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MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

Universidade Federal de Ouro Preto


Escola de Minas – Departamento de Engenharia Civil
Curso de Graduação em Engenharia Civil

Marcílio Magno dos Santos

SOLUÇÃO DE TRELIÇAS PLANAS HIPERESTÁTICAS VIA ANÁLISE


MATRICIAL DE ESTRUTURAS: COMPARAÇÃO COM O MÉTODO DA
CARGA UNITÁRIA E O SOFTWARE FTOOL

Ouro Preto

2024
SOLUÇÃO DE TRELIÇAS PLANAS HIPERESTÁTICAS VIA ANÁLISE MATRICIAL
DE ESTRUTURAS: COMPARAÇÃO COM O MÉTODO DA CARGA UNITÁRIA E O
SOFTWARE FTOOL

Marcílio Magno dos Santos

Trabalho Final de Curso apresentado


como parte dos requisitos para obtenção
do Grau de Engenheiro Civil na
Universidade Federal de Ouro Preto.

Data da aprovação: 15/02/2024

Área de concentração: Estruturas.

Orientador: Prof. D.Sc. Paulo Anderson Santana Rocha – UFOP

Ouro Preto

2024

I
SISBIN - SISTEMA DE BIBLIOTECAS E INFORMAÇÃO

S237s Santos, Marcilio Magno Dos.


SanSolução de treliças planas hiperestáticas via análise matricial de
estruturas [manuscrito]: Comparação com o método da carga unitária e o
software FTOOL. / Marcilio Magno Dos Santos. - 2024.
San56 f.: il.: color., tab..

SanOrientador: Prof. Dr. Paulo Anderson Santana Rocha.


SanMonografia (Bacharelado). Universidade Federal de Ouro Preto.
Escola de Minas. Graduação em Engenharia Civil .

San1. Treliças (Construção civil). 2. Análise estrutural (Engenharia). 3.


Método da Carga Unitária. 4. FTOOL (Software). I. Rocha, Paulo Anderson
Santana. II. Universidade Federal de Ouro Preto. III. Título.

CDU 624

Bibliotecário(a) Responsável: Maristela Sanches Lima Mesquita - CRB-1716


MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO
REITORIA
ESCOLA DE MINAS
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL

FOLHA DE APROVAÇÃO

Marcílio Magno dos Santos

Solução de Treliças Planas Hiperestáticas via Análise Matricial de Estruturas: Comparação com o Método da Carga Unitária e o
Software FTOOL

Monografia apresentada ao Curso de Engenharia Civil da Universidade Federal


de Ouro Preto como requisito parcial para obtenção do título de Engenheiro Civil

Aprovada em 15 de Fevereiro de 2024

Membros da banca

Prof. Dr. Paulo Anderson Santana Rocha - Orientador(a) (UFOP)


Prof. Me. Marcelo Nascimento Santos - (IFMG/Campus Ouro Preto)
Prof. Me. Deysiane Antunes Barroso Damasceno - (UNIPAC/Campus Barbacena)
Prof. Dr. Walliston Fernandes dos Santos - (UFOP)

Paulo Anderson Santana Rocha, orientador do trabalho, aprovou a versão final e autorizou seu depósito na Biblioteca Digital de Trabalhos de
Conclusão de Curso da UFOP em 22/02/2024

Documento assinado eletronicamente por Paulo Anderson Santana Rocha, PROFESSOR DE MAGISTERIO SUPERIOR, em
22/02/2024, às 10:46, conforme horário oficial de Brasília, com fundamento no art. 6º, § 1º, do Decreto nº 8.539, de 8 de outubro
de 2015.

A autenticidade deste documento pode ser conferida no site http://sei.ufop.br/sei/controlador_externo.php?


acao=documento_conferir&id_orgao_acesso_externo=0 , informando o código verificador 0671930 e o código CRC C76E6C6C.

Referência: Caso responda este documento, indicar expressamente o Processo nº 23109.002034/2024-10 SEI nº 0671930

R. Diogo de Vasconcelos, 122, - Bairro Pilar Ouro Preto/MG, CEP 35402-163


Telefone: 3135591546 - www.ufop.br
“Bem sei eu que tudo podes,

e que nenhum dos teus planos pode ser frustrado.”

Jó 42.2

II
AGRADECIMENTOS

Primeiramente, e acima de tudo, expresso minha gratidão a Deus pelo dom da


vida, pelas oportunidades de aprendizado e pela capacitação que tenho recebido ao
longo de todo o processo.

Ao meu orientador, Prof. Paulo Rocha, pelo auxílio, paciência e disposição


durante o desenvolvimento desse trabalho.

A todos os professores do curso de Engenharia Civil da UFOP pelos


ensinamentos de qualidade transmitidos ao longo do período acadêmico.

Aos meus pais, Maria e Magno pelas palavras de encorajamento e amor. Aos
meus irmãos Edson, Thales, Mateus, Marcio, Daniela e Nívea, por todo apoio e
incentivo que tenho recebido.

À minha filha, Lívia, que é minha inspiração para perseverar em momentos


desafiadores e permanece sendo a força que me impulsiona nos momentos mais
difíceis da vida.

Por último, e mais importante, expresso minha profunda gratidão à minha esposa,
Leticia Fernanda, que esteve ao meu lado de maneira constante, oferecendo apoio
incondicional, auxiliando nos ajustes necessários em cada fase da matrícula e
demonstrando uma admirável paciência ao longo de todo esse período.

III
RESUMO

O presente trabalho tem por objetivo realizar a análise linear elástica de vinte
modelos de treliças planas hiperestáticas submetidas a carregamentos externos. Para
isso, foi empregado o Método da Carga Unitária baseado no Princípio dos Trabalhos
Virtuais e no Método da Superposição dos Efeitos. É importante mencionar que esse
processo é bastante eficaz para a resolução manual dos modelos propostos, visando
determinar os esforços internos, os deslocamentos e as tensões nos elementos de
barra. Desenvolveu-se posteriormente um programa computacional em linguagem de
programação FORTRAN 90 utilizando a formulação matemática baseada na Análise
Matricial de Estruturas, capaz de calcular os deslocamentos nodais, os esforços
internos, as tensões nas barras e as reações de apoio. Todos os modelos
apresentados são representações de treliças ideais, onde os carregamentos externos
atuam unicamente nos nós e as barras apresentam propriedades constantes. De
modo a validar os resultados obtidos pelo programa implementado e a partir dos
cálculos manuais, estes resultados foram comparados também com as respostas
geradas pelo software FTOOL. Através da análise comparativa entre as três
metodologias, verificou-se que os valores obtidos apresentam equivalência nas
análises de esforços internos, tensão, deformação e deslocamento das estruturas
sujeitas a carregamentos externos. Esse resultado reforça a confiabilidade, eficácia e
precisão do programa computacional implementado neste estudo.

Palavras-chaves: Análise linear elástica, Treliças planas, Análise Matricial de


Estruturas, Método da Carga Unitária, Software FTOOL.

IV
ABSTRACT

The present work aims to carry out the linear elastic analysis of twenty models of
hyperstatic flat trusses subjected to external loads. For this, the Unit Load Method was
used based on the Principle of Virtual Works and the Effects Superposition Method. It
is important to mention that this process is very effective for manually solving the
proposed models, aiming to determine the internal forces, displacements and tensions
in the bar elements. A computational program was subsequently developed in the
FORTRAN 90 programming language using a mathematical formulation based on
Matrix Analysis of Structures, capable of calculating nodal displacements, internal
efforts, tensions in bars and support reactions. All models presented are
representations of ideal trusses, where external loads act only at the nodes and the
bars have constant properties. In order to validate the results obtained by the
implemented program and from manual calculations, these results were also
compared with the responses generated by the FTOOL software. Through
comparative analysis between the three methodologies, it was verified that the values
obtained are equivalent in the analysis of internal efforts, tension, deformation and
displacement of structures subject to external loads. This result reinforces the
reliability, effectiveness and precision of the computational program implemented in
this study.

Keywords: Linear elastic analysis, Plane trusses, Matrix Analysis of Structures, Unit
Load Method, FTOOL Software.

V
LISTA DE FIGURAS

Figura 2.1 – Forças aplicadas no sistema local .................................................. 15

Figura 2. 2 – Relação entre o sistema local e o sistema global .......................... 18

Figura 2. 3 – Coordenadas dos nós do elemento ............................................... 23

Figura 2. 4 – Fluxograma do Programa Implementado ....................................... 27

Figura 3. 1 – Modelo 1 ........................................................................................ 29

Figura 3. 2 – Modelo 2 ........................................................................................ 30

Figura 3. 3 – Modelo 3 ........................................................................................ 31

Figura 3. 4 – Modelo 4 ........................................................................................ 32

Figura 3. 5 – Modelo 5 ........................................................................................ 33

Figura 3. 6 – Modelo 6 ........................................................................................ 35

Figura 3. 7 – Modelo 7 ........................................................................................ 36

Figura 3. 8 – Modelo 8 ........................................................................................ 37

Figura 3. 9 – Modelo 9 ........................................................................................ 38

Figura 3. 10 – Modelo 10 .................................................................................... 39

Figura 3. 11 – Modelo 11 .................................................................................... 40

Figura 3. 12 – Modelo 12 .................................................................................... 41

Figura 3. 13 – Modelo 13 .................................................................................... 42

Figura 3. 14 – Modelo 14 .................................................................................... 44

Figura 3. 15 – Modelo 15 .................................................................................... 45

Figura 3. 16 – Modelo 16 .................................................................................... 46

Figura 3. 17 – Modelo 17 .................................................................................... 47

Figura 3. 18 – Modelo 18 .................................................................................... 48

VI
Figura 3. 19 – Modelo 19 .................................................................................... 49

Figura 3. 20 – Modelo 20 .................................................................................... 50

VII
LISTA DE TABELAS

Tabela 3.1a – Esforços nas barras do modelo 1................................................. 30

Tabela 3.1b – Reações de apoio do modelo 1.................................................... 30

Tabela 3.2a – Esforços nas barras do modelo 2................................................. 31

Tabela 3.2b – Reações de apoio do modelo 2.................................................... 31

Tabela 3.3a – Esforços nas barras do modelo 3................................................. 32

Tabela 3.3b – Reações de apoio do modelo 3.................................................... 32

Tabela 3.4a – Esforços nas barras do modelo 4................................................. 33

Tabela 3.4b – Reações de apoio do modelo 4.................................................... 33

Tabela 3.5a – Esforços nas barras do modelo 5................................................. 34

Tabela 3.5b – Reações de apoio do modelo 5.................................................... 34

Tabela 3.6a – Esforços nas barras do modelo 6................................................. 35

Tabela 3.6b – Reações de apoio do modelo 6.................................................... 35

Tabela 3.7a – Esforços nas barras do modelo 7................................................. 36

Tabela 3.7b – Reações de apoio do modelo 7.................................................... 36

Tabela 3.8a – Esforços nas barras do modelo 8................................................. 37

Tabela 3.8b – Reações de apoio do modelo 8.................................................... 37

Tabela 3.9a – Esforços nas barras do modelo 9................................................. 38

Tabela 3.9b – Reações de apoio do modelo 9.................................................... 38

Tabela 3.10a – Esforços nas barras do modelo 10............................................. 39

Tabela 3.10b – Reações de apoio do modelo 10................................................ 40

Tabela 3.11a – Esforços nas barras do modelo 11............................................. 40

Tabela 3.11b – Reações de apoio do modelo 11................................................ 41

VIII
Tabela 3.12a – Esforços nas barras do modelo 12............................................. 41

Tabela 3.12b – Reações de apoio do modelo 12................................................ 42

Tabela 3.13a – Esforços nas barras do modelo 13............................................. 43

Tabela 3.13b – Reações de apoio do modelo 13................................................ 43

Tabela 3.14a – Esforços nas barras do modelo 14............................................. 44

Tabela 3.14b – Reações de apoio do modelo 14................................................ 44

Tabela 3.15a – Esforços nas barras do modelo 15............................................. 45

Tabela 3.15b – Reações de apoio do modelo 15................................................ 45

Tabela 3.16a – Esforços nas barras do modelo 16............................................. 46

Tabela 3.16b – Reações de apoio do modelo 16................................................ 46

Tabela 3.17a – Esforços nas barras do modelo 17............................................. 47

Tabela 3.17b – Reações de apoio do modelo 17................................................ 47

Tabela 3.18a – Esforços nas barras do modelo 18............................................. 48

Tabela 3.18b – Reações de apoio do modelo 18................................................ 48

Tabela 3.19a – Esforços nas barras do modelo 19............................................. 49

Tabela 3.19b – Reações de apoio do modelo 19................................................ 50

Tabela 3.20a – Esforços nas barras do modelo 20............................................. 50

Tabela 3.20b – Reações de apoio do modelo 20................................................ 51

IX
SUMÁRIO

1 Introdução ...................................................................................................... 1

1.1 Considerações Iniciais ............................................................................. 1

1.2 Objetivos .................................................................................................. 2

1.3 Metodologia ............................................................................................. 2

1.4 Estado da Arte ......................................................................................... 3

2 Formulação .................................................................................................... 9

2.1 Princípio dos Trabalhos Virtuais (PTV) .................................................... 9

2.1.1 Princípio dos Trabalhos Virtuais em Treliças .................................. 13

2.2 Método da Carga Unitária para Treliças Hiperestáticas ........................ 13

2.3 Análise de Treliças Planas via Formulação Matricial ............................. 14

2.3.1 Cossenos Diretores ......................................................................... 23

2.3.2 Cálculo de Tensão .......................................................................... 24

2.4 Programa Computacional ...................................................................... 26

3 Aplicações .................................................................................................... 29

4 Considerações Finais ................................................................................... 52

Referências ......................................................................................................... 54

X
1 INTRODUÇÃO

1.1 Considerações Iniciais

Ao longo dos anos o processo de cálculo de estruturas foi substituído pela


utilização de softwares, visando maior rapidez e precisão na concepção de projetos.
A automatização da análise estrutural teve início com a utilização de réguas de
cálculo, calculadoras programáveis e computadores que levavam dias para processar
os modelos mais simples (KIMURA, 2018). Atualmente, os programas computacionais
criados realizam o processamento em curto período de tempo e servem como
recursos de grande valia para os engenheiros estruturais.

É de extrema importância, entretanto, que o profissional de engenharia civil


tenha conhecimento teórico para realizar a interpretação dos resultados obtidos e que
proponha soluções viáveis para os possíveis problemas apontados. Assim, os
softwares não podem ser utilizados em substituição ao conhecimento do engenheiro,
mas sim como ferramenta para auxiliá-lo na execução mais rápida e precisa das
tarefas.

A presente pesquisa tem como foco principal a análise estrutural em regime linear
elástico de treliças planas hiperestáticas. As treliças são modelos de estruturas
constituídas por um conjunto de barras rotuladas em suas extremidades e submetidas
a cargas aplicadas em seus nós. Neste caso, as treliças podem ser classificadas como
treliças ideais. Vale ressaltar que se os carregamentos forem aplicados de forma
distribuída ao longo das barras, ou uma carga concentrada aplicada entre dois nós,
esses elementos estruturais também poderão estar sujeitos à flexão.

1
1.2 Objetivos

O presente trabalho tem como objetivos, realizar a análise linear elástica de


treliças planas hiperestáticas, implementar um código computacional utilizando a
linguagem FORTRAN 90 e, por fim, realizar uma análise comparativa entre os
resultados obtidos por meio das metodologias desenvolvidas neste estudo e os
resultados gerados pelo Software FTOOL.

1.3 Metodologia

Com o propósito de aprofundar os conhecimentos científicos sobre a análise


estrutural, inicialmente, será realizada uma pesquisa bibliográfica em fontes de
referência reconhecidas, como o Google Acadêmico e os Periódicos CAPES. Para
isso, serão utilizados artigos publicados em revistas científicas, livros, trabalhos de
conclusão de curso, dissertações de mestrado e teses de doutorado. Os trabalhos
selecionados serão comentados ou apenas referenciados no próximo item intitulado
Estado da Arte.

Posteriormente, serão calculados manualmente os resultados de vinte exemplos


de treliças planas hiperestáticas previamente selecionados, utilizando o Método da
Carga Unitária, baseado no Método das Forças, visando determinar os esforços
internos e as tensões nos elementos de barra. Em seguida, as estruturas serão
analisadas por meio da Análise Matricial de Estruturas, baseada no Método dos
Deslocamentos ou Método da Rigidez Direta. Nesse caso, as estruturas serão
testadas com o auxílio de um código computacional implementado em linguagem
FORTRAN 90, destinado à análise linear elástica de treliças planas (isostáticas e
hiperestáticas) onde serão apresentados os resultados referentes aos esforços nas
barras e as reações de apoio. Por fim, os resultados obtidos manualmente e pelo

2
programa implementado serão comparados aos resultados obtidos através do
software FTOOL.

1.4 Estado da Arte

Araújo (2015) analisou o comportamento de diversas configurações de treliças


planas, levando em consideração diferentes valores de carregamentos atuantes. Essa
análise foi realizada por meio de uma abordagem numérica, utilizando o Método dos
Elementos Finitos, resultando na elaboração de um código computacional utilizando
a linguagem MATLAB R2014a. O código apresenta como resultados o vetor de
deslocamentos, os esforços atuantes referentes à análise estática e também realiza a
análise dinâmica correspondente à oscilação livre sem amortecimento, cujo objetivo
principal é determinar os seus autovalores e posteriormente as frequências naturais
das treliças planas. Observou-se nesta pesquisa que o algoritmo proporciona
eficiência e rapidez na análise desse tipo de estrutura. Vale ressaltar ainda que a
aplicação da análise numérica agiliza os processos de cálculo e os torna mais
confiáveis, proporcionando uma visão crítica ao engenheiro projetista. Além disso, sua
utilização se torna viável para empresas de pequeno e médio porte, uma vez que se
trata de uma versão gratuita, ao contrário das licenças de softwares conhecidos, como
o software ANSYS ou MSC NASTRAN, que eram dispendiosas e inacessíveis para
essas empresas.

Barrozo et al. (2019) compararam a análise numérica matricial de treliças planas,


utilizando a linguagem de programação SCILAB com a análise elaborada pelo
software FTOOL. Para isso, implementou-se uma adaptação do código de Ferreira
(2008), que utiliza o Método dos elementos finitos (MEF) e é de fácil aplicação. A
escolha desse código ocorreu devido ao fato de que ele apresenta, de maneira
intuitiva, as etapas de cada procedimento analítico e uma eficiente estrutura
organizacional dos componentes. Concluiu-se, com base nos resultados obtidos, que
existe compatibilidade entre as metodologias. Além disso, a análise de treliças por

3
métodos computacionais torna o processo mais dinâmico, acelerando o
dimensionamento e auxiliando na interpretação de resultados.

Oliveira et al. (2019) propuseram um modelo de planilha eletrônica no Microsoft


Excel direcionado ao estudo de estruturas treliçadas capazes de oferecer abordagem
mais didática e dinâmica se comparadas com outras formas de cálculo. Assim sendo,
desenvolveu-se o código com a capacidade de calcular os esforços internos nas
barras que compõem a treliça plana, além disso foram obtidos também os
deslocamentos nodais da estrutura. O modelo também ilustrou graficamente a
estrutura antes e depois da aplicação das forças (configuração indeformada e
configuração deformada), mostrando o deslocamento dos nós e os esforços de tração
e compressão nas barras. Para isso, utilizou-se como recurso o Visual Basic for
Applications (VBA), que é a linguagem de programação do Microsoft Excel. Na
planilha foram apresentados resultados bastante satisfatórios e os valores foram
comparados com as respostas obtidas com o software educacional FTOOL. Além
disso, a planilha exibe também o memorial de cálculo completo, facilitando a análise
da estrutura para o usuário.

Vieira (2020) em seu trabalho, discorreu sobre a importância das treliças como
elementos estruturais na construção civil, enfatizando a utilização em coberturas de
estádio de futebol. Com base no estudo da construção da cobertura na arena Allianz
Parque e levando em consideração alguns princípios teóricos relacionados aos tipos
de treliças e sua aplicação em processos construtivos, evidenciou-se que as treliças
apresentam vantagens significativas em comparação com outras formas de cobertura.
Essas vantagens incluem estruturas mais leves, com custo reduzido, facilidade de
montagem, eficiência produtiva e capacidade de suportar os esforços necessários,
além de proporcionar uma função estética adicional.

Santos (2020) realizou a análise estrutural via modelagem numérica de uma


treliça plana de madeira isostática e homogênea, composta por membros de seção
transversal retangulares. Essa análise foi baseada em estudos analíticos e numéricos,
no qual incluiu as determinações de esforços internos e externos, bem como das
tensões correspondentes, além de calcular os deslocamentos e deformações.

4
Utilizando o Método dos Elementos Finitos, empregou-se o software de modelagem
SAP2000 com o template 2D TRESSES para a análise numérica. Na validação do
modelo numérico, foi realizada a comparação entre os resultados das soluções
analíticas e aqueles fornecidos pelo software SAP2000. Os resultados demonstram
confiabilidade e eficácia na representação dos elementos estruturais da treliça
analisada.

Bestetti (2022) desenvolveu dois algoritmos destinados à análise linear elástica


de treliças, vigas e pórticos planos com base em formulações baseadas no Método
dos Elementos Finitos (MEF). É importante mencionar que o código computacional foi
implementado em linguagem PYTHON e que o mesmo é capaz de calcular
deslocamentos nodais, esforços normais, esforços cortantes, momentos fletores,
deslocamentos e deformações, tensões axiais e reações nos apoios das estruturas
propostas. A eficiência do algoritmo foi demonstrada a partir da comparação com
resultados extraídos da literatura. A validação da ferramenta desenvolvida foi
comprovada também por meio da comparação entre os resultados obtidos e o
software de análise matricial FTOOL. Concluiu-se que com a análise de convergência
de malha e as representações gráficas dos resultados, os algoritmos foram
considerados precisos e ajustados, dependendo apenas do refinamento das malhas
de elementos finitos.

Lopes (2022) empregou o Método dos Elementos de Contorno (MEC)


apresentando estratégias convenientes para a montagem das matrizes de influência
de treliças planas simples, utilizando unicamente a solução fundamental que incorpora
o efeito axial em cada barra. Na pesquisa demonstrou-se o problema real e o problema
fundamental do efeito axial, além de técnicas para obtenção da representação integral
e da representação algébrica do efeito axial, bem como também a obtenção do
sistema algébrico no sistema de coordenadas locais e globais. Por fim, foram
analisadas duas treliças planas. Os resultados obtidos analiticamente para as reações
de apoio, deslocamentos nos nós não vinculados e esforços nas extremidades de
cada barra foram comparados com as respostas determinadas a partir do software
FTOOL e verificou-se uma excelente aproximação entre eles.

5
Marcante (2022) projetou e confeccionou um protótipo de treliça plana do tipo Pratt
embasado na norma ABNT NBR 8800:2008. O autor realizou a análise comparativa
entre os resultados obtidos por meio do ensaio experimental do protótipo, com o
modelo analítico e o modelo numérico da estrutura. Para a realização das
comparações, foi utilizado o software FTOOL e o modelo numérico foi realizado com
o software SOLIDWORKS. Daí, obtiveram-se as deformações que essa estrutura
sofreu ao ser submetida a esforços normais de tração e compressão, identificando as
seções onde os esforços atuantes eram críticos. O maior valor de deformação devido
a compressão está localizado no banzo longitudinal superior, onde apresentou a maior
esforço devido a compressão, de semelhante modo, quanto a deformação pelo
esforço de tração, a maior deformação foi no banzo longitudinal inferior, no ponto
identificado com o maior esforço de tração. Os resultados analíticos indicaram que a
estrutura apresentou uma tensão máxima de 3,12 MPa ao ser submetida a uma carga
de 112 kgf (1,12kN), permanecendo abaixo do limite de escoamento de 205 MPa do
material utilizado na construção.

Cardoso e Costa (2022) analisaram estaticamente um modelo estrutural simples


de treliça plana confrontando os resultados obtidos a partir do software ANSYS com
o método analítico baseado na análise matricial de estruturas. Na análise, foram
levadas em consideração as condições de contorno impostas no modelo estrutural,
incluindo fatores como material, carga aplicada e condições de vinculação. As etapas
do método analítico foram realizadas utilizando um programa computacional
implementado através do MATLAB. Para a validação das modelagens, foram
aplicadas técnicas convencionais de discretização, destacando a importância da
compreensão teórica alinhada ao método numérico, o que assegura uma modelagem
estrutural apropriada através da escolha adequada dos elementos na discretização.
A escolha criteriosa dos elementos contribui para maximizar a eficiência
computacional, reduzindo o tempo de resposta e obtendo resultados satisfatórios na
análise da estrutura.

JR et al. (2022) apresentaram a simulação de campos de deformação obtidos em


treliças planas constituídas de dois nós de extremidade. Utilizando o Método dos

6
Elementos Finitos (MEF) foi desenvolvido um programa computacional em linguagem
FORTRAN. A visualização dos resultados foi feita através do GNUPLOT. Observou-
se que por meio dos campos de deformação, tornou-se viável determinar, com maior
precisão, os esforços internos das treliças planas. Essa abordagem possibilita uma
análise mais detalhada, especialmente quando há variações de materiais no mesmo
componente estrutural. Como exemplo clássico do uso desse procedimento é possível
citar o entendimento comportamental de vigas de concreto armado, tradicionalmente
dimensionadas através da analogia da Treliça de Mörsch.

Santos (2022) propôs e implementou um algoritmo para analisar três modelos de


treliças planas distintas, sendo uma sujeita à vibração livre, e as outras duas
solicitadas a uma vibração forçada. Foram analisados um carregamento dinâmico do
tipo ressalto e outro exponencial. Daí, desenvolveu-se um código computacional
utilizando o software MATLAB Student R2021a que possibilita a análise dinâmica
linear de qualquer estrutura de treliça plana sob vibrações livres ou forçadas e não
amortecidas pelo Método da Superposição Modal, apenas com a inserção dos nós,
barras, propriedades geométricas do material e o carregamento. Os resultados
produzidos pelo código desenvolvido no MATLAB foram comparados com os obtidos
a partir do software ADINA Structures, na versão 9.6 (900 nós), utilizando uma licença
estudantil. Apesar do software profissional possibilitar respostas de fácil entendimento
e mais gráficas, a análise dos resultados indicou que o código implementado produz
resultados satisfatórios, compreensíveis e consistentes com os do software comercial,
o que valida a funcionalidade do programa desenvolvido nesta pesquisa e sendo desta
forma suficientes para uma análise dinâmica estrutural de treliças planas.

Kobayashi (2022) apresentou inicialmente as deduções das equações


matemáticas necessárias para o desenvolvimento do código computacional capaz de
realizar a análise modal de três modelos de treliças planas (Howe, Pratt e Warren),
fornecendo as frequências naturais e os modos de vibração. Na concepção,
utilizando-se o software MATLAB e através do App Designer, desenvolveu-se uma
interface gráfica intuitiva para facilitar a inserção de dados por parte do usuário. Para
validação do código desenvolvido, os resultados obtidos foram comparados com os

7
resultados fornecidos pelo software ANSYS MECHANICAL APDL 2022 R2 versão
Academic Research e concluiu-se que as frequências naturais e os modos de vibração
(sendo os modos de vibrar avaliados de forma qualitativa) convergem, comprovando,
dessa forma, a eficácia do código implementado.

Lazzari (2023) apresentou em seu trabalho uma fictícia tesoura de cobertura, a


qual foi modelada e analisada a partir do software computacional SAP2000, baseada
na norma norte-americana AISC 360-05. Determinando-se os carregamentos
permanentes e variáveis, dando ênfase em especial à ação do vento, o programa
computacional atribuiu automaticamente os perfis metálicos para os diferentes
elementos, conforme os esforços atuantes. Visando utilizar estruturas mais leves e
econômicas, os perfis atribuídos pelo software computacional através das listas
automáticas foram substituídos por outros mais leves, verificando os resultados
segundo a ABNT NBR 8800:2008 tanto para os estados limites últimos quanto para o
estado limite de utilização (estado limite de serviço). Assim sendo, concluiu-se que os
perfis determinados automaticamente pelo programa SAP 2000 cumprem os
requisitos de resistência das normas ABNT NBR 8800:2008 e também da norma
americana AISC 360-05, porém, não representam a melhor escolha, tendo em vista
que foi possível reduzir o peso da estrutura em quase 10% via mudanças nos
elementos componentes das diagonais.

8
2 FORMULAÇÃO

Neste capitulo, apresentam-se as formulações utilizadas para a resolução de


treliças planas hiperestáticas adotadas no presente trabalho.

2.1 Princípio dos Trabalhos Virtuais (PTV)

O Princípio dos Trabalhos Virtuais é um conceito fundamental na mecânica


estrutural e é frequentemente utilizado na análise de estruturas. Ele estabelece o
equilíbrio entre as forças internas e externas de um sistema físico, considerando seus
possíveis deslocamentos. Originário do conceito de conservação de energia, proposto
por Lavoisier no século XVIII, e enunciado inicialmente por Johann Bernoulli no
mesmo período.

Da resistência dos materiais, é possível concluir que:

𝑀 𝑑𝑥 (2.1a)
𝑑𝜑 =
𝐸𝐼

𝜒 𝑄 𝑑𝑥 (2.1b)
𝑑ℎ =
𝐺𝐴

𝑁 𝑑𝑥 (2.1c)
𝑑𝑙 =
𝐸𝐴

9
𝑇 𝑑𝑥 (2.1d)
𝑑𝜃 =
𝐺𝐽

em que:

𝑑𝜑 : Variação infinitesimal do ângulo de rotação devido ao momento fletor;

𝑑ℎ : Variação infinitesimal da deformação de cisalhamento devido ao esforço cortante;

𝑑𝑙 : Variação infinitesimal da deformação axial devido ao esforço normal;

𝑑𝜃 : Variação infinitesimal do ângulo de torção devido ao momento torçor;

E: Módulo de elasticidade longitudinal;

G: Módulo de elasticidade transversal;

I: Momento de inércia em relação à linha neutra;

A: Área da seção transversal;

𝜒: Coeficiente de redução, resultante da distribuição não uniforme das tensões


cisalhantes, cujo valor varia com o tipo de seção;

T: Momento de torção;

E I: Rigidez à flexão;

E A: Rigidez axial;

G A: Rigidez cisalhante;

G J: Rigidez torcional.

O trabalho das forças externas estabelece que:

𝑊𝑒𝑥𝑡 = 𝑃̅ 𝛿 (2.2)

10
onde:

𝑃̅: Força aplicada ao elemento;

𝛿: Deslocamento correspondente causado pela aplicação da força.

Por sua vez, o trabalho das forças internas é dado pela soma dos trabalhos virtuais
de deformação de todos os elementos de comprimento infinitesimal 𝑑𝑥 ao longo da
estrutura. Desta maneira, sob a forma mais geral, tem-se que:

̅ 𝑑𝜑 + ∫ 𝑁
̅ 𝑑𝑙 + ∫ 𝑄̅ 𝑑ℎ + ∫ 𝑇̅ 𝑑𝛳 (2.3)
𝑊𝑖𝑛𝑡 = ∫ 𝑀
𝑙 𝑙 𝑙 𝑙

em que:

𝑊𝑒𝑥𝑡 : Trabalho das forças externas;

𝑊𝑖𝑛𝑡 : Trabalho das forças internas.

substituindo-se as equações (2.1) em (2.3), chega-se a:

̅̅̅𝑀
𝑀 ̅𝑁
𝑁 𝜒 𝑄̅ 𝑄 𝑇̅ 𝑇 (2.4)
𝑊𝑖𝑛𝑡 = ∫ 𝑑𝑥 + ∫ 𝑑𝑥 + ∫ 𝑑𝑥 + ∫ 𝑑𝑥
𝑙 𝐸𝐼 𝑙 𝐸𝐴 𝑙 𝐺𝐴 𝑙 𝐺𝐽

Assim, baseando-se no princípio da conservação da energia, tem-se que:

𝑊𝑒𝑥𝑡 = 𝑊𝑖𝑛𝑡 (2.5)

11
Por fim, conclui-se que:

̅̅̅𝑀
𝑀 ̅𝑁
𝑁 𝜒 𝑄̅ 𝑄 𝑇̅ 𝑇 (2.6)
𝑃̅ 𝛿 = ∫ 𝑑𝑥 + ∫ 𝑑𝑥 + ∫ 𝑑𝑥 + ∫ 𝑑𝑥
𝑙 𝐸𝐼 𝑙 𝐸𝐴 𝑙 𝐺 𝐴 𝑙 𝐺𝐽

𝜒 𝑄̅ 𝑄
Na equação (2.6), a parcela ∫𝑙 𝑑𝑥 pode ser desprezada, pois somente para
𝐺𝐴

casos de vãos curtos e cargas elevadas considera-se esta parcela.

Para peças que não trabalham fundamentalmente submetidas ao esforço normal


̅𝑁
𝑁
é possível desprezar a parcela ∫𝑙 𝑑𝑥. Exceto em arcos, escoras, tirantes, barras de
𝐸𝐴

treliças, pilares esbeltos e peças protendidas em geral.

𝑇̅ 𝑇
A parcela ∫𝑙 𝑑𝑥 é considerada em estruturas como pórticos espaciais e também
𝐺𝐽

em grelhas ou vigas-balcão.

Assim, para um pórtico plano, vem:

𝑃̅ = 1 (2.7)

logo, a equação (2.6) pode ser reescrita como:

̅𝑀
𝑀 (2.8)
𝛿=∫ 𝑑𝑥
𝑙 𝐸𝐼

12
2.1.1 Princípio dos Trabalhos Virtuais em Treliças

Nestes elementos estruturais, pode-se considerar apenas a parcela referente ao


esforço normal, uma vez que é o esforço predominante. Assim, o esforço normal é
definido como:

̅𝑁
𝑁 (2.9)
𝑃̅ 𝛿 = ∫ 𝑑𝑥
𝑙 𝐸𝐴

sendo 𝑃̅ = 1, tem-se:

̅𝑁
𝑁 (2.10)
𝛿=∫ 𝑑𝑥
𝑙 𝐸𝐴

2.2 Método da Carga Unitária para Treliças Hiperestáticas

Uma treliça é considerada hiperestática desde que a relação abaixo seja satisfeita:

𝑟 + 𝑏 > 2𝑛 (2.11)

em que:
𝑟: número de reações de apoio;
𝑏: número de barras;
𝑛: número de nós.

13
É importante salientar que a análise dessas treliças é semelhante à resolução de
vigas e de pórticos planos. Daí, a ideia principal é transformá-las em treliças
isostáticas e aplicar posteriormente, ora o carregamento externo, ora as cargas
unitárias nas barras que serão rompidas. Por fim, será utilizado o método da
superposição dos efeitos para a obtenção dos esforços axiais finais nas barras,
conforme mostrada na equação abaixo:

𝑛
(2.12)
𝑁 = 𝑁0 + ∑ 𝑁𝑖 𝑋𝑖
𝑖=1

em que:

𝑁: Esforço axial final na barra da treliça.

𝑁0 : Parcela referente ao esforço interno na barra da treliça causada pelo carregamento


externo.

∑𝑛𝑖=1 𝑁𝑖 𝑋𝑖 : Parcela referente ao somatório de todos os esforços internos causada pela


carga virtual multiplicado pelo hiperestático.

2.3 Análise de Treliças Planas via Formulação Matricial

A análise matricial de estruturas é um método utilizado na engenharia estrutural


para analisar o comportamento de sistemas estruturais complexos, como treliças,
pórticos e lajes, entre outros. Nesse método, as propriedades geométricas e de
material da estrutura são representadas por matrizes, e as equações de equilíbrio e
compatibilidade são formuladas em termos matriciais. Isso permite resolver problemas
estruturais de maneira eficiente e sistemática, especialmente para estruturas grandes

14
e complicadas. A análise matricial de estruturas é frequentemente realizada usando
software especializado que manipula essas matrizes e realiza cálculos
computacionais para determinar as respostas da estrutura a diferentes condições de
carregamento.

Sabendo-se que a equação de equilíbrio estático das forças é representada como:

𝑭 =𝑲𝒖 (2.13)

em que:

F: Vetor de forças;

K: Matriz de rigidez;

𝒖: Vetor de deslocamento.

Por sua vez, a força no sistema de coordenadas locais é apresentada na Figura


2.1:

Figura 2.1 – Forças aplicadas no sistema local

Fonte: adaptado de HIBBELER, 2013

15
Realizando-se o equilíbrio de forças na direção do eixo x’, chega-se às seguintes
equações:

𝛴𝐹 ′ 𝑥 = 0 ⇒ 𝐹 ′ 1 + 𝐹 ′ 2 = 0 (𝑝𝑟𝑖𝑚𝑒𝑖𝑟𝑎 𝑐𝑜𝑛𝑓𝑖𝑔𝑢𝑟𝑎çã𝑜) (2.14a)

𝛴𝐹′′ 𝑥 = 0 ⇒ 𝐹 ′′ 1 + 𝐹′′ 2 = 0 (𝑠𝑒𝑔𝑢𝑛𝑑𝑎 𝑐𝑜𝑛𝑓𝑖𝑔𝑢𝑟𝑎çã𝑜) (2.14b)

sendo:

𝐸𝑒 𝐴𝑒 (2.15a)
𝐹 ′1 = 𝑢1 ⇒ 𝐹 ′ 2 = −𝐹 ′1
𝑙𝑒

𝐸𝑒 𝐴𝑒 (2.15b)
𝐹′2 = − 𝑢1
𝑙𝑒

por sua vez, tem-se que:

𝐸𝑒 𝐴𝑒 (2.16a)
𝐹′′2 = 𝑢2 ⇒ 𝐹′′1 = −𝐹′′2
𝑙𝑒

𝐸𝑒 𝐴𝑒 (2.16b)
𝐹′′1 = − 𝑢2
𝑙𝑒

16
Daí, conclui-se que:

𝐹1 = 𝐹 ′1 + 𝐹 ′′ 1 (2.17a)

𝐹2 = 𝐹 ′ 2 + 𝐹 ′′ 2 (2.17b)

daí, vem:

𝐸𝑒 𝐴𝑒 𝐸𝑒 𝐴𝑒 (2.18a)
𝐹1 = · 𝑢1 − · 𝑢2
𝑙𝑒 𝑙𝑒

𝐸𝑒 𝐴𝑒 𝐸𝑒 𝐴𝑒 (2.18b)
𝐹2 = − · 𝑢1 + · 𝑢2
𝑙𝑒 𝑙𝑒

Organizando-se a equação acima de forma matricial, é possível concluir que:

𝐸𝑒 𝐴𝑒 𝐸𝑒 𝐴𝑒 (2.19)

𝐹 𝑙𝑒 𝑙𝑒 𝑢1
{ 1} = {𝑢 }
𝐹2 𝐸𝑒 𝐴𝑒 𝐸𝑒 𝐴𝑒 2

[ 𝑙𝑒 𝑙𝑒 ]

A relação entre o sistema de coordenadas locais e o sistema de coordenada


global é representada na Figura 2.2 por:

17
Figura 2. 2 – Relação entre o sistema local e o sistema global

Pela relação geométrica entre os eixos coordenados, os elementos de


deslocamento locais podem ser expressos como:

𝑢′1 = 𝑢1 𝑐𝑜𝑠𝜃 + 𝑢2 𝑠𝑒𝑛𝜃 (2.20)

𝑢′2 = 𝑢3 𝑐𝑜𝑠𝜃 + 𝑢4 𝑠𝑒𝑛𝜃 (2.21)

daí, vem:

𝒖′ = [𝑢′1 , 𝑢′2 ]𝑇 (𝑆𝑖𝑠𝑡𝑒𝑚𝑎 𝐿𝑜𝑐𝑎𝑙) (2.22)

18
𝒖 = [𝑢1 , 𝑢2 , 𝑢3 , 𝑢4 ]𝑇 (𝑆𝑖𝑠𝑡𝑒𝑚𝑎 𝐺𝑙𝑜𝑏𝑎𝑙) (2.23)

Assim é possível relacionar os deslocamentos no sistema local e no sistema global


pela relação abaixo, descrita como:

𝒖′ = 𝑳 𝒖 (2.24)

em que:

𝐋: Matriz de Transformação.

Escrevendo a equação (2.24) de forma matricial, tem-se que:

𝑢1 (2.25)
𝑢′ 𝑐𝑜𝑠𝜃 𝑠𝑒𝑛𝜃 0 0 𝑢
{ 1} = [ ] {𝑢2 }
𝑢′2 0 0 𝑐𝑜𝑠𝜃 𝑠𝑒𝑛𝜃 3
𝑢4

A matriz 𝑳, que contém o seno e o cosseno do ângulo de inclinação da barra, é


responsável por transformar os deslocamentos do sistema de coordenadas global
para o sistema de coordenadas local.

Sendo:

𝑐𝑜𝑠𝜃 = 𝑙 (2.26)

19
𝑠𝑒𝑛𝜃 = 𝑚 (2.27)

pode-se chegar ainda a:

𝑢1 (2.28)
𝑢′ 0 0 𝑢
{ 1} = [ 𝑙 𝑚 ] { 2}
𝑢′2 0 0 𝑙 𝑚 𝑢3
𝑢4

A matriz de transformação L é:

𝑙 𝑚 0 0 (2.29)
𝑳=[ ]
0 0 𝑙 𝑚

Lembrando também que a equação de equilíbrio no sistema local é definida como:

𝑭′ = 𝑲′ 𝒖′ (𝑆𝑖𝑠𝑡𝑒𝑚𝑎 𝐿𝑜𝑐𝑎𝑙) (2.30)

em que:

𝐸𝑒 𝐴𝑒 𝐸𝑒 𝐴𝑒 (2.31)

𝑙𝑒 𝑙𝑒 𝐸𝑒 𝐴𝑒 1 −1
𝑲′ = = [ ]
𝐸𝑒 𝐴𝑒 𝐸𝑒 𝐴𝑒 𝑙𝑒 −1 1

[ 𝑙𝑒 𝑙𝑒 ]

20
A equação da energia de deformação 𝑈𝑒 é definida como:

1 ′ 𝑇 ′ (2.32)
𝑈𝑒 = (𝒖 ) 𝑲 𝒖′
2

Substituindo-se a equação (2.24) na equação (2.32), tem-se:

1 (2.33)
𝑈𝑒 = (𝑳 𝒖)𝑇 𝑲′ (𝑳 𝒖)
2

dessa forma, tem-se a energia de deformação 𝑈𝑒 em termos dos deslocamentos


nodais no sistema global 𝒖:

1 𝑻 𝑻 ′ (2.34)
𝑈𝑒 = 𝒖 𝑳 𝑲 𝑳𝒖
2

portanto:

1 𝑻 (2.35)
𝑈𝑒 = 𝒖 𝑲𝒖
2

sendo assim, conclui-se que:

𝑲 = 𝑳𝑻 𝑲′ 𝑳 (2.36)

21
A matriz de transformação é apresentada na equação (2.29), portanto, a matriz
de transformação transposta 𝑳𝑻 será:

𝑙 0 (2.37)
𝑳𝑻 = [𝑚 0]
0 𝑙
0 𝑚

Substituindo-se as equações (2.29), (2.31) e (2.37) na equação (2.36), tem-se:

𝑙 0 (2.38)
𝑲 = [𝑚 0 ] 𝐸𝑒 𝐴𝑒 [ 1 −1] [ 𝑙 𝑚 0 0
]
0 𝑙 𝑙𝑒 −1 1 0 0 𝑙 𝑚
0 𝑚

com isso, vem:

𝑙 −𝑙 (2.39)
𝐸𝑒 𝐴𝑒 𝑚 −𝑚] [ 𝑙 𝑚 0 0
𝑲= [ ]
𝑙𝑒 −𝑙 𝑙 0 0 𝑙 𝑚
−𝑚 𝑚

Sendo assim, realizando-se algumas manipulações matemáticas na equação


(2.39), a matriz de rigidez do elemento de treliça plana no sistema de coordenada
global é representada como:

22
𝑙2 𝑙𝑚 −𝑙 2 −𝑚𝑙 (2.40)
𝐸𝑒 𝐴𝑒 𝑚𝑙 𝑚2 −𝑚𝑙 −𝑚2 ]
𝑲= [
𝑙𝑒 −𝑙 2 −𝑚𝑙 𝑙2 𝑚𝑙
−𝑚𝑙 −𝑚2 𝑚𝑙 𝑚2

2.3.1 Cossenos Diretores

Sendo (𝑥1 , 𝑦1 ) e (𝑥2 , 𝑦2 ) as coordenadas dos nós 1 e 2, respectivamente,


conforme mostrado na Figura 2.3, vem:

Figura 2. 3 – Coordenadas dos nós do elemento

Considerando-se que:

𝜑 + 𝜃 = 90° ⇒ 𝜑 = 90° − 𝜃 (2.41)

dessa forma:

23
𝑐𝑜𝑠𝜑 = cos(90° − 𝜃) = 𝑠𝑒𝑛𝜃 (2.42)

sabendo-se que:

𝑙𝑒 2 = (𝑥2 − 𝑥1 )2 + (𝑦2 − 𝑦1 )2 (2.43)

Consequentemente vem:

𝑙𝑒 = √(𝑥2 − 𝑥1 )2 + (𝑦2 − 𝑦1 )2 (2.44)

assim, aplicando as definições trigonométricas aos pontos (𝑥1 , 𝑦1 ) e (𝑥2 , 𝑦2 ) em


relação à origem tem-se:

(𝑦2 − 𝑦1 ) (2.45)
𝑠𝑒𝑛𝜃 =
𝑙𝑒

(𝑥2 − 𝑥1 ) (2.46)
𝑐𝑜𝑠𝜃 =
𝑙𝑒

2.3.2 Cálculo de Tensão

No regime linear elástico, a expressão que representa a relação entre a tensão


(𝜎) e a deformação (𝜀) é dada por:

24
𝜎 = 𝐸𝑒 𝜀 (2.47)

em que:

𝐸𝑒 : Módulo de elasticidade do material.

Substituindo-se a deformação pela variação do deslocamento, tem-se:

(𝑢′ 2 − 𝑢′1 ) (2.48)


𝜎 = 𝐸𝑒
𝑙𝑒

expressando a variação nos deslocamentos como um vetor e aplicando a matriz para


relacionar a deformação à variação nos deslocamentos, vem:

𝐸𝑒 𝑢′ (2.49)
𝜎= [−1 1] { 1 }
𝑙𝑒 𝑢′2

sendo:

𝒖′ = 𝑳 𝒖 (2.50)

substituindo a equação (2.50) na equação (2.49), vem:

25
𝐸𝑒 (2.51)
𝜎= [−1 1] 𝑳 𝒖
𝑙𝑒

aplicando a equação (2.29) na equação (2.51), assim:

𝐸𝑒 0 0 (2.52)
𝜎= [−1 1] [ 𝑙 𝑚 ]𝒖
𝑙𝑒 0 0 𝑙 𝑚

simplificamos a expressão, multiplicando as matrizes, tem-se:

𝐸𝑒 (2.53)
𝜎= [−𝑙 −𝑚 𝑙 𝑚] 𝒖
𝑙𝑒

Essas deduções ilustram a relação entre a tensão (𝜎), a deformação (𝜀), os


deslocamentos (𝒖) e a matriz 𝑳 que relaciona os deslocamentos generalizados aos
deslocamentos nodais.

2.4 Programa Computacional

O programa computacional foi implementado em linguagem FORTRAN 90 e neste


pacote foram incorporados mecanismos básicos referentes à Análise Matricial de
Estruturas. A solução dos problemas ocorreu mediante o emprego de técnicas
clássicas de resolução numérica. Como exemplo pode ser citado o método da
eliminação de Gauss (escalonamento de Gauss) destinado à solução direta do
sistema de equações lineares. Essa implementação permite a realização de análises
em treliças planas submetidas a carregamentos externos. Lembrando que com o
auxílio desta importante ferramenta computacional foi possível calcular com precisão
deslocamentos nodais, esforços internos e reações de apoio. O programa passa por
26
três etapas fundamentais: entrada de dados, processamento das operações
matemáticas e apresentação dos resultados. O fluxograma mostrado na Figura 2.4
apresenta de forma sucinta as etapas do programa desenvolvido nesta pesquisa.

Figura 2. 4 – Fluxograma do Programa Implementado

A sub-rotina é uma parte do código que realiza tarefas definidas e pode ser
chamada de outras partes do programa principal para realizar operações específicas.
Elas são utilizadas para modularizar o código. De forma resumida, serão explicadas
as funções desempenhadas por cada sub-rotina.

 VARIAVEIS: nesta rotina apresentam-se todas as variáveis utilizadas no


programa computacional para realizar as operações matemáticas necessárias, a
saber podem ser citadas (matrizes, vetores, parâmetros inteiros ou reais);

 INPUT: Entrada e armazenamento dos dados fornecidos pelo usuário, como,


por exemplo, as características geométricas dos elementos, os nós restringidos, as
coordenadas dos elementos, entre outras;

 MATRIG: Montagem da matriz de rigidez de cada elemento de treliça no sistema


local e transformação para o sistema de coordenadas global;
27
 MATRIGEST: Montagem da matriz de rigidez global da estrutura;

 FORCE: Montagem do vetor de forças globais da estrutura;

 ESFORCO: Cálculo dos esforços internos em cada elemento da treliça plana;

 GAUSS: Cálculo dos deslocamentos nodais da treliça realizado a partir da


solução do sistema linear de equações;

 REACAO: Cálculo das reações de apoio em cada nó restringido da treliça plana;

 TENSAO: Cálculo das tensões normais de compressão ou de tração em cada


elemento que compõe a treliça.

28
3 APLICAÇÕES

Neste capítulo apresentam-se vinte exemplos numéricos correspondentes à


análise linear elástica de treliças planas hiperestáticas. As estruturas foram analisadas
a partir dos três métodos estudados na presente pesquisa, a saber: Análise Matricial
de Estruturas (Método da rigidez direta), Método da carga unitária (Método das
Forças) também conhecido como Método da Flexibilidade e resultados determinados
com o auxílio do software FTOOL.

Nas Tabelas que seguem, são mostradas as respostas referentes a cada treliça
estudada no presente trabalho e correspondentes aos três processos de cálculo. Os
valores dos esforços e das reações de apoio estão expressos em KN, o sinal negativo
atribuído ao elemento indica esforço normal de compressão e o sinal positivo, tração
na barra. Em relação às reações de apoio, na horizontal, o sentido adotado
inicialmente foi para a direita, enquanto na vertical foi para cima. Assim, valores
positivos indicam reações no sentido inicialmente adotado, enquanto valores
negativos indicam reações no sentido oposto ao inicialmente adotado.

Figura 3. 1 – Modelo 1

29
Tabela 3.1a – Esforços nas barras do modelo 1

MÉTODO DA
PROGRAMA
ELEMENTO COMPRIMENTO CARGA FTOOL
COMPUTACIONAL
UNITÁRIA
1 1,000 90,0000 90,0000 90,0000
2 0,750 -96,2483 -96,2500 -96,2500
3 1,250 -22,9200 -22,9167 -22,9167
4 1,000 18,3310 18,3333 18,3333

Tabela 3.1b – Reações de apoio do modelo 1

MÉTODO DA CARGA PROGRAMA


PONTO FTOOL
UNITÁRIA COMPUTACIONAL
𝐻𝐴 -71,6648 -71,6667 -71,6667
𝑉𝐴 13,7517 13,7500 13,7500
𝑉𝐵 96,2483 96,2500 96,2500
𝐻𝐶 -18,3352 -18,3333 -18,3333
𝑉𝐶 0,0000 0,0000 0,0000

Figura 3. 2 – Modelo 2

30
Tabela 3.2a – Esforços nas barras do modelo 2

MÉTODO DA
PROGRAMA
ELEMENTO COMPRIMENTO CARGA FTOOL
COMPUTACIONAL
UNITÁRIA
1 2,000 2,5 2,5 2,5
2 2,000 -2,5 -2,5 -2,5
3 2,000 2,5 2,5 2,5
4 2,000 -2,5 -2,5 -2,5
5 2,828 -3,5355 -3,5355 -3,5355
6 2,828 -3,5355 -3,5355 -3,5355

Tabela 3.2b – Reações de apoio do modelo 2

MÉTODO DA CARGA PROGRAMA


PONTO FTOOL
UNITÁRIA COMPUTACIONAL
𝐻𝐴 -5,0000 -5,0000 -5,0000
𝑉𝐴 -5,0000 -5,0000 -5,0000
𝑉𝐵 5,0000 5,0000 5,0000

Figura 3. 3 – Modelo 3

31
Tabela 3.3a – Esforços nas barras do modelo 3

MÉTODO DA
PROGRAMA
ELEMENTO COMPRIMENTO CARGA FTOOL
COMPUTACIONAL
UNITÁRIA
1 4,000 -11,4837 -11,4837 -11,4837
2 4,000 -7,9281 -7,9281 -7,9281
3 4,000 16,8496 16,8497 16,8497
4 4,000 10,4052 10,4052 10,4052
5 3,000 -21,1127 -21,1127 -21,1127
6 3,000 -7,0588 -7,0588 -7,0588
7 3,000 -5,9461 -5,9461 -5,9461
8 5,000 -8,5621 -8,5621 -8,5621
9 5,000 -13,0066 -13,0065 -13,0065
10 5,000 1,8546 1,8546 1,8546
11 5,000 9,9101 9,9101 9,9101

Tabela 3.3b – Reações de apoio do modelo 3

MÉTODO DA CARGA PROGRAMA


PONTO FTOOL
UNITÁRIA COMPUTACIONAL
𝐻𝐷 -10,0000 -10,0000 -10,0000
𝑉𝐷 26,2500 25,2500 25,2500
𝑉𝐹 13,7500 13,7500 13,7500

Figura 3. 4 – Modelo 4

32
Tabela 3.4a – Esforços nas barras do modelo 4

MÉTODO DA
PROGRAMA
ELEMENTO COMPRIMENTO CARGA FTOOL
COMPUTACIONAL
UNITÁRIA
1 1,000 -2,9569 -2,9569 -2,9569
2 1,000 -0,6902 -0,6902 -0,6902
3 1,000 2,6431 2,6431 2,6431
4 1,000 0,5098 0,5098 0,5098
5 0,750 1,0823 1,0824 1,0824
6 0,750 0,5647 0,5647 0,5647
7 0,750 0,3823 0,3824 0,3824
8 1,250 2,19601 2,1961 2,1961
9 1,250 -1,8039 -1,8039 -1,8039
10 1,250 0,8627 0,8627 0,8627
11 1,250 -0,6372 -0,6373 -0,6373

Tabela 3.4b – Reações de apoio do modelo 4

MÉTODO DA CARGA PROGRAMA


PONTO FTOOL
UNITÁRIA COMPUTACIONAL
𝐻𝐴 -4,4000 -4,4000 -4,4000
𝑉𝐴 2,4000 2,4000 2,4000
𝐻𝐷 4,4000 4,4000 4,4000

Figura 3. 5 – Modelo 5

33
Tabela 3.5a – Esforços nas barras do modelo 5

MÉTODO DA
PROGRAMA
ELEMENTO COMPRIMENTO CARGA FTOOL
COMPUTACIONAL
UNITÁRIA
1 3,000 30,0000 30,0000 30,0000
2 3,000 30,0000 30,0000 30,0000
3 3,000 30,0000 30,0000 30,0000
4 3,000 30,0000 30,0000 30,0000
5 3,000 0,0000 0,0000 0,0000
6 3,000 0,0000 0,0000 0,0000
7 3,000 0,0000 0,0000 0,0000
8 4,243 -42,4264 -42,4264 -42,4264
9 4,243 0,0000 0,0000 0,0000
10 4,243 0,0000 0,0000 0,0000
11 4,243 0,0000 0,0000 0,0000
12 4,243 0,0000 0,0000 0,0000
13 4,243 -42,4264 -42,4264 -42,4264
14 3,000 -30,0000 -30,0000 -30,0000
15 3,000 -30,0000 -30,0000 -30,0000

Tabela 3.5b – Reações de apoio do modelo 5

MÉTODO DA CARGA PROGRAMA


PONTO FTOOL
UNITÁRIA COMPUTACIONAL
𝐻𝐴 0,0000 0,0000 0,0000
𝑉𝐴 30,0000 30,0000 30,0000
𝑉𝐻 30,0000 30,0000 30,0000

34
Figura 3. 6 – Modelo 6

Tabela 3.6a – Esforços nas barras do modelo 6

MÉTODO DA
PROGRAMA
ELEMENTO COMPRIMENTO CARGA FTOOL
COMPUTACIONAL
UNITÁRIA
1 9,000 -6,7935 -6,7935 -6,7935
2 9,000 -6,7935 -6,7935 -6,7935
3 7,500 -22,0109 -22,0109 -22,0109
4 7,500 -22,0109 -22,0109 -22,0109
5 7,500 11,3224 11,3225 11,3225
6 7,500 11,3224 11,3225 11,3225
7 4,500 -40,0000 -40,0000 -40,0000
8 6,000 -9,0580 -9,0580 -9,0580
9 6,000 -9,0580 -9,0580 -9,0580

Tabela 3.6b – Reações de apoio do modelo 6

MÉTODO DA CARGA PROGRAMA


PONTO FTOOL
UNITÁRIA COMPUTACIONAL
𝐻𝐴 17,6087 17,6087 17,6087
𝑉𝐴 20,0000 20,0000 20,0000
𝐻𝐵 -17,6087 -17,6087 -17,6087
𝑉𝐵 20,0000 20,0000 20,0000

35
Figura 3. 7 – Modelo 7

Tabela 3.7a – Esforços nas barras do modelo 7

MÉTODO DA
PROGRAMA
ELEMENTO COMPRIMENTO CARGA FTOOL
COMPUTACIONAL
UNITÁRIA
1 9,000 35,8085 35,8077 35,8077
2 9,000 36,2926 36,2920 36,2920
3 9,000 -4,1915 -4,1923 -4,1923
4 9,000 -3,7074 -3,7080 -3,7080
5 9,000 -7,8989 -7,9003 -7,9003
6 9,000 -3,7074 -3,7080 -3,7080
7 12,728 5,9286 5,9288 5,9288
8 12,728 5,9286 5,9288 5,9288
9 12,728 5,2439 5,2439 5,2439
10 12,728 5,2439 5,2439 5,2439

Tabela 3.7b – Reações de apoio do modelo 7

MÉTODO DA CARGA PROGRAMA


PONTO FTOOL
UNITÁRIA COMPUTACIONAL
𝐻𝐴 -40,0000 -40,0000 -40,0000
𝑉𝐴 4,1915 4,1923 4,1923
𝐻𝐷 0,0000 0,0000 0,0000
𝑉𝐷 -4,1915 -4,1923 -4,1923

36
Figura 3. 8 – Modelo 8

Tabela 3.8a – Esforços nas barras do modelo 8

MÉTODO DA
PROGRAMA
ELEMENTO COMPRIMENTO CARGA FTOOL
COMPUTACIONAL
UNITÁRIA
1 2,000 0,0003 0,0000 0,0000
2 2,000 0,0000 0,0000 0,0000
3 2,000 -40,0003 -40,0000 -40,0000
4 2,828 0,0001 0,0000 0,0000

Tabela 3.8b – Reações de apoio do modelo 8

MÉTODO DA CARGA PROGRAMA


PONTO FTOOL
UNITÁRIA COMPUTACIONAL
𝑉𝐴 -0,0003 0,0000 0,0000
𝐻𝐴 -0,0003 0,0000 0,0000
𝑉𝐵 0,0000 0,0000 0,0000
𝐻𝐵 0,0000 0,0000 0,0000
𝑉𝐷 40,0003 40,0000 40,0000

37
Figura 3. 9 – Modelo 9

Tabela 3.9a – Esforços nas barras do modelo 9

MÉTODO DA
PROGRAMA
ELEMENTO COMPRIMENTO CARGA FTOOL
COMPUTACIONAL
UNITÁRIA
1 4,000 2,2098 2,2099 2,2099
2 4,000 2,2098 2,2099 2,2099
3 5,000 4,7376 4,7377 4,7377
4 3,000 -1,1852 -1,1852 -1,1852
5 5,000 -2,7624 -2,7623 -2,7623

Tabela 3.9b – Reações de apoio do modelo 9

MÉTODO DA CARGA PROGRAMA


PONTO FTOOL
UNITÁRIA COMPUTACIONAL
𝐻𝐴 -6,0000 -6,0000 -6,0000
𝑉𝐴 -2,8426 -2,8426 -2,8426
𝑉𝐵 1,1852 1,1852 1,1852
𝑉𝐶 1,6574 1,6574 1,6574

38
Figura 3. 10 – Modelo 10

Tabela 3.10a – Esforços nas barras do modelo 10

MÉTODO DA
PROGRAMA
ELEMENTO COMPRIMENTO CARGA FTOOL
COMPUTACIONAL
UNITÁRIA
1 3,000 3,7527 3,7535 3,7535
2 3,000 3,7527 3,7535 3,7535
3 3,000 3,7527 3,7535 3,7535
4 3,000 3,7527 3,7535 3,7535
5 3,000 -36,2473 -36,2465 -36,2465
6 3,000 7,5054 7,5069 7,5069
7 3,000 -36,2473 -36,2465 -36,2465
8 4,243 -5,3079 -5,3082 -5,3082
9 4,243 -5,3079 -5,3082 -5,3082
10 4,243 -5,3079 -5,3082 -5,3082
11 4,243 -5,3079 -5,3082 -5,3082

39
Tabela 3.10b – Reações de apoio do modelo 10

MÉTODO DA CARGA PROGRAMA


PONTO FTOOL
UNITÁRIA COMPUTACIONAL
𝐻𝐴 0,0000 0,0000 0,0000
𝑉𝐴 40,0000 40,0000 40,0000
𝑉𝐶 -40,0000 -40,0000 -40,0000

Figura 3. 11 – Modelo 11

Tabela 3.11a – Esforços nas barras do modelo 11

MÉTODO DA
PROGRAMA
ELEMENTO COMPRIMENTO CARGA FTOOL
COMPUTACIONAL
UNITÁRIA
1 3,000 4,8236 4,8237 4,8237
2 3,000 -0,1764 -0,1763 -0,1763
3 3,000 0,3527 0,3526 0,3526
4 3,354 -10,7861 -10,7861 -10,7861
5 3,354 -11,5745 -11,5746 -11,5746
6 3,354 -0,3942 -0,3942 -0,3942
7 3,354 0,3942 0,3942 0,3942

40
Tabela 3.11b – Reações de apoio do modelo 11

MÉTODO DA CARGA PROGRAMA


PONTO FTOOL
UNITÁRIA COMPUTACIONAL
𝐻𝐴 0,0000 0,0000 0,0000
𝑉𝐴 9,6472 9,6474 9,6474
𝑉𝐵 10,7055 10,7052 10,7052
𝑉𝐶 -0,3527 -0,3526 -0,3526

Figura 3. 12 – Modelo 12

Tabela 3.12a – Esforços nas barras do modelo 12

MÉTODO DA
PROGRAMA
ELEMENTO COMPRIMENTO CARGA FTOOL
COMPUTACIONAL
UNITÁRIA
1 2,000 12,0000 12,0000 12,0000
2 2,000 8,1199 8,1206 8,1206
3 2,000 6,0000 6,0000 6,0000
4 2,000 8,1199 8,1206 8,1206
5 3,606 10,8167 10,8167 10,8167
6 3,000 -5,8201 -5,8191 -5,8191
7 3,606 -3,8230 -3,8229 -3,8229
8 3,605 6,9936 6,9937 6,9937
9 3,000 3,1799 3,1809 3,1809
10 3,605 -10,8167 -10,8167 -10,8167

41
Tabela 3.12b – Reações de apoio do modelo 12

MÉTODO DA CARGA PROGRAMA


PONTO FTOOL
UNITÁRIA COMPUTACIONAL
𝐻𝐴 -18,0000 -18,0000 -18,0000
𝑉𝐴 -9,0000 -9,0000 -9,0000
𝐷𝑌 9,0000 9,0000 9,0000

Figura 3. 13 – Modelo 13

42
Tabela 3.13a – Esforços nas barras do modelo 13

MÉTODO DA
PROGRAMA
ELEMENTO COMPRIMENTO CARGA FTOOL
COMPUTACIONAL
UNITÁRIA
1 2,000 8,3333 8,3333 8,3333
2 2,000 8,5515 8,5516 8,5516
3 2,000 4,1667 4,1667 4,1667
4 2,000 -0,2181 -0,2182 -0,2182
5 2,000 -4,3848 -4,3849 -4,3849
6 2,000 -3,9484 -3,9484 -3,9484
7 2,236 -18,6339 -18,6339 -18,6339
8 2,236 0,2440 0,2440 0,2440
9 2,236 -0,2440 -0,2440 -0,2440
10 2,236 -4,9024 -4,9025 -4,9025
11 2,236 4,9024 4,9025 4,9025
12 2,236 -9,3169 -9,3169 -9,3169
13 2,236 -18,3899 -18,3899 -18,3899
14 2,236 -9,5608 -9,5609 -9,5609
15 2,236 4,4145 4,4145 4,4145
16 2,236 -4,4145 -4,4145 -4,4145

Tabela 3.13b – Reações de apoio do modelo 13

MÉTODO DA CARGA PROGRAMA


PONTO FTOOL
UNITÁRIA COMPUTACIONAL
𝐻𝐴 0,0000 0,0000 0,0000
𝑉𝐴 16,6667 16,6667 16,6667
𝑉𝐷 8,3333 8,3333 8,3333

43
Figura 3. 14 – Modelo 14

Tabela 3.14a – Esforços nas barras do modelo 14

MÉTODO DA
PROGRAMA
ELEMENTO COMPRIMENTO CARGA FTOOL
COMPUTACIONAL
UNITÁRIA
1 4,000 -1,4409 -1,4414 -1,4414
2 4,000 8,0545 8,054 8,054
3 4,000 4,0545 4,054 4,054
4 3,606 -0,09778 -0,0974 -0,0974
5 3,606 -11,9208 -11,9211 -11,9211
6 3,606 -4,7096 -4,71 -4,71
7 3,606 -7,3089 -7,3085 -7,3085

Tabela 3.14b – Reações de apoio do modelo 14

MÉTODO DA CARGA PROGRAMA


PONTO FTOOL
UNITÁRIA COMPUTACIONAL
𝐻𝐴 -8,0000 -8,0000 -8,0000
𝑉𝐴 0,0810 0,0811 0,0811
𝑉𝐶 6,0810 6,0811 6,0811
𝑉𝐵 13,8379 13,8379 13,8379

44
Figura 3. 15 – Modelo 15

Tabela 3.15a – Esforços nas barras do modelo 15

MÉTODO DA
PROGRAMA
ELEMENTO COMPRIMENTO CARGA FTOOL
COMPUTACIONAL
UNITÁRIA
1 2,000 1,0790 1,0790 1,0790
2 2,000 0,0000 0,0000 0,0000
3 2,000 -4,0000 -4,0000 -4,0000
4 2,000 0,9210 0,9210 0,9210
5 2,000 0,1580 0,1580 0,1580
6 2,000 0,9210 0,9210 0,9210
7 2,000 0,0000 0,0000 0,0000
8 2,828 -1,5259 -1,5259 -1,5259
9 2,828 -1,3024 -1,3025 -1,3025

Tabela 3.15b – Reações de apoio do modelo 15

MÉTODO DA CARGA PROGRAMA


PONTO FTOOL
UNITÁRIA COMPUTACIONAL
𝑉𝐴 0,1580 0,1580 0,1580
𝐻𝐵 1,0790 1,0790 1,0790
𝑉𝐵 -0,1580 -0,1580 -0,1580
𝐻𝐸 4,9210 4,9210 4,9210

45
Figura 3. 16 – Modelo 16

Tabela 3.16a – Esforços nas barras do modelo 16

MÉTODO DA
PROGRAMA
ELEMENTO COMPRIMENTO CARGA FTOOL
COMPUTACIONAL
UNITÁRIA
1 2,000 -5,4296 -5,4299 -5,4299
2 3,000 -5,4296 -5,4299 -5,4299
3 2,000 3,5703 3,5701 3,5701
4 2,154 5,8480 5,8482 5,8482
5 0,800 -6,0000 -6,0000 -6,0000
6 3,105 9,3145 9,3145 9,3145
7 3,231 -3,8453 -3,8451 -3,8451
8 2,000 -6,4000 -6,4000 -6,4000
9 2,828 -5,0492 -5,0489 -5,0489

Tabela 3.16b – Reações de apoio do modelo 16

MÉTODO DA CARGA PROGRAMA


PONTO FTOOL
UNITÁRIA COMPUTACIONAL
𝐻𝐴 0,0000 0,0000 0,0000
𝑉𝐴 2,1719 2,1719 2,1719
𝑉𝐷 -3,5703 -3,5701 -3,5701
𝑉𝐹 11,3985 11,3982 11,3982

46
Figura 3. 17 – Modelo 17

Tabela 3.17a – Esforços nas barras do modelo 17

MÉTODO DA
PROGRAMA
ELEMENTO COMPRIMENTO CARGA FTOOL
COMPUTACIONAL
UNITÁRIA
1 4,000 -5,8227 -5,8230 -5,8230
2 4,000 -5,8227 -5,8230 -5,8230
3 4,000 6,0000 6,0000 6,0000
4 3,000 -8,5000 -8,5000 -8,5000
5 3,000 6,2656 6,2654 6,2654
6 3,000 4,5000 4,5000 4,5000
7 5,000 -10,2211 -10,2212 -10,2212
8 5,000 7,2788 7,2788 7,2788
9 5,000 -7,5000 -7,5000 -7,5000

Tabela 3.17b – Reações de apoio do modelo 17

MÉTODO DA CARGA PROGRAMA


PONTO FTOOL
UNITÁRIA COMPUTACIONAL
𝐻𝐴 14,0000 14,0000 14,0000
𝑉𝐴 14,6328 14,6327 14,6327
𝑉𝐵 -6,2656 -6,2654 -6,2654
𝑉𝐶 -4,3672 -4,3673 -4,3673

47
Figura 3. 18 – Modelo 18

Tabela 3.18a – Esforços nas barras do modelo 18

MÉTODO DA
PROGRAMA
ELEMENTO COMPRIMENTO CARGA FTOOL
COMPUTACIONAL
UNITÁRIA
1 3,000 8,0000 8,0000 8,0000
2 2,000 8,4397 8,4397 8,4397
3 3,000 8,0000 8,0000 8,0000
4 2,000 -7,5603 -7,5603 -7,5603
5 4,243 -11,3137 -11,3137 -11,3137
6 3,000 -0,3404 -0,3404 -0,3404
7 3,606 -0,7925 -0,7927 -0,7927
8 3,606 -0,7925 -0,7927 -0,7927
9 3,000 -2,3404 -2,3404 -2,3404
10 4,243 -11,3137 -11,3137 -11,3137

Tabela 3.18b – Reações de apoio do modelo 18

MÉTODO DA CARGA PROGRAMA


PONTO FTOOL
UNITÁRIA COMPUTACIONAL
𝐻𝐴 0,0000 0,0000 0,0000
𝑉𝐴 9,0000 9,0000 9,0000
𝑉𝐵 11,0000 11,0000 11,0000

48
Figura 3. 19 – Modelo 19

Tabela 3.19a – Esforços nas barras do modelo 19

MÉTODO DA
PROGRAMA
ELEMENTO COMPRIMENTO CARGA FTOOL
COMPUTACIONAL
UNITÁRIA
1 2,000 3,1855 3,1852 3,1852
2 2,000 0,8434 0,843 0,843
3 2,000 -1,6289 -1,6295 -1,6295
4 2,000 2,1855 2,1852 2,1852
5 2,000 -0,7132 -0,7127 -0,7127
6 2,000 -2,1855 -2,1852 -2,1852
7 2,000 5,6579 5,6578 5,6578
8 2,000 -6,1565 -6,157 -6,157
9 2,000 2,1855 2,1852 2,1852
10 2,828 -4,5040 -4,5046 -4,5046
11 2,828 -3,4969 -3,4967 -3,4967
12 2,828 3,3127 3,3124 3,3124
13 2,828 5,3957 5,3949 5,3949
14 2,828 -3,0898 -3,0904 -3,0904

49
Tabela 3.19b – Reações de apoio do modelo 19

MÉTODO DA CARGA PROGRAMA


PONTO FTOOL
UNITÁRIA COMPUTACIONAL
𝐻𝐴 0,0000 0,0000 0,0000
𝑉𝐴 3,1855 3,1852 3,1852
𝑉𝐶 8,6289 8,6295 8,6295
𝑉𝐸 2,1855 2,1852 2,1852

Figura 3. 20 – Modelo 20

Tabela 3.20a – Esforços nas barras do modelo 20

MÉTODO DA
PROGRAMA
ELEMENTO COMPRIMENTO CARGA FTOOL
COMPUTACIONAL
UNITÁRIA
1 2,000 8,0000 8,0000 8,0000
2 2,000 8,0000 8,0000 8,0000
3 3,000 3,9174 3,9175 3,9175
4 2,500 -3,4707 -3,4709 -3,4709
5 1,500 8,1652 8,1650 8,1650
6 2,500 -6,5292 -6,5291 -6,5291
7 2,500 -10,0000 -10,0000 -10,0000

50
Tabela 3.20b – Reações de apoio do modelo 20

MÉTODO DA CARGA PROGRAMA


PONTO FTOOL
UNITÁRIA COMPUTACIONAL
𝐻𝐴 -5,2233 -5,2233 -5,2233
𝑉𝐴 1,8348 1,8350 1,8350
𝐻𝐷 5,2232 5,2233 5,2233
𝑉𝐵 8,1652 8,1650 8,1650

51
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS

No presente trabalho realizaram-se inicialmente cálculos manuais destinados à


análise de treliças planas hiperestáticas, visando a obtenção dos esforços axiais finais
nas barras. Para isso, empregou-se o Método da carga unitária baseado no Princípio
dos Trabalhos Virtuais e no Método da Superposição dos Efeitos. Vale ressaltar que
este método é bastante eficiente na análise de estruturas submetidas a pequenos
deslocamentos, ou seja, elementos que trabalhem no regime linear elástico. Essa
abordagem foi fundamental para alcançar resultados precisos, promovendo o
desenvolvimento de habilidades referentes à solução dos exemplos via processo
analítico e reforçando assim a importância dos conhecimentos teóricos.

Posteriormente, desenvolveu-se um programa computacional em linguagem


FORTRAN 90 capaz de realizar a análise linear elástica de treliças planas, baseado
na Análise Matricial de Estruturas. Com o fim de validar as análises, os resultados
obtidos através do programa computacional foram comparados com os cálculos
manuais. A calibração dos resultados reforça a importância do uso de processos
computacionais na solução de problemas de grande ordem de engenharia estrutural
uma vez que o processo de cálculo de treliças com um número elevado de barras se
torna uma atividade tediosa e algumas vezes inviável de ser realizado de forma
manual.

Os resultados computacionais obtidos também foram comparados com as


respostas fornecidos pelo software FTOOL que atualmente é outra valiosa ferramenta
utilizada pelos engenheiros estruturais para a solução de estruturas planas, como por
exemplo: vigas, treliças e pórticos planos isostáticos e hiperestáticos. A equivalência
entre os resultados confirmou de forma definitiva a precisão e a confiabilidade dos três
processos empregados nesta pesquisa. Em síntese, a abordagem combinada entre
os cálculos manuais, o programa computacional e o software FTOOL proporcionaram
uma profunda compreensão relacionada à análise linear elástica de treliças planas
hiperestáticas.

52
Conclui-se, portanto, que os resultados alcançados através dos cálculos manuais
e dos métodos numéricos aplicados confirmam os objetivos estabelecidos
inicialmente. É importante destacar que a criação de um código computacional em
FORTRAN 90 demanda um profundo entendimento dos conceitos de programação,
além de exigir um planejamento minucioso, uma pesquisa abrangente, testes
meticulosos e uma depuração constante. Cada fase desse processo de
desenvolvimento requer atenção aos detalhes e habilidades analíticas para assegurar
a precisão e a confiabilidade dos resultados obtidos. Essa etapa é essencial na
formação de engenheiros civis em nível de graduação, preparando-os para os
desafios e demandas da prática profissional na área da engenharia estrutural.

53
REFERÊNCIAS

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