARGA FTOOL
COMPUTACIONAL
UNITÁRIA
1 4,000 -5,8227 -5,8230 -5,8230
2 4,000 -5,8227 -5,8230 -5,8230
3 4,000 6,0000 6,0000 6,0000
4 3,000 -8,5000 -8,5000 -8,5000
5 3,000 6,2656 6,2654 6,2654
6 3,000 4,5000 4,5000 4,5000
7 5,000 -10,2211 -10,2212 -10,2212
8 5,000 7,2788 7,2788 7,2788
9 5,000 -7,5000 -7,5000 -7,5000
47
Figura 3. 18 – Modelo 18
MÉTODO DA
PROGRAMA
ELEMENTO COMPRIMENTO CARGA FTOOL
COMPUTACIONAL
UNITÁRIA
1 3,000 8,0000 8,0000 8,0000
2 2,000 8,4397 8,4397 8,4397
3 3,000 8,0000 8,0000 8,0000
4 2,000 -7,5603 -7,5603 -7,5603
5 4,243 -11,3137 -11,3137 -11,3137
6 3,000 -0,3404 -0,3404 -0,3404
7 3,606 -0,7925 -0,7927 -0,7927
8 3,606 -0,7925 -0,7927 -0,7927
9 3,000 -2,3404 -2,3404 -2,3404
10 4,243 -11,3137 -11,3137 -11,3137
48
Figura 3. 19 – Modelo 19
MÉTODO DA
PROGRAMA
ELEMENTO COMPRIMENTO CARGA FTOOL
COMPUTACIONAL
UNITÁRIA
1 2,000 3,1855 3,1852 3,1852
2 2,000 0,8434 0,843 0,843
3 2,000 -1,6289 -1,6295 -1,6295
4 2,000 2,1855 2,1852 2,1852
5 2,000 -0,7132 -0,7127 -0,7127
6 2,000 -2,1855 -2,1852 -2,1852
7 2,000 5,6579 5,6578 5,6578
8 2,000 -6,1565 -6,157 -6,157
9 2,000 2,1855 2,1852 2,1852
10 2,828 -4,5040 -4,5046 -4,5046
11 2,828 -3,4969 -3,4967 -3,4967
12 2,828 3,3127 3,3124 3,3124
13 2,828 5,3957 5,3949 5,3949
14 2,828 -3,0898 -3,0904 -3,0904
49
Tabela 3.19b – Reações de apoio do modelo 19
Figura 3. 20 – Modelo 20
MÉTODO DA
PROGRAMA
ELEMENTO COMPRIMENTO CARGA FTOOL
COMPUTACIONAL
UNITÁRIA
1 2,000 8,0000 8,0000 8,0000
2 2,000 8,0000 8,0000 8,0000
3 3,000 3,9174 3,9175 3,9175
4 2,500 -3,4707 -3,4709 -3,4709
5 1,500 8,1652 8,1650 8,1650
6 2,500 -6,5292 -6,5291 -6,5291
7 2,500 -10,0000 -10,0000 -10,0000
50
Tabela 3.20b – Reações de apoio do modelo 20
51
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
52
Conclui-se, portanto, que os resultados alcançados através dos cálculos manuais
e dos métodos numéricos aplicados confirmam os objetivos estabelecidos
inicialmente. É importante destacar que a criação de um código computacional em
FORTRAN 90 demanda um profundo entendimento dos conceitos de programação,
além de exigir um planejamento minucioso, uma pesquisa abrangente, testes
meticulosos e uma depuração constante. Cada fase desse processo de
desenvolvimento requer atenção aos detalhes e habilidades analíticas para assegurar
a precisão e a confiabilidade dos resultados obtidos. Essa etapa é essencial na
formação de engenheiros civis em nível de graduação, preparando-os para os
desafios e demandas da prática profissional na área da engenharia estrutural.
53
REFERÊNCIAS
54
GERE, J. M. & WEAVER, W. Análise de Estruturas Reticuladas. Traduzido por:
PINTO, C. M. P. F. Rio de Janeiro, RJ: Editora Guanabara Dois S.A., 1981.
HIBBELER, Russell Charles. Análise das estruturas. 8. ed. São Paulo, SP:
Pearson, 2013. E-book. Disponível em: https://plataforma.bvirtual.com.br. Acesso em:
02 nov. 2023.
55
MARTHA, L. F. Análise de Estruturas: Conceitos e Métodos Básicos. 3. Ed.
Rio de Janeiro, RJ: Grupo GEN, 2022. E-book. ISBN 9788521638216. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788521638216/. Acesso em: 8
nov. 2023.
56