Qualidade da Madeira de Mogno Brasileiro
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RESUMO
Teve-se por objetivo avaliar a qualidade da madeira de mogno brasileiro proveniente de plantação comercial
para a produção de serrados, aos 16 anos. Como índices de qualidade, avaliou-se as rachaduras de topo
de toras (IRTT), os empenamentos e rachaduras de tábuas e o máximo desvio angular (MAD). Ao longo
de cinco dias de estocagem das toras houve a evolução do IRTT, porém a abertura das rachaduras foi
praticamente constante e inferior a 1 mm. Para tábuas úmidas e secas ao ar, os índices de encurvamento e
arqueamento foram menores que o limite máximo de 0,50% preconizado em norma técnica vigente, o que
demonstrou a alta estabilidade dimensional da espécie. Uma parcela de 34% das tábuas secas ao ar não
apresentou rachaduras de extremidades. O MAD aumentou da medula para a casca e ao longo da altura
do fuste, e essa avaliação permitiu classificar a grã da madeira como tendo tendência ao intercruzamento.
Houve a diminuição do IRTT com o aumento do MAD e do diâmetro das toras. A madeira jovem de mogno
brasileiro possui qualidade satisfatória à produção de serrados.
Palavras-chave: Swietenia macrophylla, Rachaduras, Empenamentos, Desvios da grã.
ABSTRACT
The aim was to evaluate the quality of Brazilian mahogany wood (16 years old) from commercial planting
for the lumber production. As quality indexes the end split of logs were evaluated, as were the warping
and splits of the lumber and the maximum angular deviation (MAD). During five days of storage of the logs
there was the evolution of the end split indexes, but the splits opening was practically constant and less
than 1 mm. For the wet and dry lumber, the indexes bow and spring were smaller than the maximum limit
of 0.50%, recommended in current technical standard, which shows a good dimensional stability of the
species. A 34% share of the air dried lumber did not show end splitting. The MAD increased from the pith
to bark and along the height of the stem, and this evaluation made it possible to classify the wood grain as
having a tendency for interlocking. There was a decrease in end splitting of logs with an increase of MAD
and diameter. The young mahogany wood has satisfactory quality for lumber production.
Keywords: Swietenia macrophylla, Splits, Warping, Grain deviation.
INTRODUÇÃO
1. Departamento de Ciências Florestais e da Madeira, Universidade Federal do Espírito Santo UFES. Jerônimo Monteiro / ES,
Brasil. * Autor correspondente: grazividaurre@[Link]
comerciais com a espécie é essencial para retomar e garantir o fornecimento de madeira sólida de
alto valor agregado e licenciada (LANGBOUR et al., 2011).
Os produtores e investidores florestais optam por implantar povoamentos de espécies nativas de
acordo com técnicas de manejo empregadas para a cultura do eucalipto, pela carência de informações
e mão de obra especializada em plantações comerciais de espécies nativas brasileiras. Apesar do
valor comercial da madeira de mogno, ainda são poucas as informações tecnológicas e científicas a
respeito do seu manejo em campo, impacto e necessidade de alteração dos tratos silviculturais e da
qualidade da madeira.
A madeira de mogno oriunda de plantações comerciais é comparada à de origem nativa (floresta
amazônica) quanto aos parâmetros de qualidade, porém o desenvolvimento e as práticas de manejo
nos povoamentos já configuram contrastes em relação às árvores que crescem em ambiente natural.
Em adição, estudos demonstram que os fatores influentes na qualidade da madeira do mogno podem
ser características do próprio indivíduo e também do ambiente de crescimento (LANGBOUR et al.,
2011; MOYA et al., 2015).
Deste modo, teve-se por objetivo avaliar a qualidade da madeira de mogno brasileiro proveniente
de plantação comercial para a produção de serrados.
MATERIAL E MÉTODOS
Material e amostragem
Utilizou-se a madeira de mogno brasileiro aos 16 anos de idade proveniente de uma plantação
comercial homogênea, com espaçamento de 6 x 4,2 m no município de Luziânia, estado de Goiás,
Brasil.
As mudas foram produzidas com sementes provenientes do estado do Acre, sendo a implantação
e a condução do plantio embasada em literaturas e práticas relativas à cultura do eucalipto. Foram
estabelecidos dois talhões no entorno de plantações de soja e algodão. Anualmente, como medida
preventiva a incêndios florestais, realizou-se a gradagem superficial nas entrelinhas do povoamento.
Não foram realizados desbastes ao longo dos anos, apenas desrama quando as árvores apresentavam
bifurcações e a aplicação de inseticida em virtude do ataque da Hypsipyla grandella.
Sete árvores foram amostradas em função do diâmetro médio à altura do peito (DAP) – 1,30 m
do solo – de cada talhão obtido no inventário florestal do ano anterior ao corte, bem como a altura
da bifurcação superior ou igual a cinco metros. O número de árvores selecionadas em cada talhão
foi de acordo com o número de parcelas do inventário (sete), sendo colhida uma árvore por parcela,
a cada 7,5 hectares, considerando a área total da plantação (53,18 ha).
As posições cardeais (norte e sul) foram marcadas no tronco das árvores amostradas, para
padronização e o controle durante o desdobro e análises das propriedades da madeira. As variáveis
dendrométricas das árvores também foram mensuradas (Tabela 1). O fuste comercial foi seccionado
em três discos ao longo do seu comprimento (base, 3 m e topo - anterior à bifurcação) e duas toras
[Figura 1 (A)].
Tabela 1. Variáveis dendrométricas das árvores de mogno brasileiro aos 16 anos de idade plantadas em Luziânia - GO.
Table 1. Dendrometric variables of Brazilian mahogany trees at 16 years old planted in Luziânia - GO, Brazil.
VCsc Casca Conit
*ED DAP (cm) HT (m) HC (m) FF Achat (%) Dmt (cm)
(m3) (%) (cm/m)
µ 24,14 15,09 6,59 0,2182 14,84 0,86 1,41 94,57 1,38
s 0,73 1,95 1,02 0,0350 4,14 0,04 0,89 4,50 1,23
*ED: estatística descritiva; DAP: diâmetro a altura do peito; HT: altura total; HC: altura comercial; VCsc: volume comercial sem casca; casca
(%): porcentagem de casca; FF: fator de forma; conit: conicidade, Achat: achatamento e Dmt: deslocamento de medula das toras. µ: média; s: desvio
padrão.
A mensuração das dimensões (comprimento e abertura) das rachaduras seguiu o método proposto
por Schaitza, Mattos e Pereira (2003), com o cálculo do índice de rachaduras pela metodologia de
Lima, Garcia e Piedade (2002).
Em que: MAD: máximo desvio angular (º); EF e GH: raios dos desvios da grã para o lado esquerdo
e direito (cm), respectivamente; L: altura da amostra (cm).
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Figura 2. Procedimento para mensuração do MAD: (A) amostras com orientação no sentido transversal; (B) e (C) faca
posicionada na direção radial, recebendo impacto do martelo para promover o início da divisão; (D) uso
de força manual para terminar o fendilhamento; (E) corpo de prova fendilhado, com as partes unidas por
fita adesiva; (F) escaneamento das amostras; e (G) esquema de mensuração dos desvios angulares.
Figure 2. Procedure for measuring the MAD: (A) samples with transverse orientation; (B) knife positioned at radial
direction, receiving impacts by a hammer to splitting; (C) and (D) force used to finish splitting; (E) adhesive
tape used to join the two split specimens; (F) scanning of samples; (G) scheme for measuring angular
deviations.
A intensidade de intercruzamento da grã foi classificada pelo sistema proposto por Limaye (1954),
que considerou para a descrição de cada classe (grã direita, com tendência ao intercruzamento,
moderadamente intercruzada, intercruzada, entre outras) uma amplitude limite dos desvios médios
da grã no sentido transversal das amostras.
Análise estatística
O índice de qualidade de toras, defeitos da madeira serrada e o máximo desvio angular foram
avaliados pela estatística descritiva (média e desvio padrão). A relação funcional entre diâmetro das
toras, IRTT, MAD e defeitos da madeira serrada foi avaliada pela correlação de Pearson (P < 0,05).
Previamente ao teste t, que avaliou a significância dos coeficientes de correlação, foi realizada a
análise de normalidade dos resíduos e homogeneidade das variâncias pelos testes de Shapiro-Wilk
e de Cochran, respectivamente.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
diâmetros e na proximidade do ápice das árvores, por causa das menores seções existentes para
redistribuições das tensões geradas na periferia do fuste (LISBÔA, 1993). Em toras de E. benthamii,
aos 13 anos de idade e provenientes de Palmeira/SC, a ocorrência das rachaduras de topo aumentou
com a redução do diâmetro (CUNHA et al., 2015).
As rachaduras de topo de toras podem se desenvolver em até 72 horas após a derrubada da árvore,
sendo os formatos mais comuns em “I”, “Y” e “X” (HILLIS; BROWN, 1984). Os dois últimos são
mais danosos por inviabilizar parte considerável do diâmetro da tora durante o desdobro, sendo o
tipo “Y” o predominante nas toras avaliadas de mogno brasileiro.
Após cinco dias do corte das árvores o maior comprimento das rachaduras (7,6 cm) foi registrado
para uma tora com diâmetro de 22,44 cm, tendo o defeito o formato de “X”. Uma solução para o
problema é a adoção de um sistema de desdobro que concentra as rachaduras em um bloco central
junto com a medula, que geralmente possui classificação inferior. Tendo em vista que as rachaduras
não possuem grande abertura e profundidade, a operação de destopo primário também poderá
contribuir na mitigação deste dano.
O mogno brasileiro, como outras espécies arbóreas, possui rachaduras de topo de toras, porém
os níveis são brandos e não resultam em perdas no desdobro, que venham a afetar a relação custo:
benefício. Este diagnóstico é fundamentado, principalmente, nos pequenos valores de abertura das
rachaduras nas extremidades das toras.
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Ao longo do diâmetro das árvores, os maiores desvios da grã foram registrados em regiões
próximas à casca, com um incremento de 51,13% em relação à medula, o que pode ser visualizado
pelo perfil das amostras, na forma de desvios de maior amplitude (Tabela 3). Com o aumento do
MAD, as amostras exibem padrões de fissuras radiais de superfície cada vez mais irregulares, com
tendência a um zigue-zague transversal, uma representação grosseira da forma de uma curva senoidal
(VIDAURRE et al., 2017). Esse zigue-zague fornece uma boa indicação da frequência e intensidade da
grã intercruzada (HARRIS, 1989) e deduz-se que ele representa a orientação das iniciais fusiformes
do câmbio vascular (OGATA et al., 2003).
Maiores desvios da grã foram observados na posição próxima ao topo do fuste e o modelo de
variação no sentido base-topo foi linear, com acréscimo da variabilidade do MAD em maiores
alturas. O incremento de 9,77% do MAD no topo em relação à base da árvore pode estar associado
ao arranjo dos elementos axiais da madeira, influenciado pelas bifurcações e a proporção existente
de lenho juvenil.
O intercruzamento da grã é uma característica das regiões de bifurcação das árvores em geral
(SLATER et al., 2014). De acordo com os autores, os padrões divergentes de grã na bifurcação em
relação ao lenho normal ocorrem para unir um ramo ao outro, conferir resistência mecânica para
suporte de cargas externas, mediante a dificuldade de divisão das fibras entrelaçadas, e permitir
funcionalidade aos vasos no fluxo de seiva.
Tendência semelhante e inversa de variação do MAD no sentido medula-casca e base-topo das
árvores, respectivamente, foi observada para a madeira de sete clones do híbrido E. grandis x E. urophylla
aos 13 anos (COELHO, 2016). A variabilidade da grã dentro da árvore é dependente da espécie, mas
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Tabela 3. Valores médios, em graus, do máximo desvio angular para as posições casca-casca e base-topo.
Table 3. Average values, in degrees, of maximum angular deviation for the diametric and base-top positions.
Posição casca-casca Posição base-topo
Próxima à casca Próxima à casca
Medula Base 3m Topo
(Norte) (Sul)
6,83 5,73 8,66 5,73 6,19 6,29
± 3,01 ± 2,69 ± 3,24 ± 1,15 ± 2,56 ± 2,96
Ilustração dos desvios da grã
estudos ainda são necessários para avaliar a sua resposta mediante a outros fatores como idade de
corte, espaçamento de plantio, desbaste, desrama, fertilização e sítio.
A variabilidade do MAD em relação às posições diametrais foi superior em 41,36% à observada
com a altura do fuste do mogno brasileiro. Este resultado pode estar associado à proporção de lenho
juvenil em relação ao adulto, que é uma das principais causas a originar a variabilidade diametral.
Comportamento semelhante foi descrito para árvores de Pinus radiata, nas quais a maior variabilidade
do ângulo de grã espiralada ocorreu da medula para a casca, cerca de 55%, com outros 23% de
variação axial no fuste (MOORE; COWN; MCKINLEY, 2015).
A variação da grã possui forte influência genética, mas também é reflexo dos fatores ambientais
que afetam a árvore em crescimento, como fertilidade dos solos, padrão de distribuição e direção
dos ventos no local, disponibilidade hídrica, radiação solar, altitude e inclinação do terreno
(FONWEBAN et al., 2013; HARRIS, 1989). O manejo por influenciar o crescimento, o tamanho dos
galhos, as características e massa da copa, a forma e a inclinação do tronco das árvores também têm
efeito na variação da grã (BRAZIER, 1977).
Um grande número de espécies tropicais (mogno brasileiro, mogno africano, eucalipto, cedro
australiano, entre outras) apresenta o intercruzamento da grã, que possui uma vantagem ecológica
ou fisiológica, ou pelo menos não representa qualquer inconveniente ao desenvolvimento da árvore.
Ademais, o intercruzamento melhora a distribuição de água na copa da árvore e atribui uma boa
adaptabilidade para responder a alterações das condições ambientais (CABROLIER; BEAUCHÊNE;
THIBAUT, 2009; WEBB, 1969).
As principais consequências dos desvios da grã ocorrem no processamento e utilização da madeira.
Elevados valores de MAD podem causar instabilidade e deformações das tábuas, diminuindo a
resistência e a rigidez e influenciando o acabamento durante a usinagem (BRAZIER, 1977; COWN;
YOUNG; KIMBERLEY, 1991; CYRA; TANAKA, 2000).
Apesar da correlação dos IRTTs por períodos de avaliação ser significativa, eles possuem
comportamentos distintos, visto que logo após o corte houve uma relação negativa com o diâmetro
das toras, porém sem efeito significativo do MAD; enquanto o IRTT cinco dias após o corte relacionou
negativamente com MAD e não teve influência do diâmetro. Ou seja, após o corte a principal variável
a influenciar no IRTT é o diâmetro das toras, sendo maior a propagação das rachaduras nas toras de
menor classe diamétrica. Com o passar do tempo o diâmetro das toras reduziu a sua influência e o
MAD passou a exercer maior efeito no IRTT, apresentando maiores rachaduras nas regiões de menor
desvio da grã da madeira.
A relação do diâmetro das toras e do MAD com o IRTT em diferentes períodos de avaliação
trata-se de um fenômeno complexo, que ainda requer abordagens mais pontuais. A hipótese é que
logo após o corte o IRTT é uma resposta das tensões de crescimento, tendo o diâmetro participação
na redistribuição delas. O alívio das tensões com o período de estocagem faz com que a correlação
existente entre o MAD e o IRTT aumente, situação também observada por França (2014) em toras
de eucalipto.
Ao unir a relação funcional entre o MAD e o IRTT com a variabilidade do MAD no sentido
medula-casca, é possível compreender o motivo das toras de mogno racharem mais no centro ou
região da medula. Essa região, além de possuir baixa resistência mecânica e densidade, apresentou
menor inclinação da grã, o que contribuiu para o desenvolvimento das rachaduras de topo das toras.
Alguns efeitos da grã da madeira podem ser benéficos à utilização, como as figuras de superfície
formadas em cortes radiais ou tangenciais. Somado a isso, para a madeira de mogno plantado
maiores valores de MAD colaboraram para a redução das rachaduras de topo das toras, avaliadas
previamente ao desdobro. Este resultado corrobora com Harris (1989), de que o efeito mais evidente
da grã intercruzada nas propriedades mecânicas da madeira é dificultar a divisão do lenho, na forma
de rachaduras. No caso do mogno isso acontece para grã com tendência ao intercruzamento.
Valores elevados de MAD também promoveram uma redução de rachaduras no topo das toras de
sete clones de E. grandis x E. urophylla aos 13 anos de idade (FRANÇA, 2014).
A relação entre os índices de qualidade permite conhecer e prever as perdas nas dimensões da madeira
serrada em função de algumas variáveis das toras, mensuradas antes do desdobro. De tal modo, o
IRTT mensurado cinco dias após o corte, previamente ao desdobro, correlacionou positivamente com
o encurvamento e índice de rachaduras de tábuas úmidas (IRtu). Logo, quanto maior as rachaduras
de topo das toras maior a propagação deste defeito e do encurvamento nas tábuas.
A maior intensidade de rachaduras de tábuas úmidas com o aumento do IRTT também foi
observada para as espécies C. torelliana, E. cloeziana, E. grandis, E. grandis x E. urophylla e E. resinifera
(HORNBURG et al., 2012).
Não houve correlação dos valores de MAD com os defeitos da madeira serrada de mogno brasileiro
plantado. Apesar de não significativo, o maior coeficiente de correlação foi observado entre o MAD
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e o encurvamento de tábuas úmidas. A ausência de significância pode ser uma resposta do número
de repetições e também do esquema de amostragem adotado, pois na avaliação do MAD ao utilizar
corpos de prova com espessura superior à das tábuas tangenciais, amostrou-se diferentes proporções
do raio ou mais camadas de crescimento com desvios de grã divergentes quanto à amplitude (HARRIS,
1989).
Uma outra perspectiva é de que, para a madeira serrada, o ângulo relativo ao eixo longitudinal
da peça é determinado não somente pelo padrão inerente do ângulo da grã da árvore, mas também
pela conicidade e retidão do fuste e pelo sistema de desdobro utilizado na serraria (MACDONALD;
HUBERT, 2002). Isso explica a falta de relação do MAD avaliado nos discos de madeira, com os
empenamentos e rachaduras das tábuas de mogno brasileiro.
O arqueamento das tábuas foi a única variável a não ter relação significativa com os demais índices
de qualidade das toras e da madeira serrada. Contudo, o IRtu e o encurvamento correlacionaram
positivamente, sendo maior a propagação de rachaduras maiores as flechas de encurvamento das
tábuas. Ou seja, a mesma força que contribuiu para a propagação das rachaduras também gerou as
flechas de encurvamento.
CONCLUSÕES
A madeira de mogno brasileiro oriunda de plantação homogênea aos 16 anos possui qualidade
satisfatória à produção de serrados, com destaque para a pequena magnitude dos desvios da grã,
rachaduras e empenamentos, e ausência de defeitos em algumas peças.
AGRADECIMENTOS
À Celeiro Floresta Criativa pelo fornecimento do material e condições para a realização desta
pesquisa. A Fapes pelo financiamento e fornecimento de bolsas auxílio. O presente trabalho foi
realizado com apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - Brasil
(CAPES) - Código de Financiamento 001.
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