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Apostila - Parada Cardio Respiratória - Revalida

Parada cardio respiratória - Revalida

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takedabass
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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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om

.c
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o
ub
e
ro

CARDIOLOGIA
id
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P R O F. J UA N D E M O L I N A R I
o

a
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pi

PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA EM ADULTOS


me

ABRIL/2022
Parada Cardiorrespiratória em Adultos

APRESENTAÇÃO:

PROF. JUAN
DEMOLINARI

om
Caro Estrategista:
Meu nome é Juan Demolinari Ferreira, sou médico
formado pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
em 2013. Fiz Residência de Clínica Médica e Cardiologia
no Hospital Therezinha de Jesus, vinculado à Faculdade de
.c Ciências Médicas e da Saúde de Juiz de Fora – SUPREMA.
Posteriormente, cursei Residência em Ecocardiografia no
Hospital Universitário da UFJF.
Antes do término da Residência em Cardiologia,
os
ingressei no Hospital Universitário da UFJF, por meio de
concurso público, como preceptor da Residência de Clínica

Médica (“o bom filho a casa torna”). Em 2018, vivi uma


o

experiência curiosa nesse hospital: em alguns períodos,


ub
e

atuava como Residente de Ecocardiografia e, em outros,


ro

como preceptor de Clínica Médica (quase um transtorno


dissociativo de dupla personalidade).
id
é

Logo que terminei a Residência de Ecocardiografia,


o

fui convidado a ingressar na equipe de Cardiologia do


Hospital Therezinha de Jesus como preceptor e chefe do
a

Ambulatório de Insuficiência Cardíaca.


dv
pi

No momento atual, trabalho diretamente na


assistência a pacientes. No entanto, a maior parte da


minha rotina é voltada para o ensino médico, por meio
da preceptoria direta dos Residentes e do ensino dos
me

alunos do internato da UFJF, ministrando curso intensivo


de Eletrocardiografia. Atuo, ainda, como preceptor da pós-
graduação de Ecocardiografia da SUPREMA.
Além disso, tenho a imensa alegria de compor o
time de Cardiologia do melhor Curso Preparatório para
Residência Médica e Revalida do país: o Estratégia MED!

@profjuandemolinari

Estratégia MED @estrategiamed

t.me/estrategiamed /estrategiamed
Parada Cardiorrespiratória em Adultos

om
.c
os
Por meio deste material, desejo transmitir todo também peritos em provas! Nos últimos anos, solucionamos

o conhecimento adquirido em minha prática como milhares de questões e, dessa forma, podemos apontar
o

cardiologista e, principalmente, todas as informações com segurança quais assuntos serão os mais cobrados.
ub

necessárias para que você seja aprovado em seu tão Confie em nossa metodologia, dedique-se
e
ro

sonhado concurso de Revalidação do diploma. ao máximo e seu sonho se tornará realidade! Conte
Costumo dizer que os professores do Estratégia MED comigo!
id
é

não são apenas brilhantes especialistas em suas áreas, são Juan Demolinari Ferreira.
o

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Parada Cardiorrespiratória em Adultos

SUMÁRIO

PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA (PCR) 6


1.0 CONCEITUAÇÃO E EPIDEMIOLOGIA 6
2.0 SUPORTE BÁSICO DE VIDA (SBV) 7
3.0 SUPORTE AVANÇADO DE VIDA 11
4.0 PCR E GESTAÇÃO 22

om
5.0 CUIDADOS PÓS-RESSUSCITAÇÃO 23
6.0 LISTA DE QUESTÕES .c 27
7.0 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 28
8.0 CONSIDERAÇÕES FINAIS 28
os

o
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Prof. Juan Demolinari | Cardiologia | Abril 2022 4


Parada Cardiorrespiratória em Adultos

PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA (PCR)


Oi, Estrategista. Tudo bem? É com muita alegria que apresento a você, neste livro, um
importantíssimo tema: parada cardiorrespiratória! Esse assunto já apareceu duas vezes nas
provas do Revalida. Nosso foco será a sequência de atendimento no suporte básico e no suporte
avançado de vida. É um tema relativamente curto e que tem uma razoável probabilidade de
aparecer tanto nas provas teóricas quanto nas provas práticas. Ao final do livro, revisaremos
também a taquicardia ventricular polimórfica do tipo torsades de pointes e a síndrome do QT

om
longo. Vamos nessa!

.c
CAPÍTULO

1.0 CONCEITUAÇÃO E EPIDEMIOLOGIA


os

A PCR é definida pela perda de atividade mecânica do coração, que será verificada por meio da ausência

o

de pulso central, responsividade e apneia ou respiração agônica.


ub
e
ro
id
é

Os principais ritmos de PCR fora do ambiente Já as PCRs que ocorrem dentro do ambiente
hospitalar são chocáveis, sendo a fibrilação ventricular hospitalar são predominantemente em atividade
o

(39%) o mais comum, seguida pela taquicardia elétrica sem pulso (37%) e assistolia (39%) e têm um
a

ventricular (37%). Nesses ritmos, quando a desfibrilação prognóstico mais restrito, com taxas de sobrevivência
dv
pi

é feita em até 5 minutos, as taxas de retorno à circulação próximas de 17%.


espontânea (RCE) são de 50-70%. Postos esses dados, começaremos o estudo da


PCR por um tema importantíssimo: o suporte básico de
me

vida!

PCR fora do • FV
ambiente hospitalar • TV

PCR dentro do • Assistolia


ambiente hospitalar • AESP

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Parada Cardiorrespiratória em Adultos

CAPÍTULO

2.0 SUPORTE BÁSICO DE VIDA (SBV)


O suporte básico de vida (SBV) corresponde a uma sequência primária de ações que visam fornecer ao paciente
chances de retorno à circulação espontânea antes da chegada do suporte avançado de vida (SAV).
Um dos pontos do atendimento à PCR que já foi cobrado na prova do Revalida é a sequência de atendimento no
suporte básico de vida, portanto tome, agora, um café duplo e fique atento ao fluxograma a seguir:

DESPENCA NA

PROVA!

1. Verifique a segurança do local! Veja se há condições

om
de realizar o atendimento.

2. Verifique se o paciente responde: pergunte "você está bem?"


.c
e observe se o tórax está movimentando-se (5 a 10 segundos).
os
3. Acione o serviço médico de emergência ou, se possível, peça
que alguém o faça (ligue 192 e 193!) e busque ou peça a alguém

para buscar o DEA, se disponível.


o
ub
e
ro
id
é

4. Circulação: verifique o pulso carotídeo de 5 a 10 segundos,


se não sentir o pulso, inicie a sequência de RCP por 2 minutos,
o

com compressões torácicas intercaladas e com ventilações; após


2 minutos, cheque o pulso e alterne a pessoa que comprime o tórax.
a
dv
pi

5. Desfibrilação: assim que o DEA chegar, cheque se o ritmo é chocável,


administre choques conforme indicado e inicie a RCP após cada choque.
me

Figura 1. Sequência de atendimento do suporte básico de vida.

FIQUE

ATENTO!

Fique ligado! Não se deve checar o pulso antes de chamar ajuda!

Prof. Juan Demolinari | Cardiologia | Abril 2022 6


Parada Cardiorrespiratória em Adultos

Como podemos observar, a sequência de atendimento, que antes de 2010 era A (airway – vias aéreas), B (breath
– ventilações) e C (compressões cardíacas), atualmente é melhor representada por C-C-C-C-C-A-B-D, que muitas vezes
aparece simplificada como C-A-B ou C-A-B-D.

ATENÇÃO

DECORE!
C hecar segurança

C hecar responsividade

C hamar ajuda

om
C hecar pulso

C ompressões torácicas

A brir vias aéreas


.c
B oas ventilações

D esfibrilação precoce
os

Como tudo na Medicina, existem exceções para essa sequência. A tabela a seguir ressalta as situações em que
o

a sequência pode ser alterada:


ub
e
ro

Exceções à sequência 5CABD:


id
é

PCR por asfixia Realizar um ciclo de RCP antes de chamar ajuda


o

1. Não é necessário checar pulso


Socorrista leigo
a

2. Não é necessário ventilar – pode manter compressões contínuas


dv
pi

Um dos pontos mais eficazes na abordagem


me

desses pacientes é a realização de ressuscitação


cardiopulmonar com massagem cardíaca de alta
qualidade. Para que o procedimento produza os efeitos
desejados, é importante que você guarde alguns
aspectos da técnica. Atenção! Os detalhes do quadro a
seguir têm muita chance de cair nas provas!

Figura SEQ Figura \* ARABIC 2. Massagem cardíaca. Observe que o


socorrista assume um ângulo de 90° em relação ao paciente. Fonte:
Shutterstock.

Prof. Juan Demolinari | Cardiologia | Abril 2022 7


Parada Cardiorrespiratória em Adultos

RCP de alta qualidade

Colocar a região tenar e hipotenar de uma das mãos sobre a metade inferior do esterno da vítima,
mais precisamente 2 cm acima do apêndice xifoide, e colocar a outra mão sobre a primeira,
entrelaçando os dedos.

Estender os braços e manter a cerca de 90° acima da vítima.

Realizar compressões torácicas com força (≥ 5 cm de profundidade, sem ultrapassar 6 cm), rápidas
(100-120/min) e aguardar o retorno total do tórax.

om
Minimizar interrupções nas compressões torácicas (10 segundos ou menos).

Alternar a pessoa que comprime o tórax a cada 2 minutos.


.c
Em pacientes sem via aérea avançada, manter relação compressão-ventilação de 30:2.

Se houver via aérea avançada, realizar 1 ventilação a cada 6 segundos e manter compressões ininterruptas.

Não hiperventilar.
os

A ventilação pode ser feita por respiração boca a boca, porém, caso o socorrista não se sinta seguro para realizar
o
ub

esse procedimento, deve realizar as compressões de maneira contínua.


e
ro
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é
o

a
dv
pi

me

Figura 3. Manobras de abertura de vias aéreas.

Prof. Juan Demolinari | Cardiologia | Abril 2022 8


Parada Cardiorrespiratória em Adultos

Outras opções de ventilação no SBV são a


máscara de bolso, o dispositivo bolsa-válvula-máscara,
a máscara laríngea e o combitube.
Quando o desfibrilador chegar à cena, a prioridade
passa a ser checar o ritmo e desfibrilar, caso haja
indicação. Se for um desfibrilador externo automático
(DEA), o próprio aparelho já é programado para aplicar
a carga necessária. Se for um desfibrilador manual,

om
você deve selecionar a carga, sendo recomendado na
PCR 360 J em aparelhos monofásicos e 120-200 J nos
aparelhos bifásicos. .c
Figura 4. A chegada do DEA muda o prognóstico da PCR.

FIQUE

ATENTO!
os
As únicas medidas comprovadamente eficazes em reduzir a mortalidade na PCR e,
portanto, prioritárias são: compressões torácicas de alta qualidade e desfibrilação precoce

em ritmos chocáveis.
o
ub
e
ro
id

Vamos agora responder a uma questão sobre o tema que acabamos de ver:
é
o

CAI NA PROVA
a
dv
pi

(INEP 2014) Um homem com 53 anos de idade, tabagista e com história prévia de cardiopatia, tem parada

cardiorrespiratória na unidade básica de saúde, enquanto aguardava atendimento. A sequência CORRETA de medidas
a serem adotadas nessa situação é:
me

A) Verificar o nível de consciência; acionar o serviço de emergência; verificar o pulso; iniciar compressões torácicas.
B) Iniciar compressões torácicas; verificar o pulso; acionar o serviço de emergência; verificar o nível de consciência.
C) Acionar o serviço de emergência; verificar o pulso; verificar o nível de consciência; iniciar compressões torácicas.
D) Acionar o serviço de emergência; avaliar o nível de consciência; iniciar compressões torácicas.

Prof. Juan Demolinari | Cardiologia | Abril 2022 9


Parada Cardiorrespiratória em Adultos

COMENTÁRIO:
Querido Revalidando, a questão já dá a você o diagnóstico: diz que o paciente está em parada cardiorrespiratória
(PCR)! Portanto, há um erro aqui! Se o autor afirmou que o paciente está em PCR, significa que o pulso já foi
checado. Apesar desse erro, vamos considerar que é apenas um paciente em suspeita de PCR. Sendo assim, a
sequência deve ser:
Como o local é uma unidade básica de saúde,
sabemos que é seguro. Devemos, então, pular esse
passo e seguir para os próximos:
• Checar segurança

om
Correta a alternativa A. Esta é a sequência correta do
• Checar responsividade atendimento ao paciente em possível PCR: avaliar nível
• Chamar ajuda de consciência, pedir ajuda (serviço de emergência),
• Checar pulso checar pulso e respirações e iniciar compressões
• Compressões torácicas
.c torácicas.
• Abrir vias aéreas Incorreta a alternativa B. Não faz sentido iniciar
• Boas ventilações compressão torácica antes de checar o pulso, e chamar
os
• Desfibrilação precoce o serviço de emergência só depois.

Incorreta as alternativas C e D. Devemos suspeitar


o

de PCR no paciente irresponsivo. Por isso, a primeira


ub
e

conduta deve ser avaliar irresponsividade.


ro

Agora que já estudamos o suporte básico, vamos aprofundar os estudos sobre o suporte avançado de vida.
id
é
o

CAPÍTULO
a
dv
pi

3.0 SUPORTE AVANÇADO DE VIDA


O suporte avançado de vida difere do suporte


me

básico por ter à disposição dispositivos de via aérea


avançada, acessos venosos com infusão de medicações,
parâmetros de monitorização e investigação de
diagnósticos diferenciais causadores da PCR.
Apesar da disponibilidade de via aérea avançada,
as ventilações podem continuar sendo feitas pelo
dispositivo não invasivo, como a bolsa-valva-máscara,
desde que seja efetivo nessa tarefa. Sendo assim, não é
estritamente necessário instalar um tubo orotraqueal. Figura 5. A intubação orotraqueal não é absolutamente necessária
no atendimento à PCR. Fonte: Shutterstock.

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Parada Cardiorrespiratória em Adultos

A despeito de não ser obrigatória e não mudar não se devem interromper as compressões torácicas. A
prognóstico, a intubação orotraqueal traz algumas interrupção só pode ser feita para, de fato, inserir o tubo
vantagens: permite manter as massagens cardíacas orotraqueal e para checagem da posição. Ainda assim,
de forma contínua, possibilita a monitorização com o recomendável é não gastar mais do que 10 segundos
capnografia e pode ser usada como via de administração nesses procedimentos.
de medicamentos (via endotraqueal). A checagem do tubo pode ser feita de duas
Apesar dessas vantagens, intubar um paciente na formas: checagem clínica e checagem por dispositivos
situação de PCR é sempre um desafio. Esse procedimento secundários. A primeira pode ser feita com a ausculta
é extremamente difícil, por isso o profissional mais de 5 pontos: epigástrio, base esquerda, base direita e

om
experiente deve realizá-lo. Durante a laringoscopia, os 2 ápices.

.c
os

o
ub
e
ro
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o

a
dv
pi

me

Figura 6. Laringoscopia. Durante a PCR, não se devem interromper as compressões torácicas para esse procedimento.

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Parada Cardiorrespiratória em Adultos

Já a checagem secundária é feita, principalmente, tubo orotraqueal e detecta os níveis de CO2 expirados
com a capnografia em forma de onda. Esse dispositivo (EtCO2) por meio de ondas de infravermelho. Além da
faz uma medição gráfica dos níveis de CO2 nas vias checagem da posição do tubo, a capnografia em forma
aéreas e pode ser utilizada na PCR por vários motivos. de onda é útil nas seguintes situações na abordagem
É obtida por meio de um aparelho que se conecta ao da PCR:

Indicações de capnografia em forma de onda

1. Checar a colocação do tubo orotraqueal.

om
2. Monitorizar a qualidade das compressões:
• A EtCO2 deve ser mantida acima de 10 mmHg durante as compressões; caso contrário, deve-se
.c
corrigir a técnica de massagem.

3. Avaliar o retorno à circulação espontânea:


• Ocorre um aumento abrupto da EtCO2, geralmente para níveis superiores a 30 mmHg quando o
os
paciente retorna à circulação espontânea.

4. Momento de interromper a ressuscitação cardiopulmonar:


o
ub

• Se a EtCO2 permanecer abaixo de 10 mmHg durante 20 minutos de RCP, o prognóstico é restrito,


e
ro

devendo-se considerar a interrupção dos esforços.


id
é

5. Após retorno à circulação, pode-se usar a EtCO2, tendo como meta valores entre 35 e 40 mmHg.
o

a
dv
pi

Capnografia: ondas

me

Normal Intubação esofágica


CO2 CO2
(mmHg) (mmHg)
40 40

0 0

Figura 7. Ondas da capnografia esperadas durante uma intubação traqueal e uma intubação esofágica, respectivamente.

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Parada Cardiorrespiratória em Adultos

Capnografia de um paciente com retorno à circulação espontânea

CO2 (mmHg)

30

om
Figura 8. Observe que a EtCO2 estava se mantendo em níveis baixos e, subitamente, passa a apresentar-se acima de 30 mmHg, indicando retorno
à circulação espontânea.

Além da capnografia, no suporte avançado de vida, realizaremos a monitorização cardíaca do paciente e será
.c
possível reconhecer os ritmos de parada, que são:
• Taquicardia ventricular: taquicardia regular, QRS alargado e com frequência muito elevada.
os

o
ub
e
ro
id
é
o

Figura 9. Taquicardia ventricular. Fonte: Shutterstock.


a
dv
pi

• Fibrilação ventricular: ondulações muito rápidas e desorganizadas.



me

Figura 10. Fibrilação ventricular. Fonte: Shutterstock.

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Parada Cardiorrespiratória em Adultos

• Atividade elétrica sem pulso (AESP): qualquer ritmo organizado ou semiorganizado que não gere pulso.

Figura 11. AESP. Fonte: Shutterstock.

• Assistolia: ausência de atividade elétrica cardíaca.

om
.c
Figura 12. Linha reta, possível assistolia. Fonte: Shutterstock.
os
Após a avaliação do ritmo, podemos separar a abordagem da PCR entre ritmos chocáveis (TV/FV) e não chocáveis
(assistolia/AESP). Os algoritmos de abordagem também já caíram na prova! Portanto, dê uma reforçada no café!

o

Preste atenção total no algoritmo de atendimento aos ritmos chocáveis:


ub
e
ro
id

SIM
é

SIM
Ritmo CHOQUE! Ritmo CHOQUE! • RCP 2 min Ritmo
Os choques CHOQUE! RCP • RCP 2 min
o

2 MIN chocável? • Epinefrina a chocável? • Amiodarona chocável?


serão aplicados:

FV/TV cada 3-5 min FV/TV 300mg FV/TV


• Em modo
assincrônico NÃO NÃO • Repetir 150mg
a

(desfibrilação) em 3-5 min


dv
pi

SIM • Se ainda em PCR, ir para o


• Com carga
protocolo de PCR

máxima:
em assistolia e AESP
200 J (bifásico),
360 J (monofásico) • Se retorno à circulação, ir
para cuidados pós-PCR
me

PCR Ritmo
Chame ajuda chocável?
e inicie a RCP FV/TV
NÃO

Ir para o protocolo de
PCR em assistolia e AESP

Figura 13. Algoritmo de atendimento da PCR em ritmo chocável.

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Parada Cardiorrespiratória em Adultos

om
Figura 14. Imagem ilustrando que, após o choque, não se deve checar o pulso. Fonte: Shutterstock, adaptado por Estratégia Med.
.c
Atenção à diferença entre "cardioversão" e "desfibrilação". A desfibrilação é uma cardioversão não
sincronizada, ou seja, o aparelho emite o choque em qualquer fase do ciclo cardíaco. Já a cardioversão é
sincronizada; sendo assim, o aparelho tenta identificar as ondas R do eletrocardiograma para emitir o choque.
os
Na PCR, faremos sempre desfibrilação! A cardioversão é reservada para pacientes com pulso e taquiarritmias

de QRS estreito (regulares ou irregulares) ou taquiarritmias de QRS largo e regulares.


o
ub
e
ro

Quero chamar sua atenção agora para alguns segundo choque e pode ser repetida a cada 3-5
id
é

pontos fundamentais desse algoritmo. Primeiro, minutos. A vasopressina pode substituir a adrenalina,
o

observe que, após a desfibrilação, a conduta é retomar mas foi retirada dos algoritmos para simplificação.
a RCP. Ou seja, segure sua curiosidade! Não cheque Já a amiodarona deve ser usada após o terceiro
a
dv
pi

ritmo e não cheque pulso! Retome a RCP e só faça essas choque, na dose de 300 mg, e pode ser repetida em

checagens após 2 minutos. 3-5 minutos na dose de 150 mg. Essa droga pode ser
Em segundo lugar, nos ritmos chocáveis, a substituída pela lidocaína.
adrenalina na dose de 1 mg só é empregada após o
me

Medicações na PCR em ritmos chocáveis:


• Adrenalina só é dada após o segundo choque.
• Amiodarona será dada após o terceiro choque.
• Adrenalina pode ser substituída por vasopressina.
• Amiodarona pode ser substituída por lidocaína.

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Parada Cardiorrespiratória em Adultos

Agora que você já está fera no atendimento da monitorização em linha reta. É uma assistolia? Não
PCR em ritmos chocáveis, vamos abordar os ritmos necessariamente. Pode ser apenas uma falha na
não chocáveis. Antes de iniciarmos o algoritmo monitorização. Sendo assim, você deve fazer o protocolo
em si, é importante que você fique atento para a da “linha reta” ou, como é mais conhecido, protocolo
seguinte situação: você está atendendo um paciente da “CAGADA”! Você precisa checar CABO, GANHO E
possivelmente vítima de PCR e depara-se com uma DERIVAÇÕES antes de prosseguir com a conduta.

CA Checar cabos

om
GA Checar ganho

DA Checar derivação
.c
Figura 15. Protocolo da "linha reta" ou protocolo da “CAGADA”.
os

Diante de uma linha reta, a primeira medida é fazer o protocolo da “CAGADA”.



o
ub
e

Nesse cenário, a sequência é mais simples, como você pode conferir no fluxograma a seguir:
ro

SIM
id
é

Ir para o algoritmo de
PCR em FV/TV
o

PCR Ritmo
Chame ajuda chocável?
a

e inicie a RCP FV/TV


dv
pi

NÃO

• RCP 2 minutos
• Epinefrina assim que
disponível e repetir 3-5 min
me

Ritmo
chocável?
FV/TV
SIM
NÃO • RCP 2 minutos Em qualquer checagem de pulso:
• Investigar e tratar causas • Se retorno à circulação espontânea,
reversíveis: 5H e 5T vá para cuidados pós PCR

Ritmo SIM
chocável?
FV/TV

Figura 16. Fluxograma de atendimento da PCR em ritmos não chocáveis.

Prof. Juan Demolinari | Cardiologia | Abril 2022 16


Parada Cardiorrespiratória em Adultos

Como podemos observar, a primeira medida na PCR em ritmos não chocáveis é realizar uma RCP de alta
qualidade. Uma das diferenças para os ritmos chocáveis é que, assim que possível, deve-se infundir 1 mg de adrenalina,
que será repetida a cada 3-5 minutos. O ritmo é checado a cada ciclo de 2 minutos.

#FICAADICA

Fique ligado! A atropina não faz parte do atendimento a pacientes vítimas de PCR!

Já o bicarbonato de sódio, apesar de também A PCR em assistolia ou AESP tem um prognóstico

om
não ser indicado de forma rotineira, é útil quando muito ruim, portanto é necessário que você sempre
a causa suspeita for hipercalemia, intoxicação por tente investigar causas reversíveis para o evento. Sendo
antidepressivos tricíclicos, acidose metabólica e, com assim, didaticamente, as causas são divididas em 5Hs e
evidência inferior, intoxicação por cocaína.
.c 5Ts, como a tabela a seguir ilustra:

5Hs 5Ts
os

Hipovolemia Tamponamento cardíaco


o

Hipóxia Tensão no tórax (pneumotórax)


ub
e

Hiper/hipocalemia Tromboembolismo pulmonar


ro

Hipotermia Tóxicos
id
é

Hidrogênio (acidose) – H+ Trombo na coronária (infarto)


o

a

PRESTE MAIS
dv
pi

ATENÇÃO!
Estrategista, é muito comum que os autores de provas incluam em questões

sobre os 5Hs e 5Ts alguns problemas que não causam PCR, mas que podem
confundir você. Não caia na “pegadinha”! Os mais frequentes são: hipo/
me

hiperglicemia, hiper/hipocapnia, hipo/hipertireoidismo, etc.

Tente observar, na questão, dados da história do paciente que lhe permitam identificar qual é a causa por trás
da PCR. Observe a tabela a seguir, que evidencia essas relações.

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Parada Cardiorrespiratória em Adultos

5Hs e 5Ts

Hipovolemia Hemorragia, sepse, uso excessivo de diuréticos.

Hipóxia Asma, DPOC, asfixia, afogamento, insuficiência cardíaca descompensada.

Insuficiência renal, uso de IECA/BRA/espironolactona, lise tumoral,


Hipercalemia
hemólise, infusão iatrogênica de K+.

om
Diarreia (abaixo do piloro), acidose tubular renal dos tipos I e II,
Hipocalemia insulinoterapia, aminoglicosídeos, polimixina B, anfotericina B, furosemida
e leptospirose.
.c
Hipotermia Trabalhadores de câmaras frias, moradores de rua.
os
Acidose Insuficiência renal, cetoacidose diabética, sepse, diarreia.

Tamponamento Traumatismo torácico, pericardite aguda, procedimentos cirúrgicos no


o
ub

cardíaco tórax, dissecção de aorta.


e
ro
id
é

Pneumotórax Trauma torácico, punção de acesso venoso central.


o

TEP Imobilização recente, fratura de ossos longos, neoplasia.


a
dv
pi

Uso de betabloqueadores, bloqueadores de canais de cálcio,


Tóxicos
antidepressivos tricíclicos, cocaína.
me

Infarto agudo do Precordialgia de forte intensidade previamente à PCR, supra no ECG


miocárdio anterior à PCR ou na AESP.

Prof. Juan Demolinari | Cardiologia | Abril 2022 18


Parada Cardiorrespiratória em Adultos

om
.c
os

o
ub
e
ro
id
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o

a
dv
pi

me

Figura 17. Imagem ilustrando 5Hs e 5Ts. Hipovolemia: rosto desidratado, garrafa de água vazia e sonda vesical de demora vazia; hipóxia:
dedos das mãos cianóticos; hipo/hipercalemia: banana no chão em forma de “K”; hipotermia: nevasca; H+ (acidose): limão no chão e sonda
vesical de demora vazia simbolizando a acidose metabólica da insuficiência renal; tamponamento cardíaco: turgência jugular; tensão no tórax
(pneumotórax): acesso venoso em subclávia (uma das causas de pneumotórax) e turgência jugular; tromboembolismo pulmonar (TEP): membro
inferior esquerdo imobilizado (uma das causas de TEP) e turgência jugular; tóxicos: saquinho de cocaína e cartela de medicamentos no chão;
trombose de coronária (IAM): mão espalmada no precórdio.

Prof. Juan Demolinari | Cardiologia | Abril 2022 19


Parada Cardiorrespiratória em Adultos

Observe como esse tema já foi cobrado:

CAI NA PROVA
(Revalida INEP 2011) Adolescente, após tentativa de suicídio com ingestão de antidepressivo tricíclico, manifestou
parada cardiorrespiratória. Durante a reanimação cardiopulmonar, observou- se o seguinte ritmo no monitor cardíaco.
A análise do monitor cardíaco permite afirmar que o traçado eletrocardiográfico demonstra ritmo de:

om
.c
A) taquicardia ventricular, que pode ser responsiva a choque e a uso de atropina.
B) fibrilação ventricular, que pode ser responsiva a cardioversão (choque no modo sincronizado).
C) fibrilação ventricular, que pode ser responsiva a desfibrilação (choque no modo sincronizado).
D) taquicardia ventricular, que pode ser responsiva a cardioversão (choque no modo sincronizado).
os
E) taquicardia ventricular, que pode ser responsiva a desfibrilação (choque no modo não sincronizado).

COMENTÁRIO:
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ub
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ro

Paciente irresponsivo diante de uma parada cardiorrespiratória! Primeira conduta: chamar ajuda (desfibrilador)
e iniciar compressões. Assim que o desfibrilador chegar, você deve interromper as compressões para checar o ritmo.
id
é

No caso da questão, a monitorização identificou taquicardia de QRS largo e regular. O diagnóstico que se impõe é
o

taquicardia ventricular. Como é um ritmo chocável, deve-se desfibrilar o mais rápido possível. Use a dose máxima
recomendada pelo fabricante: 120 a 200 J (bifásica) ou 360 J (monofásica). Após desfibrilação, realize um ciclo de
a
dv
pi

compressões por 2 minutos. Após esse ciclo, devemos checar o ritmo novamente. Em caso de ritmo organizado ao

monitor, proceder à checagem de pulso central.


Incorreta a alternativa A. A taquicardia ventricular não responde à atropina. A atropina está indicada em pacientes
com bradiarritmias instáveis, e não na PCR.
me

Incorreta a alternativa B. Na fibrilação ventricular, não observamos um ritmo organizado e regular ao monitor. Além
disso, a fibrilação ventricular não responde à cardioversão. Os ritmos de parada demandam desfibrilação.
Incorreta a alternativa C. Na fibrilação ventricular, não observamos um ritmo organizado e regular ao monitor. Além
disso, a desfibrilação não é sincronizada.
Incorreta a alternativa D. Na parada cardiorrespiratória, devemos utilizar a desfibrilação sempre! Na taquiarritmia
instável, usaremos a cardioversão sincronizada.
Correta a alternativa E. Trata-se de uma taquicardia regular com QRS largo, e o principal diagnóstico é taquicardia
ventricular. Diante de uma parada cardiorrespiratória secundária à taquicardia ventricular, a conduta deve ser
desfibrilação.

Prof. Juan Demolinari | Cardiologia | Abril 2022 20


Parada Cardiorrespiratória em Adultos

Agora, vamos falar sobre um cenário dramático no atendimento à PCR.

CAPÍTULO

4.0 PCR E GESTAÇÃO


Um tópico à parte no atendimento à PCR refere-se a como conduzir esse quadro nas gestantes. Criei um quadro
para você distinguir os pontos mais importantes desse cenário:

om
PCR na gestação:
• Deslocar o útero para a esquerda para descompressão aortocava.
• A intubação deve ser mais precoce em razão da grande chance de a causa da PCR ser hipoxemia.
.c
• A dose das drogas e a carga do choque são as mesmas da população geral.
• Não se preocupar em verificar os batimentos fetais até haver retorno à circulação espontânea.
• A cesárea perimortem deve ser decidida em até 4 minutos de PCR e realizada até o 5º minuto. O
procedimento deve ser realizado no mesmo local da PCR.
os

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Nossa paciente retornou da PCR! Que alegria! A euforia toma conta da equipe. E agora? Acabou? Claro que não!
Nesse momento, devemos tomar medidas para melhorar o prognóstico neurológico e evitar uma nova PCR. É a fase
dos cuidados pós-ressuscitação.

Prof. Juan Demolinari | Cardiologia | Abril 2022 21


Parada Cardiorrespiratória em Adultos

CAPÍTULO

5.0 CUIDADOS PÓS-RESSUSCITAÇÃO


A tabela a seguir resume as medidas que devem ser instituídas.

Cuidados pós-PCR

Resfriar pacientes que se apresentem comatosos (sem resposta significativa


a comandos verbais), visando a temperaturas centrais entre 32 e 36 °C por
Modulação

om
12-24 horas. Para alcançar essa meta, usar mantas térmicas, pacotes de gelo
terapêutica de
e infusão de solução salina a 4 °C.
temperatura
A monitorização de temperatura deve ser central, ou seja, por meio de
termômetros no esôfago, bexiga ou em cateteres de artéria pulmonar.
.c
Quadros de hipotensão no pós-PCR devem ser tratados com ressuscitação
volêmica e, quando necessário, noradrenalina ou outras drogas vasoativas,
os
a depender do caso clínico específico. O objetivo é manter a PAS ≥ 90 mmHg
Otimização
ou a PAM ≥ 65 mmHg.

hemodinâmica
A ventilação deve objetivar saturação de O2 ≥ 94%, sem, no entanto, haver
o

e da ventilação
ub

hiperóxia.
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ro

A pCO2 deve ser mantida entre 40-45 mmHg (valor normal-alto), já que a
hipocapnia pode causar vasoconstrição cerebral.
id
é
o

Reperfusão Reservada para os pacientes que apresentem evidências de que a causa da


coronária PCR foi um IAM com supra de ST, por exemplo, quando há supra de ST no ECG
a
dv
pi

imediata após o retorno da PCR.


Considerar estratégias visando a um controle glicêmico moderado (144-180


Controle
me

mg/dL).
glicêmico e
Corrigir distúrbios hidreletrolíticos. Atenção especial às alterações de potássio,
metabólico
para evitar recidiva de arritmias.

Prof. Juan Demolinari | Cardiologia | Abril 2022 22


Parada Cardiorrespiratória em Adultos

CAPÍTULO

6.0 SÍNDROME DO QT LONGO E TORSADES


DE POINTES
Revalidando, vamos aproveitar este livro para podemos adotar duração máxima de 450 ms para
estudarmos uma síndrome que pode cursar com PCR? homens e de 470 ms para mulheres. Como forma de
A síndrome do QT longo é uma anormalidade cardíaca simplificar, sempre que o intervalo QT for maior que 12
marcada pelo prolongamento do intervalo QT (medido quadradinhos, estará alargado. Devemos nos lembrar
do início do QRS ao final da onda T). de que esse intervalo deve ser corrigido pela frequência

om
O valor normal do intervalo QT corrigido (QTc) cardíaca, porém esse cálculo nunca foi cobrado em
encontra variações na literatura. Como referência, provas. Sendo assim, não nos aprofundaremos nisso.

Intervalo QT
.c Intervalo RR
os

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Figura 19. Intervalo QT e intervalo RR. Fonte: Shutterstock.


id
é

Essa síndrome pode ser congênita ou adquirida. Uma aposta para as provas da atualidade é que,
o

A congênita deriva de alterações de genes formadores cada vez mais, veremos questões cobrando as drogas
de canais iônicos. A adquirida pode ser associada a que alargam o intervalo QT. Com o intuito de memorizar,
a
dv
pi

diversas medicações e a distúrbios hidreletrolíticos, criamos um mnemônico. Quando uma questão assim

como os 3 HIPOS: hipocalemia, hipomagnesemia e cair em prova, pense: A CASA CAIU!


hipocalcemia.
me

Prof. Juan Demolinari | Cardiologia | Abril 2022 23


Parada Cardiorrespiratória em Adultos

A miodarona

C loroquina (e hidroxicloroquina)

A nti-histamínicos (loratadina, hidroxizina)

S otalol

A ntidepressivos (tricíclicos, venlafaxina e citalopram)

C ognitivos (donepezila, haloperidol, risperidona)

A ntirretrovirais (ritonavir, saquinavir, efavirenz)

om
I traconazol (e fluconazol, voriconazol)

U sados em infecções (macrolídeos: azitromicina, eritromicina, claritromicina; quinolonas: ciprofloxacino, levofloxacino)


.c
A complicação mais temível da síndrome do QT longo é o surgimento da taquicardia ventricular polimórfica do
tipo torsades de pointes (TdP), que pode degenerar para fibrilação ventricular e morte súbita.
os
ESCLARECENDO!

Não se esqueça da associação da síndrome do QT longo com torsades de pointes!


o
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ECG da torsades de pointes é caracterizado por uma sequência de complexos QRS de pequena amplitude
id
é

intercalados com complexos QRS de grande amplitude, como se o eixo elétrico cardíaco estivesse torcendo-se, daí o
o

nome “torção das pontas”.


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Figura 20. Taquicardia ventricular polimórfica do tipo torsades de pointes (TdP). Fonte: Shutterstock.

A maioria dos episódios dessa arritmia é Por fim, devemos corrigir todas as situações
autolimitada e recorrente. Nos pacientes que evoluem predisponentes, tentando manter o nível sérico dos
com instabilidade hemodinâmica, o tratamento será eletrólitos no limite superior da normalidade e, em
desfibrilação. casos refratários, pode ser necessário o implante de um
Já nos pacientes estáveis, devemos identificar marca-passo transvenoso para inibir o surgimento da
os fatores predisponentes e tentar o tratamento arritmia.
farmacológico. O tratamento de primeira linha é a O mapa mental a seguir pode ser útil para você
administração de sulfato de magnésio. relembrar os pontos quentes da TdP:

Prof. Juan Demolinari | Cardiologia | Abril 2022 24


Parada Cardiorrespiratória em Adultos

TV polimórfica (FC>200bpm)
Mudança cíclica do QRS
Tratamento:
Autolimitada e Desfibrilação 200J
Instável hemodinamicamente
recorrente
Torsades de pointes

Associada a
QT longo

Tratamento: Correção dos fatores


Estável hemodinamicamente predisponentes

om
Fatores
predisponentes Sulfato de magnésio 50%
1-2g em 5-20min
.c
Distúrbios Drogas que
eletrolíticos prolongam o QT

MP transvenoso
Em caso de bradicardia
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Figura 21. Mapa mental da torsades de pointes.

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Prof. Juan Demolinari | Cardiologia | Abril 2022 25


Parada Cardiorrespiratória em Adultos

Preparei uma lista exclusiva de questões com os temas dessa aula!


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Lembrando que você pode estudar online ou imprimir as listas sempre que quiser.

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om
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Aponte a câmera do seu celular para


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Prof. Juan Demolinari | Cardiologia | Abril 2022 26


Parada Cardiorrespiratória em Adultos

CAPÍTULO

7.0 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


1. Atualização da Diretriz de Ressuscitação Cardiopulmonar e Cuidados Cardiovasculares de Emergência da Sociedade
Brasileira de Cardiologia - Arq Bras Cardiol. 2019; 113(3):449-663.
2. 2020 American Heart Association Guidelines For Cardiopulmonary Resuscitation And Emergency Cardiovascular
Care - Volume 142, Issue 16_Suppl_2, 20 October 2020, Pages S337-S357.
3. 2015 American Heart Association Guidelines Update for Cardiopulmonary Resuscitation and Emergency
Cardiovascular Care. Circulation. 2015;132(suppl 2):S315–S589.

om
4. COBB, BENJAMIN MD; LIPMAN, STEVEN MD. Cardiac Arrest: Obstetric CPR/ACLS, Clinical Obstetrics and Gynecology:
June 2017 - Volume 60 - Issue 2 - p 425-430 doi: 10.1097/GRF.0000000000000273.
.c
CAPÍTULO

8.0 CONSIDERAÇÕES FINAIS


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Querido Revalidando:

Chegamos ao final deste importante livro! Não deixe de fazer as questões selecionadas em nossa lista para fixar
o
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o conteúdo. Foque o aprendizado das sequências de atendimento do suporte avançado e do suporte básico de vida.
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Em caso de dúvida, entre em contato pelo fórum de dúvidas ou pelo meu Instagram (@profjuandemolinari), terei o
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é

maior prazer em responder!


o

Até a próxima e bons estudos!


Juan Demolinari Ferreira.


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Prof. Juan Demolinari | Cardiologia | Abril 2022 27


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