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Operações Ofensivas e Ataques Militares

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Guilherme Serra
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AC MANOBRA I

1. MARCHA PARA O COMBATE

1.1 OPERAÇÕES OFENSIVAS


1.1.1 Tipos de Operações Ofensivas (PARAM)
1.1.1.1 Marcha para o combate: movimento tático na direção do inimigo, para obter ou restabelecer o
contato com este e/ou assegurar vantagens que facilitem operações futuras.
 Qnt à segurança: coberta (forças de seg entre tropa e ini) / descoberta (s/forças de seg entre tropa e ini);
 Qnt ao dispositivo: coluna / linha;
 Qnt à possibilidade de ctt: ctt remoto (Z Reu à LPH) / ctt pouco provável (LPH à LPE) / ctt iminente (Após
LPE).
1.1.1.2 Reconhecimento em força: ação executada por uma força com a finalidade de revelar e testar o
dispositivo e o valor do inimigo ou obter outras informações.
1.1.1.3 Ataque: tem a finalidade de derrotar, destruir ou neutralizar o inimigo.
 Ataque de oportunidade: Pode ser executado na sequência de um combate de encontro ou de uma defesa
exitosa. Caracteriza-se por trocar tempo de planejamento por rapidez de ação.
 Ataque coordenado: Emprego coordenado da manobra e potência de fogo para cerrar sobre as forças
inimigas para destruí-las ou neutralizá-las.
1.1.1.4 Aproveitamento do êxito: caracteriza-se por um avanço contínuo e rápido das forças amigas, com a
finalidade de ampliar ao máximo as vantagens obtidas no ataque e anular a capacidade do inimigo de reorganizar-se
ou realizar um movimento retrógrado ordenado.
 Força de aproveitamento do êxito: realiza o esforço principal neste tipo de operação; e
 Força de acompanhamento e apoio: dá suporte à força de aproveitamento do êxito.
1.1.1.5 Perseguição: operação destinada a cercar e destruir uma força inimiga que está em processo de
desengajamento do combate ou que tenta fugir. Ocorre, normalmente, logo em seguida ao aproveitamento do êxito
e difere deste pela não previsibilidade de tempo e lugar de emprego.

1.1.2 Formas de manobra (PEIDA)


1.1.2.1 Ataque frontal: ataque incidindo ao longo de toda a frente, com a mesma intensidade. Aplica-se um
poder de combate esmagador sobre um inimigo mais fraco ou desorganizado, para destruí-lo ou captura-lo ou para
fixa-lo numa ação secundária.
1.1.2.2 Penetração: busca romper o dispositivo do adversário, dividindo-o e derrotando-o por partes. É
indicada quando os flancos do inimigo são inacessíveis, quando ele está em larga frente, quando o terreno e a
observação são favoráveis e quando se dispõe de forte apoio de fogo.
1.1.2.3 Desbordamento: manobra ofensiva dirigida para a conquista de um objetivo à retaguarda do inimigo
ou sobre seu flanco, evitando sua principal posição defensiva. Um ou mais ataques secundários fixam o inimigo para
impedir seu retraimento e para reduzir sua possibilidade de reagir contra o ataque principal, forçando-o a combater
simultaneamente em duas direções.
1.1.2.4 Envolvimento: a força atacante contorna a principal força inimiga, para conquistar objetivos
profundos em sua retaguarda, forçando-a a abandonar sua posição ou a deslocar forças ponderáveis para fazer face
à ameaça envolvente. Difere do desbordamento por não ser dirigido para destruir o inimigo em sua posição
defensiva.
1.1.2.5 Infiltração: procura desdobrar uma força à retaguarda da posição inimiga, por meio de um
deslocamento dissimulado, com a finalidade de cumprir missão que contribua diretamente para o sucesso da
manobra do escalão que enquadra a força que se infiltra.

1.1.3 Fundamentos da Ofensiva


01) manutenção do contato; 07) progressão com fogo e movimento;
02) esclarecimento da situação; 08) impulsão no ataque;
03) exploração das vulnerabilidades do inimigo; 09) concentração do poder de combate em local e
04) controle dos acidentes capitais do terreno; momento decisivos;
05) iniciativa; 10) aproveitamento do êxito; e
06) neutralização da capacidade de reação do inimigo; 11) manter a integridade e a segurança da força.
 Marcha p/combate: 1/2/4/5/11
 Ataque: 3/4/5/7/8/9
2. ATAQUE

2.1 O PEL FUZ NO ATAQUE


2.1.1 Generalidades
2.1.1.1 Ataque: principal tipo de operação ofensiva da infantaria, caracterizado pelo emprego coordenado
do fogo e do movimento para a conquista de objetivos. O ataque requer a observância de todos os princípios de
guerra, em particular a MANOBRA, a SIMPLICIDADE, a SURPRESA e a MASSA. Possui dois tipos:
 Ataque de oportunidade: Rápido reconhecimento. Reduzido tempo de planejamento. Expedição de Ordens
Fragmentadas.
 Ataque coordenado: Requer tempo suficiente para um minucioso planejamento. Reconhecimentos
detalhados. Ordens completas.

2.1.2 Medidas de planejamento


2.1.2.1 Recebimento da missão: Enquanto a companhia se prepara para o ataque (de preferência sob a
fiscalização do subcomandante), seu comandante dirige-se ao posto de comando do batalhão para receber ordens,
acompanhado do comandante do pelotão de apoio, do auxiliar de comunicações, de um rádio operador e de um
mensageiro. A ordem do batalhão prescreve se a companhia inicialmente faz parte do escalão de ataque ou se fica
em reserva e quais os elementos que terá em apoio e/ou em reforço. Se a companhia fizer parte do escalão de
ataque, receberá a direção geral do ataque, uma zona de ação e um ou mais objetivos.
2.1.2.2 Normas de comando:
 Providências iniciais: o comandante da companhia procura obter do comandante da tropa em contato a
exata localização dos elementos a serem ultrapassados pela companhia e dados e conhecimentos
pormenorizados sobre a localização e atividades inimigas, como por exemplo: posições de armas
automáticas, postos de observação, armas anticarro, campos de minas, elementos de organização do
terreno e recentes ações de patrulhas.
 Organização e planejamento do rec: o Cmt Cia escolhe um posto de observação que proporcione o máximo
de vistas sobre a zona de ação da companhia e proteção suficiente para a reunião de seus oficiais por
ocasião da expedição da ordem de ataque.
 Reconhecimento: durante o rec o comandante estuda detalhadamente o terreno, concluindo sobre seus
efeitos sobre as nossas operações e as do inimigo.
 Estudo de situação: processo de raciocínio pelo qual o comandante decide por uma linha de ação para
cumprir sua missão. O comandante da companhia leva em consideração sua missão o inimigo, o terreno, os
seus meios e o tempo disponível.
 Ordens: emitir suas ordens e colocar suas frações em condições para o ataque.
 Fiscalização: fiscalizar os preparativos para o ataque, certificando-se de que todos compreenderam suas
missões.

2.1.3 Execução da operação:


2.1.3.1 Z Reu – LP: Marcha para o combate.
2.1.3.2 LP – Pos Ass: Transposição da LP na hora do Atq (aproveitando abrigos, cobertas e proteção dos
fogos de preparação); Progressão dos GC do Esc Atq por lanços (fogo e movimento, apoio mútuo). GC reserva à
retaguarda; F Ap armas orgânicas e em Reforço: Neutralizar armas inimigas que interfiram na progressão do Pel;
2.1.3.3 Pos Ass – Pos Ini: Formação em LINHA; não constitui reserva; F Ap: suspensos, alongados ou
transportados, através de sinais convencionados ou ordens via rádio; Cmt Pel deve comandar a preparação para o
Ass; conduzido até a orla posterior do Obj; Téc de mov do Pel durante o Ass:
 Contínuo: Homens alinhados; Passo rápido; Avanço agressivo; Só deve ser executado quando houver grande
superioridade local de fogos sobre o Ini.
 Por lanços: Progressão por lanços; Combinação entre fogo e movimento, no âmbito dos grupos de combate,
até atingir as posições inimigas.
 Sigiloso: Deslocamento furtivo até que o sigilo seja quebrado pelo inimigo; A partir daí, prossegue de forma
CONTÍNUA ou POR LANÇOS. Normalmente utilizado em ataques noturnos ou sob condições de visibilidade
reduzida.
2.1.3.4 Consolidação do Obj: Visa REPELIR possíveis CONTRA-ATAQUES INI; Pel adota dispositivo defensivo,
mantendo FORMAÇÃO EM LINHA, NA CRISTA MILITAR DA CONTRA-ENCOSTA DO OBJETIVO; DESLOCAMENTO DAS
ARMAS DE APOIO E EM REFORÇO À FRENTE, JUNTO DA POS DO PEL (BATENDO AS PROVÁVEIS VA INI); Pa Rec são
lançadas à frente (presença de Ini nas proximidades e condições do terreno para o prosseguimento do Atq);
Elm Seg estabelecidos à frente; Cada Pel deverá instalar PELO MENOS 01 posto de vigia / escuta; Pa Lig (Rlz
Ctt com Elm Viz); Pel Res da Cia normalmente: limpeza do Obj Conq, Cpt PG e verificando Mor Ini.
2.1.3.5 Reorganização da tropa: Mdd Log com a finalidade de restabelecer o poder de combate (cria
condições para o PROSSEGUIMENTO DO ATAQUE ou para A MNT OBJ); efetivo conferido e SFC redistribuir dentro
dos GC (número de baixas); Fer, Mor e PG evacuados conforme NGA Cia

2.1.4 Execução do Apoio do Fogo


2.1.4.1 Emprego das metralhadoras: As metralhadoras, no ataque, normalmente, ocupam uma base de
fogos em um acidente capital que proporcione boa observação e bons campos de tiro em profundidade, a fim de
apoiar, nas melhores condições, a manobra dos grupos de combate. A direção de tiro das metralhadoras, se possível,
deve ser oblíqua à direção de ataque do pelotão.
O comandante do pelotão deve estabelecer os alvos a serem batidos pelas metralhadoras em sua ordem de
ataque, priorizando as armas coletivas e as posições defensivas inimigas. Normalmente, é atribuído um setor de tiro
para as metralhadoras, podendo o mesmo ser batido por ambas as peças ou ser dividido entre elas.
Após a conquista do objetivo do pelotão, as metralhadoras cerram à frente, imediatamente, para apoiar a
consolidação e a reorganização, ficando em condições de repelir possíveis contra-ataques inimigos
2.1.4.2 Emprego do morteiro leve: O morteiro leve deve ocupar uma posição de tiro desenfiada, mas
próxima da crista, a fim de permitir a condução dos fogos pelo chefe de peça, já que não dispõe de observador
avançado. É desejável que a peça de morteiro leve se posicione próximo às metralhadoras a fim de facilitar o
controle do comandante do grupo de apoio em relação às medidas de coordenação dos fogos.

2.2 O PEL AP NO ATAQUE


2.2.1 Formas de emprego das Seç

2.2.2 Condutas do Pel Ap no Atq


2.2.2.1 Seção AC: o planejamento dos fogos de armas
AC inclui direções principais de tiro (missão principal) e setores
de tiro (missão secundária). Quando a seção atua em ação de
conjunto, seu comandante designa os alvos e conduz o tiro da
seção de acordo com os setores estabelecidos pelo comandante da Cia. Quando uma peça estiver atuando em apoio
direto ou em reforço a um pelotão de fuzileiros, o seu chefe, de acordo com a ordem do comandante da fração
apoiada, designa os alvos e conduz o tiro da peça.
2.2.2.2 Seção de morteiros: os fogos planejados de morteiros consistem em concentrações e barragens. As
concentrações podem ser executadas por apenas um morteiro, porém são mais eficazes quando desencadeadas por
toda a seção. Elas devem ser planejadas com antecedência para, quando necessário, serem desencadeadas o mais
rápido possível. Entretanto, fogos não planejados podem ser pedidos para bater alvos inopinados.
Quando a seção de morteiros está em ação de conjunto, as peças recebem e batem alvos, de acordo com a
determinação do comandante de companhia. Quando a seção estiver em apoio direto a um pelotão de fuzileiros,
seu comandante bate alvos de acordo com as necessidades do pelotão apoiado.
Um controle cuidadoso do consumo de munição é essencial, especialmente quando o emprego das viaturas
para remuniciamento é difícil e limitado. Uma quantidade suficiente de munição deve estar disponível na posição,
para permitir que sejam batidos os objetivos importantes que apareçam.

2.3 O PEL FUZ E O PEL AP NO ATAQUE NOTURNO OU SOB CONDIÇÕES DE VISIBILIDADE LIMITADA
2.3.1 As medidas de coordenação e controle
01) Zona de Reunião: É uma área onde a tropa realiza os preparativos para o combate. Em princípio, a zona
de reunião do batalhão está localizada a uma hora de marcha das posições de ataque das companhias.
02) Posição de Ataque: Última posição coberta e abrigada aquém da linha de partida, onde ocorre o
desdobramento da companhia, a qual adota o dispositivo para o ataque estabelecido pelo comandante da
subunidade.
03) Linha de Partida: Linha normalmente balizada por um acidente do terreno facilmente identificável, estar
em poder de forças amigas e aprox. perpendicular à direção do ataque. Coordenar início do Atq.
04) Hora do Ataque: Momento exato da transposição da linha de partida pelo escalão de ataque.
05) Zona de Ação: Área de responsabilidade, normalmente definida por limites, atribuída a uma peça de
manobra, a partir do escalão companhia de fuzileiros. Ao pelotão é atribuída uma parte da zona de ação da
companhia, definindo-se uma frente de ataque que varia de 150 a 250 metros.
06) Eixo de Progressão: Eixo que indica a direção geral do movimento de uma peça de manobra.
07) Faixa de Infiltração: Faixa do terreno que contém os itinerários utlz pela tropa que realiza uma
infiltração.
08) Área de Reagrupamento: Local onde a força de infiltração é reunida e reorganizada durante o
deslocamento pela faixa de infiltração.
09) Linha de Controle:
10) Posição de Assalto: Linha, normalmente balizada por um acidente do terreno, facilmente identificável e
perpendicular à direção de ataque, cerca de 100 a 200 metros do objetivo, com a finalidade de coordenar o assalto
pelos elementos de primeiro escalão.
11) Objetivo: Acidente capital do terreno que caracteriza o cumprimento da missão, devendo ser facilmente
identificável e compatível com o escalão empregado na sua conquista.
12) Ponto de Ligação: Ponto onde o comandante de uma tropa determina que suas peças de manobra
estabeleçam contato físico entre si.
13) Ponto de Controle: Ponto de referência para controlar o movimento das peças de manobra, marcados ao
longo dos eixos de progressão.
14) Ponto de Coordenação: Ponto balizado por acidente no terreno, onde deve ocorrer a coordenação dos
fogos e da manobra entre dois elementos do escalão de ataque.
15) Ponto de Liberação: Ponto onde o comandante de uma tropa libera seus elementos ao controle de seus
respectivos comandantes.
2.4 O PEL FUZ NO RECONHECIENTO EM FORÇA
2.4.1 Princípios doutrinários do Rec em Força
2.4.1.1 Generalidades: tem a missão de revelar e testar o dispositivo do inimigo, seu valor, sua composição e
suas peculiaridades e deficiências. É uma operação de busca de dados que auxiliem ao comandante do batalhão na
tomada de decisão.
2.4.1.2 Formas:
 Um ataque com objetivo limitado: neste caso, a ação pode ser dirigida exclusivamente sobre uma
determinada área da qual o comando deseja rápidas e precisas informações, ou pode constituir-se de uma
série de ataques que não passem de sondagens agressivas;
 Uma incursão: consiste em introduzir no dispositivo inimigo uma força capaz de realizar uma ação rápida e
violenta, cujo vulto seja suficiente para forçar o inimigo a revelar suas posições, o tempo de reação de suas
reservas, seus planos de fogos, etc. Após esta ação, segue-se um rápido retraimento para as linhas amigas.
2.4.1.3 Execução: durante a realização de um rec em força, qlqr que seja a forma adotada, a companhia
deve:
 Estar preparada para aproveitar todo e qualquer êxito porventura obtido;
 Evitar engajar-se decisivamente no combate. Se engajada, tentar o desengajamento;
 Designar elementos com a finalidade precípua de monitorar a reação ini a fim de colher o máximo de dados;
 Informar quanto às características e localização de alvos adequados a serem batidos pelas armas de apoio de
fogo e pela força aérea, ficando em condições de completar a destruição desses alvos.
Uma vez cumprida a missão e conforme a situação que se apresentar, a companhia pode:
 Permanecer em contato com o inimigo, mantendo as posições atingidas e em condições de apoiar a
ultrapassagem de uma outra força;
 Retrair para suas posições iniciais; e
 Prosseguir no ataque.

2.5 CASO ESQUEMÁTICO DE ATAQUE


2.5.1 Trabalho de comando do Pel Fuz no ataque

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