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Diálogos sobre Obesidade e Atividade Física

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Ruan Cerqueira
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Universidade Federal da Bahia

Programa de pós graduação em Imunologia- PPGIm


ICS524- Bioquímica e Biologia Molecular
Docentes: Barbara Figueiredo, Clarissa Schitine, Maria de Fátima.

Diálogos de sistemas em torno da obesidade


e da atividade física

Ananda Marinho, Letícia Helen, Thayse Silva e Vitória Aquino

26 de junho de 2024
TÓPICO 1 TÓPICO 2 TÓPICO 3 TÓPICO 4
Caracterização A atividade muscular
histo-funcional do Papel das adipocinas Papel das miocinas associada a
tecido adiposo obesidade

ABORDAGEM
OBESIDADE: DEFINIÇÃO

Não inclui mais o


Obesidade é a Obesidade é uma doença diagnóstico estigmatizante
"acumulação anormal crônica, recidivante e "obesidade devido a
ou excessiva de progressiva. calorias excessivas" (E66.0)
gordura que apresenta da CID-10.
risco para a saúde". DECLARAÇÃO DA CLASSIFICAÇÃO
FEDERAÇÃO MUNDIAL INTERNACIONAL DE
OMS
DA OBESIDADE DOENÇAS (CID-11)

Zorena, Katarzyna, et al, 2020.


CONTEXTO
ATUAL
Mais de 390 milhões de
A obesidade adulta Em 2022, 43%
crianças e adolescentes
em todo o mundo dos adultos com
com idades entre 5 e 19
mais que duplicou 18 anos ou mais
anos tinham excesso de
desde 1990, e a tinham excesso
peso em 2022, incluindo
obesidade de peso e 16%
160 milhões que viviam
adolescente viviam com
com obesidade.
quadruplicou. obesidade.

Em 2022, 1 em Em 2022, 2,5 mil Em 2022, 37


cada 8 pessoas milhões de milhões de
no mundo vivia adultos (18 anos crianças com
com obesidade. ou mais) tinham menos de 5 anos
excesso de peso. tinham excesso
Destes, 890 de peso.
milhões viviam
com obesidade.

WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2024


Caracterização Funções
histo- funcional do
tecido adiposo Armazenamento de energia
Isolamento térmico
Amortecimento de órgãos internos
Função imunológica e endócrina
Classe

Tecidos conjuntivos Tipos

Composição
Branco
Marrom
Adipócitos, pré-adipócitos, fibroblastos, Bege/Brite
células estromais e macrófagos Rosa

Zorena, Katarzyna, et al, 2020.


CARACTERIZAÇÃO HISTO- FUNCIONAL DO
TECIDO ADIPOSO
Propriedades Endócrinas

ADIPÓCITOS BRANCOS:
Secretam adipocinas que afetam
comportamento alimentar e
metabolismo

ADIPÓCITOS MARRONS:
Secretam hormônios e fatores de
crescimento

ADIPÓCITOS ROSA:
Secretam leptina além de
componentes do leite

Zorena, Katarzyna, et al, 2020.


Conversão entre diferentes tipos de
adipócitos no tecido adiposo.

Transição dos adipócitos

Setas amarelas representam:


Transição de adipócitos brancos para
marrons e vice-versa
Transformação de branco para rosa e
de rosa para marrom
A seta azul indica uma hipótese que
precisa ser confirmada

Zorena, Katarzyna, et al, 2020.


Caracterização: Tecido adiposo
Tecido Adiposo Branco (WAT):

Principalmente para armazenamento


Leptina
de energia.
Contém grandes gotículas lipídicas
Liberada pelo WAT.
ocupando o citoplasma.
Atua central e perifericamente.
Ausência de funções ou marcadores
Ações centrais: promove efeitos
termogênicos.
anoréxicos ao aumentar os
peptídeos anorexígenos e diminuir
os orexígenos.
Ações termogênicas:
Gordura Bege:
Interações diretas com adipócitos
Tecido Adiposo Marrom (BAT) marrons e bege.
Características intermediárias entre
Indiretamente, através de ações
adipócitos brancos e marrons.
hipotalâmicas.
Responsável pela produção de calor Surgem em depósitos de WAT com
por meio da termogênese. algumas funções termogênicas e
Características anatômicas: expressão de marcadores (menor que
BAT).
numerosas mitocôndrias, gotículas
Pode armazenar gordura.
lipídicas multi-loculares.
Seoane-Collazo, Patricia, et al, 2020
Adiponectina

+ abundante;
Secretada pelo TAB- fluido cerebro
espinal;
Receptores - neurônios hipotalâmicos
Controla a ingesta de alimentos e o
gasto energético.
Glicose e lipídios - sensores de
alimentação;
↓ativ.simpática -massa de gordura
anormal .

Pénicaud 2002
Tipos de adipocinas

Kim et al 2022
Adiponectina- Reg.metabólica

Sensibilização à insulina;
Efeitos antiaterogênicos ; I
Propriedades antiinflamatórias;
Redução do peso corporal ;
Possível tratamento : obesidade, R.I,
D2M e aterosclerose ;
Administração de adiponectina pode levar a uma redução no
ganho de peso e no consumo alimentar, sugerindo um efeito
modulador no apetite.
↑Genes associados à oxidação de ác. graxos e ao gasto
energético - regulação do apetite.

↓ADPN associados a obesidade


e a R.I- descontrole do apetite Kim et al, 2022
Sinalização das adiponectinas
Transdução do sinal da ADPN x via de sinalização da insulina

A ligação da adiponectina aos seus receptores de membrana,


como AdipoR1 e AdipoR2, leva à ativação de duas principais vias
de sinalização nas células musculares, a AMPK e as vias da
proteína quinase ativada por mitógeno p38 (MAPK).
A ativação dessas vias demonstrou ser essencial para a captação
de glicose induzida pela adiponectina e para a oxidação de ácidos
graxos.
Descobriu-se que a adiponectina globular e de comprimento total
aumenta a fosforilação e a ativação da AMPK; assim, aumenta a
oxidação da gordura e a captação de glicose nos miócitos.

Achari and Jain 2017


A

Ju Jung e Choi, 2014


Kong et al 2019
A leptina regula o equilíbrio energético modulando a atividade dos
neurônios NPY/AgRP e POMC no núcleo ARC;

Mecanismo de regulação do balanço energético foi descoberto


através da identificação da rápida regeneração dos circuitos neurais
do núcleo ARC usando leptina.

Entre camundongos ob/ob e camundongos do tipo selvagem existem


diferentes sinapses estendidas em neurônios NPY/AgRP e POMC .

Além disso, o tratamento com leptina normalizou a densidade


sináptica nos neurônios NPY/AgRP e POMC 6 horas após o
tratamento, algumas horas antes de afetar a ingestão alimentar.

Indicam que a leptina atua no hipotálamo regulando a plasticidade


neuronal

Obradovic et al , 2021
A via da leptina está interligada com a via da
insulina, uma vez que a ativação de JAK2 fosforila o
receptor de insulina (IR) e o substrato (IRS) ;

A fosfatidil inositol 3 quinase (PI3K), proteína


quinase B (Akt) levando à ativação de Forkhead box
protein O1 (FOXO1) e também alvo de rapamicina de
mamífero (mTOR)/ribossomal S6 quinase (S6K).

Juntas, todas essas vias de sinalização ativadas pela


leptina desencadeiam a regulação gênica da
homeostase energética, consistindo principalmente na
transcrição excessiva de pró-opiomelanocortina
anorexígena (POMC) ;
E na transcrição descendente de neuropeptídeos
orexigênicos Agouti Related Protein (Agrp) e
Neuropeptídeo Y (NPY), como além de favorecer Collazo et al 2020

genes de gasto energético, incluindo marcadores


termogênicos.
Vilariño-García et al 2024
As Miocinas
Proteínas sintetizadas pelos músculos esqueléticos
durante sua contração

Participam na construção de canais de


comunicação entre o músculo esquelético e outros
tecidos

Atuam no escurecimento do tecido adiposo,


gliconeogênese, lipogênese e na neuroproteção

A ação metabólica das miocinas depende do estilo


de vida e da amplitude dos exercícios físicos

Farshbaf and Karina Alviña (2021); Pelczynska et al (2023); Chen et al (2023); Vasyukova et al (2023)
O Tecido Muscular Esquelético
Os músculos esqueléticos podem atuar
como órgãos secretores:

Tipo I
AUTÓCRINAS
AUMENTO DA CONTRAÇÃO MUSCULAR

PARÁCRINAS

Tipo II a ANGIOGÊNESE E REPARO TECIDUAL

ENDOCRINAS
REGULAÇÃO DA GLICEMIA
Tipo II x/b Farshbaf and Alvina (2021); Waseem et al (2022)
Tipos de Miocinas

Santos et al (2021)
A Irisina-FNDC5 (Proteína Contendo Domínio do Tipo III da Fibronectina 5)

FNDC5

IRISIN

Askari et al (2018); Farshbaf and Alvina (2021); Flori,Testai and Calderone (2021)
FNDC5 / Irisina
Coativador do receptor gama ativado por proliferador de peroxissoma
Fosforilação de PGC-1α
Indução da expressão de FNDC5
Tecidos de alta demanda metabólica
Funções: Biogênese mitocondrial; metabolismo da
glicose e ácidos graxos; mudança de fibras musculares
2+
Aumento do influxo de Ca
Principais vias

AMPK p38 MAPK CREB ERRs

AMP-ATP ROS Hormônios Exe.resistência Farshbaf and Alvina (2021); Waseem et al (2022);
A Irisina
Receptor Integrina αV/β5

Park et al (2020); Mu et al (2023)


A Irisina
Receptor Integrina αV/β5

Park et al (2020); Mu et al (2023)


A Irisina- Mecanismos de ação

Rabiee et al (2020)
Irisina
Função anti-inflamatória

1. Obesidade leva a inflamação sistêmica


2. Inibição do NF-κB em adipócitos
3. Aumento da produção adiponectina
4. Polarização de macrófagos

Farshbaf and Alvina (2021); Zhang et al (2023)


A Irisina
Papel neuroprotetor

Células de Purkinje do cerebelo


Núcleos vestibulares da medula oblonga
Hipocampo e córtex
Primatas: Núcleos arqueados e ventromediais
do hipotálamo

Farshbaf and Alvina (2021); Sadier et al. (2024)


A Irisina
Papel
neuroprotetor

Farshbaf and Alvina (2021); Sadier et al. (2024)


Irisina e Alzheimer
Acúmulo de agregados de peptídeos amiloides-β (Aβ)
Expressão de FNDC5 diminuída no hipocampo e no córtex pré-frontal

Astrócitos

Tratamento por 1-5 w


Kim et al (2023)

A irisina como um alvo


terapêutico para tratamento e
Reduziu o conteúdo Aumenta os níveis de Inibe a sinalização prevenção da DA.
das principais secNEP pela regulação de IL-6 e outras
isoformas a Aβ40 e negativa do citocinas pró-
Aβ42 ERK-STAT3 inflamatórias
Fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF)

Atravessa a barreira hematoencefálica


Ativada através de exercícios aeróbicos
Secreção relacionada com a expressão de FNDC5
Indução da neurogênese do hipocampo
Via de ativação é a via CREB/BDNF

BDNF

Jo and Song (2021); Amidfar et al (2020); PBD (2023)


Fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF)

BDNF

LEGENDA: CREB- Proteína de ligação responsiva ao AMPc


Jo and Song (2021); Amidfar et al (2020); PBD (2023)
Outras Miocinas
IL-6 Miostatina/GDF8

Primeira Miocina identificada Regulador negativo do crescimento muscular

O músculo esquelético é a principal fonte de O exercício diminui a expressão da miostatina


IL-6 plasmática após o exercício
O bloqueio da expressão de miostatina nos
Promove a captação de glicose no músculo músculos, promove o crescimento e a força
esquelético via AMP muscular

Alvo terapêutico para distúrbios de perda de


Promove hipertrofia muscular
massa muscular, como atrofia e câncer

Santos et al (2021); Vasyukova et al (2021); Chen et al (2024)


Interações Entre Músculo e Tecido Adiposo
Obesidade Sarcopênica e massa
muscular esquelética

S
A Perda de massa
R muscular esquelética SARCOPENIA

C Park and Choi (2023)


O
Mecanismos
P Redução da função fisiopatológicos
Ê muscular associada
N ao envelhecimento OBESIDADE
I Choi (2016)
A
A sarcopenia reduz a Aumento da gordura Drª Suzana Vieira
Batsis and https://drasuzanavieira.med.br/2021/01/05/obesidade-

Villarreal (2018) atividade física visceral induz inflamação sarcopenica-muita-gordura-e-pouco-


musculo/
Interações Entre Músculo e Tecido Adiposo
Como o aumento do tecido adiposo contribui
para a diminuição da massa muscular?

Tecido Muscular

Depósito de gordura Gordura


subcutânea Adiposa Mudanças
hormonais
Massa Óssea Diminuição dos
neurônios motores
Atrofia celular
Fibrose muscular
Marian Benito
https://brasil.elpais.com/brasil/2019/11/22/estilo/1574
424656_219871.html
Senescência celular no tecido adiposo durante o
envelhecimento Carvalho et al (2019)

Células Senescentes
Senescência Celular
em excesso
moléculas pró
parada no ciclo inflamatórias e
celular proteases

tecido adiposo entra "fenótipo secretor


em senescência senescente" (SASP) compromete a
função de tecidos
estresse oxidativo, vizinhos
inflamação crônica
A interação entre o tecido adiposo e o músculo
esquelético Park and Choi (2023)
Termogênese e Browning

gasto energético do
Efeito Browning corpo,
Termogênese contribuindo para
Tecido adiposo branco a perda de peso
pode se converter em
tecido adiposo marrom
melhora a sensibilidade a
produção de calor insulina e outros aspectos do
através da metabolismo
termogênese
Betz and Enerback (2017)
Aldiss et al (2018)
Termogênese e Browning

MECANISMOS
TERMOGÊNESE
Uncoupling Protein 1
De repouso (UCP1)

Dissipa energia na
Induzida pela dieta forma de calor

Adaptativa ou não associada Resulta na


ao exercício (NEAT) geração de calor
Miocinas e Adipocinas na atividade física
Rodríguez et al (2020) ; Paris et al (2020)

Impacto do Perfis Séricos Receptores


Exercício Musculares
Estudos mostram que O treinamento de resistência Estudos mostraram que o
diferentes modalidades de pode resultar em diminuição exercício pode aumentar a
exercício podem afetar os dos níveis de miostatina e expressão de receptores
níveis dessas moléculas no aumento dos níveis de irisina. como o AdipoR1 (receptor
sangue. de adiponectina) e o receptor
Além disso, o exercício pode de leptina nos músculos
Enquanto o treinamento
melhorar a sensibilidade dos esqueléticos.
aeróbico pode levar a
tecidos musculares às reduções nos níveis de leptina
adipocinas. e aumento nos níveis de
adiponectina.
O exercício ajuda a reverter os efeitos da
obesidade sarcopénica Pahlavani (2022)

Aumento da síntese de proteínas musculares: Estímulo da miogénese:


O exercício de resistência, como o treino de O exercício ajuda a promover a
força, estimula a síntese de proteínas formação de novas fibras musculares,
musculares, ajudando a aumentar a massa melhorando a função muscular e a
muscular. força.

Aumento da gordura marrom (brown fat) e Redução de fatores inflamatórios:


redução da gordura branca:
O exercício tem o potencial de reduzir a
O exercício pode favorecer a conversão de inflamação crônica ajudando a melhorar
gordura branca em gordura marrom, que é a saúde metabólica e reduzir o risco de
metabolicamente mais ativa e pode ajudar na resistência à insulina e doenças
regulação do peso corporal. cardiovasculares.
OBRIGADA!
PERGUNTAS
1. Como a expansão patológica do tecido adiposo branco visceral (vWAT) contribui para

o desenvolvimento de resistência à insulina e inflamação em indivíduos obesos? Explique


os mecanismos envolvidos.
2. Discuta o papel dos adipócitos bege (beige) no tecido adiposo subcutâneo (sWAT) no
contexto da obesidade e sua potencial relevância terapêutica.

3. Como a irisina pode auxiliar na inflamação associada à obesidade?


4. Como a comunicação entre o tecido adiposo e o músculo esquelético afeta a mobilidade

e a capacidade funcional dos idosos?


5. Qual a relação entre massa muscular esquelética e a obesidade sarcopênica?

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