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Autoconhecimento e Autoestima: Guia Prático

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INSTITUTO MÉDIO POLITÉCNICO SANTA MARIA DO CENÁCULO

DEPARTAMENTO PEDAGÓGICO

FICHA DE APOIO DO 1º RA: Promover o Autoconhecimento e Fortalecer a


Autoestima

O tempo total estimado para este módulo é de 20 horas, incluindo horas de contacto,
avaliação e de trabalho independente que serão dividas em 6 temas.

Promover o Autoconhecimento e Fortalecer a Autoestima:

 Os traços da minha personalidade: pontos fortes e de melhoria


 As minhas motivações e o meu centro de controle
 Valores, comportamentos e prioridades.

Introdução

O autoconhecimento e a autoestima são pilares fundamentais para o bem-estar individual.


Através deles, o indivíduo desenvolve a capacidade de se compreender, reconhecer suas
qualidades e potenciais, lidar com suas emoções e construir relações saudáveis consigo
mesmo e com o mundo ao seu redor.

Tem como objetivo explorar diferentes estratégias e ferramentas que podem ser utilizadas
para promover o autoconhecimento e fortalecer a autoestima, visando contribuir para o
desenvolvimento pessoal e a qualidade de vida dos indivíduos.

1. A Importância do Autoconhecimento e da Autoestima

O autoconhecimento é o processo de compreensão profunda de si mesmo, incluindo seus


valores, crenças, pensamentos, emoções, comportamentos e motivações. Através do
autoconhecimento, o indivíduo desenvolve a capacidade de:
 Identificar seus pontos fortes e fracos: Reconhecer suas habilidades e talentos, bem como
suas áreas de desenvolvimento, permite que o indivíduo utilize seus pontos fortes de forma
estratégica e trabalhe para superar suas fraquezas.
 Compreender suas emoções: Saber identificar e nomear suas emoções, bem como
compreender suas causas e consequências, facilita o manejo eficaz das mesmas.
 Tomar decisões conscientes: Ao ter um conhecimento profundo de si mesmo, o indivíduo é
capaz de tomar decisões alinhadas com seus valores e objetivos, aumentando a probabilidade
de sucesso e realização pessoal.

A autoestima, por sua vez, se refere à percepção que o indivíduo tem de si mesmo, incluindo
seus sentimentos de valor, confiança e capacidade. Uma autoestima saudável se traduz em:

 Autoaceitação: Aceitar-se como se é, com qualidades e defeitos, é fundamental para o bem-


estar emocional.
 Autoconfiança: Sentir-se capaz de enfrentar desafios e superar obstáculos contribui para a
resiliência e a persistência diante de situações adversas.

 Autoamor: Cuidar de si mesmo física e emocionalmente, reconhecendo suas necessidades e


valorizando seu próprio bem-estar, é essencial para uma vida plena e feliz.
Valores: são um conjunto de crenças pessoais que guiam nossas acções escolhas e avaliações
e tamem influenciam nossa satisfação. Quais são os princípios que te guiam na vida? O que
você considera importante? O que é realmente importante para você? Do que você mais se
orgulha? Você se lembra do momento em que foi mais feliz? Que tipo de comportamento lhe causa
mais raiva? Existe algo que você gostaria de mudar em si mesmo?

 Emoções: Quais são as suas emoções mais frequentes? Como você as identifica e as
gerencia?
 Forças e fraquezas: Quais são seus talentos e habilidades? Em quais áreas você precisa se
desenvolver?
 Motivações: O que te impulsiona a seguir em frente? Quais são seus sonhos e objetivos?

2. Estratégias para Promover o Autoconhecimento

2.1. Práticas Introspetivas:

 Meditação: A meditação é uma prática milenar que auxilia no desenvolvimento da atenção


plena, autoconsciência e autorregulação emocional. Através da meditação, o indivíduo
aprende a observar seus pensamentos e emoções sem julgamentos, cultivando uma postura
mais presente e compassiva consigo mesmo.
 Journaling: Escrever em um diário é uma forma de registrar seus pensamentos, emoções e
experiências, facilitando a reflexão e o autoconhecimento. Através da escrita, o indivíduo
pode identificar padrões de comportamento, explorar suas crenças e valores, e processar suas
emoções de forma saudável.
 Terapia: A terapia é um espaço seguro e confidencial para explorar seus
sentimentos, pensamentos e comportamentos, com o apoio de um profissional qualificado. O
terapeuta pode te auxiliar a identificar áreas de desenvolvimento, superar desafios e fortalecer
sua autoestima.

2.2. Atividades que Estimulam o Autoconhecimento:

 Novas experiências: Experimentar coisas novas, como hobbies, viagens ou cursos, amplia
seus horizontes, te ajuda a descobrir novos talentos e habilidades, e contribui para o
autoconhecimento.
 Feedback construtivo: Buscar feedback de pessoas de sua confiança te ajuda a ter uma visão
mais realista de si mesmo, identificar pontos de melhoria e fortalecer sua autoestima.
 Análise de seus valores e crenças: Refletir sobre seus valores e crenças te ajuda a entender o
que te motiva e guia suas decisões, promovendo a congruência entre seus valores e suas
ações.

3. Fortalecimento da Autoestima

3.1. Cuidar de Si Mesmo:

 Praticar exercícios físicos: A atividade física regular contribui para o bem-estar físico e
mental, elevando a autoestima e a disposição.
 Alimentação saudável: Uma alimentação nutritiva fornece energia e disposição, impactando
positivamente o humor e a autoestima.
 Sono de qualidade: Dormir bem é essencial para a saúde física e mental, contribuindo para a
concentração, o humor e a regulação emocional.
 Afirmações Positivas:
o Como utilizar afirmações positivas: repetir frases positivas sobre si mesmo
diariamente, focar em seus pontos fortes e qualidades.
o Benefícios das afirmações positivas: aumento da autoconfiança

3.2. Cultivar Pensamentos Positivos:

 Praticar a gratidão: Focar nas coisas boas da sua vida, por menores que sejam, te ajuda a
desenvolver uma perspectiva mais positiva e otimista.
 Autocompaixão: Ser gentil e compreensivo consigo mesmo, reconhecendo que erros fazem
parte do processo de aprendizagem, contribui para uma autoestima mais saudável.

4. Traços de Personalidade: pontos fortes e de melhoria

Os traços de personalidade são características distintivas que influenciam o comportamento, o


pensamento e as emoções de um indivíduo. Compreender seus traços de personalidade pode
ser uma ferramenta poderosa para o autoconhecimento, pois permite:

 Identificar padrões de comportamento: Reconhecer como você tende a agir em diferentes


situações, seus hábitos e reações habituais.
 Entender suas motivações: Descobrir o que te impulsiona e te motiva a agir, quais são seus
valores e necessidades mais importantes.
 Desenvolver a autocompaixão: Aceitar seus pontos fortes e fracos com gentileza e
compreensão, reconhecendo que você é um ser humano em constante aprendizado.
 Melhorar seus relacionamentos: Compreender como seus traços de personalidade
influenciam suas interações com outras pessoas, aprendendo a se comunicar e interagir de
forma mais eficaz.

4.1. Modelos de Traços de Personalidade

Existem diversos modelos que descrevem e categorizam os traços de personalidade. Um dos


modelos mais conhecidos e utilizados é o Modelo dos Cinco Grandes Fatores:

 Agradabilidade: Refere-se à capacidade de ser amável, gentil, empático e


cooperativo. Pessoas com alta agradabilidade tendem a ser boas ouvintes, prestativas e
preocupadas com o bem-estar dos outros.
 Conscienciosidade: Refere-se à capacidade de ser organizado, responsável, eficiente e
confiável. Pessoas com alta conscienciosidade tendem a ser planejadoras, cumpridoras de
prazos e atentas aos detalhes.
 Neuroticismo: Refere-se à propensão a experimentar emoções negativas como
ansiedade, estresse e tristeza. Pessoas com alto neuroticismo tendem a ser mais
sensíveis, preocupadas e com dificuldade em lidar com frustrações.
 Extroversão: Refere-se à preferência por ambientes sociais e interação com outras
pessoas. Pessoas extrovertidas tendem a ser energéticas, comunicativas e gostam de estar
cercadas de pessoas.
 Abertura à Experiência: Refere-se à disposição para experimentar coisas novas, ser criativo
e ter ideias inovadoras. Pessoas com alta abertura à experiência tendem a ser
curiosas, imaginativas e gostam de aprender coisas novas.

As minhas motivações e o meu centro de controle

A motivação é o que explica por que pessoas o iniciam, continuam ou terminam um certo
comportamento em um momento determinado. Os estados motivacionais são comummente
entendidos como forças atuantes dentro do agente que criam uma disposição para se envolver
em um comportamento direcionado a um objetivo. Frequentemente, afirma-se que
diferentes estados mentais competem entre si e que apenas o estado mais forte determina o
comportamento. Isto significa que podemos ser motivados a fazer algo sem realmente fazê-lo.
O estado mental paradigmático que proporciona motivação é o desejo. Mas vários outros
estados, como crenças sobre o que se deve fazer ou intenções, também podem proporcionar
motivação.

A motivação pode ser intrínseca, se a atividade for desejada porque é intrinsecamente


interessante ou agradável, ou extrínseca, se o objetivo do agente é uma recompensa externa
distinta da própria actividade. Argumentou-se que a motivação intrínseca tem resultados mais
benéficos por satisfazer o intimo do individuo do que a motivação extrínseca. Os estados
motivacionais também podem ser categorizados de acordo com se o agente está plenamente
consciente do motivo pelo qual ele age da maneira como age ou não, denominado motivação
consciente e inconsciente. A motivação está intimamente relacionada à racionalidade prática.
Uma ideia central neste campo é que devemos estar motivados para realizar uma acção se
acreditamos que devemos realizá-la. O não cumprimento deste requisito resulta em casos de
irracionalidade, conhecidos como akrasia ou fraqueza da vontade, nos quais há uma
discrepância entre nossas crenças sobre o que devemos fazer e nossas acções.
As mudanças procedentes do desenvolvimento no âmbito tecnológico e técnico contribuíram
para a competição e pressões geradas pelo novo mercado global e o afunilamento das vagas
de emprego são um reflexo das novas imposições, que se tornam cada vez mais presentes,
gerando instabilidade nesse meio. Diante desse novo cenário, aqueles que estão à procura de
um trabalho precisam se adaptar a essa nova realidade, de modo que um currículo com uma
boa graduação não é mais suficiente. O que as empresas querem hoje são funcionários que
apresentem competências como colectividade, autonomia, motivação, resiliência e controle
das faculdades racionais e emocionais, a fim de que essas pessoas possam agregar em
decisões futuras.
Atitudes, personalidade, qualidades emocionais e sociais e traços de comportamento são
habilidades não cognitivas que estão inseridas no conceito de habilidades socio emocionais.

Formadora: Leovistónia Bembele.

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