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Ética na Gestão Escolar: Importância e Impacto

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Ética na Gestão Escolar: Importância e Impacto

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CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DOM ALBERTO

GESTÃO ESCOLAR

LUANA COSTA PASSOS

A IMPORTÂNCIA DA ÉTICA NA GESTÃO ESCOLAR

EUNÁPOLIS
2024

A IMPORTÂNCIA DA ÉTICA NA GESTÃO ESCOLAR


Autora1,Luana Costa Passos

Declaro que sou autor (a)¹ deste Trabalho de Conclusão de Curso. Declaro também que o
mesmo foi por mim elaborado e integralmente redigido, não tendo sido copiado ou extraído, seja parcial
ou integralmente, de forma ilícita de nenhuma fonte além daquelas públicas consultadas e corretamente
referenciadas ao longo do trabalho ou daqueles cujos dados resultaram de investigações empíricas por
mim realizadas para fins de produção deste trabalho.
Assim, declaro, demonstrando minha plena consciência dos seus efeitos civis, penais e
administrativos, e assumindo total responsabilidade caso se configure o crime de plágio ou violação aos
direitos autorais. (Consulte a 3ª Cláusula, § 4º, do Contrato de Prestação de Serviços).

RESUMO- Neste trabalho, buscamos definir o conceito de ética e ressaltar sua importância no ambiente
educacional. Também diferenciamos a ética dos princípios morais, procurando esclarecer da melhor
forma possível os dois termos. A escola se apresenta como um local ideal para a prática e o aprendizado
da ética. Nesse contexto, professores, alunos e funcionários podem alcançar resultados positivos no
processo educacional, contribuindo para a melhoria do ambiente de trabalho e de aprendizagem. Em
resumo, quando todos agem eticamente na escola, todos saem beneficiados, pois os resultados são
positivos.A ética na educação impulsiona um ensino comprometido e de qualidade, capaz de formar
cidadãos responsáveis, com princípios e valores bem definidos. É amplamente reconhecido que os
professores servem como exemplos para a sociedade e, por extensão, para seus alunos. Quando os
educadores se dedicam ao bem comum e tratam seus alunos como indivíduos únicos, eles contribuem
significativamente para a formação de estudantes que, com o tempo, tornam-se participantes ativos e
engajados na sociedade. Nesse sentido, o comportamento social do professor deve refletir os princípios e
valores da comunidade em que ele atua, sendo honesto, colaborativo, e mantendo um caráter íntegro e
livre de vícios.

PALAVRAS - CHAVE: Ética,educação, escola, ambiente escolar.

INTRODUÇÃO

1 [email protected]
O tema escolhido para a presente pesquisa, vem ganhando destaque desde o
final dos anos 1990. Ele não só abrange a ética na gestão escolar, mas também está
profundamente conectado às questões morais no ambiente educacional. Atualmente, a
ética é frequentemente apontada como a principal mediadora em discussões,
independentemente do contexto em que ocorrem.Compreendemos que a ética se
mantém constante, mesmo com o passar das décadas. Ela é moldada por uma
sociedade a partir de seus valores históricos e culturais. Embora não deva ser
confundida com as leis, a ética está profundamente ligada ao sentimento de justiça
social.Em síntese, a ética funciona como uma ponte essencial que possibilita ao
indivíduo o acesso à cidadania, ao mesmo tempo em que busca limitar o egoísmo, a
desonestidade, a discriminação e outras formas de irracionalidade. Valores como
solidariedade, consideração e respeito parecem estar em escassez, à medida que a
dedicação plena se volta cada vez mais para o próprio “eu”.
Quando regras de convivência são estabelecidas para um grupo, o
descumprimento dessas normas caracteriza a indisciplina. Com base nisso,
acreditamos que é essencial que a ética esteja presente em todas as atitudes sociais,
independentemente do ambiente em que se manifestem: na escola, em casa, ou em
qualquer outro lugar.
A escola, por sua natureza, requer normas e diretrizes que funcionem como
referências para promover uma convivência harmoniosa entre diferentes grupos. Nesse
sentido, as regras não devem ser encaradas como imposições limitantes, mas sim
como componentes fundamentais para um relacionamento social saudável.
O papel do educador envolve a consideração da ética e a necessidade de um novo
direcionamento mental em relação à educação. Isso se dá ao reconhecermos as
condições críticas e responsáveis que influenciam nossas ações, permitindo que
possamos identificar as necessidades e repensar as práticas educativas, além de
integrar essas reflexões na rotina profissional dos educadores.

Uma das responsabilidades da gestão pedagógica é garantir que as salas de aula e


outros ambientes de aprendizagem estejam em conformidade com as diretrizes
educacionais estabelecidas no projeto pedagógico da instituição. Nesse contexto, a
gestão escolar contribui diretamente para o trabalho pedagógico, mantendo os espaços
físicos da escola adequados para o processo de ensino.

Existem três conceitos fundamentais na abordagem da gestão escolar: gestão


administrativa, gestão pedagógica e gestão de recursos humanos. Essas áreas operam
de forma integrada, promovendo uma comunicação constante entre elas.
Consideramos essencial acrescentar mais um aspecto ao conceito de gestão escolar: a
gestão financeira. O cuidado com a área financeira é crucial para qualquer instituição,
seja para gerar lucro ou apenas para sua manutenção, como é frequentemente o caso
das escolas.

A equipe administrativa da escola é responsável por gerenciar os recursos


financeiros e as despesas ao longo do ano. Um controle eficaz das receitas e uma
alocação adequada dos fundos são essenciais para atender às demandas da
instituição, o que é fundamental para uma gestão financeira eficiente. Discutiremos
mais sobre esse tópico no segmento dedicado à Gestão Financeira.

ÉTICA

A palavra "ética" tem sua origem no grego ethos, que significa "hábito",
"comportamento" ou "modo de ser". Ela está associada a princípios universais que
mantêm um significado consistente em diferentes contextos. O estudo da ética foca nos
princípios que orientam as ações humanas e na capacidade de avaliá-las. Em resumo,
a ética é uma teoria que se dedica aos princípios que guiam as ações.

Embora ética e moral sejam conceitos interligados, eles são distintos. Simplificando, a
ética se baseia na razão, enquanto a moral é fundamentada em costumes e tradições.
A moral apoia-se na obediência a normas, costumes ou mandamentos culturais,
hierárquicos ou religiosos. Em contraste, a ética busca estabelecer um padrão de vida
através do raciocínio humano. A moral é prática e relacionada às regras de conduta. A
principal diferença entre ética e moral é que a ética busca uma compreensão universal,
enquanto a moral está sempre ligada aos aspectos sociais e culturais que moldam os
comportamentos.

La Taille (2006), salienta que princípios éticas não estão inseridos no DNA dos
indivíduos, todavia, as relações sociais são determinantes para a formação ética e
moral destes.

É crucial destacar que a ética vai além da moral, que costuma ser entendida como
costume ou hábito. A ética busca uma fundamentação teórica para determinar o melhor
modo de viver e agir no mundo. Ela está vinculada às ações das pessoas, definindo
quais podem ser consideradas corretas ou incorretas, estabelecendo o que é certo e o
que é errado.

A ética deve ser entendida como uma reflexão crítica e responsável sobre a conduta
humana em todos os setores sociais. Ela é histórica e construída socialmente, tendo
como base as relações humanas coletivas.Segundo SOUZA:

“[… sustenta e dirige as ações do homem, norteando a conduta individual e


social […] e define o que é a virtude, o bem ou o mal, o certo ou o errado,
permitindo ou proibindo, para cada cultura e sociedade.” (SOUZA, 1995, p. 187)

Ser ético é agir de maneira correta, buscar fazer o que é certo, mantendo-se fiel aos
princípios adquiridos ao longo do tempo e não prejudicando os outros. Para
compreender o que significa ser ético, basta refletir sobre nossas ações e seu impacto
no ambiente em que vivemos.

No contexto educacional, a ética complementa a educação de valores que os alunos


recebem em casa, de seus familiares ou responsáveis legais. Diretores, coordenadores,
professores e outros profissionais envolvidos na educação desempenham um papel
crucial na criação de um ambiente educacional ético.

É essencial que a escola promova a diversidade de maneira a assegurar que todos


os alunos possam produzir e aprender com base em suas próprias possibilidades.
A ética envolve a investigação geral sobre o que é considerado bom. Para a atuação do
professor, seja com os alunos ou com o corpo docente, é necessário manter um estilo
de vida equilibrado, livre de vícios que possam prejudicar a si mesmo e aos outros.
Suas ações devem refletir afeto, alegria, sobriedade e moderação, e sua comunicação
deve utilizar uma linguagem culta, evitando palavras chulas ou gírias.

Nos dias de hoje, é essencial contar com profissionais éticos que acreditam na
capacidade da educação para formar cidadãos comprometidos, ousados, críticos e
corajosos, aptos a lutar por seus direitos, por causas significativas e por uma sociedade
mais justa e igualitária.

As questões éticas podem evoluir ao longo do tempo. Por exemplo, o advento das
plataformas digitais trouxe novas questões relacionadas à privacidade. A ética é relativa
ao seu contexto histórico e cultural, sendo compreendida de acordo com a sociedade e
a época em que surge.

A ética se refere ao conjunto de princípios que orientam a convivência, enquanto a


moral é a prática desses princípios. Não há uma ética individual; existe uma ética
coletiva que abrange grupos, sociedades e nações. A moral, por outro lado, é individual,
pois se refere à prática pessoal dos princípios. Atualmente, não existe uma ética
universal que seja válida para todos os seres humanos em qualquer lugar e época. O
mais próximo disso foi a Declaração Universal dos Direitos Humanos, adotada em
1948.

GESTÃO ESCOLAR
A gestão escolar refere-se à administração abrangente da escola, englobando a
integração dos diversos setores da instituição. Os gestores são responsáveis por
identificar as necessidades de cada área, acompanhar resultados, incentivar lideranças
e tomar decisões que impactam diretamente ou indiretamente a qualidade do ensino
oferecido aos alunos. Em resumo, a gestão escolar cobre todos os aspectos do
ambiente educacional.

O objetivo da gestão escolar é aplicar princípios e estratégias essenciais para aprimorar


a eficácia dos processos dentro da instituição, promovendo uma melhoria contínua na
educação. Essa gestão abrange todos os aspectos das rotinas educacionais, com foco
na obtenção de resultados, liderança exemplar, relevância do currículo e participação
ativa dos pais.

A gestão escolar compreende várias áreas principais: Gestão Pedagógica, Gestão


Administrativa, Gestão Financeira e Gestão da Eficiência. Essas áreas devem estar em
constante sintonia para assegurar o bom funcionamento da instituição, e o gestor
precisa integrar os setores para otimizar o desempenho escolar.

Embora a gestão de recursos humanos e a comunicação estejam interligadas, a


comunicação se refere especificamente ao fluxo interno de informações na instituição.
A Gestão Financeira, por sua vez, é responsável pelo orçamento da escola,
monitorando gastos, identificando oportunidades de melhoria e analisando recursos e
investimentos. Um sistema financeiro bem organizado permite decisões mais ágeis e
garante o funcionamento eficaz das demais áreas, sem surpresas. Portanto, o
planejamento financeiro é crucial para uma estratégia educacional bem-sucedida e para
a utilização adequada dos recursos.

A gestão pedagógica é o pilar central da escola, devendo ser a prioridade máxima da


instituição devido à sua ligação direta com a missão educativa. Ela abrange aspectos
essenciais, como a definição das diretrizes educacionais, o estabelecimento de metas e
a organização dos conteúdos curriculares.

Neste contexto, a gestão pedagógica é responsável por elaborar o projeto político-


pedagógico e selecionar as metodologias que orientarão o ensino. O diretor
desempenha um papel fundamental na implementação dessa gestão, com o apoio do
coordenador pedagógico. Juntos, eles desenvolvem o planejamento pedagógico anual,
que inclui quatro áreas principais:

1. Gestão de Resultados: Focada na obtenção de resultados, que é o principal


objetivo da gestão escolar.
2. Gestão de Currículo: Avalia o desempenho dos alunos e a atuação do corpo
docente para aprimorar os processos de aprendizagem.
3. Gestão da Ação Docente: Incentiva a colaboração dos professores e promove
ações para motivá-los a seguir o conteúdo programático.
4. Gestão do Patrimônio: Envolve investimentos em tecnologias e recursos
educacionais, sendo responsável por definir essas aquisições.

A Gestão de Eficiência visa tornar os procedimentos mais ágeis e menos burocráticos,


através do planejamento e controle das atividades da instituição.

A Gestão Escolar refere-se à administração global da escola, onde o responsável deve


considerar as necessidades e particularidades de cada setor para promover uma
integração eficaz e o desenvolvimento das atividades.

Por outro lado, a Gestão Técnico-Administrativa é responsável por garantir que o


ambiente escolar esteja adequado para a oferta de um ensino de qualidade. Isso inclui
a gestão da manutenção predial, equipes de limpeza e segurança, aquisição e
manutenção de materiais e equipamentos, recursos humanos, tecnologia, alimentação,
contas a pagar e receber, controle de inadimplência, investimentos e captação e
retenção de alunos.

É essencial que o gestor mantenha um diálogo constante entre todos os setores. Um


planejamento detalhado e uma gestão eficiente dos recursos humanos são
fundamentais para garantir que todos os colaboradores estejam alinhados com os
objetivos institucionais e cumpram suas metas.

RESPONSÁVEL PELA GESTÃO EESCOLAR


A gestão escolar vai além da atuação do diretor, mesmo sendo ele o líder responsável
por garantir que o planejamento seja seguido. Devido à complexidade dos processos,
outros colaboradores desempenham papéis essenciais na administração da escola.
Alguns exemplos são:

● Vice-Diretor: Atua como o braço direito do diretor, auxiliando na gestão


administrativa e pedagógica. Também serve como intermediário entre o diretor e
o corpo docente.
● Coordenador Pedagógico: Garante que os professores se desenvolvam
juntamente com os alunos e monitora os resultados da aprendizagem contínua.
● Orientador Educacional: Media a comunicação entre a escola, os pais e os
alunos, especialmente em situações que requerem diálogo e resolução de
conflitos.

A Constituição Federal de 1988, em seu artigo 206, inciso VI, estabelece que "a gestão
democrática do ensino público na forma da lei" é um princípio fundamental para a
educação (Brasil, 1988). Isso significa que a participação da comunidade escolar
composta por professores, agentes educacionais, estudantes e seus pais ou
responsáveis é essencial para os processos de gestão da escola.

Essa necessidade está claramente fundamentada na Constituição de 1988, no capítulo


III, seção I, artigo 206, inciso VI, que define a gestão democrática do ensino público
como um princípio legal. Essa exigência assegura a participação ativa da comunidade
escolar na gestão da instituição. O Projeto Político-Pedagógico (PPP) surge, nesse
contexto, como um elemento fundamental, funcionando tanto como uma diretriz quanto
como um integrador na administração escolar.

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN) nº 9.394/96, no artigo


12, inciso I, determina que as instituições de ensino, respeitando as normas gerais e as
específicas do sistema de ensino, são responsáveis por “elaborar e executar a sua
proposta pedagógica” (BRASIL, 1996). No artigo 13, inciso I, a lei especifica que “os
docentes incumbir-se-ão de [...] participar da elaboração da proposta pedagógica do
estabelecimento de ensino” (BRASIL, 1996).

A relação entre a gestão democrática e o Projeto Político Pedagógico (PPP) é


destacada no artigo 14, inciso I, que trata das normas de gestão democrática e
assegura a “participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto
pedagógico da escola” (BRASIL, 1996). Dessa forma, entende-se que cabe às escolas,
de forma legal, a responsabilidade pela elaboração, execução e avaliação do seu PPP.

O desenvolvimento do Projeto Político Pedagógico deve ser liderado pela equipe


gestora de forma colaborativa, envolvendo todos os participantes do ambiente escolar e
garantindo a inclusão de todos os segmentos: pais, alunos, professores, equipe
pedagógica, funcionários e a comunidade externa.

Sim, o Projeto Político Pedagógico deve ser revisto anualmente. De acordo com a
Instrução nº 003/2015 – SUED/SEED, essa revisão deve considerar “as estratégias
utilizadas no diagnóstico, os princípios didático-pedagógicos definidos, o planejamento
das ações, as tomadas de decisões coletivas e a execução das ações por todos os
segmentos da comunidade escolar”.

A Proposta Pedagógica Curricular e/ou o Plano de Curso (para a educação


profissional), que fazem parte do PPP, também devem ser revisados periodicamente. A
Equipe Pedagógica é responsável pela mediação e acompanhamento de todo o
processo dos Conselhos de Classe, inclusive o Conselho de Classe final, assegurando
que as decisões sejam fundamentadas e devidamente registradas.

A gestão democrática nas escolas ainda enfrenta muitos desafios na maioria das
instituições de ensino do Brasil. Essa abordagem de gestão vai além de ser apenas um
conceito teórico, sendo aplicada desde as estruturas menores até as maiores de uma
escola.

O planejamento escolar anual, a transparência na comunicação do Projeto Político-


Pedagógico (PPP), a realização de assembleias, reuniões e outros espaços de diálogo
são práticas que evidenciam a gestão democrática escolar. O Conselho Escolar, a
Associação de Pais e Mestres e o Grêmio Estudantil são exemplos de estruturas que
surgem com base nos princípios de uma gestão democrática.

ÉTICA NO AMBIENTE ESCOLAR

Os educandos têm o direito de receber uma educação prazerosa e de qualidade.


Para que isso aconteça, é essencial que o professor cumpra as regras e normas
estabelecidas pelo sistema educacional. Para que a educação alcance seus objetivos e
se torne enriquecedora, não basta apenas ensinar o conteúdo específico de uma
matéria; é necessário investir no desenvolvimento do aluno para que ele se torne um
ser crítico, questionador e protagonista de sua própria história, passando de um mero
espectador a um verdadeiro ator de sua trajetória. No ambiente escolar, deve-se
trabalhar com o intuito de guiar o comportamento dos indivíduos na sociedade em que
vivem. Como a escola é uma verdadeira formadora de cidadãos, ela tem o papel
fundamental de orientar o comportamento ético e moral de seus educandos.

A escola desempenha um papel crucial na formação da cidadania. É nesse espaço


que as crianças deixam de pertencer exclusivamente ao ambiente familiar e passam a
fazer parte de uma comunidade mais ampla, onde as relações são estabelecidas não
por laços de parentesco ou afinidade, mas pela necessidade de convivência. A escola,
assim, institui a coabitação de diferentes seres sob a autoridade de uma mesma regra
(CANIVEZ, 1991, p. 33).

De acordo com DeVries e Zan (2007), o ambiente sócio-moral da sala de aula é


implicitamente moldado pelo currículo, mesmo que os professores nem sempre estejam
cientes disso. Ao orientar as crianças sobre o que devem ou não fazer, elas começam a
entender o que é bom ou mau, certo ou errado, a partir dessas orientações.

Assim, promover a ética no espaço pedagógico significa, ao mesmo tempo, oferecer


desafios no processo de ensino-aprendizagem que promovam atitudes críticas. Isso
cria condições para o desenvolvimento social e a autonomia dos educandos, permitindo
que eles se posicionem de maneira consciente em ações coletivas.

Concorda-se com Moretto (2001), quando ele afirma: “A ação do educador deve
pautar-se na ética profissional vista como o compromisso de o homem respeitar os
seus semelhantes, no trato da profissão que exerce…” Essa afirmação ressalta que a
prática pedagógica exige ética, pois esta representa um compromisso político-social
que envolve relações recíprocas e respeito ao conjunto de normas e regras sociais.

A ética na educação se manifesta quando os valores são respeitados e o exercício


profissional promove ações humanizadoras. A sociedade demanda dos indivíduos uma
postura responsável, com ações que promovam o bem-estar social e a harmonia. Para
que isso se concretize, a ética deve estar presente nas ações cotidianas, em todas as
áreas e profissões. Ela não precisa ser uma disciplina específica no Ensino
Fundamental, mas pode ser incorporada como conteúdo transversal nas diferentes
disciplinas. No Ensino Médio, a ética é geralmente abordada dentro da Filosofia, pois é
uma parte integrante desta área de conhecimento, mas não é exclusiva a ela.

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990,


em seu Artigo 53, estabelece que a criança e o adolescente têm direito à educação,
com o objetivo de promover o pleno desenvolvimento de sua personalidade, prepará-los
para o exercício da cidadania e qualificá-los para o trabalho. Diante disso, é essencial
que o professor se dedique e se empenhe para que esses objetivos sejam alcançados.

A ética deve ser um princípio norteador em todas as ações do professor, desde suas
atitudes docentes e relações com os alunos, até sua postura em sala de aula, a forma
de corrigir comportamentos inadequados, seu relacionamento com os demais
profissionais da escola e a maneira como se comporta na sociedade. A ética é
fundamental em todos esses contextos, pois assegura um ambiente educativo positivo
e propício ao desenvolvimento integral dos educandos.

“A ética é o conjunto de princípios e valores da nossa conduta na vida


junta. Portanto, ética é o que faz a fronteira entre o que a natureza
manda e o que nós decidimos. A ética é aquilo que orienta a sua
capacidade de decidir, julgar,avaliar.” Cortella (2010, pg.106)

Assim,é fundamental que a escola aborde o tema da ética em sala de aula,


promovendo atividades que permitam a internalização de valores éticos desde a
infância. A responsabilidade de educar e formar cidadãos de bem é compartilhada entre
a escola e a família, contribuindo para que crianças e jovens se tornem indivíduos
capazes de construir uma sociedade pautada na paz, harmonia e esperança.

A ética é a responsável pela possibilidade atribuída à escola de conduzir o ser à


condição de crítico e responsável pelos seus atos, no entanto, ela entrelaça a
estas condições a capacidade de definir o que seja justo e injusto, moral e
imoral, uma vez que atribui valores às atitudes dos educandos e os vigia, como
se a qualquer momento pudessem fazer, falar ou sentir algo que não é
permitido eticamente (CAMARGO, 2014, p. 3).

Atualmente, os pais enfrentam cada vez mais desafios para impor limites a seus filhos.
Essa conduta permissiva, muitas vezes, interfere negativamente no processo de
ensino-aprendizagem, levando alguns alunos a necessitarem de acompanhamento
psicopedagógico para tratar dificuldades de aprendizagem que, na verdade, não
existem. O que realmente é necessário é que os indivíduos tenham parâmetros claros
de conduta.

Respeitar a liberdade do outro significa entender os direitos e deveres de todos dentro


do ambiente escolar, incluindo os professores. Para Kant, a escola é um espaço onde
ninguém deve ter privilégios, mas apenas direitos iguais. Dessa forma, ela se torna um
local privilegiado para que cada pessoa reconheça sua função social no mundo,
compreendendo sua posição, seja como explorado ou explorador, mediador ou
mediado.

EXEMPLOS DE ÉTICA PARA ALUNOS

O ato de educar é, por natureza, sempre valorativo, pois a educação ocorre com base
em determinados valores e através deles. Dessa forma, não existe neutralidade no
processo educativo, já que toda prática educativa reflete escolhas e prioridades que
promovem certos valores em detrimento de outros.

A vida quotidiana das escolas com os seus conflitos relacionais, as suas


dinâmicas de poder e os seus dilemas (espelho que reflete a sociedade em
geral) é prova disto, ao apelar constantemente para critérios de deliberação e
ação. Nem sempre conscientes, mas sempre valorativos. Ora este apelo a
critérios – do bom, do útil, do justo, por exemplo – e as regras de ação por ele
justificadas fazem da atividade docente, genericamente axiológica, uma
atividade especificamente ética e dos seus agentes – os professores – sujeitos
éticos. (p. 31).

Crianças e jovens estão em um processo contínuo de aprendizagem, e por isso,


a ética deve ser ensinada e reforçada. Embora o comportamento ético do aluno
tenha origem, em grande parte, na educação familiar, especialmente pelos pais,
é responsabilidade da escola trabalhar a ética no ambiente escolar, visando
melhorar a qualidade do ensino.

Exemplos de atitudes éticas que os alunos devem adotar:

● Respeitar o trabalho dos professores e funcionários, bem como o direito de


aprendizado dos outros alunos, evitando conversas, brincadeiras ou
qualquer forma de interrupção durante as explicações ou quando colegas
estão tirando dúvidas.
● Evitar a prática de colar em provas ou na elaboração de trabalhos
escolares.
● Não entregar trabalhos prontos encontrados na Internet como se fossem de
sua própria autoria.
● Não praticar bullying, respeitando a integridade e os sentimentos dos
outros.
● Manter um comportamento que contribua para um ambiente escolar positivo
e agradável.
● Não pagar a colegas ou "profissionais" para realizar trabalhos escolares,
uma prática antiética comum no ensino superior.
● Evitar colocar apelidos ou fazer comentários que possam magoar, ferir
sentimentos ou a autoestima de colegas e professores.
● Seguir as regras e normas de funcionamento da escola.
● Tratar com respeito e educação colegas com deficiência motora ou
transtornos psicológicos, ajudando-os no processo de integração, sempre
que possível.
● Promover o respeito e a educação em todas as interações entre alunos,
professores e funcionários.

Exemplos de atitudes éticas para outros membros da comunidade escolar:

● Coordenadores: Devem orientar professores e alunos de maneira positiva e


eficiente.
● Diretores: Devem criar as condições físicas e pedagógicas necessárias para
que o processo educacional ocorra da melhor forma possível.
● Diretores e coordenadores: Devem evitar expor erros ou deficiências de um
professor na frente de outros profissionais, optando por tratar dessas
questões de forma privada e respeitosa.

Essas práticas éticas ajudam a construir um ambiente escolar saudável,


promovendo o desenvolvimento integral dos alunos e fortalecendo o senso de
cidadania e convivência respeitosa.

Como trabalhar a ética em sala de aula:

Os planos de aula para ensinar ética podem incluir diversas abordagens que tratam de
questões como causa e consequência, o valor da caridade, cidadania, sustentabilidade
e meio ambiente, além de valores comunitários e respeito. Essas aulas também podem
abordar situações como o bullying, seus impactos sobre as vítimas, o comportamento
dos agressores e as repercussões para as famílias envolvidas.

Estudantes de todas as idades geralmente apreciam aulas que utilizam vídeos e filmes
como recursos didáticos. A exibição de um filme selecionado previamente pelo
professor pode ser acompanhada por atividades sequenciadas que promovam o
aprendizado de maneira relevante e significativa.

Algumas atividades que podem ser associadas ao uso de filmes para promover o
aprendizado de ética:
● Debates estruturados: Organizar os alunos em grupos que pesquisem o tema,
apresentem seus argumentos e contrastem com os do lado oposto.
● Debates abertos: Os alunos são divididos em grupos, posicionando-se em lados
diferentes da sala, conforme sua visão sobre o tema ético. Se mudarem de
opinião durante o debate, podem mudar de lado e continuar a argumentar sob
uma nova perspectiva.
● Resenhas críticas: Após assistir ao filme, os alunos escrevem resenhas que
exploram os temas éticos abordados.
● Exercícios de reflexão sobre valores pessoais: Atividades que estimulem os
alunos a refletirem sobre seus próprios valores e como estes se relacionam com
os temas discutidos.
● Exercícios de reflexão sobre empatia ou conflito com personagens: Estimular os
alunos a refletirem sobre as emoções e decisões dos personagens do filme,
promovendo a empatia.
● Pesquisa do contexto de assuntos abordados no filme: Investigar temas como
ética e manipulação genética através de reportagens de revistas e jornais,
ampliando a compreensão do tema.
● Pesquisa e debates sobre ética profissional: Analisar o código de ética de diversas
profissões, como Medicina ou Jornalismo, para discutir os valores de cada uma.

Outras estratégias para promover a ética em sala de aula:

● Ensinar o conceito de ética e sua importância em diferentes contextos, como no


ambiente de trabalho, na família, na escola e no grupo de amigos.
● Estabelecer métodos de ensino e avaliação de forma clara e transparente para os
alunos.
● Promover um ambiente de respeito, ouvindo e valorizando as opiniões dos alunos.
● Manter a qualidade no processo educacional e cumprir prazos para entrega de
documentações, diários, avaliações e notas.
● Abordar erros ou deficiências dos alunos em particular, evitando exposições
desnecessárias diante de toda a classe.
● Realizar avaliações de maneira justa e transparente.
● Respeitar e manter um relacionamento educado com todos na comunidade
escolar, incluindo outros professores, alunos, pais e demais profissionais.
● Evitar comentários em sala de aula sobre o comportamento ou métodos de ensino
de outros professores.
● Seguir a proposta educacional e os métodos de avaliação da escola.
● Agir de forma proativa para integrar alunos com deficiência física ou transtornos
psicológicos, promovendo um ambiente inclusivo e acolhedor.

Essas práticas ajudam a promover a ética como um valor essencial no ambiente


escolar, construindo um espaço de convivência respeitosa, inclusiva e propício ao
desenvolvimento pleno de todos os envolvidos.

Ensinar ética é um desafio que vai muito além da simples transmissão de


informações. A ética deve ser trabalhada através de práticas pedagógicas que
promovam a compreensão e a vivência de experiências, possibilitando aos alunos
refletirem sobre as implicações dos valores éticos em suas próprias vidas.

Explorar as diferentes esferas de relacionamento com os estudantes é essencial,


independentemente de estarem no ensino fundamental ou superior. É importante
analisar os extremos de situações para demonstrar o que é eticamente correto e
incorreto, como um assassinato ou o desvio de dinheiro em campanhas eleitorais. No
entanto, é igualmente fundamental trazer essas reflexões para situações cotidianas e
vivenciadas pelos alunos, como colar em provas, sentar em assentos preferenciais
enquanto idosos ficam em pé, cortar filas ou mentir no currículo. Esses exemplos
ajudam a contextualizar o conceito de ética em situações que os estudantes podem
encontrar no dia a dia.

Dentro do contexto de cada sala de aula, o professor deve adaptar as situações para
o nível educacional e o perfil dos alunos, incentivando-os a estabelecer suas próprias
regras de conduta. Isso ajuda os estudantes a refletirem sobre como suas ações afetam
os outros e a desenvolverem um senso de responsabilidade ética.
O papel do professor é fundamental nesse processo, pois é ele quem cria os
espaços para discussão, diversifica as aulas e oferece materiais e recursos que
facilitam o aprendizado. O professor atua como mediador, guiando os alunos para que
compreendam a importância da ética e como ela se manifesta nas interações
cotidianas.

Para isso, é essencial que o professor seja coerente em suas ações e palavras.
Atitudes e discursos contraditórios podem gerar confusão entre os alunos, pois eles
observam o comportamento dos professores como um modelo de como agir em
sociedade, respeitar o espaço alheio e conviver coletivamente. Portanto, o educador
deve ser cuidadoso com suas ações, pois não é possível ensinar valores éticos sem
vivenciá-los pessoalmente. É necessário que o educador seja um exemplo vivo dos
princípios que ensina, reforçando assim a importância da ética em todos os aspectos da
vida.

Conclusão

Pode-se concluir, ao longo deste trabalho, que a ética é um fator mediador crucial em
diferentes ambientes, especialmente no educacional, onde pode desempenhar um
papel transformador na mudança de comportamentos e pensamentos previamente
adquiridos de forma equivocada. A ética, intrinsecamente ligada à moral, é uma
ferramenta essencial para promover a convivência harmoniosa entre as pessoas e
assegurar o bom funcionamento das relações e instituições, principalmente dentro da
escola.

O planejamento estratégico, nesse contexto, é uma ferramenta de gestão de extrema


importância para as instituições de ensino, pois estabelece um caminho claro a ser
seguido, com objetivos específicos a serem alcançados em um tempo determinado,
sempre considerando as limitações e oportunidades do ambiente escolar.

De forma abrangente, o termo "ética" refere-se ao estudo dos hábitos e caráter da


espécie humana em geral, bem como à análise das normas que regem o
comportamento de um indivíduo ou de uma sociedade. A ética, como parte da filosofia,
busca entender os sistemas de valores pessoais e culturais, determinando o que é
certo ou errado, bom ou mau, com o objetivo de facilitar a realização plena das pessoas
enquanto seres humanos.

É necessário trabalhar conceitos e práticas de valores éticos em sala de aula porque


esses conhecimentos são fundamentais para a vida em sociedade. O papel da escola é
construir e fornecer bases culturais sólidas, por meio de um ensino-aprendizagem
significativo, que envolva descoberta, conhecimento e prática. Dessa forma, os alunos
desenvolvem a capacidade de decidir por si mesmos como agir em diferentes situações
da vida. Educar em valores significa oferecer as condições para a construção ética.

A escola, portanto, desempenha um papel essencial na formação ética, auxiliando os


estudantes a equilibrar sua conduta como cidadãos. Observa-se, por exemplo, que em
reuniões do Conselho Escolar e em conversas com a direção, há uma preocupação
evidente em promover ações, como palestras, para minimizar e resolver questões
relacionadas à ética. Esses dados podem servir como diagnósticos ou indicadores para
reforçar estratégias e ações que visem tornar o ambiente escolar mais produtivo e
harmonioso, permitindo que a ética esteja efetivamente presente e contribuindo para
uma aprendizagem significativa e eficaz.

Embora a escola seja o principal local para a discussão de questões éticas, já que o
ambiente escolar é rico em situações que evidenciam sua necessidade, não se deve
esperar que ela resolva todas as questões relacionadas à ética. A escola não deve ser
considerada um fracasso por não conseguir atingir plenamente esse objetivo, pois a
ética é um campo complexo que se estende além dos limites institucionais, englobando
diversas esferas da vida social.

REFERÊNCIAS
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disponível em: https://www.significados.com.br/etica/

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2006.

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escrever e a ler. Trad. Ernani Rosa, Porto Alegre, RS.

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USP (1994) - Ética na Escola – A ética na escola, exemplos e atitudes éticas no
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de 2020, disponível em:
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Roberto Goldim

BRASIL. Estatuto da Criança e do Adolescente. Lei Federal nº 8069, de 13 de julho de


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CORTELLA. Mario Sergio. Qual é a tua obra: inquietações propositivas sobre gestão,
liderança e ética. 9ed. – Petrópolis, RJ, Vozes, 2010.

Mario Sergio Cortella é filósofo e professor. Artigo extraído do fascículo Conceito &
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agosto de 2016.

Sheila Blasques Nobile - Trabalhando ética e valores – Disponível em:


http://www.ppd.net.br/trabalhando-etica-e-valores/

BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). Lei n. 9.394, de 20de
dezembro de 1996.

_______. Constituição Federal de 1988. Disponível em:


http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constitui%E7ao.htm

Redação Lyceum - A gestão escolar é a administração da escola como um todo.


Postado em 20/03/2023.
Libaneo, Jose Carlos, Heccus Editora - Organização e Gestão da Escola – Teoria e
Prática 6ª Ed. 2013.

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