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Arcadismo no Brasil: História e Autores

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ARCADISMO (NEOCLASSICISMO) - 1768

Ninfa adormecida guardada por um pastor, de Angelika Kauffmann, ilustrando o bucolismo


árcade.

Contexto histórico
O Arcadismo no Brasil foi iniciado em 1768, com a publicação do livro
de poemas Obras Poéticas, de Cláudio Manuel da Costa. Com a descoberta
das minas, o eixo econômico se deslocou da Bahia para Minas Gerais e o
movimento ganhou corpo na cidade de Vila Rica, atual Ouro Preto. As ideias
dialogam com as do Iluminismo, corrente intelectual que procurava entender o
mundo e os fenômenos da naturais por meio da razão e não da fé.

Muitos escritores participaram do movimento separatista


denominado Inconfidência Mineira, cujo objetivo era desvincular Minas
Gerais da Coroa portuguesa, que queria se apropriar da maior parte dos
impostos. Tiradentes foi o único a ser condenado à morte, que, embora não
fosse escritor, convivia com eles e defendia os mesmos pontos de vista. Com
a delação de Joaquim Silvério dos Reis, Tomás Antônio Gonzaga
foi exilado em Moçambique, e Cláudio Manuel da Costa foi preso; foi
divulgado que ele se suicidou na prisão, mas há indícios que ele, na verdade,
tenha sido assassinado por não querer delatar os outros companheiros.

CARACTERÍSTICAS

As obras arcadistas podem ser divididas em líricas, satíricas e épicas.


As obras líricas expressavam os sentimentos com especial focalização no
eu poético. Nessa vertente, se destacam Tomás Antônio Gonzaga e Cláudio
Manuel da Costa, que construíram seus poemas sob a influência de
alguns preceitos latinos:

- Carpe Diem: aproveitar o presente sem se preocupar com o futuro.

- Fugere Urbem: a fuga da cidade.

- Locus Amoenus: o ambiente bucólico é o ideal para o homem.

- Aurea Mediocritas: o homem simples é o que consegue alcançar a


felicidade, não devendo, por isso, almejar riquezas.

- Inutilia Truncat: evitar o rebuscamento formal da estética barroca.

Lira I
Eu, Marília, não sou algum vaqueiro,
Que viva de guardar alheio gado;
De tosco trato, d’ expressões grosseiro,
Dos frios gelos, e dos sóis queimado.
Tenho próprio casal, e nele assisto;
Dá-me vinho, legume, fruta, azeite;
E mais as finas lãs, de que me visto.
Graças, Marília bela,
Graças à minha Estrela!
Das brancas ovelhinhas tiro o leite,

(GONZAGA, Thomas Antônio)

A vertente satírica pode ser ilustrada pela obra As Cartas Chilenas, escrita
por Tomás Antônio Gonzaga, embora tenha sido publicada, na época, com
um pseudônimo. Os textos apresentam críticas ao governador de Minas
Gerais, Luís da Cunha Meneses. O remetente tem o nome de Critilo e o
destinatário é seu amigo Doroteu (ambos pseudônimos criados pelo autor); o
governador, por sua vez, recebe a alcunha de Fanfarrão Minésio.

Já as obras épicas - O Uraguai, de Basílio da Gama, e Caramuru, de Santa


Rica Durão (esse último foi adaptado para o cinema em 2001).
AUTORES E OBRAS

(1) Tomás Antônio Gonzaga, (2) Cláudio Manuel da Costa, (3) Basílio da Gama, (4) Santa Rita
Durão e (5) Manuel Inácio da Silva Alvarenga. Imagens em domínio público.

Os mais destacados escritores do Arcadismo brasileiro e suas obras são:

 Tomás Antônio Gonzaga


- Marília de Dirceu (1792);
- Cartas Chilenas (1863).
 Cláudio Manuel da Costa
- Culto Métrico (1749);
- Munúsculo Métrico (1751);
- Epicédio (1753);
- Obras Poéticas de Glauceste Satúrnio (sonetos, epicédios, romances,
éclogas, epístolas, liras) (1768);
- O Parnaso Obsequioso e Obras Poéticas (1768);
- Vila Rica (1773);
- Poesias Manuscritas (1779).
 Basílio da Gama
- Epitalâmio às núpcias da Sra. D. Maria Amália (1769);
- O Uraguai (1769);
- A declamação trágica (1772);
- Os Campos Elísios (1776);
- Relação abreviada da República e Lenitivo da saudade (1788);
- Quitúbia (1791).
 Santa Rita Durão
- Pro anmia studiorum instauratione oratio (1778);
- Caramuru (1781).

BIBLIOGRAFIA
FERRARI, Leonardo. Arcadismo no Brasil. Todo Estudo. Disponível em:
https://www.todoestudo.com.br/literatura/arcadismo-no-brasil. Acesso em: 18
de November de 2024.
MOISÉS, Massaud. Literatura brasileira através dos textos. São Paulo:
Cultrix. Acesso em: 16 out. 2024, 1994

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