CENTRO UNIVERSITARIO CLARETIANO
GRADUAÇAO BACHARELADO EM ENFERMAGEM
OLGA VITÓRIA DE SENA SILVA
PORTFÓLIO IMUNOLOGIA
Cruzeiro do Sul
2024
OLGA VITÓRIA DE SENA SILVA
PORTFÓLIO IMUNOLOGIA
Portfólio descritivo apresentado ao
Curso de Graduação Bacharelado de
Enfermagem do Centro Universitário Claretiano,
a ser utilizada como diretrizes para obtenção de
nota da disciplina de imunologia, proposto pela
professora Adila.
Cruzeiro do Sul
2024
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO................................................................................................... 3
DESENVOLVIMENTO ...................................................................................... 4
CONSIDERAÇÕES FINAIS .............................................................................. 7
Bibliografia ........................................................................................................ 8
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INTROUÇÃO
O processo de transição demográfica e epidemiológica, no qual se observa a
tendência ao envelhecimento populacional e o aumento da prevalência de
doenças crônicas não transmissíveis, traz consigo implicações para os perfis
nutricional e alimentar da população brasileira e o papel dos componentes
dietéticos na prevenção das doenças crônicas tem merecido considerável
atenção (GERALDO e ALFENAS, 2008).
Dentre as doenças crônicas a obesidade é considerada o quinto principal fator
de risco para a mortalidade mundial, e está associada ao desequilíbrio
energético, que se torna positivo, decorrente dos padrões de dieta
hipercalóricos, hiper lipídicos e de baixa ingestão de alimentos com ação
antioxidante e anti-inflamatória (GOMES, SILVA, et al., 2016).
Neste contexto presente trabalho tem por objetivos: refletir sobre a relação entre
a alimentação e a produção de mediadores inflamatórios e discutir como os
alimentos podem ajudar no controle da produção de mediadores inflamatórios.
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DESENVOLVIMENTO
Resumo
Poder-se propor que a adoção de padrões alimentares saudáveis influência nos
valores das concentrações de biomarcadores inflamatórios, como um
mecanismo para a melhora das manifestações clínicas da SM e redução da
mortalidade. Neste sentido, em estudo com mulheres com sobrepeso ou
obesidade, no qual se avaliou a associação do padrão alimentar com
marcadores de inflamação e função imune, uma maior qualidade na dieta foi
associada a menores concentrações de PCR e SAA, e menor proporção de
linfócitos T helper.). Também, participantes sem DMT2 e DCV que tiveram
maiores escores para o índice CHDP apresentaram menores níveis plasmáticos
de PCR, IL6, homocisteína e fibrinogênio. Outro estudo, em uma amostra
japonesa, a um padrão alimentar saudável, caracterizado por um alto consumo
de frutas e hortaliças, produtos de soja, aves, tomate, leguminosas, chá, sucos
de frutas e grãos integrais e peixe, foi inversamente associado às concentrações
plasmáticas de PCR, sVCAM-1 e seletina-E. Na coorte Nurses’ Health Study, as
mulheres, em sua maioria com sobrepeso, que tinham uma maior aderência ao
índice AHEI, apresentaram concentrações de adiponectina 24% maiores e
concentrações de resistina, PCR e de seletina-E, 16%, 41% e 19% menores,
respectivamente. Além disso, o escore de AHEI esteve negativamente associado
a valores plasmáticos para receptor II de TNF-α, IL6, sVCAM-1, sICAM-1 e
insulina. Assim, os estudos epidemiológicos indicam que o efeito modulador de
um padrão alimentar saudável (geralmente caracterizado por um alto consumo
de frutas, hortaliças, carnes magras, grãos integrais e frutos secos) sobre as
concentrações plasmáticas de adipocinas e outros biomarcadores inflamatórios
e pró-aterogênicos poderia ser um dos mecanismos para a melhora das
manifestações clínicas da SM e a redução da mortalidade. Se a avaliação do
padrão alimentar é um bom instrumento para avaliar o efeito de uma dieta
habitual como um todo, o estudo de mecanismos de ação de fatores dietéticos
específicos, por sua vez, pode ser de grande relevância na prevenção de
doenças crônicas. O consumo de ácidos graxos saturados (AGS) e de ácidos
graxos trans (AGt) é considera do um importante fator de risco para as DCV. O
consumo de AGS proporciona uma menor liberação de proteínas relacionadas à
saciedade, como a colecistocinina] (CCK), o peptídeo tipo glucagon-1 (GLP-1) e
o peptídeo tirosina-tirosina (PYY). Com relação ao efeito desses ácidos graxos
sobre os biomarcadores inflamatórios, os estudos epidemiológicos têm mostrado
uma associação positiva entre a quantidade ingerida de AGS e as concentrações
de PCR, bem como da ingestão de AGt com maiores concentrações de
biomarcadores inflamatórios como o TNF-α, a IL6, a PCR (15), a sVCAM- 1 e a
sICAM-1. Os possíveis mecanismos de ação dos AGt na inflamação e função
endotelial estão relacionados à sua incorporação nos fosfolipídios das
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membranas celulares do endotélio vascular, monócitos, macrófagos e
adipócitos, alterando a função dos receptores específicos destas células e das
vias de sinalização e transcrição. Com relação ao seu efeito sobre o estado
inflamatório, estudos observacionais têm encontrado que ácidos graxos EPA e
DHA reduzem a produção de prostaglandinas e leucotrienos pró-inflamatórios
originados pelo ácido araquidônico, indicando sua relevância no estado
inflamatório quão inversa entre o consumo de azeite de oliva e a expressão de
TNF-α e sVCAM-1. o menor consumo de ALA se associou a maiores
concentrações de PCR, enquanto a menor ingestão de EPA esteve associada
a maiores concentrações de IL6 e a ingestão total de ácidos graxos w-3 esteve
inversamente associada às concentrações de IL6, TNF-α, IL1 (57), PCR,
sVCAM-1, sI CAM-1 e seletina-E em uma amostra de adultos saudáveis. Em
resumo, os ácidos graxos oleico e w-3 possuem importante papel anti-
inflamatório, devendo seu consumo ser considerado, dentro de uma
porcentagem calórica recomendada para ingestão total de lipídeos, como uma
estratégia dietética para o tratamento da obesidade e da SM e para a prevenção
das DCV. As frutas e hortaliças são ricas em micronutrientes com importante
papel antioxidante que podem participar dos mecanismos protetores desses
alimentos e modular o estado inflamatório e oxidativo associados à obesidade.
Com relação à associação entre micronutrientes e o estado inflamatório, estudos
observacionais indicam que a ingestão total de antioxidantes ou a ingestão das
vitaminas do complexo B, C e E e do selênio associa-se a menores
concentrações de PCR. Igualmente, maiores concentrações plasmáticas das
vitaminas C, E, A e do selênio estão associadas a menores concentrações de
PCR e a um menor risco para SM. do selênio parece ter relevante papel anti-
inflamatório nesse sentido, a suplementação de selênio levou a uma diminuição
na expressão de dois importantes genes pró-inflamatórios, ciclo-oxigenase-2
(COX-2) e TNF-α, por meio da inibição de vias relacionadas às proteínas quinase
de mitogênio ativado, sugerindo um efeito anti-inflamatório do selênio por meio
da regulação de fatores de transcrição. Com relação ao zinco, este tem
importante papel na resposta imune, relacionando-se baixas concentrações de
zinco à imunodeficiência, maior risco para infecções, além de maior risco para
infarto do miocárdio e outras DCV (75,76). O zinco também é cofator da enzima
superóxido dismutase de ação antioxidante, além de ter relevante papel
modulador sobre os leucócitos relacionados à expressão de citocinas, o que
indica a sua participação no processo inflamatório. Assim, a ingestão de
vitaminas e minerais com propriedades antioxidantes parece ter um efeito
adicional benéfico sobre o estresse oxidativo, o estado inflamatório e a função
endotelial.
Questões
Quais são as doenças que são mais influenciadas pela alimentação nesse
caso?
Várias Doenças são influenciadas pela alimentação e todas elas estão
interrelacionadas, sendo que algumas delas tem papel preponderante para o
surgimento de outras. Assim podemos destacar as doenças crônicas obesidade
e doenças cardiovasculares (DCV). Também podemos destacar a aterosclerose,
dislipidemias, resistência insulínica (RI), diabetes melito tipo 2 (DMT2) e
síndrome metabólica (SM).
Como você pode aplicar esse conhecimento na sua futura prática
profissional?
O estudo do Impacto hormonal e inflamatório de diferentes composições
dietéticas é de suma importância para a formação do futuro enfermeiro, tendo
em vista que, a prevenção de doenças crônicas entre elas a obesidade e as
doenças cardiovasculares na comunidade, é um passo importante na saúde
comunitária evitando que essas pessoas desenvolvam comorbidades mais
graves. Assim o conhecimento do impacto hormonal e inflamatório dessas
composições dietéticas ajuda muito o diagnóstico e a prevenção dessas
doenças.
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CONSIDERAÇÕ ES FINAIS
Após a análise do artigo Impacto hormonal e inflamatório de diferentes
composições dietéticas: ênfase em padrões alimentares e fatores dietéticos
específicos (BRESSAN, J. et al. 2009). e a confecção de um resumo sobre os
principais resultados encontrados pelos pesquisadores sobre a influência da
alimentação na produção de fatores inflamatórios e no controle destes fatores,
os objetivos hora proposto foram alcançados.
E por fim, como já mencionado acima o estudo do impacto hormonal e
inflamatório de diferentes composições dietéticas é de suma importância para a
formação do futuro enfermeiro, tendo em vista que, a prevenção de doenças
crônicas entre elas a obesidade e as doenças cardiovasculares na comunidade,
são passos importantes na saúde comunitária evitando que essas pessoas
desenvolvam comorbidades mais graves.
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Bibliografia
BRESSAN, J. et al. Impacto hormonal e inflamatório de diferentes composições
Dietéticas: ênfase em padrões alimentares e fatores dietéticos específicos.
Arquivo Brasileiro de Endocrinologia Metabolismo, viçosa, p. 53/55, 2009.
GERALDO, M. J.; ALFENAS, R. D. C. G. Papel da Dieta na Prevenção e no
Controle da Inflamação Crônica – Evidências Atuais. Arq Bras Endocrinol
Metab. Viçosa, v. 52, n. 6, p. 9 51- 967, 2008.
GOMES, F. et al. Efeito do consumo de frutas ricas em flavonoides sobre
mediadores inflamatórios, bioquímicos e antropométricos relacionados ao
metabolismo energético. NUTRICIÓN CLÍNICA Y DIETÉTICA HOSPITALARIA,
Ouro Preto, v. 36, n. 3, p. 170 - 180, 2016.