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Xadrez 2

Trabalho sobre xadrez 2
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1.

UMA INTRODUÇÃO AO XADREZ

Neste trecho falarei de forma breve e resumida as regras básicas do xadrez e


seu significado na opinião de alguns Grandes Mestres, também explicarei as regras
para aqueles que não as conhecem, sem me apegar a movimentos especiais e
estratégias. Na opinião do Grande Mestre, ex campeão mundial José Raul
Capablanca (1942), o xadrez é mais que um jogo, é uma diversão intelectual no
qual se mistura arte e muita ciência, ele aproxima as pessoas tanto de forma social
quanto intelectual, uma diversão agradável por muitas horas nas quais se pode
relaxar e esquecer momentaneamente as preocupações da vida. Já para o Grande
Mestre Bet Larsen (Larsen, 2005, p. 219) “ O xadrez é como uma linda amante à
qual voltamos uma e outra vez, sem que nos importe as muitas vezes em que nos
reache”. Indo para um lado mais técnico, Santos (2017) nos diz que, xadrez é um
jogo de estratégia, jogado em um tabuleiro quadrado com 64 quadrados menores,
brancos e pretos alternadamente. No xadrez cada jogador tem 16 peças, 8 peões
na frente e torres, cavalos, bispos, rei e rainha atrás.

Cada peça se move de um jeito único sendo:

Peão: Anda uma casa por vez em linha reta e toma peças na diagonal, nunca anda
para trás e se chegar na última casa(oitava fileira) se torna qualquer peça exceto
peão e rei.

Cavalo: Se movimenta em “L” andando duas casas em linha reta na vertical ou


horizontal e uma terceira para direita ou esquerda, o cavalo é o único que pode
saltar peças no seu caminho.

Bispo: Anda quantas casas quiser na diagonal, ou seja sempre fica nas casas da
mesma cor.

Torre: Anda na vertical ou horizontal quantas casas quiser.

Dama: Anda quantas casas quiser para todas as direções como se fosse uma fusão
entre o bispo e a torre.
Rei: Também anda na para todos os lados, mas só pode andar uma casa por vez.
Para vencer no xadrez deve-se atacar o rei inimigo de forma que o mesmo
não possa escapar ou ser defendido resultando no que chamamos de xeque-mate.
Quando o rei só está ameaçado, mas consegue escapar ou ser defendido é
chamado apenas de xeque.

1.1 ORIGENS DO XADREZ

De acordo com Biava, Pigosso e Azambuja (2019) o xadrez e toda sua


história são incertos. Há várias ideias sobre o local de origem, há quem acredite que
foi no Egito ou China, mas o lugar mais acreditado é a Índia, por volta do século VII.
Segundo a lenda indiana a criação do xadrez acontece por causa da morte do filho
do rajá em uma batalha, após a morte do filho o rajá entrou em depressão e era
questão de tempo até que o reino caísse. Vendo isso um brâmane foi até o rajá e
levou a ele um tabuleiro que continha 64 quadrados, pretos e brancos,e peças que
representavam o exército: infantaria, cavalaria, carros de combate, condutores de
elefante, vizir e rajá. Isso tirou a depressão do rajá e ele voltou a governar seu reino.

O jogo chegou a Pérsia por volta de 625 e foi nomeado de Chatrang, depois
que os árabes dominaram a Pérsia o jogo mudou de nome para shatranj e era
considerado um jogo de guerra. O jogo chegou na Europa Ocidental entre os
séculos VIII e X pelos mouros, onde recebeu o design cristão como conhecemos
hoje, a torre, o rei, a dama, o bispo,etc. No jogo Persa/arabe as peças tinham
nomes diferentes, o rei era chamado de shah, a dama de firzan, o bispo (Que era
representado por um elefante) de alfiles, a torre de rukhkh, o peão de baidhaq e o
cavalo de faros. As regras do xadrez árabe eram bem diferentes tendo que o firzan
andava apenas uma casa na diagonal, os alfiles saltavam duas casas na diagonal,
mesmo que houvesse alguma peça no caminho e algumas outras regras diferentes.
Por volta de 1475, as regras do xadrez começaram a ser alteradas,dando origem ao
xadrez moderno na Europa Ocidental.

Complementando essa história, Castro (1994) nos diz que, a partir da


segunda metade do século XVI, o xadrez teve um grande desenvolvimento, tendo
os melhores jogadores sendo até mesmo patrocinados pelos reis. Nesse mesmo
século começaram os torneios, sendo o mais antigo que se tem registros
acontecendo em 1575 na Espanha em um embate entre espanhóis e italianos onde
venceu o italiano Giovanni Leonardo.

O xadrez não foi ignorado pelo igualitarismo iluminista. Em 1749 um


compositor de música e jogador de xadrez francês chamado Philidor (1726-1795)
publicou um livro chamado L’analyse des échecs que fez um enorme sucesso. É a
primeira vez que um livro explica a estratégia de todas as fases do xadrez e afirma a
importância da formação dos peões, que antes eram considerados a peça mais
irrelevante do jogo, por ter o menor poder ofensivo. Mas no iluminismo os peões
foram valorizados por Philidor em sua famosa frase “eles são a alma do xadrez”. A
partir desse momento a teoria sobre o xadrez começou a ser desenvolvida de forma
contínua. Fundaram várias escolas onde cada uma defendia um método específico
para conduzir a partida, como por exemplo a “Escola Modenense” que era contra as
ideias de Philidor e afirmavam que o mais importante era o ataque rápido e direto ao
rei inimigo. Em contrapartida no final do século XIX, Wilhelm Steinitz (1836-1900)
criticou o xadrez de estilo “romântico”, que defendia o ataque rápido a todo custo, e
mostrou a importância da defesa e de acumular pequenas vantagens ao longo do
jogo.

Esses são apenas alguns exemplos da variedade de estilos e opiniões sobre


o xadrez naquela época, que foram se alterando com o passar dos anos como
veremos a seguir.

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