Aula 5
Fato Gerador
Obrigação tributária
Sujeitos da relação tributária
Revisão estado tira dinheiro da população para suas ações -> como impostos. Multa é uma
pena por ato ilícito.
TRIBUTO ≠ MULTA
Arrecadação veiculada: dinheiro tem um destino específico. Ex.: Previdência.
Fato gerador -> obrigação -> Sujeito passivo
Crédito -> Sujeito ativo
1. Fato Gerador (Art. 144 e S.S, CTN)
Art. 114. Fato gerador da obrigação principal é a situação definida em lei como
necessária e suficiente à sua ocorrência
- Definição: é uma situação que dá origem a obrigação de pagar multa ou tributo ou auxiliar na
fiscalização e cobrança de tributos.
#hipótese de incidência: fato gerador é a concretização de uma hipótese de incidência.
situação abstrata. Hipótese não é certeza/ incidência sim.
Momentos:
a. Complexos
b. Instantâneos
2. Obrigação (Art. 113, CTN)
Art. 113. A obrigação tributária é principal ou acessória.
§ 1º A obrigação principal surge com a ocorrência do fato gerador, tem por objeto o
pagamento de tributo ou penalidade pecuniária e extingue-se juntamente com o
crédito dela decorrente.
§ 2º A obrigação acessória decorre da legislação tributária e tem por objeto as
prestações, positivas ou negativas, nela previstas no interesse da arrecadação ou da
fiscalização dos tributos.
§ 3º A obrigação acessória, pelo simples fato da sua inobservância, converte-se em
obrigação principal relativamente à penalidade pecuniária.
– Espécies
a. Principal
i. Tributo
ii. multa
b. Acessória: é toda obrigação de fazer ou não fazer algo em prol da arrecadação.
Ex.: declaração de imposto de renda.
3. Sujeitos (Art. 119 e S.S, CTN)
Art. 119. Sujeito ativo da obrigação é a pessoa jurídica de direito público, titular da
competência para exigir o seu cumprimento.
Art. 121. Sujeito passivo da obrigação principal é a pessoa obrigada ao pagamento de
tributo ou penalidade pecuniária.
Parágrafo único. O sujeito passivo da obrigação principal diz-se:
I - contribuinte, quando tenha relação pessoal e direta com a situação que constitua o
respectivo fato gerador;
II - responsável, quando, sem revestir a condição de contribuinte, sua obrigação
decorra de disposição expressa de lei.
Art. 122. Sujeito passivo da obrigação acessória é a pessoa obrigada às prestações
que constituam o seu objeto.
a. Ativo: quem pode cobrar o tributo. Para ser sujeito ativo de uma relação
tributária não é preciso ter competência tributária, o que não significa que
quem tem competência tributária não possa ser sujeito ativo.
b. Passivo: quem tem o dever de pagar um tributo ou de fazer ou não algo em
prol da relação. Existem espécies diferentes de sujeito passivo (contribuinte,
responsável tributário, etc.). Nem sempre vai recolher o tributo quem exerceu
o fato gerador. É o que sofre a incidência da tributação.
i. Contribuinte: sujeito passivo que tem relação pessoal e direta com o
fato gerador da obrigação tributária.
ii. Responsável tributário: é aquele que mesmo não tendo relação
pessoal e direta com o fato gerador é chamado a responder pelo
tributo. A responsabilidade decorre da lei e deve haver alguma relação
entre o responsável e o fato gerador. Ou seja, a lei chama uma pessoa
que não praticou o fato gerador para recolher o tributo.
Nem sempre quem pratica é quem responde. Seja por tornar-se responsável em nome
de outro (sócio, herdeiro, etc.), seja por ter maior capacidade e estrutura do que o
contribuinte (empresa que paga impostos pelo funcionário), ou por contrato entre as partes.
Art. 123. Salvo disposições de lei em contrário, as convenções particulares, relativas à
responsabilidade pelo pagamento de tributos, não podem ser opostas à Fazenda
Pública, para modificar a definição legal do sujeito passivo das obrigações tributárias
correspondentes.
Substituição tributária: ocorre ao longo da cadeia econômica, tanto para frente como para
trás. É por conta disto que alguns produtos não dão crédito no Nota Paraná 😉
- Fala-se em substituição regressiva (para trás) quando o agente econômico substituído
está no início (mais atrás) de uma cadeia econômica.
- Fala-se em substituição tributária progressiva (para frente) quando o substituído
tributário está mais para o final da cadeia econômica.