0% acharam este documento útil (0 voto)
51 visualizações5 páginas

Oração de Jesus: Unidade e Amor Divino

Enviado por

Sergio Martins
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
51 visualizações5 páginas

Oração de Jesus: Unidade e Amor Divino

Enviado por

Sergio Martins
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

INTRODUÇÃO 24 “Pai, quero que os que me deste estejam comigo

onde eu estou e vejam a minha glória, a glória que


Imagine ser convidado a mergulhar em um oceano me deste porque me amaste antes da criação do
de verdades profundas, onde cada palavra carrega mundo.
o peso do amor incondicional de Deus e da Sua 25 “Pai justo, embora o mundo não te conheça, eu
vontade para nossas vidas. Neste texto, vamos te conheço, e estes sabem que me enviaste. 26 Eu os
explorar os últimos momentos da oração de Jesus fiz conhecer o teu nome e continuarei a fazê-lo, a fim
por Seus discípulos e por nós, seus seguidores ao de que o amor que tens por mim esteja neles, e eu
longo dos séculos. Ele orou por nossa unidade, por neles esteja”.
nosso testemunho ao mundo, e pela glória de João 17:20-26
sermos amados pelo Pai, assim como Ele é amado.
Esse é um chamado para viver uma vida que reflete João 17:20
o céu na terra, onde nossas feridas são curadas pelo “Minha oração não é apenas por eles. Rogo também
amor de Cristo, onde a verdadeira unidade nos faz por aqueles que crerão em mim, por meio da
ser uma luz para o mundo, e onde a nossa mensagem deles.”
identidade como filhos amados de Deus nos Jesus começa a estender sua oração para além dos
transforma de dentro para fora. Cada linha que você discípulos imediatos e a abranger todos os futuros
está prestes a ler é um convite para que sua alma se crentes. Carson destaca que o uso do presente "os
encontre com essas verdades, não apenas como um que creem" em vez de "os que crerão" sugere que a
conhecimento distante, mas como uma experiência igreja futura já está contemplada no plano divino,
viva e transformadora. enfatizando o impacto da palavra dos apóstolos.
Prepare-se para ser tocado pelo amor que une, pela Carson afirma: “O sucesso imediato dos apóstolos
glória que transforma e pela certeza de que, em carrega consigo o sucesso subsequente que virá”.
Cristo, somos um. E então, faça uma pausa e Portanto, Jesus está orando não apenas pelos
pergunte a si mesmo: "Como essas verdades podem presentes, mas por toda a comunidade de crentes
mudar minha vida hoje?" Se você se abrir para essa que surgirá através da pregação.
jornada, é possível que seu coração nunca mais seja João 17:21
o mesmo. “Para que todos sejam um, Pai, como tu estás em
mim e eu em ti. Que eles também estejam em nós,
TEXTO E INTERPRETAÇÃO para que o mundo creia que tu me enviaste.”
Aqui, Jesus pede uma unidade profunda entre os
crentes, que reflete a própria unidade entre o Pai e
20 “Minha oração não é apenas por eles. Rogo
o Filho. Newman e Nida ressaltam que essa unidade
também por aqueles que crerão em mim, por meio
vai além de uma simples unidade organizacional,
da mensagem deles, 21 para que todos sejam um,
refletindo a relação intrínseca entre o Pai e o Filho. A
Pai, como tu estás em mim e eu em ti. Que eles
unidade mencionada é vital, pois Jesus sugere que
também estejam em nós, para que o mundo creia
ela será um sinal ao mundo da veracidade de sua
que tu me enviaste. 22 Dei-lhes a glória que me
missão. Morris complementa que essa unidade é
deste, para que eles sejam um, assim como nós
mais do que propósito comum, mas uma "unidade
somos um: 23 eu neles e tu em mim. Que eles sejam
vital" que reflete a vida divina em nós.
levados à plena unidade, para que o mundo saiba
que tu me enviaste, e os amaste como igualmente
João 17:22
me amaste.
“Dei-lhes a glória que me deste, para que eles sejam Aqui, Jesus faz uma distinção entre o mundo que não
um, assim como nós somos um.” reconhece Deus e os crentes que, através de Jesus,
Neste versículo, Jesus afirma que concedeu aos têm esse conhecimento. Newman e Nida destacam
crentes a "glória" que o Pai lhe deu. Westcott que Jesus está ressaltando sua singularidade em
interpreta essa "glória" como a manifestação da conhecer o Pai e que este conhecimento foi
presença de Deus entre os crentes, o que leva à transmitido aos crentes. Essa distinção também
unidade. Jesus está falando de uma revelação do destaca o contraste entre o mundo que rejeita a
caráter e da presença divina que já foi dada aos seus revelação e aqueles que a aceitam.
seguidores. Tenney sugere que essa glória também
inclui o entendimento da missão divina. João 17:26
“Eu os fiz conhecer o teu nome e continuarei a fazê-
João 17:23 lo, para que o amor com que me amaste esteja neles,
“Eu neles e tu em mim. Que eles sejam levados à e eu neles esteja.”
plena unidade, para que o mundo saiba que tu me Jesus conclui a oração reafirmando que revelou o Pai
enviaste e os amaste como igualmente me amaste.” aos crentes e continuará a fazê-lo. Morris explica que
Aqui, a oração por unidade é reiterada, enfatizando essa contínua revelação de Deus se manifesta
que essa unidade completa e visível no mundo será através do amor que Jesus compartilha com o Pai, e
uma prova do amor de Deus por seus seguidores, agora os crentes também compartilham. Sloyan
assim como Ele ama o Filho. Boice aponta que a salienta que essa promessa de presença contínua de
unidade dos crentes, como reflexo da relação entre Cristo e do amor divino é a base para a missão e a
o Pai e o Filho, demonstra o poder transformador do vida espiritual da igreja.
evangelho. Fredrikson menciona que essa unidade
não é apenas para benefício dos crentes, mas uma Imagine o cenário: Jesus está prestes a enfrentar a
forma de testemunho ao mundo. cruz, mas, antes disso, Ele faz uma oração profunda,
cheia de amor, não apenas pelos seus discípulos, mas
João 17:24 por todos os que, um dia, acreditariam em Sua
“Pai, quero que os que me deste estejam comigo mensagem. Isso inclui você, eu, e todos aqueles que
onde eu estou e vejam a minha glória, a glória que colocam sua fé Nele. Essa oração está registrada em
me deste porque me amaste antes da criação do João 17:20-26. Em cada verso, há uma promessa, um
mundo.” convite para a unidade, um clamor para que sejamos
Neste versículo, Jesus expressa seu desejo de que os um com Ele e uns com os outros.
crentes compartilhem sua presença e vejam sua Jesus, com o coração repleto de compaixão, roga ao
glória. Carson comenta que essa "glória" é tanto uma Pai para que a mesma unidade que existe entre Ele e
promessa escatológica quanto um reflexo da o Pai esteja presente em nós. Ele não está pedindo
comunhão eterna entre o Pai e o Filho, algo que será algo superficial, Ele quer algo profundo, algo que
plenamente revelado aos crentes no final dos transforme vidas, que toque almas, que faça com
tempos. Barton também afirma que esse desejo de que o mundo saiba que fomos amados. Será que
Jesus de compartilhar sua glória reflete seu amor e entendemos a profundidade desse amor? Será que
cuidado contínuos por seus seguidores. conseguimos perceber que fomos incluídos nessa
oração há mais de dois mil anos? Isso deveria nos
João 17:25 fazer parar e refletir: como temos vivido essa
“Pai justo, embora o mundo não te conheça, eu te unidade? Temos sido reflexo desse amor?
conheço, e estes sabem que me enviaste.”
D. A. Carson nos lembra que “a oração de Jesus tudo ao seu redor” (Fredrikson & Ogilvie, 1985, p.
transcende o tempo”, pois Jesus inclui em Sua 248). Ele nos convida a olhar além do aqui e agora,
intercessão “aqueles que ainda creriam por meio da além das dificuldades e provações da vida, para uma
palavra dos discípulos” (Carson, 1991, p. 568). O que realidade eterna, onde estaremos em Sua presença
isso significa para nós? Que desde aquele momento, e contemplaremos a glória que Ele compartilha com
Ele já pensava em nós, já clamava por nossa vida, por o Pai. Será que temos vivido com essa perspectiva?
nossa fé, por nossa comunhão. Ele sabia dos desafios Será que nossas aflições e preocupações diárias têm
que enfrentaríamos, das lutas que teríamos que ofuscado essa visão gloriosa?
travar, mas acima de tudo, Ele sabia que a única Boice traz uma reflexão emocionante ao dizer que,
maneira de vencer tudo isso seria estarmos unidos a quando Jesus pede que estejamos com Ele, é um
Ele e entre nós. Será que estamos vivendo essa clamor para que experimentemos a presença divina
unidade ou temos nos isolado em meio à correria da em toda a sua plenitude (Boice, 2005, p. 1327). Você
vida? Será que nosso coração reflete esse amor? já pensou no quanto isso é profundo? Jesus quer que
Jesus continua Sua oração pedindo que sejamos estejamos com Ele! Isso deveria nos encher de
"um", assim como Ele e o Pai são um. Newman e esperança. Em momentos de tristeza, quando o peso
Nida enfatizam que essa unidade não é apenas da vida parece insuportável, lembre-se: há uma
moral, mas uma unidade vital, comparada à união promessa de que um dia estaremos na presença de
divina entre o Pai e o Filho (Newman & Nida, 1980, Jesus, contemplando Sua glória. Isso não te faz
p. 541). É uma união que vai além de estarmos querer se aproximar mais Dele? Não te desperta o
fisicamente juntos. Estamos falando de uma unidade desejo de viver uma vida que reflete essa esperança?
de propósito, de amor, de espírito. Mas será que E o que dizer do amor de Deus por nós? Morris nos
temos buscado essa união com nossos irmãos e lembra que Deus nos ama da mesma maneira que
irmãs em Cristo? Ou temos nos distanciado, ama Seu Filho (Morris, 1995, p. 648). Isso não é
deixando as diferenças e desentendimentos extraordinário? O amor que Deus tem por Jesus,
obscurecerem o que deveria ser a base de nossa vida aquele amor perfeito e eterno, é o mesmo amor que
cristã? Pense nisso: como podemos dizer ao mundo Ele derrama sobre nós. Será que entendemos a
que somos seguidores de Cristo se estamos profundidade desse amor? Será que vivemos como
divididos? pessoas que sabem que são amadas por Deus com
Tenney nos lembra que essa unidade não é apenas esse amor infinito? Deixe essa verdade penetrar no
uma questão de relacionamento humano, mas é seu coração. Você é amado com o mesmo amor com
“testemunho ao mundo de que Jesus foi enviado que Deus ama Jesus. Isso não muda tudo?
pelo Pai” (Tenney, 1976, p. 243). Nossa unidade é o Jesus termina Sua oração dizendo: “Eu neles, e tu em
reflexo da mensagem do Evangelho. Quando mim, para que eles sejam perfeitos em unidade”.
amamos uns aos outros, como Cristo nos amou, o Sloyan nos lembra que essa perfeição não é algo que
mundo vê a presença de Deus em nós. Isso não te alcançamos por nós mesmos, mas que vem através
emociona? Não desperta em você um desejo de da presença de Cristo em nós (Sloyan, 1988, p. 195).
viver esse amor, essa unidade que transforma e Estamos permitindo que Cristo viva em nós
cura? plenamente? Estamos deixando que Seu amor
Ao orar pela unidade, Jesus também revela um transforme nossas ações, nossos pensamentos,
desejo profundo: que estejamos com Ele e vejamos nossa maneira de nos relacionar com os outros?
Sua glória. Fredrikson e Ogilvie apontam que ver a Westcott nos aponta que essa unidade tem um
glória de Cristo é um convite para contemplar a impacto direto no mundo: é por meio dessa unidade
plenitude do amor divino, “um amor que transforma que o mundo conhecerá que fomos enviados por
Deus (Westcott & Westcott, 1908, p. 245). Nossa Perguntas de Aplicação:
missão, então, não é apenas viver para nós mesmos, 1-Você tem permitido que o amor de Cristo restaure
mas viver de tal maneira que o mundo veja Cristo em suas feridas emocionais e relacione você de maneira
nós. Você está vivendo essa missão? Sua vida tem mais profunda com os outros?
refletido essa unidade e esse amor? 2-Como você pode refletir esse amor de cura nas
Ao final de tudo, o que podemos levar dessa oração suas amizades e relacionamentos familiares?
de Jesus? Barton nos lembra que, acima de tudo,
essa oração nos convida a refletir a glória de Cristo Motivo de Oração:
em nossas vidas, permitindo que Sua luz brilhe por Ore para que Deus nos ensine a amar com o mesmo
meio de nós (Barton, 1993, p. 345). Estamos amor que Ele derramou sobre nós, para que nossas
refletindo essa glória? Estamos permitindo que o vidas sejam instrumentos de cura para aqueles ao
amor de Cristo brilhe em nós, trazendo esperança e nosso redor.
cura para aqueles ao nosso redor?
Que cada um de nós possa deixar que essas palavras 2-O Abraço da Unidade: Mais Que Palavras
toquem nosso coração profundamente. Que A unidade que Jesus deseja para nós não é uma
possamos buscar a unidade, o amor e a presença de unidade de aparências, de falsos sorrisos ou
Cristo em tudo o que fazemos, para que o mundo conveniências. Ele quer uma unidade verdadeira,
veja em nós o reflexo da glória de Deus. Assim, como nascida do amor sacrificial. É como se Ele nos
os comentaristas nos ensinaram, o desejo de Jesus é chamasse a nos abraçarmos uns aos outros com o
que vivamos em unidade, que sejamos um, assim mesmo fervor com que Ele nos abraçou na cruz.
como Ele e o Pai são um, para que o mundo creia e Quando vivemos em verdadeira comunhão, o
conheça o amor de Deus. mundo olha para nós e vê algo diferente, algo que o
Que essa verdade impacte sua vida hoje e que, em dinheiro, o poder, ou o sucesso não podem oferecer:
meio às lutas e desafios, você possa lembrar que a presença viva de Deus entre nós.
Jesus orou por você, para que você experimente essa
unidade, esse amor e essa glória. Perguntas de Aplicação:
1-Como você tem contribuído para a verdadeira
1-Unidos Pelo Amor que Cura unidade no seu grupo, na sua família, na sua igreja?
Quando Jesus ora pela unidade de Seus seguidores, 2- Existe alguém que você precisa "abraçar"
Ele está clamando por algo muito maior do que uma espiritualmente, oferecendo perdão ou
simples amizade entre nós. Ele quer que sejamos reconciliação?
reflexos do amor que Ele e o Pai compartilham. Um
amor que cura, que restaura e que nos liga uns aos Motivo de Oração:
outros de maneira sobrenatural. Esse é o amor que Peça a Deus que Ele nos ajude a ser instrumentos de
toca o coração das pessoas e transforma suas vidas. reconciliação, promovendo unidade verdadeira e
Somos chamados para viver esse amor, para mostrar sincera entre nossos irmãos e irmãs em Cristo.
ao mundo que Deus está presente em nós, curando
nossas feridas, transformando nosso medo em 3-A Glória de Ser Amado por Deus
esperança. Como você tem vivido esse amor? Jesus orou para que o mundo conhecesse o quanto
somos amados por Deus. Isso é mais do que uma
simples informação – é uma verdade que tem o
poder de transformar o coração mais endurecido.
Você já parou para pensar no quanto é amado por
Deus? Um amor tão profundo e perfeito que não tem
comparação. Esse amor não depende do que você
faz ou deixa de fazer. Ele simplesmente é. E esse é o
amor que somos chamados a viver e a espalhar, para
que todos ao nosso redor sintam a glória de serem
amados incondicionalmente.

Perguntas de Aplicação:
1-Você realmente acredita que é amado por Deus da
mesma forma que Jesus é amado pelo Pai?
2-Como essa verdade pode transformar a maneira
como você se vê e como você trata os outros?

Motivo de Oração:
Ore para que Deus nos ajude a entender e aceitar a
profundidade do Seu amor por nós, e que possamos
viver e espalhar esse amor em todos os lugares que
formos.

Referências:
1. Carson, D. A. The Gospel according to John. Leicester, England;
Grand Rapids, MI: Inter-Varsity Press; W.B. Eerdmans, 1991.
2. Newman, B. M., & Nida, E. A. A Handbook on the Gospel of John.
Helps for Translators; UBS Handbook Series. New York: United
Bible Societies, 1980.
3. Barton, B. B. John. Life Application Bible Commentary. Wheaton,
IL: Tyndale House, 1993.
4. Tenney, M. C. John: The Gospel of Belief. The New International
Commentary on the Old and New Testament. Grand Rapids, MI;
Cambridge, U.K.: Wm. B. Eerdmans Publishing Co., 1976.
5. Fredrikson, R. L., & Ogilvie, L. J. The Preacher’s Commentary
Series, Volume 27: John. Nashville, TN: Thomas Nelson Inc., 1985.
6. Morris, L. The Gospel According to John. The New International
Commentary on the New Testament. Grand Rapids, MI: Wm. B.
Eerdmans Publishing Co., 1995.
7. Sloyan, G. S. John. Interpretation, a Bible Commentary for
Teaching and Preaching. Atlanta: John Knox Press, 1988.
8. Boice, J. M. The Gospel of John: An Expositional Commentary.
Pbk. ed. Grand Rapids, MI: Baker Books, 2005.
9. Westcott, B. F., & Westcott, A. (Eds.). The Gospel according to St.
John: Introduction and Notes on the Authorized Version. London:
J. Murray, 1908.

Você também pode gostar