2016 RI AESAS Vfinal
2016 RI AESAS Vfinal
Regulamento
Interno
Julho - 2016
Regulamento Interno – AESAS 2016
ÍNDICE
PREÂMBULO................................................................................................................................................................................. 1
SECÇÃO II – Alunos................................................................................................................................................................... 6
SUBSECÇÃO III – Representantes de Pais e EE de Estabelecimento de Ensino sem Associação de Pais e EE .............. 31
SIGLAS
PREÂMBULO
O Agrupamento de Escolas Alberto Sampaio (AESAS) é uma unidade organizacional, dotada de órgãos próprios de
administração e gestão, que procura dar resposta à implementação de um projeto pedagógico comum, favorecendo
um percurso sequencial e articulado dos alunos abrangidos pela escolaridade obrigatória.
De acordo com os princípios organizativos e os objetivos da Educação Pré-Escolar e do Ensino Básico e
Secundário definidos na Lei de Bases do Sistema Educativo, a Escola deve proporcionar condições equitativas para
a formação integral dos jovens, criando as condições para o desenvolvimento harmonioso das diferentes dimensões
do ser humano, quer sejam éticas, estéticas, políticas, físicas, cognitivas, afetivas, sociais ou de cidadania.
A realização destes princípios implica a intervenção de um número alargado de atores trabalhando em parceria e
interação, entendendo o conceito de comunidade educativa como o conjunto de alunos, professores e pessoal não
docente, os Pais e Encarregados de Educação (EE), respetivas associações, e organizações económicas, culturais
e científicas, abrindo-se a escola ao meio, nomeadamente à comunidade local que pode contribuir para o
enriquecimento do processo educativo.
Por outro lado, exige-se que a Escola esteja aberta à inovação, a processos educativos e formativos que motivem
os alunos e desenvolvam neles o espírito crítico, a autonomia e a capacidade interventiva.
Assim, o AESAS pretende ser um espaço promotor do sentido de responsabilidade, pautado pela elevada qualidade
das suas realizações; um espaço privilegiado de formação da sociabilidade do homem, um espaço aberto à
realidade envolvente, ao meio onde se insere, fonte promotora de troca de experiências e de realizações, e um
espaço privilegiado de convívio entre alunos, entre professores e alunos, entre estes e o restante pessoal que nela
trabalha.
O AESAS foi constituído em 29 de abril de 2013 e resultou da fusão entre o Agrupamento de Escolas de Nogueira e
a Escola Secundária de Alberto Sampaio. Abarca cinco freguesias, após o processo de agregação destas últimas,
incluindo no seu território educativo o Agrupamento de Escolas André Soares. O seu contexto é urbano/semiurbano
e rural.
Nos termos do Decreto-Lei n.º 137/2012, de 2 de julho, que reconhece a autonomia do Agrupamento de Escolas e
que constitui o Regulamento Interno (RI) como um dos instrumentos dessa autonomia, respetivamente, no n.º 1 do
artigo 8º e na alínea b) do n.º 1 do artigo 9º, o Conselho Geral (CG), no uso da competência que lhe está atribuída
na alínea a) do n.º 1 do artigo 61º do mesmo diploma legal, aprova o seguinte RI do AESAS.
Artigo 1º
Objeto e âmbito de aplicação
1. O RI, mais do que um conjunto de regras, deve ser um instrumento regulador e orientador de toda a ação
educativa; deve propor uma série de práticas pedagógicas que estimulem a consciência dos deveres e direitos de
cada membro da comunidade educativa, da liberdade e da responsabilidade, a tolerância, o gosto pelo comum e
o respeito pelo outro, a autoconfiança, para que os alunos consigam, ao longo da frequência da escola,
consolidar valores, atitudes e competências que permitam facilitar a sua integração na vida ativa e favorecer o
seu desempenho e a sua integração social.
2. O RI visa ser um instrumento para a concretização dos princípios e objetivos acima enunciados, contribuindo para
a formação integral dos alunos e um meio para uma realização profissional e satisfação pessoal de todos os
intervenientes no processo educativo.
3. O RI define o regime de funcionamento do Agrupamento, desde os seus órgãos de administração e gestão, às
estruturas de coordenação e orientação educativa, aos Serviços de Administração Escolar, técnicos e técnico-
pedagógicos, bem como estabelece direitos e deveres a observar por todos os membros da comunidade
educativa.
4. O RI é elaborado tendo como base as disposições legais em vigor e aplica-se a toda a comunidade educativa.
5. O RI aplica-se a todas as escolas do AESAS:
Jardim de Infância de Lomar
Jardim de Infância do Monte (Nogueira)
Jardim de Infância de Carvalho (Trandeiras)
Escola Básica de Lomar (1º ciclo)
Escola Básica de Morreira (1º ciclo)
Escola Básica de Trandeiras (1º ciclo)
Escola Básica de Arcos (pré-escolar e 1º ciclo)
Escola Básica de Esporões (pré-escolar e 1º ciclo)
Escola Básica de Fraião (pré-escolar e 1º ciclo)
Escola Básica de Nogueira da Silva (pré-escolar e 1º ciclo)
Escola Básica n.º1 de Nogueira (pré-escolar e 1º ciclo)
Escola Básica de Nogueira (2º e 3º ciclos)
Escola Secundária de Alberto Sampaio, sede do Agrupamento
6. As normas definidas aplicam-se em todos os espaços escolares, na parte que lhes for aplicável, e a todas as
pessoas que se encontrem nos recintos escolares do Agrupamento.
7. As presentes normas aplicam-se ainda ao exterior dos recintos escolares, sempre que os elementos da
comunidade educativa se encontrem no desempenho de funções previstas neste RI.
Artigo 2.º
Oferta formativa
1. O AESAS garante o funcionamento de:
a) Educação Pré-Escolar;
b) 1.º, 2.º e 3.º Ciclos do Ensino Básico (CEB);
c) Cursos científico-humanísticos do Ensino Secundário;
d) Cursos Profissionais;
e) Ensino Recorrente.
2. No quadro da diversificação da oferta formativa, podem ser criadas outras ofertas de educação e formação
qualificantes profissionalmente, devidamente autorizadas por despacho do membro do Governo responsável pela
área da educação.
Artigo 3.º
Oferta de componentes curriculares complementares
1. O AESAS pode oferecer aos alunos dos 2.º e 3.º CEB e Ensino Secundário componentes curriculares
complementares com carga horária flexível que contribuam para a promoção integral dos alunos em áreas de
cidadania, artísticas, culturais, científicas ou outras.
2. Em complemento das atividades curriculares dos ensinos básico e secundário, o AESAS deve:
a) organizar e realizar, valorizando a participação dos alunos, ações de formação cultural e de educação
artística, de educação física e de desporto escolar, de educação para a cidadania, de inserção e de
participação na vida comunitária, visando especialmente a utilização criativa e formativa dos tempos livres,
orientadas, em geral, para a formação integral e para a realização pessoal dos alunos;
b) desenvolver projetos e atividades que contribuam para a formação pessoal e social dos alunos,
designadamente educação cívica, educação para a saúde, educação financeira, educação para os media,
educação rodoviária, educação para o consumo, educação ambiental, educação artística, educação para o
empreendedorismo e educação moral e religiosa.
3. O AESAS deve oferecer apoio ao estudo aos alunos do 2.º CEB indicados pelos Conselhos de Turma (CT) e
desde que obtido o acordo dos EE.
Artigo 4.º
Oferta complementar
1. O AESAS, em complemento das atividades curriculares, oferece ainda:
a) Atividades de animação e de apoio à família no âmbito da Educação Pré-Escolar;
b) Componente de apoio à família, no 1.º CEB;
c) Atividades de enriquecimento curricular (AEC), ao nível do 1.º CEB;
d) Ações de formação cultural e de educação artística, de educação física e de desporto escolar, de formação
cívica, de inserção e participação na vida comunitária, através de visitas de estudo, de clubes, de projetos,
de grupos de dinamização e reflexão, promovendo a interação com a comunidade.
2. As atividades a propor serão inseridas no Plano Anual de Atividades (PAA) do AESAS, a aprovar pelo CG,
respeitando os critérios por si mesmo definidos.
3. A organização e dinamização destas atividades é da responsabilidade dos seus proponentes, depois de aprovado
o seu regime de funcionamento em Conselho Pedagógico (CP) e definidas as regras para a avaliação do seu
impacto na formação integral e pessoal dos alunos.
Artigo 5.º
Oferta de suporte educativo e escolar
O AESAS garante ainda a seguinte oferta de suporte educativo e escolar:
a) Apoio pedagógico personalizado de educação especial;
b) Apoio educativo;
c) Acompanhamento psicológico e orientação;
d) Ação social escolar;
e) Recursos educativos (BE, centro de recursos educativos, instalações desportivas, laboratórios, salas de
estudo, auditórios, teatro, …).
Artigo 6º
Objeto e âmbito
1. A comunidade educativa integra os alunos, as Associações de Estudantes, os Pais e EE, as Associações de Pais
e EE, o pessoal docente e não docente, o município, outras entidades e os serviços da administração educativa,
nos termos das respetivas responsabilidades e competências.
2. A comunidade educativa é responsável pela prossecução integral dos objetivos do Projeto Educativo (PE) do
AESAS, incluindo os de integração sociocultural, e de desenvolvimento de uma cultura de cidadania, dos valores
da democracia, no exercício responsável da liberdade individual e no cumprimento dos direitos e deveres que lhe
estão associados.
3. Cada escola do Agrupamento é o espaço coletivo de salvaguarda efetiva do direito à educação e ao ensino,
devendo o seu funcionamento garantir plenamente aquele direito.
4. A autonomia de cada instituição do AESAS pressupõe a responsabilidade de todos os membros da comunidade
educativa pela salvaguarda efetiva do direito à educação, à igualdade de oportunidades no acesso à escola e à
promoção de medidas que visem o empenho e o sucesso escolar;
5. As relações entre os membros da comunidade escolar devem pautar-se por princípios de disciplina e de respeito
mútuo, de assiduidade, de pontualidade e de desempenho de funções com elevado sentido de responsabilidade,
salvaguardando o bom nome e a imagem do Agrupamento e de todos os seus membros.
Artigo 7º
Direitos gerais
Os membros da comunidade educativa têm direito a:
a) eleger e ser eleito para os órgãos, cargos e funções de representação do Agrupamento, nos termos da
legislação em vigor;
b) participar no processo de elaboração do PE, RI, PAA e acompanhar o respetivo desenvolvimento, nos
termos da lei;
c) apresentar críticas e sugestões relativas ao funcionamento de qualquer setor do Agrupamento;
d) receber informação sobre todas as questões relevantes para o funcionamento do Agrupamento;
e) ser ouvido em todos os assuntos que lhe digam respeito, individualmente ou através dos seus órgãos
representativos.
Artigo 8º
Deveres gerais
Os membros da comunidade educativa têm o dever de:
a) conhecer os documentos estruturantes do Agrupamento (RI, PE e PAA), cumpri-los e fazê-los cumprir;
b) cooperar com os órgãos de gestão e administração no bom funcionamento do Agrupamento;
c) promover um convívio são, de modo a criar um clima de confiança e harmonia, baseado no respeito mútuo
que estimule o harmonioso desenvolvimento da educação;
d) zelar pela conservação da escola, nomeadamente, das instalações, do material e do mobiliário, fazendo
uso adequado dos mesmos;
e) identificar-se sempre que seja solicitado.
SECÇÃO II – ALUNOS
Artigo 9º
Definição e âmbito
Entende-se por alunos todos os discentes ou formandos que frequentam qualquer das escolas que integram o
AESAS, independentemente das modalidades regulares ou especiais em que se encontram matriculados.
Artigo 10º
Direitos dos alunos
1. O aluno tem os direitos consignados no artigo 7º do Estatuto do Aluno e da Ética Escolar (Lei n.º 51/2012, de 5 de
setembro).
2. O aluno tem ainda o direito de:
a) ser informado sobre todos os assuntos que lhe digam respeito, nomeadamente:
Dos critérios de avaliação definidos pelo CP, através do Professor Titular de Turma (PTT)/Diretor de
Turma (DT)/Professor;
Da evolução do seu processo de aprendizagem;
Do material indispensável para cada disciplina;
Do modo de organização do seu plano de estudos ou curso, programa e objetivos de cada
disciplina, em linguagem adequada à sua idade e nível de ensino;
Das matrículas, abono de família e regime de candidatura a apoios socioeconómicos;
Artigo 11º
Deveres dos alunos
1. A realização de uma escolaridade, numa perspetiva de formação integral do cidadão, implica a responsabilização
do aluno, em termos adequados à sua idade e capacidade de discernimento, enquanto elemento nuclear da
comunidade educativa.
2. O aluno tem os deveres e responsabilidade consignados, respetivamente, nos artigos 10º e 40º do Estatuto do
Aluno e da Ética Escolar (Lei n.º 51/2012, de 5 de setembro).
3. O aluno deve ainda:
a) respeitar o exercício do direito à educação e ensino dos outros alunos;
b) utilizar uma linguagem correta e adequada;
c) ser diariamente portador do cartão de estudante e/ou da caderneta do aluno;
d) devolver, no final do ano escolar/ciclo de estudos, os manuais escolares sujeitos a empréstimo em boas
condições, de forma a permitir a sua reutilização;
e) respeitar as regras de utilização e funcionamento dos equipamentos, dos laboratórios, da BE/CRE, da
papelaria, do refeitório, do bufete, das instalações desportivas, etc., de acordo com as orientações do
pessoal docente e não docente;
f) circular nos corredores e espaços exteriores de modo a não perturbar as atividades letivas, respeitando a
vedação que circunda cada estabelecimento de ensino;
g) informar o EE dos resultados da sua aprendizagem;
h) comunicar ao Professor/PTT/DT ou Assistente Operacional qualquer dano ou anomalia ou comportamento
indevido;
i) não adotar, nas atividades extracurriculares, comportamentos inadequados e que coloquem em risco a
Artigo 12º
Marcação de faltas
1. É marcada falta a um aluno nas seguintes situações:
a) ausência do aluno a uma aula ou a outra atividade de frequência obrigatória ou facultativa caso tenha
havido lugar a inscrição;
b) o não cumprimento da pontualidade numa aula ou a outra atividade de frequência obrigatória ou facultativa
caso tenha havido lugar a inscrição;
c) a comparência sem o material didático ou equipamento necessários a uma aula ou a outra atividade de
frequência obrigatória ou facultativa caso tenha havido lugar a inscrição;
d) a aplicação da ordem de saída da sala de aula ou de medidas disciplinares sancionatórias.
2. As faltas de material e/ou de pontualidade são registadas pelo professor da disciplina no suporte em uso para o
efeito. A terceira falta de material e/ou de pontualidade injustificada, à mesma disciplina, será equiparada a uma
falta de presença injustificada.
3. As situações referidas nos pontos anteriores deverão ser comunicadas pelo DT/PTT ao EE.
Artigo 13º
Dispensa da atividade física
1. O aluno pode ser dispensado temporariamente ou até final do ano letivo da componente motora das atividades de
educação física por razões de saúde, devidamente comprovadas por atestado médico, que deve explicitar
claramente as contraindicações da atividade física.
2. Sem prejuízo do disposto no número anterior, o aluno deve estar sempre presente no espaço onde decorre a aula
de educação física.
3. Sempre que, por razões devidamente fundamentadas, o aluno se encontre impossibilitado de estar presente no
espaço onde decorre a aula de educação física deve ser encaminhado para um espaço onde seja pedagogi-
camente acompanhado.
Artigo 14º
Faltas justificadas
1. São consideradas faltas justificadas:
a) as decorrentes do não cumprimento do dever de assiduidade a uma aula ou a outra atividade de
frequência obrigatória, sempre que a justificação atenda aos seguintes motivos:
Doença do aluno, devendo esta ser informada por escrito pelo EE ou pelo aluno quando maior de idade
quando determinar um período inferior ou igual a três dias úteis, ou por médico se determinar
impedimento superior a três dias úteis, podendo, quando se trate de doença de caráter crónico ou
recorrente, uma única declaração ser aceite para a totalidade do ano letivo ou até ao termo da
condição que a determinou;
Isolamento profilático, determinado por doença infetocontagiosa de pessoa que coabite com o aluno,
comprovada através de declaração da autoridade sanitária competente;
Falecimento de familiar, durante o período legal de justificação de faltas por falecimento de familiar;
Nascimento de irmão, durante o dia do nascimento e o dia imediatamente posterior;
Realização de tratamento ambulatório, em virtude de doença ou deficiência, que não possa efetuar-se
fora do período das atividades letivas;
Assistência na doença a membro do agregado familiar, nos casos em que, comprovadamente, tal
assistência não possa ser prestada por qualquer outra pessoa;
Comparência a consultas pré-natais, período de parto e amamentação, nos termos da legislação em
vigor;
Ato decorrente da religião professada pelo aluno, desde que o mesmo não possa efetuar-se fora do
período das atividades letivas e corresponda a uma prática comummente reconhecida como própria
dessa religião;
Participação em atividades culturais, associativas e desportivas reconhecidas, nos termos da lei, como
de interesse público ou consideradas relevantes pelas respetivas autoridades escolares;
Preparação e participação em atividades desportivas de alta competição, nos termos legais aplicáveis;
Cumprimento de obrigações legais que não possam efetuar-se fora do período das atividades letivas;
Participação em visitas de estudo previstas no PAA do AESAS, relativamente às disciplinas ou áreas
disciplinares não envolvidas na referida visita;
Outro facto impeditivo da presença na escola ou em qualquer atividade escolar, desde que,
comprovadamente, não seja imputável ao aluno e considerado atendível pelo Diretor, pelo DT ou pelo
PTT;
b) as decorrentes do não cumprimento do dever de pontualidade e do dever de comparência com o material
didático ou equipamentos indispensáveis numa aula ou outra atividade de frequência obrigatória, desde
que a justificação apresentada pelo EE seja considerada atendível pelo DT ou PTT;
c) as decorrentes de suspensão preventiva aplicada no âmbito de procedimento disciplinar, no caso de ao
aluno não vir a ser aplicada medida não suspensiva da escola, ou na parte em que ultrapassem a medida
efetivamente aplicada.
2. O pedido de justificação das faltas é apresentado por escrito pelos Pais ou EE, ou pelo próprio aluno, quando
maior de 18 anos, e entregue ou enviada ao DT/PTT previamente, sendo o motivo previsível. Caso o motivo seja
imprevisível até, ao terceiro dia útil subsequente à verificação da falta.
3. O DT/PTT deve solicitar aos Pais ou EE, ou ao aluno, quando maior, os comprovativos adicionais que entenda
necessários à justificação da falta, devendo, igualmente, qualquer entidade que para esse efeito for contactada,
contribuir para o correto apuramento dos factos.
4. O não cumprimento dos procedimentos previstos neste regulamento para a justificação das faltas implica a
consideração das mesmas como faltas injustificadas, para além das restantes consequências previstas na lei,
ficando igualmente os alunos sujeitos às medidas definidas para efeitos de recuperação das aprendizagens.
5. Nas situações de ausência justificada às atividades escolares, o aluno tem o direito de beneficiar das medidas de
recuperação das aprendizagens previstas no artigo 18º sempre que considerado necessário pelos professores
responsáveis pelas disciplinas em que se verifica essa situação, ou pelo PTT.
Artigo 15º
Faltas injustificadas
1. As faltas são injustificadas quando:
a) não tenha sido apresentada justificação, nos termos do artigo anterior;
b) a justificação tenha sido apresentada fora do prazo;
c) a justificação não tenha sido aceite;
d) a marcação da falta resulte da aplicação da ordem de saída da sala de aula ou de medida disciplinar
sancionatória.
2. Na situação prevista na alínea c) do número anterior, a não-aceitação da justificação apresentada deve ser
devidamente fundamentada.
3. As faltas injustificadas são comunicadas aos Pais ou EE ou, quando maior de idade, ao aluno, pelo DT ou pelo
PTT, no prazo máximo de três dias úteis, pelo meio mais expedito.
Artigo 16º
Excesso grave de faltas
1. Em cada ano letivo, as faltas injustificadas não podem exceder:
a) 10 dias, seguidos ou interpolados, no 1º CEB;
b) o dobro do número de tempos letivos semanais, por disciplina, nos restantes ciclos ou níveis de ensino,
sem prejuízo do disposto no número seguinte.
2. Nas ofertas formativas profissionalmente qualificantes, designadamente nos cursos profissionais, ou noutras
ofertas formativas que exigem níveis mínimos de cumprimento da respetiva carga horária, o aluno encontra-se na
situação de excesso de faltas quando ultrapassa os limites de faltas justificadas e/ou injustificadas daí
decorrentes, relativamente a cada disciplina, módulo, unidade ou área de formação, nos termos previstos na
regulamentação própria ou definidos, no quadro daquela, no RI do AESAS..
3. Quando for atingido metade do limite de faltas injustificadas, os Pais ou EE ou, quando maior de idade, o aluno,
são convocados, pelo meio mais expedito, pelo DT/PTT.
4. A notificação referida no número anterior deve alertar para as consequências da violação do limite de faltas
injustificadas e procurar encontrar uma solução que permita garantir o cumprimento efetivo do dever de
assiduidade.
5. Caso se revele impraticável o referido no número anterior, por motivos não imputáveis à escola, e sempre que a
gravidade especial da situação o justifique, a comissão de proteção de crianças e jovens em risco deve ser
informada do excesso de faltas do aluno, assim como dos procedimentos e das diligências até então adotados
pela escola, procurando em conjunto soluções para ultrapassar a sua falta de assiduidade.
6. Para efeitos do disposto no número 1, são também contabilizadas como faltas injustificadas as decorrentes da
aplicação da medida corretiva de ordem de saída da sala de aula, bem como as ausências decorrentes da
aplicação da medida disciplinar sancionatória de suspensão, nos termos da lei.
Artigo 17º
Efeitos da ultrapassagem do limite de faltas
1. A ultrapassagem dos limites de faltas injustificadas constitui uma violação dos deveres de frequência e de
assiduidade e obriga o aluno faltoso ao cumprimento de medidas de recuperação das aprendizagens, definidas
no artigo seguinte, podendo ainda conduzir à aplicação de medidas disciplinares sancionatórias, nos termos da
legislação em vigor.
2. A ultrapassagem dos limites de faltas previstos nas ofertas formativas a que se refere o n.º 2 do artigo anterior
constitui uma violação dos deveres de frequência e de assiduidade e tem para o aluno as consequências
estabelecidas na regulamentação específica da oferta formativa em causa e/ou neste RI.
3. O previsto nos números anteriores não exclui a responsabilização dos Pais ou EE do aluno, nos termos da
legislação em vigor.
4. Todas as situações, atividades, medidas ou suas consequências previstas no presente artigo são
obrigatoriamente comunicadas, pelo meio mais expedito, aos Pais ou ao EE ou ao aluno, quando maior de idade,
ao DT/PTT e ao professor tutor do aluno, sempre que designado, e registadas no processo individual do aluno.
5. A ultrapassagem do limite de faltas estabelecido no presente RI relativamente às atividades de apoio ou
complementares de inscrição ou de frequência facultativa implica a imediata exclusão do aluno das atividades em
causa.
Artigo 18º
Medidas de recuperação das aprendizagens
1. Para efeitos de recuperação das aprendizagens em falta, os professores responsáveis pelas disciplinas em que
se verifica essa situação, ou o PTT, definem a modalidade, o período de tempo e o espaço em que o aluno
realizará as medidas de recuperação.
2. O disposto no número anterior é aplicado em função da idade, da regulamentação específica do percurso
formativo e da situação concreta do aluno.
3. Os procedimentos de avaliação ficam a cargo dos docentes, cumprindo-se as orientações gerais definidas pelo
CP.
4. Os alunos e os Pais ou os EE dos alunos menores podem optar por cumprir estas medidas fora da escola, desde
que o declarem expressamente junto do respetivo DT ou PTT, através do preenchimento de um termo de
responsabilidade.
5. As medidas de recuperação das aprendizagens que ocorram após a verificação do excesso de faltas
injustificadas, apenas podem ser aplicadas uma única vez no decurso de cada ano letivo.
Artigo 19º
Incumprimento ou ineficácia das medidas
1. O incumprimento das medidas previstas no número anterior e a sua ineficácia ou impossibilidade de atuação
determinam, tratando -se de aluno menor, a comunicação obrigatória do facto à respetiva comissão de proteção
de crianças e jovens ou, na falta desta, ao Ministério Público junto do tribunal de família e menores
territorialmente competente, de forma a procurar encontrar, com a colaboração da escola e, sempre que possível,
com a autorização e corresponsabilização dos Pais ou EE, uma solução adequada ao processo formativo do
aluno e à sua inserção social e socioprofissional, considerando, de imediato, a possibilidade de encaminhamento
do aluno para diferente percurso formativo.
2. A opção a que se refere o número anterior tem por base as medidas definidas na lei sobre o cumprimento da
escolaridade obrigatória, podendo, na iminência de abandono escolar, ser aplicada a todo o tempo, sem
necessidade de aguardar pelo final do ano escolar.
3. Tratando-se de aluno com idade superior a 12 anos que já frequentou, no ano letivo anterior, o mesmo ano de
escolaridade, poderá haver lugar, até final do ano letivo em causa e por decisão do Diretor da escola, à
prorrogação da medida corretiva aplicada nos termos do artigo anterior.
4. Quando a medida a que se referem os n.º 1 e 2 não for possível, ou o aluno for encaminhado para oferta
formativa diferente da que frequenta e o encaminhamento ocorra após 31 de janeiro, o não cumprimento das
atividades e/ou medidas previstas no artigo anterior ou a sua ineficácia por causa não imputável à escola e sem
prejuízo da obrigação de frequência da escola até final do ano letivo e até perfazerem os 18 anos de idade, ou
até ao encaminhamento para o novo percurso formativo, se ocorrer antes, determinam ainda, logo que definido
pelo CT:
a) para os alunos do ensino básico, a retenção no ano de escolaridade em curso;
b) para os alunos do Ensino Secundário, a exclusão na disciplina ou disciplinas em que se verifique o
excesso de faltas.
5. Nas ofertas formativas profissionalmente qualificantes, designadamente nos cursos profissionais ou noutras
ofertas formativas que exigem níveis mínimos de cumprimento da respetiva carga horária, o incumprimento ou a
ineficácia das medidas previstas no artigo anterior implica, independentemente da idade do aluno, a exclusão dos
módulos ou das unidades de formação das disciplinas ou das componentes de formação em curso no momento
em que se verifica o excesso de faltas, com as consequências previstas na regulamentação específica e
definidas no RI do AESAS.
6. As atividades a desenvolver pelo aluno decorrentes do dever de frequência estabelecido no n.º 4, no horário da
turma ou das disciplinas em que foi retido ou excluído, são definidas pelo CP.
7. O incumprimento ou a ineficácia das medidas e atividades referidas no presente artigo implica também restrições
à realização de provas de equivalência à frequência ou de exames, sempre que tal se encontre previsto em
regulamentação específica de qualquer modalidade de ensino ou oferta formativa.
8. O incumprimento reiterado do dever de assiduidade e/ou das atividades a que se refere o número anterior pode
dar ainda lugar à aplicação de medidas disciplinares sancionatórias previstas no presente regulamento.
A violação pelo aluno de algum dos deveres previstos na Lei ou no RI do AESAS, em termos que se revelem
perturbadores do funcionamento normal das atividades da escola ou das relações no âmbito da comunidade
educativa, constitui infração, passível da aplicação de medida corretiva ou medida disciplinar sancionatória, nos
termos dos artigos seguintes.
Artigo 20º
Medidas corretivas
1. As medidas corretivas prosseguem as finalidades pedagógicas, dissuasoras e de integração, previstas na Lei em
vigor, assumindo uma natureza eminentemente preventiva. São medidas corretivas:
a) a advertência;
b) a ordem de saída da sala de aula e demais locais onde se desenvolva o trabalho escolar;
c) a realização de tarefas e de atividades de integração escolar, podendo, para esse efeito, ser aumentado o
período de permanência obrigatória, diária ou semanal, do aluno na escola;
d) o condicionamento no acesso a certos espaços escolares, ou na utilização de certos materiais e
equipamentos, sem prejuízo dos que se encontrem afetos a atividades letivas;
e) a mudança de turma.
2. A aplicação das medidas previstas nas alíneas c), d) e e) é da competência do Diretor, que procede à audição do
DT/PTT, bem como do professor tutor e da equipa multidisciplinar, quando se aplicar.
3. A aplicação das medidas corretivas é comunicada aos Pais ou ao EE, tratando-se de aluno menor de idade.
Artigo 21º
Advertência
1. A advertência consiste numa chamada verbal de atenção ao aluno, perante um comportamento perturbador do
funcionamento normal das atividades escolares ou das relações entre os presentes no local onde elas decorrem,
com vista a alertá-lo para que deve evitar tal tipo de conduta e a responsabilizá-lo pelo cumprimento dos seus
deveres como aluno.
2. Na sala de aula, a advertência é da exclusiva competência do professor, cabendo, fora dela, a qualquer professor
ou membro do pessoal não docente.
Artigo 22º
Ordem de saída de sala de aula
1. A aplicação da medida corretiva da ordem de saída da sala de aula e demais locais onde se desenvolva o
trabalho escolar é da exclusiva competência do professor respetivo e implica a marcação de falta injustificada ao
aluno e a permanência do aluno na escola.
2. Quando é aplicada a medida disciplinar cautelar de saída da sala de aula, o aluno deve cumprir as orientações
transmitidas pelo docente que aplicou a medida, de acordo com o definido em CT ou de PTT.
3. O docente comunica a ocorrência por escrito, ao DT no prazo de 24 horas, ou de imediato à Direção/Coordenador
de Estabelecimento de Educação e Ensino, se a ocorrência for considerada grave.
4. A aplicação no decurso do mesmo ano letivo e ao mesmo aluno da medida corretiva de ordem de saída da sala
de aula pela terceira vez, por parte do mesmo professor, ou pela quinta vez, independentemente do professor
que a aplicou, implica a análise da situação em CT, tendo em vista a identificação das causas e a pertinência da
proposta de aplicação de outras medidas disciplinares corretivas ou sancionatórias, nos termos do presente
regulamento.
Artigo 23º
Tarefas e atividades de integração escolar
1. Enquadram-se neste ponto as seguintes atividades:
a) execução de trabalhos didáticos, nomeadamente na sala de estudo ou de apoio;
b) atividades de apoio ao serviço de manutenção da escola, tais como arranjo e restauro de material diverso,
restauro e pintura de paredes e mobília, limpeza de jardins e manutenção de material de trabalho,
reciclagem de materiais;
c) colaboração em algumas atividades da Ação Social Escolar (ASE), designadamente apoiando o serviço
desenvolvido no bar e na cantina da escola;
d) atividades de limpeza no recinto da escola tais como salas de aula, átrios e recreios;
e) outras consideradas pertinentes pelo Diretor.
2. O local, período de tempo e a supervisão do cumprimento destas atividades são determinados pelo Diretor,
podendo, para o efeito, ouvir o DT ou o CT.
3. Os alunos e os EE dos alunos menores podem optar por cumprir as medidas previstas na alínea a) fora da escola
desde que o declarem expressamente junto do respetivo DT, através do preenchimento de um termo de
responsabilidade.
4. O previsto no presente artigo não isenta o aluno do cumprimento do horário letivo.
Artigo 24º
Condicionamento no acesso a espaços escolares ou na utilização de materiais e equipamentos
1. Enquadram-se neste ponto o acesso ou aproximação a espaços ou equipamentos não afetos a atividades letivas.
2. As medidas em causa só se aplicam nas circunstâncias em que se verifique que o aluno violou o dever de
respeito e de preservação desses mesmos espaços, equipamentos ou materiais.
3. A aplicação, e posterior execução, desta medida corretiva não pode ultrapassar o período de tempo
correspondente a um ano letivo.
Artigo 25º
Mudança de turma
Compete ao Diretor a aplicação da medida supramencionada, podendo, para o efeito, colher o parecer do DT/PTT,
CT e/ou dos serviços da equipa multidisciplinar de apoio aos alunos/formandos.
Artigo 26º
Medidas disciplinares sancionatórias
1. As medidas disciplinares sancionatórias traduzem uma sanção disciplinar do comportamento assumido pelo
aluno, devendo a ocorrência dos factos em que tal comportamento se traduz, ser participada, pelo professor ou
funcionário que a presenciou ou dela teve conhecimento, de imediato, ao respetivo DT/PTT, para efeitos da
posterior comunicação ao Diretor do Agrupamento.
2. São medidas disciplinares sancionatórias:
a) a repreensão registada;
b) a suspensão até 3 dias úteis;
c) a suspensão da escola entre dias 4 e 12 dias úteis;
d) a transferência de escola;
e) a expulsão da escola.
3. Complementarmente às medidas previstas no n.º 2, compete ao Diretor do Agrupamento decidir sobre a
reparação dos danos provocados pelo aluno no património escolar.
Artigo 27º
Repreensão registada
1. A aplicação da medida disciplinar sancionatória de repreensão registada é da competência do professor
respetivo, quando a infração for praticada na sala de aula, ou do Diretor, nas restantes situações.
2. A repreensão em causa é averbada no respetivo processo individual do aluno integrando a seguinte informação:
a identificação do autor do ato decisório, a data em que o mesmo foi proferido, a fundamentação de facto e de
direito que norteou tal decisão.
Artigo 28º
Suspensão da escola até 3 dias úteis
1. A suspensão até três dias úteis, enquanto medida dissuasora, é aplicada, com a devida fundamentação dos
factos que a suportam, pelo Diretor do Agrupamento, após o exercício dos direitos de audiência e defesa do
visado.
2. Compete ao Diretor do Agrupamento, ouvido o EE do aluno, quando menor de idade, fixar os termos e condições
em que a aplicação da medida disciplinar sancionatória referida no número anterior é executada, garantindo ao
aluno um plano de atividades pedagógicas a realizar, com corresponsabilização daqueles e podendo igualmente,
se assim o entender, estabelecer eventuais parcerias ou celebrar protocolos ou acordos com entidades públicas
ou privadas.
Artigo 29º
Suspensão da escola entre 4 e 12 dias úteis
1. Compete ao Diretor a decisão de aplicar a medida disciplinar sancionatória de suspensão da escola entre 4 e 12
dias úteis, após a realização do procedimento disciplinar previsto no artigo 34º, podendo previamente ouvir o CT,
para o qual deve ser convocado o professor tutor, quando exista e não seja professor da turma.
2. O não cumprimento do plano de atividades pedagógicas a que se refere o número anterior pode dar lugar à ins-
tauração de novo procedimento disciplinar, considerando-se a recusa circunstância agravante, nos termos da
legislação em vigor.
Artigo 30º
Transferência de escola
1. A aplicação da medida disciplinar sancionatória de transferência de escola compete, com possibilidade de
delegação, ao Diretor-Geral da Educação, precedendo a conclusão do procedimento disciplinar a que se refere o
artigo 30.º da Lei n.º 51/2012, de 5 de setembro, com fundamento na prática de factos notoriamente impeditivos
do prosseguimento do processo de ensino dos restantes alunos da escola ou do normal relacionamento com
algum ou alguns dos membros da comunidade educativa.
2. A medida disciplinar sancionatória de transferência de escola apenas é aplicada a aluno de idade igual ou
superior a 10 anos e, frequentando o aluno a escolaridade obrigatória, desde que esteja assegurada a frequência
de outro estabelecimento situado na mesma localidade ou na localidade mais próxima, desde que servida de
transporte público ou escolar.
Artigo 31º
Expulsão da escola
1. A aplicação da medida disciplinar de expulsão da escola compete, com possibilidade de delegação, ao Diretor-
Geral da Educação precedendo conclusão do procedimento disciplinar a que se refere o artigo 30º da Lei n.º
51/2012, de 5 de setembro, e consiste na retenção do aluno no ano de escolaridade que frequenta quando a
medida é aplicada e na proibição de acesso ao espaço escolar até ao final daquele ano escolar e nos dois anos
escolares imediatamente seguintes.
2. A medida disciplinar de expulsão da escola é aplicada ao aluno maior quando, de modo notório, se constate não
haver outra medida ou modo de responsabilização no sentido do cumprimento dos seus deveres como aluno.
Artigo 32º
Cumulação de medidas disciplinares
1. As medidas corretivas de advertência, ordem de saída de sala de aula e demais locais onde se desenvolva o
trabalho escolar, atividades de integração, condicionamento e mudança de turma são cumuláveis entre si.
2. As medidas corretivas são cumuláveis apenas com a aplicação de uma medida disciplinar sancionatória.
3. Sem prejuízo do disposto nos números anteriores, por cada infração apenas pode ser aplicada uma medida
disciplinar sancionatória.
Artigo 33º
Participação de ocorrência
1. O professor ou membro do pessoal não docente que presencie ou tenha conhecimento de comportamentos
suscetíveis de constituir infração disciplinar nos termos do presente regulamento artigo anterior deve participá-los
imediatamente ao Diretor do Agrupamento.
2. O aluno que presencie comportamentos referidos no número anterior deve comunicá-los imediatamente ao DT, o
qual, no caso de os considerar graves ou muito graves, os participa, no prazo de um dia útil, ao Diretor do
Agrupamento.
Artigo 34º
Procedimento disciplinar
A tramitação da instauração do procedimento disciplinar relativo às medidas disciplinares sancionatórias, é a
prevista nos artigos 30º, 31º da Lei n.º 51/2012, de 5 de setembro.
Artigo 35º
Suspensão preventiva dos alunos
1. No momento da instauração do procedimento disciplinar, mediante decisão do Diretor, ou no decurso da sua
instrução, por proposta do instrutor, o aluno pode ser suspenso preventivamente da frequência da escola,
mediante despacho fundamentado a proferir pelo Diretor, se a presença dele na escola se revelar gravemente
perturbadora da instrução do processo ou do funcionamento normal das atividades da escola.
2. A suspensão preventiva tem a duração que o Diretor considerar adequada na situação em concreto, não podendo
ser superior a dez dias úteis, nem continuar para além da data da decisão do procedimento disciplinar.
3. Os dias de suspensão preventiva cumpridos pelo aluno são descontados no cumprimento da medida disciplinar
sancionatória prevista na alínea c) do n.º 2 do artigo 26º a que o aluno venha a ser condenado na sequência do
procedimento disciplinar previsto na lei.
4. Os efeitos decorrentes da ausência do aluno no decurso do período de suspensão preventiva, no que respeita à
avaliação da aprendizagem, são determinados em função da decisão que vier a ser proferida no final do
procedimento disciplinar, nos termos estabelecidos nos artigos 17º e 18º do presente regulamento.
5. O EE é imediatamente informado da suspensão preventiva aplicada ao seu educando e, sempre que a avaliação
que fizer das circunstâncias o aconselhe, o Diretor do Agrupamento deve participar a ocorrência à respetiva
Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ), ou na falta, ao Ministério Público junto do tribunal de
famílias e jovens.
6. A suspensão preventiva do aluno é comunicada, por via eletrónica, pelo Diretor do Agrupamento ao serviço do
Ministério da Educação responsável pela coordenação da segurança escolar, sendo identificados sumariamente
os intervenientes, os factos e as circunstâncias que motivaram a decisão de suspensão.
Artigo 36º
Decisão final do procedimento disciplinar
1. A decisão final do procedimento disciplinar, devidamente fundamentada, é proferida no prazo máximo de dois
dias úteis, a contar do momento em que a entidade competente para o decidir receber o relatório do instrutor,
sem prejuízo do disposto no n.º 4.
2. A decisão final do procedimento disciplinar fixa o momento a partir do qual se inicia a execução da medida
disciplinar sancionatória, sem prejuízo da possibilidade de suspensão da execução da medida, nos termos do
número seguinte.
3. A execução da medida disciplinar sancionatória, com exceção da referida na alínea d) e e) do n.º 2 do artigo 26º,
pode ficar suspensa pelo período de tempo e nos termos e condições em que a entidade decisora considerar
justo, adequado e razoável, cessando logo que ao aluno seja aplicada outra medida disciplinar sancionatória no
respetivo decurso.
4. Quando esteja em causa a aplicação da medida disciplinar sancionatória de transferência de escola ou de
expulsão de escola, o prazo para ser proferida a decisão final é de cinco dias úteis, contados a partir da receção
do processo disciplinar na Direção Regional de Educação respetiva.
5. Da decisão proferida pelo Diretor Regional de Educação respetivo que aplique a medida disciplinar sancionatória
de transferência de escola deve igualmente constar a identificação do estabelecimento de ensino para onde o
aluno vai ser transferido, para cuja escolha se procede previamente à audição do respetivo EE, quando o aluno
for menor de idade.
6. A decisão final do procedimento disciplinar é notificada pessoalmente ao aluno no dia útil seguinte àquele em que
foi proferida, ou, quando menor de idade, aos Pais ou respetivo EE, nos dois dias úteis seguintes.
7. Sempre que a notificação prevista no número anterior não seja possível, é realizada através de carta registada
com aviso de receção, considerando-se o aluno, ou, quando este for menor de idade, os Pais ou o respetivo EE,
notificado na data da assinatura do aviso de receção.
8. Tratando-se de alunos menores, a aplicação de medida disciplinar sancionatória igual ou superior à de suspensão
da escola por período superior a cinco dias úteis e cuja execução não tenha sido suspensa, nos termos dos n.ºs 2
e 3 anteriores, é obrigatoriamente comunicada pelo Diretor do Agrupamento à respetiva comissão de proteção de
crianças e jovens em risco.
Artigo 37º
Execução das medidas corretivas e disciplinares sancionatórias
1. Compete ao DT/PTT e/ou ao professor-tutor do aluno, o acompanhamento do aluno na execução da medida
corretiva ou disciplinar sancionatória a que foi sujeito, devendo aquele articular a sua atuação com os Pais e EE e
com os professores da turma, em função das necessidades educativas identificadas e de forma a assegurar a
corresponsabilização de todos os intervenientes nos efeitos educativos da medida.
2. A competência referida no número anterior é especialmente relevante aquando da execução da medida corretiva
de atividades de integração na escola ou no momento do regresso à escola do aluno a quem foi aplicada a
medida disciplinar sancionatória de suspensão da escola.
3. O disposto no número anterior aplica-se também aquando da integração do aluno na nova escola para que foi
transferido na sequência da aplicação dessa medida disciplinar sancionatória.
4. Na prossecução das finalidades referidas no n.º 1, a escola conta com a colaboração dos Serviços Especializados
de Apoio Educativo (SEAE) e/ou das equipas multidisciplinares.
Artigo 38º
Recursos
O regime de recursos das decisões finais da aplicação de medidas disciplinares é o previsto no artigo 36º da Lei n.º
51/2012, de 5 de setembro.
Artigo 39º
Salvaguarda da convivência escolar
1. Qualquer professor ou aluno da turma contra quem outro aluno tenha praticado ato de agressão moral ou física,
do qual tenha resultado a aplicação efetiva de medida disciplinar sancionatória de suspensão da escola por
período superior a oito dias úteis, pode requerer ao Diretor a transferência do aluno em causa para turma à qual
não lecione ou não pertença, quando o regresso daquele à turma de origem possa provocar grave
constrangimento aos ofendidos e perturbação da convivência escolar.
2. O Diretor decidirá sobre o pedido no prazo máximo de cinco dias úteis, fundamentando a sua decisão.
3. O indeferimento do Diretor só pode ser fundamentado na inexistência na escola ou no Agrupamento de outra
turma na qual o aluno possa ser integrado, para efeitos da frequência da disciplina ou disciplinas em causa ou na
impossibilidade de corresponder ao pedido sem grave prejuízo para o percurso formativo do aluno agressor.
Artigo 40º
Responsabilidade civil e criminal
A aplicação de medida corretiva ou medida disciplinar sancionatória não isenta o aluno e o respetivo representante
legal da responsabilidade civil e criminal a que, nos termos gerais de direito, haja lugar, conforme previsto o no
artigo 38 da Lei n.º 51/2012, de 5 de setembro.
A avaliação dos alunos é regulada pela legislação em vigor. A avaliação deve ser entendida enquanto atividade
reguladora do processo de ensino-aprendizagem, colocada ao serviço da promoção do sucesso educativo e da
vivência em pleno da democracia na escola.
Para tal, deve assentar nos seguintes princípios:
a) coadunação entre os processos de avaliação e as aprendizagens e capacidades pretendidas, através da
utilização de modos e instrumentos de avaliação diversificados, de acordo com a natureza das
aprendizagens e dos contextos em que ocorrem;
b) transparência (nomeadamente de critérios, procedimentos ou intervenientes);
c) participação efetiva do aluno (nomeadamente em atividades de autoavaliação);
d) negociação com o professor e colaboração com os colegas (práticas de co/heteroavaliação);
e) formatividade (privilegiando o retorno informativo);
f) positividade (valorizando a progressão, os saberes e experiências dos alunos).
Artigo 41º
Modalidades
1. A avaliação das aprendizagens compreende as modalidades de avaliação diagnóstica, de avaliação formativa e
de avaliação sumativa.
2. A avaliação diagnóstica realiza-se no início de cada ano de escolaridade ou sempre que seja considerado
oportuno, devendo fundamentar estratégias de diferenciação pedagógica, de superação de eventuais dificuldades
dos alunos, de facilitação da sua integração escolar e de apoio à orientação escolar e vocacional.
3. A avaliação formativa é contínua e sistemática, recorre a uma variedade de instrumentos de recolha de
informação adequados à diversidade da aprendizagem e às circunstâncias em que ocorrem, permitindo ao
professor, ao aluno e ao EE, obter informação sobre o desenvolvimento das aprendizagens, com vista ao
ajustamento de processos e estratégias.
4. A avaliação sumativa consiste na formulação de um juízo globalizante sobre a aprendizagem realizada pelo
aluno, tendo como objetivos a classificação e a certificação. Inclui:
a) a avaliação sumativa interna, da responsabilidade dos professores e dos órgãos de gestão e administração
do Agrupamento, que se destina a informar o aluno e o seu EE sobre o desenvolvimento da aprendizagem;
b) a avaliação sumativa externa, da responsabilidade dos serviços ou entidades do Ministério da Educação,
que se destina a obter resultados uniformes e fiáveis sobre a aprendizagem, a consecução das metas
curriculares e dos conteúdos programáticos das disciplinas.
Artigo 42º
Procedimentos
1. Os critérios de avaliação a utilizar em cada disciplina, área disciplinar ou área de formação, são definidos
anualmente pelo Departamento Curricular (DC), sob proposta do Grupo Disciplinar (GD), sendo ratificados pelo
CP.
2. A avaliação deve ser realizada através de diferentes procedimentos, objetos, instrumentos e intervenientes a
definir pelos respetivos GD/DC.
3. Os alunos devem ser informados, previamente, dos conteúdos e objetivos a avaliar em cada prova de avaliação,
com o mínimo de cinco dias de antecedência relativamente à data prevista para a realização dessa prova.
4. O prazo referido no n.º anterior deve assegurar a realização de uma aula intermédia para revisão e/ou
esclarecimento de dúvidas.
5. Os alunos não poderão ser submetidos a mais do que uma prova de avaliação por dia, nem mais de três por
semana, nem na última semana de aulas de cada período (com exceção de casos pontuais devidamente
fundamentados).
6. Visto que a avaliação é um processo contínuo que deve pressupor um planeamento equilibrado dos momentos
formais de avaliação, o calendário das provas ou trabalhos de avaliação deve ser acordado em CT, ou entre os
professores e os alunos, com exceção das Vias Profissionalizantes, pela sua especificidade curricular.
7. Os alunos deverão ter conhecimento das cotações atribuídas a cada questão, devendo essa informação constar
do enunciado da prova de avaliação.
8. Os alunos têm direito a conhecer as classificações atribuídas pelos docentes:
a) no 1.º CEB, através de uma menção qualitativa nas provas de avaliação e trabalhos realizados e
corrigidos;
b) no 2º CEB e nos 7º e 8º anos do 3º CEB, através da percentagem final de cada prova de avaliação ou
trabalho realizados e corrigidos;
c) no 9º ano e no Ensino Secundário, em cada questão da prova de avaliação ou trabalho realizados e
corrigidos;
8.1 Em casos absolutamente excecionais, no 2º CEB, mediante proposta devidamente fundamentada do CT, que
deve indicar o período de aplicação, as provas de avaliação e trabalhos realizados poderão conter apenas uma
menção qualitativa. Esta proposta carece da aprovação do CP.
9. A entrega e correção das provas de avaliação devem ser realizadas sempre antes da realização da prova de
avaliação seguinte.
10. A correção das provas de avaliação deve permitir que o aluno confronte as suas respostas com a(s) proposta(s)
de correção, tendo em vista a melhoria da sua aprendizagem.
11. A ponderação dos elementos de avaliação é da competência do professor, respeitando os critérios definidos em
DC e aprovados em CP.
12. Os professores devem prestar informações ao DT sobre a avaliação dos alunos, sempre que possível e
pertinente.
13. Os critérios de avaliação estão disponíveis para consulta, em cada jardim-de-infância, em cada escola do 1º
CEB, nas salas de DT, nas BE de cada estabelecimento, assim como na página eletrónica do Agrupamento.
14. Logo após a sua aprovação, os critérios de avaliação deverão ser devidamente divulgados aos alunos nas
aulas, através do registo no caderno diário e nos sumários.
Artigo 43º
Participação dos pais e EE
A avaliação pressupõe a colaboração dos Pais e EE com a escola, particularmente com o Educador de Infância, o
DT/ PTT:
a) participando nas reuniões para que seja convocado;
b) informando-se sobre o processo educativo do seu educando, sobre o seu currículo, programas e critérios
de avaliação;
c) Informando o Educador de Infância, o DT/ PTT de todos os dados pertinentes para a avaliação do seu
educando;
d) propondo e/ou aceitando apoios educativos e/ou atividades de enriquecimento curricular;
e) apoiando e acompanhando as tarefas escolares e auxiliando na deteção e superação das dificuldades
evidenciadas.
Artigo 44º
Participação dos alunos
A participação dos alunos na construção e avaliação do seu processo educativo traduz-se:
a) na realização das atividades propostas;
b) na realização de atividades de auto e heteroavaliação.
Artigo 45º
Representação dos alunos
1. A participação dos alunos na vida do Agrupamento processa-se de acordo com o disposto na Lei de Bases do
Sistema Educativo, no Regime de Autonomia, Administração e Gestão dos Estabelecimentos Públicos da
Educação Pré-Escolar e dos Ensinos Básico e Secundário e no Estatuto do Aluno e Ética Escolar,
nomeadamente no artigo 8º, e demais legislação em vigor;
Artigo 46º
Delegados e subdelegados de turma
1. O Delegado e o Subdelegado são os representantes da sua turma em todos os atos legais e nos previstos na lei
e no presente regulamento.
2. O Delegado e o Subdelegado são eleitos diretamente, em escrutínio secreto, por todos os alunos da turma, no
primeiro mês de aulas, sob a coordenação do DT/PTT. O seu mandato tem a duração de um ano letivo.
3. Compete ao Delegado de Turma:
a) representar a turma sempre que necessário;
b) participar em reuniões quando convocado;
c) participar nas estruturas dos alunos;
d) representar a turma na Assembleia de Delegados de Turma;
e) servir de elemento de coesão da turma que representa, conhecendo, quanto possível e em cada momento,
a opinião geral da turma sobre os assuntos escolares;
f) contribuir, em colaboração com os colegas e professores, para a resolução de problemas ocorridos com a
turma;
g) Ser porta-voz da turma junto do DT/PTT, professores, funcionários e, se for caso disso, do Diretor;
h) Ser elemento de ligação entre os alunos e a Associação de Estudantes.
4. O Subdelegado coadjuva as funções do Delegado e substitui o Delegado de Turma nas suas ausências.
5. O mandato dos Delegados e Subdelegados pode cessar a qualquer momento por decisão fundamentada ou não
cumprimento dos seus deveres específicos, tomada pelo DT/PTT ou pelos alunos da respetiva turma em
escrutínio secreto, por maioria simples dos votos expressos, processo este a ser supervisionado pelo DT/PTT,
bem como por proposta apresentada por estes ao Diretor do Agrupamento.
6. Além do disposto no ponto 5º do artigo 8º da Lei n.º 51/2012, de 5 de setembro, é de considerar a substituição do
Delegado ou do Subdelegado nos seguintes casos:
a) desejo manifestado e devidamente fundamentado pelo próprio aluno, perante a turma e DT/PTT;
b) por deliberação de mais de dois terços dos alunos da turma em reunião de turma convocada e presidida
pelo respetivo DT/PTT, com proposta justificada e fundamentada em informações e factos provados de,
pelo menos, dois terços dos alunos e/ou do DT/PTT;
c) a todo o momento, por decisão do DT/PTT, na sequência de incumprimento do dever de assiduidade.
Artigo 47º
Assembleia de delegados de turma
1. A Assembleia de Delegados de Turma é a estrutura representativa dos Delegados dos 2º e 3º CEB e do Ensino
Secundário.
2. A Assembleia de Delegados de Turma reúne quando convocada pelo Diretor/Coordenador do Estabelecimento de
Educação e Ensino, por iniciativa deste, ou por solicitação expressa de um terço dos Delegados de Turma.
2.1 Para esta Assembleia pode ser convidada a Associação de Estudantes.
3. Compete à Assembleia de Delegados de Turma:
a) pronunciar-se sobre o funcionamento da escola/Agrupamento em tudo o que lhe diga respeito e muito
particularmente sobre assuntos de importância para os alunos;
b) apresentar propostas e sugestões de atividades;
c) propor os representantes dos alunos para a Equipa de Avaliação Interna.
Artigo 48º
Associação de estudantes
1. Os alunos podem constituir a Associação de Estudantes, nos termos da lei, bem como outras associações, de
carácter cultural, científico, lúdico, cumprindo para o efeito o determinado na lei.
2. As Associações de Estudantes da Escola Básica de Nogueira e da Escola Secundária Alberto Sampaio são as
estruturas associativas que representam os estudantes destas escolas e gozam de autonomia na elaboração dos
respetivos estatutos e demais normas internas, na eleição dos seus órgãos dirigentes, na gestão e administração
do respetivo património e na elaboração do seu plano de atividades de acordo com a lei geral e este RI.
3. As Associações de Estudantes têm direito a dispor de instalações próprias no respetivo estabelecimento de
ensino, cedidas pelo Diretor, por ela geridas de forma a prosseguir o desenvolvimento das suas atividades,
cabendo-lhes zelar pelo seu bom funcionamento.
4. As restantes associações deverão dispor igualmente de instalações próprias, mediante autorização do Diretor, de
acordo com as possibilidades físicas da escola e a capacidade de intervenção que evidenciem nas atividades
promovidas.
Artigo 49º
Assembleia de alunos
1. A Assembleia de Alunos é constituída por todos os alunos do 2º e 3º CEB e do Ensino Secundário.
2. A Assembleia de Alunos reúne quando convocada pelo Diretor/ Coordenador do Estabelecimento de Educação e
Ensino, por iniciativa deste, ou por solicitação expressa da Associação de Estudantes ou da Assembleia de
Delegados de Turma, cumprindo o previsto na lei para a realização destas iniciativas.
3. Compete à Assembleia de Alunos:
a) emitir os pareceres entendidos por convenientes em matéria que diga respeito aos alunos;
b) apresentar propostas e sugestões de atividades.
Artigo 50º
Princípios
1. A atividade do pessoal docente desenvolve-se de acordo com os princípios fundamentais consagrados na
Constituição da República Portuguesa e no quadro dos princípios gerais e específicos constantes da Lei de
Bases do Sistema Educativo e do Estatuto da Carreira Docente.
2. Os professores, enquanto principais responsáveis pela condução do processo de ensino, devem promover
medidas de caráter pedagógico e organizacional que estimulem o harmonioso desenvolvimento da educação, em
ambiente de ordem e de disciplina, em qualquer atividade.
Artigo 51º
Autoridade do professor
1. A lei protege a autoridade dos professores nos domínios pedagógico, científico, organizacional, disciplinar e de
formação cívica.
2. A autoridade do professor exerce-se dentro e fora da sala de aula, no âmbito das instalações escolares ou fora
delas, no exercício das suas funções.
3. Os professores gozam de especial proteção da lei penal relativamente aos crimes cometidos contra a sua pessoa
ou o seu património, no exercício das suas funções ou por causa delas, sendo a pena aplicável ao crime
respetivo agravada em um terço nos seus limites mínimo e máximo.
Artigo 52º
Direitos e deveres
Os professores gozam de todos os direitos consignados no Estatuto da Carreira Docente e demais legislação
aplicável. Estão igualmente obrigados ao cumprimento dos deveres profissionais, nos termos previstos na lei.
SUBSECÇÃO II – Faltas
Artigo 53º
Faltas de presença
1. O regime de faltas do pessoal docente está regulado pela legislação em vigor.
2. É estabelecida uma tolerância de 10 minutos para os primeiros tempos letivos da manhã, tarde e noite e 5
minutos para os restantes.
3. É estabelecida uma tolerância de 10 minutos para o início das reuniões das diferentes estruturas da escola.
Artigo 54º
Permuta
1. A permuta pressupõe a substituição de um docente na aula por outro docente na situação de ausência de curta
duração, carecendo de autorização do Diretor.
2. Esta situação tem lugar mediante a permuta da atividade letiva programada entre os docentes da mesma turma,
ou entre docentes do mesmo GD:
a) A iniciativa da proposta com a apresentação de todos os elementos necessários para a permuta parte do
docente deve ser comunicada, o mais atempadamente possível;
b) A proposta terá que ter a aceitação expressa das partes envolvidas;
c) O proponente da permuta obriga-se a avisar clara e antecipadamente a(s) turma(s) envolvida(s);
d) A proposta não pode de forma alguma pôr em causa a legalidade dos horários da turma e do próprio
docente, bem como não pode penalizar qualquer aluno (aulas individuais – CEI);
e) sempre que possível, a permuta não deverá levar a que a turma tenha a mesma disciplina duas vezes no
mesmo dia, ficando salvaguardada a possibilidade de autorização em situações de reconhecido interesse
da escola;
f) nesta situação de substituição nenhum docente tem falta, salvo se, no quadro da permuta, algum deles
faltar no dia em que deveria dar aula.
3. No caso dos professores de Educação Especial, a permuta dos tempos de apoio especializado será efetuada de
acordo com os Educadores de Infância, PTT ou DT, não devendo provocar qualquer alteração no horário dos
alunos.
Artigo 55º
Autoridade do pessoal não docente
A autoridade do pessoal não docente exerce-se no âmbito das instalações escolares ou fora delas, e ainda no
exterior dos mesmos, sempre que se encontrem no desempenho das suas funções.
Artigo 56º
Direitos e deveres gerais do pessoal não docente
O Pessoal Não Docente goza de todos os direitos previstos na legislação aplicável. Estão igualmente obrigados ao
cumprimento dos deveres profissionais, nos termos previstos na legislação em vigor.
Artigo 57º
Âmbito
Aos Pais e EE são reconhecidos os direitos e os deveres de participação na vida da Escola previstos na legislação
aplicável. A sua ação concretiza-se através da organização e colaboração em iniciativas que visam a promoção da
melhoria da qualidade e da humanização das escolas, em ações motivadoras de aprendizagens e da assiduidade
dos alunos e em projetos de desenvolvimento socioeducativo da escola.
Artigo 58º
Direitos dos pais e EE
Para além dos direitos previstos na lei, os Pais e EE têm direito a:
a) conhecer o RI, bem como participar na sua elaboração e/ou reformulação;
b) informar-se, ser informado e informar a comunidade educativa sobre todas as matérias relevantes ao
processo educativo do seu educando;
c) colaborar com os professores no âmbito do processo de ensino-aprendizagem do seu educando;
d) articular a educação na família com o trabalho escolar;
e) cooperar com todos os elementos da comunidade educativa no desenvolvimento de uma cultura de
cidadania, nomeadamente através da promoção de regras de convivência na escola;
f) ser sócio e participar nas atividades da Associação de Pais e EE;
g) receber, através dos seus educandos, com distribuição na escola, toda a informação da Associação de
Pais.
Artigo 59º
Deveres dos pais e EE
Para além do que está estabelecido nos pontos 1, 2 e 3 do artigo 43º da Lei n.º 51/2012, de 5 de setembro, são
ainda deveres dos Pais e EE:
a) conhecer o estatuto do aluno e o RI do AESAS e subscrever, fazendo subscrever igualmente aos seus
filhos e educandos, declaração anual de aceitação dos mesmos e de compromisso ativo quanto ao seu
cumprimento integral;
b) colaborar com o DT, o PTT ou o Educador de Infância na procura de soluções para situações/problemas
surgidos ao seu educando;
c) participar nas reuniões convocadas pelos órgãos de administração e gestão e pelas estruturas de
orientação educativa, bem como pela Associação de Pais e EE;
d) comunicar as situações de alergia a medicamentos ou alimentos, ou outros problemas de saúde, ao
Educador, ao PTT ou ao DT, no início do ano letivo;
e) responsabilizar-se pelos deveres dos seus filhos e educandos, em especial quanto à comparência com o
material escolar necessário, quanto à assiduidade, pontualidade e disciplina, respeitando e fazendo
respeitar os horários de abertura e fecho do portão das escolas;
f) diligenciar para que o seu educando não seja portador de objetos de valor suscetíveis de serem danificados
ou furtados, não podendo ser imputada responsabilidade às escolas e jardins-de-infância pelo
desaparecimento ou destruição de brinquedos ou objetos de valor que o aluno traga para a escola ou
jardim-de-infância;
g) colocar uma identificação em sítio visível, em todos os objetos de uso pessoal do seu educando, no caso
da Educação Pré-Escolar;
h) ressarcir a escola, ou terceiros, sempre que se prove ter sido o seu educando o responsável por qualquer
dano efetuado nas instalações escolares, ou fora delas.
Artigo 60º
Incumprimento dos deveres por parte dos pais ou EE
De acordo com o estipulado no artigo 44º da Lei n.º 51/2012, de 5 de setembro (Estatuto do Aluno e Ética Escolar).
Artigo 61º
Contraordenações
De acordo com o estipulado no artigo 45º da Lei n.º 51/2012, de 5 de setembro (Estatuto do Aluno e Ética Escolar).
Artigo 62º
Formas de participação
A participação dos Pais e EE na vida do Agrupamento concretiza-se através da sua participação/colaboração:
Artigo 63º
Associações de pais e EE
O direito de participação das Associações de Pais e EE na vida do Agrupamento processa-se de acordo com o
disposto na Lei de Bases do Sistema Educativo e no Decreto-Lei n.º 372/90, de 27 de novembro, com as alterações
que lhe foram introduzidas pelo Decreto-Lei n.º 80/99, de 16 de março, republicado pela Lei n.º 29/2006, de 4 de
julho, com as alterações introduzidas pela Lei n.º 40/2007, de 24 de agosto.
Artigo 64º
Direitos e deveres das associações de pais e EE
1. As Associações de Pais e EE das diferentes escolas do Agrupamento são organizações representativas dos Pais
e EE dos alunos, encontrando-se o seu funcionamento definido nos respetivos estatutos e/ou RI.
2. As Associações de Pais e EE colaboram ativamente na gestão do Agrupamento, nos termos da lei e do presente
regulamento, e podem desenvolver e colaborar em iniciativas que visem a promoção da melhoria da qualidade e
da humanização do Agrupamento, em ações motivadoras de aprendizagens e da assiduidade dos alunos e em
projetos de desenvolvimento socioeducativo do Agrupamento.
3. Cabe especialmente às Associações de Pais e EE:
a) defender os interesses dos alunos, Pais e EE, junto dos órgãos de administração e gestão do
Agrupamento e dos organismos oficiais;
b) organizar, pelo menos uma vez no início de cada ano letivo, uma reunião de Pais e EE dos alunos de cada
escola do Agrupamento, distribuindo a todos os alunos, com a colaboração do DT/PTT/Educador,
convocatória da qual conste o dia, hora e a ordem de trabalhos;
c) indicar os representantes dos Pais e EE para integrar, nos termos deste regulamento, as listas candidatas
ao CG do Agrupamento;
d) distribuir documentação de interesse das Associações de Pais e EE e/ou afixá-las em locais destinados
para o efeito;
e) dar parecer sobre assuntos respeitantes à formação dos alunos e à gestão da escola;
f) participar e/ou promover atividades inseridas no PAA do Agrupamento;
g) elaborar o respetivo relatório de atividades a apresentar em CG no final do ano letivo;
h) incentivar a participação crescente dos Pais e EE na vida escolar;
i) entregar ao Presidente do CG do Agrupamento os seus estatutos, RI e cópias das atas de eleição e/ou
tomada de posse dos órgãos sociais devidamente atualizados, para constituir dossiê próprio.
4. As Associações de Pais e EE comunicarão ao Diretor, logo após as eleições, a composição dos respetivos
órgãos sociais e, logo que conhecida, a perda da qualidade ou alteração dos pressupostos que determinaram a
eleição de qualquer dos seus representantes nos órgãos de administração e gestão do Agrupamento,
promovendo a sua imediata substituição.
5. Às Associações de Pais são facultadas as instalações das escolas a que pertencem para a realização das suas
reuniões ou outras atividades relacionadas com os seus estatutos e/ou interesse educativo/formativo para os
alunos, Pais e EE, docentes e demais membros da comunidade educativa.
5.1 A realização destas reuniões ou atividades deverá ser previamente comunicada ao Diretor ou ao Coordenador
de Estabelecimento de Educação e Ensino, integradas no PAA do Agrupamento e, sempre, no relatório anual
de atividades do mesmo.
Artigo 65º
Eleição
1. Nos estabelecimentos de ensino em que não haja Associações de Pais e EE legalmente constituídas ou em
funcionamento, os Representantes dos Pais e EE de Turma deverão eleger, entre si, o que assumirá as funções
de representante dos Pais e EE daquele estabelecimento de ensino;
2. São eleitos em reunião no início de cada ano letivo, convocada pelo Coordenador de Estabelecimento de
Educação e Ensino;
3. Todos os Pais e EE presentes na reunião podem ser eleitos;
4. Será representante de Pais e EE de Estabelecimento de Ensino sem Associação de Pais e EE quem obtiver o
maior número de votos;
5. Após a eleição, o Coordenador de Estabelecimento de Educação e Ensino em colaboração com o representante
eleito, elaborará um documento onde conste o resultado das votações, o nome e contacto do eleito, a
disponibilizar à Direção do Agrupamento.
Artigo 66º
Competências
Compete aos representantes dos Pais e EE de Estabelecimento de Ensino sem Associação de Pais e EE:
a) assegurar a representatividade dos Pais e EE do seu estabelecimento de ensino;
b) estabelecer a ligação entre os Pais e EE do seu estabelecimento de ensino com as Associações de Pais e
EE do Agrupamento e os órgãos de gestão do Agrupamento;
Artigo 67º
Objetivos
1. Desenvolver trabalho em parceria com os Pais e EE da turma, o DT/PTT/Educador e a Associação de Pais e EE.
2. Partilhar o seu trabalho com os outros representantes, em especial com os do mesmo grau de ensino.
3. Promover um conhecimento global da situação da escola.
4. Melhorar a comunicação entre os Pais e EE, os órgãos de gestão da escola e a Associação de Pais e EE ou o
Representante de Pais e EE de Estabelecimento de Ensino sem Associação de Pais e EE.
5. Contribuir para o bom funcionamento da escola.
6. Participar individual e coletivamente na elaboração do projeto curricular de turma, do PAA, de propostas de
alteração ao RI, do PE, dos regimentos e outros, do Agrupamento.
7. Apresentar sugestões e propostas diversas aos órgãos de gestão do Agrupamento.
Artigo 68º
Eleição
1. São eleitos em reunião de Pais e EE da turma, na primeira reunião, no início de cada ano letivo, convocada pelo
DT/PTT/Educador.
2. Todos os Pais e EE presentes na reunião são passíveis de eleição.
3. Serão representantes de Pais e EE de turma, os dois que obtiverem o maior número de votos.
4. Após a eleição, o DT/PTT/Educador, em colaboração com os representantes de Pais e EE eleitos, elaborarão um
documento onde conste o resultado das votações, os nomes e contactos dos votados, a disponibilizar à
Associação de Pais e EE da respetiva escola.
5. O DT/PTT/Educador deverá disponibilizar aos representantes eleitos os nomes e respetivos contactos de todos
os EE da turma, com o consentimento destes, bem como da Associação de Pais e EE e ainda o seu meio de
contacto mais expedito.
Artigo 69º
Competências
Compete aos representantes dos Pais e EE de Turma:
a) participar nos CT, devidamente fundamentado na opinião dos seus representados, abstendo-se de centrar
a sua intervenção no seu educando e comunicando os temas abordados aos Pais e EE da turma;
b) manter a confidencialidade sobre a identidade dos elementos referidos na reunião do CT;
c) participar nas assembleias de representantes de Pais e EE de turma;
d) comunicar aos Pais e EE as informações do CT, dos órgãos de gestão da escola e/ou da Associação de
Pais e EE;
e) disponibilizar a todos os Pais e EE da turma e à Associação de Pais e EE / Representante de Pais e EE de
Estabelecimento de Ensino sem Associação de Pais e EE os seus contactos bem como a lista de contactos
de todos os Pais e EE, após consentimento dos mesmos;
f) promover, quando necessário, uma reunião de Pais e EE de turma;
g) ser elemento de ligação entre os Pais e EE e a Associação de Pais e EE.
Artigo 70º
Direitos dos representantes de pais e EE de turma
Os representantes dos Pais e EE de Turma têm o direito de:
a) estar presentes nos CT, sendo convocados pelo DT com expressa indicação da ordem de trabalhos;
b) promover reuniões com os restantes EE da turma sempre que julguem pertinente ou a pedido destes;
c) requerer ao Diretor o apoio logístico necessário para a concretização das reuniões.
Artigo 71º
Deveres dos representantes de pais e EE de turma
Os representantes dos Pais e EE de Turma têm o dever de:
a) manter um contacto permanente com o DT/PTT/Educador e com os restantes Pais e EE, promovendo e
apoiando o contacto entre ambos, colaborando na construção de projetos e na definição de estratégias de
atuação comuns e que envolvam os Pais e EE na escola;
b) colaborar com todos os intervenientes no processo educativo, na resolução de situações, cuja
especificidade possa condicionar o processo de ensino e aprendizagem:
c) manter um contacto permanente com a Associação de Pais e EE, divulgando as informações e as ações
promovidas por esta e fazendo-lhe chegar as questões suscitadas pelos seus representados;
d) ouvir previamente os seus representados sobre as matérias constantes da ordem de trabalhos das
reuniões em que participem e sobre outros assuntos que julguem pertinentes.
Artigo 72º
Assembleia de representantes de pais e EE de turma
1. Todos os Representantes de Turma de Pais e EE de Turma de um estabelecimento de ensino integram a
Assembleia de Representantes de Pais e EE de Turma.
2. Poderão participar também nesta Assembleia:
a) os representantes dos Pais e EE no CG;
b) os membros dos órgãos sociais da Associação de Pais e EE (se existente);
d) Representantes dos Pais e EE nas diversas instituições que, em parceria, colaboram com o Agrupamento,
ou onde a Associação de Pais e EE tenha assento (CPCJ, Conselho Municipal de Educação, Rede Social,
Centro de Saúde e outros);
e) outros agentes da comunidade educativa, convidados pela Associação de Pais e EE e/ou Representantes
de pais e EE de turma.
3. As Assembleias de Representantes dos Pais e EE de turma serão convocadas e presididas pelo Presidente da
Mesa da Assembleia Geral da Associação de Pais e EE ou pelo Representante dos Pais e EE de
Estabelecimento de Ensino sem Associação de Pais e EE;
4. A Assembleia será secretariado por um Representante dos Pais e EE de Turma designado pelo Presidente da
Assembleia;
5. Nestas assembleias serão discutidos todos e quaisquer assuntos relevantes da comunidade escolar, estando
estes sujeitos a prévia ordem de trabalhos, bem como os apresentados pelos presentes no decorrer da
assembleia;
6. Deverão os Representantes dos Pais e EE de Turma auscultar previamente os seus representados sobre as
matérias consideradas pertinentes, antes da respetiva assembleia, para aí serem discutidas, analisadas e
delineadas estratégias de melhoria contínua.
7. As conclusões e as decisões tomadas deverão ser encaminhadas para as entidades competentes.
Artigo 73º
Funcionamento
1. A articulação formal entre as estruturas representativas dos Pais e EE será feita em reuniões devidamente
convocadas para o efeito.
2. Participam nas reuniões:
a) todos os Representantes dos Pais e EE no CG;
b) todas as Associações de Pais e EE do Agrupamento em funcionamento;
SECÇÃO VI – AUTARQUIA
A Lei de Bases do Sistema Educativo reconhece a Autarquia como uma das estruturas para assegurar a interligação
da comunidade com a administração do sistema educativo.
Uma forma de participação da Autarquia materializa-se na articulação da política educativa com outras políticas
sociais, nomeadamente em matéria de apoio socioeducativo e de organização de atividades de enriquecimento
curricular.
Artigo 74º
Direitos
1. A Autarquia colabora com os outros agentes educativos e tem o direito a participar, nos termos da lei, nos órgãos
de direção, administração e gestão da escola e, nesse contexto, contribuir para a elaboração e execução do
respetivo PE, bem como para a elaboração do RI.
2. A Câmara Municipal de Braga tem o direito de designar os 3 representantes da Autarquia no CG do AESAS.
Artigo 75º
Deveres
1. À Autarquia incumbe, para além das responsabilidades consignadas na lei, participar e colaborar com os órgãos
de direção, administração e gestão do Agrupamento.
2. A Autarquia deve também:
a) integrar ativamente a comunidade educativa no desempenho das suas demais responsabilidades, em
especial, cooperando com os professores no desempenho da sua missão pedagógica, e na execução, de
acordo com o que lhe for solicitado e dentro das suas possibilidades, do PAA e do PE;
b) conhecer o RI e colaborar no cumprimento integral do mesmo.
O CG é o órgão de direção estratégica responsável pela definição das linhas orientadoras da atividade do
Agrupamento, reforçando a participação das famílias e da comunidade na direção do AESAS, promovendo, assim, a
sua abertura ao exterior e a sua integração na comunidade local.
Artigo 76º
Composição
1. Nos termos fixados no artigo 12º do Decreto-Lei n.º 137/2012, de 2 de julho, foi definida a seguinte composição:
a) sete representantes do pessoal docente, de carreira com vínculo contratual ao ME;
b) dois representantes do pessoal não docente, de carreira com vínculo contratual ao ME/Câmara Municipal;
c) quatro representantes dos Pais e EE;
d) dois representantes dos alunos, sendo eleitos de entre os alunos do Ensino Secundário com mais de 16
anos de idade;
e) três representantes do município;
f) três representantes da comunidade local, designadamente individualidades ou representantes de atividades
de caráter económico, social, cultural e científico.
2. O Diretor do AESAS participa nas reuniões do CG sem direito a voto.
Artigo 77º
Competências
São competências do CG as definidas no artigo 13º do Decreto-Lei n.º 75/2008, de 22 de abril, alterado pelo
Decreto-Lei n.º 137/2012, de 2 de julho, e da alínea a) do número 1, do artigo 36º, da Lei n.º 51/2012, de 5 de
setembro.
Artigo 78º
Eleição e designação de representantes
1. Os representantes dos alunos, do pessoal docente e do pessoal não docente no CG são eleitos separadamente
pelos respetivos corpos, nos termos definidos pela legislação em vigor.
2. Os representantes dos Pais e EE são eleitos em assembleia geral de Pais e EE do AE Alberto Sampaio, sob
proposta das respetivas organizações representativas, devendo as listas assegurar, sempre que possível, a
representação dos diferentes níveis e ciclos de ensino.
3. Os representantes do município são designados pela Câmara Municipal de Braga.
4. Para efeitos da designação dos representantes da comunidade local ou representantes de atividades de caráter
económico, social, cultural e científico, os demais membros do CG procedem à sua cooptação na sequência de
votação de propostas apresentadas pelos conselheiros em reunião plenária.
5. O CG assegura o processo eleitoral, nomeando uma comissão para o efeito que coordenará todos os atos
eleitorais, calendarização, convocatórias, atas, cadernos eleitorais, escolha da mesa eleitoral, decisão de
reclamações, inelegibilidades, homologação e afixação de resultados.
6. Os atos eleitorais decorrem na Escola Sede do Agrupamento, Escola Secundária de Alberto Sampaio.
7. A assembleia eleitoral dos alunos é constituída pelos alunos do 3º CEB da Escola EB 2,3 de Nogueira e pelos
alunos do 3º CEB e do Ensino Secundário da Escola Secundária de Alberto Sampaio.
8. O pessoal docente, o pessoal não docente e os alunos organizam-se em assembleias eleitorais e mesas de voto
independentes.
Artigo 79º
Regulamento eleitoral
O regulamento eleitoral do CG constitui-se como anexo a este regulamento.
Artigo 80º
Mandato
1. O mandato dos membros do CG tem a duração de quatro anos, com exceção do mandato dos representantes
dos Pais e EE e dos alunos cuja duração é de dois anos escolares.
2. Os membros do CG são substituídos no exercício do cargo se, entretanto, perderem a qualidade que determinou
a respetiva eleição ou designação.
3. As vagas resultantes da cessação do mandato dos membros eleitos são preenchidas pelo primeiro candidato
suplente, segundo a respetiva ordem de precedência, na lista a que pertencia o titular do mandato.
Artigo 81º
Funcionamento
1. O CG reúne ordinariamente uma vez por trimestre e extraordinariamente sempre que seja convocado pelo
respetivo presidente, por sua iniciativa, a requerimento de um terço dos seus membros em efetividade de funções
ou por solicitação do Diretor.
2. As reuniões do CG devem ser marcadas em horário que permita a participação de todos os seus membros, em
qualquer dia útil da semana.
SUBSECÇÃO II – Diretor
Artigo 82º
Definição
O Diretor é o órgão de administração e gestão do AESAS nas áreas pedagógica, cultural, administrativa, financeira
e patrimonial.
Artigo 83º
Subdiretor e adjuntos do diretor
1. O Diretor é coadjuvado no exercício das suas funções por um Subdiretor e por 1 a 3 Adjuntos, de acordo com a
legislação em vigor.
2. O número de Adjuntos é definido superiormente por despacho do membro do Governo responsável pela área da
educação.
Artigo 84º
Assessoria da direção
1. Para apoio à atividade do Diretor e mediante proposta deste, o CG pode autorizar a constituição de assessorias
técnico-pedagógicas, para as quais são designados docentes em exercício de funções no Agrupamento.
2. Os critérios para a constituição e dotação das assessorias referidas no número anterior são definidos
superiormente, por despacho.
Artigo 85º
Competências do diretor
São competências do Diretor as definidas pelo artigo 20º do Decreto-Lei n.º 137/2012, de 2 de julho,
designadamente:
1. Submeter à aprovação do CG o PE elaborado pelo CP.
2. Ouvir o CP e:
a) elaborar e submeter à aprovação do CG:
i) as alterações ao RI;
ii) os planos anual e plurianual de atividades;
iii) o relatório anual de atividades;
iv) as propostas de celebração de contratos de autonomia;
b) aprovar o plano de formação e de atualização do pessoal docente e não docente, ouvido também, no
último caso, o município.
3. No ato de apresentação ao CG, o Diretor apresenta os documentos referidos na alínea a) do número anterior
acompanhados dos pareceres do CP.
4. Sem prejuízo das competências que lhe sejam cometidas por lei ou RI, no plano da gestão pedagógica, cultural,
administrativa, financeira e patrimonial, compete ao Diretor, em especial:
a) definir o regime de funcionamento do Agrupamento;
b) elaborar o projeto de orçamento, em conformidade com as linhas orientadoras definidas pelo CG;
c) superintender na constituição de turmas e na elaboração de horários;
d) distribuir o serviço docente e não docente;
e) designar os Coordenadores de Estabelecimento de Educação e Ensino;
f) propor os candidatos ao cargo de Coordenador de DC nos termos definidos na lei, bem como designar os
DT;
g) planear e assegurar a execução das atividades no domínio da ação social escolar, em conformidade com
as linhas orientadoras definidas pelo CG;
h) gerir as instalações, espaços e equipamentos, bem como os outros recursos educativos;
i) estabelecer protocolos e celebrar acordos de cooperação ou de associação com outras escolas e
instituições de formação, autarquias e coletividades, em conformidade com os critérios definidos pelo CG
nos termos da alínea o) do no 1 do artigo 13º do Decreto-Lei n.º 137/2012, de 2 de julho;
j) proceder à seleção e recrutamento do pessoal docente, nos termos dos regimes legais aplicáveis;
k) assegurar as condições necessárias à realização da avaliação do desempenho do pessoal docente e não
docente, nos termos da legislação aplicável;
l) dirigir superiormente os Serviços de Administração Escolar, técnicos e técnico-pedagógicos.
5. Outras competências:
a) representar o Agrupamento;
b) exercer o poder hierárquico em relação ao pessoal docente e não docente;
c) exercer o poder disciplinar em relação aos alunos nos termos da legislação aplicável;
d) intervir nos termos da lei no processo de avaliação de desempenho do pessoal docente;
e) proceder à avaliação de desempenho do pessoal não docente.
6. O Diretor exerce ainda as competências que lhe forem delegadas pela administração educativa e pela Câmara
Municipal.
7. O Diretor pode delegar e subdelegar no Subdiretor, nos Adjuntos ou nos Coordenadores de Estabelecimentos de
Ensino e Educação as competências referidas nos números anteriores, com exceção da prevista da alínea d) do
n.º 5.
8. Nas suas faltas e impedimentos, o Diretor é substituído pelo Subdiretor.
Artigo 86º
Recrutamento
1. O Diretor é eleito pelo CG.
2. Podem ser opositores ao procedimento concursal os docentes que correspondam ao perfil e aos parâmetros
definidos no artigo 21º do Decreto-Lei n.º 137/2012, de 2 de julho.
3. O Subdiretor e os adjuntos são nomeados pelo Diretor de entre os docentes dos quadros de nomeação definitiva
que contem, pelo menos, cinco anos de serviço e se encontrem em exercício de funções no AESAS.
Artigo 87º
Procedimento concursal
1. Para recrutamento do Diretor, o CG delibera a abertura de um procedimento concursal, prévio à eleição, nos
termos do artigo 22º do Decreto-Lei n.º 137/2012, de 2 de julho.
2. Os candidatos ao cargo de Diretor apresentam as suas candidaturas nos termos definidos no artigo 22º-A do
Decreto-Lei n.º 137/2012, de 2 de julho.
3. A avaliação das candidaturas é feita nos termos do artigo 22º-B do Decreto-Lei n.º 137/2012, de 2 de julho.
Artigo 88º
Eleição e tomada de posse
1. O CG procede à eleição do Diretor nos termos do artigo 23º do Decreto-Lei n.º 137/2012, de 2 de julho.
2. O Diretor toma posse perante o CG nas condições regulamentadas no número 1 do artigo 24º do Decreto-Lei n.º
137/2012, de 2 de julho.
3. A designação do Subdiretor e dos adjuntos do Diretor e a respetiva tomada de posse decorrem nos prazos
definidos nos números 2 e 3 do artigo 24º do Decreto-Lei n.º 137/2012, de 2 de julho.
Artigo 89º
Mandato
1. O mandato do Diretor decorre nos termos definidos no artigo 25º do Decreto-Lei n.º 137/2012, de 2 de julho.
2. O Subdiretor e os adjuntos podem ser exonerados a todo o tempo por decisão fundamentada do Diretor.
Artigo 90º
Regime de exercício de funções
O exercício de funções do Diretor decorre nos termos definidos no artigo 26º do Decreto-Lei n.º 137/2012, de 2 de
julho.
Artigo 91º
Direitos do diretor
O Diretor goza dos direitos definidos no artigo 27º do Decreto-Lei n.º 137/2012, de 2 de julho.
Artigo 92º
Direitos específicos
O Diretor, o Subdiretor e os adjuntos gozam dos direitos específicos definidos no artigo 28º do Decreto-Lei n.º
137/2012, de 2 de julho.
Artigo 93º
Deveres específicos
O Diretor, o Subdiretor e os adjuntos estão sujeitos aos deveres específicos constantes no artigo 29º do Decreto-Lei
n.º 137/2012, de 2 de julho.
Artigo 94º
Definição e âmbito
O CP é o órgão de coordenação, supervisão pedagógica e orientação educativa do Agrupamento, nomeadamente
nos domínios pedagógico-didático, da orientação e acompanhamento dos alunos e da formação inicial e contínua do
pessoal docente.
Artigo 95º
Composição
1. O CP é constituído por 17 membros (cujo mandato é de 4 anos, cessando com o mandato do Diretor),
distribuídos da seguinte maneira:
a) O Diretor que é, por inerência, Presidente do CP;
b) Os dez Coordenadores de DC;
c) O Representante dos Coordenadores de ano do 1º CEB;
d) O Representante dos Coordenadores de Diretores de Turma do 2º e 3º CEB;
e) O Representante dos Coordenadores de Diretores de Turma do Ensino Secundário;
f) O Coordenador das BE;
g) O Representante dos Diretores dos Cursos Profissionais;
h) O Coordenador da Equipa Multidisciplinar de Apoio ao Aluno.
2. Por proposta do Presidente ou da maioria dos membros do CP, poderão ter assento neste órgão, sem direito a
voto, outras pessoas ou instituições, quando a matéria das reuniões o justifique.
Artigo 96º
Eleição dos representantes dos coordenadores de ano/diretores de turma
a) O Representante dos Coordenadores de ano do 1º CEB é eleito no respetivo Departamento;
b) Os Representantes dos Coordenadores dos DT dos 2º e 3º CEB e do Ensino Secundário são eleitos em
Conselho de Diretores de Turma (CDT).
Artigo 97º
Competências
Sem prejuízo das competências que lhe sejam legalmente cometidas, ao CP compete:
a) elaborar o seu regimento interno, nos primeiros 30 dias do mandato, definindo as regras de orientação
interna e de funcionamento, nos termos fixados por lei;
b) contemplar no regimento citado no ponto anterior as comissões especializadas que entender por
conveniente no sentido de fazer cumprir o determinado na lei, no presente regulamento, no PE e no PAA
do Agrupamento;
c) elaborar a proposta de PE a submeter pelo Diretor ao CG;
d) apresentar propostas para a elaboração do RI e dos planos anual e plurianual de atividades e emitir
parecer sobre os respetivos projetos e suas avaliações periódicas;
e) emitir parecer sobre as propostas de celebração de contratos de autonomia;
f) apresentar propostas e emitir parecer sobre a elaboração do plano de formação e de atualização do
pessoal docente e não docente em articulação com o respetivo Centro de Formação de Associação de
Escolas, e acompanhar a respetiva execução;
g) definir os critérios de avaliação para cada ciclo, ano de escolaridade e disciplina, sob proposta dos DC;
h) definir critérios gerais nos domínios da informação e da orientação escolar e vocacional, do
acompanhamento pedagógico e da avaliação dos alunos;
i) propor aos órgãos competentes a criação de áreas disciplinares ou disciplinas de conteúdo regional e local,
bem como as respetivas estruturas programáticas;
j) definir princípios gerais nos domínios da articulação e diversificação curricular, dos apoios e complementos
educativos e das modalidades especiais de educação escolar;
k) adotar os manuais escolares, ouvidos os DC e os GD;
l) propor o desenvolvimento de experiências de inovação pedagógica e de formação, no âmbito do AESAS e
em articulação com instituições ou estabelecimentos do ensino superior vocacionados para a formação e a
investigação;
Artigo 98º
Funcionamento
1. O CP reúne, ordinariamente, uma vez por mês e, extraordinariamente, sempre que seja convocado pelo respetivo
presidente, por sua iniciativa, a requerimento de um terço dos seus membros em efetividade de funções ou
sempre que um pedido de parecer do CG ou do Diretor o justifique.
2. O CP reúne em plenário, nos termos do número anterior, ou por secções, criadas com o objetivo de dar
satisfação a uma ou a um conjunto de atribuições.
3. O CP define o seu regime de funcionamento e a sua organização interna bem como os das suas secções.
4. Das decisões tomadas em CP deve ser elaborada uma súmula e divulgada junto das escolas do AESAS.
Artigo 99º
Competências do presidente do conselho pedagógico
Ao Presidente do CP compete:
a) convocar e dirigir as reuniões do CP, exercendo voto de qualidade sempre que ocorram empates nos
sufrágios;
b) representar o CP, interna e externamente;
c) promover a articulação com os restantes órgãos de administração e gestão;
d) dar cumprimento às deliberações do CP, nos termos legais;
e) convocar as assembleias para a eleição dos membros do CP;
f) exercer as demais competências que lhe venham a ser atribuídas por este regulamento ou pela lei.
Artigo 100º
Definição
O Conselho Administrativo (CA) é o órgão deliberativo em matéria administrativa e financeira do Agrupamento, nos
termos da legislação em vigor.
Artigo 101º
Composição
O CA é constituído pelos seguintes elementos:
a) Diretor, que preside;
b) Subdiretor ou um dos Adjuntos do Diretor, por ele designado para o efeito;
c) Coordenador técnico dos Serviços de Administração Escolar, ou quem o substitua.
Artigo 102º
Competências
1. São competências do CA as constantes do artigo 38º do Decreto-Lei n.º 137/2012, de 2 de julho,
designadamente:
a) aprovar o projeto de orçamento anual, em conformidade com as linhas orientadoras definidas pelo CG;
b) elaborar o relatório de contas de gerência;
c) autorizar a realização de despesas e o respetivo pagamento, fiscalizar a cobrança de receitas e verificar a
legalidade da gestão financeira;
d) zelar pela atualização do cadastro patrimonial.
2. Elaborar e aprovar o respetivo regimento interno.
Artigo 103º
Mandato
O mandato do CA é de quatro anos.
Artigo 104º
Funcionamento
O CA reúne ordinariamente uma vez por mês e extraordinariamente sempre que o presidente o convoque, por sua
iniciativa ou a requerimento de qualquer dos restantes membros.
Artigo 105º
Coordenação de estabelecimento de educação e ensino
1. A Coordenação de cada Estabelecimento de Educação e Ensino do Agrupamento é assegurada por um
Coordenador.
2. O Coordenador será designado de acordo com o disposto no despacho de organização do ano letivo e no artigo
40º do Decreto-Lei n.º 75/2008, de 22 de abril, na redação que lhe foi dada pelo Decreto-Lei n.º 137/2012, de 2 de
julho.
Artigo 106º
Competências do coordenador de estabelecimento de educação e ensino
Compete ao Coordenador de Estabelecimento de Educação e Ensino:
a) coordenar as atividades educativas, em articulação com o Diretor;
b) cumprir e fazer cumprir as decisões do Diretor e exercer as competências que por este lhe forem
delegadas;
c) transmitir as informações relativas a pessoal docente e não docente e aos alunos;
d) promover e incentivar a participação dos Pais e EE, dos interesses locais e da Autarquia nas atividades
educativas;
e) exercer quaisquer outras competências delegadas pelo Diretor.
Artigo 107º
Mandato
1. O Coordenador é designado pelo Diretor, de entre os Professores/Educadores de Infância em exercício efetivo de
funções no estabelecimento de educação e ensino.
2. O mandato do Coordenador de Estabelecimento de Educação e Ensino tem a duração de quatro anos e cessa
com o mandato do Diretor.
3. O Coordenador de Estabelecimento de Educação e Ensino pode ser exonerado a todo o tempo por despacho
fundamentado do Diretor.
Artigo 108º
Âmbito
As Estruturas de Coordenação Educativa e Supervisão Pedagógica colaboram com o CP e com o Diretor para
assegurar a coordenação, articulação, supervisão e acompanhamento das atividades educativas e formativas, no
sentido de garantir o acompanhamento do percurso escolar ou formativo dos alunos, visando a prossecução da
missão e valores fundamentais do AESAS.
Artigo 109º
Composição
A consecução das competências educativas do Agrupamento é da responsabilidade do Diretor e do CP, através das
seguintes estruturas:
a) Departamentos Curriculares;
b) Equipa de Avaliação Interna;
c) Conselhos de Diretores de Curso;
d) Conselhos de Turma;
e) Conselhos de Diretores de Turma;
f) Conselho de Coordenadores de Estabelecimento da Educação e Ensino.
Artigo 110º
Definição e âmbito
1. O DC é a estrutura que assegura a articulação e gestão curricular na aplicação do currículo nacional e dos
programas e orientações curriculares e programáticas definidas a nível nacional, bem como o desenvolvimento
de componentes curriculares por iniciativa do AESAS;
2. O Departamento de Educação Pré-Escolar não se rege por um currículo, mas por Orientações Curriculares.
Artigo 111º
Composição
1. Os DC e a sua composição são os seguintes:
2. Os professores que lecionem disciplinas de dois ou mais DC integram o Departamento cuja carga horária seja
dominante.
3. Os Técnicos Especializados contratados por oferta de escola para lecionação das diferentes disciplinas ou áreas
disciplinares são integrados num DC e num GD, sob proposta do Diretor.
4. Em situação excecional de reduzido número de docentes numa dada área disciplinar, os DC poderão apresentar
propostas fundamentadas de agregação de áreas disciplinares, visando uma maior funcionalidade dos mesmos,
que serão aprovadas em CP.
Artigo 112º
Competências
1. São competências dos DC:
a) adequar à realidade do Agrupamento os planos de estudos estabelecidos a nível nacional;
b) assegurar, de forma articulada com outras estruturas e serviços do Agrupamento, a adoção de
metodologias adequadas ao desenvolvimento dos planos de estudos;
c) propor medidas destinadas a melhorar as aprendizagens dos alunos e a prevenir o abandono escolar;
d) refletir sobre as práticas educativas e o seu contexto;
e) participar na construção, desenvolvimento e concretização do PE e do PAA;
f) apreciar os critérios de avaliação dos alunos;
g) assegurar a coordenação de procedimentos e formas de atuação no domínio da aplicação de estratégias
de diferenciação pedagógica e da avaliação das aprendizagens;
h) promover o trabalho colaborativo;
i) identificar necessidades de formação dos docentes;
j) elaborar o seu regimento interno.
2. As competências referidas no ponto anterior podem ser exercidas pelos GD ou pelos grupos de coordenação de
ano/disciplina, de acordo com as regras a estabelecer no regimento interno de cada DC, salvaguardando sempre
a sua unidade de funcionamento.
Artigo 113º
Funcionamento
1. Os DC reúnem, ordinariamente, uma vez por período e, extraordinariamente, sempre que seja convocado pelo
respetivo Coordenador, por sua iniciativa, pelo Diretor ou a requerimento de um terço dos seus membros em
efetividade de funções.
2. Em sede de regimento próprio, no início de cada mandato do Coordenador, o DC define outras regras de
funcionamento motivadas pelas respetivas especificidades.
3. Haverá lugar à eleição de um Delegado/Coordenador ano, sempre que necessário, visando facilitar e agilizar a
coordenação.
4. O Coordenador de DC reúne com os Delegados dos GD/Coordenadores de Ano após cada sessão do CP e de
acordo com as regras a estabelecer no regimento interno.
5. As reuniões dos Departamentos da Educação Pré-Escolar e 1.º CEB designam-se por reuniões de Conselho de
Docentes.
Artigo 114º
Coordenador de departamento curricular
1. O Coordenador de DC é eleito pelo respetivo Departamento, de entre uma lista de três docentes, propostos pelo
Diretor para o exercício do cargo.
2. O Coordenador de DC deve ser um docente de carreira detentor de formação especializada nas áreas de
supervisão pedagógica, avaliação do desempenho docente ou administração educacional.
3. Quando não for possível a designação de docentes com os requisitos definidos no número anterior, procede-se
de acordo com o disposto no n.º 6, do artigo 43º, do Decreto-Lei n.º 75/2008, de 22 de abril, republicado pelo
Decreto-Lei n.º 137/2012, de 2 de julho.
4. O Coordenador de DC pode delegar competências nos Delegados dos GD/Coordenadores de Ano que o
Departamento integra, em conformidade com o determinado no respetivo regimento e assegurando o
cumprimento da lei.
5. O Coordenador de DC tem direito a uma redução de serviço letivo/não letivo, conforme previsto na legislação em
vigor.
6. O mandato do Coordenador de DC tem a duração de quatro anos e cessa com o mandato do Diretor, podendo,
contudo, ser exonerado a todo o tempo por despacho fundamentado do Diretor, após consulta ao respetivo
Departamento, ou a pedido do interessado, desde que por razões consideradas válidas, preferencialmente no
final do ano letivo.
Artigo 115º
Competências do coordenador de departamento curricular
São atribuições do Coordenador de DC:
a) convocar e presidir às reuniões do DC, definindo a respetiva ordem de trabalhos;
b) assegurar a participação do DC no CP;
c) propor ao CP as competências essenciais, no caso da Educação Pré-Escolar;
d) propor as atividades a incluir no PAA, de acordo com o PE do AESAS, efetuando o seu acompanhamento;
e) garantir a circulação de informação entre o CP, o DC e os Delegados de Grupo/Coordenação de Ano,
podendo ser realizadas reuniões de trabalho para o efeito;
f) articular o trabalho dos docentes dos diferentes grupos e anos de escolaridade e das diferentes áreas
disciplinares do DC, em colaboração com os Delegados de Grupo/Coordenadores de Ano;
g) assegurar a articulação e gestão curricular, promovendo a troca de experiências e a cooperação entre
todos os docentes que integram o DC;
h) colaborar na articulação vertical, tendo em vista o desenvolvimento sequencial das aprendizagens;
i) propor ao CP o desenvolvimento de componentes curriculares locais, no sentido de melhorar as
aprendizagens das crianças/alunos e os critérios de avaliação para a transição de cada ano e ciclo de
escolaridade;
j) promover a articulação com outras estruturas de orientação e supervisão pedagógica ou serviços do
Agrupamento com vista ao desenvolvimento de estratégias de diferenciação pedagógica;
k) incentivar a realização de atividades de investigação, reflexão e/ou estudo, visando a melhoria da
qualidade das práticas educativas;
l) cooperar na elaboração, desenvolvimento e avaliação dos instrumentos de autonomia e gestão do
Agrupamento;
m) coordenar o trabalho de elaboração de matrizes e provas de exame de equivalência à frequência ou
outros a realizar durante o ano letivo, bem como propor a nomeação de júris de exames ao Diretor;
n) colaborar com o CP na elaboração do plano de formação dos professores do DC;
o) promover o intercâmbio de recursos pedagógicos entre os diversos elementos dos GD e, eventualmente,
com outras escolas ou instituições;
p) assegurar a inventariação dos recursos adstritos ao DC, através da recolha da informação necessária junto
dos Delegados de Grupo/Coordenadores de Ano;
q) assegurar a participação do DC na análise e crítica da orientação pedagógica, bem como estimular a
criação de condições que favoreçam a formação contínua;
r) coordenar a seleção dos manuais escolares a adotar;
s) participar no processo de avaliação do desempenho dos docentes;
t) organizar um dossiê de DC com os documentos considerados pertinentes, conforme o disposto no
respetivo regimento;
u) apresentar ao Diretor, até ao dia 15 de julho de cada ano, um relatório crítico anual do trabalho
desenvolvido pelo seu DC.
Artigo 116º
Constituição dos grupos disciplinares
1. Os GD são constituídos por todos os docentes do mesmo grupo de recrutamento, podendo verificar-se a junção
de várias disciplinas do mesmo DC no mesmo GD, se proposto pelo DC.
2. Os GD são orientados por um Delegado eleito de entre os docentes que lecionam a mesma disciplina no mesmo
ciclo.
Artigo 117º
Delegado de grupo disciplinar/coordenador de ano do 1º CEB
1. O Delegado de GD/Coordenador de Ano do 1º CEB é eleito entre os seus pares da área disciplinar/ano de
escolaridade, de preferência entre os professores do Quadro de Agrupamento.
2. Aos Delegados de GD/Coordenador de Ano do 1º CEB devem ser atribuídos, no mínimo, dois tempos da
componente não letiva ou componente letiva dos docentes.
3. O mandato do Delegado de GD acompanha o do Diretor, podendo cessar a todo o tempo, a pedido do
interessado ou mediante proposta fundamentada de, pelo menos, dois terços do GD ou pelo Diretor.
4. O mandato do Coordenador de Ano do 1º CEB é de duração anual.
5. O Delegado de GD/Coordenador de Ano do 1º CEB coordena o trabalho dos elementos do GD/ ano de
escolaridade a que pertence.
6. O Delegado de GD/Coordenador de Ano do 1º CEB apoia o Coordenador de DC no desenvolvimento das
competências previstas neste regulamento e nos termos estabelecidos no respetivo regimento.
7. O Delegado de GD/Coordenador de Ano do 1º CEB procede à articulação com o Coordenador de DC após cada
reunião do CP.
Artigo 118º
Funcionamento do grupo disciplinar/coordenação de ano do 1º CEB
1. Os GD reúnem em plenário quando convocados pelo respetivo Delegado/Coordenador de Ano do 1º CEB, por
sua iniciativa, a requerimento de um terço dos seus membros em efetividade de funções ou sempre que um
pedido de parecer do Diretor, ou do Coordenador de DC o justifique.
2. Compete a cada GD/Coordenação de Ano do 1º CEB elaborar o seu regimento interno, podendo ser previsto o
cargo de coordenador de ano de escolaridade (2º e 3º CEB e Secundário).
3. Compete ao Delegado/Coordenador de Ano, apresentar ao Coordenador de DC, até ao dia 30 de junho de cada
ano, um relatório crítico anual do trabalho desenvolvido pelo seu grupo.
Artigo 119º
Conselho de docentes do 1º CEB
1. O Conselho de Docentes do 1º CEB é uma estrutura de Orientação Educativa que colabora com o CP e com o
Diretor, responsável pela coordenação das atividades a desenvolver pelos docentes, no domínio científico-
pedagógico, e com os alunos, no acompanhamento do processo de educação e da interação da escola com a
família, na perspetiva da promoção da qualidade educativa.
2. O Conselho de Docentes do 1º CEB é constituído, para efeitos de avaliação dos alunos, por todos os PTT do
Agrupamento, em conformidade com o que estabelece o Despacho Normativo n.º 17-A/2015, de 22 de setembro.
3. No Conselho de Docentes, podem ainda intervir, sem direito a voto, os serviços com competência em matéria de
apoio educativo e outros serviços ou entidades cuja contribuição o CP considere pertinente.
Artigo 120º
Competência do conselho de docentes do 1º CEB
São competências do Conselho de Docentes do 1º CEB, para além das restantes previstas na lei, os procedimentos
formais inerentes ao processo da avaliação sumativa dos alunos do 1º CEB.
Artigo 121º
Funcionamento dos conselhos de docentes do 1º CEB
1. As deliberações do Conselho de Docentes do 1º CEB devem resultar do consenso dos professores que o
integram, admitindo-se o recurso ao sistema de votação, quando se verificar a impossibilidade de obtenção desse
consenso.
2. No caso de recurso à votação, todos os membros do Conselho de Docentes do 1º CEB devem votar
nominalmente, sendo registado em ata o resultado da votação.
3. A deliberação só pode ser tomada por maioria, tendo o Coordenador do Conselho de Docentes do 1º CEB voto
de qualidade em caso de empate.
4. Na ata da reunião de Conselho de Docentes do 1º CEB, devem ficar registadas todas as deliberações e a
respetiva fundamentação.
5. Nas situações em que o aluno não adquira os conhecimentos nem desenvolva as capacidades definidas para o
ano de escolaridade que frequenta, aplica-se o disposto na lei vigente.
6. O Coordenador do Conselho de Docentes do 1º CEB será designado pelo Diretor, de entre todos os PTT em
exercício no Agrupamento.
7. O Conselho de Docentes do 1º CEB organiza-se por secções de trabalho, a definir em regimento próprio, para
agilizar procedimentos e garantir a funcionalidade do mesmo.
8. Por cada secção será nomeado, de entre os membros que a compõe, um relator a quem cabe dirigir e coordenar
as sessões, bem como apresentar o trabalho daí advindo.
9. No caso em que as secções de trabalho coincidam com um estabelecimento onde exista o cargo de coordenador,
este desempenhará as funções de relator, salvo se este se encontrar impedido de exercer a função.
10. Havendo mais do que um estabelecimento a integrar a secções de trabalho, a função de relator cabe ao
coordenador/representante de estabelecimento onde exista maior número de PTT.
11. Nos casos onde não se verifique consenso na sua indicação, o relator será nomeado pelo Diretor.
12. São impedimentos para o exercício da função de relator não ser PTT, exercer cargo ou função incompatível.
13. Compete ao coordenador de Conselho de Docentes do 1º CEB agendar as sessões de trabalho de cada secção
e estabelecer prazos para a apresentação dos resultados.
14. Todos os documentos, pareceres, propostas ou outros, emanadas das secções, são sujeitos a apreciação,
discussão e deliberação em reunião de Conselho de Docentes do 1º CEB, convocada para o efeito.
15. Na primeira reunião, o Conselho de Docentes do 1º CEB elabora e aprova o respetivo regimento de
funcionamento.
Artigo122º
Conselhos de docentes da educação pré-escolar
1. O Conselho de Docentes da Educação Pré-Escolar é uma estrutura de orientação educativa que colabora com o
CP e com o Diretor, responsável pela coordenação das atividades a desenvolver pelos Educadores de Infância,
no domínio científico-pedagógico, e com os alunos, no acompanhamento do processo de educação e da
interação da escola com a família, na perspetiva da promoção da qualidade educativa.
2. O Conselho de Docentes da Educação Pré-Escolar é constituído pela totalidade dos Educadores de Infância, em
exercício efetivo de funções no Agrupamento, funcionando em plenário.
3. No Conselho de Docentes da Educação Pré-Escolar, intervêm ainda, sem direito a voto, os serviços com
competência em matéria de apoio educativo e outros serviços ou entidades cuja contribuição o CP considere
pertinente.
Artigo 123º
Competência do conselho de docentes da educação pré-escolar
São competências do Conselho de Docentes da Educação Pré-Escolar, para além das restantes previstas na lei, a
avaliação das aprendizagens das crianças de cada Turma/Grupo.
Artigo 124º
Funcionamento do conselho de docentes da educação pré-escolar
1. As deliberações do Conselho de Docentes da Educação Pré-Escolar devem resultar do consenso dos
professores que o integram, admitindo-se o recurso ao sistema de votação, quando se verificar a impossibilidade
de obtenção desse consenso.
2. No caso de recurso à votação, todos os membros do Conselho de Docentes da Educação Pré-Escolar devem
votar nominalmente, não havendo lugar a abstenção, sendo registado em ata o resultado da votação.
3. A deliberação só pode ser tomada por maioria, tendo o Coordenador do Conselho de Docentes da Educação Pré-
Escolar voto de qualidade em caso de empate.
4. Na ata da reunião de Conselho de Docentes da Educação Pré-Escolar, devem ficar registadas todas as
deliberações e a respetiva fundamentação.
5. O Coordenador do Conselho de Docentes da Educação Pré-Escolar será designado pelo Diretor, de entre todos
os Educadores de Infância em exercício no Agrupamento.
6. A articulação entre a Educação Pré-Escolar e o 1º CEB, e sua operacionalização, a ter lugar no final do 3º
período é estabelecida nos regimentos dos respetivos DC.
7. O regimento do Conselho de Docentes da Educação Pré-Escolar estabelece, na primeira reunião, as
competências e outras especificidades relativas ao funcionamento do mesmo.
Artigo 125º
Equipa de avaliação interna
A Equipa de Avaliação Interna (EAI) é uma estrutura de supervisão pedagógica e organizacional, destinada a
implementar um sistema de avaliação do Agrupamento, que assente numa reflexão sobre as práticas desenvolvidas
e numa interpretação integrada e contextualizada dos resultados obtidos, e que faculte informação de suporte aos
diferentes órgãos e estruturas.
Artigo 126º
Composição da equipa de avaliação interna
1. A EAI é constituída pelos seguintes elementos:
a) Coordenador dos DT;
b) um representante de cada DC;
c) um representante do Conselho de Diretores dos Cursos Profissionais;
d) um representante dos Serviços Técnico-Pedagógicos;
e) dois representantes do Pessoal Não Docente;
f) dois representantes dos alunos do Ensino Secundário;
g) dois representantes dos Pais e EE.
2. A EAI pode ainda integrar membros externos cuja presença na equipa se considere ser relevante para a
prossecução da sua missão.
3. A integração de membros externos é sugerida no quadro da equipa já constituída, devendo colher a aprovação da
maioria dos seus membros.
4. Os membros que integram a EAI são indicados pelos seus pares.
5. No caso dos Pais e EE, caberá aos Representantes dos Pais e EE do CG designar os seus representantes na
EAI, após auscultação das Associações de Pais e EE e dos Representantes dos Pais e EE dos Estabelecimentos
de Ensino Sem Associação de Pais e EE.
6. No caso dos alunos do Ensino Secundário, caberá aos Representantes dos Alunos do CG designar o seu
representante na EAI, após auscultação da Assembleia de Delegados de Turma.
7. No caso do Pessoal Não Docente, caberá aos seus Representantes no CG designar os seus membros na EAI,
após auscultação da Assembleia de Pessoal Não Docente.
8. É designado pelo Diretor, de entre os elementos que constituem a EAI, um Coordenador por um período
equivalente ao do mandato do Diretor.
9 Ao Coordenador da EAI, bem como aos seus membros docentes, devem ser atribuídos, no mínimo, dois tempos
da componente não letiva ou na componente letiva, mediante as possibilidades da escola.
Artigo 127º
Objetivos da equipa de avaliação interna
1. Proceder a uma sistemática avaliação das práticas, recorrendo a metodologias participativas, no sentido de
garantir a identificação dos problemas e investir na sua resolução.
2. Garantir que os principais dispositivos de avaliação do Agrupamento decorrem da construção de referenciais que
assegurem o devido enquadramento/contextualização das análises e dos resultados.
3. Promover o progresso das aprendizagens e dos resultados dos alunos, identificando pontos fortes e áreas
prioritárias para a melhoria do trabalho na escola.
4. Promover a responsabilização a todos os níveis, validando as práticas de autoavaliação na escola.
5. Fomentar a participação na escola da comunidade educativa e da sociedade local, oferecendo um melhor
conhecimento público da qualidade do trabalho da escola.
Artigo 128º
Competências da equipa de avaliação interna
1. Elaborar o seu regimento interno, nos primeiros 30 dias do mandato, definindo as regras de organização interna e
de funcionamento.
2. Definir e implementar o sistema de avaliação do Agrupamento.
3. Definir metodologias e procedimentos, bem como elaborar os instrumentos necessários para a prossecução dos
seus objetivos.
4. Elaborar os relatórios periódicos de avaliação interna do Agrupamento, em função do determinado no PE.
5. Submeter os respetivos relatórios à apreciação dos órgãos de gestão da escola e das estruturas de orientação
educativa e supervisão pedagógica.
Artigo 129º
Funcionamento da equipa de avaliação interna
A EAI reúne em conformidade com o estipulado no seu regimento interno.
Artigo 130º
O Conselho de Diretores dos Cursos Profissionais é uma estrutura de coordenação educativa e supervisão
pedagógica que colabora com os órgãos de gestão da escola e com as restantes estruturas no sentido de garantir a
articulação curricular, o acompanhamento e a avaliação de cada curso profissional.
Artigo 131º
Composição
1. Integram o Conselho de Diretores dos Cursos Profissionais todos os Diretores dos Cursos Profissionais
nomeados.
2. Este Conselho é presidido por um Coordenador, eleito entre os seus pares, na primeira reunião de cada ano
letivo e que os representa no CP.
Artigo 132º
Competências
Ao Conselho de Diretores dos Cursos Profissionais compete:
a) elaborar o seu regimento interno, nos primeiros 30 dias do mandato, definindo as regras de orientação
interna e de funcionamento;
b) garantir a articulação curricular no quadro dos cursos existentes na escola;
c) emitir pareceres e orientações no que respeita à operacionalização da articulação curricular dos cursos em
causa;
d) apresentar ao Diretor, até ao dia 15 de julho de cada ano, o relatório crítico anual do trabalho desenvolvido.
Artigo 133º
Funcionamento
Os Conselhos de Diretores dos Cursos Profissionais reúnem uma vez por período, e extraordinariamente, quando
convocados pelo Diretor, por sua iniciativa, a requerimento de um terço dos seus membros em efetividade de
funções.
Artigo 134º
Diretor de curso profissional
1. O Diretor nomeia, anualmente, um Diretor de Curso por Curso Profissional.
2. Ao Diretor de Curso deve ser atribuído, no mínimo, dois tempos da componente letiva ou não letiva.
Artigo 135º
Competências do diretor de curso profissional
1. O Diretor de Curso Profissional coordena as atividades dos cursos/turma em conformidade com o estipulado na
lei e no presente regulamento, devendo ter, no mínimo, uma redução de dois tempos na componente não letiva
ou letiva.
2. São também atribuições do Diretor de Curso Profissional:
a) assegurar a articulação curricular entre as diferentes disciplinas e áreas não disciplinares do curso;
b) participar, quando necessário, em reuniões de CT de articulação curricular ou outras, no âmbito das suas
funções. Nas reuniões de avaliação, o Diretor de Curso Profissional, nessa função, não tem direito a voto;
c) propor ao Diretor o orçamento para a implementação dos projetos dos alunos;
d) coordenar o acompanhamento e a avaliação interna do curso;
e) emitir parecer relativamente à manutenção ou criação dos novos cursos;
f) manter atualizado o dossiê de curso;
g) convocar as reuniões de curso/turma.
Artigo 136º
Definição e âmbito
O CDT é uma estrutura de orientação educativa que acompanha o desenvolvimento dos projetos de turma, na
perspetiva da articulação com as restantes turmas do mesmo ano/ciclo, tendo em vista o perfil de competências
essenciais a adquirir pelos alunos de cada ano/ciclo.
Artigo 137º
Composição
A coordenação é realizada pelos CDT nos 2º e 3º CEB e Ensino Secundário constituídos, respetivamente, por:
a) Diretores de Turma do 2º CEB;
b) Diretores de Turma do 3º CEB;
c) Diretores de Turma dos cursos científico-humanísticos do Ensino Secundário;
d) Diretores de Turma dos cursos profissionais do Ensino Secundário.
Artigo 138º
Competências
As atribuições dos CDT são as seguintes:
a) elaborar o respetivo regimento interno, nos primeiros trinta dias de mandato;
Artigo 139º
Funcionamento
Os CDT reúnem uma vez por período, e extraordinariamente, quando convocados pelo Diretor, por sua iniciativa, ou
a requerimento de um terço dos seus membros em efetividade de funções.
Artigo 140º
Coordenadores de diretores de turma/professores titulares de turma/educadores de infância
1. Na Educação Pré-Escolar e no 1º CEB cabe aos Coordenadores de DC assegurar a coordenação dos
Educadores de Infância/PTT.
2. No sentido de assegurar a coordenação dos CDT, são designados pelo Diretor, de entre os que exercem as
funções de DT, quatro Coordenadores (devendo ter, no mínimo, uma redução de dois tempos na componente
não letiva ou letiva):
a) Diretores de Turma do 2º CEB;
b) Diretores de Turma do 3º CEB;
c) Diretores de Turma dos cursos científico-humanísticos do Ensino Secundário;
d) Diretores de Turma dos cursos profissionais do Ensino Secundário.
Artigo 141º
Competências dos coordenadores dos diretores de turma
As competências dos Coordenadores dos DT são as seguintes:
a) articular com os DT todas as atividades a desenvolver;
Artigo 142º
Diretor de turma/professores titulares de turma/educadores de infância
1. A organização, o acompanhamento e a avaliação das atividades a desenvolver na sala com as crianças, ou na
turma, com os alunos são da responsabilidade:
a) dos respetivos Educadores de Infância, na Educação Pré-Escolar;
b) dos PTT, no 1.º CEB;
c) do CT, nos 2º e 3º CEB e do Ensino Secundário.
2. O DT ou, tratando-se de alunos do 1.º CEB, o PTT, enquanto Coordenador do plano de turma, é particularmente
responsável pela adoção de medidas tendentes à melhoria das condições de aprendizagem e à promoção de um
bom ambiente educativo, competindo-lhe articular a intervenção dos professores da turma e dos Pais e EE e
colaborar com estes no sentido de prevenir e resolver problemas comportamentais ou de aprendizagem.
3. Os DT são designados anualmente pelo Diretor, de acordo com o estipulado na lei.
4. Nenhum professor poderá ter mais do que uma direção de turma, salvo tratando-se de uma turma de reduzido
número de alunos ou quando circunstâncias excecionais, devidamente fundamentadas, o justificarem.
5. Não deve ser designado DT o docente que não lecione a maioria dos alunos da turma ou sobre o qual existe
conhecimento objetivo de conflitos com os alunos.
Artigo 143º
Competências dos diretores de turma/professores titulares de turma/educadores de infância
1. Compete aos Educadores de Infância planificar as atividades tendo em conta o nível de desenvolvimento das
crianças e promover as melhores condições de aprendizagem em articulação com a família.
2. A coordenação das atividades do CT é realizada pelo DT/PTT.
Artigo 144º
Organização das atividades de turma
Em cada escola, a organização, o acompanhamento e a avaliação das atividades a desenvolver com os alunos e a
articulação entre a escola e as famílias é assegurada:
a) pelos Educadores de Infância, na Educação Pré-Escolar;
b) pelos PTT das turmas, no 1º CEB;
c) pelo CT, nos 2º e 3º CEB e no Ensino Secundário.
Artigo 145º
Conselho de turma
O CT é uma estrutura de coordenação educativa e supervisão pedagógica responsável pela organização, o
acompanhamento e a avaliação das atividades letivas da turma.
Artigo 146º
Composição do conselho de turma
1. O CT, no 1º CEB, é constituído pelo PTT, professor dos apoios educativos e pelo professor de Educação
Especial, caso exista.
2. Os CT dos 2º e 3º CEB e do Ensino Secundário são constituídos pelos professores da turma, por dois
representantes dos Pais e EE, por um representante dos alunos (o Delegado ou Subdelegado de turma) e pelo
professor de Educação Especial, caso exista.
3. Os dois representantes dos Pais e EE dos alunos da turma são eleitos na primeira reunião do DT com os Pais e
EE.
4. Nas reuniões do CT, os representantes dos Pais e EE e o representante dos alunos estarão presentes até ao
momento em que se dê inicio a assuntos relacionados com o processo de avaliação interna ou externa dos
alunos.
5. Nos cursos profissionais do Ensino Secundário:
a) o CT é constituído pelos professores das disciplinas, onde se inclui o DT, e pelo Diretor de Curso e
Assessor do Curso;
b) as reuniões do CT de avaliação são presididas pelo DT, em articulação com o Diretor de Curso;
c) o CT poderá reunir extraordinariamente, sempre que necessário, sob proposta do Diretor de Curso e/ou
DT;
d) o CT de avaliação ocorrerá, pelo menos, três vezes ao longo do ano letivo.
Artigo 147º
Competências do conselho de turma
1. As competências do CT são as seguintes:
a) analisar os problemas de integração dos alunos na turma e na comunidade escolar e o relacionamento
entre professores e alunos da turma;
b) elaborar o Plano de Turma, o qual deve integrar estratégias de diferenciação pedagógica e de adequação
curricular para o contexto da turma, destinadas a promover a melhoria das condições de aprendizagem e a
articulação escola/família;
c) planificar o desenvolvimento das atividades a realizar com os alunos em contexto de sala de aula;
d) identificar diferentes ritmos de aprendizagem e necessidades educativas especiais dos alunos,
promovendo a articulação com os respetivos serviços especializados de apoio educativo, em ordem à sua
superação;
e) assegurar a adequação do currículo às características específicas dos alunos, estabelecendo prioridades,
níveis de aprofundamento e sequências adequadas;
f) adotar estratégias de diferenciação pedagógica que favoreçam as aprendizagens dos alunos;
g) articular as atividades da turma com as orientações do Diretor e as diretrizes propostas pelos diferentes DC
e/ou áreas disciplinares e suas secções, designadamente no que se refere ao planeamento e coordenação
de atividades inter e transdisciplinares e à coordenação entre os ciclos;
h) preparar informação adequada, a disponibilizar aos Pais e EE, relativa ao processo de aprendizagem e
avaliação dos alunos;
i) promover a melhoria das condições de aprendizagem e a articulação escola-família-comunidade;
j) colaborar em ações que favoreçam a inter-relação da escola com a comunidade;
k) dar parecer sobre todas as questões de natureza pedagógica e disciplinar que à turma digam respeito;
l) aprovar as propostas de avaliação dos alunos apresentadas por cada professor da turma nas reuniões de
avaliação, a realizar no final de cada período letivo e de acordo com os critérios estabelecidos e aprovados
pelo CP;
m) dar cumprimento às decisões do CP que lhe digam diretamente respeito;
n) decidir a aprovação, transição e a retenção dos alunos no final de cada ciclo ou em cada ano de
escolaridade, segundo os critérios aprovados.
2. Nos cursos profissionais, compete ao DT, nos termos da legislação aplicável, em articulação com o CP e demais
estruturas de coordenação e supervisão pedagógica e, sempre que necessário, com o órgão competente de
direção ou gestão da escola, a programação, coordenação e execução, designadamente, das seguintes
atividades:
a) fornecer aos alunos e, quando for o caso, aos seus Pais e EE, pelo menos três vezes em cada ano letivo,
informação global sobre o percurso formativo do aluno;
b) proceder a uma avaliação qualitativa do perfil de progressão de cada aluno e da turma, através da
elaboração de um relatório descritivo sucinto que contenha, nomeadamente, referência explícita a
parâmetros como a capacidade de aquisição e de aplicação de conhecimentos, de iniciativa, de autonomia,
de criatividade, de comunicação, de trabalho em equipa e de cooperação, de articulação com o meio
envolvente e de concretização de projetos;
c) elaborar uma síntese das principais dificuldades evidenciadas por cada aluno, com indicações relativas a
atividades de recuperação e/ou enriquecimento a anexar ao relatório descritivo a que se refere a alínea
anterior;
d) identificar o perfil de evolução dos alunos, fundamentado na avaliação de cada módulo e na progressão
registada em cada disciplina, a anexar ao relatório descritivo a que se refere a alínea b).
Artigo 148º
Funcionamento do conselho de turma
1. O CT reúne:
a) ordinariamente, no início de cada ano letivo e no fim de cada período letivo nos CEB e nos cursos
científico-humanísticos do Ensino Secundário, e mensalmente nos cursos profissionais do Ensino
Secundário;
b) extraordinariamente, sempre que um motivo de natureza pedagógica ou disciplinar o justifique, a pedido do
DT ou de um terço dos professores da turma.
2. É obrigatória a presença de todos os elementos que constituem o CT.
3. A ausência a uma reunião de avaliação é considerada falta a um dia.
4. As faltas às reuniões de avaliação do CT apenas podem ser justificadas por casamento, maternidade, nascimento
e falecimento de familiar, doença, doença prolongada, acidente em serviço, isolamento profilático e por
cumprimento de obrigações legais.
5. Sempre que a ausência de um membro do CT for ocasional, a reunião é adiada por 24 ou 48 horas de forma a
assegurar a presença de todos os elementos.
6. No caso de a ausência ser presumivelmente longa, o CT reúne com os restantes membros, devendo o respetivo
DT ter na sua posse todos os elementos referentes à avaliação de cada aluno das turmas a cargo do professor
ausente.
7. Se a ausência prevista for do DT, cabe ao órgão de gestão indicar qual o professor que assumirá as funções de
presidente do CT.
8. De todas as reuniões de CT são lavradas atas que descrevem pormenorizadamente o desenrolar das mesmas e
registam análises feitas e as deliberações tomadas.
9. Devem constar também nas atas das reuniões de CT:
a) informações sobre os alunos fornecidas pelo DT;
Artigo 149º
Definição e âmbito
Os Serviços Técnico-Pedagógicos são estruturas de apoio educativo, definidos e organizados de acordo com as
necessidades, conjuntura e dinâmica do Agrupamento. Destinam-se a promover a existência de condições que
assegurem a plena inclusão escolar dos alunos, devendo conjugar a sua atividade com a das Estruturas de
Orientação Educativa e com os Serviços de Ação Social Escolar.
Artigo 150º
Composição
1. Os Serviços Técnico-Pedagógicos integram:
a) a Equipa Multidisciplinar de Apoio ao Aluno;
b) a Equipa Multidisciplinar de Enriquecimento Curricular;
c) a Equipa de Projetos de Inovação e Desenvolvimento Educativo;
d) a Equipa das BE.
2. Os Coordenadores das equipas que integram os Serviços Técnico-Pedagógicos, são designados pelo Diretor,
ouvidas as respetivas estruturas.
3. Os Coordenadores das equipas Multidisciplinar de Apoio ao Aluno e das BE representarão os Serviços Técnico-
Pedagógicos no CP.
Artigo 151º
Composição
1. A Equipa Multidisciplinar de Apoio ao Aluno integra as seguintes valências:
a) Serviços de Psicologia e Orientação;
b) Núcleo de Educação Especial;
c) Serviços de Enfermagem e Apoio Médico;
d) Gabinete de Apoio ao Aluno e à Família;
e) Serviços de Apoio Educativo.
2. Compete a cada uma das valências da equipa multidisciplinar, elaborar o seu regimento interno, definindo as
regras de orientação interna e de funcionamento, nos termos fixados pela lei e neste regulamento, e apresentar
ao Diretor, até 30 de junho, um relatório de reflexão crítica, anual, das atividades desenvolvidas.
Artigo 152º
Serviços de psicologia e orientação
1. Os Serviços de Psicologia e Orientação (SPO) são unidades especializadas de apoio educativo, integradas na
rede escolar, que desenvolvem a sua ação no Agrupamento. Desenvolvem a sua ação nos domínios do apoio
psicopedagógico e do apoio ao desenvolvimento do sistema de relações da comunidade educativa, de orientação
escolar e profissional. Estes serviços atuam em estreita articulação com os outros serviços de apoio ao aluno.
2. A equipa técnica destes serviços pode ser constituída por:
a) Psicólogo(s);
b) Conselheiro(s) de Orientação Vocacional e Profissional;
c) Técnico(s) de Ação Social;
d) Docentes com formação e experiência adequadas ao desenvolvimento das atividades específicas deste
serviço, designados pelo Diretor ou pela Administração Educativa, em conformidade com o determinado na
lei.
Artigo 153º
Educação especial
A Educação Especial tem por objetivos a inclusão educativa e social, o acesso e o sucesso educativo, a autonomia,
a estabilidade emocional, bem como a promoção da igualdade de oportunidades, a preparação para o
prosseguimento de estudos ou para uma adequada preparação para a vida escolar ou profissional. Tem ainda como
princípios orientadores, os princípios da justiça e da solidariedade social, da igualdade de oportunidade acesso e
sucesso educativo, da participação dos Pais e da confidencialidade da informação. O Agrupamento deve incluir no
Artigo 154º
Núcleo de educação especial
1. O Núcleo de Educação Especial (NEE) pode solicitar a intervenção de outros técnicos sempre que achar
pertinente.
2. Compete ao NEE:
a) analisar e decidir sobre os processos de referenciação dos alunos;
b) colaborar em conjunto com o SPO na elaboração do relatório técnico pedagógico, tendo a Classificação
Internacional de Funcionalidade de Crianças e Jovens (CIF-CJ), como referencial;
c) assegurar a participação ativa dos Pais ou EE, bem como a sua anuência;
d) colaborar na elaboração do processo de avaliação especializada;
e) elaborar o PEI com todos os intervenientes no processo educativo. Na Educação Pré-Escolar e no 1º CEB
conjuntamente com o Educador de Infância/PTT e os Pais ou EE e, sempre que se considere necessário,
com outros serviços. Nos 2º e 3º CEB e no Ensino Secundário o PEI é elaborado pelo DT, pelo docente de
Educação Especial e pelos Pais ou EE. O Coordenador do PEI é o Educador de Infância, o PTT ou o DT;
f) elaborar anualmente em conjunto com os intervenientes no processo educativo o respetivo relatório
circunstanciado.
Artigo 155º
Serviços de enfermagem e apoio médico
Os Serviços de Enfermagem e Apoio Médico serão constituídos em conformidade com as orientações emanadas da
Administração Educativa e/ou a partir do estabelecimento de protocolos que a escola poderá celebrar no quadro da
sua autonomia.
Artigo 156º
Gabinete de apoio ao aluno e à família
O Gabinete de Apoio ao Aluno e à Família é constituído em conformidade com as orientações da legislação em
vigor e/ou a partir do estabelecimento de protocolos que o Agrupamento poderá celebrar no quadro da sua
autonomia.
Artigo 157º
Serviços de apoio educativo
1. Os Serviços de Apoio Educativo desenvolvem a sua ação em articulação com as restantes estruturas de
orientação educativa e supervisão pedagógica.
2. Anualmente, o CP, mediante proposta das diferentes estruturas de orientação educativa, emite orientações para a
organização e desenvolvimento das atividades de apoio educativo.
3. Enquadram-se neste contexto os seguintes Apoios Educativos:
a) Diferenciação Pedagógica na Sala de Aula;
b) Apoio ao Estudo (2º CEB);
c) Apoio Pedagógico Diferenciado/Acrescido;
d) Apoio Pedagógico Especializado;
e) Apoio Tutorial Específico;
f) Mediação Social;
g) Ocupação dos Alunos decorrente da ausência temporária do docente.
4. Na Diferenciação Pedagógica na Sala de Aula, o docente ou formador deve garantir o respeito pelos diferentes
ritmos e níveis de aprendizagem, desenvolvendo as atividades necessárias para colmatar as dificuldades
identificadas ou os progressos alcançados. As tarefas em causa podem prever a colaboração dos EE, quando se
aplica, ou trabalho individual ou em grupo a realizar pelos alunos fora da sala de aula.
5. O Apoio ao Estudo (AE) é de frequência obrigatória para os alunos do 2º CEB indicados pelo CT, desde que
obtido o acordo dos EE (Decreto-Lei n.º 139/2012, de 5 de julho).
5.1 Os EE também poderão propor os seus educandos para o AE.
5.2 O AE visa prestar aos alunos visa garantir a aquisição, consolidação e desenvolvimento da aprendizagem
consagrada no currículo do ensino básico (Despacho n.º 13-A/2012, de 5 de junho).
5.3 A frequência ou a cessação da frequência dos alunos de AE devem ser definidas, em CT, em função das
necessidades do aluno.
5.4 Os CT deverão propor preferencialmente alunos que:
a) apresentam dificuldades de aprendizagem que comprometam o sucesso escolar;
b) sejam provenientes de países com diferente língua materna;
c) têm reduzido número de aulas frequentadas (por motivo de faltas devidamente justificadas);
d) tenham capacidades excecionais de aprendizagem.
5.5 Após a indicação fundamentada por parte do CT dos alunos que deverão frequentar o AE, o DT deve obter o
acordo dos respetivos EE, seguindo-se o registo na plataforma informática em uso para que o professor que se
encontre em AE possa monitorizar a assiduidade;
5.6 As faltas ao AE devem ser justificadas de acordo com o constituído para as faltas às atividades letivas;
5.7 A autorização de frequência do AE deve referir claramente as sessões (A2 e/ou A3), cumprindo integralmente
a carga horária semanal.
5.8 No final de cada período e no fim da frequência do AE deve ser realizada uma avaliação descritiva do
aproveitamento de cada aluno, a entregar ao DT para que possa ser analisado na reunião de CT no final de
período.
5.9 Os Pais ou EE dos alunos menores de idade são responsáveis, conjuntamente com alunos, pelo cumprimento
dos deveres de assiduidade, pontualidade. O dever de assiduidade e pontualidade implica a presença e a
pontualidade, bem como, uma atitude de empenho intelectual e comportamental adequada.
6. O Apoio Pedagógico Diferenciado/Acrescido (APA) constitui um recurso adicional de formação que cada
estabelecimento do Agrupamento disponibiliza ao aluno, sob proposta do CT, do aluno ou do seu EE. Estas
atividades encontram-se previstas, em cada ano letivo, no horário de cada grupo e/ou turma e têm por finalidade:
a) desenvolver a autonomia dos alunos ao nível da organização das atividades escolares e da identificação
das suas dificuldades;
b) estimular o gosto pelo estudo e pela aprendizagem;
c) contribuir para a aquisição de técnicas de estudo;
d) garantir o acompanhamento personalizado das tarefas de aprendizagem.
6.1 Após a indicação por parte do CT dos alunos que deverão frequentar o APA, o DT deve comunicar aos
respetivos EE as disciplinas em que os seus educandos têm apoio, os dias, os horários e os locais dessas
aulas e os professores que as lecionam e solicitar a sua autorização para que o aluno as frequente.
6.2 Obtida a autorização, o DT deverá proceder ao registo na plataforma informática em uso para que o professor
que se encontre em APA possa monitorizar a assiduidade;
6.3 A frequência da APA é de carácter obrigatório;
6.4 As faltas ao APA devem ser justificadas de acordo com o constituído para as faltas às atividades letivas;
6.5 No final de cada período e no fim da frequência do APA deve ser realizada uma avaliação descritiva do
aproveitamento de cada aluno, bem como o parecer sobre a conveniência, ou não, da continuidade do apoio, a
entregar ao DT para que possa ser analisado na reunião de CT no final de período.
6.6 Os Pais ou EE dos alunos são responsáveis, conjuntamente com alunos, pelo cumprimento dos deveres de
assiduidade, pontualidade. O dever de assiduidade e pontualidade implica a presença e a pontualidade, bem
como, uma atitude de empenho intelectual e comportamental adequada.
6.7 Os alunos que frequentam o APA serão excluídos:
a) decorridas 3 faltas injustificadas.
b) na sequência de decisão disciplinar ocorrida no APA.
7. As Atividades de Apoio Pedagógico Especializado são desenvolvidas por docentes com funções atribuídas nesta
área, nos termos da lei. Estes docentes desenvolvem o apoio educativo em colaboração com os EE, DT e outros
técnicos envolvidos no PEI e devem acompanhar o aluno ao longo de um ciclo de escolaridade. Estas atividades
devem, nos casos em que se aplique, decorrer em salas especializadas com os equipamentos indispensáveis.
8. O Apoio Tutorial Específico é desenvolvido por professores designados pelo Diretor, sob proposta do CT ou do
PTT, devendo atender-se à disponibilidade, às características, ao perfil e à manifestação de preferências do
aluno e professor envolvidos. Os tutores são responsáveis pelo acompanhamento, de forma individualizada, do
processo educativo de alunos em risco de insucesso educativo, de forma temporária ou contínua. Além das
competências previstas na lei, compete ainda ao professor tutor:
a) promover a articulação das atividades escolares dos alunos com outras atividades formativas;
b) elaborar um relatório sobre o trabalho realizado com o aluno, no final do ano letivo.
8.1 Os DT/PTT dos alunos envolvidos em tutorias devem pedir autorização aos respetivos EE, indicando o dia e a
hora dessa tutoria, bem como o nome do docente tutor.
9. O Mediador Social é um elemento da comunidade educativa pertencente a um grupo social específico que é
convidado pelo Diretor, sob proposta da mesma. Ao Mediador compete facilitar a comunicação entre a escola e
esse grupo social, promovendo a colaboração no sentido de assegurar o sucesso educativo.
10. As atividades de Ocupação dos Alunos decorrentes da ausência temporária de um docente, estão contempladas
no PAA e decorrem nos espaços organizados para o efeito, nos diferentes estabelecimentos do Agrupamento.
Estas atividades podem ser de natureza lúdica, desportiva, cultural ou científica. Os alunos são encaminhados
para uma dessas atividades, durante o referido período, segundo um plano previamente definido com o seu DT,
respeitando os regulamentos próprios de frequência e/ou utilização dos espaços disponibilizados para esse
efeito.
Artigo 158º
Composição
1. A Equipa Multidisciplinar de Atividades de Enriquecimento Curricular desenvolve todas as atividades/projetos de
natureza eminentemente lúdica, cultural e formativa que a escola oferece, favorecendo a inserção dos alunos na
comunidade.
2. As atividades/projetos são organizadas anualmente, podem ter caráter regular ou pontual, são facultativas e
desenrolam-se para além dos tempos letivos dos alunos, constando do PAA.
3. Os professores responsáveis por cada atividade/projeto são nomeados pelo Diretor, sob proposta dos seus pares
e devem apresentar, até 30 de junho, um relatório anual de reflexão crítica das atividades desenvolvidas.
4. Compete aos responsáveis por cada atividade/projeto elaborar definir as regras de funcionamento, critérios de
seleção e respetiva divulgação aos alunos, sempre que necessário, nos termos fixados pela lei.
5. Aos docentes dinamizadores destas atividades/projetos deve ser atribuído, no mínimo, dois tempos da sua
componente não letiva de estabelecimento, de acordo com as caraterísticas e dimensão daqueles, e com a
legislação em vigor.
Artigo 159º
Clube do desporto escolar
1. O Clube do Desporto Escolar é composto por:
a) Diretor do Clube;
b) Coordenador Técnico do Clube que é designado pelo Diretor, mediante parecer do GD de Educação
Física;
c) Responsável(eis) do Grupo – equipa que é designado pelo Diretor, mediante parecer do GD de Educação
Física;
d) Representante(s) da(s) Associação(ões) de Pais e EE;
e) Representante(s) da(s) Junta de Freguesia.
2. Os membros previstos nas alíneas d) e) têm por função representar as respetivas estruturas em todas as
deliberações tomadas, facilitar e reforçar a comunicação entre as mesmas e o clube do Desporto Escolar e
colaborar, no âmbito das suas competências e recursos, no desenvolvimento e execução do projeto.
3. Compete ao Diretor ouvidos o Clube do Desporto Escolar e o GD de Educação Física elaborar e fazer aprovar
anualmente no CP o Projeto de Desporto Escolar do Agrupamento, cuja redação deverá considerar:
a) os vetores estratégicos e objetivos definidos no Programa Nacional do Desporto Escolar;
b) as condições referentes a espaços e equipamentos que o Agrupamento dispõe;
c) a articulação do projeto com o currículo da disciplina de Educação Física e identidade desportiva do
Agrupamento, nomeadamente a vertical;
d) as oportunidades de cooperação com as federações nacionais e com as associações e clubes regionais ou
locais.
4. Compete à Direção do Agrupamento dirigir, apoiar e avaliar o desenvolvimento do projeto do clube,
nomeadamente:
a) estabelecer horários de treino do grupo-equipa que garantam espaços e equipamentos adequados e
suficientes para a respetiva modalidade desportiva e o recrutamento de alunos atletas, de acordo com o
escalão e género, assim como a continuação do grupo do ano letivo anterior;
b) estabelecer horários semanais nas instalações desportivas dos vários estabelecimentos de ensino,
destinados à atividade interna e à competição dos grupos – equipa;
c) enquadrar as atividades internas com as necessidades e motivações da comunidade escolar, em
articulação com outras atividades previstas no PAA;
d) afetar às instalações desportivas e os Assistentes Operacionais necessários para o cumprimento em
segurança de todas as atividades previstas no projeto do clube, segundo indicação do Coordenador
Técnico;
e) garantir a manutenção e segurança dos equipamentos desportivos utilizados.
5. O Clube do Desporto Escolar reúne no início e no final do ano letivo, para planear e avaliar a sua atividade, e
extraordinariamente sempre que solicitado por um dos seus membros no âmbito das suas funções.
Artigo 160º
Atividades de enriquecimento curricular do 1º CEB
1. As normas de funcionamento das Atividades de Enriquecimento Curricular (AECs) do 1º CEB constam da Portaria
n.º 644-A/2015, de 24 de agosto de 2015.
2. No caso das AECs do 1º CEB, após a inscrição, a frequência é de caráter obrigatório, estando os alunos inscritos
sujeitos à marcação de faltas.
3. A coordenação e supervisão do funcionamento das AECs é da responsabilidade do PTT de cada turma, no
âmbito da sua componente não letiva.
4. As AECs são desenvolvidas, em regra, após o período curricular da tarde, sendo da responsabilidade do CG, sob
proposta do CP, decidir quanto à possibilidade de existirem exceções.
Artigo 161º
Clubes/projetos de inovação e desenvolvimento educativo
1. Os Clubes/Projetos de Inovação e Desenvolvimento educativo podem ser propostos por professores, alunos, Pais
e EE, ou pelo Diretor, de acordo com o PE, podendo integrar outros membros da comunidade (investigadores,
especialistas, autarquia, etc).
2. A criação de clubes e o desenvolvimento de projetos devem basear-se nos seguintes princípios:
a) apoiar as atividades curriculares, privilegiando as vertentes prática e lúdica do processo ensino-
aprendizagem , tendo em vista a articulação entre as diversas áreas disciplinares;
b) potenciar o desenvolvimento das capacidades de inovação e autonomia dos alunos;
c) promover a integração e socialização dos alunos;
d) desenvolver competências científicas, culturais, artísticas e tecnológicas da comunidade escolar;
e) difundir a imagem do Agrupamento na comunidade.
3. Cada clube/projeto é coordenado por um professor responsável pela apresentação de uma proposta de
clube/projeto ao CP, órgão responsável pela sua aprovação, e pela elaboração de um relatório anual de avaliação
do clube/projeto, a submeter a CG.
4. Cada clube/projeto deverá elaborar o seu respetivo regimento.
Artigo 162º
Grupo de clubes/projetos de inovação e desenvolvimento educativo
1. O Grupo de Clubes/Projetos de Inovação e Desenvolvimento Educativo é o órgão responsável pela apresentação
e acompanhamento de candidaturas a diferentes iniciativas e programas, mediante parecer favorável do Diretor,
dos DC ou do CP.
2. Este grupo é composto por docentes nomeados pelo Diretor, aos quais deve ser atribuído, no mínimo, dois
tempos da sua componente não letiva de estabelecimento.
3. Compete ao grupo, nos termos deste regulamento, desenvolver os seguintes procedimentos:
a) apresentar candidaturas nos termos anteriormente definidos;
b) sensibilizar e dinamizar a comunidade escolar para a participação e desenvolvimento de clubes/projetos
que se enquadrem no âmbito anteriormente definido;
c) coordenar, desenvolver e acompanhar a execução dos clubes/projetos.
Artigo 163º
Definição e âmbito
1. As Bibliotecas Escolares (BE) são unidades de apoio que organizam, processam, divulgam e disponibilizam
documentação e informação de natureza pedagógico-didática em vários tipos de suporte e promovem atividades
culturais diversificadas e motivadoras de aprendizagens não formais.
2. As BE promovem junto dos alunos o hábito e o prazer da leitura, da aprendizagem e da investigação.
3. As BE integram o Programa da Rede Nacional de Bibliotecas Escolares do Ministério da Educação.
4. As BE desenvolvem a sua ação conforme o estabelecido no PE e as orientações definidas pelos órgãos de
gestão do Agrupamento.
Artigo 164º
Funcionamento
1. A organização e a gestão das BE do conjunto das escolas do Agrupamento são da competência do respetivo
professor bibliotecário com formação nos domínios pedagógico, de gestão da informação e das ciências
documentais.
2. O apoio ao funcionamento das BE deverá ser garantido por uma equipa de docentes e Assistentes Operacionais
designados pelo Diretor, tendo em conta as aptidões para esse efeito.
3. O funcionamento de cada uma das BE pauta-se por princípios de gestão e organização comuns.
4. O horário de funcionamento das BE deve estar afixado em local visível, sendo tanto quanto possível coincidente
com o horário de desenvolvimento das atividades letivas.
5. As demais regras de funcionamento são definidas no regimento das BE.
Artigo165º
Equipa das bibliotecas escolares
1. As BE do Agrupamento são geridas por uma equipa constituída por professores bibliotecários e um conjunto de
outros docentes.
2. O número de professores bibliotecários para o Agrupamento é definido de acordo com a legislação em vigor,
devendo cumprir os requisitos que a lei em vigor estabelece para o exercício das funções inerentes ao cargo.
3. Além dos professores bibliotecários, a equipa das BE é constituída por outros docentes designados pelo Diretor,
ouvindo os professores bibliotecários, a quem são atribuídas as horas da componente não letiva para apoiar no
conjunto de atividades a desenvolver e devem, de preferência, reunir os seguintes requisitos:
a) experiência na equipa de trabalho das respetivas BE;
b) espírito crítico, iniciativa e criatividade no desenvolvimento da ação educativa, entendida esta na sua
vertente mais lata;
c) domínio do sistema de gestão integrada de BE;
d) competências nos domínios da investigação, da gestão da informação, das ciências documentais e das
tecnologias da informação e comunicação.
4. Integram ainda a equipa das BE um ou mais Assistentes Operacionais, de acordo com as necessidades da
estrutura, designados pelo Diretor, ouvindo os professores bibliotecários e reunindo, preferencialmente, os
seguintes requisitos:
a) Competências sociais e de relacionamento garantindo o correto atendimento dos utentes das BE;
b) Iniciativa e autonomia, conducentes a um elevado desempenho da estrutura em que exerce funções;
c) Experiência no exercício dessas funções;
d) Domínio do sistema de gestão integrada de BE.
5. A equipa das BE reúne ordinariamente uma vez por período e extraordinariamente sempre que tal se justifique.
6. As reuniões da equipa das BE são presididas pelo respetivo Coordenador.
7. As competências dos membros da equipa da BE são definidas no regimento da BE.
Artigo 166º
Coordenação
A coordenação de todas as BE do Agrupamento é assegurada por um Coordenador, designado pelo Diretor de
entre os professores bibliotecários. O Coordenador deve, preferencialmente, ter formação nas áreas do tratamento
Artigo 167º
Competências do coordenador das bibliotecas escolares
Ao Coordenador das BE compete:
a) colaborar na gestão, planeamento e organização das BE, no que respeita ao domínio da informação e
também nos aspetos pedagógicos, administrativos e de pessoal;
b) representar a BE no CP;
c) colaborar com o Diretor na definição da equipa da BE;
d) propor a política documental de aquisições das BE;
d) articular a sua atividade com os órgãos de gestão do Agrupamento;
e) coordenar a elaboração do PAA das BE;
f) criar condições que possibilitem a articulação entre as BE do Agrupamento;
g) convocar e presidir às reuniões da equipa.
Artigo 168º
Definição e âmbito
1. As atividades de animação e apoio à família no âmbito da Educação Pré-Escolar são atividades que são
desenvolvidas no período de tempo que segue ou antecede o período diário de atividades educativas e/ou
durante os períodos de interrupção destas atividades.
2. As atividades de animação e apoio à família desenvolvem-se nos estabelecimentos de Educação Pré-Escolar
quando se conclui da sua real necessidade e quando existem as condições indispensáveis à sua implementação.
3. As atividades de animação e apoio à família são implementadas de acordo com o estipulado na Portaria n.º 644-
A/2015, de 24 de agosto de 2015.
4. As atividades de animação e apoio à família compreendem o serviço de refeição e/ou atividades de animação
socioeducativa.
5. A componente de apoio à família no 1º CEB destina-se a assegurar o acompanhamento dos alunos antes e/ou
depois das atividades curriculares e de atividades de enriquecimento curricular, e/ou durante os períodos de
interrupções letivas.
6. A componente de apoio à família compreende o serviço de refeição e/ou atividades de animação socioeducativa.
7. A componente de apoio à família no 1.º CEB é implementada por entidades, como Associações de Pais EE,
Autarquias ou instituições particulares de solidariedade social que promovam este tipo de resposta social,
mediante protocolo com o Agrupamento.
Artigo 169º
Organização e funcionamento
1. O regime de funcionamento das atividades de animação e apoio à família e da componente de apoio à família é
da responsabilidade conjunta do AESAS e das entidades promotoras.
2. As atividades de animação e de apoio à família no âmbito da Educação Pré-Escolar e a componente de apoio à
família no 1.º CEB devem ser objeto de planificação pelos órgãos competentes do AESAS, tendo em conta as
necessidades dos alunos e das famílias, em articulação com as entidades promotoras.
3. A criação e manutenção das condições físicas e humanas para a implementação e funcionamento da
componente social de apoio à família são da responsabilidade das entidades promotoras, em articulação com o
AESAS.
4. A planificação, a supervisão e o acompanhamento das atividades de animação e de apoio à família e da
componente de apoio à família devem envolver obrigatoriamente os Educadores de Infância, os PTT e os
Coordenadores de Estabelecimento de Educação e Ensino.
5. As crianças são acompanhadas por animadores.
6. A seleção dos animadores deverá responder a critérios que salvaguardem o bem-estar das crianças e a
qualidade dos serviços prestados.
7. Sem prejuízo no disposto no número anterior, e na defesa da qualidade dos serviços prestados e do bem-estar
das crianças, as atividades de animação e apoio à família e a componente de apoio à família deverão
desenvolver-se em espaços diferenciados daqueles onde decorre a componente letiva.
8. O serviço de refeição deve ser prestado no refeitório.
9. Na ausência de instalações que estejam exclusivamente destinadas às atividades de animação e apoio à família
e à componente de apoio à família, o Diretor deve disponibilizar para este efeito espaços escolares (salas de
aulas, centros de recursos, BE, salas TIC ou outros).
10. Nas situações referidas no ponto anterior, devem ser salvaguardados todos os requisitos constantes deste
regulamento e na lei relativamente à qualidade dos serviços prestados, nomeadamente no que se refere à
higiene e segurança das crianças.
CAPÍTULO IV – FUNCIONAMENTO
Artigo 170º
Regime e horário
1. O regime e horário de funcionamento de cada Estabelecimento de Educação e Ensino do Agrupamento são
definidos pelo Diretor de acordo com a legislação em vigor, após auscultação do CP.
2. O regime e horário de funcionamento de cada Estabelecimento de Educação e Ensino do Agrupamento devem
ser publicitados na página do AESAS e em cada um dos estabelecimentos.
3. Nos 2º e 3º CEB e no Ensino Secundário, os tempos letivos organizam-se por períodos de 45 minutos.
4. O limite de tolerância da entrada na sala de aula de cada estabelecimento é de 10 minutos para os primeiros
tempos da manhã e da tarde e de 5 minutos para os restantes tempos.
Artigo 171º
Constituição de turmas
1. A constituição de turmas deve obedecer aos critérios gerais estabelecidos pela lei em vigor e pelos critérios
específicos definidos pelo CP, competindo ao Diretor assegurar o seu cumprimento. A constituição de turmas em
cada estabelecimento deve ser efetuada por uma equipa nomeada pelo Diretor, nos casos em que tal se
justifique.
Artigo 172º
Horário dos alunos
1. Os horários dos alunos devem ter uma distribuição equilibrada ao longo da semana e ocupar preferencialmente o
turno da manhã.
2. É recomendável que o horário de cada turma não ultrapasse o equivalente a 4 blocos de 90 minutos no mesmo
dia e se atenda à natureza dominante do tipo de atividade em que os alunos estarão envolvidos durante o dia.
3. Nos dias em que os horários dos alunos contemplem os dois turnos, as disciplinas da componente teórica ou com
exame nacional devem ser distribuídas, preferencialmente, no turno da manhã.
Artigo 173º
Distribuição do serviço docente
A distribuição do serviço docente deve, de acordo com a legislação em vigor, obedecer aos critérios específicos
aprovados pelo CP, competindo ao Diretor assegurar o seu cumprimento.
Artigo 174º
Definição
1. Visitas de estudo são todas as atividades com objetivos e conteúdos curriculares disciplinares e não disciplinares,
que permitem fazer a ligação da escola à vida real e à comunidade e têm como finalidade a consolidação de
aprendizagens, o desenvolvimento de técnicas de trabalho, a motivação para o estudo e a investigação.
Artigo 175º
Condições
1. As visitas de estudo destinam-se aos alunos e ocorrem fora do espaço escolar, estando previstas no PAA.
2. As visitas de estudo devem ser aprovadas em Conselho de Docentes da Educação Pré-Escolar, em Conselho de
Docentes do 1º CEB, em DC, em CT e em CP.
3. As visitas de estudo são equiparadas a atividades letivas, realizando-se dentro do horário escolar dos alunos,
exceto quando tal não é possível, por motivos exteriores ao Agrupamento.
4. As visitas de estudo devem ser preferencialmente interdisciplinares, pelo que devem ser preferencialmente
agendadas para os dias em que a turma tem aulas das disciplinas intervenientes.
5. Deve ser assegurada a participação do maior número de alunos de cada turma/disciplina, ficando igualmente
assegurada a ocupação dos alunos não participantes, conforme o respetivo horário escolar da turma, em
atividades que, preferencialmente, cumpram a mesma finalidade.
6. Compete ao CT definir, sob proposta dos professores organizadores da visita de estudo, a natureza das
atividades a realizar pelos alunos não participantes, cabendo ao CP a sua aprovação.
7. A não participação de um aluno numa visita de estudo financiada deverá ser fundamentada por escrito pelo EE ou
pelo aluno quando maior de idade, para apreciação do respetivo DT.
8. O número de visitas de estudo por ano deve ser equilibrado, procurando minimizar os impactos nas atividades
letivas correntes.
9. Na seleção dos professores acompanhantes, dever-se-á, sempre que possível, minimizar a perda de aulas de
outras turmas não participantes na visita de estudo.
10. As visitas de estudo/atividades devem, sempre que possível, ser realizadas no decurso do primeiro e do
segundo período, respeitando, ainda, os momentos de avaliação.
11. As visitas de estudo que careçam de autorização superior externa ao agrupamento, devem ser requeridas com a
antecedência mínima de 30 dias.
12. Os alunos da Educação Pré-Escolar, e dos 1º e 2º CEB serão acompanhados durante a visita, numa relação de
1 adulto por 10 alunos; os do 3º CEB e do Ensino Secundário ou profissional, serão acompanhados na visita,
numa relação de 1 adulto para 15 alunos. O número de adultos acompanhantes, em qualquer caso, nunca poderá
ser inferior a 2.
13. As visitas de estudo devem cumprir as normas de segurança previstas na lei.
14. Os alunos e os EE dos alunos menores, os docentes e não docentes acompanhantes das visitas de estudo
devem ser informados da data da sua realização com a antecedência mínima de 15 dias.
15. Nenhum aluno poderá participar numa visita de estudo se não tiver a autorização, por escrito, do respetivo EE.
16. As visitas de estudo legalmente aprovadas são abrangidas pelo Seguro Escolar, em território nacional, e pelo
Seguro de Grupo, em território estrangeiro.
17. Os possíveis danos causados pelos alunos no decurso da visita de estudo, que não se enquadrem no respetivo
do Seguro Escolar ou de Grupo, serão da responsabilidade do aluno, caso maior de idade, ou do respetivo EE.
18. As viagens de finalistas, ou outras, organizadas exclusivamente pela Associação de Estudantes, não são
consideradas visitas de estudo, não sendo, portanto, da responsabilidade do AESAS.
Artigo 176º
Planeamento
1. A planificação da visita de estudo deverá ser feita em impresso/formulário digital próprio, onde devem constar os
objetivos, as disciplinas e turmas envolvidas; os locais a visitar (roteiro); a calendarização; o horário (hora e local
de partida e previsível hora e local de chegada), os professores responsáveis e o orçamento provável, bem como
o plano de atividades para os alunos não participantes.
2. O referido documento é apresentado ao CP pelos professores responsáveis através do respetivo Coordenador de
DC, com a antecedência mínima de 45 dias.
Artigo 177º
Procedimentos
1. Cabe aos professores responsáveis pela organização da visita de estudo:
a) estabelecer os contactos com os locais a visitar e solicitar orçamentos (transporte, alojamento, entradas ou
outros);
b) enviar aos EE uma circular informativa sobre a visita de estudo, os seus objetivos, os locais a visitar, as
disciplinas envolvidas, a data, o preço, a data de aprovação em CG ou CP e o respetivo termo de
responsabilidade/autorização;
d) elaborar e entregar à Direção e ao DT, com a devida antecedência, a lista dos professores acompanhantes
e a lista dos alunos participantes, de acordo com os termos de autorização assinados pelos EE;
e) providenciar um roteiro, que funcione como um documento orientador da visita, que contenha dados e
informações sobre a mesma, e onde, eventualmente, se reservem espaços para os alunos registarem as
suas observações e impressões pessoais;
Artigo 178º
Financiamento
1. As visitas de estudo são financiadas pelos EE, pelo Agrupamento ou por outras entidades.
2. Na organização e definição de cada visita de estudo, deve-se, para que a mesma seja tendencialmente global
para os alunos alvo:
a) procurar que o custo seja o mais baixo possível para a finalidade pedagógica pretendida;
b) informar os alunos do custo da mesma o mais atempadamente possível, num prazo nunca inferior a 25
dias;
c) dar lugar, sempre que pertinente e possível, a um plano de entrega fracionada das comparticipações dos
alunos, com definição prévia do valor e prazo de cada uma;
d) auxiliar, ponderadamente e dentro das possibilidades financeiras do Agrupamento, os alunos, que
comprovadamente não consigam integrar a visita por motivos económicos. Este encargo estará
dependente não só da existência e gestão racional de verbas, mas também das orientações que a tutela vá
emanando sobre a gestão das mesmas.
3. Os alunos ou os EE deverão entregar, se for o caso, a quantia estipulada para a visita nos seguintes termos:
a) no Cartão do Aluno, por débito na conta a ele associada;
b) na inexistência de cartão, ao professor Coordenador de Estabelecimento de Educação e Ensino, com a
antecedência mínima de 15 dias, que a entregará aos Serviços Administrativos.
4. A desistência da participação na visita de estudo deve ser comunicada por escrito pelo aluno ou EE do aluno
menor, ao professor organizador da visita através do Educador de Infância, PTT ou DT, com a antecedência
mínima de 15 dias. Se possível, haverá lugar à devolução da quantia, ou de parte da quantia entregue, quando
não se tenha já concretizado o encargo previsto e/ou não haja aumento de custos para os restantes participantes.
As desistências posteriores a este prazo, exceto por motivos comprovadamente de força maior, implicam a não
devolução da quantia já entregue à escola para custeio da visita.
Artigo 179º
Registos e faltas
1. A participação dos alunos na visita de estudo não é considerada falta, relativamente às disciplinas ou áreas
envolvidas, considerando-se dadas as aulas previstas para o período ocupado pela visita, respeitando-se as
exceções previstas na lei relativamente à formação qualificante.
2. Aos alunos que não participam na visita de estudo, frequentam as aulas ou outras atividades planificadas no seu
horário escolar, ficando sujeitos ao regime de assiduidade normal.
3. Aos alunos que não compareçam na hora de saída da visita de estudo será marcada falta às disciplinas ou outras
atividades coincidentes com o horário previsto para a visita de estudo.
4. Aos docentes e não docentes acompanhantes, deverá ser concedido o tempo necessário, previsto por lei, para
retomarem o seu serviço, após a chegada da visita de estudo, se for o caso.
5. Os docentes que efetuam o acompanhamento dos alunos num período não coincidente com o seu horário de
trabalho, deverão ser compensados no tempo de serviço previsto para a sua componente não letiva de
estabelecimento, num período acordado com o Diretor do Agrupamento.
Artigo 180º
Avaliação
1. A execução e preparação de cada visita de estudo deverão ser alvo de avaliação, identificando as dimensões
positivas e negativas, com vista à melhoria de ocorrências similares futuras.
2. Deve ser sempre feita a avaliação da participação e desempenho dos alunos, nos domínios cognitivo e
comportamental, incluindo a interação grupal.
Artigo 181º
Definição e composição
1. O Serviço de Apoio aos Procedimentos Disciplinares (SAPD) é responsável pela realização da instrução dos
procedimentos disciplinares.
2. O SAPD é composto por docentes nomeados pelo Diretor, aos quais deve ser atribuído, no mínimo, dois tempos
da sua componente não letiva de estabelecimento.
Artigo 182º
Definição e âmbito
1. Os Serviços Técnicos podem compreender as áreas de administração económica e financeira, gestão de
edifícios, instalações e equipamentos, serviços culturais ou artísticos e apoio jurídico.
2. De acordo com as necessidades do Agrupamento e com a legislação em vigor sobre o referido no número
anterior, o Diretor pode estabelecer as parcerias, contratualizações ou aquisição de serviços que assegurem o
planeamento, a gestão e o acompanhamento das diferentes ações ou projetos desenvolvidos pelo Agrupamento.
Artigo 183º
Definição e âmbito
1. Os Serviços de Administração Escolar compreendem as áreas de expediente, alunos, pessoal, ASE, tesouraria e
contabilidade.
2. A utilização destes serviços obedece a regulamentação própria, afixada no local, a qual deverá ser respeitada.
3. O funcionamento dos Serviços de Administração Escolar observa as disposições constantes na legislação em
vigor, as determinações tutelares, os preceitos do presente RI e as instruções provenientes do Diretor.
4. Estes serviços são dirigidos e coordenados pelo Coordenador Técnico dos Serviços de Administração Escolar.
5. Compete ao Coordenador Técnico dos Serviços de Administração Escolar elaborar um regimento próprio que
define o funcionamento de cada uma das áreas dos Serviços de Administração Escolar.
Artigo 184º
Definição e âmbito
1. Os serviços técnicos de apoio à ação educativa são constituídos pelas cantinas, reprografias, papelarias e bares.
2. O funcionamento serviços técnicos de apoio à ação educativa observa as disposições constantes na legislação
em vigor, as determinações tutelares, os recursos humanos e materiais existentes e as instruções provenientes
do Diretor.
3. A utilização destes serviços obedece a regulamentação própria, afixada no local, a qual deverá ser respeitada.
4. Os serviços técnicos de apoio à ação educativa devem ter um regimento interno definido com o Diretor que se
encontra divulgado na página do Agrupamento.
Artigo 185º
Definição e âmbito
Consideram-se instalações todos os espaços físicos dos estabelecimentos do Agrupamento e dividem-se em salas
de convívio, sala de trabalho, salas de aula e instalações específicas.
Artigo 186º
Salas de convívio
1. As salas de convívio dos docentes, não docentes e alunos destinam-se ao descanso, ao convívio e ao lazer dos
respetivos utentes, nos períodos em que não estão a exercer a sua atividade, pelo que não é permitido o acesso
a membros externos da comunidade educativa exceto quando devidamente autorizados.
2. As salas de convívio integram os equipamentos necessários à função para a qual foram constituídas.
Artigo 187º
Salas de trabalho
1. As salas de trabalho são espaços destinados a atividades de preparação do serviço docente ou reuniões,
podendo servir para outras atividades educativas, mediante autorização do Diretor.
2. A forma de utilização da sala será da responsabilidade dos seus utentes.
3. Sempre que algum docente necessite de material específico para a realização de alguma da atividade, deverá
requisitá-lo nos termos previstos de cada estabelecimento do Agrupamento.
Artigo 188º
Salas de Aula
1. As salas de aula são espaços destinados a atividades letivas, podendo servir para outras atividades educativas,
mediante autorização do Diretor.
2. A forma de utilização da sala, durante a aula, é da responsabilidade do professor.
3. Os alunos só entrarão nas salas de aula com autorização e sob responsabilidade dos respetivos professores.
4. Sempre que algum professor necessite de material específico de determinada disciplina/sala, deverá requisitá-lo
nos termos previstos de cada estabelecimento do Agrupamento.
Artigo 189º
Instalações específicas
1. Consideram-se instalações específicas os locais afetos à lecionação de disciplinas ou ao desenvolvimento de
AECs que exigem recursos educativos específicos (gimnodesportivos, salas de ginástica, laboratórios, oficinas,
auditórios, jardins classificados, estufas, hortas e outros que passem a estar previstos no PAA).
2. As instalações específicas de cada estabelecimento do Agrupamento têm sempre um Diretor de Instalações.
3. Os Diretores de Instalações são professores afetos às atividades curriculares ou atividades de enriquecimento
curricular que exigem espaços específicos e são nomeados pelo Diretor, consultados os respetivos DC ou GD,
sendo o seu mandato de um ano.
4. Aos Diretores de Instalações deve ser atribuído no mínimo dois tempos da componente não letiva de
estabelecimento.
5. Ao Diretor de Instalações compete:
a) elaborar o regimento interno das instalações que lhe forem atribuídas, que deverá ser apresentado ao CP,
após consulta do respetivo GD;
b) inventariar o material existente, logo após a sua tomada de posse;
c) planificar com os membros do GD o modo de utilização das instalações, aquisição de novo material e
equipamento;
d) gerir o material existente de modo a garantir a sua correta distribuição;
e) fazer o controlo e coordenação dos recursos materiais nas instalações específicas que lhe estão afetas;
f) elaborar as propostas de aquisição, manutenção ou reparação de equipamentos e apresentá-las ao
Diretor;
g) zelar pelas boas condições de funcionamento do equipamento existente.
6. A utilização das instalações específicas para fins diferentes daqueles a que se destinam deverá ser solicitada ao
Diretor que apreciará o pedido e deferirá em conformidade, informando o Diretor de Instalações da decisão.
Artigo 190º
Utilização das instalações
1. A utilização correta das diferentes instalações e respetivo material, nas horas escolares, é da responsabilidade
do pessoal docente, do pessoal não docente, dos alunos e do Diretor.
2. A utilização das instalações e respetivo material, nas horas extraescolares, necessita de autorização prévia do
Diretor e é da responsabilidade dos organismos que nelas promovam atividades.
3. São consideradas instalações de livre acesso a todos os alunos, pessoal docente, pessoal não docente e
eventualmente outros utentes desde que devidamente autorizados, os bares, as cantinas, as salas para
ocupação de tempos livres, a BE, as salas de estudo, as papelarias, as reprografias, os Serviços de
Administração Escolar e as instalações sanitárias.
Artigo 191º
Circulação geral
1. Têm livre acesso aos estabelecimentos de educação e ensino do Agrupamento, durante o seu período de
funcionamento, todo o pessoal docente e não docente que neles prestam serviço, bem como as crianças e alunos
que os frequentam, exceto se, relativamente aos discentes, tiver sido aplicada medida disciplinar de suspensão
de escola.
2. Têm acesso condicionado a todos os estabelecimentos de educação e ensino do Agrupamento os Pais e EE dos
alunos que os frequentam ou qualquer outro membro da comunidade, desde que previamente identificados.
3. No acesso aos estabelecimentos de educação e ensino, pode ser exigida, pelo funcionário de serviço à portaria, a
exibição de um documento identificativo:
a) considera-se documento identificativo do discente o Cartão de Aluno, que deve ser mantido em perfeito
estado de conservação pelo seu titular;
b) considera-se documento identificativo do pessoal docente e não docente os respetivos cartões magnéticos
da escola, o Cartão de Funcionário Público ou qualquer outro documento onde conste fotografia atualizada,
nomeadamente o BI/Cartão de Cidadão, Passaporte ou a Carta de Condução;
c) considera-se documento identificativo de qualquer pessoa que solicite o acesso aos referidos
estabelecimentos, um documento oficial onde conste fotografia atualizada, nomeadamente o BI/Cartão de
Cidadão, o Passaporte ou a Carta de Condução.
4. Salvo disposições em contrário, emanadas do Diretor, a não exibição de um documento identificativo constitui
motivo suficiente para o impedimento do acesso.
5. O acesso aos estabelecimentos de educação e ensino do Agrupamento é feito pela entrada principal, salvo
disposição em contrário, emanada do Diretor.
6. Os restantes pontos de acesso só podem ser utilizados por pessoas autorizadas.
7. A aplicar especificamente nos jardins-de-infância e nas escolas do 1.º CEB:
a) a porta principal de acesso a cada estabelecimento deve permanecer fechada;
b) a porta principal de acesso só deve estar aberta o tempo estritamente necessário para as entradas e
saídas dos alunos.
8. As crianças da Educação Pré-Escolar e os alunos do 1.º ano do 1.º CEB podem ser acompanhados pelos
respetivos Pais e EE até à porta da sala de aula, apenas durante a primeira semana de atividades. Os alunos dos
restantes anos de escolaridade apenas poderão ser acompanhados até à entrada principal.
9. A circulação e a utilização de todos os espaços escolares devem fazer-se de modo a que as aulas não sejam
prejudicadas durante o seu decurso.
10. Compete aos serviços de portaria, para além das matérias anteriormente previstas:
a) proceder à identificação de todas as pessoas que pretendam entrar nas instalações da escola;
b) vigiar as imediações das portarias, detetar a presença de indivíduos suspeitos e comunicar o facto ao
Diretor ou, na ausência deste, a um elemento da Direção ou a quem o represente.
c) controlar a saída e entrada dos alunos, de acordo com os procedimentos específicos do respetivo
estabelecimento, definidos pela direção do Agrupamento;
d) impedir a aglomeração de alunos junto dos portões ou zonas de acesso;
e) permitir a entrada a veículos, em situação de emergência ou para serviço de cargas e descargas e pelo
período de tempo indispensável para as efetuar, acautelando sempre a boa circulação dos veículos.
11. Compete aos serviços de receção dos estabelecimentos de educação e ensino:
a) receber os visitantes e prestar-lhes os esclarecimentos necessários, encaminhando-os para os serviços
respetivos;
12. Os estabelecimentos do Agrupamento reservam-se o direito de solicitar a intervenção das autoridades policiais,
nomeadamente a brigada que atua no âmbito da "Escola Segura", nos casos em que seja desrespeitado o
disposto nos números anteriores e sempre que no interior ou no espaço circundante do recinto escolar se
desenvolvam atividades que perturbem o normal ambiente e funcionamento das atividades escolares.
Artigo 192º
Saída dos alunos dos estabelecimentos de educação e ensino
1. Os alunos do 1.º CEB só podem sair da escola sozinhos mediante autorização escrita do EE.
2. As crianças da Educação Pré-Escolar e do 1.º CEB só saem do estabelecimento com as pessoas autorizadas
pelo EE através de documento próprio ou caderneta do aluno.
3. Os alunos do 2.º e 3.º CEB só podem sair à hora do almoço, mediante autorização por escrito, dada pelo EE,
registada no sistema informático do cartão eletrónico.
4. Aos alunos do Ensino Secundário é permitida a saída da escola nos intervalos e à hora de almoço, mediante a
apresentação de cartão eletrónico.
5. Os alunos dos 2.º e 3.º CEB devem permanecer na escola durante o seu horário letivo e respetivos intervalos. A
saída pontual da escola só pode ocorrer se solicitada, por escrito, pelo EE e devidamente autorizada pelo Diretor
ou por quem o substitua.
Artigo 193º
Circulação de informação
1. As convocatórias, ordens de serviço e outras informações destinadas aos docentes e não docentes são enviadas
por correio eletrónico institucional do Agrupamento ou afixadas nas respetivas salas de convívio/trabalho, em
local designado para o efeito para os respetivos destinatários com o mínimo de 48 horas de antecedência.
2. Existem ainda, na sala de professores, painéis destinados aos diferentes órgãos de gestão da escola e às
diversas estruturas de orientação educativa, bem como à divulgação de informação relativa ao trabalho, formação
e lazer dos professores, desde que autorizada pelo Diretor, nos termos da lei.
3. Os avisos referentes aos alunos são afixados nos átrios da escola, em local apropriado, e/ou divulgados na
página eletrónica, podendo ainda ser transmitidos na sala de aula pelos respetivos professores.
4. A afixação de cartazes, anúncios e outras mensagens só é permitida em locais definidos e exige a autorização do
Diretor.
5. A comunicação da informação entre a escola e a família será implementada através de reuniões com os EE,
atendimentos regulares com os Educadores de Infância e PTT ou com o DT/Diretor de Grupo de Formação,
através da caderneta do aluno ou documentos próprios e ainda através da página eletrónica do Agrupamento.
6. A recolha de imagens de alunos durante as atividades letivas e não letivas carece de autorização dos alunos ou
dos EE, quando sejam menores, exceto para efeitos de investigação da qual não resulte a divulgação das
mesmas.
7. A realização de qualquer sondagem, inquérito ou comunicado só pode ser efetuada mediante autorização do
Diretor que, para o efeito e consoante as circunstâncias, pode colher o parecer dos diferentes órgãos do
Agrupamento.
8. Nos termos da alínea c) do n.º 2 do artigo 2º do Decreto Regulamentar n.º 66/2007, de 29 de maio, na redação
dada pelo Decreto Regulamentar n.º 21/2008, de 2 de dezembro, caso o aluno tenha necessidade imprescindível
de tomar medicamentos durante o horário de frequência no estabelecimento de educação e ensino, os Pais/EE
deverão comunicar ao Educador de Infância, ao PTT ou ao DT, por escrito (através da caderneta do aluno ou de
declaração assinada pelos Pais/EE), a dosagem e o horário de administração dos mesmos, bem como qualquer
outra informação que entendam pertinente.
9. Dever-se-á, igualmente, solicitar aos Pais/EE autorização para a administração de medicamentos em situações
agudas que possam ocorrer em contexto escolar, designadamente febre.
10. A autorização, referida no número anterior, deverá ser registada em modelo próprio, de preferência, no início do
ano letivo, nela devendo constar, para além do objetivo, contexto e tipo de medicamento a utilizar:
a) o nome do aluno;
b) contacto(s) dos Pais/EE;
c) reações alérgicas - contraindicações conhecidas a medicamentos.
d) assinatura dos Pais/EE.
Artigo 194º
Atividades comerciais
1. Não é permitida a publicitação, exposição ou venda de bens ou serviços de natureza comercial no interior dos
estabelecimentos de educação e ensino do Agrupamento, durante o período em que decorrem as atividades
letivas, desde que não se enquadrem nas funções, projetos ou ações que esta desenvolve ou dirige.
2. As iniciativas dos alunos que tenham em vista a angariação de fundos com fins pedagógicos carecem de
autorização do CP, sendo integradas no PAA.
3. Qualquer situação de exceção será analisada pelos órgãos de gestão.
SECÇÃO VI – SEGURANÇA
Artigo 195º
Normas gerais
1. Em matéria de segurança, a comunidade escolar deve conhecer e cumprir com o estabelecido no Plano de
Prevenção e Emergência de cada estabelecimento de educação e ensino do Agrupamento. Cada plano deverá
ser implementado e divulgado de acordo com a lei em vigor.
2. Em matéria de segurança, higiene e segurança alimentar, a Direção deve providenciar a certificação dos diversos
espaços e equipamentos, de acordo com a lei em vigor.
3. Compete aos serviços de guarda e guarda-noturno:
a) exercer vigilância dos estabelecimentos de ensino;
b) chamar as autoridades, quando necessário;
c) comunicar ao seu superior hierárquico as situações anómalas.
4. Compete a todos os membros da comunidade, em matéria de segurança, comunicar às autoridades do
Agrupamento, guarda, porteiro, pessoal não docente, docentes ou membros da direção do Agrupamento,
qualquer situação considerada anómala.
Artigo 196º
Regimentos
1. Os órgãos de administração e gestão, estruturas de orientação educativa e os SEAE devem elaborar e aprovar
os seus próprios regimentos, definindo as respetivas regras de organização e funcionamento;
2. Os regimentos mencionados no ponto anterior deverão ser aprovados pelo Diretor, ouvido o CP.
Artigo 197º
Omissões
Em todos os casos omissos neste RI, os órgãos de direção, administração e gestão da escola procederão de acordo
com as suas competências e sem prejuízo da legislação em vigor.
Artigo 198º
Entrada em vigor
O presente RI entrará em vigor após aprovação pelo CG.
Artigo 199º
Divulgação do regulamento interno
1. O presente RI deve estar permanentemente disponível para consulta de todos os membros da comunidade
escolar, nas BE e na página eletrónica do AESAS.
2. Os Órgãos de Administração e Gestão do Agrupamento deverão implementar mecanismos de divulgação do RI a
toda a comunidade educativa.
Artigo 200º
Revisão do regulamento interno
1. O presente RI é passível de reformulação ordinária quatro anos após a sua aprovação e extraordinária, a todo o
tempo, por deliberação do CG, aprovada por maioria absoluta dos membros em efetividade de funções.
2. O processo de revisão do RI partirá do Diretor que, ouvido o CP, elaborará a respetiva proposta de alteração que
submeterá à apreciação ao CG.
Em 26 de julho de 2016