Laudo Pericial em Ação Trabalhista 2023
Laudo Pericial em Ação Trabalhista 2023
: 1
Poder Judiciário
Justiça do Trabalho
Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região
Partes:
RECLAMANTE: ADEILSON FELIX DE MENDONCA
ADVOGADO: CARLA GUIMARAES MACARINI
RECLAMADO: UNIAO QUIMICA FARMACEUTICA NACIONAL S A
Solicita-se que seja considerada a atualização monetária pelo índice INPC, fundamentada
na OJ Nº 198 da SDI-TST, desde a data da entrega do Laudo Pericial, adicionada dos juros de mora
de 1%, desde a data da prolação da sentença, calculados sobre o valor corrigido monetariamente.
Este Perito aproveita a oportunidade para informar seus dados bancários para depósito
dos honorários periciais: BANCO ITAÚ (341), AGÊNCIA 7011, CONTA CORRENTE: 15630-9.
Nestes termos,
Pede-se deferimento.
____________________
MARCUS RIOS DIAS
Eng.º Civil e Eng.º de Segurança do Trabalho
CREA 9940/D – DF
(61) 98291.1118
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SUMÁRIO
LAUDO PERICIAL ............................................................................................................................. 2
I. INTRODUÇÃO ................................................................................................................................ 2
II. OBJETIVO E LEGISLAÇÃO ATINENTE .................................................................................... 2
III. CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES ........................................................................................ 2
IV. DESCRIÇÃO DOS AMBIENTES DE TRABALHO.................................................................... 3
V. DAS FUNÇÕES DO RECLAMANTE ........................................................................................... 4
VI. DOS POSSÍVEIS RISCOS OCUPACIONAIS ........................................................................... 11
VI.I. RISCOS FÍSICOS ..................................................................................................................... 13
VI.II. RISCOS QUÍMICOS ............................................................................................................... 13
VI.III. RISCOS BIOLÓGICOS ......................................................................................................... 13
VI.IV. RISCOS ERGONÔMICOS .................................................................................................... 13
VI.V. RISCOS DE ACIDENTES ....................................................................................................... 13
VII. DAS AVALIAÇÕES QUALITATIVAS E QUANTITATIVAS .................................................. 13
VII.I. AVALIAÇÃO DO AGENTE FÍSICO - RUÍDO ...................................................................... 13
VII.I.I. Metodologia e Estratégia de Amostragem ............................................................................. 13
VII.I.II. Resultado das avaliações quantitativas ................................................................................. 14
VII.II. AVALIAÇÃO DO AGENTE FÍSICO - CALOR .................................................................... 15
VII.II.I. Metodologia utilizada nas Avaliações Quantitativas ............................................................ 15
VII.II.II. Avaliação dos Resultados .................................................................................................... 16
VII.III. RISCOS QUÍMICOS ............................................................................................................ 17
VII.IV. RISCOS BIOLÓGICOS ........................................................................................................ 19
VII.V. DO TEMPO DE EXPOSIÇÃO AOS RISCOS ....................................................................... 20
VIII. EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL ............................................................... 22
IX. QUESITOS DO RECLAMANTE ............................................................................................... 22
X. QUESITOS DA RECLAMADA ................................................................................................... 32
XI. CONCLUSÃO ............................................................................................................................. 37
XII. ENCERRAMENTO ................................................................................................................... 38
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LAUDO PERICIAL
I. INTRODUÇÃO
Laudo Pericial executado em função de honrosa nomeação efetuada pela Exma. Sra. Dra.
Juíza da 10ª Vara do Trabalho de Brasília/DF, Dra. RAQUEL GONÇALVES MAYNARDE
OLIVEIRA, no Processo Nº 0001114-37.2023.5.10.0010, tendo como reclamante ADEILSON
FELIX DE MENDONÇA e como reclamada UNIÃO QUÍMICA FARMACÊUTICA NACIONAL
S/A.
Aos 14 de novembro de 2024, data agendada, este Perito compareceu à União Química
localizada no Trecho 01, conj. 11, Lote 6 a 12, Polo de Desenvolvimento JK, Santa Maria,
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A diligência teve início com entrevistas dos profissionais presentes na Perícia, para
avaliação das atividades desempenhadas pelo reclamante durante o seu pacto laboral. Em seguida
foram vistoriados os locais de trabalho para avaliação destes ambientes, condições de trabalho e
identificação de possíveis agentes insalubres com medições quantitativas de ruído e calor.
– Líquidos: soluções orais, suspensões orais, gotas orais, líquidos inalatórios e soluções
de uso tópico;
– Cápsula mole;
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A unidade de Brasília possui uma área total de 201 mil m² e suas instalações ocupam 39
mil m². Os postos de trabalho do reclamante eram no galpão de jardinagem e nos jardins da unidade.
Durante a perícia verificou-se que na época do contrato do reclamante havia um galpão destinado a
serviços de manutenção, incluindo os serviços de jardinagem, manutenção predial, serralheria,
marcenaria. O antigo galpão foi derrubado e atualmente construída novas instalações semelhantes,
porém em dimensões maiores.
O reclamante foi admitido para laborar das segundas às quintas-feiras das 07h30 às 17h30
e às sextas-feiras das 07h30 às 16h30, com 1 hora de intervalo intrajornada.
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O maquinário utilizado para corte e poda de ramos, grama, mato e árvore eram máquina
roçadeira (utilizava no entorno de três vezes por semana), moto podador, motoserra e carrinho de
cortar grama. A roçagem, poda ou corte eram realizadas conforme a necessidade e crescimento das
plantas (mensalmente, ou quinzenalmente em época de chuva). A atividade durava uma semana e
eram designados 3 ou 4 jardineiros da equipe para a tarefa. Máquina roçadeira e carrinho eram
utilizados para corte de grama e poderia ficar em uso ao longo de toda jornada de trabalho para
conclusão da atividade. Motoserra para árvores e troncos grossos, e moto podador para limpeza de
cercas e troncos, eram utilizados por menor tempo durante a jornada de trabalho. Os EPIs utilizados
nas atividades eram: uniforme, bota, perneira, avental, protetor facial, luva vaqueta, protetor auricular
tipo concha.
A aplicação de inseticidas ‘Camp D’, ‘Engeo Pleno S’, ‘Connect’, ‘Tordom Ultra-S’,
‘Round Up’ e ‘Isca formigueiro’ ocorria pontualmente, conforme necessidade. Produtos diluídos em
água, conforme recomendação do fabricante, aplicados com bomba costal nos pontos necessários dos
jardins, atividade feita em revezamento pelos funcionários. Os EPIs utilizados nas atividades eram
luvas, máscara, macacão tyvek.
Também de participou de uma atividade na represa que era executada duas vezes ao ano
que consistiu no esvaziamento do lago e diluição de lodo, na sequência os jardineiros empurraram o
lodo para o ponto onde o caminhão limpa fossa estava realizando a sucção do conteúdo. Em ambas
as atividades utilizou os EPIs: botas, máscara, óculos e macacão CA 28118.
A reclamada cientificou que a limpeza da represa era executada uma vez ao ano, sendo
que a última vez que o lago foi limpo foi no ano de 2020.
Na vistoria o autor alegou executar atividades de ajudante de pedreiro durante três dias
na semana por um período de três meses. Nesses dias o autor preparava a argamassa e levava para os
pedreiros.
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Fotos nº 01 e 02: Vista da reclamada e galpão onde ficam armazenados os equipamentos utilizados para as
atividades de jardinagem.
Fotos nº 03 e 04: Vista do interior do galpão onde são armazenados os equipamentos utilizados na
atividade de jardinagem.
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Fotos nº 09 e 10: Vista de medição pontual de ruído em atividade de corte com máquina roçadeira.
Foto nº 11: Vista de medição pontual de ruído em atividade de corte com máquina roçadeira.
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Fotos nº 12 e 13: Vista do paradigma realizando atividade de corte com moto podador.
Foto nº 16: Vista de medição pontual de ruído em atividade de corte com moto podador.
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Fotos nº 17 e 18: Vista de atividade de carrinho cortador de grama e dosimetria pontual com carrinho
cortador de grama.
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Importante observar que este quadro resumo constante na NR-15 traz os percentuais
(graus de insalubridade) devidos para cada tipo de agente, sendo que os que possuem mais de uma
graduação, apresentam claramente no corpo do Anexo o enquadramento em função do percentual.
Assim sendo, o grau de insalubridade apurado em Perícia Técnica não é discricionário e obedece ao
disposto em Norma.
Este Perito esclarece que a análise pericial não se restringe apenas ao solicitado na peça
de ingresso, trata-se de uma averiguação completa do objeto, para o presente caso, insalubridade,
existindo a necessidade de se verificar o ambiente de trabalho e a quais riscos a parte autora estaria
exposta. Portanto, mesmo que a perícia tenha constatado ser o ambiente insalubre tendo como
fundamento causa de pedir diversa da inicial, não há prejuízo do pedido de adicional de insalubridade.
Assim, suprimir qualquer avaliação tornaria o laudo parcial e por esta razão será analisado
aqui a NR-15 como um todo. Neste sentido, foram encontrados os seguintes riscos ambientais no
ambiente de trabalho do reclamante:
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Foram identificados possíveis riscos físicos na análise das atividades desenvolvidas pelo
reclamante por exposição ao ruído e ao calor.
Não foram objeto desta análise por não terem relação com a caracterização da
insalubridade.
Não foram objeto desta análise por não terem relação com a caracterização da
insalubridade.
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Para medição do ruído foi utilizado o equipamento Dosímetro, fabricante: Criffer modelo
Sonus 2 SN: 032009698, devidamente calibrado (Vide Anexo), regulado no circuito de pesagem “A”
e circuito de tempo lento, calibrado para operar com temperatura de 0 a +50ºC, no intervalo de 0 a
140dB(A). As medições foram efetuadas com o Sr. Cláudio Ferreira dos Santos, jardineiro paradigma,
operando os equipamentos.
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Nas atividades com as máquinas o reclamante utilizava protetor auricular tipo concha CA
15624 com nível de atenuação NRRsf 21db. Com uso do protetor auricular verifica-se exposição a
75,3 dB nas atividades com máquina roçadeira; 66,5 dB nas atividades com máquina moto podador;
e 64,2 dB nas atividades com carrinho cortador de grama. De acordo com o Anexo n.º 01 da NR-15,
a Máxima Exposição Diária Permissível para 8 horas são 85 dB.
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O sensor de bulbo seco mede a temperatura ambiental, o sensor de bulbo úmido avalia a
taxa de evaporação indicando os efeitos da umidade no indivíduo e o globo térmico promove uma
indicação da exposição ao calor do indivíduo devido à luz direta e aos outros objetos radiantes de
calor no ambiente.
A exposição ao calor, em ambientes externos com carga solar, deve ser avaliada através
do “Índice de Bulbo Úmido Termômetro de Globo (IBUTG)”, definido pela equação:
IBUTG = 0,7tbn + 0,1tbs + 0,2 tg: tbn = temperatura de bulbo úmido natural,
tg = temperatura de globo
➢ IBUTGe = 23,8ºC
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“ARSÊNICO
Insalubridade de grau médio
Emprego de produtos parasiticidas, inseticidas e raticidas
à base de compostos de arsênico.
FÓSFORO
Insalubridade de grau médio
Emprego de defensivos organofosforados.
HIDROCARBONETOS E OUTROS COMPOSTOS DE
CARBONO
Insalubridade de grau médio
Emprego de defensivos organoclorados: DDT
(diclorodifeniltricloretano) DDD
(diclorodifenildicloretano), metoxicloro
(dimetoxidifeniltricloretano), BHC (hexacloreto de
benzeno) e seus compostos e isômeros.
Emprego de cresol, naftaleno e derivados tóxicos.”
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R. A equipe de jardinagem era composta por 10 jardineiros que iam executando as tarefas
conforme a designação do líder, distribuídos alternadamente entre as diferentes atividades.
O maquinário utilizado para corte e poda de ramos, grama, mato e árvore eram máquina
roçadeira (utilizava no entorno de três vezes por semana), moto podador, motoserra e carrinho de
cortar grama. A roçagem, poda ou corte eram realizadas conforme a necessidade e crescimento das
plantas (mensalmente, ou quinzenalmente em época de chuva). A atividade durava uma semana e
eram designados 3 ou 4 jardineiros da equipe para a tarefa. Máquina roçadeira e carrinho eram
utilizados para corte de grama e poderia ficar em uso ao longo de toda jornada de trabalho para
conclusão da atividade. Motoserra para árvores e troncos grossos, e moto podador para limpeza de
cercas e troncos, eram utilizados por menor tempo durante a jornada de trabalho. Os EPIs utilizados
nas atividades eram: uniforme, bota, perneira, avental, protetor facial, luva vaqueta, protetor auricular
tipo concha.
A aplicação de inseticidas ‘Camp D’, ‘Engeo Pleno S’, ‘Connect’, ‘Tordom Ultra-S’,
‘Round Up’ e ‘Isca formigueiro’ ocorria pontualmente, conforme necessidade. Produtos diluídos em
água, conforme recomendação do fabricante, aplicados com bomba costal nos pontos necessários dos
jardins, atividade feita em revezamento pelos funcionários. Os EPIs utilizados nas atividades eram
luvas, máscara, macacão tyvek.
Também de participou de uma atividade na represa que era executada duas vezes ao ano
que consistiu no esvaziamento do lago e diluição de lodo, na sequência os jardineiros empurraram o
lodo para o ponto onde o caminhão limpa fossa estava realizando a sucção do conteúdo. Em ambas
as atividades utilizou os EPIs: botas, máscara, óculos e macacão CA 28118.
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A reclamada cientificou que a limpeza da represa era executada uma vez ao ano, sendo
que a última vez que o lago foi limpo foi no ano de 2020.
Na vistoria o autor alegou executar atividades de ajudante de pedreiro durante três dias
na semana por um período de três meses. Nesses dias o autor mexia a massa levava para os pedreiros.
R. Sim.
R. O maquinário utilizado para corte e poda de ramos, grama, mato e árvore eram máquina
roçadeira, moto podador, motoserra e carrinho de cortar grama.
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proteção auricular, pode-se afirmar que o tempo de exposição ao agente físico – ruído configurou
uma situação de natureza habitual.
12. Qual a jornada de trabalho do reclamante? Pode o senhor perito informar qual
o tempo que exercem em cada tipo de atividade executada?
R. O reclamante foi admitido para laborar das segundas às quintas-feiras das 07h30 às
17h30 e às sextas-feiras das 07h30 às 16h30, com 1 hora de intervalo intrajornada.
A equipe de jardinagem era composta por 10 jardineiros que iam executando as tarefas
conforme a designação do líder, distribuídos alternadamente entre as diferentes atividades.
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15. Pode o Senhor perito especificar quais os agentes físicos, químicos e biológicos a
que o reclamante está exposto, e em que grau isso ocorreria, de modo a gerar o direito aos
adicionais?
16. Havia exposição solar? Havia entrega de EPI capaz de elidir o agente?
17. Qual o critério em horas de exposição mensal (ou minutos diários, ou horas
semanais) que o perito judicial determina quando a exposição a agentes insalubres é eventual,
habitual e permanente? E em qual destes tempos de exposição é caracterizado Insalubridade?
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R. Sim.
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Nas atividades com as máquinas o reclamante utilizava protetor auricular tipo concha CA
15624 com nível de atenuação NRRsf 21db. Com uso do protetor auricular verifica-se exposição a
75,3 dB nas atividades com máquina roçadeira; 66,5 dB nas atividades com máquina moto podador;
e 63,9 dB nas atividades com carrinho cortador de grama. De acordo com o Anexo n.º 01 da NR-15,
a Máxima Exposição Diária Permissível para 8 horas são 85 dB.
24. Há EPI eficaz que elimine/neutralize a ação destes agentes insalubres? Quais os
EPIS utilizados pelos reclamantes?
R. Sim, protetor auricular tipo concha CA 15624 com nível de atenuação NRRsf 21db.
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R. Não.
R. Este perito realizou análise dos depoimentos durante a vistoria e não houve
divergência, análise das documentações apresentadas nos autos e análise na Norma Vigente, portanto
conclusão absoluta.
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R. Sim, durante a perícia o reclamante confirmou uso de uniforme, bota, perneira, avental,
protetor facial, luva vaqueta, protetor auricular tipo concha nas atividades de corte e poda e uso de
botas, máscara, óculos e macacão tyvek nas atividades de limpeza de galeria de esgoto da estação de
tratamento de água e de remoção de lodo da represa.
Foi alegado que não tinha lugar adequado para guardar os EPIs e que a maioria dos EPIs
eram de uso coletivo.
30. Diga Sr. Perito se a entrega dos equipamentos de proteção individual elidiu
eventuais agentes insalubres apontados no quesito anterior.
R. Sim.
X. QUESITOS DA RECLAMADA
R. Sim.
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O maquinário utilizado para corte e poda de ramos, grama, mato e árvore eram máquina
roçadeira (utilizava no entorno de três vezes por semana), moto podador, motoserra e carrinho de
cortar grama. A roçagem, poda ou corte eram realizadas conforme a necessidade e crescimento das
plantas (mensalmente, ou quinzenalmente em época de chuva). A atividade durava uma semana e
eram designados 3 ou 4 jardineiros da equipe para a tarefa. Máquina roçadeira e carrinho eram
utilizados para corte de grama e poderia ficar em uso ao longo de toda jornada de trabalho para
conclusão da atividade. Motoserra para árvores e troncos grossos, e moto podador para limpeza de
cercas e troncos, eram utilizados por menor tempo durante a jornada de trabalho. Os EPIs utilizados
nas atividades eram: uniforme, bota, perneira, avental, protetor facial, luva vaqueta, protetor auricular
tipo concha.
A aplicação de inseticidas ‘Camp D’, ‘Engeo Pleno S’, ‘Connect’, ‘Tordom Ultra-S’,
‘Round Up’ e ‘Isca formigueiro’ ocorria pontualmente, conforme necessidade. Produtos diluídos em
água, conforme recomendação do fabricante, aplicados com bomba costal nos pontos necessários dos
jardins, atividade feita em revezamento pelos funcionários. Os EPIs utilizados nas atividades eram
luvas, máscara, macacão tyvek.
Também de participou de uma atividade na represa que era executada duas vezes ao ano
que consistiu no esvaziamento do lago e diluição de lodo, na sequência os jardineiros empurraram o
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lodo para o ponto onde o caminhão limpa fossa estava realizando a sucção do conteúdo. Em ambas
as atividades utilizou os EPIs: botas, máscara, óculos e macacão CA 28118.
A reclamada cientificou que a limpeza da represa era executada uma vez ao ano, sendo
que a última vez que o lago foi limpo foi no ano de 2020.
Na vistoria o autor alegou executar atividades de ajudante de pedreiro durante três dias
na semana por um período de três meses. Nesses dias o autor mexia a massa levava para os pedreiros.
R. Para análise da exposição ao agente físico ruído, foram realizadas medições pontuais
de ruído das máquinas roçadeira, moto podador e carrinho de cortar grama. Foi utilizado o
equipamento Dosímetro, fabricante: Criffer modelo Sonus 2 SN: 032009698, devidamente calibrado
(Vide Anexo), regulado no circuito de pesagem “A” e circuito de tempo lento, calibrado para operar
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Nas atividades com as máquinas o reclamante utilizava protetor auricular tipo concha CA
15624 com nível de atenuação NRRsf 21db. Com uso do protetor auricular verifica-se exposição a
75,3 dB nas atividades com máquina roçadeira; 66,5 dB nas atividades com máquina moto podador;
e 63,9 dB nas atividades com carrinho cortador de grama. De acordo com o Anexo n.º 01 da NR-15,
a Máxima Exposição Diária Permissível para 8 horas são 85 dB.
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interferindo na avaliação do calor. Contudo, este perito conduziu uma inspeção no dia 06 de junho de
2024 no processo trabalhista 0001078-16.2023.5.10.0003, desta mesma reclamada e mesmo local, no
qual o reclamante desempenhava a mesma função que o autor. Com base nesses fatos, este perito
realiza as análises sem causar danos à parte que reclamante.
Para análise da exposição ao agente físico calor proveniente de carga solar, de posse de
um termômetro, fabricante Inlite, modelo Itemp, composto de um termômetro de bulbo úmido natural,
bulbo seco e termômetro de globo este Perito efetuou medições de índice de carga térmica no posto
de trabalho jardim, a céu aberto, com a finalidade de cobrir o ciclo de trabalho da parte autora. As
medições foram efetuadas no horário matutino, com o termômetro colocado exposto à luz solar, fonte
de calor, período em que o posto de trabalho se encontrava com sua maior temperatura, e tiveram
duração de uma hora. O Índice de Bulbo Úmido Termômetro de Globo (IBUTG) medido no jardim
foi de 23,8ºC. A NR-15, Anexo 3 (Limite de Tolerância para exposição ao Calor), antes da alteração
da Portaria SEPRT n.º 1.359, de 09 de dezembro de 2019, traz em seu Quadro n.º 3 que para a
atividade do reclamante, realizada: ‘trabalho moderado: em movimento, trabalho moderado de
levantar ou empurrar’ a taxa metabólica gasta é de 300 W. O Quadro n.º 2 determina que o limite de
exposição ocupacional ao calor para a taxa metabólica de 300 W é de 27,5ºC. Portanto, conclui-se
que o ciclo de trabalho do reclamante é compatível com as condições térmicas do ambiente analisado
e o Limite de Tolerância para exposição ao calor não foi ultrapassado.
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botas, máscara, óculos e macacão tyvek nas atividades de limpeza de galeria de esgoto da estação de
tratamento de água e de remoção de lodo da represa.
R. De acordo com Norma Vigente as atividades do autor não estão respaldadas para a
caracterização do adicional de insalubridade.
XI. CONCLUSÃO
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XII. ENCERRAMENTO
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Número do processo: 0001114-37.2023.5.10.0010
Número do documento: 24120207420153400000044131397