Exame final de Matemática Aplicada às Ciências Sociais (2024, Época especial)
Proposta de resolução
1. Efetuando a soma dos atribuı́dos a cada local, temos:
Cabo Girão Pico do Areeiro Porto Moniz Santana
Soma 2 + 4 + 1 + 3 = 10 1 + 5 + 4 + 1 = 11 3 + 1 + 3 + 4 = 11 4 + 0 + 2 + 2 = 10
Como no total existem 40 pontos, nenhum dos locais obteve os 21 pontos necessários para atingir a maioria
absoluta. Verifica-se ainda que Santana foi o local menos pontuado, pelo que deve ser eliminado da tabela.
Assim, criando a nova tabela, de acordo com o método descrito, e obtendo a soma das pontuações decor-
rente desta tabela, temos:
Cabo Girão Pico do Areeiro Porto Moniz
António 2 1 3+4 =7
Camila 4 5+0 =5 1
Dora 1 4+2 =6 3
Francisco 3 1 4+2 =6
Soma 10 13 17
Continua a verificar-se que nenhum dos locais obteve os 21 pontos necessários para atingir a maioria
absoluta. Verifica-se ainda que o Cabo Girão foi agora o local menos pontuado, pelo que também deve
ser eliminado da tabela.
Assim, criando ainda outra tabela, e obtendo as somas, de acordo com o método descrito, temos:
Pico do Areeiro Porto Moniz
António 1 7+2 =9
Camila 5+4 =9 1
Dora 6+1 =7 3
Francisco 1 6+3 =9
Soma 18 22
Assim, como Porto Moniz obteve a maioria absoluta dos pontos (mais de 21), este será o primeiro local a
visitar pela famı́lia Antunes.
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2. Calculando o valor total que o António pagaria se tivesse feito a reserva no Hotel Camélia, para 2 quartos
duplos por 4 noites, temos:
2 × 134,55 × 4 = 1076,40 e
Calculando o valor total que o António pagaria sem desconto no Hotel Azálea, para 2 quartos duplos por
4 noites, temos:
• Valor das duas primeiras noites: 2 × 150,20 × 2 = 600,80 e
• Valor das restantes duas noites: 2 × 142,30 × 2 = 569,20 e
• Valor total das quatro noites: 600,80 + 569,20 = 1170 e
Assim, a diferença de valores, ou seja, o valor do desconto é:
1170 − 1076,40 = 93,60 e
Logo, a percentagem p do desconto, calculada sobre o total do valor a pagar no Hotel Azálea, é:
1170 100 100 × 93,60
= ⇔ p= ⇔ p = 8%
93,60 p 1170
3.
3.1. Aplicando o método descrito, de acordo com a posição dos marcadores, temos que:
• Percorrendo a linha de cartões, partindo do cartão mais à es- L1 L2
querda, até se encontrar o primeiro marcador, observamos que
as levadas L1 e L2 serão atribuı́das ao Fernando, que colocou o
primeiro marcador. F1
• Percorrendo a linha de caixas, novamente da esquerda para a
L6 L7
direita, até se encontrar o segundo marcador de um dos outros
dois guias, observamos que a Joana colocou esse marcador, pelo
que lhe serão atribuı́das as levadas compreendidas entre os seus J1 J2
primeiro e segundo marcadores, ou seja, as levadas L6 e L7.
L9 L10 L11 L12
• Ao guia que resta, a Helena, são atrı́buı́das as levadas do seu
segundo marcador, as levadas L9, L10, L11 e L12.
H2
• As levadas 3, 4, 5 e 8 serão atribı́das por sorteio.
Assim, temos que:
Antes do sorteio de atribuição das levadas que restaram, à Joana serão atribuı́das as levadas
L6 e L7 , à Helena serão atribuı́das quatro levadas e, ao Fernando, duas levadas. As levadas
L3 e L8 serão duas das atribuı́das por sorteio aos três guias.
Logo, as correspondências corretas são:
• I → b)
• II → b)
• III → a)
• IV → a)
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3.2. Iniciar e terminar um percurso numa mesma levada, percorrendo todos os troços pedonais, incluindo
o novo, sem repetir nenhum deles, corresponde à definição de um circuito de Euler. Tal só será
possı́vel se todos os vértices tiverem grau par.
Assim, analisando as tabelas apresentas e considerando a construção de um novo troço entre as
levadas L3 e L7, temos que:
• Na tabela das opção A e B, existem vértices com grau ı́mpar que não são alterados com a inclusão
da aresta entre os vértices L3 e L7 (o vértice L5 na opção A e os vértices L1 e L5 na opção B),
pelo que não é possı́vel definir um circuito de Euler com a inclusão da nova aresta.
• Na tabela da opção C, todos os vértices têm grau par pelo que com a inclusão da aresta entre
os vértices L3 e L7, estes vértices passariam a ter um grau ı́mpar e não seria possı́vel definir um
circuito de Euler.
• Na tabela da opção D, apenas os vértices L3 e L7 têm grau ı́mpar pelo que com a inclusão
da aresta entre estes vértices, todos passam a ter um grau par o que torna possı́vel definir um
circuito de Euler.
Resposta: Opção XX
B D
4. Como a Dora pretende visitar miradouros de altitude superior a 350 metros apenas se consideram os
miradouros B, CG, E, PA, PB e PR.
Assim, o percurso definido pela Dora, foi:
I - PR (maior altitude). (Alternativas: PA(1818), E(1007) e B(860)).
PA E
II - PA (Alternativas: PR(já visitado), E(1007) e B(860)).
III - E (Alternativas: PR, PA (já visitados), CG(580) e PB(355)).
GC
IV - CG (Alternativas: E (já visitado), PB(355)).
PR
V - PB (Alternativas: E, CG (já visitados)). B(860)).
VI - B (Alternativas: PR, PA, PB (já visitados)).
B
PB
Desta forma, o percurso definido pela Dora, que lhe permite visitar seis miradouros, é:
PR → PA → E → CG → PB → B
5.
5.1. A amplitude do ângulo ao centro, α, correspondente ao sector circular relativo ao número de turistas
de nacionalidade Z, é proporcional à frequência absoluta:
1200 210 210 × 360
= ⇔ α= ⇔ α = 63◦
360 α 1200
Resposta: Opção D
5.2. Designado por m a média das idades dos turistas que têm nacionalidade X (que é também a média
das idades dos turistas da nacionalidade Z), e como a média dos 1200 turistas, temos que:
m × 180 + 62 × 350 + m × 210 + 56 × 460 180m + 21 700 + 210m + 25 760
= 54,5 ⇔ = 54,5 ⇔
1200 1200
⇔ 390m + 47 460 = 54,5 × 1200 ⇔ 390m + 47 460 = 65 400 ⇔ 390m = 65 400 − 47 460 ⇔
17 940
⇔ 390m = 17 940 ⇔ m = ⇔ m = 46
390
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5.3. Observando os histogramas relativos a cada nacionalidade, temos que:
(1) no histograma relativo à nacionalidade Z, podemos observar que a frequência absoluta acumulada
da classe [1,0; 1,2[ é zero, ou seja não existe qualquer turista desta nacionalidade com altura
inferior a 1,2 m, o que não acontece com as outras nacionalidades.
(2) a percentagem de turistas que medem menos de 1,6 m, é para cada nacionalidade:
25 + 150 + 100
5 + 20 + 45 = 70% para a nacionalidade X; × 100 ≈ 79% para a nacionalidade Y
350
110
e × 100 ≈ 52% para a nacionalidade Z.
210
(3) o número de turistas que medem pelo menos de 1,6 m, é para cada nacionalidade:
(0,2 + 0,1) × 180 = 54 para a nacionalidade X; 75 para a nacionalidade Y e 210 − 110 = 100 para
a nacionalidade Z, sendo o maior número de turistas neste intervalo de alturas da nacionalidade
Z.
(4) A classe em que se situam as alturas mais frequentes é para cada nacionalidade:
[1,4; 1,6[ para a nacionalidade X; [1,2; 1,4[ para a nacionalidade Y e [1,4; 1,6[ para a nacionalidade
Z.
(5) a percentagem de turistas que medem pelo menos de 1,4 m, é para cada nacionalidade:
100 + 75 + 0
(0,4 + 0,2 + 0,1) × 100 = 70% para a nacionalidade X; × 100 = 50% para a
350
210 − 30
nacionalidade Y e × 100 ≈ 86% para a nacionalidade Z.
210
(6) o número de turistas que medem pelo menos 1,6 metros e menos de 1,8 metros, é para cada
nacionalidade:
0,2 = 36 para a nacionalidade X; 75 para a nacionalidade Y e 180−110 = 70 para a nacionalidade
Z, sendo o menor número de turistas neste intervalo de alturas da nacionalidade X.
(7) o número de turistas cuja altura pertence à classe [1,4; 1,6[, é para cada nacionalidade:
0,45 × 180 = 81 para a nacionalidade X; 100 para a nacionalidade Y e 110 − 30 = 80 para a
nacionalidade Z.
Logo, as correspondências corretas são:
• (a) → (2),(6)
• (b) → (4),(5)
• (c) → (1),(3),(7)
6.
6.1. Como, de acordo com o modelo apresentado, o tempo é medido em décadas e t = 0 corresponde ao
final de 1900, então o final de 1970 corresponde a t = 7 e o final de 2000, a t = 10, pelo que o número
de habitantes no final destes anos, é:
• A(7) = 1 + 30e−0,02×7 ≈ 27,081 centenas
• A(10) = 1 + 30e−0,02×10 ≈ 25,562 centenas
Assim, o valor da diminuição do número de habitantes entre o final de 1970 e o final de 2000 é:
A(7) − A(10) ≈ 27,081 − 25,562 ≈ 1,519 centenas
Esta diminuição, em percentagem, p, relativamente ao final de 1970, arredondada às unidades, é:
27,081 1,519 1,519 × 100
= ⇔ p= ⇔ p ≈ 6%
100 p 27,081
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6.2. Como 2700 são 27 centenas, para determinar o ano em que,
no final, o número de habitantes da freguesia A foi, pela pri- y
meira vez, inferior a 2700, devemos resolver a equação A(t) = 27 .
Usando a função da calculadora para determinar valores
aproximados das coordenadas do ponto de interseção da repre- 27
sentação gráfica do modelo com a reta, representamos o gráfico
da função f (x) = 1 + 30e−0,2x e a reta g(x) = 27, numa janela
ajustada, obtemos o valor aproximado (com duas casas decimais)
das coordenadas do ponto de interseção: (7,16 ; 27) .
Assim, temos que no final do ano de 1971 (t = 7,1) a po-
pulação ainda não era inferior a 2700, pelo que foi apenas no
ano de 1972 que o número de habitantes da freguesia A foi, pela
0 7,16 x
primeira vez, inferior a 2700 .
6.3. Representando os dois modelos na calculadora gráfica e observando a sua representação em tabela,
podemos comparar o número de habitantes de cada freguesia ao fim de cada década:
t A(t) B(t)
0 31,000 20,400
1 30,406 21,000
2 29,824 21,600
3 29,253 22,200
4 28,693 22,800
5 28,145 23,400
6 27,608 24,000
7 27,081 24,600
8 26,564 25,200
9 26,058 25,800
10 25,562 26,400
Assim, temos que:
No final do ano de 1900, o número de habitantes da freguesia A era 3100 , sendo superior ao
número de habitantes da freguesia B. Decorridas dez décadas, a freguesia que até então tinha menor
número de habitantes passou a ser a freguesia com maior número de habitantes.
Decorridas duas décadas após o final do ano de 1900, é possı́vel afirmar que, na freguesia B, o
número de habitantes era superior a 2000.
Logo, as correspondências corretas são:
• I → a)
• II → c)
• III → a)
• IV → c)
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7.
7.1. Organizando todas as hipóteses, com recurso a uma tabela, identificando os empates (E), as situações
em que o vencedor é o Francisco (F) e as situações em que o vencedor é o irmão (I) temos:
Francisco
1 2 3 4 5 6
Irmão
1 E F F F F F
2 I E F F F F
3 I I E F F F
4 I I I E F F
5 I I I I E F
6 I I I I I E
Assim, é possı́vel verificar que, de entre as 36 hipóteses possı́veis de obter no lançamento dos 2 dados
(ou seja 36 casos possı́veis), o Francisco ganha o jogo em 15 deles(15 casos favoráveis).
Assim, recorrendo à Regra de Laplace, temos que a probabilidade de o Francisco ganhar o jogo à
primeira tentativa, na forma de fração irredutı́vel, é:
15 5
p= =
36 12
7.2. Esquematizando as probabilidades conhecidas num diagrama em árvore, temos:
20% Flor
Alves
Sem lucro
40%
55% Flor
30%
Carreiros Bino
Sem flor
30% 40% Flor
Célio
Sem flor
Assim, considerando a experiência aleatória que consiste em escolher, ao acaso, um carreiro para
conduzir o carro na descida, e os acontecimentos:
A:≪A descida foi feita num carro conduzido pelo Alves≫
B:≪A descida foi feita num carro conduzido pelo Bino≫
C:≪A descida foi feita num carro conduzido pelo Célio≫
F :≪O carreiro oferecer uma flor≫
Temos, que a probabilidade de a senhora Antunes ter realizado a descida num carro de vime condu-
zido pelo Bino sabendo que o carreiro ofereceu uma flor no final da descida, na na forma de dı́zima,
com arredondamento às centésimas, é:
P (B ∩ F ) P (B ∩ F )
P (B|F ) = = =
P (F ) P (A ∩ F ) + P (B ∩ F ) + P (C ∩ F )
0,3 × 0,55 0,165
= = ≈ 0,45
0,4 × 0,2 + 0,3 × 0,55 + 0,3 × 0,4 0,365
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8. O número de turistas que foram questionados, ou seja, a dimensão da amostra, é n = 105 .
Como o intervalo ]0,306; 0,494[ é um intervalo de confiança a 95%, sabemos que o valor de z corres-
pondente a este nı́vel de confiança é 1,960.
Sabendo que o valor de p̂, ou seja, proporção de turistas que ficariam no máximo três dias na ilha, é
o ponto médio do intervalo de confiança para a proporção, temos que:
0,306 + 0,494 0,8
p̂ = = = 0,4
2 2
Sabemos ainda que, designado por k o número de turistas que responderam que ficariam exatamente três
18 + k
dias na ilha, a proporção correspondente é (considerando os turistas que ficaram 2 ou 3 dias na
105
ilha), pelo que, podemos calcular obter o valor de k através da equação:
18 + k 18 + k
p̂ = ⇔ 0,4 = ⇔ 0,4 × 105 = 18 + k ⇔ 42 − 18 = k ⇔ 24 = k
105 105
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