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Tipos e Especificações de Consumíveis de Soldagem

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CONSUMÍVEIS

1
CONSUMÍVEIS

1 - CONCEITO

1.1 -INTRODUÇÃO

De acordo com a definição já estudada no Módulo 2 (Terminologia), Consumíveis de


Soldagem são todos os materiais empregados na deposição ou proteção da solda, tais
como: eletrodos revestidos, varetas, arames sólidos (eletrodos nus) e arames (eletrodos)
tubulares, fluxos, gases e anéis consumíveis.

A seleção dos consumíveis depende, principalmente, do processo de soldagem que, por


sua vez, é escolhido em função de vários fatores, entre os quais:

- Metal de base;
- Geometria e tipo de junta;
- Espessura da peça a ser soldada;
- Posição de soldagem;
- Tipo de fonte de energia;
- Produtividade;
- Habilidade do soldador, etc.

1.2 - TIPOS DE CONSUMÍVEIS DE SOLDAGEM EM FUNÇÃO DO PROCESSO


DE SOLDAGEM

Os próximos sub-itens apresentarão os consumíveis de soldagem relativos ao processo de


soldagem em evidência.

1.2.1 - Utilizados em Soldagem a Gás (processo de soldagem que utiliza


energia termoquímica)

- Gases combustíveis: Acetileno, Propano, Butano, Gás Natural, entre outros;


- Gases comburentes: Oxigênio, Ar atmosférico (quase nunca usado);
- Varetas;
- Fluxos (Fundentes).
2
CONSUMÍVEIS

1.2.2 -Utilizados em Soldagem a Arco Elétrico (processo de soldagem que utiliza


energia elétrica)

1.2.2.1 - Arco elétrico entre o eletrodo refratário (não consumível) e a peça:

- Soldagem GTAW (TIG)

NOTA: Este processo de soldagem foi inicialmente desenvolvido para usar gases do
tipo inertes (exemplo: argônio e hélio) para proteger a poça de fusão e o arco elétrico
da ação dos gases encontrados na ar atmosférico. Por esta razão, ele foi batizado
como T.I.G. (Tungsten Inert Gas). Anos mais tarde, houve a introdução dos gases
ativos (CO2 e/ou O2) nos gases inertes, juntamente com o desenvolvimento de
eletrodos de tungstênio ligados a óxidos de tório, cério, entre outros, este processo
passou a ser chamado de Gas Tungsten Arc Welding (GTAW).

ƒ Vareta, maciça ou fluxada (GTAW manual) e arame, não energizado (GTAW


mecanizado);
ƒ Gases puros (Argônio, Hélio) e misturas gasosas (Argônio e/ou Hélio + CO2 ;
Ar + O2 ; Ar + CO2 + O2).

1.2.2.2 - Arco elétrico entre o eletrodo consumível e a peça:

- Soldagem Manual com Eletrodo Revestido (SMAW)

ƒ Eletrodo Revestido

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CONSUMÍVEIS

1.2.2.3- Arco elétrico entre o eletrodo consumível nu e a peça

- Soldagem a Arco Submerso (SAW)

ƒ Eletrodos (nus e compostos) e Fluxo

- Soldagem com Proteção Gasosa (GMAW) [MIG/MAG]

ƒ Eletrodo (ou arame) sólido (nu) e arame tubular com núcleo metálico
(metal-cored)
ƒ Gases puros e misturas gasosas

- Soldagem com Arame Tubular (FCAW) com ou sem Proteção Gasosa

ƒ Com Proteção Gasosa

‰ Eletrodo (ou arame) tubular


‰ Gases puros e misturas gasosas (ver processo de soldagem GMAW);

ƒ Sem Proteção Gasosa (Autoprotegido)

‰ Eletrodo (ou arame) tubular

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CONSUMÍVEIS
2 - NOÇÕES SOBRE ESPECIFICAÇÕES DA AMERICAN WELDING SOCIETY (AWS)
A Tabela 4.1 fornece exemplos de algumas especificações AWS.
Tabela 4.1 - Exemplo de Especificações ASME/AWS

DESIGAÇÃO:
ASME Seção II Parte C ESPECIFICAÇÃO PARA:
- AWS -
SFA-5.1 / A-5.1 Eletrodos de Aço ao Carbono para Soldagem Manual a Arco
com Eletrodo Revestido (SMAW)
SFA-5.2 / A-5.2 Varetas de Aços ao Carbono e Baixa Liga para Soldagem Oxi-
Gás (OFW)
SFA-5.4 / A-5.4 Eletrodos de Aço Inoxidável para Soldagem Manual a Arco com
Eletrodo Revestido (SMAW)
SFA-5.5 / A-5.5 Eletrodos de Aço Baixa Liga para Soldagem Manual e Arco com
Eletrodo Revestido (SMAW)
SFA-5.9 / A-5.9 Eletrodos Nus e Varetas para Soldagem de Aço Inoxidável

SFA-5.12 / A-5.12 Eletrodos de Tungstênio e suas Ligas para Soldagem e Corte a


Arco
SFA-5.17 / A-5.17 Eletrodos de Aço ao Carbono e Fluxos para Soldagem a Arco
Submerso (SAW)
SFA-5.18 / A-5.18 Metais de Adição de Aço ao Carbono para Soldagem a Arco com
Gás de Proteção
SFA-5.20 / A-5.20 Eletrodos de Aço ao Carbono para Soldagem a Arco com Arame
Tubular (FCAW)
SFA-5.22 / A-5.22 Eletrodos de Aço Inoxidável para Soldagem a Arco com Arame
Tubular (FCAW) e Varetas com Núcleo Fluxado de Aço
Inoxidável para Soldagem TIG (GTAW)
SFA-5.23 / A-5.23 Eletrodos de Aço Baixa-Liga e Fluxos para Soldagem a Arco
Submerso (SAW)
SFA-5.25 / A-5.25 Eletrodos de Aços ao Carbono e Baixa-Liga e Fluxos para
Soldagem Eletro-Escória (ESW)
SFA-5.26 / A-5.26 Eletrodos de Aços ao Carbono e Baixa-Liga para Soldagem
Eletro-Gás (EGW)
SFA-5.28 / A-5.28 Eletrodos e Varetas de Aço Baixa-Liga para Soldagem a Arco
com Gás de Proteção
SFA-5.29 / A-5.29 Eletrodos de Aço Baixa-Liga para Soldagem a Arco com Arame
Tubular (FCAW)

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CONSUMÍVEIS
2.1 - DIFERENÇA ENTRE “ESPECIFICAÇÃO” E “CLASSIFICAÇÃO”
A especificação indica os requisitos para os consumíveis de acordo com seu emprego.

Para enquadrarem-se numa especificação AWS, os consumíveis devem atender a requisitos


específicos, tais como:

- Propriedades mecânicas do metal depositado (ensaio de tração, de dobramento, de


impacto);
- Composição química do consumível de soldagem ou do metal depositado;
- Sanidade do metal depositado, verificada por meio de exame radiográfico.

A especificação AWS estabelece as condições de testes para os consumíveis a serem


realizados pelo fabricante, a fim de verificar se a solda produzida apresenta as propriedades
mecânicas mínimas exigidas.

Desta forma, a especificação, além de classificar os consumíveis, determina que os mesmos


atendam a requisitos de:

Fabricação, critérios de aceitação, composição química do metal depositado,


propriedades mecânicas do metal depositado, exame radiográfico do metal
depositado, embalagem, identificação, garantia, etc.

Por outro lado, a classificação AWS refere-se a um consumível e a respeito do mesmo,


fornece, em valores aproximados, algumas de suas propriedades mecânicas (limite de
resistência, impacto), como também sua composição química e particularidades relativas ao
revestimento, ou seja, fornecendo ao consumível uma designação lógica, que permita
identificá-lo mais facilmente e suas características principais.

Portanto, a diferença entre especificação e classificação é:

A especificação AWS determina de maneira exata as características de um consumível


e dá garantias sobre suas propriedades.

ENQUANTO QUE:

A classificação AWS apresenta uma maneira lógica de designar um consumível.

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CONSUMÍVEIS
3 - FAMILIARIZAÇÃO COM AS CLASSIFICAÇÕES AWS DE CONSUMÍVEIS
Nas especificações AWS, os consumíveis são designados por um conjunto de algarismos e
letras com um dos seguintes prefixos:

E - Eletrodo para soldagem a arco elétrico (“electrode”);


R - Vareta para soldagem a gás (“rod”);;
B - Metal de adição para brasagem (“brazing”);
F - Fluxo para arco submerso (“flux”);
ER - Indica a possibilidade de aplicação com eletrodo nu (arame) ou vareta;
SG - Gás de proteção (“shielding gas”);

A seguir, serão dados exemplos de critérios e sistemas de classificação dos consumíveis que
foram listados na tabela 4.1.

3.1 – CLASSIFICAÇÃO DOS GASES DE PROTEÇÃO DE ACORDO COM AS


ESPECIFICAÇÃO AWS A5.32-97

3.1.1 – Generalidades
Na seleção de gases de proteção adequados para a soldagem de determinados materiais, os
seguintes fatores devem se considerados: composição química e espessura do metal de base,
posição de soldagem e tipo de corrente.
Os gases de proteção para soldagem são de dois tipos: Inertes e Reativos.

3.1.1.1 – Potencial de Ionização (tabela 4.2)


Gás Potencial de Densidade
Ionização (V) (kg/m3)
Argônio 15,75 1,784

Hélio 24,58 0,178

CO2 14,40 1,977

Nitrogênio 15,50 1,161

Hidrogênio 15,60 0,083

O2 12,50 1,326

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CONSUMÍVEIS
3.1.2 - Gases Inertes

Os gases inertes são aqueles que não reagem com o metal líquido da poça de fusão. Os
gases inertes mais utilizados na soldagem são: Argônio e Hélio.

A - Argônio

O Argônio (Ar) é um gás inerte, monoatômico pesado, com peso atômico igual a 40
(aproximadamente 1,4 vez mais pesado do que ar). Este gás pode ser usado sozinho,
como também combinado com um outro gás. O Ar pode ser usado na soldagem de
metais ferrosos e não ferrosos (alumínio, cobre, níquel, magnésio e suas ligas). O baixo
potencial de ionização (15,75 eV) requer baixas tensões de arco elétrico, favorecendo a
abertura e estabilidade do arco. Esse gás é obtido da atmosfera pela liquefação do ar e
purificado até o estágio de 99,995% (grau solda).

O argônio é muito utilizado na soldagem de material de fina e média espessura,


principalmente na soldagem do alumínio, cobre, magnésio e suas ligas. Em metais
ferrosos, o argônio no estado puro deve ser evitado, devido, principalmente, à baixa
fluidez da poça de fusão.

Para contornar este problema, procura-se, então adicionar um gás ativo como, por
exemplo, o Oxigênio e/ou CO2 (dióxido de carbono), que, além de proporcionar uma
maior fluidez à poça de fusão, produzindo um cordão de solda com melhor acabamento
visual, estas adições também melhoram a condutibilidade elétrica do arco elétrico,
aumentando sua estabilidade elétrica. Por estas razões, o processo MIG não é indicado
na soldagem dos aços.

O baixo potencial de ionização do Ar implica numa baixa condutibilidade térmica deste


gás, o que faz com o Ar produza um cordão de solda com uma baixa penetração em
suas bordas e um boa penetração na direção da coluna do arco. Baixa condutibilidade
térmica do gás requer uma menor tensão do arco, o que faz com o arco seja aberto mais
rapidamente e que seja mantido aberto com uma boa estabilidade.

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CONSUMÍVEIS

As misturas de Ar + CO2, Ar + O 2 e Ar + CO 2 + O 2 mais utilizadas na indústria foram


desenvolvidas em função de testes em diferentes tipos de materiais, estando, hoje,
definidas conforme indicado na Tabela 4.3.

Tabela 4.3 -Composições da Mistura Ar + CO 2, Ar + O 2 e Ar + CO2 + O 2 em função


dos Metais de Base.

Ar (%) CO 2 (%) O 2 (%) Metal de Base


Aço ao carbono
98 - 2 Aço baixo carbono de alta resistência
Aço Inoxidável
Aço ao carbono
95 - 5 Aço baixo carbono de alta resistência
Aço Inoxidável, classe 300
Aço ao carbono
90 10 - Aço baixo carbono de alta resistência

Aço ao carbono
88 9 3

Aço ao carbono
75 25 - Aço baixo carbono

O argônio misturado ao CO 2 proporciona maior estabilidade do arco, sendo muito


utilizado na soldagem MAG de aço carbono. O CO 2 é misturado ao argônio em
percentagens variáveis de 8 a 25%, melhorando sensivelmente as propriedades
mecânicas da junta soldada. A mistura 75% de Ar + 25% CO 2 é muito empregada
no processo de soldagem com arame tubular, pois proporciona excepcional
estabilidade do arco e acelera a solidificação da poça de fusão.

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CONSUMÍVEIS
B - Hélio
O Hélio (He) é um gás inerte, monatômico, muito leve, tendo peso atômico igual a 4.
Ele é 0,14 vezes a densidade do ar. Este gás é usado quando se necessita aportes
térmicos de grandes valores. Possui uma excelente condutibilidade térmica e o seu
potencial de ionização é o mais elevado entre todos os gases de proteção usados
na soldagem. Devido a isto, o He exige uma tensão no arco mais elevada do que o
Ar, para o mesmo comprimento de arco e intensidade de corrente, favorecendo,
portanto, a utilização de maiores velocidades de soldagem. A desvantagem do He
apresentar um alto potencial de ionização é que esta característica dificulta a
abertura do arco elétrico.

Pelo fato do He ser bem mais leve do que a ar atmosférico, isto exige que a sua
vazão seja, aproximadamente, de 2 a 3 vezes maior do que a do Ar para fornecer a
mesma proteção. Também por esta característica, o He é indicado na soldagem de
juntas na posição sobre-cabeça.

Apesar da alta condutibilidade térmica gerada pelo He, o cordão de solda produzido
não apresenta grandes penetrações, como aqueles produzidos pelo Ar e CO2. Os
cordões produzidos pelo He apresentam uma baixa relação: largura / profundidade.
Os altos valores de aporte térmico gerado pelo He ajuda a produzir soldas com uma
penetração “arredondada” e reforços com baixa dimensão.

O He pode ser usado sozinho como gás de proteção, porém, na prática, ele estará
sempre sendo usado em combinação com Ar. Hoje em dia, já existem misturas
gasosas formadas por He e CO2.

Esse gás é obtido a partir do gás natural e purificado até alcançar 99,99% de
pureza. Tem como vantagem o maior rendimento, porém, seu uso é limitado a
soldagens que utilizem corrente contínua. Este gás, quando utilizado sozinho,
produz uma transferência metálica do tipo “globular”.

Devido ao seu maior custo em relação ao argônio, o gás hélio é empregado apenas
quando suas características físicas se fazem necessárias, ou seja, na soldagem de
metais que possuem alta condutibilidade térmica, como o cobre e suas ligas e o
alumínio e suas ligas.
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CONSUMÍVEIS

3.1.3 - Gases Reativos

Os gases reativos são aqueles que reagem com o metal líquido da poça de fusão,
podendo alterar as propriedades mecânicas do metal de solda. Os gases reativos
podem ser de dois tipos: Ativos e Redutores.

3.1.3.1 - Gás Ativo

A - CO2 (gás carbônico)

O gás ativo mais empregado na soldagem é o CO2 que, além de poder ser utilizado
sozinho na proteção da poça de fusão, pode também ser utilizado com o Ar (soldagem
de aços ao carbono e baixa liga) e o He (soldagem dos aços inoxidáveis série 300). O
CO2 é um gás barato e, por isso, é o gás de proteção mais usado no Brasil.

É preciso informar que à temperatura ambiente, o CO2 não é um gás ativo. Quando este
gás passa pelo arco elétrico (quando a temperatura se encontra acima de 3.000 ºC), o
CO2 se dissocia sob a forma de CO (monóxido de carbono) e oxigênio atômico. É
exatamente o oxigênio, em seu estado livre, que irá produzir uma ação oxidante (ou
ativa) no interior do arco elétrico. Devido a esta atmosfera altamente oxidante, o metal
líquido (poça de fusão) tende a se oxidar, gerando FeO (óxido de ferro), que irá se
direcionar para a escória.

Fe + O Æ FeO (1)

Após esta reação de oxidação (1), o carbono (C) encontrado na poça-de-fusão irá reagir
com o oxigênio encontrado no FeO, pois o C é mais ávido pelo oxigênio do que o ferro
(Fe). Tem-se a seguinte reação química:

C + FeO Æ Fe + CO (gás) ↑ (2)

A reação (2) fará com que o Fe volte à sua condição como metal puro e produzirá uma
quantidade de monóxido de carbono sob a forma gasosa, que se direcionará para a
atmosfera.
11
CONSUMÍVEIS
Como a solidificação do metal líquido ocorre em uma velocidade muito elevada, isto faz
com que uma parte do CO produzido fique retido no interior do cordão de solda, sob a
forma de poros. Além desse problema, a reação entre o C e o FeO irá diminuir a
quantidade de carbono no metal de solda, o que contribuirá para uma diminuição da
resistência mecânica da junta soldada. A fim de eliminar (ou diminuir ao máximo) estes
problemas, ou seja, a produção de poros e a diminuição do teor de C, faz-se necessário a
adição de elementos desoxidantes na composição química do consumível de soldagem,
tais como: Mn e Si, que reagem com o FeO através das seguintes reações:

Si + 2FeO Æ 2Fe + SiO2 (3)

Mn + FeO Æ Fe + MnO (4)

Desta forma, a quantidade de CO produzido na reação (1) será muito menor, quando da
presença dos elementos desoxidantes: Mn e Si.

Elementos como alumínio (Al), titânio (Ti) e zircônio (Zr) também podem ser introduzidos na
composição do consumível na função de “desoxidantes”.

A maior desvantagem do uso do CO2 é a tendência em produzir um arco instável


eletricamente, podendo gerar, desta forma, uma grande quantidade de respingos.

B - O2 (Oxigênio)

O Oxigênio também é um gás ativo, mas nunca é utilizado sozinho. Este geralmente é
combinado com o argônio (mistura binária: Ar + O2) ou com o argônio mais CO2 (mistura
tríplice: Ar + CO2 + O2).

3.1.3.1 - Gás Redutor

O Hidrogênio (H2) é um gás redutor, ou seja, reduz os óxidos metálicos ao seu estado puro.
O Hidrogênio pode ser adicionado ao Ar ou He em quantidades que pode variar de 1 a 35%
objetivando aumentar a temperatura do arco. É comum na Europa a utilização de adições
de até 15% H2 na soldagem do níquel pelo processo GTAW, mas o risco desta quantidade
produzir poros no metal de solda é muito grande.

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CONSUMÍVEIS

3.1.4 – Comparação entre Argônio e CO2, quando utilizados isoladamente

A Tabela 4.4 apresenta a influência dos gases Argônio e CO2 nas variáveis de
soldagem, como também em algumas características do cordão de solda.

Tabela 4.4 - Influência dos gases Argônio e CO2 nas variáveis de soldagem e
características do cordão de solda

VARIÁVEIS E CARACTERÍSTICAS Argônio CO2


Potencial de ionização Maior menor
Comprimento de arco (função da tensão do Maior menor
arco)
Perdas de temperatura do arco por radiação Maiores menores
Temperatura da poça de fusão menor Maior
Penetração do cordão de solda menor Maior
Seção transversal do arco elétrico menor Maior
Largura do cordão menor Maior
Altura do cordão Maior menor
Acabamento do cordão de solda Melhor pior
Estabilidade do arco Maior menor
Dureza do cordão de solda Maior menor
Temperatura do metal líquido na poça de fusão menor Maior

NOTA: As misturas utilizando argônio e CO2 têm influência intermediária.

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CONSUMÍVEIS

3.1.5 – Classificação dos Gases de Proteção

3.1.5.1 – Critérios de Classificação

Os gases de proteção empregados na soldagem são classificados em função de


suas composições químicas.

A Tabela 4.5 apresenta os gases de proteção mais empregados na soldagem a


arco elétrico sob proteção gasosa, com seus respectivos: grau de pureza,
umidade máxima, ponto de orvalho.

Tabela 4.5 – Gases de Proteção e suas características

Gás Classificaç Estado do Pureza Umidade Ponto de


mínima máxima Orvalho máx.
ão AWS Produto
(%) (ppm) a 760 mmHg
(ºC)
Argônio SG–A Gás 99,997 10,5 -60
Líquido 99,997 10,5 -60
Dióxido de SG–C Gás 99,8 32 -51
Carbono Líquido 99,8 32 -51
(CO2)
Hélio SG–He Gás 99,995 15 -57
Líquido 99,995 15 -57
Hidrogênio SG–H Gás 99,95 32 -51
Líquido 99,95 32 -51
Nitrogênio SG–N Gás 99,9 32 -51
Líquido 99,9 4 -68
Oxigênio SG–O Gás 99,5 Não Aplicável -48
Líquido 99,5 Não Aplicável -63

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CONSUMÍVEIS
3.1.5.2 - Sistema de Classificação

i – Gás (Simples)

SG - B
Onde:
SG – Essas letras significam “Gás de Proteção”;

B – Esta letra representa, logo após o hífen, representa o gás de proteção (único) que
será empregado durante a soldagem (Ver Tabela 4.5).

ii – Mistura Gasosa

SG – BXYZ – % / % / %
Onde:
SG – Essas letras significam “Gás de Proteção”;

B – Esta letra representa, logo após o hífen, representa o gás principal da mistura
gasosa.

XYZ – Estas letras representam os gases, em menor quantidade, que fazem parte
da
mistura gasosa. A colocação de cada gás na seqüência (XYZ) está relacionada
com a quantidade de cada um, em uma ordem decrescente.

% / % / % – Estes caracteres representam a percentagem, em ordem decrescente, dos


gases que fazem parte da mistura gasosa, que possuem as menores
quantidades. Uma barra é usada para separar o percentual de cada gás.

A percentagem relativa ao gás principal da mistura será a diferença entre


100% e o somatório dos gases secundários participantes da mistura.

15
CONSUMÍVEIS

A Tabela 4.6 apresenta exemplos de como este sistema de classificação para


gases de proteção funciona.

Tabela 4.6 – Exemplos de funcionamento do Sistema de Classificação dos Gases


de Proteção

Classificação Misturas Gás


AWS Gasosas
Típicas
SG-AC-25 75/25 Argônio + Dióxido de Carbono
SG-AO-2 98/2 Argônio + Oxigênio
SG-AHe-10 90/10 Argônio + Hélio
SG-AH-5 95/5 Argônio + Hidrogênio
SG-HeA-25 75/25 Hélio + Argônio
SG-HeAC-7,5/2,5 90/7,5/2,5 Hélio + Argônio + CO2
SG-ACO-8/2 90/8/2 Argônio + CO2 + O2
SG-A-G Especial Argônio + Mistura

Nota: Os gases participantes da mistura gasosa, não sendo o gás principal da


mistura, suas percentagens devem ter uma tolerância de ± 10%.

Exemplo:

SG-AC-25

Mistura: Argônio – 75% / CO2 – 25%

Ö 10% de 25% = 2,5%

Conclusão:O teor de CO2 na mistura deve se encontrar entre


22,5% e 27,5%.

16
CONSUMÍVEIS
iii – Mistura Gasosa Especial

SG – B – G
Onde:
SG – Essas letras significam “Gás de Proteção”;

B – Esta letra representa, logo após o hífen, representa o gás principal da mistura
gasosa.

G – Esta letra (quando colocada após o gás principal) significa que a mistura gasosa é
especial; o gás base deve ser identificado. Os gases menores não precisam ser
identificados, desde que sejam um dos gases listados na Tabela 4.5.

Quando a mistura gasosa for composta por algum gás não listado na Tabela 4.5, o
Sistema de Classificação da mistura será:

SG – BX – G (X = Gás Específico)
Onde:
SG – Essas letras significam “Gás de Proteção”;

B – Esta letra representa, logo após o hífen, representa o gás principal da mistura
gasosa.

X – Esta letra representa um gás que não está listado na Tabela 4.5. O gás
representado pelo “X” deve aparecer entre parêntesis. Exemplo: Kriptônio,
Neônio, Xenônio, etc.

A percentagem de cada gás na mistura gasosa deve estar de acordo entre o


comprador e o fornecedor.

17
CONSUMÍVEIS
3.2 – CLASSIFICAÇÃO DOS ELETRODOS DE AÇOS AO CARBONO PARA
SOLDAGEM MANUAL A ARCO COM ELETRODO REVESTIDO, DE
ACORDO COM A ESPECIFICAÇÃO AWS A5.1-91
3.2.1 – Generalidades
3.2.1.2 - Funções do Revestimento
Os revestimentos são constituídos de produtos bastante complexos, combinados
em proporções adequadas, que exercem, durante a soldagem, inúmeras funções.
De uma maneira geral, pode-se classificar as funções do revestimento em 3
grupos: elétrica, física e metalúrgica.

a - Função Elétrica: o revestimento é mau condutor de eletricidade; ele isola a


alma do eletrodo e evita aberturas de arco laterais. O revestimento contém silicato
de sódio (Na) ou silicato de potássio (K) que ionizam a atmosfera do arco,
facilitando a abertura e estabilidade do arco elétrico, tanto em corrente contínua
como em alternada. Estes silicatos atuam também como aglomerantes do
revestimento.

b - Funções Física e Mecânica: formação de fumos mais densos que o ar para


proteger, tanto o metal em transferência durante a soldagem, como o banho de
metal fundido, da contaminação pelo hidrogênio (H 2), nitrogênio (N 2) e oxigênio
(O 2) encontrados no ar atmosférico. Os fumos contribuem também na transferência
metálica nas posições de soldagem desfavorecidas pelo efeito da gravidade. A
escória líquida produzida pelo revestimento flutua sobre a poça de fusão,
separando esta do contato com a atmosfera também durante a solidificação e o
resfriamento da solda. O peso da escória molda a poça de fusão, proporcionando
cordões lisos, regulares e do boa aparência. A escória líquida age sobre o valor da
tensão superficial do metal fundido, melhorando a estética nos trabalhos fora da
posição plana.

c - Função Metalúrgica: introduz elementos químicos que refinam a estrutura do


metal depositado retirando as impurezas, em forma de escórias, provenientes do
metal de base e do próprio metal de adição, assim como os óxidos originados
durante a operação de soldagem. Prover de elementos de liga o metal com o
objetivo de obter a composição química desejada.

A Tabela 4.7 apresenta várias substâncias encontradas no revestimento do


eletrodo revestido e informa quais são suas principais ações.

18
TABELA 4.7

19
CONSUMÍVEIS
3.2.2 - Critérios de Classificação
Os eletrodos cobertos pela especificação AWS A5.1 são classificados tendo como base:

1º. Tipo de corrente;


2º. Tipo de revestimento;
3º. Posição de soldagem; e
4º. Propriedades mecânicas do metal de solda na condição “como soldado” ou
“envelhecido”*.
*
“Envelhecimento” é uma operação quando se faz necessária a retirada do
hidrogênio difusível encontrado no interior da junta recém soldada. Os corpos
de prova de tração de todos os eletrodos, à exceção dos eletrodos básicos
(baixo hidrogênio),devem ser envelhecidos a uma temperatura entre 95 e 105ºC
em um tempo igual a 48 ± 2 horas, com o resfriamento devendo ser feito ao ar
até que se atinja a temperatura ambiente.

O eletrodo que tenha sido enquadrado em uma determinada classificação dentro de uma
certa especificação, este não poderá ter uma outra classificação dentro da especificação
em análise. A única exceção é o eletrodo E7018M que pode também ser classificado como
E7018, desde que satisfaça todas as exigências para ambas as classificações.

3.2.3 - Sistemas de Classificação


A classificação genérica de um eletrodo tem a seguinte forma:

E X X X X
---- ------ --- ---
1 2 3 4
onde:
Dígito 1: A letra E designa um eletrodo;

Dígito 2: Este dígito, composto por 2 algarismos, indica o limite de resistência à tração
mínimo do metal de solda em "ksi" (1 ksi = 1.000 psi). Alguns exemplos podem ser vistos
na Tabela 4.8.
20
CONSUMÍVEIS
Tabela 4.8 - Exemplos na representação do Dígito 2 na codificação para classificação
AW S
ELETRODO LIMITE DE RESISTÊNCIA À TRAÇÃO
REVESTIDO (Mínimo) (1)
psi (lb/pol2) MPa
E60XX 60.000 414
E70XX 70.000 482
(1)
Toda a preparação da chapa de teste, envolvendo desde a escolha do metal de base, do tipo e
dimensões do cobre-junta até as condições de soldagem (intensidade de corrente, geometria do chanfro,
posição de soldagem, diâmetro do eletrodo, etc.) são padronizadas, cujas informações se encontram na
especificação em questão.

Dígito 3: Designa a posição de soldagem na qual o eletrodo revestido pode ser


empregado com resultados satisfatórios. Ver tabela 4.9.

Tabela 4.9 - Significado do Dígito 3 na codificação para classificação AW S

ELETRODO POSIÇÃO DE SOLDAGEM

E-XX1X Todas as posições.

E-XX2X Plana e Horizontal (especialmente solda em ângulo-


horizontal).
E-XX4X
Todas as posições (especialmente a vertical descendente
para os eletrodos de baixo hidrogênio).

Dígito 4: Este dígito pode variar de 0 (zero) a 9 (nove). Em combinação com o Dígito
3 designam:
- Tipo de corrente elétrica, com a qual o eletrodo pode ser usado;
- Tipo de revestimento.
Sobre o significado dos Dígitos 3 e 4, consultar a Tabela 4.10.

21
TABELA 4.10

22
CONSUMÍVEIS

Tabela 4.11 - Requisitos de composição química do metal depositado para os


eletrodos da especificação AWS 5.1-91

Classificação PERCENTUAL EM PESO (%) a Limite


para a
AWS combinação
C Mn Si P S Cr Mo Ni V Mn+Ni+Cr+Mo+V
E-6010
E-6011
E-6012
E-6013
E-6019 Não Especificado (NE)
E-6020
E-6022
E-6027
E-7014
E-7015 NE 1,25 0,90 NE NE 0,2 0,3 0,3 0,0 1,50
E-7024 0 0 0 8

E-7016
E-7018 NE 1,60 0,75 NE NE 0,2 0,3 0,3 0,0 1,75
E-7027 0 0 0 8
E-7028
E-7048 NE 1,60 0,90 NE NE
0,2 0,3 0,3 0,0 1,75
0 0 0 8
E-7018M 0,12 0,40 a 0,80 0,03 0,02 0,1 0,3 0,2 0,0 NE
1,60 0 0 5 5 5 5
a
Valores unitários representam valores máximos.

23
24
CONSUMÍVEIS
3.3 – CLASSIFICAÇÃO DOS ELETRODOS DE AÇOS DE BAIXA LIGA PARA
SOLDAGEM MANUAL A ARCO COM ELETRODO REVESTIDO, DE ACORDO
COM AS ESPECIFICAÇÕES AWS A5.5-96

3.3.1 – Generalidades

Todas as informações apresentadas nos itens 3.2.1.1, 3.2.1.2 e 3.2.1.3, relativas à


especificação AWS A5.1, também são válidas para a especificação em análise.

3.3.2 - Critérios de Classificação

Os eletrodos cobertos pela especificação AWS A5.5 são classificados tendo como base:

1º. Tipo de corrente;


2º. Tipo de revestimento;
3º. Posição de soldagem;
4º. Composição química do metal de solda;
5º. propriedades mecânicas do metal de solda na condição "como soldado" ou
como tratado termicamente pós-soldagem"

Importante salientar que um eletrodo que tenha sido enquadrado com uma classificação
dentro desta especificação, este não poderá ter outra classificação.

3.3.3 - Sistemas de Classificação


A classificação genérica de um eletrodo tem a seguinte forma:

E X X X X X-X
---- --------------------- ---- ---- ----
1 2 3 4 5

25
CONSUMÍVEIS
Dígito 1: A letra E designa um eletrodo;

Dígito 2: Este dígito, em número de dois ou três, indicam o limite de resistência à tração
mínimo de metal de solda em "ksi" (1 ksi = 1.000 psi). Alguns exemplos podem ser vistos na
Tabela 4.13.
Tabela 4.13 - Exemplos na representação do 2o dígito na codificação para classificação AWS
ELETRODO LIMITE DE RESISTÊNCIA À TRAÇÃO
REVESTIDO (Mínimo) (1)
psi (lb/pol2) MPa
E70XX 70.000 480
E80XX 80.000 550
E90XX 90.000 620
E100XX 100.000 690
E110XX 110.000 760
E120XX 120.000 830

Dígito 3: Designa a posição de soldagem na qual o eletrodo revestido pode ser empregado
com resultados satisfatórios. Ver tabela 4.14.
Tabela 4.14 - Significado do Dígito 3 na codificação para classificação AWS

ELETRODO POSIÇÃO DE SOLDAGEM


E-XX1X Todas as posições.
E-XX2X Plana e Horizontal (especialmente solda em ângulo-
horizontal).
E-XX4X Todas as posições (especialmente a vertical descendente
para os eletrodos de baixo hidrogênio).

Dígito 4: Este dígito pode variar de 0 (zero) a 9 (nove). Em combinação com o Dígito 3
designam:
- Tipo de corrente elétrica, com a qual o eletrodo pode ser usado;
- Tipo de revestimento.
Sobre o significado dos Dígitos 3 e 4, consultar a Tabela 4.10.

Dígito 5 – É composto de letras e algarismos que indicam a composição química do metal


depositado. A tabela 4.15 mostra o significado do dígito 5 para alguns eletrodos revestidos
enquadrados na especificação AWS A5.5.
26
CONSUMÍVEIS
Tabela 4.15 - Consumíveis da especificação AWS 5.5-96.
Classificação C Mn Si P S Cr Mo Ni V
Eletrodos para aços ao Carbono-Molibdênio
E7010-A1 0,12 0,60 0,40 0,03 0,04 - 0,40-0,65 - -
E7011-A1 0,12 0,60 0,40 0,03 0,04 - 0,40-0,65 - -
E7015-A1 0,12 0,90 0,60 0,03 0,04 - 0,40-0,65 - -
E7016-A1 0,12 0,90 0,60 0,03 - - -
E7018-A1 0,12 0,90 0,80 0,03 0,04 - 0,40-0,65 - -
E7020-A1 0,12 0,60 0,40 0,03 0,04 - 0,40-0,65 - -
E7027-A1 0,12 1,00 0,40 0,03 0,04 - 0,40-0,65 - -
Eletrodos para aços ao Cromo-Molibdênio
E8016-B1 0,05-0,12 0,90 0,60 0,03 0,03 0,40-0,65 0,40-0,65 - -
E8018-B1 0,05-0,12 0,90 0,80 0,03 0,03 0,40-0,65 0,40-0,65 - -
E8016-B2 0,05 0,90 1,00 0,03 0,03 1,00-1,50 0,40-0,65 - -
E8018-B2 0,05-0,12 0,90 0,60 0,03 0,03 1,00-1,50 0,40-0,65 - -
E7015-B2L 0,05-0,12 0,90 1,00 0,03 0,03 1,00-1,50 0,40-0,65 - -
E7016-B2L 0,05 0,90 0,60 0,03 0,03 1,00-1,50 0,40-0,65 - -
E7018-B2L 0,05 0,90 0,80 0,03 0,03 1,00-1,50 0,40-0,65 - -
E9015-B3 0,05-0,12 0,90 1,00 0,03 0,03 2,00-2,50 0,90-1,20 - -
E9016-B3 0,05-0,12 0,90 0,60 0,03 0,03 2,00-2,50 0,90-1,20 - -
E9018-B3 0,05-0,12 0,90 0,80 0,03 0,03 2,00-2,50 0,90-1,20 - -
E8015-B3L 0,05 0,90 1,00 0,03 0,03 2,00-2,50 0,90-1,20 - -
E8018-B3L 0,05 0,90 0,80 0,03 0,03 2,00-2,50 0,90-1,20 - -
E8015-B4L 0,05 0,90 1,00 0,03 0,03 1,75-2,25 0,40-0,65 -
E8016-B5 0,07-0,15 0,40-0,70 0,30-0,60 0,03 0,03 0,40-0,60 1,00-1,25 - 0,05
Eletrodos para aços ao Níquel
E8016-C1 0,12 1,25 0,60 0,03 0,03 - - 2,00-2,75 -
E8018-C1 0,12 1,25 0,80 0,03 0,03 - - 2,00-2,75 -
E7015-C1L 0,05 1,25 0,50 0,03 0,03 - - 2,00-2,75 -
E7016-C1L 0,05 1,25 0,50 0,03 0,03 - - 2,00-2,75 -
E018-C1L 0,05 1,25 0,50 0,03 0,03 - - 2,00-2,75 -
E8016-C2 0,12 1,25 0,60 0,03 0,03 - - 3,00-3,75 -
E8018-C2 0,12 1,25 0,80 0,03 0,03 - - 3,00-3,75 -
E7015-C2L 0,05 1,25 0,50 0,03 0,03 - - 3,00-3,75 -
E7016-C2L 0,05 1,25 0,50 0,03 0,03 - - 3,00-3,75 -
E7018-C2L 0,05 1,25 0,50 0,03 0,03 - - 3,00-3,75 -
E8016-C3 0,12 0,40-1,25 0,80 0,03 0,03 0,15 0,35 0,80-1,10 0,05
E8018-C3 0,12 0,40-1,25 0,80 0,03 0,03 - - 0,80-1,10 0,05
Eletrodos para aços ao Níquel-Molibdênio
E-8018-NM1 0,10 0,80-1,25 0,60 0,02 0,02 0,10 0,40-0,65 0,80-1,10 0,02
Eletrodos para aços ao Manganês-Molibdênio
E-9015-D1 0,12 1,00-1,75 0,60 0,03 0,04 - 0,25-0,45 0,90 -
E-9018-D1 0,12 1,00-1,75 0,80 0,03 0,04 - 0,25-0,45 0,90 -
E-10015-D2 0,15 1,65-2,00 0,60 0,03 0,04 - 0,25-0,45 0,90 -
E-10016-D2 0,15 1,65-2,00 0,60 0,03 0,04 - 0,25-0,45 0,90 -
E-10018-D2 0,15 1,65-2,00 0,80 0,03 0,04 - 0,25-0,45 0,90 -
E-8016-D3 0,12 1,00-1,80 0,60 0,03 0,04 - 0,40-0,65 0,90 -
E-8018-D3 0,12 1,00-1,80 0,80 0,03 0,04 - 0,40-0,65 0,90 -
Eletrodos para todos os outros aços de baixa liga
E-XX10-G(A) - 1,00 min. 0,80 min - - 0,30 min. 0,20 min. 0,50 min. 0,10 min.
E-XX11-G(A) - 1,00 min 0,80 min - - 0,30 min. 0,20 min. 0,50 min. 0,10 min.
E-XX18-G(A) - 1,00 min 0,80 min - - 0,30 min. 0,20 min. 0,50min. 0,10 min.
E-9018-M(B) 0,10 0,60-1,25 0,80 0,030 0,030 0,15 0,35 1,40-1,80 0,05
E-10018-M - 0,75-1,70 0,60 0,030 0,030 0,35 0,25-0,50 1,40-2,10 0,05
E-11018-M - 1,30-1,80 0,60 0,030 0,030 0,40 0,25-0,50 1,25-2,50 0,05
E-12018-M - 1,30-2,25 0,60 0,030 0,030 0,30-1,50 0,30-0,55 1,75-2,50 0,05
E-7018-W1(C) 0,12 0,40-0,70 0,40-0,70 0,025 0,025 0,15-0,30 0,30-0,55 0,20-0,40 0,08

27
CONSUMÍVEIS
3.4 - CLASSIFICAÇÃO DE VARETAS DE AÇOS AO CARBONO E BAIXA LIGA PARA
SOLDAGEM A OXI-GÁS DE ACORDO COM A ESPECIFICAÇÃO AWS A5.2-92

3.4.1 - Critério de Classificação


As varetas para a soldagem a oxi-gás são classificadas tendo como base as propriedades
mecânicas do metal de solda na condição “como soldado”.
As varetas classificadas para esta especificação são para serem usadas no processo de
soldagem a oxi-gás. No entanto, não é proibido o seu uso para qualquer outro processo, no
qual eles sejam apropriados.

3.4.2 - Sistema de Classificação


A classificação AWS de uma vareta genérica tem a seguinte forma:

R X X X
----- -----------------------
1 2
onde:
1 - R representa uma vareta para soldagem a gás;
2 - Este dígito pode estar representado por 2 ou 3 algarismos, designando, aproximadamente,
o limite de resistência à tração mínimo do metal de solda, em ksi (1 ksi = 1.000 psi).
A Tabela 4.16 mostra alguns exemplos de classificação, enquanto a Tabela 4.17 apresenta a
composição química da vareta, de acordo com a norma AWS A5.2-92.
Tabela 4.16 – Requisitos de limite de resistência mínimo à tração e de alongamento do metal de solda
(Especificação AWS A5.2-92)

Vareta Limite de Resistência, mínimo Alongamento


(psi) (MPa) Mínimo, em 25,4
mm (%)
R 45 NR *6 NR NR
R 60 60.000 410 20
R 65 65.000 450 16
R100 100.000 690 14
R XXX – G *1 xxx ---- NR
*1
NR: Não requerido.
28
CONSUMÍVEIS
R 45 - A vareta R 45 é um aço com um baixo teor de carbono contendo pequenas
quantidades de Cu, Cr, Ni, Mo e Al, usado na soldagem de aços ao carbono e C-Mn de
baixa resistência, onde o limite de resistência requerido não exceda 45 ksi (310 MPa).
Esta vareta também pode ser usado na soldagem do ferro forjado.
R 60 - A vareta R 60 possui uma composição química diferente da composição da vareta
R 45, principalmente para os elementos C, Mn e Si. É comumente utilizada na soldagem
de tubos de aços carbono e outras estruturas que exigem maiores requisitos de
tenacidade.
R 65 - A vareta R 65 é utilizada na soldagem a gás de aços carbono e de baixa liga,
onde o limite de resistência à tração mínimo é de 65.000 psi.
R 100 - A vareta R 100 é uma vareta que por sua composição química destina-se a
soldagem de aços de baixa liga e alta resistência. Possui baixo teor de impurezas.
Usuários deste consumível deve estar atentos pois os resultados de tratamentos
térmicos realizados no equipamento podem gerar propriedades mecânicas diferentes
entre o metal de base e o metal de solda.
R XXX-G - A vareta R XXX - G não possui requisitos de composição química. Sua
definição pode ser estabelecida em acordo entre o comprador e o fornecedor ou
fabricante. O valor da resistência a tração será dado de acordo com o resultado do
ensaio de tração do metal de solda. Estes valores devem estar limitados aos seguintes
números: 45, 60, 65, 70, 80, 90 e 100.
Tabela 4.17 - Requisitos de composição química das varetas de especificação AWS A5.2-92
a)
Classificação Percentual (%), em peso

AWS C Mn Si P S Cu Cr Ni Mo Al

R 45 0,08 0,50 0,10 0,035 0,040 0,30 0,20 0,30 0,20 0,02
0,90 0,10
R 60 0,15 a a 0,035 0,035 0,30 0,20 0,30 0,20 0,02
1,40 0,35
0,90 0,10
R 65 0,15 a a 0,035 0,035 0,30 0,40 0,30 0,20 0,02
1,60 0,70
0,18 0,70 0,20 0,40 0,40 0,15
R 100 a a a 0,025 0,025 0,15 a a a 0,02
0,23 0,90 0,35 0,60 0,70 0,25
R XXX-G NR NR NR NR NR NR NR NR NR NR

29
CONSUMÍVEIS
3.5 - CLASSIFICAÇÃO DOS ELETRODOS DE AÇO INOXIDÁVEL PARA A SOLDAGEM
MANUAL A ARCO COM ELETRODO REVESTIDO DE ACORDO COM A
ESPECIFICAÇÃO AWS A5.4-92

3.5.1 - Critério de Classificação

Os eletrodos revestidos são classificados tendo como base:


a) Composição química de metal de solda não diluído (Ver Tabela 4.18);
b) Tipo de corrente e posição de soldagem.

3.5.2 - Sistema de Classificação

A classificação de um eletrodo genérico, tem a seguinte forma:

E X X X X X-X X
---- ------------------------------------ ---- ----
1 2 3 4
Onde:
Dígito 1 – A letra E designa um eletrodo;
Dígito 2 – Este dígito pode ser formado ou só por algarismos, ou uma composição entre
algarismos e letras, e se refere à composição química do metal de solda não diluído (ver
Tabela 4.18). Os algarismos iniciais referem-se à composição química definida de acordo
com a classificação (designação) AISI [American Iron and Steel Institute].

Exemplos:
- E-308: metal de solda com composição nominal de 19%Cr e 10%Ni para a soldagem dos
aços de composição similar tal como 301, 302, 304 e 305 da classificação AISI.
- E-309L: metal de solda com composição nominal de 23,5%Cr e 13%Ni, mas que tem
restrições com respeito ao conteúdo de carbono, não podendo exceder 0,04%C. Por isto, a
denominação 309 vai acompanhada da letra “L”, inicial de LOW, do inglês “baixo”
significando baixo carbono.

30
TABELA 4.18

31
CONSUMÍVEIS
Dígito 3 - Este dígito refere-se às posições em que o eletrodo pode ser empregado com
resultados satisfatórios.
- EXXX-1X: o algarismo 1 (um) indica que o eletrodo pode ser usado em todas as posições,
porém na prática, os eletrodos apresentam desempenho satisfatório para soldagem em todas as
posições apenas para os diâmetros até 4 mm. Para diâmetros superiores a 4 mm, o
desempenho só é satisfatório nas posições horizontal (apenas para solda em ângulo) e plana.
- EXXX-2X: o algarismo 2 (dois) indica que o desempenho do eletrodo só é satisfatório na posição
horizontal (apenas para solda em ângulo) e na posição plana.

Dígito 4 - Este dígito refere-se ao tipo de corrente em que o eletrodo deve ser utilizado, e em
combinação com o anterior indica os tipos e/ou características do revestimento.
- EXXX-15: este eletrodo deve ser utilizado em corrente contínua e ligado ao pólo positivo (CC+),
ou seja, polaridade inversa. Os elementos químicos da composição destes eletrodos estão
totalmente incorporados na alma e o revestimento está constituído por elementos calcários,
similar ao E-7015 da especificação AWS A5.1.91.
- EXXX-16: este eletrodo pode ser utilizado em corrente alternada (CA) ou em corrente contínua
com polaridade inversa (CC+). Iguais aos anteriores, estes eletrodos têm elementos químicos
totalmente integrados a alma e o revestimento está constituído por dióxido de titânio (TiO2) e
silicato de potássio (K), similar ao E6013 da especificação AWS A5.1-91.
- EXXX-17: o revestimento destes eletrodos é uma modificação do EXXX-16, onde parte do
dióxido de titânio é substituído por sílica (SiO2), similar ao E-6019 da especificação AWS A5.1-
91. Operam com corrente alternada (CA) e contínua (CC+) e embora sejam recomendados para
uso em todas as posições, os eletrodos de diâmetros maiores de 4,8 mm não são
recomendados para as posições vertical e sobre-cabeça.
- EXXX-25: as características operacionais e o tipo de revestimento deste eletrodo é similar a
designação 15, só que a alma está constituída por um arame de aço doce e os elementos de
liga se encontram no revestimento. Por este motivo, usa-se intensidades de corrente maiores,
quando comparados com o EXXX-15. Os eletrodos EXXX-25 são recomendados somente para
serem usados nas posições plana (topo e ângulo) e horizontal (solda de ângulo).
- EXXX-26: tanto o tipo de revestimento como as características operativas destes eletrodos são
similares ao eletrodo EXXX-16, só que, como no caso anterior, a alma está constituída por um
aço doce e os elementos de liga estão no revestimento. Por este motivo, usa-se intensidades de
corrente maiores, quando comparados com o EXXX-16. Os eletrodos EXXX-26 são
recomendados para serem usados nas posições plana (topo e ângulo) e horizontal (solda de
ângulo).
NOTA: Os eletrodos EXXX-25 e EXXX-26 também são denominados “Eletrodos Sintéticos”.

32
CONSUMÍVEIS
3.6 - CLASSIFICAÇÃO DOS ELETRODOS NUS (ARAMES) E VARETA DE AÇO
INOXIDÁVEL PARA SOLDAGEM DE AÇO INOXIDÁVEL DE ACORDO COM A
ESPECIFICAÇÃO AWS A5.9-93

Esta especificação apresentam as exigências para a classificação dos seguintes consumíveis


de aço inoxidável: eletrodo nu (arame), vareta, fita e metal cored (tipo de arame tubular que
possui núcleo metálico).

3.6.1 - Critérios de Classificação

Os consumíveis do tipo arame, vareta e fita enquadrados nesta especificação são


classificados tendo como base a composição química do próprio consumível.
Para o consumível "metal cored", este é classificado tendo como base a composição química
do metal depositado.

3.6.2 - SISTEMA DE CLASSIFICAÇÃO

A classificação de um eletrodo/vareta genérica tem a seguinte forma:

E R X X X X X
---- ---- ------------------------------------
1 2 3

Onde:

Dígito 1 - A letra E designa um eletrodo;

Dígito 2 - A letra R designa uma vareta;.19.

33
CONSUMÍVEIS
Dígitos 1 + 2 - As letras ER, quando utilizadas juntas, referem-se ao consumível
que pode ser fornecido ou sob a forma contínua (exemplo: arame
[eletrodo nu], fita, metal cored) ou sob a forma de vareta.

São os seguintes processos de soldagem que se utilizam destes consumíveis:


GTAW, GMAW e, SAW.

NOTA:

Quando o consumível a ser utilizado for do tipo "metal cored", a letra


"R" deverá ser substituída pela letra "C": EC.

Quando o consumível a ser utilizado for do tipo "fita", a letra "R"


deverá ser substituída pela letra "Q": EQ.

Dígito 3 – Este dígito pode ser formado ou só por algarismos, ou uma


composição entre algarismos e letras, e se refere à composição
química do consumível de soldagem (caso dos arames, varetas e
fitas) ou se refere à composição química do metal de solda não
diluído (caso do “metal cored”). Os algarismos iniciais referem-se à
composição química definida de acordo com a classificação
(designação) AISI [American Iron and Steel Institute]. Ver Tabela
4.19.

Exemplos:

ER308 - Composição química conforme Tabela 4.19.

ER308L - Mesma composição química do ER308, mas com menor teor de


carbono.

ER308MoL - Mesma composição química do ER308L, mas com teor de


molibdênio de 2 a 3%.

34
TABELA 4.19

35
CONSUMÍVEIS

3.7 - CLASSIFICAÇÃO DOS ELETRODOS DE AÇO CARBONO E FLUXOS


PARA SOLDAGEM A ARCO SUBMERSO DE ACORDO COM A
ESPECIFICAÇÃO AWS A5.17-97

3.7.1 - Critério de Classificação:

Os arames e fluxos cobertos por esta especificação são classificados tendo como
base:

1. Propriedades mecânicas do metal de solda, usando o fluxo em combinação


com qualquer um dos eletrodos classificados nesta especificação.
2. Condição do tratamento térmico no qual as propriedades mecânicas são
obtidas.
3. Composição química do eletrodo, para o caso de arames sólidos, ou do metal
de solda (utilizando um determinado fluxo) para os eletrodos compósitos
(exemplo: arame tubular).

Nota: Importante salientar que, quando um fluxo é fabricado, ele não tem, a
princípio, uma classificação AWS. Quando este fluxo é utilizado com um
determinado arame, este fluxo terá uma classificação AWS de acordo com os
resultados alcançados nesta combinação (fluxo – arame). Combinando este fluxo
em questão com um novo arame (outra classificação AWS), uma nova
classificação AWS para este fluxo será designada, visto que este segundo arame
usado possuía diferente composição química daquele primeiro arame.

36
CONSUMÍVEIS
3.7.2 - Sistema de Classificação

A classificação de uma combinação genérica de um fluxo com um arame tem a seguinte


forma:

F S X X X - E X X X K
---- ---- ---- ---- ---- --- ---- ------------- ----
1 2 3 4 5 6 7 8 9
Onde:
Dígito 1 - A letra F designa um fluxo;
Dígito 2 - A letra S indica se o fluxo em uso foi produzido pela trituração de uma
escória previamente fabricada ou produzido por uma mistura formada por
uma parte triturada e uma parte “virgem”. A omissão da letra S significa
que o fluxo em questão é do tipo “virgem”.
Dígito 3 - Este dígito refere-se ao limite de resistência à tração mínimo do metal
depositado proveniente de uma combinação entre fluxo e arame.

Exemplos:
FX6X - EXXX -Faixa do limite de resistência à tração entre 60.000 e 80.000 psi (430 e
560 MPa), onde o algarismo 6 indicado tem relação com o limite mínimo
da faixa.
FX7X - EXXX -Faixa do limite de resistência à tração entre 70.000 e 95.000 psi (480 e
660 MPa), onde o algarismo 7 indicado tem relação com o limite mínimo
da faixa.
Dígito 4 - Designa a condição de tratamento térmico na qual os testes foram
conduzidos: “A” refere-se à condição “Como Soldado” e “P” ao tratamento
térmico após soldagem. O tempo e a temperatura deste tratamento
térmico estão contemplados no corpo da especificação A5.17.
Dígito 5 - Este dígito refere-se à maior temperatura em que se efetuou o ensaio de
impacto (charpy com entalhe em V), obtendo-se valores de no mínimo 27J
para o metal de solda.

37
CONSUMÍVEIS
Exemplos:

- FXXXZ - EXXX - A letra Z refere-se a ensaio de impacto não requerido;

- FXXX0 - EXXX - O algarismo 0 (zero) refere-se à temperatura mínima de 0ºC


para o ensaio;
- FXXX2 - EXXX - O algarismo 2 refere-se à temperatura mínima de -20ºC para
o ensaio;
- FXXX3 - EXXX - O algarismo 3 refere-se à temperatura mínima de -30ºC para
o ensaio;
- FXXX4 - EXXX - O algarismo 4 refere-se à temperatura mínima de -40ºC para
o ensaio;
- FXXX5 - EXXX - O algarismo 5 refere-se à temperatura mínima de -50ºC para
o ensaio;
- FXXX6 - EXXX - O algarismo 6 refere-se à temperatura mínima de -60ºC para
o ensaio.

Dígito 6 - A letra E designa um eletrodo, e as letras EC indicam eletrodo


composto (similar ao arame tubular). A omissão da letra “C” indica
que o consumível em questão é um arame sólido.

Dígito 7 - As letras L, M e H, que podem aparecer neste campo, referem-se a:

L (low) -Eletrodo com baixo teor de manganês (faixa: 0,25% -


0,60%);
M (medium) -Eletrodo com médio teor de manganês (faixa: 0,80% -
1,40%);
H (high) -Eletrodo com alto teor de manganês (faixa: 1,30% -
2,20%).

Dígito 8 - Este dígito, representado por 1 ou 2 algarismos, refere-se ao teor


de carbono do eletrodo conforme Tabela 4.20;

Dígito 9 - A letra K indica que o eletrodo foi fabricado com aço acalmado ao
silício.

38
CONSUMÍVEIS

3.7.3 - Eletrodos

A especificação prevê 12 tipos de eletrodos agrupados em 3 classes como mostrado


na Tabela 4.20.

Tabela 4.20 -Composição química dos eletrodos para soldagem a arco submerso de
classificação AWS A 5.17-97

CLASSIFICAÇÃO COMPOSIÇÃO QUÍMICA - PERCENTUAL EM PESO (a) (b)


AWS Carbono Manganês Silício Enxofre Fósforo Cobre
(c)

EL8 0,10 0,25 a 0,60 0,07 0,030 0,030 0,35


EL8K 0,10 0,25 a 0,60 0,10 a 0,25 0,030 0,030 0,35
EL12 0,04 a 0,14 0,25 a 0,60 0,10 0,030 0,030 0,35

EM11K 0,07 a 0,15 1,00 a 1,50 0,65 a 0,85 0,030 0,025 0,35
EM12 0,06 a 0,15 0,80 a 1,25 0,10 0,030 0,030 0,35
EM12K 0,05 a 0,15 0,80 a 1,25 0,10 a 0,35 0,030 0,030 0,35
EM13K 0,06 a 0,16 0,90 a 1,40 0,35 a 0,75 0,030 0,030 0,35
EM14K (d) 0,06 a 0,19 0,90 a 1,40 0,35 a 0,75 0,025 0,025 0,35
EM15K 0,10 a 0,20 0,80 a 1,25 0,10 a 0,35 0,030 0,030 0,35

EH11K 0,06 a 0,15 1,40 a 1,85 0,80 a 1,15 0,030 0,030 0,35
EH12K 0,06 a 0,15 1,50 a 2,00 0,25 a 0,65 0,025 0,025 0,35
EH14 0,10 a 0,20 1,70 a 2,20 0,10 0,030 0,030 0,35

(e)
EC1 0,15 1,80 0,90 0,035 0,035 0,35

39
CONSUMÍVEIS
3.8 - CLASSIFICAÇÃO DOS METAIS DE ADIÇÃO DE AÇOS AO CARBONO PARA A
SOLDAGEM POR ARCO COM GÁS DE PROTEÇÃO DE ACORDO COM A
ESPECIFICAÇÃO AWS 5.18-2001

3.8.1 - Critério de Classificação

Os metais de adição desta especificação do tipo arame sólido e vareta são classificados
com base na composição química dos próprios consumíveis e nas propriedades mecânicas
do metal de solda, na condição “como soldado”.
Os metais de adição desta especificação do tipo metal cored (similar ao arame tubular,
porém com seu núcleo formado por material totalmente metálico) são classificados com
base na composição química e nas propriedades mecânicas do metal de solda, na condição
“como soldado”.

3.8.2 - Sistema de Classificação

A classificação genérica de um arame sólido ou vareta para soldagem a arco com gás de
proteção de aços ao carbono tem a seguinte forma:

E R X X S -X
------------- ------------ ----- -----
1 2 3 4
Onde:
Dígito 1 - As letras ER, quando utilizadas juntas, referem-se ao consumível na forma de
eletrodo, vareta ou arame, aplicável em processos de soldagem GMAW (MIG /
MAG), GTAW e PAW (Plasma);

Dígito 2 - Estes dígitos indicam o limite de resistência à tração do metal depositado,


em Ksi (1 Ksi = 1.000 psi). Exemplo: ER70S-X = 70.000 Lbs/pol2 = 500 MPa

Dígito 3 - A letra S designa vareta ou arame sólido;

Dígito 4 - Este sufixo indica a composição química do arame ou vareta.

40
CONSUMÍVEIS

A classificação genérica relativa ao consumível do tipo “metal cored” (similar ao


arame tubular) para soldagem a arco com gás de proteção de aços ao carbono
tem a seguinte forma:

E X X C -X X
---- ------------- ----- ---- -----
1 2 3 4 5

Onde:

Dígito 1 - A letra E designa um eletrodo;

Dígito 2 - Estes dígitos indicam o limite de resistência à tração do metal


depositado, em Ksi (1 Ksi = 1000 psi). Exemplo: ER70S-X=70.000
Lbs/pol2 = 500 MPa;

Dígito 3 - A letra C designa um consumível composto do tipo “metal cored”;

Dígito 4 - Este dígito indica a composição química do metal de solda.

Dígito 5 - Este dígito pode apresentar a letra “C” que representa o gás CO2
(100%) e a letra “M” representa uma mistura gasosa do tipo 75 ~
80% Argônio com balanço com CO2.

A Tabela 4.21 mostra a composição química do arame sólido e da vareta


(ERXXS-S), como também a do metal de solda (EXXC-X). A Tabela 4.22
apresenta as propriedades mecânicas do metal de solda da especificação AWS A
5.18-2001

41
TABELA 4.21

42
TABELA 4.22

43
CONSUMÍVEIS
3.9 - CLASSIFICAÇÃO DOS ELETRODOS DE AÇO AO CARBONO PARA SOLDAGEM
A ARCO COM ARAME TUBULAR DE ACORDO COM A ESPECIFICAÇÃO AWS
A5.20-95

3.9.1 - Critério de Classificação

Os eletrodos tubulares para soldagem a arco de aço-carbono estão classificados com base
nos seguintes fatores:
a) Propriedades mecânicas do metal de solda, na condição de “como soldado”;
b) Posição de soldagem;
c) Uso ou não de uma proteção externa;
d) A adequabilidade para aplicações de um único passe, ou em passes múltiplos;
e) Tipo de corrente.

3.9.2 - Sistema de Classificação

A classificação genérica de um eletrodo tubular para soldagem de aços carbono tem a


seguinte forma:

E X X T -X X M
----- ----- ----- ----- ------------- ------
1 2 3 4 5 6
Onde:
Dígito 1 - A letra E designa um eletrodo;
Dígito 2 - Este dígito indica o limite de resistência à tração mínimo do metal
depositado 10 ksi (1 ksi = 1.000 psi) nas condições de como soldado, ver
Tabela 4.23
Tabela 4.23- Exemplo do significado do 1o e 2o dígito (consumíveis de espec. AWS A5.20-95)

CLASSIFICAÇÃO LIMITE DE RESISTÊNCIA À TRAÇÃO MÍNIMO


AWS Lb/pol2 (psi) MPa

E6XT-X 60.000 415


E7XT-X 70.000 480

44
CONSUMÍVEIS
Dígito 3 -Este dígito indica a posição de soldagem para o qual o eletrodo é recomendado;

0 - Posição plana e horizontal (solda em ângulo)


1 - Todas as posições

Dígito 4 -Indica um eletrodo tubular com núcleo fluxado;

Dígito 5 -Indica a utilização e a característica de desempenho, ver Tabela 4.24.

Tabela 4.24 - Significado do 5o dígito na especificação AWS A5.20-95

CLASSIFICAÇÃO TÉCNICA, PROTEÇÃO E POLARIDADE


AWS Técnica Operativa Proteção Externa Corrente / Polaridade

E XX T-1 Passes simples ou múltiplos CO2 c.c. / inversa


E XX T-1M Passes simples ou múltiplos 75~80%Ar /bal. c.c. / inversa
E XX T-2 Passe simples CO2 c.c. / inversa
E XX T-3 Passe simples Nenhuma c.c. / inversa
E XX T-4 Passes simples ou múltiplos Nenhuma c.c. / inversa
E XX T-5 Passes simples ou múltiplos CO2 c.c. / inv. ou direta
E XX T-6 Passes simples ou múltiplos Nenhuma c.c. / inversa
E XX T-7 Passes simples ou múltiplos Nenhuma c.c. / direta
E XX T-8 Passes simples ou múltiplos Nenhuma c.c. / direta
E XX T-9 Passes simples ou múltiplos CO2 c.c. / inversa
E XX T-10 Passe simples Nenhuma c.c. / direta
E XX T-11 Passes simples ou múltiplos Nenhuma *(A)
E XX T-G Passes simples ou múltiplos *(A) *(A)
E XX T-GS Passe simples *(A)

NOTA: Os requisitos de proteção gasosa, corrente e polaridade podem ser estabelecidos, em


acordo entre o comprador e o fornecedor ou fabricante.

Dígito 6 -Indica se o arame tubular foi homologado com uma mistura gasosa do tipo 75 ~
80% Argônio / balanço CO2.

45
CONSUMÍVEIS
3.10 - CLASSIFICAÇÃO DOS ELETRODOS DE AÇO INOXIDÁVEL PARA A
SOLDAGEM A ARCO COM ARAME TUBULAR E VARETAS COM NÚCLEO
FLUXADO DE AÇO INOXIDÁVEL PARA SOLDAGEM GTAW (TIG) DE ACORDO
COM A ESPECIFICAÇÃO AWS A5.22-95

3.10.1 - Critério de Classificação

Os arames tubulares e varetas de núcleo fluxado para soldagem de aços resistentes à


corrosão, ao cromo e ao cromo-níquel estão classificados com base nos seguintes
fatores:
a) Composição química do metal de solda,
b) Posição de soldagem;
c) Meio de proteção empregado durante a soldagem,e
d) Tipo de corrente utilizada.

3.10.2 - Sistema de Classificação

A classificação genérica de um eletrodo tubular para soldagem de aço cromo e aço


cromo-níquel tem a seguinte forma:

E X X X X X T X -X
----- ------------------------------------ ----- ----- -----
1 2 3 4 5
Onde:
Dígito 1 - A letra E designa um eletrodo;

Dígito 2 – Este dígito pode ser formado ou só por algarismos, ou uma composição
entre algarismos e letras, e se refere à composição química do
consumível de soldagem (caso dos arames, varetas e fitas) ou se refere à
composição química do metal de solda não diluído (caso do “metal cored”).
Os algarismos iniciais referem-se à composição química definida de
acordo com a classificação (designação) AISI [American Iron and Steel
Institute].

46
CONSUMÍVEIS

Dígito 3 Indica se tratar de um eletrodo tubular com núcleo fluxado;

Dígito 4 - Refere-se a posição de soldagem:

0 - Posição plana e horizontal (solda em ângulo)


1 - Todas as posições.

Dígito 5 - Indica o meio de proteção, a corrente e polaridade empregadas


durante a
soldagem e o processo de soldagem. Os meios de proteção cobertos
por
esta especificação incluem:

Classificação
Meio de Proteção Corrente Processo
AWS
EXXXTX-1 CO2 CC+ FCAW
EXXXTX-3 Sem proteção externa CC+ FCAW
EXXXTX-4 75 a 80% Ar + CO2 CC+ FCAW
RXXXTX-5 100% Ar CC - GTAW
Não
EXXXTX-G Não especificada FCAW
especificada
Não
RXXXT1-G Não especificada GTAW
especificada

47
CONSUMÍVEIS
3.11 - CLASSIFICAÇÃO DOS ELETRODOS DE AÇO BAIXA LIGA PARA
SOLDAGEM A ARCO COM ARAME TUBULAR DE ACORDO COM A
ESPECIFICAÇÃO AWS A5.29-98

3.11.1 - Critério de Classificação

Os eletrodos tubulares para a soldagem a arco de aços baixa liga são


classificados com base nos seguintes fatores:

a) Propriedades mecânicas do metal de solda;


b) Posição de soldagem;
c) Uso de gás para proteção externa;
d) Tipo de corrente;
e) Composição química do metal de solda depositado.

3.11.2 - Sistema de Classificação

A classificação genérica de um eletrodo tubular para soldagem de aços baixa liga


tem a seguinte forma:

E X X X T X -X M
----- ------------- ----- ---- ---- ----- -----
1 2 3 4 5 6 7
Onde:

Dígito 1 - A letra E designa um eletrodo;

Dígito 2 - Este dígito pode ser representado com um ou dois algarismos e se


refere a faixa de valores de resistência à tração do metal de solda em 10 ksi (1 ksi
= 1000 psi) nas condições como soldado, ver Tabela 4.25.

48
CONSUMÍVEIS

Tabela 4.25 - Significados do 2o dígito para consumíveis de especificação AWS A5.29-98

Classificação FAIXA DA RESISTÊNCIA À TRAÇÃO


AWS Lb/pol2 MPa
E 6XTX-X 60.000 a 80.000 410 a 550
E 7XTX-X 70.000 a 90.000 480 a 620
E 8XTX-X 80.000 a 100.000 550 a 690
E 9XTX-X 90.000 a 110.000 620 a 760
E 10XTX-X 100.000 a 120.000 690 a 830
E 11XTX-X 110.000 a 130.000 760 a 900
E 12XTX-X 120.000 a 140.000 830 a 970
(a)
E XXXTX-X * *(a)

NOTA: Os requisitos de resistência à tração deste eletrodo será estabelecido em


acordo entre o comprador e o fornecedor ou fabricante.

Dígito 3 - Este dígito indica a posição de soldagem para o qual o eletrodo é


Recomendado.

0 - Posição plana e horizontal


1 - Todas as posições

Dígito 4 - Indica se tratar de um arame tubular com núcleo fluxado;

Dígito 5 - Indica a utilização e o desempenho do consumível, ver Tabela 4.26.

49
CONSUMÍVEIS

Tabela 4.26 - Significado do 5o dígito para consumíveis enquadrados na especificação


AWS A5.29-86

Classificação AWS Técnica Operativa Proteção Externa Corrente /


Polaridade

E XXT1-X Passe simples ou múltiplos CO2 c.c. / inversa


E XXT1-XM Passe simples ou múltiplos 75~80%Ar+ CO2 c.c. / inversa
E XXT4-X Passe simples ou múltiplos não c.c. / inversa
E XXT5-X Passe simples ou múltiplos CO2 c.c. / inversa
E XXT8-X Passe simples ou múltiplos não c.c. / direta
E XXTX-G Passe simples ou múltiplos N.E. N.E.

Dígito 6 - Este dígito designa a composição química do metal depositado

NOTA: As composições químicas específicas nem sempre são identificadas na


especificação, com as propriedades mecânicas específicas. A especificação exige
que o fornecedor inclua as propriedades mecânicas para um eletrodo particular,
na classificação desse eletrodo. Assim, por exemplo, uma designação de um
eletrodo como E80T5-Ni3, EXXT5, não é uma classificação completa.

Dígito 7 - Indica se o arame tubular foi homologado com uma mistura gasosa do tipo 75
~ 80% Argônio / balanço CO2.

50
CONSUMÍVEIS

4 - AGRUPAMENTO DOS MATERIAIS DE ADIÇÃO (ELETRODOS, ARAMES,


FLUXOS, ETC)

O código ASME (American Society of Mechanical Engineers [Sociedade


Americana de Engenheiros Mecânicos]) Seção II Parte C utiliza o mesmo sistema
de especificações e classificações da AWS (American Welding Society [Sociedade
Americana de Soldagem]), como por exemplo:

ASME AWS

Especificação: SFA-5.1 = A 5.1


Classificação: E 7018 = E 7018

Utilizando as especificações AWS, o código ASME agrupa os metais de adição e


os designa com um número denominado F Number. Esta designação ordena os
metais de adição em função da dificuldade que oferecem aos soldadores e
operadores de soldagem, quanto à execução de soldas isentas de defeitos. Ver
Tabela 4.27. Os F Numbers listados nessa tabela são relativos apenas aos
consumíveis utilizados na soldagem de aços ao carbono e inoxidáveis.

51
CONSUMÍVEIS
Tabela 4.27 –F Number de eletrodos, arames, para qualificação de Soldadores e
Operadores

F ESPECIFICAÇÃO CLASSIFICAÇÃO AWS OBS


NUMBER AWS
SFA-5.1 EXX20/22/24/27/28 Eletrodos de diversos revestimentos que
1 trabalham em posição plana e horizontal
SFA-5.4 EXXX(X)-25/26 Eletrodo para aço inoxidável.
SFA-5.5 EXX20-X/27-X Aços baixa-liga
2 SFA-5.1 EXX12/13/14/19 Eletrodos de revestimento rutílico e rutilo-
ácido
SFA-5.5 E(X)XX13-X Eletrodos de revestimento rutílico
3 SFA-5.1 EXX10/11 Eletrodos de revestimento celulósico
SFA-5.5 E(X)XX10-X/11-X
SFA-5.1 EXXX-15/16/18/18M/48 Eletrodos de revestimento básico (baixo
hidrogênio)
4 SFA-5.4 EXXX(X)-15/16/17 Eletrodos outros sem ser austeníticos e
duplex
SFA-5.5 E(X)XX15-X/16-X/18- Eletrodos de revestimento básico (baixo
X/18M/18M1 hidrogênio)
5 SFA-5.4 EXXX(X)-15/16/17 Eletrodos austeníticos e duplex
SFA-5.2/SFA-5.9/
SFA-5.17/ SFA-5.18
6 SFA-5.20/ SFA-5.22 * *
SFA-5.23/ SFA-5.25
SFA-5.26

NOTA:

* Neste F Number 6, se agrupam todos os outros consumíveis de soldagem, tais


como: arames sólidos e tubulares para soldagem com proteção gasosa ou não,
processos GMAW e FCAW; varetas para soldagem GTAW; arames e fluxos para
soldagem a arco submerso SAW; arames para solda oxi-gás FOW, etc.

Esse agrupamento visa reduzir, sempre que possível, a quantidade das


qualificações de desempenho, o que não significa que os metais de adição, ainda
que pertencendo a um mesmo grupo, possam substituir indiscriminadamente os
metais usados nos testes de qualificação. (Este tema é tratado mais amplamente
no Módulo 11: “Qualificação de Procedimentos e Soldadores”)

52
CONSUMÍVEIS

ELETRODO UTILIZADO NO PROCESSO


ELETRODO REVESTIDO

53
CONSUMÍVEIS

ARAME UTILIZADO NO PROCESSO


OXIACETILENO

54
CONSUMÍVEIS

ARAME UTILIZADO NO PROCESSO MIG/MAG

55
CONSUMÍVEIS
CILINDRO DE GÁS COMBUSTÍVEL

56
CONSUMÍVEIS

ARAME UTILIZADO NO PROCESSO TIG

57
CONSUMÍVEIS

FLUXO PARA ARCO SUBMERSO

58
CONSUMÍVEIS

ARAME UTILIZADO NO PROCESSO ARCO


SUBMERSO

59

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