APOSTILA DE
EDUCAÇÃO RELIGIOSA I E II
PROFª. MARILÉA NASCIMENTO
APRESENTAÇÃO
Esta apostila é uma adaptação do Livro Manual da Escola Bíblica Dominical, da Profa.
Cathryn Smith, com a inclusão de textos de um outro livro - Manual da Escola Bíblica
Dominical de Joel Ribeiro de Camargo, que enriqueceram ainda mais as ideias da Profa.
Cathryn Smith.
Agradeço a Deus a oportunidade de estar nesta Casa de Profetas - Seminário
Teológico Evangélico Vida e Luz - que tem o Pastor Manoel da Silva como presidente, o Pr.
Alexandre de Lira como Diretor e a Pra. Katia Maria Brito Monteiro como Diretora
Pedagógica, cumprindo com alegria o ministério que nos foi concedido gratuitamente pelo
Senhor.
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EDUCAÇÃO RELIGIOSA I
Objetivo do estudo da disciplina
Levar o aluno a reconhecer a necessidade e o valor do ensino religioso, no lar
e na igreja.
Textos bíblicos: Deut 6:1-9 -> essência da lei – recomendação divina
II Reis 23:1-3 -> recomendação do Rei Josias
II Cro 17:7-9 -> recomendação do Rei Josafá
O ensino da Palavra de Deus, para que não se perdesse, foi instituído por
Deus. Jesus, aos 12 anos, foi à sinagoga, e Seu ministério foi o de evangelização e
ensino. Lendo Isaías, na sinagoga, o Senhor disse que ali se cumpria a profecia.
CONCEITOS SOBRE EDUCAÇÃO
Conceitos de pedagogos cristãos
1- “A Educação Religiosa Cristã é o processo através do qual a pessoa se
desenvolve no conhecimento e na compreensão, adquire atitudes e apreciações
novas e aprende a praticar ações coerentes com o exemplo de Cristo.” Laurence
Richards
2- A Educação Cristã é o processo pelo qual a experiência, isto é, a própria
vida da pessoa se transforma, desenvolve, enriquece e aperfeiçoa, mediante sua
relação com Deus em Jesus Cristo.” Gonzalo Camargo
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Conceito de pedagogo secular
“Educação é a contínua reconstrução da experiência, com uma consciência
crescente de valores sociais, e um crescente domínio dos processos implicados
na experiência própria.” John Dewey
John Dewey -> pedagogo que abriu novos horizontes na Educação, dando ênfase à
parte formativa e não apenas à informativa, numa valorização do indivíduo, suas
aptidões e sua inclinação para as diferentes áreas de estudo e profissão. Dewey
dizia que ensinar não é somente transmitir conhecimentos, nem somente comunicar.
Ensinar é levar a pensar, é estimular para a identificação e resolução de problemas,
é ajudar a criar novos hábitos de pensamento e de ações. Este aspecto, na
educação secular, é considerado ponto básico, muito mais ainda na Educação
Religiosa. Educação é mudança de comportamento.
Para Paulo Freire, um educador secular bastante conceituado, “Educar é construir,
é libertar o homem do determinismo, passando a reconhecer o papel da História e
onde a questão da identidade cultural, tanto em sua dimensão individual como em
relação à classe dos educandos, é essencial à prática pedagógica proposta. Sem
respeitar essa identidade, sem autonomia, sem levar em conta as experiências
vividas pelos educandos antes de chegar à escola, o processo será inoperante,
somente meras palavras despidas de significação real.
A educação ideológica, mas dialogante, pois só assim pode se estabelecer a
verdadeira comunicação da aprendizagem entre seres constituídos de almas,
desejos e sentimentos.”
A instituição do ensino da Palavra de Deus foi norma nas igrejas primitivas –
Atos 2:42; Col 2:7. Depois que aceitamos Jesus, nós mudamos e passamos a ter
vida em abundância. João 10:10
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Vida abundante -> é a vida física, mental e espiritual -> tricotomia na sua
totalidade.
Há 3 vidas:
1- Bio -> vida biológica
2- Psique -> vida da alma – sede dos nossos sentimentos e emoções
3- Zoer -> vida espiritual -> significa vida de Deus em nós. Cristo veio trazer a vida
de Deus para nós.
A bíblia nos fala de uma vida sobrenatural, que é aquela dada por Deus –
João 5:21-26 – vivificar = restaurar
A bíblia indica que o significado da vida não se limita ao curto espaço de vida
física – entre o nascimento e a morte. A bíblia nos mostra a vida eterna. Por outro
lado, fala-nos de uma vida sobrenatural, que é aquela dada por Deus. É a vida que
Deus reparte com a humanidade, através de Jesus Cristo - a vida eterna.
A bíblia diz que seres humanos estão mortos, em termos de vida espiritual,
e precisam ser vivificados pela intervenção pessoal de Deus, através do Evangelho.
João 5:24
O Evangelho é a proclamação da vida afirmando que, pela atuação do próprio
Deus, pessoas mortas no pecado recebem vida em Cristo. Col 3:1
A posse da vida distingue um cristão de todas as outras pessoas, formando
uma comunidade que tem vida divina, diferenciando a igreja de todas as
instituições humanas.
Bênçãos gerais -> para todos
Bênçãos especiais -> para os salvos
O que muda em nós quando Cristo nos dá vida nova? A certeza de uma vida
nova em Cristo.
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I- Propósitos na Educação Cristã Evangélica
1- Preocupar-se com a vida cristã, com o crescimento da personalidade humana em
direção à semelhança com Deus.
2- Preocupar-se com a transformação progressiva do crente no caráter, valor,
motivação, atitudes e entendimento do próprio Deus.
Obs.: É necessário acompanhar o desenvolvimento progressivo, buscando a Deus.
Observar hábitos anteriores (fumar, beber) para buscar em Deus a mudança das
pessoas.
II- Objetivos do Ensino Cristão
1- Objetivos Gerais
a) Conduzir o aluno ao conhecimento da vontade divina.
b) Trazer o aluno a Cristo.
c) Edificá-lo em Cristo, e fazê-lo sentir o poder de Deus na sua vida.
d) Desenvolver o caráter cristão que deve se expressar na adoração e boa conduta
e no serviço cristão.
e) Promover o crescimento da vida espiritual cristã, na edificação e santificação.
f) Levar o aluno a uma experiência de fé em Cristo.
g) Persuadir o aluno a trabalhar para Cristo.
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2- Objetivos Específicos
a) Levar as pessoas a uma experiência de Deus revelado em Jesus Cristo, a uma
relação pessoal com Ele, através da fé (conscientização).
b) Levar o aluno à obediência em seguir a Cristo, no discipulado cristão.
Obs.: O Senhor requer que prossigamos em buscá-lo, para que nos firmemos e
amadureçamos.
3- Objetivo Final
Baseado em II Timóteo 3:17, concorrer para a edificação dos que estão
sendo ensinados, para alcançarem um caráter piedoso e perfeito.
III- Objetivos da Escola Dominical
a) Alcançar as multidões com ação eficaz da igreja.
b) Ensinar a Palavra de Deus.
c) Ganhar os perdidos para Cristo e levá-los a serem membros da igreja de Cristo.
Obs: A Escola Dominical é o meio de conhecer mais a Palavra de Deus.
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IV- Objetivo do ensino da Palavra
O objetivo do ensino da Palavra é fortalecer a igreja, para que haja atuação
do Espírito Santo.
V- Objetivos Gerais da Educação Cristã abrangem 7 alvos progressivos
1- Conversão cristã;
2- Filiação à igreja;
3- Culto cristão;
4- Conhecimento e convicções cristãs;
5- Vida cristã;
6- Atitudes e apreciações cristãs;
7-Serviço cristão.
Os Alvos Progressivos são um processo de transformação de vidas. Para que
este processo ocorra, é necessário que o cristão permita que o Espírito Santo
trabalhe nas diferentes áreas da sua vida, pois Ele não invade nenhuma área onde o
cristão não permita a Sua entrada.
O homem transformado pelo Espírito Santo tem seu corpo santificado, é
templo do Espírito Santo, é santuário de Deus, e todas as coisas são relacionadas
com a vida espiritual (santidade, dons do Espírito Santo) - I Co 3:16.
A Alma é o centro da vida moral do homem, e será julgada. A alma capacita o
homem a ter conhecimento de si mesmo.
O cristão é uma pessoa na qual foram criadas novas capacidades e
possibilidades, que devem ser desenvolvidas até que se tornem uma realidade. II
Co 3:18.
Bibliografia:
Adaptação das anotações de aulas da [Link] Edir Sanches
[Link]
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CAPÍTULO I
TAREFA DA ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
A organização que tem em maior responsabilidade no programa de educação religiosa
de uma igreja é a Escola Bíblica Dominical. Todas as igrejas têm uma escola bíblica e muitas
mantêm mais de uma. O número de pessoas envolvidas nessa organização é maior do que
qualquer outra. Ela funciona com regularidade, domingo após domingo, sem muitos
empecilhos naturais que outras organizações enfrentam. Seus obreiros estão entre os mais
fiéis dos membros da igreja e são dedicados e leais. O livro-texto é a Bíblia, base
insubstituível no currículo de todo programa de educação religiosa.
As tarefas principais da Escola Bíblica Dominical:
I - Ensinar a Revelação Bíblica
A tarefa principal da Escola Bíblica é ensinar a Bíblia. Embora haja muitas outras
coisas que essa Escola pode e deve fazer, sua tarefa básica é alcançar o maior número
de pessoas com o estudo bíblico. Isso não quer dizer que outras organizações não
ensinem a Bíblia também. Instrução bíblica é ministrada através do púlpito, nas reuniões
de oração, nos programas das outras organizações. A Escola Bíblica, porém, é a agência
principal para a instrução das Sagradas Escrituras.
A Bíblia tem sido o livro-texto da Escola Bíblica Dominical desde a inauguração das
suas primeiras séries de lições até o presente momento. Entretanto, há outras maneiras
muitas maneiras de estudar a Bíblia. Pode-se começar com o livro de Gênesis e estudá-Ia
livro por livro. A Bíblia também pode ser estudada segundo classificações, tais como:
história, poesia, Evangelhos, biografias, períodos históricos.
A maneira mais eficiente de estudar a Bíblia, é considerá-Ia do ponto de vista da
revelação bíblica, não duvidando da sua natureza, conteúdo e propósito. O que significa
revelação bíblica? "A revelação, no sentido cristão, significa essa manifestação do próprio
Deus em Cristo, que torna possível ao homem o conhecimento de Deus e a vida em íntima
comunhão com ele. O registro dessa revelação - o meio literário de sua transmissão ao
homem - é a Bíblia." ([Link] - Christian Doctrine, Nashville: Broadman Press, 1937,
pp.27,35).
1. Natureza da revelação bíblica
A revelação bíblica teve sua origem na mente e no coração de Deus, na pessoa do
próprio Deus. Ela é, ao mesmo tempo, o registro da revelação divina e a própria revelação de
Deus. É sua Palavra inspirada. Sua revelação se evidencia pela intervenção divina nos
negócios humanos; é vista nos eventos históricos e nas interpretações divinas dessa
intervenção.
Jesus Cristo é o clímax da revelação bíblica e a chave para sua compreensão. A
manifestação suprema e completa de Deus veio através de Cristo.
Tanto no Velho como no Novo Testamento são necessários para uma compreensão
completa da revelação bíblica. Os dois constituem uma unidade coordenada do começo ao
fim. O Novo Testamento registra o cumprimento do Velho, e a compreensão do Novo fica
incompleta sem o Velho. O significado completo do Velho Testamento só pode ser
compreendido, interpretando-o à luz do Novo Testamento.
A Bíblia, como registro da manifestação do próprio Deus, é divinamente inspirada, é
dádiva de Deus aos homens. Processos divinos e humanos contribuíram para a sua realização
e a sua conservação. Deus iluminou os homens, a fim de que fizessem os
inspirados registros. Ele ainda interferiu na preservação das Escrituras e na seleção das
partes que deveriam ser incluídas na Bíblia.
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2. Conteúdo da revelação bíblica
A primeira manifestação da pessoa de Deus é verificada na criação. A criação revela
Deus como autor de toda a vida e torna evidente a natureza criadora de Deus. O controle
divino sobre a criação é mantido através da ordem que Ele mesmo determinou, embora
tenha limitado esse controle sobre o homem quando o criou à sua imagem e lhe deu o poder
da livre escolha.
A Bíblia revela o homem como um ser essencialmente espiritual, uma pessoa com
alma eterna, criada para comunhão com Deus. O fim da revelação bíblica é ajudar o homem
a experimentar essa comunhão.
O clímax da revelação cumpriu-se em Cristo, que revelou por completo a natureza de
Deus, bem como seu propósito para com o homem. Ele também exemplificou o tipo de vida
que o ser humano redimido deve procurar alcançar.
A pessoa e a obra do Espírito Santo são partes importantes da revelação divina. No
Velho Testamento, sua natureza e obra são evidentes. Entretanto, somente no Novo
Testamento é que se revelam em plenitude a sua pessoa e seu ministério. O Espírito Santo é
o agente esclarecedor da natureza e significado da revelação bíblica, bem como da vontade
divina para com o homem.
A revelação divina aponta a consumação de todas as coisas. A natureza aguarda a
redenção final. O povo de Deus espera a libertação completa das limitações da existência
terrena e suspira pela comunhão perfeita com o Redentor. A consumação torna necessário o
juízo final, e a revelação bíblica apresenta Jesus como o juiz desse julgamento. Este juízo
banirá tudo o que efêmero, ficando apenas o que é eterno.
3. Propósito da revelação bíblica
O propósito da revelação bíblica é levar o homem a uma relação pessoal com
Deus, por meio da fé em Jesus Cristo. Somente dentro dessa relação de íntima comunhão
com Deus o homem pode cumprir o propósito divino no que concerne à vida. Esse propósito é
refletido na revelação divina, que interpreta a vida em seu contexto.
A Escola Bíblica Dominical está incumbida de ensinar essa revelação com todas as
suas implicações. Esse propósito valoriza ainda mais o papel do professor. Entendê -lo dará a
cada aula um significado especial, com o professor procurando levar a sua classe a
compreender a revelação divina e o propósito que Deus teve em revelar-se ao homem, bem
como a vontade divina para cada vida.
II - Alcançar as multidões com a ação da igreja
Alcançar as multidões demanda contato pessoal com todas as pessoas não salvas e
com todos os crentes não ativos, que moram na comunidade onde a igreja está localizada. O
propósito é levar cada indivíduo a um contato pessoal, para que haja salvação, além do
contato com a igreja para sua edificação e seu serviço. Visa a colocar as pessoas sob
influência do evangelho, através da participação nas atividades e dos serviços de culto.
Espera-se que cada pessoa que aceite Jesus Cristo como Salvador, e filie-se à igreja,
encontrando seu lugar no serviço como membro do corpo de Cristo visível na terra.
1. Expansão, uma característica da igreja
O interesse pelos perdidos e pelos crentes não ativos é uma característica básica da
igreja. A congregação que não tenha esse zelo é mais um clube social que uma igreja. É
claro que toda igreja precisa interessar-se pelos membros que já tem: ver se estão
crescendo e se desenvolvendo para uma maturidade cristã. Quando uma igreja se satisfaz
com os membros que tem e com aqueles que espontaneamente se apresentam, não se
interessando em alcançar as multidões, ela deixa de cumprir integralmente a sua missão
como igreja.
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A igreja tem que levar a mensagem aonde quer que eles estejam. Esta é a razão por
que pontos de pregação ou "congregações" devem ser mantidos, e mantidos com a
característica de lugar em que a igreja sustenta trabalhos religiosos com regularidade. É por
isso, também, que grupos de membros da igreja local devem formar o núcleo de uma nova
igreja em lugares onde não existe um ministério espiritual para o povo.
2. A Escola Bíblia Dominical, uma organização bem adaptada à tarefa de expansão
As igreja batistas precisam de uma estratégia eficiente para o cumprimento de suas
funções. Já está traçada a melhor estratégia nas organizações educacionais.
A Escola Bíblica é uma escola diferente, porque aqui, professores e alunos são
responsáveis pelo recrutamento de novos discípulos. A igreja pode utilizar-se desse princípio
como estratégia para alcançar as multidões com a sua influência, coordenando o seu
programa de expansão através de estruturas já existente na EBD. Isso significa a promoção
do programa de visitas da igreja, através da Escola Bíblica.
III. Evangelizar
A Escola Bíblica Dominical é a agência evangelizadora por excelência da igreja. Seu
livro-texto contém a mensagem que é o poder de Deus para a salvação que, em decorrência
do seu ensino, leva à evangelização. Seus obreiros constituem o maior grupo de pessoas
interessadas na salvação dos seus alunos e ainda são os mais capacitados para ganhar os
perdidos.
Evangelizar é assimilar a essência total dos ensinos de Jesus presentes nos
Evangelhos. Pessoas não se reúnem, no templo, apenas para ouvir histórias bíblicas ou
trocar experiências. A principal finalidade é que estas pessoas conheçam Jesus como seu
Salvador, conheçam a Deus como Pai, aumentem sua fé e esperança, e que sirvam com
amor e dedicação ao Senhor, tornando-se discípulos exemplares e novos ganhadores de
almas.
Na EBD, aproveitamos todas as oportunidades para evangelizar. Todas as lições
podem e devem ser canalizadas para este fim. Os ensinos bíblicos devem firmar princípios
éticos e moldar no aluno o caráter cristão.
Para facilitar o trabalho dos professores, havendo alunos em número suficiente, o
ideal é estabelecer classe para visitantes, uma para preparação para o batismo, classe de
discipulado (para aqueles que foram batizados recentemente). Em classes de adultos, onde
haja visitantes, não pode faltar uma palavra evangelística em cada aula. As aulas devem ser
direcionadas a fazer de cada aluno um evangelista. Devem ser ensinados os passos básicos
do evangelismo pessoal e, paralelamente, mostrar como defender-se de possíveis
argumentos contra a fé e contra a Bíblia. E ensinar como ser respeitoso com a pessoa e com
a religião do próximo, que ainda não teve uma experiência com Jesus. Não se prega o
Evangelho por força e nem por violência.
Dentre os objetivos da Escola Dominical estão: Alcançar as multidões com a ação
eficaz da igreja; ensinar a Bíblia; ganhar os perdidos para Cristo e levá-los a serem membros
de uma igreja.
1- Através de visitas evangelísticas
Uma das maneiras mais eficiente de alcançar os perdidos com a mensagem da
salvação é através de visitas evangelísticas. Mesmo depois de ser participantes de uma
classe bíblica, o melhor dos resultados para se conseguir decisões é o processo de
testemunho pessoal. Poucas pessoas fazem uma decisão pública sem receber antes a
influência de alguém interessado no seu caso.
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2 - Através do testemunho individual
Cada crente é uma testemunha daquilo que Deus fez por ele, por intermédio de Jesus
Cristo. Seu testemunho diário é essencial à missão da igreja. É o próprio Cristo quem diz "Ser-
me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até os confins da
terra."
O crente precisa estar atento às oportunidades que se lhe apresentam para partilhar
com os outros aquilo que Deus operou na sua vida, bem como partilhar a sua experiência de
comunhão diária com o Pai Celestial.
3 - Através da Escola Bíblica de Férias
A Escola Bíblica de Férias é uma espécie de curso de extensão do trabalho de vários
departamentos da Escola Bíblica Dominical. As divisões segundo as idades são as mesmas,
o livro-texto é o mesmo, os professores são os mesmos, os seus propósitos são os mesmos.
A diferença é que a EBF é realizada geralmente durante as férias escolares.
A EBF é muito apreciada em todos os lugares e é uma boa oportunidade para
evangelização de crianças e de pais, que costumam acompanhá-las.
Para ser proveitosa, a EBF tem de ser muito bem planejada, preparada e executada,
evitando sobrecarga de atividades sobre uma só pessoa e desorganização, fatores que
provocam tumultos e problemas. Os programas devem ser planejados para apenas uma
semana, três horas por dia. A oportunidade evangelística na EBF pode se estender além da
EBD, pois uma grande percentagem das crianças não é da EBD. A partir da EBF, há
informações importantes para possíveis visitas aos lares que necessitam conhecer o
Evangelho.
Tanto quanto possível, a EBF deve ser realizada na igreja, pois os participantes
devem ser incentivados a permanecerem ali, depois. Observar a quantidade de pessoas que
ela comporta e planejar os trabalhos para este número. Por isso, um colégio ou uma escola é
também um bom local.
1- Primeiro passo: montar equipe
Escolher comissões para executar as diferentes atividades. Pode não haver
necessidade de todas essas comissões, mas é bom pensar que o serviço existirá.
Oração - é importante ter um grupo na retaguarda orando todo o tempo pelo sucesso
da EBF, bem como pela salvação de almas.
Divulgação - uma equipe para preparar faixas e cartazes que deverão ser afixados em
pontos estratégicos, e convites que deverão ser feitos na EBD e nos cultos à noite.
Digitação - preparar convites, programações, trabalhos manuais, crachás, versículos,
cartas aos pais, etc.
Decoração - uma equipe deve ser formada para enfeitar as salas onde os
participantes se reunirão, de acordo com o tema da EBD.
Visuais - preparar visuais para cânticos, cavaletes para pintura, versículos para
memorização, histórias ilustradas, flanelógrafo, etc.
Lanche - uma equipe deverá preparar o lanche que será distribuído no intervalo das
atividades. Pode ser uma equipe para cada dia da EBF e pode ser formada pelas irmãs do
grupo feminino da igreja, ou pelos jovens que se responsabilizarão pelo preparo e
distribuição do lanche.
Jogos e brincadeiras - uma equipe deve ficar encarregada de preparar a recreação,
de preferência que se relacione com o assunto estudado no dia. Cuidado para que sejam de
acordo com a idade e a capacidade dos participantes.
Música - a música é importante na EBF e instrumentistas devem ser convidados a
participar desta equipe, bem como pessoas que possam dirigir os cânticos com dinamismo e
animação para que todos sejam envolvidos por este momento de louvor. As pessoas desta
equipe devem ser ágeis, alegres e comunicativas.
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Recepção - pessoas que tenham compromisso com horário devem fazer parte desta
equipe. No mínimo, 30 minutos antes de começar as atividades, a recepção deve estar
funcionando, distribuindo crachás, orientando e encaminhando os participantes aos seus
lugares.
OBS.: É necessário que haja uma pessoa coordenando todo o trabalho, verificando a
preparação, cuidando para que a execução do programa seja a contento.
2- Pensando na participação da família
A idade que se quer atingir varia de acordo com a igreja e os organizadores.
Costumam fazer EBF só para crianças, mas podem ser para todas as idades, inclusive
classes para jovens e adultos.
Muitos pais, mães ou irmãos mais velhos levam os menores para participarem da
EBF, moram longe e não estão dispostos a retornar para casa e depois à igreja para buscá-
los. Assim, se for feita uma programação que os alcance, os organizadores estarão ajudando-
os e proporcionando-Ihes condições para a sua participação.
3- Preparar um tema e nomear professores
A EBF precisa ter um tema, sobre o qual se trabalhará e que se deve ser repetido
todos os dias para fixação. Os temas podem ser sobre personagens bíblicos, amor de Deus,
o andar com Cristo, as parábolas de Jesus, as grandes construções da Bíblia (templo,
navios, etc.) os heróis da fé, etc.
Os professores deverão estar bem preparados para contar e viver histórias, sem lê-
Ias. Devem decorá-Ias. Poderão usar uma história bíblica e uma missionária. A EBF é uma
boa oportunidade para se incentivar atitudes missionárias.
4- Havendo dedicação, haverá bons resultados
As escolas Bíblicas de Férias constam hoje como atividades muito bem aceitas nas
igrejas. Talvez porque reúnem de uma só vez, adoração, comunhão, proclama ção, serviço e
educação. E tudo isso faz parte da razão de ser da igreja Mat 28:19-20: "lde, ensinai". Uma
criança que recebe bem cedo os conceitos bíblicos-cristãos e aceita a Cristo tem maiores
chances de se tornar um cristão amadurecido e mais útil no Reino de Deus.
IV - Induzir os membros da igreja a cultuarem a Deus diariamente
A experiência do culto é de fundamental importância para o homem, dada a sua
condição de pessoa essencialmente espiritual, criada à imagem do próprio Deus, pessoa
cujo fim último é a comunhão com a divindade. Deus está sempre à espera dessa
comunhão.
Antes que as pessoas possam ter experiência do culto espiritual, é necessária a
participação regular e fiel nos serviços religiosos da igreja. Reconhecendo esse fato, a
Escola Bíblica Dominical promove a frequência aos cultos, não somente aos cultos
dominicais, mas também a outras reuniões de adoração durante a semana. Uma visita com a
intenção de alistar um aluno na Escola Bíblica, sempre inclui o convite para assistir aos
cultos da igreja. Os visitantes à Escola são convidados a ficar para o culto. Essa relação
íntima entre EBD e o culto é uma das razões principais da realização da Escola antes do
culto da manhã.
Contudo, sua oportunidade maior apresenta-se quando a experiência de cultuar a
Deus no templo é transferida para as atividades durante a semana. Sendo a Bíblia o livro-
texto da Escola, cada aluno é incentivado a possuir seu próprio exemplar e a estudá-Ia
diariamente. A leitura de passagens relacionadas com as lições dominicais e de outras de
natureza devocional traz benefícios à vida do aluno, seja essa leitura feita a sós ou em
conjunto com a família. Através da leitura da Bíblia ouve-se a voz de Deus e desperta-se o
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desejo de falar com Ele. Assim, a oração torna-se parte essencial do culto. A prática diária da
leitura bíblica e da oração transformará a vida do indivíduo, tornando-o cada vez menos
egoísta e alargando os seus horizontes relativos ao ministério de intercessão.
CAPÍTULO 2
ADMINISTRAÇÃO DA ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
Havendo uma pessoa que conheça Cristo como Senhor e Salvador, uma Bíblia e um
aluno, pode-se ter uma Escola Bíblica. Professor, texto e aluno são os elementos essenciais
de uma escola. Há necessidade de algumas normas para a administração de uma Escola.
A organização escolhida, em harmonia com o programa de ensino bíblico, deve ser a
mais simples possível, a mais flexível e completa, bem como mostrar claramente a
autoridade e responsabilidade da igreja em relação à EBD. A flexibilidade facilita a sua
adaptação a cada igreja, atendendo aos casos específicos; deve ser completa no sentido de
levar em conta o ensino bíblico da igreja em todos os seus aspectos, e não somente no
aspecto da sua organização para funcionar domingo pela manhã. O novo conceito de EBD
inclui atividades de extensão, de estudo bíblico fora do horário de domingo.
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Responsabilidades das diretorias
1) Diretoria Geral
1) Pastor
O pastor precisa conhecer a natureza da técnica do ensino e do treinamento, bem
como o processo ensino-aprendizagem. Portanto, tem de fazer mais do que demonstrar que
está a favor da Escola Bíblica. Ele, como o professor principal da igreja, deve tomar a
iniciativa do planejamento e da realização de um programa eficiente de ensino bíblico em
sua igreja. Seu ministério de ensinar não é optativo, é obrigatório. (Ver Mat.28:18-20; I Tim.
3:2; Col. 1 :28)
a) Ele precisa conhecer a organização e administração da EBD; familiarizar-se com o com o
currículo de estudo bíblico na EBD e com o currículo de estudos.
b) Precisa dar-se a tarefa de descobrir e preparar professores para o ensino bíblico, bem
como treinar outros obreiros da EBD, visando à execução de trabalhos específicos. É
fundamental que o pastor lidere a igreja os estudos bíblicos e doutrinários, estudos de
métodos, etc.
c) É privilégio seu fazer parte da comissão que indica pessoas para os vários cargos da EBD,
bem como ter o direito de ser ouvido no processo de escolha.
d) O pastor tem que despertar a igreja para compreender a necessidade de espaço
destinando à educação religiosa. Espaço, equipamento, material de currículo são
necessários ao trabalho.
e) É-lhe proveitoso cooperar com o diretor de EBD de toda maneira possível.
f) É necessário que o pastor ensine e doutrine os professores, sendo o responsável pela
qualidade do ensino, em todas as classes de todas as idades.
g) O pastor precisa participar das reuniões de EBD na sua igreja. Até mesmo ensinar uma
classe, casos as circunstâncias o exijam. O pastor Nilson do Amaral Fanini, por vários anos,
ensinou à classe de novos membros da igreja, durante o horário da EBD. Mais tarde,
entregou essa tarefa a um auxiliar e ele mesmo passou a ensinar numa classe de jovens,
porque via que muitos deles não participavam do estudo bíblico. Há outros pastores que
fazem o mesmo, por reconhecerem que são as pessoas mais indicadas para orientar
determinados estudos, e por saberem que o ensino faz parte do seu ministério.
2) Diretor
O diretor é responsável perante a igreja pelo planejamento, execução e avaliação do
trabalho previsto no programa de ensino bíblico. Naturalmente, ele dependerá do pastor para
aconselhamento e liderança. O pastor reconhecerá e usará a EBD como uma das
organizações mais valiosas da igreja para cumprir a sua missão integral.
Tarefas do diretor:
→ Assumir a liderança, determinando a organização, o horário e os meios para a EBD
realizar a sua tarefa.
→ Recomendar pessoas e ajudar, quando necessário, a inscrição de obreiros para a
organização (professores e outros).
→ Ajudar os obreiros a compreenderem as suas responsabilidades.
→ Levar os obreiros a estabelecerem alvos para o trabalho.
→ Avaliar, com os obreiros, o trabalho e fazer recomendações em relação ao currículo.
→ Tomar a iniciativa, determinando necessidade de treinamento e planejamento, bem como
dirigir as atividades que visem a esse fim.
→ Manter registros para a avaliação do progresso.
→ Apresentar, periodicamente, relatório à igreja relativo à execução do
programa.
→ Orientar aos demais obreiros no cumprimento de suas responsabilidades.
→ Receber dos demais obreiros pedidos de recursos financeiros e humanos, bem como
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solicitação de equipamento suplementar necessário ao desenvolvimento de seu trabalho.
3) Vice-diretor (necessários em algumas EBD's)
O vice-diretor é responsável, perante o diretor da EBD, pelo cumprimento de tarefas a
ele determinadas pelo diretor. Essas responsabilidades podem incluir:
→ Substituir o diretor nos seus impedimentos.
→ Ajudar o diretor a realizar qualquer de suas
responsabilidades.
→ Ajudar a fazer publicidade da EBD.
→ Manter os registros de que o diretor precisa para a avaliação da EBD.
4) Secretário
O secretário é responsável perante o diretor da EBD pela coleta e avaliação de
registros da EBD. As igrejas podem escolher um segundo secretário para ajudá-Io. Suas
responsabilidades incluem:
→ Orientar o programa de matrícula de novos alunos.
→ Manter um arquivo geral de alunos da EBD (eletrônico ou físico) incluindo casos de
classes especiais na igreja ou nos lares.
→ Orientar os demais secretários da Escola quanto à maneira de conseguir relatórios,
registrá-Ios e consolidá-Ios.
→ Recolher pedidos de literatura e materiais didáticos das classes ou departamentos;
organizar a lista e submetê-Ia à pessoa designada pela igreja para fazer a compra.
a) Outros diretores
Há três diretores que poderão ajudar em escolas grandes, cujas responsabilidades
específicas não podem ser acumuladas por nenhum membro da diretoria.
a) Diretor de extensão
Esse diretor é responsável, perante o diretor da EBD, pelo planejamento, direção e
coordenação de atividades de extensão da EBD (Escola Bíblica de Férias, escolas filiais,
estudos bíblicos nos lares, classes bíblicas fora do horário de domingo, etc.) Algumas das
suas responsabilidades são:
- Liderar o estudo de outros tipos de projetos de ensino bíblico e atividades de natureza
contínua que a igreja pode assumir.
- Recomendar o tipo de organização necessária a cada atividade.
- Selecionar e recomendar obreiros para cada atividade.
- Pesquisar e recomendar o currículo para cada atividade de extensão de estudo bíblico.
- Cooperar com o diretor de preparação de professores a fim de conseguir melhora no ensino
das atividades de extensão.
- Apresentar relatório ao diretor de EBD sobre as diferentes atividades.
- Apresentar a necessidade de recursos financeiros e humanos à pessoa pertinente a esta
atividade.
- Administrar os pedidos de recursos financeiros e zelar pelo bom uso deles, de acordo com
a política financeira da igreja.
b) Diretor de expansão
O diretor de expansão é responsável, perante o diretor da Escola, pelo planejamento,
realização e avaliação de esforços com o objetivo de alcançar alunos da EBD, e que aceitem
a Cristo como. Salvador e se tornem membros da igreja. Algumas das suas
responsabilidades:
18
→ Ajudar a dirigir o programa de expansão da EBD.
→ Cooperar com o diretor da EBD em determinar a organização, a liderança, os horários e os
métodos de alcançar pessoas para Cristo.
→ Orientar diretores de departamentos, sugerindo-Ihes recursos, desenvolver planos técnicos,
etc.
→ Manter em dia o arquivo de futuros alunos e ajudar aos líderes na entrega de tarefas para
visitação aos responsáveis por esses futuros alunos.
→ Descobrir os alunos em perspectiva para alcançá-Ios para Cristo.
0BS.: Uma das mais produtivas atividades é o programa de visitação semanal, bem
planejado e orientado.
c) Diretor de preparação de professores
Esse diretor é responsável, perante o diretor da EBD, pela avaliação e o
melhoramento do ensino da Bíblia. Ele o auxilia da seguinte maneira:
→ Cooperando com o diretor, aconselhando-o na organização, na liderança, no currículo, nos
horários, na utilização do espaço e nas técnicas de ape rfeiçoamento, no desenvolvimento de
métodos especializados para o ensino bíblico;
→ sugerindo recursos aos diretores de departamentos para melhoria do ensino;
→ ajudando aos diretores de departamentos a desenvolver planos, métodos e técnicas pa ra
melhorar o ensino;
→ providenciando oportunidades de estudo que ajudem aos professores a adquirirem
conhecimento da revelação bíblica, como preparo de fundo para o ensino;
→ avaliando a qualidade do ensino da EBD.
2) Diretor e Secretário do departamento de adultos
a) Diretor
O diretor administra todo o trabalho do departamento. Ele responde, perante o diretor
da EBD, pelo pagamento, pela direção e avaliação do trabalho do seu departamento. Oferece
liderança aos seguintes setores:
- De organização, onde providencia a formação de classes segundo o número de alunos
existentes.
- De provimento para literatura e outros materiais; faz recomendações à diretoria de EBD, ou
diretamente ao Pastor da igreja.
Deve ser incluída, no orçamento da igreja, uma verba para a compra de literatura necessária
ao ensino.
b) Secretário
Além das responsabilidades descritas abaixo, o secretário exerce as mesmas funções
que o secretário da EBD:
→ Distribuir aos secretários de classe cadernetas contendo os nomes dos componentes da
cada classe;
→ Fazer o resumo de relatório das classes, podendo preparar o relatório para o departamento,
se houver necessidade;
→Supervisionar a retirada de nomes do rol de membros, isto é, dos nomes de alunos que
falecem, daqueles que se transferem para outros locais ou se matriculam em outras classes.
Esses ajustes são sempre necessários. O nome daqueles que faltam com muita frequência
não deve ser retirado, antes de se fazer um contato com ele, procurando saber o motivo de
sua ausência.
19
OBS.: Dentro dos Departamentos, as responsabilidades dos diferentes diretores e
secretários são muito semelhantes. Havendo necessidade, faz-se uma adaptação entre estas
responsabilidades.
3) Professor
O professor reúne em si algumas importantes características. Além do trabalho de
ensinar a Bíblia, ele é um formador de caráter, um disciplinador, um evangelista e um
exemplo a ser seguido.
Os professores são matriculados nas classes que lecionam. Algumas das responsabilidades
do professor em relação à administração da EBD:
→ Compreender o papel da classe, que é ajudar à igreja a cumprir a sua missão.
→ Reconhecer a contribuição da classe de adultos. Uma classe de adultos pode não somente
cumprir suas próprias responsabilidades, mas também cumprir o trabalho geral da igreja. É
especialmente no trabalho de visitação que a classe de adultos representa, muitas vezes, o
único elo entre a igreja e os seus membros adultos. A classe de adultos também constitui
uma ponte entre a igreja e os membros inativos.
→ Ser responsável pelo trabalho total da classe.
→ Cooperar com a política e as práticas da igreja.
→ Conhecer as responsabilidades dos líderes de classe, treiná-Ios e orientá-Ios no seu
trabalho.
O professor precisa possuir algumas características:
1) Unção para ensinar
Sem a graça e a unção dos céus, por mais qualificada culturalmente que seja uma
pessoa, mais cedo ou mais tarde haverá dificuldade em seu trabalho.
Na EBD não se está simplesmente ensinando, mas formando cidadão dos céus. Há
algo transcendente no trabalho do professor. Suas palavras precisam ser ungidas e deve
haver experiência com a Palavra e com o Espírito Santo de Deus. É necessário que haja
responsabilidade, primeiramente, para com Deus, fazendo tudo com seriedade, sabendo que
o Senhor é galardoador de todos os fiéis. Deve haver responsabilidade com a igreja, levando
os alunos a participarem das atividades da igreja, com amor, alegria e dedicação. É
necessário que haja responsabilidade diante da EBD, avisando se precisar faltar, além de
cooperar com os demais professores e departamentos da igreja. A classe é da
responsabilidade do professor. Por isso, é necessário promover a edificação e o crescimento
dela. É importante conhecer bem os alunos, os problemas que enfrentam, tanto no trabalho
como em seus lares, envolvendo-se com eles e conhecendo-os pelos nomes. O professor deve
ter gosto pelo estudo, comprometendo-se a estudar a Palavra de Deus regularmente,
ajudando a seus alunos a crescerem na graça e no conhecimento do Senhor. Além disso, deve
procurar ler outros livros que poderão lhe ajudar a aumentar seus conhecimentos, filtrando o
que lê, pois há muita heresia e muita literatura distorcida acerca da Palavra de Deus.
É importante, também, que o professor seja uma pessoa humilde, fiel e que tenha o
seu coração cheio de amor, pois há muitas pessoas retraídas e que se julgam sem nenhum
valor. Somente o amor pode auxiliá-Ias a se sentirem valorizadas.
Muitas outras características também são importantes. O professor descobrirá que
muitas das suas qualidades podem ser aproveitadas na causa do Mestre. É necessário usar
tudo o que se tem, melhorar naquilo em que se julga deficiente e buscar o que acha que não
se possui, pois o Senhor vai conceder liberalmente para a Sua obra.
20
4) Professor Auxiliar
Quando for necessário um professor auxiliar, escolhe-se para cada classe, onde
será matriculado e ali exercer sua função. Em escolas menores, um professor auxiliar é o
suficiente para todas as classes. A tarefa principal do professor é conduzir a classe no
estudo bíblico, substituindo o professor titular quando se fizer necessário.
5) Líderes de grupo
Há líderes, nomeados pelo líder de expansão, que são membros da classe com
responsabilidades específicas. O líder de grupo também será responsável por alguns alunos
em perspectiva e fará visitas a essas pessoas, não se limitando apenas a simples convite
para que a pessoas assista aos trabalhos da igreja, mas precisa ser auxiliado num
planejamento em termos bem definidos. Os nomes dos futuros alunos têm que Ihes ser
entregues para visitas, durante um período precisamente determinado. Se ao final do período
não obtiver êxito, os nomes dessas pessoas devem ser entregues a outro líder que, talvez
tenha algo mais em comum com esses alunos em perspectiva, podendo estabelecer um
relacionamento mais produtivo.
6) Departamento do Lar
1) Diretor
→ Liderar a organização do departamento.
→ Incentivar os obreiros a aproveitarem oportunidades de treinamento.
→ Orientar aos obreiros do departamento na técnica de visitar e de usar a criatividade no
ensino a alunos que não podem sair de casa, por razões diversas.
→ Administrar o trabalho do departamento: comunicar informações aos obreiros, apresentar a
necessidade de recursos financeiros, de literatura e outros materiais, administrando esses
recursos segundo a política da igreja.
2) Visitadores
→ Aceitar a responsabilidade por um grupo de alunos
→ Aprender a fazer visitas producentes.
Este é o meio através do qual o visitador realiza o seu trabalho. Para isso, precisa
estudar constantemente princípios e métodos de visitação. Porém, o essencial é aprender a
fazer visitas, quer esteja sozinho, quer esteja em grupo.
→ Realizar o ensino bíblico durante a visita. Nessa atividade, esqueça-se de conceitos
tradicionais de pedagogia, pois seu trabalho será realizado através de conversação com uma
pessoa só. Tem de se aprofundar nisso, e cada vez mais, o seu próprio conhecimento da
Bíblia, levando seu aluno dedicar-se ao estudo bíblico, na medida de suas possibilidades.
→ Aceitar a responsabilidade de visitação a alunos em perspectiva. Essa tarefa vai muito além
de uma simples visita com respectivo relatório. Implica no interesse por aqueles que hão de
ser alunos; tem correlação com a maneira de conquistar a amizade e confiança de pessoas
indiferentes e difíceis, desligadas de assuntos de religião; prende-se ao fato de dar
testemunho fiel diante de pessoas que não conhecem o evangelho e, portanto, não são
cristãs.
→ Ministrar às necessidades dos alunos. A aptidão dos visitadores aumenta com relação às
pessoas portadoras de necessidades especiais, sendo necessário que eles amem esse
trabalho. Na casa onde houver luto ou desânimo, é indispensável a presença dos que levam
a sério o ministério de visitar. Nos casos de necessidades físicas ou de conselhos que não
possa atender, ele procurará o auxílio adequado através do diretor do departamento.
→ Procurar envolver os alunos em atividades da EBD. O visitador saberá em quais as
21
atividades eles estão em condições de participar, ou não. Há visitadores que desenvolvem
seu ministério espiritual entre esses alunos e formam um elo permanente entre a igreja e o
lar, tornando possível o relacionamento dos alunos com a igreja, podendo acompanhar,
mesmo de casa, os trabalhos desenvolvidos, mantendo o interesse pelos problemas da
evangelização.
- Registros da Escola Bíblica Dominical
1- Material para registros e relatórios
1) Ficha de matrícula
Esta ficha deve ser preenchida para cada aluno matriculado na Escola e seus dados
devem permanecer num arquivo permanente, divido por departamentos e por classes. É
tarefa do secretário(a) geral manter o arquivo atualizado, com relação às mudanças de
classe dos alunos .
2) Relatórios
1 )Relatório Geral - Livro da Secretaria da EBD
É a caderneta que contém os nomes das classes ou dos departamentos, com os
respectivos relatórios. No final de cada página, há lugar para o resumo do relatório geral e
para o relatório de escolas filiais. No fim da caderneta, há um espaço para o resumo mensal
dos relatórios.
2) Relatório de Classe
É feito através de uma caderneta, com espaço para o rol de membros da classe, a
matrícula dos alunos e os relatórios individuais cada semana, bem como o resumo no fim do
mês.
2) Utilidade dos registros e relatórios
Registros bem feitos ajudam aos obreiros de classes e departamentos, bem como ao
diretor da EBD. Cabe à equipe responsável pelos registros, em cada nível, a importante
tarefa de fazê-Ios com clareza e precisão, pois só relatórios precisos podem revelar avanço,
êxito ou falha. Cabe ao diretor geral da EBD, aos diretores de departamentos, aos diretores
de expansão e aos professores saberem tirar dos registros as informações que lhe facilitem a
busca dos faltosos e dos visitantes, para que retornem à EBD. Cabe-Ihes também incentivar
àqueles que ainda não têm o hábito de estudo sistemático da Bíblia, excelente meio de
encontrar na Palavra de Deus a solução para qualquer problema.
Assim, a pesquisa bíblica proveitosa, o programa de visitação bem sucedido, o
progresso espiritual dos alunos da EBD dependem dos relatórios bem feitos e
inteligentemente utilizados.
CAPíTULO 3
O EVANGELlSMO NA ESCOLA BíBLICA DOMINICAL
Não se discute que a igreja tem missão evangelizadora. A Escola Bíblica Dominical é
a organização cuja tarefa específica é evangelizar e doutrinar. Evangelizar, batizar, d outrinar,
ou seja, fazer discípulos, batizando-os e ensinando-Ihes tudo que Cristo ensinou. (Mat.28:19-
20)
I - Evangelização na EBD
Sendo a Bíblia a revelação de Deus aos homens, o livro que ensina o único caminho
da salvação, uma decorrência natural dos seus preceitos é a evangelização. O que falta em
nossas escolas são aqueles que não conhecem Cristo como Salvador.
Tudo o que já foi falado sobre a busca de pessoas que são possíveis alunas da EBD,
inclui os não crentes. A visitação também não se limitará aos membros da igreja não alunos,
22
mas se estenderá aos descrentes. Já foi provado que o evangelismo pessoal é o método
mais eficiente de ganhar almas. Poucas pessoas fazem uma demonstração pública de
aceitar Cristo como Salvador sem ter tido antes um contato pessoal com alguém que lhe
tenha explicado algo do evangelho.
Para tornar a EBD evangelística, é necessário descobrir pessoas que necessitem do
evangelho, organizar um arquivo de possíveis alunos, fazer funcionar um programa
permanente de visitas, envolver todas as pessoas que desejarem ser alunas da EBD -
crentes e não crentes (novos alunos representam novas oportunidades evangelísticas);
envolver os alunos crentes no evangelismo pessoal; manter contato com os visitantes; fazer
visitas com o objetivo de ganhar os perdidos.
Alguns princípios:
1- Formar professores da EBD para que eles tornem evangelístico o ensino de cada lição.
Capacitar esses professores a aproveitarem momentos oportunos para o evangelismo,
falando a toda classe ou a aluno por aluno, individualmente.
2- Formar a liderança da EBD e treinar os alunos crentes para o evangelismo pessoal e
visitação evangelística - há material evangelístico específico para esse fim, publicado pela
Junta de Evangelismo da Convenção Batista Brasileira. Há mais material que pode ser
utilizado como revistas, que estão à disposição nas diversas lojas revendedoras de artigos
evangelísticos.
3- Fazer evangelização - a responsabilidade central da EBD
Desde o diretor geral até o mais humilde dos alunos crentes, o alvo tem que ser
"aprender mais a Bíblia", para que todos possam cumprir a ordem do Mestre na aquisição de
almas. Portanto, estabeleçam-se metas, tracem-se planos, trabalha-se com amor, não
simplesmente para atingir um alvo, mas para ganhar mais almas para Cristo.
Planeja-se a organização e traçam-se os planos, mas tudo há de ser reforçado pelo
Espírito Santo. Este é o poder que Deus nos quer dar. Porém, é necessário que lho peçamos
e nos submetamos à autoridade de Jesus Cristo. Deus sempre trabalha ordenadamente,
através de planos definidos.
II - Integração dos novos convertidos
1- Classe de novos decididos
Toda pessoa que se decide por Cristo precisa ser prontamente orientada na vida
cristã. Há certos conhecimentos fundamentais, indispensáveis e urgentes para que ela vença
em nova vida. A matéria destinada às classes regulares da EBD não é adequada ao recém-
convertido, que se acha no início de sua vida espiritual. A classe de novos convertidos lhe dá
firmeza, preparo suficiente para que possa aproveitar os cultos. O objetivo dessa classe é o
desenvolvimento contínuo da vida espiritual daqueles que vão confessando Jesus como seu
Salvador. É nesse ambiente que são desenvolvidos hábitos c orretos de estudo bíblico, que se
aprende a orar e a meditar. O início da vida cristã é difícil, como qualquer início. É necessário
dar ênfase à memorização de textos das Escrituras, devendo o novo convertido ficar nessa
classe até que o professor perceba que ele está apto para fazer a profissão de fé e se
batizar.
III - O pastor e o Evangelismo na EBD .
1- Ensinará pelo exemplo
Em primeiro lugar, o pastor precisa amar a evangelização pessoal e reconhecer qual o
seu papel no preparo daqueles que ainda não estão familiarizados com o evangelismo
pessoal. Fazendo visitas evangelísticas, acompanhado de pessoas leigas, o Pastor ensinará
pelo exemplo, deixando, algumas vezes, o leigo agir, oferecendo-lhe apoio e incentivo.
23
2- Treinará os obreiros da EBD no evangelismo
O pastor cooperará com o diretor da EBD e seus auxiliares, em todo o esforço de
aprender as doutrinas essenciais e as técnicas que tornem o obreiro eficiente ganhador de
almas. Em muitos casos, ele precisará tomar a iniciativa para estimular o interesse, sendo o
líder dos obreiros na evangelização.
3- Contribuirá para ganhar as crianças
O pastor deve ter uma personalidade atraente, capaz de congregar as crianças em
torno de si. Ele deve aconselhar cada criança, pessoalmente. Os pais, os professores, os
evangelistas têm sua parte, mas o pastor não pode negligenciar com relação às crianças.
Procurará protegê-Ias contra pessoas que queiram forçar uma decisão, quando a criança não
tem convicção do que está fazendo.
O pastor deve cooperar com os pais, ensinando-Ihes a lidar com a criança, tirando
suas dúvidas relativas à decisão da criança, ajudando a evitar métodos errados no trato com
as crianças.
O pastor deve incentivar as crianças na aceitação de Cristo, trabalhando junto com
pais e professores para que, com naturalidade e sem pressão, ela possa compreender o
evangelho e sua necessidade de salvação.
4- Providenciará bons professores
O pastor providenciará professores que saibam lidar com a criança, levando em conta
suas características, sua faixa etária, pois precisam de professores que saibam lidar com
elas. É necessário que o professor possua habilidades para lançar o fundamento de atitudes
e conceitos corretos sobre Deus e de Jesus. Os professores saberão o que há de ser feito, e
reconhecerão o momento oportuno para levar a criança a tomar a decisão por Cristo.
5- Estará à frente dos obreiros da EBD no programa de visitação
Embora haja membros da diretoria da EBD responsáveis pela liderança da visitação, o
pastor deve estar sempre à frente. Precisará tomar iniciativa para que algum plano seja
adotado e sistematicamente realizado. Sem o estímulo do pastor, o projeto pode fracassar.
IV- A EBD e Esforços Especiais de Evangelismo
1- Conferências evangelísticas
A EBD pode servir à igreja nas 3 fases de uma série de conferências evangelísticas: o
período de preparação, o período das conferências e o período posterior às conferências.
Sendo a maior organização da igreja, A EBD se adapta bem às atividades de preparação
para esse evento: cultos de oração, visitas evangelísticas a alunos não crentes da EBD,
conversas com os pais, cujas crianças não são crentes, visitas aos pais não crentes que
tenham crianças envolvidas na EBD, apresentação do plano de salvação nas classes.
Durante as conferências, a EBD poderá reunir seus alunos por classes ou
departamentos, com os convidados não crentes, com a intenção de conseguir a frequência
dos alunos, entregar nomes a obreiros ou alunos crentes para visitas, orar pelos perdidos e
dar orientação aos amigos não crentes. As visitas evangelísticas serão continuadas durante
as conferências.
O plano de salvação dos novos decididos, depois da série de conferências, será
realizado através da EBD.
24
CAPÍTULO 4
CURRÍCULO PARA O ESTUDO BÍBLICO
I - Conceituação de Currículo
Conceitua-se currículo para o ministério educacional como sendo o conjunto de todos
os materiais, atividades e experiências de que a igreja lança mão, para cumprir sua missão
de educar. É o programa total da vida de cada aluno. Segundo sua signif icação literal, currículo
é, de fato, "corrida", "jornada", "caminhada" e traz a idéia de continuidade,
sequência.
No entanto, tudo o que é apresentado aqui se relaciona mais diretamente com os
materiais e cursos de estudo na Escola Bíblica Dominical. A vida do aluno gira em torno do
ensino da instrução nas Escrituras. Quer seja em aula, quer no convívio formal ou info rmal,
intencional ou ocasional, dentro do templo ou fora dele, a conduta do aluno está intimamente
relacionado com o que ele possa aplicar à vida, tirando ensinamentos através do estudo
bíblico.
II - Objetivos do currículo
É necessário destacar que os objetivos constituem a chave para a elaboração do
programa de ensino, ou do currículo. Os objetivos justificam a seleção de conteúdo da
matéria, e norteiam as atividades da aprendizagem. Eles influenciam na seleção de técnicas
de ensino e de auxílios didáticos.
Um currículo para a educação cristã tem que refletir um objetivo que se deseja
realizar em favor do aluno, bem como tem que determinar a matéria que se pretenda usar
para isso. O objetivo precisa ser sadio e completo.
Para a formulação de um objetivo, é fundamental o conceito sobre a Bíblia - a
principal matéria. O currículo requer firmeza sobre o conceito inabalável quanto à natureza
da Bíblia, ênfase sobre o seu conteúdo, afirmação fiel da sua mensagem, em harmonia
absoluta com o seu propósito. A Bíblia é o ponto de partida do que ensinamos e a razão do
que ensinamos, bem como a maneira como ensinamos. A Bíblia é a única revelação da
verdade redentiva. O currículo precisa refletir esse conceito, e ensinar esse conteúdo,
apresentado de tal forma, que as pessoas o aceitem como a Palavra de Deus.
O currículo existe para algum propósito ou objetivo: Levar as pessoas a uma
consciência de Deus revelado em Jesus Cristo, a uma relação pessoal com Ele através
da fé, a obediência em segui-Lo no discipulado cristão, a uma vida orientada pelo Espírito
Santo e ao desenvolvimento contínuo da maturidade cristã.
Este objetivo está nos propósitos de Deus para com as pessoas, nas expressões da
mensagem do evangelho, nas afirmações da natureza e necessidades espirituais das
pessoas, e nos mistérios daquilo que se processa no desenvolvimento do novo homem em
Cristo.
Um currículo precisa de tal objetivo, pois serve:
1) de caminho;
2) de padrão para medir progresso;
3) de meio de avaliação.
Particularizando, podemos dividir esse objetivo em sete alvos progressivos,
adaptando-os aos vários níveis de idade. Os sete alvos têm relação com as sete áreas da
vida:
1) Conversão
2) Filiação à igreja
3) Culto cristão
4) Conhecimento e convicções cristãos
5) Atitudes e apreciações cristãs
6) Vida Cristã
7) Serviço cristão
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III - Princípios Fundamentais do Currículo
Há alguns fatores que existem como verdades já estabelecidas e aceitas, que
constituem fundamento lógico do currículo. A lista aqui sugerida é apenas exemplificativa.
Portanto, outros princípios poderiam ser acrescentados, porém, estes são básicos.
1- A primazia da revelação bíblica
Temos a verdade da revelação nas Escrituras. A Bíblia é o registro da autorrevelação
de Deus ao homem. Através dela Deus fala ao homem. A Bíblia contém toda a verdade
necessária à orientação moral e espiritual do homem; é irrecusável para sua plena
realização como filho de Deus.
2- A natureza e as necessidades espirituais das pessoas
As pessoas têm necessidade urgente de conhecer o Deus revelado em Cristo. Precisam
responder a Deus em Cristo, com verdade de amor. Precisam conhecer Cristo como Salvador
e Senhor. Os redimidos têm capacidade quase ilimitada de aprender a desenvolver-se e
transformar-se espiritualmente, quando entram em contato com a verdade da revelação bíblica
e com a graça de Deus em Cristo.
As pessoas são criaturas de Deus, criadas à sua imagem; têm capacidade de pensar,
decidir e ter comunhão com Deus. Elas são diferentes umas das outras. Por isso, o currículo
tem que ser graduado segundo a idade e necessidade de cada grupo. São seres sociais que
precisam de comunhão uns com os outros. O homem pode aprender durante toda a vida e
pode mudar a maneira de viver em qualquer idade ou fase.
3- A natureza, realidade e significado da experiência cristã
Deus, em Cristo, encontra as pessoas através da atividade do Espírito Santo e da
iluminação da verdade do evangelho. Quando as pessoas aceitam Cristo e se submetem
a Ele com fé e humildade, tornam-se novas criaturas. O Espírito de Cristo – o Espírito
Santo, vem habitar nas suas vidas.
4- A natureza e a missão da igreja
A igreja é a comunidade dos redimidos, o corpo de Cristo. Ela encontra sua expressão
real nas congregações locais de crentes batizados, cujo destino individual, ou de grupo, é
crescer até a estatura de Cristo e levar à frente o ministério do ensino, da evangelização
e de serviço.
5- A natureza e importância do processo educativo
A aprendizagem se processa através da atividade de cada indivíduo, apoiando-se em
suas experiências passadas, necessidades presentes e aspirações futuras. Por isso, a
individualização dos alvos do currículo torna-se necessária na aprendizagem. O que se
assimila emerge das circunstâncias sentidas ou reconhecidas pelo aluno. As verdades
bíblicas têm que ser desejadas, compreendidas, aceitas e aplicadas à vida pelo indivíduo,
antes que possam contribuir para seu desenvolvimento espiritual.
A capacidade de aprender perdura e acompanha a vida. Aprende-se desde o
nascimento, e a aprendizagem é rápida durante a infância e a adolescência. Na fase adulta,
embora mais lenta em alguns casos, depende sempre do desejo de aprender e da
disciplina no estudo.
O homem é um ser educável, e tem capacidade de percepção, compreensão,
ajustamento e desenvolvimento. É capaz de modificar atitudes e de alterar
comportamentos. O exercício da inteligência é indispensável na educação religiosa. Pela
26
inteligência a pessoa participa criativamente do desenvolvimento próprio. Pela razão, ela
examina, investiga, faz comparações, escolhe os alvos, descobre contrastes entre sua
vida e esses alvos escolhidos; planeja modificações em relação às falhas e faz escolhas.
6- A atuação do Espírito Santo
São necessários recursos espirituais para o máximo desenvolvimento do homem. A
graça e a revelação divinas agem na educação cristã, colocando à disposição da pessoa
recursos espirituais ilimitados, sem os quais ninguém pode superar as limitações de sua
natureza e realizar a plenitude de sua potencialidade.
O ministério educacional da igreja não pode ser cumprido sem a atuação do Espírito
Santo. Experiência espiritual significa mais do que um simples processo educativo. O Espírito
Santo é o orientador do ensino e da aprendizagem. Através da operação do Espírito, a
pessoa faz sua entrega a Cristo, Salvador e Senhor, e através da operação do mesmo
Espírito, efetuam-se a regeneração dos perdidos e a santificação dos salvos.
IV- A Bíblia no Currículo
1- A Bíblia é a fonte, o livro-texto do ensino cristão. O ensino do texto bíblico não é um fim em
si mesmo. Antes, é mais do que um meio para chegar a um fim. É o meio mais seguro que
existe. A Bíblia precisa ser apresentada ao aluno de tal maneira, que ele a reconheça como a
Palavra de Deus ao homem. O conteúdo bíblico é básico no currículo. Através d o estudo de
histórias, poemas, sermões, leis, preceitos, Evangelhos, Apocalipse os alunos ouvirão a voz de
Deus falando aos seus corações, e serão desafiados a dar uma resposta de fé, de amor e de
obediência.
2- A Bíblia é a norma para o ensino cristão
No centro da fé, segundo o evangelho, está a convicção de que todo ensino cristão
precisa ser julgado à luz das Escrituras. A Bíblia tem sido a base para esse ensino em todas
as épocas da história do cristianismo.
3- A Bíblia livro adotado para o ensino cristão
A Bíblia é a peça principal no processo ensino-aprendizagem. O Espírito Santo usa a
Palavra de Deus para convencer as pessoas quanto ao pecado, buscando trazê-Ias ao
arrependimento e procurando ajudá-Ias a crescer na graça e na direção da maturidade cristã.
O Novo Testamento foi escrito para que os homens cressem que Jesus é o Cristo, o Filho de
Deus, e tivessem vida em Seu nome. (João 20:31)."Toda Escritura é divinamente inspirada e
proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça." (II Tim.3:16)
2- Princípios de interpretação da Bíblia
Os seguintes princípios são reconhecidos e observados em toda parte por pessoas
estudiosas da Bíblia.
1- Toda pessoa tem o direito ao livre exame da Bíblia
É um direito que lhe assiste, e este exame é feito sob a orientação de Deus. O
pesquisador que aplica sua competência ao estudo, descobre os tesouros da Palavra de
Deus e, apropriando-se deles, utiliza-os para sua própria vida.
2- A primeira pergunta a respeito de qualquer texto deve ser: O que diz a Bíblia?
O aluno jamais forçará o texto a dizer o que ele não contém. Não fará isso nem direta
nem indiretamente. Não o faça dizer o que gostaria de encontrar. Precisa, simplesmente,
27
descobrir o que diz a passagem. Aqui, todos os recursos linguísticos e históricos são
valiosos, bem como comentários conceituados, e até versões mais novas com apoio em
manuscritos mais antigos. Se aceitarmos as palavras no seu verdadeiro sentido,
descobriremos que a interpretação mais simples é a melhor. Não se esquecer de que a
verdade é simples.
3- Outra consideração é feita: se a passagem deve ser tomada ao pé da letra ou
figuradamente
Em geral, isso é determinado de acordo com o tipo de literatura bíblica que a pessoa
está estudando. Interpretar literalmente a linguagem figurada pode não trazer resultados
claros ao aluno.
Há passagens, de sentido figurado, que contêm mensagem espiritual; o aluno precisa
tomar cuidado para não forçar a figura.
4- Outra pergunta: Apresenta a passagem uma verdade permanente e universal ou
temporária e local?
As leis quanto à dieta alimentar do código mosaico são um exemplo do último tipo,
como o são também, as palavras de Paulo às mulheres do Corinto, que deveriam estar em
silêncio na igreja.
Em toda interpretação precisamos ir além das ideias e chegar às verdades que
representam. Primeiro, é necessário compreender o que as palavras dizem. Além das
simples palavras existe a verdade, e esta precisa ser nossa principal preocupação.
5- Quando se trata de uma porção narrativa, o intérprete precisa reconhecer que, além
do evento registrado, há o testemunho de crentes quando ao significado do evento
Assim, o êxodo de Israel da terra do Egito para a Terra da Promissão foi muito mais
do que levar um bando de escravos: foi um poderoso ato de Deus, que demonstrou seu amor
inabalável e graça remidora. De igual modo, o Evangelho de João é mais do que a história
de algumas atividades de Jesus. Vai além disso: revela o conteúdo espiritual dessas
atividades.
6- Sempre se precisa perguntar: Qual é a mensagem central da passagem?
Não importa a extensão do texto, pois a verdade central terá que ser estabelecida. De
outra forma, o pesquisador se perderia em pormenores de pouca importância, deixando de
descobrir o ponto principal. Isso é aplicável às parábolas, especialmente às parábolas onde
se deve descobrir a verdade espiritual que o texto está ilustrando.
7 - Considerar o contexto total
O significado de qualquer texto precisa ser determinado pelo contexto, sem omissão
de nenhum deles. É o mais importante de todos os princípios. Nenhuma pessoa inteligente
aceita períodos isolados de um livro, sobre qualquer assunto, como se aquele pedaço
encerrasse a mensagem do autor.
Uma das razões por que certas pessoas são levadas a não considerar o contexto é,
talvez, o fato de a Bíblia estar dividida em versículos e capítulos. Convém lembrar que o
contexto de qualquer trecho pode incluir apenas alguns versículos, mas também pode
encerrar capítulos inteiros de apoio ao trecho. Podem preceder a mensagem ou vir depois
dela. Muitas vezes, há uma ligação interessante entre algumas palavras de nosso texto e a
mesma ou outras semelhantes no trecho anterior.
Ao considerar a influência do contexto sobre qualquer passagem, precisa-se de
respostas a perguntas tais como: Quem é o autor? Qual o assunto principal de que está
28
tratando? A quem foi dirigido este documento? Qual era a situação política, econômica,
social, religiosa? a que o escritor deseja conseguir através de sua mensagem? Qual a
relação desta passagem em estudo com o complexo de fatos correlatos?
Colossonses 2:21 é um bom exemplo de texto que, isolado do seu contexto, fica mal
interpretado e afirma o que o apóstolo não quer. Diz o texto: " não toques, não proves, não
manuseis." Essas palavras são forçadas para que deem ênfase sobre temperança ou
abstinência total, quando o contexto mostra que esse não é o caso. a Apóstolo estava dando
ênfase ao fato de que o crente está livre das exigências ascéticas expressas naqueles
termos.
8- Interpretar cada passagem como um todo e em harmonia com a revelação divina
completa
Tem-se dito que se pode provar qualquer coisa pelo uso de passagens bíblicas. Esta
afirmação é verdadeira se os períodos isolados são tirados do seu contexto e considerados
sem qualquer relação com a revelação total de Deus.
O Velho Testamento precisa ser interpretado à luz do Novo Testamento. Segundo
[Link] Morgan "Gênesis não é toda a Palavra de Deus. É uma parte dela. Gênesis
interpretado à luz do Apocalipse - e, para tal interpretação, tudo que existe entre Gênesis e
Apocalipse é um encadeamento necessário - é a Palavra de Deus. Êxodo não é toda a
Palavra de Deus; mas Êxodo e Levítico, interpretados à luz da carta aos Hebreus, é a
Palavra de Deus. A Lei de Moisés não é toda a Palavra de Deus, mas a lei de Moisés,
cumprida na graça e verdade que vieram através de Jesus, é a Palavra de Deus."
O ponto de destaque é que cada passagem bíblica precisa ser entendida à luz de
toda a Escritura, especialmente à luz da vida e dos ensinamentos de Jesus. Ele é a razão de
ser da lei, o cumprimento da profecia, a fonte da graça e da verdade. Precisa-se levar em
conta, no entanto, o fato de que o Velho Testamento não deve ser desprezado pelos
cristãos, pois ele foi a Bíblia dos primitivos crentes. Eles criam que as antigas Escrituras
tinham um propósito divino para eles, isto é, ajudá-Ios a entender o evangelho de Jesus.
Jesus e Paulo assim usaram as antigas Escrituras, e convém que nós os imitemos.
A Escritura pode ser interpretada pela própria Escritura. Por exemplo: passagens
difíceis ou obscuras podem ser entendidas à luz permanente de outras que tratam do mesmo
assunto e têm sentido claro. A importância da comparação de um texto com outro, para
deduzir daí o significado completo da Palavra, é interessante, visto que a Bíblia, às vezes,
põe em relevo uma verdade de cada vez. Por exemplo: de Mateus 7:21 pode ser entendido
que o confessar a Cristo diante dos homens não é importante. Mas em Mateus 10:32, Jesus
diz claramente que é necessário; " todo que me confessar diante dos homens, também eu o
confessarei diante do meu Pai." Há muitas passagens que ensinam a mesma coisa. (Por
exemplo: Romanos 10:9; Tiago 5: 16; I João 1 :9; I João 2:23). Em outras palavras: o ensino
da primeira passagem precisa ser conferido pelo ensino das demais.
Em Gálatas 6:2, Paulo diz "Levai as cargas uns dos outros." Mas três versículos
depois ele afirma: " cada qual levará o seu próprio fardo." Há possibilidade de conciliar as
duas passagens? Sim, pois o Apóstolo está realmente ensinando que, por um lado, o crente
tem o dever moral de ajudar os outros mas, por outro lado, ela não deve negligenciar sua
própria responsabilidade e deixar o trabalho para outros fazerem. O crente precisa estar
sempre à disposição para ajudar, mas nunca negligente em relação aos seus próprios
deveres.
9 - Examinar os escritos dos melhores estudiosos da Bíblia, procurando-os no presente
e no passado
Pelos grandes comentaristas, podemos descobrir como a passagem foi compreendida
por pesquisadores criteriosos através dos tempos, e isso nos ajudará a evitar afastamento de
consenso cristão.
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10 - O princípio final: o reconhecimento de que Jesus Cristo é o Senhor das Escrituras
Isso significa que qualquer interpretação que esteja em desacordo com o ensino de
Cristo não poderá ser aceita. Sua autoridade, por ser ele o Filho de Deus, é suprema. A
medida da exata avaliação da Escritura é o Senhor Jesus Cristo como está revelado no Novo
Testamento.
3 - Princípios do uso da Bíblia aplicados a crianças
Um cuidado a se tomar no ensino da Bíblia a crianças, especialmente a crianças
menores, está na estruturação do programa. Deve-se ter cuidado ao ministrar os conceitos
espirituais, para que a criança não aprenda de maneira distorcida e venha a sentir medo, ao
invés de fé e confiança e até sentir desgosto pelas coisas espirituais ou pela igreja.
Professores de crianças e organizadores de currículos precisam conhecer a fundo a Bíblia e
a criança, conservando esses dois fatores em harmoniosa relação, para que as crianças
recebam o bem e não o mal através do estudo bíblico. Respeitando-se a idade da criança e
seu nível de desenvolvimento, qualquer tema da Bíblia pode ser comunicado de forma
objetiva e não verbal. A maneira de fazer isso, com a criança em desenvolvimento, é
procurar o relacionamento com a vida normal que a criança compreende e aprecia com
naturalidade. Uma aplicação desse princípio está na necessidade da criança ser capaz de
identificar-se com o personagem bíblico ou com a situação em que o personagem se
encontra.
Segundo James [Link], "A graduação é uma necessidade no uso da Bíblia, o que não
significa forçar o Livro para que se consiga uma coisa parecida com os seus textos, que
possa ser usada com as crianças. A graduação quer dizer simplesmente que não
procuramos obrigar a criança a dar qualquer passo na sua peregrinação pela Bíblia.
Procuramos, isto sim, prepará-la em todos os sentidos para que ela mesma dê esse passo.
Tal ponto de vista exige o abandono da ideia de que a criança é beneficiada pela mera
quantidade de conteúdo bíblico com que estiver familiarizada. O que se tem em mira,
instruindo a crianças nas Escrituras, não é o simples conhecimento das Sagradas Letras,
mas a construção do seu edifício de fé em Deus como se encontra revelado na Bíblia. A
quantidade de matéria tem pouca importância, porque uma só passagem, ouvida e
compreendida corretamente, pode abrir caminho para a fé. Em contrapartida, centenas de
passagens que não têm significado definido para a vida da criança podem produzir apenas
confusão."
4-Tornando a Bíblia viva para o aluno
É necessário dar ênfase à qualidade e não à quantidade. É fundamental o
envolvimento pessoal do professor na vida do aluno. Cristo está interessado na qualidade
dos relacionamentos, e não no volume desses relacionamentos. A quantidade, embora de
certa importância, precisa ter como pressuposto a excelência da qualidade.
A atenção individual deve tornar-se a norma em nossas classes da Escola Bíblica.
Todos estão procurando alguém que lhes dê atenção especial. Numa sociedade que pensa
cada vez mais em termos de grandes quantidades e em termos de massa, a educação cristã
precisa tornar-se sensível aos indivíduos. Nossas igrejas e Escolas Bíblicas precisam ser
lugares onde o povo sinta que tem importância e onde suas necessidades espirituais sejam
encaradas especificamente.
Essa ênfase sobre a individualização e a qualidade do ensino tem várias implicações
para a EBD. Tem implicações com o tamanho das classes, com a literatura adequada a cada
aluno, com o envolvimento de famílias no estudo bíblico e com a aplicação das Escrit uras à
vida dos alunos.
Outro ponto importante é o fato de que a melhor aplicação não é a que o professor
faz, falando pelos alunos. Nunca terá o mesmo valor daquela que os próprios alunos fazem
por si mesmos. Por isso, os planos de currículo e os planos de ensino precisam deixar
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tempo disponível para que cada aluno faça aplicação adequada da lição à sua própria vida.
Na relação ensino-aprendizagem, precisamos chegar ao ponto de deixar que o
encontro seja exclusivamente entre o aluno e Deus. Devemos permitir que o aluno responda,
à sua maneira, àquilo que entendeu da mensagem. Precisamos trabalhar de tal maneira, que
o Espírito Santo opere na vida do aluno, tornando-lhe possível alcançar o objetivo desejado.
Ensinemos crianças, jovens ou adultos, o importante é a necessidade de ficar viva a
mensagem da Bíblia, na experiência de cada um. Nunca devemos perder a fé nem a
esperança de que isso seja possível, uma vez que ensinemos sob a orientação e com o
poder do Espírito Santo a nos sustentar.
IV- O Conteúdo do Currículo
A literatura publicada pela Convenção Batista Brasileira, através de sua Junta
de Educação Religiosa e Publicações, é planejada sobre princípios básicos de aprendizagem
e as necessidades espirituais das pessoas em cada fase do crescimento. Assim, o currículo
que introduz gradativamente os conceitos e fatos bíblicos, buscando atender às necessidades
espirituais no nível em que se encontra cada aluno.
Os princípios essenciais para o desenvolvimento do currículo são: flexibilidade,
exiquibilidade, continuidade e avaliação.
1- Princípio da flexibilidade → a redação do programa - a revista do aluno, bem
como as sugestões aos professores deve ser feita, de tal maneira, que cada professor possa
fazer modificações, adaptações, enriquecimento para atender às necessidades de sua classe
e de cada aluno.
2- Princípio da exequibilidade → um programa, embora vise ao aluno, destina-se
diretamente ao professor. É ele que vai conduzir o aluno na aprendizagem. É preciso ser
acessível à interpretação da maioria do professorado. O programa necessita ser exequível,
ou seja, precisa poder ser executado.
3- Princípio da continuidade → é preciso garantir continuidade na apresentação dos
assuntos para a Educação Religiosa. Não só sequência, mas também graduação. Só assim
os conceitos, os conhecimentos, as atitudes se articulam, completam e integram. Essa
sequência precisa atender ao contínuo crescimento do aluno, à sua maturidade e aos seus
interesses, assegurando a necessária organização do currículo: um conteúdo essencial - a
Bíblia. Deve ser desenvolvido de maneira gradativa e sistemática, resultando numa
aprendizagem fundamental. Nenhum aluno de qualquer colégio poderia alterar seu currículo
normal, pois existe uma sequência pre-estabelecida, levando-o a passar por degraus e
cumprindo as etapas existentes.
4- Princípio da avaliação → o currículo deve oferecer sugestões para a avaliação da
aprendizagem, podendo conter exercícios de fixação, trabalhos em grupo, etc. Os currículos e
os cursos de estudo, com exceção do de Jovens e adultos, são currículos graduados. Trata-
se de ciclos de estudos específicos, para atender às respectivas faixas etárias dos alunos.
Assim, a pessoa vai passando, de um ano para outro, a um nível mais elevado no conteúdo
bíblico e a novas experiências de vida, baseadas na compreensão cada vez mais profunda
das verdades bíblicas.
CURSOS DE ESTUDO BÍBLICO
1-INFÂNCIA (ATÉ 3 ANOS)
As crianças deste Departamento só participam das atividades com base em histórias
quando têm 3 anos. Depois, passam para o Departamento de principiantes, onde seguem
seus estudos. A professora continuará a guiar-se pelo roteiro básico de um ano, porque seus
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alunos serão outros. Até os alunos que estavam matriculados pouco aproveitaram das
histórias aos dois anos de idade e, além disso, gostam de repetição. Naturalmente, a
professora adaptará e enriquecerá o programa ano após ano.
PRINCIPIANTES (4 A 5 ANOS)
1°.TRIMESTR 2°.TRIMESTRE 3°.TRIMESTE 4°.TRIMESTRE
1° - Aprendendo de Jesus - Aprendendo da Bíblia - Aprendendo a fazer - Aprendendo como
A como agradar a Deus - Aprendendo acerca da o bem ajudar
N - Aprendendo a demonstrar minha família -Agradecendo a
O amor -Aprendendo como as -Falando aos outros Deus pelas pessoas
igrejas agradam a acerca de que nos ajudam
-Aprendendo acerca do -Aprendendo
amor de Deus -As maravilhas ao acerca de Jesus
nosso redor
2° -Jesus mostra o amor de - como a Bíblia -O plano de Deis para -Ajudando no
A Deus ensina o crescimento mundo de Deus
N -Pensando em outros -O plano de Deus para as -Apresentando Jesus -Agradecendo a
O -O amor e cuidado de Deus famílias aos Deus pelas Suas
-Sendo alegre na minha -O belo mudo de bênçãos
igreja Deu
PRIMÁRIOS (6 A 8 ANOS)
1°.TRIMESTRE 2°.TRIMESTR [Link] 4°.TRIMEST
1° -Crescendo com amigo -Tempos -Aprendendo a orar -Apreciando o
A da Bíblia -Os lares são dons de Deus -Jesus é meu mundo de
N - Agradando a Deus (Davi) ajudador -A Bíblia, o livro
O -Sabendo que Deus -Ajudando a todos mais
cuida de nós(Moisés) - em
Jesus no
-Deus ama a todos
2° -Aprendendo a trabalhar -Aprendendo o significado -Aprendendo sobre -Aprendendo a
A juntos da adoração amigos da Bíblia agradec
N -Aprendendo com uma -Aprendendo sobre -Aprendendo que a
O -Aprendendo a escolher família Jesus Bíblia é a Palavra
-Aprendendo que Deus -Aprendendo como de Deus
-Aprendendo a ser bons está conosco (José) falar de Jesus -Aprendendo a
vizinhos honrar a no
Natal
3° -Crescendo como Jesus -Conhecendo amigo na -Conhecendo -O plano de Deus
A igreja pessoas da Bíblia para o
N -procurando ser como -Agradando a Deus no lar (Jacó)
O Jesus -Aprendendo a confiar e a -Falando de Jesus -O plano de Deus
obedecer em todo lugar (Paulo) para
-Aprendendo a repartir -O que a Bíblia
ensina sobre Deus -O plano de Deus
para Jesus
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JUNIORES (9 A 11 ANOS)
1°.TRIMESTRE 2°.TRIMESTRE 3°.TRIMESTR 4°.TRIMESTR
1° A Bíblia - a Palavra de Mateus apresenta o rei A Vida Cristã Heróis do Velho
A Deus Jesus Testamento
N
O
2°. Heróis do novo Marcos apresenta Jesus, Grandes e belas Homens que falaram por
A Testamento o servo do Senhor passagens da Bíblia Deus
N
O
3o. Regras para um viver Lucas - o cumprimento A expansão da obra A igreja de Jesus
A feliz (Os Dez da promessa de Cristo Cristo
N Mandamentos) (Livro d Atos)
O
Aproveitando uma excelente fase de memorização, as unidades trimestrais visam ao
desenvolvimento do conhecimento bíblico do júnior, ao mesmo tempo em que procuram levar
a criança a fazer sua decisão por Cristo.
A apresentação dos estudos, em forma de exercícios, oferece oportunidade para o
uso da Bíblia, e desperta a criança com relação à responsabilidade, como discípulos de
Jesus Cristo, com o objetivo de atuar no plano de Deus para o mundo.
ADOLESCENTES (12 A 17 ANOS)
O currículo ou curso bíblico para adolescentes pode ter a duração de seis anos e pode ter,
entre outras coisas, estas características:
→ Estudos trimestrais e genuinamente bíblicos
→ Um estudo sobre Jesus ou sobre os Seus ensinos no primeiro trimestre de cada ano
→ Equilíbrio entre o Velho e o Novo Testamento, bem como entre estudos de livros e
estudos tópicos
→ Visão panorâmica da Bíblia
→ Assuntos de particular interesse dos adolescentes e que vão ao encontro de suas
necessidades espirituais
→ Coordenação com os demais currículos para evitar, tanto quanto possível, a repetição dos
assuntos, além de assegurar o estudo da Bíblia toda.
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CURRÍCULO PARA ADOLESCENTES (12 A 17 ANOS) NA EBD
1°.TRIMESTRE 2°.TRIMESTRE 3°.TRIMESTRE 4°.TRIMESTRE
O Evangelho de Como Deus usa as Deus e eu No princípio Deus
João pessoas no Seu plano (Passagens bíblicas a (Panorama do Velho
(Personagens do Velho respeito da relação do Testamento de Gênesis a
Testamento) crente com Deus) Malaquias)
A vida de Jesus A Igreja no Novo A marcha do Minhas decisões
(Mateus, Testamento (Atos a Cristianismo na História (Passagens bíblicas a
Marcos, Lucas) Apocalipse) respeito de decisões
importantes na vida do
adolescente)
Ensinos de Jesus e os Dez Por que crer? A Bíblia
Jesus (Aplicados Mandamentos (Doutrinas bíblicas da →Formação
aos problemas fé cristã) → Estrutura
da → Princípios de
adolescência) interpretação
História que O que significa ser Jesus, o Mestre A base bíblica de
Jesu contou cristão? (Sermão do Monte e Missões
(Parábolas e (Estudo da Carta aos exemplos bíblicos do (Passagens bíblicas a
outras histórias) Romanos) discipulado) respeito de missões)
A vida de Cristo Gênesis - O livro do Deus fala aos homens A vida cristã (Como se
(Ordem começo -7 Patriarcas tornar cristão, o
cronológica) -7 Profetas crescimento cristão, a
-7 Evangelistas prática da vida cristã)
A maior Cartas vivas Grandes passagens da A Igreja
pergunta (Ensinamentos nas Bíblia →Natureza
(Estudo das Epístolas a respeito dos -7 [Link] →0rdenanças
respostas de problemas da -7Novo Testamento →Culto
personagens no adolescência) →Missão
N. Testamento
ao convite d
Jesus
JOVENS E ADULTOS
Características do Currículo:
1- Equilíbrio
→ Entre o Velho e o Novo Testamento
→ Entre o estudo de livros, o estudo de tópicos e o estudo de unidades
históricas
2- Sequência
→ História do Velho Testamento
→ História do Novo Testamento
→ Ênfase sobre a vida de Cristo
3- Abrangência
→ Todos os livros da Bíblia entram no estudo
→ Todas as partes da Bíblia são consideradas durante o estudo
→ As doutrinas cristãs são estudadas
→ O Plano de Salvação é estudado a cada ano
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4- Variedade
→ Os estudos podem variar de um trimestre para outro, com relação assuntos estudados,
bem como o conteúdo bíblico.
CURRÍCULO PARA JOVENS E ADULTOS NA EBD
1°.TRIMEsTRE 2°.TRIMEsTRE 3°. TRIMESTRE 4°.TRIMESTRE
Marcos O A Doutrina de Deu Estudos no livro d A significação do
Evangelho do passagens bíblicas a Gênesis discipulado (Sermão da
Servo Sofredor respeito do caráter e da Montanha e exemplos do
obra de Deus discipulado no Novo
Testamento)
A vida de Cristo A vida de Crist Os profetas de justiça e A Igreja (Sua natureza e
(Os Evangelhos (Continuação) misericórdia: Amós, Missão)
sinóticos) Miquéias Isaías e
Oséias
Mateus (O O Espírito Santo e a A história do povo d Cartas a novas igrejas (I e
Evangelho do vida cristã Deus (Moisés a 11 Tess, I e 11 Cor, Gálatas)
Reino) Samuel)
Doutrinas básicas A história do povo de Crescimento cristão Literatura de sabedoria e
(Passagens Deus (O período dos (Louvor e oração n cultura (J ó, Salmos,
bíblicas a respeito reinos unidos e crescimento cristão) Provérbios, Eclesiastes)
dos ensinamentos divididos)
básicos da vida
cristã)
João - O Cartas de fé e vida: A história do povo d O Evangelho segundo
Evangelho da vida Tito, Efésios, I e 1 Deus (d exílio à Paulo: Romanos
eterna Timóteo, Filipenses, restauração)
Colossenses, Filemon
Lucas: O Atos: como a igrej Profetas de julgamento Literatura de fé e
Evangelho da cresceu e esperança: Isaías, encorajamento (Hebreus a
compaixão Ezequiel , Ageu, Apocalipse) e
Malaquias, Jeremias e
Zacarias
CAPÍTULO 5
PREPARAÇÃO DE OBREIROS
Não se pode ter EBD eficiente sem ensino eficiente; nem se pode ter ensino eficiente
sem professores preparados para esta atividade. É um trabalho de equipe, que não dispensa
orientação e treinamento.
I - Responsabilidade do pastor
O pastor tem que considerar as grandes possibilidades da EBD e, ao mesmo tempo,
saber que é dele a responsabilidade de dar à igreja uma grande Escola. Não é a sua
exclusiva ocupação, mas a principal ocupação, que deve ser dividida com outros obreiros.
Uma das formas de descentralizar essa atividade é exercitando um corpo de obreiros que
fique à altura das suas atribuições. A obrigação desse treinamento é da responsabilidade do
pastor, que não somente ensinará aos obreiros, mas também terá confiança na habilidade de
cada um, e estará presente estimulando com a palavra na hora certa.
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1- Escolha de obreiros
O pastor precisa presidir a escolha dos obreiros, levando em conta o treinamento de
cada um para o trabalho. Nas igrejas onde houver Conselho de EBD, juntamente com o
pastor, pode-se fazer as indicações. Muito êxito da EBD depende da escolha dos obreiros e,
por isso, este assunto merece o máximo de cuidado. Eis algumas sugestões:
1 - Iniciar o trabalho com antecedência
É aconselhável começar cedo, pelo menos no primeiro mês do último trimestre do
ano, qualquer que seja o plano da igreja. Assim, os novos obreiros da EBD terão tempo para
planejar as atividades do ano seguinte (calendário) em cooperação com a diretoria.
2 - Escolha integral do corpo de obreiros
Sempre haverá necessidade de ajustes. A igreja deve fazer uma avaliação e um
estudo sobre as necessidades da Escola Bíblica Dominical. O espírito de todos precisa ser
de servir onde quer que o corpo de Cristo, a igreja, achar que a pessoa possa fazer a maior
contribuição ao crescimento do corpo como um todo.
3 - Aproveitar sugestões práticas
Antes de indicar alguém para trabalhar na EBD, uma pessoa que já faz parte do corpo
da EBD, deve ter uma conversa com ele, para verificar se aceitará a tarefa ou não. A cada
ano podem ser escolhidos novos membros, a fim de dar oportunidade de experiência a
outras pessoas.
II - Preparação contínua de obreiros
Se uma EBD quiser uma organização de obreiros de tamanho adequado e, ao mesmo tempo
com habilidade e consagração para a tarefa, deve reconhecer que isso só se consegue
através de um programa completo de treinamento.
Três sugestões importantes para um programa adequado de treinamento de obreiros
da EBD:
1) Precisa haver treinamento para a organização presente e uma reserva de pessoas
exercitadas para futura expansão
Demanda esforço para conseguir que as pessoas se interessem pelo trabalho, a tal
ponto que desejem e peçam treinamento. No entanto, isso assegurará à igreja obreiros
preparados para a obra.
2- Tempo suficiente e liderança de um programa de treinamento
Há muitas oportunidades para treinamento dos obreiros. É preciso que o pastor da
igreja e o diretor da EBD se interessem suficientemente por trabalhar com o material
disponível, incentivando os obreiros a receber treinamento e providenciando ocasiões e
recursos para atingir este objetivo.
1- Reunião semanal de obreiros
Quando há necessidade, a reunião semanal produz excelentes resultados, facilitando
o intercâmbio entre a direção e a coordenação, além da direção tomar providências
essenciais ao eficiente funcionamento da EBD. Essas reuniões propiciam a confraternização
entre os obreiros para o mútuo estímulo, necessidade de intercâmbio de idéias e de
amizade, necessidade de planejamento e coordenação, de unidade de propósitos e de
esforço, objetivando o melhor ensino.
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a) A reunião semanal da EBD
EBD constituída só de classe → muitas das nossas igrejas têm menos de 100
membros que, em alguns casos, assistem ao culto e recebem ensino em prédios de apenas
um salão ou de um salão com uma ou duas salas a mais. Nessas igrejas, a EBD é
organizada por classes e não por departamentos. Por menor que seja o número de obreiros,
o ensino da EBD tem a mesma importância em igrejas pequenas como em igrejas com
numerosas classes e departamentos. As necessidades dos professores e demais obreiros
são as mesmas. O trabalho será feito em menor escala mas, respeitada a proporção, atinge-
se o mesmo objetivo.
b) EBD com departamentos → quando a Escola cresce, cresce também a necessidade de
trabalho em equipe. Desenvolvendo-se em número e conseguindo o espaço adequado, ela é
organizada por departamentos, agrupando classes da mesma faixa de idade. Aos domingos,
cada qual funciona à parte. Assim, os obreiros sentem maior necessidade de uma reunião
semanal para a coordenação das atividades desenvolvidas, dando oportunidade ao diretor
da EBD de supervisionar o trabalho da Escola, além de desenvolver planos estratégicos e
comunicar as diretrizes sobre a divisão das responsabilidades de execução.
Diretores de departamentos podem descobrir campos mais amplos para o seu
trabalho com os professores e auxiliares, mantendo-os bem informados com o trabalho
realizado.
c) A reunião semanal visa a melhorar o ensino na EBD
1- Melhor ensino exige melhores professores → um dos propósitos de se dedicar à melhora
do ensino é o aprofundamento da vida espiritual dos obreiros e o desenvolvimento de sua
personalidade. Uma parte do tempo pode ser aplicado para examinar questões tais como:
como posso aprofundar minha vida espiritual? Que verdades nesta unidade de lições
contribuirão para melhorar a minha vida? Quais as qualidades essenciais a um obreiro da
EBD? Que obrigações assumir quando aceitei meu cargo?
2- Melhor ensino exige conhecimento bíblico → é fundamental que o obreiro tenha
conhecimento da Bíblia, na sua unidade total, bem como nas suas partes. Durante a reunião
não há tempo de ministrar tudo o que o obreiro precisa saber a respeito da Bíblia. Deve se
dar ênfase e estímulo ao estudo bíblico mais profundo. É interessante que se faça uma
consideração prévia, antes do início de cada trimestre.
→ quando estiverem estudando determinadas doutrinas, livros do Curso de Estudo sobre o
assunto poderão ser distribuídos entre os alunos para estudo individual.
→ no calendário da EBD serão incluídos períodos de estudo de um livro da Bíblia, ou um
livro doutrinário.
→ os obreiros precisam seguir um plano de leituras e meditações diárias.
Às vezes é aconselhável ao diretor, ao pastor ou a outra pessoa competente o uso de
um tempo para estudo bíblico, para guiar os obreiros através de uma passagem bíblica,
tomando versículo por versículo. Uma vez que o alvo é inspirar, esse método pode ser
seguido com obreiros de qualquer idade. Quando usado com professores de jovens e
adultos, o estudo torna-se uma demonstração do que se faz em grupo, e pode ser aplicável à
classe no domingo seguinte.
3 - Melhor ensino exige conhecimento do aluno → é importante compreender o aluno.
Durante a reunião semanal é possível estimular aos professores neste sentido, até para um
autoconhecimento. A visitação sistemática aos lares tem que merecer atenção. Uma série de
discussões breves sobre o "aluno-problema" e sobre os problemas dos alunos será
proveitosa. Há oportunidade para a sugestão de livros e para se discutir casos envolvendo
falta de atenção dos alunos, por exemplo.
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4 - Melhor ensino exige melhor conhecimento do processo ensino-aprendizagem → sem
esta compreensão, o professor trabalha quase sem resultado. É importante colocar algumas
perguntas, para que o professor conheça a necessidade de estar familiarizado com esse
processo. Por exemplo: O que acontece quando o professor ensina e o aluno aprende? Que
procedimentos são necessários à preparação para o ensino? Como podemos usar o material
disponível, específico, para o preparo da lição a ser ensinada?
Nos períodos dedicados à melhora de seus conhecimentos, durante alguns meses, os
obreiros chegarão a respostas satisfatórias, através de atividades como:
→ os obreiros farão intercâmbio de pontos que julgarem difíceis ou elucidativos que
descobrirem através do estudo bíblico.
→ ocasionalmente, uma pessoa (geralmente formado em Pedagogia) pode ser convidado
para responder às perguntas do grupo.
→ um membro do grupo pode fazer uma "demonstração" do ensino, aplicando princípios
estudados. Depois, os demais membros farão a avaliação apontando os pontos onde
ocorreram maior aproveitamento.
5- Melhor ensino exige alvos claros e específicos → sem alvos específicos, claros e bem
definidos o aluno pode aprender de maneira pouco proveitosa. O professor poderá ensinar a
verdade bíblica mas, a falta de compreensão do aluno, poderá fazer dessa verdade um erro.
Portanto, há necessidade de alvos de ensino, que podem ser estabelecidos de várias
maneiras, mas nem todas terão o mesmo êxito nos diferentes lugares. Muitas ideias são
aplicáveis ao ensino de qualquer idade.
→ o assunto geral sobre alvos do ensino pode ser tomado como texto básico do curso de
estudo, e usado como tema de uma das reuniões;
→ estudem-se mais especificamente os alvos nos textos destinados à idade com que os
obreiros trabalham;
→ um grupo de lições pode ser examinado no início do estudo de uma unidade, visando
determinar alvos com relação ao comportamento e ações a serem estimuladas nos alunos;
→ os obreiros podem propor um alvo para a lição do domingo seguinte, ou para um grupo de
lições; posteriormente, serão examinadas e escolhidas as mais adequadas às diferente
faixas etárias;
6- Melhor ensino exige o uso de recursos adequado → a escolha de literatura periódica de
melhor qualidade, de livros, de recursos visuais, facilita o trabalho do professor. Cada aluno
precisa ter literatura adequada à sua idade.
O professor pode lançar mão de auxiliares, dividir as crianças em grupo segundo a
idade, mesmo que disponha apenas de bancos numa só sala. O professor trabalhará
adequadamente com cada grupo, de acordo com seu nível, Se houver grande variedade de
material, haverá mais facilidade em desenvolver o trabalho com cada grupo. Por isso, é
necessário que haja preparo dos professores envolvidos no ensino da EBD.
7- Melhor ensino exige condições favoráveis → o ensino não depende só do prédio nem do
equipamento, mas esses elementos condicionam um bom resultado.
8 - Melhor ensino exige um programa sistemático de desenvolvimento de obreiros → é
necessário que a cada ano seja feito um programa de ensino, com ênfase especial para cada
trimestre. Naturalmente, qualquer plano será desenvolvido com base nas necessidades dos
diferentes grupos, em coordenação com as diretrizes da EBD da igreja.
Nem todos os aspectos são levantados numa só lição. Por isso, o plano é importante,
pois oferece variedade, utiliza diversas pessoas, oferece diretriz, tornando possível o
intercâmbio de ideias.
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9- A lição ensinada para ilustrar um princípio didático → este plano une teoria e prática.
Quando os professores aprendem a aplicar os princípios ao preparo e ensino, tornam -se
mais independentes e livres para a criatividade.
Antes de iniciar uma série de lições, o diretor pode usar uma parte da reunião para
ensinar certos princípios didáticos, como explicados num livro do Curso de Educação
Religiosa. Os obreiros precisarão do livro para fazer o estudo em casa, seguindo o plano
individual.
Exemplos de princípios que podem ser aplicados:
a) "Começar com o todo para depois examinar as partes." → a apresentação de um
estudo prévio é uma boa aplicação desse princípio.
b) "O aluno aprende melhor quando reage de maneira positiva." → baseados nesse
princípio, é que os obreiros conseguem maior participação positiva do aluno, por
exemplo, perguntas, discussão sob controle, análise de casos, fazer verificações sobre a
lição, elaborar um esboço da lição, etc.
c) "O aluno aprende melhor quando vai do conhecido para o desconhecido." → os
obreiros devem se concentrar em descobri ilustrações referentes a fatos familiares aos
alunos, para ser mais fácil esclarecer pontos de difícil compreensão.
d) "O aluno aprende melhor quando as atividades de aprendizagem envolvem mais de um dos
sentidos." → os obreiros procurarão meios de planejar atividades que exercitarão mais de
um meio natural de percepção, como o ouvido. Buscarão recursos visuais, objetos
tangíveis, oportunidades para os alunos falarem respondendo a perguntas ou lendo a
Bíblia. Enfim, usarão o maior número possível dos sentidos que reforcem o ensino.
e) "O aluno aprende melhor quando entra em contato com a matéria de várias maneiras."
→ Os obreiros pensarão em maneiras de participação para garantir a fixação do que está
sendo ensinado: esboço apresentado no início, uma história, explicação do professor,
perguntas, leitura bíblica, recapitulação, etc.
10- Plano de lição → os diferentes materiais, para as várias idades, incluem um plano
para o desenvolvimento dos assuntos a serem ministrados. Há diferença entre esboço de
lição e plano de lição. O esboço indica os pontos principais tratados pelo texto bíblico em
estudo. O plano da lição propõe o procedimento pelo qual o professor pretende, através
de atividades de aprendizagem, fazer a verdade bíblica escolhida encaixar-se na
experiência do aluno, aumentando-a ou corrigindo-a. O objetivo é guiar no
desenvolvimento de planos adequados às necessidades dos professores com relação ao
que está sendo ensinado.
Na aplicação deste plano, o diretor fará um resumo da unidade, do alvo e das
implicações que a presente lição tem com as demais. Se houve estudo prévio, os obreiros
terão anotações que os ajudarão a recapitular as ideias principais sobre determinado
assunto. Então, ele levará o grupo a considerar as necessidades e problemas específicos
dos alunos como indivíduos, os quais esta lição ajuda a solucionar. Lerão a Escritura
básica e recordarão o título e as verdades principais.
Uma folha de plano prático guiará os obreiros, para que juntos, preparem um roteiro a
ser usado no domingo em que a lição será ensinada. Para as crianças, o plano de
atividades baseia-se no que está sugerido no material que trata do seu departamento no
Curso de Educação Religiosa.
Para o grupo de alunos maiores, o plano de lição precisa incluir os seguintes
elementos:
→ alvo da lição;
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→ verdade central, ou problema central;
→ plano para cativar o interesse do aluno;
→ procedimento para guiar e estimular os alunos na participação do estudo;
→ dificuldades a evitar;
→ como levar os alunos a aplicarem a verdade às suas próprias vidas, não
aparentemente, mas realmente;
→ sugestões para estimular interesse pelo estudo da lição seguinte.
Assim, o líder escolherá os passos que precisam de mais atenção para a aula, e o
professor terá auxílio na proporção das dificuldades apresentadas.
O valor do plano supera todos os outros, pois oferece orientação no preparo
sistemático; atende tanto ao conteúdo da lição quanto aos alunos da classe; desenvolve a
lição tanto lógica quanto psicologicamente; caminha passo a passo até chegar a uma
conclusão. Além disso, é um plano de preparação adequado para quem ministra estudos
a alunos.
Durante a reunião semanal com os obreiros, há pontos básicos no planejamento do
ensino para crianças que precisam ser considerados, tais como:
- Infância
Os obreiros que precisam estar atentos com relação aos seguintes aspectos:
1) atender aos aspectos materiais para o funcionamento do departamento, inclusive
providências para os berços e o lanche das crianças;
2) examinar o livro de registros e acrescentar qualquer novo informe a respeito dos
alunos;
3) fazer intercâmbio das experiências entre os professores, com a intenção de corrigir
possíveis falhas;
4) estudar a maneira de fazer a criança gostar da EBD e achar a igreja um lugar de
alegria;
5) planejar atividades para crianças de 2 e 3 anos;
6) estudar a literatura e tirar aquilo que pode ser aplicado na sua situação;
7) planejar como se vai utilizar as histórias, as gravuras, versos bíblicos, cantos e
orações.
- Principiantes
Os obreiros que lidam com essas crianças têm que ponderar as seguintes questões:
1) recordar as experiências do domingo anterior com vistas a fortalecer os pontos fracos,
especialmente aqueles que se referem à disciplina;
2) fazer intercâmbio de experiências e observações em relação aos alunos, experiências
relacionadas às visitas aos lares e na igreja;
3) concentrar-se sobre o material da lição, seguindo um plano que inclui: o tema da
unidade, o alvo da lição, a história bíblica a ser usada, as histórias que serão
recapituladas, o verso bíblico do dia, atividades dos alunos cantando, orando, usando
versos bíblicos;
4) considerar os planos apresentados pelo diretor do departamento para a reunião em
conjunto;
5) sugerir meios cuja observação dará às crianças experiências felizes na escola e
contribuirá para a formação do seu caráter;
6) orar pedindo maior capacidade para amar cada criança;
7) ocasionalmente, usar um livro que dará aos obreiros maior compreensão da criança.
- Primários
Os obreiros que trabalham com essas crianças hão de conhecer que cada uma
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necessita de estudo pessoal, atenção e cuidado pessoal. É necessário procurar tornar
cada momento da criança cheio de ensinamento e prazer. Para isso, terão que se reunir
para tratar de assuntos tais como:
1) avaliar a aula anterior;
2) passar em revista a nova unidade;
3) considerar as necessidades dos alunos que precisam ser atendidas através da lição do
domingo seguinte;
4) escolher o alvo da lição, com base nas necessidades dos alunos, baseando-se num
texto bíblico;
5) considerar interesses e experiências dos alunos, que se relacionam com a lição
apresentada e que possam ser usados como base para o ensino;
6) sugerir meios de usar a Bíblia e de tornar o trabalho de memória significativo para os
alunos;
7) selecionar gravuras que possam ser usadas;
8) fazer planos para outras fases do trabalho de domingo;
9) trocar ideias sobre outros recursos auxiliares, como objetos da natureza, recortes de
revistas, ilustrações missionárias.
- Juniores
Os professores de juniores podem se revezar na liderança de uma discussão sobre
como ensinar melhor. De vez em quando, a lição será ensinada como se fosse para
classe de juniores, fazendo-se logo após, discussão e avaliação pelos outros obreiros
participantes da reunião. É necessário promover o aperfeiçoamento do ensino, prevendo
e provendo as necessidades de todos os departamentos e classes, concentrando-se a
atenção na preparação para o domingo seguinte. Os aspectos do processo de ensino
podem ser discutidos, considerando, por exemplo:
1) ilustrações adequadas à lição;
2) explicação de dificuldades em certas passagens bíblicas;
3) como usar a Bíblia com propósito definido;
4) o uso atraente de gravuras, mapas, objetos e outros recursos visuais;
5) como estimular e guiar a participação do aluno, especialmente no uso da Bíblia;
6) como utilizar-se de oportunidades espontâneas para o ensino;
7) como estimular a memorização das Escrituras, tornando-a significativa para o aluno;
8) como relacionar a lição com a vida do aluno, fazendo-a de tal maneira que resulte em
mudança de conduta e de caráter.
2- Reunião Mensal de obreiros
Esta reunião não deve substituir a reunião semanal de obreiros, pois nessa reunião
são apresentados relatórios mensais e revistos os planos para o mês seguinte. Porém, se
não for possível realizar a reunião semanal, deve se realizar uma reunião mensal de
obreiros, dando-Ihes mais tempo. Se houver oportunidade, que a reunião semanal seja
feita visando sempre ao crescimento da Escola Bíblica Dominical.
É interessante que se escolha um tema para ser estudado durante o ano, que serão
alvos de cada mês. As atividades devem ser especificadas no calendário, envolvendo
datas determinadas. Por exemplo: Tema do ano: "Ide, fazei discípulos ... ensinando-os a
guardar todas as coisas." (Mat. 28: 19,20)
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Sugestões de Temas dos meses:
Abril: Achar as pessoas
Fazer listas de possíveis alunos
Organizar o programa de visitas
Fazer alvos definidos para o Dia da EBD (4°. Domingo)
Maio: Ir buscar as pessoas
Começar o programa de visitas a possíveis alunos
Providenciar oportunidades para relatórios sobre visitas
Organizar uma classe de doutrinamento para os recém-convertidos
Matricular as pessoas que desejarem ser alunas da EBD
Junho: Evangelizar as pessoas
Continuar o programa de visitas, com vistas à evangelização
Tornar evangelístico o ensino de cada lição
Conseguir a cooperação dos alunos crentes, no ministério da visitação
Estudar a possibilidade de organizar o Departamento do Lar, treinando obreiros e
providenciando material
Julho: Ensinar às pessoas
Continuar o programa de visitas
Conseguir o estudo da lição pelos alunos
Organizar a biblioteca da igreja, se não houver
Agosto: Providenciar espaço
Continuar o programa de visitas
Fazer um balanço do espaço disponível para as várias classes e verificar a necessidade de
reajustes
Verificar a necessidade de novas classes, em decorrência das visitas, providenciando o espaço
necessário
Setembro: Aumentar Organização
Continuar o programa de visitas
Organizar as novas classes necessárias, providenciar mais obreiros e treiná-los
Cooperar com a igreja para estabelecer uma escola filial (quando houver), descobrindo e
treinando obreiros para ela
Outubro: Melhorar o Ensino
Continuar o programa de visitas
Levar os obreiros a estudarem um livro especializado sobre o ensino, fazendo -o em classes ou
individualmente
Levar os obreiros, na sua reunião semanal, a darem ênfase ao aperfeiçoamento do ensino
Novembro: Aperfeiçoar os Registros
Verificar se as classes utilizam as cadernetas ou outro material de registro
Atualizar o arquivo dos alunos da EBD, dividindo-os por departamentos
Providenciar orientação específica para os secretários estejam com dificuldade em cumprir
suas tarefas
Verificar o sistema de relatórios do programa de visitas
Dezembro: Providenciar equipamento
Verificar o material dos diferentes departamentos, a fim de providenciar a compra, se for o caso
Conseguir informação sobre o equipamento ideal para cada departamento, fazendo um plano
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para sua aquisição, quando necessário
Janeiro: Providenciar Material Didático
Estudar a necessidade de compra de literatura necessária para o trimestre seguinte,
considerando os alunos que mudarão de classe
Estudar a necessidade de mapas, quadros para sala de aula e outros recursos
Audiovisuais, providenciando tudo o que for possível
Fevereiro: Providenciar obreiros
Estudar a possibilidade de aumentar o número de classe e departamentos
Estudar o quadro de obreiros, observando a necessidade de substituição e a necessidade
de novos obreiros
Fazer a indicação de novos obreiros
Março: Acertar os Alvos e Treinar os Obreiros
Planejar o mês da EBD
Estabelecer alvos para o novo ano da EBD
Fazer calendário de atividades da EBD
Realizar a Semana de Preparação das atividades
Bibliografia
Smith, Cathryn - Manual de Escola Bíblica Dominical
Camargo, Joel Ribeiro de - Manual de Escola Bíblica Dominical - 2002 - Editora Aleluia
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