Procedimento: Rev. G JAN / 2002
Procedimento: Rev. G JAN / 2002
G JAN / 2002
CONSTRUÇÃO, MONTAGEM E
CONDICIONAMENTO DE DUTO
TERRESTRE
Procedimento
Esta Norma substitui e cancela a sua revisão anterior.
Cabe à CONTEC - Subcomissão Autora, a orientação quanto à interpretação do
texto desta Norma. O Órgão da PETROBRAS usuário desta Norma é o
responsável pela adoção e aplicação dos seus itens.
Oleodutos e Gasodutos
As propostas para revisão desta Norma devem ser enviadas à CONTEC -
Subcomissão Autora, indicando a sua identificação alfanumérica e revisão, o
item a ser revisado, a proposta de redação e a justificativa técnico-econômica.
As propostas são apreciadas durante os trabalhos para alteração desta Norma.
Apresentação
As normas técnicas PETROBRAS são elaboradas por Grupos de Trabalho
- GTs (formados por especialistas da Companhia e das suas Subsidiárias), são comentadas pelos
Representantes Locais (representantes das Unidades Industriais, Empreendimentos de Engenharia,
Divisões Técnicas e Subsidiárias), são aprovadas pelas Subcomissões Autoras - SCs (formadas por
técnicos de uma mesma especialidade, representando os Órgãos da Companhia e as Subsidiárias) e
aprovadas pelo Plenário da CONTEC (formado pelos representantes das Superintendências dos
Órgãos da Companhia e das suas Subsidiárias, usuários das normas). Uma norma técnica
PETROBRAS está sujeita a revisão em qualquer tempo pela sua Subcomissão Autora e deve ser
reanalisada a cada 5 anos para ser revalidada, revisada ou cancelada. As normas técnicas
PETROBRAS são elaboradas em conformidade com a norma PETROBRAS N - 1. Para informações
completas sobre as normas técnicas PETROBRAS, ver Catálogo de Normas Técnicas PETROBRAS.
SUMÁRIO
1 OBJETIVO .......................................................................................................................................................... 4
2 DOCUMENTOS COMPLEMENTARES............................................................................................................... 4
3 PROCEDIMENTOS EXECUTIVOS..................................................................................................................... 5
4 QUALIFICAÇÃO DE PESSOAL.......................................................................................................................... 6
5 CONDIÇÕES ESPECÍFICAS.............................................................................................................................. 7
5.1.2 TUBOS.......................................................................................................................................... 7
5.1.4 CONEXÕES.................................................................................................................................. 8
5.1.5 VÁLVULAS.................................................................................................................................... 9
5.2.1 TUBOS........................................................................................................................................ 11
5.2.3 VÁLVULAS.................................................................................................................................. 12
5.2.6 CONEXÕES................................................................................................................................ 12
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N-464 REV. G JAN / 2002
ANEXO A - TABELAS............................................................................................................................................. 43
ANEXO C - TABELAS............................................................................................................................................. 49
FIGURAS
FIGURA B-1 - INSTALAÇÃO DA TELA DE SEGURANÇA (COM FITA) E DA PLACA DE CONCRETO.............. 47
TABELAS
_____________
/OBJETIVO
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1 OBJETIVO
1.1 Esta Norma fixa as condições exigíveis para construção, montagem, teste,
condicionamento e aceitação de dutos terrestres.
1.2 Esta Norma se aplica a projetos iniciados a partir da data de sua edição e também a
instalações já existentes, quando da sua manutenção.
2 DOCUMENTOS COMPLEMENTARES
4
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3 PROCEDIMENTOS EXECUTIVOS
3.1 Devem ser emitidos procedimentos executivos específicos para cada fase da obra,
segundo as especificações técnicas definidas no projeto de cada duto bem como,
recomendações relacionadas nesta Norma.
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4 QUALIFICAÇÃO DE PESSOAL
Devem ser obedecidos os critérios dos itens 4.1 a 4.4 para a qualificação do pessoal técnico
empregado nas atividades cobertas por esta Norma.
4.1 Soldadores
A qualificação de soldadores deve ser feita de acordo com a norma API STD 1104, sendo
que para a montagem de complementos, conforme definido no Capítulo 8, pode ser usada a
norma ASME Seção IX, como alternativa.
A qualificação de inspetores de dutos deve ser feita por modalidade, conforme TABELA A-1
do ANEXO A, mediante aplicação de prova de avaliação abrangendo os conhecimentos
listados na TABELA A-2, e a comprovação do atendimento aos requisitos mínimos de
escolaridade e experiência profissional, conforme TABELA A-3 do ANEXO A.
Os inspetores de END devem ser qualificados de acordo com as normas ABENDE DC-001
e NA-001.
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N-464 REV. G JAN / 2002
5 CONDIÇÕES ESPECÍFICAS
5.1.1 Geral
5.1.1.2 Os materiais devem ser inspecionados logo após o seu recebimento e antes de sua
aplicação na montagem e devem estar de acordo com os documentos de compra e
especificações de projeto.
5.1.1.4 Todos os materiais metálicos, quando não identificados e não certificados, devem
ser submetidos aos ensaios de reconhecimento de aços e ligas metálicas, confrontando o
seu resultado com a especificação solicitada.
5.1.2 Tubos
5.1.2.1 Devem ser verificados se todos os tubos estão identificados conforme os critérios da
norma API Spec.5L.
5.1.2.2 Deve ser verificado, conforme o item 5.1.9, se as seguintes características dos
tubos estão de acordo com as especificações indicadas no projeto ou normas referenciadas:
5.1.2.4 Os tubos recebidos na obra devem ser identificados, por código de cores, quanto a
sua espessura de parede. A pintura deve ser aplicada em forma de anel, em uma das
extremidades, sobre o revestimento anticorrosivo.
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N-464 REV. G JAN / 2002
5.1.3 Flanges
5.1.3.3 Deve ser verificado se as seguintes características dos flanges devem estar de
acordo com as especificações indicadas no projeto ou com as normas referenciadas:
5.1.3.4 Deve ser verificado em todos os flanges se existem trincas, dobras, mossas,
rebarbas, corrosão e amassamentos, bem como o estado geral da face e ranhura, sem
presença de agentes causadores de corrosão, segundo critérios das normas ASME B 16.5,
MSS SP-6 ou MSS SP-44.
5.1.4 Conexões
5.1.4.3 Deve ser verificado se as seguintes características das conexões estão de acordo
com as especificações indicadas pelo projeto:
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N-464 REV. G JAN / 2002
5.1.5 Válvulas
5.1.5.2 Deve ser verificado se todas as válvulas estão identificadas por plaqueta, de acordo
com a codificação de projeto.
5.1.5.5 Deve ser verificado se as seguintes características das válvulas estão de acordo
com as especificações no projeto:
a) espessura do corpo;
b) flanges (item 5.1.3);
c) distância entre flanges;
d) diâmetro interno;
e) dreno, suspiro e alívio do corpo.
5.1.5.6 O estado da superfície do corpo da válvula deve ser verificado quanto à corrosão,
amassamento e falhas de fundição, empenamento da haste e aspecto geral do volante,
segundo critérios da norma MSS SP-55.
5.1.5.7 Devem ser realizados na obra, logo após o recebimento, os testes hidrostáticos do
corpo e da sede para todas as válvulas de bloqueio conforme procedimento do fabricante. A
pressão de teste deve estar de acordo com a norma API Spec.6D.
5.1.5.8 Imediatamente após o teste hidrostático na obra, as válvulas devem ter os seus
internos (inclusive a cavidade interna do corpo) drenados e secos, com utilização de
nitrogênio ou ar seco e mantidas limpas, secas, engraxadas e protegidos. As hastes devem
ser condicionadas e protegidas mecanicamente.
5.1.6.1 Deve ser verificado se todas as juntas estão identificadas, contendo as seguintes
características: material, tipo de junta, material de enchimento, diâmetros, classe de pressão
e o padrão dimensional de fabricação.
5.1.6.2 As juntas de tipo anel (RTJ) não devem apresentar corrosão, amassamento, avarias
mecânicas e trincas.
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5.1.6.3 Deve ser verificado se as seguintes características das juntas estão de acordo com
as especificações indicadas no projeto ou normas referenciadas:
a) não-metálicas:
- espessura, diâmetros externo e interno segundo critérios da norma
ASME B 16.21;
b) metálicas:
- espessura, diâmetro externo e interno, passo (juntas espiraladas ou
corrugadas) e dureza (anel) segundo critérios da norma ASME B 16.20.
5.1.7.1 Deve ser verificado se todos os lotes de parafusos e porcas estão identificados com
as seguintes características: especificação, tipo de parafuso e dimensões.
5.1.7.3 Deve ser verificado, conforme o item 5.1.9, se as seguintes características das
porcas e parafusos estão de acordo com as especificações adotadas pelo projeto ou as
normas referenciadas:
5.1.8.1 Deve ser verificado se todos os tampões de fecho rápido para lançadores ou
recebedores de “pigs” estão identificados, de acordo com as especificações do projeto.
5.1.8.3 Deve ser verificada se as seguintes características estão de acordo com o projeto:
a) diâmetro interno;
b) chanfro;
c) integridade do anel de vedação e sede;
d) classe de pressão;
e) material.
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5.1.9 Amostragem
a) tubos: nível geral de inspeção II, QL 15, plano de amostragem simples e risco
do consumidor 5 %;
b) parafusos e porcas: nível geral de inspeção II, QL 10, plano de amostragem
simples e risco do consumidor 5 %.
5.2.1 Tubos
5.2.1.1 O armazenamento dos tubos deve obedecer ao disposto nas seguintes normas:
5.2.1.2 Para movimentação de tubos devem ser usados dispositivos de suspensão (patolas)
que acomodem perfeitamente as extremidades dos tubos, numa extensão mínima
equivalente a 1/8 do seu perímetro, de modo a assegurar a integridade dos chanfros e evitar
a sua ovalização.
5.2.1.4 Os chanfros dos tubos e conexões devem ser protegidos com verniz à base de
resina vinílica após a sua limpeza manual ou mecânica que elimine gordura e pontos de
corrosão.
5.2.2.1 As faces de assentamento dos flanges devem ser protegidas contra corrosão com
aplicação de graxa anticorrosiva não solúvel em água. Os flanges e tampões de diâmetro
acima de 8” devem ser armazenados e manuseados sobre estrados de madeira (“pallets”),
de modo a protegê-los contra avarias. Todos os flanges e tampões devem ser protegidos e
abrigados.
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5.2.2.2 Os chanfros dos flanges devem ser protegidos com verniz à base de resina vinílica.
5.2.2.3 O anel de vedação dos tampões deve ser protegido com vaselina e armazenado em
embalagem plástica.
5.2.3 Válvulas
5.2.3.2 As válvulas com extremidades para solda de topo, devem ter os biséis protegidos
com verniz à base de resina vinílica após a sua limpeza manual ou mecânica que elimine
gordura e pontos de corrosão.
5.2.4.1 Devem ser protegidos contra corrosão pela aplicação de graxa anticorrosiva não
solúvel em água.
5.2.4.2 Devem ser armazenados em locais protegidos das intempéries, identificados e sem
contato direto com o solo.
5.2.5.1 As juntas de amianto e tipo anel devem ser armazenadas em superfícies planas, em
locais abrigados das intempéries.
5.2.5.2 As superfícies metálicas das juntas devem ser protegidas com graxa anticorrosiva
não solúvel em água.
5.2.6 Conexões
5.2.6.2 As conexões para solda de topo devem ter os chanfros protegidos por verniz à base
de resina vinílica.
5.2.6.3 As roscas das conexões devem ser protegidas por meio de graxa anticorrosiva não
solúvel em água ou verniz removível à base de resina vinílica.
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5.2.6.4 O armazenamento deve ser feito de modo a evitar acúmulo de água dentro das
conexões e o contato direto entre elas ou com o solo.
5.3.3 Todos os documentos de projeto devem ser executados em meio digital, com o
emprego de “softwares” definidos pelo projeto.
5.4.1 A faixa de domínio e a pista devem ser demarcadas a partir da diretriz estabelecida
nos documentos de projeto e de acordo com as seguintes condições:
5.4.2 Somente em condições excepcionais, quando for concluída pela total inviabilidade na
manutenção da diretriz projetada esta pode ser alterada, desde que a modificação seja
previamente aprovada, e analisada as conseqüências no dimensionamento hidráulico e
mecânico do duto. O levantamento topográfico planialtimétrico, cadastral e jurídico da faixa
de domínio e apresentação de resultados da diretriz modificada devem ser executados de
acordo com as normas PETROBRAS N-2624 e N-2180.
5.4.3 A locação da posição de outros dutos existentes, em relação ao eixo da faixa, deve
ser feita de acordo com os seguintes critérios:
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N-464 REV. G JAN / 2002
5.5.1 Somente em condições excepcionais, quando for concluído pela total inviabilidade
técnica dos serviços de montagem, são permitidos cortes que alterem os perfis - transversal
e longitudinal - originais do terreno: todos os cortes devem ser executados de acordo com
um projeto de terraplenagem específico.
5.5.2 Nas faixas de dutos existentes, somente deve ser permitido o trânsito de
equipamentos sobre os dutos, quando verificada a necessidade de implementar medidas de
proteção, tais como execução de sobrecobertura ou estiva, dimensionadas de acordo com
as tensões que podem ser provocadas pelas cargas externas previstas.
5.5.3 Os raios de curvatura horizontais e verticais da pista devem estar compatíveis com o
método previsto para a mudança de direção do duto, procurando-se, sempre que possível,
respeitar os limites para curvamento a frio dos dutos revestidos, conforme definido no
item 5.8.4. No caso de construção de dutos para produtos aquecidos, devem ser
observados os raios mínimos de curvatura, estabelecidos pelo projeto.
5.5.4 A camada vegetal, quando removida, deve ser estocada para posterior reposição nos
taludes de corte, aterros, pistas, caixas de empréstimo ou bota-fora, quando da restauração.
5.5.5 O bota-fora, inclusive o rochoso, quando ocorrer, deve ser disposto em local
adequado, preferencialmente fora da faixa de servidão, com a prévia autorização dos
proprietários, envolvendo as autoridades competentes, e com inclinações compatíveis com a
natureza do material constituinte, de modo que seja evitado qualquer dano a terceiros e
obstrução ou poluição de mananciais.
5.5.6 Independente dos serviços de proteção e drenagem definitiva que são realizados na
pista, serviços necessários de drenagem e proteção provisórios em áreas críticas devem ser
imediatamente realizados, de modo a não expor a riscos, a pista e as propriedades
adjacentes.
5.5.7 Deve ser evitado que os talvegues originais dos cursos d’água interceptados sejam
assoreados pelo material da terraplenagem, com o conseqüente lançamento do duto em
cota superior à linha do talvegue original.
5.5.8 Os acessos de serviço somente podem ser executados com a autorização formal dos
proprietários e autoridades competentes.
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5.5.9 Nas travessias de cursos d'água, a abertura da pista deve ser feita de forma a evitar o
represamento ou diminuição da seção de escoamento.
5.5.10 Tanto quanto possível deve ser evitada a realização de aterros na pista, os quais
quando necessários devem ser realizados de forma controlada de modo a ser obtido um
grau de compactação no mínimo igual ao das condições locais.
5.5.11 Deve ser executada uma drenagem provisória da pista. As saídas de água sobre as
saias dos aterros devem ser evitadas; quando indispensáveis, a região atingida do aterro
deve ser adequadamente protegida.
5.5.12 Os cursos d’água que originalmente escoem para ou sobre a pista devem ser
desviados e canalizados. Nos casos em que não for possível executar o desvio dos cursos
d’água ou em que a abertura da pista interferir com mananciais, devem ser executadas as
obras que se fizerem necessárias para evitar o arraste de material, a erosão da pista ou a
destruição do manancial.
5.5.13 Quando a faixa atravessar áreas ocupadas por vegetações arbóreas onde for
autorizada a supressão vegetal, devem ser tomados os seguintes cuidados:
5.5.14 Quando a diretriz atravessar pomares, jardins, matas, reservas florestais e áreas de
reflorestamento, a pista deve ser aberta com a largura estritamente necessária ao
lançamento da linha e de modo a não ocasionar o rebaixamento do greide existente.
5.5.16 Se for necessário o uso de material explosivo para remoção de rochas, raízes e
outros obstáculos existentes na pista, devem ser observadas as disposições da norma
NR-19 - Explosivos e das normas de Segurança para Armazenamento, Descontaminação e
Destruição de Explosivos, do Ministério do Exército.
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N-464 REV. G JAN / 2002
c) em caso de cercas a serem removidas, deve ser construída uma provisória, até
a sua reconstrução definitiva; a cerca provisória deve ser mantida fechada
sempre que a passagem não estiver sendo utilizada;
d) devem ser executados todos os serviços complementares considerados
necessários à segurança, à proteção pessoal e às atividades econômicas
desenvolvidas na área atravessada, como, por exemplo:
- cercas de proteção em taludes, principalmente em áreas de criação de
animais;
- sinalização de alerta para movimentação de equipamentos.
5.5.18 Os blocos de rocha que se apresentam em posição perigosa nas laterais da pista
devem ser removidos ou estabilizados.
5.6.1 Na execução dos serviços de abertura da vala devem ser consideradas as seguintes
informações fornecidas pelo projeto:
5.6.2 Devem ser estaqueados, a cada 2 m, os locais com curvas horizontais executadas
mecanicamente.
5.6.3 Deve ser mantida uma equipe de topografia, com a finalidade de locar o eixo e de
fazer o levantamento planialtimétrico do fundo da vala, necessário à preparação do
programa de curvamento dos tubos.
5.6.4 Nos pontos onde o tubo deve ser curvado, a vala deve ser pelo menos 30 cm mais
larga (curvas horizontais) ou mais profunda (curvas verticais) do que as dimensões originais,
a fim de permitir acomodação da tubulação.
5.6.5 Devem ser removidas todas as irregularidades existentes no fundo da vala, de forma
a garantir o apoio contínuo da linha; as pontas de rocha ou matacões devem ser cortadas,
no mínimo, 20 cm abaixo da cota do fundo da vala. No caso de terrenos moles ou
compressíveis, essa altura deve ser aumentada para 50 cm.
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5.6.7 A abertura da vala deve atender às autorizações emitidas pelo órgão responsável ou
proprietário, tais como: sinalização, tapumes, remanejamento, passagens provisórias,
escoramentos, proteções de estruturas e edificações adjacentes. O material proveniente das
escavações deve ser disposto de modo a não causar obstruções a terceiros.
5.7.1 As operações de transporte dos materiais, especialmente tubos, devem ser realizadas
de acordo com as disposições das autoridades responsáveis pelo trânsito na região
atravessada. As ruas, rodovias federais, estaduais e municipais, ou estradas particulares
não devem ser obstruídas durante o transporte e este deve ser feito de forma a não
constituir perigo para o trânsito normal de veículos.
5.7.2 No transporte de tubos, as cargas devem ser dispostas de modo a permitir amarração
firme e a não danificar o tubo ou seu revestimento. Antes de efetuar o desamarramento da
pilha para descarga, deve ser feita uma inspeção visual, a fim de verificar se os tubos estão
convenientemente apoiados, sem risco de rolamento.
5.7.3 Devem ser mantidos nos locais de armazenamento e nos de distribuição de tubos ao
longo da faixa, pessoal e equipamentos adequados ao manuseio dos tubos, conforme
norma PETROBRAS N-1965, bem como à manutenção, segurança e limpeza permanente
da área.
5.7.4 Os tubos devem ser distribuídos ao longo da faixa, de maneira a não interferir no uso
normal dos terrenos atravessados.
Nota: Caso seja adotada numeração seqüencial do tubo para montagem, deve haver
uma correlação com o número do fabricante.
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5.7.7 Para o manuseio dos tubos durante carregamento ou descarregamento, devem ser
usadas cintas de largura apropriada ou ganchos especiais (patolas) para evitar danos nos
tubos. Estes ganchos devem ser revestidos de material mais macio que o material do tubo,
sendo os ganchos projetados para conformar-se à curvatura interna dos tubos, devendo
também apoiar um mínimo de 1/8 da circunferência do tubo.
5.7.8 Para o descarregamento de feixes de tubos não revestidos devem ser utilizadas
cintas de náilon. Tais cintas devem ajustar-se ao feixe, de modo a impedir movimentos
relativos entre os tubos.
5.7.9 Os equipamentos utilizados na distribuição dos tubos devem ter as suas lanças
protegidas com borracha, feltro ou material similar.
5.7.10 Nos trechos em que for necessário o emprego de explosivos, a distribuição de tubos
deve ser executada após a escavação.
5.7.11 Em rampas íngremes, deve ser executada uma ancoragem provisória dos tubos
distribuídos na pista para evitar o seu deslizamento ou rolamento.
5.7.12 Quando distribuídos, os tubos devem ser apoiados com cuidado, de forma a impedir
a ocorrência de danos no bisel e no revestimento anticorrosivo. Os tubos devem ser
apoiados sobre sacos com material selecionado e ficar no mínimo a 30 cm do solo.
5.8 Curvamento
5.8.2 Deve ser verificada a adequação dos equipamentos de curvamento ao tubo a ser
curvado.
5.8.3 Para adequação ao projeto de terraplenagem e abertura da vala, no que se refere aos
raios horizontais e verticais, o raio mínimo de curvatura do tubo deve ser previamente
verificado, através de um teste de qualificação, utilizando-se os tubos a serem aplicados,
preservando-se o disposto no item 5.8.1.
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DP = 0,975 x D - 2 x e
Onde:
DP = diâmetro externo da placa;
e = espessura nominal de parede do tubo;
D = diâmetro externo do tubo.
5.8.5 Quando for utilizado o curvamento natural, este não deve ultrapassar o limite elástico
do material, fixado pelo projeto.
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5.8.6 O raio mínimo de curvatura, para curvamento natural, para linhas trabalhando com
produtos a temperatura ambiente, deve ser calculado pela seguinte fórmula:
Ec.D / 2
R=
0,9 Sy − 0,7 PD / 2e
Onde:
R = raio mínimo de curvatura para curvamento natural, em cm;
Ec = módulo de elasticidade do material, em MPa;
Sy = tensão mínima de escoamento especificada, em MPa;
D = diâmetro externo do tubo, em cm;
e = espessura nominal da parede do tubo, em cm;
P = pressão de projeto do duto, em MPa.
5.8.7 O curvamento a quente só pode ser empregado quando seu método de execução
previr aquecimento uniforme por indução elétrica de alta-freqüência e resfriamento
controlado. O raio da curva obtido deve atender a limitação definida pelo projeto, quanto ao
raio mínimo para a passagem de “pig” instrumentado.
5.8.8 Os tubos curvados devem ser marcados com pintura externa com as seguintes
informações:
a) ângulo/raio da curva;
b) posição da geratriz superior (na montagem);
c) local de aplicação;
d) sentido de montagem.
5.9 Soldagem
5.9.1 A soldagem deve ser executada de acordo com as normas PETROBRAS N-133,
ASME B 31.4 e ASME B 31.8.
5.9.2 Para dutos a qualificação dos procedimentos de soldagem deve ser feita de acordo
com a norma API STD 1104. Para complementos, como alternativa, pode ser usada a
norma ASME Seção IX.
5.9.4 Quando for necessária a remoção de uma solda circunferencial, esta deve ser feita
através de um anel cujo corte esteja no mínimo a 50 mm de distância do eixo da solda.
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5.9.6 Antes do acoplamento dos tubos, deve ser feita inspeção e limpeza interna, para
verificação de presença de detritos ou impurezas, que possam prejudicar a soldagem ou
passagem dos “pigs” de limpeza e detecção de amassamento. Deve-se na oportunidade
identificar, nas extremidades, a posição da solda longitudinal.
5.9.7 Antes do acoplamento dos tubos, suas extremidades não revestidas devem ser
inspecionadas interna e externamente, verificando-se descontinuidades, como defeitos de
laminação, mossas, amassamentos, entalhes ou outras descontinuidades superficiais.
5.9.9 Todos os biséis de campo dos tubos devem ser feitos de acordo com os critérios de
acabamento previstos na norma API Spec.5L.
5.9.13 O tubo não deve ser movimentado antes da conclusão do primeiro passe ou após o
seu lixamento. Neste caso, deve-se concluir a execução do segundo passe para permitir sua
movimentação. No caso de tubos concretados ou colunas que possam ser submetidas a
tensão durante a soldagem, a movimentação só deve ser feita após a conclusão do segundo
passe.
5.9.15 O preaquecimento, quando aplicável, deve-se estender por pelo menos 100 mm de
ambos os lados do eixo da solda.
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5.10.3 Completada a soldagem do trecho inicial citado no item 5.10.2; só deve ser
reiniciada a soldagem após o resultado dos ensaios não-destrutivos previstos nesta Norma.
5.10.4 Se o índice de rejeição for inferior ou igual a 10 % das juntas soldadas, a partir do
trecho ensaiado devem ser usados os critérios previstos nos itens 5.10.6 e 5.10.7.
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a) inspeção visual:
- 100 % das juntas, em toda a circunferência conforme norma PETROBRAS
N-1597;
b) inspeção por ensaio radiográfico ou ultra-som:
- 100 % das juntas, em toda a circunferência.
a) inspeção visual:
- 100 % das juntas, em toda a circunferência, conforme norma PETROBRAS
N-1597;
b) inspeção por ensaio radiográfico ou ultra-som:
- juntas de cruzamentos, travessias, estações de compressão, “tie-ins” e
trechos especiais indicados no projeto: 100 % das juntas, em toda a
circunferência;
- juntas de tubulações de lançadores, recebedores de “pigs” e complementos:
100 % da junta, em toda a circunferência;
- demais juntas: 100 % da junta, em toda a circunferência.
a) inspeção visual:
- 100 % das juntas, em toda a circunferência, conforme norma PETROBRAS
N-1597;
b) inspeção por ensaio radiográfico ou ultra-som:
- juntas de cruzamentos, travessias, estações de compressão, “tie-ins” e
trechos especiais indicados no projeto: 100 % das juntas, em toda a
circunferência;
- juntas de tubulações de lançadores, recebedores de “pigs” e complementos:
100 % das juntas, em toda a circunferência;
c) demais juntas: 10 %.
5.10.8 O ensaio por ultra-som deve gerar um registro gráfico ou digital abrangendo 100 %
da circunferência da junta inspecionada.
5.10.9 Durante a execução dos serviços de construção do duto, deve ser realizado um
acompanhamento do “Índice de Juntas Reprovadas” calculado para cada quilômetro do duto
soldado, conforme abaixo:
23
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5.11.1 O revestimento externo das juntas deve obedecer ao disposto nas especificações de
projeto e nas seguintes normas:
5.11.2 Nas travessias, cruzamentos e onde indicado no projeto, as juntas dos tubos
revestidos com concreto devem ser igualmente concretadas.
5.12 Pintura
A pintura externa dos trechos aéreos deve ser executada de acordo com a norma
PETROBRAS N-442, atendendo às condições ambientais estabelecidas no projeto.
5.13.1 O abaixamento dos tubos na vala deve ser realizado imediatamente após o exame
das condições dos tubos, do revestimento e da vala. O exame visa principalmente:
5.13.2 O abaixamento dos tubos não revestidos externamente com concreto deve ser
precedido do esgotamento da água existente na vala. Quando não for possível tal
esgotamento e, conseqüentemente, a verificação das condições da vala, devem ser
utilizados meios que assegurem a integridade do revestimento anticorrosivo dos tubos,
como mantas tipo geotextil ou similar e esteiras de madeira.
5.13.3 Quando a vala for aberta em terrenos com ocorrência de rochas, que podem causar
danos ao revestimento externo dos tubos, o abaixamento deve ser precedido da utilização
de meios adequados de proteção, podendo ser utilizados, inclusive combinados, os métodos
a seguir:
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5.13.4 O abaixamento deve ser feito por método que garanta a perfeita acomodação dos
dutos no fundo da vala e em sua posição correta, evitando deslocamentos, deslizamentos,
tensões e oscilações, deformações e danos ao revestimento, conforme os limites
estabelecidos no procedimento executivo.
5.13.5 O espaçamento entre os pontos de sustentação dos tubos a serem abaixados, deve
ser de forma a garantir a não-ocorrência de tensões, que possam ultrapassar o limite
elástico do material. O número mínimo de pontos de sustentação durante o abaixamento
deve ser de 3.
5.13.6 Para o abaixamento de trechos revestidos com isolante térmico deve ser observado
o seguinte:
5.13.7 Todo tubo deve ser abaixado na vala e coberto imediatamente após o teste do
revestimento, de acordo com a norma ou especificação aplicável.
5.13.9 Nos locais onde o lençol d’água aflorar na vala, devem ser adotados métodos
adequados para garantir o abaixamento da tubulação e seu perfeito assentamento no fundo
da vala. Pode ser adotado qualquer dos seguintes métodos, de acordo com as
recomendações do projeto:
a) executar os serviços necessários de drenagem ou rebaixamento de lençol
d’água e encher o tubo com água doce e limpa, utilizando-se o reaterro da vala
para estabilização; neste caso, a água deve ser totalmente removida logo após
a cobertura da tubulação; este método não é aplicável para gasodutos;
b) revestir externamente a tubulação com concreto, de acordo com a norma
PETROBRAS N-1502, com a espessura necessária para garantir o
assentamento e a permanência da tubulação no fundo da vala.
5.13.10 Em trechos onde houver o paralelismo com outros dutos protegidos catodicamente,
a cobertura deve ser precedida da interligação elétrica entre os dutos, de forma a se obter o
equilíbrio do sistema e a proteção do novo duto.
5.13.11 Antes de se iniciar a cobertura de qualquer trecho do duto, devem ser reparados
todos os danos porventura causados ao tubo e revestimento durante a operação de
abaixamento.
5.13.12 Após a inspeção do revestimento anticorrosivo, o tubo deve ser abaixado e coberto
de imediato. A primeira camada da cobertura, até uma altura de 30 cm acima da geratriz
superior da tubulação, deve ser constituída de solo isento de torrões, pedras soltas e
material orgânico e outros materiais que possam causar danos ao revestimento. O restante
deve ser completado com material da vala, podendo conter pedras de até 15 cm na sua
maior dimensão.
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5.13.14 Não é permitido o rebaixamento do greide da faixa para obtenção de material para
a cobertura.
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5.14.2 A instalação de tubo camisa em cruzamento sob vias deve obedecer às seguintes
recomendações gerais:
a) devem ser usados tubos concretados para evitar o contato direto com o tubo
camisa, facilitando a introdução e a retirada da tubulação;
b) as extremidades do tubo camisa devem ser vedadas com massa asfáltica;
c) deve ser assegurada a limpeza interna do tubo camisa, bem como a livre
passagem da tubulação pelo seu interior.
5.14.3 Durante a execução dos cruzamentos deve ser instalada a sinalização adequada,
inclusive a noturna, para a segurança do tráfego, atendendo a todas as condições e
exigências do órgão responsável pela operação da via atravessada.
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5.14.5 Nos cruzamentos com linhas de transmissão de energia elétrica, deve ser observado
o disposto na norma PETROBRAS N-2177 e as seguintes recomendações adicionais:
Nota: No caso de faixas com dutos existentes, antes do início dos serviços de
restauração deve ser recuperada a sinalização provisória, conforme item 5.4.3.
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5.16.4 De forma geral a drenagem superficial da pista deve evitar o escoamento de águas
pluviais sobre a vala e, sempre que possível, deve ser prevista sua descarga lateral,
analisando-se cuidadosamente e tomando-se as providências necessárias para evitar o
impacto negativo nas áreas atingidas.
5.16.5 O projeto executivo de drenagem deve ser elaborado por profissional qualificado da
executante, atendendo as seguintes recomendações:
5.16.6 A proteção vegetal da pista e encosta deve ser realizada em áreas expostas à
erosão superficial ou em área onde por qualquer motivo seja necessário o restabelecimento
da vegetação.
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5.16.9 Quando a pista atravessar terrenos cultivados, deve-se adotar cuidados especiais
em sua restauração para assegurar que os terrenos possam ser utilizados,
independentemente de qualquer outro serviço adicional por parte dos proprietários. Deve-se
retirar todas as pedras, raízes, galhos e outros materiais depositados na faixa e eliminar
todos os obstáculos e irregularidades do terreno resultantes dos serviços de construção, e
ser reposta a cobertura de terra vegetal existente antes da abertura da pista.
5.16.10 Exceto quando estabelecido de outra forma, devem ser eliminados ou removidos
todos os acessos, pontes, pontilhões e outras instalações provisórias, utilizadas nos
trabalhos de construção, restaurando-se as áreas afetadas.
5.16.11 Deve ser realizada a limpeza completa da faixa e dos terrenos utilizados durante os
serviços de construção, retirando-se equipamentos, ferramentas e sobras de outros
materiais. A destinação dos materiais inservíveis deve seguir procedimentos específicos, em
função da legislação ambiental vigente.
O sistema de alimentação de água a ser utilizado deve atender aos requisitos abaixo:
30
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d) O filtro a ser instalado antes da injeção no duto deve reter partículas maiores
do que 30 µm; o teor de sólidos suspensos, após o filtro, em qualquer situação,
não deve ser superior a 30 mg/L;
e) a água deve ser previamente analisada conforme definido nas TABELAS C-1
e C-2 do ANEXO C: caso apresente alto padrão de qualidade relativamente a
parâmetros corrosivos (teor de cloretos e sulfatos inferiores a 10 mg/L, pH
neutro e teor de sólidos menor do que 30 mg/L) e microbiológicos (ausência de
microrganismos, isenta de óleos e graxas e teor de oxigênio maior do que
5 mg/L), pode-se dispensar o emprego de produtos químicos comerciais,
independente do tempo de hibernação; nos outros casos, a aditivação com
seqüestrante e biocida fica condicionada à avaliação dos resultados das
análises de acordo com os critérios estabelecidos na TABELA C-3 do
ANEXO C;
f) deve-se garantir a ausência de ar durante o período total de hibernação,
assegurando uma pressão positiva em todos os pontos da linha;
g) a captação e descarte da água não devem prejudicar o uso do corpo d’água
por terceiros.
Para a lavagem do duto com água, devem ser utilizados pelo menos 2 “pigs” raspadores,
constituídos de, no mínimo, um disco e 2 copos cônicos em poliuretano. Os “pigs” devem
ser equipados com escovas de aço temperado, pré-tensionadas, de forma a cobrir todo o
perímetro da parede interna do duto, devendo ainda ser observado o seguinte:
31
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5.17.3.2 A pressão mínima de teste deve ser estabelecida de acordo com as normas
ASME B 31.4 para oleodutos e ASME B 31.8 para gasodutos.
5.17.3.3 A máxima pressão de teste não deve ser superior àquela que produza na
tubulação tensão circunferencial superior a 95 % da tensão mínima de escoamento
especificada na norma de fabricação do tubo.
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5.17.4 Devem ser instalados dispositivos adequados para o recebimento de “pig” e linhas
de descarte de água nas extremidades de cada trecho, de maneira a minimizar eventuais
danos ao meio ambiente durante o escoamento.
5.17.5 Os trechos de travessias de rios e lagos que forem objeto de projetos específicos,
devem receber o teste hidrostático simplificado antes e após o seu lançamento, conforme os
itens 5.17.5.1 a 5.17.5.4.
5.17.5.2 Após o lançamento, o trecho deve ser percorrido por “pig” calibrador, conforme
definido no item 5.18.
5.17.5.3 A água utilizada para o teste dos trechos citados no item 5.17.5 deve ser
totalmente removida imediatamente após a execução do teste, com a passagem de “pig” de
espuma, independentemente da extensão do cavalote.
5.18.1 Deve ser passado o “pig” geométrico, em toda a extensão do duto, depois do teste
hidrostático e sempre precedido pela passagem de “pig” com placa calibradora, devendo
ainda ser observado o descrito nos itens 5.18.1.1 a 5.18.1.5.
33
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5.18.1.2 O relatório de inspeção por “pig” geométrico deve registrar reduções no diâmetro e
defeitos de qualquer extensão, dentro do limite de sensibilidade da ferramenta de inspeção.
Os seguintes defeitos são inaceitáveis:
Nota: A inspeção dos defeitos relacionados nas alíneas a) e b) do item 5.18.1.2 deve ser
realizada removendo-se o revestimento anticorrosivo externo do tubo.
5.18.1.3 As ovalizações podem ser corrigidas através da escavação e alívio das cargas
sobre a tubulação. Após a eliminação do defeito, a região afetada deve ser reinspecionada
com “pig” geométrico ou paquímetro e atender a alínea a) do item 5.18.1.2.
Onde:
Dp = diâmetro externo da placa (polegada);
DE = diâmetro externo do tubo (polegada);
e = espessura nominal de parede do tubo ou da conexão, o que for maior
(polegada);
K = tolerância da espessura, conforme TABELA 2.
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Nota: A placa calibradora deve ser recebida sem amassamentos, para que o trecho seja
liberado para a passagem de “pig” geométrico.
6.1 Com o duto enterrado e após a realização do teste hidrostático no trecho, deve ser
executado um levantamento de falhas do revestimento externo do duto, através de um dos
3 métodos descritos nos itens 6.1.1 a 6.1.3. Na aplicação desses métodos é necessária a
perfeita localização e demarcação do traçado do duto, e o seu isolamento elétrico de outros
dutos existentes.
6.2 Todos os pontos onde forem verificadas falhas no revestimento devem ser
inspecionados, mediante escavação, e reparados de acordo com o procedimento aplicável.
7.1 Condicionamento das instalações são todas as atividades necessárias para, após o
término dos serviços de construção e montagem do duto, colocá-lo em condições de ser
pré-operado com o produto previsto.
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7.1.2 Para gasodutos considera-se o duto condicionado quando estiver seco, com o ponto
de orvalho conforme definido no projeto básico e completamente inertizado.
7.3 Recomenda-se que o condicionamento seja realizado logo após o término do teste
hidrostático, em toda a extensão do duto. [Prática Recomendada]
7.5 Para o condicionamento de gasodutos, além das disposições acima, devem ser
realizadas as atividades descritas nos itens 7.5.1 a 7.5.5.
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7.5.2.4 Durante a pré-secagem, a velocidade de deslocamento dos “pigs” deve ser mantida
entre 0,2 m/s a 1,0 m/s.
7.5.3.3 Nas operações de secagem e limpeza devem ser utilizados dispositivos provisórios
de lançamento e recebimento de “pigs”, compostos de válvulas de bloqueio e tampões de
fecho rápido, dimensionados de acordo com as pressões máximas de trabalho.
7.5.3.5 A secagem deve ser executada com pigs-espuma de baixa densidade. Os locais de
montagem de unidade de secagem e os pontos de recebimento de “pigs” devem ser
preferencialmente os pontos de montagem das válvulas de bloqueio, devendo também ser
considerados os seguintes dados:
37
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7.5.3.8 A operação de passagem das baterias de “pigs” deve ser considerada satisfatória
quando os pigs-escova chegarem ao local de recebimento íntegros e com as escovas não
saturadas de material aderido.
7.5.3.9 Após a passagem dos pigs-escova, devem ser passadas baterias de pigs-espuma
de baixa densidade. A operação de limpeza deve ser considerada satisfatória quando a
seção transversal do “pig” revelar uma profundidade de espuma impregnada com sujeira
menor ou igual a 1”.
7.5.3.10 Para complementação da limpeza, devem ser passados no mínimo duas baterias,
constituídas de pigs-espuma e “pigs” magnéticos.
7.5.3.13 A secagem deve ser considerada concluída quando o ponto de orvalho, medido no
lançador, no recebedor e em todas as válvulas de bloqueio, atingir os valores abaixo:
7.5.3.14 A medição do ponto de orvalho deve ser feita à pressão atmosférica, com
instrumento calibrado.
7.5.3.15 A soldagem dos “tie-ins” entre as seções definidas no plano de teste deve ser
executada após a conclusão da secagem.
7.5.4.1 Com o objetivo de evitar a retenção de umidade no sistema, não deve ser utilizada
graxa na montagem de flanges, válvulas, recebedores e lançadores.
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Por ocasião da pré-operação, caso a secagem tenha sido feita com ar seco, um selo de
nitrogênio deve ser injetado no gasoduto imediatamente antes do gás. O volume de
nitrogênio a ser injetado deve ser calculado em função das dimensões da tubulação e
pressão de injeção do gás, de modo a garantir a segurança da operação.
7.6 Segurança
7.6.5 As mangueiras de alta pressão devem ser ancoradas em toda sua extensão.
7.7.1 A captação de água deve ser feita de modo a não alterar as características originais
do local.
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7.7.4 Deve ser analisado o impacto ambiental causado pelos volumes de água captado e
descartado.
7.7.5 A energia da água de descarte deve ser dissipada por meio de instalação de difusor
na tubulação de descarte ou outro meio que impeça a erosão do terreno.
7.7.6 No local de descarte da água, deve ser construído um fosso, com fundo forrado em
pedras de mão, de modo a garantir a decantação dos resíduos sólidos existentes na água
antes de sua reintegração ao meio ambiente.
9.1 Durante a execução dos serviços de construção, montagem e testes, devem ser
preparados documentos “conforme construído” (“as built”) das instalações, reunidos na
forma de “Data Book” em meio digital, constando no mínimo das informações abaixo:
40
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9.2 Para cada cruzamento e/ou travessia executada, devem ser indicados, nos desenhos
de detalhe específicos, os seguintes elementos:
9.3 Todos os desenhos citados nos itens 9.1 e 9.2 devem conter o seguinte alerta, em local
de fácil visualização:
41
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9.4 Todos os desenhos citados nos itens 9.1 e 9.2 devem ser elaborados em formato
digital, abrangendo no mínimo 1 000 m de faixa em escala de 1:1000.
____________
/ANEXO A
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ANEXO A - TABELAS
Modalidade Atividades
- Inspeção de Recebimento de Materiais
- Armazenamento e Preservação de Materiais
ID-01
- Transporte, Distribuição e Manuseio de Tubos e Materiais
- Curvamento de Tubos
- Locação, Marcação e Abertura de Pista
- Abertura e Preparação de Vala
ID-02
- Cobertura de Vala
- Restauração e Limpeza de Pista
- Revestimento Externo das Juntas Soldadas e Reparos no
Revestimento
ID-03 - Abaixamento de Dutos na Vala
- Cobertura de Vala
ID-04 - Concretagem de Tubos e Bases
- Jateamento e Pintura
ID-05 - Montagem e Instalação de Complementos de Dutos
- Armazenamento e Preservação de Materiais
- Atividades de ID-02 e ID-03
- Cruzamento de Dutos, Rodovias, Ferrovias e Instalações Subterrâneas
ID-06 - Travessia de Rios, Riachos, Lagos, Açudes e Regiões Alagadas
- Obras Especiais (“Tie-in”, etc.)
- Teste Hidrostático de Dutos
Nota: Como pré-requisito para ID-6, o profissional deve ser aprovado em ID-2 e ID-3.
43
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Modalidade - ID
Item Assunto Observações
01 02 03 04 05 06
01 Cálculos x x x x x x
- Perímetros, áreas, volumes.
- Operações com ângulos.
- Relações no triângulo retângulo.
- Relações trigonométricas.
02 Unidades de Medidas Lineares, x x x x x x
Angulares e Arredondamento
- Sistema Internacional de Unidades (SI).
- Sistema inglês.
- Sistema angular.
- Conversão de unidades.
- Arredondamento.
03 Noções de Física x
- Propriedades térmicas dos materiais.
- Graus Celsius e Fahrenheit. x
- Hidrostática.
04 Desenho Técnico x x
- Execução e interpretação de desenho
x
mecânico.
- Execução e interpretação de desenhos
x x x
na construção civil.
05 Instrumentos Básicos x x x x x x
- Trena.
- Régua.
- Nível de bolha.
- Prumo.
- Paquímetro.
- Goniômetro.
06 Aparelhos/Testes x x
- Higrômetro.
- Ap. medição de películas.
- “Holiday-Detector”.
- Balança de peso morto. x
- Manômetros. x
07 Sistemas de Qualidade
x x x x x
- Conceitos básicos.
08 Acessórios de Tubulação
- Classificação dos acessórios de
tubulação.
x x
- Acessórios para solda de encaixe.
- Acessórios rosqueados.
- Acessórios flangeados.
09 Válvulas x x x
- (a) Classificação das válvulas:
- (b) Tipos de válvulas e suas aplicações:
- Gaveta.
- Esfera.
- Globo.
- Retenção.
- Segurança.
10 Tubulação
- Classificação e especificação x
(CONTINUA)
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(CONCLUSÃO)
Inspetor de
Escolaridade Experiência Profissional
Dutos Terrestres
-Eng. ou curso de Escola Técnica (ver Notas) 6 meses
Modalidades 01 a 06
-2° grau completo 18 meses
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_____________
/ANEXO B
46
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TELA DE SEGURANCA
COM FITA DE AVISO
10 DIÂMETRO 10
PLACA DE CONCRETO 20 cm
(OPCIONAL) (NOTAS 1 e 2) DO DUTO
7 cm a 10 cm
TRAÇO DO
CONCRETO 1:3:5 50 cm
ARMAÇÃO (NOTA 3)
47
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VERMELHO
PERIGO
OLEODUTO
PETROBRAS
GASODUTO
ABAIXO
FITA
Valores Especificados
Propriedades Métodos de Ensaio
Mínimo Máximo
Valores Especificados
Propriedades Métodos de Ensaio
Mínimo Máximo
Cor Alaranjado-Segurança 1867 Visual
-0
Variação no diâmetro do fio (%) Paquímetro
+20
Densidade (g/cm³) 0,940 0,965 DIN-53479
Resistência à tração longitudinal (kgf/cm²) 300 350 DIN-53455
Alongamento na ruptura (%) > 800 - DIN-53455
_____________
/ANEXO C
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ANEXO C - TABELAS
Volume Período
Determinação Recipiente Mínimo de Preservação Máximo de
Amostra (mL) Estocagem
Alcalinidade P, V 200 Refrigerar 24 horas/14 dias
Analisar imediatamente ou
Carbono Orgânico
V 100 refrigerar e acrescentar H2SO4 7 dias/28 dias
Total
até pH<2
0,5 horas/
Cloreto P, V 500 Analisar imediatamente
2 horas
Condutividade P, V 500 refrigerar 28 dias/28 dias
V, boca Acrescentar HNO3 até pH<2,
Óleos e Graxas 1 000 28 dias/28 dias
larga refrigerar
6 meses
Dureza P, V 100 Acrescentar HNO3 até pH<2
/6 meses
Para metais dissolvidos, filtrar
P(A), 6 meses/
Cálcio e Ferro - imediatamente, acrescentar
V(A) 6 meses
HNO3 até pH<2
Analisar assim que for
Nitrogênio P, V 500 possível ou acrescentar 7 dias/28 dias
H2SO4 até pH<2; refrigerar
Oxigênio Frasco de
300 Analisar imediatamente 0,5 hora/1 horas
Dissolvido DBO
Analisar em poucos dias,
24 horas/
Turbidez P, V - manter em local escuro por
48 horas
24 horas
PH P, V - Analisar imediatamente 2 horas/2 horas
Sílica P - Refrigerar, não congelar 28 dias/28 dias
Sólidos Totais P, V - Refrigerar 7 dias/7-14 dias
Sólidos Suspensos P, V - Refrigerar 7 dias/7-14 dias
Sulfato P, V - Refrigerar 28 dias/28 dias
Refrigerar; adicionar 4 gotas de
Sulfeto P, V 100 2N (CH3COO)2Zn imediato / 5 dias
pH alcalino
Onde:
P = plástico (polietileno ou equivalente).
V = vidro.
V(A) ou P(A) = lavado com solução de HNO3, proporção de 1:1.
Notas: 1) Para determinações não listadas, deve ser usado recipiente de vidro ou
plástico; é preferível refrigerar durante a estocagem e analisar o mais rápido
possível.
2) A refrigeração e a estocagem devem ser a 4 °C, no escuro.
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Volume
Período Máximo
Mínimo da
Determinação Recipiente Preservação de Estocagem
Amostra
Recomendado
(mL)
Manter refrigerado
(não congelar). O
Bactérias Redutoras de
V(C) 1 50 frasco deve ser 24 horas - 48 horas
Sulfato (BRS)
completamente
preenchido.
Manter refrigerado
Bactérias Anaeróbias (não congelar). O
Heterotróficas Totais V(C) 1 50 frasco deve ser 24 horas - 48 horas
(BANHT) completamente
preenchido.
Manter refrigerado
Bactérias Facultativas (não congelar). O
Heterotróficas Totais V(C) 1 50 frasco deve ser 24 horas - 48 horas
(BFHT) completamente
preenchido.
Onde:
V(C) 1 = Frasco de vidro tipo antibiótico (cap. 50 mL), lavado com detergente,
enxaguado com água corrente, seco em estufa a 100 °C, lacrado e
esterilizado em autoclave por 15 minutos a 121 °C/1 atm.
V(C) 2 = Frasco de vidro (cap. 125 mL), boca larga e esmerilhada. Lavado com
detergente, enxaguado com água corrente, seco em estufa a 100 °C e
esterilizado em autoclave por 15 minutos a 121 °C/1 atm.
50
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Classificação da Tempo de
Parâmetro Resultado Procedimento
Água Hibernação
Sólidos
suspensos (após > 30 mg/L Ruim Independe Filtrar com filtro de 15 micra
filtro de 30 micra)
Turbidez (após
> 10 NTU Ruim Independe Filtrar com filtro de 15 micra
filtro de 30 micra)
Classificar pelas Seguir o estabelecido para
O2 < 5 mg/L Independe
Bactérias as bactérias
Óleos e graxas > 10 mg/L Ruim Independe Remover o óleo
0 UFC/mL a ≤ 30 dias Não necessita dosar biocida
Bactérias Boa a Razoável
103 UFC/mL > 30 dias Dosar biocida (2 e 3)
Aeróbias Totais
>103 UFC/mL Ruim Independe Dosar biocida (2 e 3)
51
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_____________
52
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ÍNDICE DE REVISÕES
REV. A, B, C, D, E e F
Não existe índice de revisões.
REV. G
Partes Atingidas Descrição da Alteração
1.3 Incluído
2 Revisado
3 Revisado
4 Incluído
4.2.7 Excluído
4.8.5 Excluído
4.10.6 Excluído
4.10.10.2 e 4.10.10.3 Excluídos
4.13.7 Excluído
5 Renumerado
5.1.1.1 Incluído
5.1.2.4 Incluído
5.1.3.1 e 5.1.3.3 Revisados
5.1.4.1 Revisado
5.1.5.1 a 5.1.5.8 Revisados
5.1.6.1 Revisado
5.1.7.1 e 5.1.7.2 Revisados
5.1.8.1 Revisado
5.1.9.1 Revisado
5.1.9.2 Incluído
5.2.1.1 alínea b) Revisada
5.2.2.1 Revisado
5.2.2.3 Incluído
5.2.3.2 Incluído
5.2.6.1 Revisado
5.2.6.5 Incluído
5.4.1 a 5.4.3 Revisados
5.5 Revisado
IR 1/2
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REV. G
Partes Atingidas Descrição da Alteração
5.6.1 alínea e) Incluída
5.6.6 Revisado
5.7.5 Revisado
5.7.6 alínea b) Revisada
5.8.4 alínea j) Revisado
5.8.7 e 5.8.8 Revisados
5.9.2 Nota Incluída
5.9.19 alínea a) Incluída
5.10.2 Nota Renumerada
5.10.7 Revisado
TABELA 1 Excluída
5.10.9 Nota Revisada e renumerada
5.11.1 alíneas a) e b) Revisadas
5.13.4 Revisado
5.13.9 alínea a) Excluída
5.13.13 Revisado
5.13.16 Revisado
5.13.17 Incluído
5.14.1 Revisado
5.14.4 alínea c) Revisada
5.16.1 Nota Renumerado
5.16.5 Revisado
5.16.10 e 5.16.11 Revisados
5.17 e 5.18 Revisados
TABELA 1 Incluída
6 Incluído
7 Renumerado
8 Incluído
9.1 Revisado e renumerado
9.3 Incluído
9.4 Renumerado
ANEXO A Incluído
ANEXO B Renumerado
TABELA C-3 Incluída
_____________
IR 2/2