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Manejo Eficiente de Forragens na Pecuária

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Acadêmica - Sthefani Moor

Resumo Forragicultura

Observe:
1 Unidade Animal = 450kg de PV.
1 hectare = 10.000 m2
U.A= depende do tipo de forrageira que vai ter na área. O bovino escuta muito bem,
porém, enxerga pouco.
Estivas - plantas do verão
Invernais - plantas do inverno

Tifton 85:
Gênero Cynodon spp, não produz muito, mas é de alta qualidade.
É híbrido estéril - cruzamento com o tifton 68 com a espécie bermuda.
Perene - espécies que aguentam longos períodos/anos (se o manejo for correto).
Estolonifera = longe para baixo da terra (raízes), o solo não fica sem cobertura.

Plantio:
Preparo para que o solo não seja agredido; o calcário neutraliza o pH do solo, pois
esse contém alumínio, que impede da planta absorver nutrientes.
Nitrogênio, Potássio e Fósforo = dependendo do dia da análise precisa repor no
solo.

Área de lazer do Animal:


Sombreamento; Cochos; Reservatórios de água; Piquetes; etc.

Suplementação:
É muito importante para o desempenho do animal, principalmente em épocas de
seca.
0,5% do P.V do animal.
NDT (nutriente digestível total) - 79% é ótimo ou mais próximo dos 70%.
Quanto menos tempo o alimento ficar no TGI, melhor aproveitamento terá.
Um animal jovem precisa + de proteína do que de energia
Pecuária de Precisão

É a maximização dos recursos disponíveis; correção de desperdícios; redução de


custos de produção; aumento da produtividade;
Importante realizar uma análise dos recursos existentes, determinar os objetivos
produtivos, analisar pontualmente os requerimentos nutricionais (o que é + e o que
é -), planejar e implementar.
Importante o uso de pivôs (dependendo do manejo, controle de formigas).
Verificar a disponibilidade e qualidade da água, se o gado diminuir a ingestão de
água, vai diminuir a ingestão de forragem.
O tanque australiano é o mais indicado.

Flora intestinal:
Se renova a cada 15 minutos;
O efeito da monensina faz aumentar o ganho de peso, melhorar a conversão
alimentar, controlar acidose ruminal e reduzir a incidência de timpanismo.
1° dia - bactérias Gram +
2° dia bactérias Gram -
Ácido propiônico, acético…

Como diferenciar o alimento protéico do energético? Acima de 20% é proteína


(como a soja) e abaixo é energia (como o milho).

Manejo de Pastagem

Relação: solo - clima - planta - animal

Definição de pastagem: “todo o trato de terra coberto por vegetação nativa ou


cultivada artificialmente e naturalizada, principalmente para o pastejo do gado”

O ruminante precisa de fibra longa na alimentação, se não pode causar problema.


Toda a exploração pecuária depende de pastagens.
Teor de caroteno e pré vitamina A - o verde é o que mais tem.
É a forma mais barata de se obter o volumoso.
A raça que se cria tem que fazer uma termorregulação com o ambiente - clima.

Obs - fator antrópico: ser humano pode modificar. Ex: nutrientes do solo.

Gráfico: Sub-pastejo e Super-pastejo


Sub-pastejo - área grande com alimento mais que o necessário (desperdícios).
Ganho por unidade animal mais baixo por área, mas ganho grande por selecionado
alimento.

Superpastejo - muitos animais e pouca área, baixo ganho anual e baixo ganho de
área por animal. Tem maior degradação da área, pelo solo mais rapado.

Pressão Ótima de Pastejo - o meio termo.

A degradação da pastagem faz com que haja perda de matéria orgânica do solo, ou
emissão de CO2 para atmosfera.
A altura de entrada e saída dos animais é importante para manter a qualidade da
pastagem.

Itens a considerar:
Que tipo de pasto/vigor… Tamanho dos pastos… Aguadas/cocho de sal…
Sazonalidade da produção - levam a estimativa de taxa de lotação (durante o ano) -
planejamento e alternativas para a seca - execução e acompanhamento.

Seleção de Forragens

Quer produzir feno? Plantas como Cynodon, tifton, coast-cross.

Em pastejo? Plantas como as braquiárias e penicium.

Pastejo rotacionado? Plantas como capim elefante, capins da espécie pacicum


maximan, como a tanzânia e Mombaça.
Manejo mais rústico? Plantas menos exigentes como a setária e brachiaria.

Pastejo para engorda? Forrageiras com maior valor nutricional e alta produção,
como a Braquiária brizantha e panicum maximan.

Vacas em lactação? Gênero cynodon ou capim elefante.

Manutenção de reprodutores? Braquiárias menos produtivas.

Animais com maior exigência nutricional? Cynodon ou o consórcio de gramíneas


com leguminosas.

Para adaptações climáticas predominantes da região? Capins quicuio ou Rhodes,


resiste a geadas. Capins buffel, resistentes a secas.

Resistência a pragas? Braquiárias decumbres são altamente suscetíveis a


cigarrinhas. Prefira brizantha, como xaraés e Marandu.

Limitações financeiras? Forrageiras de menor custo, de implantação e manejo mais


simples. Propagadas por vegetativamente ou por sementes.

Características gerais das pastagens do Brasil

Possuem cerca de 450 espécies de gramíneas e 150 de leguminosas (nativas).

Controle da desfolha - depende do ajuste de carga.

O certo é mineralizar a pastagem todo o ano, e a altura ideal do azevém é de 20 a


30 cm.

Quando o fim do ciclo da planta vai chegando, o animal diminui a


digestibilidade/consumo.
Manter as pastagens altas ou seja alta oferta de massa, determinar uma estrutura
de perfil da pastagem diferente. Está estrutura, normalmente é a que otimiza o
crescimento do pasto e também o processo de pastejo via: tamanho do bocado;
número de bocados; tempo de deslocamento; qualidade do que é colhido;

Métodos de Conservação de Forrageiras

Silagem: é um método de conservação do alimento, baseado na redução do pH


pela ação microbiana e na eliminação do oxigênio do meio, com o objetivo de
conservar ao máximo o valor nutritivo.

Forma mais eficiente e barata para garantir o suprimento volumoso para o rebanho
durante o período de entressafra.
Fonte mais adequada de volumoso para os
sistemas modernos de produção que visam maximizar o uso da terra, do trabalho e
do tempo.

Importante - tamanho do picado/compactação; tamponamento; fechamento do silo


rápido = mantém o valor nutritivo.
Não pode esquentar muito, pois vai desnaturar as proteínas.

Leguminosas não é uma cultura indicada para a silagem por um poder de tampão
alto, ou seja, ela resiste ao abaixamento do pH.

A cana de açúcar precisa de um inoculante fungistática do ácido propiônico que


inibe a formação do álcool, pois a cana faz a fermentação alcoólica.

O processo bacteriano é feito por bactérias boas e ruins.


As bactérias boas são: as Lácteas, que são dúvidas em Homofermentativa (são as
mais importantes, pois transformam ácido láctico mais rápido, que é um ótimo
redutor do pH e possui sabor agradável, aveludado, tornando a silagem mais
apetitosa e tendo um maior consumo) e Heterofermentativa (produz 50% de ácido
Láctico e 50% de outras substâncias)
As bactérias ruins são:
Clostrídios (terra e planta) que causam perdas de energia e PB; subst. Tóxicas;
gosto e cheiro ruins (amônia, ácido acético e ác. Butírico).
Coliformes;
C. Sacarolíticos (fermentação butírica) que prejudicam a redução do pH; transforma
2 moléculas de ác. Láctico (ác. Forte) em 1 molécula de ác. butírico (mau cheiro da
silagem).
C. Proteolíticos (fermentações amoniacais) principal responsável pela produção de
subst. Tóxicas e gosto ruin; Consomem proteínas e produzem ácacético, NH3, CO2,
ác. isobutírico, histamina, cadaverina, triptamina, e outras aminas
tóxicas.
C. Fecais: Seu habitat é o intestino dos animais, principalmente das fezes, e são
levados para o silo pela terra. Eles consomem principalmente energia. O cheiro
amoníoco indica a perda de proteínas.

Ponto ideal da Matéria Seca é 34%, o que garante maior valor nutritivo e
palatabilidade; e é rico em energia, pobre em P.B e minerais como o cálcio e fósforo,
e tem pequeno efeito laxativo.

Se não tiver material fibroso na silagem, leva a distúrbios gastrointestinais e


metabólicos que podem levar o animal à morte.

Porque o Silo se conserva?


1. FERMENTAÇÃO LÁCTICA: As bactérias lácticas nativas das plantas fermentam o
açúcar da forragem e produzem ácido láctico, o qual reduz o pH abaixo de 4,5
impedindo que bactérias indesejáveis, como coliformes e clostrídios se
desenvolvem e apodrecem a silagem.

2. ANAEROBIOSE: Ausência de O2 e é devido a essa ausência de O2 que em um


silo bem feito não encontraremos fungos, leveduras e mofos, já que estes
indispensavelmente necessitam de ar para se multiplicarem.

Ponto de colheita?
A planta precisa ter maturidade para ser cortada, para não dar problema e uma
relativa unidade para preservar melhor o
valor nutritivo.

Fases:

Fase 1 - AERÓBICA: irá ocorrer até não houver mais oxigênio em contato com a
planta, mas até lá, a respiração transformará açúcares em água, gás carbônico e
calor, o que vai resultar em perda do valor nutritivo.

Consequência de uma fase Aeróbica Prolongada: excessiva perda de MS, que


poderia ser usada pelas bactérias como energia.

Reação de Maillard: Excessiva produção de calor que pode comprometer a


integridade e disponibilidade das proteínas da forragem acima de 49ºC a proteína
pode reagir com os carboidratos da planta, passar a fazer parte da FAD e tornar-se
indigestível.

Fase 1 - ANAERÓBICA: Inicia com o desaparecimento do oxigênio. Ativando os


microrganismos ruins: Clostrídios e Coliformes, entre outros.

A redução do pH inativa o crescimento de bactérias ruins. O ácido Láctico é


importante para baixar esse pH mais rapidamente. O que diferencia da fase
anaeróbica.

Otimização da fase 2: redução de pH de 6,0 para 4,5 (bactérias ruins não crescem
mais), menor perda de nutrientes e mais apetitosa e saudável.

Como conseguir?
Limpeza: Fazer silo de maneira mais limpa possível, evitando ao máximo o contato
da forragem com a terra.
2. Inocular: Usar inoculantes de boa qualidade que contenham bactérias
homofermentativas de alta eficiência atingindo rapidamente o pH de estabilidade.
Fase 3 - ESTABILIZAÇÃO: Essa fase inicia-se quando atingimos o pH da
estabilidade, ou seja, pH < 4,5. Somente temos atividade das bactérias Lácticas,
das quais devemos favorecer as homofermentativas, já que estas produzem
exclusivamente ác. Láctico.

Otimização Da Fase 3: Utilização de inoculantes que possuam alta concentração


bacteriana e composto de bactérias lácticas homofermentativas de alta eficiência.

Fase 4 - Fermentação Após a Abertura: compactar muito bem para não entrar O2,
com 28 a 30 voltar de plástico para ficar bom; lona branca por fora e preta por
dentro; não tirar toda a lona de uma vez para não pegar o oxigênio e recomeçar o
processo, pois a silagem é estável e não estática.

A presença de bactérias do solo e fungos facilitam a fermentação indesejada.


Retirar uma quantidade mínima da silagem para evitar a atuação negativa do O2.

Aditivos: uréia, melaço e fibra.

Fungos, leveduras e bactérias precisam de O2.

Ponto de colheita para a silagem é importante, pois quanto mais rápido cortar e
fechar o silo, melhor será a qualidade do produto.

Fenação: é um processo de conservação da forragem, feito através da


desidratação da planta e de um conjunto de operações.

Dessecar e tirar a umidade excessiva, um pouco sempre fica, mas quanto mais
baixo melhor a qualidade: 10 a 20% de umidade.

Processo biológico, onde a umidade relativa do ar é importante.

Problemas: armazenamento (não pode entrar ar, pouca luminosidade e sistema de


rolamento para a umidade).
A silagem é rica em energia, já a fenação é rica em proteína; carboidratos; minerais;
vitaminas A e D (a última aumenta a absorção de cálcio a nível intestinal).

Favorece a ingestão de quantidade de MS.

Plantas capineiras: não se pasta, colhe e oferece para o animal, como a Cana.

A fenação tem como objetivo manter o valor nutritivo próximo da forragem original
(na fase que tem mais folha que talo). É considerada um volumoso.

No Brasil a armazenagem se torna cara, já na Europa é mais fácil pelo clima.

Vantagens: armazenamento por longo tempo; produzido em pequena e grande


escala (essa precisa de mecanização); incorporável no manejo de pastagens.

Fases: corte; secagem; amontoar; enfardamento; transporte e armazenamento.

O corte é pela manhã, depois que não tiver mais orvalho; corta e massa os caules
para a desidratação.

A secagem quanto mais rápida maior será o valor nutritivo.

Amontoar/Enleiramento e deixar se chover ou escurecer, no outro dia espalhar


novamente para a secagem.

O enfardamento determina o ponto do feno a campo.

Formação de campo de feno - relevo; não é qualquer lugar, tem que ser livre de
pedras, tocos, plantas daninhas, etc.

A alfafa (18% de P.B e leguminosa); Cynodon (depende da estação do ano); e Tifton


85 são as mais utilizadas para a fenação.

Tabela - umidade de equilíbrio de fenos em função da umidade relativa do ar.


Problemas de armazenamento: temperatura acima de 40°C por longos períodos e
umidade do feno maior que 25% = fungos patogênicos.

Aspecto de um feno bom: coloração esverdeada; cheiro agradável; grande por


contagem de folhas; macio; livre de impurezas (fungos);

O aspecto afeta diretamente o consumo dos animais, por isso precisa ser bom.

Amonização (quase nunca se usa) - método para melhorar a qualidade dos fenos
ruins.

A forrageira de boa qualidade virá de um solo fértil.

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