O QUE É O FASCISMO?
- Bruno
O fascismo tradicional se desenvolveu principalmente na primeira metade do século XX,
especialmente nas décadas de 1920 e 1930, e é associado a líderes como Mussolini na Itália e
Hitler na Alemanha. O fascismo é apresentado como uma ideologia política autoritária e
ultranacionalista, caracterizada pela centralização do poder em um líder forte, o uso de
propaganda para manipular a opinião pública, e a promoção de um controle rígido sobre a
sociedade. O fascismo defende a exclusão e perseguição de minorias, grupos dissidentes, e
qualquer segmento da sociedade que seja considerado uma ameaça à visão homogênea
imposta pelo Estado. No fascismo, a violência e a repressão são usadas para consolidar o
poder e proteger essa “ordem moral” e “pureza nacional”, criando uma estrutura de controle
social que elimina a diversidade e impõe um ideal homogêneo
Essa ideologia frequentemente envolve:
● A glorificação do passado para legitimar o presente e criar uma narrativa de um
“tempo ideal” a ser restaurado.
● O anti-intelectualismo, que desvaloriza o conhecimento científico e favorece o
“senso comum” como forma de controle da população.
● O controle moral conservador, onde a ordem social é mantida pela imposição de
valores tradicionais em áreas como sexualidade, família e religião.
● A criação de inimigos internos, culpando grupos específicos pelos problemas da
sociedade e promovendo um ambiente de perseguição e exclusão.
PILARES DO FASCISMO
1º - Passado mítico: Lorrany
O fascista pretende resgatar uma versão idealizada do passado, uma versão que só
existe na cabeça dele, sempre voltando ao passado mítico com o objetivo de fazer o grupo
dominante ter uma sensação de perda em relação a algo que nem existiu.
No Brasil, esse passado mítico é a ditadura militar. O Bolsonaro diz que não houve
uma ditadura, e sim um regime
Carinha: Jason Stanley, livro como funciona o fascismo
2º - Propaganda: Lorrany
A propaganda sempre inverte as coisas, por exemplo, um governo que se elege
falando sobre anticorrupção, se revela corrupto. Os fascista acusam seus inimigos de serem o
que eles mesmo são.
3º - Anti-intelectualismo: Lorrany
O fascimo precisa combater tudo que estimule o pensamento, pois pensando, o
público deixa de cair naquela propagando que inverte as coisas. Nesse pilar, as universidades
e a mídia são atacadas, tudo que se desvia da narrativa oficial da glória da nação e atacado.
4 º - Irrealidade: Lo
O fascista espalha mentiras e boatos, criando um ambiente de desconfiança, onde
qualquer coisa sobre a realidade se perde facilmente. A disseminação de teorias
conspiratórias é uma marca da política fascista.
A irrealidade foi usada por Bolsonaro quando os incêndios na Amazônia se tornaram
impossíveis de negar. O presidente disse que as queimadas eram obras das ONGs e a prova
de que as ONGs tinham colocado incêndio na Amazônia era o fato de não haver prova do
contrário.
5º - Hierarquia: Lorrany
O fascismo estabelece um grupo dominante, que deve estar no topo da hierarquia
social. Essa hierarquia se expressa especialmente nas questões raciais e de gênero, já que o
fascismo acredita que homens devem estar acima das mulheres.
No Brasil, Bolsonaro disse que teve 4 filhos e na quinta vez ele deu uma fraquejada e
veio uma mulher.
6º - Vitimização: Lorrany
O grupo dominante acredita que é vítima das minorias. Quando um negro entra na
universidade, o fascista acha que roubaram uma vaga dele e quando uma mulher acende na
carreira, o fascista acha que tiraram a promoção dele.
No Brasil, um exemplo disso é quando a Heloísa Bolsonaro viajou para Maldivas e
voltou reclamando dos perrengues que passa no exterior.
7º - Lei e ordem: Lo
O fascismo implementa um discurso de punição contra seus dissidentes, qualquer um
fora do grupo dominante merece ser punido, por apenas não pertencer ao grupo dominante.
No Brasil, esse pilar é usado para matar indiscriminadamente nas favelas, mas foi
erguido lá atrás, quando foi prometido por Bolsonaro metralhar seus opositores políticos.
8º - Tensão sexual: Lorrany
O fascista espalha o medo do estupro e define seus opositores como tarados e
degenerados. Esse medo é útil ao líder fascista, pois uma vez que todos estejam
amedrontados, é ao forte líder fascista que todos irão recorrer para buscar proteção.
Bolsonaro chegou até a mostrar em um jornal nacional um “kit gay” que nunca nem
existiu.
9º - Sodoma e Gomorra: Lorrany
Os valores da população tradicional do campo são superiores aos das pessoas da
cidade. No campo vive gente de bem, já nas cidades e, principalmente, nas regiões
empobrecidas dos guetos vive gente do mal. A fonte de poder dos movimentos fascistas está
nas áreas rurais, já que essas áreas ainda não estão infestadas pelos estrangeiros.
Uma vez que este pilar está erguido, o estado fascista ganha legitimidade para invadir
uma festa de gente pobre na periferia e assassinar os frequentadores. O Estado pode fazer
isso, porque este pilar estabelece que é nesses tipos de eventos que residem cultura e valores
considerados inferiores e passíveis de extermínio.
10º - Arbeit Macht Frei: o trabalho liberta Lorrany
Em referência a Auschwitz, a ideia é relacionar os opositores ao fascismo como
preguiçosos. Uma vez que essa peça esteja bem difundida, o fascita pode colocar os
opositores para realizar trabalhos forçados. Quando um americano branco diz que uma pessoa
negra é preguiçosa, isso é o que os nazistas queriam dizer com “Arbeit Macht Frei”. A ideia é
que o grupo discriminado pelo fascimo é naturalmente preguiçoso.
No Brasil, o equivalente a Arbeit Macht Frei é “acabou a mamata”. Os opositores do
fascismo são acusados de só fazer oposição ao fascismo porque querem recuperar a mamata
perdida.
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FASCIMOS X NEOFASCISMO - Bruno
Artigo - Direitos humanos, neoconservadorismo e neofascismo no Brasil contemporâneo -
Maria Lúcia da S. Barroco
Enquanto o fascismo clássico é abertamente autoritário e direto em sua opressão, o
neofascismo utiliza estratégias mais sutis e é capaz de adaptar seu discurso para aproveitar
ansiedades sociais e políticas contemporâneas, buscando apoio popular através de medos
modernos (como a imigração, o terrorismo, e mudanças culturais). Ambos compartilham a
essência ultranacionalista, autoritária e intolerante, mas se diferenciam no método e na
adaptação aos tempos modernos.
Método de Propaganda e Manipulação:
● O fascismo tradicional utiliza propaganda explícita e abertamente autoritária, além de
controle direto dos meios de comunicação e censura, para manter o poder.
● O neofascismo recorre a novas tecnologias e redes sociais, empregando uma
propaganda mais sutil e fragmentada. Ele explora fake news e manipulação indireta
para alcançar um público maior e menos consciente de sua influência.
Violência e Controle Social:
● O fascismo usa a violência e a repressão de forma aberta e sistemática, perseguindo
opositores e utilizando força para estabelecer sua supremacia.
● O neofascismo, enquanto ainda tolera e promove a violência indireta contra minorias
e opositores, busca disfarçar isso sob discursos de segurança e ordem pública,
evitando uma abordagem explicitamente repressiva.
Discurso Autoritário e Nacionalista:
● No fascismo, o nacionalismo é direto e extremo, com discursos claros de pureza
nacional e hierarquização social.
● O neofascismo mantém o ultranacionalismo, mas em uma roupagem moderna,
disfarçando-o como defesa de "tradições" ou "valores nacionais", sendo menos
explícito para parecer mais aceitável socialmente.
Estratégia de Mobilização e Apelo Popular:
● O fascismo busca uma mobilização em massa através de um líder carismático e um
culto à personalidade, exigindo obediência e culto ao Estado.
● O neofascismo apela para um suposto "resgate dos valores perdidos", promovendo a
ideia de que representa uma "maioria silenciosa" ameaçada, utilizando uma retórica
de vítima para atrair para si simpatia e apoio sem uma estrutura ditatorial declarada.
CARACTERÍSTICAS DO NEOFASCISMO NO GOVERNO BOLSONARO - Julia
1. Negação da Ditadura Militar como um Período de Repressão
● Essa prática envolve reinterpretar o período da ditadura militar, retratando-o como
algo positivo ou necessário para a "ordem" do país, em vez de reconhecer a violência
e repressão que ocorreram. Para governos autoritários, essa reinterpretação da história
é uma forma de criar uma narrativa oficial que legitima ações duras em nome de um
“bem maior”.
2. Criação de Mitos para Remodelar a História
● Em regimes fascistas, o uso de mitos e narrativas simbólicas serve para criar um
passado glorioso e idealizado. Isso significa criar uma história, onde um “tempo
dourado” precisa ser restaurado. No caso do governo Bolsonaro, essa reconstrução
histórica pode incluir a exaltação do conservadorismo e da ordem como valores
tradicionais e da sociedade brasileira.
3. Fortalecimento do Anti-intelectualismo
● Que é a desvalorização do conhecimento científico e do trabalho intelectual.
Governos com ideologias neofascistas frequentemente atacam o meio acadêmico,
apresentando-o como elitista ou desconectado do “povo real”. Isso cria uma divisão
entre o governo e instituições que possam criticá-lo, além de enfraquecer a confiança
pública no conhecimento científico.
4. Defesa de uma Ordem Moral Conservadora
● Essa prática se baseia em um controle sobre temas de moralidade, comportamento e
sexualidade, defendendo a família tradicional e valores religiosos como normas
universais. Questões como casamento, aborto e direitos LGBTQIA+ são vistas como
uma ameaça à ordem moral e à integridade da nação.
5. Perseguição e Exclusão de Grupos Políticos e Sociais
● Nessa prática, determinados grupos — em geral minorias — são tratados como
inimigos do Estado.. O governo usa a mídia para criar uma narrativa onde esses
grupos são culpados por problemas sociais e econômicos. Isso desumaniza esses
setores e legitima o discurso de que precisam ser controlados, censurados ou mesmo
perseguidos.
6. Uso de Temas como Ansiedade Sexual e Nacionalismo
● Temas como controle da moral sexual, nacionalismo e soberania são usados para
dividir a sociedade em dois grupos opostos: de um lado, o grupo moralmente correto e
patriótico; do outro, os “inimigos da nação”. Por exemplo, pessoas que defendem
direitos sexuais, igualdade de gênero ou minorias são vistas como ameaças ao
nacionalismo e aos valores morais.
Conclusão
Bolsonaro se alinha mais ao neofascismo do que ao fascismo clássico, pois, em vez de adotar
controle totalitário explícito, ele utiliza as redes sociais, desinformação e discurso polarizador
para dividir a sociedade e enfraquecer instituições. Embora não reproduza exatamente os
métodos do fascismo histórico, seu estilo político reflete as adaptações modernas desse
ideário autoritário.
MESMA FITA
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