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Laudo Pericial

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ESTRUTURA MÍNIMA DO LAUDO PERICIAL MÉDICO-VETERINÁRIO

No laudo, o perito deve registrar, de forma circunstanciada, clara e


objetiva, sequencial e lógica, o objeto da pericia, os estudos e observações
realizados, as diligencias executadas para busca de elementos de prova
necessários, metodologia e critérios adotados, bem como resultados
devidamente fundamentados, as perguntas elaboradas pelo magistrado e pelas
partes seguidas das respostas, e a suas conclusões.
O laudo pericial deve seguir critérios de formatação adequada e uso
correto da língua portuguesa, podendo o perito utilizar estilo próprio, conforme
sugestão apresentada a seguir, que pode ser adaptada de acordo com a
demanda.
Preâmbulo: introdução contendo informações como data e local,
autoridade requisitante, número do processo, requerente, requerido e
qualificação do perito.
Quesitos: transcrição das perguntas sobre o objeto da lide, elaboradas
pelo magistrado e pelas partes no processo.
Histórico: histórico do caso apresentado à perícia.
Objetivo: descrição do objetivo da perícia realizada.
Exames: descrição minuciosa das diligências, da metodologia
empregada, dos exames e das técnicas utilizadas, bem como seus resultados.
Conclusão: discussão dos resultados dos exames realizados e suas
implicações.
Respostas aos quesitos: respostas a cada uma das perguntas
elaboradas pelo magistrado e pelas partes.
Termo de encerramento: texto padronizado que marca o encerramento
do laudo, informando o número de páginas e apresentando relação de anexos
(quando houver).
Assinatura: a assinatura é inserida ao final do documento, fazendo
constar o nome completo do perito, abaixo do nome, a expressão “Médico(a)
Veterinário(a)”, a sigla do respectivo CRMV com o número de registro
profissional e a expressão “Perito Judicial”. no documento físico, assinar acima
do nome impresso, incluindo sua rubrica nas demais páginas do documento,
sendo permitida a utilização de certificação digital com a legislação vigente.

REQUISITOS DO LAUDO PERICIAL MÉDICO-VETERINÁRIO

Apesar de ter uma grande importância no contexto de um processo


judicial, o laudo pericial não é o único elemento de formação da convicção do
julgador. Assim, para sua maior eficácia, deve ser elaborado atendendo a
critérios técnicos e legais, em conformidade com os requisitos descritos a seguir.
Objetividade: em seu laudo, o perito pode abordar temas diversos, mas
sempre se atendo ao objeto da perícia.
Rigor Técnico: o laudo deve ser fundamentado em exames e
conhecimento técnico-científicos reconhecidos pelos pares, desenvolvidos de
acordo com a melhor metodologia científica e disponíveis na literatura
especializada. Portanto devem ser evitados argumentos com meras suposições
de caráter pessoal ou subjetivo.
Concisão: na redação do laudo, o perito deve evitar comentários
desnecessários ou fora de sua área de contribuição. Deve apresentar os
melhores argumentos científicos, suficientes para o esclarecimento dos fatos
questionados, de forma a ser bem compreendido pelos destinatários do laudo.
Argumentação: o perito deve apresentar no laudo boa capacidade de
relacionar fatos, teses, estudos, exames, perguntas e respostas, a fim de
embasar os exames realizados e as suas conclusões.
Exatidão: a exatidão do laudo refere-se à correlação entre as conclusões
apresentadas e os exames realizados, de acordo com critérios eminentemente
técnico-científicos, levando a um melhor esclarecimento dos fatos e auxiliando o
magistrado a formar sua convicção.
Clareza: o perito deve usar linguagem clara e acessível ao magistrado e
às partes no processo. Devem ser evitadas afirmações vagas ou dúbias, assim
como o uso excessivo de termos técnicos que dificultem o seu entendimento.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
https://crmvsp.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/Manual-de-Perícias-Médico-
veterinárias-CFMV.pdf. Acessado em 28de novembro de 2024.

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