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Bradiarritmias

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Arritmias

Bradiarritmias
Bradiarritmias CM

ÍNDICE

BRADIARRITMIAS 3

CONCLUSÃO 10

Bibliografia 11

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Bradiarritmias CM

BRADIARRITMIAS

DEFINIÇÃO DE BRADIARRITMIAS

Vamos novamente usar o mnemônico do eletrocardiograma: IA-


FRAESBIM.

Ao se deparar com a frequência cardíaca (FC) menor que 60 batimentos


por minuto (bpm) vamos entrar no universo das Bradiarritmias.

1. BRADICARDIA SINUSAL

Origem: distúrbios no nó sinusal ou junção sinoatrial.

Vamos observar no ECG frequência cardíaca menor que 60 - 50 bpm com


ondas P positivas (sinusais)

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Bradiarritmias CM

Figura 16. Bradicardia sinusal.

1. PARADAS SINUSAL

Nesse traçado eletrocardiográfico vamos encontrar um looongo período


com uma linha isoelétrica, ou seja, após um batimento, por alguma falha
intermitente do nó sinusal, ele não vai enviar outro estímulo.

Por definição, são pausas sinusais com ≥ 2 segundos OU registro no ECG


um ciclo PP com duração maior que 1,5x o ciclo PP básico (não vai ser
múltiplo como no bloqueio sinoatrial tipo II).

Mas se o nó sinusal não funcionar, quem vai comandar o próximo


estímulo?

Lembra quando falamos sobre a condução do estímulo e a hierarquia que


existe no sistema: nó sinusal, nó AV, feixe de Hiss? E que nó sinusal é o
que apresenta a maior frequência de disparo automático do estímulo
elétrico.

Pois bem, se o nó sinusal não conseguir propagar o estímulo, outra


estrutura do sistema de condução pode assumir o comando.

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Bradiarritmias CM

Origem do novo comando: Células atriais (aproximadamente 60 - 80


bpm), células do nó AV (aproximadamente 35 - 60 bpm), células do
sistema His-Purkinje (aproximadamente 25 - 35 bpm) , miócitos
ventriculares ( ≤ 25 - 35 bpm).

Dessa forma, logo após a pausa, teremos um batimento que


chamaremos de Escape:

Tabela 5. Como identificar os escapes Atriais, Juncionais e Ventriculares.

Figura 17. Batimento de escape ventricular após a pausa.

1. BLOQUEIO SINOATRIAL (BSA)

O estímulo tem dificuldade em passar na junção sinoatrial.

As ondas P vão ter a mesma morfologia, respeitando os critérios de P


sinusal.

Em algum momento, não vai ser formado a onda P, gerando a pausa.

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Bradiarritmias CM

Inicialmente, devemos medir a distância entre duas ondas P (sem a


pausa).

• Bloqueio sinoatrial 2º tipo I:

O intervalo entre as ondas P vai ser encurtado progressivamente, até um


estímulo ser bloqueado e formar a pausa. O intervalo PP após a pausa é
mais longo que o intervalo PP antes da pausa.

• Bloqueio sinoatrial 2º tipo II:

O intervalo PP antes e depois da pausa vai ser o mesmo.

Geralmente, a duração das pausas vai ser o dobro ou triplo da distância


das ondas PP no ritmo sinusal.

E os BSA 1º e 3º grau?

O registro ECG permite o diagnóstico somente do BSA 2º grau.

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Bradiarritmias CM

1. BLOQUEIO ATRIOVENTRICULAR

A origem é na junção AV.

Existem pontos diferentes nessa junção, sendo: nó AV e o feixe de His.

Nesse momento, iremos dividi-los em: acima do feixe de His (supra-


hissianos) e abaixo do feixe de His (intra ou infra-hissianos).

Será importante medir todos os intervalos PR do traçado:

Figura 18. Limites do intervalo PR.

A. Bloqueio atrioventricular de primeiro grau:

O intervalo PR é maior que 200 ms em adultos. Presença de 1 onda P para


cada QRS.

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Bradiarritmias CM

Figura 19. Traçado com BAV 1º grau.

A. Bloqueio atrioventricular de segundo grau:

Bradicardias irregulares com pausas entre a condução átrio - ventrículo


de tempos em tempos. Iremos dividir conforme sua apresentação:

• Bloqueio atrioventricular 2° grau Mobitz I (Wenckebach)

O intervalo PR prolonga progressivamente, até que uma onda P é


bloqueada e não consegue gerar um QRS.

O intervalo PR após o bloqueio vai ser menor que o intervalo PR antes do


bloqueio.

Figura 20. Alargamento do intervalo PR - Fenômeno de Wenckebach.

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Bradiarritmias CM

Figura 21. BAV 2º grau Mobitz I

• Bloqueio atrioventricular 2° grau Mobitz II

Ondas P bloqueadas sem alteração prévia no intervalo PR.


O intervalo PR após o bloqueio, vai ser igual o intervalo PR antes do
bloqueio.

A. Bloqueio atrioventricular 2:1

Presença de 2 ondas P, sendo que 1 delas é bloqueada.

Figura 22. BAV 2:1

A. BAV avançado

Presença de ≥ 3 ondas P bloqueadas, ou seja, vamos observar a proporção


entre P e QRS de 3:1, 4:1, ou maior.

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Bradiarritmias CM

A. Bloqueio atrioventricular de terceiro grau ou Bloqueio


atrioventricular total (BAVT)

Vamos encontrar ondas P dissociadas do QRS. Ou seja, uma desordem.


Ondas P dentro ou após no segmento ST, dentro da onda T.
Iremos medir a distância entre ondas P e iremos perceber que possuem a
mesma distância entre elas (intervalo PP regular).

Figura 23. BAVT.

CONCLUSÃO

É isso pessoal, quando perceberem que a frequência cardíaca está


diferente do normal, fiquem atentos e lembrem dos 2 universos que
falamos aqui. Coração acelerado, taquiarritmia, coração preguiçoso,
bradiarritmia.

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Bradiarritmias CM

Bibliografia

REFERÊNCIAS

1. Pastore, CA et al. III DIRETRIZES DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE


CARDIOLOGIA SOBRE ANÁLISE E EMISSÃO DE LAUDOS
ELETROCARDIOGRÁFICOS. Arquivos Brasileiros de Cardiologia
[online]. 2016, v. 106, n. 4 Suppl 1 [Acessado 23 Dezembro 2021] , pp. 1-23.
Disponível em: <[Link] ISSN 1678-4170.
[Link]

2. JUNIOR, Anis Rassi; RASSI, Sergio Gabriel ; TEIXEIRA , Ricardo Alkmim.


Manual Prático das arritmias cardíacas. SOBRAC. 1. ed. São Paulo:
Atheneu, 2022. 250 p. v. 1.

3. NETO, José Nunes De Alencar. Manual de ECG. 1. ed. São Paulo: Sanar
Ltda., 2019. 718 p. v. 1.

CINTRA, Fatima Dumas et al. Aprendendo arritmias com o Holter: Guia


prático da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas - SOBRAC. 1. ed. São
Paulo: Atheneu, 2023. 416 p. v. 1.

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