TRABALHO
DE
GEOGRAFIA
Antártica: Aspectos Físicos e Impactos
Ambientais
ANTÁRTICA
Características Físicas:
Diferentemente do Ártico, que não é um continente,
pois é formado apenas por banquisa ( Camada
superficial sólida formada pelo congelamento do
oceano. ), a Antártica tem base rochosa, como os
demais continentes do planeta, parte dela de origem
vulcânica. É recoberta por uma camada de gelo com
espessura média de 2 quilômetros e pode chegar a até
5 quilômetros em algumas áreas. Seu relevo é
composto de cadeias montanhosas elevadas, onde se
destaca o monte Vinson. Seu subsolo, que pode conter
minérios e combustíveis fósseis, ainda é pouco
conhecido.
O continente possui área de aproximadamente 14
milhões de Km², um pouco maior do que a Europa e
cerca de uma vez e meia o tamanho do Brasil.
Entretanto, no inverno, seu tamanho pode dobrar com a
expansão da banquisa, por causa do congelamento das
águas do oceano glacial Antártico. O clima do
continente é classificado como polar.
O frio polar também é responsável pela formação de
geleiras, plataformas de gelo constituídas por água
doce, que, quando se desprendem e se deslocam sobre
o oceano, recebem o nome de iceberg. Estima-se que
70% da água doce do planeta esteja concentrada nas
geleiras.
O ambiente de clima polar da Antártica apresenta
características que limitam o desenvolvimento de
vegetação. Por isso, nesse continente há basicamente
musgos e liquens, que crescem durante o curto verão,
nos locais onde o solo fica exposto quando ocorre o
derretimento do gelo.
Nas águas do oceano glacial Antártico há diversas
espécies de peixes e de outros animais, como focas,
baleias e elefantes-marinhos. Nas águas geladas do
oceano também se desenvolve, pequenos crustáceos
parecidos com o camarão, chamados krill, alimento da
maioria dos animais marinhos, e por isso muito
importante para os ecossistemas antárticos. No
continente, há também espécies de aves, entre elas
pinguins, aves não voadoras.
Impactos Ambientais:
A camada de ozônio:
O ozônio é um gás que não é distribuído igualmente
pela atmosfera. 10% dele se concentra próximo da
superfície terrestre e 90% na estratosfera, entre 10 a 50
quilômetros de altitude, formando uma camada. Essa
camada com concentração de ozônio funcuona como
um filtro dos raios ultravioleta ( UV ) emitidos pelo Sol.
Ela é naturalmente mais espessa nas áreas próximas ao
equador do que nos polos.
Estudos que utilizaram como base imagens de
satélite apontaram que, desde a década de 1980, a
concentração de ozônio na atmosfera vinha diminuindo,
principalmente sobre a Antártica. Esses estudos
descobriram que esse “ buraco “ na camada de ozônio
se formou por causa da utilização de gases
clorofluorcarbonos em diversos produtos. Esses
compostos são responsáveis pela destruição das
moléculas de ozônio. A baixa concentração de ozônio é
maior sobre o continente gelado por causa da menor
intensidade dos raios solares que atingem os polos, o
que dificulta a formação desse gás. Como ele absorve
parte dos raios ultravioletas vindos do Sol, sua
destruição causa uma série de impactos na saúde
humana, aumentando a incidência de câncer de pele,
além de causar desequilíbrios na reprodução de animais
e plantas.
Protocolo de Montreal:
Em 1987 foi criado o Protocolo de Montreal, cujo
objetivo era o gradativo banimento da utilização de
CFCs pelas indústrias. Firmado no Canadá, é
considerado o tratado internacional mais bem-sucedido:
desde então, 197 países assinaram o documento. Em
2017, na celebração dos 30 anos do lançamento desse
acordo, o Programa das Nações Unidas para o
Desenvolvimento ( Pnud ) afirmou que os países
signatários já eliminaram 98% das substâncias nocivas
à camada de ozônio, evitando mais de 2 milhões de
casos de câncer de pele.
Segundo previsão do Programa das Nações Unidas
para o Meio Ambiente ( Pnuma ), até meados deste
século a camada de ozônio deverá se recompor
completamente.