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Prolapso Genital

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PROLAPSO

GENITAL
Beatriz Poddis Busquim e Silva - Residente de Enfermagem Obstétrica
Profª Me Vânia Lopes Pinto
Visão Geral

1 Conceito 6 Diagnóstico

2 Epidemiologia 7 Exames

3 Fisiopatologia 8 Tratamentos

4 Sinais e Sintomas 9 Complicações

5 Fatores de risco 10 Atuação da Enfermagem


Conceito

Descenso de parede vaginal anterior ou


posterior, útero ou ápice da vagina, que
culminam com a herniação de órgãos
pelo canal vaginal.

ACOG, 2019; JELOVSEK, MAHER & BARBER, 2007


Epidemiologia

Cerca de 3% a 6% das mulheres


apresentem sintomas em caso de POP
A prevalênica na faixa de 18 a 83 anos chega a
21,7% de casos de POP, sendo o número
maior nas faixas etárias superiores.
Em mulheres idosas, essa
taxa sobe para 50%
A maioria dos casos é assintomático ->
a mulher não busca assistência médica

13% das mulheres têm chance de


fazerem cirurgia devido ao POP

ACOG, 2019; FEBRASGO, 2021; RODRIGUES,MELO, DI ANGELIS & JUNIOR,


2022; OLIVEIRA, MARTINS, DEL ROY, SARTORI, GIRÃO & CASTRO, 2009.
Fisiopatologia

Diminuição ou perda de
inervação, vascularização;
lesões ou anomalias do tecido
conjuntivo

Diminuição de força Google Imagens


mecânica

Diminuição de elasticidade

PRIMO, CORREA & BRASILEIRO, 2017


Sinais e Sintomas
Sensação de peso na Dor lombar Dificuldade para Disfunção sexual,
região genital ou inespecífica micção ou defecação dispareunia
sensação de "bola" na
vagina

Desconforto maior Dor pélvica


de acordo com a
gravidade do
prolapso

ELU, 2021
Fatores de Risco
Idade acima de 60 Multiparidade Aumento de pressão Doenças genéticas
anos intrabdominal (DPOC, que causem
constipação) alteração de
colágeno ou elastina

Espinha bífida oculta Etnia Obesidade Partos vaginais

Histerectomia
ACOG, 2019; FEBRASGO, 2021
Diagnóstico

Classificações:
Exame Físico e
Baden-Walker e
Anamnese
POP-Q

FEBRASGO, 2021
POP-Q
Estágio 0: ausência de prolapso;

Estágio 1: até 1 cm acima da carúncula himenal;

Estágio 2: entre 1 cm acima e 1 cm abaixo do hímen;

Estágio 3: pelo menos, 1 cm abaixo do anel himenal, mas é


menor que o valor do comprimento total da vagina,
subtraindo 2 cm, ou seja, não há eversão completa;

Estágio 4: eversão completa

BUMP et al, 1996; IGLESIA & SMITHLING, 2017


Exames

Ultrassonografia
Ressonância
Bidimensional ou
Magnética
Tridimensional

FEBRASGO, 2021
Fisioterapia
Tratamento
reconstrutivo anterior

Pessário
Tratamentos
Reconstrução da anatomia e
recuperação das funções

Tratamento obliterativo
Tratamento reconstrutivo do compartimento
posterior apical

FEBRASGO, 2021; PRIMO, CORREA & BRASILEIRO, 2017


Diagnósticos de
Enfermagem
Dor aguda relacionada a agente físico lesivo evidenciado por autorrelato da intensidade usando escala
padronizada da dor e posição para aliviar a dor.

Distúrbio na identidade pessoal relacionado a baixa autoestima evidenciado por alteração da imagem
corporal.

Incontinência urinária de esforço relacionada a enfraquecimento da musculatura do assoalho pélvico


evidenciado por perda involuntária de pequenos volumes de urina.

Risco de dignidade humana comprometida relacionado a perda de controle sobre função corporal.

Risco de integridade tissular prejudicada relacionado à estado nutricional desequilibrado.

Padrão de sexualidade ineficaz relacionado a relacionamento prejudicado com uma pessoa significativa
evidenciado por dificuldade com atividade sexual.
Atuação da
Enfermagem
Referências Bibliográficas
Brito LGO, Castro EB, Juliato CRT. Prolapso de Órgãos Pélvicos. Femina, v.47, n.1, p. 42-45. 2019.

Bump RC, Mattiasson A, Bo K, et al. The standardization of terminology of female pelvic organ prolapse and pelvic floor dysfunction. Am J Obstet
Gynecol 1996;175:10–17.

Elu AB, Barrón GS, González VP, Ramírez DC, Caamaño NP, Escalante ME. Patología del prolapso vaginal. Revista Sanitaria de Investigación, 2021.

Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO). Prolapso dos órgãos pélvicos. São Paulo: FEBRASGO; 2021 (Protocolo
FEBRASGO-Ginecologia, n. 51/ Comissão Nacional Especializada em Uroginecologia e Cirurgia Vaginal).

Iglesia CB, Smithling KR. Pelvic Organ Prolapse. American Family Physician, Washington, v. 96, n. 3, p. 179-185, 01 ago. 2017.

Jelovsek JE, Maher C, Barber MD. Pelvic organ prolapse. Lancet. 2007; 369(9566):1028.

Melo AJO, Di Angelis LGD, Júnior HSF. Prolapso de órgãos pélvicos e envelhecimento feminino: uma revisão narrativa. Revista Eletrônica Acervo
Médico, 2022;20: 1-7. DOI: [Link]

North American Nursing Diagnosis Association International. Diagnósticos de enfermagem da NANDA: definições e classificação 2018 - 2020. Porto
Alegre (RS): Artmed; 2018.

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Primo WQSP, Corrêa FJS, Brasileiro JPB. Manual de Ginecologia da Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia de Brasília. Brasília: Editora Luan
Comunicação , 2017. 704p.

Rodrigues AM, Oliveira LM, Martins KF, Del Roy CA, Sartori MGF, Girão MJBC, Castro RA. Fatores de risco para o prolapso genital em uma população
brasileira. Rev Bras Ginecol Obstet, 2009; 31(1): 17-21.

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