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Macro - Econometria 2

A econometria

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ESCOLA SUPERIOR DE CIÊNCIAS

NÁUTICAS

Departamento De Economia E
Direito

Licenciatura em Economia e Gestão de Portos

Cadeira: Macroeconomia

Tema: Econometria

Turma: 2ªEGP

Discente: Cleide Isabel Chongo


Élgica Agostinho Matavele

Docente:

Cleide Afonso

Maputo, Novembro de 20
Índice

Introdução..............................................................................................................1
Objetivos.................................................................................................................2
Objetivo Geral................................................................................................................................2
Objetivos Específicos.....................................................................................................................2

Metodologia...................................................................................................................3

Econometria...........................................................................................................4
Conceptualização..........................................................................................................4

Objetivo e Importância da Econometria.......................................................................4

A Teoria económica e a Econometria......................................................................5


Etapas do Modelo Econométrico...................................................................................6
Exposição da teoria ou hipótese......................................................................................................6
Especificação do modelo matemático da teoria..............................................................................6
Especificação do modelo estatístico ou econométrico....................................................................6
Obtenção dos dados........................................................................................................................7
Estimação dos parâmetros do modelo econométrico......................................................................8
Teste de hipóteses...........................................................................................................................9
A Previsão....................................................................................................................................10
Uso do modelo com fins de política fiscal....................................................................................11

Conclusão..............................................................................................................11
Bibliografia...........................................................................................................12
Introdução
A econometria, consolidada como uma disciplina científica desde a década de 1930,

desempenha um papel crucial na análise e interpretação de relações econômicas. Ela combina

a teoria econômica, a matemática e a estatística para mensurar e prever comportamentos

econômicos com base em evidências empíricas. Este campo tem evoluído significativamente,

tornando-se uma ferramenta essencial para governos, empresas e pesquisadores em suas

decisões e formulações de políticas. A aula abordada neste documento apresenta os

fundamentos da econometria, destacando sua importância na modelagem de relações

econômicas, como as etapas do modelo econométrico e aplicações práticas, como o estudo do

consumo agregado e renda.

Pág. 1
Objetivos

Objetivo Geral
Estudar os fundamentos da econometria, destacando sua importância e aplicações práticas na

análise de dados econômicos.

Objetivos Específicos
• Compreender o conceito de econometria e suas ferramentas fundamentais.

• Explorar a aplicação prática da econometria na formulação de políticas públicas e previsões.

• Apresentar exemplos práticos e interpretar resultados econométricos.

Pág. 1
Metodologia
Este trabalho baseia-se em uma pesquisa bibliográfica, utilizando livros, artigos acadêmicos e

estudos de caso. Além disso, serão apresentados exemplos práticos fictícios para ilustrar

conceitos e técnicas econométricas.

Pág. 1
Econometria

Conceitualização

A econometria nasceu como uma disciplina científica na década de 1930. Nos


primeiros anos, a maioria das aplicações lidava com questões macroeconómicas para
ajudar governos e grandes empresas a tomar suas decisões de longo prazo.
Actualmente a econometria é uma ferramenta indispensável para modelar a realidade
em quase todas as disciplinas económicas e de negócios

A Econometria é o ramo da economia que trata da mensuração das relações


económicas, isto é, relações entre variáveis de natureza económica.

A Econometria é na verdade, uma combinação de teoria ou outro raciocínio a priori


com matemática e estatística, com o objectivo de dar conteúdo empírico as
formulações teóricas da economia.

Objetivo e Importância da Econometria

O principal objetivo da Econometria é fornecer ferramentas que possibilitem


transformar dados brutos em informações que possam ser usadas para tomar decisões
informadas, tanto por economistas quanto por formuladores de políticas públicas e
empresas. A partir de uma base quantitativa, a Econometria ajuda a validar ou refutar
teorias econômicas, possibilitando a estimativa de relações causais entre variáveis
econômicas.
Por exemplo, um economista pode usar técnicas econométricas para estimar o efeito
de um aumento de impostos sobre o consumo das famílias. A partir disso, é possível
testar a eficácia de políticas públicas ou estratégias de negócios baseadas em dados
reais, em vez de suposições ou conjecturas.

Pág. 1
A Teoria económica e a Econometria

A Econometria se ocupa da determinação empírica das leis econômicas.


A teoria econômica faz declarações que são de natureza principalmente qualitativa.
Por exemplo, a teoria microeconômica diz que, tudo mais permanecendo constante, há
uma maior redução no preço de uma mercadoria quando aumenta a quantidade
demandada. Assim, a teoria postula uma relação inversa entre preço e quantidade
demandada. Mas a teoria não nos fornece nenhuma medida quantitativa de relação
entre as duas variáveis. Cabe ao econometrista oferecer essas estimativas numéricas.

O econometrista para proceder a análise dum problema económico usa o método ou


modelo econométrico que segue essencialmente 8 (oito) etapas:

1. Exposição da teoria ou hipótese;


2. Especificação do modelo matemático da teoria;
3. Especificação do modelo estatístico ou econométrico;
4. Obtenção dos dados;
5. Estimação dos parâmetros do modelo econométrico;
6. Teste de hipóteses;
7. Previsão;
8. Uso do modelo com fins de controle ou política.

Pág. 1
Etapas do Modelo Econométrico

Exposição da teoria ou hipótese

Keynes afirmou que a lei psicológica fundamental... é que os homens estão dispostos,
como regra e em média, a aumentar seu consumo quando sua renda aumenta, mas não
em proporção igual ao aumento dessa renda.
Keynes em resumo postulava que a propensão marginal a consumir (PMC), ou melhor
a taxa de variação do consumo por variação de uma unidade (digamos, um dólar) de
renda, é maior que zero, mas menor que 1.

Especificação do modelo matemático da teoria

Poderíamos sugerir a seguinte forma para a função de consumo Keynesiana: Y=β1 +


β2 X, onde (0 < β2 < 1).
Y = despesas de consumo – variável dependente ou explicada
X = renda – variável independente ou explicativa
β 1 e β2 são parâmetros do modelo.

Especificação do modelo estatístico ou econométrico

No caso concreto da tese de Keynes, outros factores como tamanho da família, idade,
religião e etc. exercem influência sobre o consumo, logo, uma relação exacta (modelo
matemático) não é tão útil. Para dar conta das relações inexatas o modelo
econométrico apresentado a seguir é usado na prática: Y=β1 + β2 X + £. Este é um
modelo de regressão linear, principal tema de nosso curso.

Na equação de regressão linear Y=β1 + β2 X + £. Y se relaciona linearmente, por


hipótese, com X, mas a relação não é exacta e está sujeita a variações individuais. Por
exemplo: suponha que 200 famílias sejam estudadas. Raramente duas ou mais

Pág. 1
famílias que tenham a mesma renda irão consumir exatamente de maneira idêntica. O
termo £ (erro aleatório) representa tal variação.

Obtenção dos dados

Para estimar o modelo econométrico, ou seja, estimar Beta 1 e Beta 2 precisamos de


dados.
Tome como exemplo a tabela a seguir:

Despesas de consumo pessoal (Y) e Produto Interno Bruto (X) de 1982-1996.

A variável Y corresponde às despesas de consumo agregado (isto é, para a economia


como um todo) e a variável X ao PIB (um indicador de renda agregada), ambos
medidos em meticais (preços constantes). Com base na tabela faça o gráfico.

Pág. 1
Estimação dos parâmetros do modelo econométrico

A principal ferramenta utilizada para obter as estimativas é a técnica estatística análise


de regressão que será estudada ao longo do curso

Modelo 1: Estimativas Mínimos Quadrados (OLS) usando as 15 observações 1-15

Gráfico de ajustamento regressivo

Pág. 1
Com o gráfico podemos observar que a linha de regressão ajusta-se bem aos dados. O
coeficiente angular de 0,70 indica que no período amostrado, um aumento de um
metical na renda real provocava em média um aumento de cerva 0,70 centavos nas
despesas reais de consumo.

Teste de hipóteses

Supondo que o modelo ajustado seja uma aproximação razoável da realidade é


necessário verificar se a equação está de acordo com a teoria que está sendo testada.
Keynes esperava que a PMC fosse positiva, mas menor que 1.
Entretanto, antes de aceitar a resposta como uma confirmação da teoria de consumo
keynesiana, precisamos nos perguntar se essa estimativa está suficiente abaixo da
unidade e que o resultado não é devido ao acaso ou uma peculiaridade dos dados
utilizados.

A confirmação ou refutação das teorias económicas com base em evidências


amostrais se alicerça no ramo da teoria estatística conhecido como inferência
estatística, particularmente teste de hipóteses.

A Previsão

Vamos prever as despesas médias de consumo para 1997. O valor médio do PIB nesse
ano foi de MT 7269,8.

O valor real registrado em 1997 foi de MT4913,5. O modelo superestimou as


despesas de consumo. O erro de previsão é de cerca MT 37,83 bilhões. Aprenderemos
a investigar no curso se um erro deste tipo é pequeno ou grande. Contudo, é inevitável

Pág. 1
observar que erros de previsão são inevitáveis, dada a natureza estatística de nossa
análise.

Há outro uso para o modelo estimado. Imagine que o governo proponha uma redução
na alíquota do imposto de renda. Qual seria o efeito sobre a renda e, em consequência,
sobre as despesas de consumo?

Imaginemos que, em decorrência da mudança proposta, as despesas com investimento


aumentam. Qual seria o efeito sobre a economia? Da teoria macroeconômica, a
mudança na renda que se segue à variação de um dólar nas despesas com
investimento é dada pelo multiplicador de renda M, definido por: M=1/(1-PMC).

Se utilizarmos o PMC de 0.70 obtido no modelo ajustado, esse multiplicado será


cerca de 3,33. Isto é, um aumento (redução) de um dólar no investimento levará a um
aumento (redução) de mais de três vezes na renda. Conhecendo a PMC podemos
prever a trajectória futura da renda, das despesas de consumo e do emprego após
alteração da política fiscal.

Uso do modelo com fins de política fiscal

Imagine que o governo acredita que as despesas de consumo de cerca de MT 4900


bilhões (em MT de 1992) manterão a taxa de desemprego em seu nível corrente de
cerca de 4,2% (no inicio de 2000). Qual o nível de renda que garante a meta das
despesas de consumo? Faça a conta e descobrirá que X = MT 7.197.

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Conclusão
A econometria se configura como um campo indispensável para a análise quantitativa
na economia, permitindo não apenas a validação de teorias econômicas, mas também
a previsão de comportamentos e suporte na tomada de decisões estratégicas. Por meio
de modelos matemáticos e estatisticos, a econometria proporciona estimativas
confiáveis que podem ser aplicadas em diferentes contextos, desde a previsão do
consumo até a avaliação de políticas fiscais e de emprego. Esta abordagem
metodológica destaca a relevância do conhecimento estatístico para enfrentar as
complexidades econômicas contemporâneas.

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Bibliografia

Gujarati, D. N. (2004). "Econometria Básica". 4ª edição, McGraw-Hill.

Wooldridge, J. M. (2015). "Introductory

Econometrics: A Modern Approach". 6ª edição, Cengage Learning.

Stock, J. H., & Watson, M. W. (2015).

"Introduction to Econometrics". 3ª edição, Pearson.

Greene, W. H. (2012). "Econometric Analysis". 7ª edição, Pearson Prentice Hall.

Gujarati, D. N., & Porter, D. C. (2009). "Basic

Econometrics". 5ª edição, McGraw-Hill.

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