Neuro
Neuro
- local → área de Broca (lobo frontal à esquerda e - local → fascículo arqueado (estrutura nervosa que
giro frontal inferior) comunica as áreas de Broca e Wernicke)
- características → compreensão preservada e - características → parafrasia ou erros parafrásicos
ausência de palavra falada (substituição de uma palavra por outra ou de um
- comunicação → gestos fonema para outro)
Exemplo: gato por pato ou colher por garfo
AFASIA DE WERNICKE
- local → área de Wernicke (lobo temporal à
esquerda e giro temporal superior)
- características → ausência de compreensão e
palavra fala presente
- comunicação → estabelecer diálogo é
extremamente impossível (eu facilito o que eu quero)
INTRODUÇÂO hemorragia cerebral. Logo, é indispensável a
realização de uma tomografia computadorizada de
crânio.
POSICIONAMENTO
A avaliação ocorre com o paciente em supino.
- ombros: elevados (esternocleido, TS e escaleno)
e/ou rodados internamente (peitoral maior)
└ escápula hipomóvel = dificulta mobilização de ar
- esterno: superiorizado e/ou anteriorizado
└ altera mobilidade costal
- costelas: elevadas e/ou evertida (horizontalizadas)
└ fraqueza de diafragma
INTRODUÇÃO - 90% = causas idiopáticas, porém, existem teorias:
a) profissões → agrotóxico, metais pesados
(chumbo), gases tóxicos...
Também chamada de Doença de Charcot. Acomete b) treinos aeróbicos intensos → geram aumento
neurônios motores (NMS e NMI) gerando perda dos radicais livres
progressiva da atividade muscular. Prevalece no c) aumento do glutamato orgânico → relação com
sexo masculino e não compromete a sensibilidade e alimentação inadequada = hiperexcitação celular vai
a cognição. gerar degeneração e necrose (frutos do mar, queijo
parmesão e molhos industriais)
PRIMEIROS SINTOMAS
PARALISIA BULBAR PROGRESSIVA
Perda gradual de força e coordenação muscular,
incapacidade de realizar tarefas rotineiras, como Degeneração e morte dos NMI localizados no bulbo.
subir escadas, andar e levantar, dificuldades para Acomete 3 pares de nervos cranianos:
respirar e engolir, engasgar com facilidade, babar,
a) hipoglosso (XII) → comprometimento da
gagueira (disfemia), cabeça caída, cãibras
movimentação da língua, mastigação, deglutição e
musculares, contrações musculares involuntárias e
fala
visíveis (fasciculações), problemas de dicção, como
um padrão de fala lento ou anormal (arrastando as b) glossofaríngeo (IX) → parte motora
palavras), alterações da voz, rouquidão, perda de (comprometimento da deglutição = disfagia)
peso. c) acessório (XI) → inerva a laringe promovendo a
fonação (produção de sons inteligíveis) = gera
comunicação (disartria = dificuldade em articular a
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL palavra falada)
OBS: o nervo vago não é acometido pois, participa
das funções parassimpáticas
a) Exames de imagem (RM ou TC) → alargamento
dos sulcos e aumento da distância entre massa
encefálica em relação aos ossos do crânio
(hipertrofia cortical devido a degradação e morte dos CLASSIFICAÇÃO
neurônios motores)
b) Biópsia muscular → geralmente retira-se do a) paciente dependente → tem autonomia
quadríceps (grande quantidade de fibras motoras)
- objetivos: estimular a capacidade funcional (não é
└ achados: diminuição da quantidade de miócitos ou melhorar pois, é uma doença progressiva)
fibras musculares (as que estão aparentes o
- condutas: marcha, transferência de postura,
tamanho está reduzido)
alcance, preensão, circuitos terapêuticos (ativação
c) Eletroneuromiografia → estimulação elétrica do muscular de forma global, coordenação motora e
nervo para gerar contração muscular equilíbrio), treino isolado de marcha em barras
└ achados: diminuição da contração muscular paralelas (melhora base de suporte, altura e
comprimento do passo)
d) Processo avaliativo → fraqueza muscular
generalizada e hipotrofia muscular OBS: pode-se utilizar a cinesioterapia convencional
(melhora a flexibilidade e mantem a força muscular)
b) paciente dependente com deambulação →
ETIOLOGIA dependente parcialmente
- objetivos: estimular o autocuidado e incentivar a
marcha (retarda o acamamento)
- 10% = alteração genética (cromossomo 21 → gene - condutas: mobilizações ativas e/ou ativa assistida
que sintetiza a enzima SOD I (contração muscular e prevenir desuso), treino de
└ SOD I = protege neurônios motores contra radicais marcha em barras paralelas (gera segurança),
livres provenientes do metabolismo de O2
prescrever andador (oferta maior base de suporte),
exercícios respiratórios (RTA) e incentivo à tosse ORTOSTATISMO PASSIVO
- objetivos RTA: melhora o posicionamento da caixa
torácica, estimula a atividade diafragmática, mobiliza - Usar maca ortostática
secreções e diminui o esforço respiratório
- benefícios: melhora o alinhamento do tronco e da
OBS: NÃO trabalhar com exercícios resistidos = expansibilidade pulmonar (ventila melhor),
fadiga e não consegue trabalhar a força devido a diminuição do esforço respiratório, promove retorno
fisiopatologia venoso, previne a perda de massa óssea, alonga a
OBS: fraqueza da musculatura abdominal = cadeia posterior (principalmente tríceps sural) e
diminuição da ação diafragmática = utilização da ameniza a hipotrofia muscular e a dor
musculatura acessória (peitoral maior e cervical) =
elevação e diminuição da mobilidade da caixa
torácica = ventila mal e a tosse se torna ineficaz =
ocorre proliferação de bactérias (infecções)
c) paciente totalmente dependente → paciente em
processo de acamamento e vinculado à ventilação
mecânica
└ se o paciente estiver vinculado à ventilação =
mobilizar caixa torácica + aspiração (higiene
brônquica)
- objetivos: impedir complicações secundárias
(úlceras de decúbito, trombose, infecções
pulmonares, contraturas e deformidades)
- condutas: orientações ao cuidador
(posicionamento adequado no leito, mudança de
decúbito a cada 2 horas e hidratação da pele = de
distal para proximal para ativar a circulação),
amenizar e prevenir a dor, mobilizações articulares
passiva global (estimula retorno venoso, prevenção
de deformidade e contratura e estimula a capsula
articular a liberar o líquido sinovial) e mobilização em
caixa torácia
TRATAMENTO E PROGNÓSTICO
- 60% dos portadores vão ao óbito de 2 a 5 anos
depois do diagnóstico
- a morte se dá pela insuficiência respiratória
(diafragmática)
- patologia sem cura
a) remédio Riluzol → ameniza a progressão e a
rápida associação do paciente com a ventilação
mecânica
└ diminui a ação do glutamato sobre as células que
estão em degeneração
b) fisioterapia → cuidados paliativos e qualidade de
vida
- objetivos: manter a dignidade e aliviar o sofrimento
- princípios: amenizar sintomas (dor, desconforto
respiratório, diminuição da força física = astenia,
anorexia), assistência à família, atuação da equipe
com base em princípios éticos, comunicação de
excelência (família, paciente e equipe)
INTRODUÇÃO b) progressiva primária
- não existe surto/remissão
- desde a instalação da doença vai progredindo
É uma doença neurológica, crônica e autoimune – ou (instalação e progressão contínua)
seja, as células de defesa do organismo atacam o c) progressiva secundária
próprio sistema nervoso central, provocando lesões
- inicialmente tem surto/remissão e com o tempo
cerebrais e medulares. Os pacientes são geralmente
progride sem surto/remissão
jovens, em especial mulheres (testosterona é um
hormônio imunossupressor = diminui a atividade do d) progressiva com surto → 5% dos pacientes têm
sistema imunológico) de 20 a 40 anos. e pior prognóstico
- desde a instalação da doença vai progredindo com
quadros de surtos
ETIOLOGIA - a cada surto o paciente piora o quadro
CASO CLÍNICO
Paciente H.O.M, 34 anos, após mergulho em águas
rasas lesão medular cervical e como consequência
alteração funcional motora abaixo do nível da lesão.
Em processo avaliativo constatou nível motor C8 e
sensitivo T3.
a) Qual o diagnóstico clínico? → lesão medular
traumática incompleta
b) Qual o diagnostico fisioterapêutico? →
tetraparético
c) Qual o nível neurológico? → C8 (função mais
alta)
* Explicação:
C8 → nível motor + neurológico
T1
T2
T3 → nível sensitivo
INTRODUÇÃO - à dor = pressão esternal com uma fricção (mão
fechada)
b) resposta verbal
É uma escala neurológica que intenciona constituir- - orientado = responde perguntas rapidamente com
se de um método confiável e objetivo para registrar nexo (idade, nome, estado civil..)
o nível de consciência de uma pessoa, para - confuso = consegue até responder porém as
avaliação inicial e contínua após um traumatismo respostas são demoradas e sem nexo
craniano. Seu valor também é utilizado no
- palavras inapropriadas = paciente fala sem ser
prognóstico do paciente e é de grande utilidade na
solicitado
previsão de eventuais sequelas
- palavras incompreensivas = gemência
c) resposta motora
CLASSIFICAÇÃO - obedece comandos = movimenta o corpo perante
comandos simples
- localiza a dor = movimenta perante estímulo
3 a 8 = estado grave doloroso
9 a 12 = estado moderado - movimento de retirada = perante estímulo doloroso,
13 a 15 = estado leve o paciente afasta o segmento (predomínio de
OBS: quanto mais perto de 15 pontos, melhor o nível movimento flexor)
de consciência e quanto mais longe, pior - flexão anormal (decorticação) = perante estímulo
doloroso, o paciente assume posição de
decorticação (padrão flexor em MMSS e padrão
LEGENDA extensor em MMII)
- extensão anormal (descerebração) = perante
estímulo doloroso, o paciente assume posição de
a) abertura ocular descerebração (padrão extensor em MMSS e MMII)
- espontânea = paciente não precisa de estimulo
para abrir os olhos
- à voz = paciente abre os olhos perante um
comando
INTRODUÇÃO - Bilateral = tronco, cabeça e membros (global)
- Leve = começa a ter alteração da capacidade
funcional
Escala de avaliação da incapacidade dos - Leve a moderada = mais prejuízo da capacidade
indivíduos com DP capaz de indicar seu estado funcional
geral de forma rápida e prática. Sua forma - Grave = grande perda da capacidade funcional
modificada compreende sete estágios de (principalmente das AVD’s)
classificação para avaliar a gravidade da DP e
abrange, essencialmente, medidas globais de
sinais e sintomas que permitem classificar o
indivíduo quanto ao nível de incapacidade OBSERVAÇÕES
No estágio 5 deve-se fazer a movimentação
CLASSIFICAÇÃO passiva global para evitar contraturas e
deformidades, prevenir a rigidez articular e
estimular o retorno venoso. Além disso, a caixa
Os indivíduos classificados nos estágios de 1 a 3 torácica deve ser mobilizada (RTA) com o intuito
apresentam incapacidade leve a moderada, de melhorar a expansibilidade pulmonar (ventilar
enquanto os que estão nos estágios 4 e 5 melhor), estimular a ação do diafragma, mobilizar
apresentam incapacidade grave secreções e diminuir o esforço ventilatório.
LEGENDA FISIOTERAPIA
- Unilateral = acomete um membro superior e um Enquanto o paciente apresentar movimentação
membro inferior (ocorre de distal para proximal) ATIVA, estimular a movimentação ATIVA
- Axial = coluna (tronco e cervical)
NEURÔNIOS MOTORES - controle postural e equilíbrio
- ajuda na movimentação distal (membros) →
facilita a resposta flexora
a) inferior → corpo celular encontrado no tronco - movimentação do globo ocular → oculomotor e
encefálico e na medula (corno anterior) troclear
b) superior → corpo celular encontrado no cérebro - audição → vestibulococlear
(chamado também de células de Bertz) - deglutição → glossofaríngeo
- face (motricidade e sensibilidade) → facial e
trigêmeo
- língua (motricidade e sensibilidade) →
hipoglosso e glossofaríngeo
- mastigação
- controle de dados vitais → FC, FR e PA (não
comanda a temperatura corporal)
- controle da atividade de órgãos tóraco-
abdominais → peristaltismo
CEREBELO
Células de Purkinje cerebelares (estímulos aferentes
do tronco encefálico e medula excitam as células de
Purkinje, que excitam um conjunto de neurônios
(núcleos cerebelares profundos) e geram as funções
cerebelares através de estímulos eferentes
- regulação do tônus basal → estado de tensão
mínimo do músculo em repouso CÉREBRO
- controle postural
- manutenção do equilíbrio (estático e dinâmico) 1) Diencéfalo:
- coordenação motora - epitálamo → representado pela glândula pineal
que secreta a melatonina (regula o sono)
- tálamo → recebe estímulos sensitivos da medula e
envia para o córtex sensitivo (sensibilidade) + recebe
estímulos motores do córtex motor e envia para a
medula (motricidade
- hipotálamo → regulação da temperatura corporal,
estimula a hipófise a secretar hormônios e regulação
da fome e sede
2) Telencéfalo:
TRONCO ENCEFÁLICO - insula → sistema límbico = controle das emoções
- temporal → córtex auditivo (bilateral) e
compreensão da palavra falada
Composto por ponte, bulbo e mesencéfalo
- occipital → visão (sulco calcarino)
OBS: os nervos olfatório e óptico não partem do
tronco encefálico
- parietal → córtex sensitivo = interpretação das - recebe do encéfalo informações motoras (trato
sensações descendente) e envia estímulos de contração
- frontal → cognição, atenção, memória, orientação para os músculos
no tempo e espaço, comportamento e centro da
palavra falada
MESENCÉFALO
- visão e audição
- movimentos oculares → troclear e oculomotor
- movimentos distais → resposta flexora
- corpos quadrigêmeos
└ colículos superiores = estruturas da via óptica
└ colículos inferiores = estruturas da via auditiva
MEDULA
Partem 31 pares de nervos espinhais ou periféricos
- confere dermátomos → sensibilidade = 1 raiz
sensitiva inervando uma área da pele
- confere miótomos → motricidade = 1 raiz motora
inervando grupos musculares
OBS: lesão medular = a maioria tem relação com
fratura de vértebras que lesa a medula (fragmentos)
e que gera perda ou alteração de dermátomos ou
miótomos
- envia informação sensitiva para o encéfalo
- nervos lombares = 5 → responsáveis pela
INTRODUÇÃO inervação dos MMII
- nervos sacrais = 5 → responsáveis pelo controle
Se caracteriza pela interrupção parcial ou total do dos esfíncteres e funções sexuais
sinal neurológico através da medula resultando em - nervos coccígeo = 1 → responsáveis pela
paralisia e ausência de sensibilidade do nível da sensibilidade da musculatura perianal
lesão para baixo, assim como outras alterações nos
sistemas: urinário, intestinal e autônomo
DIAGNÓSTICO
TIPOS a) clínico → traumática ou não traumática e
completa ou incompleta
a) lesão traumática → imposição de uma força - completa: não existe preservação de tecido
externa gerando agressão à estruturas (vértebras, nervoso, abaixo do nível da lesão não tem função,
medula e raízes nervosas) causando consequências anestesia (sensibilidade = 0) e plegia (função motora
anatômicas e funcionais = 0)
- migração de fragmentos ósseos de uma fratura - incompleta: preservação de tecido nervoso e
- predomínio no sexo masculino (direção perigosa e abaixo do nível da lesão tem função mas, está
violência) alterada
- causas: acidentes de trânsito (atropelamento, b) funcional → tetraparesia, tetraplegia,
automobilístico e motobilístico), quedas, mergulhos paraparesia ou paraplegia
em águas rasas, armas de fogo e armas brancas - tetra: lesões altas = cervicais (comprometimento
de tronco e 4 membros)
- para: lesões baixas = torácicas, lombares e sacrais
(comprometimento de tronco inferior e MMII)
- paresia: alteração do movimento voluntário
- plegia: ausência do movimento voluntário
CHOQUE MEDULAR
Logo após a imposição de força externa há uma
agressão medular e o paciente entra em choque
obtendo ausência de função medular. Em choque
b) lesão não traumática → sem imposição de não é possível caracterizar a lesão e ele dura de 24
forças externas a 48 horas.
- causas: compressão por tumor, infecções - características: hipotonia, anestesia e arreflexia
(principalmente por vírus), degeneração e isquemias abaixo da lesão e plegia
- reflexo bulbocavernoso: médicos fazem esse
teste para ver se o paciente saiu do choque. Nos
31 PARES DE NERVOS homens faz-se uma preensão peniana e nas
mulheres uma estimulação clitoriana. Se houver
contração da musculatura perianal, o paciente saiu
- nervos cervicais = 8 → responsáveis pela inervação do choque medular
de MMSS
- nervos torácicos = 12 → responsáveis pela
inervação motora e sensitiva do tronco
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS simpático favorecendo
normalizando a PA.
a vasodilatação e
MEMBROS INFERIORES
Permanece em padrão extensor
1) quadril:
- diminuição da flexão → espasticidade extensora
= glúteo máximo e ísquios (diminui a utilização da
ativação de flexores de quadril)
* compensações = uso do quadrado lombar,
rotadores externos de quadril, oblíquos
bilateralmente e circundução de quadril (levar o
membro à frente)
INTRODUÇÃO MÚSCULOS
Manifesta-se pela perda dos movimentos voluntários - levantador do lábio superior
no terço inferior de uma hemiface contralateral à - depressor do lábio inferior
lesão. Não há acometimento das secreções
salivares e lacrimais, além da gustação - mentoniano
- risório
- zigomático maior e menor
CARACTERÌSTICAS - orbicular dos lábios
- bucinador
- lesão de NMS (só acomete metade inferior do
rosto)
- gera alteração ou perda da mimica facial POR QUÊ ACOMETE A METADE
- prejuízo emocional INFERIOR?
- compromete mastigação e fala
PERIFÉRICA CENTRAL
FISIOPATOLOGIA
- estágios:
a) estágio I ou fase aguda (reversível)
- sinais flogísticos: dor (em ombro e articulação de
punho e mão), edema mole (líquido) ou sinal de
cacifo +, linfedema e hiperemia
└ tratamento: drenagem linfática adaptada (sem
muita compressão), mobilização articular, banho de
imersão (água morna para fria), órteses de
posicionamento, talas e orientações
b) estágio II ou fase distrófica (reversível)
- características: diminuição da dor, edema rígido
(depósito de fibrina em tecidos), pele fria e cianótica,
unhas quebradiças e instalação de osteopenia
(pouca nutrição tecidual)
└ tratamento: mobilização, alongamento,
posicionamento e talas
c) estágio II ou fase atrófica (irreversível)
- características: contraturas, perda dos arcos
palmares e compressão, diminuição da
concavidade, osteoporose, metacarpofalangeanas
em extensão e interfalangeanas em extensão
INTRODUÇÃO PRINCIPAIS ARTÉRIAS ACOMETIDAS
É um conjunto de artérias que têm como função a 1) Artéria cerebral anterior
perfusão (nutrição) para estruturas nervosas - LF → motricidade, palavra falada, comportamento
favorecendo que as suas funções aconteçam e cognição (atenção, memória, localização e
espaço)
- LP → sensibilidade e sensação
LOCALIZAÇÃO E ORIGEM - corpo caloso → conecta os hemisférios = ↑
neurônios mielínicos
Localiza-se na base do encéfalo e tem origem na OBS: sulco central = separa o LF do LP
artéria aorta (1), artérias subclávias (2), artérias
vertebrais (2) e artéria basilar (1)
2) Artéria cerebral posterior
OBS: nessas regiões podem ocorrer o AVE
- LT → audição (bilateral) e compreensão da palavra
falada
FISIOPATOLOGIA
Toda força externa gera uma lesão primária (se
manifesta logo após a força externa imposta) mas,
II - PIC:
- pressão que a calota craniana exerce sobre o
POSSÍVEIS SEQUELAS
conteúdo craniano
- valores de referência → 5 a 15mmHg (aceitável até O traumatismo pode provocar sequelas físicas e
20mmHg. Acima de 20 = hipertensão intracraniana) levar a alterações de comportamento, que podem
- monitorização → cateter de silicone em áreas do surgir logo após o trauma, ou aparecer um tempo
SN, ventrículo lateral, tecido nervoso e espaço depois. Algumas das sequelas físicas são perda dos
subdural (impende a morte encefálica) movimentos de partes do corpo, alterações na visão,
no controle da respiração, problemas intestinais ou
III - hidrocefalia: urinários. A pessoa pode ainda ter dificuldades para
- plexo coroide (rede de células que fica na parede falar, para engolir, perda de memória, apatia,
ventricular) produz o liquor e lança para o interior das agressividade, irritabilidade e alterações no ciclo do
cavidades sono.
- as células produzem o liquor porém, há uma
alteração da drenagem liquoriana e dilatação dos
ventrículos laterais
└ consequências: compressão de tecidos, ↑ PIC e
pode haver morte encefálica
QUADRO CLÍNICO
Os sintomas dependem da força da pancada e da
gravidade do acidente, no entanto, os mais comuns
são sangramento na cabeça, ouvido ou rosto,
desmaio, perda de memória, alterações na visão e
olhos arroxeados.
FISIOTERAPIA
a) hospitalar → prevenir complicações secundárias
(trombose, doenças respiratórias, deformidades,
contraturas, rigidez articular e úlceras de decúbito)
- condutas: posicionamento adequado no leito,
transferência de decúbito a cada 2 horas,
mobilização articular (passiva, ativa e ativa assistida)
e mobilização em caixa torácica (mobilizar e aspirar)
b) domiciliar/ambulatorial → estimular e melhorar
a capacidade funcional, manter a qualidade de vida
igual no âmbito hospitalar, prescrição de órteses e
dispositivos auxiliares