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Insetos

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Insetos

Os insetos (AO 1945: insectos)[1] são invertebrados


com exoesqueleto quitinoso, corpo dividido em três Insetos
tagmas (cabeça, tórax e abdómen), três pares de patas Intervalo temporal: 396–0 Ma
articuladas, olhos compostos e duas antenas. Seu PreЄЄ OS D C P T J K PgN
nome vem do latim insectum. O status taxonômico Devoniano - Recente
pode variar dentre diferentes bibliografias, mas mais
frequentemente consideram-se insetos pertencentes à
superclasse Hexapoda e classe Insecta do filo
Arthropoda.[2] Conforme aqui apresentado, a classe
Insecta fica taxonomicamente sinônima de
Ectognatha. A ciência que se dedica a estudar os
insetos é conhecida como entomologia.[3]

Os insetos são o grupo de animais mais diversificado


existente na Terra. Como o maior e mais largamente
distribuído grupo de animais artrópodes do planeta, os
insetos representam mais que 70% de todas as espécies
de seres vivos descritos. Embora não haja um consenso
entre os entomologistas, estima-se que existam de 5 a
30 milhões de espécies viventes de insetos.[4][5] das
quais cerca de 1 milhão destas espécies já foram
catalogadas.[6][7] Os insectos podem ser encontrados
em quase todos os ecossistemas do planeta, mas
somente um pequeno número de espécies adaptaram-
se à vida nos oceanos. Existem cerca de 30 ordens
formais de insetos, dependendo do sistema de
Diversidade de insetos de ordens diferentes.
classificação adotado[2][4] Focando naquelas ordens
mais comuns e diversas, no momento existem registros Classificação científica
de aproximadamente 6 mil espécies de Odonata Domínio: Eukaryota
(libélulas), 24 mil de Orthoptera (gafanhotos,
Reino: Animalia
tettigoniidaes e grilos), 158 mil de Lepidópteros
(borboletas e mariposas), 156 mil de Dípteros (moscas Filo: Arthropoda
e mosquitos), 104 mil de Hemipteros (percevejos, Clado: Pancrustacea
cigarras e afídeos), 387 mil de coleópteros (besouros) e
117 mil de Hymenópteros (abelhas, vespas e Subfilo: Hexapoda
formigas).[7]
Outros grupos menores com anatomia semelhante, Classe: Insecta
como os colêmbolos, protura, e diplura, são agrupados Linnaeus, 1758
com os insectos no grupo Hexapoda.[8] Os verdadeiros
Subgrupos
insectos distinguem-se dos outros artrópodes por
serem ectognatas, ou seja, por terem as peças bucais Ver texto.
externas, por apresentarem onze segmentos
abdominais, e, principalmente, pela presença do órgão Sinónimos
de Johnston. Diferindo da nomenclatura acadêmica,
diversos outros artrópodes terrestres, tais como as Ectognatha
centopéias, piolhos-de-cobra, tatuzinhos, escorpiões e
Entomida
aranhas, podem, erradamente, ser chamados de
insetos pelo público leigo.[9]

Morfologia externa
Animais relativamente pequenos, onde os menores insetos adultos
medem cerca de 0,14 mm (Hymenoptera: Myrmaridae) e os mais
longos medem cerca de 62 cm (Mantophasmatodea:
Phasmatidae). O corpo dos insetos é dividido em três regiões Acasalamento de borboletas
principais (denominadas tagmas): cabeça, tórax e abdome,
recobertas por um exoesqueleto. Possuem um par de antenas e
três pares de pernas, e a maioria dos insetos possui asas.

Exoesqueleto
O exoesqueleto é uma carapaça que recobre quase todo o corpo dos
insetos, semelhante ao que se observa nos demais artrópodes. Esta
estrutura fornece sustentação e proteção mecânica e química ao
corpo dos insetos. Forma-se por meio de uma cutícula secretada por
uma monocamada interna de células epiteliais, resultando em uma
sucessão de camadas distintas.[10] Desta forma, as principais
camadas de dentro para fora são: a membrana basal, a epiderme e a
Exoesqueleto de uma ninfa de
cutícula. A cutícula é formada por secreções acelulares geralmente
cigarra.
contendo as seguintes substâncias principais: quitina, artropodina,
esclerotina, melanina e ceras. Subdivide-se em procutícula (esta
englobando endocutícula e exocutícula) e a epicutícula (esta englobando a epicutícula inferior,
superior, e a camada superficial). Esta camada superior chamada de epicutícula é a mais fina e a
principal responsável pela proteção contra a perda superficial de água,[10] e também a camada mais
frágil por ser menos flexível. A principal camada fornecendo suporte mecânico ao exoesqueleto é a
mais grossa procutícula, sendo composta principalmente de quitina ligada a proteínas estruturais. O
componente mais resistente resulta da esclerotização química da camada quitinosa na subcamada
exocutícula, chamado de esclerotina, que apoia os músculos esqueléticos através de prolongamentos
internos formando um endoesqueleto de sustentação.

Cabeça
A cabeça é o tagma anterior do corpo dos Hexapoda, em forma de
cápsula, que contém os olhos, antenas e as peças bucais.
Evolutivamente é resultante da fusão de seis segmentos, onde os
respectivos apêndices permitiram a especialização das peças bucais e
sensoriais. Ordenados de anterior ao posterior, estes segmentos se
apresentam como (i) labral; (ii) antenal; (iii) pós-antenal (fundido
com o segmento antenal); (iv) mandibular; (v) maxilar; (vi) labial.[10]
Cabeça de uma formiga
(Alguns autores consideram como sete o total de segmentos, por
contarem um primeiro segmental "conceitual", pela hipótese de
metameria baseada nos anelídeos, denominado de acron.) Desta forma, as estruturas da cabeça
variam consideravelmente entre os diferentes insetos, permitindo uma grande capacidade adaptativa
a diversos modos de vida. A natureza segmentar da cabeça dos insetos se faz evidente por suturas
visíveis e respectivos segmentos (escleritos), que variam em morfologia entre os diferentes grupos.
Dentre as suturas mais marcantes, destacam-se as linhas de ecdise, como a sutura epicraniana em
forma de um "Y" invertido na fronte e que se estende até atrás da cabeça. A parte dorsal da sutura
epicraniana é chamada de sutura coronal (a base do Y) e as bifurcações são as suturas frontais
(os braços do Y).

A cabeça dos insetos também pode ser considerada como subdividida entre uma porção pré-oral
(procephalon) e uma porção pós-oral (gnathocephalon).[11] A porção pré-oral apresentando os olhos
compostos, ocelos, antenas e áreas faciais, incluindo o clípeo e, provavelmente o labro. A porção pós-
oral apresentando as mandíbulas, as maxilas e os lábios. Internamente, o exoesqueleto da cápsula
cefálica dos insetos se invagina para formar os braços do tentório que servem como pontos de ligação
muscular, principalmente das articulações basais das mandíbulas.

Olhos
A maioria dos insetos têm um par de olhos compostos relativamente
grandes, localizados dorso-lateralmente na cabeça. Chama-se de olho
composto pois é formado de subunidade funcionais: cada olho composto
está dividido em um certo número de áreas externamente circulares ou
hexagonais chamadas de omatídeos. Cada omatídeo é única unidade visual
com uma "lente". Além dos olhos compostos, a maioria dos insetos possui
olhos simples ou ocelos, geralmente três, localizados na região superior Olhos compostos de
uma mosca.
(vértex) da cabeça entre os olhos compostos. Existem insetos sem olhos
(geralmente subterrâneos, exemplos de formigas e cupins), assim como
existem insetos com olhos compostos contendo milhares de omatídeos (>30 mil em algumas
libélulas).

Antenas
São apêndices móveis multiarticulados. Geralmente se apresentam evidentes nos insetos adultos, mas
podem estar reduzidas ou ausentes nas larvas. São formadas por três partes: escapo, pedicelo e
flagelo, sendo que as duas primeiras são únicas e uniarticuladas, enquanto que a terceira
compreende um número variável de antenômeros. A base do pedicelo alberga o Órgão de Johnston,
que capta movimentos e vibrações relativas ao restante da antena. Característica destes animais, as
antenas têm fundamental papel sensorial, desempenhando várias funções, diretamente ligadas a
inúmeras sensilas (pelos sensoriais) que nestas se apresentam. Por exemplo, abundantes sensilas
tácteis nos antenômeros garantem um papel como órgão táctil, uma quantidade de quimioreceptores
(poros microscópicos) garantem função olfativa, e até receptores de umidade e temperatura. Alguns
grupos de insetos apresentam funções mais especializadas para antenas, incluindo audição[12][13] pelo
órgão de Johnston, e auxílio para o cortejo sexual e fixação durante a cópula. Por serem fundamentais
para a biologia dos insetos, há uma infinidade de variações morfológicas e funcionais dentre as
antenas dos diferentes grupos.

Peças bucais
As peças bucais dos insetos são derivadas dos apêndices móveis que
se articulam em cada um dos segmentos fusionados formando a
cabeça. Desta forma se apresentam conforme descrito acima da
seguinte conformação, do anterior ao posterior: (i) labral; (ii)
antenal; (iii) pós-antenal (fundido com o segmento antenal); (iv)
mandibular; (v) maxilar; (vi) labial.[10] Tem por funções principais a
manipulação e inspeção sensorial de objetos e alimentos. Segundo a
metameria da cabeça apresentada, aqueles apêndices especializados
em peças bucais são:
Peças bucais de algumas
Labro (lr): é um esclerito único de formato variável e com
ordens: A - ortópteros, B -
movimentos reduzidos no eixo vertical; forma o "céu" da boca
Himenópteros, C - lepidópteros e
dos insetos, se articulando sobre o clípeo. Chama-se a porção
D - dípteros
ventral interna de epifaringe, que costuma apresentar uma série
de sensilas inferindo uma função gustativa.
Mandíbulas (md): são duas peças de construção relativamente simples dispostas lateralmente
abaixo do labro, articuladas, resistentes e esclerotisadas. Sua função é mastigar, triturar ou
dilacerar os alimentos. Em alguns insetos adultos podem faltar sendo totalmente ausentes ou
vestigiais na maioria dos lepidópteros e efemerópteros.
Maxila (mx): em número par, situam-se atrás das mandíbulas. Articuladas na parte lateral inferior
da cabeça, são peças auxiliares durante a alimentação. Possuem um palpo maxilar cada uma.
Lábio (lb): é uma estrutura ímpar resultado da fusão de dois apêndices, situada abaixo das
maxilas e que representa a parte inferior da boca; apresenta dois pequenos palpos labiales.

Tórax
O tórax é a segunda região, ou tagma, do corpo dos insetos, especializado em funções locomotoras.
Desta forma, porta as patas e asas de insetos que as possuem, apresenta um exoesqueleto mais
complexo, e associa a maioria dos músculos do corpo. O tórax é formado por três segmentos,
denominados protórax, mesotórax e metatórax, mas que podem receber nomes especiais de acordo
com particularidades de diferentes grupos. Nos segmentos torácicos diferentes grupos de escleritos se
mostram bastante evidentes, com nomes especiais. Denominam-se de notos, pleuras, esternos os
segmentos dorsais, laterais, e ventrais, respectivamente. O nome de
cada segmento forma-se usando estes como sufixos de acordo com a
região em que se encontram, como por exemplo pronoto definindo
o esclerito dorsal do primeiro segmento, mesonoto para o segundo,
e assim por diante.

Na maioria dos insetos com asas, o protórax é mais móvel e porta um


par de patas, enquanto que os dois segmentos seguintes (meso- e
metatórax) costumam estar mais rigidamente associados em um
"pterotórax", assim denominado por portarem cada um par de asas
Tórax de um himenóptero.
além de um par de pernas. Também no pterotórax normalmente
existem aberturas laterais para trocas gasosas, denominadas de
espiráculos, havendo um par por segmento. Os espiráculos em insetos são as aberturas externas do
sistema traqueal. Cada segmento do pterotórax dos insetos alados costuma apresentar suturas
demarcando subdivisões estruturais, que permitem especializações e suportam inserções esqueléticas
usadas na locomoção. Estas subdivisões de cada tergito levam nomes específicos, e são bastante
usadas na taxonomia e estudos da morfologia funcional dos insetos alados (Pterygota).

Pernas
As pernas dos insetos sempre se encontram localizadas no tórax. Cada perna é formada por cinco
segmentos: coxa, trocânter, fêmur, tíbia e tarso, onde os tarsos se subseccionam em artículos
chamados de tarsômeros. Os diferentes segmentos das pernas dos insetos podem apresentar
especializações e estruturas diretamente ligadas aos seus modos de vida. As estruturas associadas
mais comuns são pelos e espinhos (rijos ou móveis) associados à tíbia e/ou fêmur, esporões, e
estruturas de fixação nos tarsos, como os pulvilios, a garra tarsal e o arólio.

Asas
Quase todos os insetos possuem asas. Nas espécies viventes, estas
asas partem do segundo e terceiro subsegmentos do thorax
(conhecidos em conjunto como "pterotórax"), onde a maioria dos
grupos de insetos tem dois pares de asas, enquanto que alguns
grupos, como os dípteros, tem apenas dois. As asas dos insetos são
prolongamentos móveis externos do exoesqueleto localizados
dorso-lateralmente nestes segmentos, entre os notos e as pleuras.

As asas dos insetos apresentam grande variação em tamanho,


formato, textura, nervação e nas formas com que são Asas de um coleóptero.
movimentadas e mantidas em repouso. Na maioria dos insetos as
asas são membranosas e podem conter pequenos pelos ou
escamas; em alguns insetos as asas anteriores são mais grossas, de textura coriácea ou dura. Exemplos
de asas anteriores endurecidas são conhecidos como os élitros, típicos dos besouros (coleópteros). As
asas anteriores dos percevejos são mais grossas na base, sendo assim chamadas de Hemiélitros. Os
insetos ortópteros e as baratas possuem as asas anteriores mais estreitas que as posteriores, e com a
consistência de um pergaminho, sendo assim chamadas de tégminas. Tais exemplos de asas anteriores
modificadas, como os élitros, hemiélitros e tégminas, servem de proteção para o segundo par de asas,
membranosas, usadas para voar. Normalmente estas asas mais endurecidas, quando em repouso
também recobrem e protegem o abdome.

Abdome
O abdome dos insetos possui geralmente 12 segmentos, mas o último
se apresenta muito reduzido, de modo que o número de segmentos
aparente raramente excede dez. Os segmentos genitais podem conter
estruturas associadas com as aberturas externas dos condutos
genitais, no macho estas estruturas se relacionam com a cópula e a
transferência de esperma na fêmea; enquanto que nestas, estão Abdome de um himenóptero.
relacionados com a oviposição.

Morfologia interna

Sistema digestório
O sistema digestivo dos insetos é um tubo
dorsal que se estende desde a boca até o ânus.
Se divide em três regiões: o estomodeu, o
mesêntero e o proctodeu, separadas por
válvulas e esfíncteres que regulam a passagem
do alimento. Estas regiões se subdividem em
trechos especializados, permitindo adaptações
aos diferentes modos de vida. Desta maneira,
o estomodeu, ou intestino anterior,
compreende: cavidade pré-oral, faringe,
Anatomia de um insecto A- Cabeça B- tórax C- Abdome
esôfago, papo (ou moela), e pró-ventrículo. O
1. antena 2. ocelo (inferior) vagina 19. gânglios
mesêntero, ou intestino médio, compreende: 3. ocelo (xanerior) 4. olho abdominais 20. túbulos de
cecos gástricos, ventrículo e os túbulos de composto 5. cérebro Malpighi 21. tarsômero 22.
Malpighi. E finalmente o proctodeu, ou (gânglios cerebrais) 6. garras tarsais 23. tarso 24.
intestino posterior, inclui o íleo, o cólon e o protórax 7. artéria dorsal 8. tíbia 25. fémur 26. trocanter
reto, que se abre no ânus (também chamado tubos traqueais e 27. intestino anterior
de cloaca em insetos). Ao longo do sistema espiráculos 9. mesotórax 10. (estomodeo) 28. gânglios
metatórax 11. asa (1ª) 12. torácicos 29. coxa 30.
digestório uma série de secreções enzimáticas
asa (2ª) 13. intestino médio glândula salivar 31. gânglio
se apresentam para auxiliar na digestão. As
(mesêntero) 14. coração 15. sub-esofágico 32. peças
principais estruturas secretores incluem as ovário 16. intestino posterior bucais.
glândulas salivares da cavidade pré-oral e (proctodeo) 17. ânus 18.
diversas porções de epitélio secretor do
ventrículo. Os insetos também tem microorganismos associados ao sistema digestório que participam
da digestão de alimentos e nutrição do animal; estes geralmente se concentram no epitélio do
mesêntero e nos cecos gástricos.

Sistema respiratório
Melhor definido como sistema de trocas gasosas, é composto nos insetos por uma rede interna de
tubos ocos chamados de traqueias. Por isto recebe o nome de sistema traqueal. Os gases circulam
através destes tubos por difusão simples, possibilitando a troca entre gases atmosféricos e aqueles
liberados pelo organismo. As traqueias abrem-se comunicam-se com o exterior através de orifícios
externos laterais chamados de espiráculos, que geralmente se apresentam como um par por
segmento corporal a partir do segundo segmento torácico. A maioria dos insetos apresenta adaptações
na abertura dos espiráculos que permitem controle de abertura e filtros, para reduzir a perda de água
e entrada de partículas. As traqueias reduzem de diâmetro a medida em que se ramificam em direção
aos órgãos, recebendo o nome de traquéolas; finalmente os ramos mais finos chamados de
traqueiolos penetram nos tecidos e permitem as trocas gasosas por difusão com citoplasma das
células. Na respiração traqueal o transporte de gases respiratórios é independente do sistema
circulatório, significando que o fluido circulatório (hemolinfa) não carrega gases nem participa
diretamente na difusão de gases. Ao nível de tecidos, os gases se difundem entre o fluido traqueolar e
o citoplasma celular.

O sistema traqueal dos insetos na verdade executa diversas funções, como controle de volume
corporal, proteção contra patógenos e substancias toxicas, dentre diversas outras.

Sistema circulatório
Como nos demais artrópodes, a circulação de fluidos internos nos insetos é aberta. O sistema
circulatório controla a circulação de um líquido corpóreo chamado de hemolinfa através das
cavidades internas do corpo (hemocele). Estruturalmente se divide em órgãos pulsáteis, vasos e
seios abertos, de forma que a circulação da hemolinfa tanto de batimentos por vasos quanto da
movimentação do corpo.

Os órgãos pulsáteis geralmente incluem um coração e bulbos pulsáteis acessórios na base das antenas
e no abdome; um vaso dorsal parte do coração e se estende ao longo do corpo com aberturas laterais
(óstios, ostíolos), apresentando fundo cego. Estas estruturas e eventuais ramificações permitem a
distribuição da hemolinfa entre os diferentes seios da hemocele, que se separam por meio de
diafragmas associados a músculos. São três os seios circulatórios corporais nos insetos: o pericárdio,
o perivisceral e o perineural. O seio pericárdio (ou dorsal) envolve o coração e o vaso dorsal,
englobando importantes tecidos associados, como os músculos alares. O seio perivisceral (ou visceral)
engloba os órgãos do trato digestório e excretório. O seio perineural (ou ventral) engloba
principalmente o cordão nervoso ventral e se separa do seio perivisceral por um diafragma ventral.

Assim composto o sistema circulatório , a hemolinfa dos insetos flui do tórax para o abdome, por
vezes dependendo de expansões e contrações do abdome para fluir mais posteriormente. Nos
apêndices, a hemolinfa flui através de tubos, movimentos, válvulas e bulbos contrácteis acessórios.
Em resumo, a hemolinfa do seio pericárdico e aspirada pelo coração através dos ostíolos e
impulsionada pela aorta para a cabeça, com as válvulas ostiolares fechadas na contração sistólica. Ao
longo do caminho o vaso dorsal recebe hemolinfa das asas. A partir da cabeça, a hemolinfa flui
irrigando os órgãos dos demais sistemas para ser recolhida novamente pelos seios. O restante da
circulação se apoia em movimentos musculares dos diafragmas, paredes do corpo e articulações do
inseto, auxiliando no recolhimento da hemolinfa de volta para o seio pericardíaco.

A hemolinfa dos insetos é um líquido aquoso e geralmente incolor. Media as trocas químicas entre
os tecidos de diferentes partes do corpo, incluindo hormônios, nutrientes, excretas, íons, moléculas
diversas. Também trata-se da maior reserva de água do corpo, contida no plasma. Contém células
nucleadas de diversos tipos (denominadas de hemócitos) que participam de diversas funções, como
fagocitose, encapsulação de corpos estranhos, coagulação e armazenamento e metabolismo de
nutrientes.

Sistema excretório
Vale ressaltar que a excreção esta relacionada a homeostase, no sentido de remover do organismo
quaisquer produtos indesejados oriundos do metabolismo celular e dos alimentos. O sistema excretor
dos insetos está constituído pelos tubos de malpighi que permanecem em contato com a hemolinfa.
Estes são tubos muito finos e longos que partem do sistema digestório (da inserção entre o mesêntero
e o proctodeo) e que geralmente flutuam livres pela hemocele. Desta forma os túbulos captam excretas
residuais da hemolinfa que são transferidas para a porção final do tubo digestivo, a partir de onde são
associadas e eliminadas juntamente com as fezes. Os tubos de malpighi são capazes de reabsorver
água e eletrólitos, logo desempenhando um papel importante no equilíbrio hídrico e osmótico. Podem
variar em muito em número, sempre em múltiplos de dois, desde quatro a mais de cem. Os insetos são
animais uricotélicos, ou seja, excretam principalmente o ácido úrico. Alguns insetos possuem órgãos
excretores adicionais adaptados e independentes do tubo digestivo, como na forma de glândulas
labiais ou maxilares, ou pontos de acumulação de excretas (corpos pericárdicos, nefrócitos dispersos
pelo hemocele, oenócitos epidérmicos e células do urato).

Sistema endócrino
Os insetos possuem diferentes regiões do corpo especializadas em produzirem hormônios, que são
moléculas secretadas para serem transportadas pela hemolinfa que regulam a fisiologia do corpo.
Estes se denominam centros endócrinos, e incluem: (i) células neurossecretoras, que são
neurônios modificados; (ii) corpora cardiaca, que são corpos neuroglandulares pareados associados
ao cérebro; (iii) glândulas protorácicas, que são glândulas pareadas localizadas no cérebro ou no
tórax; (iv) corpora allata, que são pequenos corpos glandulares pareados localizados no cérebro. Os
diferentes centros endócrinos produzem hormônios específicos e regulam funções diferentes. As
principais classes de hormônios de insetos se dividem em neuropeptídios (ex. o hormônio
protorácico-tropico produzido pela corpora cardíaca que regula a atividade das glândulas
protorácicas), ecdisteroides (ex. hormônio ecdisona produzido pelas glândulas protorácicas,
influenciando em diversos processos fisiológicos sistêmicos, como muda e desenvolvimento das
gonadas); hormônios juvenis (ex. sesquiterpenos produzidos pela corpora allata influenciando em
diversos processos fisiológicos, como metamorfose e maturação sexual dos adultos).

Sistema nervoso
O sistema nervoso dos insetos se constitui de um cérebro localizado na cabeça, conectado por um par
de nervos circundando o estomodeo formando o anel circum-esofagiano, seguido de uma série de
gânglios enfileirados em um cordão nervoso ventral, localizado sob o tubo digestivo. O cérebro se
constitui da fusão de três pares de gânglios, formando o protocérebro (associado aos olhos
compostos), o deuterocérebro (associado as antenas) e o tritocérebro (processando sinais que
chegam do corpo). O gânglio subesofagiano é formado pela fusão dos gânglios dos segmentos
mandibulares, maxilares e labiais. Os demais gânglios do cordão nervoso ventral podem variar em
número de acordo com as diferentes ordens de insetos, e se subdividem em gânglios torácicos e
abdominais. Conforme discutido nas seções acima, estes gânglios participam da regulação local de
sistemas como controle de espiráculos, locomoção e liberação de hormônios. Além destas estruturais
principais, há ainda um sistema nervoso visceral associado a diversas partes do sistema digestório,
traqueal e outros órgãos, e sistemas periféricos associados a órgãos de sentido e sensilas
mecanorreceptoras, quimiorreceptoras, termorreceptoras, etc.

Todo o sistema nervoso é formado por neurônios conectados por terminações nervosas. Os neurônios
de insetos são morfologicamente divididos em unipolares, bipolares ou multipolares, baseado na
organização do dendrito em relação ao axônio. Funcionalmente os neurônios dos insetos podem ser
classificados dentre neurônios sensoriais, neurônios associados (interneurônios), neurônios motores,
ou células neuroendócrinas.

Reprodução e Desenvolvimento
A maioria dos insetos é diplóide (2n), com reprodução sexuada e
exibindo certo grau de dimorfismo sexual (gonocorismo). O
mecanismo mais comum para determinação sexual se dá por herança
de um cromossomo sexual, onde normalmente um indivíduo herdando
dois cromossomos sexuais (XX) se desenvolvem como fêmeas, e
indivíduos herdando apenas um cromossomo sexual (X0) tornam-se
machos. Frequentemente, os cromossomos sexuais ainda não foram
Um casal de moscas
descritos, pois ou fundiram-se com demais cromossomos ou a
(Dípteros) realizando a sua
cópula em pleno voo.
diferenciação sexual se dá por efeito de um único gene. Algumas
espécies exibem sistemas complexos de diversos cromossomos sexuais
distintos. Outras formas de determinação sexual nos insetos incluem
haplodiploidia e, mais raramente hermafroditismo. No sistema de haplodiploidia, os machos da prole
possuem apenas uma cópia dos conjuntos de cromossomos herdados (1n). O sistema de
haplodiploidia mais comum (chamado de arrenotoquia) é bem representado nos Himenópteros
(abelhas, formigas e vespas), onde os indivíduos machos haplóides surgem de ovos não
fecundados.[14] Desta maneira, a haplodiploidia por arrenotoquia representa também uma forma de
reprodução assexuada. Outras formas de reprodução assexuada são menos comuns, como a
poliembrionia observada em algumas espécies parasitas, onde dois ou mais embriões são obtidos por
subdivisão em um ovo fertilizado. Alguns organismos endosimbiontes, como por exemplo a bactéria
intracelular Wolbachia, podem afetar as proporções sexuais de diversas espécies de insetos.
A grande maioria dos insetos nascem a partir de ovos depositados por sua genitora em locais propícios
ao seu desenvolvimento (por exemplo, sobre plantas ou na proximidade de nutrientes) — o que os
classifica como animais ovíparos.[15] Entretanto, existem certas espécies de insetos (como a barata
Blatella germanica) em que a cria nasce imediatamente após a postura dos ovos, o que classifica a tais
como sendo ovovivíparos.[16] Também existem algumas espécies que são consideradas vivíparas,
como é frequente nos pulgões, onde os insetos recém-nascidos saem dos ovos ainda dentro do corpo
da mãe.[17]

Metamorfose
A metamorfose nos insetos é um processo biológico de desenvolvimento pela qual as espécies crescem
e mudam de forma. Existem duas formas básicas de metamorfose: a metamorfose completa e a
metamorfose incompleta.[18]

Metamorfose completa
A maioria dos insetos grandes têm um ciclo de vida típico que se inicia num ovo, que origina uma
larva que se alimenta, ocasionando ecdises (ou trocas de pele) onde cresce, transformando-se em pupa
(ou casulo) e em seguida, surge como um inseto adulto que se parece muito diferente da larva original.
Esses insetos são frequentemente chamados de Holometábolos, o que significa que passam por uma
completa (holo = total) mudança (metábolos = mudança). Estes incluem os Himenópteros, os
Coleópteros, os Dípteros, etc..[18]

Metamorfose incompleta
Aqueles insetos que nos estágios imaturos têm formas semelhantes aos adultos (com exceção das
asas) são chamados de Hemimetábolos, significando que eles sofrem uma mudança parcial ou
simplesmente incompleta (hemi = parcial). Durante a fase em que tais insetos ainda não atingiram a
sua maturidade, recebem o nome de ninfas. São representantes deste tipo de metamorfose: os
Himípteros, os Blatódeos, as Odonatas, etc..[18]

Fotografias do processo de metamorfose incompleta de uma libélula.

Biologia
Os insetos foram o único grupo de invertebrados que desenvolveu
a capacidade de voar, o que teve um importante fundamental no
seu sucesso ecológico. A impressionante capacidade de dispersão
destes animais os permitiu colonizar os mais diversos habitats ao
longo de sua história evolutiva.

Muitos insetos possuem órgãos dos sentidos muito refinados; por


exemplo, as abelhas podem ver a luz ultravioleta e os machos das
falenas têm um forte olfacto que lhes permite detectar as
feromonas de fêmeas a quilómetros de distância.

Os insetos jovens, depois de saírem dos ovos, sofrem uma série de


mudas ou ecdises a fim de poderem crescer – uma vez que o
Apicultura, tacuinum sanitatis
exosqueleto não lhes permite crescer sem o mudarem. Nas casanatensis (Século 14)
espécies que apresentam metamorfose incompleta, os juvenis,
chamados ninfas, não possuem asas, e são basicamente iguais aos
adultos na forma do corpo; na metamorfose completa, característica dos Endopterigota, a eclosão do
ovo produz uma larva, geralmente em forma de verme (a lagarta) que, depois de crescer, se
transforma numa pupa que, muitas vezes, se encerra num casulo, ou numa crisálida, que muda
consideravelmente de forma, antes de emergir como adulto.

Em alguns insetos, o voo depende muito da turbulência atmosférica, mas nos mais “primitivos” está
baseado em músculos que fazem bater as asas. Em outras espécies mais “avançadas”, do grupo
Neoptera, as asas podem ser dobradas sobre o dorso, e quando em uso são acionadas por uma ação
indireta de músculos que atuam sobre a parede do tórax. Estes músculos contraem-se quando se
encontram distendidos, sem necessitarem de impulsos nervosos, permitindo ao animal bater as asas
muito mais rapidamente.

Algumas espécies de insetos, como as formigas e as abelhas, vivem em sociedades tão bem
organizadas que são por vezes consideradas superorganismos.

O papel dos insetos no meio ambiente e na sociedade


humana
Dada a abundância dos insetos encontrados em quase todas regiões do planeta, quase todo ser
humano entra em contato com estes animais diversas vezes ao longo da vida. Ao longo da história, o
fascínio por alguns grupos de insetos se mostra evidente em diversas culturas, mais notavelmente
dentre os egípcios, que idolatravam besouros escaravelhos e se ornamentavam com outros besouros.
Os gregos também apresentavam uma identidade cultural forte com insetos tanto na mitologia grega
como na fabricação de peças ornamentais. Exemplos de outras culturas abundam, como os chineses,
tribos aborígenes, japoneses, e simbolismos recorrentes durante a Idade Média. Os ciclos de vida de
diversas variedades de insetos foram vistas como representantes da imortalidade das almas e da
ressurreição, como dentre as cigarras, as mariposas, besouros e libélulas.
Entretanto, com o aumento das cidades, e a crescente migração
humana para os centros urbanos, o contato dos humanos com
insetos tem ficado cada vez mais restrito em frequência e
diversidade. O fenômeno da urbanização acompanhado da expansão
da agricultura em larga escala tem contribuído globalmente para a
visão negativa sobre insetos, sendo vistos como pragas a serem
eliminadas. Muitos insetos são considerados daninhos porque
transmitem doenças (mosquitos, moscas), danificam construções
Borboleta visitando uma flor.
(térmitas) ou destroem colheitas (gafanhotos, gorgulhos) e muitos
entomologistas economistas ou agrônomos se preocupam com várias
formas de lutar contra eles, por vezes usando insecticidas mas, cada
vez mais, investigando métodos de biocontrole.

Apesar destes insetos prejudiciais terem mais atenção, a maioria das


espécies é benéfica para o homem ou para o meio ambiente. Muitos
ajudam na polinização das plantas (como as vespas, abelhas e
borboletas) e evoluíram em conjunto com elas – a polinização é uma
espécie de simbiose que dá às plantas a capacidade de se
reproduzirem com mais eficiência, enquanto que os polinizadores
ficam com o néctar e pólen. De fato, o declínio das populações de
insetos polinizadores constitui um sério problema ambiental e há
muitas espécies de insetos que são criados para esse fim perto de
campos agrícolas.
Produção de seda (sericultura).
Alguns insetos também produzem substâncias úteis para o homem, Nesta imagem, os casulos de
como o mel, a cera, a laca e a seda. As abelhas e os bichos-da-seda bicho-da-seda são vistos abaixo.
têm sido criados pelo homem há milhares de anos e pode dizer-se O consumo de produtos
que a seda afetou a história da humanidade, através do derivados dos insetos (e/ou dos
estabelecimento de relações entre a China e o resto do mundo. Em próprios insetos) é denominado
alguns lugares do mundo, os insetos são usados na alimentação antropoentomofagia.[19]
humana, enquanto que noutros são considerados tabu.

As larvas da mosca doméstica eram usadas para tratar feridas


gangrenadas, uma vez que elas apenas consomem carne morta e este
tipo de tratamento está a ganhar terreno actualmente em muitos
hospitais.[carece de fontes?]

Além disso, muitos insetos, especialmente os escaravelhos, são


Gafanhotos fritos. O consumo
detritívoros, alimentando-se de animais e plantas mortas, alimentar de insetos na nutrição
contribuindo assim para a remineralização dos produtos orgânicos. humana é denominado
Também, há escaravelhos que se utilizam de excrementos na entomofagia.[20]
alimentação. Ao realizar o transporte e enterrio dos excrementos que
se utilizam, acarretam a aceleração do processo de ciclagem dos
nutrientes, além de promoverem a remoção e a reentrada de matéria orgânica no solo,
consequentemente, melhoram a aeração do solo, tornando-o mais fértil.[21][22]
Embora a maior parte das pessoas não saiba, provavelmente a maior utilidade dos insetos é que
muitos deles são insectívoros, ou seja, alimentam-se de outros insetos, ajudando a manter o seu
equilíbrio na natureza. Para qualquer espécie de insecto daninha existe uma espécie de vespa que é, ou
parasitoide ou predadora dela.[carece de fontes?] Por essa razão, o uso de inseticidas pode ter o efeito
contrário ao desejado, uma vez que matam, não só os insetos que se pretendem eliminar, mas também
os seus inimigos.

Taxonomia
Existem divergências entre os diversos autores a respeito da classificação dos insetos. Portanto, esta
pode se apresentar ligeiramente diferente de acordo com a fonte consultada.

Subclasse Apterygota
Archaeognatha
Thysanura - traça (Br), lepisma (Pt)

Subclasse Pterygota
Infraclasse Palaeoptera
Palaeodictyoptera - extinta
Ephemeroptera (efémeras)
Odonata (libelinhas, libélula, donzelinha)
Infraclasse Neoptera
Superordem Orthopterodea
Blattodea (baratas e cupins)
Mantodea (louva-a-deus)
Zoraptera
Grylloblattodea
Dermaptera
Plecoptera
Orthoptera (gafanhotos, grilos, esperanças, paquinhas)
Phasmatodea (bichos-pau, timemas)
Embioptera (embiídeos)
Mantophasmatodea
Superordem Hemipterodea
Psocoptera
Phthiraptera (piolhos)
Hemiptera (percevejos, cigarras, cochonilhas, pulgões, filoxeras, moscas-brancas)
Thysanoptera (trips ou tripes)
Superordem Endopterygota
Miomoptera - extinta
Megaloptera
Raphidioptera
Neuroptera (formiga-leão)
Coleoptera (besouros, escaravelhos, joaninhas, gorgulhos etc.)
Strepsiptera
Mecoptera (moscas-escorpião)
Siphonaptera (pulgas, bicho-de-pé)
Protodiptera - extinta
Diptera (moscas e mosquitos)
Trichoptera
Lepidoptera (borboletas, mariposas)
Hymenoptera (formigas, abelhas, vespas etc.)

Referências
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cto)
2. Livro: "Biologia - Volume Único". Sônia Lopes, Sérgio Rosso, 2005. Capítulo 23: "Arthropoda e
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Bibliografia
Hird, Vicki. Rebugging the Planet: The Remarkable Things that Insects (and Other Invertebrates)
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Milman, Oliver. The Insect Crisis: The Fall of the Tiny Empires That Run the World. Norton &
Company, 2022.
VANIN, S. A. Filogenia e Classificação. In: RAFAEL, J. A. et al. Insetos do Brasil: Diversidade e
Taxonomia. Ribeirão Preto: Holos, Editora, 2012. p. 81-110.

Ligações externas
Tree of Life Project ([Link] Insecta
Insect pictures -- from Webster's 1911 ([Link]
[Link]/depts/cisba/compsci/dailey/public/[Link])
Site geral sobre os insetos ([Link]
ESALQ Entomological Museum (USP Brazil - english/português) ([Link]
Site sobre Insetos da University of British Columbia - em inglês ([Link]
Insect Evolution - em inglês ([Link]
Site da UFRRJ: Insetos do Brasil (Obra de Ângelo Moreira da Costa Lima, disponível em PDF)
([Link]
m)

Obtida de "[Link]

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