Apostila - Parada Cardio Respiratória - Revalida
Apostila - Parada Cardio Respiratória - Revalida
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CARDIOLOGIA
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P R O F. J UA N D E M O L I N A R I
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ABRIL/2022
Parada Cardiorrespiratória em Adultos
APRESENTAÇÃO:
PROF. JUAN
DEMOLINARI
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Caro Estrategista:
Meu nome é Juan Demolinari Ferreira, sou médico
formado pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
em 2013. Fiz Residência de Clínica Médica e Cardiologia
no Hospital Therezinha de Jesus, vinculado à Faculdade de
.c Ciências Médicas e da Saúde de Juiz de Fora – SUPREMA.
Posteriormente, cursei Residência em Ecocardiografia no
Hospital Universitário da UFJF.
Antes do término da Residência em Cardiologia,
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ingressei no Hospital Universitário da UFJF, por meio de
concurso público, como preceptor da Residência de Clínica
♥
@profjuandemolinari
t.me/estrategiamed /estrategiamed
Parada Cardiorrespiratória em Adultos
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Por meio deste material, desejo transmitir todo também peritos em provas! Nos últimos anos, solucionamos
♥
o conhecimento adquirido em minha prática como milhares de questões e, dessa forma, podemos apontar
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cardiologista e, principalmente, todas as informações com segurança quais assuntos serão os mais cobrados.
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necessárias para que você seja aprovado em seu tão Confie em nossa metodologia, dedique-se
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sonhado concurso de Revalidação do diploma. ao máximo e seu sonho se tornará realidade! Conte
Costumo dizer que os professores do Estratégia MED comigo!
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não são apenas brilhantes especialistas em suas áreas, são Juan Demolinari Ferreira.
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Parada Cardiorrespiratória em Adultos
SUMÁRIO
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5.0 CUIDADOS PÓS-RESSUSCITAÇÃO 23
6.0 LISTA DE QUESTÕES .c 27
7.0 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 28
8.0 CONSIDERAÇÕES FINAIS 28
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longo. Vamos nessa!
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CAPÍTULO
A PCR é definida pela perda de atividade mecânica do coração, que será verificada por meio da ausência
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Os principais ritmos de PCR fora do ambiente Já as PCRs que ocorrem dentro do ambiente
hospitalar são chocáveis, sendo a fibrilação ventricular hospitalar são predominantemente em atividade
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(39%) o mais comum, seguida pela taquicardia elétrica sem pulso (37%) e assistolia (39%) e têm um
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ventricular (37%). Nesses ritmos, quando a desfibrilação prognóstico mais restrito, com taxas de sobrevivência
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vida!
PCR fora do • FV
ambiente hospitalar • TV
CAPÍTULO
DESPENCA NA
PROVA!
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de realizar o atendimento.
FIQUE
ATENTO!
Como podemos observar, a sequência de atendimento, que antes de 2010 era A (airway – vias aéreas), B (breath
– ventilações) e C (compressões cardíacas), atualmente é melhor representada por C-C-C-C-C-A-B-D, que muitas vezes
aparece simplificada como C-A-B ou C-A-B-D.
ATENÇÃO
DECORE!
C hecar segurança
C hecar responsividade
C hamar ajuda
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C hecar pulso
C ompressões torácicas
D esfibrilação precoce
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Como tudo na Medicina, existem exceções para essa sequência. A tabela a seguir ressalta as situações em que
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Colocar a região tenar e hipotenar de uma das mãos sobre a metade inferior do esterno da vítima,
mais precisamente 2 cm acima do apêndice xifoide, e colocar a outra mão sobre a primeira,
entrelaçando os dedos.
Realizar compressões torácicas com força (≥ 5 cm de profundidade, sem ultrapassar 6 cm), rápidas
(100-120/min) e aguardar o retorno total do tórax.
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Minimizar interrupções nas compressões torácicas (10 segundos ou menos).
Se houver via aérea avançada, realizar 1 ventilação a cada 6 segundos e manter compressões ininterruptas.
Não hiperventilar.
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A ventilação pode ser feita por respiração boca a boca, porém, caso o socorrista não se sinta seguro para realizar
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você deve selecionar a carga, sendo recomendado na
PCR 360 J em aparelhos monofásicos e 120-200 J nos
aparelhos bifásicos. .c
Figura 4. A chegada do DEA muda o prognóstico da PCR.
FIQUE
ATENTO!
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As únicas medidas comprovadamente eficazes em reduzir a mortalidade na PCR e,
portanto, prioritárias são: compressões torácicas de alta qualidade e desfibrilação precoce
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em ritmos chocáveis.
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Vamos agora responder a uma questão sobre o tema que acabamos de ver:
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CAI NA PROVA
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(INEP 2014) Um homem com 53 anos de idade, tabagista e com história prévia de cardiopatia, tem parada
Có
cardiorrespiratória na unidade básica de saúde, enquanto aguardava atendimento. A sequência CORRETA de medidas
a serem adotadas nessa situação é:
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A) Verificar o nível de consciência; acionar o serviço de emergência; verificar o pulso; iniciar compressões torácicas.
B) Iniciar compressões torácicas; verificar o pulso; acionar o serviço de emergência; verificar o nível de consciência.
C) Acionar o serviço de emergência; verificar o pulso; verificar o nível de consciência; iniciar compressões torácicas.
D) Acionar o serviço de emergência; avaliar o nível de consciência; iniciar compressões torácicas.
COMENTÁRIO:
Querido Revalidando, a questão já dá a você o diagnóstico: diz que o paciente está em parada cardiorrespiratória
(PCR)! Portanto, há um erro aqui! Se o autor afirmou que o paciente está em PCR, significa que o pulso já foi
checado. Apesar desse erro, vamos considerar que é apenas um paciente em suspeita de PCR. Sendo assim, a
sequência deve ser:
Como o local é uma unidade básica de saúde,
sabemos que é seguro. Devemos, então, pular esse
passo e seguir para os próximos:
• Checar segurança
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Correta a alternativa A. Esta é a sequência correta do
• Checar responsividade atendimento ao paciente em possível PCR: avaliar nível
• Chamar ajuda de consciência, pedir ajuda (serviço de emergência),
• Checar pulso checar pulso e respirações e iniciar compressões
• Compressões torácicas
.c torácicas.
• Abrir vias aéreas Incorreta a alternativa B. Não faz sentido iniciar
• Boas ventilações compressão torácica antes de checar o pulso, e chamar
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• Desfibrilação precoce o serviço de emergência só depois.
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Agora que já estudamos o suporte básico, vamos aprofundar os estudos sobre o suporte avançado de vida.
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CAPÍTULO
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A despeito de não ser obrigatória e não mudar não se devem interromper as compressões torácicas. A
prognóstico, a intubação orotraqueal traz algumas interrupção só pode ser feita para, de fato, inserir o tubo
vantagens: permite manter as massagens cardíacas orotraqueal e para checagem da posição. Ainda assim,
de forma contínua, possibilita a monitorização com o recomendável é não gastar mais do que 10 segundos
capnografia e pode ser usada como via de administração nesses procedimentos.
de medicamentos (via endotraqueal). A checagem do tubo pode ser feita de duas
Apesar dessas vantagens, intubar um paciente na formas: checagem clínica e checagem por dispositivos
situação de PCR é sempre um desafio. Esse procedimento secundários. A primeira pode ser feita com a ausculta
é extremamente difícil, por isso o profissional mais de 5 pontos: epigástrio, base esquerda, base direita e
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experiente deve realizá-lo. Durante a laringoscopia, os 2 ápices.
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Figura 6. Laringoscopia. Durante a PCR, não se devem interromper as compressões torácicas para esse procedimento.
Já a checagem secundária é feita, principalmente, tubo orotraqueal e detecta os níveis de CO2 expirados
com a capnografia em forma de onda. Esse dispositivo (EtCO2) por meio de ondas de infravermelho. Além da
faz uma medição gráfica dos níveis de CO2 nas vias checagem da posição do tubo, a capnografia em forma
aéreas e pode ser utilizada na PCR por vários motivos. de onda é útil nas seguintes situações na abordagem
É obtida por meio de um aparelho que se conecta ao da PCR:
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2. Monitorizar a qualidade das compressões:
• A EtCO2 deve ser mantida acima de 10 mmHg durante as compressões; caso contrário, deve-se
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corrigir a técnica de massagem.
5. Após retorno à circulação, pode-se usar a EtCO2, tendo como meta valores entre 35 e 40 mmHg.
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Capnografia: ondas
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0 0
Figura 7. Ondas da capnografia esperadas durante uma intubação traqueal e uma intubação esofágica, respectivamente.
CO2 (mmHg)
30
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Figura 8. Observe que a EtCO2 estava se mantendo em níveis baixos e, subitamente, passa a apresentar-se acima de 30 mmHg, indicando retorno
à circulação espontânea.
Além da capnografia, no suporte avançado de vida, realizaremos a monitorização cardíaca do paciente e será
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possível reconhecer os ritmos de parada, que são:
• Taquicardia ventricular: taquicardia regular, QRS alargado e com frequência muito elevada.
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• Atividade elétrica sem pulso (AESP): qualquer ritmo organizado ou semiorganizado que não gere pulso.
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Figura 12. Linha reta, possível assistolia. Fonte: Shutterstock.
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Após a avaliação do ritmo, podemos separar a abordagem da PCR entre ritmos chocáveis (TV/FV) e não chocáveis
(assistolia/AESP). Os algoritmos de abordagem também já caíram na prova! Portanto, dê uma reforçada no café!
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SIM
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SIM
Ritmo CHOQUE! Ritmo CHOQUE! • RCP 2 min Ritmo
Os choques CHOQUE! RCP • RCP 2 min
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máxima:
em assistolia e AESP
200 J (bifásico),
360 J (monofásico) • Se retorno à circulação, ir
para cuidados pós-PCR
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PCR Ritmo
Chame ajuda chocável?
e inicie a RCP FV/TV
NÃO
Ir para o protocolo de
PCR em assistolia e AESP
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Figura 14. Imagem ilustrando que, após o choque, não se deve checar o pulso. Fonte: Shutterstock, adaptado por Estratégia Med.
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Atenção à diferença entre "cardioversão" e "desfibrilação". A desfibrilação é uma cardioversão não
sincronizada, ou seja, o aparelho emite o choque em qualquer fase do ciclo cardíaco. Já a cardioversão é
sincronizada; sendo assim, o aparelho tenta identificar as ondas R do eletrocardiograma para emitir o choque.
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Na PCR, faremos sempre desfibrilação! A cardioversão é reservada para pacientes com pulso e taquiarritmias
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Quero chamar sua atenção agora para alguns segundo choque e pode ser repetida a cada 3-5
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pontos fundamentais desse algoritmo. Primeiro, minutos. A vasopressina pode substituir a adrenalina,
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observe que, após a desfibrilação, a conduta é retomar mas foi retirada dos algoritmos para simplificação.
a RCP. Ou seja, segure sua curiosidade! Não cheque Já a amiodarona deve ser usada após o terceiro
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ritmo e não cheque pulso! Retome a RCP e só faça essas choque, na dose de 300 mg, e pode ser repetida em
Có
checagens após 2 minutos. 3-5 minutos na dose de 150 mg. Essa droga pode ser
Em segundo lugar, nos ritmos chocáveis, a substituída pela lidocaína.
adrenalina na dose de 1 mg só é empregada após o
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Agora que você já está fera no atendimento da monitorização em linha reta. É uma assistolia? Não
PCR em ritmos chocáveis, vamos abordar os ritmos necessariamente. Pode ser apenas uma falha na
não chocáveis. Antes de iniciarmos o algoritmo monitorização. Sendo assim, você deve fazer o protocolo
em si, é importante que você fique atento para a da “linha reta” ou, como é mais conhecido, protocolo
seguinte situação: você está atendendo um paciente da “CAGADA”! Você precisa checar CABO, GANHO E
possivelmente vítima de PCR e depara-se com uma DERIVAÇÕES antes de prosseguir com a conduta.
CA Checar cabos
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GA Checar ganho
DA Checar derivação
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Figura 15. Protocolo da "linha reta" ou protocolo da “CAGADA”.
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Nesse cenário, a sequência é mais simples, como você pode conferir no fluxograma a seguir:
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SIM
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Ir para o algoritmo de
PCR em FV/TV
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PCR Ritmo
Chame ajuda chocável?
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NÃO
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• RCP 2 minutos
• Epinefrina assim que
disponível e repetir 3-5 min
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Ritmo
chocável?
FV/TV
SIM
NÃO • RCP 2 minutos Em qualquer checagem de pulso:
• Investigar e tratar causas • Se retorno à circulação espontânea,
reversíveis: 5H e 5T vá para cuidados pós PCR
Ritmo SIM
chocável?
FV/TV
Como podemos observar, a primeira medida na PCR em ritmos não chocáveis é realizar uma RCP de alta
qualidade. Uma das diferenças para os ritmos chocáveis é que, assim que possível, deve-se infundir 1 mg de adrenalina,
que será repetida a cada 3-5 minutos. O ritmo é checado a cada ciclo de 2 minutos.
#FICAADICA
Fique ligado! A atropina não faz parte do atendimento a pacientes vítimas de PCR!
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não ser indicado de forma rotineira, é útil quando muito ruim, portanto é necessário que você sempre
a causa suspeita for hipercalemia, intoxicação por tente investigar causas reversíveis para o evento. Sendo
antidepressivos tricíclicos, acidose metabólica e, com assim, didaticamente, as causas são divididas em 5Hs e
evidência inferior, intoxicação por cocaína.
.c 5Ts, como a tabela a seguir ilustra:
5Hs 5Ts
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Hipotermia Tóxicos
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PRESTE MAIS
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ATENÇÃO!
Estrategista, é muito comum que os autores de provas incluam em questões
Có
sobre os 5Hs e 5Ts alguns problemas que não causam PCR, mas que podem
confundir você. Não caia na “pegadinha”! Os mais frequentes são: hipo/
me
Tente observar, na questão, dados da história do paciente que lhe permitam identificar qual é a causa por trás
da PCR. Observe a tabela a seguir, que evidencia essas relações.
5Hs e 5Ts
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Diarreia (abaixo do piloro), acidose tubular renal dos tipos I e II,
Hipocalemia insulinoterapia, aminoglicosídeos, polimixina B, anfotericina B, furosemida
e leptospirose.
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Hipotermia Trabalhadores de câmaras frias, moradores de rua.
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Acidose Insuficiência renal, cetoacidose diabética, sepse, diarreia.
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Figura 17. Imagem ilustrando 5Hs e 5Ts. Hipovolemia: rosto desidratado, garrafa de água vazia e sonda vesical de demora vazia; hipóxia:
dedos das mãos cianóticos; hipo/hipercalemia: banana no chão em forma de “K”; hipotermia: nevasca; H+ (acidose): limão no chão e sonda
vesical de demora vazia simbolizando a acidose metabólica da insuficiência renal; tamponamento cardíaco: turgência jugular; tensão no tórax
(pneumotórax): acesso venoso em subclávia (uma das causas de pneumotórax) e turgência jugular; tromboembolismo pulmonar (TEP): membro
inferior esquerdo imobilizado (uma das causas de TEP) e turgência jugular; tóxicos: saquinho de cocaína e cartela de medicamentos no chão;
trombose de coronária (IAM): mão espalmada no precórdio.
CAI NA PROVA
(Revalida INEP 2011) Adolescente, após tentativa de suicídio com ingestão de antidepressivo tricíclico, manifestou
parada cardiorrespiratória. Durante a reanimação cardiopulmonar, observou- se o seguinte ritmo no monitor cardíaco.
A análise do monitor cardíaco permite afirmar que o traçado eletrocardiográfico demonstra ritmo de:
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A) taquicardia ventricular, que pode ser responsiva a choque e a uso de atropina.
B) fibrilação ventricular, que pode ser responsiva a cardioversão (choque no modo sincronizado).
C) fibrilação ventricular, que pode ser responsiva a desfibrilação (choque no modo sincronizado).
D) taquicardia ventricular, que pode ser responsiva a cardioversão (choque no modo sincronizado).
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E) taquicardia ventricular, que pode ser responsiva a desfibrilação (choque no modo não sincronizado).
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COMENTÁRIO:
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Paciente irresponsivo diante de uma parada cardiorrespiratória! Primeira conduta: chamar ajuda (desfibrilador)
e iniciar compressões. Assim que o desfibrilador chegar, você deve interromper as compressões para checar o ritmo.
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No caso da questão, a monitorização identificou taquicardia de QRS largo e regular. O diagnóstico que se impõe é
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taquicardia ventricular. Como é um ritmo chocável, deve-se desfibrilar o mais rápido possível. Use a dose máxima
recomendada pelo fabricante: 120 a 200 J (bifásica) ou 360 J (monofásica). Após desfibrilação, realize um ciclo de
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compressões por 2 minutos. Após esse ciclo, devemos checar o ritmo novamente. Em caso de ritmo organizado ao
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Incorreta a alternativa B. Na fibrilação ventricular, não observamos um ritmo organizado e regular ao monitor. Além
disso, a fibrilação ventricular não responde à cardioversão. Os ritmos de parada demandam desfibrilação.
Incorreta a alternativa C. Na fibrilação ventricular, não observamos um ritmo organizado e regular ao monitor. Além
disso, a desfibrilação não é sincronizada.
Incorreta a alternativa D. Na parada cardiorrespiratória, devemos utilizar a desfibrilação sempre! Na taquiarritmia
instável, usaremos a cardioversão sincronizada.
Correta a alternativa E. Trata-se de uma taquicardia regular com QRS largo, e o principal diagnóstico é taquicardia
ventricular. Diante de uma parada cardiorrespiratória secundária à taquicardia ventricular, a conduta deve ser
desfibrilação.
CAPÍTULO
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PCR na gestação:
• Deslocar o útero para a esquerda para descompressão aortocava.
• A intubação deve ser mais precoce em razão da grande chance de a causa da PCR ser hipoxemia.
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• A dose das drogas e a carga do choque são as mesmas da população geral.
• Não se preocupar em verificar os batimentos fetais até haver retorno à circulação espontânea.
• A cesárea perimortem deve ser decidida em até 4 minutos de PCR e realizada até o 5º minuto. O
procedimento deve ser realizado no mesmo local da PCR.
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Nossa paciente retornou da PCR! Que alegria! A euforia toma conta da equipe. E agora? Acabou? Claro que não!
Nesse momento, devemos tomar medidas para melhorar o prognóstico neurológico e evitar uma nova PCR. É a fase
dos cuidados pós-ressuscitação.
CAPÍTULO
Cuidados pós-PCR
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12-24 horas. Para alcançar essa meta, usar mantas térmicas, pacotes de gelo
terapêutica de
e infusão de solução salina a 4 °C.
temperatura
A monitorização de temperatura deve ser central, ou seja, por meio de
termômetros no esôfago, bexiga ou em cateteres de artéria pulmonar.
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Quadros de hipotensão no pós-PCR devem ser tratados com ressuscitação
volêmica e, quando necessário, noradrenalina ou outras drogas vasoativas,
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a depender do caso clínico específico. O objetivo é manter a PAS ≥ 90 mmHg
Otimização
ou a PAM ≥ 65 mmHg.
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hemodinâmica
A ventilação deve objetivar saturação de O2 ≥ 94%, sem, no entanto, haver
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e da ventilação
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hiperóxia.
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A pCO2 deve ser mantida entre 40-45 mmHg (valor normal-alto), já que a
hipocapnia pode causar vasoconstrição cerebral.
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mg/dL).
glicêmico e
Corrigir distúrbios hidreletrolíticos. Atenção especial às alterações de potássio,
metabólico
para evitar recidiva de arritmias.
CAPÍTULO
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O valor normal do intervalo QT corrigido (QTc) cardíaca, porém esse cálculo nunca foi cobrado em
encontra variações na literatura. Como referência, provas. Sendo assim, não nos aprofundaremos nisso.
Intervalo QT
.c Intervalo RR
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Essa síndrome pode ser congênita ou adquirida. Uma aposta para as provas da atualidade é que,
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A congênita deriva de alterações de genes formadores cada vez mais, veremos questões cobrando as drogas
de canais iônicos. A adquirida pode ser associada a que alargam o intervalo QT. Com o intuito de memorizar,
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diversas medicações e a distúrbios hidreletrolíticos, criamos um mnemônico. Quando uma questão assim
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A miodarona
C loroquina (e hidroxicloroquina)
S otalol
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I traconazol (e fluconazol, voriconazol)
ECG da torsades de pointes é caracterizado por uma sequência de complexos QRS de pequena amplitude
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intercalados com complexos QRS de grande amplitude, como se o eixo elétrico cardíaco estivesse torcendo-se, daí o
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Figura 20. Taquicardia ventricular polimórfica do tipo torsades de pointes (TdP). Fonte: Shutterstock.
A maioria dos episódios dessa arritmia é Por fim, devemos corrigir todas as situações
autolimitada e recorrente. Nos pacientes que evoluem predisponentes, tentando manter o nível sérico dos
com instabilidade hemodinâmica, o tratamento será eletrólitos no limite superior da normalidade e, em
desfibrilação. casos refratários, pode ser necessário o implante de um
Já nos pacientes estáveis, devemos identificar marca-passo transvenoso para inibir o surgimento da
os fatores predisponentes e tentar o tratamento arritmia.
farmacológico. O tratamento de primeira linha é a O mapa mental a seguir pode ser útil para você
administração de sulfato de magnésio. relembrar os pontos quentes da TdP:
TV polimórfica (FC>200bpm)
Mudança cíclica do QRS
Tratamento:
Autolimitada e Desfibrilação 200J
Instável hemodinamicamente
recorrente
Torsades de pointes
Associada a
QT longo
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Fatores
predisponentes Sulfato de magnésio 50%
1-2g em 5-20min
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Distúrbios Drogas que
eletrolíticos prolongam o QT
MP transvenoso
Em caso de bradicardia
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Figura 21. Mapa mental da torsades de pointes.
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Copie o link abaixo e cole no seu navegador
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CAPÍTULO
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4. COBB, BENJAMIN MD; LIPMAN, STEVEN MD. Cardiac Arrest: Obstetric CPR/ACLS, Clinical Obstetrics and Gynecology:
June 2017 - Volume 60 - Issue 2 - p 425-430 doi: 10.1097/GRF.0000000000000273.
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CAPÍTULO
Querido Revalidando:
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Chegamos ao final deste importante livro! Não deixe de fazer as questões selecionadas em nossa lista para fixar
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o conteúdo. Foque o aprendizado das sequências de atendimento do suporte avançado e do suporte básico de vida.
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Em caso de dúvida, entre em contato pelo fórum de dúvidas ou pelo meu Instagram (@profjuandemolinari), terei o
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