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Sem3 - Dermatoviroses

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INFECÇÕES VIRAIS DA PELE

Prof. Paulo Raymundo B. Teixeira


Faculdade de Medicina da Unifenas BH
Março de 2020
INTRODUÇÃO
• Vírus
• Definição: menores agentes infecciosos
conhecidos.
• Ciclo de vida: fase extracelular
fase intracelular
• Hospedeiro
• Mecanismos de defesa: imunidade
celular e humoral
CLASSIFICAÇÃO DOS VÍRUS
• Vírus – DNA:
Família herpes vírus
Adenovírus: infecções respiratórias
Herpesvírus: herpes simples, zoster
Papovavírus: infecções por HPV
Parapoxvírus: molusco contagioso, orf,
nódulos dos ordenhadores.
Parvovírus: associado com Adenovírus
Ortopoxvírus: varíola, vacínia e cowpox
CLASSIFICAÇÃO DOS VÍRUS

• Vírus – RNA:
Paramixovírus: sarampo
Ortomixovírus: influenza A, B e C
Picornavírus: rinovírus, enterovírus,
coxsackievírus, poliovírus,
ecovírus, arbovírus
HERPES VÍRUS
Pele e SNC
• Classificação:
• Alfaherpesvirinae: herpes simples vírus tipo 1 e 2, varicela-
zoster vírus (HHV3)
• Betaherpesvirinae: citomegalovírus (HHV5)
• Gamaherpesvirinae: Epstein-Baar vírus(HHV4), herpesvírus
humanos 6 e 7, e herpesvírus humano 8, associado ao
Sarcoma de Kaposi.
HERPES SIMPLES
• Conceito: infecção aguda, contagiosa e
autolimitada da pele e mucosas.

• Vírus: HSV1: infecções face e tronco.


HSV2: infecções na genitália.
HERPES SIMPLES
• Transmissão: contato pessoal.
• Infecção através das mucosas ou por soluções
de continuidade da pele.
• Primo-infecção: geralmente em crianças 1 a
5 anos. Herpes simples tipo 1 - transmissão na INFÂNCIA!!!!
• 30 a 60% das crianças são expostas ao vírus
HSV1. População altamente exposta, mas nem todo mundo desenvolve a doença!
HERPES SIMPLES
Herpes simples tipo 1 na infância - manifestação estomatite!

• Adultos 30 anos ou mais : a maioria são


soropositivas para HSV1.
• 20 a 40% da população já tiveram herpes
labial.
• HSV-2 correlaciona-se com a vida sexual.
• A primo-infecção geralmente é subclínica.
Criança com herpes genital suspeito de abuso

*** HERPES SIMPLES 1 E 2 - MESMO SEM LESÃO ATIVA TEM TRANSMISSÃO***

QUESTÃO DE PROVA!!!
*** NÃO é SEMPRE que transmite SEM lesão!!!
Percentagem de transmissão sem lesão é baixa, quando há lesão a taxa de transmissão é maior

HERPES SIMPLES
O fato de não ter lesão, não significa que não tem transmissão

• Pessoas assintomáticas podem transmitir os vírus HSV1 e 2.


• 70 a 90% da população é portadora do vírus HSV 1.

Estágios da infecção:
• Infecção aguda: replicação no local de inoculação.
• Infecção latente: no nervo, onde o vírus não se replica.
• Reativação do vírus: reinicia a replicação e vai para a pele.

O vírus pode ter contato com a pele íntegra e infectar - não necessariamente preciso de lesão
Posso ter lesão na coxa, glúteo e perineo
(locais onde o gânglio sacral inerva)
HERPES SIMPLES
• HSV-1: reativa mais frequentemente no
gânglio trigeminal. Pode ocorrer no pescoço também

• HSV-2: reativa mais frequentemente no


gânglio sacral.
• Fatores envolvidos na reativação:
radiação ultravioleta, hipertermia, trauma
local, stress psicológico.
Herpes Histologia

Vesícula intraepidérmica multiloculada,


células gigantes multinucleadas com
cromatina periférica nos núcleos.
Degeneração balonizante dos
queratinócitos e acantólise.
HERPES SIMPLES HSV 1
Geralmente primoinfecção
• Manifestações clínicas: Depois o vírus fica latente e reativa na lesão
clássica (vírus miga para o trigêmio)
Gengivoestomatite Herpética:
As lesões ocorrem sempre no mesmo lugar e
- HSV 1 são precedidas por “choques”

- mais comum em crianças. Criança em idade escolar

- tempo de incubação: 3 a 10 dias.


- pródromo(40 a 60%) – dor, queimação, prurido, febre..
- eritema, pápulas, vesículas e crostas.
- duração 2 semanas,em média, até 4 semanas.

Adultos com afta de recorrência pode ser HSV1 Importante diferenciar primoinfecção no adulto (menos
comum - ac + contra HSV1 porque foi exposto na
infância) de recidiva: questão epidemiológica!
ADULTO COM HSV1 - AFTA RECORRENTE
Lesão em cacho de uva com formigamento/pinicação = RECIDIVA
(mesmo que seja a primeira vez - pode ser a primeira recidiva)

PRIMOINFECÇÃO NO ADULTO
• quadro exuberante (SEMPRE)!!!
• Paciente relata nunca ter tido antes
RECIDIVA -
LOCALIZADO
PRIMOINFECÇÃO
• exuberante (boca
muito inchada)
LESÃO EM CACHO DE UVA
Profissional da área
da saúde -
manipula boca de
paciente sem luva

PRIMOINFECÇÃO
• bem exuberante
HERPES GENITAL HSV 2
INÍCIO DA VIDA SEXUAL (LEMBRAR!!!!)

• HSV-2
• HSV-1 em 10 a 40% ( contato orogenital)
• Vesículas, pústulas e úlceras.
• O quadro resolve em 2 a 3 semanas
• Homens: glande do pênis e corpo
• Mulheres: vulva, períneo, nádegas, vagina, cérvix.
• Dor, prurido, disúria, linfadenopatia inguinal, febre,
cefaléia, mialgias.
Vírus mais agressivo - gera sintomas sistêmicos.
Sintomas intensos - paciente procura cuidado médico
Causa desconforto social
HERPES GENITAL HSV 2
• Radiculomielite sacral com retenção urinária,
neuralgias e constipação.
• Cervicite em 80% das mulheres.
• Ocasionalmente pode ocorrer: endometrite,
salpingite, prostatite, proctite.
Gera dor, ardência, queimação..
LOCALIZADO = RECIDIVA
DIFUSO =
PRIMOINFECÇÃO

Lesão pequena: posso afirmar ser recidiva


Lesão grande: geralmente é primoinfecção (não posso afirmar)
PANARÍCIO HERPÉTICO
LESÃO PERIUNGUEAL

• Geralmente HSV-1
• Infecção da falange por inoculação direta ou
difusão de locais das mucosas na infecção
primária.
• Vesículas sobre base eritematosa que formam
bolha ou pústula.
• Febre e linfadenopatia local são comuns.
O vírus inocula e recidiva!!
Herpes Vírus

• Situações especiais.
CERATOCONJUNTIVITE HERPÉTICA

• Primoinfecção no olho – ulcerações e


cegueira.
• HSV 1 mais prevalente. Contamina no canal do parto

• Neonatos – HSV 2 mais prevalente.


• Reativação do vírus no gânglio trigêmio é
causa mais comum.
• Necrose retinal aguda é rara.
HERPES NEONATAL
• HSV 2 é mais comum (70%).
• Infecção ocorre na hora do parto.
• Incidência: 1:3500 nascidos vivos.
• Infecção genital primária: risco de infecção
neonatal de 33 a 50%.
• Infecção genital recorrente: risco de infecção
de < 3%.
• Fatores de risco: parto vaginal, procedimentos
invasivos, isolamento do HSV 1, ruptura
prolongada de membranas.
HERPES NEONATAL
• Formas: 1-Pele, olhos e boca
2-Encefalite
3-Doença disseminada
• Mortalidade: 65%

MUITO GRAVE
ERITEMA POLIMORFO HERPÉTICO

• O quadro surge 7 a 10 dias após o herpes.


• Acomete mais as extremidades.
• Pode acometer mucosas.
• Máculas eritematosas ou máculo-purpúricas.

*** PROVA ***


Eritema polimorfo herpético - pior que Herpes
Resposta autoimune ao vírus que, quando a infecção está sendo curada, dá uma reação corporal (empola)
ENCEFALITE HERPÉTICA
• Pode ser por vírus 1 ou 2 , mais comum HSV 1.
• Meningite herpética: febre, cefaléia, fotofobia.
• Pode ocorrer mielite transversa e [Link]-
Barré.
• Paralisia de Bell
• Diagnóstico: PCR no líquor
• Mortalidade: 30%
• Tratamento: Aciclovir EV
HERPES SIMPLES EM IMUNODEPRIMIDOS
Infecção mais frequente e mais grave - mesmo em uso de antiviral

• Reativação de infecção latente mais grave e


progressiva.
• Pode o correr pneumonite, hepatite, colite,
pancreatite.
• Lesões de pele mais disseminadas com
crostas, necrose hemorrágica e ulcerações.
• Herpes simples mucocutâneo ou de
acometimento visceral, com mais de 1 mês de
duração é doença definidora de AIDS.
HERPES SIMPLES EM IMUNODEPRIMIDOS
Pode ulcerar

HERPES SIMPLES CRÔNICA


ERUPÇÃO VARICELIFORME DE kAPOSI
Vírus da varicela

• Eczema herpético e Eczema vacinatum


• É uma infecção difusa seguindo a uma inoculação do
vírus na pele danificada por eczema.
• Pode ser manifestação primária do HSV 1 em criança
com dermatite atópica.
• Associações com: Micose fungóide, Darier, Pênfigo
foliáceo, queimaduras...
• Mortalidade: 10% - Infecção bacteriana.
• Febre alta e denopatia.
Pode ocorrer em pacientes com dermatite atópica grave!
DIAGNÓSTICO DE HERPES Herpes simples 1 e 2 - mas posso
DIAGNÓSTICO CLÍNCO #
fazer os exames abaixo
principalmente o Tzanck

• Padrão ouro: isolamento do vírus em cultura.


• PCR: 98% de sensibilidade (Excelente)
• Elisa: sensbilidade de 96%
Vantagens:
• especificidade de 100% • barato
• simples

• Método de Tzanck: 40% de positividade.


Diagnóstico rápido.
Confirma o diagnóstico

Esse método serve para todas as doenças abordadas no seminário


• Tzanck:
células gigantes multinucleadas que são
encontradas nos casos de herpes simples e
varicela – zóster.

• Imunofluorescencia direta
TRATAMENTO DO HERPES
NÃO FAÇO TRATAMENTO TÓPICO!!

• Lesões altamente sintomáticas, complicadas


ou prolongadas.
• Aciclovir: análogo acíclico do
2’dexoxiguanosina. Inibidor seletivo da
replicação do vírus.
• Forma inativa é fosforilada a forma ativa –
trifosfato de Aciclovir - pela TK.
• Meia vida plamática: 3 a 4 horas.
TRATAMENTO SISTÊMICO
Age no gânglio e REDUZ a CV lá, isso
Tratamento tópico NÃO funciona - vírus replica no gânglio. Para tratar preciso de algo reduz a recidiva no gânglio e,
que tenha ação diretamente no vírus - TRATAMENTO VIA ORAL - reduz carga viral consequentemente, no corpo!
no gânglio!!!
TRATAMENTO DO HERPES
DECORAR ESSA DOSE!!!

• Aciclovir – Doses: **** PROVA ****


GRAVAR O ACICLOVIR E A DOSE

• Primo-infecção: 200mg 5x dia, 5 a 7 dias.


Imunocomp.: duplicar dose.
• Formas graves: 5-10 mg/kg 8/8 h
• Recidivas: idem primo-infecção ou 200 mg, 2 a
4 x dia ou 400 mg/dia.
• Criança > 2 anos: idem adulto.
• Criança < 2 anos: metade adulto.
TRATAMENTO DO HERPES
• Ceratoconjuntivite: pomadas de Idoxuridina ou
Aciclovir.

• Valaciclovir: derivado éster da L-Valina. Pró-droga do


Aciclovir.
• Cápsulas de 500 e 1000mg
• Primo-infecção: 1g 2x dia por 7-10dias
• Recidiva: 500 mg/dia ou bid / 3dias. Herpes labial: 2g
2x dia/ 1 dia.
TRATAMENTO DO HERPES
• Fanciclovir e Penciclovir:
• Penciclovir tem baixa biodisponibilidade por
via oral – administrado sob a forma do
Fanciclovir.
• Dose: primo-infecção: 250 mg 12 em 12 horas
por 5 a 7 dias.
• Recorrência: 125 mg 8/8 horas, 5 a 7 dias.
TRATAMENTO DO HERPES
• Foscarnet: (ácido fosfonofórmico triácido) –
EV.
• Opção para resistência ao Aciclovir.
• Inibe a replicação do vírus.
• Pode causar nefrotoxicidade, DHE, anemia.

• Cidofovir: EV e creme – Nefrotóxico.


Catapora VARICELA NÃO TEM RECIDIVA - PRIMOINFECÇÃO

VARICELA – HERPES ZOSTER


Recidiva da catapora - mas são chamadas clinicamente de
doenças diferentes!
• VARICELA:
• Definição: primo-infecção causada pelo VZV.
• Epidemiologia: comum no mundo todo.
• Clima temperado entre inverno e primavera.
• Era pré-vacinação:90% dos casos em crianças < 5
anos.
• 1988 a 1995: 11000 hospitalizações e 100 mortes por
ano nos EUA.
• Mais de 95% nos EUA tem sorologia positiva.
Varicela altamente contagioso - quem não vacinou com certeza vai pegar!
Vacina NÃO impede de pegar o vírus e desenvolver a doença, mas PREVINE formas mais graves!!!!
Varicela é QUASE SEMPRE sintomática (muito raro ser assintomático)
VARICELA – HERPES ZOSTER
• Varicela: altamente contagiosa. Sintomáticos

• 95% dos casos são clinicamente aparentes.


• Incubação: 15 dias (média 10 a 23 dias ).
• Porta de entrada: trato respiratório e contato direto.
• Confere imunidade ao longo da vida.
• Imunocomprometidos podem ter reinfecção.

Adulto: cefaleia forte e dor abdominal


Para ter herpes zoster preciso ter reativação dentro do MEU corpo

Mecanismo de reativação Herpes Zóster

A doença acomete dermatomos - doença em faixa (acomete só o local que é inervado por aquele gânglio)

Herpes zoster NÃO é contagioso - não passo HERPES ZOSTER!


Herpes zoster transmite VARICELA (catapora) para quem NUNCA TEVE. Para pessoas que já tiveram, não
acontece nada!
VARICELA – HERPES ZOSTER
• Distribuição centrípeta da lesões.
• Polimorfismo : lesões em vários estágios de evolução
( pápulas, vesículas, crostas )
• Vesículas ocorrem nas mucosas, boca, nariz, faringe,
laringe, vagina.
• Febre pode chegar a 40ºC.
• Prurido pode ocorrer.
• Varicela neonatal: grave, fatal, causada quando a
mãe contrai varicela 5 dias antes ou 3 dias após o
parto.

Criança não fica “chumbada” com varicela (não prostra?) - estado geral preservado
Quem tem a pior reação são adultos com varicela - estado geral rebaixado
Presença de polimorfismo: lesões em diferentes estágios de evolução!!

Lesões grandes = provavelmente sem vacina (vacina


PREVINE formas graves)
Varicela: comum - TENHO que pensar sempre nessa HD quando adulto com estado geral rebaixado e bolhas
Gota de orvalho em pétala de rosa - lesão inicial SEM infectar
Vesícula com líquido translúcido e base eritematosa
VARICELA – HERPES ZOSTER
• Varicela: Diagnóstico: clínico. NÃO é feito na prática

• Laboratório: isolamento do vírus em cultura.


• Tzanck: células gigantes multinucleadas com
corpos de inclusões intranucleares.
• PCR

**** PROVA ****


DIAGNÓSTICO CLÍNICO + TZANCK (se quiser algum diagnóstico laboratorial)

Útil para diagnóstico diferencial


VARICELA – HERPES ZOSTER
• Varicela: Complicações: Complicação bacteriana mais
comum
Infecção secundária
Pneumonia em adultos
Hepatite, encefalite em imunocomprometidos.
S. Reye: Encefalopatia aguda, degeneração
gordurosa do fígado. Associada á AAS para febre.
Mortalidade: 40%.
Ataxia cerebelar aguda : 1/4000 casos
NUNCA PASSAR AAS SE SUSPEITO DE VARICELA!!!!
VARICELA – HERPES ZOSTER
TRATAMENTO NA CRIANÇA:
• Suportivo
• Varicela: Tratamento: • Tratar complicações

• Compressas frias, calamina, anti-histamínicos.


• Evitar cremes e loções contendo corticóides.
• Evitar salicilatos devido á S. Reye.
• Aciclovir oral: não muito usado em crianças.
• Adultos: Aciclovir:800mg 5x 5dias
Fanciclovir: 500mg 3x 5dias
Valaciclovir: 1000mg 3x 5 dias
TRATAMENTO EM ADULTOS: VARICELA - EVITO CORTICOIDE (pode
• Inicial: suportivo aumentar resistência bacteriana)
• Formas graves: aciclovir!
NÃO COBRA CALENDÁRIO VACINAL NA PROVA!

VARICELA – HERPES ZOSTER


• Prevenção da Varicela:
Vacina Varicela é recomendada em imunização de
rotina em crianças.
1ª dose 12 a 15 meses e 2ª dose 4 a 6 anos.

Adultos e crianças >13 anos não imunizados devem


receber 2 doses intervalo 4 e 8 semanas.

Risco maior de exposição: trabalhadores da saúde,


estudantes de medicina, imunossuprimidos.
VARICELA – HERPES ZOSTER
Vacina imuniza mais rápido do que a resposta imune da doença - posso tomar se não tomei a vacina e tive
contato com pessoas com varicela!
Previno forma grave em outras pessoas!

• Varicela: Profilaxia pós exposição: receber a


vacina até 3 a 5 dias após o contato para
prevenção de formas graves.
Pacientes imunodeprimidos - vacina não faz efeito. Posso dar varicela zoster imunoglobulina
para profilaxia pós exposição.
Só é dado em centro de referência terciário.

• VZIG – Globulina hiperimune anti-varicela-


zoster , para imunodeprimidos, administrar
até 96 horas após o contato e tem efeito por 3
semanas.
VARICELA – HERPES ZOSTER
ACOMETE UMA REGIÃO SÓ
Principais: intercostal e ramo oftalmico do nervo trigêmeo

• HERPES ZOSTER
• Definição: recrudescimento do vírus latente da
varicela.
• Epidemiologia: Ocorre esporadicamente sem
prevalência sazonal.
• Incidência: 1,5 a 3,0 por 1000 pessoas/ano e 7 a 11
por 1000 pessoas > 60 anos /ano, na Europa e EUA.
• Fator de risco independente: idade do paciente.
A medida que envelhece, tem mais chance do
vírus ultrapassar as barreiras de defesa da pele e
aparecer
VARICELA – HERPES ZOSTER
• Herpes zoster:
• Fator de risco maior: disfunção imune celular.
• Outros fatores de risco: HIV +, Infecção,
Transplante de MO, quimioterapia, leucemia e
linfoma,uso de corticóide.
• Sexo feminino, trauma físico no dermátomo,
raça negra.
VARICELA – HERPES ZOSTER
MENOS CONTAGIOSO - NÃO TEM VIREMIA - NÃO TRANSMITE PELO AR
Vírus só está contido na vesícula!!!

• 2º episódio de Zoster é incomum em


imunocompetentes. GERALMENTE APARECE SÓ UMA VEZ!!!!
• O zoster é menos contagioso do que a varicela.
• O vírus pode ser isolado de vesículas e pústulas por
até 7 dias depois de aparecer o rash.
• Paciente com Zóster disseminado pode transmitir o
vírus por aerossóis, no ar.
VARICELA – HERPES ZOSTER
Aparece quando sistema imune está sob estresse agudo!
ALTO grau de estresse

• Vacinação específica para Zóster é recomendada


para pacientes acima de 50 anos.
• Durante a varicela o vírus é transportado para os
gânglios sensoriais (família Alpha) – infecção latente.

• Dermátomos mais comuns:


1º ramo do trigêmio (oftálmico) 10 a 15%
gânglio sensorial espinhal T1 a L2 50% dos casos.
POR QUE A VACINA DA VARICELA NÃO FUNCIONA PARA HERPES ZOSTER?
O mecanismo da ativação da doença é diferente - ativa no gânglio. Logo, o mecanismo de entrada não é o mesmo e a vacina não
age nos dois!
Vírus reativa de dentro, não vem do meio externo (processo rápido - família com tropismo pela pele e SNC - consegue migrar de
forma rápida!)
VARICELA – HERPES ZOSTER
Vale a pena tomar a vacina antes dos 50 anos? Depende - preciso de alto
grau de estresse para desencadear (mais comum em pessoas mais velhas)
Recomendado vacinar TODOS acima de 50 anos contra herpes zoster
VARICELA – HERPES ZOSTER
Zoster sem vesícula - quadro neuronal puro

• Zoster: dor e parestesia no dermátomo


precede a erupção.
• Dor: pode simular IAM, úlcera duodenal,
colecistite, cólica biliar ou renal, apendicite.
• Zoster sine herpete: neuralgia aguda
segmentar sem lesões cutâneas.
• Rash: unilateral e limitado á area de inervação
da pele por um gânglio sensorial único.

Dor localizada (principalmente dores típicas de dermatomo) TENHO que pensar em Herpes Zoster
VARICELA – HERPES ZOSTER
Geralmente há cicatriz!

• Vesículas em 12 a 24 horas – pústulas no 3º


dia – crostas em 7 a 10 dias. Duração de toda a evolução: 1 a 2 semanas!
• Lesão no nariz: ramo nasociliar do oftálmico –
envolve lesão ocular e SNC.
• Olho é envolvido em 30 a 40% do Zoster
oftálmico.
VARICELA – HERPES ZOSTER
• Síndrome de Ramsay Hunt: envolvimento dos
nervos facial e auditivo. Paralisia facial +
Zóster na orelha externa ou membrana
timpânica, com ou sem tinido, vertigem ou
surdez.
• Imunocomprometidos: necrose da pele –
cicatriz (25 a 50%). Disseminação cutânea
difusa. 10% com lesões pulmões, fígado e
cérebro.
VARICELA – HERPES ZOSTER
Lesões seguindo um dermatomo

• Diagnóstico: Clínico
• Laboratorial: padrão: cultura
• Tzanck, Elisa, PCR

• Complicações:
Lesões disseminadas imunocomprometidos.
Necrose retinal aguda
Neurite pós herpética é comum.
Pode persistir por meses mesmo com tratamento
VARICELA – HERPES ZOSTER
• Neurite pós hepética:
Fatores de risco: idade, dor prodrômica, dor
severa durante episódio agudo, rash severo,
envolvimento oftálmico
• Alodinia: dor elicitada por estímulos
normalmente não dolorosos.
VARICELA – HERPES ZOSTER
• Zoster: Tratamento:
• Tópico como na varicela, compressas frias,
DECORAR!!!
calamina..
• Aciclovir:800 mg 5x dia 7 dias.
• Fanciclovir:500mg 3x dia 7dias.
• Valaciclovir: 1g 3x dia 7dias. Melhor, mas não está disponível na
rede pública

• Imunocomprometidos: Aciclovir 10mg/kg 8/8


horas EV 7dias.
VARICELA – HERPES ZOSTER
• Neuralgia pós herpética – Tratamento:
• Carbamazepina 100 a 200 mg/dia
• Gabapentina
• Amitriptilina
• Lidocaína tópica – patch.
• Capsaicina creme
• Opiáceos e acunpuntura.
• Corticóides orais podem prevenir a neuralgia se usado
junto com Aciclovir.
Prednisona 40mg por 3 dias

Posso dar se a pessoa não tiver contraindicação


Inicio do tratamento: CORTICOIDE ORAL + ACICLOVIR (tenho que dar
antiviral junto)
Lesão do nervo oftalmico
Ramo oftalmico
Pode causar cegueira
“Cobreiro” - pacientes com HIV que a doença disseminou e acometeu mais de um dermatomo
i Criança - diagnóstico diferencial de
dermatite de fralda
PROVA SÓ PEGA ATÉ O QUE TEVE ANTES DAQUI!!!!!

• PAUSA DE 5 MINUTOS!!!

DEPOIS DESSE SLIDE - MATERIAL DE CONSULTA!


VERRUGAS
• Infecções causadas pelo HPV ( Human Papiloma-Vírus )
• Tipos: Verrugas Vulgar, Plantar e Planas: 1,2,3,4,7,10, 37,41
Verrugas anogenitais de baixo risco oncogênico:
6,11,13,55,57
Verrugas anogenitais de alto risco oncogênico: 16,18, 31
Epidermodisplasia verruciforme, 5,8,12
VERRUGAS
• Transmissão por contato direto e indireto.
• Autoinoculável.
• Verrugas Vulgares: São as mais comuns.
- Pápulas de superfície dura, hiperqueratósicas.
- Superfície das lesões: pontos escuros ou pretos: vasos
capilares trombosados.
- Mais comuns nos dorsos das mãos e dedos.
VERRUGA VULGAR
VERRUGAS
• Verrugas Filiformes: são verrugas semelhantes á espículas,
pedunculadas.
- Mais comuns na face, pescoço e comissuras da boca.
Verrugas Plantares: são pouco salientes devido á pressão do corpo.
- A proliferação epitelial penetra na derme causando dor, dificultando a
deambulação.
- Vulgarmente conhecida como olho de peixe.
- Chamadas de Mimércia.
VERRUGA FILIFORME
VERRUGA PLANTAR
VERRUGAS
• Verrugas Planas: são pápulas planas,
amareladas, ligeiramente salientes.
- Ocorrem mais em crianças e adolescentes.
- São em geral numerosas e localizam-se na
face, dorso das mãos e antebraços.
VERRUGA PLANA
VERRUGAS
• Condilomas Acuminados: verrugas genitais, pápulas
vegetantes.
- Ocorrem na mucosa da glande, vulva, ânus e vagina.
- Podem assumir aspecto semelhante á couve- flor.
- Nos adultos, na maioria das vezes, são devidas á
transmissão sexual.
- Em crianças, deve ser investigada a possibilidade de
abuso sexual.
CONDILOMA ACUMINADO
CONDILOMA ACUMINADO
VERRUGAS
• Condilomas Acuminados Gigantes: Buschke-Loewenstein.
• Papulose Bowenóide: lesões papulosas planas, com a cor do
vermelho ao castanho escuro, mais frequentes no homem-
prepúcio e glande.
• Epidermodisplasia Verruciforme: ocorre em pessoas com
defeito da imunidade celular.
- Disseminação de vírus HPV, com lesões planas e verrucosas.
- Desenvolvimento de queratoses e carcinomas. Ação
oncogênica dos vírus.
- Herança autossômica recessiva.
VERRUGAS
• Tratamento:
- Eletrocoagulação ( melhor método )
- Medicação tópica: produtos com colódio, ácido salicílico,
ácido lático( oclusivos ), Tretinoína, 5-Fluouracil.
Aplicação de ácido nítrico fumegante.
- Crioterapia: nitrogênio líquido
- Laser de CO2
- Podem desaparecer espontâneamente.
VERRUGAS
• Verrugas anogenitais: aplicação de podofilina.
• Cirurgia com exérese e sutura não deve ser
feita rotineiramente por disseminar o vírus em
redor da lesão retirada.
MOLUSCO CONTAGIOSO
• Afecção frequente, causada por um parapoxvírus.
- Distribuição universal.
- Mais comum em crianças especialmente e m atópicas.
Transmitido pelo contato individual.
- Lesão: pápula séssil, geralmente umbilicada ou com
discreta depressão central
- Assintomático.
MOLUSCO CONTAGIOSO
MOLUSCO CONTAGIOSO
MOLUSCO CONTAGIOSO
• Diagnóstico: Clínico
- Biópsia : característica – “caroços de romã”.

Tratamento: Curetagem das lesões – eletivo.


Crioterapia, aplicação de ATA ( Àcido
Tricloro Acético ).
• Muito obrigado e bons estudos!

• Prof. Paulo Raymundo.

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