DOUTO JUÍZO DE DIREITO DA ___VARA DO TRABALHO DO RIO DE JANEIRO.
MARIA ANTONIA LOPES DE MELO, brasileira, solteira, caixa, filha
RAIMUNDA SIQUEIRA LOPES, portadora de identidade de n° 201631488-7,
data de nascimento 10/11/1997 do CPF de n° 177.994.167-69, PIS
200.51287.61-1, CTPS 4622378 serie 0050 CE, residente e domiciliada na
Av. Engenheiro Souza Filho, nº2600 Bloco 8, casa 2, Muzema - Itanhangá, Rio
de Janeiro, RJ, CEP 22.753-053, telefone.: (21)98240-99-97, e-mail.:
[email protected] comparece, com o devido respeito à presença de
Vossa Excelência, intermediado por seu mandatário ao final firmado --
instrumento procuratório acostado -- causídico inscrito na Ordem dos
Advogados do Brasil, Seção do Rio de Janeiro, sob o nº. 175.998, com seu
endereço profissional consignado no timbre desta, onde indica - o para as
intimações necessárias para ajuizar a presente
RECLAMAÇÃO TRABALHISTA RITO ORDINÁRIO
Em face VF2 CANTINA LTDA, inscrita no CNPJ de nº
49.249.726/0001-51, Rua do Jacarandá, nº 300, Condomínio Península – San
Martin, Rio de Janeiro/RJ, CEP 22.776-050, onde deverão ser expedidas as
notificações, pelas razões de fato e fundamento de direito que passa a expor:
DA GRATUIDADE DE JUSTIÇA
Ab initio, por não possuir meios para custear as despesas
processuais lato sensu, sem prejuízo do próprio sustento, pleiteia o reclamante
o benefício da gratuidade de justiça.
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Referido benefício há de ser estendido a todo aquele que não tiver
condições financeiras de demandar em Juízo, sem o prejuízo do próprio
sustento e de sua família, conforme o art. 790, §3º da CLT.
Por ser direito legalmente previsto e enquadrar-se o pleiteante nos
seus requisitos, necessário se faz o deferimento.
DO CONTRATO DE TRABALHO – DO RECONHECIMENTO DA RESCISÃO
INDIRETA
A Reclamante foi contratada sem registro na CTPS em 15/02/2023 e
somente teve sua CTPS assinada em 10/07/2023 estando atualmente ativa no
quadro de funcionários da Reclamada e encontra-se gestante de 17 semanas
com previsão de nascimento para 23 de janeiro de 2025, na função de
operadora de caixa, percebendo de remuneração a quantia de R$1.478,00 +
300,00 “por fora”, perfazendo um total de R$1.778,00.
A Reclamante labora em regime de escala 6x1, no horário 9:00 até
as 16:00 sem intervalo, e as segundas-feiras das 9:00 às 22:00hs. Importante
ressaltar que, a Reclamada não permite que a Reclamante folgue um domingo
no mês, razão pela qual deu 20 dias de folga para a Reclamante oriundas da
supressão do domingo no mês.
A Reclamante vem a juízo requerer a rescisão indireta pela seguinte
razão: após tomar conhecimento da gestação da Reclamante, a Reclamada
passou a alterar as condições de trabalho, reduzindo o salário da mesma,
suprimindo o valor “pago por fora”, bem como vem propondo que a Reclamante
passe a gestação em casa, além de ter dado 20 dias de folga à Reclamante
referente a supressão do domingo no mês, ademais, tais atitudes vem trazendo
enorme insegurança à Reclamante, além de sofrer com o constante assédio
sexual cometido pelo Gerente Chagas, tornando assim o contrato de trabalho
insuportável, ante tamanha falta gravíssima cometida pela Reclamada.
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Acerca do assédio sexual que vem sofrendo, a Reclamante todas as
vezes que fica no caixa, em local que é próximo a uma parede, se aproveitando
do lugar estreito, o Gerente Chagas sempre passa se esfregando na
Reclamante, além de sempre vir beijar sua testa, tal fato causa imenso
incômodo e repulsa na Reclamante que sempre pede para que se afaste,
porém o Gerente não respeita. Tal fato vem criando um sentimento de nojo na
Reclamante que se vê totalmente indefesa e desprotegida. A Reclamante já
denunciou aos sócios da Reclamada, porém nada foi feito.
A Reclamante tem profundo receio sobre sua integridade física, visto
que independente de qualquer coisa, seu corpo e dignidade tem que ser
preservados, não sendo aceitável que passe pelo medo e pavor de ter sua
honra violada.
Insta dizer que no momento mais frágil que uma mulher pode
enfrentar que é a gestação, haja vista que está tomada por incertezas e
inseguranças, vir a experimentar questões desagradáveis em seu trabalho
como a redução de salário, assédio sexual e ameaças de que deve ficar em
casa, sendo que o intuito da Reclamada é “cavar” uma justa causa.
Além disso, a Reclamante vem sofrendo com ameaça de ser
demitida a todo momento, não sendo saudável continuar em um ambiente de
trabalho altamente tóxico.
A Reclamante passou a sofrer ameaças de uma funcionária
chamada Thayná Cristina do Nascimento da Silva, que na ocasião até registrou
boletim de ocorrência, uma vez que por assuntos de trabalho, a Reclamante foi
ameaçada e a referida funcionária disse que agrediria a Reclamante ao
terminar o expediente.
Temendo pela sua integridade física a Reclamante fez o boletim de
ocorrência e comunicou aos sócios da Reclamada que nada fizeram.
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Insta dizer que a desavença decorreu porque a funcionária cometeu
alguns erros na execução da função e acusou a Reclamante de ter ensinado
dessa forma.
Tais fatos por si só ensejam a aplicação da rescisão indireta, haja
vista que tornam o contrato de trabalho insustentável.
É importante trazer a baila que a reclamante trabalhou para a
reclamada cinco meses sem registro na CTPS, razão pela qual vem requerer o
reconhecimento do vínculo anterior ao registro da ctps, que é de 15/02/2023 a
09/07/2023.
Ademais, conforme já informado acima, a Reclamante encontra-se
grávida de 17 semanas, pelo que se requer seja reconhecida a estabilidade da
gestante, razão pela qual pugna pelo pagamento dos salários atinentes a todo
período da gestação e período estabilitário que findará em junho de 2025.
Ainda cumpre trazer a conhecimento do Juízo que a Reclamante
fora contratada para exercer a função de operadora de caixa, porém na
realidade fazia muito além da sua função, sem nada receber por isso. A
Reclamante organizava os boletos das compras realizadas pelo
estabelecimento, controlava a planilha de gastos, fazia planilha de fechamento,
além de fazer o trabalho administrativo, atuava como auxiliar de cozinha aos
sábados e domingos, por esta razão vem requerer um adicional de 20% do seu
salário mensal, a titulo de acúmulo de função, bem como integração do valor
pago por fora.
Assim, vem requerer seja reconhecido o vínculo empregatício do
período de 15/02/2023 a 9/07/2023 (anterior ao registro de CTPS), assim como
requer seja declarada a rescisão indireta do contrato de trabalho, bem como
sejam reconhecidos e adimplidos todos os direitos oriundos ao contrato de
trabalho da Reclamante, pagamento do Intervalo Intrajornada, bem como
acúmulo de função, danos morais em função do assédio sexual sofrido,
liberação do fgts e indenização substitutiva do seguro desemprego.
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DA ESTABILIDADE GESTANTE
Diante dos fatos descritos acima, faz jus a reclamante a
estabilidade provisória. Inicialmente, importa ressaltar que a empregada
gestante possui garantia de emprego desde a confirmação da gravidez
até 5 meses após o parto, considerando que a mesma completará 9
meses de gestação no mês de janeiro de 2025, projetando os 5 meses
após o parto temos o mês de junho de 2025, assim seria devido a
reclamante 10 meses de salários a título de estabilidade da gestante
totalizando a quantia de R$ 17.778,00 (dezessete mil, setecentos e
setenta e oito reias), salvo norma convencional mais favorável, não podendo
ser demitida arbitrariamente ou sem justa causa, conforme dispõe o ADCT no
art. 10, II, b, da CF/1988.
De primazia, salienta que a estabilidade provisória a gestante é um
instituto social destinado a proteger a gestação em todos os seus aspectos. A
proteção ao emprego garantida pela Constituição Federal Artigo 7, inciso I.
Nesse diapasão, destacamos que para reconhecimento da
estabilidade da gestante, inclusive, tanto a doutrina como a jurisprudência
adotam a teoria objetiva, importando apenas a confirmação da gravidez,
sendo irrelevante se o empregador tinha ou não conhecimento do estado
gravídico de sua empregada.
A súmula 244 do TST reconhece o direito da gestante, mesmo
havendo desconhecimento do estado gravídico pelo empregador. Sendo que
no presente caso, a reclamada tomou conhecimento da gravidez. Devendo a
reclamada suportar o risco da demissão arbitrária de funcionária que se
encontra em período gestacional.
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Apenas por precaução a reclamante informa que a reclamada tinha
pleno conhecimento da gravidez, sendo que a fluência do direito deve ser
observado desde o início da gravidez como apresentado, nos termos da
norma que instituiu a garantia.
Portanto, faz jus a reclamante a reintegração ao trabalho,
retornando a sua antiga função de Técnica de Enfermagem, percebendo toda
a remuneração correspondente ao seu período de afastamento, porém, em
virtude do assédio sexual e ambiente altamente tóxico o que vem causando
um sofrimento psicológico na Reclamante, resta impossibilitada de ser
reintegrada aos quadros haja vista que representa risco a sua saúde e a
saúde do nascituro.
Assim, em virtude da inviabilidade de reintegração requer a
reclamante seja indenizada pelo período de até cinco meses após o parto.
DA INVIABILIDADE DE REINTEGRAÇÃO E DA INDENIZAÇÃO POR
DESRESPEITO À ESTABILIDADE DA RECLAMANTE-GESTANTE
Conforme demonstrada a inviabilidade da reintegração da
reclamante, caberá a ela – reclamante – indenização do período estabilitário
compreendido entre a confirmação (concepção) da gravidez até cinco meses
após o parto (ADCT, artigo 10, inciso II, alínea b).
Isso porque a reclamante que teve sua garantia de emprego
frustrada, deve ser indenizada com todas as parcelas que teria auferido, caso
o contrato de trabalho tivesse sido mantido até o final da estabilidade.
Assim, devido é o montante de R$17.780,00 atinente a 5 meses
de traablho até o parto, bem como 5 meses referente ao período
estabilitário.
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DO RECONHECIMENTO DA RESCISÃO INDIRETA E PAGAMENTO DE
VERBAS RESCISÓRIAS
Conforme narrado na exposição fática, pretende a reclamante o
reconhecimento da aplicação da rescisão indireta do contrato de trabalho, haja
vista ter a Reclamada cometido faltas gravíssimas no contrato de trabalho, tal
como redução de salário após o conhecimento da gestação da Reclamante,
assédio sexual sofrido em ambiente de trabalho, bem como a constante
ameaça de demissão.
Desta feita, vem pleitear o pagamento das seguintes verbas:
Saldo de Salário (28/30)--------------------- R$ 1.659,47
Aviso Prévio (33 dias) ------------------------R$ 1.955,80
13º salário (8/12)-------------------------------R$ 1.185,33
Férias proporcionais (2/12)--------------------------R$ 296,33
1/3 férias proporcionais ----------------------R$ 98.78
Férias vencidas (12/12)--------------------------R$ 1.778,00
1/3 férias vencidas ----------------------R$ 592,67
TOTAL : 7.566,38
Assim, resta devido à Reclamante a quantia de R$ 7.566,38, a
titulo de de verbas rescisórias.
DO RECONHECIMENTO DO VÍNCULO EMPREGATÍCIO EM PERÍODO
ANTERIOR A ASSINATURA DA CTPS
A Reclamante iniciou o labor para a Reclamada cinco meses antes da
assinatura do seu contrato de trabalho na CTPS.
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Assim, o início se deu em 15/02/2023 e até 09/07/2023 sua CTPS não fora
assinada.
Assim, diante do ocorrido vem pleitear as verbas atinente a este período bem
como o reconhecimento desse período para os seus devidos fins.
Desta feita, vem pleitear o pagamento das seguintes verbas:
Saldo de Salário (9/30)--------------------- R$ 533,40
Aviso Prévio (30dias) ------------------------R$ 1.778,00
13º salário (4/12)-------------------------------R$ 592,67
Férias proporcionais (4/12)--------------------------R$ 592,67
1/3 férias proporcionais ----------------------R$ 246,94
FGTS ---------------------------------------------R$998,68
TOTAL : 4.742,36
DA INTEGRAÇÃO DOS VALORES RECEBIDOS POR FORA
Conforme foi exposto, a Reclamante não teve recebia R$300,00 “por
fora” que fazia a composição da sua remuneração.
Assim, vem pleitear a integração dos valores recebidos por fora em
suas verbas rescisórias, conforme passa a expor.
Deste modo, devido é FGTS R$672,00, multa dos 40% R$268,80,
Aviso Prévio R$300,00, Férias 800,00, 1/3 de férias R$266,66, 13º salário R$
800,00 perfazendo o total de R$3.107,46.
Assim, conforme o exposto, a título de integração dos valores
recebidos por fora é devido o montante de R$ 3.107,46.
DO INTERVALO INTRAJORNADA
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A Reclamante não gozava do intervalo intrajornada de uma hora,
desta feita tem-se o total de 468 horas suprimidas, tendo em vista que a
Reclamante laborava numa jornada de 6x1, assim resta devido a reclamante
um total de 468 horas suprimidas do intervalo intrajornada, pelo que se pleiteia
o pagamento.
Considerando o valor da hora extra da Reclamante, de R$ 12.12,
multiplicada ao número de horas extras durante o contrato, a saber, 468,
durante o período de trabalho, o valor devido é de R$ 5.672,16.
Deste modo, pleiteia o pagamento de R$ 5.672,16, relativo à
supressão do intervalo intrajornada.
DA MULTA PELO NÃO REGISTRO NA CTPS
A ausência de assinatura na carteira de trabalho pelo
empregador, por si só, ofende a honra do funcionário e dá direito a indenização
por danos morais.
Prevê também a Lei nº 13.467/2017 no art. 47-A, na falta de
anotação dos dados relativos a sua admissão, tais como: “ duração e
efetividade do trabalho, a férias, acidentes e demais circunstâncias que
interessem à proteção do trabalhador”. Vejamos o que diz o artigo:
“Art. 47. O empregador que mantiver empregado não registrado
nos termos do art. 41 desta Consolidação ficará sujeito a multa no valor de R$
3.000,00 (três mil reais) por empregado não registrado, acrescido de igual valor
em cada reincidência.
Assim, resta devido à Reclamante a quantia de R$3.000,00 a
titulo de danos morais pelo não registro em sua CTPS do contrato de
trabalho.
DO ACÚMULO DE FUNÇÃO
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Conforme foi exposto, a Reclamante fora contratada para laborar
como operadora de caixa, porém cumulava diversas funções sem nada receber
por isso.
A Reclamante organizava os boletos das compras realizadas pelo
estabelecimento, controlava a planilha de gastos, fazia planilha de fechamento,
além de fazer o trabalho administrativo, atuava como auxiliar de cozinha aos
sábados e domingos, por esta razão vem requerer um adicional de 20% do seu
salário mensal, a titulo de acúmulo de função, que implica em R$355,60
multiplicado por 18 meses, o montante de R$6.400,00, bem como os seus
reflexos, conforme expõe abaixo.
Deste modo, devido é FGTS R$512,00, multa dos 40% R$204,80,
Aviso Prévio R$355,60, Férias 533,40, 1/3 de férias R$177,80, 13º salário R$
533,60 perfazendo o total de R$2.317,20.
Assim, conforme o exposto, a título de acúmulo de função bem
como seus reflexos é devido o montante de R$ 8.717,20.
DA MULTA DO ART. 467 DA CLT
Tendo em vista o não cumprimento pelo reclamado do prazo para
o pagamento das verbas rescisórias, conforme dispõe o art.467:
Art. 467. Em caso de rescisão de contrato de trabalho, havendo
controvérsia sobre o montante das verbas rescisórias, o empregador é
obrigado a pagar ao trabalhador, à data do comparecimento à Justiça do
Trabalho, a parte incontroversa dessas verbas, sob pena de pagá-las
acrescidas de cinqüenta por cento". (Redação dada pela Lei nº 10.272, de
5.9.2001).
Assim, devido é a quantia de R$ 3.783,19.
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DA INDENIZAÇÃO SUSBSTITUTIVA DO SEGURO DESEMPREGO
O Reclamante não teve seu contrato de trabalho registrado na
CTPS, por esta razão diversos direitos foram usurpados, entre eles o de se
habilitar no seguro desemprego.
Assim, vem requerer seja reconhecido e declaro seu direito para
se habilitar ao seguro desemprego, no importe de 5 parcelas de R$ 1.368,89 o
que perfaz um total de R$ 6.844,45.
DANO MORAL
A Reclamante vem sofrendo assédio sexual por parte do Gerente
Chagas, que a todo custo sempre procura se esfregar na Reclamante,
causando repulsa, sempre passando pela estreita passagem que fica o caixa
para se encostar na Reclamante.
Atente-se para o fato de que a Reclamante está grávida e tal fato
lhe causa pavor, uma vez que teme pela sua integridade física.
Tal fato já fora comunicado aos sócios da Reclamada, mas nada
fizeram. Ademais o gerente Chagas sempre vem sem permissão da
Reclamante dar-lhe um beijo na testa, o que lhe causa pavor por tamanho
abuso de sua parte.
Ora, a Reclamante encontra-se grávida e após comunicar a
gravidez à Reclamada teve por resposta a diminuição de salário, uma vez que
cortaram o valor “por fora”, além de sofrer com as investidas do Gerente
Chagas que a encurrala em todas as oportunidades que tem para se esfregar
na Reclamante, fato este que lhe causa repulsa e medo.
Convém ainda dizer que a Reclamante teme pela sua
integridade física e pela sua honra, eis que se sente acuada no ambiente de
trabalho por estas questões.
É inaceitável o fato de um superior hierárquico se aproveitar sexualmente,
buscando contato, tentando beijar a Reclamante. Não há saúde mental que se
preserve diante de um cenário repugnante deste.
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Não há como se sentir segura e protegida no ambiente de
trabalho com tantas situações constrangedoras.
Desta feita, no momento em que a Reclamante mais precisa do
emprego, uma vez que se vê diante de incertezas diante da gravidez, tem-se
em contrapartida um cenário caótico na empresa que deveria lhe dar
segurança para garantir uma gravidez sadia.
Tal fato ao que a Reclamante está exposta vem causando
prejuízos de ordem psicológica, uma vez que a Reclamante teme pela sua
integridade física toda vez que vai trabalhar, haja vista as insistentes investidas
do Gerente Chagas.
Em razão disso, pelas inúmeras irregularidades e prejuízos sofridos pela
Reclamante, e por não oferecer um ambiente psicologicamente saudável à
Reclamante vem requerer seja a Reclamada condenada a pagar
indenização pelos danos morais sofridos no importe de 10x a
remuneração da Reclamante no importe de R$R$17.780,00.
DOS HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS
A Autora, requer a V.Ex.ª a condenação da Reclamada ao
pagamento de HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS, ante o trabalho do advogado,
fulcro Súmula nº. 450 do STF, o pagamento de honorários de assistência
judiciária/sucumbência, no percentual de 15% sobre os valores brutos
decorrentes da presente ação, no importe de R$ 11.848,98.
DOS PEDIDOS
Por todo o exposto, requer a condenação da Reclamada das seguintes
parcelas:
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a) seja reconhecido e declarado o vínculo empregatício da Reclamante
conforme causa de pedir do período anterior a assinatura da CTPS da
Reclamante com a assinatura e baixa na CTPS da Obreira com data de
admissão 15/02/2023 até 09/07/2023;
b) Pagamento das verbas rescisórias do período anterior a assinatura da CTPS
no valor de R$ 4.742,36, conforme causa de pedir, Saldo de Salário (9/30) R$
533,40, Aviso Prévio (30dias) R$ 1.778,00, 13º salário (4/12) R$ 592,67, Férias
proporcionais (4/12) R$ 592,67, 1/3 férias proporcionais R$ 246,94, FGTS
R$998,68;
c) Seja reconhecida e declarada a rescisão indireta do contrato de trabalho,
com data de saída a ser estipulada pelo juízo haja vista que a Reclamante
encontra-se ativa no quadro de funcionário do Reclamada;
d) Pagamento das verbas rescisórias no importe de R$7.566,38, assim
discriminados: Saldo de Salário (28/30) R$ 1.659,47, Aviso Prévio (33 dias) R$
1.955,80, 13º salário (8/12) R$ 1.185,33, Férias proporcionais (2/12) R$
296,33, 1/3 férias proporcionais R$ 98.78, Férias vencidas (12/12) R$ 1.778,00,
1/3 férias vencidas R$ 592,67;
e) Seja reconhecido o período de estabilidade da gestante, tendo em vista que
a Reclamante encontra-se grávida de 15 semanas, sendo devido o montante
R$17.780,00;
f) Seja condenada a pagar o valor de R$3.107,46 a titulo de integração do valor
recebido por fora, conforme segue: devido é FGTS R$672,00, multa dos 40%
R$268,80, Aviso Prévio R$300,00, Férias 800,00, 1/3 de férias R$266,66, 13º
salário R$ 800,00 perfazendo o total de R$3.107,46.
g) seja condenada ao pagamento atinente a supressão do intervalo
intrajornada no importe de R$5.672,16;
h) Seja condenada ao pagamento da quantia de R$ 3.000,00 a titulo de danos
morais pelo não registro em sua CTPS do contrato de trabalho;
i) Ao pagamento do valor de R$8.717,20 atinente ao acumulo de função
contemplando seus reflexos, conforme discriminado, acúmulo R$6.400,00,
FGTS R$512,00, multa dos 40% R$204,80, Aviso Prévio R$355,60, Férias
533,40, 1/3 de férias R$177,80, 13º salário R$ 533,60;
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j) Ao pagamento da multa do art. 467, conforme causa de pedir, na quantia de
R$ 3.783,19;
k) seja condenada a indenização substitutiva do seguro desemprego no
importe de R$6.844,45;
l) seja condenada a fornecer guias para levantamento do FGTS, em se
mantendo inerte, sejam as guias fornecidas via alvará a ser expedido pelo
Juízo;
m) seja condenada ao pagamento de indenização pelos danos morais sofridos
pela Reclamante no importe de R$17.780,00;
n) Honorários advocatícios conforme causa de pedir na ordem de R$15% no
importe de R$11.848,18;
o) Seja deferida a gratuidade de justiça, uma vez que a Reclamante não tem
condições de arcar com as despesas do processo, sem prejuízo do próprio
sustendo e ainda, por estar desempregada.
Requer, a notificação da Reclamada, para querendo, apresentar
resposta à presente ação, sob pena de revelia, esperando ao final, vê-la
julgada totalmente procedente.
Protestando pela produção das provas documental e testemunhal, além do
depoimento pessoal do reclamado, sob pena de confissão, ressalvado o direito pela
prova pericial se fizer necessária e a expedição de ofícios e demais diligências, nos
termos do art. 653 da CLT.
Atribui-se à causa o valor de R$ 90.842,18.
Pede Deferimento.
Rio de Janeiro, 29 de agosto de 2024.
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HEMERSON BRITO MELZER
Advogado - OAB/RJ Nº 175.998
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Número do documento: 24083016022596100000209059257