Cifras Gauchas 20
Cifras Gauchas 20
D A7 D
Quero meu rancho bem na beira de um riacho
G D A7
Que é onde eu acho que ninguém há de chorar
Em G A7
Seria bom se minha vida continuasse
G A7 D
E não faltasse tanto tempo para amar.
D A7 D
Quero regar as flores da primavera
G D A7
Bem como era no tempo dos meus avós
Em G A7
Que algum cheirinho plantado, bom campeiro
G A7 D
Para um tempero de carinho só pra nós.
A7
Cheiro de terra, água da chuva, um fogo a lenha
G D
Será que é pouco ou cedo pra entardecer
Bm A7
Se a alma é tudo, o sonho é grande e a vida é curta
G A7 D
A noite é longa pra esperar o amanhecer
D A7 D
Eu quero ver a gurizada ali brincando
G D A7
Comemorando algum bicho que nasceu
Em G A7
Quero brindar a simples felicidade
G A7 D
Que a cidade não cumpriu, se prometeu.
D A7 D
Talvez por lá vou destinar algum recanto
G D A7
Pra um campo santo, solene e particular
Em G A7
Será então o meu ponto de chegada
G A7 D
Na longa estrada que só me fez caminhar.
MUNDO REAL
Rafael Ferrari
João Chagas Leite
Valseado - Dm F C Dm F C
C F
A gente aprende todo dia o que a vida tem pra ensinar
G F C
Se erra mais do que acerta, mas é lutando que se chega lá
F
Ninguém nasce sabendo tudo das coisas, mas pode aprender
G F C
Botando o coração na estrada e acreditar que é capaz de vencer.
Dm
Foi Deus que fez o paraíso,
F C
Fez o universo, fez o mundo todo pra nós
Dm
Nos deu o dom de cantar,
F C
Expressar o que sentimos, a garganta pra soltar a voz.
F G C
C
Tem que acreditar
F G7
que sempre existe uma saída pra você, pra você.
C F
Se fecha uma porta, abre duas
G7
Amanhã um novo dia está pra nascer
C F
Quem luta vence, basta ter coragem
G7 C G7 Am G7
É a mais pura das verdades, eu estou aqui.
ESCUTA O RIO
Vinicius Brun / Tuni Brum
João Chagas Leite
Toada Gaucha – G E7 am D7 G
G
Escuta o rio... escuta o rio..
D7
Antes da sede derradeira, escuta o rio
Am D7
Escuta o rio... escuta o rio..
Cm D7 Gm
Antes da última fronteira, escuta o rio
Gm
E corredeira, rio de pé de serra
D7
Vidro, serpente rastejando o mar
Cm D7
Do céu, rolando água chão a dentro
Cm D7 Gm G Gm
Fura fugindo para se salvar.
Gm
Já não respira, vaga e agoniza
D7
E não precisa mais que proteção
Cm D7
Abriga o ventre, o ritmo da vida
C D7 G
E faz bater da terra o coração.
G D7 G
O rio foi condenado sem defesa
E7 Am
Desamparado em agonia
G
O rio sempre ofertou pão na mesa
D7 G
Quem foi que fez jorrar tanta sangria.
D7 C G
A mão que lhe feriu tinha certeza
Am
Por mais que se fizessem demasias
C Bm
Por mais, que mais ferisse a terra nua
D7 G
O rio que já foi Deus, não morreria.
CANÇÃO DO PESCADOR
Delcio Tavares
Toada Canção – C7 F Em Dm C F C
C
Pescador prepara o barco
F
Já é tempo de pescar
G7
Uma vela vai no mastro
C
E a outra vela no altar
Cm G7
Nestes versos querida que canto
Cm
Vou responder a tua cartinha
G7
Para mim foi surpresa eu garanto
Cm
Quando li o que nela continha
G7
Tu me pedes que eu reconsidere
Cm
Confessando saber que erraste
G7
Como pode saber que prospere
Cm
Um amor que tu mesma mataste.
Fm Cm
Como pode saber que prospere
Bb7 G7 Cm
Um amor que tu mesma mataste.
G7 Cm
Já te esqueci, esqueça-me por favor
G7 Cm
Basta tudo que eu sofri quando eu fui teu escravo do amor
G7 Cm
Já te esqueci, esqueça-me por favor
Bb7 G7 Cm
Basta tudo que eu sofri quando eu fui teu escravo do amor
Cm G7 Bb7 G7 Cm
Não me faças meu bem por piedade Que ainda existe no meu coração.
Cm
Recordar nossa historia de amor Cm G7
G7 Se eu pudesse por deus eu queria
Que as lembranças me trazem saudade Cm
Cm Começar tudo, tudo outra vez
E a saudade me matas de dor. G7
G7 Para tanto meu bem eu teria
E por isso eu te peço querida Cm
Cm Que esquecer o que você me fez.
Não proponhas reconciliação G7
G7 Como sei que esquecer eu não posso
Não me faças sangrar a ferida Cm
Cm Muito embora não te queira mal
Que ainda existe no meu coração. G7
Fm Cm Considere esse amor que foi nosso
Não me faça sangrar a ferida Cm
Encerrando com ponto final.
Fm Cm Bb7 G7 Cm
Considere esse amor que foi nosso Encerrando com ponto final.
TODO MUNDO MENOS EU
Dimas Costa
Flávio Mattes
Chamamé - Am Em B7 Em Am Em B7 Em
Em B7
Chegou um dia no pago mui perfumada e faceira
Em
Morena meiga e trigueira mais bela do que uma flor
E7 Am
Prenda destas que ao vê-la por mais taura que se seja
Em B7 Em
Até a alma fraqueja e mata a gente de amor
E7 Am
E foi um Deus nos acuda a indiada se alvoroçou
B7 Em
Até um velho que a olhou, de amores enlouqueceu
E7 Am
Todo mundo andava louco e seu amor implorava
B7 Em
Todo mundo a disputava, todo mundo menos eu
( Am Em B7 Em Am Em B7 Em )
Em B7
Quando passava a Catita num meneio encantador
Em
O índio mais peleador gemia de amor contido
E7 Am
Se ela lhe dava um riso aquele nunca esquecia
Em B7 Em
E a todo mundo dizia que estava de amor perdido
E7 Am
Perdidos viviam todos por tal encanto brejeiro
B7 Em
Cada qual era o primeiro querer um sorriso seu
E7 Am
As vezes por desconfiança muito índio se atracava
B7 Em
E todo mundo peleava, todo mundo menos eu
( Am Em B7 Em Am Em B7 Em )
Em B7
Um dia o patrão da estância a levou para o ranchito
Em
Nunca mais viveu solito pois em grande romaria
E7 Am
Gaúchos velhos e moços não contendo seus amores
Em B7 Em
Iam lá lhe levar flores e outros mimos todo dia
E7 Am
Enfeitavam aquele pouso de ramos verdes plantados
B7 Em
Como brindes disfarçados ao novo lar que nasceu
E7 Am
Mas na verdade queriam vê-la cada vez mais bela
B7 Em
Todo mundo era dela, todo mundo menos eu
( Am Em B7 Em Am Em B7 Em )
Em B7
E assim gozando a ventura rainha dona de tudo
Em
Aquele olhar de veludo trouxe tristeza pro pago
E7 Am
Tristeza talvez ventura, pois até valia a pena
Em B7 Em
Sofrer por uma morena na esperança de um afago
E7 Am
Um dia porém, a diaba se alçou assim num repente
B7 Em
Ah! Meu Deus aquela gente parece que enlouqueceu
E7 Am
Muito índio se matou de tanto, tanto que a amava
B7 Em
E todo mundo chorava, todo mundo menos eu
( Am Em B7 Em Am Em B7 Em )
Em B7
Mas o tempo esse tirano que destrói até memória
Em
Foi apagando da história aquele caso de amor
E7 Am
Voltou a paz no rincão o riso de novo impera
Em B7 Em
No rancho hoje tapera ninguém mais planta uma flor
E7 Am
Seu vulto não mais recordam e dela ninguém mais fala
B7 Em
Se alguém lembra logo cala provando que já esqueceu
E7 Am
Pois a linda flor trigueira que eu nunca vira tão bela
B7 Em
Todo mundo esqueceu ela, todo mundo menos eu
Am Em B7 Em
Todo mundo esqueceu ela, todo mundo menos eu
Am Em B7 Em
Todo mundo esqueceu ela, todo mundo menos eu.
Am Em B7 Em
Todo mundo esqueceu ela, todo mundo menos eu.
Am Em B7 Em
Todo mundo esqueceu ela, todo mundo menos eu
BATENDO CACO
Paulo Ricardo Costa / Madruga
Os Serranos
Vanera – E B7 E B7 E B7 E
E
A noite quente se debruça no floreio
A B7
Em devaneios é o olhar das querendonas
E
Bota que bota, gaiteiro véio' campeiro
B7
Traca fincando com as garras sem ter pena
A E7
Aqui, no más, me apresento, eu me chamo Mano Lima
A
Sou poeta de algumas rima' e um gaiteiro regular
D
Sou solteiro, não tenho par a não ser essa cordeona
A E7 A
Eu chamo de redomona porque não quis se amansar
A E7
Nasci no oco do mundo, nos pagos de M’Bororé
A
Rincão de sangue e de fé entre missões e fronteira
D
Batendo a chuculateira, saí de lá bem novito
A E7 A
Pra levar o mundo à grito na minha sina estradeira
A E7
Cumpri a sina de tantos, que, por trapaças do mundo
A
Trocaram os campos do fundo pelos bretes da cidade
D
Mas só me sinto a vontade c'o as perna' numa bombacha
A E7 A
Porque, assim, minh'alma guaxa nunca perde a identidade
A E7
Não sou melhor que ninguém, também não sou pior que os outro'
A
No lombo liso de um potro, sou um rei no seu reinado
D
Sou um prego enferrujado nos arreio' em que lido
A E7 A
Parece que fui parido nas crina' de um aporreado
A E7
E quando arreganho a gaita que me conhece os segredo'
A
Reponto a alma nos dedo' e ela conversa por mim
D
E, um dia, há de ser assim: Esta cordiona macota
A E7 A
Vai junto comigo pra toca quando chegar o meu fim
O DESTINO DA NATUREZA
Daltro Bertussi / Paulo Siqueira
Os Bertussi
Toada – Bm A F#m Bm (Em D A D G A7 D ... G D A7 )
D A7 D
Vou perguntar a gauchada amiga, gente querida igual eu nunca vi
Em A7 D
O que acontece enquanto o tempo passa e evolução o que nos faz sentir
A7 D
O mundo vai se modificando eu estou vendo tudo progredir
G A7 D
Mas lhe garanto com toda certeza que a natureza não vai resistir
D A7 D
Nessas andanças pelo meu Rio Grande eu vou notando as modificações
Em A7 D
Onde crescia o mato nativo hoje se vê grandes plantações
A7 D
Os pinheirais desaparecendo entristecendo nos rincões
G A7 D
Eu mandar tirar fotografias para mostrar as novas gerações.
D A7 D
Na pampa imenso e nos campos da serra quase não canta mias a passarada
Em A7 D
Muitas lagoas estão silenciando por que a água foi envenenada
A7 D
Se me disserem que isso é progresso eu lhes confesso não entendo nada
G A7 D
E lhes pergunto com grande ansiedade qual o destino desta terra amada
D A7 D
Eu lhe pergunto gauchada amiga se já notaram pelas evidências
Em A7 D
O mundo está numa encruzilhada o rumo Certo está na consciência
A7 D
Nós não podemos continuar parado vamos tomar algumas providencias
G A7 D
Pra conservar a nossa natureza e a beleza da nossa querência.
CIGANA FEITICEIRA
Haroldo Lobo / Benedito lacerda
Os Bertussi
Corrido
E B7 E
Eu sou o grito do tempo desafiando novas eras
A E A
Sou mistérios das taperas depois que os donos mudaram
B7 E B7 E
Sou saudades que ficaram lá no começo da vida
A B7 E B7 E
Como flor de margaridas que os anos desabrocharam.
Introdução: E A B7 E
E B7 E
Sou cantiga de tropeiro feliz rondando a boiada
A E A
Sou rancho à beira da estrada dando abrigo ao viajante
E7 E B7 E
Sou campina verdejante, riscada a ferro e a brasa
A B7 E B7 E
Eu sou a voz que não cala da tradição murmurante.
Introdução: E A B7 E
E B7 E
Sou grito de Tiarajú ecoando junto ao vento
A E A
Eu sou a espada de bento empunhada contra lança
B7 E B7 E
Sou bandeira da esperança dessa feliz mocidade
A B7 E B7 E
Querendo com igualdade amor, paz e segurança.
Introdução: E A B7 E
E B7 E
Eu vi raças se formarem neste meu solo papeando
A E A
Alemães e italianos que vieram em busca de sorte
B7 E B7 E
Rasgaram de sul a norte esta querência selvagem
A B7 E B7 E
Dando mescla e padronagem e um povo muito mais forte
Introdução: E A B7 E
E B7 E
Eu não tive o privilégio de estudar e ser doutro
A E A
Porém Deus, nosso senhor que ama sem geografia
B7 E B7 E
Deu-me o dom da poesia e um peito cheio de amor
A B7 E B7 E
Pra cantar com todo ardor o rio grande que eu sentia.
ANTIGAMENTE
Honeide Bertussi
Os Bertussi
Xote – C G7 C G7 C G7 C G7
C G7
Antigamente uma festa lá pra fora
C
Era a coisa mais bonita que podia existir
G7
Mais hoje em dia já está muito mudado
C
Até o povo não sabe se divertir.
C G7
Antigamente era coisa muito boa
C
Se falar em namorado e de namoro se saber;
G7
Mais hoje em dia já está tudo mudado
C
Até o namoro é diferente de se ver.
C G7
Antigamente quando dava um casamento
C
Muito tempo a gente ouvia os fulanos vão casar;
G7
Mais hoje em dia já está tudo mudado
C
Em casamento não se ouve mais falar.
C G7
Antigamente pra fazer um batizado
C
Era um dia de festa pro vivente batizar;
G7
Mais hoje em dia já está tudo mudado
C
E nos compadres não se pode confiar!
Honeyde Bertussi
Os Bertussi
Valsa
G A7 D
Até minha sanfona chorou A7 D
A7 D Ai, como é triste
Quando a Joaninha casou. A7 D
O meu coração não resiste
G A7 D A7 D
Ela estava tão faceira Joaninha que eu tanto amava
A7 D A7 D
De braço com outro casava.
G A7 D
G A7 D Adeus querida Joaninha
A vida pra mim não é vida A7 D
A7 D Que era a sombra do meu viver.
A vida pra mim é sofrer
Moça Maria
Honeide Bartussi
Os Bertussi
Xote - Db G Db G
Db Ab
Eu encilhei o meu cavalo preto
Db
E fui saindo de manhã bem cedo
Ab
"Assobiei" pro meu cachorro velho
Db
Que ao meu lado nunca teve medo
Ab
Laço nos tentos e poncho na garupa
Db
Rédeas curtas bem firmes nos dedos
Db7 Gb
O meu destino já estava marcado
Ab Db
Uma grande festa lá nos arvoredos
Db Ab
Eu vi de longe fumaça no mato
Db
Cheiro de carne no braseiro assando
Ab
Já encontrei a procissão na rua
Db
Subi um barranco e parei olhando
Ab
Sou devoto e meu chapéu tirei
Db
E com respeito fui me retirando
Db7 Gb
Eu amarrei o cavalo na sombra
Ab Db
Cachorro velho lá ficou cuidando
Db Ab
Moça maria filha do festeiro
Db
Deu no leilão seu lenço bordado
Ab
Arrematei e já mandei pra ela
Db
Agradeceu rindo pro meu lado
Ab
Toque um xote disse pro gaiteiro
Db
Sou resolvido e não sou assustado
Db7 Gb
Dancei com a moça e naquela festa
Ab Db
Nosso caminho já ficou traçado
Db Ab
De madrugada o cachorro "acuou"
Db
Fim de festa ele já pressentia
Ab
Falei pra a moça encostada em meu peito
Db
A despedida é por poucos dias
Ab
Eu vou embora com muita esperança
Db
E o coração cheio de alegria
Db7 Gb
Vou escrever na porta do meu rancho
Ab Db
Já tenho dona é a moça Maria
A VOZ DA QUERENCIA
Romulo Chaves \ Walter Moraes
Walter Morais
Chamamé –
C
A querência tem a voz no silencio ao avesso
G7
Palavra que é mae de um hora proseada
D7 G
A querência tem a voz no radio de pilha
D7 G
E até na quietude no estalo das brasas
F C
Remete o futuro dizendo a trilha
G7 C
Pra alma saber o caminho de casa.
D7 G
E um canto tão forte que se faz de guarida
D7 G
É água de rio correndo para a foz
F C
Um grito de aboio na várzea estendida
G7 C
Pela gente gaúcha a querência tem voz.
C
A querência tem voz pelas noites de lua
G7
Fandango que embala alegrias do povo
G D
Quem nasce na Pampa bruta já sabe a luta como será!
C G7 C D
Quem dorme sobre um pelego não tem apego ao que o ouro dá!
C G
Quem tem o corte pra a lida empurra a vida e sabe que Deus dará!
D G
O que é bom já nasce feito e melhora um eito se nasceu lá!
D7 C G
Ausente, fico sem jeito, me sinto feito pela metade!
D C G
São parte do meu retrato capão de mato, várzea e coxilha!
D7 C G
Só o vento de encontro ao rosto devolve o gosto da liberdade,
D C G
E eu volto a ser eu, inteiro, sentindo o cheiro da maçanilha!
D G
Um velho ditado diz que quem é feliz já enriqueceu.
C G7 C D
Numa mala de garupa cabe, num upa, tudo o que é meu!
C G
O que eu tenho não tem preço e eu agradeço tudo o que Deus me deu!
D G
Não vim ao mundo por luxo e, sendo gaúcho, já sou mais eu!
D G
Eu tenho o perfil de um povo que mescla o novo e a tradição;
C G7 C D
quem quiser me ver de perto, é o momento certo pra um chimarrão!
C G
De longe, verá uma estampa guardando a pampa pra nova geração;
D G
com Deus do lado direito, o mapa no peito e o laço na mão!
Por isso que nunca mais vou amar pra não sofrer.
MORENA NA BANDEJA
Darci Lopes
Os Filhos do Rio Grande
Vanera – D G D G D G
G D7
Está pintando uma morena na vida desse gaudério
Am G
O amor que eu tenho nela é um negócio muito serio
G7 C
To com ela na cabeça e não consigo mais tirar,
G D7 G G7
Toda vez que eu penso nela só quero me embriagar.
C D7 G
Garçom me traz uma morena e também uma cerveja
D7 G
Traz a garrafa na mão e morena na bandeja.
G D7
Uma cerveja e uma morena eu não posso rejeitar
Am G
Uma é pra matar a sede, a outra pra namorar
G7 C
Gosto muito de cerveja bem gelada e espumosa
G D7 G G7
E uma morena bem lindaça perfumada e bem gostosa.
VIDA DE PEÃO
Darci Lopes
Os Filhos do Rio Grande
Vanera - D A D G A D
D A7
Céu, estrela e pirilampo noite clara e serena
D
Vou abrindo a cancela arrastando uma chilena
G A7
Bem pilchado a capricho, cravo a espora na melena
G D A7 D
Lá vou eu pra uma bailanta encontrar minha morena.
D A7
Sala cheia na vanera, gaita ponto e cantoria
D
Madrugada, fim de baile, campo a fora ala cria
G A7
Meu cavalo na garupa leva a prenda que eu queria
G D A7 D
E o cantor de galinheiro canta para o novo dia.
D A7
Na segunda tem peleia, to cedito no galpão
D
Vou levar sal no rodeio, vou montar um redomão
G A7
Faço aparte nos novilhos pra fazer a castração
G D A7 D
E assim vou levando a minha vida de peão.
MOÇO TRISTE
Darci Lopes
Os Filhos do Rio Grande
Valsa - G# D#7 (4 x) G#
G# D#7
Amigo me conte qual é o seu tédio
G#
Que tu vive triste não liga pra gente
D#7
Talvez eu possa encontrar o remédio
G#
Para curar esta dor que tu sentes.
D#7
O remédio é alguém que eu amo de verdade
G#
É por quem eu choro e quero e lhe amo
D#7
Mas este alguém só tem crueldade
G#
E não tem dó do pranto que derramo
G# D#7
Amor tão ingrato não tens coração
G#
Não deixe este moço sofrer tanta dor
D#7
Não seja cruel, tenha compaixão
G#
E dê para ele um pouquinho de amor
G# D#7
Amigo este amor só te traz sofrimento
G#
Não fique chorando por quem não te quis
D#7
Se tu não tirá-la do teu pensamento
G#
Jamais nesse mundo tu serás feliz.
D#7
Eu era feliz até aquele dia
G#
Que eu conheci esta flor tão querida
D#7
Mas ela roubou toda minha alegria
G#
Hoje sou o moço mais triste da vida.
G# D#7
Moço triste eu sofro contigo
G#
Ao te ver sofrer esta dor tão horrível
D#7
Agora aceite um conselho de amigo
G#
Esqueça pra sempre este amor impossível.
D#7
Pra mim esquecer esta louca paixão
G#
É só mesmo a morte que pode dar jeito
D#7
Este amor que eu trago no meu coração
G#
Vai morrer comigo guardado em meu peito
Baile Dos Cabeludos
Gildo de Freitas
Tom: E - Intro: E B E B E
G D7 G
Um dia desse passado se resolvemos a sai,
D7 G
Eu o compadre Teixeira, e o Portela Delavi
D7 G
Fomo apreciar um baile que existia por ali
D7 G
Um baile de cabeludo e vocês vão morrer de ri
G D7 G
Quando cheguemos no baile já foi aquele alvoroço
D7 G
Os cabeludo dizendo tão de lenço no pescoço
D7 G
Chego o chefe da sala e disse olha seu moço
D7 G
Arretire seus amigo por que aqui não dança grosso
G D7 G
Foi ele me dize isso foi aquela fumaceira
D7 G
Dei lhe dois tiro pra cima e o coitado do Teixeira
D7 G
Tinha ido sem revolve deu de mão numa cadeira
D7 G
Cada burduada que dava levantava as cabeleira
G D7 G
E os cabeludo corriam quinem oveia em rebanho
D7 G
E o pobre do delavi levo-lhe um susto tamanho
D7 G
Se embreto cos cabeludo dentro dum quarto de banho
D7 G
Naquilo eu ouvi um grito e notei que não era estranho
G D7 G
Trancaro a porta por fora e tavam la naquele enredo
D7 G
Eu atirei na fechadura pra descobri o segredo
D7 G
Delavi passo correndo e se foi aos auvoredo
D7 G
E eu ouvi aquela voz pedro para, para pedro
G D7 G
E o meu cumpadi Teixeira quando termino a rinha
D7 G
Se agarro num cabeludo dizendo assim esta é minha
D7 G
Que menina parecida com a Meri Terezinha
D7 G
Fui obrigado a grita larga o home Teixerinha
Coió Desenvolvido
Mano Lima
Mano Lima
Xote – F C G7 C F C G7 C
F
Vai meu xote missioneiro,
C
E recorre o Brasil inteiro defendendo tua aldeia
G7
Sei que vão te "gumitar",
C
Porque é brabo um touro berrar no meio de tanta "ovêia".
C7 F
Com as oreia rasgada,
C
Dos dentes da cachorrada, vai defender teu rodeio
G7
Afia a guampa na terra
C
E quando o mestiço berra, tu apara o berro no meio.
F
Tem tanta arma pesada
C
Que tá sendo mal usada pra fabricar imbecil
G7
Entra no olho e no ouvido
C
Do gaúcho arrependido e vai matando o meu Brasil
C7 F
Este xote esfarrapado
C
Tem um guarani acampado tremendo de frio e fome
G7
Mas mais vale um bom soldado
C
Embora esteja desarmado, do que uma arma sem homem.
F
Faz a ponta rebojar
C
E vê se não deixa abixar os terneiros recém-nascidos
G7
Essa arma é tão pesada
C
Que tá enchendo o pátria amada de coió desenvolvido
C7 F
Vai meu xote missioneiro
C
E recorre o Brasil inteiro defendendo tua aldeia
G7
Sei que vão te "gumitar"
C
Porque é brabo um toura berrar no meio de tanta "ovêia".
VELHA PORTEIRA
Paulo Siqueira
Paulo Siqueira
Toada gaúcha - F# C# C# B C# F# C# B C# F#
F# G#m C# F#
Porteira velha que há muito existe nessa passagem desse meu rincão
G#m C# F#
Eu resolvi cantar estes meus versos enquanto pasta o pingo alazão
G#m C# F#
Sentado junto de tua tronqueira vou relembrando com grande emoção
B F# C# F#
No intervalo de cada verso eu vou tomando um bom chimarrão
B F# G#m C# F#
No intervalo de cada verso eu vou tomando um bom chimarrão
G#m C# F#
Sinto saudade do tempo passado de outras vezes, quando regressei
G#m C# F#
Levando tropas para outro lado ou mesmo quando por aqui passei
G#m C# F#
Assobiando uma canção gaúcha tinindo a espora muito viajei
B F# C# F#
Mas como é belo recordar porteira velha nunca esquecerei
B F# G#m C# F#
Mas como é belo recordar porteira velha nunca esquecerei
G#m C# F#
Uma lembrança que me invade a alma e se agiganta dentro do meu peito
G#m C# F#
Diversas vezes, com a prenda linda aqui passei, muito satisfeito
G#m C# F#
Puxando o pingo pra ela e sorrindo fechando as varas com muito jeito
B F# C# F#
Somente tu, ó velha porteira é testemunha desse amor perfeito
B F# G#m C# F#
Somente tu, ó velha porteira é testemunha desse amor perfeito
G#m C# F#
Porteira velha, relíquia do pago tua existência faz-me alegrar
G#m C# F#
Há muito tempo que aqui não vinha para a saudade no peito eu matar
G#m C# F#
Aproveitando a oportunidade a gauchada quero alertar
B F# C# F#
Nossa porteira da tradição não podemos deixar se quebrar
B F# G#m C# F#
Nossa porteira da tradição não podemos deixar se quebrar
Burro Apaixonado
Bruno Neher e Elmo Neher
Os 3 Xirus
Vaneira – Eb Bb 2 x
Eb Bb7 Eb
Comprei um burro tubiano trazido da Vacaria
Bb7 Eb
Nunca pensei que eu pudesse entrar em tamanha fria
Bb7 Eb
Me roeu corda e laço, me fugiu da estravaria
Bb7 Eb
Amarrei num correntão pra ver o que acontecia
Bb7 Eb
Botou a boca no mundo dia e noite, noite e dia.
Bb7 Eb
Orneava que dava dó , oh, oh, oh,
Bb7 Eb
E o choro era um só, oh, oh, oh, oh!
Eb Bb7 Eb
Resolvi vender o burro mas comprar ninguém queria
Bb7 Eb
Por que a fama do bicho muita gente conhecia
Bb7 Eb
Fiz um leilão do meu burro na festa da melancia
Bb7 Eb
Saiu por cinco cruzeiros vejam só que judiaria,
Bb7 Eb
O padre que arrematou, castigo assim não merecia.
Bb7 Eb
Orneava que dava dó , oh, oh, oh,
Bb7 Eb
E o choro era um só, oh, oh, oh, oh!
Eb Bb7 Eb
O padre arrependido me chamou dali dois dias
Bb7 Eb
Quis de volta o dinheiro que o burro ele não queria
Bb7 Eb
Devido o choro do bicho por perto ninguém dormia
Bb7 Eb
E até tinha rezado cinco ou seis ave-maria.
Bb7 Eb
E o burro não se acalmava só chorava de agonia.
Bb7 Eb
Orneava que dava dó , oh, oh, oh,
Bb7 Eb
E o choro era um só, oh, oh, oh, oh!
Eb Bb7 Eb
De tanto que o burro chora até da pra desconfiar
Bb7 Eb
Talvez alguém da platéia, que até possa me ajudar
Bb7 Eb
Quem sabe benzendo o burro ele até vai se acalmar
Bb7 Eb
Mas se não der resultado daí eu vou apelar,
Bb7 Eb
Vou manear as quatro patas e levar num saravá.
Bb7 Eb
Se tiver embatucado é certo que vai parar
Bb7 Eb
Mas se for apaixonado, o jeito é aturar!
VELHA ESPORA
Paulo Siqueira
Balanço Vanera – (Bb Fm Bb7 Eb )3 X Bb Eb
Eb Bb7 Ab Eb
Aquela espora de ferro, de roseta enferrujada
Bb7 Ab Bb Eb
Que nunca deixei de usar durante minhas tropeadas
Eb7 Ab
Quem me deu foi meu avô
Bb7 Eb
Homem sério e de valor, também de poucas palavras
Eb Bb7 Ab Eb
Quando me deu de presente a velha espora estimada
Bb7 Ab Bb Eb
Me disse, tem muita honra e nunca troque por nada
Eb7 Ab
Pra disfarçar a emoção
Bb7 Eb
Uma antiga canção o velhinho assobiava
Eb Bb7 Ab Eb
Muitas vezes, nos rodeios ou mesmo nas tropeadas
Bb7 Ab Bb Eb
Quando esporeava meu pingo para jogar uma armada
Eb7 Ab
Parecia até ouvir
Bb7 Eb
O bom velho repetir essa espora é muito honrada
Eb Bb7 Ab Eb
Quando olho a velha espora lá no museu pendurada
Bb7 Ab Bb Eb
Logo me vem na lembrança todas aquelas jornadas
Eb7 Ab
O que sinto no meu peito
Bb7 Eb
Nem sei explicar direito uma saudade malvada
Eb Bb7 Ab Eb
Muita gente passa e olha o museu lá na avenida
Bb7 Ab Bb Eb
E a velha espora fica por muitos despercebida
Eb7 Ab
É um objeto e, enfim
Bb7 Eb
Tem valor maior pra mim é mesmo assim essa vida
ENTRE O CAMPO E A CIDADE
Bruno Neher
Os 3 Xirus
Vanera – Bb Eb Ab Bb Eb Ab Bb Eb Ab Bb Eb
Eb Bb
Pra quem passou a infância como eu lá na campanha
Eb
Vivendo longe de casa muita coisa se estranha
Bb
Embora tenha o conforto da evolução da cidade
Eb
Mas tem horas que o vivendo se enreda na saudade
Eb Bb
Na cidade tem beleza, mas não chega ser igual
Eb
Aos encantos lá de fora onde tudo é natural
Bb
As cachoeiras murmurantes e o cantar da passarada
Eb
Sinfonia cotidiana que anuncia madrugada.
Eb Bb
As manhãs cheias de sol e o perfume do arvoredo
Eb
A água pura da fonte pra se beber logo cedo
Bb
Se toma leite bem gordo ainda morno da ordenha
Eb
E no rancho o aconchego de um velho fogão a lenha.
Eb Bb
O que se tem na cidade é fruto lá da campanha
Eb
Feijão, arroz e batata, carne, azeite e banha
Bb
La fora se come bem, por que se come de tudo
Eb
Se deixei o meu rincão, foi por causa do estudo.
Eb Bb
Nas férias se Deus quiser volto rever minha gente
Eb
Quero montar a cavalo e me sentir livremente
Bb
Sentindo o cheiro do campo vou me sentir a vontade
Eb
E nos braços de uma prenda vou matar minha saudade.
FLOR DE CHAMAMÉ
Os Mirins
Chamamé A E7 A E A E7 A
A E7
Gosto de um mate bem quente de fazer cosca na goela
A
E dar serviço pros dentes na graxa de uma costela
B7 E B7 E
Eu nunca me enrabicho em potranca de outro dono
A
E não é qualquer cambicho que vai me tirar o sono.
D A
Sou bom num canto de flor
E7 A
No trato de uma potranca
D A
Dançador de chamamé
E7 A
Desses de chacoalhar as ancas.
A E7
Se falo com uma chinoca vou com jeito sem fiasco
A
Mas tatu que sai da toca quer ser comido no casco
B7 E B7 E
Trato bem dos meus pelegos só com filé e alcatre
A
Tem que ser um bom achego pra dançar no meu catre.
A E7
Se falo com uma chinoca vou com jeito sem fiasco
A
Mas tatu que sai da toca quer ser comido no casco
B7 E B7 E
Eu nunca me enrabicho em potranca de outro dono
A
E não é qualquer cambicho que vai me tirar o sono.
Muamba
João Argenir dos Santos
João Luiz Corrêa
Marcha - D A7 D Em A7 D Em A7 D A7
D
Meu chimarrão ficou moderno
A7
Com garrafa térmica do Paraguai
D7 G D
Vai dinheiro daqui, muamba de lá
A7 D
E gente tentando, de tudo que é jeito se endireitar
D7 G D
Some auto aqui pro outro lado vai
A7 D
Trocados por erva e pozinho pra louco lá do Paraguai
D
Ainda pago a prestação de um fusca
A7
Que está rodando no exterior
D
Comprei whisky importado
A7
Perfume francês made in corumbá
AMAZONIA NÃO
Darci Lopes
os Filhos do Rio Grande
Xote - C# F# C# F# C#
F# C# F#
Brasileiro e brasileira é como diz o presidente
C# F#
Estamos correndo perigo, abre o olho minha gente
C# F#
Temos que lutar agora pra depois não haver choro
C# F# F#7
Estão querendo por a mão no nosso maior tesouro.
B C# F#
Não, não, não, o Amazonas ninguém leva
C# F#
É o nosso paraíso onde nasceu adão e Eva.
F# C# F#
Ela é o pulmão do mundo, é a vida do planeta
C# F#
Se nós não lutar por ela a coisa vai ficar preta
C# F#
Vou pedir ao presidente e a todos os ecologistas
C# F# F#7
De livrar a Amazônia das unhas dos vigaristas.
F# C# F#
Eu já não durmo direito estou sofrendo de insônia
C# F#
Só em pensar em ficar sem a nossa Amazônia
C# F#
Sei que devemos bastante, não importa quantos mil
C# F# F#7
Não vamos trocar por divida a riqueza do Brasil.
CHINOCA
Darci Lopes / Carlos de Souza
Marcha
G D7
Eu vejo amor no teu olhar chinoca,
G
No meu olhar tu vê uma paixão
D7
Eu estou sempre no teu pensamento
C D7 G
Tu esta sempre no meu coração.
D7 G
Chinoca, chinoca, chinoca vamos fazer nossa união
D7 C D7 G
Chinoca, chinoca, chinoca, tu vai cevar o meu chimarrão
D7 G
Chimarrão de tardezinha, chimarrão no amanhecer
D7 G
Chimarrão de parceria quero tomar com você.
G D7
Eu sei chinoca que você me ama
G
E eu te amo com amor profundo
D7
Sei que tu sentes o que eu também sinto
C D7 G
O nosso amor é o maior do mundo.
REI DA LAÇADA
Paulo Siqueira
Paulo Siqueira
Vanera - Bb Cm F Bb Gm Cm F Bb
Bb F
Foi num torneio de laço Eb
Eb Bb Eu sei o que estou fazendo
O maior da região Bb
F Quando eu pego num laço
O povo estava animado F
Eb Bb Isso pra mim não é nada
Tinha inciado a função Bb
Eb Coisa mais custosa eu faço
Cada armada que davam
Bb
Era grande a vibração Bb F
F Eu topei o desafio
Novilho de aspas curtas Eb Bb
Bb No meu cavalo eu montei
Desenganava campeão F
Armada de oito metros
Eb Bb
No meu laço eu aprontei
Eb
Bb F E o boi saio pulando
Surgiu assim em imponente Bb
Eb Bb E quando o laço eu joguei
Uma filha do festeiro F
F A armada foi fechando
Que gritou com toda força Bb
Eb Bb Só nos dois chifres eu peguei
Ninguém laça esse Terneiro
Eb
Mas pra quem for bom no laço
Bb Bb F
Tenho vinte mil cruzeiros Gritaram todos em couro
F Eb Bb
Eu disse topo a parada Esse é o rei da Laçada
Bb F
Vou ganhar esse dinheiro Olhei firme pra morena
Eb Bb
Que me olhava entusiasmada
Eb
Bb F Dei lhe um pealo de amor
Me disse a moça audaciosa Bb
Eb Bb Caio certinho na armada
Não há festa sem palhaço F
F Com a prenda na garupa
Moça eu vou te mostrar Bb
Eb Bb Segui a minha jornada
como eu confio no braço
RETRATO DO NOSSO AMOR
Jader Moreci Teixeira
Valsa - G D A7 D7 G A7 D A7 D
D G D D G D
Quando meu bem foi embora Hoje passado dois anos,
A7 A7
Naquele dia sombrio Ela chegou na estação
D A7 D D A7 D
Na carta dizia assim: Ouvi seus lábios dizer
D7 G D7 G
“Guarde este meu retratinho Jamais me afasto daqui –
A7 D A7 D
Quando sentires saudade de mim Quase que acidade rouba de mim
A7 D A7 D
Beije com todo carinho; Tudo de bom que aprendi.
D A7 D A7 D
Não é por falta de amor Deixa eu chorar em teus braços
D7 G D7 G
Que sigo outros caminhos Ficar juntinho de ti
A7 D A7 D
Se a vida me maltratar Reconstruir nossas vidas
A7 D A7 D
Volto pra ti meu benzinho”! Neste lugar que nasci.
ETERNA ILUSÃO
Jader Moreci Teixeira
Valsa – Ab7 F# C# Ebm Fm Ebm C# Ab7 C#m C#
C# Ab7 C#
Aquele recanto de amor que cantei
Ab7 C#
Que com tanto carinho escrevi a canção
Ab7 C#
Não existe mais nada, o tempo matou
Ab7 C#
Só as mágoas não morrem no meu coração.
C# Ab7 C#
A paineira que um dia deu sombra e amor
C#7 F#
Veio alguém de machado e arrancou a raiz –
Ab7 C#
Arrancando também do meu peito soluço
Ab7 C#
Lembrando o tempo que eu era feliz.
Ab7
Parece que o tempo não quer
F# C#
Que eu perceba que tudo tem fim
Ab7
Quantas vezes corri e parei
C# F# C#
E a sorrir minha amada enxerguei.
F# Ab7
Quis tocá-la mais nada encontrei e chorei
C# Ebm C#
Era a vida zombando de mim.
C# Ab7 C#
As vezes escuto no meio da noite
Ab7 C#
Um pranto sentido na minha janela –
Ab7 C#
É a voz da saudade que eu sinto na alma
Ab7 C#
É tudo que é belo chorando por ela.
C# Ab7 C#
E a flor da paineira que guardo sequinha
C#7 F#
Numa carteira junto ao coração –
Ab7 C#
A noite floresce e se veste de cores
Ab7 C#
Perfumando as notas da minha canção.
ADEUS QUERIDA
Jader M. Teixeira
Vaneira – Bb Eb F Dm Bb Eb Bb F Bb Eb F Bb
Bb
Estes teus lindos cabelos
F
Teu rostinho tão amado –
Eb 2X
Deixaram louco de amor
F Bb
Meu coração desprezado.
Bb F7
Adeus amor, Adeus querida
Bb
Eu quero na despedida
F
O calor da tua mão
Eb 2X
Pra guardar tua lembrança
F Bb
Na alma e no coração.
Bb
Se eu nunca mais te ver
F
Tu podes ter a certeza –
Eb 2X
Me manda um buquê de flor
F Bb
Que eu vou morrer de tristeza.
Impresso até
aqui
TEM MOSQUITO NO SALÃO
Berenice Azambuja – Sidnei Santos
Bereniza Azambuja
Xote – A7 D A7 D A7 D A7 D
D A7
Tem mosquito no salão
D
Tem mosquito no salão,
D7 G
Foi um gaúcho largado,
A7 D
Índio mal acostumado que apagou a lampião.
A7 D
Num baile cheio, onde ninguém se mexia
A7 D
Aparício apertava, era só o que fazia –
A7 D D7
Endoidecia na sombra do lampião
G A7 D
Cada moça que passava recebia um beliscão.
A7 D
Até o Pedro que de santo não tem nada
A7 D
Começou a meia noite e beliscar a namorada
A7 D D7
A velharada vendo aquela situação,
G A7 D
Gritava desesperada tem mosquito no salão.
A7 D
Muita mordida, belisca e ferrão
A7 D
Tudo isso acontecia bem no meio do salão –
A7 D D7
Aborrecido com o que estava acontecendo
G A7 D
O patrão dono do baile acabou também dizendo:
A COR DA SAUDADE
Berenice Azambuja
Guarania – G D7 G Em7 D7 C D7 G
G D7 C G
Aquela casinha tosca lá da colina
D7
Coberta de sentimento e cheirando a flor
C D7
Não tem nenhuma pintura só tem saudade
C D7 C
E todos sabem que a saudade não tem cor.
G C G
Seu teto já abrigou dois apaixonados
G7 C
Morava felicidade em seu interior
D7
Agora só tem tristeza por todo lado
G
E nas paredes, perdidas frases de amor.
G D7 G
Casinha tosca, quando me lembro do meu passado
D7 C G
Chego juntinho e choro abraçado, nesta saudade que não tem fim
D7 G
E quando chove, sento no chão e fico te olhando
G7 C D7 G
O teu telhado também chorando a dor que mora dentro de mim
VELHO XOTE
Berenice Azambuja
Xote – G7 C G7 C G7 C
C G7 C
Xote que vem, xote que vai
G7 C
Quem dança o xote se balança mas não cai!
C G7 C
Gosto de um xote num fandango da galpão
G7 C
Quando chora uma cordeona e soluça um violão!
C G7 C
E o velho xote que acompanha a tradição
G7 C
Tem o perfuma da querência e gosto de chimarrão.
C G7 C
É hit-polca o nome dessa cadência
G7 C
Que trouxeram da Alemanha para alegrar a querência.
C G7 C
Meu velho xote, alemães e brasileiros
G7 C
Quando ouvem o teu compasso ficam louco de faceiro.
C G7 C
Meu velho xote, contigo dançar eu quero
G7 C
Neste teu lindo compasso eu saio fora do sério.
Nas Torrentes Dos Meus Versos
PEDRO ORTAÇA
Zamba – G D7 G D G E7 Am Em Bb Am D7 Bb G D7
G D7 G
Em cada verso que desembreto do peito
D7
Levo a meu jeito sentimentos campo a fora.
Am Em C D7
Que se aflora por nascentes que nem sei
G
Voando livres qual os pássaros na aurora.
C D7 G
São versos xucros que jamais serão domados
D7
Nem aramados conterão o seu destino
Am D7
Igual meninos andam livres por aí
G
São como eu que não nasci pra ser mandado.
C G
Mas muitos cantam par o agrado dos senhores
D7 G
Sem ter valores fantasiados de nativos
C G
São corrosivos das sementes da querência
D7 G
E sem essência vão formando seguidores.
G D7 G
Mas o que importa é que eu cante a toda voz
G D7 G
Nunca se entrega quem tem anseios maiores
D7
Pala cultura desta pátria , deste chão
Am C D7
Que nossa luta resulte em dias melhores
G
Para os que plantam sementes no coração.
Gandaieiro
Velho Milongueiro
Gaucho da Fronteira
G D7 G
Sou gandaieiro, sou alegre, sou festeiro
D7 G
Sou louco por entrevero onde tem rabo de saia
D7 G G7
Sou companheiro, bom parceiro e bom amigo
C D7 G
Quem quiser falar comigo, me procure na gandaia
G D7 G D7 G
É na balada, é no bailão, é na boate ou fandango de galpão
D7 G D7 G
Festa de igreja, festa de peão, festa na roça de São Pedro e São João
G7 C G
Festa de china que o povo chama de zona
D7 G
Pode até faltar a dona, mas o gandaieiro, não
G D7 G D7 G
Na gafieira, no forrozão, roda de samba, também tiro o pé do chão
D7 G D7 G
Carreiramento ou castração e nas tertúlias, em Centro de Tradição
G7 C G
E no velório também tô chegando junto
D7 G
Pode faltar o defunto, mas o gandaieiro, não
G D7 G D7 G
Baile de kerb, falo alemão, bebo cerveja, bebo chope de montão
D7 G D7 G
Com as alemoas no coração, passo três noites na gandaia da paixão
G7 C G
Em casamento, batizado, aniversário
D7 G
Pode faltar o vigário, mas o gandaieiro, não
RESSUREIÇÃO
Pedro Ortaça
Zamba – C Gm C7 F C7 Am7 Gm F Am Dm C7 Gm C7 Gm F Fm Gm
C7 Em
F C7
Eu nasci gaúcho na beira do rio
F
Sou raiz de terra templada no frio
F7 Bb
Fui Bento Gonçalves que com alma guapa
F C7 F Dm C7 Gm C7 F F7 Bb C7 F
Um dia incendiou esta terra Farrapa.
F C7
David Canabarro ainda vive em mim
F
Renasço nas cinzas se escuto um clarim
F7 Bb
Fabriquei lanchões nalgum arrabalde
F C7 F Dm C7 Gm C7 F F7 Bb C7 F
E nas ondas do mar já fui Garibaldi.
F C7
Com Gomes Jardim, Souza Netto e Portinho
F
Andei por dez anos peleando sozinho
F7 Bb
Estive em Porongos, sou Piratini
F
Fui lanceiro negro e chefe Guarani.
F Bb C7
Minha prenda amada que ficou solita
F
Passou mil rigores, se chamava Anita
F7 Bb
Guardei na retina luz de por de sois
F C7 F Dm C7 Gm C7 F F7 Bb C7 F
Sou neto dos deuses e filho de heróis.
Falado:
F Bb C7
Minha prenda amada que ficou solita
F
Passou mil rigores, se chamava Anita
F7 Bb
Guardei na retina luz de por de sois
F C7 F Dm C7 Gm C7 F F7 Bb C7 F
Sou neto dos deuses e filho de heróis.
F
Pra quem tem medo da vida,
F
Quem tem medo de sofrer
F C7
Pra viver a vida de artista,
F
Tem que ter muita coragem
Gm
Muita fé, muita vontade
C7 Cm F7
Não cessar nenhum segundo
Bb
Pra ser artista nesta vida
F7
Tem que sorrir e chorar
D7 Gm
Tem que sofrer e cantar
C7 F
E não ter medo do mundo.
TE CONTO PATRICIO
Clovis Tadeu Garcez
Os Bertussi
Chamamé – A E7 A F#m E7 A E7 A
A E7 A
Sai distante patrício pra conhecer meu rio Grande
E7 A
Pois pra viver viajando não precisa que me mande
E7 A
Deixei meu pago me Caxias a cidade onde eu nasci
E7 D A
Viajei, conheci a fronteira e agora conto pra ti.
A E7 A
Deixei meu rastro na estrada pensando em não voltar mais,
E7 A
Tomei água brasileira, olhei de canto pra traz
E7 A
Me mandei para Argentina, deixei meu céu azul
E7 D E7 A
Adeus terra onde eu nasci, adeus Caxias do Sul.
A E7 A
Gostei tanto da jornada, coisas que eu não esperava
E7 A
Patrício vou te contar sei que não vai dar rizada
E7 A
Nas margens do Uruguai cantei minha despedida
E7 D E7 A
Chorei ao deixar meu país, lembrei da china querida.
A E7 A
Patrício vou te contar das fandangos desta terra
E7 A
Das chinocas correntinas que machucam a alma do qüera
E7 A
Dançando lindas milongas dava gosto de se ver
E7 D E7 A
E a paisanada gritando recordando o chamamé.
A E7 A
Patrício se me pergunta por que razão regressei
E7 A
Se tudo era tão bonito porque tão cedo voltei
E7 A
Foram as rédeas da saudade que me puxaram pra trás
E7 D E7 A
Vim rever a gauchinha e agora não volto mais.
CHALÉ DE MADEIRA
Jader Moreci Teixeira (Leonardo)
Xará e Timbauva
Bolero – G D A7 D D7 G D A7 D
D
Eu fiz um chalé lá no alto da serra
A7
Arei toda a terra e fiz um jardim
D A7 G D
Chalé de madeira, casinha criança
A7 D
A minha esperança rolou pelo chão....
A7 D
A quem tu pertences não sabe que existe
A7 D
Chalezinho triste da minha ilusão.
C G7 C
Não precisa ter nascido no Rio Grande pra ser gaúcho e honrar a tradição –
G7 C
Só é preciso conhecer bem esta terra, desde pequeno ser criado no rincão.
G7 C
Precisa ter a liberdade de gaúcho usar bombacha boa, bota e chimarrão,
G7 C
E no pescoço um lindo lenço colorado, e ser bem macho nas horas de precisão.
G7 C
É tudo isso que precisa minha gente pra ser somente gaúcho de coração.
C G7 C
Sou aplaudido nos lugares que eu canto bem recebido nos fandangos de galpão,
G7 C
E por ser um cantador bem divertido muitas gaúchas de mim tem recordação.
G7 C
E quando eu vejo que me agrada uma prenda eu faço tudo pra deixar boa impressão,
G7 C
E quando eu canto este meu xote largado, faço a peonada levantar poeira do chão.
G7 C
É tudo isso que precisa minha gente pra ser somente gaúcho de coração.
C G7 C
Quem percorreu todo o Rio Grande como eu fala a verdade nos versos desta canção
G7 C
Pra conhecer a fundo a lida de campo já domei potro, lacei boi, fui bom peão.
G7 C
E muitas vezes no rodeio do meu pago, montei em pelo no lombo de um alazão,
G7 C
E neste xote eu recordo com saudade lá na fazenda em dia de marcação.
G7 C
É tudo isso que precisa minha gente pra ser somente gaúcho de coração.
C G7 C
Eu sou um índio nascido em outra querência e o destino me cambiou pra este chão,
G7 C
Eu fui nascido lá em Santa Catarina, terra querida, cidade de Tubarão.
G7 C
Era criança quando fui para o Rio Grande da minha gente só ficou recordação,
G7 C
Fiz como fez o saudoso Pedro Raimundo foi o primeiro a divulgar a tradição.
G7 C
É tudo isso que precisa minha gente que sou somente gaúcho de coração.
INGRATIÃO
Mary Terezinha
Guarania – Bbm Ab7 F# F Ebm Bbm F Bbm
Bbm Ebm
Desde que nos encontramos, Bb Eb
F F7 Bbm Depois de tantas horas tristes
Sempre prometemos amor sincero F7 Bb
B Que se alongam por que te perdi
Faz tanto tempo que já discordamos Dm Cm
F Bbm No clamor desta ansiedade
Porque esqueceste que eu tanto te quero F7 Bb
Fm Pulsa um coração a chamar por ti
Partiste assim injustamente D7 Gm
F# F Ingratidão, é simplesmente tua ingratidão
Deixando somente esta solidão Dm Eb
Ebm Bbm Me recordo com pesar
Recordações cheias de mentiras Ebm Bb
F Bb Porque não te digo outras coisas
Tua voz tão meiga era ingratidão F7 Bb
Mais do que isto sem chorar
FLOR CHEIROSA
Bruno Neher / Flávio Mattes
Os Milongueiros
Valseado – Em Cm Gm D7 G Cm Gm D7 Gm
Gm D7
Que bonita, que bonita que tu és ó gauchinha
Gm
Com teu vestido de chita és igual uma florzinha
G7 Cm
Que brotou cá no meu peito, cresceu e criou botão
Gm D7 Gm
E agora desabrocha dentro do meu coração
Gm D7
Chinoquinha flor cheirosa eu te quero para mim
Gm
És minha prenda formosa enfeite do meu jardim
Cm Gm D7 Gm
És minha prenda formosa enfeite do meu jardim
Gm D7
Que bonita, que bonita é a vida meu benzinho
Gm
Quando a gente se ama e pode estar sempre juntinho
G7 Cm
E por isso flor cheirosa quero estar sempre a teu lado
Gm D7 Gm
Dando e também recebendo teu carinho e teu agrado
MINHA MENSAGEM
Mary Terezinha
Xote Bb Eb F F7 Bb Bb7 Eb F Eb Dm Bb
Bb F Bb
Eu venho vindo de lá tão longe pra ver o povo que eu amo e adoro
Bb7 Eb F7 Bb
Quando eu chego de alegre canto, quando eu parto de tristeza choro
F7 Bb
Trago alegria quando vou chegando, levo tristeza quando vou partindo
Bb7 Eb F7 Bb
Neste lugar eu vejo a lua entrando, noutro lugar eu vejo sol saindo
F7 Bb
E lá vai indo a gauchinha faceira,
F7 Bb
Sanfonando a vida inteira dia e noite toda vida
F7 Eb Bb
Lá bem distante do rio grande de onde vim
F7 Bb
Ficou rezando por mim minha mãezinha querida
Bb F7 Bb
Vou sanfonando pelo mundo afora. minha missão vou cumprindo na terra
Bb7 Eb F7 Bb
Minha mensagem é de amor e paz, amando a vida e detestando a guerra
F7 Bb
Gosto de ver as crianças sorrindo adoro as flores e amo a natureza
Bb7 Eb F7 Bb
Não admito casais separados para as crianças não sentir tristeza
F7 Bb
Minha sanfona meu amor muito profundo
F7 Bb
Se eu pudesse neste mundo, dar a paz a quem não tem
F7 Bb
Mas eu não posso, só o que eu sei é cantar
F7 Bb
E pelo povo rezar que sempre se queiram bem
Bb F7 Bb
Chegou o momento vou fechar o fole está na hora de partir de novo
Bb7 Eb F7 Bb
Não sei se deixo mas eu sei que levo muita saudade deste lindo povo
F7 Bb
Deixo pras moças um beijo bem grande e para os moços um aperto de mão
Bb7 Eb F7 Bb
Deixo um abraço pra todos casais e pras crianças deixo o coração
F7 Bb
E vai embora a gauchinha sanfonando
F7 Bb
Meu amor ta me esperando eu não posso mais ficar
F7 Bb
Adeus campina, adeus sertão, adeus cidade
F7 Bb
Quando bater a saudade aqui tornarei voltar
sou gaúcha
Mary Terezinha
Vanera – E A E A F#m E7 A E7 A
A E7
Sou gauchinha faceira
A
Sou o campo, sou o céu azul
E7
Sou descendência farrapo
A
Sou o Rio Grande do Sul
A7 D A7 D
Sou a mulher fronteiriça Sou o minuano que sopra
A A
Na tradição rio-grandense Na coxilha do meu papo
E7 E7
De verso em verso eu canto Sou a manancial boiadeira
A A
As coisas que me pertencem Sou o carinho, Sou o seu afago
A7 D
Sou pioneira na gaita A7 D
A Sou a cuia de porongo
Meu clarim da alvorada A
E7 Sou a erva do chimarrão
Sou o quero-quero avisando E7
A Sou o som da velha da gaita
vem inimigo na estrada A
Nos fandangos de galpão
A7 D A7 D
Sou a gaúcha dos pampas Sou à flor da maçanilha
A A
Nasci no romper da aurora Que perfuma a primavera
E7 E7
Sou a peleia de adagas Do gaúcho que ama
A A
Sou o Rio Grande que outrora sou a gaúcha sincera
BAILINHO DA SAUDADE
Mary Terezinha
Polca – E A E A D E A
A G A
Quatro horas da manhã o bailinho terminou
F#m E7
No terreiro da fazenda despedi do meu amor
A G A
Meu amor ficou chorando e chorei também confesso
E7
Estou vendo que a saudade vai me levar de regresso
A E7 D A
Quero beijar o seu rostinho
E7 A
Molhar as mãos nos seus olhinhos
E7 A
Levar com pranto esta saudade
E7 A
Depois sorrir de felicidade.
SANFONINHA VELHA
Mary Terezinha
Vanerão – G7 C F C G7 G 7 C G7 C
C G7 C
Minha gente vem pra cá eu vou fazer um leilão
G7 C
Na feira de Passo Fundo leiloei meu coração
C G7 C G7 C
Tocando a sanfoninha fazendo declamação
C G7 C G7 C
Olha a laranja madura, banana, olha o limão
F G7
Na feira de passo Fundo tocando a sanfoninha
F C G7 C
Da minha carroça velha eu vendi tudo que tinha
C G7 C G7 C
Sanfona queridinha da Mary Terezinha
G7 C G7 C
Puxava a coitadinha da minha sanfoninha
C G7 C G7 C
Vendi a minha quitanda na feira de passo fundo
C G7 C G7 C
Não troco a sanfoninha por nada neste mundo
F G7
Com a minha sanfoninha na feira eu fiz horror
F C G7 C
Vendi toda a quitanda e ganhei o meu amor
A E7
Não há no mundo quem não queira ser um dia
Bm E7 A
Alguém de nome, de dinheiro e posição
E7
Voltar a terra com sorrisos de alegria
A
Chorar saudade no calor de uma canção
E7
Essa é a historia de uma menininha pobre
A
Que quis um dia procurar outra existência
A7 D
Tinha na alma este sentimento nobre
E7 A
Cantar em versos seu amor pela querência
A E7
Achei um amigo que hoje comigo
A
Divide os momentos de gloria e de dor
A7 D
Meu muito obrigado senhora de Fátima
E7 A
O teu protegido é o meu protetor
E7
Igual criança que sem rumo não atina
Bm E7 A
Não tinha força de uma mão pra caminhar
E7
Realizei todos os sonhos de menina
A
E o mundo inteiro já conhece o meu cantar
E7
Em cada canto do Brasil meu sobrenome
A
Minha sanfona é o clarim da alvorada
A7 D
Todo cinema que se preza tem meu nome
A
Com Teixeirinha que é o cantar da gauchada.
E7
Porem não pense que essa vida só foi gloria
Bm E7 A
Tive tropeços como todo mundo tem
E7
Quem faz o nome quase sempre gera a história
A
Sempre aparece quem nos olha com desdém
E7
Mas nessa vida sem sucesso é maioria
A
Eu sei que tem um povo inteiro que me adora
A7 D
E ofereço meu cantar, minha alegria
E7 A
Pra esta gente que me aplaude toda hora
DA BOCA PRA FORA
Mano Lima
Mano Lima
Chamamé – C G7 C D G7 C G7 F G7 C
C G7 C
Vou juntar um bando de macho que feda igual a cabrito
G7 C
Só índio do berro grosso, mas que eu possa pegar a grito
G7 C
Quero atacar lá embaixo onde o mapa faz uma goela
D7 G7 C
E vou apartar meu rio grande a mango e peito de égua.
C G7 C
Quero o Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina
G7 C
Pedaço do Mato Grosso por ali eu faço a divisa
G7 C
O lema da minha Pátria vai ser um reio atravessado
D7 G7 C
E os dizer vai ser o seguinte cabeça, bucho e trabaio.
C G7 C
A moeda vai ser de ouro que não cai e não se vence
G7 C
E o nome da minha pátria republica rio-grandense
G7 C
Se acaso eu tiver baleado não deixe eu cair no chão
D7 G7 C
Me deixe morrer a cavalo que nem anibal padão.
C G7 C
Depois que tiver caído a bota ficar no estribo
G7 C
Vão me encontrar na coxilha morto com ar de sorriso
G7 C
A moeda vai de ouro que não cai e não se vence
D7 G7 C
E o nome da minha pátria é republica rio-grandense
MACAQUICE
Mano Lima
Bugio – C G7 C G7 C
C G7
Eu tava na Argentina num aguapé pescando
C
Cheguei no acampamento tinha um bugio se aquentando
G7
Lhe ofereci um chimarrão no que aquentou a cambona
C
Me fez sanha que não e me pediu uma carona.
G7
Então pensei comigo vou levar este macaquito
C
Porque lá no Brasil nós vamos fazer bonito
G7
Vamos cantar em inglês, em Barretos dos Cowboys
C
E para os gauchinhos vamos hablar em espanhol.
G7
Mas foi no meio do rio que o bugio me surpreendeu
C
Me disse como é bom a gente vim pra onde nasceu
G7
Mas afinal quem é tu, de onde tu vem vivente
C
Eu sou de São Francisco, brasileiro e rio-grandense.
G7
Esse macaquinto me empunhou bonito
C
Porque el macaquito era brasileirito.
G7
Este macaquinto me empunhou bonito
C
Porque el macaquito é brasileirito.
SONHO GUARANI
Pedro Ortaça / Adalberto Ortaça / Gabrile Ortaça / Marianita Ortaça
Guarania – G D7 Am D7 G G7 C G D7 G C D7 G
G D7
Quando olhos esses campos e o lugar onde nasci
G
O cantar da seriema, o sabiá e o bem te vi
G7 C
No rancho de pau a pique cotovia e juriti
G D7 G C7
Tudo me fez recordar os meus sonhos guarani
C G D7 G
Tudo me faz recordar os meus sonhos de guri.
G D7
Eu enxergo tudo isso com os olhos do coração
G
Várzeas, coxilhas e matas, famílias em comunhão
G7 C
Onde a suprema virtude e fraternidade e união
G D7 G C7
E o sorriso da criança quando a vó reparte o pão
C G D7 G
E o sorriso da criança quando a mãe reparte o pão
G D7
Ouvi o canto da terra onde nasce o manancial
G
Vi potros correndo livre campo a fora sem buçal
G7 C
Ouvi a flauta índia do vento no paconal
G D7 G C7
Regalo de pátria e campo pra o nosso cabedal
C G D7 G
Regalo de pátria e campo pra o nosso cabedal.
TESTAMENTO NOVO
Jayme Caetano Braun / Gabrile Ortaça / Marianita Ortaça
Zamba – A E7 A E7 A A7 A E7 A E7 A
A E A
A pátria que é de todos por direito
D E7
Dos tetras avós, dos bisavós, dos netos
D A
Anda perdida a promulgar decretos
E7 A
Contra o bom senso que já foi respeito
A E A
A lei dos homens milenárias e justas
D E7
Na carta grande não precisam flores
D A
E nem mordomias de legisladores
E7 A
Se o povo sofre pra pagar as custas.
A E A
Não há retorno para os bens perdidos
D E7
Perante os grande o protesto é mudo
D A
E os que não querem se manter unidos
E7 A
São candidatos a perderem tudo.
A E A
São sempre os mesmos cadenciando a dança
D E7
Falando em pátria pra enganar o povo
D A
E o que parece titular da herança
E7 A
Não vai entrar no testamento novo
CASEI COM A MORENA
Os Milongueiros
Valseado – A E7 A E7 D C#m Bm A
A
Morena faceira estou tão feliz
E7
porque o que eu quis já realizei
A
Morena faceira este nosso amor
E7
será sempre flor por toda uma vida
A
Morena faceira hoje tu és minha
E7
por voz a rainha de nossa morada
Eb Bb
Apeia gaúcho e amarra o teu pingo
Eb
Que hoje é domingo é pra se descansar
F Bb
Aqui no galpão veja o fogo ardendo
Ab Eb Bb Eb
E um mate correndo da gosto de olhar.
Eb Bb
Lá fora um ventito cortante assobia
Eb
Tristeza anuncia que triste escutar
F Bb
Cá dentro a viola umas notas entoa
Ab Eb Bb Eb
Não fiques à toa vem, pois te alegrar.
Eb Bb
He pampa gaúcho herói do rodeio
Eb
Não tenha receio apeia e vem cá
F Bb
Cantamos alegres reunidos em couro
Ab Eb Bb Eb
Deixamos o choro do lado em que está.
Eb Bb
cantemos agora este mundo num verso
Eb
que o nosso universo é o rio grande sem par
F Bb
apeia gaúcho e amarre teu pingo
Ab Eb Bb Eb
que hoje é domingo é pra se descansar.
BAGUNÇA DA GROSSA
Airton Pimentel
Os 3 Xirus
Milonga – Ab7 G7 Cm G Cm Ab G7 Cm G Cm
Cm G7 Cm
A porcada se soltou avacalhou a minha roça
G7 Cm
Assanhou a cachorrada e deu uma bagunça da grossa
Cm Fm Bb7 Eb
Prestaram serviço porco, estragaram plantação
Cm G7 Cm
Abobrinha menininha, recenzinha em botão
Fm Bb7 Eb
Danou-se meu milho verde, ainda em boneca e pendão
Cm G7 Cm
Ai do meu pobre aipim, fim do meu pé de feijão
G7 Fm Eb G7 Ab G7
Resolvi carnear os bichos, bem antes da previsão.
Cm G7 Cm
A porcada se soltou avacalhou a minha roça
G7 Cm
Assanhou a cachorrada e deu uma bagunça da grossa
Cm Fm Bb7 Eb
Ofereci na vizinhança pra me render uns trocados
Cm G7 Cm
Todo mundo se aproveita quando vê um homem apertado
Fm Bb7 Eb
Coisa que custou em dólar, não vale um chapéu queimado
Cm G7 Cm
Não aquele que não puxe brasas para seu assado
G7 Fm Eb G7 Ab G7
E a pechincha foi crescendo até chegar tostão furado
Cm G7 Cm
A porcada se soltou avacalhou a minha roça
G7 Cm
Assanhou a cachorrada e deu uma bagunça da grossa
Cm Fm Bb7 Eb
Minha porca de estimação deu cria sem se esperar
Cm G7 Cm
E pra o lado que se deita os bichinhos vão mamar
Fm Bb7 Eb
Chupa, chupa, chupa teta e haja teta pra chupar
Cm G7 Cm
Dou a porca e os porquinho para aquele que arrematar
G7 Fm Eb G7 Ab G7
Dou roça, chiqueiro e tudo quem quiser pode agarrar
MEU SANTO ANTONIO
Ademar Silva
Ademar Silva
Xote – Eb Bb7 Eb Em Fm Bb7 Eb Bb7 Eb Ab Bb Eb
Eb
Meu santo Antônio, sei que és casamenteiro
Bb7
Pois tu és meu padroeiro, tens que ouvir minha oração
Eb
Meu santo Antônio não é má vontade minha
Bb7
Mas eu até perco a linha quando eu começo a pensar
Eb
Meu santo Antônio a minha futura sogra
Bb7
Já preparou uma droga para amarrar o meu pé
Eb
Meu santo Antônio termina minha oração
Bb7
Com a máxima impressão que tu vais me ajudar
D A7
Há muitos anos passados o meu pai abriu picada
D
No sertão de mato Grosso onde construiu morada
G
Começou abrir lavouras entre matas e cerrados
A7 D
Meu pai lidava sozinho
A7 D A7 D
Tinha apenas por vizinho, onças e tigres pintados.
A7
Depois de construir a casa meu pai voltou lá pro sul
D
Foi buscar uma gaucha loiraça do olho azul;
G A7
Minha mãe santa sagrada que me criou com cuidado
D
Me ensinou a ter respeito
A7 D
Amar e trazer no peito meu mato grosso adorado.
A7 D A7 D
A conquista do oeste é preciso enaltecer
A7 D A7 D
Por meus pais e meus avós, e este chão, meu bem querer
G A7 D
Levanto as duas mãos ao céu pra agradecer
A7 D
Na direita um chimarrão, na esquerda um tererê.
D A7
A exemplo de meus pais chegaram muitos sulistas
D
Que aqui no mato Grosso também fizeram conquista
G
E trouxeram na bagagem o lema e tradição
A7 D
Igualdade, liberdade
A7 D A7 D
Amenizaram saudades na seiva do chimarrão.
D A7
Na bagagem dos gaúchos vinham relíquias caseiras
D
Trempe, cambonas, trabucos, chaira e facas carneadeiras
G
Velhas vitrolas a corda, alguns discos regionais
A7 D
Escutavam a noitinha
A7 D
Os Três Xirús e Teixeirinha, a saudade era demais.
D A7
Hoje nosso Mato Grosso faz sucessos no interior
D
Bateu o mundo inteiro no mercado exportador
G
Sua lavoura e pecuária tem fama no mundo inteiro
A7 D
Mas o povo não esquece
A7 D
Eternamente agradece os gaúchos pioneiros.
D A7
Mato Grosso que outrora por vezes foi irrigado
D
Pelo suor , pelo pranto que aqui foi derramado
G
A historia foi escrita que ninguém me leva a mal
A7 D
É um orgulho brasileiro
A7 D
Turistas do mundo inteiro vem passear no pantanal.
Ronquidão
Velho Milongueiro
Marcha – C F C F C7 Gm F
F C7
Quando eu era moço novo, era guapo igual leão
F
Dava urro lá no mato que estremecia o sertão
F7 Bb
Mas estou ficando velho, sem força no meu pulmão
F C7 F
Quero cantar e dar grito em vez de fazer bonito, só solto uma ronquidão
F C7
Au, au, au, ão, ão, ão
F
Ai, ai, ai, mas que baita ronquidão!
F C7
Fui até o Paraguai numa certa ocasião
F
Me deram água gelada na cuia do chimarrão
F7 Bb
Numa bomba diferente das bombas do meu rincão
F C7 F
Tomei mate a noite inteira e voltei lá da fronteira com uma baita ronquidão.
F C7
Chegando lá em São Paulo fui cantar no Garitão
F
Puxei da minha cordeona e sapequei um vanerão
F7 Bb
Tinha sede de carinho pela filha do Tião
F C7 F
A minha sede era tanta, me deram gelo com Fanta e me bateu a ronquidão
F C7
Terminei a minha andança e ao voltar pro meu rincão
F
Já logo fui convidado pra ir na televisão
F7 Bb
Num tal de Galpão Crioulo ou Crioulo de Galpão
F C7 F
Naquele baita programa, levantei a minha fama soltando uma ronquidão
Ferro Velho
Velho Milongueiro
Xote – F Bb F Eb Bb F7 Bb Eb F Bb
Bb F7
Eu já fui caminhoneiro, mas larguei a profissão
Bb
Se querem saber por que lá vai a explicação
Bb7 Eb
E que as peças de carro sobem mais que a inflação
Bb F7 Bb
A pedido do seu Hélio eu botei um ferro velho, não quero mais caminhão.
Bb F7 Bb
Meu ferro velho, meu ferro velho
F7 Bb
Tem peça boa pra carro leve ou jamanta
F7 Bb
Velhos e moças, mulher casada ou guria
F7 Bb
com vocês na freguesia meu ferro velho levanta.
Bb F7
No oficio de cantiga eu também andei metido
Bb
Mas depois de muitos anos eu fui botar em sentido
Bb7 Eb
Apesar do meu talento eu fui mal sucedido
Bb F7 Bb
Me surgiu essa mamata com ferro velho e sucata o sucesso é garantido.
Bb F7
Eu agia muito errado, mas dessa vez eu não erro
Bb
E se eu errar eu me mato e eu mesmo me enterro
Bb7 Eb
Quem procura autorizada sabe o tamanho do berro
Bb C7 Bb
Eu vendo só coisa boa pra quem nenhuma pessoa fale mal desse meu ferro.
URUCUBACA
Velho Milongueiro
Vanerão – D Bm A7 D A7 D
D A7 D
Resolvi comprar um carro tinha uns troca na guaiaca
A7 D
Mas me meti nuns picaretas de procedência velhaca
A7 D
Eu paguei pelo autinho o valor de cinco vacas
D7 G A7 D
Diz que carro é coisa boa Mas fiz um negócio atoa, me bateu a urucubaca.
D A7 D
Urucubaca, mas que baita urucubaca
A7 D
Eu entrei nuns picaretas de procedência velhaca.
A7 D
Ia cruzando um gaúcho com uma cara de ressaca
A7 D
E eu fui e perguntei pra ele, entende desta matraca
A7 D
Ele já foi me dizendo isto é bateria fraca
D7 G A7 D
Já pensei numa carona este troço não funciona me bate a urucubaca.
D A7 D
E o gaúcho me falou como é que você se atraca
A7 D
Comprar este carro velho sem procedência e sem placa
A7 D
Lá se foi meu dinheirinho não sobrou uma pataca
D7 G A7 D
Voltei pra casa pensando queria chegar guiando e me bateu a urucubaca.
D A7 D
Vinha a pezito no mais deixa la mesmo a chicaca
A7 D
Fui encilhar meu cavalo, mas tinha arrancado a estaca
A7 D
E a bugra quando me viu virou numa jararaca
D7 G A7 D
Ainda não compreendeu que o culpado não fui eu foi a tal de urucubaca.
D A7 D
Eu disse eu já vou me embora e agora ninguém me ataca
A7 D
Quando sai no terreiro resvalei numa cacaca
A7 D
E naquele resvalão sujei meu terno e a faca
D7 G A7 D
Fiquei rolando no chão pensando numa oração contra a tal de urucubaca.
GAÚCHO CAPRICHOSO
Gildo de Freitas
XOTE – B7 E B7 E B7 E
E B7 E
Eu sou gaúcho caprichoso nesta vida
B7 E
Tenho um cavalo que é pra não andar de a pé
B7 E
Tenho está gaita que é com que eu me defendo
B7 E
Mas também eu não me prendo por coração de mulher
B7 E
E o meu cavalo é um verdadeiro amigo
B E
Montado nele vivo cheio de esperança
B7 E
Da uns pulinhos na hora quando eu encilho
B7 E
Mas quando aperto o lombilho o meu cavalo se amansa
B7 E
E pra gaúcho nada falta no arreio
B7 E
Mala de poncho e tenho boleadeira e laço
B7 E
Um trinta e oito e a prateada na cintura
B7 E
Que desperta as criaturas que sai fora do compasso
B7 E
Cada cidade também deixo uma chinoca
B7 E
Pra de cruzada enterter meu coração
B7 E
E no pescoço carrego um lenço Gaúcho
B7 E
E uma arma de cartucho que é a minha diversão
Mula Preta
Gildo de Freitas
Vanera – D A7 D A7 D G D G A7
D A7
Há três coisas em meu poder que eu não vendo pra ninguém
D
Eu tenho uma mula preta que poucos gaúchos têm
D7 G A7
Eu tenho a minha chinoca que eu estimo e quero bem
D A7
Por causa dessas três coisas tudo no mundo eu arrisco
D
A china por que se assanha quando declara eu belisco
D7 G A7
A mula é lá de Alegrete que eu ganhei do seu Francisco
D A7
Ela é preta bico branco tem sete palmo de altura
D
Minha gaita é Todeschini sempre alegria procura
D7 G A7
E a chinoca que eu tenho foi criada sem pintura
D A7
Mas provoca sem querer não é que tenha esperteza
D
É que de longe se vê toda sua boniteza
D7 G A7
De mim da mula e da gaita a chinoca é a princesa
G D7
Durante tanto tempo foste a minha companheira
G
E eu andei sempre a teu lado mesmo quando em multidão
D7
Foste amiga, irmã e amante quase a minha vida inteira
G D7 G
Quantos copos esvaziamos no vazio da solidão
D7
Mas então ela surgiu, veio então devagarinho
G
Não pensei que ela ficasse, que de mim tivesse dó
D7
Mas ficou e derramou sobre mim o seu carinho
G
E parece que findou a minha vida de índio só.
G D7 G
É por isso que te digo: até a volta, companheira
D7 G
Encontrei nessa mulher alegria de viver
G D7 G
Me perdoa este adeus minha irmã, minha parceira
G7 C D7 G
Perdi tanto de outras vezes que não quero mais perder
D7
Vocês duas não conseguem repartir o mesmo ninho
G
Se uma chega a outra parte e o meu coração me diz
D7
Não adianta ter mundo se viver nele sozinho
G D7 G
Eu prefiro quase nada ter alguém e ser feliz
D7
Vocês duas não combinam minha amante derradeira
G
Ela é toda luz e cor, tu o frio da escuridão
D7
Mas se partes, por favor leva a chave da porteira
G
Por enquanto vou encher o meu rancho de ilusão
DE BEM COMA VIDA
Bruno Neher
Os 3 Xirus
Marchinha – Emabalo Jovem - A E F#m E B7
E B7 E
Estou de bem com a vida e como é bom viver assim
B7 E
Estou de bem com a vida e como é bom viver assim
E7 A B7 E
Achei a felicidade, tu es a metade que faltava em mim
E7 A B7 E
Achei a felicidade, tu es a metade que faltava em mim
E B7
Depois de juntar
E
O meu cansaço com o teu abraço
A B7
Os meus medos com os teus desejos,
A B7 E
A minha alma com a tua calma
E B7
Depois de ajuntar
E
O meu ciúme com o teu perfume
A B7
O meu sossego com meu aconchego
A B7 E
O meu fio com o teu pavio.
E B7
Depois de juntar
E
Os meus gatinhos com teu cachorrinhos
A B7
Os cochichados com os teus zoados,
A B7 E
Os meus entulhos com os teus bagulhos
E B7
Depois de juntar
E
Os meus xiliques com teus faniquites
A B7
As minhas calças com as tuas alças
A B7 E
A minha cruz com a tua luz.
E B7 E
Onde tem bandinha e chopp está formada a festança
B7 E
Onde tem bandinha e chopp está formada a festança
B7 E
Todo mundo toma chopp, todo mundo cai na dança.
B7 E
Todo mundo toma chopp, todo mundo cai na dança
E A B7 E
Quando tem baile de chopp combino com meu mulher
B7 E
Vamos dançar e beber a quantia que puder
A E7 A
Se a bexiga está estourando mesmo de copo na mão
E
A gente vai no banheiro
E7 A
Faz xixi ligeiro e vem dançando pro salão
B7 E
É chopp e dança, é chopp e dança,
B7 E
É chopp e dança, é chopp e dança.
B7 E
Um pulinho no banheiro, segue a festança;
B7 E
Um pulinho no banheiro, segue a festança.
E A B7 E
Se o chopp vai pra cabeça e começar dar preguiça
B7 E
Eu mando vim um frestick, chucrute, cuca e linguiça
A E7 A
Carne assada de porco, eta comida porreta
E
Fico forte igual um touro
B7 E
Começo tudo de novo, fico estalando a espoleta.
É chopp e dança...
GRITO DE SAUDADE
Berenice Azambuja
Xote – Bb C7 F F7 Bb C7 F C7 F
F C7
Senti meu grito repicar no infinito
F
Me deu saudade dos costumes do rincão
C7
A peonada se chegando a tardinha
Bb C7 F
Puxava um cepo e tomava um bom chimarrão.
C7
Sinto saudade da minha velha gaitinha
F
Que resmungava lá no fundo do galpão
Bb Bbm F
Todo gaúcho que nasce pra ser gaúcho
Gm C7 F
Na verdade ele se orgulha em ter nascido neste chão
F C7
Eu me lembro ainda da carreta que ringia
F
Fazendo poeira na estrada onde passava
C7
O charquezito não faltava na broaca
Bb C7 F
Para comer um carreteiro com a peonada
C7
É tudo isto meu amigo e um pouco mais
F
Que a lembrança me ajuda a recordar
Bb Bbm F
Quero voltar o quanto antes à querência
Gm C7 F
Pois a malvada saudade me obriga a retornar
AMOR GAÚCHO
Darci Lopes
Os Filhos do Rio Grande
Marcha A D E7 A E7 A
A
Amor porque você não vem A E7 A
E7 Amor gaúcho se faz assim
E o meu coração que te chama E7 A
Bm Amor gaúcho nunca tem fim
Amor eu preciso de ti A7 D
E7 A Amor gaúcho da minha vida
Neste final de semana D E7 A
Amor gaúcho eu vou te dar querida
Ao terminar esta bailanta
D A
Nos iremos pro meu aconchego Amor porque você tem medo
A E7
Meu amor tu vai ver o quanto é bom Minha espora não vão te esfolar
E7 A Bm
Nos amar em cima dos pelegos Vou provar que sei fazer carinho
E7 A E vou te levar meu amor
Vou provar que também sei amar A
No cavalo eu vou bater de chicote
Vou agora encilhar o meu cavalo E7 A
A7 D Em você vou bater com uma flor
ESPIANDO A MADRUGADA
Berenice Azambuja/Paulina Seltzer
Berenice Azambuja
Chimarrita – A E7 A E7 A E7
A E7
Foi bem assim, meus amigos
A
Foi bem assim que sonhei
E7
Foi bem assim, meus amigos
A
Foi bem assim que sonhei
E7
Espiando a madrugada, foi assim,
A
Foi assim que eu acordei
E7
Espiando a madrugada, foi assim,
A
Foi assim que eu acordei
A E7
Olhando este sol que nasce
A
Iluminando esta terra
E7
Saio batendo na marca
A
Pelos rincões desta serra
E7
Vagando pelos meu pago
A
Num ranchinho de capim
E7
Sorvendo o amargo da vida
A
Pois adoro ser assim
A E7
Foi bem assim teatino
A
Que eu encilhei a lembrança
E7
Quanto quebro queixo
A
Mas eu me sinto criança
E7
Porém eu não maldigo a sorte
A
Sou gaudério por herança
E7
Vou rebatendo os repuxos
A
Cavalgando a esperança
Gaúcho Hospitaleiro
Leopoldo / Leonardo
João de Almeida Neto
Milonga – A Dm A Dm Bb A7 Dm A Gm A
Dm Gm Dm Gm
Venho vindo das campinas Se não fosse esta milonga
A7 Dm C7 F
Do meu rio grande altaneiro Esse violão que eu dedilho
A7 Dm A7
Sou gaúcho hospitaleiro O bom pingo que eu encilho
Dm Dm
Da alma nobre sem luxo Talvez fosse pialado
Bb A7 Bb A7
Trazendo no coração Pelo olhar caborteiro
Dm Gm F A7 Dm
As tradições do gaúcho Da china do meu agrado
Dm Gm Dm Gm
Nos pampas sou sentinela Tem muita gente que diz
C7 F A7 Dm
Na laçada sou perito Que o gaúcho tem orgulho
Dm A7 A7
É só me prender no grito Qu é comprador de barulho
Dm Dm
Que estou pronto pro rodeio Mais a verdade eu lhes digo
Bb A7 Bb A7
Na laçada de um olhar Que no rio grande do sul
Gm F A7 Dm Dm
Qualquer china eu pealeio. Qualquer gaúcho é um amigo
Dm Gm Dm Gm
Quem me vê assim cantando Meus patricios brasileiros
A7 Dm C7 F
Dirá que é por sentimento Aqui vai o meu convite
A7 Dm A7
Mais é meu contentamento Pra que um dia nos visite
Dm Dm
Cantar o que a alma sente E sintam-se a vontade
Bb A7 Bb A7
Pra que a tristeza não chegue Pois onde mora um gaúcho
Dm Gm F A7 Dm
E a saudade fique ausente Existe hospitalidade
TONTO DE SAUDADE
Vaine Darde / Elton Saldanha / Rui Biriva
Ruy Biriva
Marcha
G D7
Amor eu estou tonto, mas não bebi nada
G
Não bebi nada, não bebi nada
D7
Amor eu estou tonto, mas não bebi nada
Eu tô tonto de saudade
G
Eu vim te ver de madrugada
G
Toda vez que chega a noite
D7
Junto com as estrelas vem a solidão
As flores e os perfumes
G7 C
E algum verso de amor me deixa embriagado
G
E aí minha paixão
D7 G
Me leva até o portão porque estou apaixonado
C G
Dizem que eu ando bebendo
D7
Na verdade tô sofrendo nesta madrugada
G D7 G
Cantar, dançar e amar pra deus é uma oração
D7 C D7 G
Diz o velho testamento desde os tempos de Adão
D7 G G7
Após vencer o dilúvio durante quarenta dias
C G
Noé e família cantaram e dançaram de alegria.
D7 G
Lá no Monte Ararate região leste da Turquia.
G Am G
Cantar é coisa de Deus, Cantar é coisa de Deus
G7 C
Sei que faço a minha parte
D7 G D7 G
Cantar é mais que uma arte, Cantar é coisa de Deus
G D7 G
Cantar é coisa de Deus no mundo esta comprovado
D7 G
Desde os tempos de Abraão é um ritual sagrado
D7 G G7
O patriarca da fé e seus descendentes de hebreus
C G
Davi cantou ao vencer, hoje cantam os filhos teus
D7 G
E por isso que eu afirmo Cantar é coisa de Deus
G D7 G
Se o povo Gananeu ouvisse as canções de Ló
D7 G
Talvez Sodoma e Gomorra não sucumbisse ao pó
D7 G G7
Mesmo a Torre de Babel não ficaria ao léu
C G
Se o povo da babilônia não subestimasse o céu
D7 G
Por isso canto a Deus retirando o meu chapéu.
AMARGA LEMBRANÇA
Darci Lopes
Os Filhos do Rio Grande
Chamamé C A# F C F C F CF CF CF
F A#
Chinoca lembras que um dia eu implorei teu amor
C7 F C7 F
Quando eu mais te queria zombaste da minha dor
A#
Não quis fazer meus desejos me deixou na solidão
C7 F C7 F
Hoje tu tens muitos beijos, mas vive de mão em mão.
G C7 A# C7 F
Hoje tu tens muitos beijos, mas vive de mão em mão.
F A#
Na solidão do meu quarto sem ninguém pra conversar
C7 F C7 F
Olhando o teu retrato vivo triste a recordar.
A#
Contigo fui tão feliz, mas tudo chegou ao fim,
C7 F C7 F
Porque tu chinoca não quis viver somente pra mim.
G C7 A# C7 F
Porque tu chinoca não quis viver somente pra mim.
F A#
Mas hoje a tua beleza de ti ela se some
C7 F C7 F
E mostra no rosto a tristeza por ter manchado teu nome
A#
Tanto bem que eu te fiz, mas tu me jogaste fora
C7 F C7 F
Hoje me sinto feliz em saber que você chora.
G C7 A# C7 F
Hoje me sinto feliz em saber que você chora.
F A#
Esta canção que eu canto é uma mensagem de dor
C7 F C7 F
De quem derramou o pranto por culpa do teu amor
A#
Que o som deste meu pinho e minha triste canção
C7 F C7 F
Entrou como um espinho no teu falso coração.
G C7 A# C7 F
Entrou como um espinho no teu falso coração.
HISTÓRIA, LENDA E CANÇÃO
Darci Lopes
Os Filhos do Rio Grande
Toada Gaúcha – F# C#
F# C#7 F#
Resto de baile nas madrugadas
C#7
Cantar de galos vem despertar quem ta no sono
G#m C#7
Raio de sol e o cusco amigo
F# F#7
Ficou cuidando o cavalo do seu dono.
B
E a peonada estrada afora
C#7 F#
Escaramuçando o alazão tordilho mouro
C#7
No pensamento vão levando as querendonas
F#
Contando suas gabolices de namoro.
F# C#7 F#
Roda de mate, guampa de canha
C#7
Chaleira preta chiando sobre o tição
G#m C#7
Versos de tropa e uma viola
G# F# F#7
E o cantador que faz de lenda um canção.
B
E o velho peão vai recordando
C#7 F#
As tropeadas e as façanhas de rodeio
C#7
Contando história do saci e o boi tatá
F#
Do boi barroso e negrinho pastoreio.
F# C#7 F#
Velho Rio Grande, grandes batalhas
C#7
Sangue gaúcho derramado, horas amargas
G#m C#7
Lança e peleia de Garibaldi
G# F# F#7
Bento Gonçalves, Tiarajú e Getúlio Vargas.
B
Nossos heróis que nos deixaram
C#7 F#
Mas para nós nenhum deles não morreu
C#7
Todos estão vivos dentro da nossa memória
F#
E na história que o poeta escreveu.
A E7 A
Sou choro de cordeona, gemido de violão
E7 A
Sou embalo da vanera nos fandangos de galpão
E7 A A7
Eu sou o perfume da china que espalha pelo salão
D E7 A
Eu sou tinido de espora no sapateio do peão.
D
Olhei pra duas estrelas
Gm
La por de traz do arvoredo
D
E vi dois olhos tão lindos
Gm
Querendo contar segredos
D
Fiquei contemplando a noite
Gm
Escutando a voz do vento
D
E num estante eu te vi
Gm
Chegando em meu pensamento
D
Esta saudade menina
Gm
Vai doendo igual a um cinzel
Am
Não sei viver sem o brilho
D7 Gm
Destes seus olhos de mel
D
Sempre que penso em teu nome
Gm
Meu coração grita em couro
D
E continuamos cativos
Gm
Do teu olhar verde ouro
D
Sobre um manto de silencio
Gm
Depositei meus desejos
D
De ver-te sempre comigo
Gm
Pra darte milhões de beijos
D
D
Pensando viajei distancias
Gm
Com azas de beija flor
D
E nem se quer me dei conta
Gm
Que o tempo mudou de cor
D
A noite se foi embora
Gm
E o dia chegou radiante
D
Trazendo restias de aurora
Gm
Dos teus olhos sintilantes
Negro da Gaita
Gilberto Carvalho / Airton Pimentel
Sérgio Reis
Tom: C - C G7 C
G7 C
Mata o silêncio dos mates, a cordeona voz trocada
G7 C
E a mão campeira do negro, passeando aveludada
G7 C
Nos botões chora segredos, que ele juntou pela estrada
G7 F C G7 C
(Quando o negro abre essa gaita abre o livro da sua vida
G7 C
Marcado de poeira e pampa Em cada nota sentida) Bis
G7 C
Quando o pai que foi gaiteiro, desta vida se ausentou
G7 C
O negro piá solitário, tal como pedra rolou
G7 C G7 C
E se fez homem proseando, com a gaita que o pai deixou
G7 C
E a gaita se fez baú para causos e canções
G7 C
Do negro que passa a vida, mastigando solidões
G7 C
E vai semeando recuerdos, por estradas e galpões
Cambichos
César Passarinho
F C7
Quando escaramuça no meu peito uma saudade
A7 Dm
Agarro as garras pra encilhar meu estradeiro
C7 F
E enquanto a tarde já se apaga pelos cerros
C7 F
Minh'alma acende suas paixões e seus segredos
G7 C
Depois a noite trás a lua leve e calma
Gm C7 F
Estes banhados erguem vozes e cochichos
C7 F
Eu abro as asas onduladas do meu pala
C7 F
Porque me bate a sede louca dos cambichos
Dm
(Tiranas lindas que me arrastam pra um surungo
D7 Gm
Num fim de mundo onde geme uma cordeona
C7 F
Onde se embala minha alma de campeiro
C7 F
Pelos luzeiros das miradas querendonas)
F C7
Gringas mestiças e morenas cor de aurora
A7 Dm
Negras e claras se confundem na fumaça
C7 F
Meu coração é um barco errante nessas horas
C7 F
Passando a noite sem saber que a noite passa
G7 C
Mas quando o sol braseia as barras do horizontes
Gm C7 F
Só restam rumos e recuerdos pra seguir
C7 F
Porém mais vale pra um gaudério esta saudade
C7 F
Do que não ter saudade alguma pra sentir
Parabéns a Você
Teixeirinha
Valseado - Tom: D - Introd. D A D G D A D
D A D
Parabéns nesta data querida Parabéns parabéns parabéns
D
Mais um ano de vida que tens E A
A Como é linda esta data de hoje
Vamos todos cantar pra você G D
Salve salve o seu aniversário D
A Desejar-te mais felicidades
Deus lhe dê muitos anos de vida
D Introd. D A D G D A D
Prá viver mais de um centenário
E A
Os anjinhos do céu nesta hora
E A G D
Você hoje é feliz mais feliz Descerão cá na Terra por que
G D A
Esta data vai deixar saudade Assoprar as velinhas do bolo
A D
Voltaremos pro ano outra vez E cantar parabéns á você
Romance da Tafona
Luiz Carlos Borges
Tom: C - Intro: C G7 C
C E7 Am
(Maria, florão de negra Pacácio o negro na flor
C G7 C
Se negacearam por meses Para uma noite de amor)
E7 Am G7 C
Na tafona abandonada que apodreceu arrodeando
G7 C
Pacácio serviu a cama e esperou chimarreando
C7 F Ebº C
Do pelego fez colchão do lombilho, travesseiro
G7 C
Da badana fez lençol fez estufa do braseiro
G7 E7 Am
A tarde morreu com chuva Mais garoa que aguaceiro
F F#º C G7 C
Maria surgiu na sombra Cheia de um medo faceiro
E7 Am
[A negra de amor queimava Tal qual o negro na espera
C G7 C
Incendiaram de amor A atafona, antes tapera]
E7 Am G7 C
A noite cuspiu um raio que correu pelo aramado
G7 C
Queimando trama e palanque na hora desse noivado
C7 F Ebº C
E o braço forte do negro entre rude e delicado
G7 C
Protegeu negra Maria do susto desse mandado
JOANINHA
Honeyde Bertussi
Os Bertussi
Valsa – D A7 D A7 D A7 D A7 D
G A7 D
Até minha sanfona chorou
A7 D
Quando a Joaninha casou...
G A7 D
Ela estava tão faceira
A7 D
Trazia no peito flor de laranjeira
A7 D
Ai, como é triste
A7 D
O meu coração não resiste
A7 D
Joaninha que eu tanto amava
A7 D
De braço com outro casava.
G A7 D
A vida pra mim não é vida
A7 D
A vida pra mim é sofrer
G A7 D
Adeus querida Joaninha
A7 D
Que era a sombra do meu viver
A7 D
Ai, como é triste
A7 D
O meu coração não resiste
A7 D
Joaninha que eu tanto amava
A7 D
De braço com outro casava.
CORAÇÃO VAZIO
Jader M. Teixeira e Gildinho
Chamamé – Am Em F E C G7 F C
C Dm C Am
Os pingos desta chuva calma e triste
Dm G7 C Am
Me trazem o anoitecer pesado e frio –
Dm G7 C Am
E as cheias dos riachos murmurando
G7 Dm C
Contrastando com o meu coração vazio.
C Dm C Am
E os olhos do meu bem vejo nos vidros
Dm G7 Gm
Nas gotas que se soltam de vagar –
F C
E dentro dos meus olhos mal dormidos
Dm G7 F C
Sufoco esta vontade de chorar.
Am Em
Lá fora a chuva cai
F C
Mansinho em minha janela
Em
Sozinho escrevo nos vidros
C E7
Saudades dela.
Am Em
Lá fora a chuva cai
F C
Mansinho em minha janela
G7
Sozinho escrevo nos vidros
F C
Saudades dela.
C Dm C Am
Parece que a saudade virou água
Dm G7 C Am
E quer se derramar por sobre mim –
Dm G7 C Am
Tentando me afogar da tanta mágoa
Dm G7 F C
Lembranças de um amor que teve fim.
C Dm C Am
E os olhos do meu bem vejo nos vidros
Dm G7 Gm
Nas gotas que se soltam de vagar –
F C
E dentro dos meus olhos mal dormidos
Dm G7 F C
Sufoco esta vontade de chorar.
CUIUDO DO ALEGRETE
Francisco Vargas
Vanera – F# C#7 ( 4 X)
F# C#7 F#
pode até alguém me chamar de bagaceira ou vagabundo
C#7 F#
que a fama do meu cuiudo se espalhou em poucos segundos
C#7 F#
pra agarrar cria com ele vem água de Passo Fundo
C#7 F#
vem égua lá de Laguna terra de Pedro Raimundo.
C#7
Viajando muitas léguas
F#
Já começou chegar égua de toda parte do mundo.
F# C#7 F#
Pra amansar essa eguada não precisa de ginete
C#7 F#
Basta apenas um relincho do cuiudo do alegrete (2x)