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Design gráfico
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(Redirecionado de Artes gráficas)
Nota: "Artes gráficas" redireciona para este artigo. Para outros significados,
veja Tipografia.
Pictogramas do US National Park Service, nos Estados Unidos
Design gráfico é a área de conhecimento e a prática profissional específicas
relativas ao ordenamento estético-formal de elementos textuais e não-textuais que
compõem peças gráficas destinadas à reprodução com objetivo expressamente
[1]
comunicacional. É uma forma de comunicar visualmente um conceito, uma ideia,
por meio de técnicas formais. Podemos ainda considerá-lo como um meio de
[2]
estruturar e dar forma à comunicação impressa, em que, no geral, se trabalha o
relacionamento entre ‘imagem’ e texto. No início do século XXI, a participação do
design gráfico expandiu-se para os meios digitais, sendo utilizado na criação de
sites, portais eletrônicos, softwares e diversas outras áreas relacionadas ao design
digital.
Trata-se de uma profissão levada a cabo pelo designer gráfico, que estende a sua
área de ação aos diversos meios impressos e digitais de comunicação, resultando,
mais concretamente, nas seguintes aplicações:
● Identidade corporativa (branding);
● Design de embalagem (ou packaging design);
● Design editorial;
● Design Digital;
● Web Design;
● Design de interação;
● Design de jogos;
● Sinalética (ou sinalização);
● Tipografia.
A função de um designer gráfico é atribuir significados ao artefato por meio de sua
aparência, ou seja, o profissional induz o usuário a ver o artefato de determinada
[3]
maneira, associando-lhe conceitos abstratos como estilo, status, identidade. O
designer gráfico é, convenientemente, um conhecedor e utilizador das mais variadas
técnicas e ferramentas de desenho, mas não só. Tem como principal moeda de
troca a habilidade para aliar a sua capacidade técnica à crítica e ao repertório
conceitual, sendo fornecedor de matéria-prima intelectual, baseada numa cultura
visual, social e psicológica. Não é apenas um mero executante, mas sim um
condutor criativo que tem em vista um objetivo comunicacional alcançado quase
sempre por meio de metodologias projetuais que o auxiliam a projetar.
O estudo do design gráfico sempre esteve ligado a outras áreas do conhecimento
como a psicologia, teoria da arte, comunicação, ciência da cognição, entre muitas
outras. No entanto o design gráfico possui um conhecimento próprio que se
desenvolveu através da sua história, mas tem se tornado mais evidente nos últimos
anos. Algo que pode ser percebido pela criação de cursos de doutorado e mestrado,
[4]
específicos sobre design, no Brasil e no resto do mundo.
Um exemplo desse tipo de conhecimento é o estudo da tipografia, sua história e seu
[5]
papel na estruturação do conhecimento humano.
Etimologia
Design é uma palavra inglesa originária de designo, que em latim significa designar,
indicar, representar, marcar, ordenar. O sentido de design lembra o que em
português tem a palavra desígnio: projeto, plano propósito (Ferreira, 1975). Há
assim uma diferença em inglês entre os termos design (desígnio) e drawing
(desenho), o que não ocorre na Língua Portuguesa. A palavra portuguesa
"desenho", ao contrário da palavra inglesa design e da espanhola diseño significa
especificamente a representação figurativa de formas sobre uma superfície.
Considerando a definição da profissão e suas atribuições, a palavra design foi a
[1]
escolhida pela comunidade acadêmica e pelas associações profissionais.
História do design gráfico
Ver artigo principal: História do design gráfico
O surgimento da impressão
O desenvolvimento das técnicas de fabricação de papel ao longo de séculos
possibilitou a invenção da impressa. Em 105 d.C., os chineses desenvolveram o
papel de farrapos, fabricado com fibras vegetais e trapos velhos, constituindo uma
alternativa econômica. Os segredos desta técnica foram revelados aos árabes por
prisioneiros chineses no século VIII, sendo posteriormente introduzidos na Europa
nos séculos XII e XIII.
Ao chegar ao continente europeu, seu impacto cultural se fez efetivamente sentir. O
uso de caracteres móveis na xilogravura com o alfabeto latino foi facilmente
adotado, diferentemente na China, onde se emprega milhares de ideogramas e se
exigia esforço e mais recursos materiais. Desde a sua introdução na Europa, o
papel foi uma alternativa mais viável ao vellum e ao sargaminho. O papel de farrapo
foi-se tornando cada vez mais barato e abundante e, simultaneamente, a
alfabetização expandia-se. Essa expansão criou a necessidade de um sistema de
ensino que passasse a diante as técnicas de impressão.
Bíblia de Gutenberg impressa com tipos móveis
Gutenberg, ourives da cidade de Mainz, elaborou técnicas para impressão de tipos,
montados em base de chumbo, em papel. A largura dessa base variava com a
dimensão da letra, evitando o efeito individualiza das letras. Ele produziu uma Bíblia
em latim, que viria a ser seu trabalho de consagração, embora tenha contraído
dívidas por não ter ganho o suficiente para suprir os gastos.
A impressão também possibilitou que as teses de Lutero fossem rapidamente
impressas, divulgadas e distribuídas. Bíblia impressas em linguagens vernáculas
alimentaram as asserções da Reforma Protestante que questionavam a
necessidade da Igreja para interpretar as Escrituras.
Em 1476, visando uma unificação da língua inglesa, William Caxton decide imprimir
e distribuir uma variedade de livros, determinando e controlando a soletração e a
sintaxe.
A imprensa estimulou mudanças de comportamento quando estimulou pessoas a ir
atrás da privacidade por produzir livros mais baratos e portáteis, levando a leitura
silenciosa e solitária e isso fez com que as pessoas reivindicassem o direito de
liberdade individual. Também possibilitou a propagação de ideias visionárias que
deram forma à Revolução Americana, por exemplo.
Já mais para frente, a Monotype e Linotype, métodos mecânicos de fundição e
composição de tipos móveis, alternativos à composição manual, foram lançados
ainda antes do virar do século (1884 a 1887) e marcaram um salto significativo na
[6]
velocidade de produção.
Artes e Ofícios
Livro projetado por William Morris, 1896
O industrialismo trouxe no seu bojo uma série de problemas e desafios que foram
se avultando desde cedo e o design passou a ser visto como uma área fértil para a
aplicação de medidas reformistas. A mesma abundância de mercadorias baratas
que era percebida pela maioria como sinônimo de conforto, logo passou a ser
condenada por alguns como indicativa do excesso e da decadência dos padrões de
bom gosto. A partir da década de 1830, surgem na Inglaterra as primeiras
manifestações daquilo que viria a ser um fenômeno constante na história do design:
os movimentos para a reforma do gosto alheio. John Ruskin, educador inglês,
apontava o modo de organização de trabalho como o principal fator pelas
deficiências projetuais e estilísticas. Não era o mau gosto do público consumidor
que gerava a má qualidade, mas a desqualificação e a exploração do trabalhador
que produzia a mercadoria. Ruskin também foi um dos primeiros a se dar conta dos
limites do crescimento industrial em termos ambientais.
Concordando com Ruskin, William Morris deu início a uma série de
empreendimentos comerciais. Junto com seus sócios, conseguiu se estabelecer
com sucesso na área de aparelhamento, sua estratégia mercadológica enfatizava a
alta qualidade e o bom gosto dos seus produtos. O trabalho de Morris acabou se
inserindo no contexto do que veio a se chamamos de movimento Arts and Crafts. A
filosofia desse movimento girava em torno da recuperação dos valores produtivos
tradicionais defendidos por Ruskin, o que explicava a apelidação de algumas
entidades um tanto antiquada de ‘guilda’. Os integrantes desse movimento
buscavam promover maior integração entre projeto e execução, relação mais
igualitária entre trabalhadores e manutenção de padrões elevados em termos de
qualidade de materiais e de acabamento, ideais estes conhecidos como
craftsmanship.
No Brasil, em meio a diversos planos de imigração, surgiram iniciativas para
promover a formação técnica e artística do trabalhador brasileiro. Exemplo disso, foi
a fundação do Liceu de Artes e Ofícios, no Rio de Janeiro. A união entre arte e
indústria era percebida no Brasil como um elemento fomentador do progresso e da
[7]
modernidade.
Vanguardas Europeias
As Vanguardas europeias surgiram em um cenário caótico de pós-guerra e sua
principal característica era a crítica e a negação de tudo que se referia ao passado.
A Belle Epoque caiu junto com a guerra, e as formas de arte associadas a ela
perderam o significado. A influência das vanguardas artísticas foi mais ampla e
profunda na área do design gráfico. Partindo principalmente da confluência de ideias
e de atores em torno do Construtivismo russo, do movimento de Stijl na Holanda e
da Bauhaus na Alemanha emergiu uma série de nomes fundadores do design
gráfico moderno, dentre os quais, Alexander Rodchenko, El Lissitzky, Herbert Bayer.
De modo geral, o estilo gráfico desenvolvido por esses designers dava preferência
ao uso de formas claras, simples e despojadas.
Bauhaus
Sede da Bauhaus em Dessau.
A Bauhaus foi uma escola estatal sediada inicialmente em Weimar, na Alemanha,
fundada em abril de 1919, sob direção do arquiteto Walter Gropius. Seu objetivo era
formar artistas, designers e arquitetos mais responsáveis socialmente, além de
almejar o progresso da vida cultural da nação e o aperfeiçoamento da sociedade.
Após o curso preliminar, os estudantes passavam a frequentar oficinas, onde
recebiam ensinamentos de um artista e de um artesão experiente. Apesar desses
esforços, pouco se avançou em direção a um relacionamento mais íntimo de
trabalho e indústria. A raiz do problema estava no fato de que alguns dos primeiros
professores apregoavam o conceito da arte como atividade espiritual, separada do
mundo exterior. A arte havia se fundido com o artesão, mas não com a indústria.
A ideia básica do ensino da Bauhaus era a união da formação artística e prática.
Assim, todos os alunos que concluíssem o curso básico poderiam continuar na
escola optando por uma das oficinas onde estudariam e trabalhariam. O objetivo era
o desenvolvimento de protótipos para a produção em massa pelas empresas sob
licença. Nesse momento, o trabalho artesanal foi incluído na produção industrial. A
originalidade da escola está no fato de que ela venceu os limites do modernismo,
pois não somente agrupou movimentos de vanguarda heterogêneos, como também
os colocou em prática. A história da Bauhaus é, em suma, a história do surgimento
[8]
do design moderno e das relações tensas entre arte e tecnologia das máquinas.
Art Déco
Art Déco surgiu como uma expressão cultural complexa e diversa, em inúmeras
formas expressivas e oriunda de uma vontade de exteriorizar um espírito moderno
por meio da arte decorativa. Suas características mais recorrentes eram os jogos
volumétricos e geométricos; pesquisas de cor e de materiais; uso de tecnologias
construtivas modernas; tendência à abstração; exaltação da tecnologia como tema;
valorização dos acessos e portarias e respeito a alinhamentos e massas edificadas.
Quanto à tipografia, o maquinismo foi um dos grandes temas iconográficos
justamente por remeter à modernidade tecnológica e ao progresso. Linhas
quebradas ou em zigue-zague transmitiam bem a sensação de dinamismo e da
[9]
velocidade próprias dos novos tempos.
O Pós-modernismo
O design pós-modernista surgiu para se contrapor ao movimento modernista.
Negava todas as regras impostas pelo modernismo. Os designer adeptos do
movimento resgataram a estética da primeira metade do século, o que ficou
conhecido como Design Retrô. Também valorizavam o Design Vernacular, que
remete às formas gráficas de uso corriqueiro, como cartões de beisebol, caixas de
fósforos e ilustrações. Algumas das características do Design Psicodélico era o uso
de cores saturadas e tipografia ilegível. Alguns designers usavam drogas como LSD
para a criação de peças gráficas psicodélicas. A expressão subjetiva nas criações
era o objetivo desses designers.
Ver também
● Design no Brasil
● Design visual
● Produção gráfica
● Design instrucional
Referências
● ↑
Ir para:
●
ab
● Villas-Boas, André (2003). O que é [e o que nunca foi] design gráfico. [S.l.:
s.n.] ISBN 85-86695-03-3
● ↑ MEGGS, Philip B. A history of graphic design. Michigan, Van Nostrand
Reinhold, 1992 - Pg.xiii Preface
● ↑ Cardoso, Rafael (2013). Design para um mundo complexo. [S.l.: s.n.] ISBN
978-85-405-0098-3
● ↑ MONAT, André Soares ; CAMPOS, Jorge Lucio de ; LIMA, Ricardo Cunha .
Metaconhecimento - Um esboço para o design e seu conhecimento próprio.
BOCC. Biblioteca On-line de Ciências da Comunicação, v. 03, p. 01-12, 2008.
● ↑ LUPTON, Ellen. Pensar com tipos. São Paulo: Cosac & Naify, 2006.
● ↑ Bacelar, Jorge. Apontamentos sobre a história e desenvolvimento da
impressão. [S.l.: s.n.]
● ↑ Cardoso, Rafael. Uma introdução à história do design. [S.l.: s.n.]
● ↑ MENEGUCCI, Franciele; DA SILVA, José Carlos Plácido; PASCHOARELLI,
Luis Carlos. A Bauhaus entre 1919 e 1933: Uma revisão sobre os métodos ,
os mestres, as fases e oficinas. [S.l.: s.n.]
● ↑ Santana, Marília. Art Déco, entre a tradição e o Moderno. [S.l.: s.n.]
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