CENTRO EDUCACIONAL ESPAÇO LIVRE
AMÉRICA: MUDANÇAS CLIMÁTICAS E SEUS
IMPACTOS SOCIAIS
TURMA: 1ª SÉRIE PEDRA AZUL
ALUNOS: DAVI OAKES, ESTEVÃO, ÍCARO, LUCAS LOUREIRO
2024
PRINCIPAIS ACONTECIMENTOS NA AMÉRICA CAUSADOS PELAS MUNDANÇAS CLIMÁTICAS
Tempestades tropicais: são formadas quando os ventos contínuos do ciclone tropical atingem entre 65 e 120
quilômetros por hora e geralmente se caracterizam por chuvas torrenciais e ventos fortes, cuja intensidade e
capacidade de destruição variam principalmente de acordo com a temperatura da água e a umidade do ar onde
as tempestades se desenvolvem. A temporada de furacões do Atlântico de 2022 terminou com 14 tempestades
nomeadas. Nove delas afetaram áreas do interior da região e deixaram graves consequências para a
população local. Já na costa Leste dos Estados Unidos e na região do Golfo do México furações como Harvey
(2017), Irma (2017), Maria (2017) e Ida (2021) causaram inundações massivas e danos econômicos severos.
Furacão Harvey deixa mortos e inundações O furacão Irma atinge Fajardo, em Porto Rico. Passagem do furação pelas ruas de New Orleans,
devastadoras no Texas. Imagem: Mark Ralston / AFP. Louisiana - Patrick T. FALLON / AFP.
Derretimento das geleiras e aumento do nível do mar: no verão de 2022, houve uma perda quase total da
cobertura de neve nas geleiras dos Andes centrais, de modo que as camadas mais sujas e escuras das geleiras
absorveram mais radiação solar, o que acelerou o derretimento do gelo. No Canadá, o degelo no Ártico,
juntamente com as intensas chuvas, têm causado inundações severas em províncias como Quebec e Ontario.
Enquanto isso, no Atlântico Sul e no Atlântico Norte subtropical, a elevação do mar continuou a aumentar em
um ritmo maior do que a média global, ameaçando a população da América Latina e do Caribe que vive em
áreas costeiras, pois contamina os aquíferos de água doce, erode os litorais, inunda áreas baixas e aumenta o
risco de inundações costeiras. Nos Estados Unidos, por sua vez, cidades costeiras como Miami (Flórida) e
Nova Orleans (Luisiana) enfrentam inundações mais frequentes devido à elevação do nível do mar.
Vista da Geleira Holanda a partir do Canal de Beagle, estreito Água do mar inunda área em Manhattan, na cidade de Nova York.
que fica na Terra do Fogo, na Argentina. Foto de Ian Teh. Foto: Lev Radin/Pacific Press/LightRocket via Getty Images.
Seca e ondas de calor: a seca na bacia do Paraná-Plata, no sudeste da América do Sul, e onde fica um dos
maiores celeiros agrícolas do mundo, foi a pior desde 1944 e a falta de chuvas levou a um declínio na produção
de energia hidrelétrica em grande parte da América do Sul devido ao baixo fluxo dos rios, resultando em um
aumento acentuado na demanda por combustíveis fósseis em uma região com um grande potencial de energia
renovável ainda inexplorado. Nos Estados Unidos, o calor extremo tem causado problemas de saúde pública,
com eventos significativos em cidades como Phoenix e Las Vegas. Estados como Califórnia, Nevada e Arizona
têm sofrido com secas prolongadas, afetando a agricultura e os recursos hídricos.
Trecho quase seco do rio Paraná na cidade de Rosario, na Argentina, em julho
de 2021
Imagem: Asociación Argentina de Abogados Ambientalistas
REPORTAGENS
IMPACTOS NA FLORA E FAUNA DECORRENTES DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS
Fragmentação de habitat e migração de espécies, que podem resultar na
extinção delas;
Aumento de vetores de doenças, o que prejudica a fauna;
Desertificação, tornando regiões pouco habitáveis;
Alagamento de áreas costeiras e úmidas;
Morte de corais e fitoplânctons devido ao aumento da temperatura das águas Aquecimento global aumenta períodos
sem gelo no Ártico e traz ameaça de fome
do mar, o que afeta toda cadeia alimentar marinha, inclusive com efeitos para ursos polares Andreas
negativos na pesca, que é parte da alimentação humana. Weith/Wikimedia Commons
Na floresta amazônica, os incêndios, intensificados pelas ondas de calor,
estão atingindo a fauna e a flora, de modo que a cobertura vegetal, o habitat
de diversas espécies, está sendo reduzida e as árvores tropicais estão
enfrentando estresse hídrico;
No Ártico, tanto a fauna quanto a flora estão sendo atingidas pelo
aquecimento global, que afeta a região duas vezes mais rápido do que o resto
do planeta. Ursos polares e renas estão perdendo habitat por causa do
Foto mostra tamanduá morto depois de
derretimento do gelo, enquanto a tundra está se transformando em floresta incêndio na Amazônia perto de Mirante do
boreal, alterando drasticamente o ecossistema. Norte, Rondônia, no dia 20 de agosto. —
Foto: Ueslei Marcelino/Reuters
AÇÕES GOVERNAMENTAIS DE PREVENÇÃO ÀS MUDANÇAS CLIMÁTICAS
Abandonar a gasolina e o diesel: Deixar para trás os carros a gasolina e diesel e adotar veículos elétricos será
crucial. Caminhões e ônibus poderiam ser movidos a combustível de hidrogênio, idealmente produzido a partir de
energia renovável;
Plantar mais árvores: as florestas são excelentes em absorve o dióxido de carbono da atmosfera — razão pela
qual ativistas e cientistas enfatizam a necessidade de proteger o mundo natural reduzindo o desmatamento;
programas de plantio em massa de árvores são vistos como uma forma de compensar as emissões de CO2;
Reduzir as emissões de metano: uma quantidade significativa de metano é liberada a partir da queima de gás
natural durante a extração de petróleo e pode ser interrompida com soluções técnicas. Encontrar maneiras
melhores de descartar o lixo também é importante, porque os aterros sanitários são outra grande fonte de
metano. Na COP26, quase 100 países concordaram em reduzir as emissões de metano, em um acordo liderado
pelos EUA e pela União Europeia;
Ajudar financeiramente os países mais pobres: Alguns especialistas acreditam que as nações mais pobres
vão precisar de apoio financeiro contínuo para ajudá-las a avançar em direção a energias mais verdes. Os EUA,
a União Europeia e o Reino Unido destinaram recentemente US$ 8,5 bilhões (R$ 46 bilhões) para ajudar a África
do Sul a eliminar o uso de carvão.
ÍNDICES DE DESMATAMENTO
ÍNDICES DE POLUIÇÃO