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16/05/2023

Questões de aprendizagem:

1-O que é hipertensão, quais as causas mais comuns, os sintomas e como é feito o
diagnóstico?

Definição: A hipertensão arterial ou pressão alta é uma doença crônica


caracterizada pelos níveis elevados da pressão sanguínea nas
artérias. Ela acontece quando os valores das pressões máxima e mínima são
iguais ou ultrapassam os 140/90 mmHg (ou 14 por 9). A pressão alta faz
com que o coração tenha que exercer um esforço maior do que o normal para
fazer com que o sangue seja distribuído corretamente no corpo. A pressão alta
é um dos principais fatores de risco para a ocorrência de acidente vascular
cerebral, enfarte, aneurisma arterial e insuficiência renal e cardíaca.
Causas: As causas mais comuns são: fumo, bebidas alcoólicas, obesidade,
estresse, elevado consumo de sal, níveis altos de colesterol e falta de atividade
física.
Sintomas: Os sintomas aparecem quando a pressão sobe muito: dores no
peito, dor de cabeça, tonturas, zumbido no ouvido, fraqueza, visão embaçada e
sangramento nasal
Diagnóstico: Medir a pressão regularmente é a única maneira de diagnosticas a
hipertensão. Pessoas acima de 20 anos de idade devem aferir a pressão no
mínimo uma vez ao ano. Caso tenha histórico familiar, deve-se medir no
mínimo duas vezes por ano.
Fonte: Ministério da Saúde.
2-De que maneira o histórico familiar pode aumentar o risco de desenvolvimento da
hipertensão arterial?

Os resultados encontrados indicam que descendentes de indivíduos hipertensos têm maior


resistência à insulina, alterações no ritmo circadiano da pressão arterial, com diminuição do
descenso noturno da PA e, além disso, apresentam maior diâmetro de átrio esquerdo, mesmo
na presença de valores de PA normais. Esses achados indicam que jovens saudáveis, com
predisposição hereditária para HA, já apresentam alterações metabólicas, de morfologia
cardíaca e do comportamento da pressão arterial, sugerindo, assim, que merecem atenção
especial do serviço de saúde no sentido de prevenir o aparecimento de doenças no futuro.

A importância do fator genético para o desenvolvimento da doença cardiovascular está bem


documentada na literatura. Hurrell et al.26 demonstraram que a HA, a obesidade e a hiper-
colesterolemia são altamente prevalentes entre familiares em primeiro grau de pacientes com
doença cardiovascular, mas não em seus cônjuges. Essa predisposição manifesta-se precoce-
mente, pois alguns estudos demonstraram que indivíduos jovens, normotensos e com história
familiar de hipertensão apresentam inicialmente aumento da pressão arterial quando
submetidos a estresse27 e durante o exercício físico.

3-Como é o tratamento para a hipertensão? (tratamento medicamentoso/medidas não


farmacológicas)
MEDICAMENTOSOS:
MEDIDAS NÃO FARMACOLÓGICAS:

Adote uma alimentação saudável - procure ter uma dieta composta por
frutas, legumes, verduras, cereais integrais e carnes magras. Além disso, evite
comidas gordurosas e limite o consumo de alimentos industrializados. Outra
medida importante é moderar a ingestão de álcool.

Reduza o consumo de sal – diminua a adição de sal na hora de preparar os


alimentos e procure não adicionar mais sal ao seu prato, buscando sempre
substituir por temperos naturais. Também é importante ter cuidado com
produtos em conserva, embutidos, salgadinhos, biscoitos recheados, alimentos
processados, refrigerantes, queijos amarelos e temperos prontos.

Pratique exercício físico regularmente – a prática de exercícios físicos ajuda


a controlar a pressão arterial e a combater o excesso de peso – outro fator de
risco para a hipertensão. Mas, para sua segurança, é indispensável obter a
autorização do médico antes de começar. Além disso, comece devagar,
dedicando de 30 a 45 minutos por dia, de três a cinco vezes por semana.
Atividades aeróbicas, como caminhar ou pedalar, são as mais indicadas, mas a
musculação também é ótima para prevenir a hipertensão. Para manter a
regularidade, a dica é escolher uma modalidade que você goste.

Não fume - esse hábito aumenta a pressão arterial e o risco de ataque


cardíaco e derrame. Se você fuma, seu médico pode sugerir estratégias para
ajudar você a parar.

Diminua o estresse - o estresse excessivo pode desencadear diversas


doenças, dentre elas a hipertensão arterial. Para reduzi-lo, procure dormir bem,
praticar exercícios físicos e fazer atividades relaxantes.

FONTE: Pfizer

4-Quais as medidas antropométricas, sinais vitais e níveis pressóricos que indicam maior risco
para doenças cardiovasculares? E como os antecedentes familiares podem interferir?
Relação cintura/estatura e
índice de conicidade estão
associados a fatores de
risco cardiometabólico em
idosos
Segundo estudo de Pitanga e Lessa36, realizado na cidade de Salvador, com 968 adultos e
idosos de 30 a 74 anos de idade, o IC discriminou melhor o risco coronariano elevado,
seguido da relação cintura quadril (RCQ). E no sul do Brasil, estudo recomendou a
utilização do IMC e PC combinados com o IC como excelente poder diagnóstico para
determinar o risco à saúde em relação ao acúmulo de gordura corporal. Segundo estudo
de Pitanga e Lessa36, realizado na cidade de Salvador, com 968 adultos e idosos de 30 a
74 anos de idade, o IC discriminou melhor o risco coronariano elevado, seguido da relação
cintura quadril (RCQ). E no sul do Brasil, estudo recomendou a utilização do IMC e PC
combinados com o IC como excelente poder diagnóstico para determinar o risco à saúde
em relação ao acúmulo de gordura corporal

Pinheiro-DaCunha31 em revisão sistemática concluiu que a maioria dos estudos empregou


consistentemente o IC e defendeu sua utilização como indicador antropométrico de
obesidade central e de fatores de risco para doenças coronarianas.

Diante disso, ao determinar e comparar a magnitude da associação entre o IC e a RCE


com fatores de risco cardiometabólico o RCE parece ser melhor preditor quando a variável
associada é a gordura corporal em relação ao IC para ambos os sexos. Além disso, entre
as mulheres apresenta associação com PAD e HDL.

Relação de indicadores antropométricos com fatores de


risco para doença cardiovascular em adultos e idosos de
Rio Branco, Acre (USP)
A obesidade apresentou-se como fator de risco para a hipertensão arterial, pois os indivíduos
de ambos os sexos considerados obesos segundo o IMC e a RCE apresentaram um aumento de
6 a 13 vezes o risco de ter hipertensão, respectivamente. Também foi observada uma relação
proporcional entre a prevalência de hipertensão arterial e o aumento de CC e RCQ,
especialmente nos homens. Em estudo com indivíduos maiores de 18 anos, os indicadores IMC
e CC foram considerados bons preditores do risco de desenvolver hipertensão arterial

[Link]

5-Como o tabagismo influencia no desenvolvimento de doenças cardiovasculares?


A relação entre o tabagismo e a hipertensão arterial provém de uma complexa interação entre
fatores hemodinâmicos, sistema nervoso autonômico e múltiplos mediadores vasoativos
(disfunção endotelial). De forma aguda, a nicotina gera ativação do sistema nervoso simpático
e provoca aumento da frequência cardíaca, pressão arterial e contratilidade miocárdica com
redução da oferta de oxigênio aos vasos e miocárdio.

A cessação do tabagismo traz benefícios a qualquer tempo ou idade. Mesmo pessoas com mais
de 65 anos que interrompe- ram o hábito mostraram uma mortalidade inferior à daquelas que
mantiveram o vício após cinco anos de seguimento.48 Indivíduos fumantes sem coronariopatia
manifesta que cessam o hábito mostram rápida redução do risco de infarto do miocárdio após
o primeiro evento e igualam esse risco após cinco anos de abs- tinência.49 Tabagistas
coronariopatas que interrompem o hábito também têm efeitos benéficos traduzidos por 40%
menos óbi- tos por causas cardíacas após um infarto50 e menores taxas de reestenose após
angioplastia.51

Ainda em relação ao tabagismo e hipertensão, Journath et al.52 demonstraram que fumantes


hipertensos têm um perfil de risco cardiovascular pior que os não fumantes, apesar de trata-
mento otimizado

Tabagismo e Hipertensão arterial: como o tabaco eleva a pressão

6-Há um índice considerado seguro para ingestão de bebida alcoólica e quais são os efeitos no
organismo? Como é chamado o consumo elevado de álcool em um único dia?

[Link]
%20Saúde,unidades%20de%20álcool%20para%20mulheres.

A Organização Mundial de Saúde considera um consumo máximo de


21 unidades de álcool por semana para homens e de 14 unidades de
álcool para mulheres. Também é possível identificar o bebedor
excessivo episódico, aquele que em uma única ocasião consume mais
da metade do número recomendado de unidades de álcool por
semana.
7-De que maneira o exercício físico previne/protege contra o desenvolvimento de
hipertensão?

Ao executar um exercício aeróbico, seu planejamento estimula mecanismos neurais do córtex


cerebral e de áreas subcorticais, denominados “comando central”. Esse mecanis- mo reduz a
atividade nervosa parassimpática (ANP) e aumenta a atividade nervosa simpática (ANS). A
seguir, ao se iniciar a contração muscular, ocorre a ativação do “reflexo pressor do exercício”.
Esse reflexo é formado por fibras sensoriais aferentes do grupo III que percebem a deformação
mecânica da musculatura (chamado de “mecanorreflexo”) e por fibras do grupo IV sensíveis às
mudanças metabólicas (chamado de “metaborreflexo”). Assim, já no início das contrações
musculares, a ativação do mecanorreflexo contribui para a diminuição da ANP e aumento da
ANS e, na medida em que o exercício se intensifica e produz metabólitos que se acumulam na
musculatura, o metaborreflexo é ativado estimulando ainda mais a ANS. O aumento da ANS
estimula, entre outras ações, a produção e liberação de adrenalina.4,5 A redução da ANP,

o aumento da ANS e a liberação de adrenalina agem no nó sinusal aumentando a frequência


cardíaca (FC). Em paralelo, o aumento da ANS e a adrenalina promovem aumento da
contratilidade miocárdica, aumentando a força de contração, o que associado ao aumento do
retorno venoso facilitado pela bomba muscular resultante das contrações muscula- res em
torno das veias periféricas, promove aumento do volume sistólico (VS).1,4 Assim, durante o
exercício aeróbico, observa-se aumento da FC e do VS, aumentando o débito cardíaco (DC), o
que fornece nutrientes e oxigênio para a musculatura ativa.1

Além das modificações na função cardíaca, as alterações dos mecanismos neurais, vasculares e
hormonais produzidos pelo exercício aeróbico provocam o redirecionamento do sangue para
as regiões ativas. O aumento da ANS agindo nos receptores α-adrenérgicos das arteríolas das
regiões não ativas (e.g. região esplâncnica) promove vasoconstrição dessas regiões, enquanto
que nas regiões ativas, esse efeito vasoconstrictor simpático é diminuído pela presença dos
metabólitos (histamina, adenosina, íons de hidrogênio, entre outros) oriundos da contração
muscular, que estimulam a vasodilatação, proporcionando um fenômeno denominado
“simpatólise funcional.”6 Além disso, estímulos endoteliais gerados pelo estresse de
cisalhamento do sangue na parede dos vasos estimulam a secreção de óxido nítrico (NO), um
potente vasodilatador.6 Dessa forma, durante o exercício aeróbico observa-se vasoconstrição
e aumento da resistência vascular das regiões inativas, mas vasodilatação e redução da
resistência vascular da região ativa. Esses ajustes resultam em manutenção ou mesmo redução
da resistência vascular periférica total (RVP) na dependência da relação de tamanho das
regiões ativas e inativas.1

Diante do exposto, durante a realização do exercício aeróbico, o DC aumenta pelo aumento da


FC e do VS, en- quanto que a RVP se mantém ou diminui. Tais ajustes elevam a pressão arterial
(PA) sistólica (PAS) e mantém ou diminuem a pressão arterial diastólica (PAD).1 (Figura 1A e B)

Vários fatores modificam as respostas durante o exercício aeróbico. Uma maior massa
muscular (e.g. correr vs. pedalar) promove vasodilatação em uma maior área, gerando redução
mais expressiva da RVP e da PAD, com menor aumento da PAS.1 Com o aumento da
intensidade (e.g. pedalando em 50 vs. 100w) há maior ativação do comando central e do
mecanorreflexo, o que resulta em maior ativação simpática e desativação parassimpática,
gerando maior aumento da FC, VS, DC e PAS.1 Quanto à duração, quando realizado na mesma
intensidade, os mecanismos reguladores centrais e periféricos são ativados no início do
exercício e se estabilizam após três a seis minutos de esforço (fase de equilíbrio). Assim, FC, VS,
DC, RVP e PA se mantêm estáveis ao longo do tempo de exercício.1

Quando o exercício cessa, a ativação do comando central e do metaborreflexo é


interrompida,1,7 levando à reativação parassimpática e desativação simpática. Esses ajustes
fazem com que a FC reduza rapidamente no primeiro minuto de recuperação (reativação
parassimpática) e de forma mais lenta nos minutos seguintes (reativação parassimpática
somada à retirada simpática).8 Concomitantemente, a cessação das contrações interrompe a
bomba muscular, reduzindo o retorno venoso e o VS. Assim, imediatamente após o exercício, o
DC diminui. Para completar, os metabólitos produzidos pelo exercício mantêm a região ativa
vasodilatada e a RVP reduzida. Como consequência dessas ações, a PA diminui imediatamente
após o exercício.7 Essa redução é grande e pode provocar sintomas de hipoperfusão cerebral
(tontura e desmaios) quando o exercício intenso é interrompido abruptamente, mas é lenta e
sem consequências clínicas quando a recuperação é feita de forma gradual e/ou após um
exercício leve ou moderado.7

Além da resposta imediata de redução da PA pós-exercício, mais tardiamente no período de


recuperação (30 - 120 min) a PA permanece reduzida em comparação aos valores pré-exercício
ou aos obtidos em um dia sem a execução de exercício, o que é denominado “hipotensão pós-
exercício” (HPE) apesar de não se acompanhar de sintomas nem sín- cope.3,7,9 (Figura 1A) A
HPE possui relevância clínica, pois ocorre em hipertensos, apresenta magnitude significante e
permanece por várias horas pós-exercício.3,7,9 Uma metanálise relatou reduções de -6/-4
mmHg para PAS/PAD após o exercício aeróbicos e a duração da HPE já foi observada por até
16h pós-exercício,11 sendo frequentemente observada diminuição da média da PA de 24
horas pós-exercício.

8-Há um índice recomendado de consumo de sal diário e quais são os efeitos do excesso no
organismo?

O país estima que o consumo médio do brasileiro seja de 12 gramas de sal


por dia, mais do que o dobro dos 5 gramas diários recomendados pela OMS.
Fonte: UNASUS

O excesso de sódio, principal componente do sal de cozinha, está associado ao


desenvolvimento da hipertensão arterial, de doenças cardiovasculares, renais e
outras, que estão entre as primeiras causas de internações e óbitos no Brasil e no
mundo.

O sódio é responsável pela regulação da quantidade de líquidos que ficam dentro e


fora das células. Quando há excesso do nutriente no sangue, ocorre uma alteração no
equilíbrio entre esses líquidos. O organismo retém mais água, que aumenta o volume
de líquido, sobrecarregando o coração e os rins, situação que pode levar à
hipertensão. A pressão alta prejudica a flexibilidade das artérias e ataca os vasos,
coração, rins e cérebro.

Fonte: Fiocruz

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