Era das Revoluções
Linhas de desenvolvimento
• Desenvolvimento das Linhas de Comunicação
• Crescimento económico
• Avanço do Estado Nação e Império
• Emergência da Sociedade Civil
Crise Global, Revoluções Atlânticas, Revoluções
Burguesas?
• Movimento religioso Abd al-Wahhab (1703- 1792)
• Revoltas Sikhs no Norte da Índia (1710-1800)
• Revoltas camponesas no actual Vietname (1771-1785)
• Revoltas camponesas na Rússia (1773-4)
• Guerra da Independência Estados Unidos (1776-1783)
• Emancipação Católica Irlanda (1774-1793)
• Revolução Brabantina Bélgica (1787-1790)
• Patriottentijd Holanda (1780-1787)
• Revolução Francesa (1789-1804)
• Revolução Haitiana (1791-1804)
Shaheed Baba Banda Singh Bahadur executado em Delhi
Distrito de Ludhiana, Índia
Origens da 1ª crise global
Declínio regimes Safávida, Mugal e Otomano
• Crise militar/fiscal (Nova tecnologia militar)
• Resistência comunidades à tributação
• Intensificação expansão e competição europeia
Crise de Legitimidade Antigo Regime Europa
• Tecnologia militar mais dispendiosa – pressão fiscal
• Crise financeira = legitimidade
• Crescimento e distribuição da riqueza desigual
Diferentes “Culturas de oposição”
Trumbull, John, Declaration of Independence, 1819
• Livros, panfletos e rumores em frança; Budismo milenar na United States Capitol
China; Parlamento e imprensa Inglaterra; Reformas religiosas e
educativas no Japão
Origens da Revolução Francesa
• Desenvolvimento económico incremental no século XVIII
• Guerras Sucessão Austríaca (1740-1748) e Sete Anos (1756-
1763) e independência Americana (1776-1783) = perda de
colónias + corrida armamentos
• Crise financeira = pressão fiscal – assembleia de notáveis
(1787) e Estados Gerais (1789)
• Reformas absolutista enfrenta resistência aristocrática
• Iluminismo e Maçonaria – ideologia, organização e
propaganda
• Sátira popular
• Estados gerais coincidem com crise económica e social
Les Deux font la paire : [estampe] / [non identifié] 1791 BNF
“A” Revolução
• Revolução Francesa - doutrinas da políticas liberal e
radical democrática e nacionalismo - ideologia do
mundo moderno.
• Revolução social de massas no país mais populoso da
Europa, exceto a Rússia.
• Revolução ecuménica, as suas ideias difundiram-se por
todo o mundo.
• Revolução progressista ao contrário de outras revoltas
mais conservadoras
Lallemand Jean-Baptiste, Prise de la Bastille et Arrestation du Gouverneur M. De
Launaye, Le 14 Juillet 1789.
Musée de la Révolution française (Vizille)
Revolução Francesa (1789-1792)
• Estados Gerais – Assembleia Nacional
Constituinte (20 de junho de 1789)
• Declaração dos Direitos do Homem e do
Cidadão
• Queda da Bastilha
• Grande Peur (julho-agosto 1789) =
Liquidação do sistema Feudal (4 de agosto de
1789)
Jacques-Louis David, O juramento do jogo da Péla, 1791
Collections Chateau Versailles
Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão 1789
Art.1.º - Os homens nascem e são livres e iguais em direitos.
Art. 2.º - A finalidade de toda associação política é a preservação dos direitos
naturais e imprescritíveis do homem. Esses direitos são a liberdade, a
prosperidade, a segurança e a resistência à opressão.
Art. 3.º - O princípio de toda a soberania reside, essencialmente, na nação.
Art. 6.º - A lei é a expressão da vontade geral. Todos os cidadãos têm o direito de
concorrer, pessoalmente ou através de mandatários, para a sua formação. Ela
deve ser a mesma para todos, seja para proteger, seja para punir.
Art. 7.º - Ninguém pode ser acusado, preso ou detido senão nos casos
determinados pela lei e de acordo com as formas por esta prescritas.
Art. 10.º - Ninguém pode ser molestado por suas opiniões, incluindo opiniões
religiosas...
Art. 12.º - A garantia dos direitos do homem e do cidadão necessita de uma força
pública; essa força é portanto instituída para benefício de todos, e não para
utilidade particular daqueles a quem é confiada.
Art. 13.º - Para a manutenção da força pública e para as despesas de
administração é indispensável uma contribuição comum que deve ser dividida
entre os cidadãos de acordo com suas possibilidades. Le Barbier, Jean-Jacques-Francois - Déclaration des droits de
l'homme et du citoyen de 1789
Art. 17.º - Como a propriedade é um direito inviolável e sagrado, ninguém dela Musée Carnavalet
pode ser privado, a não ser quando a necessidade pública legalmente
comprovada o exigir e sob condição de uma justa e prévia indemnização.
Olympe de Gouges, Déclaration des droits de la femme et de la citoyenne, 1791
Art. 1 A Mulher nasce livre e permanece igual ao homem em direitos.
Art. 4 A liberdade e a justiça consistem em restituir tudo que pertence a outrem.
Sendo assim, o exercício dos direitos naturais da mulher não tem outros limites
senão a perpétua tirania que o homem lhe impõe; estes limites devem ser
reformados pelas leis da natureza e da razão.
Art.6 A livre comunicação dos pensamentos e das opiniões constitui um dos direitos
mais preciosos da mulher, dado que esta liberdade garante a legitimidade dos pais
em relação aos filhos. Toda cidadã pode, portanto, dizer livremente: “eu sou a mãe
de um filho que lhe pertence”, sem que um preconceito bárbaro a force a esconder a
verdade; sob pena de responder pelo abuso dessa liberdade nos casos estabelecidos
pela lei.
Art. 17 As propriedades pertencem em conjunto ou separadamente a todos os sexos;
para cada um, elas constituem um direito, enquanto a necessidade pública,
legalmente constatada, evidentemente não o exigir, sob a condição de uma justa e
prévia indemnização.
(...)
Kucharsky, Alexander, Olympe de Gouge, [XVIII]
Mulheres! Mulheres, quando deixareis de ser cegas? Quais são as vantagens que
obtivestes na Revolução? Um menosprezo mais marcado, um desdém mais
percetível.
Constituição Francesa de 1791
A Assembleia Nacional, desejando estabelecer a Constituição francesa sobre a
base dos princípios que ela acaba de reconhecer e declarar, abole
irrevogavelmente as instituições que ferem a liberdade e a igualdade dos direitos.
Não existe mais, para qualquer parte da Nação, nem para qualquer indivíduo,
privilégio algum, nem exceção ao direito comum de todos os franceses.
Não há mais corporações profissionais, de artes e ofícios.
A lei não reconhece os votos religiosos, nem qualquer outro compromisso que
seja contrário aos direitos naturais, ou à Constituição.
Constitution de 1791.
Archives Nationales
Os cidadãos têm direito de eleger ou escolher os ministros de seus cultos.
Será criado e organizado um estabelecimento geral de socorros públicos para
criar as crianças expostas, aliviar os pobres enfermos e prover trabalho aos pobres
válidos que não o teriam achado.
Será criada uma instrução pública comum a todos os cidadãos, gratuita ...
Será elaborado um código de leis civis comum a todo o reino.
Constitution de 1791.
Archives Nationales
Secção II. - Assembleias primárias. Nomeação dos eleitores.
Artigo 1.
- Para formar a Assembleia Legislativa Nacional, os cidadãos activos reúnem-se de
dois em dois anos nas Assembleias Primárias nas cidades e nos cantões.
- As Assembleias Primárias serão formadas por direito no segundo domingo de
Março, se não tiverem sido convocadas mais cedo pelos funcionários públicos
determinados por lei.
Artigo 2. - Para ser um cidadão activo, é preciso:
- Nascer ou tornar-se francês ;
- Ter pelo menos vinte e cinco anos de idade;
- Estar domiciliado na cidade ou no cantão durante o tempo determinado pela lei;
- Pagar, em qualquer lugar do Reino, uma contribuição directa pelo menos igual
ao valor de três dias de trabalho, e mostrar prova disso;
- Não estar em estado de domesticidade, ou seja, um empregado por conta de
Constitution de 1791.
outrem; Archives Nationales
- Para ser registado no município da sua residência no rol dos guardas nacionais;
- Ter feito o juramento cívico.
Revolução Francesa (1793-1794)
• República Democrática – Sufrágio Nacional
• Assembleia Nacional => Convenção Nacional e Comité de Segurança
Pública
• Levée en Masse
• Política económica e social (Fábricas públicas, controlo preços, abolição
dívidas senhoriais)
• Distribuição de terras nobiliárquicas
• Vendée
• Execução de Luís XVI
• Abolição da escravatura
• Calendário Republicano
Masquelier, Louis-Joseph, Vue de l'Assemblée législative au Manège le 10 août 1792
Musée Carnavalet, Histoire de Paris
Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão 1793
O povo francês, convencido de que o esquecimento e o desprezo pelos
direitos naturais do homem são as únicas causas dos infortúnios do
mundo, resolveu expor numa declaração solene estes direitos sagrados e
inalienáveis, para que todos os cidadãos, podendo comparar
constantemente os atos do governo com o objetivo de todas as instituições
sociais, nunca se deixem oprimir ou degradar pela tirania; para que o povo
tenha sempre diante dos seus olhos os fundamentos da sua liberdade e
felicidade; o magistrado a regra dos seus deveres; o legislador o objeto da
sua missão. Consequentemente, ele proclama, na presença do Ser
Supremo, a seguinte declaração dos direitos do homem e do cidadão.
Artigo 1. - O objetivo da sociedade é a felicidade comum. O governo é
instituído para garantir ao homem o gozo dos seus direitos naturais e
imprescritíveis.
(...) Acte Constitutionnel du 24 Juin 1793 : [estampe],BNF
Artigo 11. - Qualquer ato praticado contra um homem fora dos casos e
sem as formas determinadas pela lei é arbitrário e tirânico; a pessoa contra
quem se pretende que seja praticado pela violência tem o direito de o
repelir pela força.
Artigo 18º. - Cada homem pode contratar os seus serviços e o seu tempo;
mas não pode vender-se ou ser vendido; a sua pessoa não é uma
propriedade alienável. A lei não reconhece a domesticidade; só pode haver
um compromisso de cuidado e reconhecimento entre o homem que
trabalha e a pessoa que o emprega.
Artigo 21º. - A assistência público é uma dívida sagrada. A sociedade deve
sustentar os cidadãos desafortunados, quer fornecendo-lhes trabalho, quer
garantindo os meios de existência àqueles que não podem trabalhar.
Artigo 32º. - O direito de apresentar petições a agentes da autoridade
pública não pode em caso algum ser proibido, suspenso ou limitado.
Artigo 33. - A resistência à opressão é uma consequência dos outros
direitos humanos.
Artigo 34º. - Há opressão contra o corpo social quando apenas um dos seus
membros é oprimido; há opressão contra cada membro quando o corpo Acte Constitutionnel du 24 Juin 1793 : [estampe],BNF
social é oprimido.
Artigo 35º. - Quando o governo viola os direitos do povo, a insurreição é,
para o povo e para cada parcela do povo, o mais sagrado dos direitos e o
mais indispensável dos deveres.
Acto Constitucional
Sobre a soberania do povo
Artigo 7. - O povo soberano é a universalidade dos cidadãos franceses.
Da Representação Nacional
Artigo 28º. - Todos os cidadãos franceses que exercem os seus direitos de
cidadãos são elegíveis para eleições em toda a República.
Forças da República
Artigo 107º. - A força geral da República é composta por todo o povo.
(…)
Artigo 109º. - Todos os franceses são soldados; todos eles são treinados no
manuseamento de armas.
Garantia de direitos
Acte Constitutionnel du 24 Juin 1793 : [estampe],BNF
Artigo 122º. - A Constituição garante a todos os franceses igualdade, liberdade,
segurança, propriedade, dívida pública, livre exercício do culto, educação
comum, assistência público, liberdade de imprensa indefinida, direito de
petição, direito de formar sociedades populares, e o gozo de todos os direitos
humanos.
Revolução Francesa (1795-1799)
• Diretório
• Sufrágio Censitário
• Conspirações realistas
• Conspiração dos Iguais 1796 (Gracchus Babeuf)
• Ameaça Invasão Externa
• Emergência Napoleão Bonaparte
Conjuration des égaux, Estampe anonyme, BNF
Manifesto dos iguais, 1796
De que mais precisamos além da igualdade de direitos?
A lei agrária, ou a divisão da terra, foi aspiração momentânea de alguns
soldados sem princípios, de algumas populações incitadas pelo seu instinto
mais do que pela razão. Nós temos algo de mais sublime e de mais equitativo:
o bem comum, ou a comunidade de bens! Nós reclamamos, nós queremos
desfrutar coletivamente dos frutos da terra: esses frutos pertencem a todos.
Declaramos que, posteriormente, não poderemos permitir que a imensa
maioria dos homens trabalhe e esteja ao serviço e ao mando de uma pequena
minoria (...). Devemos pôr termo a este grande escândalo, que os nossos netos
não quererão acreditar possa ter existido! Devemos fazer desaparecer,
finalmente, essas odiosas distinções de classes entre ricos e pobres, entre
grandes e pequenos, entre senhores e servos, entre governantes e
governados.
As cartas aristocráticas dos anos 1791 e 1795, em vez de romper as tuas
cadeias, vieram consolidá-las. A de 1793 supôs ser um grande passo no
sentido da igualdade real, mas não conseguiu todavia esse objetivo e não Supplice de douze des prévenus dans l'affaire de Grenelle : fusillés le
apontou diretamente para a igualdade comum, embora consagrasse [Link] jour complementaire de l'an [Link] de la Rép. [Link]. Estampe
anonyme, 1796 BNF
solenemente o grande princípio dessa igualdade.
Povo da França! Abre os olhos e o coração para a plenitude da felicidade;
reconhece e proclama conosco a República dos Iguais. 1796
Constituição Santo Domingo 3 Julho 1801
Artigo 1. Saint-Domingue em toda a sua extensão, e Samana, Tortue, Gonâve, Cayemites,
Ile-à-Vaches, Saône e outras ilhas adjacentes, formam o território de uma única colónia,
que faz parte do Império Francês, mas que está sujeita a leis particulares.
Artigo 3. Não pode haver escravos neste território, a servidão é abolida para sempre. Todos
os homens nascem, vivem e morrem livres e franceses.
Artigo 4º. Todos os homens, qualquer que seja a sua cor, são elegíveis para todos os
empregos.
Artigo 5º. Não há distinção a não ser a das virtudes e talentos, e nenhuma superioridade a
não ser a que a lei dá no exercício de uma função pública.
A lei é a mesma para todos, quer castigue quer proteja.
Toussaint Louverture Chef des Noirs Insurgés de
Saint Domingue,1802
Artigo 6º. A religião católica, apostólica e romana é a única professada publicamente. The John Carter Brown Library
Artigo 10. O divórcio não deve ter lugar na colónia.
Artigo 12. A Constituição garante a liberdade e a segurança individuais. Ninguém pode ser
detido, exceto em virtude de uma ordem formalmente emitida por um funcionário a quem
a lei dá o direito de prisão e detenção num local designado publicamente.
Constituição Santo Domingo 3 Julho 1801
Artigo 13. A propriedade é sagrada e inviolável.
Artigo 14º. Sendo a colónia essencialmente agrícola, não pode sofrer a menor interrupção
no trabalho das suas culturas.
Artigo 15º. Cada habitação é uma fábrica que requer uma reunião de cultivadores e
trabalhadores; é o asilo tranquilo de uma família ativa e constante, da qual o proprietário
do solo ou o seu representante é necessariamente o pai.
Artigo 16º. Cada agricultor e trabalhador é um membro da família e um acionista dos
rendimentos. Qualquer mudança de residência por parte dos cultivadores resultará na
ruína das culturas. A fim de reprimir um vício tão desastroso para a colónia como contrário
à ordem pública, o governador emitirá todos os regulamentos policiais que as Toussaint Louverture Chef des Noirs Insurgés de
circunstâncias Saint Domingue,1802
The John Carter Brown Library
Artigo 17º. A introdução dos cultivadores indispensáveis ao restabelecimento e aumento
das culturas terá lugar em Saint-Domingue; a Constituição encarrega o governador de
tomar as medidas adequadas para encorajar e apoiar este aumento de armas, estipular e
equilibrar os vários interesses, assegurar e garantir a execução dos respectivos
compromissos resultantes desta introdução.
Constituição Santo Domingo 3 Julho 1801
Título XIII. Disposições gerais
Artigo 63. A casa de cada pessoa é um asilo inviolável.
Artigo 64. Para que o ato que ordena a detenção de uma pessoa possa ser executado,
deve: (...)
Artigo 66. Todas as pessoas têm o direito de dirigir petições individuais a qualquer
autoridade constituída, e especialmente ao governador.
Artigo 67. Corporações e associações contrárias à ordem pública não podem ser formadas
na colónia. Nenhuma assembleia de cidadãos se pode autodenominar uma sociedade
popular. Qualquer reunião sediciosa será dissipada imediatamente, primeiro por comando
verbal e, se necessário, pelo uso da força armada.
Artigo 68. Qualquer pessoa tem o direito de formar estabelecimentos especiais de Toussaint Louverture Chef des Noirs Insurgés de
educação e formação para jovens sob a autorização e supervisão das autoridades Saint Domingue,1802
The John Carter Brown Library
municipais.
Artigo 73. Os proprietários ausentes, por qualquer razão, conservam todos os seus
direitos sobre os bens que lhes pertencem e que se encontram na colónia.
Império (1899-1814)
• 18 de Brumário do ano VIII (1799)
• Consulado (Napoleão Bonaparte, Jean-Jacques-
Régis de Cambacérès e Charles-François Lebrun)
• Ditadura Militar
• Banco da França e padrão monetário (franco)
• Concordata de 1801
• Monarquia Plebiscitária
• Exército meritocrático
• Novas Dinastias Bonapartistas
• Mantém Igualdade jurídica, Reforma rural,
Centralismo, Órgãos representativos, Modernização
Administrativo
• Emancipação Judeus (supremacia da nação)
David,Jacques-Louis e Rouget, Geoges, Sacre de l'empereur Napoléon Ier et couronnement de
l'impératrice Joséphine dans la cathédrale Notre-Dame de Paris, le 2 décembre 1804, Louvre
Código Napoleónico de 1804
• Uniformização, racionalização da lei
• Modernização administrativa
• Meritocracia
• Igualdade perante a lei
• Direitos civis
• Reintrodução escravatura
• Separação Estado e Igreja
• Legalização Divórcio
• Leis da família subalternizam mulher
• Liberdade e segurança propriedade
Code civil des français : éd. originale et seule officielle, 1804
BNF
Constituição Haiti 1805
1º. O povo que habita a ilha anteriormente chamada S. Domingos, aceita por
este meio formar-se num estado livre soberano e independente de qualquer
outro poder no universo, sob o nome de império de Haiti.
2º. A escravatura é abolida para sempre.
4º. A lei é a mesma para todos, quer castigue, quer proteja.
6º. A propriedade é sagrada, a sua violação deve ser severamente processada.
14º. Toda a distinção de cor entre os filhos de uma mesma família, de quem o
magistrado principal é o pai, é necessariamente para cessar, os haitianos devem,
portanto, ser conhecidos apenas pela denominação genérica de Negros.
51º. A liberdade de culto é tolerada.
Disposições Gerais.
5. Nenhuma pessoa será julgada sem ter sido legalmente ouvida em sua defesa.
6. A casa de cada cidadão é um asilo inviolável.
15. A lei autoriza o divórcio em todos os casos que tenham sido previamente
previstos e determinados.
The New York Public Library
19. Dentro de cada divisão militar será estabelecida uma escola pública para a Digital Collections
instrução dos jovens.
Constituição Haiti 1805
19º. O Governo de Haiti é confiado a um primeiro Magistrado, que assume o
título de Imperador e Comandante em Chefe do Exército.
20º. O povo reconhece para Imperador e Comandante em Chefe do Exército,
Jacques Dessalines, o vingador e libertador dos seus concidadãos. O título de
Majestade é-lhe conferido, assim como à sua augusta esposa, a Imperatriz.
26º. O Imperador designa, da forma que julgar conveniente, a pessoa que deverá
ser o seu sucessor, antes ou depois da sua morte
29º. Todo o sucessor que se desvie das disposições do artigo anterior, ou dos
princípios consagrados na presente constituição, será considerado e declarado
em estado de guerra contra a sociedade. Em tal caso, os conselheiros de Estado
reunir-se-ão para pronunciar a sua remoção, e para escolher entre eles quem
será julgado o mais digno de o substituir; e se acontecer que o referido sucessor
se oponha à execução desta medida, autorizada por lei, os generais, conselheiro
de Estado, apelarão ao povo e ao exército, que darão imediatamente toda a sua
força e assistência para manter a Liberdade. The New York Public Library
Digital Collections
Legado da Revolução Francesa
• Estado Moderno (área territorialmente coerente, fronteiras definidas,
autoridade e sistema de lei e administração únicos).
• Nova ordem social (feudalismo abolido por códigos legais franceses baseados
na uniformidade, meritocracia e normalização)
• Conceitos de soberania nacional e cidadania - soberania residia na nação,
composta de cidadãos livres e iguais representados numa assembleia eleita
com direito de legislar, tributar, controlar as forças armadas e supervisionar
ministros
• Contra-nacionalismos (Alemanha e Itália)
• Nova Cultura Política - políticos competiram a reivindicar legitimidade através
todos os meios de comunicação disponíveis, panfletos, teatros, clubes,
canções, etc.
• Recurso mundial à ideia de “Povo”, desde artesãos europeus aos escravos do
caribe e às castas baixas da Índia
• Revoltas ganham nova dimensão ideológica
Paine, Thomas, Rights of Man [Part the First and Part the Second], Pamphlet, 1791-92
British Library
Ideologia do mundo moderno
• Conservadorismo – Preservação valores
tradicionais e organização social
Edmund Burke (1729-1797)
• Liberalismo - Liberdade individual e económica
John Locke (1632-1704), Adam Smith (1723-1790),
John Stuart Mill (1806-1873)
• Socialismo – Socialização dos meios de produção
Karl Marx (1818-1883) Friedrich Engels (1820-1895)
• Nacionalismo – direito autodeterminação
Johann Gottfried von Herder (1744-1803) Johann
Gottlieb Fichte (1762-1814) Giuseppe Mazzini (1805-
1872) Mary Wollstonecraft, A Vindication of the Rights of Woman. Boston:
Peter Edes for Thomas and Andrews, 1792.
• Feminismo – Igualdade civil e política
Mary Wollstonecraft (1759-1797) Edmund Burke's Reflections on the Revolution in France, 1790
Impacto Revolução Francesa Portugal
• Recetividade inicial - difusão ideário liberal
• Súplica Constituição - direitos individuais, universalidade
direito público, divisão de poderes
• Resistência – juntas provinciais (novo recurso
organizacional) + conceito de “povo”
• Expansão da esfera pública – caricatura política
• Domínio inglês e repressão “jacobinismo” => exílio =>
cosmopolitismo liberais
• Abertura Portos Brasileiros = descontentamento burguesia
comercial
Fontes
• Súplica dirigida a Napoleão, em 24.05.1807, pela Junta dos Três Estados
• Neves, José Accursio das - Historia geral da invasão dos francezes em Portugal e da restauração deste reino.
Lisboa: Officina de Simão Thaddeo Ferreira, 1810-1811. (5 vols)
Congresso Viena (1814-1815)
• Restauração: Monarquias absolutas e Antigo Regime
• Legitimidade : Monarquia hereditária
• Equilíbrio de poder: Compensação territorial; Garantia
Fronteiras; Contenção revoluções (Santa Aliança entre
Rússia, Prússia e Áustria)
• Confederação Germânica hegemonizada Prússia e
Áustria
• Comissão Abolição Tráfico Escravos (compromisso
abolição gradual hemisfério Norte)
• Institucionalização diplomacia – universalização
sistemas embaixadas, Congressos de Paz
Isabey, Jean-Baptiste, La France, l'Autriche, la Prusse et l'Angleterre se réunissent afin de statuer,
après l'éviction de Napoléon Ier, sur un nouvel équilibre en Europe, 1815
Musée National du Château de Malmaison
Sistema Viena (1815-1848)
• Século de Paz Europa (exceto Crimeia 1853-1856)
• Longo período de institucionalização Estado-Nação
Liberal
• Grandes potências – França, GB (Constitucionais),
Áustria, Prússia e Rússia (Autocráticas)
• Santa Aliança - Áustria, Prússia e Rússia (1815)
• Quádrupla Aliança – Grã-Bretanha, França, Espanha e
Portugal (1834)
• Supremacia Ocidental – Modelo desenvolvimento
económico + social e político = 2ª onda colonização
• Frustração aspirações grupos subalternos
Thomas Lawrence, Klemens Wenzel von Metternich, 1815
Kunsthistorisches Museum
Sistema Viena (1815-1848): desafios
Questão social
• Novo tipo pobreza urbana
• Resistência Comunidade artesanal
• Novo regime constitucional alargamento esfera pública
• Exclusão política sufrágio censitário
• Esperança/temor revolucionário
• Organizações trabalhadores reivindicações laborais
Questão nacional
• Estados Multinacionais legitimidade hereditária
Nacionalismo liberal (Francês ou Norte-americano) =
associação voluntária com base em valores comuns
• Nacionalismo orgânico (Alemão) = associação
involuntária a entidade superior
Questão Oriental
• Declínio Império-Otomano
• Rivalidade Áustria-Rússia Isabey, Jean-Baptiste, La France, l'Autriche, la Prusse et l'Angleterre se réunissent afin de statuer,
après l'éviction de Napoléon Ier, sur un nouvel équilibre en Europe, 1815
• Instabilidade Balcãs Musée National du Château de Malmaison
Desafios “resto” do Mundo
Questão social
• Revoltas escravos pós-revolução Haiti (exemplos: insurreição
Cuba 1832 e São Paulo 1832-1833)
• Melhoria vias de comunicação = comércio florescente = >
expatriação lucros Europa + Declínio indústrias artesanais =>
Desigualdade
Expansão colonização branca
• Ondas de emigração Europeia = Ampliação territórios
colonizados
• Alteração normas de uso e propriedade da terra (abolição
feudalismo europa // desapropriação comunidades nativas
colónias e semi-colónias = >“Reservas indígenas”
Subordinação mercantil
• Imposição comércio livre (ex: Guerras do Ópio 1839-1842 e
1856-1860)
Heinemann, Ernest - Battle of Bad Axe, 1832
Legitimidade política In Popular history of the United States, from the first discovery of the western
hemisphere by the Northmen to the end of the Civil War.
• Autoridade imperial abalada domínio Europeu New York: Scribner, [1876-1881]
• Políticas coloniais contemporização autoridades locais
Primeira onda de revoluções
Revoluções Liberais (Intervenção da Santa Aliança em
Espanha e Itália)
Guerra Independência Grécia contra Império
Otomano (1821-1832) – imposição Otto Wittelsbach
da Baviera
Independências Latino-americanas
• Espanha (1820), Nápoles (1820), Portugal (1820), Piemonte (1821),
Grécia (1821), Rússia (1825)
• Independência da América Latina: Paraguai (1811) Províncias Unidas Diego Rivera, Epopeia do Povo Mexicano (Mural Palácio Nacional) 1929
do Rio da Prata (1816) Chile (1818) Grande Colômbia (1819) México
(1821) Brasil (1822) Províncias Unidas da América Central (1823)
Peru (1824) Bolívia (1825) Uruguai (1828)
Revolução liberal em Portugal (Antecedentes)
• Divulgação ideário liberal (exílio)
• Conspiração Supremo Conselho Regenerador 1817 (General
Gomes Freire )
• Alvará 30-3-1818 proíbe sociedades secretas
• Domínio Inglês (General William Beresford)
• Colapso finanças públicas
• Crise económica e social (abertura portos Brasileiros)
• Restauração da Constituição de Cádis de 1812
• 22-1-1818 Sinédrio
“(...) observar a opinião pública, e a marcha dos
acontecimentos, vigiar as notícias da vizinha Espanha» e, «se
rompesse um movimento anárquico, ou uma revolução […],
conduzi-la para bem do País e da sua liberdade, guardada sempre
a devida fidelidade à dinastia da Casa de Bragança”
José Maria Xavier de Araújo
Revolução liberal em Portugal
• 24-8-1820 Levantamento militar + Junta Provisional do Governo
Supremo do Reino (convocar cortes = constituição)
• 15-9-1820 sublevação Lisboa (Militares, Letrados + juiz do povo)=
governo interino
• 11-1-1820 Martinhada (representação liderada Casa 24 para
eleição = Constituição Cádis)
• 1821Trabalhos parlamentares (liberdade de imprensa, extinção
direitos banais, abolição inquisição....)
• Expressivo alargamento da esfera pública – imprensa + sociedades
secretas + “eloquência da tribuna” (Diário das Cortes) + petições
CONSTITUIÇÃO POLÍTICA DA MONARQUIA PORTUGUESA
Decretada pelas Cortes Gerais Extraordinárias e Constituintes Reunidas em Lisboa no ano de 1821
• ARTIGO 1º — A Constituição política da Nação Portuguesa tem por objeto
manter a liberdade, segurança e prosperidade de todos os Portugueses.
• ARTIGO 2º — A liberdade consiste em não serem obrigados a fazer o que a lei
não manda, nem a deixar de fazer o que ela não proíbe (...)
• ARTIGO 3º — A segurança pessoal consiste na proteção que o Governo deve
dar a todos, para poderem conservar os seus direitos pessoais
• ARTIGO 4º — Ninguém deve ser preso sem culpa formada (...).
• ARTIGO 5º — A casa de todo o Português é para ele um asilo (...)
Sequeira, Domingos, Alegoria à Constituição de 1822
• ARTIGO 6º — A propriedade é um direito sagrado e inviolável (...) Museu Nacional de Arte Antiga
• ARTIGO 7º — A livre comunicação dos pensamentos é um dos mais preciosos
direitos do homem (...)
• ARTIGO 8º — As Cortes nomearão um Tribunal Especial, para proteger a
liberdade da Imprensa, e coibir os delitos resultantes do seu abuso, conforme a
disposição dos arts. 177º e 189º.
• ARTIGO 9º — A lei é igual para todos. Não se devem portanto tolerar privilégios
(...)
CONSTITUIÇÃO POLÍTICA DA MONARQUIA PORTUGUESA
Decretada pelas Cortes Gerais Extraordinárias e Constituintes Reunidas em Lisboa no ano de 1821
• ARTIGO 11º — Toda a pena deve ser proporcionada ao delito; e nenhuma
passará da pessoa do delinquente. Fica abolida a tortura, a confiscação de bens,
a infâmia, os açoites, o baraço e pregão, a marca de ferro quente, e todas as
mais penas cruéis ou infamantes
• ARTIGO 12º — Todos os Portugueses podem ser admitidos aos cargos públicos,
sem outra distinção que não seja a dos seus talentos e das suas virtudes
(...)
• ARTIGO 16º — Todo o Português poderá apresentar por escrito às Cortes, ou ao
poder executivo reclamações, queixas ou petições, que deverão ser Sequeira, Domingos, Alegoria à Constituição de 1822
examinadas. Museu Nacional de Arte Antiga
(...)
• ARTIGO 19º — Todo o Português deve ser justo. Os seus principais deveres são
venerar a Religião; amar a Pátria; defendê-la com as armas, quando for
chamado pela lei; obedecer a Constituição e às leis; respeitar as Autoridades
públicas; e contribuir para as despesas do Estado.
CONSTITUIÇÃO POLÍTICA DA MONARQUIA PORTUGUESA
Decretada pelas Cortes Gerais Extraordinárias e Constituintes Reunidas em Lisboa no ano de 1821
TÍTULO II Da Nação Portuguesa e seu território. Religião, Governo e Dinastia.
ARTIGO 20º — A Nação Portuguesa é a união de todos os Portugueses de ambos
os hemisférios, o seu território forma o Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves
e compreende: [territórios colonizados]
A Nação não renuncia ao direito, que tenha a qualquer porção de território não
compreendida no presente Artigo.
ARTIGO 21º —Todos os Portugueses são cidadãos, e gozam desta qualidade:
I — Os filhos de pai Português nascidos no Reino Unido (...).
Sequeira, Domingos, Alegoria à Constituição de 1822
II — Os filhos legítimos de mãe portuguesa nascidos no Reino Unido (...) Museu Nacional de Arte Antiga
III — Os expostos em qualquer parte do Reino Unido, cujos pais se ignorem;
IV — Os escravos que alcançaram carta de alforria;
V — Os filhos de pais estrangeiros que nascerem e adquirirem domicílio no Reino
Unido (...);
VI— Os estrangeiros, que obtiverem carta de naturalização.
CONSTITUIÇÃO POLÍTICA DA MONARQUIA PORTUGUESA
Decretada pelas Cortes Gerais Extraordinárias e Constituintes Reunidas em Lisboa no ano de 1821
ARTIGO 25º— A Religião da Nação Portuguesa é a Católica Apostólica Romana.
Permite-se contudo aos estrangeiros o exercício particular de seus respetivos
cultos.
ARTIGO 26º— A soberania reside essencialmente em a Nação (...)
ARTIGO 27º — A Nação é livre e independente, e não pode ser património de
ninguém. A ela somente pertence fazer, pelos seus Deputados juntos em Cortes, a
sua Constituição ou Lei Fundamental, sem dependência de sanção do Rei. Sequeira, Domingos, Alegoria à Constituição de 1822
Museu Nacional de Arte Antiga
(...)
ARTIGO 29º — O Governo da Nação Portuguesa é a Monarquia constitucional
hereditária, com leis fundamentais, que regulem o exercício dos três poderes
políticos.
CONSTITUIÇÃO POLÍTICA DA MONARQUIA PORTUGUESA
Decretada pelas Cortes Gerais Extraordinárias e Constituintes Reunidas em Lisboa no ano de 1821
ARTIGO 32º — A Nação Portuguesa é representada em Cortes, isto é, nos
ajuntamentos dos Deputados, que a mesma Nação para esse fim elege com
respeito à povoação de todo o território Português.
ARTIGO 33º — Na eleição dos Deputados têm voto os Portugueses, que estiverem
no exercício dos direitos de cidadão (...)
Da presente disposição se excetuarão:
I — Os menores de vinte e cinco anos (...);
Sequeira, Domingos, Alegoria à Constituição de 1822
II — Os filhos-famílias, que estiverem no poder e companhia de seus pais (...); Museu Nacional de Arte Antiga
III — Os criados de servir (...);
IV — Os vadios (...);
V — Os Regulares (...);
VI — Os que para o futuro, em chegando a idade de vinte e cinco anos completos,
não souberem ler e escrever, se tiverem menos de dezassete quando se publicar a
Constituição.
Carta Constitucional para o Reino de Portugal, Algarves e seus Domínios
29 de Abril de 1826
Art. 34º - A Câmara dos Deputados é eletiva e temporária.
Art. 35º - É privativa da Câmara dos Deputados a iniciativa:
§ 1.° - Sobre Impostos.
§ 2.° - Sobre Recrutamentos.
Art. 39º - A Câmara dos Pares é composta de Membros vitalícios, e
hereditários, nomeados pelo Rei, e sem número fixo.
Art. 41º - É da Atribuição exclusiva da Câmara dos Pares:
§ 1.° - Conhecer dos delitos individuais cometidos pelos Membros da
Família Real, Ministros de Estado, Conselheiros de Estado, e Pares, e dos
delitos dos Deputados, durante o período da Legislatura.
§ 2.° - Conhecer da responsabilidade dos Secretários, e Conselheiros de
Estado.
§ 3.° - Convocar as Cortes na morte do Rei, para a Eleição da Regência,
nos casos em que ela tem lugar, quando a Regência Provisional o não faça.
Maurin, Nicolas-Eustache S.M.I. o Senhor D. Pedro restituindo
sua Augusta Filha a Senhora D. Maria Segunda e a Carta
Constitucional aos Portugueses, 1832
Carta Constitucional para o Reino de Portugal, Algarves e seus Domínios
29 de Abril de 1826
Art. 50º - Em geral, as Proposições, que a Câmara dos Deputados admitir, e
aprovar, serão remetidas à Câmara dos Pares
Art. 55º - Se qualquer das duas Câmaras, concluída a Discussão, adotar
inteiramente o Projeto que a outra Câmara lhe enviou, o reduzirá a Decreto;
e, depois de lido em Sessão, o dirigirá ao Rei
Art. 57º - Recusando o Rei prestar o seu consentimento, responderá nos
termos seguintes: - O Rei quer meditar sobre o Projeto de Lei, para a seu
tempo se resolver. - Ao que a Câmara responderá, que – Agradece a Sua
Majestade o interesse, que toma pela Nação.
Art. 58º - Esta denegação tem efeito absoluto.
Maurin, Nicolas-Eustache S.M.I. o Senhor D. Pedro restituindo
sua Augusta Filha a Senhora D. Maria Segunda e a Carta
Constitucional aos Portugueses, 1832
Carta Constitucional para o Reino de Portugal, Algarves e seus Domínios
29 de Abril de 1826
Art. 71º - O Poder Moderador é a chave de toda a organização política, e compete
privativamente ao Rei, como Chefe Supremo da Nação, para que incessantemente vele
sobre a manutenção da independência, equilíbrio e harmonia dos mais Poderes
Políticos.
Art.74º - O Rei exerce o Poder Moderador:
§ 1.° - Nomeando os Pares sem número fixo.
§ 2.° - Convocando as Cortes Gerais extraordinariamente nos intervalos das Sessões,
quando assim o pede o Bem do Reino.
§ 3.° - Sancionando os Decretos, e Resoluções das Cortes Gerais, para que tenham
força de Lei, Artigo 55.°.
§ 4.° - Prorrogando, ou adiando as Cortes Gerais, e dissolvendo a Câmara dos
Deputados, nos casos, em que o exigir a salvação do Estado, convocando
imediatamente, outra, que a substitua.
§ 5.° - Nomeando e demitindo livremente os Ministros de Estado.
§ 6.° - Suspendendo os Magistrados nos casos do Artigo 121.°.
§ 7.° - Perdoando, e moderando as penas impostas aos Réus condenados por Sentença.
Maurin, Nicolas-Eustache S.M.I. o Senhor D. Pedro restituindo
§ 8.° - Concedendo Amnistia em caso urgente, e quando assim o aconselhem a sua Augusta Filha a Senhora D. Maria Segunda e a Carta
humanidade, e bem do Estado. Constitucional aos Portugueses, 1832
Carta Constitucional para o Reino de Portugal, Algarves e seus Domínios
29 de Abril de 1826
Art. 63º - As nomeações dos Deputados para as Cortes Gerais serão feitas
por Eleições indirectas, elegendo a massa dos Cidadãos activos, em
Assembleias Paroquiais, os Eleitores de Província, e estes os Representantes
da Nação.
Art. 64º - Têm voto nestas Eleições primárias:
§ 1.° - Os Cidadãos Portugueses, que estão no gozo de seus direitos
políticos.
§ 2.° - Os Estrangeiros naturalizados.
Art. 65º - São excluídos de votar nas Assembleias Paroquiais:
§ 1.° - Os menores de vinte e cinco anos (...).
§ 2.° - Os filhos de família, que estiverem na companhia de seus Pais, salvo
se servirem Ofícios públicos.
§ 3.° - Os Criados de servir (...).
§ 4.° - Os Religiosos, e quaisquer que vivam em Comunidade Clausural.
§ 5.° - Os que não tiverem de renda líquida anual cem mil réis, por bens de
raiz, indústria, comércio ou empregos.
Maurin, Nicolas-Eustache S.M.I. o Senhor D. Pedro restituindo
sua Augusta Filha a Senhora D. Maria Segunda e a Carta
Constitucional aos Portugueses, 1832
Independência Brasil: alargamento esfera pública
A Malagueta (RJ) - 1821 a 1824 Reverbero : Constitucional Fluminense (RJ) - 1821 a 1822
Fontes
• Câmara dos Senhores Deputados (coord.) - Documentos para a historia das Cortes Geraes da Nação Portugueza. Lisboa :
Imp. Nacional, 1883-1891 (8 vols.)
• Constituição Política da Monarquia Portuguesa de 23 de Setembro de 1822
• Debates parlamentares
• Murgel, Heloisa Maria, Marcela, Starling Lima, Elian Telles de (orgs) - Vozes do Brasil - A Linguagem Política na
Independência. CEDIT, 2021
Segunda onda de revolucionarismo
• Democracia Jacksoniana nos EUA (1828-1850)
• Independência da Bélgica (1830) Imposição de Leopoldo I
• Queda de Carlos X e Monarquia de Julho (1830-1848)
• Regeneração Suíça (1830-1848)
• Rebeliões Polónia, Itália e Alemanha reprimidas
• Guerra Civil Portugal (1832-1834) e Carlista em Espanha (1833-1840)
• Emancipação Católica na Irlanda (1829)
• Lei de reforma em Inglaterra (1832)
• Revolta Egipto liderada Mohammad Ali (1830-1841)
• Revolução Setembro Portugal (1836)
Égide Charles Gustave Wappers, Episode des journées de Septembre 1830
Museu Real de Belas Artes da Bélgica
Revolução de Julho: avanço constitucionalismo liberal
• Abolição do elemento hereditário na nomeação da Câmara
dos Pares
• Remoção do preâmbulo que afirmava que a soberania
residia apenas no monarca
• Eliminação da cláusula que permitia ao Rei suspender ou
bloquear leis
• Ampliação do direito de propor legislação das duas
câmaras.
• Abolição da censura (impressores lideram revoltas rua)
• Despromoção do catolicismo de religião oficial
• Liberalização lei eleitoral
Guillon Le Thiers. Dessinateur du modèle Louis Philippe d'Orléans proclamé général du
Royaume et reçu à l'hotel de ville de Paris par le [Link] Lafayette et les principaux députés de la
France le samedi 31 juillet 1830 : [estampe]. BNF
Constituição Política da Monarquia Portuguesa, 24 de Abril de 1838
• Art. 13º — Todo o cidadão pode comunicar os seus pensamentos pela
Imprensa ou por qualquer outro modo, sem dependência de censura prévia
(...)
• Art. 14º — Todos os cidadãos têm o direito de se associar na conformidade das
Leis (...)
• Art. 15º — É garantido o direito de petição (...)
Pinheiro, Columbano Bordalo, Passos Manuel, João Baptista de
Almeida Garrett. Alexandre Herculano, e José Estevão de
Magalhães, 1926
Palácio de São Bento
Constituição Política da Monarquia Portuguesa, 24 de Abril de 1838
• Art. 28º — A Constituição também garante:
• 1.º — A instrução primária e gratuita;
• 2.º — Estabelecimentos em que se ensinem as ciências, letras, e
artes;
• 3.º — Os socorros públicos;
• 4.º — A nobreza hereditária, e suas regalias puramente honoríficas.
• Art. 29º — O ensino público é livre a todos os cidadãos, contanto
que respondam, na conformidade da Lei, pelo abuso deste direito.
• Art. 30º — Todo o cidadão pode ser admitido nos cargos públicos,
sem mais diferença que a do talento, mérito e virtudes.
Pinheiro, Columbano Bordalo, Passos Manuel, João Baptista de
Almeida Garrett. Alexandre Herculano, e José Estevão de
Magalhães, 1926
Palácio de São Bento
Constituição Política da Monarquia Portuguesa, 24 de Abril de 1838
• Art. 71º — A nomeação dos Senadores e Deputados é feita por
eleição direta.
• Art. 72º — Têm direito a votar nestas eleições todos os
cidadãos portugueses que estiverem no gozo de seus direitos
civis e políticos, que tiverem vinte e cinco anos de idade, e uma
renda líquida anual de oitenta mil réis, proveniente de bens de
raiz, comércio, capitais, indústria ou emprego.
ARTIGO 74º — São hábeis para ser eleitos Deputados todos os
que podem votar, e que tiverem de renda anual quatrocentos mi
réis, provenientes das mesmas fontes declaradas no Art. 72º.
Pinheiro, Columbano Bordalo, Passos Manuel, João Baptista de
Almeida Garrett. Alexandre Herculano, e José Estevão de
Magalhães, 1926
Palácio de São Bento
Constituição Política da Monarquia Portuguesa, 24 de Abril de 1838
ARTIGO 77.º — Só podem ser eleitos Senadores os que tiverem trinta e cinco
anos de idade, e estiverem compreendidos em alguma das seguintes categorias:
1.º — Os proprietários que tiverem de renda anual dois contos de réis;
2.º — Os comerciantes e fabricantes, cujos lucros anuais forem avaliados em
quatro contos de réis;
3.º — Os Arcebispos e Bispos com Diocese no Reino e Províncias Ultramarinas;
4.º — Os Conselheiros do Supremo Tribunal de Justiça;
5.º — Os Lentes de Prima da Universidade de Coimbra, o Lente mais antigo da
Escola Politécnica de Lisboa e o da Academia Politécnica do Porto;
6.º — Os Marechais do Exército, Tenentes Generais e Marechais de Campo;
7.º — Os Almirantes, Vice-Almirantes e Chefes de Esquadra;
8.º — Os Embaixadores e os Enviados Extraordinários, Ministros
Plenipotenciários, com cinco anos de exercício na carreira diplomática
Pinheiro, Columbano Bordalo, Passos Manuel, João Baptista de
Almeida Garrett. Alexandre Herculano, e José Estevão de
Magalhães, 1926
Palácio de São Bento
Revoluções 1820s 1830s
• Organizações - Confraria insurrecional secreta (carbonária)
• Repertório ação coletiva – insurreição => governo provisório (inspiração revolução
francesa)
• Tendências políticas herdadas da Revolução Francesa (Liberais Moderados, democratas
radicais e socialistas)
• Emergência nacionalismo (independência Grécia)
• Emergência movimento trabalhadores (ex: cartismo britânico)
Theodoros Vryzakis, A saída de Messolonghi, 1853,
Galeria Nacional Grécia
Fontes
• Carta Constitucional para o Reino de Portugal, Algarves e seus Domínios 29 de Abril de 1826
• Constituição Política da Monarquia Portuguesa, 24 de Abril de 1838
Primavera dos Povos : origens
• Crise de subsistências (más colheitas + fungo da
batata = Grave inflação preço géneros)
• Concorrência industrial britânica destruía
manufaturas continentais = desemprego artesãos
• Avanço propriedade privada nos campos, restrições
aos usos comuns (ex: Código Florestas Francês 1827),
persistência feudalismo
• Crise Financeira – endividamento público
investimento infraestruturas industrialização
George Housman Thomas, Giuseppe Garibaldi (in bianco) difende Roma dall'assedio francese
durante la Repubblica romana (1849). Museu de Roma
Primavera dos Povos: características
• Dimensão Europeia = desenvolvimento das
comunicações
• > número trabalhadores industriais urbanos, < elites
e camponeses (historiografia tradicional) vs
camponeses e artesãos (historiografia recente)
• Repertório urbano: banquetes republicanos,
petições, barricadas, destruição máquinas, defesa
“economia moral”
• Repertório rural: revoltas da fome, reocupação
propriedade comum, ataques a guardas florestais e
agiotas (Ex: Maria da Fonte e Patuleia)
George Housman Thomas, Giuseppe Garibaldi (in bianco) difende Roma dall'assedio francese
durante la Repubblica romana (1849). Museu de Roma
Primavera dos Povos: doutrinas
• Liberalismo – Liberdade económica, direitos civis,
separação Estado-Igreja
• Republicanismo - Abolição principio hereditariedade,
sufrágio universal
• Socialismo – direitos dos trabalhadores/socialização
meios de produção
• Nacionalismo – autodeterminação dos
povos/unidade nacional com base cultura, língua,
história, religião comuns
George Housman Thomas, Giuseppe Garibaldi (in bianco) difende Roma dall'assedio francese
durante la Repubblica romana (1849). Museu de Roma
Primavera dos Povos 1848-1849: Impactos
• Fim da Santa Aliança
• Monarcas foram pressionados a ceder grande parte
dos seus poderes.
• Assembleias representativas apareceram em toda a
Europa ou adquiriram poderes novos e significativos.
• O princípio de autodeterminação nacional foi
afirmado em todos os países
• Novo tipo de política de massas - Luís Napoleão
Bonaparte manteve o sufrágio masculino universal
introduzido em 1848.
• Intervencionismo económico estatal – exemplo
regeneração em Portugal
• Reformas sociais e económicas
A linha de Nussdorf marca a captura pelas tropas imperiais ,1848
Museum at Karlsplatz
Primavera dos Povos 1848-1849: França
Política dos Banquetes (proibição Paris despoleta revolta)
II República Francesa (24 de fevereiro de 1848)
Governo Provisório Poeta Alphonse Lamartine
Louis Blanc = Oficinas Nacionais
Divergências programáticas liberais/socialistas
Eleições Abril (Sufrágio Universal) = maioria conservadora
22 – 26-6-1848 - Jornées de Juin (repressão 10.000
mortos e 4000 deportados)
Constituição 1848 -
Eleições Dezembro – Napoleão III
Golpe Napoleão III - II Império (1850-1870) Horace Vernet, On the barricades on the Rue Soufflot, Paris, 25
June 1848 (1848-49)
Deutsches Historisches Museum
Primavera dos Povos 1848-49: Império Habsburgos
• Reivindicações nacionalistas Polacos, Checos, Romenos,
Croatas, Húngaros e Italianos
• 13-3-1848 Sublevação Viena = fuga Metternich
• 22-7-1848 Reichstag austríaco constituinte (abolição servidão,
censura imprensa)
• 6-10-1848 – Manifestação impede saída de tropas para
reprimir rebelião Húngara
• 7-10-1848 Imperador Ferdinand e corte fugiram para Olmütz
• Intervenção Rússia restabelece absolutismo
A Batalha de Pákozd 29 de setembro de 1848, Museu Zemplén
Primavera dos Povos no “resto” do mundo
“Manifesto ao Mundo” (Insurreição Praieira, iniciada em
Pernambuco, em 1848
• 1º - Voto livre e universal;
• 2º- Liberdade de imprensa;
• 3º- Garantia de trabalho para todos os cidadãos;
• 4º- Só brasileiros poderiam fazer comércio de varejo;
• 5º- Harmonia e independência entre os poderes políticos;
• 6º- Extinção do Poder Moderador;
• 7º- Federalismo;
• 8º- Garantia para os direitos individuais;
• 9º- Extinção da cobrança de juros;
João Ferreira Villela, Fotografia: vista do casario do Bairro do Recife, 1865
• 10º- Extinção do recrutamento militar. (Velhas Fotografias Pernambucanas 1851/1890 - Gilberto Ferrez)
Origens rebeliões asiáticas
• Expansão mundial do colonialismo ocidental e novas
formas de governo e atividade económica
• Problemas internos entre comunidades étnicas e
religiosas, especialmente o cristianismo e as suas
formas indígenas.
• Pressões sobre os padrões de direito autóctone, devido
ao crescimento populacional e pressão sobre os
recursos agrícolas
• Crise de legitimidade por pressão ocidental
• Conflitos sobre terras florestais e nómadas e A battle of the Panthay Rebellion (1856–1873) from the set "Victory over the Muslims".
desigualdades na cobrança de receitas. Palace Museum, Beijing.
• Empobrecimento devido concorrência de manufaturas
britânicas importadas
• Diferenças religiosas e a afirmação patriótica
Rebeliões asiáticas
Revolta Taiping China (1851)
• Nova religião "Via Celestial" = nova ordem na terra apoio
camponeses, imigrantes e dissidentes na província de Cantão
• Inspiração cristã e milenarismo
• Redistribuição de terras, gestão comunitária
• Durou 15 anos, morreram 20 milhões de pessoas, destruiu as
finanças do Império Chinês, e enfraqueceu-o face à agressão
britânica durante a Segunda Guerra do Ópio de 1856-60.
• Encorajou europeus a renovar a sua luta pela supremacia na Ásia
Oriental
“Hong Xiuquan”
In Callery, J.-M e Melchoir, Yvan - History of the insurrection in China. London: Smith, Elder & Co., 1854
Rebeliões asiáticas
Rebelião Indiana (1857)
• Motim soldados indígenas Exército de Bengala da Companhia
das Índias Orientais em Maio de 1857 - salário, condições e
perda de estatuto
• Movimentos camponeses, dissensões de governantes
despossuídos e revoltas de artesãos urbanos
• Imperador Mughal, confinado pelos Britânicos a Deli, principal
símbolo da revolta
• Administração Companhia das Índias Ocidentais substituída
por administração direta (tese agência colonizados) Mutinous Sepoys, 1857 (c) National Army Museum
Avanço Nacionalismo: Guerra Civil Americana (1861-1865)
• Abraham Lincoln vence presidenciais 1860
=7 Estados esclavagistas declaram secessão
= Estados Confederados
• Questão controlo federal “territórios”
• Norte Industrial vs Sul Agrícola
• Protecionismo vs Comércio Livre
• “Nacionalismo” Sul
• Proclamação da Emancipação = 22 de
Setembro de 1862
• 1865 = 13ª emenda Constitucional
Rice, Moses Parker, Abraham Lincoln, 1863
Mead Art Museum
Guerra Civil Americana (1861-1865)
• Aumento preços do algodão – expansão
economia e domínio britânico
• Baixa preços 1867 = origens grande depressão
(forte impacto Egipto e India)
• Industrialização = nação moderna unificada e
centralizada // Alemanha ou Itália
• Emergência Nacionalismo norte-americano
• Política intervencionista + burocracia alargada
• Abolicionismo // reformismo Era Revoluções
europeias
• Evolução tecnológica da Guerra
Battle between the Monitor and Merrimac--fought March 9th 1862 at Hampton Roads, [1889]
Library of Congress
Unificação Itália
Congresso Viena: Itália sob tutela do Império Austríaco (Reino
Piemonte-Sardenha; Parma; Módena e Toscana; Reino
Lombardo-Veneziano; Estado Pontifício sob domínio do Papa;
Reino Duas Sicílias sob domínio dos Bourbon)
Risorgimento
Alessandro Manzoni, I promessi sposi, 1825-1827
“A federação dos povos livres apagará a divisão dos Estados,
querida e fomentada pelos déspotas, e deste modo
desaparecerão as rivalidades de raças e se consolidarão as
nacionalidades tais como as querem o direito e as
necessidades locais”
Manifesti Giovine Italia (1831)
Giuseppe, Verdi (1813- 1901) "O Coro dos Escravos Hebreus” Francesco Hayez, O Beijo, 1859
em Nabuco (1842) Pinacoteca di Brera
Unificação Itália
Statuto Albertino de 4 de março de 1848
Art. 3. - Il potere legislativo sarà collettivamente esercitato dal Re e da due
Camere: il Senato, e quella dei Deputati.
Art. 5. - Al Re solo appartiene il potere esecutivo.
Art. 7. - Il Re solo sanziona le leggi e le promulga.
Art. 33. - Il Senato è composto di membri nominati a vita dal Re, in numero non
limitato, aventi l'età, di quarant'anni compiuti, e scelti nelle categorie seguenti:
Art. 39. - La Camera elettiva è composta di Deputati scelti dai Collegii Elettorali
conformemente alla legge
Art. 24. - Tutti i regnicoli, qualunque sia il loro titolo o grado, sono eguali
dinanzi alla legge.
Art. 26. - La libertà individuale è guarentita.
Art. 28. - La Stampa sarà libera, ma una legge ne reprime gli abusi.
Art. 29. - Tutte le proprietà, senza alcuna eccezione, sono inviolabili.
.
Ritratto di Carlo Alberto di Savoia, 1849
Accademia delle Scienze di Torino
Unificação Itália
• 1848 Sublevações Reino Sardenha, Grão-Ducado Toscana, Milão,
Reino Lombardo-Veneziano
• 1848-1849 Veneza (República de São Marcos)
• 1849 Destituição Papa Pio IX = República Romana Giuseppe
Mazzini e Giuseppe Garibaldi
• 1848-1849 1ª Guerra Independência Reino Piemonte e Sardenha
contra Áustria (derrota)
• 1850s Carlos Alberto abdica = Vittorio Emanuele II e Camillo
Benso Conte di Cavour
Unificação Itália
• 1855 Intervenção Reino Piemonte e Sardenha Guerra Crimeia =
Tratado Plombières
• 1859-1860 - Invasão do Reino Piemonte e Sardenha = Napoleão
III ocupa Lombardia
• 1860 Expedição dos Mil liderada por Garibaldi Sicília – Roma
• Plebiscito regiões do centro para anexação
• 1861 – Capital Turim 1865 – Florença
• 1866 Veneza recebida na sequência da guerra Austro-prussiana
• 1870 – Invadem Roma durante guerra Franco-prussiana
• Vittorio Emmanuele (1861-1878)
Shepherd, William. Historical Atlas. New
York: Henry Holt and Company, 1911.
Unificação Alemã
• Filosofos Johann Gottfried Herder ou Immanuel Kant = nacionalismo
romântico ou naturalista (autodeterminação coletiva, unificação
territorial e identidade cultural)
“Só nós somos o Povo vivo. Nós somos o Povo primitivo, o
verdadeiro Povo de Deus”
Johann Gottlieb Fichte, Discursos à Nação Alemã (1807-1808)
• Richard Wagner, Der Ring des Nibelungen - Radio Filharmonisch Orkest -
Live concert HD
Friedrich, Caspar David Der Wanderer über dem Nebelmeer, 1818
Kunsthalle Hamburg
Unificação Alemanha
• 18-05-1848 Assembleia Nacional Igreja de São Paulo (Frankfurt)
para criar Constituição Liberal e criar Estado-Nação Alemão
• 21-12-1848 Lei Imperial relativa aos Direitos Fundamentais do Povo
Alemão (Igualdade perante a lei, abolição privilégios, liberdades
civis e políticas, liberdade de imprensa, abolição da pena de morte)
• 27 -03-1849 Constituição Imperial - Confederação Germânica
menos Império Austríaco, Monarquia Constitucional
• Abril 1849 Frederico Guilherme IV é eleito “imperador dos
alemães” mas declina nacionalismo “de baixo”
Veit, Philipp, Germania (St. Paul's Church, Frankfurt am Main), 1848
Germanisches Nationalmuseum
Unificação Alemã (1871)
• Guerra dos Ducados Áustria e Prússia contra
Dinamarca (1864)
• Guerra Austro-Prussiana = Confederação Germânica
do Norte sem Áustria e Estados do Sul liderada
Prússia (1866)
• Guerra Franco-Prussiana (1870-1871)
• Otto von Bismarck-Schönhausen primeiro-ministro do
reino da Prússia (1862-1890) e chanceler do Império
Alemão (1871-1890)
• Guilherme I Rei da Prússia (1861-1888) até e
primeiro Imperador do unificado Império
Alemão (1871-1888).
A Confederação Germânica, 1815–1866. Putzger – Historischer Weltatlas, 89. Auflage, 1965
Comuna de Paris (1871)
• Guerra Franco-prussiana (1870-1871) _ Napoleão III é
feito prisioneiro.
• 6 de janeiro 1871 Comité Central dos
vinte arrondissements apela à guerra sem quartel e à
formação da Comuna
• 28 de janeiro: O armistício é assinado.
• 18 de março: Início da revolta da Comuna.
• 19 de março: O Comité Central da Guarda Nacional
anuncia eleições para a Comuna.
• 22 de março/4 de abril: Comunas noutras zonas de
França: em Lyon (22-25 de março), em Marselha (23 de
março a 4 avril), em Narbonne (24 de março), em
Toulouse (24-27 de março), em Saint-Étienne (24-28 de
março), em Creusot (26 de março).
• 21/28 de maio: Semana Sangrenta: milhares Barricade de la Chaussée Ménilmontant, 18 mars 1871.
de communards são executados Musée Carnavalet
Comuna de Paris (1871)
• Comuna eleita de 1871 =jacobinos, republicanos,
membros do CCGN, membros da AIT, blanquistas
• Suspensão rendas casa
• Abolição conscrição (serviço militar obrigatório)
• Separação entre Estado e religião
• Ensino laico, público e gratuito
• Controle dos trabalhadores cooperativas de produção
• Proibição do trabalho noturno de padeiros
• Restituição de objetos penhorados de baixo valor
LA Commune, Paris 1871 - Peter Watkins (2000) (Extract)
Affiche de appel aux ouvrières, le 18 mai 1871 (note la signature d'Elisabeth Dmitrieff,
révolutionnaire russe envoyée par Karl Marx pour suivre les évènements de la
Commune). Bibliothèque Marguerite Durand.
Conexões transnacionais
• Protagonismo artesãos e trabalhadores europeus,
camponeses asiáticos e escravos norte-americanos
= massificação política
=> Abalaram exploração económica desde
capitalismo à servidão e escravatura
• Llíderes asiáticos educação ocidental conheciam
doutrinas revolução francesa e Karl Marx
considerou rebeliões asiáticas
=> Enraizamento da ideia de luta global do “povo” =
poderoso instrumento político
• Rápido crescimento económico =>
intervencionismo Estatal // Construção Nação (p.e.
Bismarck, Cavour, reformistas Meiji)
• Grande Fome + revoluções europeias =>
emigração colonos territórios virgens
• Noções europeias de Estado, soberania e uso da Roussi, Alfred, Le Mikado, empereur du Japon, se rendant de Miako à Yedo, 1869
terra vs povos indígenas = guerras com Xhosas e BNF
Zulus na África Austral e Maoris na Nova Zelândia
Impactos longa duração
• Estados mais fortes e interventivos
• Ampliação sufrágio masculino
• Nacionalismo como grande força motriz da política Europeia.
• Sociedades secretas e dos clubes revolucionários cedem lugar
partidos políticos e imprensa política
• O ativismo revolucionário dividiu entre movimentos marxista e
anarquista
• Nova política mais flexível, adotada por estadistas conservadores
La prise de Paris (mai 1871) L a barricade de la place Blanche défendue par des femmes
© Parisienne de photographie
Grupos Subalternos na arena política
• Abolição da Escravatura – progressiva e substituída por
trabalho forçados
• Participação Política das Mulheres - Clubes e imprensa
reivindicam direito de voto, legalização do divórcio,
controlo da sua propriedade e rendimentos, educação
• Participação Política dos Trabalhadores – Manifesto do
Partido Comunista (1848) Associação Internacional dos
Trabalhadores (1864) Políticas Operárias na Comuna de
Paris (1871)
Auguste François Biard L'abolition de l'esclavage dans les colonies françaises, 1849. Versalhes
Nova ordem mundial
• Nova forma de estado, economia e ideologia em
consolidação
• Forças da ordem mais robustas desde guerras
peninsulares
• Ásia, África e região do Pacífico, os europeus tinham
substituído os governantes indígenas
• Disseminação ideologias de emancipação
The Mughal emperor Shah Alam hands a scroll to Robert Clive, the governor of Bengal,
which transferred tax collecting rights in Bengal, Bihar and Orissa to the East India
Company. Illustration: Benjamin West (1738–1820)
British Library
Avanço do Estado
• Novas instituições - feudalismo abolido e os códigos legais franceses
adotados.
• Apelo à “razão do Estado” – modernização administração pública
(Código Napoleão 1804)
• Racionalização geral do mapa político europeu (áreas territorialmente
coerentes, com fronteiras bem definidas, governadas por autoridades
soberanas e única, sistema único de lei e administração).
• Nova Divisão da Europa - dinastia e tradição são substituídas por etnia e
cultura (hierarquia implícita)
• + poder e eficácia exércitos, polícias civis e secretas
• Questão social => inquéritos estatísticos (1º congresso internacional
estatística Bruxelas 1853)
O Congresso de Viena (Caricatura) - Artista desconhecido
Avanço Nacionalismo
• Recrutamento em massa = transforma reinos de dinastias em
países de povos
• Circulação de notícias sobre lutas revolucionárias em defesa
dos “direitos dos povos” determina consciência dos povos de
si mesmos em várias partes do mundo
• Impacto entre elites intelectuais, exceto Patriotismo Católico
Irlandês que também mobiliza camponeses
• Mistura identidades patrióticas com sentimento de
renascimento religioso (exemplo Hindus)
GAUTHEROT Pierre, NAPOLÉON IER HARANGUE LE DEUXIÈME CORPS DE LA GRANDE ARMÉE
AVANT L'ATTAQUE D'AUGSBOURG, 1805, musée national du château de Versailles (Versailles)
Imperialismo
• Padrões Universais inspirados no Iluminismo
• Prenúncios “missão civilizadora”: explorações e
mapeamentos financiados pelos Estados (expedições
organizadas por Sir Joseph Banks, que viajara com o
Capitão Cook, apoiadas pela Royal Society, a Admiralty
e a East India Company)
• Novos mecanismos tributação de terra
• Codificação e organização da sociedade
John Webber, Capitão Cook sendo apunhalado no fim do Makahiki, 1784
• Normas universais posse da terra– expropriação William Dixson (Sydney)
comuns indígenas
Emergência sociedade civil
• Conflitos à escala mundial (a guerra dos 7 anos ou as napoleónicas)
maior circulação de pessoas e ideias
• Movimento sociais globais como o anti-escravatura
• Sociedade Civil Internacional - Redes de informação e advocacia
política
• Fatores de Exclusão e Inclusão da sociedade civil global
• Mulheres infiltram-se através da religião, educação e caridade
• Sociedade Civil Racista : Chineses, Árabes e indianos excluídos
Benjamin Robert Haydon, The Anti-Slavery Society Convention, 1840.
National Portrait Gallery
Recursos
La Franc-Maçonnerie Exposição Virtual. Biblioteca Nacional de França
Coleção de obras de Arte relacionadas com as Revoluções Oitocentistas. Projeto L’Histoire par l’image
(Ministérios da Cultura, Educação e Juventude de França)
Bicentenario de las Independencias Iberoamericanas Sítio criado pelo Ministério da Cultura e do Desporto de
Espanha
1808-1818: a construção do Reino do Brasil Exposição Virtual. Biblioteca Nacional Digital do Brasil
Murgel, Heloisa Maria, Marcela, Starling Lima, Elian Telles de (orgs) - Vozes do Brasil - A Linguagem Política na
Independência. CEDIT, 2021
Revolution and War: faces of Europe Exposição virtual Europeana