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Laudo Pericial em Ação Trabalhista 2023

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Carlos Henrique
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Fls.

: 1

Poder Judiciário
Justiça do Trabalho
Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região

Ação Trabalhista - Rito Ordinário


0001114-37.2023.5.10.0010

Processo Judicial Eletrônico

Data da Autuação: 24/10/2023


Valor da causa: R$ 201.469,35

Partes:
RECLAMANTE: ADEILSON FELIX DE MENDONCA
ADVOGADO: CARLA GUIMARAES MACARINI
RECLAMADO: UNIAO QUIMICA FARMACEUTICA NACIONAL S A

ADVOGADO: OSMAR MENDES PAIXAO CORTES


ADVOGADO: BEATRIZ MARTINS COSTA
PERITO: MARCUS RIOS DIAS
PERITO: JOSE RODRIGUES DE SOUSA
PAGINA_CAPA_PROCESSO_PJE
Fls.: 2

Marcus Rios Dias


CREA 9040/D-DF

EXCELENTÍSSIMA SRA. DRA. JUÍZA DA 10ª VARA DO TRABALHO DE BRASÍLIA/DF

Marcus Rios Dias, Engenheiro Civil e de Segurança do Trabalho, CREA 9940/D-DF,


nomeado Perito nos autos do Processo Nº 0001114-37.2023.5.10.0010, tendo como reclamante
ADEILSON FELIX DE MENDONÇA e como reclamada UNIÃO QUÍMICA FARMACÊUTICA
NACIONAL S/A, vem respeitosamente, apresentar a V. Exª seu Laudo Pericial, bem como oferecer
os honorários periciais estimados em R$ 5.500,00 (Cinco Mil e Quinhentos Reais), considerando o
tempo efetivamente despendido para a realização de vistorias, deslocamentos, levantamentos de
informações, estudos, cálculos e demais atividades técnicas necessárias à elaboração e conclusão do
Laudo Pericial.

Solicita-se que seja considerada a atualização monetária pelo índice INPC, fundamentada
na OJ Nº 198 da SDI-TST, desde a data da entrega do Laudo Pericial, adicionada dos juros de mora
de 1%, desde a data da prolação da sentença, calculados sobre o valor corrigido monetariamente.

Este Perito aproveita a oportunidade para informar seus dados bancários para depósito
dos honorários periciais: BANCO ITAÚ (341), AGÊNCIA 7011, CONTA CORRENTE: 15630-9.

Nestes termos,

Pede-se deferimento.

Brasília, 02 de dezembro de 2024

____________________
MARCUS RIOS DIAS
Eng.º Civil e Eng.º de Segurança do Trabalho
CREA 9940/D – DF

(61) 98291.1118
[email protected]

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SUMÁRIO
LAUDO PERICIAL ............................................................................................................................. 2
I. INTRODUÇÃO ................................................................................................................................ 2
II. OBJETIVO E LEGISLAÇÃO ATINENTE .................................................................................... 2
III. CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES ........................................................................................ 2
IV. DESCRIÇÃO DOS AMBIENTES DE TRABALHO.................................................................... 3
V. DAS FUNÇÕES DO RECLAMANTE ........................................................................................... 4
VI. DOS POSSÍVEIS RISCOS OCUPACIONAIS ........................................................................... 11
VI.I. RISCOS FÍSICOS ..................................................................................................................... 13
VI.II. RISCOS QUÍMICOS ............................................................................................................... 13
VI.III. RISCOS BIOLÓGICOS ......................................................................................................... 13
VI.IV. RISCOS ERGONÔMICOS .................................................................................................... 13
VI.V. RISCOS DE ACIDENTES ....................................................................................................... 13
VII. DAS AVALIAÇÕES QUALITATIVAS E QUANTITATIVAS .................................................. 13
VII.I. AVALIAÇÃO DO AGENTE FÍSICO - RUÍDO ...................................................................... 13
VII.I.I. Metodologia e Estratégia de Amostragem ............................................................................. 13
VII.I.II. Resultado das avaliações quantitativas ................................................................................. 14
VII.II. AVALIAÇÃO DO AGENTE FÍSICO - CALOR .................................................................... 15
VII.II.I. Metodologia utilizada nas Avaliações Quantitativas ............................................................ 15
VII.II.II. Avaliação dos Resultados .................................................................................................... 16
VII.III. RISCOS QUÍMICOS ............................................................................................................ 17
VII.IV. RISCOS BIOLÓGICOS ........................................................................................................ 19
VII.V. DO TEMPO DE EXPOSIÇÃO AOS RISCOS ....................................................................... 20
VIII. EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL ............................................................... 22
IX. QUESITOS DO RECLAMANTE ............................................................................................... 22
X. QUESITOS DA RECLAMADA ................................................................................................... 32
XI. CONCLUSÃO ............................................................................................................................. 37
XII. ENCERRAMENTO ................................................................................................................... 38

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LAUDO PERICIAL

I. INTRODUÇÃO

Laudo Pericial executado em função de honrosa nomeação efetuada pela Exma. Sra. Dra.
Juíza da 10ª Vara do Trabalho de Brasília/DF, Dra. RAQUEL GONÇALVES MAYNARDE
OLIVEIRA, no Processo Nº 0001114-37.2023.5.10.0010, tendo como reclamante ADEILSON
FELIX DE MENDONÇA e como reclamada UNIÃO QUÍMICA FARMACÊUTICA NACIONAL
S/A.

II. OBJETIVO E LEGISLAÇÃO ATINENTE

O objetivo deste Laudo é verificar, através de avaliações qualitativas e quantitativas, a


existência ou não de insalubridade nos ambientes de trabalho do reclamante ADEILSON FÉLIX DE
MENDONÇA, ex-funcionário da reclamada UNIÃO QUÍMICA FARMACÊUTICA NACIONAL
S/A.

Para a realização deste Laudo Pericial foram observadas as Normas Regulamentadoras


do Ministério do Trabalho, mais especificamente a NR-6 (Equipamento de Proteção Individual –
EPI); NR-15 (Atividades e Operações Insalubres), Anexo 1 (Limites de Tolerância para ruído
contínuo ou intermitente), Anexo 3 (Limites de Tolerância Para Exposição ao Calor), Anexo 11
(Agentes Químicos cuja Insalubridade é caracterizada por Limite de Tolerância e Inspeção no Local
de Trabalho), Anexo 13 (Agentes Químicos), e Anexo 14 (Agentes Biológicos), aprovadas pela
Portaria n.º 3.214, de 8 de junho de 1978.

III. CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES

Inicialmente as partes foram comunicadas sobre a nomeação deste Perito no Processo e


foi combinada uma data para início dos trabalhos periciais.

Aos 14 de novembro de 2024, data agendada, este Perito compareceu à União Química
localizada no Trecho 01, conj. 11, Lote 6 a 12, Polo de Desenvolvimento JK, Santa Maria,

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Brasília/DF, acompanhado de sua assistente Kristina de Jesus Rodrigues, técnica de segurança do


trabalho, onde se encontrou com o Sr. Adeílson Félix de Mendonça, reclamante, acompanhado por
sua advogada Dr.ª Carla Guimarães Macarini; e com os representantes e funcionários da primeira
reclamada: assistente técnico Sr. Marco Antônio Fagundes Lima, engenheiro de segurança do
trabalho, Sr. Dorleon Washington Sousa, técnico de segurança do trabalho, Sr. João Batista Sousa de
Oliveira, líder de jardim, e Sr. Cláudio Ferreira dos Santos, jardineiro paradigma.

A diligência teve início com entrevistas dos profissionais presentes na Perícia, para
avaliação das atividades desempenhadas pelo reclamante durante o seu pacto laboral. Em seguida
foram vistoriados os locais de trabalho para avaliação destes ambientes, condições de trabalho e
identificação de possíveis agentes insalubres com medições quantitativas de ruído e calor.

IV. DESCRIÇÃO DOS AMBIENTES DE TRABALHO

O estabelecimento da reclamada UNIÃO QUÍMICA FARMACÊUTICA NACIONAL


S/A periciado está localizado no Trecho 01, conj. 11, Lote 6 a 12, Polo de Desenvolvimento JK, Santa
Maria, Brasília/DF.

“A unidade de Brasília é dedicada à fabricação de medicamentos humanos não estéreis,


com destaque para os seguintes produtos/formas farmacêuticas:

– Semissólidos: cremes, pomadas, géis;

– Líquidos: soluções orais, suspensões orais, gotas orais, líquidos inalatórios e soluções
de uso tópico;

– Sólidos orais: comprimidos, comprimidos revestidos, drágeas, cápsulas e pós;

– Cápsula mole;

– Efervescentes: comprimidos efervescentes e grânulos efervescentes e

– Probióticos: pós, comprimidos e cápsulas.” *

(*Informações constantes no site da reclamada)

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A unidade de Brasília possui uma área total de 201 mil m² e suas instalações ocupam 39
mil m². Os postos de trabalho do reclamante eram no galpão de jardinagem e nos jardins da unidade.
Durante a perícia verificou-se que na época do contrato do reclamante havia um galpão destinado a
serviços de manutenção, incluindo os serviços de jardinagem, manutenção predial, serralheria,
marcenaria. O antigo galpão foi derrubado e atualmente construída novas instalações semelhantes,
porém em dimensões maiores.

Imagem n.º 01: Vista aérea da União Química.


Fonte: https://www.uniaoquimica.com.br/sobre-nos/institucional/unidades-fabris/brasilia-df/

V. DAS FUNÇÕES DO RECLAMANTE

O reclamante foi admitido pela reclamada em 11 de agosto de 2014 na função de


jardineiro. A rescisão contratual ocorreu em 1º de agosto de 2023. Requer o reconhecimento de
insalubridade por exposição a agentes físicos, químicos e biológicos.

O reclamante foi admitido para laborar das segundas às quintas-feiras das 07h30 às 17h30
e às sextas-feiras das 07h30 às 16h30, com 1 hora de intervalo intrajornada.

A equipe de jardinagem é composta por 10 jardineiros que executam as tarefas conforme


a designação do líder, distribuídos alternadamente entre as diferentes atividades.

Na função de jardineiro o reclamante fazia manutenção e conservação das áreas verdes,


varrição, poda, corte, e aplicação de inseticidas. Também foi infirmado que era realizada a retirada de
entulho de restos de obras.

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O maquinário utilizado para corte e poda de ramos, grama, mato e árvore eram máquina
roçadeira (utilizava no entorno de três vezes por semana), moto podador, motoserra e carrinho de
cortar grama. A roçagem, poda ou corte eram realizadas conforme a necessidade e crescimento das
plantas (mensalmente, ou quinzenalmente em época de chuva). A atividade durava uma semana e
eram designados 3 ou 4 jardineiros da equipe para a tarefa. Máquina roçadeira e carrinho eram
utilizados para corte de grama e poderia ficar em uso ao longo de toda jornada de trabalho para
conclusão da atividade. Motoserra para árvores e troncos grossos, e moto podador para limpeza de
cercas e troncos, eram utilizados por menor tempo durante a jornada de trabalho. Os EPIs utilizados
nas atividades eram: uniforme, bota, perneira, avental, protetor facial, luva vaqueta, protetor auricular
tipo concha.

A aplicação de inseticidas ‘Camp D’, ‘Engeo Pleno S’, ‘Connect’, ‘Tordom Ultra-S’,
‘Round Up’ e ‘Isca formigueiro’ ocorria pontualmente, conforme necessidade. Produtos diluídos em
água, conforme recomendação do fabricante, aplicados com bomba costal nos pontos necessários dos
jardins, atividade feita em revezamento pelos funcionários. Os EPIs utilizados nas atividades eram
luvas, máscara, macacão tyvek.

Ao longo do contrato de trabalho o reclamante participou de uma atividade de limpeza na


galeria da estação de tratamento de esgoto, tal atividade foi executava por três vezes pelo período de
contrato de trabalho e perdurou um durante um dia todo.

Também de participou de uma atividade na represa que era executada duas vezes ao ano
que consistiu no esvaziamento do lago e diluição de lodo, na sequência os jardineiros empurraram o
lodo para o ponto onde o caminhão limpa fossa estava realizando a sucção do conteúdo. Em ambas
as atividades utilizou os EPIs: botas, máscara, óculos e macacão CA 28118.

A reclamada cientificou que a limpeza da represa era executada uma vez ao ano, sendo
que a última vez que o lago foi limpo foi no ano de 2020.

Na vistoria o autor alegou executar atividades de ajudante de pedreiro durante três dias
na semana por um período de três meses. Nesses dias o autor preparava a argamassa e levava para os
pedreiros.

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Fotos nº 01 e 02: Vista da reclamada e galpão onde ficam armazenados os equipamentos utilizados para as
atividades de jardinagem.

Fotos nº 03 e 04: Vista do interior do galpão onde são armazenados os equipamentos utilizados na
atividade de jardinagem.

Fotos nº 05 e 06: Vista dos os equipamentos utilizados na atividade de jardinagem.

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Fotos nº 07 e 08: Vista do paradigma realizando o corte com máquina roçadeira.

Fotos nº 09 e 10: Vista de medição pontual de ruído em atividade de corte com máquina roçadeira.

Foto nº 11: Vista de medição pontual de ruído em atividade de corte com máquina roçadeira.

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Fotos nº 12 e 13: Vista do paradigma realizando atividade de corte com moto podador.

Fotos nº 14 e 15: Vista de atividade de corte com moto podador.

Foto nº 16: Vista de medição pontual de ruído em atividade de corte com moto podador.

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Fotos nº 17 e 18: Vista de atividade de carrinho cortador de grama.

Fotos nº 17 e 18: Vista de atividade de carrinho cortador de grama e dosimetria pontual com carrinho
cortador de grama.

Fotos nº 19 e 20: Vista da dosimetria pontual com carrinho cortador de grama.

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Fotos nº 21 a 23: Vista dos produtos químicos utilizados no controle de pragas.

Foto nº 24: Vista dos produtos químicos utilizados no controle de pragas.

Fotos nº 25 e 26: Vista da represa.

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Fotos nº 27 e 28: Vista da galeria que o autor realizou limpeza.

VI. DOS POSSÍVEIS RISCOS OCUPACIONAIS

A legislação brasileira vigente sobre insalubridade é a NR-15, Portaria 3.214/78. Nela


estão elencados como agentes insalubres:

Anex Exposição do trabalhador Percentual


o
1 Níveis de ruído contínuo ou intermitente superiores aos limites de tolerância 20%
fixados no Quadro constante do Anexo 1 e no item 6 do mesmo Anexo.
2 Níveis de ruído de impacto superiores aos limites de tolerância fixados nos itens 2 20%
e 3 do Anexo 2.
3 Exposição ao calor com valores de IBUTG, superiores aos limites de tolerância 20%
fixados nos Quadros 1 e 2.
4 Níveis de iluminamento inferiores aos mínimos fixados no Quadro 1 (Revogado -
pela Portaria MTE n.º 3.751, de 23 de novembro de 1990).
5 Níveis de radiações ionizantes com radioatividade superior aos limites de 40%
tolerância fixados neste Anexo.
6 Ar comprimido. 40%
7 Radiações não ionizantes consideradas insalubres em decorrência de inspeção 20%
realizada no local de trabalho.
8 Vibrações consideradas insalubres em decorrência de inspeção realizada no local 20%
de trabalho.
9 Frio considerado insalubre em decorrência de inspeção realizada no local de 20%
trabalho.

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10 Umidade considerada insalubre em decorrência de inspeção realizada no local de 20%


trabalho.
11 Agentes químicos cujas concentrações sejam superiores aos limites de tolerância 10%, 20%
fixados no Quadro 1. e 40%
12 Poeiras minerais cujas concentrações sejam superiores aos limites de tolerância 40%
fixados neste Anexo.
13 Atividades ou operações, envolvendo agentes químicos, consideradas insalubres 10%, 20%
em decorrência de inspeção realizada no local de trabalho. e 40%
14 Agentes biológicos. 20% e 40%

Importante observar que este quadro resumo constante na NR-15 traz os percentuais
(graus de insalubridade) devidos para cada tipo de agente, sendo que os que possuem mais de uma
graduação, apresentam claramente no corpo do Anexo o enquadramento em função do percentual.
Assim sendo, o grau de insalubridade apurado em Perícia Técnica não é discricionário e obedece ao
disposto em Norma.

Este Perito esclarece que a análise pericial não se restringe apenas ao solicitado na peça
de ingresso, trata-se de uma averiguação completa do objeto, para o presente caso, insalubridade,
existindo a necessidade de se verificar o ambiente de trabalho e a quais riscos a parte autora estaria
exposta. Portanto, mesmo que a perícia tenha constatado ser o ambiente insalubre tendo como
fundamento causa de pedir diversa da inicial, não há prejuízo do pedido de adicional de insalubridade.

Segundo o Enunciado n. 293 do TST: “A verificação mediante perícia de prestação de


serviços em condições nocivas, considerado agente insalubre diverso do apontado na inicial, não
prejudica o pedido de adicional de insalubridade.”

Assim, suprimir qualquer avaliação tornaria o laudo parcial e por esta razão será analisado
aqui a NR-15 como um todo. Neste sentido, foram encontrados os seguintes riscos ambientais no
ambiente de trabalho do reclamante:

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VI.I. RISCOS FÍSICOS

Foram identificados possíveis riscos físicos na análise das atividades desenvolvidas pelo
reclamante por exposição ao ruído e ao calor.

VI.II. RISCOS QUÍMICOS

Foram identificados possíveis riscos químicos na análise das atividades desenvolvidas


pelo reclamante.

VI.III. RISCOS BIOLÓGICOS

Foram identificados possíveis riscos biológicos na análise das atividades desenvolvidas


pelo reclamante.

VI.IV. RISCOS ERGONÔMICOS

Não foram objeto desta análise por não terem relação com a caracterização da
insalubridade.

VI.V. RISCOS DE ACIDENTES

Não foram objeto desta análise por não terem relação com a caracterização da
insalubridade.

VII. DAS AVALIAÇÕES QUALITATIVAS E QUANTITATIVAS

VII.I. AVALIAÇÃO DO AGENTE FÍSICO - RUÍDO

VII.I.I. METODOLOGIA E ESTRATÉGIA DE AMOSTRAGEM

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O reclamante ficou exposto ao agente físico ruído (contínuo ou intermitente) proveniente


das máquinas roçadeira, moto podador, motoserra e carrinho de cortar grama. Considerando que as
máquinas eram utilizadas conforme a necessidade de realizar os cortes, foram realizadas medições
pontuais de ruído, salvo na motoserra que estava emprestada para uso numa chácara. (Foi informado
que produz ruído menor que as demais).

Para medição do ruído foi utilizado o equipamento Dosímetro, fabricante: Criffer modelo
Sonus 2 SN: 032009698, devidamente calibrado (Vide Anexo), regulado no circuito de pesagem “A”
e circuito de tempo lento, calibrado para operar com temperatura de 0 a +50ºC, no intervalo de 0 a
140dB(A). As medições foram efetuadas com o Sr. Cláudio Ferreira dos Santos, jardineiro paradigma,
operando os equipamentos.

Os resultados destas medições foram avaliados conforme determina o Item 6 do Anexo


N.º 1 (Limites de Tolerância para Ruído Contínuo ou Intermitente) da NR 15.

VII.I.II. RESULTADO DAS AVALIAÇÕES QUANTITATIVAS

Conforme os dados gerados pelo dosímetro, verificamos as seguintes avaliações:

Local Níveis de Pressão Sonora dB


(A) Máximos Obtidos em
Fonte geradora
medições pontuais

Máquina roçadeira 96,3 dB(A)

Máquina roçadeira 92,9 dB(A)

Máquina roçadeira 95,3 dB(A)

Moto podador 87,5 dB(A)

Carrinho cortador de grama 85,3 dB(A)

Carrinho cortador de grama 83,2 dB(A)

Carrinho cortador de grama 84,9 dB(A)

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Nas atividades com as máquinas o reclamante utilizava protetor auricular tipo concha CA
15624 com nível de atenuação NRRsf 21db. Com uso do protetor auricular verifica-se exposição a
75,3 dB nas atividades com máquina roçadeira; 66,5 dB nas atividades com máquina moto podador;
e 64,2 dB nas atividades com carrinho cortador de grama. De acordo com o Anexo n.º 01 da NR-15,
a Máxima Exposição Diária Permissível para 8 horas são 85 dB.

Portanto, considerando os níveis de pressão sonora registrados pelo dosímetro e a


atenuação oferecida pelo uso de EPI protetor auditivo, pode-se afirmar que o Limite de Tolerância
fixado no Anexo N.º 01 da NR-15 – Limites de Tolerância para Ruído Contínuo ou Intermitente não
foi ultrapassado.

VII.II. AVALIAÇÃO DO AGENTE FÍSICO - CALOR

VII.II.I. METODOLOGIA UTILIZADA NAS AVALIAÇÕES QUANTITATIVAS

Durante a inspeção técnica, começou a chover, interferindo na avaliação do calor.


Contudo, este perito conduziu uma inspeção no dia 06 de junho de 2024 no processo trabalhista
0001078-16.2023.5.10.0003, desta mesma reclamada e mesmo local, no qual o reclamante
desempenhava a mesma função que o autor. Com base nesses fatos, este perito realiza as análises sem
causar danos à parte que reclamante.

A NR-15 (ATIVIDADES E OPERAÇÕES INSALUBRES), trazia em seu Anexo n.º 3 os


Limites de Tolerância para Exposição ao Calor, considerando atividades em ambientes internos ou
externos sem carga solar; e atividades em ambientes externos com carga solar.

Porém, a Portaria SEPRT n.º 1.359, de 09 de dezembro de 2019 alterou a redação do


Anexo n.º 3: “1.1.1 Este Anexo não se aplica a atividades ocupacionais realizadas a céu aberto sem
fonte artificial de calor.”

Considerando que na função de jardineiro o reclamante iniciou seu contrato de trabalho


na reclamada em 11 de agosto de 2014, antes da alteração da Portaria SEPRT n.º 1.359, de 09 de
dezembro de 2019, este Perito analisou a exposição ao calor proveniente de carga solar referente ao
período trabalhado até 08 de dezembro de 2019.

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De posse de um termômetro, fabricante Inlite, modelo Itemp, composto de um


termômetro de bulbo úmido natural, bulbo seco e termômetro de globo este Perito efetuou medições
de índice de carga térmica no posto de trabalho jardim, a céu aberto, com a finalidade de cobrir o
ciclo de trabalho da parte autora.

O sensor de bulbo seco mede a temperatura ambiental, o sensor de bulbo úmido avalia a
taxa de evaporação indicando os efeitos da umidade no indivíduo e o globo térmico promove uma
indicação da exposição ao calor do indivíduo devido à luz direta e aos outros objetos radiantes de
calor no ambiente.

As medições foram efetuadas no horário matutino, com o termômetro colocado exposto


à luz solar, fonte de calor, período em que o posto de trabalho se encontrava com sua maior
:temperatura, e tiveram duração de quarenta e minutos.

A exposição ao calor, em ambientes externos com carga solar, deve ser avaliada através
do “Índice de Bulbo Úmido Termômetro de Globo (IBUTG)”, definido pela equação:

IBUTG = 0,7tbn + 0,1tbs + 0,2 tg: tbn = temperatura de bulbo úmido natural,

tg = temperatura de globo

tbs = temperatura de bulbo seco

Foi obtido o seguinte valor:

POSTO DE TRABALHO (Áreas verdes - Jardim):

➢ IBUTGe = 23,8ºC

O resultado da medição e avaliações encontra-se no anexo deste Laudo Pericial.

VII.II.II. AVALIAÇÃO DOS RESULTADOS

O Índice de Bulbo Úmido Termômetro de Globo (IBUTG) medido no jardim foi de


23,8ºC.

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A NR-15, Anexo 3 (Limite de Tolerância para exposição ao Calor), antes da alteração da


Portaria SEPRT n.º 1.359, de 09 de dezembro de 2019, traz em seu Quadro n.º 3 que para a atividade
do reclamante, realizada: ‘trabalho moderado: em movimento, trabalho moderado de levantar ou
empurrar’ a taxa metabólica gasta é de 300 W. O Quadro n.º 2 determina que o limite de exposição
ocupacional ao calor para a taxa metabólica de 300 W é de 27,5ºC.

Portanto, conclui-se que o ciclo de trabalho do reclamante é compatível com as condições


térmicas do ambiente analisado e o Limite de Tolerância para exposição ao calor não foi ultrapassado.

VII.III. RISCOS QUÍMICOS

Os agentes químicos foram avaliados qualitativamente segundo os preceitos contidos nos


Anexos n.º 11 e n.º 13, da Norma Regulamentadora do Ministério do Trabalho: NR-15 (Atividades e
Operações Insalubres), aprovada pela Portaria n.º 3.214, de 8 de junho de 1978.

Segundo o Anexo n.º 11 da NR 15 (Atividades e Operações Insalubres), a insalubridade


ocorre por exposição acima do Limite de Tolerância. No caso do Anexo n.º 13 da NR 15, a
insalubridade ocorre por meio de avaliação qualitativa das atividades e operações envolvendo agentes
químicos, consideradas insalubres em decorrência de inspeção realizada no local de trabalho.

Durante a perícia apurou-se que na função de jardineiro o reclamante realizava aplicação


de inseticidas ‘Camp D’, ‘Engeo Pleno S’, ‘Connect’, ‘Tordom Ultra-S’, ‘Round Up’ e ‘Isca
formigueiro’, ocorria pontualmente, conforme necessidade. Produtos diluídos em água, conforme
recomendação do fabricante, aplicados com bomba costal nos pontos necessários dos jardins,
atividade feita em revezamento pelos funcionários. Os EPIs utilizados nas atividades eram luvas,
máscara, macacão tyvek.

Conforme as Fichas de Informações de Produtos Químicos – FISPQs utilizados:

De acordo com as FISPq – Ficha de Informação de Segurança de Produtos Químicos dos


produtos utilizados na reclamada:

▪ CAMP D: herbicida. Composição Química: Picloram. Diluição: (40ml para 1 litro de


água). Aplicação: bomba costal com EPIS luvas, máscara, macacão tyvek.

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▪ ENGEO PLENO S: inseticida. Composição Química: Tiametoxam, Nafta de petróleo


aromática pesada, Lambda cialotrina. Diluição: (100ml para 100 litros de água). Aplicação: bomba
costal com EPIS luvas, máscara, macacão tyvek.

▪ CONNECT: inseticida. Composição Química: Beta-Cyfluthrin, Imidacloprid.


Diluição: (30ml para 100 litros de água). Aplicação: bomba costal com EPIS luvas, máscara, macacão
tyvek.

▪ TORDON: herbicida. Composição Química: Picloram. Diluição: (40ml para 1 litro de


água). Aplicação: bomba costal com EPIS luvas, máscara, macacão tyvek.

▪ ROUND UP: herbicida. Composição Química: glifosato. Diluição: (10 a 50 ml para


1 litro de água). Aplicação: bomba costal com EPIS luvas, máscara, macacão tyvek.

▪ MIREX: Isca granulada formicida. Composição Química: sulfluramida. Aplicação


nos pontos de formigueiro com EPIS luvas, máscara, macacão tyvek.

De acordo com o Anexo n.º 13 da NR-15:

“ARSÊNICO
Insalubridade de grau médio
Emprego de produtos parasiticidas, inseticidas e raticidas
à base de compostos de arsênico.
FÓSFORO
Insalubridade de grau médio
Emprego de defensivos organofosforados.
HIDROCARBONETOS E OUTROS COMPOSTOS DE
CARBONO
Insalubridade de grau médio
Emprego de defensivos organoclorados: DDT
(diclorodifeniltricloretano) DDD
(diclorodifenildicloretano), metoxicloro
(dimetoxidifeniltricloretano), BHC (hexacloreto de
benzeno) e seus compostos e isômeros.
Emprego de cresol, naftaleno e derivados tóxicos.”

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Considerando que o reclamante utilizava os produtos químicos inseticidas e herbicidas


conforme a necessidade, em diluição e com EPIs; os riscos químicos foram descaracterizados.

VII.IV. RISCOS BIOLÓGICOS

O Anexo 14 (Agentes Biológicos) da Norma Regulamentadora do Ministério do


Trabalho: NR-15 (Atividades e Operações Insalubres), aprovada pela Portaria n.º 3.214, de 8 de junho
de 1978, define a relação das atividades que envolvem agentes biológicos, cuja insalubridade é
caracterizada pela avaliação qualitativa e dependem do contato permanente com os agentes
biológicos:

“Relação das atividades que envolvem agentes biológicos,


cuja insalubridade é caracterizada pela avaliação
qualitativa:
Insalubridade de grau máximo
Trabalho ou operações, em contato permanente com:
▪ Pacientes em isolamento por doenças
infectocontagiosas, bem como objetos de seu uso, não
previamente esterilizados;
▪ Carnes, glândulas, vísceras, sangue, ossos, couros,
pelos e dejeções de animais portadores de doenças
infectocontagiosas (carbunculose, brucelose, tuberculose);
▪ Esgotos (galerias e tanques); e
▪ Lixo urbano (coleta e industrialização).
Insalubridade de grau médio
Trabalhos e operações em contato permanente com
pacientes, animais ou com material infecto-contagiante,
em:
▪ hospitais, serviços de emergência, enfermarias,
ambulatórios, postos de vacinação e outros
estabelecimentos destinados aos cuidados da saúde
humana (aplica-se unicamente ao pessoal que tenha
contato com os pacientes, bem como aos que manuseiam

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objetos de uso desses pacientes, não previamente


esterilizados);
▪ hospitais, ambulatórios, postos de vacinação e outros
estabelecimentos destinados ao atendimento e tratamento
de animais (aplica-se apenas ao pessoal que tenha contato
com tais animais);
▪ contato em laboratórios, com animais destinados ao
preparo de soro, vacinas e outros produtos;
▪ laboratórios de análise clínica e histopatologia (aplica-
se tão-só ao pessoal técnico);
▪ gabinetes de autópsias, de anatomia e
histoanatomopatologia (aplica-se somente ao pessoal
técnico);
▪ cemitérios (exumação de corpos);
▪ estábulos e cavalariças; e
▪ resíduos de animais deteriorados.”
Na função de jardineiro o reclamante fazia manutenção e conservação das áreas verdes,
varrição, poda, corte, e aplicação de inseticidas. Durante a perícia verificou-se que ao longo de todo
o contrato de trabalho o reclamante participou de uma atividade de limpeza na galeria da estação de
tratamento de esgoto, quando foi dada a manutenção no local. E de participou de uma atividade na
represa que consistiu no esvaziamento do lago e diluição de lodo, na sequência os jardineiros
empurraram o lodo para o ponto onde o caminhão limpa fossa estava realizando a sucção do conteúdo.
Em ambas as atividades utilizou os EPIs: botas, máscara, óculos e macacão tyvek.

Portanto, o reclamante esteve em contato eventual com Esgotos (galerias e tanques) e os


riscos biológicos em grau máximo foram descaracterizados.

VII.V. DO TEMPO DE EXPOSIÇÃO AOS RISCOS

Para avaliação da exposição do reclamante aos agentes de risco, foi considerado o


entendimento do louvado Sr. André Lopes Netto, Engenheiro de Segurança do Trabalho, Ex

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Presidente da Sociedade Brasileira de Engenharia de Segurança do Trabalho – SOBES, em artigo


publicado na Revista CIPA nº 319, especializada em Segurança do Trabalho, in verbis:

“...há que se analisar cada situação em particular e


discernir com bom senso o verdadeiro sentido das
expressões para poder correlacioná-las com o espírito do
diploma legal.”
“Habitual – o que acontece ou se faz por hábito, frequente,
comum, usual;
Permanente – constante, duradouro, ininterrupto;
Intermitente – não contínuo; interrupto a espaços; o que
para pôr intervalos;
Eventual – depende de acontecimento incerto, fruto do
acaso.”
E o entendimento do Exmo. Juiz do Trabalho Aposentado e Engenheiro de Segurança do
Trabalho, Dr. Edwar Abreu Gonçalves, em artigo publicado na Revista Proteção, abril/2013,
especializada em Segurança do Trabalho, in verbis:

“Exposição permanente” pode ser considerada a que se


manifesta de forma habitual e significativa, ou seja, de
forma comum e rotineira no exercício profissional diário,
mas não necessariamente durante todas as horas da
jornada laboral.
Considerando os entendimentos descritos, e que o reclamante, na função de jardineiro,
manuseava equipamentos de corte e poda a no mínimo três vezes por semana, com uso de EPI para
proteção auricular, pode-se afirmar que o tempo de exposição ao agente físico – ruído configurou
uma situação de natureza habitual.

Considerando os entendimentos descritos, e que o reclamante, na função de jardineiro,


quando laborava a céu aberto no período avaliado, esteve exposto a IBUTG abaixo dos limites de
tolerância, pode-se afirmar que o tempo de exposição ao agente físico – calor configurou uma situação
de natureza eventual.

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Considerando os entendimentos descritos, e que o reclamante, na função de jardineiro,


utilizava os produtos químicos conforme a necessidade, em diluição e com EPIs, pode-se afirmar que
o tempo de exposição aos agentes químicos configurou uma situação de natureza eventual.

Considerando os entendimentos descritos, e que o reclamante, na função de jardineiro,


participou uma única vez, ao longo do contrato, de limpeza de galeria de esgoto da estação de
tratamento de água e de remoção de lodo da represa, com EPIs, pode-se afirmar que o tempo de
exposição aos agentes biológicos configurou uma situação de natureza eventual.

VIII. EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL

A reclamada apresentou os seguintes comprovantes de entrega de EPIs:

- Luvas de látex 26/jun/2017;

- Botas de PVC 18/ago/2017;

Durante a vistoria o reclamante confirmou uso de uniforme, bota, perneira, avental,


protetor facial, luva vaqueta, protetor auricular tipo concha nas atividades de corte e poda e uso de
botas, máscara, óculos e macacão tyvek nas atividades de limpeza de galeria de esgoto da estação de
tratamento de água e de remoção de lodo da represa.

IX. QUESITOS DO RECLAMANTE

1. Quais as funções e os cargos exercidos pelo reclamante?

R. O reclamante foi admitido na função de jardineiro. Na função de jardineiro o


reclamante fazia manutenção e conservação das áreas verdes, varrição, poda, corte, e aplicação de
inseticidas. Ao longo do contrato de trabalho o reclamante participou de uma atividade de limpeza na
galeria da estação de tratamento de esgoto e de uma atividade de remoção de lodo da represa.

2. Todas as atividades desenvolvidas? E se as atividades estão elencadas na NR 15?

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R. A equipe de jardinagem era composta por 10 jardineiros que iam executando as tarefas
conforme a designação do líder, distribuídos alternadamente entre as diferentes atividades.

Na função de jardineiro o reclamante fazia manutenção e conservação das áreas verdes,


varrição, poda, corte, e aplicação de inseticidas. Também foi infirmado que era realizada a retirada de
entulho de restos de obras.

O maquinário utilizado para corte e poda de ramos, grama, mato e árvore eram máquina
roçadeira (utilizava no entorno de três vezes por semana), moto podador, motoserra e carrinho de
cortar grama. A roçagem, poda ou corte eram realizadas conforme a necessidade e crescimento das
plantas (mensalmente, ou quinzenalmente em época de chuva). A atividade durava uma semana e
eram designados 3 ou 4 jardineiros da equipe para a tarefa. Máquina roçadeira e carrinho eram
utilizados para corte de grama e poderia ficar em uso ao longo de toda jornada de trabalho para
conclusão da atividade. Motoserra para árvores e troncos grossos, e moto podador para limpeza de
cercas e troncos, eram utilizados por menor tempo durante a jornada de trabalho. Os EPIs utilizados
nas atividades eram: uniforme, bota, perneira, avental, protetor facial, luva vaqueta, protetor auricular
tipo concha.

A aplicação de inseticidas ‘Camp D’, ‘Engeo Pleno S’, ‘Connect’, ‘Tordom Ultra-S’,
‘Round Up’ e ‘Isca formigueiro’ ocorria pontualmente, conforme necessidade. Produtos diluídos em
água, conforme recomendação do fabricante, aplicados com bomba costal nos pontos necessários dos
jardins, atividade feita em revezamento pelos funcionários. Os EPIs utilizados nas atividades eram
luvas, máscara, macacão tyvek.

Ao longo do contrato de trabalho o reclamante participou de uma atividade de limpeza na


galeria da estação de tratamento de esgoto, tal atividade foi executava por três vezes pelo período de
contrato de trabalho e perdurou um durante um dia todo.

Também de participou de uma atividade na represa que era executada duas vezes ao ano
que consistiu no esvaziamento do lago e diluição de lodo, na sequência os jardineiros empurraram o
lodo para o ponto onde o caminhão limpa fossa estava realizando a sucção do conteúdo. Em ambas
as atividades utilizou os EPIs: botas, máscara, óculos e macacão CA 28118.

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A reclamada cientificou que a limpeza da represa era executada uma vez ao ano, sendo
que a última vez que o lago foi limpo foi no ano de 2020.

Na vistoria o autor alegou executar atividades de ajudante de pedreiro durante três dias
na semana por um período de três meses. Nesses dias o autor mexia a massa levava para os pedreiros.

As atividades executadas pelo autor não estão elencadas na NR15.

3. Pode o Senhor perito descrever detalhadamente o local de trabalho do


reclamante?

R. O reclamante laborou no estabelecimento da reclamada UNIÃO QUÍMICA


FARMACÊUTICA NACIONAL S/A periciado está localizado no Trecho 01, conj. 11, Lote 6 a 12,
Polo de Desenvolvimento JK, Santa Maria, Brasília/DF. Os postos de trabalho do reclamante eram
no galpão de jardinagem e nos jardins da unidade. Durante a perícia verificou-se que na época do
contrato do reclamante havia um galpão destinado a serviços de manutenção, incluindo os serviços
de jardinagem, manutenção predial, serralheria, marcenaria. O antigo galpão foi derrubado e
atualmente construída novas instalações semelhantes, porém em dimensões maiores.

4. Havia o trabalho em superfícies irregulares?

R. Sim.

5. Havia o manejo de máquina/objetos pesados?

R. O maquinário utilizado para corte e poda de ramos, grama, mato e árvore eram máquina
roçadeira, moto podador, motoserra e carrinho de cortar grama.

6. Havia esforço repetitivo?

R. Análise ergonômica não foi objeto deste Laudo Pericial.

7. Havia EPI capaz de elidir a nocividade das atividades acima?

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R. Sim, A reclamada apresentou os seguintes comprovantes de entrega de EPIs:

- Luvas de látex 26/jun/2017;

- Botas de PVC 18/ago/2017;

Durante a vistoria o reclamante confirmou uso de uniforme, bota, perneira, avental,


protetor facial, luva vaqueta, protetor auricular tipo concha nas atividades de corte e poda e uso de
botas, máscara, óculos e macacão tyvek nas atividades de limpeza de galeria de esgoto da estação de
tratamento de água e de remoção de lodo da represa.

8. Há uma espécie de “lago” de dejeto químicos, o qual o Reclamante teve de laborar.


Existe algum EPI capaz de elidir os efeitos desses agentes químicos?

R. Durante a perícia verificou-se que ao longo de todo o contrato de trabalho o reclamante


participou de uma atividade de limpeza na galeria da estação de tratamento de esgoto, quando foi
dada a manutenção no local. E de participou de uma atividade na represa que consistiu no
esvaziamento do lago e diluição de lodo, na sequência os jardineiros empurraram o lodo para o ponto
onde o caminhão limpa fossa estava realizando a sucção do conteúdo. Em ambas as atividades utilizou
os EPIs: botas, máscara, óculos e macacão tyvek. Portanto, o reclamante esteve em contato eventual
com Esgotos (galerias e tanques) e os riscos biológicos em grau máximo foram descaracterizados.

9. A exposição aos agentes expelidos pela fábrica enseja insalubridade ou


periculosidade? Se sim, em qual grau?

R. A insalubridade foi descaracterizada. A periculosidade não foi objeto de análise deste


Laudo Pericial.

10. Quais destas atividades geram contato com agentes insalubres?

R. Considerando os entendimentos descritos, e que o reclamante, na função de jardineiro,


manuseava equipamentos de corte e poda a no mínimo três vezes por semana, com uso de EPI para

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proteção auricular, pode-se afirmar que o tempo de exposição ao agente físico – ruído configurou
uma situação de natureza habitual.

Considerando os entendimentos descritos, e que o reclamante, na função de jardineiro,


quando laborava a céu aberto no período avaliado, esteve exposto a IBUTG abaixo dos limites de
tolerância, pode-se afirmar que o tempo de exposição ao agente físico – calor configurou uma situação
de natureza eventual.

Considerando os entendimentos descritos, e que o reclamante, na função de jardineiro,


utilizava os produtos químicos conforme a necessidade, em diluição e com EPIs, pode-se afirmar que
o tempo de exposição aos agentes químicos configurou uma situação de natureza eventual.

Considerando os entendimentos descritos, e que o reclamante, na função de jardineiro,


participou uma única vez, ao longo do contrato, de limpeza de galeria de esgoto da estação de
tratamento de água e de remoção de lodo da represa, com EPIs, pode-se afirmar que o tempo de
exposição aos agentes biológicos configurou uma situação de natureza eventual.

11. Houve de fato contato com os agentes apontados na inicial?

R. Vide resposta ao quesito n.º 10.

12. Qual a jornada de trabalho do reclamante? Pode o senhor perito informar qual
o tempo que exercem em cada tipo de atividade executada?

R. O reclamante foi admitido para laborar das segundas às quintas-feiras das 07h30 às
17h30 e às sextas-feiras das 07h30 às 16h30, com 1 hora de intervalo intrajornada.

A equipe de jardinagem era composta por 10 jardineiros que iam executando as tarefas
conforme a designação do líder, distribuídos alternadamente entre as diferentes atividades.

13. O reclamante trabalha com agentes insalubres/químicos/biológicos ou ruídos?

R. Vide resposta ao quesito n.º 10.

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14. As atividades da reclamante submetem-na ao contato com agentes


insalubres/químicos/biológicos com que frequência?

R. Vide resposta ao quesito n.º 10.

15. Pode o Senhor perito especificar quais os agentes físicos, químicos e biológicos a
que o reclamante está exposto, e em que grau isso ocorreria, de modo a gerar o direito aos
adicionais?

R. Vide resposta ao quesito n.º 10. A insalubridade foi descaracterizada.

16. Havia exposição solar? Havia entrega de EPI capaz de elidir o agente?

R. Considerando que na função de jardineiro o reclamante iniciou seu contrato de trabalho


na reclamada em 11 de agosto de 2014, antes da alteração da Portaria SEPRT n.º 1.359, de 09 de
dezembro de 2019, este Perito analisou a exposição ao calor proveniente de carga solar referente ao
período trabalhado até 08 de dezembro de 2019.

O Índice de Bulbo Úmido Termômetro de Globo (IBUTG) medido no jardim foi de


23,8ºC.

A NR-15, Anexo 3 (Limite de Tolerância para exposição ao Calor), antes da alteração da


Portaria SEPRT n.º 1.359, de 09 de dezembro de 2019, traz em seu Quadro n.º 3 que para a atividade
do reclamante, realizada: ‘trabalho moderado: em movimento, trabalho moderado de levantar ou
empurrar’ a taxa metabólica gasta é de 300 W. O Quadro n.º 2 determina que o limite de exposição
ocupacional ao calor para a taxa metabólica de 300 W é de 27,5ºC.

Portanto, conclui-se que o ciclo de trabalho do reclamante é compatível com as condições


térmicas do ambiente analisado e o Limite de Tolerância para exposição ao calor não foi ultrapassado.

17. Qual o critério em horas de exposição mensal (ou minutos diários, ou horas
semanais) que o perito judicial determina quando a exposição a agentes insalubres é eventual,
habitual e permanente? E em qual destes tempos de exposição é caracterizado Insalubridade?

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R. “Habitual – o que acontece ou se faz por hábito,


frequente, comum, usual;
Permanente – constante, duradouro, ininterrupto;
Intermitente – não contínuo; interrupto a espaços; o que
para pôr intervalos;
Eventual – depende de acontecimento incerto, fruto do
acaso.”
Considerando os entendimentos descritos, e que o reclamante, na função de jardineiro,
manuseava equipamentos de corte e poda a no mínimo três vezes por semana, com uso de EPI para
proteção auricular, pode-se afirmar que o tempo de exposição ao agente físico – ruído configurou
uma situação de natureza habitual.

Considerando os entendimentos descritos, e que o reclamante, na função de jardineiro,


quando laborava a céu aberto no período avaliado, esteve exposto a IBUTG abaixo dos limites de
tolerância, pode-se afirmar que o tempo de exposição ao agente físico – calor configurou uma situação
de natureza eventual.

Considerando os entendimentos descritos, e que o reclamante, na função de jardineiro,


utilizava os produtos químicos conforme a necessidade, em diluição e com EPIs, pode-se afirmar que
o tempo de exposição aos agentes químicos configurou uma situação de natureza eventual.

Considerando os entendimentos descritos, e que o reclamante, na função de jardineiro,


participou uma única vez, ao longo do contrato, de limpeza de galeria de esgoto da estação de
tratamento de água e de remoção de lodo da represa, com EPIs, pode-se afirmar que o tempo de
exposição aos agentes biológicos configurou uma situação de natureza eventual.

Considerando os dados levantados, avaliações qualitativas e quantitativas realizadas, a


insalubridade foi descaracterizada.

18. A exposição do reclamante aos agentes insalubres se dá em caráter esporádico,


habitual ou permanente?

R. Vide resposta ao quesito n.º 17.

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19. O reclamante segue normas e procedimentos de segurança na execução das


atividades? Se não, o perito poderia informar o motivo de não seguimento de tais normas.

R. Sim.

20. Há medidas coletivas ou individuais que possam eliminar ou neutralizar os


riscos?

R. Durante a perícia o reclamante confirmou uso de uniforme, bota, perneira, avental,


protetor facial, luva vaqueta, protetor auricular tipo concha nas atividades de corte e poda e uso de
botas, máscara, óculos e macacão tyvek nas atividades de limpeza de galeria de esgoto da estação de
tratamento de água e de remoção de lodo da represa.

A reclamada apresentou os seguintes comprovantes de entrega de EPIs:

- Luvas de látex 26/jun/2017;

- Botas de PVC 18/ago/2017.

21. O reclamante era exposto a ruído? Em qual potência? Capaz de gerar


insalubridade?

R. Conforme os dados gerados pelo dosímetro, verificamos as seguintes avaliações:

Local Níveis de Pressão Sonora dB

Fonte geradora (A) Máximos Obtidos em


medições pontuais

Máquina roçadeira 96,3 dB(A)

Máquina roçadeira 92,9 dB(A)

Máquina roçadeira 95,3 dB(A)

Moto podador 87,5 dB(A)

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Carrinho cortador de grama 85,3 dB(A)

Carrinho cortador de grama 83,2 dB(A)

Carrinho cortador de grama 84,9 dB(A)

Nas atividades com as máquinas o reclamante utilizava protetor auricular tipo concha CA
15624 com nível de atenuação NRRsf 21db. Com uso do protetor auricular verifica-se exposição a
75,3 dB nas atividades com máquina roçadeira; 66,5 dB nas atividades com máquina moto podador;
e 63,9 dB nas atividades com carrinho cortador de grama. De acordo com o Anexo n.º 01 da NR-15,
a Máxima Exposição Diária Permissível para 8 horas são 85 dB.

Portanto, considerando os níveis de pressão sonora registrados pelo dosímetro e a


atenuação oferecida pelo uso de EPI protetor auditivo, pode-se afirmar que o Limite de Tolerância
fixado no Anexo N.º 01 da NR-15 – Limites de Tolerância para Ruído Contínuo ou Intermitente não
foi ultrapassado.

22. O reclamante laborava com uma roçadeira? Qual modelo?

R. Máquina roçadeira STIHL FS 220.

23. Qual vibração, ruído e dejetos da máquina resultam?

R. Vide resposta ao quesito n.º 21.

24. Há EPI eficaz que elimine/neutralize a ação destes agentes insalubres? Quais os
EPIS utilizados pelos reclamantes?

R. Sim, protetor auricular tipo concha CA 15624 com nível de atenuação NRRsf 21db.

25. É possível acrescentar outra informação julgada necessária, indispensável e/ou


esclarecedora à conclusão do laudo pericial? Se afirmativo, quais são elas?

R. Vide conclusão do Laudo Pericial.

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26. Informe o Sr. Perito se a Reclamante desenvolvia alguma atividade de limpeza,


especificando cada uma delas, bem como referido se era feito uso de eventual material.

R. Na função de jardineiro o reclamante fazia manutenção e conservação das áreas verdes,


varrição, poda, corte, e aplicação de inseticidas. Durante a perícia verificou-se que ao longo de todo
o contrato de trabalho o reclamante participou de uma atividade de limpeza na galeria da estação de
tratamento de esgoto, quando foi dada a manutenção no local. E de participou de uma atividade na
represa que consistiu no esvaziamento do lago e diluição de lodo, na sequência os jardineiros
empurraram o lodo para o ponto onde o caminhão limpa fossa estava realizando a sucção do conteúdo.
Em ambas as atividades utilizou os EPIs: botas, máscara, óculos e macacão tyvek. Portanto, o
reclamante esteve em contato eventual com Esgotos (galerias e tanques) e os riscos biológicos em
grau máximo foram descaracterizados.

27. Informe o Sr. Perito se as atividades de limpeza alegadas são controvertidas e,


caso positivo, se foi apresentada alguma prova, no ato da perícia, de que eram realizadas pelo
Autor.

R. Não.

28. A conclusão pericial é absoluta ou condicionada? Ou seja, há alguma condição a


ser provada em juízo para caracterizar o referido adicional?

R. Este perito realizou análise dos depoimentos durante a vistoria e não houve
divergência, análise das documentações apresentadas nos autos e análise na Norma Vigente, portanto
conclusão absoluta.

29. Esclareça Sr. Perito se o reclamante recebia equipamentos de proteção


individual. Em caso positivo, favor apontar quais equipamentos e com que frequência.

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R. Sim, durante a perícia o reclamante confirmou uso de uniforme, bota, perneira, avental,
protetor facial, luva vaqueta, protetor auricular tipo concha nas atividades de corte e poda e uso de
botas, máscara, óculos e macacão tyvek nas atividades de limpeza de galeria de esgoto da estação de
tratamento de água e de remoção de lodo da represa.

A reclamada apresentou os seguintes comprovantes de entrega de EPIs:

- Luvas de látex 26/jun/2017;

- Botas de PVC 18/ago/2017;

Foi alegado que não tinha lugar adequado para guardar os EPIs e que a maioria dos EPIs
eram de uso coletivo.

30. Diga Sr. Perito se a entrega dos equipamentos de proteção individual elidiu
eventuais agentes insalubres apontados no quesito anterior.

R. Sim.

X. QUESITOS DA RECLAMADA

1. Queira, o Sr. Perito, informar se agendou a perícia em conjunto com o Assistente


Técnico indicado pela Reclamada, informando com antecedência a data e horário, conforme foi
deferido nos autos, consoante os termos do Artigo 466, § 2º do CPC/2015 (antigo art. 431-A do
CPC/73).

R. Sim.

2. Descreva Sr. Perito, de maneira pormenorizada, as atividades desempenhadas


pelo Reclamante, como também seu ciclo e os lapsos temporais gastos na realização de cada
uma.

R. O reclamante foi admitido na função de jardineiro e fazia manutenção e conservação


das áreas verdes, varrição, poda, corte, e aplicação de inseticidas. Ao longo do contrato de trabalho o

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reclamante participou de uma atividade de limpeza na galeria da estação de tratamento de esgoto e


de uma atividade de remoção de lodo da represa.

3. Qual tempo médio desprendido na realização de cada atividade realizada nesta


função e frequência de realização?

R. Na função de jardineiro o reclamante fazia manutenção e conservação das áreas verdes,


varrição, poda, corte, e aplicação de inseticidas. Também foi infirmado que era realizada a retirada de
entulho de restos de obras.

O maquinário utilizado para corte e poda de ramos, grama, mato e árvore eram máquina
roçadeira (utilizava no entorno de três vezes por semana), moto podador, motoserra e carrinho de
cortar grama. A roçagem, poda ou corte eram realizadas conforme a necessidade e crescimento das
plantas (mensalmente, ou quinzenalmente em época de chuva). A atividade durava uma semana e
eram designados 3 ou 4 jardineiros da equipe para a tarefa. Máquina roçadeira e carrinho eram
utilizados para corte de grama e poderia ficar em uso ao longo de toda jornada de trabalho para
conclusão da atividade. Motoserra para árvores e troncos grossos, e moto podador para limpeza de
cercas e troncos, eram utilizados por menor tempo durante a jornada de trabalho. Os EPIs utilizados
nas atividades eram: uniforme, bota, perneira, avental, protetor facial, luva vaqueta, protetor auricular
tipo concha.

A aplicação de inseticidas ‘Camp D’, ‘Engeo Pleno S’, ‘Connect’, ‘Tordom Ultra-S’,
‘Round Up’ e ‘Isca formigueiro’ ocorria pontualmente, conforme necessidade. Produtos diluídos em
água, conforme recomendação do fabricante, aplicados com bomba costal nos pontos necessários dos
jardins, atividade feita em revezamento pelos funcionários. Os EPIs utilizados nas atividades eram
luvas, máscara, macacão tyvek.

Ao longo do contrato de trabalho o reclamante participou de uma atividade de limpeza na


galeria da estação de tratamento de esgoto, tal atividade foi executava por três vezes pelo período de
contrato de trabalho e perdurou um durante um dia todo.

Também de participou de uma atividade na represa que era executada duas vezes ao ano
que consistiu no esvaziamento do lago e diluição de lodo, na sequência os jardineiros empurraram o

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lodo para o ponto onde o caminhão limpa fossa estava realizando a sucção do conteúdo. Em ambas
as atividades utilizou os EPIs: botas, máscara, óculos e macacão CA 28118.

A reclamada cientificou que a limpeza da represa era executada uma vez ao ano, sendo
que a última vez que o lago foi limpo foi no ano de 2020.

Na vistoria o autor alegou executar atividades de ajudante de pedreiro durante três dias
na semana por um período de três meses. Nesses dias o autor mexia a massa levava para os pedreiros.

4. Descreva detalhadamente o(s) local (ais) onde o Reclamante desempenhou suas


atividades.

R. O reclamante laborou no estabelecimento da reclamada UNIÃO QUÍMICA


FARMACÊUTICA NACIONAL S/A periciado está localizado no Trecho 01, conj. 11, Lote 6 a 12,
Polo de Desenvolvimento JK, Santa Maria, Brasília/DF. Os postos de trabalho do reclamante eram
no galpão de jardinagem e nos jardins da unidade. Durante a perícia verificou-se que na época do
contrato do reclamante havia um galpão destinado a serviços de manutenção, incluindo os serviços
de jardinagem, manutenção predial, serralheria, marcenaria. O antigo galpão foi derrubado e
atualmente construída novas instalações semelhantes, porém em dimensões maiores.

5. Caso tenha laborado em mais de um local, detalhe -os e apresente a frequência


de tempo em que permanecia em cada local.

R. Vide quesito número 3.

6. Foram realizadas avaliações quantitativas “in loco”? Caso positivo, favor


especificá-las e informar quais foram os aparelhos utilizados e os resultados obtidos.

R. Para análise da exposição ao agente físico ruído, foram realizadas medições pontuais
de ruído das máquinas roçadeira, moto podador e carrinho de cortar grama. Foi utilizado o
equipamento Dosímetro, fabricante: Criffer modelo Sonus 2 SN: 032009698, devidamente calibrado
(Vide Anexo), regulado no circuito de pesagem “A” e circuito de tempo lento, calibrado para operar

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com temperatura de 0 a +50ºC, no intervalo de 0 a 140dB(A). As medições foram efetuadas com o


Sr. Cláudio Ferreira dos Santos, jardineiro paradigma, operando os equipamentos.

Conforme os dados gerados pelo dosímetro, verificamos as seguintes avaliações:

Local Níveis de Pressão Sonora dB

Fonte geradora (A) Máximos Obtidos em


medições pontuais

Máquina roçadeira 96,3 dB(A)

Máquina roçadeira 92,9 dB(A)

Máquina roçadeira 95,3 dB(A)

Moto podador 87,5 dB(A)

Carrinho cortador de grama 85,3 dB(A)

Carrinho cortador de grama 83,2 dB(A)

Carrinho cortador de grama 84,9 dB(A)

Nas atividades com as máquinas o reclamante utilizava protetor auricular tipo concha CA
15624 com nível de atenuação NRRsf 21db. Com uso do protetor auricular verifica-se exposição a
75,3 dB nas atividades com máquina roçadeira; 66,5 dB nas atividades com máquina moto podador;
e 63,9 dB nas atividades com carrinho cortador de grama. De acordo com o Anexo n.º 01 da NR-15,
a Máxima Exposição Diária Permissível para 8 horas são 85 dB.

Portanto, considerando os níveis de pressão sonora registrados pelo dosímetro e a


atenuação oferecida pelo uso de EPI protetor auditivo, pode-se afirmar que o Limite de Tolerância
fixado no Anexo N.º 01 da NR-15 – Limites de Tolerância para Ruído Contínuo ou Intermitente não
foi ultrapassado.

No momento da vistoria técnica, começou a chover prejudicando a análise da avaliação


do calor. No entanto este perito realizou uma vistoria no dia 06 de junho de 2024 do processo
trabalhista 0001078-16.2023.5.10.0003, com a mesma função do autor. Diante destes fatos este perito
apresenta as análises sem prejuízo a parte reclamante. Durante a inspeção técnica, começou a chover,

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interferindo na avaliação do calor. Contudo, este perito conduziu uma inspeção no dia 06 de junho de
2024 no processo trabalhista 0001078-16.2023.5.10.0003, desta mesma reclamada e mesmo local, no
qual o reclamante desempenhava a mesma função que o autor. Com base nesses fatos, este perito
realiza as análises sem causar danos à parte que reclamante.

Para análise da exposição ao agente físico calor proveniente de carga solar, de posse de
um termômetro, fabricante Inlite, modelo Itemp, composto de um termômetro de bulbo úmido natural,
bulbo seco e termômetro de globo este Perito efetuou medições de índice de carga térmica no posto
de trabalho jardim, a céu aberto, com a finalidade de cobrir o ciclo de trabalho da parte autora. As
medições foram efetuadas no horário matutino, com o termômetro colocado exposto à luz solar, fonte
de calor, período em que o posto de trabalho se encontrava com sua maior temperatura, e tiveram
duração de uma hora. O Índice de Bulbo Úmido Termômetro de Globo (IBUTG) medido no jardim
foi de 23,8ºC. A NR-15, Anexo 3 (Limite de Tolerância para exposição ao Calor), antes da alteração
da Portaria SEPRT n.º 1.359, de 09 de dezembro de 2019, traz em seu Quadro n.º 3 que para a
atividade do reclamante, realizada: ‘trabalho moderado: em movimento, trabalho moderado de
levantar ou empurrar’ a taxa metabólica gasta é de 300 W. O Quadro n.º 2 determina que o limite de
exposição ocupacional ao calor para a taxa metabólica de 300 W é de 27,5ºC. Portanto, conclui-se
que o ciclo de trabalho do reclamante é compatível com as condições térmicas do ambiente analisado
e o Limite de Tolerância para exposição ao calor não foi ultrapassado.

7. Foram realizadas avaliações qualitativas? Se sim, detalhe quais avaliações foram


realizadas e a compreensão em razão destas.

R. Sim, para análise da exposição a agentes químicos e biológicos foram analisadas as


atividades realizadas pelo reclamante, condições de trabalho, FISPQS, uso de EPIs e tempo de
exposição aos agentes insalubres.

8. Queira o Sr. Perito informar se o Reclamante utilizava equipamentos de proteção


individual durante as suas atividades de trabalho, e, se positivo, identifique-os.

R. Durante a perícia o reclamante confirmou uso de uniforme, bota, perneira, avental,


protetor facial, luva vaqueta, protetor auricular tipo concha nas atividades de corte e poda e uso de

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botas, máscara, óculos e macacão tyvek nas atividades de limpeza de galeria de esgoto da estação de
tratamento de água e de remoção de lodo da represa.

A reclamada apresentou os seguintes comprovantes de entrega de EPIs:

- Luvas de látex 26/jun/2017;

- Botas de PVC 18/ago/2017;

9. Qual foi a conclusão do Perito quanto à alegada insalubridade? Qual a


metodologia utilizada? Cite o embasamento, aspectos técnicos legais vigentes, bibliografia e
normas utilizadas.

R. De acordo com Norma Vigente as atividades do autor não estão respaldadas para a
caracterização do adicional de insalubridade.

Para a realização deste Laudo Pericial foram observadas as Normas Regulamentadoras


do Ministério do Trabalho, mais especificamente a NR-6 (Equipamento de Proteção Individual –
EPI); NR-15 (Atividades e Operações Insalubres), Anexo 1 (Limites de Tolerância para ruído
contínuo ou intermitente), Anexo 3 (Limites de Tolerância Para Exposição ao Calor), Anexo 11
(Agentes Químicos cuja Insalubridade é caracterizada por Limite de Tolerância e Inspeção no Local
de Trabalho), Anexo 13 (Agentes Químicos), e Anexo 14 (Agentes Biológicos), aprovadas pela
Portaria n.º 3.214, de 8 de junho de 1978.

10.Na hipótese do Ilustre Perito Judicial ter considerado que as atividades do


Reclamante o expunham à insalubridade, caso o critério para aferição do agente tenha sido
qualitativo, especifique a maneira com que se dava a exposição, descrevendo detalhadamente a
análise do tempo de exposição ao agente e intensidade de contato.

R. Vide quesito número 09.

XI. CONCLUSÃO

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Para determinação ou modo da existência da insalubridade a que o reclamante esteve


exposto em seu ambiente de trabalho, foram realizadas entrevistas com os profissionais que estiveram
presentes à Perícia, verificadas as atividades desempenhadas pelo reclamante e os ambientes de
trabalho, reconhecidos os riscos e efetuadas análises qualitativas e quantitativas dos agentes de risco,
com medição de ruído e temperatura, considerando o uso ou não de Equipamentos de Proteção
Individual.

Portanto, pelos dados levantados, exame do processo, verificações das atividades


desenvolvidas pelo reclamante, este Perito conclui:

▪ O reclamante não faz jus ao adicional de insalubridade, pela exposição ao agente


físico ruído, por não encontrar amparo legal na Lei n.º 6.514, de 22 de dezembro de 1977,
aprovada pela Portaria nº 3.214, de 8 de junho de 1978, Norma Regulamentadora do Ministério
do Trabalho: NR-15 (Atividades e Operações Insalubres), Anexo 1 (Limites de Tolerância para
Ruído Contínuo ou Intermitente);
▪ O reclamante não tem o direito ao recebimento do adicional de insalubridade, por
exposição ao agente físico calor, por não encontrar amparo legal na Lei n.º 6.514, de 22 de
dezembro de 1977, aprovada pela Portaria n.º 3.214, de 8 de junho de 1978, Norma
Regulamentadora do Ministério do Trabalho: NR-15 (Atividades e Operações Insalubres),
Anexo Nº 03 (Limite de Tolerância para Exposição ao Calor);
▪ O reclamante não faz jus ao adicional de insalubridade pela exposição a agentes
químicos, por não encontrar amparo legal na Lei n.º 6.514, de 22 de dezembro de 1977,
aprovada pela Portaria n.º 3.214, de 8 de junho de 1978, Norma Regulamentadora do Ministério
do Trabalho: NR-15 (Atividades e Operações Insalubres), Anexo 13 (Agentes Químicos);
▪ O reclamante não faz jus ao adicional de insalubridade, por exposição a agentes
biológicos, por não encontrar amparo legal na Lei n.º 6.514, de 22 de dezembro de 1977,
aprovada pela Portaria n.º 3.214, de 8 de junho de 1978, Norma Regulamentadora do Ministério
do Trabalho: NR-15 (Atividades e Operações Insalubres), Anexo 14 (Agentes Biológicos).

XII. ENCERRAMENTO

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Havendo concluído o presente Laudo em 39 (trinta e nove) laudas, assinado


eletronicamente, requer o perito, que honrosamente o subscreve, sua juntada aos Autos para fins de
Direito.

Brasília, 02 de dezembro de 2024

MARCUS RIOS DIAS


Eng.º Civil e Eng.º de Segurança do Trabalho
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Número do processo: 0001114-37.2023.5.10.0010
Número do documento: 24120207420153400000044131397

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