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Procedimento: Rev. G JAN / 2002

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N-464 REV.

G JAN / 2002

CONSTRUÇÃO, MONTAGEM E
CONDICIONAMENTO DE DUTO
TERRESTRE

Procedimento
Esta Norma substitui e cancela a sua revisão anterior.
Cabe à CONTEC - Subcomissão Autora, a orientação quanto à interpretação do
texto desta Norma. O Órgão da PETROBRAS usuário desta Norma é o
responsável pela adoção e aplicação dos seus itens.

Requisito Técnico: Prescrição estabelecida como a mais adequada e que


deve ser utilizada estritamente em conformidade com esta Norma. Uma
CONTEC eventual resolução de não segui-la ("não-conformidade" com esta Norma) deve
Comissão de Normas ter fundamentos técnico-gerenciais e deve ser aprovada e registrada pelo
Técnicas Órgão da PETROBRAS usuário desta Norma. É caracterizada pelos verbos:
“dever”, “ser”, “exigir”, “determinar” e outros verbos de caráter impositivo.

Prática Recomendada: Prescrição que pode ser utilizada nas condições


previstas por esta Norma, mas que admite (e adverte sobre) a possibilidade de
alternativa (não escrita nesta Norma) mais adequada à aplicação específica. A
alternativa adotada deve ser aprovada e registrada pelo Órgão da
PETROBRAS usuário desta Norma. É caracterizada pelos verbos:
“recomendar”, “poder”, “sugerir” e “aconselhar” (verbos de caráter
não-impositivo). É indicada pela expressão: [Prática Recomendada].
Cópias dos registros das “não-conformidades” com esta Norma, que possam
contribuir para o seu aprimoramento, devem ser enviadas para a
SC - 13 CONTEC - Subcomissão Autora.

Oleodutos e Gasodutos
As propostas para revisão desta Norma devem ser enviadas à CONTEC -
Subcomissão Autora, indicando a sua identificação alfanumérica e revisão, o
item a ser revisado, a proposta de redação e a justificativa técnico-econômica.
As propostas são apreciadas durante os trabalhos para alteração desta Norma.

“A presente Norma é titularidade exclusiva da PETRÓLEO BRASILEIRO


S.A. – PETROBRAS, de uso interno na Companhia, e qualquer reprodução
para utilização ou divulgação externa, sem a prévia e expressa
autorização da titular, importa em ato ilícito nos termos da legislação
pertinente, através da qual serão imputadas as responsabilidades
cabíveis. A circulação externa será regulada mediante cláusula própria de
Sigilo e Confidencialidade, nos termos do direito intelectual e propriedade
industrial.”

Apresentação
As normas técnicas PETROBRAS são elaboradas por Grupos de Trabalho
- GTs (formados por especialistas da Companhia e das suas Subsidiárias), são comentadas pelos
Representantes Locais (representantes das Unidades Industriais, Empreendimentos de Engenharia,
Divisões Técnicas e Subsidiárias), são aprovadas pelas Subcomissões Autoras - SCs (formadas por
técnicos de uma mesma especialidade, representando os Órgãos da Companhia e as Subsidiárias) e
aprovadas pelo Plenário da CONTEC (formado pelos representantes das Superintendências dos
Órgãos da Companhia e das suas Subsidiárias, usuários das normas). Uma norma técnica
PETROBRAS está sujeita a revisão em qualquer tempo pela sua Subcomissão Autora e deve ser
reanalisada a cada 5 anos para ser revalidada, revisada ou cancelada. As normas técnicas
PETROBRAS são elaboradas em conformidade com a norma PETROBRAS N - 1. Para informações
completas sobre as normas técnicas PETROBRAS, ver Catálogo de Normas Técnicas PETROBRAS.

PROPRIEDADE DA PETROBRAS 52 páginas e Índice de Revisões


N-464 REV. G JAN / 2002

SUMÁRIO

1 OBJETIVO .......................................................................................................................................................... 4

2 DOCUMENTOS COMPLEMENTARES............................................................................................................... 4

3 PROCEDIMENTOS EXECUTIVOS..................................................................................................................... 5

4 QUALIFICAÇÃO DE PESSOAL.......................................................................................................................... 6

4.1 SOLDADORES ...................................................................................................................................... 6

4.2 INSPETORES DE SOLDAGEM ............................................................................................................ 6

4.3 INSPETORES DE DUTOS (ID) ............................................................................................................. 6

4.4 INSPETORES DE ENSAIOS NÃO DESTRUTIVOS (END)................................................................... 6

5 CONDIÇÕES ESPECÍFICAS.............................................................................................................................. 7

5.1 INSPEÇÃO DE RECEBIMENTO DE MATERIAIS ................................................................................. 7

5.1.1 GERAL .......................................................................................................................................... 7

5.1.2 TUBOS.......................................................................................................................................... 7

5.1.3 FLANGES ..................................................................................................................................... 8

5.1.4 CONEXÕES.................................................................................................................................. 8

5.1.5 VÁLVULAS.................................................................................................................................... 9

5.1.6 JUNTAS DE VEDAÇÃO................................................................................................................ 9

5.1.7 PARAFUSOS E PORCAS........................................................................................................... 10

5.1.8 TAMPÕES DE FECHO RÁPIDO ................................................................................................ 10

5.1.9 AMOSTRAGEM .......................................................................................................................... 11

5.2 ARMAZENAMENTO E PRESERVAÇÃO ............................................................................................ 11

5.2.1 TUBOS........................................................................................................................................ 11

5.2.2 FLANGES E TAMPÕES DE FECHO RÁPIDO ........................................................................... 11

5.2.3 VÁLVULAS.................................................................................................................................. 12

5.2.4 PARAFUSOS E PORCAS........................................................................................................... 12

5.2.5 JUNTAS DE VEDAÇÃO.............................................................................................................. 12

5.2.6 CONEXÕES................................................................................................................................ 12

5.3 PROJETO EXECUTIVO ...................................................................................................................... 13

5.4 LOCAÇÃO E MARCAÇÃO DA FAIXA DE DOMÍNIO E DA PISTA...................................................... 13

5.5 ABERTURA DA PISTA ........................................................................................................................ 14

5.6 ABERTURA E PREPARAÇÃO DA VALA ............................................................................................ 16

5.7 TRANSPORTE, DISTRIBUIÇÃO E MANUSEIO DE TUBOS E OUTROS MATERIAIS ...................... 17

5.8 CURVAMENTO ................................................................................................................................... 18

5.9 SOLDAGEM ........................................................................................................................................ 20

5.10 INSPEÇÃO APÓS SOLDAGEM ........................................................................................................ 22

2
N-464 REV. G JAN / 2002

5.11 REVESTIMENTO EXTERNO DAS JUNTAS ..................................................................................... 24

5.12 PINTURA ........................................................................................................................................... 24

5.13 ABAIXAMENTO E COBERTURA DA VALA ...................................................................................... 24

5.14 CRUZAMENTOS E TRAVESSIAS .................................................................................................... 27

5.15 SINALIZAÇÃO DE FAIXA DE DOMÍNIO DE DUTOS........................................................................ 28

5.16 PROTEÇÃO E RESTAURAÇÃO ....................................................................................................... 28

5.17 LIMPEZA, CALIBRAÇÃO, TESTE HIDROSTÁTICO E CONDICIONAMENTO ................................. 30

5.18 INSPEÇÃO DIMENSIONAL INTERNA DO DUTO............................................................................. 33

6 INSPEÇÃO DO REVESTIMENTO EXTERNO ANTICORROSIVO APÓS A COBERTURA................................ 35

7 CONDICIONAMENTO DAS INSTALAÇÕES ...................................................................................................... 35

8 MONTAGEM E INSTALAÇÃO DE COMPLEMENTOS ....................................................................................... 40

9 DOCUMENTAÇÃO “CONFORME CONSTRUÍDO” ............................................................................................ 40

ANEXO A - TABELAS............................................................................................................................................. 43

ANEXO B - TABELAS E FIGURAS......................................................................................................................... 47

ANEXO C - TABELAS............................................................................................................................................. 49

FIGURAS
FIGURA B-1 - INSTALAÇÃO DA TELA DE SEGURANÇA (COM FITA) E DA PLACA DE CONCRETO.............. 47

FIGURA B-2 - TELA DE SEGURANÇA COM FITA ............................................................................................... 48

TABELAS

TABELA 1 - CARACTERIZAÇÃO DOS DEFEITOS............................................................................................... 33

TABELA 2 - TOLERÂNCIA DA ESPESSURA DE PAREDE - K ............................................................................ 34

TABELA A-1 - ATIVIDADES EXERCIDAS PELO INSPETOR DE DUTOS TERRESTRES .................................. 43

TABELA A-2 - PROGRAMA DE QUALIFICAÇÃO PARA O INSPETOR DE DUTOS ............................................ 44

TABELA A-3 - REQUISITOS MÍNIMOS DE ESCOLARIDADE/ EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL ........................ 45

TABELA B-1 - SELEÇÃO DA MALHA DA TELA ................................................................................................... 48

TABELA B-2 - FITA DE POLIETILENO ................................................................................................................. 48

TABELA B-3 - FIO DE POLIETILENO ................................................................................................................... 48

TABELA C-1 - METODOLOGIAS DE AMOSTRAGEM E PRESERVAÇÃO DE ÁGUA PARA TESTE


HIDROSTÁTICO (PARÂMETROS QUÍMICOS) ............................................................................. 49

TABELA C-2 - METODOLOGIAS DE AMOSTRAGEM DE ÁGUA PARA TESTE HIDROSTÁTICO PARÂMETROS


MICROBIOLÓGICOS ..................................................................................................................... 50

TABELA C-3 - CLASSIFICAÇÃO DA QUALIDADE DA ÁGUA PARA HIBERNAÇÃO DE DUTOS, EM FUNÇÃO


DE PARÂMETROS QUÍMICOS E MICROBIOLÓGICOS............................................................... 51

_____________

/OBJETIVO

3
N-464 REV. G JAN / 2002

1 OBJETIVO

1.1 Esta Norma fixa as condições exigíveis para construção, montagem, teste,
condicionamento e aceitação de dutos terrestres.

1.2 Esta Norma se aplica a projetos iniciados a partir da data de sua edição e também a
instalações já existentes, quando da sua manutenção.

1.3 Esta Norma contém Requisitos Técnicos e Prática Recomendada.

2 DOCUMENTOS COMPLEMENTARES

Os documentos relacionados a seguir são citados no texto e contêm prescrições válidas


para a presente Norma.

Norma Regulamentadora - Ministério do Trabalho - NR 19 - Explosivos;


Normas de Segurança para Armazenamento, Descontaminação e Destruição de
Explosivos do Ministério do Exército;
PETROBRAS N-12 - Acondicionamento e Embalagem de Válvulas;
PETROBRAS N-47 - Levantamento Topográfico;
PETROBRAS N-133 - Soldagem;
PETROBRAS N-442 - Pintura Externa de Tubulação em Instalações
Terrestres;
PETROBRAS N-505 - Lançador e Recebedor de “Pig” para Duto;
PETROBRAS N-556 - Isolamento Térmico de Dutos com Espuma de
Poliuretano Expandido;
PETROBRAS N-683 - Estocagem de Tubo Não Revestido em Área
Descoberta;
PETROBRAS N-845 - Investigação Geotecnológica;
PETROBRAS N-862 - Execução de Terraplanagem;
PETROBRAS N-1041 - Cadastramento de Imóveis em Levantamento
Topográfico-Cadastral;
PETROBRAS N-1190 - Cercas e Portões;
PETROBRAS N-1502 - Revestimento Externo de Concreto em Dutos;
PETROBRAS N-1594 - Ensaio Não-Destrutivo - Ultra-Som;
PETROBRAS N-1595 - Ensaio Não-Destrutivo - Radiografia;
PETROBRAS N-1597 - Ensaio Não-Destrutivo - Visual;
PETROBRAS N-1710 - Codificação de Documentos Técnicos de Engenharia;
PETROBRAS N-1744 - Projeto de Oleoduto e Gasoduto Terrestre;
PETROBRAS N-1965 - Movimentação de Carga com Guindaste;
PETROBRAS N-2047 - Apresentação de Projeto de Dutos Terrestres;
PETROBRAS N-2177 - Projeto de Cruzamento e Travessia de Duto Terrestre;
PETROBRAS N-2180 - Relatório para Classificação de Locação de Gasodutos
Terrestres;
PETROBRAS N-2200 - Sinalização de Faixa de Domínio de Duto e Instalação
Terrestre de Produção;
PETROBRAS N-2203 - Apresentação de Relatórios de Cruzamentos e
Travessias de Dutos Terrestres;
PETROBRAS N-2238 - Revestimentos de Dutos Enterrados com Fitas
Plásticas de Polietileno;
PETROBRAS N-2328 - Revestimento de Junta de Campo para Duto
Enterrado;

4
N-464 REV. G JAN / 2002

PETROBRAS N-2444 - Material de Tubulação para Dutos, Bases, Terminais e


Estações;
PETROBRAS N-2624 - Implantação de Faixas de Dutos Terrestres;
PETROBRAS N-2634 - Operações de Passagem de “Pigs” em Dutos;
ABNT NBR 5425 - Guia para Inspeção por Amostragem no Controle e
Certificação da Qualidade;
ABNT NBR 5426 - Planos de Amostragem e Procedimentos na Inspeção
por Atributos;
ABNT NBR 5427 - Guia para Utilização da norma ABNT NBR 5426;
ABNT NBR 6502 - Rochas e Solos;
ABNT NBR 12712 - Projeto de Sistemas e Distribuição de Gás
Combustível;
ABENDE DC-001 - Qualificação e Certificação de Pessoal em END;
ABENDE NA-001 - Qualificação e Certificação de Pessoal em END;
FBTS N-001 - Qualificação e Certificação de Inspetores de
Soldagem;
API RP 1110 - Recommended Practice for the Pressure Testing of
Liquid Petroleum Pipelines;
API SPEC 5L - Line Pipe;
API SPEC 6D - Specification for Pipeline Valves (Gate, Plug, Ball and
Check Valves);
API STD 1104 - Welding Pipelines and Related Facilities;
ASME Section IX - Qualification Standard for Welding and Brazing
Procedures, Welders, Brazers, and Welding and
Brazing Operators;
ASME B 1.1 - Unified Inch Screw Threads;
ASME B 16.5 - Pipe Flanges and Flanged Fittings;
ASME B 16.20 - Metallic Gaskets for Pipe Flanges - Ring Joint, Spiral
Wounds and Jacketed;
ASME B 16.21 - Non Metallic Flat Gaskets for Pipe Flanges;
ASME B 16.34 - Valves - Flanged, Threaded and Welding End;
ASME B 31.4 - Liquid Transportation Systems for Hydrocarbons,
Liquid Petroleum Gas, Anhydrous Ammonia and
Alcohols;
ASME B 31.8 - Gas Transmission and Distribution Piping Systems;
MSS SP-6 - Standard Finish for Contact Faces of Pipe Flanges and
Connecting End Flanges of Valves and Fittings;
MSS SP-44 - Steel Pipeline Flanges;
MSS SP-55 - Quality Standard for Steel Castings for Valves,
Flanges and Fittings and other Piping Components.

3 PROCEDIMENTOS EXECUTIVOS

3.1 Devem ser emitidos procedimentos executivos específicos para cada fase da obra,
segundo as especificações técnicas definidas no projeto de cada duto bem como,
recomendações relacionadas nesta Norma.

3.2 Devem ser emitidos procedimentos executivos para no mínimo:

a) característica dos equipamentos a serem utilizados nas diferentes fases da


construção;
b) locação da faixa de domínio;
c) terraplenagem, incluindo: acesso, abertura de pista, desmatamento, corte,
aterro e desmonte de rocha;

5
N-464 REV. G JAN / 2002

d) abertura e preparação da vala;


e) manuseio, transporte e distribuição dos tubos;
f) curvamento dos tubos;
g) concretagem dos tubos;
h) ajustagem, alinhamento e fixação dos tubos e acessórios para soldagem;
i) procedimento de soldagem e respectivos registros de qualificação;
j) inspeção por ensaios não-destrutivos;
k) revestimentos anticorrosivos em tubos, juntas e componentes de tubulação;
reparos nos revestimentos;
l) travessias e cruzamentos;
m) abaixamento e cobertura na vala, inclusive proteção da vala;
n) deteção de amassamento e limpeza interna dos tubos pela passagem de
“pigs”;
o) interligações (“tie-in”) e instalação de complementos;
p) teste hidrostático;
q) proteção e restauração da pista;
r) sinalização de faixa de domínio de dutos;
s) organização e execução do Livro de Projeto (“Data Book”) incluindo desenhos
de fabricantes, manuais e desenhos “conforme construído”;
t) condicionamento das instalações;
u) sistema de proteção catódica.

4 QUALIFICAÇÃO DE PESSOAL

Devem ser obedecidos os critérios dos itens 4.1 a 4.4 para a qualificação do pessoal técnico
empregado nas atividades cobertas por esta Norma.

4.1 Soldadores

A qualificação de soldadores deve ser feita de acordo com a norma API STD 1104, sendo
que para a montagem de complementos, conforme definido no Capítulo 8, pode ser usada a
norma ASME Seção IX, como alternativa.

4.2 Inspetores de Soldagem

A qualificação de inspetores de soldagem deve ser feita conforme os requisitos da norma


FBTS N-001.

4.3 Inspetores de Dutos (ID)

A qualificação de inspetores de dutos deve ser feita por modalidade, conforme TABELA A-1
do ANEXO A, mediante aplicação de prova de avaliação abrangendo os conhecimentos
listados na TABELA A-2, e a comprovação do atendimento aos requisitos mínimos de
escolaridade e experiência profissional, conforme TABELA A-3 do ANEXO A.

4.4 Inspetores de Ensaios Não Destrutivos (END)

Os inspetores de END devem ser qualificados de acordo com as normas ABENDE DC-001
e NA-001.

6
N-464 REV. G JAN / 2002

5 CONDIÇÕES ESPECÍFICAS

5.1 Inspeção de Recebimento de Materiais

5.1.1 Geral

5.1.1.1 Deve ser elaborado um procedimento de inspeção de materiais, observando os


critérios desta Norma.

5.1.1.2 Os materiais devem ser inspecionados logo após o seu recebimento e antes de sua
aplicação na montagem e devem estar de acordo com os documentos de compra e
especificações de projeto.

5.1.1.3 Todos os materiais devem ser identificados e certificados. A identificação deve


permitir a rastreabilidade até o certificado de qualidade do material.

5.1.1.4 Todos os materiais metálicos, quando não identificados e não certificados, devem
ser submetidos aos ensaios de reconhecimento de aços e ligas metálicas, confrontando o
seu resultado com a especificação solicitada.

5.1.2 Tubos

5.1.2.1 Devem ser verificados se todos os tubos estão identificados conforme os critérios da
norma API Spec.5L.

5.1.2.2 Deve ser verificado, conforme o item 5.1.9, se as seguintes características dos
tubos estão de acordo com as especificações indicadas no projeto ou normas referenciadas:

a) espessura, ovalização e diâmetro, segundo a norma API Spec.5L;


b) chanfro e ortogonalidade, segundo a norma API Spec.5L;
c) estado das superfícies interna e externa, segundo critérios da especificação do
material;
d) empenamento, segundo a norma API Spec.5L;
e) estado do revestimento, segundo critérios da especificação de projeto.

5.1.2.3 Os critérios e exigências para aceitação e reparo de defeitos superficiais da


fabricação dos tubos devem estar de acordo com os critérios das normas ASME B 31.4,
para oleodutos, e ASME B 31.8, para gasodutos.

5.1.2.4 Os tubos recebidos na obra devem ser identificados, por código de cores, quanto a
sua espessura de parede. A pintura deve ser aplicada em forma de anel, em uma das
extremidades, sobre o revestimento anticorrosivo.

7
N-464 REV. G JAN / 2002

5.1.3 Flanges

5.1.3.1 Deve ser verificado se os flanges possuem identificação estampada com as


seguintes informações: tipo do flange, tipo de face, especificação e grau do material,
diâmetro nominal, classe de pressão e diâmetro do furo e atendendo a sua norma de
fabricação.

5.1.3.2 Os certificados de qualidade de material de todos os flanges devem estar de acordo


com a especificação ASTM pertinente.

5.1.3.3 Deve ser verificado se as seguintes características dos flanges devem estar de
acordo com as especificações indicadas no projeto ou com as normas referenciadas:

a) diâmetro interno, segundo as normas ASME B 16.5 ou MSS SP-44;


b) espessura do bisel nos flanges de pescoço de acordo com as especificações
de projeto;
c) altura e diâmetro externo do ressalto, segundo as normas ASME B 16.5 ou
MSS SP-44;
d) acabamento da face de contato segundo a norma MSS SP-6;
e) dimensões de face de flanges segundo as normas ASME B 16.5 ou
MSS SP-44;
f) dimensões de extremidades para solda de topo, encaixe para solda ou rosca
(tipo e passo), segundo as normas ASME B 16.5 ou MSS SP-44;
g) dimensões da face para junta de anel, segundo a norma ASME B 16.5.

5.1.3.4 Deve ser verificado em todos os flanges se existem trincas, dobras, mossas,
rebarbas, corrosão e amassamentos, bem como o estado geral da face e ranhura, sem
presença de agentes causadores de corrosão, segundo critérios das normas ASME B 16.5,
MSS SP-6 ou MSS SP-44.

5.1.4 Conexões

5.1.4.1 Deve ser verificado se as conexões estão identificadas por pintura ou


puncionamento pelo fabricante, com os seguintes dados: especificação completa do
material, diâmetro, classe de pressão ou espessura, tipo e marca do fabricante.

5.1.4.2 Os certificados de qualidade do material devem estar de acordo com as


especificações ASTM ou ASME aplicáveis.

5.1.4.3 Deve ser verificado se as seguintes características das conexões estão de acordo
com as especificações indicadas pelo projeto:

a) diâmetro nas extremidades;


b) circularidade;
c) distância centro-face;
d) chanfro, encaixe para solda ou rosca (tipo e passo);
e) espessura;
f) angularidade das curvas 45° e 90°;
g) estado da superfície quanto a amassamentos, corrosão, trincas e soldas
provisórias.

8
N-464 REV. G JAN / 2002

5.1.5 Válvulas

5.1.5.1 Deve ser verificado se todas as válvulas estão embaladas e acondicionadas de


acordo com a norma PETROBRAS N-12.

5.1.5.2 Deve ser verificado se todas as válvulas estão identificadas por plaqueta, de acordo
com a codificação de projeto.

5.1.5.3 Em todas as válvulas dotadas de acionadores, devem ser realizados, previamente à


montagem, testes de funcionamento. Quando aplicável, deve ser verificada a calibração do
curso do obturador.

5.1.5.4 Os certificados de qualidade do material devem estar de acordo com a


especificação ASTM aplicável, e em conformidade com a especificação do projeto.

5.1.5.5 Deve ser verificado se as seguintes características das válvulas estão de acordo
com as especificações no projeto:

a) espessura do corpo;
b) flanges (item 5.1.3);
c) distância entre flanges;
d) diâmetro interno;
e) dreno, suspiro e alívio do corpo.

5.1.5.6 O estado da superfície do corpo da válvula deve ser verificado quanto à corrosão,
amassamento e falhas de fundição, empenamento da haste e aspecto geral do volante,
segundo critérios da norma MSS SP-55.

5.1.5.7 Devem ser realizados na obra, logo após o recebimento, os testes hidrostáticos do
corpo e da sede para todas as válvulas de bloqueio conforme procedimento do fabricante. A
pressão de teste deve estar de acordo com a norma API Spec.6D.

5.1.5.8 Imediatamente após o teste hidrostático na obra, as válvulas devem ter os seus
internos (inclusive a cavidade interna do corpo) drenados e secos, com utilização de
nitrogênio ou ar seco e mantidas limpas, secas, engraxadas e protegidos. As hastes devem
ser condicionadas e protegidas mecanicamente.

5.1.6 Juntas de Vedação

5.1.6.1 Deve ser verificado se todas as juntas estão identificadas, contendo as seguintes
características: material, tipo de junta, material de enchimento, diâmetros, classe de pressão
e o padrão dimensional de fabricação.

5.1.6.2 As juntas de tipo anel (RTJ) não devem apresentar corrosão, amassamento, avarias
mecânicas e trincas.

9
N-464 REV. G JAN / 2002

5.1.6.3 Deve ser verificado se as seguintes características das juntas estão de acordo com
as especificações indicadas no projeto ou normas referenciadas:

a) não-metálicas:
- espessura, diâmetros externo e interno segundo critérios da norma
ASME B 16.21;
b) metálicas:
- espessura, diâmetro externo e interno, passo (juntas espiraladas ou
corrugadas) e dureza (anel) segundo critérios da norma ASME B 16.20.

5.1.7 Parafusos e Porcas

5.1.7.1 Deve ser verificado se todos os lotes de parafusos e porcas estão identificados com
as seguintes características: especificação, tipo de parafuso e dimensões.

5.1.7.2 Deve ser verificado se os certificados de qualidade do material de todos os lotes de


parafusos e porcas estão de acordo com as especificações ASTM aplicáveis.

5.1.7.3 Deve ser verificado, conforme o item 5.1.9, se as seguintes características das
porcas e parafusos estão de acordo com as especificações adotadas pelo projeto ou as
normas referenciadas:

a) comprimento do parafuso, diâmetro do parafuso e porca, altura e distância


entre faces e arestas da porca e tipo e passo da rosca, segundo os critérios
das normas ASME B 1.1, ASME B 16.5 ou MSS SP-44;
b) parafusos devidamente protegidos, livres de amassamentos, trincas e
corrosão.

5.1.8 Tampões de Fecho Rápido

5.1.8.1 Deve ser verificado se todos os tampões de fecho rápido para lançadores ou
recebedores de “pigs” estão identificados, de acordo com as especificações do projeto.

5.1.8.2 Os certificados de material devem estar em conformidade com a especificação do


projeto.

5.1.8.3 Deve ser verificada se as seguintes características estão de acordo com o projeto:

a) diâmetro interno;
b) chanfro;
c) integridade do anel de vedação e sede;
d) classe de pressão;
e) material.

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N-464 REV. G JAN / 2002

5.1.9 Amostragem

5.1.9.1 O plano de inspeção para verificação das características de inspeção por


amostragem conforme as normas ABNT NBR 5425, ABNT NBR 5426 e ABNT NBR 5427
deve ser o seguinte:

a) tubos: nível geral de inspeção II, QL 15, plano de amostragem simples e risco
do consumidor 5 %;
b) parafusos e porcas: nível geral de inspeção II, QL 10, plano de amostragem
simples e risco do consumidor 5 %.

5.1.9.2 O plano de inspeção para verificação das características de inspeção por


amostragem para consumíveis deve ser o seguinte:

a) eletrodos: conforme a norma PETROBRAS N-133;


b) embalagem de tintas de acordo com a norma ABNT NBR 5427;
c) materiais de revestimento anticorrosivo: conforme a norma PETROBRAS
N-2238.

5.2 Armazenamento e Preservação

5.2.1 Tubos

5.2.1.1 O armazenamento dos tubos deve obedecer ao disposto nas seguintes normas:

a) para tubos não revestidos: norma PETROBRAS N-683;


b) para tubos revestidos: conforme a norma ou especificação definida pelo
projeto;
c) para tubos isolados com poliuretano: norma PETROBRAS N-556;
d) para tubos concretados: norma PETROBRAS N-1502.

5.2.1.2 Para movimentação de tubos devem ser usados dispositivos de suspensão (patolas)
que acomodem perfeitamente as extremidades dos tubos, numa extensão mínima
equivalente a 1/8 do seu perímetro, de modo a assegurar a integridade dos chanfros e evitar
a sua ovalização.

5.2.1.3 Os tubos devem ser mantidos permanentemente limpos, evitando-se a deposição


de materiais estranhos em seu interior. Em nenhuma hipótese os tubos devem ser usados
como local de armazenamento para ferramentas ou qualquer outro material.

5.2.1.4 Os chanfros dos tubos e conexões devem ser protegidos com verniz à base de
resina vinílica após a sua limpeza manual ou mecânica que elimine gordura e pontos de
corrosão.

5.2.2 Flanges e Tampões de Fecho Rápido

5.2.2.1 As faces de assentamento dos flanges devem ser protegidas contra corrosão com
aplicação de graxa anticorrosiva não solúvel em água. Os flanges e tampões de diâmetro
acima de 8” devem ser armazenados e manuseados sobre estrados de madeira (“pallets”),
de modo a protegê-los contra avarias. Todos os flanges e tampões devem ser protegidos e
abrigados.

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5.2.2.2 Os chanfros dos flanges devem ser protegidos com verniz à base de resina vinílica.

5.2.2.3 O anel de vedação dos tampões deve ser protegido com vaselina e armazenado em
embalagem plástica.

5.2.3 Válvulas

5.2.3.1 Devem ser armazenadas e preservadas de acordo com a norma PETROBRAS


N-12.

5.2.3.2 As válvulas com extremidades para solda de topo, devem ter os biséis protegidos
com verniz à base de resina vinílica após a sua limpeza manual ou mecânica que elimine
gordura e pontos de corrosão.

5.2.4 Parafusos e Porcas

5.2.4.1 Devem ser protegidos contra corrosão pela aplicação de graxa anticorrosiva não
solúvel em água.

5.2.4.2 Devem ser armazenados em locais protegidos das intempéries, identificados e sem
contato direto com o solo.

5.2.4.3 As porcas devem ser armazenadas rosqueadas nos parafusos.

5.2.5 Juntas de Vedação

5.2.5.1 As juntas de amianto e tipo anel devem ser armazenadas em superfícies planas, em
locais abrigados das intempéries.

5.2.5.2 As superfícies metálicas das juntas devem ser protegidas com graxa anticorrosiva
não solúvel em água.

5.2.6 Conexões

5.2.6.1 As conexões devem ser mantidas em suas embalagens originais, devidamente


identificadas e abrigadas em ambiente fechado.

5.2.6.2 As conexões para solda de topo devem ter os chanfros protegidos por verniz à base
de resina vinílica.

5.2.6.3 As roscas das conexões devem ser protegidas por meio de graxa anticorrosiva não
solúvel em água ou verniz removível à base de resina vinílica.

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5.2.6.4 O armazenamento deve ser feito de modo a evitar acúmulo de água dentro das
conexões e o contato direto entre elas ou com o solo.

5.2.6.5 As conexões de diâmetro até 6” devem ser armazenadas sobre prateleiras e


separadas por tipo, diâmetro, espessura e demais características.

5.3 Projeto Executivo

5.3.1 São considerados projetos executivos, de responsabilidade da executante, todos os


projetos de detalhamento necessários à execução dos serviços de construção e montagem.

5.3.2 Os documentos técnicos devem ser executados conforme a norma PETROBRAS


N-2047 e codificados conforme a norma PETROBRAS N-1710.

5.3.3 Todos os documentos de projeto devem ser executados em meio digital, com o
emprego de “softwares” definidos pelo projeto.

5.4 Locação e Marcação da Faixa de Domínio e da Pista

5.4.1 A faixa de domínio e a pista devem ser demarcadas a partir da diretriz estabelecida
nos documentos de projeto e de acordo com as seguintes condições:

a) as laterais da faixa de domínio e da pista devem ser identificadas no máximo a


cada 50 m;
b) as testemunhas devem ser colocadas nas laterais da faixa de domínio, em
locais de fácil visibilidade, e com pouca possibilidade de serem afetadas pela
eventual terraplenagem;
c) as testemunhas eventualmente perdidas devem ser relocadas
topograficamente;
d) sinalização de referência provisória deve ser fixada a cada quilômetro;
e) os pontos de inflexão horizontais devem ser marcados.

5.4.2 Somente em condições excepcionais, quando for concluída pela total inviabilidade na
manutenção da diretriz projetada esta pode ser alterada, desde que a modificação seja
previamente aprovada, e analisada as conseqüências no dimensionamento hidráulico e
mecânico do duto. O levantamento topográfico planialtimétrico, cadastral e jurídico da faixa
de domínio e apresentação de resultados da diretriz modificada devem ser executados de
acordo com as normas PETROBRAS N-2624 e N-2180.

5.4.3 A locação da posição de outros dutos existentes, em relação ao eixo da faixa, deve
ser feita de acordo com os seguintes critérios:

a) consulta aos desenhos “conforme construído” e ao cadastro das


concessionárias de serviços públicos;
b) localização dos dutos existentes com o emprego de detector de tubos
elétrico-magnético;
c) sondagem adicional com o emprego de detector de tubos tipo georadar, em
caso de haver necessidade de se obter, de forma contínua, a cota de
enterramento dos dutos existentes;

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d) colocação de sinalização provisória, com a indicação da cobertura sobre os


dutos existentes, com espaçamento máximo de 20 m: nas curvas essa
distância deve ser reduzida para 2 m;
e) sinalização e proteção adequada dos “vents”, pontos de testes e peças
especiais existentes, leitos de anodos e cabos do sistema de proteção
catódica;
f) identificação e sinalização dos trechos onde for detectada baixa cobertura dos
dutos existentes, de forma a alertar os operadores de equipamentos sobre a
impossibilidade de trânsito nestes locais.

5.5 Abertura da Pista

5.5.1 Somente em condições excepcionais, quando for concluído pela total inviabilidade
técnica dos serviços de montagem, são permitidos cortes que alterem os perfis - transversal
e longitudinal - originais do terreno: todos os cortes devem ser executados de acordo com
um projeto de terraplenagem específico.

5.5.2 Nas faixas de dutos existentes, somente deve ser permitido o trânsito de
equipamentos sobre os dutos, quando verificada a necessidade de implementar medidas de
proteção, tais como execução de sobrecobertura ou estiva, dimensionadas de acordo com
as tensões que podem ser provocadas pelas cargas externas previstas.

5.5.3 Os raios de curvatura horizontais e verticais da pista devem estar compatíveis com o
método previsto para a mudança de direção do duto, procurando-se, sempre que possível,
respeitar os limites para curvamento a frio dos dutos revestidos, conforme definido no
item 5.8.4. No caso de construção de dutos para produtos aquecidos, devem ser
observados os raios mínimos de curvatura, estabelecidos pelo projeto.

5.5.4 A camada vegetal, quando removida, deve ser estocada para posterior reposição nos
taludes de corte, aterros, pistas, caixas de empréstimo ou bota-fora, quando da restauração.

5.5.5 O bota-fora, inclusive o rochoso, quando ocorrer, deve ser disposto em local
adequado, preferencialmente fora da faixa de servidão, com a prévia autorização dos
proprietários, envolvendo as autoridades competentes, e com inclinações compatíveis com a
natureza do material constituinte, de modo que seja evitado qualquer dano a terceiros e
obstrução ou poluição de mananciais.

5.5.6 Independente dos serviços de proteção e drenagem definitiva que são realizados na
pista, serviços necessários de drenagem e proteção provisórios em áreas críticas devem ser
imediatamente realizados, de modo a não expor a riscos, a pista e as propriedades
adjacentes.

5.5.7 Deve ser evitado que os talvegues originais dos cursos d’água interceptados sejam
assoreados pelo material da terraplenagem, com o conseqüente lançamento do duto em
cota superior à linha do talvegue original.

5.5.8 Os acessos de serviço somente podem ser executados com a autorização formal dos
proprietários e autoridades competentes.

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5.5.9 Nas travessias de cursos d'água, a abertura da pista deve ser feita de forma a evitar o
represamento ou diminuição da seção de escoamento.

5.5.10 Tanto quanto possível deve ser evitada a realização de aterros na pista, os quais
quando necessários devem ser realizados de forma controlada de modo a ser obtido um
grau de compactação no mínimo igual ao das condições locais.

5.5.11 Deve ser executada uma drenagem provisória da pista. As saídas de água sobre as
saias dos aterros devem ser evitadas; quando indispensáveis, a região atingida do aterro
deve ser adequadamente protegida.

5.5.12 Os cursos d’água que originalmente escoem para ou sobre a pista devem ser
desviados e canalizados. Nos casos em que não for possível executar o desvio dos cursos
d’água ou em que a abertura da pista interferir com mananciais, devem ser executadas as
obras que se fizerem necessárias para evitar o arraste de material, a erosão da pista ou a
destruição do manancial.

5.5.13 Quando a faixa atravessar áreas ocupadas por vegetações arbóreas onde for
autorizada a supressão vegetal, devem ser tomados os seguintes cuidados:

a) o tombamento das árvores deve ser sobre a faixa;


b) as árvores de grande porte devem sofrer desgalhamento prévio de modo a não
atingir a vegetação fora da faixa;
c) devem ser executados o destocamento e a remoção de raízes ao longo do eixo
da vala;
d) os tocos e raízes existentes na pista devem ser removidos, de modo a permitir
o livre trânsito de equipamentos.

5.5.14 Quando a diretriz atravessar pomares, jardins, matas, reservas florestais e áreas de
reflorestamento, a pista deve ser aberta com a largura estritamente necessária ao
lançamento da linha e de modo a não ocasionar o rebaixamento do greide existente.

5.5.15 Devem ser pesquisadas, materializadas e perfeitamente identificadas, antes da


abertura da pista, as interferências com vias, tubulações de água, esgoto e gás, cabos
elétricos e telefônicos, drenos, valas de irrigação, canais e outras instalações superficiais e
subterrâneas.

5.5.16 Se for necessário o uso de material explosivo para remoção de rochas, raízes e
outros obstáculos existentes na pista, devem ser observadas as disposições da norma
NR-19 - Explosivos e das normas de Segurança para Armazenamento, Descontaminação e
Destruição de Explosivos, do Ministério do Exército.

5.5.17 Todas as providências devem ser tomadas de modo a minimizar as interferências e


os possíveis prejuízos que possam advir, em decorrência da execução dos serviços, às
atividades desenvolvidas pelo proprietário da área, ou pelo Órgão Governamental, tais
como:

a) nenhum trabalho deve ser iniciado sem o conhecimento do proprietário;


b) nenhuma remoção de instalações de terceiros pode ser feita sem a autorização
dos proprietários;

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c) em caso de cercas a serem removidas, deve ser construída uma provisória, até
a sua reconstrução definitiva; a cerca provisória deve ser mantida fechada
sempre que a passagem não estiver sendo utilizada;
d) devem ser executados todos os serviços complementares considerados
necessários à segurança, à proteção pessoal e às atividades econômicas
desenvolvidas na área atravessada, como, por exemplo:
- cercas de proteção em taludes, principalmente em áreas de criação de
animais;
- sinalização de alerta para movimentação de equipamentos.

5.5.18 Os blocos de rocha que se apresentam em posição perigosa nas laterais da pista
devem ser removidos ou estabilizados.

5.5.19 As testemunhas e demais sinalizações provisórias removidas durante a abertura da


pista devem ser recompostas.

5.6 Abertura e Preparação da Vala

5.6.1 Na execução dos serviços de abertura da vala devem ser consideradas as seguintes
informações fornecidas pelo projeto:

a) posição do eixo da vala, em relação à linha de centro da faixa de servidão;


b) dimensões da seção da vala;
c) raios de curvatura permitidos, para cada diâmetro e espessura da linha,
conforme item 5.8.4;
d) interferência com instalações existentes;
e) raios mínimos de curvatura para dutos para produtos aquecidos.

5.6.2 Devem ser estaqueados, a cada 2 m, os locais com curvas horizontais executadas
mecanicamente.

5.6.3 Deve ser mantida uma equipe de topografia, com a finalidade de locar o eixo e de
fazer o levantamento planialtimétrico do fundo da vala, necessário à preparação do
programa de curvamento dos tubos.

5.6.4 Nos pontos onde o tubo deve ser curvado, a vala deve ser pelo menos 30 cm mais
larga (curvas horizontais) ou mais profunda (curvas verticais) do que as dimensões originais,
a fim de permitir acomodação da tubulação.

5.6.5 Devem ser removidas todas as irregularidades existentes no fundo da vala, de forma
a garantir o apoio contínuo da linha; as pontas de rocha ou matacões devem ser cortadas,
no mínimo, 20 cm abaixo da cota do fundo da vala. No caso de terrenos moles ou
compressíveis, essa altura deve ser aumentada para 50 cm.

5.6.6 Na abertura da vala, devem ser observadas as seguintes recomendações:

a) a técnica de desmonte a ser adotada para valas em rocha sã ou fraturada deve


garantir a geometria fixada no projeto e atender ao item 5.5.16;

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b) a ocorrência de surgências, infiltrações e percolações devem ser investigadas


e cadastradas; devem ser previstos meios adequados para a sua drenagem no
fundo da vala, tais como: colchão de areia e dreno cego;
c) as valas devem ser abertas somente após a preparação da coluna para
abaixamento e devem ser cercadas e sinalizadas, em áreas habitadas ou nas
suas proximidades;
d) em áreas urbanas ou junto a faixas de rodovias as valas abertas, além das
cercas previstas na alínea c), devem dispor de sinalização luminosa para uso
noturno;
e) em áreas rurais, onde houver a possibilidade de cruzamento de animais sobre
a faixa de servidão, devem ser previstas passagens provisórias sobre a vala.

5.6.7 A abertura da vala deve atender às autorizações emitidas pelo órgão responsável ou
proprietário, tais como: sinalização, tapumes, remanejamento, passagens provisórias,
escoramentos, proteções de estruturas e edificações adjacentes. O material proveniente das
escavações deve ser disposto de modo a não causar obstruções a terceiros.

5.6.8 Nas transições entre diferentes profundidades de vala, recomenda-se que a


concordância do fundo da vala seja compatível com o curvamento natural do tubo utilizado.

5.7 Transporte, Distribuição e Manuseio de Tubos e Outros Materiais

5.7.1 As operações de transporte dos materiais, especialmente tubos, devem ser realizadas
de acordo com as disposições das autoridades responsáveis pelo trânsito na região
atravessada. As ruas, rodovias federais, estaduais e municipais, ou estradas particulares
não devem ser obstruídas durante o transporte e este deve ser feito de forma a não
constituir perigo para o trânsito normal de veículos.

5.7.2 No transporte de tubos, as cargas devem ser dispostas de modo a permitir amarração
firme e a não danificar o tubo ou seu revestimento. Antes de efetuar o desamarramento da
pilha para descarga, deve ser feita uma inspeção visual, a fim de verificar se os tubos estão
convenientemente apoiados, sem risco de rolamento.

5.7.3 Devem ser mantidos nos locais de armazenamento e nos de distribuição de tubos ao
longo da faixa, pessoal e equipamentos adequados ao manuseio dos tubos, conforme
norma PETROBRAS N-1965, bem como à manutenção, segurança e limpeza permanente
da área.

5.7.4 Os tubos devem ser distribuídos ao longo da faixa, de maneira a não interferir no uso
normal dos terrenos atravessados.

5.7.5 Os tubos devem ser distribuídos, após a aprovação da planilha de distribuição


baseada em projeto. A planilha de distribuição deve conter, no mínimo, os seguintes dados:
material, diâmetro, espessura, revestimento anticorrosivo, isolamento, raio de curvatura,
revestimento de concreto e número do tubo (conforme seqüência de montagem).

Nota: Caso seja adotada numeração seqüencial do tubo para montagem, deve haver
uma correlação com o número do fabricante.

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5.7.6 A estocagem ao longo da faixa e a movimentação de tubos revestidos ou isolados


deve obedecer ao disposto nas seguintes normas:

a) para tubos não revestidos: norma PETROBRAS N-683;


b) para tubos revestidos: conforme norma ou especificação definida pelo projeto;
c) para tubos isolados com poliuretano: norma PETROBRAS N-556;
d) para tubos concretados: norma PETROBRAS N-1502.

5.7.7 Para o manuseio dos tubos durante carregamento ou descarregamento, devem ser
usadas cintas de largura apropriada ou ganchos especiais (patolas) para evitar danos nos
tubos. Estes ganchos devem ser revestidos de material mais macio que o material do tubo,
sendo os ganchos projetados para conformar-se à curvatura interna dos tubos, devendo
também apoiar um mínimo de 1/8 da circunferência do tubo.

5.7.8 Para o descarregamento de feixes de tubos não revestidos devem ser utilizadas
cintas de náilon. Tais cintas devem ajustar-se ao feixe, de modo a impedir movimentos
relativos entre os tubos.

5.7.9 Os equipamentos utilizados na distribuição dos tubos devem ter as suas lanças
protegidas com borracha, feltro ou material similar.

5.7.10 Nos trechos em que for necessário o emprego de explosivos, a distribuição de tubos
deve ser executada após a escavação.

5.7.11 Em rampas íngremes, deve ser executada uma ancoragem provisória dos tubos
distribuídos na pista para evitar o seu deslizamento ou rolamento.

5.7.12 Quando distribuídos, os tubos devem ser apoiados com cuidado, de forma a impedir
a ocorrência de danos no bisel e no revestimento anticorrosivo. Os tubos devem ser
apoiados sobre sacos com material selecionado e ficar no mínimo a 30 cm do solo.

5.8 Curvamento

5.8.1 O curvamento de tubos deve obedecer ao disposto nas seguintes normas:

a) para oleodutos: norma ASME B 31.4;


b) para gasodutos: norma ASME B 31.8 e ABNT NBR 12712.

5.8.2 Deve ser verificada a adequação dos equipamentos de curvamento ao tubo a ser
curvado.

5.8.3 Para adequação ao projeto de terraplenagem e abertura da vala, no que se refere aos
raios horizontais e verticais, o raio mínimo de curvatura do tubo deve ser previamente
verificado, através de um teste de qualificação, utilizando-se os tubos a serem aplicados,
preservando-se o disposto no item 5.8.1.

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5.8.4 O método de curvamento deve ser previamente aprovado e satisfazer às seguintes


condições mínimas de inspeção:

a) a diferença entre o maior e o menor dos diâmetros externos, medidos em


qualquer seção do tubo, após o curvamento, não pode exceder 2 1/2 % do seu
diâmetro externo especificado na norma dimensional de fabricação;
b) não são permitidos enrugamento e danos mecânicos no tubo e no
revestimento;
c) o tubo com grau de curvatura igual ou superior a 50 % do grau máximo de
curvatura, estabelecido no seu procedimento de curvamento, deve ser
inspecionado por passagem de gabarito interno para verificar se a ovalização
está dentro do prescrito no item 5.8.4 alínea a); para a determinação do
diâmetro da placa do gabarito deve ser utilizada a seguinte fórmula:

DP = 0,975 x D - 2 x e

Onde:
DP = diâmetro externo da placa;
e = espessura nominal de parede do tubo;
D = diâmetro externo do tubo.

d) o tubo, mesmo com grau de curvatura inferior a 50 % do grau máximo de


curvatura, que após inspeção visual apresentar indícios de ovalização maior do
que a indicada na alínea a) deve ser submetido a inspeção por passagem de
gabarito interno;
e) deve ser feita inspeção visual em toda a superfície do tubo para verificar
possíveis danos nos biséis, corpo e no revestimento anticorrosivo;
f) a curvatura deve ser distribuída, o mais uniformemente possível, ao longo do
comprimento do tubo;
g) em cada extremidade do tubo a ser curvado deve ser deixado um comprimento
reto mínimo determinado na qualificação;
h) nos tubos com costura, não é permitida a coincidência da solda longitudinal
com a geratriz mais tracionada ou mais comprimida, devendo o curvamento ser
executado de forma que a solda longitudinal seja localizada o mais próximo
possível do eixo neutro do tubo curvado, com uma tolerância de 30°;
i) nos curvamentos de tramos que contenham uma solda circunferencial, deve
ser deixado um comprimento reto mínimo de 1 m para cada lado desta; caso
isto não seja possível, o curvamento pode ser realizado, desde que a solda
circunferencial seja totalmente radiografada após o curvamento; não é admitido
o reparo da solda;
j) o curvamento de tubos com costura deve ser realizado de modo a evitar,
durante a soldagem, a coincidência das soldas longitudinais;
k) antes do curvamento a geratriz que vai ser mais comprimida deve ser marcada
a tinta;
l) devem ser marcadas a tinta as seções do tubo a serem golpeadas durante o
curvamento;
m) o tubo já curvado não pode ter aumentado o seu raio de curvatura;
n) o tubo curvado deve ter a posição de sua geratriz superior marcada junto às
extremidades.

5.8.5 Quando for utilizado o curvamento natural, este não deve ultrapassar o limite elástico
do material, fixado pelo projeto.

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5.8.6 O raio mínimo de curvatura, para curvamento natural, para linhas trabalhando com
produtos a temperatura ambiente, deve ser calculado pela seguinte fórmula:

Ec.D / 2
R=
0,9 Sy − 0,7 PD / 2e

Onde:
R = raio mínimo de curvatura para curvamento natural, em cm;
Ec = módulo de elasticidade do material, em MPa;
Sy = tensão mínima de escoamento especificada, em MPa;
D = diâmetro externo do tubo, em cm;
e = espessura nominal da parede do tubo, em cm;
P = pressão de projeto do duto, em MPa.

Nota: Ec = 2,00 x 105 MPa para aço-carbono a temperatura ambiente de 21 °C.

5.8.7 O curvamento a quente só pode ser empregado quando seu método de execução
previr aquecimento uniforme por indução elétrica de alta-freqüência e resfriamento
controlado. O raio da curva obtido deve atender a limitação definida pelo projeto, quanto ao
raio mínimo para a passagem de “pig” instrumentado.

5.8.8 Os tubos curvados devem ser marcados com pintura externa com as seguintes
informações:

a) ângulo/raio da curva;
b) posição da geratriz superior (na montagem);
c) local de aplicação;
d) sentido de montagem.

5.9 Soldagem

5.9.1 A soldagem deve ser executada de acordo com as normas PETROBRAS N-133,
ASME B 31.4 e ASME B 31.8.

5.9.2 Para dutos a qualificação dos procedimentos de soldagem deve ser feita de acordo
com a norma API STD 1104. Para complementos, como alternativa, pode ser usada a
norma ASME Seção IX.

Nota: Para a soldagem de “tie-ins” deve ser qualificado um procedimento específico, de


acordo com a norma API STD 1104, prevendo obrigatoriamente a execução do
passe de raiz pelo processo TIG.

5.9.3 A preparação e detalhamento de chanfros e ajustagem das peças devem ser


verificados por meio de gabaritos apropriados aferidos e estar de acordo com as normas
ASME B 31.8 para gasodutos e ASME B 31.4 para oleodutos.

5.9.4 Quando for necessária a remoção de uma solda circunferencial, esta deve ser feita
através de um anel cujo corte esteja no mínimo a 50 mm de distância do eixo da solda.

5.9.5 Todas as extremidades biseladas para soldagem devem ser esmerilhadas e as


bordas dos tubos devem ser escovadas numa faixa de 50 mm em cada lado da região do
bisel, externa e internamente, ao tubo. Se houver umidade, a junta deve ser seca por uso de
maçarico, com chama não concentrada (chuveiro).

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5.9.6 Antes do acoplamento dos tubos, deve ser feita inspeção e limpeza interna, para
verificação de presença de detritos ou impurezas, que possam prejudicar a soldagem ou
passagem dos “pigs” de limpeza e detecção de amassamento. Deve-se na oportunidade
identificar, nas extremidades, a posição da solda longitudinal.

5.9.7 Antes do acoplamento dos tubos, suas extremidades não revestidas devem ser
inspecionadas interna e externamente, verificando-se descontinuidades, como defeitos de
laminação, mossas, amassamentos, entalhes ou outras descontinuidades superficiais.

5.9.8 Não são permitidos amassamentos e entalhes no bisel com mais de 2 mm de


profundidade; caso ocorram, tais defeitos devem ser removidos por métodos mecânicos de
desbaste ou pela retirada de um anel. Mesmo critério aplica-se para válvulas e conexões.

5.9.9 Todos os biséis de campo dos tubos devem ser feitos de acordo com os critérios de
acabamento previstos na norma API Spec.5L.

5.9.10 Devem ser utilizados, preferencialmente, acopladores de alinhamento interno.

5.9.11 Os acopladores de alinhamento interno não devem ser removidos antes da


conclusão do primeiro passe.

5.9.12 Quando for usado acoplador de alinhamento externo, o comprimento do primeiro


passe de solda deve ser simetricamente distribuído em pelo menos 50 % da circunferência
antes de sua remoção.

5.9.13 O tubo não deve ser movimentado antes da conclusão do primeiro passe ou após o
seu lixamento. Neste caso, deve-se concluir a execução do segundo passe para permitir sua
movimentação. No caso de tubos concretados ou colunas que possam ser submetidas a
tensão durante a soldagem, a movimentação só deve ser feita após a conclusão do segundo
passe.

5.9.14 No acoplamento de tubos de mesma espessura nominal, o desalinhamento máximo


permitido é de 20 % da espessura nominal, limitando-se a 1,6 mm. Para tubos de
espessuras diferentes devem ser usados os padrões das normas ASME B 31.4 e
ASME B 31.8, sendo preferível o uso de “niple” de transição.

5.9.15 O preaquecimento, quando aplicável, deve-se estender por pelo menos 100 mm de
ambos os lados do eixo da solda.

5.9.16 A temperatura de preaquecimento, estipulada no procedimento de soldagem


qualificado, deve ser mantida durante toda a soldagem e em toda a extensão da junta e
verificada através de lápis de fusão ou pirômetro de contato, na superfície diametralmente
oposta à incidência da chama de aquecimento.

5.9.17 No preaquecimento de tubos, é permitido o uso de maçarico, com chama não


concentrada (chuveiro).

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5.9.18 O intervalo de tempo entre os passes de solda, deve atender ao especificado no


procedimento de soldagem qualificado, conforme norma API STD 1104.

5.9.19 Na montagem devem ser observados os seguintes cuidados adicionais:

a) manter fechadas, através de tampões, as extremidades dos trechos soldados,


a fim de evitar a entrada de animais, água, lama e objetos estranhos; não é
permitida a utilização de pontos de solda para fixação destes tampões;
b) recolher as sobras de tubos e restos de consumíveis de soldagem, bem como
de quaisquer outros materiais utilizados na operação de soldagem, os quais
devem ser transportados para o canteiro da obra;
c) reaproveitar sobras de tubos, desde que estejam em bom estado;
d) já que não são permitidos entalhes metalúrgicos provocados pela abertura de
arco de soldagem em tubulações onde a máxima pressão de operação (MPO)
provoque tensões circunferenciais iguais ou superiores a 40 % da tensão
mínima de escoamento especificada; qualquer vestígio deste defeito deve ser
eliminado de acordo com as normas ASME B 31.4 e ASME B 31.8;
e) devem ser iniciados os passes de solda em locais defasados em relação aos
anteriores e o início de um passe deve sobrepor o final do passe anterior;
f) não é permitido o puncionamento das soldas para sua identificação;
g) não é permitido reparo em áreas de solda anteriormente reparadas;
h) não é permitido o reparo de raiz e enchimento em solda de “tie-in”.

5.10 Inspeção Após Soldagem

5.10.1 Os critérios de aceitação de descontinuidades de soldagem e reparo de dutos e seus


complementos, quando da inspeção das soldas por ensaios não-destrutivos, devem seguir
os requisitos da norma API STD 1104.

5.10.2 Quando for iniciada a soldagem de um duto ou quando houver mudança no


procedimento de soldagem, devem ser inspecionadas as 50 primeiras juntas em toda a
circunferência, para avaliação do processo de soldagem.

Nota: Se adotado o processo de soldagem manual por eletrodo revestido, a inspeção


acima mencionada deve ser por radiografia ou ultra-som. Caso seja adotado
qualquer outro processo de soldagem a inspeção deve ser por radiografia e
ultra-som.

5.10.3 Completada a soldagem do trecho inicial citado no item 5.10.2; só deve ser
reiniciada a soldagem após o resultado dos ensaios não-destrutivos previstos nesta Norma.

5.10.4 Se o índice de rejeição for inferior ou igual a 10 % das juntas soldadas, a partir do
trecho ensaiado devem ser usados os critérios previstos nos itens 5.10.6 e 5.10.7.

5.10.5 Se o índice de rejeição for superior a 10 %, um trecho seguinte de igual número de


juntas conforme item 5.10.2 deve ser inspecionado pelo mesmo método, em toda a
circunferência. Caso, no segundo trecho, a rejeição continue superior a 10 % deve ser feita
a análise da causa da rejeição, englobando: soldadores, material, consumíveis, máquina de
solda, condições ambientais e outros. Após ação corretiva no processo deve ser
inspecionado um novo trecho de igual número de juntas ao inicial e assim sucessivamente.

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5.10.6 Para oleodutos, a extensão dos ensaios não-destrutivos a serem aplicados é a


seguinte:

a) inspeção visual:
- 100 % das juntas, em toda a circunferência conforme norma PETROBRAS
N-1597;
b) inspeção por ensaio radiográfico ou ultra-som:
- 100 % das juntas, em toda a circunferência.

5.10.7 Para gasodutos, a extensão dos ensaios não-destrutivos é a seguinte:

5.10.7.1 Gasodutos com tensão circunferencial, produzida pela máxima pressão de


operação, maior ou igual a 20 % da tensão mínima de escoamento especificada:

a) inspeção visual:
- 100 % das juntas, em toda a circunferência, conforme norma PETROBRAS
N-1597;
b) inspeção por ensaio radiográfico ou ultra-som:
- juntas de cruzamentos, travessias, estações de compressão, “tie-ins” e
trechos especiais indicados no projeto: 100 % das juntas, em toda a
circunferência;
- juntas de tubulações de lançadores, recebedores de “pigs” e complementos:
100 % da junta, em toda a circunferência;
- demais juntas: 100 % da junta, em toda a circunferência.

5.10.7.2 Gasodutos com tensão circunferencial, produzida pela máxima pressão de


operação, menor que 20 % da tensão mínima de escoamento especificada:

a) inspeção visual:
- 100 % das juntas, em toda a circunferência, conforme norma PETROBRAS
N-1597;
b) inspeção por ensaio radiográfico ou ultra-som:
- juntas de cruzamentos, travessias, estações de compressão, “tie-ins” e
trechos especiais indicados no projeto: 100 % das juntas, em toda a
circunferência;
- juntas de tubulações de lançadores, recebedores de “pigs” e complementos:
100 % das juntas, em toda a circunferência;
c) demais juntas: 10 %.

5.10.8 O ensaio por ultra-som deve gerar um registro gráfico ou digital abrangendo 100 %
da circunferência da junta inspecionada.

5.10.9 Durante a execução dos serviços de construção do duto, deve ser realizado um
acompanhamento do “Índice de Juntas Reprovadas” calculado para cada quilômetro do duto
soldado, conforme abaixo:

Total de Juntas Reprovadas por END no Quilômetro


Índice de Juntas Reprovadas= × 100 %
Total de Juntas Inspecionadas por END no Quilômetro

Nota: Quando o índice de juntas reprovadas for superior a 10 % aplica-se o disposto no


item 5.10.5.

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5.11 Revestimento Externo das Juntas

5.11.1 O revestimento externo das juntas deve obedecer ao disposto nas especificações de
projeto e nas seguintes normas:

a) para tubos revestidos: normas PETROBRAS N-2238 e N-2328;


b) para tubos com isolamento térmico em poliuretano: norma PETROBRAS
N-556;
c) para tubos concretados: norma PETROBRAS N-1502.

5.11.2 Nas travessias, cruzamentos e onde indicado no projeto, as juntas dos tubos
revestidos com concreto devem ser igualmente concretadas.

5.12 Pintura

A pintura externa dos trechos aéreos deve ser executada de acordo com a norma
PETROBRAS N-442, atendendo às condições ambientais estabelecidas no projeto.

5.13 Abaixamento e Cobertura da Vala

5.13.1 O abaixamento dos tubos na vala deve ser realizado imediatamente após o exame
das condições dos tubos, do revestimento e da vala. O exame visa principalmente:

a) localizar defeitos ou danos nos tubos e no revestimento;


b) verificar a existência de tampões nas extremidades dos trechos a serem
abaixados; caso negativo, deve ser feita uma inspeção visual e proceder a uma
limpeza interna, quando necessário;
c) verificar as condições do fundo da vala e das suas paredes laterais.

5.13.2 O abaixamento dos tubos não revestidos externamente com concreto deve ser
precedido do esgotamento da água existente na vala. Quando não for possível tal
esgotamento e, conseqüentemente, a verificação das condições da vala, devem ser
utilizados meios que assegurem a integridade do revestimento anticorrosivo dos tubos,
como mantas tipo geotextil ou similar e esteiras de madeira.

5.13.3 Quando a vala for aberta em terrenos com ocorrência de rochas, que podem causar
danos ao revestimento externo dos tubos, o abaixamento deve ser precedido da utilização
de meios adequados de proteção, podendo ser utilizados, inclusive combinados, os métodos
a seguir:

a) revestimento do fundo da vala com uma camada de solo, isento de pedras e


outros materiais que possam danificar o revestimento do tubo, na espessura
mínima de 20 cm;
b) uso de apoios de sacos de areia ou de solo selecionado, espaçados
regularmente de forma a evitar qualquer contato dos tubos com o fundo da
vala;
c) envolvimento dos tubos com mantas tipo geotextil ou similar e esteiras de
madeira;
d) envolvimento dos tubos com jaqueta de concreto de proteção mecânica.

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5.13.4 O abaixamento deve ser feito por método que garanta a perfeita acomodação dos
dutos no fundo da vala e em sua posição correta, evitando deslocamentos, deslizamentos,
tensões e oscilações, deformações e danos ao revestimento, conforme os limites
estabelecidos no procedimento executivo.

5.13.5 O espaçamento entre os pontos de sustentação dos tubos a serem abaixados, deve
ser de forma a garantir a não-ocorrência de tensões, que possam ultrapassar o limite
elástico do material. O número mínimo de pontos de sustentação durante o abaixamento
deve ser de 3.

5.13.6 Para o abaixamento de trechos revestidos com isolante térmico deve ser observado
o seguinte:

a) não devem ser utilizados pontos de sustentação deslizantes ou rolantes;


b) as faixas de sustentação devem ter largura suficiente de modo a não provocar
o esmagamento do isolamento térmico;
c) o número mínimo de pontos de sustentação deve ser definido previamente pelo
projeto.

5.13.7 Todo tubo deve ser abaixado na vala e coberto imediatamente após o teste do
revestimento, de acordo com a norma ou especificação aplicável.

5.13.8 Em locais onde houver a ocorrência de percolação, surgência e interceptação de


veios d’água, em rampas de inclinação superior a 5 %, o abaixamento deve ser seguido pela
construção de um sistema de drenagem de fundo de vala, conforme projeto.

5.13.9 Nos locais onde o lençol d’água aflorar na vala, devem ser adotados métodos
adequados para garantir o abaixamento da tubulação e seu perfeito assentamento no fundo
da vala. Pode ser adotado qualquer dos seguintes métodos, de acordo com as
recomendações do projeto:
a) executar os serviços necessários de drenagem ou rebaixamento de lençol
d’água e encher o tubo com água doce e limpa, utilizando-se o reaterro da vala
para estabilização; neste caso, a água deve ser totalmente removida logo após
a cobertura da tubulação; este método não é aplicável para gasodutos;
b) revestir externamente a tubulação com concreto, de acordo com a norma
PETROBRAS N-1502, com a espessura necessária para garantir o
assentamento e a permanência da tubulação no fundo da vala.

5.13.10 Em trechos onde houver o paralelismo com outros dutos protegidos catodicamente,
a cobertura deve ser precedida da interligação elétrica entre os dutos, de forma a se obter o
equilíbrio do sistema e a proteção do novo duto.

5.13.11 Antes de se iniciar a cobertura de qualquer trecho do duto, devem ser reparados
todos os danos porventura causados ao tubo e revestimento durante a operação de
abaixamento.

5.13.12 Após a inspeção do revestimento anticorrosivo, o tubo deve ser abaixado e coberto
de imediato. A primeira camada da cobertura, até uma altura de 30 cm acima da geratriz
superior da tubulação, deve ser constituída de solo isento de torrões, pedras soltas e
material orgânico e outros materiais que possam causar danos ao revestimento. O restante
deve ser completado com material da vala, podendo conter pedras de até 15 cm na sua
maior dimensão.

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5.13.13 A cobertura mínima deve atender às seguintes condições:

a) áreas em uso para cultura mecanizada, ou com possibilidade futura, áreas


urbanas, industriais ou com possibilidade de ocupação: 1,20 m;
b) cruzamentos e travessias, conforme norma PETROBRAS N-2177, exceto nas
situações previstas na alínea d);
c) áreas escavadas em rocha consolidada, com utilização de explosivo ou
martelete pneumático: 0,60 m;
d) travessias de valetas de drenagem/irrigação ou pequenos córregos, de
profundidade até 0,50 m: 1,00 m abaixo da cota mínima do leito do curso
d’água;
e) demais áreas: 1,00 m.

5.13.14 Não é permitido o rebaixamento do greide da faixa para obtenção de material para
a cobertura.

5.13.15 A operação de cobertura deve ser executada de forma a garantir a segurança e a


estabilidade do duto enterrado e a eficiente manutenção futura da instalação. Em
conseqüência, as seguintes recomendações gerais devem ser observadas:

a) em princípio, todo o material retirado durante a escavação da vala que atender


ao item 5.13.12, deve ser recolocado na vala, na operação de cobertura,
cuidando-se para que a camada externa do solo e da vegetação retorne a sua
locação original;
b) deve ser providenciada uma sobrecobertura ao longo da vala, a fim de
compensar possíveis acomodações do material, exceto nos casos previstos
pela alínea c);
c) a sobrecobertura não deve ser executada nos seguintes casos:
- passagem através de regiões cultivadas e/ou irrigadas nas quais a pista, após
restaurada, deve ficar no nível anterior, de forma a não causar embaraços ao
cultivo e à irrigação;
- trechos em que a existência de uma sobrecobertura ao longo da vala possa
obstruir a drenagem da pista;
- cruzamentos e, ao longo de ruas, estradas, acostamentos, pátios de ferrovias,
trilhos, caminhos e passagens de qualquer natureza;
d) quando a sobrecobertura deixar de ser realizada, deve ser providenciada a
compactação adequada do material de cobertura, exceto em áreas alagadas
ou em terreno de baixa consistência;
e) nos trechos em rampa, devem ser adotados métodos adequados para evitar
deslizamentos ou erosão do material de cobertura.

5.13.16 Em regiões urbanas ou industriais, quando da execução da cobertura, deve ser


instalada tela de segurança com fita de aviso, conforme FIGURAS B-1 e B-2 do ANEXO B,
sobre a placa de concreto de proteção mecânica do duto.

5.13.17 A cobertura mínima do duto enterrado, conforme estabelecido no item 5.13.13


desta Norma, deve ser confirmada através da utilização de equipamento eletrônico
(“pipe locator sub-site” 950 R/T ou similar), que possibilite a sua perfeita localização
topográfica, inclusive cota de enterramento. Essas informações devem ser obtidas a cada
10 m em trechos retos e a cada 5 m em curvas, devendo ser utilizadas na execução dos
desenhos “conforme construído” (“as built”).

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5.14 Cruzamentos e Travessias

5.14.1 Na construção e montagem de dutos terrestres está incluída a execução de


cruzamentos sob rodovias, ruas e ferrovias, bem como de travessias de cursos d’água,
canais, áreas alagadas e reservatórios, devendo ser observadas as indicações da norma
PETROBRAS N-2177, exceto nas situações conflitantes com esta Norma, respeitando-se
rigorosamente os seguintes princípios básicos:

a) o projeto deve priorizar a solução de travessias acima de 100 m de extensão


por furo direcional, aliando os aspectos de segurança construtiva e operacional
dos dutos, com a garantia de minimizar os impactos negativos ao meio
ambiente;
b) o projeto construtivo a ser apresentado pela firma executora, além de obedecer
ao disposto nesta Norma, deve atender às limitações e restrições do órgão
responsável pela operação e/ou regulamentação do meio atravessado, o qual
deve aprovar o referido projeto antes da sua execução;
c) todos os estudos geológicos, hidrológicos e de perfil de erosão e outros
considerados necessários para garantia de um bom projeto construtivo das
travessias e cruzamentos devem ser realizados e apresentados pela
executante;
d) em travessias executadas em leitos rochosos o cavalote deve ser projetado e
montado após a definição final do perfil de fundo de vala.

5.14.2 A instalação de tubo camisa em cruzamento sob vias deve obedecer às seguintes
recomendações gerais:

a) devem ser usados tubos concretados para evitar o contato direto com o tubo
camisa, facilitando a introdução e a retirada da tubulação;
b) as extremidades do tubo camisa devem ser vedadas com massa asfáltica;
c) deve ser assegurada a limpeza interna do tubo camisa, bem como a livre
passagem da tubulação pelo seu interior.

5.14.3 Durante a execução dos cruzamentos deve ser instalada a sinalização adequada,
inclusive a noturna, para a segurança do tráfego, atendendo a todas as condições e
exigências do órgão responsável pela operação da via atravessada.

5.14.4 Nos casos de travessias enterradas, devem ser observadas as seguintes


recomendações gerais:

a) após a locação do eixo da travessia deve ser executado o levantamento


topográfico e batimétrico da seção da travessia ao longo do eixo, antes e após
a abertura da vala, quando for o caso, para a confirmação das condições
previstas no projeto da travessia;
b) exceto quando previsto de outra forma pelo projeto, o lançamento do duto deve
ser feito puxando-o ao longo do eixo previamente locado, diretamente sobre o
leito ou flutuando;
c) o duto deve ser lançado horizontalmente (com curvamento natural), sendo
permitida a utilização de curvas verticais (cavalotes) apenas nos casos onde o
perfil do terreno impossibilite essa solução;
d) após o lançamento do duto, a seção submersa deve ser inspecionada por
mergulhadores habilitados, com a finalidade de verificar a existência de danos
nos tubos e/ou revestimento, bem como detectar a existência de extensões
não apoiadas;

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e) caso seja constatada a existência de trechos submersos não apoiados, devem


ser providenciados suportes de forma a limitar as tensões aos valores
admissíveis previamente calculados;
f) nas travessias indicadas pelo projeto, em que haja a necessidade de teste
hidrostático simplificado, este deve ser realizado conforme item 5.17.5;
g) nos casos acima mencionados deve ser feita a passagem de “pig” com placa
calibradora, impulsionada com ar comprimido, após o lançamento.

5.14.5 Nos cruzamentos com linhas de transmissão de energia elétrica, deve ser observado
o disposto na norma PETROBRAS N-2177 e as seguintes recomendações adicionais:

a) o afastamento dos cabos de aterramento deve ser, no mínimo de 3 m;


b) na existência de cabo contra-peso (aterramento) no vão do cruzamento entre
as torres de sustentação dos cabos condutores, deve ser providenciado junto à
operadora do sistema o seu remanejamento;
c) a utilização de explosivos nas proximidades de linhas de transmissão deve ser
evitada, ficando o seu uso condicionado à aprovação e acompanhamento pela
companhia operadora do sistema.

5.15 Sinalização de Faixa de Domínio de Dutos

Deve obedecer aos critérios do projeto e à norma PETROBRAS N-2200.

5.16 Proteção e Restauração

5.16.1 Os serviços de proteção e restauração da faixa de domínio devem ser definidos em


função dos seguintes princípios básicos:

a) garantia de segurança para a pista e conseqüentemente para o duto;


b) garantia da segurança e da restauração das condições originais das
propriedades de terceiros e bens públicos decorrentes de possíveis
conseqüências negativas, diretas ou indiretas, causadas pela implantação do
duto;
c) minimização dos impactos causados ao meio ambiente, restituindo-se, na
medida do possível, as condições originais das áreas envolvidas.

Nota: No caso de faixas com dutos existentes, antes do início dos serviços de
restauração deve ser recuperada a sinalização provisória, conforme item 5.4.3.

5.16.2 Os serviços constam basicamente, além da restauração definitiva das instalações


danificadas, da execução de drenagem superficial e proteção vegetal das áreas envolvidas,
incluindo acessos e áreas de bota-fora, que devem ser iniciadas o mais cedo possível,
seguindo-se imediatamente à operação de cobertura, de maneira que os terrenos
atravessados permaneçam sujeitos aos trabalhos de reconstrução o menor tempo possível.

5.16.3 Os serviços de drenagem superficial devem ser realizados em função das


características das áreas, atravessadas de modo a proporcionar proteção dos eventuais
taludes formados com a abertura da pista, e proteção de terrenos de terceiros em função
das eventuais alterações na drenagem natural das áreas ocasionada pela implantação dos
dutos.

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5.16.4 De forma geral a drenagem superficial da pista deve evitar o escoamento de águas
pluviais sobre a vala e, sempre que possível, deve ser prevista sua descarga lateral,
analisando-se cuidadosamente e tomando-se as providências necessárias para evitar o
impacto negativo nas áreas atingidas.

5.16.5 O projeto executivo de drenagem deve ser elaborado por profissional qualificado da
executante, atendendo as seguintes recomendações:

a) o sistema de drenagem de uma pista em encosta é normalmente do tipo


espinha de peixe com calhas transversais, devidamente espaçadas, com
caimento da vala para as extremidades da pista, onde se interligam com as
canaletas longitudinais;
b) as calhas transversais e canaletas longitudinais normalmente são conformadas
no próprio terreno, com revestimento vegetal ou solo-cimento ou com utilização
de canaletas de concreto; os tipos de calhas de drenagem e respectivas
dimensões e quantidade devem ser definidas pelo projeto executivo;
c) devem ser previstas também canaletas no topo e pé dos taludes de corte e
aterro;
d) quando necessário devem ser previstas caixas de passagem, que podem ser
de solo-cimento, alvenaria ou concreto, para conexão entre dois segmentos de
canaleta ou para dissipação de energia cinética;
e) com o objetivo de estabilizar erosões causadas por cursos d’água que
atravessam a pista, pode ser prevista a execução de enrocamento de pista a
jusante da faixa, de modo a garantir a cobertura mínima do tubo;
f) as travessias de reservatórios, rios, canais e outros cursos d'água devem ser
completamente restauradas, imediatamente após concluídos os trabalhos; os
serviços necessários para garantir a estabilidade das margens dos cursos
d’água e reservatórios atravessados devem ser executados utilizando-se
materiais adequados e revestimento vegetal nativo;
g) as cercas atravessadas durante a construção, provisoriamente reconstituídas
em atendimento ao disposto no item 5.5.17 alínea c) desta Norma, devem ser
restauradas em caráter definitivo, de forma que as novas cercas apresentem
condições e resistência iguais ou superiores às originais;
h) as áreas de cruzamentos com vias de acesso devem ser convenientemente
recompostas, de forma definitiva, logo após a execução dos serviços.

5.16.6 A proteção vegetal da pista e encosta deve ser realizada em áreas expostas à
erosão superficial ou em área onde por qualquer motivo seja necessário o restabelecimento
da vegetação.

5.16.7 As áreas a serem protegidas, assim como os métodos de semeadura, preparo do


terreno, análise e correção dos solos, controle de pragas e adubações, são objetos de
projeto específico de proteção e restauração a serem elaborados pela executante.

5.16.8 Sem qualquer restrição à utilização de soluções regionais, recomendam-se os


seguintes tipos de proteção vegetal:

a) semeadura manual - utilizando-se 60 % de Bermuda Grass (Cynodon Dactylon)


ou Brachiária Umidícula e 40 % de Jatrana ou Soja perene ou Calepogonio;
b) hidrossemeadura - utilizando-se 60 % de Brachiária Umidícula ou Bermuda
Grass (Cynodon Dactylon) e 40 % de Calepogonio ou Jerina (Centrogema
Pubescens) ou Soja perene (Glycine Javanica).

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5.16.9 Quando a pista atravessar terrenos cultivados, deve-se adotar cuidados especiais
em sua restauração para assegurar que os terrenos possam ser utilizados,
independentemente de qualquer outro serviço adicional por parte dos proprietários. Deve-se
retirar todas as pedras, raízes, galhos e outros materiais depositados na faixa e eliminar
todos os obstáculos e irregularidades do terreno resultantes dos serviços de construção, e
ser reposta a cobertura de terra vegetal existente antes da abertura da pista.

5.16.10 Exceto quando estabelecido de outra forma, devem ser eliminados ou removidos
todos os acessos, pontes, pontilhões e outras instalações provisórias, utilizadas nos
trabalhos de construção, restaurando-se as áreas afetadas.

5.16.11 Deve ser realizada a limpeza completa da faixa e dos terrenos utilizados durante os
serviços de construção, retirando-se equipamentos, ferramentas e sobras de outros
materiais. A destinação dos materiais inservíveis deve seguir procedimentos específicos, em
função da legislação ambiental vigente.

5.17 Limpeza, Calibração, Teste Hidrostático e Condicionamento

Um plano de limpeza, calibração e teste hidrostático deve ser preparado previamente ao


início dos trabalhos de montagem da tubulação, atendendo aos requisitos do projeto e
constando no mínimo de:

a) levantamento planialtimétrico para análise das pressões de teste;


b) divisão dos trechos em seções, considerando:
- classes de locação;
- pressões de teste;
- acessos e áreas disponíveis para instalação de equipamentos;
- pontos de captação e descarte da água, considerando os resultados da
análise da água disponível para as operações de lavagem, teste, etc.;
- locais de montagem de válvulas;
c) principais equipamentos a serem utilizados;
d) sistema de comunicação;
e) processo de esvaziamento;
f) processo de inspeção por “pig” geométrico, considerando:
- tipo de lançador e recebedor;
- sistema de emissão dos resultados;
g) processo de eliminação dos defeitos detectados pelo “pig” geométrico;
h) processo de execução da pré-secagem;
i) processo de execução da secagem;
j) processo de execução dos “tie-ins”;
k) montagem de válvulas e complementos;
l) requisitos de entrega.

5.17.1 Qualidade da Água

O sistema de alimentação de água a ser utilizado deve atender aos requisitos abaixo:

a) a instalação típica do sistema de bombeamento deve conter um filtro no ponto


de coleta, um tanque pulmão e um sistema de filtragem antes da injeção da
água no duto;
b) o filtro do ponto de coleta pode ser construído em tecido geotêxtil ou tela, de
modo a reter partículas de 100 µm;
c) o volume do tanque pulmão deve assegurar um tempo mínimo de permanência
da água de cerca de 5 minutos;

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d) O filtro a ser instalado antes da injeção no duto deve reter partículas maiores
do que 30 µm; o teor de sólidos suspensos, após o filtro, em qualquer situação,
não deve ser superior a 30 mg/L;
e) a água deve ser previamente analisada conforme definido nas TABELAS C-1
e C-2 do ANEXO C: caso apresente alto padrão de qualidade relativamente a
parâmetros corrosivos (teor de cloretos e sulfatos inferiores a 10 mg/L, pH
neutro e teor de sólidos menor do que 30 mg/L) e microbiológicos (ausência de
microrganismos, isenta de óleos e graxas e teor de oxigênio maior do que
5 mg/L), pode-se dispensar o emprego de produtos químicos comerciais,
independente do tempo de hibernação; nos outros casos, a aditivação com
seqüestrante e biocida fica condicionada à avaliação dos resultados das
análises de acordo com os critérios estabelecidos na TABELA C-3 do
ANEXO C;
f) deve-se garantir a ausência de ar durante o período total de hibernação,
assegurando uma pressão positiva em todos os pontos da linha;
g) a captação e descarte da água não devem prejudicar o uso do corpo d’água
por terceiros.

5.17.2 Lavagem da Linha

Para a lavagem do duto com água, devem ser utilizados pelo menos 2 “pigs” raspadores,
constituídos de, no mínimo, um disco e 2 copos cônicos em poliuretano. Os “pigs” devem
ser equipados com escovas de aço temperado, pré-tensionadas, de forma a cobrir todo o
perímetro da parede interna do duto, devendo ainda ser observado o seguinte:

a) devem ser instalados um manômetro e um medidor de vazão no local de


bombeamento;
b) antes do lançamento do primeiro “pig” raspador deve ser bombeado um volume
de água equivalente a 500 m de duto;
c) o segundo “pig” raspador, só deve ser lançado após a chegada do primeiro
“pig” no recebedor;
d) o “pig” de enchimento deve ser do tipo bidirecional, constituído de 3 ou 4 discos
de poliuretano e só pode ser lançado após a confirmação da chegada do
segundo “pig” raspador;
e) o equipamento de bombeamento deve ser dimensionado para garantir uma
velocidade de deslocamento dos “pigs” entre 0,2 m/s e 1,0 m/s;
f) para dutos com revestimento interno os “pigs” raspadores devem ser
equipados com escovas não metálicas;
g) o descarte d’água deve estar de acordo com as recomendações relativas à
preservação ambiental contidas nos documentos do projeto.

5.17.3 Teste Hidrostático

5.17.3.1 Um procedimento de teste hidrostático deve ser preparado previamente ao início


dos trabalhos e atender à norma API RP 1110, com as seguintes recomendações:

a) toda a extensão da linha a ser testada deve estar completamente cheia de


água e com a cobertura executada;
b) as pressões de teste em qualquer ponto do trecho testado devem estar
limitadas aos valores máximo e mínimo indicados no projeto;
c) a linha deve permanecer cheia de água por no mínimo 24 horas antes do início
do teste e a uma pressão de 50 % da pressão de teste;
d) a pressão deve ser elevada de forma moderada e a uma taxa constante até
atingir a 100 % da pressão de teste e mantida durante uma hora;

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e) em seguida, deve ser escoada a quantidade de água necessária para que a


pressão atinja 50 % da pressão de teste;
f) a pressão deve ser novamente elevada de forma moderada e a taxa constante
até atingir 70 % da pressão de teste; a partir deste ponto o bombeamento deve
evitar grandes variações de pressão, garantindo que incrementos de 1 kg/cm2
(98,06 kPa) sejam perfeitamente lidos e anotados; o incremento deve ser dado
com intervalo mínimo de 3 minutos, até atingir novamente a 100 % da pressão
de teste;
g) observar então um período mínimo de 3 horas para estabilização da linha;
h) retornar a pressão para 100 % da pressão de teste e começar a contagem de
tempo, recuperando a pressão quando esta cair 0,5 % da pressão de teste;
limitando-se a repetição desse procedimento a 24 horas de linha pressurizada
ou 2 recuperações; adotando-se o que resultar maior tempo de teste;
i) a linha deve ser aprovada quando em 24 horas a pressão não cair abaixo de
99,5 % da pressão de teste;
j) em situações onde haja risco de se ultrapassar a “máxima pressão de teste”
indicada pelo projeto, devido à recuperação de pressão, por efeito de
temperatura, deve-se reduzir a pressão de teste de forma que no ponto de
menor elevação da seção de teste, a pressão não ultrapasse 96 % da “máxima
pressão de teste”;
k) a pressão de teste, preferencialmente, deve ser atingida nas horas mais
quentes do dia, de forma a se evitar sobrepressões na tubulação, devido à
elevação da temperatura.

5.17.3.2 A pressão mínima de teste deve ser estabelecida de acordo com as normas
ASME B 31.4 para oleodutos e ASME B 31.8 para gasodutos.

5.17.3.3 A máxima pressão de teste não deve ser superior àquela que produza na
tubulação tensão circunferencial superior a 95 % da tensão mínima de escoamento
especificada na norma de fabricação do tubo.

5.17.3.4 Os equipamentos necessários à realização do teste hidrostático devem atender à


norma API RP 1110. Os instrumentos necessários para execução do teste, acompanhados
dos respectivos certificados de aferição, são os seguintes:

a) balança de peso morto ou instrumento equivalente com resolução de


0,1 kgf/cm2 (9,8 kPa);
b) registrador contínuo de pressão que forneça um registro permanente em
função do tempo;
c) manômetros com resolução máxima de 5 kgf/cm2 (490,33 kPa) com leituras
feitas no terço médio da escala;
d) registrador contínuo de temperatura que forneça um registro permanente em
função do tempo, sendo colocado em contato direto com o duto em trecho
enterrado;
e) termômetro de leitura direta para determinação da temperatura ambiente.

Notas: 1) Como alternativa pode ser utilizado um sistema computadorizado de


monitoração de pressão/temperatura, desde que os sensores individuais de
pressão incluídos no sistema possuam um nível de sensibilidade compatível e
possam ser calibrados de maneira similar àqueles instrumentos listados acima.
2) Os instrumentos de leitura do teste devem ser instalados em ambiente fechado,
com temperatura controlada e livre de intempéries.

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5.17.4 Devem ser instalados dispositivos adequados para o recebimento de “pig” e linhas
de descarte de água nas extremidades de cada trecho, de maneira a minimizar eventuais
danos ao meio ambiente durante o escoamento.

5.17.5 Os trechos de travessias de rios e lagos que forem objeto de projetos específicos,
devem receber o teste hidrostático simplificado antes e após o seu lançamento, conforme os
itens 5.17.5.1 a 5.17.5.4.

5.17.5.1 O teste antes do lançamento consiste em:

a) pressurizar o trecho, com as juntas sem revestimento, durante 2 horas, com a


pressão máxima de teste;
b) realizar inspeção visual para detectar vazamentos.

5.17.5.2 Após o lançamento, o trecho deve ser percorrido por “pig” calibrador, conforme
definido no item 5.18.

5.17.5.3 A água utilizada para o teste dos trechos citados no item 5.17.5 deve ser
totalmente removida imediatamente após a execução do teste, com a passagem de “pig” de
espuma, independentemente da extensão do cavalote.

5.17.5.4 Os trabalhos de correção de eventuais defeitos constatados devem ser executados


e, em seguida, devem ser repetidas as atividades descritas nos itens 5.17.5.1 e 5.17.5.2.

5.17.6 Todos os dispositivos e acessórios provisórios submetidos à pressão durante o teste


hidrostático devem ser dimensionados e testados antes de instalados.

5.18 Inspeção Dimensional Interna do Duto

5.18.1 Deve ser passado o “pig” geométrico, em toda a extensão do duto, depois do teste
hidrostático e sempre precedido pela passagem de “pig” com placa calibradora, devendo
ainda ser observado o descrito nos itens 5.18.1.1 a 5.18.1.5.

5.18.1.1 Os defeitos devem ser caracterizados conforme definido na TABELA 1:

TABELA 1 - CARACTERIZAÇÃO DOS DEFEITOS

Defeito Efeito na Superfície Externa Efeito na Superfície Interna


Mossa “vale” “meia-laranja”
Entalhe “canyon” crista
Puncionamento “poço” pico
Cava (gouge) depressão
Risco “canyon”
Ovalização variação suave no diâmetro variação suave no diâmetro

33
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5.18.1.2 O relatório de inspeção por “pig” geométrico deve registrar reduções no diâmetro e
defeitos de qualquer extensão, dentro do limite de sensibilidade da ferramenta de inspeção.
Os seguintes defeitos são inaceitáveis:

a) ovalizações superiores a 2,5 % (diferença absoluta entre o diâmetro externo


medido e o diâmetro externo nominal, dividida pelo diâmetro externo nominal)
em qualquer extensão;
b) mossas, em qualquer extensão, que produzam reduções no diâmetro
superiores às definidas abaixo:
- 2 % do diâmetro, para tubos de diâmetro nominal maior que 12”;
- 0,25”, para tubos de diâmetro nominal de 12” ou menores;
c) reduções no diâmetro de qualquer dimensão, que sejam concentradoras de
tensão, tais como entalhes, puncionamento, cavas e riscos;
d) reduções no diâmetro, de qualquer extensão, em soldas.

Nota: A inspeção dos defeitos relacionados nas alíneas a) e b) do item 5.18.1.2 deve ser
realizada removendo-se o revestimento anticorrosivo externo do tubo.

5.18.1.3 As ovalizações podem ser corrigidas através da escavação e alívio das cargas
sobre a tubulação. Após a eliminação do defeito, a região afetada deve ser reinspecionada
com “pig” geométrico ou paquímetro e atender a alínea a) do item 5.18.1.2.

5.18.1.4 Os demais defeitos inaceitáveis devem ser eliminados mediante o corte e


substituição do tubo na região afetada. Não é permitida a correção de defeitos mediante
aplicação de reforço, retalhos ou reparos.

5.18.1.5 A placa do “pig” calibrador deve ter as seguintes características:

a) diâmetro da placa calibradora:

Dp = DE − 2e(1 + K) − 0,025DE − 0,250"

Onde:
Dp = diâmetro externo da placa (polegada);
DE = diâmetro externo do tubo (polegada);
e = espessura nominal de parede do tubo ou da conexão, o que for maior
(polegada);
K = tolerância da espessura, conforme TABELA 2.

TABELA 2 - TOLERÂNCIA DA ESPESSURA DE PAREDE - K

Diâmetro Nominal Processo de Grau do Aço (API 5L)


do Duto Fabricação B X42 a X70
< 2” com/sem costura 0,20 0,15
2” a 18” com/sem costura 0,15 0,15
≥ 20” com costura 0,18 0,20
≥ 20” sem costura 0,15 0,18

b) a placa calibradora deve ser de aço-carbono SAE-1020 ou de alumínio, com


pelo menos 8 cortes radiais e espessura mínima conforme abaixo:
- 1/8” para tubos com diâmetros < 6”;
- 1/4” para tubos com diâmetros ≥ 6”.

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Nota: A placa calibradora deve ser recebida sem amassamentos, para que o trecho seja
liberado para a passagem de “pig” geométrico.

6 INSPEÇÃO DO REVESTIMENTO EXTERNO ANTICORROSIVO APÓS A


COBERTURA

6.1 Com o duto enterrado e após a realização do teste hidrostático no trecho, deve ser
executado um levantamento de falhas do revestimento externo do duto, através de um dos
3 métodos descritos nos itens 6.1.1 a 6.1.3. Na aplicação desses métodos é necessária a
perfeita localização e demarcação do traçado do duto, e o seu isolamento elétrico de outros
dutos existentes.

6.1.1 Método de “Pearson”

Este método de inspeção se baseia na injeção de uma corrente alternada em uma


tubulação, a uma determinada freqüência, por meio de um gerador conectado a um ponto
de teste de proteção catódica (ou válvula) e a um ponto de aterramento distante do tubo.

6.1.2 Método de Atenuação de Corrente (“Current Attenuation”)

Este método é usado para avaliar qualitativamente e quantitativamente os defeitos no


revestimento de dutos enterrados e mapear a corrente simulada de proteção. A técnica
utiliza a injeção de corrente alternada entre o duto e a terra, e um operador rastreia o sinal
injetado através de um receptor que usa uma bobina sensora para medir a força do campo
magnético resultante do sinal CA, localizando o duto sobre a faixa e medindo o valor da
corrente ao longo dele.

6.1.3 Método DCVG (“Direct Current Voltage Gradient Survey”)

Este método é usado para localizar e estimar o tamanho do defeito no revestimento


anticorrosivo de dutos enterrados, assim como, identificar áreas anódicas. Seu
funcionamento ocorre pela aplicação de uma corrente contínua no duto, utilizando,
normalmente, o próprio retificador do Sistema de Proteção Catódica. Um gradiente de
tensão é então estabelecido no solo pela passagem da corrente para o metal do duto no
local de defeito no revestimento.

6.2 Todos os pontos onde forem verificadas falhas no revestimento devem ser
inspecionados, mediante escavação, e reparados de acordo com o procedimento aplicável.

7 CONDICIONAMENTO DAS INSTALAÇÕES

7.1 Condicionamento das instalações são todas as atividades necessárias para, após o
término dos serviços de construção e montagem do duto, colocá-lo em condições de ser
pré-operado com o produto previsto.

7.1.1 Para oleodutos considera-se o duto condicionado quando estiver completamente


cheio d’água.

35
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7.1.2 Para gasodutos considera-se o duto condicionado quando estiver seco, com o ponto
de orvalho conforme definido no projeto básico e completamente inertizado.

7.2 As atividades a serem executadas no condicionamento devem ser definidas


previamente e atender no mínimo aos seguintes itens:

a) relação de equipamentos e ferramental a ser utilizado;


b) descrição das atividades a serem executadas;
c) meios de transporte a serem utilizados;
d) previsão de instalação de medidor de vazão nas captações e/ou descartes;
e) análise de adequabilidade dos raspadores e/ou “pigs”, em função do material
empregado na sua construção e o diâmetro e comprimento do duto;
f) análise do perfil hidráulico da linha, verificando a possibilidade de formação de
bolsões de ar ou líquido e as atividades necessárias para a sua retirada do
duto;
g) se for o caso, descrição das atividades necessárias para a secagem do duto;
h) definição do método para o acompanhamento dos “pigs” e/ou raspadores,
inclusive prevendo a sua localização mesmo durante eventual parada do seu
deslocamento;
i) estudo dos métodos de descarte a serem utilizados;
j) controle de pressão de bombeamento;
k) sistemática de comunicação à comunidade;
l) sistema de comunicação a ser utilizado, com suas características e área
geográfica de cobertura;
m) matriz de atribuições do pessoal envolvido;
n) previsão de utilização de dispositivos para lançamento e recebimento de “pigs”
de espuma, se for o caso;
o) testes de funcionamento dos complementos;
p) registro dos resultados.

7.3 Recomenda-se que o condicionamento seja realizado logo após o término do teste
hidrostático, em toda a extensão do duto. [Prática Recomendada]

Nota: Admite-se condicionamento de trechos parciais, desde que sejam garantidas as


condições previstas nos itens 7.1.1 e 7.1.2.

7.4 Para oleoduto, a água utilizada no condicionamento deve atender ao previsto no


item 5.17.1. Deve ser informado o tempo máximo de permanência admissível, desta água
no interior do duto.

7.5 Para o condicionamento de gasodutos, além das disposições acima, devem ser
realizadas as atividades descritas nos itens 7.5.1 a 7.5.5.

7.5.1 Esvaziamento da Linha

7.5.1.1 Considera-se esvaziamento da linha a remoção de água do gasoduto com a


utilização de ar comprimido.

7.5.1.2 Imediatamente após a realização e aceitação do teste hidrostático, deve ser


executado o esvaziamento total da linha.

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N-464 REV. G JAN / 2002

7.5.1.3 No planejamento do esvaziamento não são permitidos os cortes adicionais aos


previstos no plano de teste hidrostático, exceto nos locais de instalação de válvulas.

7.5.1.4 Na operação de esvaziamento deve ser utilizado preferencialmente pig-espuma de


baixa densidade, conforme norma PETROBRAS N-2634.

7.5.1.5 Deve ser garantida uma contra-pressão no descarte, de forma a assegurar o


deslocamento do “pig” numa velocidade inferior a 2,0 m/s e para evitar a formação de
bolsões de ar.

7.5.2 Pré-secagem e Execução de “Tie-ins”

7.5.2.1 Considera-se pré-secagem a operação de eliminação de bolsões de água


remanescentes do esvaziamento, com a utilização de “pigs” espuma de baixa densidade,
deslocados com ar comprimido.

7.5.2.2 A pré-secagem da linha deve ser iniciada imediatamente após o esvaziamento.

7.5.2.3 A pré-secagem deve ser considerada satisfatória quando os pigs-espuma de baixa


densidade estiverem sendo recebidos na condição “seco ao toque”.

7.5.2.4 Durante a pré-secagem, a velocidade de deslocamento dos “pigs” deve ser mantida
entre 0,2 m/s a 1,0 m/s.

7.5.3 Secagem e Limpeza Final

7.5.3.1 Considera-se secagem a operação de eliminação da umidade do gasoduto, com o


emprego de ar seco ou gás inerte (nitrogênio).

7.5.3.2 Considera-se limpeza final a retirada de óxidos, areia e resíduos metálicos,


realizada durante a operação de secagem.

7.5.3.3 Nas operações de secagem e limpeza devem ser utilizados dispositivos provisórios
de lançamento e recebimento de “pigs”, compostos de válvulas de bloqueio e tampões de
fecho rápido, dimensionados de acordo com as pressões máximas de trabalho.

7.5.3.4 Na fase de secagem estão incluídas as etapas de passagem de pigs-espuma, “pigs”


raspadores com escova de aço, para tubos sem revestimento interno, e “pig” magnético.

7.5.3.5 A secagem deve ser executada com pigs-espuma de baixa densidade. Os locais de
montagem de unidade de secagem e os pontos de recebimento de “pigs” devem ser
preferencialmente os pontos de montagem das válvulas de bloqueio, devendo também ser
considerados os seguintes dados:

a) topografia do terreno ao longo do tramo;


b) facilidades de montagem da unidade de secagem;
c) extensão do tramo a ser secado (preferencialmente entre 30 km e 60 km).

37
N-464 REV. G JAN / 2002

7.5.3.6 Depois de atingido o ponto de orvalho de 0 °C no local de recebimento de “pigs”,


devem ser lançadas, no mínimo, 4 baterias de “pigs”, compostas de um “pig” de poliuretano
de alta densidade com escovas de aço temperado (“power brush”), seguido de um “pig”
espuma de baixa densidade. No caso de tubulações com revestimento interno, as escovas
devem ser de material que não danifique o revestimento.

7.5.3.7 O intervalo entre as baterias de “pigs” deve ser de no mínimo 30 minutos.

7.5.3.8 A operação de passagem das baterias de “pigs” deve ser considerada satisfatória
quando os pigs-escova chegarem ao local de recebimento íntegros e com as escovas não
saturadas de material aderido.

7.5.3.9 Após a passagem dos pigs-escova, devem ser passadas baterias de pigs-espuma
de baixa densidade. A operação de limpeza deve ser considerada satisfatória quando a
seção transversal do “pig” revelar uma profundidade de espuma impregnada com sujeira
menor ou igual a 1”.

7.5.3.10 Para complementação da limpeza, devem ser passados no mínimo duas baterias,
constituídas de pigs-espuma e “pigs” magnéticos.

7.5.3.11 A limpeza final deve ser considerada aprovada se a quantidade de resíduos


metálicos (pontas de eletrodo, fragmentos de arco de serra, etc.) aderidas ao “pig”
magnético for inferior a 50 g/km. O “pig” deve ser pesado antes e depois da passagem, a fim
de se verificar a quantidade de elementos aderidos ao “pig”.

7.5.3.12 As válvulas de bloqueio somente podem ser instaladas após a aprovação da


limpeza final. Antes da instalação das válvulas, deve ser garantido que não há presença de
água no interior da válvula (corpo e dreno das válvulas, incluindo as de by-pass, tubulações,
respiros, etc.).

7.5.3.13 A secagem deve ser considerada concluída quando o ponto de orvalho, medido no
lançador, no recebedor e em todas as válvulas de bloqueio, atingir os valores abaixo:

a) gasodutos sem revestimento interno: -20 °C (1 atm);


b) gasodutos com revestimento interno: 0 °C (1 atm).

7.5.3.14 A medição do ponto de orvalho deve ser feita à pressão atmosférica, com
instrumento calibrado.

7.5.3.15 A soldagem dos “tie-ins” entre as seções definidas no plano de teste deve ser
executada após a conclusão da secagem.

7.5.4 Instalações Complementares

7.5.4.1 Com o objetivo de evitar a retenção de umidade no sistema, não deve ser utilizada
graxa na montagem de flanges, válvulas, recebedores e lançadores.

38
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7.5.4.2 Os lançadores, recebedores e as respectivas tubulações de interligação às


unidades devem ser limpos e secados, com o mesmo critério de aceitação do gasoduto.

7.5.5 Selo de Nitrogênio

Por ocasião da pré-operação, caso a secagem tenha sido feita com ar seco, um selo de
nitrogênio deve ser injetado no gasoduto imediatamente antes do gás. O volume de
nitrogênio a ser injetado deve ser calculado em função das dimensões da tubulação e
pressão de injeção do gás, de modo a garantir a segurança da operação.

7.6 Segurança

7.6.1 As áreas de bombeamento, lançamento e recebimento de “pigs” e descarte de água


ou ar devem ser isoladas e sinalizadas, de modo a se evitar acesso de pessoas não
autorizadas.

7.6.2 As áreas de bombeamento, lançamento e recebimento de “pigs” e descarte de água


ou ar devem ser providas de sistema de iluminação artificial.

7.6.3 As áreas de bombeamento e de lançamento e recebimento de “pigs” devem possuir


sistema de comunicação com um canal ou linha exclusiva.

7.6.4 As tubulações, mangueiras de alta pressão e acessórios provisórios, submetidos à


pressão de teste, devem ser inspecionados, pré testados e liberados pelo controle de
qualidade, antes de sua utilização.

7.6.5 As mangueiras de alta pressão devem ser ancoradas em toda sua extensão.

7.6.6 As tubulações provisórias de descarte de água ou ar devem ser ancoradas em toda


sua extensão, de maneira a suportar os esforços gerados pelo fluxo.

7.6.7 As válvulas do sistema de enchimento da tubulação devem ser fechadas


gradativamente, a fim de minimizar os efeitos dinâmicos oriundos de golpe de aríete.

7.7 Meio Ambiente

7.7.1 A captação de água deve ser feita de modo a não alterar as características originais
do local.

7.7.2 Todos os equipamentos estacionários devem ser instalados de modo a evitar


contaminação do solo e dos cursos d’água. Eventuais derramamentos de óleo ou
combustível devem ficar contidos em bacias de contenção impermeabilizadas.

7.7.3 Deve ser evitada a geração de ruídos elevados próximos a comunidades. Se


necessário, medidas para atenuação de ruídos devem ser providenciados.

39
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7.7.4 Deve ser analisado o impacto ambiental causado pelos volumes de água captado e
descartado.

7.7.5 A energia da água de descarte deve ser dissipada por meio de instalação de difusor
na tubulação de descarte ou outro meio que impeça a erosão do terreno.

7.7.6 No local de descarte da água, deve ser construído um fosso, com fundo forrado em
pedras de mão, de modo a garantir a decantação dos resíduos sólidos existentes na água
antes de sua reintegração ao meio ambiente.

8 MONTAGEM E INSTALAÇÃO DE COMPLEMENTOS

Complementos são as instalações necessárias à segurança, proteção e operação dos


dutos, as quais devem ser montadas ou construídas de acordo com as especificações do
projeto e recomendações técnicas, compreendendo, mas não se limitando ao seguinte:

a) lançadores/recebedores de “pigs” e esferas;


b) válvulas de bloqueio e retenção, derivações e by-pass;
c) sistema de proteção catódica, incluindo:
- pontos de teste eletrolítico;
- leitos dos anodos;
- retificadores e equipamentos de drenagem;
- juntas de isolamento;
d) instrumentação;
e) provadores de corrosão;
f) sistemas de alívio.

Notas: 1) As válvulas, lançadores/recebedores e provadores de corrosão devem ser


instalados após a conclusão da limpeza e teste hidrostático do duto.
2) Devem ser garantidas condições permanentes de acesso às áreas onde forem
instaladas as válvulas de bloqueio, lançadores/recebedores de “pig” e
retificadores.

9 DOCUMENTAÇÃO “CONFORME CONSTRUÍDO”

9.1 Durante a execução dos serviços de construção, montagem e testes, devem ser
preparados documentos “conforme construído” (“as built”) das instalações, reunidos na
forma de “Data Book” em meio digital, constando no mínimo das informações abaixo:

a) desenhos de planta e perfil, que devem ser apresentados, em escala igual ao


levantamento topográfico cadastral, com a incorporação das novas
informações aos documentos de projeto básico recebidos, e de forma a
possibilitar a sua incorporação no Sistema de Informações Geográficas (SIG);
tabela com comprimento e elevação, acidentes naturais, espessura, material,
diâmetro, pontos de testes, retificadores, travessias e cruzamentos, limites de
municípios, a cada 1 m em planilha eletrônica;
b) eixo da vala em relação à linha de centro da faixa;
c) limites da faixa de domínio e de pista realmente abertas;
d) locação e posição dos marcos topográficos, quilométricos e sinalização dos
limites de faixa e de dutos;
e) locação real do duto e demais tubulações em planta e perfil, com a indicação
da primeira junta soldada de cada quilometro do duto;

40
N-464 REV. G JAN / 2002

f) classificação dos solos e rochas encontrados, conforme norma


ABNT NBR 6502;
g) distribuição de tubos, com indicação do diâmetro, material e espessura de
parede;
h) revestimento (tipo e espessura), concretagem;
i) indicação, locação e respectivos afastamentos típicos das tubulações
existentes na faixa, com suas seções típicas;
j) cruzamentos e travessias, referindo-se aos desenhos de detalhe
correspondentes;
k) locação e detalhamento das instalações relativas aos complementos e
acessórios instalados, referindo-se aos respectivos desenhos de detalhe
(válvulas, suportes, ancoragens, respiros, sistema de proteção catódica);
l) locação e detalhamento das instalações existentes na faixa, inclusive daquelas
destinadas à proteção da pista, referindo-se aos desenhos de detalhe
correspondentes a interferências com instalações aéreas e subterrâneas, tubos
e caixas de drenagem, rodovias, ferrovias, pontes, diques, indicando o nome e
divisa das propriedades e municípios envolvidos;
m) classe de locação para gasoduto;
n) estaqueamento progressivo e desenvolvido, realizado sobre o eixo da vala;
o) indicação e locação das sinalizações, proteções da faixa e dutos enterrados;
p) indicação da resistividade do solo;
q) certificados de testes hidrostáticos realizados;
r) relatório de inspeção com “pig” geométrico;
s) relatório de inspeção do revestimento anticorrosivo após a cobertura;
t) todos os certificados de qualidade de materiais recebidos e incorporados à
obra;
u) registros de ensaios não destrutivos das juntas soldadas;
v) demais documentos de fornecedores de equipamentos e instrumentos
incorporados à obra;
w) o duto em toda a sua extensão deve ser georeferenciado; pontos notáveis,
origem, destino, entroncamentos, saídas de ramais etc., também devem ser
georeferenciados; as coordenadas UTM usadas devem especificar o DATUM
definido pelo projeto.

9.2 Para cada cruzamento e/ou travessia executada, devem ser indicados, nos desenhos
de detalhe específicos, os seguintes elementos:

a) detalhes, em escala, do duto ao longo do cruzamento ou travessia, em planta e


em corte, com todas as dimensões, cotas em relação ao terreno natural, ao
fundo do curso d'água (travessia) ou ao topo da estrada (cruzamento) e
distâncias às instalações e construções existentes nas proximidades;
b) posição do eixo da tubulação em relação à linha de centro da faixa;
c) tipo de instalação e método de construção utilizado;
d) acessórios instalados (tubos-camisa, respiros, válvulas de bloqueio, suportes e
ancoragens);
e) tipo de terreno existente;
f) outras informações, conforme relacionadas no item 9.1 quando aplicáveis.

9.3 Todos os desenhos citados nos itens 9.1 e 9.2 devem conter o seguinte alerta, em local
de fácil visualização:

Para determinação exata da posição do duto, em caso de escavação e outros


serviços que possam comprometer sua integridade, complementar as informações
deste desenho através de métodos mais precisos de localização.

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9.4 Todos os desenhos citados nos itens 9.1 e 9.2 devem ser elaborados em formato
digital, abrangendo no mínimo 1 000 m de faixa em escala de 1:1000.

____________

/ANEXO A

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ANEXO A - TABELAS

TABELA A-1 - ATIVIDADES EXERCIDAS PELO INSPETOR DE DUTOS


TERRESTRES

Modalidade Atividades
- Inspeção de Recebimento de Materiais
- Armazenamento e Preservação de Materiais
ID-01
- Transporte, Distribuição e Manuseio de Tubos e Materiais
- Curvamento de Tubos
- Locação, Marcação e Abertura de Pista
- Abertura e Preparação de Vala
ID-02
- Cobertura de Vala
- Restauração e Limpeza de Pista
- Revestimento Externo das Juntas Soldadas e Reparos no
Revestimento
ID-03 - Abaixamento de Dutos na Vala
- Cobertura de Vala
ID-04 - Concretagem de Tubos e Bases
- Jateamento e Pintura
ID-05 - Montagem e Instalação de Complementos de Dutos
- Armazenamento e Preservação de Materiais
- Atividades de ID-02 e ID-03
- Cruzamento de Dutos, Rodovias, Ferrovias e Instalações Subterrâneas
ID-06 - Travessia de Rios, Riachos, Lagos, Açudes e Regiões Alagadas
- Obras Especiais (“Tie-in”, etc.)
- Teste Hidrostático de Dutos

Nota: Como pré-requisito para ID-6, o profissional deve ser aprovado em ID-2 e ID-3.

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TABELA A-2 - PROGRAMA DE QUALIFICAÇÃO PARA O INSPETOR DE DUTOS

Modalidade - ID
Item Assunto Observações
01 02 03 04 05 06
01 Cálculos x x x x x x
- Perímetros, áreas, volumes.
- Operações com ângulos.
- Relações no triângulo retângulo.
- Relações trigonométricas.
02 Unidades de Medidas Lineares, x x x x x x
Angulares e Arredondamento
- Sistema Internacional de Unidades (SI).
- Sistema inglês.
- Sistema angular.
- Conversão de unidades.
- Arredondamento.
03 Noções de Física x
- Propriedades térmicas dos materiais.
- Graus Celsius e Fahrenheit. x
- Hidrostática.
04 Desenho Técnico x x
- Execução e interpretação de desenho
x
mecânico.
- Execução e interpretação de desenhos
x x x
na construção civil.
05 Instrumentos Básicos x x x x x x
- Trena.
- Régua.
- Nível de bolha.
- Prumo.
- Paquímetro.
- Goniômetro.
06 Aparelhos/Testes x x
- Higrômetro.
- Ap. medição de películas.
- “Holiday-Detector”.
- Balança de peso morto. x
- Manômetros. x
07 Sistemas de Qualidade
x x x x x
- Conceitos básicos.
08 Acessórios de Tubulação
- Classificação dos acessórios de
tubulação.
x x
- Acessórios para solda de encaixe.
- Acessórios rosqueados.
- Acessórios flangeados.
09 Válvulas x x x
- (a) Classificação das válvulas:
- (b) Tipos de válvulas e suas aplicações:
- Gaveta.
- Esfera.
- Globo.
- Retenção.
- Segurança.
10 Tubulação
- Classificação e especificação x
(CONTINUA)

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(CONCLUSÃO)

TABELA A-2 - PROGRAMA DE QUALIFICAÇÃO DE INSPETOR DE DUTOS


Modalidade - ID
Item Assunto Observações
01 02 03 04 05 06
11 Pintura x
Noções e finalidade:
- Análises dos certificados.
- Preparação da superfície.
- Manuseio.
- Aplicação.
- Teste de aderência.
- Medição da película de tinta.
- Teste de continuidade.
12 Revestimento x x
Noções e finalidade:
- Análise dos certificados.
- Preparação da superfície.
- Manuseio.
- Aplicação.
- Teste de aderência.
- Medição da película de revestimento.
- Teste de continuidade.
13 Concreto - Tubos/Bases x x
Materiais constituintes do concreto:
- Agregados.
- Cimento.
- Água.
- Aditivos.
- Aços e emendas.
Propriedades do concreto

Controle de produção do concreto:


- Verificação dos equipamentos.
- Controle da mistura.
- Controle do concreto fresco.
- Verificação das formas e armação.
- Controle de transporte e lançamento.
- Controle de adensamento.
- Controle de cura.
- Desforma.

TABELA A-3 - REQUISITOS MÍNIMOS DE ESCOLARIDADE/ EXPERIÊNCIA


PROFISSIONAL

Inspetor de
Escolaridade Experiência Profissional
Dutos Terrestres
-Eng. ou curso de Escola Técnica (ver Notas) 6 meses
Modalidades 01 a 06
-2° grau completo 18 meses

Notas: 1) Mecânica, naval, metalúrgica, soldagem, edificação, estradas, agrimensura,


elétrica e eletrônica.

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2) Os inspetores já qualificados e em situação regularizada, que constam no


Cadastro de Pessoal Qualificado, gerenciado pela PETROBRAS/SEQUI e não
atendem ao requisito de escolaridade, permanecem no cadastro e devem
comprovar a continuidade de suas atividades; a não comprovação implicará em
perda da qualificação.
3) O requisito de escolaridade deve ser aplicado a todo novo exame ou re-exame.

_____________

/ANEXO B

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ANEXO B - TABELAS E FIGURAS

JARDIM, CALÇADA OU PAVIMENTO

TELA DE SEGURANCA
COM FITA DE AVISO

10 DIÂMETRO 10
PLACA DE CONCRETO 20 cm
(OPCIONAL) (NOTAS 1 e 2) DO DUTO

7 cm a 10 cm

TRAÇO DO
CONCRETO 1:3:5 50 cm

ARMAÇÃO (NOTA 3)

NOTAS: 1) AFASTAMENTO MÁXIMO ENTRE PLACAS: 40 cm.


2) AS PLACAS DEVEM TER COMPRIMENTO DE 50 cm. ESSA DIMENSÃO, A CRITÉRIO DA FISCALIZAÇÃO, PODE SER
MODIFICADA A FIM DE FACILITAR O TRANSPORTE E INSTALAÇÃO.
3) USAR ARMAÇÃO TIPO TELA SOLDADA COM MALHA DE ARAME DE 10 cm X 10 cm E DIÂMETRO DO ARAME DE
4,5 mm NAS 2 DIREÇÕES.

FIGURA B-1 - INSTALAÇÃO DA TELA DE SEGURANÇA (COM FITA) E DA


PLACA DE CONCRETO

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VERMELHO

PERIGO

OLEODUTO
PETROBRAS

GASODUTO

ABAIXO

FITA

FIGURA B-2 - TELA DE SEGURANÇA COM FITA

TABELA B-1 - SELEÇÃO DA MALHA DA TELA

Largura da Diâmetro Largura Espessura


Diâmetro Externo da Tipo de
Tela do Fio da Fita da Fita
Tubulação (mm) Malha
(mm) (mm) (mm) (mm)
Até 50 DP-10 100 2,0 50 0,10
De 50 a 300 DP-15 150 2,5 75 0,10
Acima de 300 DP-20 200 2,5 100 0,10

TABELA B-2 - FITA DE POLIETILENO

Valores Especificados
Propriedades Métodos de Ensaio
Mínimo Máximo

Cor Alaranjado-Segurança 1867 Visual


Preto 0010 (inclusive o
Inscrição -
desenho da caveira)
Variação de espessura (%) -0 + 20 Micrômetro
Variação de largura (%) 10 Escala
Densidade (g/cm³) 0,915 0,930 DIN-53479
Resistência à tração longitudinal (kgf/cm²) 90 120 DIN-53455
Alongamento na ruptura (%) > 400 - DIN-53455

TABELA B-3 - FIO DE POLIETILENO

Valores Especificados
Propriedades Métodos de Ensaio
Mínimo Máximo
Cor Alaranjado-Segurança 1867 Visual
-0
Variação no diâmetro do fio (%) Paquímetro
+20
Densidade (g/cm³) 0,940 0,965 DIN-53479
Resistência à tração longitudinal (kgf/cm²) 300 350 DIN-53455
Alongamento na ruptura (%) > 800 - DIN-53455

_____________

/ANEXO C

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ANEXO C - TABELAS

TABELA C-1 - METODOLOGIAS DE AMOSTRAGEM E PRESERVAÇÃO DE


ÁGUA PARA TESTE HIDROSTÁTICO (PARÂMETROS
QUÍMICOS)

Volume Período
Determinação Recipiente Mínimo de Preservação Máximo de
Amostra (mL) Estocagem
Alcalinidade P, V 200 Refrigerar 24 horas/14 dias
Analisar imediatamente ou
Carbono Orgânico
V 100 refrigerar e acrescentar H2SO4 7 dias/28 dias
Total
até pH<2
0,5 horas/
Cloreto P, V 500 Analisar imediatamente
2 horas
Condutividade P, V 500 refrigerar 28 dias/28 dias
V, boca Acrescentar HNO3 até pH<2,
Óleos e Graxas 1 000 28 dias/28 dias
larga refrigerar
6 meses
Dureza P, V 100 Acrescentar HNO3 até pH<2
/6 meses
Para metais dissolvidos, filtrar
P(A), 6 meses/
Cálcio e Ferro - imediatamente, acrescentar
V(A) 6 meses
HNO3 até pH<2
Analisar assim que for
Nitrogênio P, V 500 possível ou acrescentar 7 dias/28 dias
H2SO4 até pH<2; refrigerar
Oxigênio Frasco de
300 Analisar imediatamente 0,5 hora/1 horas
Dissolvido DBO
Analisar em poucos dias,
24 horas/
Turbidez P, V - manter em local escuro por
48 horas
24 horas
PH P, V - Analisar imediatamente 2 horas/2 horas
Sílica P - Refrigerar, não congelar 28 dias/28 dias
Sólidos Totais P, V - Refrigerar 7 dias/7-14 dias
Sólidos Suspensos P, V - Refrigerar 7 dias/7-14 dias
Sulfato P, V - Refrigerar 28 dias/28 dias
Refrigerar; adicionar 4 gotas de
Sulfeto P, V 100 2N (CH3COO)2Zn imediato / 5 dias
pH alcalino

Onde:
P = plástico (polietileno ou equivalente).
V = vidro.
V(A) ou P(A) = lavado com solução de HNO3, proporção de 1:1.

Notas: 1) Para determinações não listadas, deve ser usado recipiente de vidro ou
plástico; é preferível refrigerar durante a estocagem e analisar o mais rápido
possível.
2) A refrigeração e a estocagem devem ser a 4 °C, no escuro.

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TABELA C-2 - METODOLOGIAS DE AMOSTRAGEM DE ÁGUA PARA TESTE


HIDROSTÁTICO PARÂMETROS MICROBIOLÓGICOS

Volume
Período Máximo
Mínimo da
Determinação Recipiente Preservação de Estocagem
Amostra
Recomendado
(mL)
Manter refrigerado
(não congelar). O
Bactérias Redutoras de
V(C) 1 50 frasco deve ser 24 horas - 48 horas
Sulfato (BRS)
completamente
preenchido.
Manter refrigerado
Bactérias Anaeróbias (não congelar). O
Heterotróficas Totais V(C) 1 50 frasco deve ser 24 horas - 48 horas
(BANHT) completamente
preenchido.
Manter refrigerado
Bactérias Facultativas (não congelar). O
Heterotróficas Totais V(C) 1 50 frasco deve ser 24 horas - 48 horas
(BFHT) completamente
preenchido.

Bactérias Aeróbias Totais Manter refrigerado


V(C) 2 100 24 horas - 48 horas
(BAHT) (não congelar)

Bactérias Produtoras de Manter refrigerado


V(C) 2 50 24 horas - 48 horas
Ácidos (BPA) (não congelar)

Bactérias Precipitadoras Manter refrigerado


V(C) 2 50 24 horas - 48 horas
de Ferro (BPF) (não congelar)

Onde:
V(C) 1 = Frasco de vidro tipo antibiótico (cap. 50 mL), lavado com detergente,
enxaguado com água corrente, seco em estufa a 100 °C, lacrado e
esterilizado em autoclave por 15 minutos a 121 °C/1 atm.
V(C) 2 = Frasco de vidro (cap. 125 mL), boca larga e esmerilhada. Lavado com
detergente, enxaguado com água corrente, seco em estufa a 100 °C e
esterilizado em autoclave por 15 minutos a 121 °C/1 atm.

50
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TABELA C-3 - CLASSIFICAÇÃO DA QUALIDADE DA ÁGUA PARA


HIBERNAÇÃO DE DUTOS, EM FUNÇÃO DE PARÂMETROS
QUÍMICOS E MICROBIOLÓGICOS

Classificação da Tempo de
Parâmetro Resultado Procedimento
Água Hibernação
Sólidos
suspensos (após > 30 mg/L Ruim Independe Filtrar com filtro de 15 micra
filtro de 30 micra)
Turbidez (após
> 10 NTU Ruim Independe Filtrar com filtro de 15 micra
filtro de 30 micra)
Classificar pelas Seguir o estabelecido para
O2 < 5 mg/L Independe
Bactérias as bactérias
Óleos e graxas > 10 mg/L Ruim Independe Remover o óleo
0 UFC/mL a ≤ 30 dias Não necessita dosar biocida
Bactérias Boa a Razoável
103 UFC/mL > 30 dias Dosar biocida (2 e 3)
Aeróbias Totais
>103 UFC/mL Ruim Independe Dosar biocida (2 e 3)

0 NMP/mL a ≤ 30 dias Não necessita dosar biocida


Bactérias Boa a Razoável
Anaeróbias 102 NMP/mL
> 30 dias Dosar biocida (2 e 3)
Totais
>102 NMP/mL Ruim Independe Dosar biocida (2 e 3)

0 UFC/mL a ≤ 30 dias Não necessita dosar biocida


Bactérias Boa a Razoável
Heterotróficas 103 UFC/mL
> 30 dias Dosar biocida (2 e 3)
Facultativas
>103 UFC/mL Ruim Independe Dosar biocida (2 e 3)

0 UFC/mL a ≤ 30 dias Não necessita dosar biocida


Bactérias Boa a Razoável
Precipitantes de 10 UFC/mL
> 30 dias Dosar biocida (2 e 3)
Ferro
> 10 UFC/mL Ruim Independe Dosar biocida (2 e 3)
≤ 30 dias Não necessita dosar seq. O2
≤ 10 mg/L Boa
> 30 dias Dosar seq. O2 (1 e 3)
Cloretos e/ou
Sulfatos ≤ 30 dias Dosar seq. O2 (1 e 3)
> 10 mg/L Ruim Dosar seqüestrante de O2 e
> 30 dias
biocida (1, 2 e 3)
6,5 a 8,0 Boa Independe Não necessita dosar seq. O2
< 6,5 Ruim Independe Dosar seq. O2 (1 e 3)
pH Ruim
Não empregar esta água
(se alcalinidade
> 8,0 Independe (possibilidade de
e/ou dureza total
precipitação de incrustação)
> 250 mg/L)

Notas: 1) O seqüestrante de O2 para água doce é a hidrazina (N2H4) catalisada. É um


produto líquido normalmente fornecido na concentração de 35 %.
Recomenda-se para dutos, um residual de 150 mg/L a 200 mg/L de hidrazina.
Pode ser empregado o bissulfito de sódio catalisado com cobalto, quando o
teor de íons sulfatos na água for superior a 200 mg/L e, neste caso,
recomenda-se empregar 20 mg/L de solução de bissulfito de sódio a 35 %,
para cada mg/L de oxigênio dissolvido, com um excedente de 10 % como
segurança. [Prática Recomendada]

51
N-464 REV. G JAN / 2002

2) O biocida recomendado é o glutaraldeído que é fornecido nas concentrações


de 25 %, 50 % ou 42 % (combinado a um sal quaternário de amônio = 8 %).
Sua dosagem deve ser: 500 ppm (25 %), 250 ppm (50 %), 200 ppm (42:8).
Outros biocidas de menor toxicidade, como o THPS, podem ser empregados,
porém estes devem ser previamente avaliados e aprovados, em laboratório, em
relação à eficiência biocida, toxicidade e compatibilidade com o seqüestrante
de oxigênio. [Prática Recomendada]
3) A água de descarte deve ser previamente avaliada relativamente a impactos
ambientais.

_____________

52
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ÍNDICE DE REVISÕES

REV. A, B, C, D, E e F
Não existe índice de revisões.
REV. G
Partes Atingidas Descrição da Alteração
1.3 Incluído
2 Revisado
3 Revisado
4 Incluído
4.2.7 Excluído
4.8.5 Excluído
4.10.6 Excluído
4.10.10.2 e 4.10.10.3 Excluídos
4.13.7 Excluído
5 Renumerado
5.1.1.1 Incluído
5.1.2.4 Incluído
5.1.3.1 e 5.1.3.3 Revisados
5.1.4.1 Revisado
5.1.5.1 a 5.1.5.8 Revisados
5.1.6.1 Revisado
5.1.7.1 e 5.1.7.2 Revisados
5.1.8.1 Revisado
5.1.9.1 Revisado
5.1.9.2 Incluído
5.2.1.1 alínea b) Revisada
5.2.2.1 Revisado
5.2.2.3 Incluído
5.2.3.2 Incluído
5.2.6.1 Revisado
5.2.6.5 Incluído
5.4.1 a 5.4.3 Revisados
5.5 Revisado

IR 1/2
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REV. G
Partes Atingidas Descrição da Alteração
5.6.1 alínea e) Incluída
5.6.6 Revisado
5.7.5 Revisado
5.7.6 alínea b) Revisada
5.8.4 alínea j) Revisado
5.8.7 e 5.8.8 Revisados
5.9.2 Nota Incluída
5.9.19 alínea a) Incluída
5.10.2 Nota Renumerada
5.10.7 Revisado
TABELA 1 Excluída
5.10.9 Nota Revisada e renumerada
5.11.1 alíneas a) e b) Revisadas
5.13.4 Revisado
5.13.9 alínea a) Excluída
5.13.13 Revisado
5.13.16 Revisado
5.13.17 Incluído
5.14.1 Revisado
5.14.4 alínea c) Revisada
5.16.1 Nota Renumerado
5.16.5 Revisado
5.16.10 e 5.16.11 Revisados
5.17 e 5.18 Revisados
TABELA 1 Incluída
6 Incluído
7 Renumerado
8 Incluído
9.1 Revisado e renumerado
9.3 Incluído
9.4 Renumerado
ANEXO A Incluído
ANEXO B Renumerado
TABELA C-3 Incluída
_____________

IR 2/2

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