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Qualidade da Madeira de Mogno Brasileiro

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net/publication/333092435

Wood quality of Brazilian mahogany planted for lumber production

Article in Scientia Forestalis · March 2019


DOI: 10.18671/scifor.v47n121.01

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6 authors, including:

João Gabriel Missia Da Silva Graziela Baptista Vidaure


Universidade Federal do Espírito Santo Universidade Federal do Espírito Santo
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Daniela Minini Ramon Ferreira Oliveira


Universidade Federal do Paraná Mississippi State University
14 PUBLICATIONS 47 CITATIONS 15 PUBLICATIONS 58 CITATIONS

SEE PROFILE SEE PROFILE

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Qualidade da madeira de mogno brasileiro plantado para
a produção de serrados

Wood quality of Brazilian mahogany planted for lumber production

João Gabriel Missia da Silva1, Graziela Baptista Vidaurre1*, Daniela Minini1,


Ramon Ferreira Oliveira1, Sofia Maria Gonçalves Rocha1 e Fabricio Gomes Gonçalves1

RESUMO
Teve-se por objetivo avaliar a qualidade da madeira de mogno brasileiro proveniente de plantação comercial
para a produção de serrados, aos 16 anos. Como índices de qualidade, avaliou-se as rachaduras de topo
de toras (IRTT), os empenamentos e rachaduras de tábuas e o máximo desvio angular (MAD). Ao longo
de cinco dias de estocagem das toras houve a evolução do IRTT, porém a abertura das rachaduras foi
praticamente constante e inferior a 1 mm. Para tábuas úmidas e secas ao ar, os índices de encurvamento e
arqueamento foram menores que o limite máximo de 0,50% preconizado em norma técnica vigente, o que
demonstrou a alta estabilidade dimensional da espécie. Uma parcela de 34% das tábuas secas ao ar não
apresentou rachaduras de extremidades. O MAD aumentou da medula para a casca e ao longo da altura
do fuste, e essa avaliação permitiu classificar a grã da madeira como tendo tendência ao intercruzamento.
Houve a diminuição do IRTT com o aumento do MAD e do diâmetro das toras. A madeira jovem de mogno
brasileiro possui qualidade satisfatória à produção de serrados.
Palavras-chave: Swietenia macrophylla, Rachaduras, Empenamentos, Desvios da grã.

ABSTRACT
The aim was to evaluate the quality of Brazilian mahogany wood (16 years old) from commercial planting
for the lumber production. As quality indexes the end split of logs were evaluated, as were the warping
and splits of the lumber and the maximum angular deviation (MAD). During five days of storage of the logs
there was the evolution of the end split indexes, but the splits opening was practically constant and less
than 1 mm. For the wet and dry lumber, the indexes bow and spring were smaller than the maximum limit
of 0.50%, recommended in current technical standard, which shows a good dimensional stability of the
species. A 34% share of the air dried lumber did not show end splitting. The MAD increased from the pith
to bark and along the height of the stem, and this evaluation made it possible to classify the wood grain as
having a tendency for interlocking. There was a decrease in end splitting of logs with an increase of MAD
and diameter. The young mahogany wood has satisfactory quality for lumber production.
Keywords: Swietenia macrophylla, Splits, Warping, Grain deviation.

INTRODUÇÃO

O mogno (Swietenia macrophylla King) é uma espécie conhecida mundialmente e de importância


econômica por causa das características inerentes da madeira, como fácil trabalhabilidade, média
resistência mecânica, alta estabilidade dimensional e aspecto estético atrativo (ARÉVALO FUENTES,
2002; FADILLAH et al., 2014; LANGBOUR et al., 2011; LESTARI et al., 2015). Além disso, a madeira é
utilizada na fabricação de mobiliários, molduras, painéis de adorno e acabamentos internos, lâminas
decorativas, instrumentos musicais, em componentes da indústria de aviação e naval, e artesanatos
(KRISNAWATI; KALLIO; KANNINEN, 2011; LEÓN H., 2010).
Após ser listado em 2003 no Anexo II da Convention on International Trade in Endangered Species of
Wild Fauna and Flora – CITES (GROGAN; BARRETO, 2005) e com o decreto Nº 6.472 de 2008 do
Governo Federal brasileiro, houve a proibição do corte de árvores de mogno nativo e consequentemente
a redução da disponibilidade da madeira no mercado. Nesse cenário, o desenvolvimento de plantações

1. Departamento de Ciências Florestais e da Madeira, Universidade Federal do Espírito Santo UFES. Jerônimo Monteiro / ES,
Brasil. * Autor correspondente: grazividaurre@[Link]

Sci. For., Piracicaba, v. 47, n. 121, p. 1-12, mar. 2019


DOI: [Link]/10.18671/scifor.v47n121.01 1
Silva et al. – Qualidade da madeira de mogno brasileiro plantado para a produção de serrados

comerciais com a espécie é essencial para retomar e garantir o fornecimento de madeira sólida de
alto valor agregado e licenciada (LANGBOUR et al., 2011).
Os produtores e investidores florestais optam por implantar povoamentos de espécies nativas de
acordo com técnicas de manejo empregadas para a cultura do eucalipto, pela carência de informações
e mão de obra especializada em plantações comerciais de espécies nativas brasileiras. Apesar do
valor comercial da madeira de mogno, ainda são poucas as informações tecnológicas e científicas a
respeito do seu manejo em campo, impacto e necessidade de alteração dos tratos silviculturais e da
qualidade da madeira.
A madeira de mogno oriunda de plantações comerciais é comparada à de origem nativa (floresta
amazônica) quanto aos parâmetros de qualidade, porém o desenvolvimento e as práticas de manejo
nos povoamentos já configuram contrastes em relação às árvores que crescem em ambiente natural.
Em adição, estudos demonstram que os fatores influentes na qualidade da madeira do mogno podem
ser características do próprio indivíduo e também do ambiente de crescimento (LANGBOUR et al.,
2011; MOYA et al., 2015).
Deste modo, teve-se por objetivo avaliar a qualidade da madeira de mogno brasileiro proveniente
de plantação comercial para a produção de serrados.

MATERIAL E MÉTODOS

Material e amostragem
Utilizou-se a madeira de mogno brasileiro aos 16 anos de idade proveniente de uma plantação
comercial homogênea, com espaçamento de 6 x 4,2 m no município de Luziânia, estado de Goiás,
Brasil.
As mudas foram produzidas com sementes provenientes do estado do Acre, sendo a implantação
e a condução do plantio embasada em literaturas e práticas relativas à cultura do eucalipto. Foram
estabelecidos dois talhões no entorno de plantações de soja e algodão. Anualmente, como medida
preventiva a incêndios florestais, realizou-se a gradagem superficial nas entrelinhas do povoamento.
Não foram realizados desbastes ao longo dos anos, apenas desrama quando as árvores apresentavam
bifurcações e a aplicação de inseticida em virtude do ataque da Hypsipyla grandella.
Sete árvores foram amostradas em função do diâmetro médio à altura do peito (DAP) – 1,30 m
do solo – de cada talhão obtido no inventário florestal do ano anterior ao corte, bem como a altura
da bifurcação superior ou igual a cinco metros. O número de árvores selecionadas em cada talhão
foi de acordo com o número de parcelas do inventário (sete), sendo colhida uma árvore por parcela,
a cada 7,5 hectares, considerando a área total da plantação (53,18 ha).
As posições cardeais (norte e sul) foram marcadas no tronco das árvores amostradas, para
padronização e o controle durante o desdobro e análises das propriedades da madeira. As variáveis
dendrométricas das árvores também foram mensuradas (Tabela 1). O fuste comercial foi seccionado
em três discos ao longo do seu comprimento (base, 3 m e topo - anterior à bifurcação) e duas toras
[Figura 1 (A)].

Tabela 1. Variáveis dendrométricas das árvores de mogno brasileiro aos 16 anos de idade plantadas em Luziânia - GO.
Table 1. Dendrometric variables of Brazilian mahogany trees at 16 years old planted in Luziânia - GO, Brazil.
VCsc Casca Conit
*ED DAP (cm) HT (m) HC (m) FF Achat (%) Dmt (cm)
(m3) (%) (cm/m)
µ 24,14 15,09 6,59 0,2182 14,84 0,86 1,41 94,57 1,38
s 0,73 1,95 1,02 0,0350 4,14 0,04 0,89 4,50 1,23
*ED: estatística descritiva; DAP: diâmetro a altura do peito; HT: altura total; HC: altura comercial; VCsc: volume comercial sem casca; casca
(%): porcentagem de casca; FF: fator de forma; conit: conicidade, Achat: achatamento e Dmt: deslocamento de medula das toras. µ: média; s: desvio
padrão.

Índice de rachaduras de topo de toras


O índice de rachaduras de topo de toras (IRTT) foi avaliado como parâmetro de qualidade, sendo
as mensurações realizadas por análise de imagens no software Image-Pro Plus® (versão [Link]).
As extremidades das duas toras de cada árvore [Figura 1 (C)] foram fotografadas logo após e cinco dias
após o corte com câmera digital, posicionada a uma distância padrão de um metro e em direção ao
eixo longitudinal da tora (SILVA et al., 2016). No topo delas foi colada uma moeda como referencial
para calibração do software.
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Figura 1. Esquema de utilização das árvores: amostragem do fuste comercial (A); posições de retirada e análise
realizada nos discos (B); pontos de análise nas toras (C); e modelo de corte (D).
Figure 1. Scheme of use of trees: sampling of the stem (A); positions where disks were removed for wood grain
analysis (B); points of analysis in logs (C); and sawing diagram (D).

A mensuração das dimensões (comprimento e abertura) das rachaduras seguiu o método proposto
por Schaitza, Mattos e Pereira (2003), com o cálculo do índice de rachaduras pela metodologia de
Lima, Garcia e Piedade (2002).

Empenamentos e rachaduras de extremidade de tábuas


As toras foram desdobradas em uma prancha diametral (8 cm de espessura) e tábuas tangenciais
(2,5 cm de espessura), com o número de peças dependente do diâmetro [Figura 1 (D)]. Posteriormente,
foram avaliados as dimensões das rachaduras de extremidade e os empenamentos (encurvamento,
arqueamento e encanoamento) das tábuas conforme a Norma Brasileira Regulamentadora –
NBR 9487 (ABNT, 1986).
Foram selecionadas 32 tábuas para mensuração das dimensões das rachaduras e flechas de
empenamentos na condição úmida. Em seguida, as tábuas foram dispostas em uma pilha horizontal
do tipo caixa para secagem ao ar livre, onde permaneceram por 90 dias até atingir a umidade de
equilíbrio de 12%, sendo novamente mensurados os defeitos.

Máximo desvio angular


Os desvios da grã da madeira foram estudados pelo máximo desvio angular (MAD). A variação
casca-casca do MAD foi avaliada em amostras de 5 x 5 x 5 cm retiradas nos discos da base das
árvores em virtude do maior diâmetro [Figura 1 (B) e Figura 2 (A)]. A avaliação no sentido
base-topo foi amostrada na região próxima à medula dos discos das três posições do fuste comercial
(base, 3 m e topo - anterior à bifurcação), totalizando 35 amostras.
O MAD foi determinado pelo método de divisão radial com posterior análise de imagens
proposto por Webb (1969) e adaptado por Hernández e Almeida (2003). Esse método foi utilizado
na avaliação de diversas espécies madeireiras por Coelho (2016), França (2014), Hernández (2007)
e Vidaurre et al. (2017). As amostras foram divididas radialmente em uma das faces com martelo e
faca, promovendo manualmente o fendilhamento na face oposta [Figura 2 (B) a (D)]. As duas partes
fendilhadas foram unidas novamente com fita adesiva [Figura 2 (E)] e escaneadas [Figura 2 (F)] para
a mensuração dos desvios no software analisador de imagens [Figura 2 (G)] e posterior cálculo do
MAD (Equação 1).

MAD = tan-1  EF  +tan-1 GH  (1)


 L   L 

Em que: MAD: máximo desvio angular (º); EF e GH: raios dos desvios da grã para o lado esquerdo
e direito (cm), respectivamente; L: altura da amostra (cm).
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Figura 2. Procedimento para mensuração do MAD: (A) amostras com orientação no sentido transversal; (B) e (C) faca
posicionada na direção radial, recebendo impacto do martelo para promover o início da divisão; (D) uso
de força manual para terminar o fendilhamento; (E) corpo de prova fendilhado, com as partes unidas por
fita adesiva; (F) escaneamento das amostras; e (G) esquema de mensuração dos desvios angulares.
Figure 2. Procedure for measuring the MAD: (A) samples with transverse orientation; (B) knife positioned at radial
direction, receiving impacts by a hammer to splitting; (C) and (D) force used to finish splitting; (E) adhesive
tape used to join the two split specimens; (F) scanning of samples; (G) scheme for measuring angular
deviations.

A intensidade de intercruzamento da grã foi classificada pelo sistema proposto por Limaye (1954),
que considerou para a descrição de cada classe (grã direita, com tendência ao intercruzamento,
moderadamente intercruzada, intercruzada, entre outras) uma amplitude limite dos desvios médios
da grã no sentido transversal das amostras.

Análise estatística
O índice de qualidade de toras, defeitos da madeira serrada e o máximo desvio angular foram
avaliados pela estatística descritiva (média e desvio padrão). A relação funcional entre diâmetro das
toras, IRTT, MAD e defeitos da madeira serrada foi avaliada pela correlação de Pearson (P < 0,05).
Previamente ao teste t, que avaliou a significância dos coeficientes de correlação, foi realizada a
análise de normalidade dos resíduos e homogeneidade das variâncias pelos testes de Shapiro-Wilk
e de Cochran, respectivamente.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Índice de rachaduras de topo de toras


Houve uma evolução de 0,140% do IRTT no período de cinco dias, sendo o perfil das toras que
apresentaram esse incremento representado na Tabela 2. Ocorreu uma maior alteração no comprimento
em relação à abertura das rachaduras, visto que, logo após o corte elas possuíam comprimento médio
de 2,38 cm, e cinco dias após aumentou para 4,19 cm, mas a abertura se manteve próxima a 0,06 cm.
Apesar da evolução no índice, as rachaduras foram superficiais e não ocorreu uma severa separação
do lenho ao longo do comprimento das toras.
Na condição após o corte, o IRTT do mogno brasileiro foi inferior ao encontrado para a Khaya
ivorensis (19 anos) – 0,200%; e semelhante ao da K. senegalensis (19 anos) – 0,050% (SILVA et al.,
2016). Para os dois períodos de avaliação, o IRTT do mogno brasileiro foi superior em qualidade
aos índices de 0,113% (após o corte) e 0,267% (24 horas após o corte) observados para sete clones
de Eucalyptus grandis x Eucalyptus urophylla, aos 13 anos, plantados no sul da Bahia (FRANÇA, 2014).
Para a maioria das repetições, a ponta fina e as toras próximas ao topo das árvores apresentaram
maior IRTT, evidenciando que em menores diâmetros ocorreu uma maior propagação das rachaduras.
Este fenômeno é explicado pelo incremento significativo das tensões de crescimento em menores
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Tabela 2. Valores médios do índice e perfil de rachaduras de topo de toras por período de avaliação e defeitos da
madeira serrada por condição de umidade.
Table 2. Mean values of the index and image of end splitting of logs per evaluation period and lumber defects by
moisture condition.
Índice de rachaduras de topo de toras
Após corte (%) 5°dia após corte (%)
0,048 0,188
± 0,032 ± 0,082

Defeitos da madeira serrada


Rachaduras de
Encurvamento (%) Arqueamento (%) Encanoamento (%)
extremidade (%)
tu ts tu ts tu ts tu ts
0,46 0,50 0,17 0,21 - 0,94 0,62 2,60
± 0,23 ± 0,27 ± 0,13 ± 0,13 - ± 0,62 ± 1,10 ± 3,70
tu: tábua úmida; ts: tábua seca; ± desvio padrão.

diâmetros e na proximidade do ápice das árvores, por causa das menores seções existentes para
redistribuições das tensões geradas na periferia do fuste (LISBÔA, 1993). Em toras de E. benthamii,
aos 13 anos de idade e provenientes de Palmeira/SC, a ocorrência das rachaduras de topo aumentou
com a redução do diâmetro (CUNHA et al., 2015).
As rachaduras de topo de toras podem se desenvolver em até 72 horas após a derrubada da árvore,
sendo os formatos mais comuns em “I”, “Y” e “X” (HILLIS; BROWN, 1984). Os dois últimos são
mais danosos por inviabilizar parte considerável do diâmetro da tora durante o desdobro, sendo o
tipo “Y” o predominante nas toras avaliadas de mogno brasileiro.
Após cinco dias do corte das árvores o maior comprimento das rachaduras (7,6 cm) foi registrado
para uma tora com diâmetro de 22,44 cm, tendo o defeito o formato de “X”. Uma solução para o
problema é a adoção de um sistema de desdobro que concentra as rachaduras em um bloco central
junto com a medula, que geralmente possui classificação inferior. Tendo em vista que as rachaduras
não possuem grande abertura e profundidade, a operação de destopo primário também poderá
contribuir na mitigação deste dano.
O mogno brasileiro, como outras espécies arbóreas, possui rachaduras de topo de toras, porém
os níveis são brandos e não resultam em perdas no desdobro, que venham a afetar a relação custo:
benefício. Este diagnóstico é fundamentado, principalmente, nos pequenos valores de abertura das
rachaduras nas extremidades das toras.
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Empenamentos e rachaduras de extremidades de tábuas


Os três tipos de empenamentos e o índice de rachaduras de extremidade de tábuas - IRt apresentaram
evolução do estado úmido para o seco ao ar (12%) (Tabela 2). Os índices de encurvamento e
arqueamento foram menores ou iguais a 0,50%, tanto na condição úmida quanto seca, o que atende
ao limite estabelecido pela NBR 9487 (ABNT, 1986) e permite um maior aproveitamento e melhor
classificação das peças serradas.
Os índices de encurvamento e arqueamento das tábuas ao final de 90 dias de secagem ao ar livre
tiveram evolução de 0,04%, e ao considerar as flechas destes defeitos o incremento foi de 0,08 e 0,11 cm,
em ordem, que neste caso podem ser consideradas negligenciáveis. A pequena evolução desses defeitos
com a secagem natural pode ser explicada, em primeiro grau, pela boa estabilidade dimensional
da madeira de mogno e, em segundo, pela restrição imposta pelos tabiques e peso das camadas de
tábuas no empilhamento.
As tábuas secas ao ar de mogno brasileiro (12% de umidade) arqueiam em proporção semelhante
à observada para K. ivorensis (0,18) e K. senegalensis (0,26), e encurvam em menor intensidade que
as tábuas de K. senegalensis (0,79%) que foram secas até 15% de umidade (SILVA et al., 2016).
Isso demonstra que as comparações feitas no mercado entre estas espécies não são fundamentadas
em dados científicos, pois a madeira do mogno brasileiro e do africano possuem comportamentos
diferentes, a exemplo da genética e interação com o ambiente, por isso elas devem ser trabalhadas
com desenvolvimento de rotinas e metodologias individuais.
O encanoamento das tábuas ocorreu somente após o processo de secagem, e foi o empenamento
com maior evolução. A medição do encanoamento considera a menor dimensão (largura) da área
da tábua, por isso pequenas flechas causam valores de índice consideráveis. Por exemplo, a flecha
média desse empenamento nas tábuas de mogno foi de 0,12 cm, o que gerou um índice superior ao
limite de 0,50% preconizado pela norma. Todavia, destaca-se que em 22% das tábuas não ocorreram
flechas de encanoamento.
A ausência de encanoamento em tábuas úmidas é uma evidência de que esse defeito está relacionado
principalmente às tensões que ocorrem com a secagem da madeira e não àquelas originadas pelo
crescimento das árvores. Uma expressiva diferença entre as contrações tangencial e radial, variações
do ângulo microfibrilar e da grã e presença de lenho de tração podem causar os empenamentos das
tábuas (SIMPSON, 1991; WALKER, 2006).
Houve uma evolução de 1,98% no IRt ao longo de 90 dias de secagem natural. Na condição
úmida, 62,50% das tábuas avaliadas não racharam, sendo o comprimento médio das rachaduras
cerca de 0,82 cm. Após a secagem, a quantidade de tábuas sem a presença de rachaduras caiu para
34,38%, sendo o comprimento médio igual a 1,52 cm. Apesar da baixa evolução e da não ocorrência
das rachaduras em algumas tábuas, é importante considerar uma sobremedida de até 3,2 cm no
comprimento das peças durante o desdobro de toras de mogno brasileiro.
Um bom índice de qualidade da madeira serrada de mogno brasileiro é o baixo IRt, independente
da condição de umidade e relativamente às espécies do gênero Khaya, Corymbia e Eucalyptus. As tábuas
secas ao ar de mogno brasileiro racham menos que as de K. ivorensis em até 6,86% (SILVA et al., 2016),
e possuem IRt semelhante ao de tábuas úmidas de C. torelliana aos 17 anos (2,54%), apesar do período
de secagem. Já as tábuas de espécies de eucalipto usuais em serrarias, como o E. grandis x E. urophylla
(8 anos) e E. grandis (14 anos), alcançam valores na ordem de 6,32 e 10,15%, respectivamente
(HORNBURG et al., 2012).
Em geral, a madeira serrada de mogno brasileiro em idade jovem e proveniente de plantações
homogêneas apresentou bons resultados quanto aos defeitos avaliados, com índices relativamente
menores que os observados para os gêneros Eucalyptus e Khaya. Isso pode conferir um leque maior
de empregabilidade em virtude dos parâmetros de qualidade da madeira serrada, no entanto, as
propriedades físicas e mecânicas, durabilidade natural e relação cerne e alburno do lenho não devem
ser negligenciadas.

Máximo desvio angular (MAD)


O ângulo da grã da madeira de mogno brasileiro plantado, aos 16 anos, variou de 1,30 a 12,57º,
com média de 6,53º e desvio padrão de 2,88º. Para a madeira do mogno nativo do Peru, Hernández
(2007) obteve o valor médio de inclinação da grã de 2,8°, inferior ao observado na madeira deste
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estudo e que pode ser explicado pela diferença etária, fatores genéticos, ambiente e condições de
crescimento e estratégia de amostragem.
O MAD do mogno brasileiro foi inferior em até 20,85% comparado ao encontrado para o mogno
africano (19 anos) plantado em Linhares/ES (VIDAURRE et al., 2017). A variabilidade do MAD entre
espécies pode ser associada aos fatores genéticos e ambientais, à realização ou não de desrama e
desbaste e do espaçamento adotado. A intensidade de competição nos espaçamentos, do desbaste
e da desrama, pode causar alterações no tamanho dos nós e no crescimento e formação das células
do lenho e com isso mudar o ângulo de inclinação das células axiais em relação ao eixo longitudinal
do fuste.
Pelo sistema de Limaye (1954), a madeira de mogno brasileiro foi classificada como tendo grã
com tendência ao intercruzamento, pois o desvio médio foi igual a 0,289 cm, inferior ao limite
máximo desta classe que é 0,318 cm (Figura 3). Apesar de menos frequentes, também foram avaliadas
amostras com grã intercruzada. De acordo com ITTO (2016), a grã da madeira de mogno brasileiro
é normalmente reta ou ligeiramente inclinada, e a depender do tipo de corte produz desenhos
atraentes para determinados usos.

Figura 3. Frequência e limites das classes de intensidade de intercruzamento da grã da madeira.


Figure 3. Frequency and limits of the intensity classes of interlocking grain wood.

Ao longo do diâmetro das árvores, os maiores desvios da grã foram registrados em regiões
próximas à casca, com um incremento de 51,13% em relação à medula, o que pode ser visualizado
pelo perfil das amostras, na forma de desvios de maior amplitude (Tabela 3). Com o aumento do
MAD, as amostras exibem padrões de fissuras radiais de superfície cada vez mais irregulares, com
tendência a um zigue-zague transversal, uma representação grosseira da forma de uma curva senoidal
(VIDAURRE et al., 2017). Esse zigue-zague fornece uma boa indicação da frequência e intensidade da
grã intercruzada (HARRIS, 1989) e deduz-se que ele representa a orientação das iniciais fusiformes
do câmbio vascular (OGATA et al., 2003).
Maiores desvios da grã foram observados na posição próxima ao topo do fuste e o modelo de
variação no sentido base-topo foi linear, com acréscimo da variabilidade do MAD em maiores
alturas. O incremento de 9,77% do MAD no topo em relação à base da árvore pode estar associado
ao arranjo dos elementos axiais da madeira, influenciado pelas bifurcações e a proporção existente
de lenho juvenil.
O intercruzamento da grã é uma característica das regiões de bifurcação das árvores em geral
(SLATER et al., 2014). De acordo com os autores, os padrões divergentes de grã na bifurcação em
relação ao lenho normal ocorrem para unir um ramo ao outro, conferir resistência mecânica para
suporte de cargas externas, mediante a dificuldade de divisão das fibras entrelaçadas, e permitir
funcionalidade aos vasos no fluxo de seiva.
Tendência semelhante e inversa de variação do MAD no sentido medula-casca e base-topo das
árvores, respectivamente, foi observada para a madeira de sete clones do híbrido E. grandis x E. urophylla
aos 13 anos (COELHO, 2016). A variabilidade da grã dentro da árvore é dependente da espécie, mas
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Silva et al. – Qualidade da madeira de mogno brasileiro plantado para a produção de serrados

Tabela 3. Valores médios, em graus, do máximo desvio angular para as posições casca-casca e base-topo.
Table 3. Average values, in degrees, of maximum angular deviation for the diametric and base-top positions.
Posição casca-casca Posição base-topo
Próxima à casca Próxima à casca
Medula Base 3m Topo
(Norte) (Sul)
6,83 5,73 8,66 5,73 6,19 6,29
± 3,01 ± 2,69 ± 3,24 ± 1,15 ± 2,56 ± 2,96
Ilustração dos desvios da grã

± desvio padrão dos dados.

estudos ainda são necessários para avaliar a sua resposta mediante a outros fatores como idade de
corte, espaçamento de plantio, desbaste, desrama, fertilização e sítio.
A variabilidade do MAD em relação às posições diametrais foi superior em 41,36% à observada
com a altura do fuste do mogno brasileiro. Este resultado pode estar associado à proporção de lenho
juvenil em relação ao adulto, que é uma das principais causas a originar a variabilidade diametral.
Comportamento semelhante foi descrito para árvores de Pinus radiata, nas quais a maior variabilidade
do ângulo de grã espiralada ocorreu da medula para a casca, cerca de 55%, com outros 23% de
variação axial no fuste (MOORE; COWN; MCKINLEY, 2015).
A variação da grã possui forte influência genética, mas também é reflexo dos fatores ambientais
que afetam a árvore em crescimento, como fertilidade dos solos, padrão de distribuição e direção
dos ventos no local, disponibilidade hídrica, radiação solar, altitude e inclinação do terreno
(FONWEBAN et al., 2013; HARRIS, 1989). O manejo por influenciar o crescimento, o tamanho dos
galhos, as características e massa da copa, a forma e a inclinação do tronco das árvores também têm
efeito na variação da grã (BRAZIER, 1977).
Um grande número de espécies tropicais (mogno brasileiro, mogno africano, eucalipto, cedro
australiano, entre outras) apresenta o intercruzamento da grã, que possui uma vantagem ecológica
ou fisiológica, ou pelo menos não representa qualquer inconveniente ao desenvolvimento da árvore.
Ademais, o intercruzamento melhora a distribuição de água na copa da árvore e atribui uma boa
adaptabilidade para responder a alterações das condições ambientais (CABROLIER; BEAUCHÊNE;
THIBAUT, 2009; WEBB, 1969).
As principais consequências dos desvios da grã ocorrem no processamento e utilização da madeira.
Elevados valores de MAD podem causar instabilidade e deformações das tábuas, diminuindo a
resistência e a rigidez e influenciando o acabamento durante a usinagem (BRAZIER, 1977; COWN;
YOUNG; KIMBERLEY, 1991; CYRA; TANAKA, 2000).

Relação funcional das variáveis estudadas


A relação funcional foi avaliada em duas etapas: i) índices de qualidade das toras (IRTT, MAD
e diâmetro) e ii) da madeira serrada; sendo acrescentado o IRTT e o MAD junto às rachaduras e
empenamentos das tábuas na condição úmida (Figura 4).
Os IRTTs para os dois períodos de avaliação se relacionaram positivamente, sendo possível estimar,
com mediano grau de precisão, os índices deste defeito ao longo do período de estocagem. Na prática,
permite o entendimento de que há uma redução do IRTT em menores períodos de estocagem, todavia,
em situações que não há possibilidade de o desdobro ocorrer simultaneamente à colheita, pode-se
traçar uma previsão das perdas e das modificações necessárias na rotina das operações da serraria.
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Figura 4. Matriz de correlação de Pearson entre os índices de qualidade das toras e madeira serrada de mogno
brasileiro aos 16 anos.
Figure 4. Pearson correlation matrix between quality indexes for logs and lumber of Brazilian mahogany
at 16 years old.

Apesar da correlação dos IRTTs por períodos de avaliação ser significativa, eles possuem
comportamentos distintos, visto que logo após o corte houve uma relação negativa com o diâmetro
das toras, porém sem efeito significativo do MAD; enquanto o IRTT cinco dias após o corte relacionou
negativamente com MAD e não teve influência do diâmetro. Ou seja, após o corte a principal variável
a influenciar no IRTT é o diâmetro das toras, sendo maior a propagação das rachaduras nas toras de
menor classe diamétrica. Com o passar do tempo o diâmetro das toras reduziu a sua influência e o
MAD passou a exercer maior efeito no IRTT, apresentando maiores rachaduras nas regiões de menor
desvio da grã da madeira.
A relação do diâmetro das toras e do MAD com o IRTT em diferentes períodos de avaliação
trata-se de um fenômeno complexo, que ainda requer abordagens mais pontuais. A hipótese é que
logo após o corte o IRTT é uma resposta das tensões de crescimento, tendo o diâmetro participação
na redistribuição delas. O alívio das tensões com o período de estocagem faz com que a correlação
existente entre o MAD e o IRTT aumente, situação também observada por França (2014) em toras
de eucalipto.
Ao unir a relação funcional entre o MAD e o IRTT com a variabilidade do MAD no sentido
medula-casca, é possível compreender o motivo das toras de mogno racharem mais no centro ou
região da medula. Essa região, além de possuir baixa resistência mecânica e densidade, apresentou
menor inclinação da grã, o que contribuiu para o desenvolvimento das rachaduras de topo das toras.
Alguns efeitos da grã da madeira podem ser benéficos à utilização, como as figuras de superfície
formadas em cortes radiais ou tangenciais. Somado a isso, para a madeira de mogno plantado
maiores valores de MAD colaboraram para a redução das rachaduras de topo das toras, avaliadas
previamente ao desdobro. Este resultado corrobora com Harris (1989), de que o efeito mais evidente
da grã intercruzada nas propriedades mecânicas da madeira é dificultar a divisão do lenho, na forma
de rachaduras. No caso do mogno isso acontece para grã com tendência ao intercruzamento.
Valores elevados de MAD também promoveram uma redução de rachaduras no topo das toras de
sete clones de E. grandis x E. urophylla aos 13 anos de idade (FRANÇA, 2014).
A relação entre os índices de qualidade permite conhecer e prever as perdas nas dimensões da madeira
serrada em função de algumas variáveis das toras, mensuradas antes do desdobro. De tal modo, o
IRTT mensurado cinco dias após o corte, previamente ao desdobro, correlacionou positivamente com
o encurvamento e índice de rachaduras de tábuas úmidas (IRtu). Logo, quanto maior as rachaduras
de topo das toras maior a propagação deste defeito e do encurvamento nas tábuas.
A maior intensidade de rachaduras de tábuas úmidas com o aumento do IRTT também foi
observada para as espécies C. torelliana, E. cloeziana, E. grandis, E. grandis x E. urophylla e E. resinifera
(HORNBURG et al., 2012).
Não houve correlação dos valores de MAD com os defeitos da madeira serrada de mogno brasileiro
plantado. Apesar de não significativo, o maior coeficiente de correlação foi observado entre o MAD
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Silva et al. – Qualidade da madeira de mogno brasileiro plantado para a produção de serrados

e o encurvamento de tábuas úmidas. A ausência de significância pode ser uma resposta do número
de repetições e também do esquema de amostragem adotado, pois na avaliação do MAD ao utilizar
corpos de prova com espessura superior à das tábuas tangenciais, amostrou-se diferentes proporções
do raio ou mais camadas de crescimento com desvios de grã divergentes quanto à amplitude (HARRIS,
1989).
Uma outra perspectiva é de que, para a madeira serrada, o ângulo relativo ao eixo longitudinal
da peça é determinado não somente pelo padrão inerente do ângulo da grã da árvore, mas também
pela conicidade e retidão do fuste e pelo sistema de desdobro utilizado na serraria (MACDONALD;
HUBERT, 2002). Isso explica a falta de relação do MAD avaliado nos discos de madeira, com os
empenamentos e rachaduras das tábuas de mogno brasileiro.
O arqueamento das tábuas foi a única variável a não ter relação significativa com os demais índices
de qualidade das toras e da madeira serrada. Contudo, o IRtu e o encurvamento correlacionaram
positivamente, sendo maior a propagação de rachaduras maiores as flechas de encurvamento das
tábuas. Ou seja, a mesma força que contribuiu para a propagação das rachaduras também gerou as
flechas de encurvamento.

CONCLUSÕES

A madeira de mogno brasileiro oriunda de plantação homogênea aos 16 anos possui qualidade
satisfatória à produção de serrados, com destaque para a pequena magnitude dos desvios da grã,
rachaduras e empenamentos, e ausência de defeitos em algumas peças.

AGRADECIMENTOS

À Celeiro Floresta Criativa pelo fornecimento do material e condições para a realização desta
pesquisa. A Fapes pelo financiamento e fornecimento de bolsas auxílio. O presente trabalho foi
realizado com apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - Brasil
(CAPES) - Código de Financiamento 001.

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Recebido em: 22/11/2017


Aceito em: 18/06/2018
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