UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS
FACULDADE DE EDUCAÇÃO FÍSICA
EF614A - Pesquisa I
Prof. Renato Barroso e Felipe Damas
PROJETO PESQUISA TCC
Manipulação de variáveis no treinamento de força nos ganhos de
força muscular e hipertrofia: uma revisão literária
João Rafael Barzon
RA 254266
Campinas,
2024.
RESUMO
Nos últimos anos, a manipulação de variáveis do treinamento resistido tem
sido forte alvo de pesquisa na busca da otimização dos programas de treinamento
com objetivo de aumentar massa muscular (hipertrofia) e força muscular. Sabe-se
que a manipulação do volume e intensidade, baseada no princípio da sobrecarga
progressiva, parece trazer resultados ótimos, mas não há um consenso quanto à
manipulação de outras variáveis, como a frequência, a ordem dos exercícios e o
tempo de descanso (Rhea; Alvar; Burkett, 2003; Schoenfeld, 2010). A literatura
aponta que estratégias de periodização, tais como linear e ondulatória, promovem
adaptações tanto para força quanto para hipertrofia, mas há divergências sobre qual
método é mais eficaz de acordo com o objetivo específico do indivíduo (Aparo;
Monteiro, 2019; Zatsiorsky; Kraemer, 2006) O objetivo deste estudo é sintetizar o
conhecimento acerca da manipulação dessas e outras variáveis e da utilização de
métodos e/ou técnicas de treino e observar como essas manipulações interferem
nos resultados de força e hipertrofia muscular.
ABSTRACT
1 INTRODUÇÃO
Na fisiologia do exercício, sabe-se que há diversas formas de aumentar, via
treinamento resistido (TR), a taxa de síntese de proteínas, e consequentemente,
atingir maiores graus de hipertrofia muscular, sendo os principais: estresse
mecânico e metabólico e o dano muscular (Schoenfeld, 2010; Wernbom et al.,
2007).
Também já é do conhecimento amplo, que trabalhar em intensidades acima
de 80% 1RM, parece promover melhores adaptações neuromusculares para o
ganho de força muscular (Kraemer, 2004; Baker, 2003).
Sabe-se também que a periodização do treinamento nada mais é que a
organização e planejamento do treinamento físico em períodos específicos,
baseados em seus objetivos específicos, visando maximizar a eficiência do
treinamento e evitar o acúmulo de fadiga ou overtraining e lesões (Uchida, 2018;
Fleck;Kraemer, 2014). Esta organização pode utilizar da manipulação de variáveis
como volume, intensidade e tipos de exercícios (Uchida, 2018; Issurin, 2016).
Todavia, quando se busca um consenso quanto à periodização do TR, e a
manipulação de outras variáveis de treinamento, a literatura parece não ser
suficiente para explicar de maneira objetiva como seria o cenário ideal de
intervenções no treinamento de força e hipertrofia como discutido por Rhea, Alvar e
Burkett (2003) e Aparo e Monteiro (2019).
Portanto, esta revisão tem como finalidade reunir o que se há de mais
interessante quanto a essas informações baseado na hipótese de que o treinamento
periodizado é capaz de trazer mais ganhos do que o treinamento convencional(não
periodizado) e sintetizar pontuações importantes para o treinador no momento da
prescrição dos planejamentos de treino.
2 OBJETIVO
O objetivo desta revisão é buscar compreender como a literatura caracteriza a
manipulação de diferentes variáveis do treinamento resistido, como volume,
intensidade, densidade, e métodos de treino, comparado ao treinamento
convencional, nos resultados de hipertrofia e força muscular.
3 MÉTODOS
A revisão utilizará como bases de dados principais: PubMed, SciELO, Google
Acadêmico, e utilizará as palavras-chaves: treinamento resistido, treinamento de
força, hipertrofia, força muscular, técnicas de treino, métodos de treino,
periodização, drop-set, rest-pause, pirâmide crescente, variáveis do treinamento.
Também será utilizado o software [Link] como facilitador para a seleção dos
estudos, caracterizando-os de acordo com as necessidades da pesquisa (por
exemplo: tempo de intervenção dos estudos, tamanho do ‘’n’, duplo cego com grupo
controle, quantidade de grupos,etc.). A busca será feita dentro dos últimos 15 anos
de pesquisa e utilizará apenas os resultados correspondentes aos critérios de busca
e serão priorizados os estudos de intervenção.
BIBLIOGRAFIA
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