0% acharam este documento útil (0 voto)
122 visualizações166 páginas

Competências Digitais: Conceitos e Impacto

Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
122 visualizações166 páginas

Competências Digitais: Conceitos e Impacto

Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

COMPETÊNCIAS DIGITAIS

AULA 1

Profª Vivian Ariane Barausse de Moura


Profª Maria Carolina Avis
Profª Flávia Roberta Fernandes
CONVERSA INICIAL

Neste estudo, vamos falar sobre as competências digitais. Desde já, é


preciso ficar claro que o termo competências digitais não está relacionado
apenas ao desenvolvimento de habilidades tecnológicas, mas também a saber
aproveitar o máximo dos recursos que as tecnologias digitais disponibilizam,
para se comunicar, ter acesso e disseminar informação, resolver problemas e
produzir conhecimento. E para isso, é necessário adquirir conhecimentos,
valores, regulamento e ética sobre as tecnologias digitais. Não se assuste, pois
teremos seis etapas para abordar os assuntos relacionados às competências
digitais e, nesta primeira, vamos abordar:

• O que são competências digitais e o impacto na sociedade, que


compreende o âmbito profissional e pessoal;
• Quais as competências que envolvem a utilização de dados e informação;
• O que são os níveis de proficiência;
• Como ocorre o consumo de conteúdos em ambientes digitais;
• Quais são as terminologias que envolvem as tecnologias digitais, dentro
do escopo das ferramentas digitais.

Com base nesses tópicos, vamos iniciar nosso aprendizado sobre as


competências digitais, uma vez que elas nunca foram tão críticas para os
negócios, no ambiente de trabalho e também na vida pessoal, como vivenciado
pela mudança universal para interações digitais como comércio on-line, trabalho
remoto e colaboração virtual.
Embora essa mudança tenha produzido muitos benefícios, como maior
flexibilidade para os trabalhadores e remoção da geografia como uma barreira
para a contratação de novos talentos, ela também resultou na ampliação de uma
já grande lacuna de habilidades.

CONTEXTUALIZANDO

Acredite ou não, as competências digitais são necessárias para o


mercado de trabalho há décadas. Desde que existem computadores, servidores
e comunicações eletrônicas, há uma necessidade de profissionais com
inclinação digital, como especialistas em tecnologia da informação e funcionários
que saibam utilizar os softwares de escritório.

2
Atualmente, as competências digitais exigidas no local de trabalho são um
pouco mais avançadas, e as empresas esperam que a maioria de seus
funcionários as possua, não apenas alguns poucos selecionados. A tecnologia
está no centro de nossas vidas e, à medida que nossa dependência da Internet
e das comunicações digitais aumenta, nossa força de trabalho deve acompanhar
a evolução da demanda por competências.
Os agricultores não estão mais apenas semeando e colhendo uma safra;
eles estão usando sensores e tecnologia da informação para automatizar,
monitorar e regular seus sistemas para se tornarem mais lucrativos, eficientes e
sustentáveis.
Os aplicativos de entrega de comida agora ajudam os restaurantes a
fornecer suas opções de menu a clientes famintos sem que eles precisem sair
de casa. Isso adiciona uma camada complexa de responsabilidades para os
funcionários do restaurante, que agora devem gerenciar os pedidos por meio de
dispositivos digitais, bem como quaisquer interações pessoais.
Mesmo o setor imobiliário, um setor tradicionalmente presencial, depende
de habilidades digitais. Orientações virtuais estão disponíveis para clientes em
potencial que desejam se mudar, e assinar documentos remotamente com
serviços como o DocuSign 1 é uma maneira rápida e conveniente de finalizar um
contrato.
Na última década, empresas de todos os setores digitalizaram suas
operações e processos. Mesmo agora, as empresas estão empregando
inteligência artificial (IA) para otimizar fluxos de trabalho e cadeias de
suprimentos. Como resultado, os candidatos a emprego de hoje exigem
habilidades especializadas para ajudá-los a se destacar da multidão, e nesse
cenário estão as competências digitais.

TEMA 1 – DEFINIÇÃO DE COMPETÊNCIAS DIGITAIS

À medida que a tecnologia digital evolui, o mesmo acontece com as


habilidades digitais. Note que isso se torna cada vez mais evidente em nosso
cotidiano, quer ver um exemplo prático? Em grande parte das cidades
brasileiras, para fazer ou atualizar o documento de identidade, o famoso RG, é
necessário realizar o agendamento ON-LINE, sim, esse “on-line” está em caixa

1 Disponível em: <https://www.docusign.com.br/>. Acesso em: 20 abr. 2023.


3
alta de maneira proposital, para chamar a atenção do que é necessário para
realizar esse agendamento, no mínimo uma ferramenta digital e conexão com a
internet, mas, além disso, o conhecimento necessário para operacionalizar esse
“combo” e executar as ações a fim de realizar o agendamento, ou seja, ter o
conhecimento para manusear essas ferramentas e executar as ações
necessárias para realizar o agendamento.
Com isso, espera-se que as pessoas saibam selecionar com eficiência o
conhecimento a partir da quantidade de informações disponíveis e apliquem
efetivamente esse conhecimento, tanto em sua vida profissional quanto pessoal,
o que implica ter uma preparação técnica, assim como as habilidades suficientes
para se adaptar às mudanças.
O termo Digital Competence (Competência Digital) aparece no relatório
produzido pelo Parlamento Europeu em conjunto com a Comissão Europeia de
Cultura e Educação “Competências-chave para a educação e a formação ao
longo da vida”. O documento teve como objetivo “identificar as abordagens e as
tendências emergentes na Europa para Media Literacy (Letramento em Mídias),
apresentando oito competências essenciais para a formação ao longo da vida”
(European Comission, 2007).
Dentre as competências está a competência digital, definida como o "uso
seguro e crítico das tecnologias da informação para o trabalho, o lazer e para a
comunicação” (Grizzle, 2016, p. 27). Dessa forma, a partir desses relatórios, a
Europa iniciou um movimento para o desenvolvimento de pesquisas focando o
conceito e frameworks de competências digitais para os cidadãos europeus, o
famoso DigComp – falaremos mais sobre ele adiante.
A definição de competências digitais da Unesco é “uma gama de
habilidades para usar dispositivos digitais, aplicativos de comunicação e redes
para acessar e gerenciar informações”. O conhecimento necessário para a
utilização desses dispositivos para fins profissionais e pessoais deve permitir que
as pessoas criem e compartilhem conteúdo digital, se comuniquem, colaborem
e resolvam problemas para uma autorrealização eficaz e criativa na vida,
aprendizagem, trabalho e atividades sociais.
Gutiérrez (2011), a partir de suas pesquisas, apresenta a definição de
competência digital como “o conjunto de valores, crenças, conhecimentos,
capacidades e atitudes para utilizar adequadamente as tecnologias, incluindo
tanto os computadores como os diferentes programas e Internet, que permitem

4
e possibilitam a busca, o acesso, a organização e a utilização da informação a
fim de construir conhecimento” (2011, p. 21).
Em seu trabalho, Ferrari (2012) destaca que o conceito de Competência
Digital é muito debatido e com isso multifacetado, neste sentido a autora utilizou
várias definições como base e as resumiu da seguinte forma:

Competência digital é o conjunto de conhecimentos, habilidades,


atitudes, habilidades, estratégias e consciência que são necessários
ao usar as TIC e mídia digital para executar tarefas; resolver
problemas; comunicar; gerenciar informações; colaborar; criar e
compartilhar conteúdo; e construir conhecimento de forma eficaz,
eficiente, apropriada, crítica, criativa, autônoma, de forma flexível, ética
e reflexiva para o trabalho, lazer, participação, aprendizado e
socialização. (Ferrari, 2012, p. 32)

Como você pode perceber, essa definição ficou longa, e a própria autora
sugere que ela seja dividida em vários blocos de construção, são eles: domínios
de aprendizagem; ferramentas; áreas de competência; modos; finalidades
(Figura 1).

Figura 1 – Blocos da divisão do conceito de Competências

Competência digital é o conjunto de conhecimentos, Domínio da


habilidades, atitudes, estratégias, valores e Aprendizagem
consciência

que são necessários ao usar as TIC e mídias digitais Ferramentas

para executar tarefas; resolver problemas;


comunicar; gerenciar Informação; colaborar; criar e
compartilhar conteúdo; e construir conhecimento
Áreas

efetivamente, eficientemente, apropriadamente,


criticamente, de forma criativa, autônoma, flexível, Modos
eticamente, reflexivamente

para trabalho, lazer, participação, aprendizado,


Propósito
socialização, consumo e empoderamento.

Fonte: elaborado com base em Ferrari, 2012, p. 32.

As habilidades digitais são amplamente definidas como as habilidades


necessárias para “usar dispositivos digitais, aplicativos de comunicação e redes
para acessar e gerenciar informações”, desde pesquisas on-line básicas e e-mail
até programação e desenvolvimento especializados, ou seja, a capacidade de
5
encontrar, avaliar, usar, compartilhar e criar conteúdo usando dispositivos
digitais, como computadores e smartphones.
Em sua essência, essas habilidades ajudam as pessoas a se comunicar
e colaborar, desenvolver e compartilhar conteúdo digital e resolver problemas
em um mundo de trabalho em qualquer lugar.
O conhecimento tornou-se vital e as pessoas precisam adquirir essas
competências para sua vida, assim como entrar e permanecer no mercado de
trabalho. Em geral, as competências digitais incluem colaboração, comunicação,
alfabetização digital, cidadania, resolução de problemas, pensamento crítico,
criatividade e produtividade.

TEMA 2 – LITERACIA DE INFORMAÇÃO E DE DADOS

Muitas vezes os termos dados e informação são usados como sinônimos.


O significado, no entanto, não é o mesmo, e existem diferenças sutis entre esses
componentes e sua finalidade.
Os dados podem ser números, símbolos, caracteres, palavras, códigos,
gráficos, etc. Por outro lado, a informação é um dado contextualizado. A
informação é utilizada por seres humanos de alguma forma significativa (como
para tomar decisões, previsões, etc.).
Um exemplo básico de informação seria um computador. Um computador
usa scripts de programação, fórmulas ou aplicativos de software para
transformar dados em informações.

2.1 Definição de dados e informação

• O que são dados? Os dados são uma coleção de fatos e detalhes brutos
e desorganizados, como texto, observações, figuras, símbolos e
descrições de coisas etc. Em outras palavras, os dados não carregam
nenhum propósito específico e não têm significado por si sós. Além disso,
os dados são medidos em termos de bits e bytes – que são unidades
básicas de informação no contexto de armazenamento e processamento
de computadores.
• O que é informação? A informação é um dado processado, organizado
e estruturado. Ele fornece contexto para os dados e permite a tomada de
decisões. Por exemplo, a venda para um único cliente em um restaurante

6
são dados – isso se torna informação quando a empresa consegue
identificar o prato mais popular ou menos popular.

2.2 As principais diferenças entre dados e informações

• Os dados são uma coleção de fatos, enquanto as informações colocam


esses fatos em contexto;
• Enquanto os dados são brutos e desorganizados, as informações são
organizadas;
• Os pontos de dados são individuais e, às vezes, não relacionados. As
informações mapeiam esses dados para fornecer uma visão geral de
como tudo se encaixa;
• Os dados, por si sós, não têm sentido. Quando é analisado e interpretado,
torna-se uma informação significativa;
• Dados não dependem de informações; no entanto, a informação depende
dos dados;
• Os dados geralmente vêm na forma de gráficos, números, figuras ou
estatísticas. A informação é normalmente apresentada através de
palavras, linguagem, pensamentos e ideias;
• Os dados não são suficientes para a tomada de decisões, mas você pode
tomar decisões com base nas informações.

Independentemente do setor, o conhecimento afeta a maneira como as


organizações trabalham. Para funcionar corretamente, os dados, ou o tipo de
informação que só pode ser lido por computadores, devem ter uma estrutura
uniforme. Os dados devem ser interpretados e manipulados para serem
acessíveis por humanos para limpá-los e mapeá-los para fornecer informações
valiosas. A necessidade de manipulação de dados torna-se ainda mais
importante com um volume crescente de dados sendo usados e processados.
Já sabemos que os dados são oriundos de várias fontes, a manipulação de
dados e informação envolve:

7
Quadro 1 – Etapas da manipulação de dados e informação

ETAPA COMPETÊNCIA NECESSÁRIA

Articular necessidades de informação, pesquisar


Pesquisa e filtragem de
dados, informação e conteúdo em ambientes digitais,
dados, informação e
aceder-lhes e navegar neles. Criar e atualizar
conteúdo digital
estratégias pessoais de pesquisa.

Analisar, comparar e avaliar criticamente a


Avaliação de dados, credibilidade e confiança das fontes de dados,
informação e conteúdo informação e conteúdo digital. Analisar, interpretar e
digital avaliar criticamente dados, informação e conteúdo
digital.

Gestão de dados, Organizar, armazenar e recuperar dados, informação


informação e conteúdo e conteúdo em ambientes digitais. Organizá-los e
digital processá-los num ambiente estruturado.

Fonte: Elaborado com base em Lucas; Moreira, 2017.

Os dados, informação e conteúdos digitais estão transformando o mundo


dos negócios. Da tomada de decisões de negócios às operações do dia a dia,
tudo depende dos dados e suas variantes. E nada disso é possível sem
transformar dados brutos em informações úteis, especialmente quando há uma
grande quantidade de dados e fontes diferentes envolvidas. Para isso, é
importante desenvolver as competências digitais, dentro do escopo da sua
necessidade de trabalho, que irá nortear as suas manipulações no formato
necessário para que possam ser facilmente mapeados para extrair insights.

TEMA 3 – NÍVEIS DE PROFICIÊNCIA

No passado recente, o e-mail era um novo conceito, os colegas podiam


colaborar virtualmente por meio do envio de e-mails; agora, as equipes de
trabalho podem colaborar usando vídeo, texto e voz em uma grande variedade
de plataformas. Também convivemos com tecnologias mais recentes, como
blockchain, IA e a nuvem, que passaram de nichos e funções especializadas
para o usual, aumentando os requisitos de negócios para competências digitais.
Diante deste cenário, em 2005 o Joint Research Centre (JRC) iniciou uma
pesquisa sobre Aprendizagem e Habilidades para a Era Digital. O objetivo era
fornecer apoio político baseado em evidências à Comissão Europeia para
“aproveitar o potencial de tecnologias digitais para incentivar a inovação nas

8
práticas de educação e formação, melhorar acesso à aprendizagem ao longo da
vida, e transmitir as novas habilidades e competências (digitais) necessárias
para emprego, desenvolvimento pessoal e inclusão social” (Lucas; Moreira,
2017, p. 6).
O projeto DigComp é implementado pelo JRC em nome da Comissão
Europeia. Começou em 2010 e, desde então, a conscientização tem crescido
constantemente entre os Estados-Membros do DigComp como a estrutura em
toda a União Europeia para enquadrar a política de habilidades digitais e
desenvolver e medir a competência digital.
Essa iniciativa impulsionou as pesquisas sobre as competências digitais.
Como amplamente discutidas até este ponto, sabemos que as competências
digitais são bem abrangentes, e para auxiliar na compreensão, foram
classificadas em proficiência níveis. Inicialmente os níveis de competências
foram divididos em três categorias: básico, intermediário e avançado. Colocar
essas habilidades em um continuum fornece um caminho para o estudo. Por
exemplo, uma pessoa normalmente precisa alcançar habilidades básicas antes
de passar para habilidades intermediárias ou avançadas.

• Nível básico: as competências digitais básicas fornecem a base para o


uso das tecnologias digitais que incluem:
o operar dispositivos usando teclado ou tela sensível ao toque;
o usar software para baixar aplicativos e criar documentos;
o realizar transações on-line básicas, como fazer pesquisas na Internet,
envio e recebimento de e-mails, preenchimento de formulário.

Essas habilidades podem ser adquiridas por meio de treinamento formal,


autodidata ou entre pares. Habilidades básicas facilitam a comunicação entre as
pessoas e criar condições para que possam utilizar serviços públicos e privados.

• Nível Intermediário: as competências intermediárias permitem que as


pessoas usem a tecnologia digital de forma “significativa e benéfica”. Em
contraste com as competências básicas mais universais, uma pessoa
precisará diferentes conjuntos de habilidades intermediárias, dependendo
de seus objetivos e necessidades, e sua vocação. Por exemplo,
dependendo do tipo de trabalho em que estão empregadas, uma pessoa
pode precisar de habilidades de design gráfico digital.

9
• Nível avançado: as competências digitais em nível avançado abrangem
uma gama de habilidades, como por exemplo: os especialistas em
tecnologias digitais usam habilidades avançadas e altamente
especializadas em profissões como programação de computadores,
desenvolvimento de software, ciência de dados e rede gerenciamento.

À medida que a tecnologia muda e cresce, o número de competências


que se enquadram nos níveis básico, avançado e intermediário continuaram a
evoluir e se expandir. Os professores-doutores Margarida Lucas e António
Moreira, da Universidade de Aveiro/Portugal, especialistas no tema DigComp,
elaboraram um quadro detalhado sobre a progressão dos níveis de proficiência
das competências digitais, resultantes de aprendizagem e “exemplos de uso”.

Quadro 2 – Níveis de proficiência das competências digitais

Complexidade da Domínio
Proficiência Autonomia
tarefa Cognitivo

1 Simples Com orientação Lembrar

Básico Com autonomia e


2 Simples orientação quando Lembrar
necessário

Bem definidas, rotineiras


3 Sozinho Compreender
e problemas simples
Intermédiário Bem definidas, não De modo independente e
4 rotineiras e problemas conforme suas Compreender
simples necessidades

Tarefas e problemas
5 Orientando outros Aplicar
diferentes
Avançado
Adaptando-se a outros
6 Tarefas mais apropriadas Aplicar
num contexto complexo

Integrando para contribuir


Problemas complexos
7 para a prática profissional Criar
com definição limitada
Altamente e orientar outros

especializado Problemas complexos,


Propondo novas ideias e
8 com muitos fatores que Criar
processos para a área
interagem entre si

Fonte: Lucas; Moreira, 2017, p. 17.

10
Dado o ritmo das mudanças tecnológicas e digitais, as oportunidades de
trabalho que vão surgindo influenciam as competências digitais que vão
englobando cada vez mais competências digitais, incluindo uma combinação de
comportamentos, expertise, know-how, hábitos de trabalho, traços de caráter,
disposições e entendimentos críticos. Perceba que não incluem apenas
habilidades técnicas, mas também habilidades cognitivas, habilidades não
cognitivas, as soft skills, como habilidades interpessoais e habilidades de
comunicação.

TEMA 4 – CRIAÇÃO DE CONTEÚDO DIGITAL

Nós consumimos o tempo todo produtos, serviços ou conteúdos. Isso faz


parte do marketing, que, de acordo com a American Marketing Association
(2023), é um conjunto de processos focados em entregar ofertas e
comunicações que tenham valor para os consumidores e a sociedade em geral.
O marketing é isso: toda experiência que envolve uma troca vantajosa ou o
consumo de algo. Marketing, ao contrário do que muita gente pensa, não é
apenas propaganda. A propaganda é sim um braço do marketing, mas este, em
si, é muito mais abrangente e tem a ver com o comportamento do consumidor,
ou do usuário, nesses momentos de consumo. Esse comportamento envolve
propaganda, mas não apenas. Veja, na imagem abaixo, algumas táticas que
fazem parte do marketing.

Figura 2 – Marketing

Créditos: kornn/Shutterstock.

11
Algumas das principais táticas de marketing: marketing digital, anúncios,
pesquisa, mídias sociais, estratégia, feedback, dados, público-alvo, e-mail
marketing, pagamento por clique, marketing mobile, metas, atração, blog,
marketing por vídeo e muitas outras. Uma dessas táticas mais importantes
chama-se criação de conteúdo, uma vez que é ele – o conteúdo – que abastece
essas outras ferramentas que possibilitam que o marketing aconteça.
Aqui, então, falaremos especificamente sobre o consumo de conteúdo no
ambiente digital e, para entendermos sobre o consumo, precisamos entender
uma etapa que vem antes: a criação de conteúdo. E especificamente sobre a
criação de conteúdo em ambiente on-line.
Você sabia que você, como usuário da internet, pode (e deve) criar
conteúdo, caso seja da sua vontade? Dizemos isso pois vivemos em uma era na
internet que é colaborativa. Isso mesmo. Quando a internet passou a existir,
quando tudo aqui era mato, a internet era uma via de mão única, ou seja, os sites
e plataformas se comunicavam com os usuários através de conteúdos, mas
ninguém conseguia interagir. Essa era é chamada de Web 1.0, ou seja, a
primeira versão da internet disponível.
Quando a internet foi ficando mais popular, a situação mudou: chegou a
Web 2.0 e a interação ficou mais forte. Essa segunda era da internet ficou
marcada por ser uma via de mão dupla. Isso significa que não só as marcas e
empresas poderiam criar conteúdo on-line, como também os usuários passaram
a poder interagir, comentar, fazer avaliações, e criar seu próprio conteúdo. Foi
quando a internet realmente se democratizou e tudo passou a fazer sentido
apenas por ser um ambiente colaborativo. Por fim, estamos vivendo a Web 3, a
era da internet mais inteligente, com foco no usuário e uma internet mais
descentralizada, com foco em inteligência artificial e machine learning.

Saiba mais
Você pode aprender mais sobre a Web 3 no artigo disponível em:
<https://exame.com/future-of-money/o-que-e-a-web3-e-por-que-ela-mudara-a-
forma-como-nos-relacionamos-com-a-tecnologia/>. Acesso em: 20 abr. 2023.

Para criar conteúdo na internet, existem algumas opções: você pode ter
um site gratuito usando Sites Google (disponível em: <https://sites.google.com/>.
Acesso em: 20 abr. 2022), usando Wix (disponível em: <https://pt.wix.com/>.
Acesso em: 20 abr. 2023), ou pode explorar o altíssimo potencial que as redes

12
sociais digitais têm. Foco em Instagram, TikTok, YouTube e LinkedIn. Por aqui,
nós discordamos com o discurso de que: “preciso criar conteúdo porque todo
mundo está fazendo isso, e se eu não fizer, vou ficar de fora”. Mas caso seja
uma vontade e você esteja buscando motivação, nós te encorajamos. Tem uma
máxima que diz: “só você é você, e esse é o seu poder”, e é isso mesmo. A sua
trajetória, sua visão, seu posicionamento e suas vivências são só suas, e podem
agregar à vida das pessoas que escolhem te seguir. Algumas dicas:

• Não copie conteúdo. As redes sociais, os buscadores (como o Google) e


as plataformas digitais têm inteligência suficiente, e bem avançada, para
identificar textos plagiados ou copiados. Seja original e autêntico. As
pessoas querem ouvir o que você tem a dizer.
• Estude sobre SEO (Search Engine Optimization). Não basta criar
conteúdo, ele precisa ser encontrado, e de preferência em uma boa
posição orgânica do Google, não é mesmo? Recomendamos o livro Se
não está no Google, não existe, disponível na biblioteca virtual.
• Não foque nas métricas de vaidade. Isso significa que você não deve criar
conteúdo visando ter um alto número de seguidores, likes ou visitas no
site. Imagina que você tenha 50 seguidores no Instagram: já encheria uma
sala de aula. 150 pessoas encheriam um auditório. Você acha isso pouca
gente? É um auditório, ou uma sala de aula inteira, lotada de gente
querendo ouvir o que você tem a dizer. Aproveite isso. Esses números
sozinhos não dizem nada. No TikTok, por exemplo, rede social que
merece destaque, ter seguidores não significa que seu vídeo irá viralizar.
Ao contrário disso, tem muita gente que ficou famosa por lá sem ter uma
grande base de seguidores. Isso nos leva à próxima dica.
• Conheça o canal de comunicação que escolheu para utilizar. Cada rede
social tem uma característica. Já parou para pensar em que momento do
dia você utiliza Instagram e em que momento usa o YouTube, por
exemplo? Em geral, o YouTube é utilizado para buscas específicas (e até
mesmo pelo Google, já que os primeiros resultados das buscas são
sempre vídeos do YouTube), enquanto as outras redes sociais são
usadas de outra forma, vendo conteúdos diversos que vão aparecendo
no feed. Essa intenção do consumo de conteúdo também importa no
momento de criar seus conteúdos.

13
• Lembre-se de que a ética é uma das coisas mais importantes na criação
de conteúdo. É preciso saber que alguns conteúdos, por mais que estejam
disponíveis na internet para consumo, não podem ser replicados pois são
protegidos por direitos autorais e direitos intelectuais. A utilização destes
materiais sem autorização é considerada uma prática ilegal (Quadro de
Competências Digitais para os Consumidores, 2016).
• Crie conteúdos multimídia até encontrar sua forma perfeita de criar
conteúdo. Isso inclui fotos, vídeos, infográficos, textos de diversos
formatos... o segredo é testar.

Por fim, não se esqueça que qualquer processo de marketing segue uma
lógica simples: definição de um objetivo de marketing > planejamento >
execução > análise. Não adianta simplesmente criar uma conta e começar a criar
conteúdo. É preciso ter um objetivo que possa ser medido, que seja alcançável
e que tenha um prazo determinado. Exemplo: vou criar uma conta no TikTok
para compartilhar receitas saudáveis em vídeo e tenho como objetivo de
marketing alcançar 1.000 pessoas nos meus 5 primeiros vídeos, que serão feitos
em 5 dias. Partindo para a segunda etapa, que é de planejamento, vou planejar
como esses vídeos precisam ser, com características de serem compartilháveis
já que preciso alcançar um alto número de pessoas. Depois de tudo estar dentro
de um planejamento, chegou a hora de executar e medir. A cada vídeo, você
pode analisar a taxa de alcance e demais insights fornecidos de forma nativa
pelas próprias plataformas e ajustar sua estratégia com a execução
acontecendo, se for preciso. Caso não tenha alcançado seu objetivo de
marketing, é o momento de replanejar as ações. Então antes de criar conteúdo,
lembre-se de que essa é uma tática de marketing, e que o planejamento deve
sempre vir em primeiro lugar.

TEMA 5 – FERRAMENTAS DIGITAIS

A tecnologia está literalmente em toda parte, e as pessoas se adaptam a


ela em suas vidas diárias. Desde o início do século 21, o mundo tem visto um
avanço tecnológico significativo. O surgimento dos smartphones, da internet, dos
computadores, das redes sociais, dos sites, entre outros, abriu caminho para o
desenvolvimento de ferramentas digitais e a partir delas temos acesso aos
conteúdos digitais.

14
As tecnologias digitais têm vantagens importantes para tornar os
processos mais consistentes, seguros, eficientes e eficazes. À medida que as
pessoas ampliam sua utilização, vão fornecendo mais dados e consequente
informação para o levantamento de requisitos que possibilite o desenvolvimento
de um conjunto mais amplo de necessidades, que repercute na amplificação das
soluções digitais. Para compreendermos todos os componentes das tecnologias
digitais, vamos analisar a Figura 3.

Figura 3 – Tecnologias Digitais

Fonte: Elaborado com base em Redecker, 2017, p. 88.

Neste tema, vamos nos focar para esclarecer conceitos e terminologias


que são fundamentais para o desenvolvimento e funcionamento das ferramentas
digitais com foco nos dispositivos digitais. E para isso, te pergunto: você sabe a
diferença entre hardware e periféricos? Vamos a elas:

• Hardware: é uma parte física e um componente tangível de um dispositivo


físico que pode ser visto e tocado.
• Periféricos: os dispositivos usados para serem adicionados aos
dispositivos físicos para expandir ou aumentar suas habilidades, bem
como aprimorar seus recursos e funcionalidades e são conectados
diretamente a computadores ou outros dispositivos digitais.
15
No quadro 3, apresentaremos as diferenças de hardware e periféricos:

Quadro 3 – Hardware x Periféricos

Hardware Periféricos

É usado para receber entradas, armazenar Utilizado para colocar informações e obter
dados, exibir saídas e executar comandos. informações do computador.

As características do hardware incluem As características dos periféricos incluem


funcionalidade, portabilidade, eficiência, armazenamento, processamento,
documentação do usuário etc. usabilidade, velocidade etc.

Os benefícios do hardware incluem Os benefícios dos dispositivos periféricos


melhorar o atendimento ao cliente, incluem facilitar a rede, aumentar a
desenvolver uma comunicação mais eficiência, tornar o funcionamento dos
eficaz, melhorar a eficiência dos negócios, computadores mais eficaz, cuidar das
implementar a tecnologia de negócios informações etc.
correta etc.

O hardware é projetado para fornecer Os periféricos são projetados para


instruções ao software ou renderizar fornecer função extra, bem como
resultados de sua execução. funcionalidade de entrada e saída de
dados para o computador.

O hardware de um dispositivo físico é Os periféricos não são muito importantes


primordial para o seu funcionamento. para o funcionamento de um dispositivo e
ele pode funcionar sem periféricos.

O processador, placa mãe, memória, O hardware periférico inclui placas


monitor, teclado e mouse são exemplos de gráficas, discos rígidos externos, pen
hardware. Estes são os componentes que drives, USB e outros dispositivos. Estes
compõem o hardware de um computador. são referidos como “hardware periférico”.

Um computador torna-se quase inútil ao Uma impressora ou um USB, por exemplo,


usuário quando o monitor é removido. pode ser desconectado e o computador
continuará funcionando normalmente.

Fonte: de Moura, 2023.

Para que o dispositivo funcione, é necessário que o software seja


instalado, permitindo que uma pessoa interaja com o hardware. Sistemas
operacionais, como Android, Windows, Linux ou MacOS, são softwares e
16
fornecem uma interface gráfica para que as pessoas usem os dispositivos. Assim
uma pessoa pode criar e editar documentos usando o software para a
determinada função. O software pode ser dividido em dois tipos: software de
sistema e software aplicativo.

Figura 4 – Logo dos sistemas operacionais

Créditos: Stanislaw Mikulski/Shutterstock.

Software de sistema, que permite gerenciar os arquivos do computador e


a interface geral (pense em sistemas operacionais). Ele gerencia o hardware,
dados e arquivos de programa e outros recursos do sistema e fornece meios
para o usuário controlar o computador, geralmente por meio de uma interface
gráfica de usuário (GUI).
Software aplicativo, os programas que cuidam de tarefas específicas para
usuários (pense no Planilhas Google e no Microsoft Outlook). O software do
sistema cria um ponto de partida a partir do qual o software aplicativo pode ser
construído.
Os aplicativos de smartphone tornaram-se uma maneira comum de
indivíduos acessarem sistemas de informação. Outros exemplos incluem suítes
de aplicativos de uso geral com seus programas de planilha e processamento de
texto, bem como aplicativos “verticais” que atendem a um segmento específico

17
da indústria – por exemplo, um aplicativo que programa, roteia e rastreia
entregas de pacotes para uma transportadora.
O software pode ser de código aberto ou de código fechado. O software
de código aberto convida à colaboração – os usuários podem modificar seu
código para alterar a forma como ele opera. O software de código fechado é
proprietário, o que significa que o proprietário restringe a capacidade do usuário
de modificá-lo.

TROCANDO IDEIAS

Nesta etapa, abordamos os conceitos iniciais que envolvem as


competências digitais. Agora, te convido a refletir sobre o que são as
competências digitais. Como você percebe a necessidade do mercado de
trabalho em relação às competências digitais? Já passou por alguma situação
que envolveu uma nova habilidade em sua jornada de trabalho?
Compartilhe sua experiência com seus colegas no fórum da disciplina.

NA PRÁTICA

Agora te convido a refletir sobre as suas competências digitais, e para


isso, vamos colocar suas habilidades em prática. Primeiro, acesse o site
disponível em: <https://digital-competence.eu/dc-pt>. Acesso em: 20 abr. 2023.
É uma ferramenta de teste on-line que mapeia suas competências digitais
usando a estrutura Digcomp.
O objetivo dessa prática é você mapear as suas competências digitais. A
partir da identificação das suas habilidades, reflita onde e como você pode
aprimorá-las. Bons estudos!
Orientações quanto a resolução da atividade prática: espera-se que o
leitor(a) acesse o site <https://digital-competence.eu/dc-pt> e 1) inicie a
utilização da ferramenta de Testes Online que mapeiam as suas competências
digitais em 16 áreas diferentes; 2) para realizar o teste Online, é necessário
dedicar aproximadamente 15 minutos para responder a uma série de perguntas;
e 3) Deve classificar numa escala de 7 estrelas, com base na descrição que se
adequa a si. Não se trata de se dar uma pontuação alta em todas as áreas, mas
de identificar os seus pontos fortes e fracos e opcional: ao finalizar o questionário
deixar um e-mail, se quiser guardar o resultado.

18
FINALIZANDO

As tecnologias digitais continuam a crescer em número, sofisticação e


complexidade. Esses avanços tecnológicos impulsionam mudanças nos
mercados de trabalho, criando e aumentando a necessidade de uma população
digitalmente qualificada para expandir a participação econômica, impulsionar o
desenvolvimento econômico e competir na economia global. A transformação
digital está em ascensão e afetando todos os setores imagináveis.
Sem um domínio nas competências digitais, não há como impulsionar a
inovação e permanecer competitivo. Os empregadores percebem isso, então
estão priorizando candidatos que possam demonstrar suas habilidades. Ao
desenvolver melhores habilidades digitais, os funcionários têm a chance de
contribuir com suas comunidades, preparar suas carreiras para o futuro e
explorar uma ampla gama de oportunidades profissionais.

19
REFERÊNCIAS

AMERICAN MARKETING ASSOCIATION. Disponível em:


<https://www.ama.org/the-definition-of-marketing-what-is-marketing/>.

EUROPEAN COMISSION. Key competences for lifelong learning: a


European reference framework. Bruxelas: Commission of the European
Communities, 2007. Disponível
em:<http://www.britishcouncil.org/sites/britishcouncil.uk2/files/youth-in-action-
keycomp-en.pdf>. Acesso em: 17 abr. 2023.

FERRARI, A. Digital competence in practice: an analysis of Frameworks.


Sevilla: JRC IPTS, 2012.

GRIZZLE, A. Alfabetização midiática e informacional: diretrizes para a


formulação de políticas e estratégias. Brasília: UNESCO, 2016.

GUTIÉRREZ, I. Competencias del professorado universitário em relación al


uso de tecnologias de la información y comunicación: Análisis de la situación
em España y propuesta de un modelo de formación. Tesis (Doutorado) –
Universidad Rovira i Virgili. Departamento de Pedagogía, 2011.

LUCAS, M.; MOREIRA, A. DigCompEdu. Quadro Europeu de Competência


Digital para Educadores. Aveiro: UA, 2017.

REDECKER, C. European Framework for the Digital Competence of


Educators (DIGICOMPEDU). EUR 28775. Luxemburgo: Office of the European
Union, 2017.

VUORIKARI, R.; KLUZER, S.; PUNIE, Y. Digicomp 2.2 The Digital


Competence Framework for Citizens, EUR 31006 EN. Luxemburgo: Office of
the European Union, 2022.

20
COMPETÊNCIAS DIGITAIS
AULA 2

Profª Flávia Roberta Fernandes


Profª Maria Carolina Avis
Profª Vivian Ariane Barausse de Moura
CONVERSA INICIAL

Até aqui já falamos sobre a definição de competências digitais, a noção


de literacia de informação e de dados, bem como sobre a criação e o consumo
de conteúdo no ambiente digital, além das ferramentas digitais. Nesta etapa,
buscaremos compreender:

1. Como podemos realizar pesquisas na internet, e como as estratégias de


busca podem auxiliar na seleção e acesso às informações;
2. De que forma é possível avaliar a credibilidade de uma fonte de
informação;
3. Como podemos gerenciar (organizar, armazenar e recuperar) as
informações recuperadas nos ambientes digitais;
4. Quais ferramentas podem ser utilizadas para realização de pesquisas na
internet.

Com base nesses tópicos, veremos a importância de se ter autonomia na


busca pela informação, desenvolvendo senso crítico que nos leva a avaliar,
interpretar e questionar a credibilidade das informações que buscamos ou
recebemos, a todo momento.

CONTEXTUALIZANDO

Vivemos em uma Sociedade conectada. Segundo o Digital 2023 Global


Overview Report (Datareportal, 2023), em uma população global de mais de 8
bilhões de pessoas, 64% desses indivíduos (5,16 bilhões) utilizam a internet. A
média mundial de horas gastas on-line é de 6h37. No Brasil, a média é de 9h32
diários. Essa conectividade é percebida também nas mídias sociais, já que 60%
(4,76 bilhões) da população mundial são usuários de mídia social. Para os
usuários da internet, os principais tipos de websites visitados e aplicativos
usados são os chat de mensagens, seguidos das redes sociais e dos motores
de busca ou portais da web (Datareportal, 2023).
Entre os interesses das pessoas nesse universo virtual, estão:
estabelecer relações e conexões com outras pessoas, grupos ou instituições;
manter-se atualizados com notícias e eventos atuais; buscar ideias e
inspirações; e pesquisar produtos e marcas. Mas, segundo o relatório, mesmo
com as mudanças no comportamento de busca dos usuários, encontrar

2
informações ainda é o principal motivo pelo qual as pessoas utilizam a internet
atualmente. (Datareportal, 2023).
Se por um lado temos um grande interesse de as pessoas estarem
conectadas, transitarem por esses ambientes digitais e obterem informações,
por outro, temos uma infinidade de conteúdos sendo produzidos e
compartilhados, sejam esses mensagens, textos, fotografias, áudios, vídeos,
entre outros.
A abundância de informações proliferada por meio da internet traz consigo
desafios como a disseminação de conteúdos com procedência duvidosa, falsas
notícias e conteúdos que explicitam a (DES)informação. Com base nisso, onde
podemos buscar as informações e como comprovarmos sua relevância? Será
que podemos acreditar em tudo o que está na internet? Ou, ainda, será que
devemos consumir todo tipo de informação que chega até nós?
Ao longo desta etapa convidamos você a refletir sobre o quão
imprescindível é compreender sobre os mecanismos que podem auxiliar na
manipulação dos dados (pesquisa e filtragem, avaliação e gestão de dados,
informação e conteúdos digitais), assim como ter o entendimento sobre os
indicadores de monitoramento das informações e conteúdos. Por último,
conheceremos uma seleção de repositórios virtuais que dispõe de materiais
acadêmicos para auxiliar na construção do conhecimento.

TEMA 1 – NAVEGAÇÃO, PESQUISA E FILTRAGEM DE DADOS,


INFORMAÇÃO E CONTEÚDOS DIGITAIS

Para que possamos navegar no universo digital, é necessário conhecer e


saber como utilizar os dispositivos digitais mais utilizados pela população
mundial para se conectar à internet, como o computador, utilizado por 43,1% da
população e o celular, utilizado por 56,9% (Datareportal, 2023). Nesse sentido,
precisamos conhecer seu funcionamento, sua estrutura, prepará-los com as
configurações necessárias e verificar seus programas, softwares e aplicativos.
Esse entendimento e a ambientação com essas ferramentas auxiliarão a fazer
uso da potencialidade desses dispositivos, principalmente porque eles se tornam
aliados importantes no nosso dia a dia, em nossas diversas atividades e em
nossa interação, comunicação e conectividade com o mundo virtual.
Uma das principais atividades realizadas na internet é a busca por
informações diversas, sendo os motores de busca as plataformas utilizadas para
3
localizar dados, informações e conteúdos que estão armazenados na internet.
Essa busca ocorre a partir da inserção de termos, palavras-chaves e demais
comandos estabelecidos por seus usuários para recuperação de resultados
(Portugal Incode.2030, 2022a). Os motores de busca funcionam, por meio da
utilização de “robots que percorrem ‘toda’ a internet em busca da informação
(documentos ou endereços de páginas web)” (Peixoto, 2008, online).
O motor de busca mais popular e utilizado no mundo é o Google. Mas ele
não é o único, temos também o Microsoft Bing, Yahoo, Baidu, Yandex,
DuckDuckGo, entre outros. O Google se tornou o mais utilizado pela qualidade
e precisão dos resultados apresentados quando uma busca é realizada, isso
dado o aprimoramento dos algoritmos utilizados (Chris, 2023). Mas, de forma
prática, como as pesquisas nos motores de busca ocorrem? Vamos tomar como
exemplo o Google. Para realizar uma busca no Google, comece acessando a
página de buscas do Google (<www.google.com.br>) e digite no campo de
pesquisa o(s) termo(s) ou palavras-chaves que representa(m) o conteúdo
desejado. Por exemplo, se você deseja pesquisar sobre empreendedorismo,
insira esse termo na barra de pesquisa do Google e clique em pesquisar para
obter os resultados (Figura 1).

Figura 1 – Pesquisa no motor de busca Google

Fonte: Google no Sistema Operacional Macos High Sierra.

4
O campo de pesquisa permite ainda que a busca seja feita por uma
ferramenta de inserção de texto (teclado digital), por voz e por imagem. Parece
simples, não é? Mas veja que, ao realizar uma busca do termo
Empreendedorismo, percebemos que são retornados vários resultados que
podem ou não conter exatamente o que buscamos (para empreendedorismo
temos aproximadamente 120.000.000 resultados). Então, como podemos ser
mais assertivos e específicos nessa busca?
Podemos filtrar esses resultados pelos formatos: imagens, notícias,
vídeos, livros, mapas, shopping, voos e/ou finanças. Juntamente a isso,
podemos selecionar o ícone ferramentas e utilizar filtros que refinam a busca por
país, idioma e por um período (hora, semana, mês e ano). Voltando para nosso
exemplo do Empreendedorismo, podemos selecionar como formato vídeos e
usar como filtros: páginas em português, com duração entre 0 e 4 minutos,
publicados no último ano (2022), com alta qualidade, com legendas e como fonte
o YouTube. Perceba que com esses filtros temos um total de 95 resultados
(Figura 2).

Figura 2 – Tipo de conteúdo e ferramenta do Google

Fonte: Google no Sistema Operacional Macos High Sierra.

Mas existem, ainda, outras estratégias que podem ser adotadas para
refinar as buscas. Podemos utilizar os operadores de pesquisa. Os operadores
de pesquisa são caracteres e comandos que auxiliam a refinam a pesquisa,

5
tornando-as mais específicas (Google, 2023). Ou seja, ao incluirmos os
comandos, juntamente aos termos ou palavras-chaves pesquisados, realizamos
combinações que direcionam a recuperação dos resultados, tornando-os mais
específicos. Alguns desses exemplos são apresentados a seguir.

Quadro 1 – Operadores de pesquisa e exemplos

Caracteres
Descrição Exemplo
Comando
Busca resultados que contenham os
AND dois termos pesquisados juntos.
empreendedorismo AND inovação

Busca resultados que contenham


OR qualquer um dos termos pesquisados, empreendedorismo OR inovação
ou seja, recupera um ou outro termo

Caracteres
Descrição Exemplo
Comando
Localiza o termo pesquisado dentro de
empreendedorismo site:
site: um site específico. Inclua o termo seguido
https://endeavor.org.br/
do comando site: e do endereço

Inclua @ antes da palavra para buscar


@ o(s) termo(s) em mídias sociais
Ex: @youtube supermarketing

Localiza a definição do termo buscado.


define: Inserir o comando seguido do termo define: empreendedorismo
pesquisado

Realiza a pesquisa do termo de acordo


filetype: com o tipo de documento. Inclua o termo
empreendedorismo filetype: pdf
seguido do comando (filetype) e o tipo de
documento (doc, pdf, xls, etc.)

6
Fonte: Google (2023, on-line) e Print Screen site do Google no sistema operacional MacOS High
Sierra. Adaptado de Google (2023, on-line).

O motor de busca do Google permite, ainda, realizar uma pesquisa


avançada para sites e arquivos, imagens, vídeos e livros. Nesta página
(<https://www.google.com/advanced_search>) é possível preencher os campos
indicados no formulário apresentado, selecionando uma variedade de filtros.
Por fim, uma última estratégia que pode ser adotada é monitorar uma
determinada informação de interesse e programar o Google para te notificar via
e-mail, quando alguma novidade surgir. Essa ferramenta, chamada de Google
Alerta, permite inserir os termos ou palavras-chaves que você pretende
acompanhar. Diante de uma infinidade de informações que são produzidas
diariamente, podermos ser capazes de identificá-las e acessá-las nas suas mais
variadas temáticas nos empodera e nos respalda para decisões importantes a
serem tomadas, ao longo de nossas vidas (Unesco, 202?). Agora para
acessarmos informações que auxiliem nessa conscientização e empoderamento
devemos saber avaliar sua relevância e sua confiabilidade.

Saiba mais
● Como criar um alerta no Google Alerta, acesse o link disponível em:
<https://support.google.com/websearch/answer/4815696?hl=pt-
BR&ref_topic=3081620>. Acesso em: 19 abr. 2023.
● Como “fazer uma pesquisa avançada no Google”, acesse o link disponível
em:
<https://support.google.com/websearch/answer/35890?hl=pt&co=GENIE.
Platform%3DDesktop&oco=0>. Acesso em: 19 abr. 2023.
● “Como fazer uma pesquisa avançada no Google e encontrar tudo o que
você precisa: 10 dicas incríveis”, acesse o link disponível em:
<https://resultadosdigitais.com.br/marketing/pesquisa-avancada-google/>.
Acesso em: 19 abr. 2023.

7
TEMA 2 – AVALIAÇÃO DE DADOS, INFORMAÇÃO E CONTEÚDOS DIGITAIS

Agora que já falamos das etapas de navegação, pesquisa e filtragem,


precisamos saber distinguir os ambientes digitais e a procedência dos dados,
informações e conteúdos digitais. Saber avaliar a qualidade do que
pesquisamos, recuperamos e acessamos na internet permitirá que façamos o
uso adequado desse conteúdo. Vimos que podemos localizar os mais variados
tipos de materiais, formatos de arquivos e fontes. Mas essas informações
localizadas podem apresentar variações quanto à sua “precisão, confiabilidade
e valor”, ou seja, podemos encontrar informações que vão desde um patamar de
qualidade “muito boa a muito ruim” (Wilson et al., 2013, p. 62).
Diante disso, em um universo com milhares de dados, informações e
conteúdos digitais, publicados nas mais variadas fontes, como identificar quais
dessas realmente são confiáveis, úteis e relevantes? Para responder à essa
pergunta, é sempre necessário realizar uma análise das informações,
verificando, também, os ambientes digitais em que as informações estão
disponíveis.
Essa análise inicia-se a partir do entendimento dos tipos de fontes de
informação; nesse caso, temos as fontes de informação primárias, secundárias
e terciárias (Menezes, 2021). Segundo Menezes (2021), as fontes de
informação primárias consideram as publicações elaboradas pelo próprio autor
de forma original, sem intervenções ou análises de outros. Temos como
exemplos teses, dissertações, livros, artigos, documentos oficiais, relatórios etc.
As fontes de informação secundárias, por sua vez, organizam-se e se
baseiam em uma análise realizada por alguém, a partir das fontes primárias. São
exemplos de fontes secundárias as bases de dados, manuais, bibliografias,
índices etc. Já as fontes de informação terciárias “são as que compilam e
remetem às fontes secundárias e primárias, indicando e organizando-as para
facilitar o acesso” (Menezes, 2021, on-line). Como exemplo temos os
mecanismos de busca, portais, bibliotecas, entre outros.
Agora que conhecemos os tipos de fontes de informação, é importante
considerar o contexto da web 2.0, em que a interação se intensificou e os
indivíduos se tornaram produtores e consumidores de conteúdo. Com isso, as
fontes de informação da web 2.0 podem ser divididas em quatro grandes
categorias (Portugal Incode.2030, 2022b, on-line), a saber:

8
1. fontes de informação de atualidade: como exemplo temos as redes
sociais, notícias, podcasts, páginas na web, canais de vídeo streaming
etc.;
2. fontes de informações pessoais: podemos destacar as redes sociais,
páginas pessoais e blogs;
3. fontes de informações profissionais: como exemplos temos os e-
books, enciclopédias, bases de dados e wikis;
4. fontes de informação de opinião: podcasts, blogs, microblogs, grupos
de discussão.

Quando olhamos para essas fontes de informação, podemos observar


que o conteúdo disponibilizado por elas pode vir a passar ou não por um
processo de revisão por especialistas e isso interfere na qualidade e no nível de
cuidado, de nossa parte, na análise dessas fontes. Por exemplo, as Revistas
Científicas têm seu conteúdo revisado e validado por profissionais acadêmicos,
então, existe um nível de avaliação mínimo a ser feito por nós. As revistas
comerciais ou profissionais possuem um quadro de editores, mas sua revisão
pode ou não ser validada por profissionais especialistas, então, deve-se ter um
nível médio de atenção e avaliação. Já o conteúdo disponível nos ambientes
digitais da internet nem sempre é revisado ou validado, então, a atenção e a
verificação têm um nível de atenção máxima (Portugal Incode.2030, 2022b).
Depois de compreender essas fontes de informação e o nível de atenção
necessário, podemos prosseguir para a avaliação de forma efetiva. Nesse
sentido, alguns critérios nos auxiliam na análise desses dados, informações e
conteúdos digitais. Esses critérios são representados pelo acrônimo CRAAP:
currency (atualidade), relevance (relevância), authority (autoridade), accuracy
(rigor) e purpose (finalidade). A partir desses critérios é possível aplicar o teste
CRAAP que é composto por um conjunto de perguntas que facilitam a avaliação
da informação localizada, conforme veremos a seguir (Rbel, [S.d.], on-line;
Benedictine University Library, 2023, on-line).
O critério Atualidade da informação (Currency) considera a data de
publicação ou atualização dos dados, informações ou conteúdos indicados. Aqui
algumas perguntas podem ser feitas, para nos auxiliar na verificação: (i) há uma
data de publicação indicada?; (ii) a data de publicação, revisão ou atualização
indicada é atual?; (iii) a atualidade dessa informação é relevante e contribui para

9
o assunto pesquisado?; e (iv) os links e as fontes indicados estão funcionando?
(Rbel, s.d., on-line).
O critério Relevância da informação (Relevancy) analisa se o conteúdo
tem informações adequadas, corretas, sem apresentar-se como tendenciosas
ou com posicionamentos extremos. Nesse sentido, para essa identificação,
podemos fazer os seguintes questionamentos: (i) existe uma conformidade e
aproximação da informação com o tema/assunto pesquisado?; (ii) as
informações respondem aos questionamentos e às necessidades da
informação?; e (iii) essas informações foram analisadas e comparadas com
outras fontes para verificar sua relevância? (Rbel, [S.d.], on-line).
Já o critério Autoridade da fonte de informação (Authority) avalia a
autoria de quem publicou o conteúdo e se essa pessoa ou instituição é
reconhecida como uma referência no tema/assunto. Para isso, podemos, então,
realizar os questionamentos a seguir: (i) os dados e/ou informações apresentam
um autor ou organização responsável pela elaboração do conteúdo?; (ii) o autor
ou editor é um especialista no tema, ou seja, é possível identificar suas
qualificações e a adequação ao tema discutido?; (iii) é fácil encontrar informação
sobre o autor, editor ou organização?; (iv) existem informações de contato?; e
(v) o endereço da página (URL) indica sua fonte, por exemplo: “.com (site
comercial); .edu (site educacional); .gov (site do governo); .org (site de
organização sem fins lucrativos) ou .net (site da rede)” (Rbel, [S.d.], on-line;
Benedictine University Library, 2023, on-line).
Em seguida, o critério Rigor dos conteúdos (Accuracy) analisa se há
uma confiabilidade, exatidão e uma boa reputação para a fonte de consulta, ou
se existem reclamações e comentários negativos na internet sobre essa fonte,
autor ou organização responsável. Os questionamentos que auxiliam essas
análises podem ser vistos a seguir: (i) são apontadas as fontes consultadas para
a elaboração do conteúdo?; (ii) as informações abordadas são confirmadas em
outras fontes?; (iii) o texto apresenta uma linguagem objetiva e imparcial?; e (iv)
existe um cuidado com a clareza da informação, sua redação e gramática? (Rbel,
[S.d.], on-line).
Por fim, o critério Finalidade da informação (Purpose) analisa o objetivo
da informação, seja ele para informar, entreter, promover a divulgação ou mesmo
para persuadir; para isso, podemos avaliar essa finalidade com base nos
questionamentos a seguir: (i) o que a informação quer me comunicar é uma

10
divulgação, comercialização de um produto/serviço, promoção de
entretenimento, compartilhamento de conhecimento ou outros?; (ii) a informação
apresenta boa fundamentação em seus argumentos ou aborda a opinião de uma
pessoa ou instituição?; e (iii) observa-se algum direcionamento político,
ideológico, cultural, religioso, institucional ou pessoal? (Rbel, [S.d.], on-line). Ao
aplicar o teste CRAAP, podemos ter uma avaliação mais criteriosa da qualidade
dos dados, informações e conteúdos digitais que encontramos na internet. É
importante ter em mente que a avaliação da informação é um processo contínuo
e que devemos sempre verificar a confiabilidade das fontes antes de utilizá-las
em nossos trabalhos acadêmicos, pesquisas ou tomadas de decisão.
Além dos cinco critérios, existem outros pontos importantes de atenção
ao avaliar as informações. Atente-se aos pontos indicados no Quadro 2, a seguir.

Quadro 2 – Itens de atenção ao avaliar uma informação

➔ Observe o(s) viés(es): algumas informações são carregadas de vieses, ou seja, são
tendenciosas e tentam nos influenciar e limitar nosso olhar para a perspectiva abordada; Então
sempre questione o que vê;
➔ As “deep-fakes”: elas são imagens, vídeos ou gravações que foram criadas por
inteligência artificial e que não aconteceram, então compare o conteúdo com outras fontes;
➔ Não se apegue aos primeiros resultados que forem recuperados em sua busca, eles
podem ser impulsionados e refletir interesses comerciais e não serem os mais apropriados;
➔ Prefira fontes primárias a secundárias, quando possível, ou opte sempre por compará-
las;
➔ Fique atento aos conteúdos patrocinados, anúncios, mensagens de publicidade e
marketing; e
➔ Cuidado com o Clickbait ou caça cliques, essa é uma estratégia adotada em que a
divulgação da notícia tem uma chamada atrativa usando-se do sensacionalismo ou sendo
enganosa, já que o conteúdo não condiz com o que é divulgado.

Fonte: Vuorikari; Kluzer; Punie, 2022.

Por fim, vale ficar atento também para os dados, informações e conteúdos
que recebemos, seja por mensagens instantâneas, seja por e-mail. Então, nesse
caso, vale observar com atenção o teor da mensagem, o assunto a que
corresponde a mensagem recebida, a sua origem e o remetente e,
principalmente, não abrir arquivos ou acessar links desconhecidos.
Uma vez que identificamos a qualidade de um dado, informação e
conteúdo digital, podemos seguir e verificar como fazer a devida organização e
armazenamento desses materiais.

11
TEMA 3 – GESTÃO DE DADOS, INFORMAÇÃO E CONTEÚDO DIGITAL
(ARMAZENAMENTO E RECUPERAÇÃO)

Você já se deparou com a situação de perder registros, informações,


trabalhos, relatórios ou fotos que estavam armazenados em seu celular ou
computador? Você se lembra do tempo que perdeu tentando recuperá-los?
Quando falamos de dados, informações e conteúdos digitais, devemos ter uma
preocupação, além de pesquisá-los e avaliá-los, com a forma que os
armazenaremos, para que possamos recuperá-los e acessá-los, quando
necessário.
O armazenamento dos dados, informações e conteúdos pode ocorrer de
algumas formas. Em seu computador, restringindo o acesso apenas aos
usuários autorizados e exigindo um cuidado com sua manutenção e backup 1.
Em casos de organizações, esse armazenamento pode se dar em um servidor
local, hospedado dentro da estrutura da empresa e cabendo à empresa sua
manutenção. Nesse caso, os dados e as informações poderão ser acessados
por todos os usuários conectados à rede local e que tenham suas liberações de
acessos (Diamond, 2020). Temos, ainda, o armazenamento na nuvem.
Em algum momento você já ouviu a frase “salva na nuvem”? O termo
Nuvem ou Cloud refere-se a “uma rede de servidores remotos por todo o
mundo, interligados. Estes servidores armazenam e fazem gestão de dados,
executam aplicações, fornecem conteúdos ou serviços” (Portugal Digital, 2022,
on-line). Com isso, ações rotineiras como acessar nossos e-mails, utilizar algum
software ou programa, podem ser feitas de qualquer lugar e de qualquer
dispositivo móvel, já que esses serviços, aplicações e conteúdos não estão
armazenados em um computador pessoal ou local (Portugal Incode.2030,
2022a).
Nes s e s entido, os serviços de armazenamento em nuvem, de forma
sucinta, referem-se a um ambiente virtual que funciona “como uma biblioteca ou
escritório pessoal” (Portugal Incode.2030, 2022a, on-line). Ou seja, nesse
ambiente é possível realizar a guarda dos documentos, e sua integração com
outros serviços permite a criação, edição e compartilhamento de documentos.
Esses poderão ser acessados e recuperados por mais de uma pessoa, em

1
Backup é a realização de cópia de segurança do conteúdo armazenado, realizando sua guarda
em outro ambiente para recuperação, em caso de perdas ou problemas no sistema.
12
qualquer lugar e a qualquer momento. Dentre os principais serviços de
armazenamento na nuvem estão o Google Drive, o Dropbox e o OneDrive 2.
O uso desses serviços de armazenamento em nuvem apresenta como
vantagem: (i) a centralização da informação, tendo os conteúdos em diversos
formatos, em um mesmo ambiente; (ii) a redução de custos e manutenção; (iii)
economia do espaço de armazenamento em dispositivos móveis, como
computadores e celulares; e (iv) o trabalho conjunto e remoto, já que os
documentos podem ser acessados por quem tiver permissão, em qualquer lugar
(Portugal Incode.2030, 2022a).
Para entendermos de forma prática como esse serviço ocorre,
utilizaremos como exemplo o Google Drive. Ele é caracterizado como uma
plataforma de armazenamento na nuvem que permite armazenar arquivos nos
diversos formatos, textos, vídeo, áudios, imagens, apresentações, entre outros.
A plataforma possui integração com outros aplicativos da Google que permitem
que arquivos sejam produzidos e armazenados diretamente no Google Drive.
Como é o caso do Google Docs, que permite a criação de documentos de texto,
o Google Sheets, a criação de planilhas, o Google Slides, a criação de
apresentações ou, ainda, o Google Forms, a criação de formulários de pesquisa,
conforme mostra a Figura 3 (Portugal Incode.2030, 2022a).

Figura 3 – Google Drive e aplicativos integra dos

Fonte: Drive no sistema operacional MacOS High Sierra.

2 Google Drive - <https://www.google.com/intl/pt-br/drive/about.html>, Dropbox -


<https://www.dropbox.com/> e o OneDrive - <https://www.microsoft.com/pt-br/microsoft-
365/onedrive/online-cloud-storage>.
13
O Google Drive e seus aplicativos podem ser acessados de qualquer
dispositivo (computador, celular, tablet). Para isso, é necessária a criação de
uma conta no Gmail (essa conta é disponibilizada pelo Google na versão gratuita
e na versão paga possui um maior espaço de armazenamento e funcionalidades)
(Portugal Incode.2030, 2022a). Nesse ambiente é possível que os arquivos
sejam compartilhados com outras pessoas, que poderão, conforme suas
autorizações, acessar, editar ou visualizar esses materiais (Figura 4).

Figura 4 – Google Drive e compartilhamento de arquivo

Fonte: Drive no sistema operacional MacOS High Sierra.

O Google Drive permite que os documentos sejam localizados pelo


campo Pesquisar no Drive, por meio de palavras-chaves. Mas o Drive também
utiliza a inteligência artificial e por meio dos padrões de acesso aos seus
arquivos, disponibiliza como destaque, no acesso rápido, os arquivos mais
utilizados (Google Workspace, 2023).
Mesmo com todas essas facilidades apontadas nesse ambiente, bem
como mecanismos de localização e recuperação dos materiais armazenados,
vale lembrar que esse não deve ser um depósito de arquivos. Por esse motivo é
importante destacar que se requer uma organização dos arquivos criados e
armazenados, para que seja efetivamente possível recuperá-los, acessá-los e
manuseá-los.
Nesse sentido, algumas etapas podem ser seguidas, para que realizemos
essa organização (Ohub, [S.d.], on-line), a saber:

1. selecione uma plataforma com o serviço de armazenamento na Nuvem


de sua preferência (Google Drive, o Dropbox e o OneDrive);

14
2. verifique e analise os arquivos que serão armazenados, sejam eles
criados digitalmente ou que foram digitalizados (um documento impresso
que foi escaneado) e seu conteúdo;
3. atente-se para os formatos de extensão (.doc, .xls, .pdf, .ppt, .mp4, .jpg,
.png etc.) para que possam ser armazenados de acordo com seu formato;
4. defina como será a organização do ambiente. Sugerimos que opte por
uma estrutura de pastas e subpastas por categorias. Por exemplo: pasta
“Administrativo”, subpasta “relatórios”;
5. nomeie as pastas, subpastas e arquivos com termos que sejam
autoexplicativos e que indiquem seu conteúdo de forma clara e objetiva.
Lembre-se de indicar outras informações relevantes. Por exemplo: pasta
“Administrativo”, subpasta “relatórios”, e arquivo “relatório de fechamento
anual”;
6. uma opção é incluir a data invertida no arquivo, por exemplo: “2023-dez-
05-relatório de fechamento”. Assim, ao ordenar os arquivos, eles serão
organizados automaticamente pela data;
7. organize e armazene os arquivos diretamente nas pastas criadas e de
destino;
8. descarte documentos duplicados e lembre-se de realizar a manutenção
dos arquivos e pastas.

Como acontece no Google Drive, existem outras ferramentas que utilizam


essa mesma lógica de organização e permitem o armazenamento e recuperação
da informação. Algumas plataformas permitem que seus conteúdos possam ser
organizados em bibliotecas pessoais ou playlists para serem acessados depois,
como é o caso do YouTube. Temos, ainda, ferramentas que armazenam e
organizam conteúdos na internet, para que possamos lê-los depois
(<https://getpocket.com/pt/>), ferramentas que gerenciam e armazenam artigos
científicos e suas referências (<https://www.mendeley.com/>).
Mas temos também ferramentas que realizam a coleta e a organização
de informações de seus usuários, seja pelo computador, seja por dispositivos
móveis. Por exemplo, ferramentas que monitoram as atividades realizadas de
forma on-line ou off-line, como a rotina de exercício físico
(<https://www.strava.com/>), controle de tempo gasto em atividades e projetos
(<https://toggl.com/>), atividades na internet como sites acessados, tempo gasto
nos aplicativos, locais visitados e trajetos percorridos, entre outros. Todas essas

15
ferramentas permitem que seus usuários possam acessar esses dados e
informações, para análises futuras (Vuorikari; Kluzer; Punie, 2022).
Agora que entendemos sobre a gestão de dados, informação e conteúdos
digitais, vamos conhecer os indicadores de monitoramento da informação.

TEMA 4 – INDICADORES DE MONITORAMENTO DA INFORMAÇÃO E


CONTEÚDOS DIGITAIS

Em tudo na vida temos um objetivo definido, certo? Se tenho como


objetivo levar uma vida mais saudável, preciso definir táticas para alcançar tal
objetivo. Se quero terminar um curso de graduação em um prazo de dois anos,
preciso também pensar em formas para alcançar esse objetivo. Mas como disse
Peter Drucker, considerado o pai da administração moderna, o que não pode ser
medido, não pode ser gerenciado. Mas como saber quais indicadores avaliar? É
simples: aqueles que respondem ao seu objetivo.
Acredite: nos negócios e na vida pessoal, em geral, as pessoas e
profissionais não têm o hábito de tomar decisões baseadas em dados reais. De
acordo com a pesquisa americana Big Data and AI Executive Survey, de 2021,
mesmo que as empresas busquem ter uma cultura de tomada de decisão
baseada em dados, somente 24% das empresas estudadas conseguem, de fato,
ter suas operações baseadas em dados. Todo o resto segue o achismo. Tanto
as empresas quanto as pessoas físicas até têm acesso a muitos dados, uma vez
que as principais ferramentas e redes sociais digitais fornecem dados de forma
nativa, porém não sabem o que fazer com esses dados. E estamos dando ênfase
justamente por isso: em um mundo cada vez mais conectado, fica para trás quem
não direciona seus esforços em dados. O quadro de competências digitais para
os consumidores (2016) deixa claro que ter indicadores que meçam a
necessidade das ações de educação é uma dificuldade. Além disso, a falta
desses dados foi identificada como um dos principais obstáculos ao
desenvolvimento da educação dos consumidores. Ou seja, temos uma realidade
de dificuldade em lidar tanto com a falta de dados, quanto com a dificuldade em
interpretá-los e tomar decisões utilizando-os. Por fim, a pesquisa Sobrevivência
das Empresas no Brasil, de 2016, do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e
Pequenas Empresas (Sebrae), mostra que as pequenas e médias empresas
tiveram como principal motivo para a falência a falta de gestão estratégica. A

16
mesma pesquisa, de 2020, mostrou que 17,5% dos respondentes precisaram
fechar a empresa por falta de planejamento do negócio.
Nos negócios, temos duas siglas que são importantes para esse universo:
OKR e KPI. Elas significam, respectivamente, Objectives and Key Results
(objetivos e resultados-chave) e Key Performance Indicator (indicador-chave de
performance). Temos, além das siglas, o termo “data-driven marketing”, que
também faz sentido quando falamos em indicadores de monitoramento da
informação e de conteúdos. Vamos conhecer:

● OKR – objectives and key results: é uma metodologia muito utilizada por
grandes empresas de tecnologia como Google, que, basicamente, é
voltada para definir metas, como “eu vou...” (objetivo), “medido por...”
(indicadores de resultados-chave). Exemplo: “eu vou conseguir uma
certificação de inglês fluente até o próximo ano”. Esse é um objetivo. “Para
isso, eu vou estudar X horas por dia e ao final de cada mês, farei uma
prova simulada”. Nesse caso, o indicador do resultado pessoal será o
desempenho nas provas simuladas. Assim, essa pessoa pode tomar a
decisão de tentar fazer a prova valendo ou estudar um pouquinho mais.
Outro exemplo: “eu vou buscar melhorar nosso reconhecimento de
marca, através das menções em redes sociais”. Os OKR foram criados
por Andrew S. Grove, ex-CEO da Intel, mas ficaram mais conhecidos
depois que John Doerr, um dos investidores da Google, apresentou a
metodologia em 1999 para colaboradores em volta de uma mesa de ping
pong (Resultados Digitais, 2022). Portanto, os objetivos, basicamente,
devem ser claros e alcançáveis, e os key results são usados para saber
se o objetivo foi alcançado. OKRs podem ser táticos, para períodos mais
curtos, e estratégicos, para um cenário mais macro;
● KPI – key performance indicator: indicadores-chave de performance. KPIs
são complementares às OKRs. Os KPIs são os indicadores importantes a
serem considerados. KPIs são métricas que se tornam importantes
naquele momento, e, como sempre, demonstram se aquele negócio ou
profissional atingiu seu objetivo de marketing. Exemplo: uma empresa tem
como objetivo aumentar o reconhecimento de marca, por meio do
aumento do tempo de visualização de vídeos na rede social X. Para saber
se esse objetivo foi alcançado por intermédio dessa tática, muitas
métricas poderiam ser consideradas, uma vez que as próprias redes

17
sociais disponibilizam painéis de dados, de forma nativa. Porém, para
esse objetivo, apenas algumas métricas importam, que são as
relacionadas à retenção em vídeos. Todas as outras são apenas métricas,
que não deixam de ser importantes, mas não nesse momento. É como
um smartphone: existem muitas funções, mas você não as utiliza o tempo
todo. Ao contrário disso, só usa configurações quando precisa. Com KPIs
é a mesma lógica;
● Data-driven marketing: marketing orientado por dados. Aproveitamos para
indicar o livro Marketing Digital baseado em dados, disponível na
biblioteca virtual. Pensar em marketing orientado por dados é uma técnica
relativamente nova, já que com as ferramentas tradicionais de publicidade
não era possível ter acesso a tantos dados. O data-driven marketing serve
para que os esforços de marketing de uma empresa sejam mais eficientes
e assertivos. Essa técnica visa coletar dados de interação com o cliente
ou potencial cliente e usar essas informações para compreender as
preferências, costumes e comportamentos do público, e direcionar
conteúdo e ações mais efetivas. Esses dados ajudam nas decisões de
compra de mídia, nas otimizações dos sites, conteúdos de redes sociais,
e ajuda até mesmo apontando as tendências para aquele mercado.

Mesmo que você não utilize dados na sua empresa, você pode pensar em
como tomar simples decisões baseadas em dados, explorando apenas sua
marca pessoal. Quer saber como? Um exemplo: você pode utilizar o LinkedIn
para compartilhar conteúdos (já falamos sobre a importância disso) com suas
conexões. Para melhorá-lo cada vez mais, pode e deve usar a cultura de tomada
de decisão baseada em dados. O próprio LinkedIn fornece dados sobre suas
publicações. Caso você tenha como objetivo, por exemplo, se tornar mais
conhecido na sua área de atuação, pode traçar táticas que ajudem, como: fazer
conexão com pessoas da área; engajar com os conteúdos dessas pessoas;
participar de eventos e fazer networking; criar conteúdo sobre temas da área e
ter engajamento de colegas. Dessa forma, pode ver, pelo próprio LinkedIn,
quantas pessoas visualizaram, comentaram, compartilharam, e assim você
consegue perceber se seu conteúdo foi relevante para aquelas pessoas, e tomar
outras decisões de marketing, como testar outros formatos, outro tom de voz,
outra forma de se comunicar etc.

18
De acordo com o quadro Europeu de Competência Digital para os
cidadãos (2017), uma pessoa com um nível avançado de proficiência em criação
de conteúdo digital é capaz de avaliar formas apropriadas de modificar ou
aperfeiçoar um conteúdo, para criar outros conteúdos, novos e originais. A
melhor forma de fazer isso é criando conteúdo que seja relevante e medir essa
relevância por meio de dados, não do achismo. Uma pessoa com nível altamente
especializado é capaz de criar soluções para problemas complexos relacionados
a esses aperfeiçoamentos. Além disso, é alguém que integra novos conteúdos
à informação já existente para criar novos conteúdos, e integra os
conhecimentos, além de orientar outras pessoas na integração e reelaboração
de conteúdos. Esse profissional altamente especializado consegue propor novas
ideias e processos mais otimizados para a área. Como fazer isso? A melhor
forma é praticando, testando, errando, acertando e aplicando seus
conhecimentos. Lembre-se: só podemos melhorar aquilo que foi feito. Mãos à
obra!

TEMA 5 – FERRAMENTAS DE PESQUISA

No contexto universitário e durante nossa trajetória acadêmica, é comum


realizarmos atividades que envolvem pesquisas e consultas a livros, artigos,
websites e outros materiais digitais acessados pela internet. Essas buscas
devem ter como referência fontes que são confiáveis e que tenham um valor
científico. Isso significa dizer que devemos consultar fontes de informação que
possuem um rigor quanto ao teor de seus dados e informações, assim como
utilizam-se do princípio da revisão e a avaliação de seu conteúdo, por
especialistas que validam sua qualidade, antes de serem compartilhados e
divulgados (Menezes, 2021).
Com base nisso, podemos observar que existem ferramentas específicas
que auxiliam na seleção, consulta e acesso a conteúdos científicos e destinados
ao aprendizado e suporte para as atividades acadêmicas. Essas ferramentas
possuem mecanismos de busca para a pesquisa do material disponível, assim
como podem apresentar filtros que auxiliam no refinamento da pesquisa (como
visto acima). Esses ambientes podem disponibilizar uma área de acesso a seus
usuários em que é possível realizar a organização e o armazenamento dos
materiais para posterior consulta (semelhante ao que vimos no anteriormente).
Para conhecer essas ferramentas, falaremos sobre cada uma delas a seguir.
19
5.1 Bibliotecas virtuais/digitais

As bibliotecas virtuais são repositórios que disponibilizam conteúdos


digitais, como texto, imagem, vídeo e áudio, e podem incluir funcionalidades
como inserção de comentários, destaques e criação de cartões de estudo com
anotações, entre outras opções (Intersaberes, 2022). Como exemplo podemos
citar a Biblioteca Virtual da Pearson Higher Education (Figura 5), sendo
considerada a “maior plataforma de livros digitais técnicos, científicos e
acadêmicos do Brasil”, com mais de 14.000 livros acadêmicos e para formação
profissional (Pearson, 2023, on-line).

Figura 5 – Biblioteca Virtual Pearson – consulta ao acervo e organização em


listas

Fonte: Biblioteca Virtual Pearson no sistema operacional MacOS High Sierra.

A localização das obras é realizada por meio de um campo de busca, em


que o usuário pode indicar a palavra-chave, a temática ou assunto de interesse
e utilizar filtros para refinar as buscas. Além da consulta ao acervo, o usuário
pode realizar a organização e o armazenamento dos livros lidos ou a serem lidos
em listas ordenadas de acordo com o interesse dos usuários.

20
5.2 Google Acadêmico ou Google Scholar

O Google Acadêmico ou Google Scholar


(<https://scholar.google.com.br/>) é um serviço especializado para buscar uma
ampla literatura acadêmica e científica. O buscador pesquisa e recupera nas
mais variadas fontes, e-books, artigos científicos, teses e dissertações, resumos,
resenhas, entre outros (Figura 6) (Google Scholar, 2023).

Figura 6 – Site Google Scholar ou Google Acadêmico

Fonte: Google Acadêmico no sistema operacional MacOS High Sierra.

Como funcionalidades, é possível identificar as citações de artigos, os


autores e localizar os documentos completos disponíveis para consulta. É
possível, ainda, criar um alerta sobre determinado termo, palavras-chaves,
autoria e ser notificado quando houver uma nova publicação. A busca segue a
lógica de utilizar termos-chaves, operadores de pesquisa e refinar a pesquisa
utilizando os filtros, como vimos anteriormente (Google Scholar, 2023).

5.3 Portal de Periódico da Capes

O Portal de Periódico da Capes (Figura 7) é considerado uma biblioteca


virtual que congrega um dos maiores acervos de produção científica do país.
Sua base localiza e recupera artigos em mais de 49 mil revistas científicas com
acesso aos textos na íntegra, além de disponibilizar o acesso a 455 bases de
dados de conteúdos variados (Brasil, 2023).

21
Figura 7 – Site Periódico Eletrônico Capes

Fonte: Periódico Eletrônico Capes no sistema operacional MacOS High Sierra.

5.4 Scielo e Spell

A SciELO – Scientific Electronic Library Online (<https://www.scielo.org/>)


é considerada uma biblioteca virtual que localiza e recupera artigos da coleção
de revistas científicas que integram sua rede. A partir da busca no site é possível
acessar artigos em sua íntegra (Figura 8) (Scielo, 2023).

22
Figura 8 – Site SciELO

Fonte: SciELO no sistema operacional MacOS High Sierra.

Assim como a SciELO, tem-se a ferramenta Spell – Scientific Periodicals


Electronic Library (<http://www.spell.org.br/>) que disponibiliza um acervo de
produções científicas nacionais, nas áreas de Administração Pública e de
Empresas, Contabilidade e Turismo (Figura 9) (Spell, 2023).

Figura 9 – Site Spell

Fonte: Spell no sistema operacional MacOS High Sierra.

Tanto a Scielo quanto a Spell utilizam-se da busca por meio de termos-


chaves, operadores e filtros para refinar a pesquisa utilizando os filtros, conforme
vimos anteriormente.

23
Vale, ainda, destacar o Portal Brasileiro de Dados Abertos
(<https://dados.gov.br/home>) que disponibiliza um conjunto de dados abertos
governamentais, seja para o acesso, seja para uso ou reuso. Assim como a
Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD/IBICT -
<https://bdtd.ibict.br/>) e o Catálogo de Teses e Dissertações da Capes
(<https://catalogodeteses.capes.gov.br/<), que viabilizam o acesso às
publicações das teses e dissertações das instituições brasileiras de ensino e
pesquisa.

5.5 TED Talks e Khan Academy

O TED (<https://www.ted.com/>) iniciou-se em 1984 como uma


conferência que abordava Tecnologia, Entretenimento e Design, mas com o
passar do tempo, suas iniciativas tomaram proporções globais, abrangendo
temáticas diversas como educação, artes, negócios, ciências, entre outros.
Dentre suas iniciativas, está o TED Talks (<https://www.ted.com/talks>) que tem
palestras com especialistas em diversas áreas do conhecimento com temas de
pesquisas e experiências, em vídeos de aproximadamente 18 minutos e
traduzido para mais de 100 idiomas. O objetivo é apresentar temas, pesquisas e
a construção do conhecimento de forma inspiradora, em uma linguagem
acessível ao público em geral (Mild, [S.d.]; TED, 2023). A plataforma permite a
busca por palavras-chaves, tópicos de interesse, língua e duração do vídeo
(Figura 10).

Figura 10 – Site TED Talks

Fonte: TED Talks no sistema operacional MacOS High Sierra.

24
Da mesma forma, o Khan Academy (<https://pt.khanacademy.org/>) é
uma instituição sem fins lucrativos que tem como objetivo disponibilizar
conteúdos de forma gratuita visando promover uma educação de qualidade. Os
conteúdos contemplam temas voltados para o ensino médio e fundamental
(português, matemática e ciências). Da mesma forma que incluem temas de
Economia e finanças, Ciências Humanas, Ciências e Engenharias e
Computação. Os materiais são produzidos por especialistas na área e visam
estimular os alunos a desenvolverem seu aprendizado de acordo com sua
dinâmica pessoal (Figura 11) (Khan Academy, 2023).

Figura 11 – Site Khan Academy

Fonte: Khan Academy no sistema operacional MacOS High Sierra.

Você pode estar se perguntando: e a Wikipedia? Bem, cabe aqui uma


importante observação – muitas pessoas realizam buscas e utilizam materiais
da Wikipédia. Mas devemos lembrar que ela pode servir somente como um
primeiro contato com o tema buscado, já que essa é uma ferramenta
colaborativa, em que qualquer pessoa pode ingressar e contribuir para a inclusão
e edição de uma informação. Por isso, ao realizar suas pesquisas, opte por
conteúdos disponíveis em sites que apresentam o rigor na avaliação do conteúdo
e comprovam seu valor científico, como os apresentados neste tema (Mild,
[S.d.]).
Por fim, indicamos outras duas ferramentas. Com os avanços da
Inteligência Artificial (IA), podemos incluir o site Elicit (<https://elicit.org/>), que
utiliza o aprendizado de máquina para auxiliar em pesquisa, localizando

25
documentos, condensando informações, auxiliando com brainstorm de ideias,
entre outros, assim como o ChatPdf (<https://www.chatpdf.com/>), que permite
que documentos em formato .pdf sejam lidos e interpretados, condensando a
apresentação da informação e destacando as de maior relevância.

TROCANDO IDEIAS

Vimos a importância de avaliar a informação pesquisada e recuperada na


internet aplicando alguns critérios para verificar sua credibilidade. Nesse sentido,
você costuma ter a prática de analisar criticamente uma informação ou compará-
la com outras fontes quando recebe um conteúdo por um conhecido ou ainda
quando realiza buscas na internet?

NA PRÁTICA

A necessidade de uma informação nos conduz a uma busca, a uma


seleção e a uma análise baseada em sua relevância e confiabilidade. Em
seguida, essa informação deve ser gerenciada, ou seja, organizada e
armazenada para que possamos acessá-la e consultá-la quando se fizer
necessário.
Com base no aprendizado construído até aqui, considere realizar de
forma prática a gestão de um conjunto de arquivos em seu computador. Para
isso, sugerimos que tome como base o conteúdo abordado acima e siga as
etapas, a seguir: i) selecione uma plataforma com o serviço de armazenamento
na nuvem (Google Drive, OneDrive ou Dropbox); ii) defina como será a
organização na plataforma, para isso, crie pastas por categorias e subcategorias,
nomeando-as com uma definição que represente os arquivos que ali serão
armazenados; iii) analise os arquivos que serão organizados na ferramenta e
observe seus formatos (textos, planilhas, imagens, apresentações, entre outros);
iv) nomeie os arquivos com termos objetivos, de acordo com o conteúdo do
documento e lembre de incluir a data de elaboração/edição; v) organize os
documentos diretamente na pasta de destino; e vi) por fim, verifique documentos
duplicados e delete-os. Bons estudos!

26
FINALIZANDO

Iniciamos abordando o manuseio dos dispositivos digitais, sua


configuração e funcionalidades para a interação e o acesso às informações e
aos ambientes digitais. Em seguida, adentramos no universo digital e
perpassamos pela busca e seleção da informação, tendo como aliadas as
estratégias que podem ser adotadas para refinar a pesquisa.
Aprendemos como identificar uma informação relevante e confiável,
analisando sua fonte e conteúdo a partir de cinco critérios. Da mesma forma,
vimos como podemos organizar e armazenar as informações e conteúdos
recuperados, para posterior consulta e utilização.
Compreendemos a importância de mensurar e avaliar dados e
informações, para a tomada de decisão, monitorando-os por meio de indicadores
como OKR, KPI e Data Driven Marketing. Por fim, apresentamos algumas
ferramentas utilizadas para a realização de pesquisas para a construção do
conhecimento, detalhando suas contribuições e funcionalidades.

27
REFERÊNCIAS

AMERICAN MARKETING ASSOCIATION. 2022. Disponível em:


<https://www.ama.org/the-definition-of-marketing-what-is-marketing/>. Acesso
em: 2 dez. 2022.

BENEDICTINE UNIVERSITY LIBRARY. Evaluating Sources: the CRAAP test.


2023. Disponível em:
<https://researchguides.ben.edu/c.php?g=261612&p=2441794>. Acesso em: 5
mar. 2023.

BRASIL. Ministério da Educação. Portal de Periódicos da Coordenação de


Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Quem Somos. 2023.
Disponível em: <https://www-periodicos-capes-gov-
br.ezl.periodicos.capes.gov.br/index.php/sobre/quem-somos.html>. Acesso em:
5 mar. 2023.

CHRIS, A. Top 10 Search Engines in the World (2023 update). 2023.


Disponível em: <https://www.reliablesoft.net/top-10-search-engines-in-the-
world/#archive>. Acesso em: 5 mar. 2023.

DATAREPORTAL. Digital 2023 Global Digital Overview. 2023. Disponível em:


<https://datareportal.com/reports/digital-2023-global-overview-report>. Acesso
em: 1 mar. 2023.

DIAMOND, P. Armazenamento em nuvem vs. servidores locais: nove


considerações importantes. 2020. Disponível em:
<https://www.microsoft.com/pt-br/microsoft-365/business-insights-
ideas/resources/cloud-storage-vs-on-premises-servers>. Acesso em: 5 mar.
2023.

GOOGLE. Ajuda da pesquisa do Google. 2023. Disponível em:


<https://support.google.com/websearch/answer/2466433?hl=pt-
BR&ref_topic=3081620> . Acesso em: 10 mar. 2023.

GOOGLE SCHOLAR. About. 2023. Disponível em:


<https://scholar.google.com.br/intl/pt-BR/scholar/about.html>. Acesso em: 5
mar. 2023.

28
GOOGLE WORKSPACE. Drive. 2023. Disponível em:
<https://workspace.google.com/intl/pt-BR/products/drive/>. Acesso em: 5 mar.
2023.

INTERSABERES. Qual a diferença entre biblioteca virtual e biblioteca


digital. Disponível em: <https://www.intersaberes.com/blog/qual-a-diferenca-
entre-biblioteca-virtual-e-biblioteca-digital/>. Acesso em: 5 mar. 2023.

KHAN ACADEMY. Sobre. 2023. Disponível em:


<https://pt.khanacademy.org/about>. Acesso em: 5 mar. 2023.

PORTUGAL DIGITAL. Glossário. 2022. Disponível em:


<https://portugaldigital.gov.pt/glossario/>. Acesso em: 5 mar. 2023.

LUCAS, M.; MOREIRA, A. DigCompEdu. Quadro Europeu de Competência


Digital para Educadores. Aveiro: UA, 2018.

MENEZES, S. Fontes de Informação: definição, tipologia e confiabilidade.


2021. Disponível em: <https://www.ufrgs.br/bibeng/fontes-de-informacao-
definicao-tipologia-confiabilidade/>. Acesso em: 5 mar. 2023.

MILD - MANUAL DE INSTRUÇÕES DE LITERACIA DIGITAL. Como tirar


partido das tecnologias digitais para aprender mais e melhor?. Disponível
em: <https://mild.rbe.mec.pt/como-tirar-partido-das-tecnologias-digitais-para-
aprenderes-mais-e-melhor-3/>. Acesso em: 5 mar. 2023.

NEW VANTAGE PARTNERS. Big Data and AI Executive Survey 2021 -


Executive Summary of Findings. 2021. Disponível em: <https://c6abb8db-514c-
4f5b-b5a1-
fc710f1e464e.filesusr.com/ugd/e5361a_d59b4629443945a0b0661d494abb523
3.pdf>. Acesso em: 10 jan. 2023.

OHUB. Gestão de Documentos Digitais: 10 Dicas para organizar facilmente.


Disponível em: <https://www.ohub.com.br/ideias/gestao-de-documentos-
digitais/>. Acesso em: 20 fev. 2023.

PEARSON. Biblioteca Virtual Universitária Pearson Higher Education. 2023.


Disponível em: <https://hed.pearson.com.br/plataformas-de-
aprendizagem/biblioteca-virtual>. Acesso em: 5 mar. 2023.

29
PEIXOTO, P. Motores de busca. 2008. Disponível em:
<http://www4.fe.uc.pt/fontes/pesquisa_na_internet/motores_busca/motores_de
_busca.htm>. Acesso em: 5 mar. 2023.

PORTUGAL INCODE.2030. Curso Gestão de Informação e Conteúdos


Digitais - Nível Intermédio. 2022a. Disponível em:
<https://www.nau.edu.pt/pt/curso/gestao-de-informacao-e-conteudos-digitais-
nivel-intermedio/>. Acesso em: 15 fev. 2023.

PORTUGAL INCODE.2030. Curso Gestão de Informação e Conteúdos


Digitais - Nível Avançado. 2022b. Disponível em:
<https://www.nau.edu.pt/pt/curso/gestao-de-informacao-e-conteudos-digitais-
nivel-avancado/>. Acesso em: 15 fev. 2023.

PORTUGAL. INCoDE.2030. Estudo para empregabilidade não TIC no futuro


- Documento 3.1 - quadro de referência de competências digitais. 202?a.
Disponível em: <https://www.incode2030.gov.pt/wp-
content/uploads/2022/12/Doc-3-1-Quadro-de-Referencia-e-Competencias.pdf>.
Acesso em: 30 jan. 2023.

PORTUGAL. INCoDE.2030. Iniciativa integrada de política pública dedicada


ao reforço de competências digitais. 202?b. Disponível em:
<https://www.incode2030.gov.pt/incode-2030/>. Acesso em: 4 fev. 2023.

PORTUGAL. INCoDe.2030. Quadro Dinâmico de Referência de Competência


Digital para Portugal. 2019. Disponível em:
<https://www.incode2030.gov.pt/2022/01/31/quadro-dinamico-de-referencia-de-
competencia-digital-para-portugal/>. Acesso em: 4 fev. 2023.

REDE DE BIBLIOTECAS ESCOLARES DE LISBOA (RBEL). Teste CRAAP. 20-


-?. Disponível em:
<https://www.rbe.mec.pt/np4/%7B$clientServletPath%7D/?newsId=3239&fileNa
me=Teste_CRAAP_vf.pdf>. Acesso em: 5 mar. 2023.

SCIELO. Scientific Electronic Library Online. 2023. Disponível em:


<https://www.scielo.org/pt>. Acesso em: 5 mar. 2023.

SPELL. Scientific Periodicals Electronic Library. Objetivos. 2023. Disponível em:


<http://www.spell.org.br/sobre/objetivos>. Acesso em: 5 mar. 2023.

TED. About. 2023. Disponível em: <https://www.ted.com/about/our-


organization>. Acesso em: 5 mar. 2023.
30
UNESCO. Transformação e inovações digitais no Brasil. 202? Disponível
em: <https://pt.unesco.org/fieldoffice/brasilia/expertise/digital-transformation-
brazil>. Acesso em: 5 mar. 2023.

VUORIKARI, R.; KLUZER, S.; PUNIE, Y. Digicomp 2.2 The Digital


Competence Framework for Citizens, EUR 31006 EN. Luxemburgo: Office of
the European Union, 2022.

WILSON, C. Alfabetização midiática e informacional: currículo para formação


de professores. Brasília: Unesco, UFTM, 2013.

31
COMPETÊNCIAS DIGITAIS
AULA 3

Profª Vivian Ariane Barausse de Moura


Profª Maria Carolina Avis
Profª Flávia Roberta Fernandes
CONVERSA INICIAL

Chegamos até aqui construindo conhecimento a respeito de


competências digitais. Entendemos sobre consumo e criação de conteúdo
digital, além das terminologias adotadas pelas ferramentas digitais. Trazemos
também nessa bagagem o entendimento da necessidade, busca e seleção da
informação, tendo a nosso favor estratégias que podem ser adotadas para um
refinamento da informação que auxilia a pesquisa. Da mesma forma, vimos que
é possível utilizar critérios para verificar a veracidade de uma informação, assim
como ter o suporte de ferramentas que auxiliarão em sua organização,
armazenamento e recuperação de dados e informações.
A partir desse aprendizado, nesta etapa, abordaremos o papel da
comunicação para um exercício da cidadania. Para isso, veremos:

• como as tecnologias digitais são ferramentas para a participação cidadã;


• de que forma podemos definir e diferenciar a interação e a disseminação
de informações;
• como podemos identificar a desinformação e os meios de combatê-la;
• quais são os parâmetros e normas de comportamentos que devemos
adotar ao transitar e interagir nos ambientes digitais;
• quais ferramentas digitais podem contribuir para a interação entre os
indivíduos e o desenvolvimento de ações colaborativas.

A partir da discussão de cada um desses tópicos, compreenderemos que


no universo digital é primordial saber comunicar, interagir e se portar de maneira
educada, respeitosa e ética. Isso porque, por onde passamos, deixamos
vestígios e podemos ser responsabilizados pelo que fazemos, agimos,
interagimos e compartilhamos.

CONTEXTUALIZANDO

Segundo o Digital 2023 Global Overview Report (DataReportal, 2023), a


média global de tempo gasto ao telefone é de 5 horas por dia. No Brasil, esse
número sobe para 5 horas e 19 minutos. Olhando para esses números, se
considerarmos que uma pessoa tem uma média de sono de 7/8 horas, podemos
dizer que ela passa aproximadamente 30% de seu tempo acordado, no celular.
Para os usuários de Android, 40% do seu tempo é gasto em aplicativos sociais

2
e de comunicação, seguido dos aplicativos de foto e vídeo e, depois, pela
navegação na web (DataReportal, 2023).
Embora tenhamos mais da metade da população mundial conectada,
fazendo uso de dispositivos móveis e com um considerável gasto de horas
diárias on-line, nem sempre seus usuários utilizam toda a potencialidade que a
internet pode oferecer (Vosloo, 2018). Segundo Manuelito (2020, p. 1), “uma
parte importante da nossa existência, individual, profissional, social e cívica,
afirma-se na internet, em comunicação e interação com os outros, por meio de
plataformas tecnológicas digitais e em redes sociais”.
Nesse sentido, podemos considerar a internet como um espaço para o
acesso à informação, para estabelecer a comunicação e relacionamentos, como
também para o aprendizado, o trabalho colaborativo entre as pessoas e o
exercício da cidadania. Paralelamente, quando falamos de competências
digitais, vimos que seu conceito estabelece uma relação com a capacidade de
utilizar tecnologias digitais, para interação, para acessar os meios digitais com
autonomia, valendo-se do senso crítico e da responsabilidade para produzir,
consumir ou compartilhar informações (Portugal Incode.2030, 202?b; 202?b).
Perceba que, nesta sociedade conectada, as competências digitais são
primordiais para nosso desenvolvimento pessoal e profissional, para
conhecermos nossos direitos e deveres e para o convívio em sociedade. Da
mesma forma, as competências digitais desempenham um importante papel e
atuam como um “facilitador da empregabilidade, ao darem resposta às
exigências da crescente digitalização do mercado de trabalho”. Sua relevância
se dá, ainda, no “desenvolvimento de um pensamento crítico e multifacetado, e
para promover a inclusão, a autonomia, o bem-estar e a justiça social.” (Portugal
Incode.2030, 202?b, on-line)
A partir dessa reflexão inicial, nesta etapa, convido você a olharmos juntos
para as formas de exercermos cidadania. Seja buscando um desenvolvimento e
aprendizado constante, seja primando pela participação ativa na sociedade ou,
ainda, sabendo agir de forma ética, empática e respeitosa e na promoção de
ações que visam o bem comum, a coletividade e uma mudança social, por meio
das tecnologias digitais.

3
TEMA 1 – CIDADANIA ATRAVÉS DE TECNOLOGIAS DIGITAIS

A cidadania tem uma relação com os direitos e deveres a serem


exercidos, ao mesmo tempo que inclui em seu sentido elementos particulares
atrelados à dignidade dos indivíduos e referentes à coletividade e ao convívio
social (Cavalcanti et al., 2021). Nesse sentido, a cidadania é “o vínculo entre o
cidadão e o Estado, permitindo a participação direta ou indireta do cidadão nos
assuntos do Estado e da sua comunidade” (Cavalcanti et al., 2021, p. 8). Quando
olhamos para as transformações que a sociedade passou, influenciadas pela
tecnologia, podemos perceber que elas modificaram a forma de estabelecermos
relações e de socializarmos, e o exercício da cidadania seguiu esse fluxo de
mudanças e passou a se valer dessa realidade do ciberespaço (Mild, 202?a).
As mudanças trouxeram novas formas de exercermos nossos direitos e
deveres, assim como as tecnologias digitais permitiram uma potencialização da
participação política, cívica, social dos cidadãos. Participação que se dá de
muitas formas e que, a cada dia, é mais estimulada. O engajamento fornece uma
compreensão ao cidadão que o “torna competente para criticar, debater,
escrutinar, apoiar, recusar e reivindicar" (Mild, 202?a, on-line). Podemos
compreender que a participação ativa do cidadão contribui para a construção de
uma vida coletiva com maior qualidade, além de promover o desenvolvimento
pessoal e profissional.
A começar pela acessibilidade, a tecnologia e a digitalização modificaram
os padrões de acesso remoto aos serviços. Dentre essa infinidade de serviços,
podemos citar como exemplo os serviços de saúde, efetivar transações
bancárias, realizar compras, entre tantos outros. Essa digitalização permitiu,
ainda, que a oferta de serviços públicos ao cidadão se desse de forma remota.
No Brasil, a plataforma Gov.br1 integra uma série de serviços públicos
disponibilizados aos cidadãos. Podem ser acessados serviços do Sistema Único
de Saúde (SUS), referente ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), ao
Sistema de Seleção Unificada (Sisu), ao Fundo de Financiamento Estudantil
(Fies) e ao Programa Universidade para Todos (Prouni). Da mesma forma, é
possível acessar as carteiras digitais de trânsito e trabalho, documentos
militares, serviços da Receita Federal das Juntas Comerciais e da Previdências

1 Disponível em: <https://www.gov.br/pt-br>. Acesso em: 9 abr. 2023.


4
Social (INSS) e Portal e-Social. A plataforma integra, ainda, serviços públicos
estaduais e municipais (Brasil, 2023).
O acesso ocorre por meio de um cadastro pessoal2, que se tornará a
forma de comprovar que você é a pessoa que está acessando os serviços. A
identificação permitirá o acesso, a autenticação e a validação das transações
realizadas nos serviços do governo. Da mesma forma, permitirá o acesso a
informações e documentos digitais e a facilidade da integração de dados entre
os serviços públicos (Cavalcanti et al., 2021).
A plataforma pode ser considerada um sistema simplificado que
disponibiliza informações otimizadas de serviços aos cidadãos, diminuindo a
burocracia, tornando os serviços acessíveis e demonstrando um direcionamento
do governo para uma gestão pública eficiente. Nesse sentido, os serviços
públicos digitais se efetivaram como um mecanismo facilitador para que os
cidadãos possam exercer seus direitos e cumprir suas obrigações (Cavalcanti et
al., 2021).
Outra forma de participação digital do cidadão acontece por meio de seu
engajamento, na “construção da vida coletiva” (Mild, 202?b). Ou seja, por meio
de ações que demonstram o comprometimento social com o bem comum, a
coletividade e uma mudança social, nos ambientes digitais. Nesse sentido,
podemos destacar exemplos de ações a serem realizadas (Mild, 202?a; 202?b):

• Compartilhe informações que apoiem causas, movimentos, produtos e


serviços que você considere estar alinhados com seus ideais e valores;
• Colabore com a comunidade, participando e organizando ações em rede;
• Integre grupos de interesse que apoiem causas alinhadas com seus ideais
e valores;
• Promova grupos de debate sobre temáticas que considera relevantes e
que possam contribuir com uma sociedade;
• Crie petições, abaixo-assinados, cartas de protesto, reclamações;
• Denuncie casos de censura e liberdade de expressão;
• Denuncie atos de vandalismo, bullying, cyberbullying, entre outros.

Devemos conhecer, ainda, algumas plataformas que podem nos auxiliar


nessas ações de cidadania:

2 Disponível em: <https://www.gov.br/governodigital/pt-br/conta-gov-br>. Acesso em: 9 abr. 2023.


5
• Quer fazer uma reclamação quanto a uma empresa? Acesse:
<https://www.consumidor.gov.br>;
• Quer fazer uma denúncia contra crimes na web? Acesse:
<https://new.safernet.org.br/denuncie>;
• Quer organizar um abaixo-assinado? Acesse:
<https://peticaopublica.com.br/pcreate.aspx>.
Um lembrete importante: as redes sociais podem ser um importante
instrumento para potencializar o exercício da cidadania, mas lembre-se sempre
de que, ao se engajar em uma “causa” ou propor qualquer ação, você deve agir
com respeito, responsabilidade e prezar pelo interesse e o bem comum.
Por fim, a participação do cidadão de forma digital é um instrumento de
desenvolvimento pessoal e profissional. Durante a nossa vida, agregamos
conhecimento de muitas formas: pelo ensino formal, pela prática profissional,
pelas experiências vivenciadas e pelas relações estabelecidas. Considerando as
diferentes formas de conhecimento que adquirimos durante a nossa trajetória,
devemos ter em mente que estamos promovendo e desenvolvendo nosso
intelecto. Este desenvolvimento consequentemente contribui para a melhora em
diferentes situações e desafios da nossa vida. Em um mundo de constantes
transformações, devemos lembrar que tanto o desenvolvimento pessoal quanto
o desenvolvimento são essenciais para uma melhor qualidade de vida e para a
prática profissional (Portugal Incode.2030, 202?b).
As pessoas são o principal ativo das organizações, por esse motivo, os
desenvolvimentos pessoal e profissional estão atrelados e devem ser
considerados como “um processo de aprendizagem contínuo e gradual. Investir
em nós mesmos, tornarmo-nos mais capazes e aprender a lidar com diversas
situações é fundamental” (Portugal Incode.2030, 202?b, on-line).
Nesse sentido, as ferramentas digitais são instrumentos que permitem o
acesso a uma variedade de ambientes digitais que contribuem para nosso
desenvolvimento pessoal e profissional. Assim, devemos nos valer desses
ambientes, principalmente porque muitos deles disponibilizam cursos on-line
com conteúdos sobre diversas temáticas e em uma versão forma gratuita. Alguns
exemplos são (Portugal Incode.2030, 202?b; Brasil, 2023):

• Capacita: <https://www.gov.br/governodigital/pt-br/sisp/capacita>;
• Coursera: <https://www.coursera.org>;
• Udemy: <https://www.udemy.com>;
6
• Domestika: <https://www.domestika.org/pt>;
• Nau.edu: <https://www.nau.edu.pt/pt>;
• e-Aulas USP: <https://eaulas.usp.br/portal/home>;
• Sebrae: <https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/cursosonline>;

Vimos que as tecnologias digitais são um importante instrumento para a


participação e o engajamento social. Portanto, podemos tê-las como aliadas,
mas devemos ter sempre consciência de nossas ações e de que sua utilização
requer ética e responsabilidade.
Agora que entendemos sobre a cidadania e como ela se dá no contexto
digital, vamos olhar para a diferenciação entre interação e disseminação de
informação.

TEMA 2 – INTERAÇÃO E DISSEMINAÇÃO DE INFORMAÇÃO

A internet tem como característica forte a interação. No quadro de


competências digitais para os consumidores (2016), a interação faz parte do
ambiente digital, uma vez que é pela interação que se geram registros e provas
do trânsito dos usuários, o que é conhecido como pegada digital. O DigiComp
considera como ambiente digital todas as ações digitais, e não apenas uma
ferramenta ou tecnologia.
Os termos interação e disseminação de informação são diferentes. Qual
você acha que é a diferença entre eles? Convido você a parar por 1 minuto e
refletir sobre isso, antes de retornar à leitura. A começar pelo termo interação, o
que vem na sua cabeça quando se fala em interação? Na vida on-line e off-line,
a interação é o que manda, e já vou explicar os motivos – principalmente – de
ser competente na interação e na disseminação da informação.
Interação, de acordo com o dicionário Oxford (2023), pode ser
considerada um “conjunto das ações e relações entre os membros de um grupo
ou entre grupos de uma comunidade”, ou, ainda, a “influência mútua ou
compartilhada entre dois ou mais corpos ou indivíduos” (Oxford, 2023). Lembra-
se de quando falamos sobre a transição entre a web 1.0 e a 2.0? O que mais
marcou a chegada da segunda geração da internet foi justamente a interação.
Relembrando: na web 1.0, os usuários apenas utilizavam a internet sem
qualquer interação, e os conteúdos eram estáticos. Isso significa que o usuário
não tinha voz alguma, e a comunicação era uma via de mão única. Com a

7
mudança natural do comportamento do usuário no que se refere ao consumo de
informações – o que costumamos chamar, na ciência da informação, de
comportamento informacional –, a interação passou a ser o principal ponto de
atenção em qualquer ação na internet e na comunicação, como um todo.
Lembrando que a comunicação não é um assunto específico de apenas
uma área, mas é multidisciplinar, ou seja, é transversal para qualquer campo de
conhecimento. E mais: existem distintas formas de comunicação verbal, dança,
arte e outras. A comunicação é ampla e pode ser realizada de diversas formas,
mas aqui focaremos a comunicação digital. Todo e qualquer profissional precisa
compreender alguns processos de comunicação e saber lidar com o consumo e
a produção de conteúdo para que a internet seja colaborativa. A colaboração na
disseminação de informações também é um ponto forte da web 2.0.
Por exemplo: quando falamos em comunicação, e sabemos que essa é
uma habilidade importante para qualquer área e qualquer profissional, não
podemos deixar de fora os canais de comunicação. Agora que você acabou de
ler o termo canais de comunicação, pense por alguns segundos em quais canais
vieram com prioridade à sua cabeça. Se pudéssemos apostar agora, eu
apostaria que redes sociais digitais fizeram parte disso, acertei? E a interação é
o que faz a engrenagem das redes sociais digitais funcionar.
Vemos muitas empresas e criadores de conteúdo que reclamam de não
terem resultado nas redes sociais. Porém, eles esquecem de tratar essas
plataformas como ferramentas que servem para reunir uma comunidade que,
necessariamente, tem interação indo e vindo. Ou seja, para ser uma
comunidade, é preciso – obrigatoriamente – haver interação. Na prática, as
marcas criam contas em redes sociais digitais, publicam conteúdo e ficam
esperando o resultado aparecer. Por mais que essa seja uma prática comum,
não é o ideal. Mesmo porque, sem interação, nenhuma marca tem sucesso
utilizando recursos de comunicação digital.
As redes sociais digitais são baseadas em relevância. Isso significa que,
ao abrir o feed3 de uma rede social, você tem acesso aos conteúdos mais
relevantes para você naquele momento, baseado em diversos critérios que são
analisados por algoritmos4 de relevância e de classificação. Para tal

3A página inicial das redes sociais digitais, onde se veem os conteúdos recentes das contas que
você segue.
4 Programação de computador que serve para cumprir com algum objetivo. Saiba mais.

Disponível em: <https://rockcontent.com/br/blog/algoritmo>. Acesso em: 9 abr. 2023.


8
funcionamento, as redes sociais que não são baseadas em ordem cronológica
ou não têm um feed personalizado (Twitter e BeReal, por exemplo) fazem uma
espécie de investigação nas páginas dos criadores de conteúdos e marcas, para
saberem quais seguidores precisam receber aquele conteúdo naquele momento.
Os algoritmos têm critérios bem definidos para o que consideram relevante, e
um dos pontos mais fortes é justamente a interação. Indo direto ao ponto, uma
publicação tem mais alcance quando aquela conta interage ativamente com os
seguidores, e vice-versa. Essa é uma construção de comunidade, e as marcas
que conseguem ter essa interação com certeza saem na frente.
Funciona assim: cada funcionalidade de uma rede social tem um
algoritmo próprio. No Instagram, por exemplo, as regras são diferentes para
stories5, feed, Reels6 e explorar7, mas, em geral, quando se faz algum post,
aquela rede social não envia seu conteúdo para 100% dos seus seguidores, mas
para uma porcentagem. Quem faz parte dessa amostra inicial? Aquelas pessoas
com quem a conta tem mais interação. Quando essas pessoas recebem o
conteúdo em sua tela e interagem, o algoritmo vai mostrando para mais gente,
aumentando assim a taxa de alcance. Caso o conteúdo não tenha sido relevante,
o conteúdo vai parando de ser mostrado. Por isso, sem interação não se faz
estratégia em redes sociais.
Por outro lado, a disseminação de informação se trata de tornar público
algum conhecimento ou informação adquiridos por uma pessoa ou instituição.
Por essa característica, também é equivalente à difusão ou divulgação (Lara e
Conti, 2003). Para que haja disseminação de informação, o principal ator é um
produtor de conteúdo que, inclusive, não sabe quem será o usuário atingido por
aquela comunicação. A disseminação de informação é mais voltada para uma
via de mão única, em que apenas se comunica, sem que haja interação.
Para ficar claro, vamos pensar em uma emissora tradicional de TV. Na
mídia tradicional, ela pode ter programações que simplesmente façam
disseminação de informação, ou seja, informam as pessoas que queiram ligar a
televisão de suas casas para ficarem bem-informadas. A preocupação é em
fornecer a informação da mais alta qualidade e de credibilidade. Já em canais
digitais, essa mesma emissora pode adotar uma comunicação baseada em

5 Publicações em foto ou vídeo, no Instagram, que somem em 24 horas.


6 Funcionalidade de vídeos curtos no Instagram.
7 Parte do Instagram focada em mostrar conteúdos que o usuário se interessa, de contas que

ainda não segue.


9
interação para que os telespectadores participem ativamente da conversa. Trata-
se de um único produtor de conteúdo, mas com a versatilidade necessária,
adequando-se aos canais de comunicação existentes.
Para os usuários, vale reforçar que, mesmo que a internet seja um
ambiente colaborativo, é fundamental que as informações compartilhadas sejam
de credibilidade e verificadas. Para isso, é importante buscar informações
verdadeiras. As fake news8 nascem da desinformação, por um usuário – e
produtor de conteúdo – que pode ser uma pessoa física ou uma marca, que
compartilharam uma informação, ou seja, fizeram uma disseminação de
informação, sem que houvesse a responsabilidade de verificar a veracidade. Sob
essa lógica, as informações falsas e a desinformação ganham em escala e são
proliferadas em velocidade e volume avassalador, com maior facilidade. Essa é
uma das razões para a desinformação ser motivo de debate constante.
Entendendo que ainda é um campo com poucas definições de limite, as
discussões são necessárias para traçar um caminho mais justo e melhor para
toda a rede.

TEMA 3 – DESINFORMAÇÃO

Diferentemente das fake news, que são compartilhadas muitas vezes


acidentalmente ou sem qualquer má intenção, a desinformação é compartilhada
com o objetivo de realmente induzir o leitor ao erro, ocultando informações
importantes ou mudando totalmente o seu sentido.
O conceito de desinformação tem sido discutido na ciência da informação,
na gestão da informação e na comunicação. Esse tema é pauta multidisciplinar
não à toa: todos nós estamos envolvidos com a informação de alguma forma,
seja consumindo-a ou produzindo-a. Informação é parte de um todo: o que vem
antes são os dados. Mas dados não são a mesma coisa que informação? Não!
Dados são brutos, geralmente em grandes quantidades (daí o conceito de Big
Data) e com uma característica importante: quando estão sozinhos, não dizem
nada, ou seja, precisam ser tratados para se transformarem em algo útil.
O matemático britânico Clive Humby é bem claro ao expor sua opinião de
que “dados são o novo petróleo”, ou, em inglês, como ficou conhecida a frase,
“data is the new oil” (Ripari, 2022). E há quem diga que dados valem mais do

8As notícias falsas são uma forma distribuição de desinformação ou mentiras por meio de canais
de comunicação.
10
que petróleo. Para o portal The Economist (2017), “o recurso mais valioso do
mundo não é mais o petróleo, mas dados” (“the world’s most valuable resource
is no longer oil, but data”). Já pudemos entender, portanto, que a grande riqueza
do mundo são os dados, não é mesmo?
São os dados que fazem com que as grandes empresas de tecnologia
consigam monetizar9 suas ações. Tendo dados de navegação dos usuários,
essas empresas podem ter como modelo de negócio a venda de publicidade on-
line, ou seja, os dados dos usuários são utilizados para que haja um maior
direcionamento do conteúdo daquela publicidade para o público, tendo assim
mais precisão. Os dados valem muito, e sem eles não há inteligência nos
negócios, pois sem dados a tomada de decisão é mais difícil e pode levar a erros
ou a caminhos irreversíveis.
Os dados valem muito, sim, porém, desde que sejam refinados, divididos
e analisados para terem algum valor, exatamente como o petróleo, que precisa
ser refinado e tratado para que esteja pronto para o uso. Ou seja, não adianta
ter uma grande quantidade de dados, mas é preciso tratar esses dados para que
sejam transformados em informação e, posteriormente, em conhecimento.
Esse é o ciclo: dados brutos são tratados e transformam-se em
informações, ou seja, já são mais segmentados e focados. Com informações em
mãos, é possível tomar decisões mais estratégicas, uma vez que as informações
se transformam em conhecimento e se tornam úteis na prática. É essa
informação depurada que é capaz de gerar inteligência para diversas áreas da
empresa: comercial, vendas, marketing, finanças, RH e outras.
Paralelo a isso, precisamos saber que existe a DESinformação, que pode
ser considerada como a falta da informação, ou o ruído no momento de
transmitir/adquirir a informação, que tem a ver com a qualidade das informações
a que temos acesso, seja consumindo ou usando essa informação. Com o
crescente uso das redes sociais digitais e com a natural expansão da
possibilidade de que todos os usuários de internet sejam criadores de conteúdo,
obviamente verdades e mentiras se entrelaçam. Cabe ao produtor de conteúdo
ter consciência de que apenas se deve compartilhar conteúdos relevantes e
autênticos, e cabe ao consumidor de conteúdo saber interpretar aquela
informação antes de compartilhar.

9Monetizar é transformar algo em dinheiro. No caso das empresas de tecnologia, elas ganham
dinheiro e tornam rentáveis seus negócios por meio de dados dos usuários.
11
Na ciência da informação, trata-se a desinformação como um fenômeno
negativo da informação (Pinheiro; Brito, 2014). Os mesmos autores defendem a
ideia de que a desinformação é ligada à ausência informacional, ao engano
proposital e à misinformação:

• Ausência informacional: é o caso de pessoas que acreditam em algo


errôneo por não terem acesso às corretas informações. A ausência
informacional demonstra a falta de competência informacional de um
sujeito, e isso pode ter ocorrido por falta de uma busca ativa por
informação. Exemplo: uma pessoa que defende que ovo faz mal à saúde
simplesmente por não ter acesso à informação real, por falta de atitude de
buscar por informação. Existe também o debate de que essas pessoas
recebem uma subinformação, ou uma informação parcial, incompleta, que
contempla apenas um ponto de vista. Cabe a esse sujeito buscar
informação bilateral para que não seja um desinformado, literalmente;
• Engano proposital: pessoas que, de propósito, querem desinformar
alguém para enganá-lo. Para que isso aconteça, existe o enganador e o
enganado, ou o desinformador e o desinformado. Nesse caso, estamos
falando de uma informação espalhada especificamente para enganar e
influenciar alguém para o mal. Exemplo: alguém que espalha um vídeo na
internet com o corte de um diálogo, para prejudicar alguém sem mostrar
o contexto;
• Misinformação: quando existe um “truque” para enganar um grupo de
pessoas, ou seja, envolve o estudo dos indivíduos também. A
misinformação é relacionada a um certo acaso entre o produtor daquela
informação, que transmite de forma errônea, e a desinformação do
receptor que recebe aquela informação e considera como verdade, uma
mensagem incorreta. Misinformação tem muito a ver com marketing de
influência, uma estratégia que consiste em ações focadas em pessoas
que exercem algum poder de influência sob um grupo que podem ser
potenciais clientes de alguma marca.

Perceba que lidar com um ruído informacional é bem diferente de ser


exposto à desinformação. A desinformação tem como foco gerar o engano e a
confusão, em que, quem está transmitindo uma desinformação, conhece o
indivíduo a ser desinformado. É o caso de perfis de fofoca que espalham

12
desinformações sobre algum famoso, conhecendo o público consumidor daquele
conteúdo, a fim de enganar essas pessoas.
Tanto a informação como a desinformação surgem por meio de um criador
daquele conteúdo, que pode ser uma pessoa ou um veículo de comunicação.
Desde que a internet passou a ser colaborativa, ficou muito simples o processo
de criar e compartilhar conteúdo, mas não é porque é simples que deve ser
negligenciado ou de qualquer jeito. Pensando nisso, é importante que o criador
de conteúdo tenha a responsabilidade de apenas compartilhar conteúdos
verdadeiros e verificados, obviamente sem que tenha a intenção de enganar as
pessoas. Por isso, é indispensável verificar as informações antes de
compartilhar. O mesmo vale para quando você recebe uma informação. Isso
significa que, caso você receba, por exemplo, o vídeo de um suposto especialista
dando dicas de alimentação, em vez de passar para a frente, compartilhando
com seus amigos, precisa verificar a veracidade das informações. Se todos
fizermos isso, a internet será um lugar melhor e mais seguro. É a
responsabilidade pela informação sendo compartilhada também.
Em 2018, o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados
Unidos, fez um estudo analisando 126 mil postagens no Twitter, feitas entre os
anos de 2006 e 2017 e replicadas mais de 4,5 milhões de vezes. As principais
conclusões do estudo foram de que as notícias falsas se espalham 70% mais
rápido na internet do que as verdadeiras, sendo que as notícias relacionadas à
política são espalhadas três vezes mais rápido. E engana-se quem pensa que
essas notícias falsas são espalhadas tão rapidamente por robôs. A mesma
pesquisa mostra que os robôs aceleram tanto a disseminação de notícias falsas
quanto verdadeiras, na mesma proporção. Isso significa que são as pessoas que
recebem as informações que as espalham, sendo verdadeiras ou falsas.
Além da questão ética, da cidadania e da responsabilidade coletiva,
compartilhar notícias falsas, como um boato, pode ser considerado um crime
contra a honra, sob pena de multa e detenção. Pode ser prejudicado tanto quem
criou o conteúdo quanto quem espalhou. As notícias falsas também podem ser
enquadradas em outros tipos de crimes.
Então já sabe, né? Antes de compartilhar algum conteúdo, vale verificar a
veracidade das informações. Tenha atenção redobrada se a informação vier
marcada como compartilhada muitas vezes, com link quebrado, link que não
abre e nomes de empresas escritos errados na URL; desconfie de comunicações

13
de que há uma empresa fornecendo brindes gratuitamente e outras
comunicações que têm um link para que você clique. Além disso, procure a fonte
da informação. A notícia teve algum porta voz como fonte, ou foi escrita por
alguém conhecido, ou um veículo de comunicação confiável? Pesquise sobre o
especialista que é citado como fonte técnica e sobre o canal de comunicação
para identificar se realmente são confiáveis. Outro sinal de alerta é para
mensagens com erros de escrita e, por fim, o tom sensacionalista, dizendo que
algo é imperdível, que é uma oportunidade única, um furo jornalístico nunca
visto, uma planta milagrosa… Enfim, tenha cuidado com esse tipo de conteúdo
ao clicar e principalmente ao compartilhar.

Saiba mais
Em 2022, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) criou um guia básico de
enfrentamento à desinformação que contém dicas de como identificar notícias
falsas, sites de agências que checam informações e diversos outros assuntos
relevantes, relacionados à desinformação e fake news. Vale a pena conferir para
saber mais. Disponível em:

https://bibliotecadigital.tse.jus.br/xmlui/handle/bdtse/10610 . Acesso em: 29


ago. 2024.

Por fim, percebemos que existem diversas formas de identificar as


informações falsas e a desinformação. Fique sempre atento e vamos em frente
na luta contra a desinformação.

TEMA 4 – CÓDIGO DE CONDUTA EM AMBIENTE DIGITAL (NETIQUETA)

Como já vimos, a internet caracteriza-se como um ambiente de interação


e comunicação, e muitas das nossas ações afirmam nossa existência e reforçam
nossa identidade pessoal, profissional, social e cívica neste espaço. Podemos
perceber isso em muitas das atividades ao longo do nosso dia a dia – seja ao
recebermos ou enviarmos um e-mail, acessarmos uma rede social e
compartilharmos um conteúdo, participarmos de uma webconferência10 ou
expormos nossa opinião em uma comunidade virtual ou fóruns de discussão
(Portugal Incode.2030, 2022a).

10Webconferência é considerada uma reunião virtual facilitada por meio de ferramentas digitais
que estabelecem a conexão entre duas ou mais pessoas.
14
Paralelamente a isso, no contexto digital, nos deparamos com o desafio
de estabelecer uma interação social que seja harmoniosa, respeitosa e que
considere as diferenças, já que encontramos pessoas com diversas origens,
nacionalidades, culturas, religiões, valores, idades etc. Da mesma forma, vale
sabermos que o mundo virtual não é uma terra sem lei, por isso devemos estar
atentos às nossas ações e atitudes, uma vez que podemos ser punidos e
responsabilizados por elas. É por esse motivo que devemos entender que a
interação social nos ambientes digitais e o uso de tecnologias digitais devem ser
baseados em um conjunto de normas comportamentais específicas para esse
contexto, mais conhecido como netiqueta (Lemos, 2020; Portugal Incode.2030,
2022a; Vuorikari; Kluzer; Punie, 2022).
O termo netiqueta é uma junção da expressão net (de internet) e etiqueta,
sendo definida como “regras de conduta e de cortesia que devem ser respeitadas
por um utilizador enquanto está on-line na internet” (APDSI, 2019, p. 57). A
netiqueta está relacionada, ainda, à cibernética, que é definida como o “conjunto
das regras morais e consequentes regras de conduta que devem reger os
navegadores no ciberespaço, mais concretamente os utilizadores da internet”
(APDSI, 2019, p. 28). Cabe ressaltar que as redes sociais, fóruns de discussão
e e-mails possuem regras específicas que devem ser seguidas pelos usuários.
É importante ficar atento a essas regras e segui-las, para evitar problemas e
punições, conforme veremos logo a seguir.
Um outro ponto importante, ao olharmos para essas regras de conduta, é
que no ambiente virtual a comunicação se dá, por vídeos e áudios, mas em sua
grande maioria, pela escrita, sem que os indivíduos vejam a expressão facial um
dos outros ou escutem o tom de suas vozes. Isso pode gerar uma quantidade de
sentimentos e emoções que se constroem a partir da interpretação da
mensagem, por quem a recebe. Nesse sentido, podem surgir percepções
errôneas e interferências indesejadas na comunicação, se não atentarmos para
os detalhes que envolvem o diálogo entre os indivíduos, virtualmente (Lemos,
2018; Bianchi; Nogueira, 2018).
Para entendermos melhor como isso ocorre, destacamos algumas ações
consideradas como boas práticas e atitudes a serem adotadas, em um contexto
geral, contemplando os diversos ambientes digitais, como mostra o Quadro 1.

15
Quadro 1 – Boas práticas a serem utilizadas ao acessar os diversos ambientes
digitais

• Utilize uma linguagem adequada para cada ambiente digital.


• Cuide com sua escrita, então verifique a gramática e
ortografia.
• Escrever em letras maiúsculas indica que você está gritando,
então evite essa prática.
• Você pode utilizar emotions, mas tenha cuidado com aqueles
que possam ser mal interpretados e seja comedido,
utilizando-os de acordo com o contexto.
• Não haja por impulso, pare e reflita antes de realizar uma
postagem, enviar ou responder uma mensagem,
principalmente quando algo lhe desagradar.
• Ao utilizar conteúdos consultados em uma pesquisa, sempre
mencione a fonte e lembre-se: não se aproprie ou utilize algo
que não é seu, se não tiver autorização.
• Não comente ou trate assuntos privados, em público. Tenha
cuidado para não expor pessoas e situações.
• Não utilize do anonimato para ofender ou desrespeitar os
outros.
• Adéque seus conteúdos a cada destinatário. Por isso, não
envie mensagens ou publique conteúdos a todos, sem
motivos.

Fonte: elaborado por Fernandes, Moura e Neves, 2023, com base em Lemos, 2018, Bianchi e
Nogueira, 2018, e Portugal Incode.2023, 2022a.
Créditos: Ksyu Deniska/Shutterstock.

Algumas boas práticas e atitudes também devem ser adotadas nos meios
de comunicação digital que utilizamos normalmente, como as redes sociais, os
fóruns de discussão e o e-mail. As redes sociais estão entre os tipos de websites
mais visitados e utilizados no mundo e esses ambientes podem ser considerados
potencialidades de ações positivas e negativas. Por esse motivo, “a cortesia é
um pilar fundamental nas interações positivas no mundo digital e, em particular,
nas redes sociais” (Deco, 2020, p. 27), conforme veremos no Quadro 2.

16
Quadro 2 – Boas práticas a serem utilizadas nas redes sociais

• Tenha cuidado com a forma que expressa suas ideias e


opiniões.
• Só identifique pessoas em suas publicações se elas
autorizarem.
• Não publique imagens ou conteúdos sem autorização.
• Não inclua pessoas em grupos de interesse ou conversas,
sem autorização.
• Esteja atento à exposição de conteúdos e imagens que o
comprometam, seja em um contexto pessoal, profissional ou
social.
• Não utilize informações falsas em relação a sua identidade.
• Sempre verifique a procedência e a veracidade dos
conteúdos que compartilha.
• Antes de iniciar uma conversa, verifique o status de
disponibilidade da pessoa.
• Utilize mensagens curtas e objetivas. Faça uso dos emojis
com moderação e fique atento se algumas abreviaturas
devem ser explicadas.

Fonte: elaborado por Fernandes, Moura e Neves, 2023, com base em Lemos, 2018, Bianchi e
Nogueira, 2018, e Portugal Incode.2023, 2022a.
Créditos: Darko 1981/Shutterstock.

Assim como nas redes sociais, ao participar de um fórum de discussão,


devemos adotar algumas práticas, conforme apresentado no Quadro 3.

Quadro 3 – Boas práticas a serem utilizadas em fóruns de discussão

• Realize a leitura dos tópicos de um fórum e o debate inicial


antes de realizar uma pergunta ou realizar sua
intervenção.
• Seja claro e objetivo, alinhe seu diálogo com o que está
sendo abordado no grupo, sem desviar os assuntos.
• Para abordar assuntos diferentes dos indicados nos
tópicos, crie novos tópicos.
• Ao utilizar um conteúdo que não seja de sua autoria,
lembre-se de ter autorização e/ou citar a fonte de autoria.
Fonte: elaborado por Fernandes, Moura e Neves, 2023, com base em Lemos, 2018, Bianchi e
Nogueira, 2018, e Portugal Incode.2023, 2022a.
Créditos: Faber14/Shutterstock.

Já o e-mail é um dos recursos mais antigos da internet (década de 1970)


e permanece sendo utilizado até hoje, dados os seus benefícios. Dentre eles,
podemos destacar a economia e a rapidez (Portugal Incode.2023, 2022). Como

17
podemos ver no Quadro 4, sua utilização também requer adotarmos boas
práticas na nossa comunicação.

Quadro 4 – Boas práticas a serem utilizadas ao enviarmos um e-mail

• Observe a quem se destina e sua finalidade. A partir disso,


adéque a linguagem a ser usada. Em um ambiente
informal, as gírias e os emojis podem ser bem
empregados e gerar uma aproximação. Porém, em um
diálogo formal, profissional e acadêmico, faça uso da
norma culta.
• No campo de assunto, indique de forma clara e objetiva o
conteúdo do e-mail.
• Diferencie os destinatários se for necessário, sendo: Para
— a quem se envia; Cc — a quem está em cópia; e Cco —
a quem está em cópia oculta.
• No corpo do texto, inicie com uma saudação e organize
suas ideias: começo (introdução), meio (desenvolvimento)
e fim (agradecimento e assinatura).
• Não use letras maiúsculas, pois indicam que você está
gritando.
• Evite siglas e abreviaturas e, se for necessário utilizá-las,
explique-as.
• Revise o e-mail antes de enviar e, se for enviar algum
documento anexo, certifique-se que tenha sido incluído.

Fonte: elaborado por Fernandes, Moura e Neves, 2023, com base em Lemos, 2018, Bianchi e
Nogueira, 2018, e Portugal Incode.2023, 2022a.
Créditos: ChipVector/Shutterstock.

Por fim, cabe destacar que, em muitos momentos, fazemos uso das
tecnologias digitais e acessamos os ambientes digitais em locais que são
compartilhados com outras pessoas, por exemplo, na empresa onde
trabalhamos, em espaços públicos ou estabelecimentos que frequentamos.
Então, caso esses espaços não tenham regras estabelecidas nesse sentido,
atente sempre para o bom convívio, o bem-estar de todos e o bom senso. Vale
aqui duas dicas de ouro:

• as pessoas não precisam ouvir suas conversas ao telefone, então cuide


com seu tom de voz;
• as pessoas não precisam gostar de consumir o mesmo conteúdo que
você, então, se quiser ouvir uma música, podcast ou assistir a um vídeo,
use fones de ouvido (Vuorikari; Kluzer; Punie, 2022).

18
Agora que já entendemos os comportamentos que devemos adotar nos
meios de comunicação digital, veremos algumas ferramentas e tecnologias
digitais que podem contribuir para a comunicação, interação e colaboração.

TEMA 5 – FERRAMENTAS DIGITAIS COLABORATIVAS

O século XXI é marcado por mudanças constantes, desafios complexos e


uma crescente demanda pela articulação de informações e conhecimentos que
resultem na resolução dos problemas. Como forma de enfrentar esses desafios,
cada vez mais, busca-se estimular a colaboração e o trabalho conjunto, entre os
indivíduos. A colaboração aqui mencionada vai além de dividir atividades, mas
engloba um processo de nos envolvermos em tarefas, ações, projetos etc. para
contribuir efetivamente, com nossos conhecimentos e habilidades em prol de um
objetivo comum (Redecker, 2017; Portugal Incode.2030, 2022b).
Juntamente com isso, as tecnologias digitais têm feito parte das nossas
vidas e modificando nossa forma de interagirmos, nos comunicarmos, nos
relacionarmos e de convivermos socialmente. Entretanto, a conectividade
produzida pela internet trouxe um dinamismo e um conjunto de ferramentas
digitais que potencializam os processos de colaboração entre os indivíduos
(Portugal Incode.2030, 2022b).
As ferramentas digitais, como vimos em conteúdo anterior, nos permitem
o acesso à comunicação e a conteúdos digitais e permitem que os processos
sejam consistentes e seguros, por meio de dispositivos digitais. Nesse sentido,
ainda, essas ferramentas podem ser consideradas importantes aliadas para o
planejamento e a organização de tarefas, automatização e otimização de fluxo
de atividades e integração da comunicação entre equipes, além de
apresentarem como vantagens a redução de custos com deslocamentos, uma
maior flexibilidade e aumento na produtividade e maior flexibilidade (Portugal
Incode.2030, 2022b).
Para conhecermos algumas ferramentas digitais, sua característica e
funcionalidades, agrupamos estas em quatro categorias (Portugal Incode.2030,
2022a, 2022b), sendo: 1) ferramentas de videoconferência; 2) ferramentas de
armazenamento e compartilhamento de arquivos na nuvem; 3) ferramentas de
organização de trabalho; e 4) ferramentas de comunicação de equipes.
As ferramentas de videoconferência permitem que indivíduos se
conectem em tempo real, seja para encontros formais (reuniões, eventos etc.)
19
ou informais (bate-papo). Como funcionalidades, as ferramentas dispõem de
recursos de comunicação, troca de mensagens via chat, envio de documentos
em diversos formatos, compartilhamento de tela, vínculo com plataforma de
streaming, para transmissão ao vivo (Almeida; Fernandes, 2021). As principais
ferramentas de videoconferências são apresentadas no Quadro 5.

Quadro 5 – Exemplos de ferramentas de videoconferência

Ferramenta Zoom Principais funções

• Agendamento do evento e envio de convite;


• Agendamento integrado com ferramenta de calendários;
• Chat em equipe e mensagens agregadas;
• Gravações e transcrições da reunião;
• Quadros de compartilhamento;
• Disponível na versão gratuita e paga;
• Site: <https://zoom.us>.

Ferramenta Google Meet Principais funcionalidades

• Interface rápida e leve;


• Gerenciamento inteligente de participantes;
• Agendamento do evento e envio de convite;
• Agendamento integrado com ferramenta de calendários;
• Integrado ao Google Workspace;
• Disponível na versão gratuita e paga;
• Site: <https://meet.google.com>.

Ferramenta Microsoft Teams Principais funcionalidades

• Gravação e transcrição de reuniões;


• Sala de discussão;
• Agendamento do evento e envio de convite;
• Agendamento integrado com ferramenta de calendários;
• Supressão de ruído;
• Disponível na versão gratuita e paga;
• Site: <https://www.microsoft.com/microsoft-teams>.

Fonte: elaborado por Fernandes, Moura e Neves, 2023, com base em Portugal Incode.2023,
2022a.
Créditos: Daniel Constante; monticello/Shutterstock.

As ferramentas de armazenamento e compartilhamento de arquivos na


nuvem funcionam como um repositório de arquivos digitais. Essas ferramentas
apresentam funcionalidades que permitem a criação e o armazenamento de
arquivos em diversos formatos (texto, planilhas, apresentações etc.), a edição
conjunta dos documentos armazenados e a recuperação de arquivos em
versões editadas anteriormente (Portugal Incode.2030, 2022a, 2022b).
20
As principais ferramentas de armazenamento e compartilhamento de
arquivos na nuvem são apresentadas no Quadro 6.

Quadro 6 – Exemplos de ferramentas de armazenamento e compartilhamento


de arquivos

Ferramenta Dropbox Algumas funcionalidades

• Compartilhamento de arquivos via link;


• Controle de compartilhamento;
• Acesso de diversos dispositivos móveis;
• Integração com outras ferramentas;
• Salvamento automático de arquivos;
• Disponível na versão gratuita e paga;
• Site: <https://www.dropbox.com>.

Ferramenta Google Drive Algumas funcionalidades

• Compartilhamento de arquivos via link;


• Controle de compartilhamento;
• Acesso de diversos dispositivos móveis;
• Edição conjunta em tempo real;
• Arquivos de equipes podem ser organizados em espaço
compartilhado;
• Acesso rápido a arquivos mais utilizados;
• Disponível na versão gratuita e paga;
• Site: <https://www.google.com/intl/pt-
br/drive/about.html>.

Ferramenta OneDrive Algumas funcionalidades

• Compartilhamento de arquivos via link;


• Controle de compartilhamento;
• Acesso de diversos dispositivos móveis;
• Edição conjunta em tempo real;
• Arquivos sob demanda, sem ocupar espaço no
computador;
• Disponível na versão gratuita e paga;
• Site: <https://onedrive.live.com>.

Fonte: elaborado Fernandes, Moura e Neves, 2023, com base em Portugal Incode.2023, 2022a.
Créditos: tanuha2001; monticello/Shutterstock.

Como ferramentas de organização de trabalho, consideramos aqui as


ferramentas para gerenciar anotações, gerenciar a agenda e gerenciar ideias e
insights (Almeida; Fernandes, 2021):

• As ferramentas de anotações permitem o registro e armazenamento de


notas, assim como a inclusão de arquivos em diversos formatos. A
organização desses registros pode ser feita em pastas e subpastas e

21
recuperação das anotações, utilizando-se o comando de busca por
palavras-chave.
• As ferramentas de gestão de agenda realizam o registro de compromissos
e tarefas, permitindo o envio de convites, lembretes, anotações e
documentos, anexos ao agendamento. Os compromissos e as tarefas
agendados podem ser visualizados de acordo com dias, semanas, meses
ou ano.
• As ferramentas para gerenciar ideias e insights permitem o registro de
ideias de forma criativa, seja com anotações, imagens gráficas, mapas
mentais ou post-its.

Os exemplos de ferramentas de organização são apresentados no


Quadro 7.

Quadro 7 – Exemplos de ferramentas de organização

Ferramenta de anotações - Evernote Algumas funcionalidades

• Organização em sistema de cadernos;


• Integração em diversos dispositivos móveis;
• Notas de reuniões conectadas ao calendário;
• Reconhecimento de caracteres;
• Integração de aplicativos;
• Disponível na versão gratuita e paga;
• Site: <https://evernote.com/intl/pt-br>.
Ferramenta de agenda - Google
Algumas funcionalidades
Calendar

• Agendas on-line integradas;


• Verificação de disponibilidade para o
agendamento;
• Integração em diversos dispositivos móveis;
• Publicação da agenda na web;
• Programação de lembretes;
• Disponível na versão gratuita e paga;
• Site:
<https://workspace.google.com/products/calen
dar>.

Ferramenta de ideias e insights - Miro Algumas funcionalidades


• Registra brainstorming, diagramas e
mapeamentos;
• Interação e edição de ideias em tempo real;
• Criação de roadmaps;
• Integração com outras ferramentas;
• Disponível na versão gratuita e paga.
• Site: <https://miro.com/pt/

22
Fonte: elaborado com base em Portugal Incode.2023 (2022a).
Créditos: PREMIO STOCK/Shutterstock; Jarretera/Shutterstock; T. Schneider/Shutterstock.

As ferramentas de comunicação de equipes (Quadro 8) organizam os


membros e as conversas em espaços específicos, sendo escolhidos e definidos
de acordo com a necessidade deste grupo, seja por temas, setores, atividades
etc. Dessa forma, os diálogos serão direcionados, específicos e o registro das
informações não se perde em meio a outras discussões (Almeida; Fernandes,
2021).

Quadro 8 – Exemplo de ferramenta de comunicação entre equipes

Ferramenta Slack Algumas funcionalidades

• Espaços centrais para conversas;


• Integração com outras ferramentas;
• Organização o fluxo de trabalho;
• Compartilhamento de arquivos;
• Gerenciamento automático do conhecimento;
• Disponível na versão gratuita e paga;
• Site: <https://slack.com/intl/pt-br>.

Fonte: Elaborado Fernandes, Moura e Neves, 2023, com base em Portugal Incode.2023, 2022a.
Créditos: monticello/Shutterstock.

Vale destacar que apresentamos, aqui, apenas alguns exemplos de


ferramentas digitais colaborativas que podem ser utilizadas. Da mesma forma,
diariamente, uma infinidade de ferramentas surgem e as que já existem podem,
ainda, mudar e sofrer atualizações. Por esse motivo, é importante sempre avaliar
a necessidade do uso da ferramenta, bem como suas características,
funcionalidades, atualizações no site da ferramenta e verificar o quanto ela
contribuirá para o objetivo esperado com sua utilização.

TROCANDO IDEIAS

As ferramentas digitais colaborativas apresentam algumas vantagens,


como a organização de tarefas, a comunicação entre pessoas e equipes, e o
desenvolvimento de atividades de forma conjunta. A partir das ferramentas
apresentadas nesta etapa, quais dessas você conhece ou já utilizou na sua
prática profissional? Sua experiência foi positiva ou negativa? Compartilhe sua
opinião com seus colegas, no fórum da disciplina. Caso ainda não tenha utilizado

23
as ferramentas indicadas, pesquise sobre uma delas na internet e comente sobre
sua percepção a respeito da ferramenta escolhida.

NA PRÁTICA

Com base no aprendizado adquirido nesta etapa, considere a seguinte


situação hipotética: você trabalha em uma organização e, a pedido do diretor de
seu departamento, uma reunião virtual deve ser organizada. Os participantes
serão os colaboradores que estão distribuídos, geograficamente, por várias
regiões no Brasil, trabalhando de forma remota.
Para que a reunião seja organizada e transcorra corretamente, algumas
atividades devem ser realizadas, sendo:

• agendamento da reunião e envio de convite virtual aos participantes;


• seleção e configuração de ferramenta de videoconferências;
• disponibilização de um conjunto de relatórios que deverão ser analisados
por todos, antes da reunião.

A partir desse detalhamento das atividades, indique quais ferramentas


digitais podem ser utilizadas por você para facilitar esses processos. Bons
estudos!
A resolução está na seção Gabarito, após as Referências.

FINALIZANDO

Para encerrarmos, vamos recapitular tudo o que vimos nesta etapa.


Começamos abordando a contribuição das tecnologias digitais para o acesso a
serviços públicos, a participação na sociedade e a promoção de atos de
cidadania. Apontamos as definições e diferenças entre a interação (volta-se para
as relações estabelecidas entre indivíduos) e a disseminação de informação
(direciona-se para tornar público uma informação ou conhecimento).
Em seguida, compreendemos a definição de desinformação e sua
correlação com a ausência informacional, o engano proposital e a
misinformação. Da mesma forma, verificamos formas de identificá-la e ações
práticas de como combatê-la.
Compreendemos que, no mundo digital, devemos pautar nossas
interações e ações em normas de comportamento que consistem em elementos
como respeito mútuo, cordialidade e ética. Por fim, apresentamos e detalhamos
24
ferramentas digitais que contribuem para a interação, o compartilhamento de
informações e o trabalho conjunto entre pessoas e equipes.

25
REFERÊNCIAS

ALMEIDA, R. A. de; FERNANDES, F. R. Assessoria de negócios: do


tradicional ao digital. Curitiba: InterSaberes, 2021.

AMA – American Marketing Association. The Definition of Marketing: What Is


Marketing? 2022. Disponível em: <https://www.ama.org/the-definition-of-
marketing-what-is-marketing>. Acesso em: 10 dez. 2022.

APDSI – Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da


Informação. Associação para promoção e desenvolvimento da Sociedade
da Informação. Glossário Sociedade da Informação, 2019. Disponível em:
<http://apdsi.pt/glossario/wp-
content/uploads/sites/4/2019/07/GLOSSA%CC%81RIO-DA-SOC-
INFORMACAO_v2019-APDSI.pdf>. Acesso em: 15 fev. 2023.

BIANCHI, L.; NOGUEIRA, T. O que é netiqueta? Como conviver em ambientes


virtuais. Universidade de Brasília, 2018. Disponível em:
<http://educapes.capes.gov.br/handle/capes/206046>. Acesso em: 12 fev. 2023.

BRASIL. Governo Digital. 2023. Disponível em:


<https://www.gov.br/governodigital/pt-br/conta-gov-br/conta-gov-br>. Acesso
em: 4 mar. 2023.

CAVALCANTI et al. Cartilha da cidadania digital. São Paulo: Faculdades


Metropolitanas Unidas, 2021.

DATAREPORTAL. Digital 2023 Global Digital Overview. 2023. Disponível em:


<https://datareportal.com/reports/digital-2023-global-overview-report. Acesso
em: 1 mar. 2023.

DECO. Net Viva & Segura. 2020. Disponível em:


<https://issuu.com/decojovem/docs/ebook_net_viva_e_segura>. Acesso em: 10
fev. 2023.

LEMOS, C. Dicas de Netiqueta. 2018. Disponível em:


<https://educapes.capes.gov.br/bitstream/capes/206361/2/Dicas%20de%20Neti
queta-Christiane.pdf>. Acesso em: 12 fev. 2023.

LUCAS, M.; MOREIRA, A. DigCompEdu: Quadro Europeu de Competência


Digital para Educadores. Aveiro: UA, 2018.

26
MANUELITO, H. Boas práticas de comunicação e comportamento em
ambientes virtuais de aprendizagem: dicas essenciais de netiqueta. Lisboa:
Universidade Aberta, 2020.

MILD – Manual de Instruções para Literacia Digital. A internet pode favorecer


a cidadania. 202?a. Disponível em: <https://mild.rbe.mec.pt/a-internet-pode-
favorecer-a-cidadania>. Acesso em: 5 mar. 2023.

_____. Deves envolver-te em ações de cidadania. 202?b. Disponível em:


<https://mild.rbe.mec.pt/deves-envolver-te-em-acoes-de-cidadania>. Acesso
em: 5 mar. 2023.

NEVES, B. B. Cidadania digital? Das cidades digitais a Barack Obama: uma


abordagem crítica. Portugal: Livros Labcom, 2010.

NEW VANTAGE PARTNERS. Big Data and AI Executive Survey 2021:


Executive Summary of Findings. 2021. Disponível em: <https://c6abb8db-514c-
4f5b-b5a1-
fc710f1e464e.filesusr.com/ugd/e5361a_d59b4629443945a0b0661d494abb523
3.pdf>. Acesso em: 10 jan. 2023.

PINHEIRO, M. M. K.; BRITO, V. de P. Em busca do significado da


desinformação. DataGramaZero - Revista de Informação, v. 15, n. 6, dez/14.
Disponível em: <https://brapci.inf.br/index.php/res/v/8068>. Acesso em: 29 Mar.
2023.

PORTUGAL INCODE 2030. Curso Comunicar e Colaborar através de


Tecnologias Digitais - Nível Intermediário. 2022a. Disponível em:
<https://www.nau.edu.pt/pt/curso/comunicar-e-colaborar-atraves-de-
tecnologias-digitais-nivel-inte>. Acesso em: 10 fev. 2023.

_____. Curso Comunicar e Colaborar através de Tecnologias Digitais - Nível


Avançado. 2022b. Disponível em: <https://www.nau.edu.pt/pt/curso/comunicar-
e-colaborar-atraves-de-tecnologias-digitais-nivel-avan>. Acesso em: 10 fev.
2023.

_____. Estudo para empregabilidade não TIC no futuro - Documento 3.1 -


quadro de referência de competências digitais. 2022c. Disponível em:
<https://www.incode2030.gov.pt/wp-content/uploads/2022/12/Doc-3-1-Quadro-
de-Referencia-e-Competencias.pdf>. Acesso em: 30 jan. 2023.

27
_____. Iniciativa integrada de política pública dedicada ao reforço de
competências digitais. 2022d. Disponível em:
<https://www.incode2030.gov.pt/incode-2030>. Acesso em: 4 fev. 2023.

REDECKER, C. European Framework for the Digital Competence of


Educators (DIGICOMPEDU). EUR 28775. Luxemburgo: Office of the European
Union, 2017.

RIPARI, C. Por que dados são considerados o novo petróleo? 2022.


Disponível em: <https://administradores.com.br/noticias/por-que-dados-sao-
considerados-o-novo-petroleo>. Acesso em: 29 mar. 2023.

SEBRAE – Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas.


Pesquisa Sobrevivência das Empresas. 2021. Disponível em:
<https://drive.google.com/file/d/1w8geGHr_gZpmEoV9iov4kcPSuvbZshTT/view.
Acesso em: 10 jan. 2023.

THE WORLD’S MOST VALUABLE RESOURCE IS NO LONGER OIL, BUT


DATA. The Economist, 2017. Disponível em:
<https://www.economist.com/leaders/2017/05/06/the-worlds-most-valuable-
resource-is-no-longer-oil-but-data>. Acesso em: 29 mar. 2023.

VOSLOO, S. Guidelines designing inclusive digital solutions and


developing digital skills. França: United Nations Educational, Scientific and
Cultural Organization, 2018.

VUORIKARI, R.; KLUZER, S.; PUNIE, Y. Digicomp 2.2 The Digital


Competence Framework for Citizens, EUR 31006 EN. Luxemburgo: Office of
the European Union, 2022.

28
GABARITO

Espera-se que você indique a seleção das seguintes ferramentas:

• para o agendamento da reunião e envio de convite virtual aos


participantes, o uso da ferramenta de agenda Google Calendar, que
dentre suas funcionalidades estão o agendamento de reuniões e o envio
de lembretes;
• como ferramenta de videoconferências, que você indique uma das
ferramentas que permite a comunicação, como Zoom, Google Meet e
Microsoft Teams;
• para a disponibilização dos relatório aos participantes da reunião, que
indique uma das ferramentas de armazenamento e compartilhamento de
arquivos na nuvem, como Dropbox, Google Drive e OneDrive.

29
COMPETÊNCIAS DIGITAIS
AULA 4

Profª Vivian Ariane Barausse de Moura


Profª Maria Carolina Avis
Profª Flávia Roberta Fernandes
CONVERSA INICIAL

Olá, leitor(a)! Esperamos que, até agora, essa viagem no mundo das
competências digitais esteja sendo bastante interessante para você e sua
trajetória acadêmica. Nesta etapa, veremos sobre assuntos muito importantes e
que servem tanto para quem está em ambientes on-line criando conteúdo quanto
para quem apenas consome. Os assuntos são:

1. Redes sociais;
2. Produção de conteúdos digitais;
3. Curadoria de conteúdo;
4. Direitos intelectuais do conteúdo;
5. Ferramentas de criação e apresentação.

Vamos lá?

CONTEXTUALIZANDO

Imagine-se conversando com um amigo, e vocês decidem procurar


alguma padaria por perto para tomarem um café. A primeira ação que um dos
dois terá é o famoso "dar um Google", não é mesmo? Aliás, as buscas com
"...perto de mim" estão entre as mais recorrentes entre os usuários. Mas imagine
que nessa situação, vocês não encontraram nenhum resultado: o que
pensariam? Provavelmente a conclusão seria de que não há nenhuma padaria
por perto, e é por isso que existe a máxima "se não está no Google, não existe".
Não apenas no Google, mas, atualmente, os profissionais que não são
vistos nas redes sociais não são lembrados. Essa não é a ideia, na verdade.
Para se tornar profissional, a trajetória foi – e ainda é – bem longa para qualquer
um. Não é porque não faz vídeo no TikTok ou outra rede social que é um
profissional desqualificado, e precisamos desmistificar isso. Mas é importante
saber que, para quem QUER ou PRECISA ter uma presença on-line, existem
muitas estratégias que não é só tirar uma foto e postar.
Criar conteúdo é quase uma atividade multidisciplinar atualmente. Para
quem cria, precisa saber que não basta que o conteúdo seja criativo, precisa ser
estratégico. Para os usuários, saber como funcionam os bastidores também
enriquece a experiência de se tornar mais experiente digitalmente.

2
TEMA 1 – REDES SOCIAIS

Não é segredo para ninguém que as redes sociais digitais dominaram a


internet. Basta conversar com algum amigo ou conhecido, que, com certeza, no
meio do papo, vocês irão mencionar algo que viram rolando o feed, virando uma
tendência ou simplesmente ouvindo outras pessoas dizerem. E elas realmente
têm esse valor. Bem como outras redes sociais (que não são digitais, mas
físicas, ou seja, uma rede de pessoas que se conectam por algum motivo –
também chamadas de comunidades), nas redes sociais digitais, o que manda é
o RELACIONAMENTO. Relacionamento em caixa alta, para não começarmos a
falar sobre redes sociais considerando essas ferramentas como canais de
divulgação.
Por mais que muita gente tenha as redes sociais digitais como
ferramentas de vendas ou de divulgação, elas são muito mais que isso: são
ferramentas de marketing, e isso significa que vão muito além de vendas e
divulgação, mas são canais que auxiliam o relacionamento entre marcas e
consumidores – e potenciais clientes também. Além disso, para perfis pessoais,
ter presença em redes sociais é quase indispensável atualmente,
independentemente de sua profissão. Saber usá-las da melhor forma pode
alavancar sua carreira. Aproveito para recomendar cursos gratuitos que podem
te ajudar: <https://university.br.rockcontent.com/>. Acesso em: 25 maio 2023.
A pesquisa “Digital 2023 global overview report”, produzida em parceria
entre a Meltwater e a We Are Social mostra as principais tendências de 2023 no
que diz respeito ao uso de canais digitais e, claro, as redes sociais têm grande
força nisso. Para se ter uma ideia, a pesquisa mostra que existem, no mundo,
cerca de 5.16 bilhões de pessoas usando a internet, cerca de 64.4% da
população mundial. Com relação às redes sociais, são quase 60% da população
utilizando ativamente, um crescimento de 3% (137 milhões de pessoas) com
relação ao ano de 2022. Obviamente estamos falando de ferramentas que
crescem ano após ano. No mundo, as pessoas passam cerca de 2h31 usando
redes sociais.
Ainda sobre a pesquisa “Digital 2023: global overview report”, o
documento mostra que existem 4,76 bilhões de usuários em redes sociais
digitais, o que é equivalente a quase 60% da população mundial. O Brasil fica

3
em segundo lugar quando o assunto é tempo gasto diário nessas plataformas,
com 3h46 por dia, ficando atrás apenas da Nigéria.
O que será que as pessoas buscam, navegando nas redes sociais? De
acordo com a pesquisa, o principal motivador é estar conectado com amigos e
com a família. Justamente por isso não falamos em divulgação em redes sociais,
mas em relacionamento, já que são canais de entretenimento e não de compra
direta – mesmo que auxiliem muito a venda e sejam fundamentais para os
negócios existirem atualmente. O foco para as marcas é em relacionamento e
proximidade com o público. Entendo que muitas marcas tenham o marketing
digital e as redes sociais como soluções gratuitas e funcionais para trazerem
retorno de vendas, mas entenda que não é só isso, e isso não pode ser feito de
qualquer forma, só compartilhando conteúdo. Caso queira se aprofundar,
recomendo a leitura: <https://rockcontent.com/br/blog/marketing-de-conteudo/>.
Acesso em: 25 maio 2023.
O quadro seguinte mostra as principais redes sociais usadas no mundo.
A pesquisa tem dados completos sobre os usuários em cada uma dessas redes
sociais. Caso queira acompanhar, acesse:
<https://datareportal.com/reports/digital-2023-global-overview-report>. Acesso
em: 25 maio 2023.

Quadro 1 – Redes sociais mais usadas no mundo

Fonte: We Are Social - Meltwater/Arte UT.

4
Importante deixar claro que existem as redes sociais mais utilizadas no
mundo, mas também existem aquelas pelas quais as pessoas passam mais
tempo, por exemplo. Nesse quesito, o TikTok sai na frente com 23.5 horas por
mês, enquanto o YouTube está em segundo lugar, com 23.1 horas mensais.
Perceba que cada rede social tem uma característica, e já vamos ver algumas
das principais, mas não adianta estar em todas. É preciso estar onde o público
está, de forma estratégica. Da mesma forma, não adianta pegar o mesmo
conteúdo e publicar em várias plataformas de rede social diferentes, porque o
comportamento do público é diferente. Por exemplo: no Instagram, você vê
majoritariamente conteúdos de pessoas que segue, além de publicações
relevantes de assuntos que você costuma gostar, então quando está criando
conteúdo, seus esforços precisam ser pensando em pessoas que te seguem ou
gostam daquele assunto. Já no TikTok, um desconhecido pode viralizar
rapidamente com algum conteúdo, mesmo que tenha poucos seguidores. Isso
porque o sistema de recomendação de conteúdo dessa rede é diferente. Por
isso, não adianta utilizar o mesmo conteúdo genérico em diversas redes sem
conhecer o público e sem compreender a característica de cada rede social.
Vamos conhecer algumas das principais.

1.1 Facebook

Maior rede social do mundo, com mais de 2,2 bilhões de usuários ativos
mensalmente. Apesar de ser uma rede social esquecida por muitos, tem
bastante potencial quando utilizada estrategicamente pelas marcas. Vale frisar
que o Facebook é o principal produto da empresa Meta e, por isso, é importante
que as empresas tenham uma página profissional por lá. É diferente de outras
redes sociais e vale testar o melhor tipo de conteúdo, mas, em geral, os anúncios
funcionam muito bem. No Facebook, é possível fazer publicações em fotos,
vídeos, carrosséis, links, enquetes, criar eventos, fazer transmissões ao vivo,
participar de grupos, analisar métricas de forma nativa e muito mais. Para ficar
por dentro, acesse: <https://research.facebook.com/publications/>. Acesso em:
25 maio 2023, e fica a dica de um material interessante para saber mais sobre
marketing no Facebook: <https://br.hubspot.com/blog/marketing/marketing-no-
facebook>. Acesso em: 25 maio 2023.

5
1.2 YouTube

O YouTube é um produto do Google, que é o maior buscador do mundo.


Já percebeu que quando faz uma busca no Google, os primeiros resultados são
vídeos do YouTube? Isso se dá porque, a depender da busca que foi feita,
entende-se que o usuário pode se interessar mais por assistir a um vídeo do que
ler um artigo, por exemplo. Além disso, perceba que a intenção do usuário ao
usar YouTube é diferente do que em outras redes sociais: enquanto nas outras
redes o usuário rola o feed para ver conteúdos de contas que segue, no
YouTube, geralmente, faz uma busca por algum conteúdo específico, ou seja, é
preciso ser encontrado nessa rede social. Para isso, existem técnicas
específicas de SEO no YouTube, por isso, acesse e conheça mais:
<https://rockcontent.com/br/blog/seo-para-youtube/>. Acesso em: 25 maio 2023,
pois são essenciais. Outra dica para ficar por dentro: <https://blog.youtube/>.
Acesso em: 25 maio 2023.

1.3 WhatsApp

O WhatsApp é o mensageiro líder no Brasil, presente em 99% dos


smartphones do país, de acordo com uma pesquisa realizada pela Mobile Times,
e mais: essas pessoas o utilizam como o principal canal de comunicação digital.
É também considerada uma rede social, uma vez que conecta pessoas
que têm interesses comuns (por meio dos grupos e das comunidades) e serve
para que os usuários se comuniquem de forma que a comunicação seja uma via
de mão dupla. Pode ser usado tanto por pessoas físicas quanto por empresas,
pelo WhatsApp Business, que conta com diversos recursos profissionais
essenciais para que a empresa transmita confiança ao usuário. Saiba mais em:
<https://www.whatsapp.com/coronavirus/get-started-business/?lang=pt_br>.
Acesso em: 25 maio 2023.

1.4 Instagram

O Instagram é o queridinho da internet. Como vive sendo atualizado com


novas funcionalidades, recomendamos que siga os perfis @creators, @mosseri
e @instagramforbusiness. Pode ser usado tanto por pessoas físicas quanto por
empresas e criadores de conteúdo. Para utilizar os recursos profissionais da rede
social, é preciso ter conta empresarial ou de criador de conteúdo. É possível
6
fazer publicações em fotos, carrosséis, vídeos, transmissões ao vivo e muito
mais. A rede social fornece métricas de forma nativa para empresas e creators.
Recomendo a leitura de dois livros dos quais a autora é a professora Maria Avis:
"Marketing digital baseado em dados" e "Social media de verdade", ambos falam
muito sobre marketing no Instagram.

1.5 WeChat

Enquanto no Brasil o principal mensageiro utilizado é o WhatsApp, do


outro lado do mundo o favorito é o WeChat, que é líder na China e conta com
mais de um bilhão de usuários ativos ao redor do mundo. O WeChat funciona de
forma bem parecida com o WhatsApp e o Messenger, do Meta, e bem como o
WhatsApp no Brasil, tornou-se muito popular e é uma ferramenta fundamental
para relações pessoais e profissionais também. Apesar de não ser muito
utilizado no Brasil, é possível que brasileiros o utilizem:
<https://www.wechat.com/>. Acesso em: 25 maio 2023.

1.6 TikTok

Apesar de ser considerado uma rede social, a própria plataforma se


posiciona como uma ferramenta de entretenimento e não uma rede social. Já
reparou que o TikTok está até instalado automaticamente em smarTVs assim
que são compradas? Isso pela característica da própria plataforma: vídeos
curtos, com edição simples, muito atrativos e viciantes. Enquanto em outras
redes os usuários passam pouco tempo e fazem várias seções, no TikTok os
usuários abrem menos vezes o app, mas passam mais tempo. É uma rede social
(ou plataforma) focada apenas em vídeos curtos, e é o app favorito de muita
gente, em especial do público mais jovem. O TikTok tem sido tão bom para
negócios que tem um setor dedicado, o TikTok for Business, e serve
principalmente para auxiliar empresas que são anunciantes. A mensagem
principal do TikTok com relação aos anúncios feitos na plataforma é "don't make
ads, make TikToks", "não faça anúncios, faça TikToks", um apelo para que as
empresas criem conteúdo para serem patrocinados, e não apenas criem
anúncios focando em vendas. O TikTok for Business tem diversas dicas para
empresas: <https://www.tiktok.com/business/pt-BR>. Acesso em: 25 maio 2023.

7
1.7 Twitter

Pouco utilizado no marketing, mas muito utilizado por pessoas físicas,


jornalistas, políticos e pessoas que fazem marketing pessoal. É muito usado para
ficar sabendo das novidades praticamente em tempo real, e, em geral, muitos
usuários são também criadores de conteúdo. Ou seja, diferente do YouTube, por
exemplo, em que existem muito mais pessoas consumindo do que criando
conteúdo, no Twitter as pessoas também publicam bastante. Justamente por
esse imediatismo – e pelo fato de as mensagens poderem ter poucos caracteres
– é pouco usado por marcas. Para saber mais, acesse:
<https://about.twitter.com/pt>.

1.8 Pinterest

Rede social com foco em imagens. As empresas de varejo e que tenham


um apelo visual podem se beneficiar muito. As imagens do Pinterest têm
bastante força ao serem indexadas pelo Google Imagens. Já aconteceu com
você de pesquisar por alguma imagem e, ao clicar, cair no Pinterest? Isso porque
essa imagem teve origem lá, mas o Google conseguiu identificar do que se
tratava e trouxe para a página de resultados de busca. Uma forma bem simples
de aumentar as chances de ter as imagens indexadas é alterando o nome do
arquivo antes de enviar a imagem para a rede social, ainda no seu computador
ou celular. Exemplo de nome de imagem não otimizada: "IMG_5830.jpg".
Exemplo de imagem otimizada: "sua-palavra-chave.jpg / maria-avis-professora-
marketing-digital.jpg" / "dicas-de-decoração.jpg". Assim, quando pesquisarem
por esse termo, sua imagem tem mais chances de aparecer bem ranqueada no
Google Imagens. Saiba mais sobre o Pinterest em:
<https://help.pinterest.com/pt-br/guide/all-about-pinterest>. Acesso em: 25 maio
2023.

1.9 LinkedIn

Maior rede social profissional do mundo. Ao contrário do que pensam, não


serve apenas para cadastrar seu currículo. É uma rede social de networking,
diferente das outras, que é muito útil sim para quem busca um novo trabalho,
mas também para quem quer ter conexão com pessoas do mesmo círculo de
trabalho ou área de estudos. Para quem é profissional no mercado, não tem
8
como estar de fora, muito menos só criar o perfil e abandoná-lo. É preciso
interagir ativamente. Recomendo este conteúdo para perfis pessoais:
<https://www.linkedin.com/pulse/seo-para-linkedin-guia-r%C3%A1pido-com-10-
dicas-ter-um-perfil-aires/?originalSubdomain=pt>. Acesso em: 25 maio 2023.
Existem muitas redes sociais e as funcionalidades nelas mudam sempre.
Para marcas, é preciso sempre estar atento às novidades e adaptar sua
estratégia de conteúdo, para conseguir utilizá-las como ferramentas de
marketing. Para os usuários, fica a dica: quanto mais utilizar, mais vai conhecer
sobre cada uma. Vale tirar um tempo para conhecer as principais redes sociais.

TEMA 2 – PRODUÇÃO DE CONTEÚDOS DIGITAIS

Planejar é essencial, e com conteúdos não poderia ser diferente.


Independentemente da sua profissão, do seu cargo, da sua área de estudos, em
algum momento você pode precisar – ou querer – ter uma presença ativa em
redes sociais e plataformas digitais. Quando temos perfis pessoais apenas para
interagir com a família e com amigos, não precisamos adotar nenhuma estratégia
em especial, pois é algo mais informal. Porém, quando envolve algum objetivo
de marketing (que pode ser, por exemplo, conquistar uma posição melhor no
trabalho, ou mesmo conseguir ser referência na área), a coisa muda. Nesse
caso, sem estratégia, não existe sucesso.
O trabalho de gestão de mídias sociais é repleto de detalhes, portanto,
sem um planejamento algo ficaria para trás. Ter um plano também otimiza o
tempo, garante uma frequência ativa de postagens e faz com que sua audiência
seja fiel aos seus conteúdos. E não me refiro apenas às pessoas que criam
conteúdos para marcas. Em perfis pessoais para fins de marketing pessoal isso
também se aplica. Não sou a favor de profissionais criarem conteúdo e terem
presença ativa na web sob a justificativa de que "todo mundo está fazendo,
também preciso fazer", mas caso você tenha essa vontade e sua profissão
dependa disso, faça da forma correta.
Vamos pensar no planejamento em três etapas: OBJETIVO/META >
PRODUÇÃO DO CONTEÚDO > ANÁLISE DE RESULTADOS. Os objetivos nem
sempre são os mesmos, afinal, em algum momento a meta é conquistar mais
seguidores, e em outro é aumentar a taxa de engajamento, em outro é receber
mais contatos de empresas que busquem por um profissional como você. Como
toda estratégia inicia com uma meta, nas redes sociais não pode ser diferente.
9
Pensando na geração de conteúdo, primeiro você deve estabelecer uma
frequência de postagens mensais. Quantas vezes você vai postar no Facebook?
Quantas transmissões ao vivo serão feitas? No Instagram quantas publicações
serão feitas? E stories, reels? O mesmo para TikTok, LinkedIn, YouTube e
qualquer outra rede social a ser utilizada. Para isso, é importante entender sobre
as características de preferência do seu público, saber quanto tempo a persona
costuma passar em casa, rede social e analisar métricas de publicações
passadas. Além disso, considere sua capacidade de produção também. É
melhor criar conteúdo com menos frequência, mas com consistência, do que
passar um tempo postando todos os dias e do nada sumir por falta de tempo.
Comece a pensar em conteúdos que sejam relevantes para a empresa,
ou para seu perfil pessoal, como bastidores do dia a dia, datas comemorativas
que tenham a ver com o negócio, curiosidades, conteúdos que informam,
notícias, provas sociais (feedbacks positivos). Faça um brainstorm com você
mesmo, considerando quais conteúdos seriam interessantes para sua audiência.
Para criar um planejamento de conteúdo de forma simplificada, uma dica
é dividir os conteúdos em grandes temas, como: institucional / dicas / atualidades
/ trends / informativos. Outro exemplo: marketing digital / SEO / social media, e
dividir os grandes temas em pequenos temas, como:

• SOCIAL MEDIA (grande tema);


• INSTAGRAM (pequeno tema);
• ATUALIZAÇÕES IMPORTANTES DO INSTAGRAM (tema da postagem).

Assim você abordará todos os tipos de conteúdo que planejou, conseguirá


falar sobre todos os produtos ou serviços da empresa e agregar muita
informação relevante para o usuário que resolveu seguir sua empresa nas redes
sociais. Além disso, recomendo o plano de conteúdo por meio de linhas
editoriais. Caso queira se aprofundar, acesse:
<https://resultadosdigitais.com.br/marketing/linhas-editoriais/>. Acesso em: 25
maio 2023.
Após separar os grandes temas, chegou o momento de planejar todas as
postagens por meio de um calendário com uma programação. O planejamento
de conteúdo é fundamental para que você e a equipe tenham tempo de produzir
todos os conteúdos que vão ao ar com imagens mais produzidas, vídeos e

10
imagens feitas por designers. Quando esse planejamento é para marcas, vale a
pena contratar ferramentas de agendamento de postagens, como Mlabs.
Esse planejamento pode ser mensal e pode ser feito por uma planilha, ou
por alguma ferramenta de gerenciamento de atividades, que contenha as
informações:

● DATA: analise as métricas passadas para saber quais são os dias da


semana que sua página tem mais interações e alcance, e tente programar
postagens para esses dias. Direcione os conteúdos de datas
comemorativas nos dias programados. Caso seja uma página nova ou
ainda sem métricas para analisar, gere conteúdos em diversos dias para
conseguir identificar os mais importantes;
● HORÁRIO: se for direcionar vários conteúdos em um mesmo dia, opte por
publicá-los em diversos momentos do dia para ter uma consistência de
conteúdo. Priorize publicar conteúdos para o horário em que você esteja
on-line para interagir com os possíveis engajamentos. Para o algoritmo,
os primeiros minutos são os mais importantes para que o conteúdo seja
considerado relevante e alcance mais gente;
● TEMA: descreva qual é o tema da publicação, mesclando os grandes
temas. Lembre-se de incluir temas focados em venda (divulgação de
produtos, formas de pagamento, informações sobre entrega etc.) apenas
em 20% das publicações e reserve os outros 80% para temas que sejam
relevantes ao público, de forma que o usuário se sinta atraído pela
empresa ou marca pelo conteúdo e não pelas ofertas. Lembre-se de que
as pessoas estão em redes sociais buscando informação, não
propaganda;
● TEXTO DA LEGENDA: defina as legendas de todas as publicações,
lembrando de usar textos curtos respeitando as características de redes
sociais com esse perfil, e gerando conteúdos completos e mais longos
para canais que permitem, como LinkedIn. Já deixe todas as legendas
produzidas para facilitar toda a gestão do conteúdo;
● REFERÊNCIA DE IMAGEM: deixe claro que tipo de imagem idealizou
para aquela publicação específica. Essa seção visa facilitar o trabalho do
designer, para que ele tenha direcionamento para a criação. Exemplo:
“imagem de uma árvore com tons alegres e a marca da empresa”, ou “foto
do profissional com expressão de concentração”. Caso seja um

11
planejamento para suas redes pessoais, já deixe planejado qual imagem
ou vídeo vai utilizar. Se for vídeo, já deixe pronto, editado e com legendas;
● REDE SOCIAL E ESTRATÉGIA: essa publicação será disponibilizada em
qual rede social? Já que sabemos as características de cada uma, faça
uma distribuição de conteúdo de acordo com cada rede social. Além da
rede social, defina também a estratégia: será uma foto? Um vídeo? Um
boomerang? Uma enquete? Uma transmissão ao vivo? Um disparo de
mensagem? Enfim, defina a rede social e a estratégia daquela publicação
específica;
● NOME DO ARQUIVO NO DIRETÓRIO: a otimização de imagens é
importante para que as imagens de redes sociais apareçam também no
Google Imagens. Portanto, adicione um item para mencionar qual será o
nome daquele arquivo no diretório, ou seja, qual termo será utilizado para
definir aquela imagem ou vídeo. Exemplo: “como-usar-o-tiktok.mp4”,
“inbound-marketing.png”, “nome-da-empresa.jpg”;
● STATUS: falta adicionar algum detalhe na legenda? O designer está
produzindo o material? Falta fazer alguma foto? O roteiro de um vídeo? A
publicação já foi programada? Já foi postada? Atualize o status para saber
o andamento de cada publicação e para poder acompanhar.

Ter um cronograma de postagens é fundamental para garantir o sucesso


de uma gestão de mídias sociais.

TEMA 3 – CURADORIA DE CONTEÚDO

Uma das mais importantes táticas do marketing de conteúdo é a curadoria


de conteúdo digital, e serve tanto para empresas/marcas quanto para pessoas
físicas que estão em ambientes on-line compartilhando e consumindo conteúdo.
Este termo, vindo da área do marketing, tem relação com o tratamento de
informações que já foram geradas, ou seja, aproveitar algum conteúdo que já foi
produzido, e colocar a sua identidade nele, ao compartilhar. Na Comunicação, a
função de curadoria de conteúdo se tornou necessária por conta do aumento do
fluxo de informações. A era do “quanto mais informação melhor” dá lugar àquela
em que a qualidade da informação é mais importante do que a quantidade,
focando no que é mais preciso e útil.

12
Quando você decide começar a criar conteúdo – independente do motivo
– você tem duas opções: criar um conteúdo do zero, ou replicar informações que
já existem na internet. Para criar do zero, é preciso que sejam conteúdos
pessoais ou assuntos que o criador domine. Por exemplo: é muito fácil para um
médico gravar um vídeo falando sobre as diferenças entre um resfriado e uma
gripe, sem que precise fazer nenhuma pesquisa, pois é um assunto de seu
domínio. Mas quando se escolhe replicar informações que já estão na web, é
diferente: qual tipo de conteúdo pode ser realmente relevante para seu público?
Aquela é uma informação verdadeira? Qual o melhor formato? Justamente por
isso, uma curadoria de conteúdo é necessária. Para Weisgerber (2012 citado por
Ramos, 2012, p. 13-14), para fazer curadoria é preciso seguir algumas etapas,
que são: encontrar e identificar o conteúdo, selecionar, contextualizar o fato,
hierarquizar as informações, decidir o formato do conteúdo, escolher onde
compartilhar, engajar o público e monitorar o engajamento e o relacionamento
por meio do conteúdo.
Então, como fazer curadoria de conteúdo?

● Pesquisa pela informação: a primeira etapa é pesquisar por conteúdos


que sejam relacionados ao que você quer compartilhar por meio de
ferramentas como Google Trends ou Google Alertas. Também vale
acompanhar notícias e artigos de fontes confiáveis. Veremos mais à frente
como funcionam as ferramentas;
● Contextualização: esse conteúdo faz sentido para a sua audiência? É
preciso que se faça uma contextualização. Por exemplo: digamos que
você está acompanhando notícias sobre nutrição e viu um conteúdo
dizendo que saiu um novo estudo mostrando que consumir 2 litros de
água por dia faz bem. Depois de avaliar se o conteúdo faz sentido para
sua audiência, perceba que não basta pegar o link do estudo e
compartilhar com sua rede. É preciso contextualizar, explicar com suas
palavras, e aí sim compartilhar o link, sem nunca copiar conteúdo, e
sempre mencionar a fonte. Neste mesmo exemplo, perceba que uma
mesma notícia pode ser compartilhada por pessoas de diversas áreas
desde que haja curadoria de conteúdo. Profissionais de nutrição podem
falar sobre como a água realmente faz bem; profissionais de educação
física podem falar sobre como a ingestão de água muda os esforços no
treino; profissionais de gastronomia podem dar dicas de receitas que

13
ajudem no consumo de água (água saborizada, chás etc.); profissionais
de marketing podem falar sobre como isso muda a indústria e que logo
aparecerão garrafinhas com metas de consumo de água por dia;
profissionais de gestão ambiental podem falar sobre a qualidade da água
que consumimos; profissionais de economia podem falar sobre a questão
econômica por trás da água, enfim, percebe como uma mesma notícia,
quando passa por curadoria de conteúdo, pode se adaptar para diversos
públicos e áreas? Curadoria de conteúdo não é cópia e nem apenas
compartilhar, mas contextualizar um conteúdo que já existe para sua área
e seu público;
● Por fim, estamos na etapa do compartilhamento do conteúdo. Aqui você
define os canais de comunicação que serão utilizados para o conteúdo, e
os formatos a serem utilizados. Pode ser um artigo no LinkedIn, um post
simples em outra rede social, um carrossel, um story, um vídeo no TikTok,
uma live no YouTube, ou outro. Depois de compartilhar, basta monitorar
e analisar os resultados.

Fazer curadoria de conteúdo é uma atividade que beneficia a todos:


criadores de conteúdo, marcas, professores, palestrantes, estudantes. Mais
importante do que gerar mais informações, é conseguir adaptar e aproveitar
aquelas que já existem. Muita gente tem vontade de criar conteúdo, mas não
consegue começar porque falta tempo ou falta mão de obra operacional. Essa
estratégia pode ajudar até neste desafio. Que tal tentar agora? Você pode tentar
fazer um planejamento de conteúdo utilizando apenas curadoria de conteúdo.
Assim, seus canais de comunicação on-line ficarão atualizados, com conteúdos
de qualidade e que suas conexões vão gostar. Veja um exemplo:

14
Fonte: Maria Carolina Avis, 2023.

Este foi um exemplo de curadoria de conteúdo na prática. Caso queira ver


a publicação completa, acesse aqui:
<https://www.linkedin.com/posts/professora-marketing-digital_marketingdigital-
smo-midiassociais-activity-7039599884357754881-
rRg5?utm_source=share&utm_medium=member_desktop>. Acesso em: 25
maio 2023.

15
TEMA 4 – DIREITOS INTELECTUAIS DO CONTEÚDO

Aproveitando que acabamos de falar sobre curadoria de conteúdo e sobre


criação de conteúdos on-line, é importante falarmos sobre as questões legais e
até éticas no que diz respeito ao uso de conteúdos que já foram criados por uma
outra pessoa ou empresa.
Do ponto de vista técnico, cópia de conteúdo não tem vez na internet.
É claro que acontece muito – e o tempo todo –, mas as empresas de tecnologia
investem cada vez mais para combater essa prática. Quando você busca
informação on-line, busca por qual plataforma? Geralmente usamos o Google,
não é mesmo? E você costuma ir até qual página de resultados para encontrar
o que buscou? A maioria dos usuários não passa da primeira página de
resultados de busca, e a partir disso começamos a entender a importância do
SEO (Search Engine Optimization), estratégia de marketing digital que visa
otimizar um site ou uma página da internet para que seja considerada relevante
para os buscadores. Os primeiros resultados que aparecem depois que você faz
uma busca são os que foram considerados mais relevantes para você naquele
momento, portanto, quando uma página tem bom posicionamento orgânico (sem
que seja um anúncio) ela foi considerada como a melhor opção para você. Para
fazer isso, o Google avalia mais de 200 critérios e um dos mais importantes
destes é sobre a cópia de conteúdo. Caso queira conhecer mais sobre SEO,
recomendo este guia do próprio Google:
<https://developers.google.com/search/docs/fundamentals/seo-starter-
guide?hl=pt-br>. Acesso em: 25 maio 2023.
De acordo com o que disse Gary Ilyes, analista de tendências do
mecanismo de pesquisa do Google, durante o evento Google Search Central
Live, em Singapura, 60% dos conteúdos da internet são duplicados, ou seja,
copiados. Justamente pensando nisso, o Google atualiza diariamente seu
algoritmo e as principais atualizações sempre têm a ver com o conteúdo da
página. Se quiser saber sobre as principais, acesse:
<https://resultadosdigitais.com.br/marketing/algoritmo-google/>. Acesso em: 25
maio 2023. Ou seja, os conteúdos copiados (também chamados de duplicados)
são identificados, principalmente em sites, e não têm boa posição no ranking de
resultados do Google quando alguém pesquisa por aquilo. Podem existir falhas,
pois estamos falando de uma inteligência artificial. Em redes sociais, ainda não

16
existem filtros muito apurados que identifiquem esse tipo de conteúdo copiado,
mas vale ter bom senso, ética e respeito pelo criador. Os filtros que já existem
em redes sociais podem causar grandes prejuízos. Por exemplo: durante a
pandemia, diversos cantores tiveram seus canais bloqueados por cantarem, em
transmissões ao vivo, músicas protegidas por direitos autorais.
No que diz respeito ao ponto de vista ético e legal, os direitos
intelectuais precisam ser preservados. Qualquer produção (artigos científicos,
resumos, conteúdos de internet, livros, artigos de opinião) que tenha como
característica ter sido criada a partir da mente de uma pessoa, tem relação com
propriedade intelectual, ou seja, qualquer produção que tenha sido criada por
uma pessoa, pertence a ela. Existem três principais tipos de direitos intelectuais:

1. Direitos de autor: são sobre a expressão intelectual da ideia, não sobre o


material em si. Exemplos: conteúdos artísticos, literários, artigos
científicos, artigos de opinião, quadros, letras de música, obras de arte,
projetos arquitetônicos, esculturas, desenhos. Existem outros ramos de
direitos autorais que protegem especificamente filmes, shows, novelas,
peças de teatro;
2. Direitos de propriedade industrial: sobre marcas, patentes, desenhos
industriais, nomes comerciais, entre outros. As empresas devem buscar
orientações sobre como registrarem suas marcas, para isso, acesse:
<https://www.gov.br/inpi/pt-br>. Acesso em: 25 maio 2023;
3. Direitos intelectuais relativos à criação de utilização de software: sobre
programas de computador e inovação.

Os direitos autorais protegem a produção intelectual de um autor ou


mesmo produtos de uma marca, e garantem recompensas e reconhecimento ao
criador. Esse conteúdo é protegido por cópias e plágios indevidos.
Caso você queira utilizar algum conteúdo que foi criado por um terceiro,
precisa verificar o tipo de autorização que o conteúdo tem, e dar os devidos
créditos. Ao compartilhar um conteúdo original criado por outra pessoa, no caso
de estar fazendo uma curadoria de conteúdo, o mais importante é compartilhar
o link original da publicação do criador.
Não é porque um conteúdo está na internet, que é livre para que todos
usem: nem conteúdos escritos, nem fotos, nem vídeos, ou qualquer outro tipo de
produção que foi feita por outra pessoa. Existem conteúdos com direitos autorais
(copyrights) e conteúdos com licenças abertas (creative commons). Enquanto os
17
conteúdos com direitos de autor concedem os direitos exclusivos para o autor,
para controlar como a produção foi usada, reproduzida e creditada, o conteúdo
com licença aberta (creative commons) também está protegido pelos direitos
autorais, mas também fornece informações sobre como o autor gostaria que
usassem o conteúdo. De forma simplificada, o autor tem os seus direitos
protegidos, mas concede a terceiros, a licença para aquele uso.
No curso “Comunicar e Colaborar através de Tecnologias Digitais”, da
INCoDe 2030, o tópico sobre direitos autorais e creative commons explica que
existe, ainda, o conteúdo em domínio público, chamado de CC Zero (CC0). Este
é um conteúdo que pode ser utilizado livremente, sem que haja uma autorização
ou o pagamento de direitos para o autor. Antes de publicar um conteúdo de um
terceiro, portanto, é preciso verificar o tipo de licença creative common que há
sobre o conteúdo, e as permissões que cada uma oferece. Lembrando que caso
não tenha uma identificação sobre o tipo de licença que aquele conteúdo tem,
deve-se sempre considerar como um conteúdo protegido por direitos autorais.

● CC BY: permite utilizar, compartilhar e adaptar o material, desde que dê


os devidos créditos ao autor.

● CC BY-SA: permite utilizar, compartilhar e adaptar o material, desde que


tenha a mesma licença do original e conceda os créditos ao autor.

● CC BY-NC: permite utilizar, compartilhar e adaptar, desde que atribua os


créditos ao autor e o conteúdo não seja utilizado para fins comerciais.

● CC BY-NC-SA: permite utilizar, compartilhar e adaptar o material, desde


que atribua os créditos ao autor e tenha a mesma licença do original. Além
disso, não pode ser utilizado para fins comerciais.

18
● CC BY-ND: permite utilizar e compartilhar, mas não permite adaptar o
material. É preciso fazer a devida atribuição ao autor.

● CC BY-NC-ND: permite utilizar e compartilhar o material, desde que dê a


devida atribuição ao autor, mas não pode compartilhar e nem utilizar para
objetivos comerciais.

O mesmo se aplica ao uso de imagens. De acordo com o mesmo curso,


existem orientações específicas para tal.

Figura 1 – Infografia para uso de imagens

Fonte: Portugal Incode.2030, 2022a.

Prefira sempre utilizar imagens e conteúdos que sejam livres de direitos


autorais: no Google, usando a pesquisa avançada, Wikimedia Commons, Flickr

19
(para imagens), Shutterstock (para imagens), Jamendo (para músicas),
SoundCloud (para músicas), entre outros.

TEMA 5 – FERRAMENTAS DE CRIAÇÃO E APRESENTAÇÃO

Diversas são as ferramentas auxiliares que podem nos ajudar a sermos


mais competentes digitalmente. Vale frisar que ferramentas mudam o tempo
todo, funções são agregadas e retiradas, então vale a pena se manter atualizado.
Vamos conhecer algumas?

5.1 Trello

Essa ferramenta gratuita muito intuitiva serve para organizar suas


atividades por meio de uma lista de tarefas e, justamente por isso, serve também
como auxiliar na criação e na apresentação de conteúdo. Ela divide as tarefas
em pequenos blocos e cada tarefa contempla informações detalhadas que
podem inclusive ser compartilhadas entre a equipe. Funciona de maneira
parecida com um checklist. Depois de criar um cadastro gratuito, você pode
convidar os integrantes da sua equipe para um quadro, onde ficam as listas de
tarefas. Um perfil pode ter vários quadros que facilitam a organização das listas.
Depois é só adicionar as tarefas. Crie um cadastro e tente navegar na ferramenta
para testar. Algumas dicas legais para te ajudar a extrair o melhor do Trello:
<https://blog.trello.com/br/dicas-trello>. Acesso em: 25 maio 2023.

5.2 Canva

Site gratuito, ideal para a criação de artes atraentes. Já que na internet as


imagens devem atrair a atenção do usuário, é preciso criar artes focadas nisso.
O Canva pode ajudar, já que é um site de utilização bem intuitiva e simples.
Basta arrastar os elementos para ter um layout bem feito. Mas cuidado: o Canva
pode ser uma ferramenta auxiliar, mas não substitui o trabalho de um designer,
até porque os layouts deste site são usados por muitas pessoas
simultaneamente, o que faz com que não sejam imagens exclusivas. Tenha o
canva como um quebra galho para criar artes, gráficos, convites, infográficos e
até vídeos. No próprio site do Canva você consegue conferir várias dicas:
<https://www.canva.com/pt_br/aprenda/design/>. Acesso em: 25 maio 2023.

20
5.3 UberSuggest

Essa ferramenta gratuita serve para mostrar qual volume de buscas um


termo teve no Google. A UberSuggest é fundamental no momento da criação do
planejamento de conteúdo, já que pesquisa e analisa palavras-chave para te
ajudar a definir os melhores termos a serem utilizados nos conteúdos das redes
sociais. É importante saber o que seu público pesquisa no Google e em outros
buscadores, afinal, as redes sociais devem ser canais de comunicação que
forneçam conteúdos relevantes ao público. Nada melhor que gerar o conteúdo
que seu público busca. Faça análise de palavras-chave, escolha termos com alto
volume de buscas e os inclua em sua estratégia de conteúdo.

5.4 Google Trends

Ferramenta gratuita do Google que serve para mostrar a tendência de


assuntos do momento e a evolução do número de buscas por determinado
termo. É muito importante entender que tipo de informação o público está
consumindo, para que o conteúdo faça parte do seu planejamento.

5.5 Google Alerts

Serve para criar alertas sobre assuntos e sempre que algum conteúdo
mencionando este assunto for indexado pelo Google, você recebe um alerta.
Dica: crie alertas com seu nome também, para ficar por dentro de quando
publicarem um conteúdo mencionando você.

5.6 Slidesgo

É uma plataforma com diversos modelos de apresentações em


PowerPoint e Google Slides, que disponibiliza de forma gratuita e paga. É uma
ferramenta-chave na hora de criar uma apresentação e tem muitos temas, desde
comunicação e negócios, até medicina. Confira mais aqui:
<https://slidesgo.com/pt/>. Acesso em: 25 maio 2023.

5.7 Evernot

Um pouco parecido com bloco de notas, o Evernot é uma ótima


ferramenta para anotar ideias, fazer listas, organizar agenda, entre outras
21
funcionalidades. Saiba mais aqui: <https://evernote.com/intl/pt-br/professional>.
Acesso em: 25 maio 2023.

5.8 Dashgo

A ferramenta promete criar relatórios em segundos, não em horas. É uma


plataforma de fácil acesso, que é integrada às principais plataformas, como:
Meta Ads, Google Ads e Google Analytics. É possível segmentar os dados e até
editá-los. Tem várias opções de templates prontos, o que facilita na hora da
criação. Conheça melhor aqui: <https://dashgoo.com/recursos/>. Acesso em: 25
maio 2023.

5.9 Google Datastudio

Ferramenta gratuita do Google que permite a criação de relatórios


personalizados usando modelos direto da ferramenta. É possível agendar o
envio automático do relatório mensalmente por e-mail e demais funções que
facilitam muito o acompanhamento de resultados e apresentações. Aprofunde
mais em: <https://datastudio.withgoogle.com/>. Acesso em: 25 maio 2023.

5.10 Notion

Ferramenta bem completa, que tem notas, bases de dados, quadros,


calendários, lembretes e mais. É colaborativa e permite que os usuários façam
o gerenciamento de projetos e de dados direto pela ferramenta. Ideal para
equipes de pessoas que não trabalham presencialmente no mesmo local.
Conheça mais em: <https://www.notion.so/pt-br>. Acesso em: 25 maio 2023.

5.11 ChatGPT

Criado por uma startup do famoso Elon Musk, essa ferramenta chegou
com tudo em novembro de 2022. O ChatGPT é uma ferramenta de Inteligência
Artificial (IA), que funciona como uma espécie de mecanismo de busca, onde
você tem um espaço para fazer uma pergunta e a inteligência responde,
conforme demonstra imagem seguinte.

22
Escolhemos um dos exemplos disponíveis de "ideia criativa para
aniversário de uma criança de 10 anos", e a resposta foi esta:

Mas o ChatGPT não faz apenas isso. Com a ferramenta, também é


possível resolver problemas matemáticos, trabalhos escolares e até uma
alternativa para criar ideias para campanhas publicitárias. Veja o exemplo
seguinte da Heineken, que tinha como objetivo criar um anúncio para SuperBowl
para a cerveja sem álcool, estrelada pelo ator que faz o filme "Homem Formiga":
<https://www.meioemensagem.com.br/proxxima/chatgpt-o-que-
e?gclid=Cj0KCQiA9YugBhCZARIsAACXxeKAopOcVVZAsm_MYAPA-
Y91eqeZGWEEqmSONPJAafMDjBHJKFnWWLkaAky5EALw_wcB> e
experimente a ferramenta aqui: <https://chat.openai.com/chat>. Acessos em: 25
maio 2023.

23
Essas são algumas ferramentas que auxiliam o fluxo de trabalho de quem
faz criações e apresentações, para que se obtenha mais resultados e que o
trabalho fique mais organizado.

TROCANDO IDEIAS

São muitas ferramentas que podem nos auxiliar, não é mesmo? Além de
nos auxiliarem, conhecer sobre essas diversas técnicas e possibilidades de
comunicação on-line fazem com que seu currículo tenha mais valor. Por isso, a
recomendação é de cursos on-line e gratuitos, com certificação:
<https://www.youtube.com/intl/pt-BR_ALL/creators/>. e
<https://learndigital.withgoogle.com/ateliedigital/courses>. Acessos em: 25 maio
2023.
A propósito, isso é uma curadoria de conteúdo. Os professores navegam
por sites, livros, ferramentas, artigos científicos e diversos outros materiais para
encontrarem as melhores possibilidades para que seu aprendizado seja integral.
A indicação dos cursos gratuitos também faz parte de um processo de curadoria,
na prática.

NA PRÁTICA

Vimos muita coisa até aqui. Podemos perceber que ter competências
digitais é um esforço grandioso, mas muito dinâmico, e que sem orientação não
é possível. Para te ajudar na fixação de conteúdo, recomendamos a seguinte
atividade:

● Faça uma busca no Google Trends. Saiba mais aqui:


<https://resultadosdigitais.com.br/marketing/o-que-e-google-trends>.
Acesso em: 25 maio 2023. Você também pode simplesmente acessar a
ferramenta e visualizar os assuntos mais falados do momento.
● Faça uma curadoria de conteúdos que foram encontrados.
● Tente fazer o planejamento de um conteúdo utilizando a curadoria de
conteúdo. Lembre-se de citar a fonte e dar os créditos ao criador.
● Se quiser, compartilhe em alguma rede social.

Essa não é uma atividade obrigatória e não faz parte do processo


avaliativo. É uma sugestão de aplicação prática que pode te ajudar no
aprendizado.
24
FINALIZANDO

Chegamos ao fim desta etapa. O que você achou? Lembre-se de que


pode tirar todas as duas dúvidas por meio da tutoria do seu curso.
Nessa etapa, pudemos perceber que o trabalho de quem cria conteúdo é
árduo, e que não é simples como parece. Além disso, aprendemos como é o
funcionamento do Google, o maior buscador do mundo, e compreendemos que
marketing e comunicação são muito mais assertivos quando a criação e
distribuição de conteúdo são voltados para a estratégia, não apenas para a
criatividade.
Vimos também que existem técnicas interessantes para quem quer criar
conteúdo on-line, mas não tem tempo. "Ninguém mais no mundo é você, e esse
é o seu poder", já ouviu essa frase? Ela tem tudo a ver com um tema que vimos
muito: a curadoria de conteúdo. Podem existir muitas pessoas criando conteúdo
em diversas plataformas, ferramentas e redes sociais na internet, mas se você
souber aproveitar da melhor forma e adicionar a sua contribuição no momento
de compartilhar, terá redes sociais atualizadas, constantes e relevantes, sem
grande esforço operacional.

25
REFERÊNCIAS

AIRES, G, SEO para LinkedIn: guia rápido com 10 dicas para ter um perfil com
mais visibilidade. LinkedIn.com. 2021. Disponível em:
<https://www.linkedin.com/pulse/seo-para-linkedin-guia-r%C3%A1pido-com-10-
dicas-ter-um-perfil-aires/?originalSubdomain=pt>. Acesso em: 25 maio 2023.

BLOGYOUTUBE. Portal. Disponível em: <https://blog.youtube/>. Acesso em: 25


maio 2023.

BRASIL. Instituto Nacional da Propriedade Industrial. Disponível em:


<https://www.gov.br/inpi/pt-br>. Acesso em: 25 maio 2023.

CANVA. Design. Disponível em:


<https://www.canva.com/pt_br/aprenda/design/>. Acesso em: 25 maio 2023.

CARVALHO, L. M. Google: 60% do conteúdo da internet é cópia. Olhar Digital.


2022. Disponível em: <https://olhardigital.com.br/2022/11/28/internet-e-redes-
sociais/google-60-do-conteudo-da-internet-e-copia/>. Acesso em: 9 mar. 2023.

CASAROTTO, C. O que é SEO para Youtube e como rankear na plataforma de


vídeos com 11 dicas. Rockcontent. 2019. Disponível em:
<https://rockcontent.com/br/blog/seo-para-youtube/>. Acesso em: 25 maio 2023.

CENTRAL DA PESQUISA GOOGLE. Guia de otimização de mecanismos de


pesquisa (SEO) para iniciantes. Disponível em:
<https://developers.google.com/search/docs/fundamentals/seo-starter-
guide?hl=pt-br>. Acesso em: 25 maio 2023.

CHAT OPENAI. Portal. Disponível em: <https://chat.openai.com/chat>. Acesso


em: 25 maio 2023.

CURVELO, R. Marketing no Facebook: por que essa rede social ainda é


importante para o seu negócio?. Hubspot. Disponível em:
<https://br.hubspot.com/blog/marketing/marketing-no-facebook>. Acesso em: 25
maio 2023.

DASGOO. Portal. Disponível em: <https://dashgoo.com/recursos/>. Acesso em:


25 maio 2023.

DATASTUDIO. Portal. Disponível em: <https://datastudio.withgoogle.com/>.


Acesso em: 25 maio 2023.

26
DATAREPORTAL. Digital 2023 Global Digital Overview. 2023. Disponível em:
<https://datareportal.com/reports/digital-2023-global-overview-report>. Acesso
em: 9 mar. 2023.

EVERNOT. Portal. Disponível em: <https://evernote.com/intl/pt-


br/professional>. Acesso em: 25 maio 2023.

FARIAS, F. Google Trends: o que é a ferramenta e como usá-la na sua


estratégia. Resultados digitais. 2020. Disponível em:
<https://resultadosdigitais.com.br/marketing/o-que-e-google-trends>. Acesso
em: 25 maio 2023.

GOOGLE ATELIÊ DIGITAL. Cursos on-line. Disponível em:


<https://learndigital.withgoogle.com/ateliedigital/courses>. Acesso em: 25 maio
2023.

LINKEDIN. Maria Carolina Avis - Professora de Marketing Digital. Disponível


em: <https://www.linkedin.com/posts/professora-marketing-
digital_marketingdigital-smo-midiassociais-activity-7039599884357754881-
rRg5?utm_source=share&utm_medium=member_desktop>. Acesso em: 25
maio 2023.

MEIO E MENSAGEM. ChatGPT: o que é, desdobramentos e aplicação na


criatividade. 2023. Disponível em:
<https://www.meioemensagem.com.br/proxxima/chatgpt-o-que-
e?gclid=Cj0KCQiA9YugBhCZARIsAACXxeKAopOcVVZAsm_MYAPA-
Y91eqeZGWEEqmSONPJAafMDjBHJKFnWWLkaAky5EALw_wcB>. Acesso
em: 25 maio 2023.

META. Explore the latest research from Meta. Disponível em:


<https://research.facebook.com/publications/>. Acesso em: 25 maio 2023.

NOTION. Portal. Disponível em: <https://www.notion.so/pt-br>. Acesso em: 25


maio 2023.

PAIVA, F. WhatsApp é o app em que o brasileiro passa mais tempo. Mobile


Time. Disponível em:
<https://www.mobiletime.com.br/noticias/11/01/2022/whatsapp/>. Acesso em: 9
mar. 2023.

PATINES, L. Linhas editoriais como ferramenta de posicionamento de marca nas


redes sociais. Resultados digitais. 2022. Disponível em:
27
<https://resultadosdigitais.com.br/marketing/linhas-editoriais/>. Acesso em: 25
maio 2023.

PEÇANHA, V. O que é Marketing de Conteúdo? Tudo que você precisa saber


para se tornar um especialista no assunto. RockContent. Disponível em:
<https://rockcontent.com/br/blog/marketing-de-conteudo/>. Acesso em: 25 maio
2023.

PINTEREST. Saiba tudo sobre o Pinterest. Disponível em:


<https://help.pinterest.com/pt-br/guide/all-about-pinterest>. Acesso em: 25 maio
2023.

RAMOS, D. Anotações para a compreensão da atividade do “Curador de


Informação Digital”. In: AMARAL, A. et al. Curadoria digital e o campo da
comunicação. São Paulo: ECA/USP, 2012. Disponível em:
<http://bit.ly/2ps4UvW>. Acesso em: 25 maio 2023.

ROCKCONTENT. Portal. Disponível em:


<https://university.br.rockcontent.com/>. Acesso em: 25 maio 2023.

RODRIGUES, J. 14 principais atualizações do algoritmo do Google que


causaram impacto nas buscas. Resultados digitais. 2020. Disponível em:
<https://resultadosdigitais.com.br/marketing/algoritmo-google/>. Acesso em: 25
maio 2023.

SLIDGO. Portal. Disponível em: <https://slidesgo.com/pt/>. Acesso em: 25 maio


2023.

TIKTOK. Portal. Disponível em: <https://www.tiktok.com/business/pt-BR>.


Acesso em: 25 maio 2023.

TWITTER.COM. Portal. Disponível em: <https://about.twitter.com/pt>. Acesso


em: 25 maio 2023.

YOUTUBE. Tudo que você precisa para criar conteúdo no YouTube.


Disponível em: <https://www.youtube.com/intl/pt-BR_ALL/creators/>. Acesso
em: 25 maio 2023.

WEBB, J. 5 dicas do Trello pouco conhecidas para turbinar seus quadros. Trello.
2021. Disponível em: <https://blog.trello.com/br/dicas-trello>. Acesso em: 25
maio 2023.

28
WECHAT. Portal. Disponível em: <https://www.wechat.com/>. Acesso em: 25
maio 2023.

WHATSAPP. Como usar o WhatsApp Business. Disponível em:


<https://www.whatsapp.com/coronavirus/get-started-business/?lang=pt_br>.
Acesso em: 25 maio 2023.

29
COMPETÊNCIAS DIGITAIS
AULA 5

Prof.ª Vivian Ariane Barausse de Moura


Prof.ª Maria Carolina Avis
Prof.ª Flávia Roberta Fernandes
CONVERSA INICIAL

Nesta abordagem, veremos assuntos muito importantes e que fazem


parte da vida de todos nós que usamos informação o tempo todo, como:

• Segurança da informação e LGPD;


• Proteção de dados pessoais e privacidade;
• Proteção da saúde e do bem-estar;
• Proteção do meio ambiente;
• Ferramentas de proteção de dispositivos.

Compreenderemos que, para estar em ambientes on-line, precisamos ter


um cuidado especial não só com relação às informações que produzimos e
passam a existir no mundo digital, mas também com as informações que já foram
produzidas por outras pessoas neste ambiente colaborativo.

CONTEXTUALIZANDO

Quem não conhece uma pessoa que teve seus dados pessoais coletados
e utilizados de forma indiscriminada? Se você acha que nunca aconteceu com
você, pense em quantas vezes recebeu alguma ligação de um número que não
conhecia e a ligação se tratava de spam, de um atendimento automático que
apenas transmitia uma mensagem ou até mesmo de alguém do outro lado
tentando vender alguma coisa. Ao perguntar como conseguiram seu contato, a
ligação é interrompida. Muito provavelmente, trata-se de informações de uma
empresa, que foram vazadas ou até mesmo vendidas.
Além das nossas prioridades vitais, que são a proteção da saúde, do bem-
estar e do meio ambiente, temos que saber lidar com a segurança da nossa
informação e da informação que chega até nós e conhecer a Lei Geral de
Proteção de Dados (LGPD) para proteger nossos dados pessoais — sensíveis
ou não — e a nossa privacidade on-line, e o uso de ferramentas pode auxiliar
nesse sentido.
É muito comum conhecer pessoas e empresas que sofreram prejuízos
diversos por não terem conhecimento sobre como funcionam as trocas de
informação em ambientes on-line. Para se ter uma ideia, estima-se que o roubo
de contas respondeu por 72% das fraudes digitais no Brasil em 2022, o que
significa uma tentativa de roubo de conta digital por minuto (UOL, 2023). Esses

2
criminosos conseguem dados vazados utilizando chips clonados, links e e-mails
falsos, além da recuperação de senhas que são consideradas fracas.
Cada vez mais, será necessário falarmos sobre segurança da informação,
em especial em ambientes digitais.

TEMA 1 – SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO E LGPD

Créditos: Cristian Storto/Shutterstock.

Existem milhões de bits e bytes de informação circulando todos os dias


na internet, o que faz com que ela seja um ambiente aberto e democrático no
que diz respeito à criação de conteúdo. Mas será que tudo que enviamos para a
rede é seguro? Já adianto que é preciso cuidar com muito carinho,
principalmente dos seus dados. Já vimos, anteriormente, que cuidar das
informações que são compartilhadas na rede é responsabilidade de todos nós,
enquanto consumidores e criadores de conteúdo, mas não é só isso: a
segurança da informação também está em jogo.
Quando se lida com dados e informações, principalmente pessoais, é
preciso redobrar o cuidado. Os dados pessoais, ou dados restritos, são aqueles
referentes à religião, preferência política, saúde, características físicas,
preferências sexuais e outros. São classificados como restritos justamente para
que não sejam utilizados de forma que permitam que o usuário passe por

3
situações de discriminação de qualquer tipo. Quando essas informações vão
parar nas mãos erradas, podem causar um grande prejuízo. Um ato simples,
como encaminhar uma mensagem enviada originalmente por outra pessoa, já
pode colocar as informações dela em risco, pois pode conter dados pessoais ou
restritos, que podem ser usados para diversos fins, que raramente são bons.
Existem processos de segurança da informação em empresas e organizações
para garantir que todos os dados sejam preservados e que as tentativas de
ataques de cibercriminosos sejam diminuídas. Em geral, departamentos de TI
(Tecnologia da Informação) são responsáveis por garantir a confidencialidade da
informação gerada e compartilhada dentro das empresas.
Assim como a desinformação e as fake news, a segurança da informação
também está relacionada a dois cenários: o do criador e do consumidor de
conteúdo. Isso ocorre porque, ao consumir conteúdos e informações, tem-se
acesso a informações que chegam até essas pessoas o tempo todo, e é preciso
ter responsabilidade para lidar com elas de forma segura. E em relação ao
criador de conteúdo, a responsabilidade também é grande, pois é necessário
cuidar de seus próprios dados. Aí vem a importância de conhecer sobre
segurança da informação: adicionar camadas de segurança em suas contas de
e-mail e redes sociais também é segurança da informação, e é um ato que
poucas pessoas colocam em prática, mesmo conhecendo os riscos.
É bem simples: pesquise no Google sobre como proteger sua conta de e-
mail e suas contas em redes sociais digitais e siga os passos. Prefira buscar
informações oficiais das plataformas e evite clicar em anúncios no momento da
busca. Apesar de ser uma estratégia de marketing muito utilizada e com
resultados bastante positivos, pode haver instruções falsas de segurança à conta
que o proprietário tenha anunciado. Então, o melhor caminho é buscar no Google
ou em outro buscador para ter acesso a um tutorial com instruções, mas sempre
preferir a fonte oficial e em um link de resultado orgânico. Um exemplo é esta
página do próprio Google, de como deixar a conta do Gmail mais segura:
<https://support.google.com/accounts/answer/46526?hl=pt-BR>.
Como a segurança da informação não é restrita apenas a empresas, os
usuários comuns precisam se atentar aos cuidados para saber lidar com dados
sensíveis e informações pessoais, em especial. Pensando nisso, nada melhor
do que conhecer a Lei Geral de Proteção de Dados, a famosa LGPD. É uma lei
que garante que os dados pessoais dos usuários estejam seguros e sejam

4
administrados da melhor forma. As empresas que não se adequarem à lei podem
receber multas altíssimas como punição.
Sem dúvida, a chegada da LGPD revolucionou muita coisa, e cito o
marketing como exemplo: a partir de 1º de julho de 2023, a tradicional ferramenta
de análise de dados em sites e aplicativos, o Google Analytics, deixa de ser
chamada de Google Analytics Universal e passa a ser o Google Analytics 4, por
estar em sua quarta versão. Versão esta que prioriza fornecer dados que estejam
de acordo com a LGPD, então algumas métricas deixam de existir.

Saiba mais
Para saber mais sobre o Google Analytics, acesse o link. Acesso em:
<https://support.google.com/analytics/answer/11986666?hl=pt-
BR#zippy=%2Cneste-artigo>. Acesso em: 5 abr. 2023.

Outra mudança significativa no marketing, em relação à lei, é o aviso de


cookies. Sabe quando você acessa algum site e já é impactado por uma
mensagem dizendo que aquele site coleta cookies de navegação, e você precisa
concordar com isso ou rejeitar a coleta? Então, isso vem de um site que está
respeitando que seus dados pessoais sejam guardados com cuidado. Tanto é
que isso tem vários nomes: cookie banner, aviso de cookies, aviso de LGPD,
aviso de privacidade… E ele ajuda, junto à LGPD, a fazer com que nossos dados
pessoais, como nome, CPF, religião, endereço, telefone e outros, sejam usados
pela empresa.
A parte boa da coleta de cookies é que ele faz com que o site guarde uma
“memória” sobre sua navegação. Sabe quando você acessa um site e, ao
acessar novamente, ele já guardou seus dados de login e senha, sem que você
precise inserir novamente? Isso acontece graças aos cookies. É como uma
marca inserida no navegador, autorizando o uso daquela informação de acesso.
A mesma coisa acontece quando adiciona um produto no carrinho, por exemplo.
Todas essas informações são coletadas, desde que você permita, e são usadas
para algum objetivo.
A LGPD, inspirada em uma lei europeia, foi sancionada no Brasil em 2018
e entrou em vigor em agosto de 2020. Autoridades e a sociedade vinham
buscando soluções para a segurança virtual e de dados pessoais, uma vez que
o cibercrime passou a ser cada vez mais recorrente. A lei é um grande avanço e
mudou muitas coisas no ambiente on-line e off-line. Caso alguém passe por

5
alguma situação considerada cibercrime, é possível procurar delegacias
dedicadas ao combate ao cibercrime por meio deste link:
<https://new.safernet.org.br/content/delegacias-cibercrimes>. Os crimes podem
ser variados, incluindo maus-tratos contra animais, violência ou discriminação
contra mulheres, intolerância religiosa, tráfico de pessoas, homofobia, apologia
e incitação a crimes contra a vida, pornografia infantil, xenofobia, racismo,
neonazismo. É possível denunciar um cibercrime anonimamente em qualquer
uma dessas categorias e outras.
Para as empresas, a multa pode ser grave e variar desde uma advertência
com indicação de prazo para adoção de medidas corretivas, multas que podem
chegar a até 2% do faturamento da empresa (limitada a 50 milhões de reais) por
infração, multas diárias, publicização da infração após ser apurada e confirmada,
bloqueio dos dados pessoais relacionados à infração até sua regularização e até
mesmo eliminação dos dados pessoais a que se refere a infração.
É graças a essa coleta de dados consciente que a magia do marketing na
internet acontece. Quando você acessa um site e permite que os cookies sejam
coletados, fornece insumos para que as empresas anunciantes contratem as
empresas de tecnologia que vendem mídia para atingir seu potencial público: os
famosos anúncios na internet. Google e Meta são exemplos de empresas que
monetizam vendendo anúncios que só acontecem graças aos dados coletados
(da forma correta). Um exemplo é quando você acessa a página de algum
produto em um site e depois esse produto fica te “perseguindo” por onde você
vai. Esse anúncio é chamado de remarketing e funciona muito bem, pois, em
geral, os usuários precisam ter muitas interações com o produto para finalmente
comprá-lo. Esses processos, que estimulam a compra e o relacionamento entre
marcas e pessoas, são possíveis graças a tecnologias que usam cookies de
internet e publicidade. Não preciso nem dizer que é também graças aos dados
que podemos consumir conteúdo gratuitamente em tantos sites, plataformas,
aplicativos e redes sociais digitais, né? Existe uma máxima que diz que “o que é
de graça, a mercadoria são seus dados”, e realmente são os dados pessoais
que sustentam a engrenagem do marketing na internet. Para assistir aquele
vídeo no YouTube, existem anunciantes pagando e usando cookies da sua
navegação para te encontrarem no seu canal favorito, te impactarem com um
anúncio maravilhoso e você virar cliente.

6
É justamente por essas razões que os dados pessoais, principalmente os
dados sensíveis, precisam ser tratados com bastante cuidado. Sabe quando
você vai a um consultório médico e, antes do atendimento, são feitas várias
perguntas pessoais para você? Querem saber tudo: nome, data de nascimento,
telefone, e-mail, escolaridade, profissão, nome dos pais, profissão dos pais…
enfim, é quase uma pesquisa de mercado. A pergunta é: o que fazem com esses
dados? E quando envolvem dados sensíveis como origem racial ou étnica,
opinião política, orientação sexual, religião ou até mesmo alguma informação de
saúde, é ainda mais grave. Muitas vezes, esses dados são guardados e não são
utilizados. A LGPD deixa claro que só podem ser coletados dados que tenham
uma função clara, que seja dito ao consumidor para que serão usados, por
quanto tempo serão guardados, como serão descartados, dentre outras
informações.

Saiba mais
Tanto para as empresas quanto para os consumidores, é quase uma
obrigação estar por dentro da Lei Geral de Proteção de Dados. Recomendo a
leitura da lei. Disponível em: <https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-
2018/2018/lei/l13709.htm>. Acesso em: 5 abr. 2023.

TEMA 2 – PROTEÇÃO DE DADOS PESSOAIS E PRIVACIDADE

À medida que as tecnologias digitais se tornaram essenciais no cotidiano


das pessoas, também se tornaram cada vez mais alvos de ataques. Para que
uma empresa ou um indivíduo use um dispositivo digital com confiança, eles
devem primeiro ter certeza de que o dispositivo não está comprometido de forma
alguma e que todas as comunicações serão seguras.
Zhang (2018) define proteção de dados como o processo de proteger
dados importantes contra corrupção, comprometimento ou perda e fornecer a
capacidade de restaurar os dados para um estado funcional caso algo aconteça
para tornar os dados inacessíveis ou inutilizáveis. Garante que os dados não
sejam corrompidos, sejam acessíveis apenas para fins autorizados e estejam em
conformidade com os requisitos legais ou regulamentares aplicáveis. Os dados
protegidos devem estar disponíveis quando necessários e utilizáveis para o fim
a que se destinam.

7
O escopo da proteção de dados, no entanto, vai além da noção de
disponibilidade e usabilidade de dados para cobrir áreas como imutabilidade de
dados, preservação e exclusão/destruição. De modo geral, a proteção de dados
abrange três grandes categorias: proteção de dados tradicional (como cópias de
backup e restauração), segurança de dados e privacidade de dados.
A privacidade de dados, às vezes também chamada de privacidade de
informações, é uma área de proteção de dados que diz respeito ao tratamento
adequado de dados sensíveis, incluindo, principalmente, dados pessoais, mas
também outros dados confidenciais, como certos dados financeiros e dados de
propriedade intelectual, para atender aos requisitos regulamentares, bem como
proteger a confidencialidade e imutabilidade dos dados.
A proteção de dados abrange três grandes categorias: proteção de dados
tradicional (como cópias de backup e restauração), segurança de dados e
privacidade de dados. Garantir a privacidade de dados confidenciais e pessoais
pode ser considerado um resultado das melhores práticas em proteção e
segurança de dados com o objetivo geral de alcançar a disponibilidade contínua
e imutabilidade de dados críticos de negócios (Spiekermann et al., 2015).
A segurança se torna um elemento importante na proteção dos dados
contra ameaças externas e internas, mas também na determinação de quais
dados armazenados digitalmente podem ser compartilhados e com quem. Em
um sentido prático, a privacidade de dados trata de aspectos do processo de
controle sobre o compartilhamento de dados com terceiros, como e onde esses
dados são armazenados e os regulamentos específicos que se aplicam a esses
processos.
Quase todos os países do mundo introduziram alguma forma de
legislação relativa à privacidade de dados em resposta às necessidades de uma
determinada indústria ou setor da população. A Lei Geral de Proteção de Dados
(LGPD) é uma legislação brasileira que estabelece regras para o tratamento de
dados pessoais por empresas e instituições públicas, com o objetivo de garantir
a privacidade e segurança desses dados.

Saiba mais
Confira um exemplo de um caso de violação de dados que ocorreu com a
rede social profissional LinkedIn em 2021. Disponível em:
<https://exame.com/tecnologia/vazamento-de-dados-teria-atingido-92-dos-
usuarios-do-linkedin-no-mundo>. Acesso em: 5 abr. 2023.
8
Compreender proteção e privacidade é fundamental, principalmente se
analisarmos a quantidade de informações que compartilhamos on-line.
Primeiramente, nossos dados pessoais são informações sensíveis que podem
ser usadas por terceiros para nos prejudicar de várias formas, como cometer
fraudes financeiras, roubar nossa identidade, enviar spam, invadir nossas contas
e dispositivos, entre outras possibilidades.
Além disso, nossas informações pessoais muitas vezes são usadas por
empresas para fins de marketing, publicidade ou pesquisa de mercado. Sem a
proteção adequada, essas informações podem ser compartilhadas ou vendidas
para terceiros, o que pode ser invasivo e indesejável.
Outra razão pela qual a proteção de dados pessoais é importante é que
muitos serviços on-line exigem que os usuários criem contas e forneçam
informações pessoais para acessá-los. Se essas informações caírem nas mãos
erradas, nossas contas podem ser comprometidas e nossa privacidade pode ser
violada.
Quando se trata de proteger seus dados, há muitas opções de
armazenamento e gerenciamento que você pode escolher. As soluções podem
ajudá-lo a restringir o acesso, monitorar atividades e responder a ameaças.
Existem algumas medidas que você pode tomar para proteger seus dados
pessoais e sua privacidade em ambientes digitais:

• Use senhas fortes: crie senhas fortes e exclusivas para cada uma de suas
contas, e atualize-as regularmente. Dê preferência a senhas longas e
complexas que incluam letras maiúsculas e minúsculas, números e
caracteres especiais. Use senhas diferentes para cada conta e não
compartilhe suas senhas com outras pessoas. Evite utilizar senhas
óbvias, como datas de aniversário ou nomes de familiares.
• Ative a autenticação em duas etapas: muitos serviços on-line oferecem a
opção de autenticação de dois fatores, o que significa que você precisará
fornecer um código adicional além de sua senha para fazer login em sua
conta. Isso torna mais difícil para os invasores acessarem suas contas.
• Evite compartilhar informações pessoais: não compartilhe informações
pessoais, como números de documentos, senhas ou informações
bancárias, com pessoas desconhecidas ou sites não confiáveis.
• Tenha cuidado com os links suspeitos: nunca clique em links de fontes
desconhecidas ou suspeitas. Eles podem levar a sites maliciosos ou
9
instalar malware em seu dispositivo, o que pode levar você a sites
maliciosos que podem roubar suas informações pessoais.
• Ative a proteção de dados pessoais em redes sociais: as redes sociais
são um dos principais meios de compartilhamento de informações
pessoais, portanto é importante entender como proteger esses dados,
como definir as configurações de privacidade, limitar o acesso aos seus
dados e monitorar as atividades em sua conta.
• Ative a proteção contra phishing: o phishing é uma técnica utilizada por
criminosos para obter informações pessoais por meio de e-mails falsos e
sites fraudulentos. Para evitar cair em golpes de phishing, é importante
verificar a origem dos e-mails e sites, evitar clicar em links suspeitos e
instalar um software antivírus.
• Use uma rede privada virtual (VPN): uma VPN criptografa sua conexão à
internet e oculta seu endereço IP, o que torna mais difícil para outras
pessoas interceptarem seus dados, protegendo sua privacidade e
mantendo suas informações pessoais seguras.
• Fique atento às configurações de privacidade: sempre verifique as
configurações de privacidade de suas contas nas redes sociais e outros
serviços on-line. Certifique-se de que suas informações pessoais estejam
protegidas e de que você está compartilhando apenas as informações que
deseja.
• Instale um software antivírus: use um software antivírus e antimalware
para proteger seu computador ou dispositivo móvel contra malware e
outras ameaças à segurança.
• Limite as informações que você compartilha on-line: evite compartilhar
informações pessoais sensíveis, como seu número de Segurança Social,
informações bancárias ou de cartão de crédito, endereço residencial ou
outras informações confidenciais.
• Mantenha seu software atualizado: sempre mantenha seu sistema
operacional e software de segurança atualizados para proteger-se contra
vulnerabilidades conhecidas. As atualizações de software geralmente
incluem correções de segurança que podem ajudar a proteger seus
dados. Diversas outras tecnologias, como inteligência artificial e
blockchain, podem ajudar a proteger a privacidade dos dados dos
usuários.

10
Às vezes, podemos confundir os termos e acreditar erroneamente que
manter os dados pessoais e confidenciais protegidos contra hackers significa
que eles estão automaticamente em conformidade com os regulamentos de
privacidade de dados. Não é o caso. A proteção de dados está relacionada às
medidas contra ataques externos e pessoas mal-intencionadas, enquanto a
privacidade dos dados rege como os dados são coletados, compartilhados e
usados.
Lembre-se sempre de que a segurança e a privacidade on-line são uma
responsabilidade compartilhada. Cada um deve fazer sua parte para garantir que
as informações pessoais sejam protegidas e a privacidade seja mantida.

TEMA 3 – PROTEÇÃO DA SAÚDE, DO BEM-ESTAR

Os cuidados com a saúde e o bem-estar nos ambientes digitais são


assuntos bastante complexos. Definir o que é certo e o que é errado não é tão
simples, pois a tecnologia digital traz resultados positivos e negativos para a
nossa saúde. Bem-estar digital é um termo usado para descrever o impacto que
as tecnologias e serviços digitais têm em nosso bem-estar físico, mental e
emocional. O nível individual é o estado de bem-estar pessoal que se
experimenta através da utilização de ferramentas, sistemas, dispositivos e
recursos eletrônicos.
Desde o surgimento da internet e dos smartphones, pesquisas mostram
um aumento no número de pessoas que utilizam tecnologia. Segundo dados da
pesquisa Global Digital Overview 2020 1, mais de 4,5 bilhões de pessoas em todo
o mundo usam a internet e, desses, 3,8 bilhões estão nas redes sociais. Cada
usuário fica conectado em média 100 dias por ano, ou 40% do tempo que está
acordado, considerando-se uma noite de sono de 8 horas por dia. Quanto tempo
você fica conectado?
Todo esse consumo leva ao que está sendo chamado de vícios em
tecnologia, também conhecidos como vícios digitais ou vícios em internet. Eles
são muitas vezes negligenciados devido à aceitação que a sociedade deu ao
uso de dispositivos digitais. Os vícios em tecnologia geralmente passam
despercebidos pelos entes queridos porque o indivíduo viciado pode parecer que

1Desenvolvida pela DataReportal, empresa especializada em produzir relatórios para ajudar


pessoas e outras empresas a encontrar dados, insights e tendências no mundo digital.
Disponível em: <https://datareportal.com/reports/digital-2020-global-digital-overview>. Acesso
em: 5 abr. 2023.
11
está cuidando de algo importante, como tarefas relacionadas ao trabalho em seu
dispositivo digital, quando na realidade está se escondendo atrás da tela.
Quando um problema tecnológico se desenvolve e é percebido, muitas
vezes não é visto como um risco iminente semelhante ao vício em álcool ou
drogas, porque não apenas é mais aceitável, mas também não é visto como
agudo ou mortal. Apesar dessas crenças, o uso de tecnologia patológica pode,
de fato, ser generalizado e prejudicial à saúde e ao bem-estar.
Ao contrário da crença popular, os vícios em tecnologia podem ser
extremamente perigosos e contribuir para vários problemas neurológicos,
psicológicos e sociais. Mais comumente, os vícios digitais afetam indivíduos e
famílias de outras maneiras destrutivas e perigosas. Por exemplo, os vícios
digitais podem ter efeitos prejudiciais na carreira ou na educação do indivíduo,
pois eles gastam seu tempo envolvido no uso digital, em vez de se concentrar
em tarefas relacionadas à escola ou ao trabalho. O vício digital pode levar à
procrastinação e à evasão do trabalho. Os vícios digitais também podem
atrapalhar os relacionamentos, pois o indivíduo perde o interesse em socializar
ou se comunicar às custas de seu dispositivo digital. A tecnologia é um terreno
fértil para o isolamento (Duda, 2022).
Todas essas questões podem causar um impacto severo na saúde
mental, exacerbando ou contribuindo para ansiedade, depressão, transtorno de
déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), bem como outros transtornos. O vício
em tecnologia também pode levar à inquietação, irritabilidade, agitação e raiva.
Além disso, o vício em tecnologia pode afetar a capacidade do cérebro de
produzir neurotransmissores naturais de bem-estar, como a dopamina, além de
levar ao aumento da impulsividade.
Também pode levar a graves problemas de saúde física, como dores de
cabeça, ganho ou perda de peso, dores nas costas e síndrome do túnel do carpo.
Muitas vezes, as dependências digitais também podem levar à insônia ou falta
de higiene do sono, o que também pode contribuir para exacerbar as condições
subjacentes de saúde mental e aumentar os níveis de estresse. O uso excessivo
do digital também pode prejudicar a saúde física como resultado de má nutrição,
falta de exercício físico e autocuidado inadequado.
Apesar da falta de consenso sobre os critérios diagnósticos para vícios
digitais, existem vários estudos que fornecem considerações práticas sobre
sinais e sintomas de vícios digitais. Embora passar muito tempo em dispositivos

12
digitais possa ser um sinal de vício em tecnologia, a frequência e a duração do
tempo gasto em dispositivos digitais por si só não denota necessariamente um
vício tecnológico. Mais importante, um vício tecnológico é aparente se e quando
o uso digital interferir na vida diária e no bem-estar geral de alguém, e se o
indivíduo estiver preocupado em usar o meio digital de sua escolha. Aronson
(2016) apresenta alguns sinais de vício em tecnologia, que incluem:

• incapacidade de moderar ou abster-se do uso da tecnologia ou de um


meio digital específico;
• preocupação em relação ao uso de dispositivos tecnológicos;
• uso compulsivo de tecnologia ou desejo e impulsos de usar dispositivos
digitais;
• negligenciar áreas importantes da vida, como trabalho, escola ou
relacionamentos, em detrimento da tecnologia;
• continuar a usar dispositivos digitais mesmo que isso traga consequências
negativas para a sua vida;
• perder o interesse em atividades sociais e de lazer que antes eram
apreciadas em favor da tecnologia;
• usar dispositivos digitais em situações perigosas, como quando se está
dirigindo ou atravessando a rua;
• experimentar sintomas indesejados de saúde mental, como depressão,
ansiedade, estresse ou irritabilidade, devido ao uso excessivo de
tecnologia;
• usar dispositivos digitais para obter prazer ou gratificação;
• mentir ou esconder o uso de dispositivos digitais de familiares, amigos ou
colegas por sentir culpa ou vergonha;
• usar dispositivos digitais por períodos mais longos do que o pretendido ou
aumentar o uso ao longo do tempo.

Alguns profissionais de saúde mental consideram o vício digital como um


sintoma de outro transtorno, como ansiedade ou depressão, em vez de um
transtorno separado. Alguns também o veem como um transtorno do controle
dos impulsos (sem outra especificação). No entanto, muitos profissionais no
campo da saúde mental e do vício veem o vício digital como um transtorno de
saúde mental próprio, e há considerações para incluí-lo em futuras revisões do
Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais. A Sociedade

13
Americana de Medicina do Vício reconheceu que os vícios não se limitam a
drogas e álcool, mas também podem ser de natureza comportamental. A pedra
angular de todos os vícios é a perda de controle, mudanças de humor, tolerância,
abstinência e continuação do uso, apesar das consequências adversas.
No mundo digital em que vivemos, estar completamente abstêmio da
tecnologia é irreal, nem é um meio eficaz para resolver o problema. Há consenso
de que a abstinência de dispositivos digitais não deve ser o objetivo do
tratamento, mas sim a moderação e o equilíbrio.

3.1 Cuidados com a saúde e o bem-estar

O uso excessivo de telas e dispositivos portáteis, juntamente com a


expectativa de estarmos disponíveis 24 horas por dia, não afetam apenas nossa
saúde física, resultando em problemas médicos como fadiga ocular digital, dores
de cabeça e fadiga, mas também afetam nossa saúde mental com um aumento
do risco de condições como depressão, baixa autoestima e ansiedade. Nosso
bem-estar emocional também é afetado, pois nos distrai das coisas que mais
importam para nós.
Promover um uso saudável da tecnologia ajudará você a manter um bem-
estar mental, físico e emocional positivo:

• Dê uma olhada em seus hábitos digitais: criar hábitos pode parecer


assustador, mas dar pequenos passos e se ajustar a uma nova maneira
de usar seus dispositivos digitais o ajudará a ser mais feliz e mais
presente. Faça algumas perguntas a si mesmo: como seus dispositivos
digitais fazem você se sentir? Você às vezes se sente sobrecarregado
com muita informação ou se sente pressionado ou estressado pelas
mídias sociais ou mensagens? Talvez você fique ansioso se esquecer o
celular ao sair. Se o seu dispositivo digital está causando sentimentos
negativos, provavelmente é hora de ver como você pode melhorar seu
bem-estar digital!
• Monitore sua atividade digital: o primeiro passo para melhorar seu bem-
estar digital é obter uma compreensão detalhada do uso da tecnologia. É
muito importante estar ciente de quanto tempo você gasta usando
dispositivos digitais e como você interage com eles. A maioria dos

14
smartphones agora tem a capacidade de monitorar sua atividade para que
você possa analisar o tempo gasto em cada aplicativo e dispositivo digital.
• Defina limites: estamos cercados por dispositivos digitais. Vivemos em um
mundo de tecnologia! No entanto, não estamos conseguindo estabelecer
limites tecnológicos saudáveis. Você pode definir limites diários nos
aplicativos e sites que usa. Depois de atingir o limite, os aplicativos e sites
são pausados e as notificações são silenciadas.
• Ative o toque de recolher na hora de dormir: desconecte seu telefone ou
dispositivos para ajudar a ter uma noite de sono melhor. Existem vários
aplicativos que colocam seu telefone no modo noturno, silenciam suas
notificações e transformam sua tela em escala de cinza, o que minimiza a
luz azul. Expor-nos à luz azul artificial na hora de dormir interrompe nosso
ciclo natural de sono-vigília, pois bloqueia o hormônio melatonina, que nos
ajuda a adormecer.
• Tenha atenção na hora da refeição: ao longo dos anos, sentar-se com a
família ou seus entes queridos para uma refeição noturna era o momento
para as famílias e amigos ocupados se reunirem, relaxarem e
conversarem sobre o dia na escola ou no trabalho. Nos tempos atuais,
pesquisas mostram que os celulares e aparelhos eletrônicos passaram a
fazer parte da refeição familiar, resultando em refeições silenciosas com
pouca ou nenhuma comunicação.
• Entre em modo de foco: é muito fácil se distrair com as notificações do
aplicativo! Existem opções em alguns telefones celulares para pausar
aplicativos temporariamente. Isso evitará que seu telefone o perturbe
quando precisar se concentrar em algo importante. Se você tentar abrir
um aplicativo enquanto estiver no modo de foco, ele o lembrará de que o
aplicativo está pausado!
• Priorize relacionamentos em tempo real: phubbing significa ignorar seus
amigos ou familiares em favor de olhar para o seu telefone. O termo vem
da junção das palavras phone (celular) e snubbing (esnobar). Tente
estabelecer algumas zonas desconectadas em sua casa. Dê à sua família
e entes queridos a chance de conversar e ouvir sem distrações. Tente
desligar o telefone completamente, em vez de colocá-lo no modo
silencioso, pois isso garantirá que ele não vibre! Se você realmente não
consegue ficar sem dispositivos digitais, então você pode tentar jogar

15
jogos eletrônicos juntos, ou assistir TV juntos – compartilhar atividades
traz um maior senso de apego e conexão.
• Use as redes sociais com moderação: a mídia social desempenha um
papel importante na forma como interagimos e nos comunicamos com
outras pessoas, o que pode ser extremamente positivo, pois nos mantém
conectados a amigos e familiares. É também uma grande fonte de
informação. Estudos mostram que o uso excessivo de mídia social
(conhecido como vício em mídia social) e a comunicação eletrônica
contínua com nossos amigos e familiares, em vez de cara a cara, pode
causar depressão, sentimentos de solidão e isolamento social. O uso
intenso de mídias sociais também pode promover experiências negativas,
como sentimentos de inadequação sobre nossa aparência e como
vivemos nossas vidas. Tente realizar atividades não baseadas na tela,
como hobbies novos ou antigos, encontrar e ver amigos cara a cara.
A tecnologia faz parte de nossas vidas, gostemos ou não, e o uso
excessivo afeta negativamente nosso bem-estar. No entanto, a tecnologia
também oferece muitos benefícios positivos e desempenha um papel importante
na educação e na nossa saúde e bem-estar. Seguir os passos simples acima
pode ajudá-lo a identificar os aspectos positivos e negativos da tecnologia. O
que significa que você pode aproveitar sua vida sabendo que está cuidando de
seu próprio senso de bem-estar digital.

TEMA 4 – PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE

Antes de iniciarmos este tópico, quero te perguntar: você tem algum


eletrônico sem utilização ou quebrado na gaveta de casa? Se sua resposta for
sim, você não está sozinho.
Os impactos ambientais que a utilização das tecnologias digitais causa no
planeta são inúmeros, a começar pela produção e descarte de lixo eletrônico que
afeta até as áreas mais remotas, como o Ártico e a Antártica. Lixo eletrônico é o
termo usado para descrever qualquer dispositivo eletrônico descartado ou um
produto que contenha componentes eletrônicos. Isso inclui qualquer coisa que
use eletricidade, seja de uma tomada ou de uma bateria.
À medida que a adoção da tecnologia cresce em todo o mundo, a
necessidade de descartar equipamentos obsoletos e excedentes também

16
aumenta. Khan (2016) defende que a tecnologia logo se torna obsoleta, tanto
em casa quanto no escritório. Pense sobre:

• gravadores de videocassete;
• toca-fitas walkman;
• calculadoras eletrônicas;
• monitores CRT;
• impressoras matriciais.

No passado, estes eram geralmente despejados com o resto do lixo em


aterros sanitários. Mas o impacto ambiental do lixo eletrônico agora é
reconhecido como um grande problema por muitos governos. Os problemas de
lixo eletrônico foram agravados pela curta vida útil dos produtos eletrônicos de
hoje, que pode ser de dois anos ou até menos para coisas como:

• relógios digitais;
• notebooks;
• celulares;
• carregadores;
• alarmes de fumaça;
• brinquedos infantis.

Os perigos ambientais do lixo eletrônico não devem ser subestimados.


Cada pedaço de lixo eletrônico, não importa quão pequeno, contém substâncias
que causam poluição. Despejar lixo eletrônico sem tentar reciclar o conteúdo
também esgota os recursos da Terra.
A escala dos problemas com o lixo eletrônico é enorme: em 2021, o
volume global de lixo eletrônico gerado foi de 48 milhões de toneladas, o que
representa 6,8 kg para cada pessoa no planeta. Até 2030, espera-se que seja
de 67 milhões de toneladas, o dobro do que era em 2014. De acordo com Zeng
et al. (2017), o lixo eletrônico contém uma ampla variedade de materiais que
afetam o impacto ambiental do lixo eletrônico, incluindo metais, plásticos,
hidrocarbonetos e outras toxinas. Eles são usados em componentes eletrônicos,
incluindo placas de circuito, fontes de alimentação, dissipadores de calor, fios,
telas, discos rígidos e muito mais.
Os perigos para o meio ambiente decorrentes dos componentes do lixo
eletrônico dependem do tipo de produto e de sua idade. A tecnologia eletrônica
foi adotada em todo o mundo. Se você olhar para trás em apenas 50 anos,
17
poucas pessoas usavam dispositivos eletrônicos. Os que usavam, como rádios,
eram guardados por muitos anos antes de serem descartados. Os itens eram
consertados em vez de serem jogados no lixo. Hoje, a situação é totalmente
diferente. Aqui estão algumas estatísticas preocupantes:

• Em todo o mundo, as pessoas possuem 33 bilhões de dispositivos para


se conectar à internet.
• Isso equivale a uma média de 4,3 dispositivos por pessoa em todo o
planeta.
• O usuário médio de smartphone troca de telefone a cada 15 a 18 meses.
• A vida útil esperada de um PC é de três anos.
• A taxa de desenvolvimento de produtos e o marketing agressivo criaram
uma mentalidade em que esperamos substituir os produtos eletrônicos em
um período muito curto.

A maioria dos eletrônicos de hoje não pode ser consertada; eles são
jogados fora quando param de funcionar. Junte tudo isso e você terá a
tempestade perfeita para os riscos à saúde decorrentes do lixo eletrônico, uma
quantidade cada vez maior de venenos indesejados no alojamento de
eletrônicos e uma incidência crescente de problemas de saúde relacionados ao
lixo eletrônico. Poucas pessoas percebem como o lixo eletrônico é tóxico para a
saúde, contaminando o solo e os lençóis freáticos, o que afeta diretamente todo
o ecossistema.
A escala dos problemas com o lixo eletrônico é enorme: em 2021, o
volume global de lixo eletrônico gerado foi de 48 milhões de toneladas, o que
representa 6,8 kg por pessoa em todo o planeta. Até 2030, espera-se que seja
de 67 milhões de toneladas, o dobro do que era em 2014.

4.1 Soluções para problemas: reciclagem formal e informal de lixo


eletrônico

A reciclagem de lixo eletrônico pode ser realizada de forma formal ou


informal. Ambas as abordagens tentam resolver os problemas do lixo eletrônico,
mas a reciclagem informal aumenta o impacto ambiental e os perigos
decorrentes do lixo eletrônico.
A reciclagem formal de lixo eletrônico busca minimizar os perigos
ambientais, utilizando abordagens responsáveis e éticas, como:
18
• desmontagem cuidadosa;
• separação por tipo de matéria-prima
• limpeza;
• trituração para reutilização.

No entanto, é mais cara e leva mais tempo do que a reciclagem informal.


As empresas que adotam a reciclagem formal seguem regras rígidas de saúde,
segurança e técnicas livres de poluição para proteger seus funcionários e o meio
ambiente.
Já a reciclagem informal é adotada por muitas empresas devido aos altos
custos e regulamentações da reciclagem formal, que exportam o lixo eletrônico
para países em desenvolvimento, onde a reciclagem é mais barata. No entanto,
esse método envolve a exploração de homens, mulheres e crianças mal pagos,
que utilizam métodos para recuperar materiais valiosos, liberando poluentes
nocivos e toxinas no meio ambiente, como a incineração para destruir materiais
indesejados e o uso de mercúrio e ácidos tóxicos para recuperar ouro. Esses
processos geralmente prejudicam os trabalhadores e as pessoas que vivem nas
proximidades.
Portanto, a melhor maneira de lidar com o lixo eletrônico é através de uma
abordagem multifacetada, que mude a forma como as pessoas pensam e se
comportam.

4.2 Os 6Rs ou 6Rs da sustentabilidade

Com o meio ambiente sendo uma preocupação crescente em nossas


vidas, os 6 Rs da sustentabilidade oferecem uma estrutura incrível para alcançar
facilmente um estilo de vida mais sustentável e todas as suas vantagens.

19
Figura 1 – Os 6Rs da sustentabilidade

Os princípios dos 6Rs ou 6 Rs da sustentabilidade são importantes porque


representam uma estrutura de estilo de vida sustentável para ajudar a reduzir o
impacto ambiental e melhorar a sustentabilidade. Eles representam hábitos
importantes que podem nos ajudar a alcançar os 17 objetivos de
desenvolvimento sustentável (ODS) das Nações Unidas.
Hoje em dia, a importância do desenvolvimento sustentável é geralmente
bem compreendida, mas ainda assim muitas pessoas, infelizmente, não estão
tomando medidas para salvar o planeta. Nesse sentido, os 6 Rs da
sustentabilidade desempenham um papel muito importante, permitindo que você
dê o exemplo para disseminar a conscientização sobre as questões ambientais.

• Repensar: para entender o que significa repensar nos seis Rs, pense
nesta pergunta: “Eu realmente preciso disso?” Esta pergunta resume
lindamente o conceito por trás do princípio de “repensar”. Isso é o que
você deve se perguntar para começar a ter um estilo de vida mais
sustentável. “Repensar” significa que todos devemos estar mais atentos
aos nossos hábitos de consumo para limitar nosso impacto no meio
ambiente. Esse princípio é um convite para repensarmos nossas escolhas

20
diárias, percebendo que os recursos naturais do planeta são limitados e
precisam ser preservados também para nossas crianças.
• Recusar: significa que você deve evitar comprar ou mesmo obter de graça
algo que não seja essencial. O conceito deve ser interpretado de forma
ampla: recusando tudo o que for desnecessário, incluindo itens com
embalagens excessivas, itens descartáveis ou produtos que não sejam
energeticamente eficientes.
• Reduzir: para um estilo de vida mais sustentável, todos devemos reduzir
nosso consumo apenas ao necessário. Reduzir nossos hábitos de
consumo pode ser difícil no começo, mas, no final, é apenas um estado
de espírito diferente: na maioria das vezes, podemos nos livrar de muitos
itens supérfluos sem nenhum impacto na nossa qualidade de vida. O meio
ambiente precisa da sua ajuda e aqueles produtos que você possui, mas
nunca usa, podem ser usados por outra pessoa: reduzindo a produção de
novos itens desnecessários e o consequente desperdício de recursos
naturais.
• Reutilizar: significa que você deve considerar possíveis maneiras de usar
novamente um item antigo em vez de se livrar dele. Esse novo uso pode
ser para cumprir a mesma tarefa ou algo completamente diferente. Ao
reutilizar, em vez de jogar algo fora, você pode usar um item
repetidamente, potencialmente por vários anos e beneficiar diferentes
áreas de sua vida. A vida útil dos produtos pode ser estendida
reaproveitando, doando ou vendendo eletrônicos indesejados para outra
pessoa usar. Muitos varejistas agora oferecem esquemas de troca em que
os produtos devolvidos são recondicionados e revendidos com desconto.
• Reparar: significa que, se algo estiver quebrado, você deve primeiro
considerar consertá-lo em vez de substituí-lo por um novo produto.
Pergunte a si mesmo: posso eu ou outra pessoa consertar isso? Tente
usar os produtos o máximo que puder e descarte-os apenas se não
houver realmente mais nada que você possa fazer. Reparar itens
eletrônicos impede que eles se tornem lixo eletrônico. Alguns fabricantes
agora estão projetando produtos para que as peças defeituosas possam
ser facilmente substituídas. Alguns países estão agora introduzindo
legislação de direito de reparo que forçará os fabricantes a tornar os
eletrônicos mais fáceis e baratos de consertar, com o objetivo de

21
prolongar a vida útil dos dispositivos e reduzir o lixo eletrônico. Existem
também milhares de recursos on-line que fornecem informações úteis
sobre como fazer seus próprios reparos.
• Reciclar é importante e tem muitos benefícios, e separar o lixo em coisas
como papel, plástico, metais, vidro, eletrônicos e materiais orgânicos é o
primeiro passo muito importante que pode facilitar a reciclagem de
materiais e levar à sustentabilidade ambiental. No entanto, em alguns
casos, não é possível evitar o desperdício. Por isso, é fundamental que
todos sigam e apliquem o máximo possível todos os 6 Rs da
sustentabilidade. A reciclagem é a última tentativa de reduzir o
desperdício e recuperar qualquer recurso que seja economicamente
viável extrair do produto descartado.

A reciclagem de lixo eletrônico usando abordagens formais e


ecologicamente corretas deve ser o último recurso. Muitas comunidades locais
e órgãos públicos fornecem pontos de entrega facilmente acessíveis para
eletrônicos indesejados.

TEMA 5 – FERRAMENTAS DE PROTEÇÃO DE DISPOSITIVOS

Vivemos em uma época em que grande parte de nossas vidas, pessoais


e profissionais, acontece on-line. Fazemos nossos serviços bancários, compras
de música, pagamento de contas, planejamento social e até mesmo partes de
nosso trabalho no mundo digital. Essa maior dependência da internet e das redes
digitais traz riscos junto à conveniência que oferece.
Criminosos on-line espreitam nas sombras, esperando para cometer
fraudes. Portanto, a segurança da informação digital é uma preocupação
primordial. Existem ferramentas de proteção de dispositivos, que incluem
serviços da Web, software antivírus, cartões SIM de smartphones, biometria e
dispositivos pessoais protegidos (Spiekermann et al., 2015).
Você pode ter ouvido falar do termo segurança cibernética. Isso não é
surpreendente, já que o acesso ilegal aos dados, identidade ou recursos
financeiros de alguém é chamado de cibercrime, o que, por sua vez, cria a
necessidade de segurança cibernética.
No entanto, há uma diferença entre segurança digital e segurança
cibernética. A segurança digital envolve proteger sua presença on-line (dados,

22
identidade, ativos). Ao mesmo tempo, a segurança cibernética cobre mais
terreno, protegendo redes inteiras, sistemas de computador e outros
componentes digitais e os dados armazenados contra acesso não autorizado.
Você poderia chamar a segurança digital de um subtipo de segurança
cibernética. A segurança digital protege as informações e a segurança
cibernética protege a infraestrutura, todos os sistemas, redes e informações. Os
cibercriminosos são oportunistas atraídos pelo grande volume, valor e variedade
de dados disponíveis para exploração. E tudo o que eles precisam é apenas uma
oportunidade. Se conseguirem enganar apenas um consumidor, por meio de um
ataque de phishing, por exemplo, poderão coletar os frutos de uma identidade
roubada ou de um cartão de crédito comprometido.
Os piratas da internet roubam informações financeiras pessoais com um
novo tipo de pirataria na internet chamado phishing, pronunciado “fishing”, e é
exatamente isso que esses ladrões estão fazendo: “pescando” suas informações
financeiras pessoais.
O que eles querem são números de contas, senhas, números de CPF e
outras informações confidenciais que possam usar para saquear sua conta
corrente ou faturar seus cartões de crédito. Na pior das hipóteses, você pode ser
vítima de roubo de identidade. Com as informações confidenciais obtidas de um
golpe de phishing bem-sucedido, esses ladrões podem fazer empréstimos ou
obter cartões de crédito e até carteiras de motorista em seu nome. Eles podem
causar danos ao seu histórico financeiro e reputação pessoal que podem levar
anos para serem desfeitos. Mas se você entender como o phishing funciona e
como se proteger, poderá ajudar a impedir esse crime.
Em um caso típico, você receberá um e-mail que parece vir de uma
empresa respeitável que você reconhece e com a qual faz negócios, como sua
instituição financeira. Em alguns casos, o e-mail pode parecer proveniente de
uma agência governamental, incluindo uma das agências reguladoras de
instituições financeiras federais. O e-mail provavelmente o avisará sobre um
problema sério que requer sua atenção imediata. Ele pode usar frases como
“Atenção imediata necessária” ou “Entre em contato conosco imediatamente
sobre sua conta”. O e-mail o incentivará a clicar em um botão para acessar o site
da instituição.
Em um golpe de phishing, você pode ser redirecionado para um site falso
que pode ser exatamente igual ao real. Às vezes, na verdade, pode ser o próprio

23
site da empresa. Nesses casos, uma janela pop-up aparecerá rapidamente com
o objetivo de coletar suas informações financeiras. Em ambos os casos, você
pode ser solicitado a atualizar as informações da sua conta ou fornecer
informações para fins de verificação: seu número de CPF, número da sua conta,
sua senha ou as informações que você usa para verificar sua identidade ao falar
com uma instituição financeira real, como o nome de solteira de sua mãe ou seu
local de nascimento.
Algumas dicas para se proteger:

• nunca forneça suas informações pessoais em resposta a uma solicitação


não solicitada;
• se você acredita que o contato pode ser legítimo, contate a instituição
financeira você mesmo;
• nunca forneça sua senha por telefone ou em resposta a uma solicitação
não solicitada pela internet;
• revise regularmente os extratos da conta para garantir que todas as
cobranças estejam corretas;

Como você pode imaginar, muita coisa pode dar errado se seus dados
digitais forem comprometidos. Felizmente, a segurança no mundo digital vem de
várias formas, oferecendo uma ampla variedade de métodos de defesa. Esses
incluem:

• Software antivírus: vírus transmitidos por malware e outros sistemas


maliciosos infectam seus dados e paralisam seu sistema. Um bom
programa antivírus não apenas detecta e elimina essas infecções, mas
também impede a entrada de programas suspeitos e isola prováveis
ameaças.
• Firewalls atualizados: essa ferramenta monitora o tráfego da Web,
identifica usuários autorizados, bloqueia o acesso não autorizado e, se
atualizado o suficiente, protege até mesmo contra vírus da próxima
geração. Os firewalls existem há anos e muitos especialistas em
segurança cibernética os descartam como obsoletos. No entanto, uma
versão de última geração é uma ferramenta potencialmente útil para
impedir a entrada de usuários indesejados.
• Proxies: ferramentas de segurança digital que preenchem a lacuna entre
os usuários e a internet, usando regras de filtragem de acordo com as

24
políticas de TI de uma organização. Eles bloqueiam sites perigosos e
utilizam um sistema de autenticação que pode controlar o acesso e
monitorar o uso.
• Software de monitoramento remoto: permite que a equipe de segurança
de dados colete informações, diagnostique problemas e supervisione
todos os aplicativos e hardware de um local remoto. O monitoramento
remoto oferece flexibilidade e conveniência, permitindo que os
administradores resolvam qualquer problema a qualquer hora e em
qualquer lugar.
• Verificador de vulnerabilidades: esta ferramenta detecta, avalia e gerencia
quaisquer pontos fracos no sistema da sua organização. Os scanners de
vulnerabilidade não apenas identificam falhas, mas também as priorizam
para ajudá-lo a organizar suas contramedidas. As equipes de segurança
de TI podem usar scanners para aplicativos da web e sistemas internos.

Já apresentamos alguns exemplos de segurança digital, mas agora


vamos explorar algumas ferramentas de segurança específicas disponíveis.
Essas ferramentas protegem a integridade de suas informações que fluem entre
várias mídias on-line, pois esse é um alvo particularmente vulnerável (e
frequentemente usado) por criminosos.

Quadro 1 – Exemplos de ferramentas de segurança

Ferramentas de Você ficaria surpreso com a quantidade de informações


criptografia de confidenciais que passam pelas mensagens
mensagens instantâneas. O ChatSecure é um aplicativo de
instantâneas mensagens que oferece criptografia segura para
telefones Android e iOS, e o Cryph protege seus
navegadores da Web baseados em Mac ou Windows.
Ferramentas de Os criminosos não podem roubar o que não podem ver.
privacidade de O Anonymox protege sua identidade criando um proxy,
navegação permitindo que você altere seu IP e navegue
anonimamente. Está disponível como um complemento
para Google Chrome e Firefox. O Tor isola todos os
sites que você explora, para que anúncios e
rastreadores de terceiros não possam bloquear você.
Ele também limpa seu histórico de navegação, remove
cookies e fornece criptografia multicamada.

25
Ferramentas de O SilentPhone oferece aos usuários de smartphones
criptografia de criptografia de ponta a ponta para conversas de voz,
telefone mensagens, transferência de arquivos, vídeo e muito
mais. É compatível com dispositivos Android e iOS e é
gratuito. O Signal é um recurso independente sem fins
lucrativos que permite aos usuários compartilhar texto,
GIFs, mensagens de voz, fotos, vídeos e arquivos de
dados.

Não há soluções mágicas ou mesmo combinações de soluções


(aplicativos de segurança) que irão solucionar as questões de segurança de
forma permanente, pois nenhuma dessas variáveis está prevista para mudar em
breve. A inovação cria novos aplicativos e ferramentas, como consequência,
também cria novas oportunidades para criminosos e outros adversários
operarem. Como resultado, melhorar a postura de segurança deve ser visto
como um esforço contínuo e não como algo que pode ser concluído uma vez e
depois ignorado.

TROCANDO IDEIAS

Durante esta abordagem, pudemos compreender como funcionam


algumas questões de segurança dos nossos dados e das informações que são
encontradas on-line. Você já passou por alguma situação desagradável? Já teve
dados vazados ou compartilhados? Caso não tenha tido essa experiência,
conhece alguém que teve? De qualquer forma, reflita e converse com os seus
colegas sobre a importância de termos esse conhecimento e a habilidade em
lidar com a segurança informacional.

NA PRÁTICA

Agora te convidamos a fazer uma atividade prática: proteger nossa conta


do WhatsApp. Esse aplicativo, que está presente em 99% dos smartphones do
Brasil e é líder quando falamos em mensageria, é também um dos focos dos
criminosos on-line. Temos visto muitos casos de roubo de contas de WhatsApp
para aplicar fraudes diversas, então devemos manter nossa conta protegida.
Portanto, acesse a página de dicas de segurança do próprio WhatsApp e
coloque em prática as dicas. Disponível em:

26
<https://faq.whatsapp.com/1095301557782068/?locale=pt_BR>. Acesso em: 5
abr. 2023.

FINALIZANDO

Quantas coisas vimos até aqui! Começamos conversando sobre a


segurança da informação e a LGPD, Lei que surgiu há pouco tempo e já está
revolucionando muita coisa. Como percebemos, nesta abordagem, não vemos
mais sites que não estejam adequados à mudança. Além disso, conhecemos
também questões importantes sobre proteção de dados pessoais e privacidade,
com dicas práticas. A proteção da saúde e do bem-estar também foi uma
questão importantíssima deste conteúdo, afinal, passamos tantas horas por dia
em ambientes on-line que eles com certeza podem interferir em nossa saúde e
bem-estar. O mesmo se aplica ao meio ambiente, e vimos dicas práticas de
como lidar com isso. Por fim, pudemos conhecer diversas ferramentas que
auxiliam muito na proteção dos nossos dispositivos.

27
REFERÊNCIAS

A Cada minuto há uma tentativa de roubo de conta digital no brasil. UOL, 2023.
Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/tec/2023/03/a-cada-minuto-ha-
uma-tentativa-de-roubo-de-conta-digital-no-brasil-diz-empresa.shtml>. Acesso
em: 5 abr. 2023.

ARONSON, E. et al. Social psychology. 9. ed. Pearson Education, 2016.

CAIÇARA, C. J. Sistemas Integrados de Gestão – ERP: Uma Abordagem


Gerencial. 2. ed. Curitiba: InterSaberes, 2015.

DUDA, E. Attitudes Towards Environment and Technology: Preliminary


Investigation of Associations. AMCIS 2022 Proceedings, 2022. Disponível em:
<https://ssrn.com/abstract=4278436>. Acesso em: 5 abr. 2023.

DURAO, F. et al. A systematic review on cloud computing. J Supercomput, v.


68, p. 1321-1346, 2014.

KHAN, S. A. E-products, E-waste and the Basel Convention. Regulatory


Challenges and Impossibilities of International Environmental Law, v. 25, n.
esp, p. 248-260, jul. 2016. Disponível em: <https://doi.org/10.1111/reel.12163>.
Acesso em: 5 abr. 2023.

LUCAS, M.; MOREIRA, A. DigCompEdu. Quadro Europeu de Competência


Digital para Educadores. Aveiro: UA, 2017.

SPIEKERMANN, S. et al. The challenges of personal data markets and privacy.


Electron Markets, v. 25, p. 161-167, 2015. Disponível em:
<https://doi.org/10.1007/s12525-015-0191-0>. Acesso em: 5 abr. 2023.

ZENG, X. et al. Examining environmental management of e-waste: China's


experience and lessons. Renewable and Sustainable Energy Reviews, v. 72,
p. 1076-1082, 2017. Disponível em: <https://doi.org/10.1016/j.rser.2016.10.015.
Acesso em: 5 abr. 2023.

ZHANG, D. Big Data Security and Privacy Protection. Atlantis Press, 2018.

28
COMPETÊNCIAS DIGITAIS
AULA 6

Profª Vivian Ariane Barausse de Moura


Profª Maria Carolina Avis
Profª Flávia Roberta Fernandes
CONVERSA INICIAL

Conforme mencionado anteriormente, aprendemos as competências


digitais e, em cada etapa, fomos abordando os temas relacionados ao
desenvolvimento das competências digitais. Com isso, já sabemos que isso não
está relacionado apenas a desenvolver habilidades tecnológicas, ainda que elas
sejam essenciais, dado que a tecnologia está ao nosso redor e em tudo o que
fazemos.
Para finalizar nossos estudos, nesta etapa, abordaremos os seguintes
temas:

a. Identificação de necessidades e respostas tecnológicas


b. Resolução de problemas
c. Utilização criativa das tecnologias digitais
d. Tendências das tecnologias digitais
e. Ferramentas de produtividade e suas tendências

As tecnologias digitais são focadas na resolução de problemas, e o


treinamento nessa área amplia as habilidades e pode ajudar a traduzi-las para
outras partes da sua vida. Saber como compreender um problema e trabalhar
para resolvê-lo é fundamental em todos os setores.

CONTEXTUALIZANDO

Você costuma perguntar a seus filhos, parceiros ou amigos que tenham


experiência com tecnologia como utilizar ou consertar algum recurso tecnológico
digital? Se você respondeu sim à pergunta, você não está sozinho(a). De acordo
com uma pesquisa da empresa de segurança Kaspersky, mais de 4 em cada 10
pessoas com mais de 55 anos (41%) admitem que chamam as crianças ou
membros mais jovens da família para resolver seus problemas tecnológicos
digitais (Horn, 2021). E isso ocorre porque muitas pessoas não cresceram com
a tecnologia como parte integrante de suas vidas, e pode ser um pouco
desafiador para elas aprenderem a usar novos dispositivos e aplicativos. Os mais
jovens geralmente têm mais experiência em lidar com tecnologia digital, já que
cresceram em uma era em que a tecnologia se tornou uma parte onipresente da
vida cotidiana. Além disso, muitos jovens têm uma disposição natural para
explorar e experimentar coisas novas, o que pode torná-los mais propensos a se

2
sentirem confortáveis com o uso da tecnologia. Ainda assim, é importante
lembrar que nem todos os jovens são proficientes em tecnologias digitais e que
todas as pessoas podem desenvolver competências digitais.

TEMA 1 – IDENTIFICAÇÃO DE NECESSIDADES E RESPOSTAS TECNOLÓGICAS

A identificação das necessidades tecnológicas é um processo que


envolve a avaliação das demandas de um usuário ou uma organização em
relação ao uso da tecnologia. Essa identificação é um passo fundamental para
garantir que a tecnologia atenda às necessidades do negócio ou do usuário final.
Segundo Kotler e Keller (2012), na dimensão organizacional a
identificação das necessidades tecnológicas envolve a compreensão das
demandas do mercado e dos consumidores em relação às tecnologias
disponíveis. Vázquez et al. (2016) defendem que a identificação das
necessidades tecnológicas é um processo que envolve a análise das
necessidades de tecnologia do usuário. Esses autores destacam que é
importante entender essas necessidades do usuário para que se possa
desenvolver soluções tecnológicas que atendam às suas demandas.
Mas, o grande questionamento é: como fazemos para identificar as
necessidades e encontrar respostas tecnológicas mais adequadas a satisfazê-
las? Existem alguns passos norteadores, nesse sentido, sendo que o primeiro é
identificar qual problema ou objetivo se pretende resolver com a tecnologia. É
importante entender as necessidades do usuário ou do negócio para se definir
quais soluções tecnológicas podem funcionar. Na sequência, deve-se fazer uma
pesquisa para avaliar diferentes tecnologias que possam atender às
necessidades identificadas. É relevante considerar fatores como custo,
funcionalidades, escalabilidade, suporte e integração com outros sistemas. Essa
pesquisa pode e deve ser feita em diversos meios, incluindo on-line, e também
por meio de conversas com profissionais da área, leitura de artigos e avaliação
de soluções disponíveis no mercado. Depois, é preciso analisar as opções de
tecnologia disponíveis. Com base na pesquisa realizada, avaliam-se os prós e
contras de cada opção, para se tomar uma decisão informada. Se possível, é
recomendável testar a tecnologia antes de tomar uma decisão final. Isso pode
ajudar a determinar se a tecnologia atende às necessidades identificadas e se é
fácil de usar. Por fim, com base nas informações coletadas durante a pesquisa
e os testes, é possível escolher a tecnologia que melhor atenda às necessidades
3
e implementá-la de acordo com o plano definido. Na Figura 1, apresentamos
alguns fatores que podem auxiliar na avaliação de uma nova tecnologia.

Figura 1 – Elementos para avaliar uma tecnologia

Fonte: Moura, Avis e Fernandes, 2023.

Os elementos para se avaliar uma tecnologia, conforme a Figura 1,


consistem em:

• Custo: antes de escolher uma tecnologia, avalie os custos e a carga de


trabalho necessária para utilizá-la e considere que esse item não está
apenas relacionado aos custos monetários, mas também de tempo
despendido para se aprender a usar os recursos. Os benefícios
esperados precisam compensar esses custos. Como é difícil fazer uma
avaliação precisa de uma tecnologia não testada por conta própria,
pesquise on-line e tente encontrar o que outros usuários relatam da
ferramenta digital escolhida.
• Ameaça: novas respostas tecnológicas vêm com riscos. Resultados
imprevistos dessas respostas podem impactar a sociedade e arruinar um
negócio. O que parece uma inovação revolucionária pode acarretar riscos
de saúde, ambientais, legais e à privacidade. É por isso que é preciso

4
entender para onde uma determinada tecnologia está indo e onde ela está
agora.
• Capacidade: o que a tecnologia permite que você faça? Ela pode
desvendar recursos para fornecimento de novos ou melhoria de produtos
e serviços já existentes; ou seu potencial de benefícios pode, na verdade,
ser pequeno. Analise qual aspecto da tecnologia pode contribuir, para
além do atendimento de uma necessidade identificada.
• Usabilidade: a nova tecnologia pode ter um tremendo potencial
disruptivo, mas se ela não for fácil de usar, provavelmente ela não será
adotada em maior escala. Usabilidade é o quão eficaz e eficientemente
você vai usufruir ao utilizar uma dada tecnologia em termos de um produto
ou serviço.
• Interoperabilidade: a adoção de novas tecnologias deve oferecer algum
benefício. A nova tecnologia deve complementar outras tecnologias
existentes ou ser capaz de substituir tecnologias obsoletas, mantendo a
interoperabilidade com outras tecnologias existentes. O sucesso de
mercado de um dispositivo, por exemplo, é afetado pela forma como ele
complementa e se conecta com outros dispositivos já usados pelos
consumidores. Em sua vida útil, pode-se esperar que um produto seja
sincronizado com outros produtos que ainda não entraram no mercado.
Portanto, é inteligente fazer a aferição disso para ficar à frente dos
desenvolvimentos de tecnologia, tendências e inicializações. Entenda
sempre o nível de interoperabilidade entre as tecnologias existentes e as
tendências crescentes.
• Integração: analise a dificuldade de integrar uma nova tecnologia aos
sistemas que você já utiliza ou pretende utilizar. Quando a aspiração é
incorporar uma nova tecnologia, o ideal é que ela possa se integrar
perfeitamente aos sistemas e processos já existentes.
• Aplicação: investigue se o ecossistema da tecnologia escolhida está se
expandindo ou diminuindo. As empresas líderes oferecem um conjunto de
serviços que se interligam com aqueles oferecidos complementarmente
por outras empresas ou por elas próprias. Analise os projetos-pilotos
existentes ou a prova de conceitos, aproveitando a tecnologia. Peça aos
seus colegas para avaliar e classificar o escopo de aplicação das

5
tecnologias em sua plataforma, a fim de obter um consenso a respeito de
seu emprego ou não.
• Segurança e privacidade: embora o aumento da conectividade e o
acesso mais fácil a serviços digitais tenham beneficiado amplamente os
consumidores, esse desenvolvimento gera maiores riscos em termos de
preservação da segurança e da privacidade. Hacks e roubos de dados,
possibilitados por segurança fraca, custam às empresas milhões em
multas e pagamentos de resgate. Mesmo as melhores equipes internas
podem ter pontos cegos e falhas na segurança dos seus sistemas.

Em resumo, para identificar as necessidades e respostas tecnológicas


para atendê-las, é preciso primeiro identificar o problema ou objetivo a ser
contemplado, fazer uma pesquisa, analisar as opções de mercado, testar a
tecnologia e só depois implementá-la. Esse processo deve ser contínuo, para se
garantir que a tecnologia continue atendendo às necessidades presentes. É
importante lembrar que a identificação dessas necessidades e respostas
tecnológicas deve ser um processo iterativo e permanente, pois as necessidades
dos usuários e do negócio podem mudar com o tempo, assim como as respostas
possíveis a elas. Por isso, é recomendável que essa avaliação seja revisada
periodicamente.

TEMA 2 – RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS

A solução de problemas é uma abordagem sistemática na busca da


compreensão e solução de problemas, sendo frequentemente usada para
encontrar e corrigir problemas com as ferramentas tecnológicas, como
aplicativos (softwares), computadores e outros recursos eletrônicos. A primeira
etapa na maioria dos métodos de solução de problemas é coletar informações
sobre o problema, como comportamento indesejado ou falta de funcionalidade
esperada. Uma vez entendido o problema e como reproduzi-lo, a próxima etapa
é eliminar componentes desnecessários, para se determinar se o problema
persiste. Isso pode ajudar a identificar problemas de incompatibilidade de
componentes e problemas causados por produtos de terceiros.
As metodologias de solução de problemas geralmente tentam isolar um
problema, para que ele possa ser examinado. O objetivo inicial disso é
diagnosticá-lo, para se proceder a uma intervenção sobre o problema com as

6
respostas tecnológicas mais óbvias, como executar uma reinicialização do
sistema, desligar e ligar o recurso tecnológico e verificar se o cabo de
alimentação está conectado. Os solucionadores de problemas, assim, procuram,
primeiramente, causas conhecidas e comuns. Por exemplo, quando um
notebook não inicializa, um primeiro passo óbvio é verificar se ele tem bateria ou
se o seu cabo de alimentação está funcionando. Depois que os problemas
comuns são descartados, os solucionadores de problemas devem executar uma
lista de verificação de componentes para identificar onde a falha está
acontecendo. Os principais objetivos da solução de problemas são descobrir por
que algo não funciona conforme o esperado e fornecer uma solução para
resolver isso.
Os problemas de computador que os solucionadores de problemas
abordam podem aparecer em vários lugares. Exemplos de lugares onde os
solucionadores de problemas se encontram trabalhando incluem componentes
como hardware e software: sistemas operacionais, unidades centrais de
processamento (CPUs), firewalls, discos rígidos e servidores. Um método básico
de solução de problemas utilizando o sistema operacional Microsoft Windows é
pressionar conjuntamente as teclas Control, Alt e Delete, o que abre o
gerenciador de tarefas do sistema, onde os usuários podem determinar quais
aplicativos não respondem, fechá-los e reiniciarem o computador. Da mesma
forma, o comando Option-Command-Escape forçará o encerramento de
aplicativos, em um Mac.
Os profissionais de tecnologia da informação (TI) e suporte técnico usam
maneiras mais abrangentes de solucionar problemas. As metodologias de
solução de problemas variam, mas as sete etapas apresentadas no Quadro 1 a
seguir são frequentemente usadas.

Quadro 1 – Etapas para a solução de problemas

Etapa 1. Reúna A primeira etapa de solução de praticamente qualquer problema é coletar


informações informações sobre ele, sobre por que algo inesperado está acontecendo
ou se há um recurso ausente. Outras informações importantes incluem
sintomas relacionados e circunstâncias únicas que devem acontecer para
se reproduzir o problema. O objetivo disso é identificar o problema e
entender como reproduzi-lo, para se poder combatê-lo.

7
Etapa 2. Ao descreverem o problema de forma abrangente, os solucionadores de
Descrever o problemas saberão onde procurar a sua causa-raiz. Nisso, pode ajudar se
problema fazer as seguintes perguntas:
• Quais são os sintomas do problema?
• Quando o problema ocorre?
• Onde ocorre o problema?
• Quais são as condições quando o problema ocorre?
• O problema é reproduzível?
As respostas a essas perguntas explorarão quais componentes não fazem
parte do problema. Elas também ajudarão a identificar possíveis problemas
de compatibilidade entre componentes e produtos de terceiros que possam
causar problemas.
Se o problema persistir, um especialista pode verificar outras causas
comuns, consultar a documentação do produto e realizar pesquisas em um
banco de dados de suporte ou em um mecanismo de pesquisa.

Etapa 3. Às vezes, um problema pode ter muitas causas possíveis. Um método de


Determine a tentativa e erro é usado para eliminar várias opções. A melhor abordagem
causa mais é procurar primeiro a causa mais direta, mesmo ao se trabalhar com um
provável sistema complexo.
Um método de teste comum é a abordagem de solução de problemas
dividindo-os pela metade. Essa técnica isola a origem de um problema, por
meio de um processo de eliminação, e funciona melhor quando o sistema
envolvido possui várias partes em série. Os solucionadores de problemas
primeiro testam esse funcionamento na metade da linha de componentes.
Se o componente intermediário funcionar, eles saberão tudo que ocorreu
antes disso. Nesse ponto, eles passam para o meio da seção não testada
restante, no final da série. Se o teste dessa segunda seção funcionar, eles
vão para o ponto médio da seção restante.

Passo 4. Crie Depois que o problema é compreendido, os solucionadores de problemas


um plano de desenvolvem um plano para lidar com o problema. Eles testam suas
ação e teste hipóteses até identificarem uma solução. Quando todos os testes falharem,
uma solução volta-se para a Etapa 3 e começa-se de novo.

Etapa 5. Depois que os solucionadores de problemas identificam e entendem o


Implementar a problema, eles devem ajustar, reparar ou substituir o que está causando o
solução problema. Feito isso, eles devem testar a solução para ter certeza de que
o problema foi corrigido.
O objetivo disso é retornar o sistema ao que era antes de o problema
ocorrer. A solução de problemas bem-sucedida acontece quando o
problema não é mais reprodutível e a funcionalidade de um sistema é
devidamente restaurada. O sucesso do processo de solução de problemas
geralmente depende do rigor e da experiência dos técnicos.

Passo 6. Às vezes, a solução para um problema cria outro problema. Os


Analise os solucionadores de problemas devem monitorar o sistema para garantir que
resultados as alterações feitas não afetem adversamente outras partes dele ou outros
sistemas conectados a ele.

8
Passo 7. A etapa final é documentar todas as etapas realizadas. Isso garante que
Documente o outros solucionadores de problemas saibam o que fazer se o problema
processo ocorrer novamente. É fundamental documentar a solução e as correções
que não funcionaram para fornecer um registro abrangente do incidente. A
documentação também ajudará na criação de listas de verificação de
solução de problemas para identificar e corrigir rapidamente possíveis
problemas.

Fonte: Moura, Avis e Fernandes, 2023.

A solução de problemas é um processo iterativo de tentativa e erro que é


repetido até que o problema seja corrigido. A seguir, estão algumas etapas
adicionais a serem consideradas para uma solução de problemas eficaz:

● O manual técnico do fabricante do dispositivo é uma boa fonte de dicas


de solução de problemas.
● Guias de solução de problemas também podem estar disponíveis e ajudar
nesse processo.
● Outros especialistas no assunto podem ter ideias úteis.
● Uma pesquisa on-line geralmente pode identificar soluções para
problemas comuns.
● Em um mau funcionamento complexo, que parece afetar vários
componentes, pode ser necessário identificar a causa-raiz do problema
antes de se corrigir problemas individuais.
● Pode ser necessário trabalhar com um especialista da área, como parte
do processo de diagnóstico.

Para auxiliar na compreensão do processo de solução de problemas, na


Figura 2 apresentamos um diagrama de fluxo de atividades e tarefas de solução
de problemas.

9
Figura 2 – Diagrama de um fluxo de solução de problemas

Fonte: Elaborada por Moura, Avis e Fernandes, 2023, com base em Troubleshooting, 2022.

10
TEMA 3 – UTILIZAÇÃO CRIATIVA DAS TECNOLOGIAS DIGITAIS

As tecnologias digitais oferecem infinitas possibilidades para o


aprendizado, a criação, o compartilhamento do conhecimento e o trabalho
colaborativo, assim como para a promoção da inovação, seja em processos, seja
em métodos, produtos, serviços etc. Nesse sentido, cabe entendermos de forma
prática quais são essas possibilidades e como podemos fazer uso e nos
beneficiar de cada uma delas (Portugal INCoDe, 2022).
Como indivíduos, podemos utilizar a tecnologia ao termos uma dúvida ou
para acessarmos o conhecimento coletivo disponível em ambientes digitais
como fóruns virtuais, grupos de interesse, redes sociais digitais etc. Mas,
podemos, ainda, gerar produtos do nosso conhecimento e compartilhar nosso
aprendizado com a criação de um blog que contemple conteúdos de temas de
nosso domínio e que possam servir a uma determinada finalidade. Por exemplo,
podemos compartilhar com outros indivíduos algumas oportunidades de
intercâmbio. Um exemplo disso é o site Partiu Intercâmbio, que compartilha
vagas disponíveis em diversas modalidades.
Você pode criar um canal de YouTube e produzir conteúdos sobre viagens
e nele compartilhar roteiros e experiências turísticas, como no caso do canal
Rolê Família, que começou com o desejo de dois irmãos e seus pais de viajar o
mundo e compartilhar sua experiência e a beleza dos lugares visitados, por suas
lentes. Mas, não para por aí: eles também divulgam dicas de viagens,
audiovisuais, de criação de vídeos, de captação de imagens etc.
Agora, assim como esses dois exemplos, você já parou para pensar que
as tecnologias digitais podem lhe ajudar a materializar suas ideias e projetos? E,
se a desculpa para começar a usar os recursos tecnológicos de forma criativa,
inovadora e a seu favor forem os custos financeiros que isso pode gerar, não se
preocupe. Há muitos recursos que são gratuitos e podem ser ótimos aliados.
Trazemos aqui alguns exemplos (Ferramentas, 2022):

• Quer criar um site? Para isso, temos ferramentas como o Wordpress, o


Wix e o Blogger.
• Quer localizar imagens para utilizar em apresentações? Dispomos, para
tanto, de ferramentas como o Pixabay, o Unsplash e o Creative
Commons.
• Mas, se preferir editar fotos e animações, você pode utilizar o Pixlr.

11
• Quer transformar imagens ou vídeos em desenhos? Use para isso o
Cartoonize.
• Você pode, ainda, remover o fundo das imagens coletadas com o
Removebg.
• Quer localizar, utilizar ou criar graphics interchange formats (gifs)
animados? Você pode usar, para isso, o Giphy.
• Você pode, ainda, produzir efeitos sonoros em suas apresentações, já
que a BBC disponibiliza um acervo de efeitos sonoros.
• Por fim, se você quiser realizar transmissões on-line em plataformas como
Facebook, YouTube ou LinkedIn, com funcionalidades de um estúdio de
gravação, utilize para isso o StreamYard.

Esses exemplos e ferramentas podem, ainda, ser utilizadas para a


execução e desenvolvimento de certas atividades e projetos, nas organizações.
Nesse contexto, as tecnologias digitais podem ser integradas aos processos
organizacionais, como é o caso do planejamento, da organização e do
monitoramento de atividades; assim como às atividades rotineiras, como
elaborar relatórios, planilhas e apresentações. Seguem alguns exemplos de
ferramentas que podem auxiliar nas atividades organizacionais, conferindo-lhes
dinamismo e criatividade (Ferramentas, 2022):

• Crie apresentações e materiais gráficos com o Canva.


• Gere gráficos, de forma sofisticada, com templates e tabelas que podem
ser preenchidas com as informações a serem apresentadas, utilizando a
ferramenta Florish.
• Apresente uma quantidade de dados e informações empregando imagens
gráficas, com o uso de infográficos. Para criá-los, você pode contar com
o Infogram.
• Crie histórias e narrativas dispostas em um mapa dinâmico, com o auxílio
do StoryMap.
• Colete ideias, imagens, sugestões e crie uma linha do tempo ou mapas,
colaborativamente, utilizando um quadro virtual como o do Padlet.
• Por fim, torne reuniões e apresentações interativas, com a realização de
perguntas aos participantes, usando o Mentimeter.

As tecnologias digitais podem ser importantes aliadas da inovação e do


desenvolvimento de produtos e serviços que agregam valor social, cultural e

12
econômico (Vuorikari; Kluzer; Punie, 2022). Nesse sentido, destacamos algumas
ações desenvolvidas que se utilizam da tecnologia para a solução de problemas
e demandas sociais. Os projetos indicados a seguir começaram como pequenas
iniciativas e ocupam, atualmente, um destaque no cenário nacional e
internacional, reforçando a importância da potencialidade da tecnologia na
promoção da inovação social 1.

• Veever: empresa voltada para “[...] proporcionar uma melhor vivência


para pessoas cegas e de baixa visão nos ambientes urbanos [...] [por meio
de] “[...] quatro elementos tecnológicos: smartphones, beacons,
computação em nuvem e inteligência artificial” (Veever, [20--]). Os
componentes chamados de beacons funcionam como dispositivos que se
conectam aos aparelhos de smartphones, por bluetooth. Os códigos
emitidos pelos beacons convertem-se em informações que logo são
recebidas nos smartphones de seus usuários.
• Robô Laura: considerado o primeiro robô cognitivo gerenciador de riscos
do mundo, foi desenvolvido para identificar padrões e riscos à saúde de
pacientes, baseando-se para isso na análise de seus dados médicos,
alertando profissionais médicos, em tempo real (História, [20--]).
• Catarse: primeira plataforma de financiamento coletivo (crowdfunding)
criada, busca fomentar a captação de recursos e o financiamento
alternativo de projetos de naturezas diversas (saúde, educação, esportes,
artes, jornalismo, literatura, arquitetura e urbanismo, entre outras). A
plataforma já captou um total de mais R$ 220 milhões e ajudou para que
fossem financiados mais de 19 mil projetos (Sala, 2023).
• Além dessas iniciativas, destacamos o trabalho da Social Good Brasil,
que desenvolve produtos e serviços que visam tornar os cidadãos fluentes
em dados, produzindo com isso um impacto social positivo. Para tanto, a
organização promove eventos, treinamentos e produz materiais e
conteúdos. Inclusive, ela desenvolveu uma ferramenta que permite que
os indivíduos avaliem sua capacidade para analisar, interpretar, tomar

1Segundo a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (Oecd): “A inovação


social refere-se ao desenho e implementação de novas soluções que impliquem mudança
conceitual, de processo, de produto ou organizacional, que visem, em última instância, melhorar
o bem-estar de indivíduos e comunidades” (Social, [202-], tradução nossa).
13
decisões e utilizar os dados e as tecnologias como propulsores de ações
de impacto social positivo (Faça, [202-]).

Essa é apenas uma pequena parcela de exemplos que podem nos


inspirar para utilizar as tecnologias digitais, seja para o desenvolvimento de
projetos pessoais e profissionais; seja para promover processos inovadores, que
impactem positivamente a sociedade.

TEMA 4 – FERRAMENTAS DE PRODUTIVIDADE

Vimos que as tecnologias digitais podem lhe ajudar a materializar ideias


e projetos, dar um dinamismo e criatividade para execução de atividades
rotineiras e ser aliadas para promover e agregar impacto social. Da mesma
forma, as ferramentas tecnológicas podem se tornar instrumentos que auxiliam
em nossa performance e produtividade.
A produtividade pode ser definida como “[...] a capacidade de realizar o
máximo de trabalho possível com o mínimo de recursos necessários” (Tudo,
2016). Nesse sentido, existe uma relação da produtividade com (Tudo, 2016):

a. o planejamento das tarefas;


b. a definição das prioridades;
c. a gestão do tempo;
d. o controle da energia despendida em cada tarefa;
e. o monitoramento das demandas;
f. a seleção de ferramentas facilitadoras do processo de execução de
nossas atividades pessoais e profissionais.

Muitas das ferramentas que apresentamos ao longo do nosso estudo


cumprem esse papel de facilitadoras de nossas atividades. Podemos citar, entre
elas, os motores de busca (como o Google); as ferramentas de pesquisa
(bibliotecas virtuais, Google Acadêmico, Portal de Periódicos da Coordenação
de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – Capes, SciELO, Spell etc.),
que otimizam a coleta de informações; as ferramentas colaborativas, que
permitem a interação e a comunicação entre os indivíduos (Zoom, Google Meet,
Microsoft Teams), a centralização de diálogos e do fluxo de trabalho (Slack), o
armazenamento e o compartilhamento de arquivos (Dropbox, Google Drive, One
Drive); além das ferramentas que permitem a organização do trabalho (Trello), a

14
gestão de agenda (Google Calendar), a organização de anotações e registros
(Evernote) ou o gerenciamento de ideias e insights (Miro).
Todas essas ferramentas podem contribuir com nossa performance
profissional, mas a seleção de uma ou mais ferramentas deve sempre partir do
conhecimento e testagem de seus recursos, finalidades, funcionalidades e da
análise das possibilidades de integração de serviços em uma mesma
ferramenta. O ideal não é sair utilizando várias ferramentas, mas selecionar a
que melhor se adequa a sua forma de trabalhar, às interações e comunicações
de que você vai precisar e, com base nisso, você criar seu diretório pessoal de
ferramentas digitais. Para entendermos melhor como isso se dá, vamos usar
como exemplo a ferramenta Trello, que contempla funcionalidades que auxiliam
no planejamento e organização de tarefas, com definição de prazos, prioridades,
acompanhamento de demandas e facilidades para execução das tarefas.
O Trello é uma ferramenta de gestão de projetos (Figura 3), na qual é
possível se inserir diversos projetos, cada um com uma finalidade e suas
respectivas demandas, servindo isso para a organização de demandas de
pessoas, profissionais, de trabalhos para clientes etc. Cada projeto e suas
demandas é inserido em um espaço chamado de quadro (1). Os quadros podem
ser compartilhados com membros selecionados pelo administrador (2), com
acesso definido como para o público em geral ou como privado, para um grupo
selecionado (3). Cada quadro inclui a distribuição de atividades, dispostas em
cards (4) que podem ser organizados em blocos ou listas e de acordo com certas
etapas ou fases definidas (5) (Trello, [S.d.]).

15
Figura 3 – Exemplo de organização de tarefas em um quadro, no aplicativo Trello

Fonte: Elaborada por Moura, Avis e Fernandes, 2023, com base em Trello, [S.d.].

Cada card (Figura 4) agrega ações que auxiliam na gestão das atividades.
É possível indicar um ou mais membros responsáveis pela atividade (1), detalhar
as etapas da tarefa em forma de checklists (2), incluir prazos de início e fim da
atividade e definir lembretes (3) e adicionar arquivos anexos, armazenados no
computador ou em um dos serviços de armazenamento em nuvem, como Google
Drive, Dropbox e Onedrive (4) (Trello, [S.d.]).

16
Figura 4 – Exemplo de funcionalidades dos cards, no aplicativo Trello

Fonte: Elaborada por Moura, Avis e Fernandes, 2023, com base em Trello, [S.d.].

A ferramenta Trello permite a integração de outros aplicativos que possam


facilitar a operacionalização das tarefas, inclusive de ferramentas que já vimos
em nosso estudo. Alguns exemplos dessas integrações são: as ferramentas de
armazenamento e compartilhamento de arquivos (Google Drive, One Drive), de
comunicação e interação entre os indivíduos (Microsoft Teams), de anotações e
registros (Evernote), de gerenciamento de ideias e insights (Miro), de
centralização de diálogos e fluxos de trabalho (Slack), de gestão de agenda
(Google Calendar) ou, ainda, de localização de gifs (Trello, [S.d.]), conforme
mostra a Figura 5.

17
Figura 5 – Exemplo de aplicativos que podem ser integrados ao aplicativo Trello

Fonte: Elaborada por Moura, Avis e Fernandes, 2023, com base em Trello, [S.d.].

Uma vez que a integração dos aplicativos seja feita, esses podem ser
acessados diretamente pelo Trello. Um exemplo é a integração com o aplicativo
Miro, que, após vinculado ao Trello, permite que os materiais criados no Miro
(quadros, mapas mentais, entre outros) sejam visualizados e editados
diretamente dentro dos cards, no Trello (Figura 6) (Trello, [S.d.]).

Figura 6 – Exemplo de integração do Miro com o Trello

Fonte: Elaborada por Moura, Avis e Fernandes, 2023, com base em Trello, [S.d.].

18
Por fim, outra funcionalidade do Trello é a sua extensão e vinculação à
conta de e-mail do Gmail (Figura 7). Para isso, é necessário instalá-lo com um
complemento, no Gmail (1). Após a instalação, o ícone será inserido na barra
lateral (2). Ao receber um e-mail e visualizá-lo, será possível selecionar o ícone
do Trello (que abrirá na lateral do e-mail) e tornar esse e-mail um card de
atividade (3), num determinado quadro (4) e numa dada lista de interesses (5).

Figura 7 – Extensão do Trello vinculada à conta de e-mail do Gmail

Fonte: Elaborada por Moura, Avis e Fernandes, 2023, com base em Trello, [S.d.].

O exemplo apresentado é apenas uma das muitas ferramentas que


podem ser utilizadas para planejamento, organização, gestão de tarefas, prazos
etc. Consequentemente, podemos apontá-la como um instrumento que auxilia
na otimização de recursos e na potencialização das formas do cumprimento de
atividades. Com base nisso, reforçamos que devemos sempre refletir a respeito
de qual ou quais ferramentas se alinham com nossa dinâmica pessoal e
profissional. Da mesma forma, precisamos conhecer ao máximo suas
funcionalidades e observar como podemos usufruir ao máximo desses recursos
para otimizar nosso tempo para execução das nossas tarefas.

TEMA 5 – TENDÊNCIAS DE TECNOLOGIAS DIGITAIS

A sociedade e as pessoas, de modo geral, acompanharam diversas


mudanças proporcionadas pela tecnologia e ela segue potencializando, de forma

19
rápida e constante, muitas transformações. Segundo Chui, Roberts e Yee (2022,
tradução nossa), “os avanços tecnológicos dão às empresas, governos e
instituições do setor social mais possibilidades de aumentar sua produtividade,
inventar e reinventar ofertas e contribuir para o bem-estar da humanidade”.
Desse modo, a competitividade e a sobrevivência das organizações estão
atreladas a acompanhar o movimento e o dinamismo das mudanças,
incorporando-as aos seus processos, fluxos de trabalho, relacionamento com
funcionários e clientes, entre outros aspectos organizacionais (Chui; Roberts;
Yee, 2022).
Uma forma de acompanhar as transformações tecnológicas se dá por
meio do monitoramento do desenvolvimento de novas tecnologias,
permitindo que as empresas possam se preparar para isso “[...] compreendendo
os fatores que afetam a inovação e sua utilização” (Chui; Roberts; Yee, 2022,
tradução nossa). Esse monitoramento pode ocorrer de diversas formas, e uma
delas é mediante a observação das tendências. De acordo com Rasquilha (2021,
p. 13, grifo do original), “uma tendência é definida como uma mudança e
alteração com capacidade de influenciar as dinâmicas dos negócios e o
comportamento dos consumidores”. Nesse contexto, temos as megatendências,
as macrotendências e as microtendências.
As megatendências têm um impacto sobre a sociedade de maneira geral
e em uma esfera global, perdurando por um longo período (ex.: a abordagem da
temática do aquecimento global). Enquanto as macrotendências têm um
impacto, sobre a sociedade, por um período definido entre 5 a 10 anos (ex.:
redes sociais digitais). Por sua vez, as microtendências são tendências mais
recentes ou emergentes, tendo um impacto maior sobre os indivíduos (como a
utilização de plataformas sociais e jogos na educação) (McGregor, 2020). Com
base nesse entendimento, indicamos, a seguir, algumas tendências tecnológicas
apontadas por especialistas na área principalmente por já serem uma realidade
e que continuam a se desenvolver, promovendo impacto nos negócios, na vida
dos indivíduos e na sociedade em geral, nos próximos anos:

• Inteligência artificial: é considerada uma “[...] tecnologia que possibilita


que os sistemas aprendam com experiências, se ajustem a novos dados
e executem tarefas de forma similar a seres humanos” (Glossário, 2022).
Para que isso aconteça, os sistemas podem ser preparados e
programados para realizar a análise de um grande conjunto de dados,

20
observar seus padrões e, com base nisso, realizar ações e tarefas
específicas (Glossário, 2022). A inteligência artificial atende a diversas
finalidades, sendo utilizada de diferentes formas e em áreas distintas.
Segundo Chui, Roberts e Yee (2022, p. 6, tradução nossa) e considerando
a Figura 8, a inteligência artificial “[...] envolve máquinas que exibem
inteligência [(1)], abrangendo vários campos interconectados da
tecnologia [(2)]”. A Figura 8 mostra as tecnologias mais importantes, em
termos de inteligência artificial.

Figura 8 – Quais são as tecnologias mais notáveis?

Fonte: Elaborada por Moura, Avis e Fernandes, 2023, com base em Chui; Roberts; Yee, 2022,
p. 23.

• Tecnologia de realidade imersiva: engloba quatro componentes – a


computação espacial, a realidade mista, a realidade aumentada e a
realidade virtual (Chui; Roberts; Yee, 2022). Podemos observar cada um
desses elementos na Figura 9.

21
Figura 9 – Componentes da realidade imersiva

Fonte: Elaborada por Moura, Avis e Fernandes, 2023, com base em Chui; Roberts; Yee, 2022,
p. 44.

Conforme Chui, Roberts e Yee (2022), a tecnologia de realidade imersiva


pode ser utilizada em situações como de:

a. aprendizagem e avaliação, como na simulação de procedimentos


cirúrgicos de alto risco;
b. desenvolvimento de produtos, com a criação de gêmeos digitais, a
prototipagem e as simulações-testes;
c. realização de eventos ao vivo, como reuniões, shows, conferências,
compras virtuais com experimentação de produtos, entre outros.

• Digital twins (gêmeos digitais): segundo Marr (2022, tradução nossa),


tratam-se de “[...] simulações virtuais de processos, operações ou
produtos do mundo real que podem ser usadas para testar novas ideias
em um ambiente digital seguro”. Essa tecnologia permite que objetos
sejam transpostos e reconstituídos em um ambiente virtual, sendo assim
submetidos a testagens diversas e sem gerar altos custos, como ocorreria
com ajustes e variadas testagens físicas (Marr, 2022).
• Metaverso: é considerado como um mundo virtual que busca simular o
mundo real. Esse ambiente, projetado em terceira dimensão (3D), busca
promover a interação entre os indivíduos, assim como permite que
atividades que ocorrem no mundo físico sejam transpostas para essa

22
realidade virtual (eventos, reuniões, relacionamento com clientes etc.). As
organizações têm explorado as oportunidades do metaverso, e um
exemplo disso é a empresa Siemens, que estabeleceu parceria com a
Nvidia para a criação de um metaverso industrial em que seus clientes
poderão interagir e contribuir com soluções inovadoras (Gartner, 2022). A
Figura 10 apresenta algumas oportunidades do metaverso.

Figura 10 – Oportunidades em um metaverso (agora e no futuro)

Fonte: Elaborada por Moura, Avis e Fernandes, 2023, com base em Gartner, 2022, p. 26.

• Tecnologia sustentável

A tecnologia sustentável é um quadro de soluções que aumenta a


eficiência energética e material dos serviços de TI; possibilita a
sustentabilidade empresarial por meio de tecnologias como
rastreabilidade, análise, energia renovável e outras; e ajuda os clientes
a se tornarem mais sustentáveis por meio de aplicativos, software,
mercados e muito mais. (Gartner, 2022, p. 28, tradução nossa)

Essa prática busca contribuir positivamente para as questões de natureza


ambiental, social e de governança corporativa. A Figura 11 apresenta uma
estrutura de tecnologia sustentável de alto nível.

23
Figura 11 – Arquitetura de alto nível, de tecnologia sustentável

Fonte: Elaborada por Moura, Avis e Fernandes, 2023, com base em Gartner, 2022, p. 29.

• Tecnologias quânticas: podemos citar três dessas tecnologias: a


computação quântica, a comunicação quântica e o sensoriamento
quântico (Chui; Roberts; Yee, 2022), conforme mostra o Quadro 2.

Quadro 2 – Tecnologias quânticas

Tecnologia quântica Descrição

Computação quântica Utiliza propriedades quânticas de partículas para processar


informações a uma taxa muito mais alta do que um computador
clássico. Para alguns problemas computacionais, a tecnologia
quântica pode tornar a computação exponencialmente mais
rápida do que com computadores clássicos.

Comunicação quântica É a transferência de informações quânticas codificadas entre


locais distantes, com base em uma rede de fibra óptica ou
satélites. Uma característica central da comunicação quântica é a
conexão segura, por meio de criptografia quântica.

Sensoriamento quântico Fornece medições de várias quantidades físicas com uma


sensibilidade que é de uma ordem de grandeza maior do que os
sensores clássicos podem alcançar. As aplicações incluem radar,
microscopia e magnetômetros.

Fonte: Elaborado por Moura, Avis e Fernandes, 2023, com base em Chui; Roberts; Yee, 2022,
p. 80.

24
Segundo Marr (2022, tradução nossa), a computação quântica “[...] é um
salto tecnológico que deve nos trazer computadores capazes de operar um
trilhão de vezes mais rápido do que os processadores tradicionais mais rápidos
disponíveis hoje”.

• Arquiteturas de confiança e identidade digital: “Prevê-se que os


hackers, scammers, deep fakes, malware, ataques de phishing e outros
tipos de ação criminosa no meio digital serão responsáveis por prejuízos
de mais de US$ 10 trilhões em 2025” (Inova, 2022, p. 28). Nesse sentido,
as arquiteturas de confiança e identidade digital habilitam as organizações
a estabelecerem uma estrutura sólida de proteção de dados, partindo do
pressuposto de confiança zero, que faz com que todos os usuários
internos e externos a uma organização sejam identificados em todos os
seus acessos. Por sua vez, a identidade digital são “[...] mecanismos para
fornecer informações completas que caracterizam e distinguem uma
entidade individual (por exemplo, sistema, pessoa, organização) no
espaço digital” (Chui; Roberts; Yee, 2022, p. 93, tradução nossa). A Figura
12 apresenta a diferenciação entre uma arquitetura de acesso tradicional
e uma arquitetura de confiança zero.

Figura 12 – Arquitetura tradicional e arquitetura de confiança zero

Fonte: Elaborada por Moura, Avis e Fernandes, 2023, com base em Chui; Roberts; Yee, 2022,
p. 93.

25
Além das estruturas estabelecidas, há uma tendência de as organizações
estabelecerem programas e treinamentos, destinados a seus colaboradores,
sobre a temática da cibersegurança (Inova, 2022).

• Superaplicativos: são plataformas e ambientes criados para que seus


usuários tenham acesso a vários recursos e a miniaplicativos
independentes, em um único espaço. Essa ação torna a experiência do
usuário personalizada, uma vez que ele pode selecionar os aplicativos de
seu interesse (Gartner, 2022). Segundo a Gartner (2022, p. 21, tradução
nossa), “[...] até 2027, mais de 50% da população global serão usuários
ativos diários de vários superaplicativos”.

Cabe ressaltar que essas são apenas uma parcela das tendências que
impactarão a vida dos indivíduos, a realidade das organizações e a sociedade
de forma geral, nos próximos anos. Caso tenha interesse em conhecer as
demais tendências, indicamos a leitura do relatório completo Inova Day: Trend
Topics 20-30, disponível no link: <https://www.inovaconsulting.com.br/wp-
content/uploads/2022/10/Inova-Day-22-Trend-Topics-20-30_compressed.pdf>.
Acesso em: 25 abr. 2023.

TROCANDO IDEIAS

Nesta etapa, conversamos sobre a identificação de problemas técnicos


ao se operar dispositivos e como utilizar ambientes digitais para resolvê-los.
Temos certeza de que você já ouviu uma história sobre alguém ligando para um
suporte técnico pois sua internet não estava funcionando e que, no decorrer da
ligação, descobriu-se que a internet não estava funcionando pois não tinha
energia elétrica! Brincadeiras à parte, vamos combinar que, utilizando as
ferramentas digitais em nosso cotidiano, sempre acontece alguma coisa. Nesse
sentido, lhe convidamos a compartilhar alguma situação por você vivenciada,
como um problema de software ou hardware. Descreva-o e relate como ele foi
resolvido. Compartilhe sua experiência com seus colegas, no fórum da disciplina.

NA PRÁTICA

Como chegamos até aqui, você já conhece várias ferramentas de


produtividade e como elas podem ser úteis. Com tantas distrações que temos
em nosso dia a dia, perder o foco pode ser algo comum. Nesse sentido, se
26
organizar é fundamental para se conseguir atingir os objetivos almejados, sejam
eles pessoais, sejam profissionais.
Com base nisso, sugerimos que você escolha uma ferramenta para
organizar seus estudos (pode ser o Google Agenda/Calendar; o Evernote; o
Trello; o Miro ou outra que você já utilize). Em seguida, acesse o nosso Ambiente
Virtual de Aprendizagem (AVA), entre no calendário acadêmico e organize sua
rotina de estudos de acordo com as datas de atividades e provas. Para terminar,
descreva quais atividades pretende realizar e o prazo estipulado para sua
finalização.
O objetivo dessa prática é você organizar a sua rotina de estudos,
priorizando as tarefas importantes, para que compreenda quanto tempo é
necessário para concluir suas atividades. Bons estudos!

FINALIZANDO

Desenvolver habilidades digitais é fundamental nos dias de hoje, pois a


tecnologia está cada vez mais presente em nossas vidas. Existem várias
maneiras de desenvolver suas habilidades digitais, como praticá-las
regularmente, participar de cursos e workshops, utilizar as redes sociais,
experimentar novas ferramentas e aplicativos e envolver-se em projetos digitais.
Praticar regularmente suas habilidades digitais é importante para aprimorá-las.
Dedique um tempo, todos os dias, para aprender algo novo ou praticar algo que
já sabe. Experimente novas ferramentas e aplicativos para expandir suas
habilidades e esteja sempre atualizado(a) com as novidades do mercado.
Envolva-se em projetos digitais ou crie o seu próprio para aplicar suas
habilidades digitais em um contexto prático – essa pode ser uma maneira
divertida e gratificante de desenvolvê-las melhor. Lembre-se de que desenvolver
competências digitais é um processo contínuo e que leva tempo e prática para
se dominá-las.

27
REFERÊNCIAS

CHUI, M.; ROBERTS, R.; YEE, L. McKinsey Technology Trends Outlook 2022.
McKinsey Digital, 24 ago. 2022. Disponível em:
<https://www.mckinsey.com/capabilities/mckinsey-digital/our-insights/the-top-
trends-in-tech>. Acesso em: 19 abr. 2023.

FAÇA o teste e descubra o seu nível de fluência em dados. Social Good Brasil,
[202-]. Disponível em: <https://socialgoodbrasil.org.br/autoavaliacao/>. Acesso
em: 19 abr. 2023.

FERRAMENTAS de comunicação digital. Nau: Sempre a Aprender, 2022.


Disponível em: <https://www.nau.edu.pt/pt/curso/ferramentas-de-comunicacao-
digital/>. Acesso em: 19 abr. 2023.

GARTNER. Top Strategic Technology Trends 2023. [S.l.], 2022.

GLOSSÁRIO. Portugal Digital, 21 jun. 2022. Disponível em:


<https://portugaldigital.gov.pt/glossario/>. Acesso em: 19 abr. 2023.

HISTÓRIA. Instituto Laura Fressato, Curitiba, [20--]. Disponível em:


<https://institutolaura.org/instituto/>. Acesso em: 19 abr. 2023.

HORN, S. van. Forty-four percent of parents struggle to follow tech rules they set
for their kids. Kaspersky, 2 nov. 2021. Disponível em:
<https://usa.kaspersky.com/about/press-releases/2021_forty-four-percent-of-
parents-struggle-to-follow-tech-rules-they-set-for-their-kids>. Acesso em: 20 abr.
2023.

INOVA Day: Trend Topics 20-30. São Paulo: Inova Consulting, 2022. Disponível
em: <https://www.inovaconsulting.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Inova-
Day-22-Trend-Topics-20-30_compressed.pdf>. Acesso em: 19 abr. 2023.

KOTLER, P.; KELLER, K. L. Administração de marketing. Tradução de Sônia


Midori Yamamoto. 14. ed. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2012.

MARR, B. The Top 10 Tech Trends In 2023 Everyone Must Be Ready For.
Forbes, 21 nov. 2022. Disponível em:
<https://www.forbes.com/sites/bernardmarr/2022/11/21/the-top-10-tech-trends-
in-2023-everyone-must-be-ready-for/?sh=403d996a7df0>. Acesso em: 19 abr.
2023.

28
McGREGOR, A. Vision and strategy toolkit. Jisc, 3 nov. 2020. Disponível em:
<https://www.jisc.ac.uk/full-guide/vision-and-strategy-toolkit>. Acesso em: 19
abr. 2023.

PORTUGAL INCoDe.2030. Estudo para empregabilidade não TIC no futuro:


documento 3.1 – quadro de referência de competências digitais. Lisboa, dez.
2022. Disponível em: <https://www.incode2030.gov.pt/wp-
content/uploads/2022/12/Doc-3-1-Quadro-de-Referencia-e-Competencias.pdf>.
Acesso em: 19 abr. 2023.

RASQUILHA, L. (Coord.) What’s next 2021: tendências e impactos da mudança


São Paulo: Inova Consulting, 2021. Disponível em:
<https://www.inovaconsulting.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Whats-Next-
Report-2021-Dir-2030.pdf>. Acesso em: 19 abr. 2023.

SALA de Imprensa. Catarse, 2023. Disponível em:


<https://crowdfunding.catarse.me/imprensa>. Acesso em: 19 abr. 2023.

SOCIAL innovation. Oecd, [202-]. Disponível em:


<https://www.oecd.org/regional/leed/social-innovation.htm>. Acesso em 19 abr.
2023.

TRELLO brings all your tasks, teammates, and tools together. Atlassian Trello,
[S.d.]. Disponível em: <https://trello.com/home>. Acesso em: 19 abr. 2023.

TROUBLESHOOTING process overview. IBM, 22 mar. 2022. Disponível em:


<https://www.ibm.com/docs/en/wdfrhcw/1.4.0?topic=support-troubleshooting-
process-overview>. Acesso em: 19 abr. 2023.

TUDO sobre produtividade e como ser mais produtivo no trabalho. Rock


Content, 14 ago. 2016. Disponível em:
<https://rockcontent.com/br/blog/produtividade/>. Acesso em: 19 abr. 2023.

VÁZQUEZ, P. Y. et al. Feeding systems with foliage of Morus alba and sugar
cane stalks for fattening rabbits: Technical note. Revista Electronica de
Veterinaria, v. 17, n. 12, p. 1-7, 2016.

VEEVER. [S.l.], [202-]. Disponível em: <https://veever.global/>. Acesso em: 19


abr. 2023.

VUORIKARI, R.; KLUZER, S.; PUNIE, Y. Digicomp 2.2: The Digital Competence
Framework for Citizens. Luxemburgo: Office of the European Union, 2022.

29

Você também pode gostar