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ÁGIL CONSULTORIA

OCUPACIONAL
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Gerson

[MANUAL DE SEGURANÇA
PARA OPERAÇÃO DE RETRO
ESCAVADEIRA]
Em cumprimento da NR 12 – Máquinas e Equipamentos da Portaria nº 3.214 de 08 de Junho de 1.978
do Ministério do Trabalho e Emprego - MTE.
OPERADOR DE RETROESCAVADEIRA

Sumário

Apresentação 3
Código de trânsito brasileiro 3
Especificações Técnicas 3
Identificação das partes da máquina 3
Identificação dos componentes da plataforma de operação 4
Controles da retroescavadeira 5
Operação do carregador frontal 11
Operações com a retroescavadeira 15
Movimentações do trator 17
Escavações 17
Manutenção 19
Normas de Segurança 22
Legislação NRs - Portaria 3.214/78 do MTE 24
Responsabilidade Civil e Criminal 25
Noções de Técnicas de Resgate e Primeiros Socorros 27
Bibliografia 32

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Apresentação
Leia este manual com atenção antes de ligar o motor ou operar a máquina. As instruções
relativas à segurança, operação e manutenção foram desenvolvidas para permitir a operação e
reparos seguros da máquina. Consulte o índice detalhado no final deste manual para localizar
itens específicos sobre a sua máquina. Este manual fornece informações essenciais para
manter sua máquina em boas condições de trabalho, bem como de segurança, confiabilidade e
durabilidade. Os acessórios e equipamentos disponíveis para uso com esta máquina foram
projetados com o propósito de movimentação de terra em geral, manuseio, escavação,
perfuração, etc. Certifique-se de que a máquina esteja adequadamente equipada para o tipo de
trabalho a ser executado.
Não use a máquina para quaisquer aplicações ou propósitos que não estejam descritos neste
manual.
Se a máquina tiver que ser utilizada em trabalhos que envolvam a utilização de acessórios
especiais ou equipamentos diferentes, consulte o fabricante.
Qualquer pessoa que fizer modificações desautorizadas será responsável pelas consequências.

Código de Trânsito Brasileiro – CTB Lei 9.503/97


CTB – Art. 143
I – Categoria A – Condutor de veículo motorizado de duas ou três rodas, com ou sem carro lateral;
II – Categoria B – Condutor de veículo motorizado, não abrangido pela categoria A, cujo peso brutal
total não exceda a três mil e quinhentos quilogramas e cuja lotação não exceda oito lugares, excluído o
do motorista;
III – Categoria C – Condutor de veículo motorizado utilizado em transporte de cargas, cujo peso brutal
total exceda a três mil e quinhentos quilogramas;
IV – Categoria D – Condutor de veículo motorizado no transporte de passageiros, cuja lotação exceda a
oito lugares, excluído o do motorista;
V – Categoria E – Condutor de combinação de veículos em que a unidade tratora se enquadre nas
categorias B,C ou D e cuja unidade acoplada,reboque,semi-reboque ou articulada, tenha seis mil
quilogramas ou mais de peso bruto total ou cuja lotação exceda a oito lugares ou ainda seja enquadrado
na categoria trailer.
Para operar o equipamento o operador deverá receber um treinamento específico que o qualificará e
portar um cartão de identificação, com o nome e fotografia em lugar visível. Norma regulamentadora nº.
Artigo 144 CTB (Código de trânsito brasileiro)
“Trator de roda e de esteira, equipamento automotor destinado à movimentação de cargas, execução de
trabalho agrícola, de terraplenagem, construção de pavimentação, só podem ser conduzidos na via
pública por condutor habilitado nas categorias C, D ou E.”
NR 11 – Transporte, movimentação, armazenagem e manuseio de materiais.
NR 12 – Máquinas e Equipamentos.
NR 18 – Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção.
Portaria n.º 3.214, de 08 de junho de 1.978 do Ministério do Trabalho e Emprego – MTE.
www.mte.gov.br
1 – Definição
É um trator com uma pá montada na frente e uma pequena concha na traseira, que é usado para
escavação.

2 – Identificação das partes da máquina


1 – Caçamba do carregador frontal; 2 – Braços do carregador frontal; 3 – Caçamba da
retroescavadeira; 4 – Lança de profundidade; 5 – Lança de levante ou coluna; 6 –
Estabilizadores laterais; 7 – Toldo refletivo; 8 – Espelhos retrovisores; 9 – Plataforma de 3
operação; 10 – Faróis dianteiros de serviço; 11 – Faróis dianteiros de tráfego (ou transporte); 12
– Faróis traseiros de serviço; 13 – Sinaleiras, pisca-pisca e luz de freio; 14 – Cilindro de
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basculamento da caçamba dianteira; 15 – Cilindro de levante da caçamba dianteiro; 16 –
Cilindro de levante da caçamba traseira; 17 – Cilindro da lança de profundidade; 18 – Cilindro
de basculamento da caçamba traseira

2.1 – ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS

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2.2 – Componentes da Retroescavadeira
A retroescavadeira é constituída pelos seguintes componentes:
1 – Suporte fixo, apoiado na parte traseira e inferior do chassis e fixado por meio de dois
tensores horizontais e verticais.
2 – Conjunto de sapatas e estabilizadores, de ação individual, alojados no suporte fixo. Mantém a
retroescavadeira em posição de operação.
3 – Suporte móvel, montado no suporte fixo. Permite a rotação da torre de giro.
4 – Torre de giro. Fixada no pino inferior do suporte móvel, formando um cotovelo com o braço
de escavação.
5 – Braço de escavação, que liga a basculagem com a concha.
6 – Concha da retroescavadeira.
7 – Torre de comando montada no suporte fixo, controla o funcionamento da retroescavadeira.

3 – Identificação dos Componentes da Plataforma de Operação

1 – Painel de instrumentos frontal


2 – Painel de instrumentos lateral
3 – Alavancas de comando da retroescavadeira
4 – Alavancas de comando dos estabilizadores laterais
5 – Alavanca de comando do carregador frontal
6 – Assento do operador e cinto de segurança
7 – Alavanca do bloqueio do diferencial
8 – Alavanca do câmbio
9 – Alavanca do freio de estacionamento
10 – Pedais dianteiros de inversão de marcha
(frente – Ré) e aceleração
11 – Volante de direção
12 – Pedal traseiro de inversão de marcha (Frente – Ré)
13 – Pedais do freio

4 – Controles e Instrumentos da Retroescavadeira


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Os controles da retroescavadeira consistem de seis alavancas de comando situadas no suporte
fixo e torre de comando.
A forma mais fácil de gravar o movimento dos componentes, é relacionar os movimentos da
alavanca com os do operador quando se encontrar no assento de operação, olhando para a
retroescavadeira.
Ao movimentar as alavancas em sua direção, os componentes se movimentarão na mesma
direção. Ao afastar as alavancas em sua direção, os componentes também se afastarão.
Quanto maior o curso das alavancas desde a posição de neutro, os componentes se movimentarão
com mais rapidez. Par um controle mais preciso, todas as alavancas podem ser movidas com um
ligeiro toque para fazer mais lento o movimento.

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Acelerador manual: Mova o acelerador manual em direção à frente da máquina para aumentar a
velocidade do motor. Puxe o acelerador manual para trás para diminuir a velocidade do motor.

ADVERTÊNCIA: Quando operar a Retroescavadeira, utilize o acelerador manual para


controlar a velocidade do motor. O uso do acelerador manual para qualquer outro tipo de
operação poderá resultar em acidente.

Chave de ignição: A chave de ignição tem quatro posições:


A. ACC – Vire a chave no sentido anti-horário até ACC para dar energia aos acessórios.
B. LIGADO – Gire a chave no sentido horário até a posição ON (LIGADO). Antes de dar
partida no motor, verifique o estado das luzes de advertência da pressão do óleo do motor e do
alternador. Use o voltímetro para verificar o estado da(s) bateria(s).
C. PARTIDA – Gire a chave totalmente no sentido horário para a posição START (PARTIDA)
para ativar o motor de partida. Quando o motor estiver ligado, solte a chave. A chave voltará
automaticamente à posição ON (LIGADO).
NOTA: Na posição START (PARTIDA) também poderá verificar o estado das luzes de
advertência para o filtro de ar e o filtro hidráulico.
D. DESLIGADO – Para desligar o motor, gire a chave até a posição OFF (DESLIGADO).
Quando o motor estiver desligado, remova a chave.

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TRAVAMENTO – NEUTRO: A CLAM detém-se quando o cabo do controle está posicionado
em HOLD (travamento). O cabo do controle da CLAM está equipado com uma trava. A trava
deverá estar na posição LOCKED (travada) quando a concha não está sendo usada.
NOTA: A trava não é automática – deve ser ativada manualmente.

Pressione o botão da embreagem para


permitir que o motor aumente a velocidade e
para fornecer mais óleo hidráulico à
carregadeira para uma maior força da
carregadeira e uma função de controle mais
rápida. Quando o botão da embreagem é
pressionado, a transmissão desengata das
rodas de tração. Solte o botão da embreagem
para engatar a força da transmissão. A
máquina pode-se deslocar livremente com o
botão da embreagem pressionado. Se
necessário, use o freio para deter a máquina.

Para engatar a trava do diferencial proceda


conforme se segue.
1. Antes de engatar a trava do diferencial,
certifique-se de que nenhuma das rodas
traseiras gire livremente.
2. Pressione e segure o botão de trava-mento
do diferencial localizado na ala-vanca de
controle do carregadeira.
3. Para desengatar a trava do diferencial,
solte o botão de travamento do diferencial.
NOTA: A trava do diferencial soltará automaticamente quando a carga for removida.

1. TORRE DE CONTROLE DA RETROESCAVADEIRA COM CONTROLES


DE RETROESCAVADEIRA
2. PEDAIS DE GIRO
3. ALAVANCA DE DESTRAVAMENTO DA LANÇA DA RETROESCAVADEIRA
4. ALAVANCA DE CONTROLE DO ACESSÓRIO HIDRÁULICO AUXILIAR DA
RETROESCAVADEIRA - Este recurso permite que o operador instale acessórios com
acionamento hidráulico no braço quando a caçamba for removida. Para acionar o acessório,
mova a alavanca de controle ilustrada acima. Siga as instruções do fabricante do acessório.
5. PEDAL DE CONTROLE DO SISTEMA HIDRÁULICO AUXILIAR - é utilizado quando
requer-se um fluxo contínuo.
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CONTROLES DA RETROESCAVADEIRA COM PEDAL DE GIRO (STANDARD)

CONTROLES DA RETROESCAVADEIRA COM GIRO POR ALAVANCA


(OPCIONAL)

CONTROLES DA ESCAVADEIRA
COM BRAÇO EXTENSÍVEL COM
GIRO MANUAL
POR ALAVANCA (OPCIONAL)

ACESSÓRIOS E EQUIPAMENTOS
INDIVIDUAIS

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5 – Operação do Carregador Frontal
Para haver um rendimento máximo no trabalho com o carregador, os movimentos do braço e da
concha deverão ser coordenados entre si, tanto na carga como na descarga.

5.1 – ACELERAÇÃO DO MOTOR

O trator está provido de um acelerador de pé, que permite o operador controlar o regime de
aceleração mais adequado aos diversos tipos de trabalho.

*** IMPORTANTE
Quando efetuar trabalhos com o carregador (como fechar valetas, remover terra, etc.) efetuar o
ataque com a concha sempre com o trator em primeira ou segunda marcha, dependendo do
material e quantidade a ser removida.

5.2 – ENCHIMENTO DA CONCHA

Ponha a concha na posição nivelada, segundo,


indicar o ponteiro no indicador de nível da concha.
Aproxime-se e entre na pilha de material.

Acione alternadamente as alavancas de comando da


concha e braça para obter rendimento na operação
de coroamento da concha. Esse movimento alternado
é necessário para vencer a resistência do material.

*** NOTA: Não se preocupe caso a concha não encher por completo na primeira vez. A
máxima produtividade é medida pelo volume de material carregado em determinado tempo.

5.3 – TRANSPORTE DE CARGA

Para maior estabilidade e visibilidade, nivele


a concha com a capota do trator.

Quando trabalhar em uma colina ou lareira, mantenha


a concha o mais baixo possível, para dar a máxima
estabilidade.

5.4 – ELEVAÇÃO DE CARGA

Para elevar e conduzir a carga sem derrame de material, retraia por


completo a concha depois de enchê-la, antes de iniciar a marcha.
Durante a elevação, a válvula compensadora mantém a concha
nivelada evitando assim o derrame de material.
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*** NOTA: Não levante cargas que excedam a capacidade normal do carregador. A capacidade
de carga é de 1.800 Kg.
5.5 – DESCARGA DA CONCHA
Levante a concha a uma altura suficiente para passar
sobre a borda da caixa ou carroceria. A seguir,
bascule a concha até que os seus batentes encostem
na parte inferior dos braços. Depois de descarregar o
material, retraia a concha e afaste o veículo, a seguir
abaixe e nivele a concha.

5.6 – OPERAÇÃO COM O CONTROLE DE FLUTUAÇÃO


Durante a operação sobre superfícies duras, ponha a alavanca de controle do braço na posição de
“flutuação” totalmente para a frente e mantenha nivelada a concha. Isto permitirá que a concha
“flutue” sobre o contorno da superfície de trabalho.

A posição de “flutuação” evitará que o material da superfície se misture com o material da pilha.
Também reduzirá a possibilidade de estragar a superfície ao remover outro material.
Ocasionalmente, afaste com a concha
abaixada para nivelar o piso aproxime-se do
talude com a concha nivelada. Uma ligeira
pressão de descida, com a concha nivelada,
ajuda a analisar a área. No retorno use a parte
inferior traseira para fechar buracos, etc.

5.7 – CARREGAMENTO DESDE UM TALUDE

Para uma carga mais rápida, mantenha um anglo de


giro de 45º e trabalhe o mais perto possível do
caminhão.

Mantenha sempre o caminhão perto do local


de trabalho. Para maior rendimento, mantenha
a profundidade horizontal de corte igual a metade
do comprimento da carroceria do caminhão.

Tenha cuidado ao escavar na parte baixa de taludes


elevados. Um desmoronamento de terra pode ser perigoso.
Retire o material do talude na posição mais baixa possível,
para máxima eficiência.
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Lembre que a capacidade para elevação e penetração do carregador diminuem a medida que
aumenta a altura de ataque da concha.
5.8 – CARREGAMENTO DESDE UMA PILHA DE MATERIAL
Em caso de pilhas, inicie a operação atacando
com a concha na altura de aproximadamente
60 cm do solo. Após ter reduzido a altura da
pilha, trabalhe com a concha ao nível do solo
para que a mesma possa romper e retirar com
facilidade (figura 1). Mantenha a área limpa
de modo que o caminhão possa movimentar-
se perto da área de trabalho. Isto diminuirá a
distância percorrida desde a pilha até o
caminhão.
Trabalhe ao redor da pilha (figura 2).
5.9 – ENCHIMENTOS DE VALAS

Aproxime-se da pilha com a concha nivelada. Ajuste


a largura de corte do material que possa ser manejado
para que não ocorra sobre carga. Acione a
alavanca de comando para elevação do braço
simultaneamente com a concha, para mantê-la nivelada.

Deixe a terra contida na concha, já


que descarrega-la em cada passagem
é uma perda de tempo. Eleve e nivele
a concha para seguinte passada.

Trabalhe em ângulo reto com a concha.

Deixe a terra que escapar pelos lados da


concha, para quando fizer uma limpeza final.
De maneira geral, uma passada longitudinal
para a limpeza, deixa o enchimento a um
nível aceitável.

Quando estiver trabalhando em ladeira, tenha a terra acumulada


13
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na parte de cima da vala, para facilitar o enchimento.
Se chegar a cair ou atolar na vala, descarregue a concha e aplique pressão de descida para elevar
as rodas dianteiras. Acione a concha quando aplicar a potência do motor, a fim de mover o trator
para trás.

Quando o trabalho de enchimento iniciar com


uma pilha grande, empurre a parte mais alta
da pilha em direção a escavação. Arraste um
pouco de terra para trás, para formar uma
rampa de trabalho.

5.10 – ALTURA E ESPALHAMENTO DE PILHAS GRANDES

O corte lateral é uma boa técnica para remover uma pilha


grande de material.

Se os lados da pilha estão muito altos e há


possibilidade de deslizamento, use o carregador para
derrubá-los.

Após, construa uma rampa baixando o material, desde


a parte superior, até que tenha cortado uma área de
trabalho sobre a pilha.

Plano de Trabalho:

Planeje o ciclo de trabalho reduzindo o percurso da


máquina o máximo possível. O posicionamento do
caminhão é muito importante para obter ciclos
rápidos.
Dedique alguns minutos ao nivelamento da área de
trabalho, se necessário. Área nivelada para a
máquina e uma área de estacionamento nivelada
para os caminhões ajudarão a acelerar o trabalho 14
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CONCHA NORMAL E OPCIONAL
O carregador industrial normalmente vem equipado com
uma concha sem dentes. Entretanto, poderá ser solicitada
uma concha opcional com os dentes.
Os dentes existentes na concha opcional são auto- afiantes,
e não requerem cuidados especiais. Se alguns deles quebrar,
poderá ser removido “a frio” do porta-dentes, utilizando-se
um punção para levantar a borda rebaixada. Todavia, se
houver condições (um maçarico), é aconselhável aquecer a
área rebaixada para depois endireitar a borda do dente. Para
colocar dentes novos, encaixe no porta-dentes e rebaixe as
bordas nas depressões.
TABELA PARA USO DE CONCHAS

6 – Operações com a Retroescavadeira


As técnicas de escavação são geralmente aprendidas através da experiência.
Entretanto, é importante para o operador saber que a máxima eficiência e durabilidade da máquina é
obtida trabalhando-se com o motor na rotação recomendada de 1800-RPM.
6.1 – ESTABILIDADE
A estabilidade é importante para o funcionamento da retroescavadeira. Deve-se estudar
cuidadosamente as seguintes informações e ilustrações relacionadas com a estabilidade antes de
operar a retroescavadeira.
Para aumentar a estabilidade em um trabalho de escavação, coloque a concha do carregador na
posição nivelada. Aplique pressão de descida sobre a concha para transferir o peso do trator, á
concha do carregador.

Estabilizadores Estabilizadores
corretamente incorretamente
Colocados Colocados

*** IMPORTANTE: A concha do carregador deve estar nivelada sobre o solo. Se empurrarmos
a concha para frente para que os cilindros fiquem estendidos, pode causar danos aos cilindros ou
ás hastes.
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6.2 – ENCHIMENTO DA CONCHA

*** Acione duas ou mais alavancas de cada


vez em todo o ciclo de enchimento, para
obter ação mais suave e máximo rendimento.

*** Controle a posição da concha em todo o ciclo de escavação, a fim de manter os dentes no
ângulo correto para uma menor penetração, o que evitará arrastar ou raspar a concha contra a
terra.

Abaixe as sapatas estabilizadoras para aliviar o


peso das rodas traseiras. As rodas devem
ficar tocando o solo, já que isto fornece a máxima
distância entre as sapatas estabilizadoras e um
centro de gravidade bem baixo. Se as rodas não
tocarem no solo, não só reduz a estabilidade e a
profundidade de escavação, como também afeterá
o rendimento e impõem esforços desnecessários
ao motor.
Durante a escavação normal, quando a
concha penetra no solo e é enchida, existe
uma tendência da parte traseira do
equipamento se levante do solo e se mova em
direção a concha. Se as sapatas
estabilizadoras estiverem devidamente
fixadas, servem para ancorar o equipamento
e evitar que seja puxado em direção á concha
da retroescavadeira.
A estabilidade tem uma importância
particular quando se opera a retroescavadeira
em posições de giro máximo, devido à
tendência de levantar uma sapata de transferir
todo o peso do equipamento a outra sapata
estabilizadora.
A estabilidade tem uma importância particular quando se opera a retroescavadeira em posições
de giro máximo, devido a tendência de levantar uma sapata de transferir todo o peso do
equipamento a outra sapata estabilizadora.
Quando escavar em terra dura ou socada, se pode
aumentar a penetração da concha aplicando pressão
descendente com a torre ao mesmo tempo em que
retorna e retrai a concha. Se houver sobrecarga
durante o avanço, pode ser necessário aplicar
ocasionalmente a elevação durante o ciclo de
escavação, para corrigir a profundidade da concha.
Se houver sobrecarga durante o avanço, pode ser
necessário aplicar ocasionalmente a elevação
durante o ciclo de escavação, para corrigir a
profundidade da concha.
Para obter uma vala mais limpa e evitar o
acúmulo de material diretamente a frente da
retroescavadeira, avance e retraia por
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completo a concha, a seguir levante-a da
escavação. Desta forma, o excesso de
material tornará a cair na escavação.

6.3 – DESARGA DA CONCHA


Para descarregar a concha no final do eixo de escavação, eleve
a concha para que fique livre da vala. Ser for necessário estender
a concha faça fora da área e gire até a pilha de escombros.
Quando se aproximar da pilha, mova a concha para descarregá-la.
Quando a concha está vazia, o braço e a concha deverão
estar na posição para recomeçar a escavação na vala.

** IMPORTANTE: Evite o contato constante do tipo martelagem em pilha de escombros e a


concha carregada, já que isto pode ocasionar desgastes prematuros dos pinos e bucho da
retroescavadeira.

7 – Movimentações do Trator
7.1 – MOVIMENTAÇÃO DO TRATOR PARA FRENTE

Levante as sapatas estabilizadora e a concha


do carregador até separá-los do solo.
Com a concha da retroescavadeira na posição
vertical juntamente com o braço da
escavação, abaixe a torre forçando os dentes
contra o fundo da vala. Empurre lentamente
para frente às alavancas do braço e da
concha, para mudar de lugar o trator. Volte a
estabilizar a retroescavadeira antes de iniciar
o trabalho. (Vide figura abaixo).

7.2 – MOVIMENTAÇÃO DO TRATOR PARA O LADO

Levante as sapatas estabilizadoras ao separá-las


do solo, retraia a concha mais ou menos até a
metade do curso. Leve o braço para a posição da
linha vertical conforme mostra a figura a seguir,
abaixe a concha até encostar no solo.

A seguir aplique suficiente pressão de descida no cilindro da torre para que as rodas traseiras se
separem do solo. Acione lentamente a alavanca de controle de giro, para mover-se para direita ou
para a esquerda.

8 – Escavações
8.1 – ESCAVAÇÃO DE VALAS
A escavação de valas é a operação básica com a retroescavadeira. Outras operações de escavação
são simples variantes desta função básica (isto é, encher a concha, esvaziar a concha e mover o
trator para frente e para trás).

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Entretanto na escavação de valas, é importante manter nivelado o fundo da vala, isto se consegue
graduando a concha ao ângulo correto de corte. Quando a concha está avançando para dentro,
empurre continuamente a alavanca da concha para manter o ângulo correto de corte. Ao mesmo
tempo, alivie a alavanca da torre para reduzir a pressão para baixo e manter a concha no mesmo
plano.
Continue a escavação da vala movimentando-se para frente. Se enchermos em demasia, será
necessário uma pressão descendente excessiva para escavar.
Alem disso será necessário nivelar manualmente o fundo da vala. É preferível manter uma
distancia menor, que avançar demasiadamente.

8.2 – ESCAVAÇÃO CONTINUA DE VALAS COM CAIXA DE ACESSO

Comece a escavar a trincheira ao nível desejado.


Avance ao longo da vala até chegar ao lugar da
caixa de acesso e escave o buraco para a caixa o
máximo possível sem mover a retroescavadeira da
posição da linha de escavação da vala.

Mova o trator para um lado como foi descrito


anteriormente e acabe de escavar o buraco para a
caixa. Volta a alinhar a retroescavadeira com a vala
e prossiga com a escavação até o próximo buraco da
caixa de acesso.

8.3 – ESCAVAÇÃO DE VALAS ENTRE UM EDIFÍCIO E ESCAVAÇÕES ABERTAS


* Comece a vala junto ao edifício. Escava
a vala na metade da distância ato a
escavação. Após, comece a escavar desde
a escavação abaixo até a primeira vala.
Escave em seguida primeira vala até que
apenas tenha lugar para retroceder o trator
entre as duas valas. (veja figura ao lado).
* Coloque o trator de modo que o giro de
retroescavadeira fique próximo a linha de
centro da conexão entre as duas valas.
Escave com a retroescavadeira girando
suas posições ao extremo e o mais
próximo possível das sapatas
estabilizadoras. Empilhe todo material
escavado do lado oposto das valas.

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* Coloque o equipamento para a frente
com as alavancas de avanço e posição, de
modo a possibilitar a conexão de duas
valas. Empilhe o material escavado ao
lado oposto da vala. Os materiais retirados
escavação devem ser depositados a uma
distância superior á metade da
profundidade, medida a partir da borda do
talude – NR 18.6.8.
8.4 – ESCAVAÇÃO DE VALAS SEM SENTIDO LATERAL EM DECLINES

Escave com a retroescavadeira toda encosta


acima, sempre que seja possível.

Nivela a retroescavadeira em declines com as


sapatas estabilizadoras para escavar niveladas ou,
utilize a retroescavadeira ou o carregador
para escavar um entalhe plano para a roda e o
estabilizador que estão na parte alta. Empurre a
terra deste entalhe no lado de baixo.

Quando estiver em um lado de aclive forte,


corte uma superfície nivelada na parte alta da
vala com o carregador. Empilhe a terra deste
corte na parte de baixo do declive.
Quando estiver escavando, empilhe a terra da
vala para cima.

8.5 – DISTÂNCIAS ATÉ AS VALAS DE FUNDAÇÃO

Força introduzida no solo pelos apoios transmite-se segundo


um cone de 45º (ver figura abaixo).

A máquina deve ser montada de tal forma que esse cone não toque em ponto algum da parede da
vala (talude, etc.).
Vale como valor de orientação:

Profundidade da vala = distância entre a borda de apoio e a


borda da vala.

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9 – Manutenção
A manutenção da Retroescavadeira é de fundamental importância para sua vida útil.
Falhas mecânicas e elétricas, eventuais quebras, podem originar paradas com grandes
prejuízos para a empresa.
Para reduzir tempos de paradas e os altos custos de manutenção geralmente se estabelece um
PROGRAMA DE MANUTENÇÃO PLANEJADA;
9.1 – PROGRAMA DE MANUTENÇÃO PLANEJADA:
Manutenção Preditiva; Baseada nas condições da peça (fadiga);
Manutenção Preventiva; Baseada no tempo de uso da máquina e equipamento;
Manutenção Proativa; Baseada na busca da causa raiz do problema (por que quebrou);
Manutenção Corretiva; Conserta quando quebra; Este programa tem por objetivo a
antecipada observação de problemas sérios.
Em qualquer programa de manutenção preventiva, a colaboração dos operadores é de
fundamental importância, pois é ele quem diariamente antes de iniciar e ao deixar a operação
da Retro Escavadeira, executa uma inspeção geral dos componentes básicos;
Para que esta inspeção seja bem feita o operador deve contar com um roteiro a ser preenchido
ao deixar e ao receber a Retro.
(CHECK LIST)
O operador só deve iniciar a jornada após ter realizado o CHECK LIST e ter a aprovação do
supervisor.
Atenção: Nunca modifique componentes e peças do equipamento sem permissão do
fabricante.
Limpeza: Limpe a máquina e todos os sistemas antes de realizar qualquer manutenção, evite
o uso de óleo diesel, solventes e detergentes.
Mangueiras e Tubulações:
É necessário verificar os terminais das tubulações quanto a deformações, quebras ou danos,
faça a substituição conforme a necessidade, certifique que todas as pressões dos terminais
estão de acordo com a recomendações do fabricante.
Sistema Hidráulico:
Verifique o nível do óleo do sistema hidráulico complete de acordo com a necessidade e
observe a vedação de todo o sistema. Atenção: Não coloque o motor em funcionamento
quando o nível do óleo hidráulico estiver baixo ou o reservatório vazio, este procedimento
causará cavitação no sistema (bolhas), dilatação, defeito, falha e posterior quebra.
Sistema de Arrefecimento: Verifique o nível da água do radiador complete se necessário
utilizando água aditivada, verifique a borracha de vedação e a mola de deflexão da tampa do
radiador ela funciona como válvula de alívio da pressão. Importante: Não abra a tampa do
radiador bruscamente, o sistema trabalha pressurizado, só abra após total resfriamento. Na
necessidade, abra o primeiro estágio e posteriormente o segundo estágio da tampa para que a
pressão seja eliminada.
Manutenção do Material Rodante: Mantenha os pneus, rodas, aro, parafusos e porcas
sempre em perfeito estado de funcionamento e não esqueça semanalmente da calibragem.
Inspecione sempre o alinhamento dos pneus do eixo dianteiro, os pneus devem estar sempre
limpos. Evite contaminá-los por óleo lubrificante ou graxa, evite acidentes como cortes e/ou
perfurações. Excesso de patinagem do eixo dianteiro aumenta o processo de desgaste.
Bateria: Mantenha a bateria sempre limpa, aperte os terminais e evite danos às bordas,
inspecione todo o sistema elétrico quanto à ruptura e quebra dos componentes e fiação,
certifique-se de que todos os conectores estão fixados antes da partida e operação. E da
necessidade substitua as partes danificadas dos condutores e componentes elétricos. Em caso
de armazenamento prolongado do equipamento, funcione o motor, aguarde o funcionando por
cinco minutos, movimente deslocando-a, trabalhe todos os componentes hidráulicos da sua
Retro Escavadeira a cada 10 ou 15 dias para que todos os componentes mecânicos e
hidráulicos possam ser lubrificados em seus alojamentos, inspecione toda a estrutura, sistema

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elétrico, sistema de arrefecimento, sistema de alimentação de ar, sistema de alimentação de
combustível e não se esqueça de lubrificar a retroescavadeira antes da operação.
A manutenção da retroescavadeira deve seguir a programação de acordo com os
procedimentos de manutenções e indicações nos manuais de operação.

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Cuidado: O vazamento do óleo hidráulico pode
ter força suficiente para atravessar a pele e causar
sérios danos à saúde. Um vazamento de óleo por 21
um furo minúsculo pode ser invisível. Use um
papelão ou madeira, em vez da sua mão, para
investigar um possível vazamento.

Pontos de Lubrificação

Lubrificar a cada 10 horas de serviço,


esse procedimento aumenta a vida útil
do equipamento:

10 – Normas de Segurança
Visando enriquecer os conhecimentos dos operadores de retroescavadeira e aumentar cada vez
mais a prevenção de acidentes, seguem as normas de segurança da publicação da Associação
Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) NB – 153 e Normas Regulamentadoras NR -11 e
NR 18 - portaria nº 3214/78.
Respeitemos a ecologia.
O despejo incontrolado de lixo prejudica nosso meio ambiente.
Tenha sempre em mente que SEGURANÇA exige ATENÇÃO CONSTANTE,
OBSERVAÇÃO E PRUDÊNCIA; durante a operação, o transporte, manutenção e
armazenamento da retro.
Consulte o presente manual antes de realizar trabalhos de regulagens e manutenções.
Não verifique vazamentos no circuito hidráulico com as mãos, a alta pressão pode provocar
grave lesão.

Nunca tente fazer as regulagens ou serviços de manutenção com a máquina em movimento.

Ter cuidado especial ao circular em declives. Perigo de capotar.

Impedir que produtos químicos (fertilizantes, sementes tratadas, etc) entre em contato com a
pele ou com as roupas.

Mantenha os lugares de acesso e de trabalho limpos e livres de óleo, graxa, etc.


Perigo de acidente.
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Não transite por estradas ou caminhos durante a noite. Nas manobras ou curvas fechadas evite
que as rodas do trator
toquem o cabeçalho.

Não transporte pessoas se não houver banco adicional para este fim.

Tenha precaução quando circular debaixo de cabos elétricos de alta tensão.

Durante o trabalho utilize sempre calçados de segurança.


Utilize sempre as travas para efetuar o transporte dos equipamentos.

Tome cuidado com a sua saúde.


Não opere o equipamento sob efeito de medicamento forte ou bebida
alcoólica ou quando estiver muito cansado;
Durante o trabalho ou transporte é permitido somente a permanência do
Operador no trator.
- Tenha o completo conhecimento do terreno antes de iniciar o trabalho.
Faça a demarcação de locais perigosos ou de obstáculos.
- Tenha cuidado ao efetuar o engate ao trator.
- Quando for transportar a retro deslique sempre a tomada de força e
verifique se a trava da lança está colocada.
- Não dirija próximo de valas, buracos; pode ocorrer deslizamentos.
- Nunca tente alterar as regulagens, limpar ou lubrificar a retro em movimento.
- Pare sempre o motor antes de deixar o assento do trator.
- Verifique com atenção a largura de transporte em locais estreitos.
- Toda vez que desengatar a retro, na lavoura ou galpão, faça-o em local plano e firme.
Certifique-se que a mesma esteja devidamente apoiada.
- Veja recomendações gerais de segurança na contra-capa deste Manual.
O transporte por longa distância deve ser feito sobre caminhão, carreta, etc..., seguindo estas
instruções de segurança:
- Usar rampas adequadas para carregar e descarregar a retro. Não efetue carregamento em
barrancos, pois pode ocorrer acidentes graves.
- Em caso de levantamento com guincho utilize os pontos adequados para içamento.
- Utilizar amarras (cabos, correntes, cordas, etc...), em quantidade
suficiente para imobilizar a retro durante o transporte.
- Verificar as condições da carga após os primeiros 8 a 10 quilômetros
de viagem, depois, a cada 80 a 100 quilômetros verifique se as
amarras não estão afrouxando. Verifique a carga com mais frequência
em estradas esburacadas.
- Esteja sempre atento. Tenha cuidado com a altura de transporte,
especialmente sob rede elétrica, viadutos, etc...
- Verifique sempre a legislação vigente sobre os limites de altura e
largura da carga. Se necessário utilize bandeiras, luzes e refletores
para alertar outros motoristas.
Adesivos de Segurança
Os adesivos de segurança alertam sobre os pontos da máquina que exigem maior atenção. Os
adesivos devem ser mantidos em bom estado e substituídos quando necessário.

23
cuidados na operação da retro escavadeira -o operador deve se familiarizar com os controles e
ter
conhecimentos de segurança, antes de usar a retro.
- apenas o operador pode acionar a retro, posicionado em seu assento.
- em serviço não permita a aproximação de pessoas e animais.
- inspecione a área antes de começar o serviço. Evite trabalhar perto de fios elétricos. cuidado
com tubulações enterradas, postes, etc.
- não comece o serviço sem antes abaixar os braços estabilizadores.
- nunca use a retro para elevar pessoas ou animais. não a use para empurrar coisas ou como
bate-estacas.
- não amarre cabos ou correntes na retro para levantar cargas.
- em locais inclinados evite trabalhar com a caçamba morro-abaixo, o equipamento pode
tombar para a frente ou para o lado.
- tenha mais cuidado em solos encharcados e soltos.
- não cave muito próximo dos braços estabilizadores. o solo pode desmoronar debaixo da retro
escavadeira.
- não verifique vazamentos com as mãos. a alta pressão pode provocar lesões graves; use
papelão ou outro objeto adequado,
- a pressão do sistema deve ser aliviada antes de se desconectar qualquer tubulação.
- para estacionar o trator ou para desengatar a retro, escolha um local plano e abaixe os
estabilizadores e a caçamba até o chão.
- cuidados no transporte da retro escavadeira verifique se a trava da lança esta colocada toda
vez que for transportar a retro.
- desligue sempre a tomada de força.
- esteja atento para a altura da retro escavadeira. não passe sob fios baixos ou obstáculos
aéreos.
- não dirija próximo de valas, canais, buracos, etc, pode ocorrer deslizamentos.
- em longos percursos e em estradas utilize os sinais de alerta.
11 – LEGISLAÇÃO NR - 11 / PORTARIA 3214/78 do MTE

NR 11- TRANSPORTE, MOVIMENTAÇÃO, ARMAZENANEGEM, MANUSEIO DE


MATERIAIS.
 11.1. Normas de segurança para operações de elevadores, guindaste, transportes
industriais máquinas transportadoras.
 11.1.3. Os equipamentos utilizados na movimentação d materiais, tais como, ascensores,
elevadores de carga, guindaste, monta-carga, pontes rolantes, talhas, empilhadeiras,
guinchos, esteiras-rolantes, transportadores de diferentes tipos, serão calculados e
construídos de maneira que ofereçam as necessárias garantias de resistência e segurança
e conservados em perfeita condições do trabalho.
Especial atenção será dada aos cabos de aço, cordas, correntes, roldanas e ganchos que
deverão ser inspecionados, permanentemente, substituindo-se as suas partes defeituosas.
Em todo o equipamento será indicado, em lugar visível, a carga máxima de trabalho
permitido. 24
Para os equipamentos destinados para movimentação do pessoal serão exigidas
condições especiais de segurança.
 11.1.4. Os carros manuais para transporte devem possuir protetores das mãos.
 11.1.5. Nos equipamentos de transporte, com força motriz própria, o operador deverá
receber treinamento específico, dado pela empresa, que o habilitará nessa função.
 11.1.6. Os operadores de equipamentos de transporte motorizado deverão ser
habilitados e só poderão dirigir se durante o horário de trabalho portarem um cartão de
identificação, com o nome e fotografia em lugar visível.
 11.1.6.1. O cartão terá validade de 1(um) ano, salvo imprevisto, e, para reavaliação, o
empregado deverá passar por exames de saúde completo, por conta do empregador.
 11.1.7. Os equipamentos de transporte motorizados deverão possuir um sinal de
advertência sonora (buzina).
 11.1.8. Todos transportadores industriais serão permanentemente inspecionados e as
peças defeituosas, ou que apresentarem deficiência, deverão ser imediatamente
substituídas.
 11.1.9. Nos locais fechados ou pouco ventilados, a emissão de gases tóxicos, por
maquinas transportadoras, deverá ser controlada para evitar concentrações, no ambiente
de trabalho, acima dos limites permissíveis.
 11.1.10. Em locais fechados e sem ventilação, é proibido a utilização de máquinas
transportadoras, movidas a motores de combustão interna, salvo se providas de
dispositivos neutralizadores adequados.
 11.2.5. As pilhas de sacos, os armazéns, terão a altura máxima correspondente a
30(trinta) fiadas de sacos quando for usado processo mecanizado de empilhadeira.
 11.2.7. No processo mecanizado de empilhamento, aconselha-se o uso de esteiras—
rolantes, dalas ou empilhadeiras.
 11.3. Armazenamento de materiais.
 11.3.1. O peso do material armazenado não poderá exceder a capacidade de carga
calculada para o piso.
 11.3.2. O material armazenado deverá ser disposto de forma a evitar a obstrução de
portas, equipamentos contra incêndio, saídas de emergência, etc.
 11.3.3. Material empilhado deverá ficar afastado das estruturas laterais do prédio a uma
distância de pelo menos 0,50cm (cinqüenta centímetros).
 11.3.4. A disposição não deverá dificultar o trânsito, a iluminação, e o acesso ás saídas
de emergência.
 11.3.5 O armazenamento deverá obedecer aos requisitos de segurança especiais a cada
tipo de material.
NR 12.1. Esta Norma Regulamentadora e seus anexos definem referências técnicas, princípios
fundamentais e medidas de proteção para garantir a saúde e a integridade física dos
trabalhadores e estabelece requisitos mínimos para a prevenção de acidentes e doenças do
trabalho nas fases de projeto e de utilização de máquinas e equipamentos de todos os tipos, e
ainda à sua fabricação, importação, comercialização, exposição e cessão a qualquer título, em
todas as atividades econômicas, sem prejuízo da observância do disposto nas demais Normas
Regulamentadoras – NR aprovadas pela Portaria nº 3.214, de 8 de junho de 1978, nas normas
técnicas oficiais e, na ausência ou omissão destas, nas normas internacionais aplicáveis.
12.135. A operação, manutenção, inspeção e demais intervenções em máquinas e equipamentos
devem ser realizadas por trabalhadores habilitados, qualificados, capacitados ou autorizados
para este fim.
18.6 ESCAVAÇÕES, FUNDAÇÕES E DESMONTE DE ROCHAS.
 18.6.1 A área de trabalho deve ser previamente limpa, devendo ser retirados ou
escorados solidamente árvores, rochas, equipamentos, materiais e objetos de qualquer
natureza, quando houver risco de comprometimento de sua estabilidade durante a
execução de serviços.
25
 18.6.2 Muros, edificações vizinhas e todas as estruturas que possam ser afetadas
pela escavação devem ser escorados.
 18.6.3 Os serviços de escavação, fundação e desmonte de rochas devem ter
responsável técnico legalmente habilitado.
 18.6.4 Quando existir cabo subterrâneo de energia elétrica nas proximidades das
escavações, as mesmas só poderão ser iniciadas quando o cabo estiver desligado.
 18.6.4.1 Na impossibilidade de desligar o cabo, devem ser tomadas medidas especiais
junto à concessionária.
 18.6.5 Os taludes instáveis das escavações com profundidade superior a 1,25m
(um metro e vinte e cinco centímetros) devem ter sua estabilidade garantida por
meio de estruturas dimensionadas para este fim.
 18.6.6 Para elaboração do projeto e execução das escavações a céu aberto, serão
observadas as condições exigidas na NBR 9061/85 - Segurança de Escavação a Céu
Aberto da ABNT.
 18.6.7 As escavações com mais de 1,25m (um metro e vinte e cinco centímetros) de
profundidade devem dispor de escadas ou rampas, colocadas próximas aos postos de
trabalho, a fim de permitir, em caso de emergência, a saída rápida dos trabalhadores,
independentemente do previsto no subitem.
 18.6.8 Os materiais retirados da escavação devem ser depositados a uma
distância superior à metade da profundidade, medida a partir da borda do talude.
 18.6.9 Os taludes com altura superior a 1,75m (um metro e setenta e cinco
centímetros) devem ter estabilidade garantida.
 18.6.10 Quando houver possibilidade de infiltração ou vazamento de gás, o local deve
ser devidamente ventilado e monitorado.
 18.6.10.1 O monitoramento deve ser efetivado enquanto o trabalho estiver sendo
realizado para, em caso de vazamento, ser acionado o sistema de alarme sonoro e
visual.
 18.6.11 As escavações realizadas em vias públicas ou canteiros de obras devem
ter sinalização de advertência, inclusive noturna, e barreira de isolamento em todo o
seu perímetro.
 18.6.12 Os acessos de trabalhadores, veículos e equipamentos às áreas de
escavação devem ter sinalização de advertência permanente.
 18.6.13 É proibido o acesso de pessoas não-autorizadas às áreas de escavação e
cravação de estacas.
 18.6.14 O operador de bate-estacas deve ser qualificado e ter sua equipe treinada.
 18.6.15 Os cabos de sustentação do pilão devem ter comprimento para que haja, em
qualquer posição de trabalho, um mínimo de 6 (seis) voltas sobre o tambor.
 18.6.16 Na execução de escavações e fundações sob ar comprimido, deve ser obedecido
o disposto no Anexo 6 da NR 15 - Atividades e Operações Insalubres.
 18.6.17 Na operação de desmonte de rocha a fogo, fogacho ou mista, deve
haver um blaster, responsável pelo armazenamento, preparação das cargas,
carregamento das minas, ordem de fogo, detonação e retirada das que não explodiram,
destinação adequada das sobras de explosivos e pelos dispositivos elétricos necessários
às detonações.
 18.6.18 A área de fogo deve ser protegida contra projeção de partículas, quando
expuser a risco trabalhadores e terceiros.
 18.6.19 Nas detonações é obrigatória a existência de alarme sonoro.
 18.6.20 Na execução de tubulões a céu aberto, aplicam-se as disposições
constantes no item 18.20 - Locais confinados.
 18.6.21 Na execução de tubulões a céu aberto, a exigência de escoramento
(encamisamento) fica a critério do engenheiro especializado em fundações ou solo,
considerados os requisitos de segurança.

26
 18.6.22 O equipamento de descida e içamento de trabalhadores e materiais utilizado na
execução de tubulões a céu aberto deve ser dotado de sistema de segurança com
travamento.
 18.6.23 A escavação de tubulões a céu aberto, alargamento ou abertura manual de base
e execução de taludes, deve ser precedida de sondagem ou de estudo geotécnico local.
 18.6.23.1 Em caso específico de tubulões a céu aberto e abertura de base, o estudo
geotécnico será obrigatório para profundidade superior a 3,00m (três metros).

12 – Responsabilidade Criminal e Civil


Artigo 132 do Código Penal Brasileiro

¨Perigo para vida ou saúde de outrem¨


Artigo 132 – Expor a vida ou saúde de outrem a perigo direto ou iminente:
Pena de detenção de três meses a um ano, se caso o fato não constitui crime mais grave¨ (A
aplicação deste artigo constitui verdadeira medida prática visando prevenir a ocorrência de
acidentes de trabalho).
Oportuno comentar que o Artigo 132 do Código Penal pune a simples exposição a titulo de
perigo para a vida ou saúde do trabalhador.
Quando se fale em responsabilidade criminal, faz-se necessário a distinção entre ocorrência
dubitável de risco ou natural do serviço (risco objetivo), e a resultante de dolo ou culpa.
Para caracterização de crime, torna-se necessária a existência do elemento subjetivo- dolo ou
culpa, e além disso que o fato praticado seja típico,antijurídico e culpável. É imprescindível
provar-se que o acidente ocorreu em virtude de manifesta negligência em observar as normas
mínimas de segurança do trabalho. Assim, o empregador que distribui serviços sem as mínimas
condições de segurança responderá pelo acidente que venha a ocorrer.
A responsabilidade será sempre: do superior que tinha poderes para alterar a situação, daquele
que tinha o dever de informar as irregularidades existentes, bem como fornecer equipamento de
proteção, de fiscalizar e dar treinamento.

PRIMEIROS SOCORROS
Tratamento imediato e provisório ministrado a vítima de acidente ou enfermidade imprevista
geralmente no próprio local até que seja possível o atendimento médico.

PRINCÍPIOS BÁSICOS: Salvar e manter a vida;


Evitar lesões adicionais ou agravamento das já existentes; Providenciar socorro qualificado.

27
Solicite Ajuda: NÚMEROS DE EMERGÊNCIA
Polícia Militar – 190
SAMU – 192
Corpo de Bombeiros – 193
Defesa Civil – 199

Sempre forneça as seguintes informações:


Local, horário e condições em que a vítima se encontra;
Quais os Primeiros Socorros a ela prestados;
Inspire confiança - EVITE O PÂNICO;
Não desligue o telefone enquanto não dar todas as informações

Resumo dos Componentes de um RCP


Chame a vítima:

NÃO OBTENDO RESPOSTAS E SE NÃO HOUVER MOVOMENTO DE RESPIRAÇÃO,


EXECUTE AS COMPRESSÕES TORÁCICAS
Posicione as 02 mãos (calcanhar de uma mão, segunda por cima) no centro do peito, entre os
mamilos fazendo uma compressão forte, rápida, permitindo o retorno total do tórax entre uma
compressão e outra.
O socorrista deve continuar as manobras de ressuscitação cardiopulmonar até que a vítima
começar a se movimentar, até o socorro especializado chegar ou Até ter acesso a um
Desfibrilador Externo Automático (DEA).

Desfibrilador Automático Externo (DEA)


É um aparelho eletrônico portátil que diagnostica automaticamente as, potencialmente letais,
arritmias cardíacas de fibrilação ventricular e taquicardia ventricular em um paciente. É capaz
de tratá-las, através da desfibrilação, uma aplicação de corrente elétrica que para a arritmia,
fazendo com que o coração retome o ciclo cardíaco normal.
É utilizado em parada cardiorrespiratória.

Controle de Hemorragias

Hemorragia externa – visível porque extravasa para o meio ambiente.

Hemorragia interna: é mais difícil de ser percebida pois o sangue se acumula nas
cavidades do corpo.

Métodos de Controle de Hemorragia Externa


FRATURA
É uma lesão total ou parcial ocorrida na estrutura óssea da vítima que podem apresentar dor
local, incapacidade funcional, deformidades, crepitação óssea e mobilidade anormal.

Imobilização

QUEIMADURA
É toda lesão física causada por agentes térmicos, eletricidade, produtos químicos, irradiações,
produtos naturais, etc...

SOCORRO A QUEIMADOS
Em caso de queimaduras graves ( 3o grau com bolhas/destruição de tecidos e/ou área >10% ) a
vítima deve ser transportada imediatamente a um posto médico.
Queimaduras superficiais 1º e 2º devem ser lavadas com água corrente em temperatura
ambiente.

ENGASGAMENTO
Obstrução parcial ou total das vias aéreas, por algum objeto
COMO PROCEDER?
EXECUTE A MANOBRA DE HEIMLICH
Epilepsia
Alteração na atividade elétrica do cérebro, temporária e reversível, que produz manifestações
motoras, sensitivas, sensoriais e psíquicas.

Convulsão
É uma manifestação de um fenômeno eletrofisiológico anormal temporário que ocorre no
cérebro (descarga bioenergética) e que resulta numa sincronização anormal da atividade
elétrica neuronal. Estas alterações geram contrações involuntárias da musculatura, como
movimentos desordenados, ou outras reações anormais como desvio dos olhos e tremores,
alterações do estado mental, ou outros sintomas psíquicos.
Dá-se o nome de epilepsia à síndrome médica na qual existem convulsões recorrentes e
involuntárias, embora possam ocorrer convulsões em pessoas que não sofrem desta condição
médica.
O que fazer em caso de Epilepsia ou Convulsão

Bibliografia:

Portaria GM n.º 3.214, de 08 de junho de 1978


Portaria SIT n.º 84, de 04 de março de 2009.
www.mte.gov.br

Realização:

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