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Manual de Treinamento para Mecânicos Valtra

Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Apresentação

Prezado Leitor.

Este Manual foi cuidadosamente elaborado pelo Departamento de Treinamento da


Valtra do Brasil Ltda.

Sua principal finalidade é a de desenvolver e formar os Mecânicos da Rede de


Concessionários Valtra.

Todas instruções aqui contidas, foram baseadas em métodos de trabalhos


práticos realizados nos laboratórios de treinamento da empresa.

Destacamos também sobre a necessidade do uso correto de “ ferramentas


especias” projetadas pela Valtra, onde cada uma delas quando devidamente
aplicadas, facilita o conserto e garante melhor qualidade ao serviço de
reparação, bem como, adequa o trabalho aos tempos padrões de reparos.

Caso necessário, o leitor poderá encontrar instruções de manutenção mais


detalhadas nos;

Manual do Operador;
Manual de Serviço;
Catálogo Eletrônico de Peças.

Desejamos a todos um bom treinamento.

Treinamento e Desenvolvimento

-1-
Índice

Embreagem Simples ,4
Caixa de Câmbio ,5 a 9
Conjunto do diferencial ,10
Remoção e Instalação da Caixa de Câmbio, 11
Desmontagem da caixa de câmbio,12, 13,14 e 15
Inspeção de Montagem, 15
Considerações Gerais de Montagem, 15
Montagem da caixa de câmbio, 16 e 17
Montagem do Eixo Principal, 18, 19 e 20
Montagem do Eixo Lateral ,20
Montagem do Eixo Cônico do Pinhão, 21, 22 e 23
Montagem final da Caixa de Câmbio, 24, 25,26,27,28 e 29
Montagem do Conjunto Diferencial na Carcaça de Câmbio, 30
Determinação da folga entre dentes do Conjunto Diferencial, 31 e 32
Multitorque - Over e Under Drive, 33,34 e 35
Desgastes ou falhas Prematuras, 35
Providências a Serem Tomadas ,36
Sistema de Lubrificação do Multitorque ,37
Substituir os retentores do eixo da transmissão,37
Substituir o Eixo da Transmissão e o Conjunto de Discos ,38 e 39
Substituir os Rolamentos de Agulhas das Engrenagens Planetárias,40
Montagem do Eixo Transmissor e Conjunto dos Discos, 41e 42
Substituir a Válvula Solenóide do Multitorque, 42
Descrição da Redução Final, 43
Tomada de Potência, 44
Descrição da embreagem da tomada de potência, 44
Remoção e Instalação da tomada de potência, 44
Desmontagem da Caixa do Diferencial,45
Desmontagem do Diferencial, 45 e 46
Desmontagem do eixo cônico do pinhão,46 e 47
Regulagem da Profundidade do Eixo Cônico do Pinhão,47 e 48
Montagem do Diferencial, 49 e 50
Determinar a pré-carga dos rolamentos do conjunto do diferencial ,51 e 52
Montagem do Eixo Cônico do Pinhão, 52, 53,54
Determinar a Folga da ponta do Semi-Eixo com o suporte das planetárias, 55
Determinar a Pré-carga dos Rolamentos do Cubo da Roda,56
Determinar a Folga da ponta do Semi-Eixo com o suporte das planetárias, 56 e 57

-2-
Índice

Sistema Hidráulico,58
Descrição do Sistema Hidráulico,58
Componentes principais,58
Filtro de respiro,59
Filtro de Sucção,59
Filtro de Pressão,60
Filtro de retorno da Direção Hidráulica e Válvulas,60
Bomba Hidráulica,60
Sistemas de Válvulas,61
Corpo da válvula,61
Conjunto de válvulas Direcionais e Válvula Limitadora de Pressão,62
Corpo de válvulas,62
Funcionamento da Válvula de Alívio na Posição de Abertura ,63
Funcionamento da Válvula de Alívio na Posição de Fechamento ,63
Conjunto Regulador de Fluxo,64
Ciclo de levantamento,65
Condições Neutras,65
Ciclo de Descida,66
Funcionamento das Alavancas do Sistema Hidráulico,66 e 67
Regulagem das Alavancas de Controle de Posição e Curso dos Cilindros,68
Regulagem das Alavancas de Controle da Sensibilidade da Tração,69
Regulagem dos Pinos das Válvulas Pilotos do Corpo de Válvulas,69
Sistema Hidráulico de Levantamento,70
Montagem do Sistema de Articulações do Sistema Hidráulico, 71 a75
Alavancas de Controles, 76
Teste da Pressão de Abertura da Válvula Limitadora,76
Teste do sistema do Apalpador,77
Teste da Válvula de Segurança dos Cilindros de Levantamento,77 e 78
Tabela de Diagnose do Sistema Hidráulico de Levantamento ,79,80 e 81

-3-
Embreagem Simples

Descrição

É um componente que faz parte do sistema de transmissão, têm como função acoplar e desacoplar a potência
transmitida do motor para a caixa de câmbio. Também de facilitar o engate e desengate das marchas de velocidades
e da Tomada de Potência (TDP). Basicamente o sistema é composto por um platô de embreagem e de um
acionamento mecânico.

O platô da embreagem é fixado ao volante do motor por parafusos, contém uma placa de pressão com movimento
longitudinal e um disco orgânico de fricção.

A placa de pressão através da ação de suas molas helicoidais comprimem o disco de fricção contra a superfície do
volante do motor, possibilitando a transmissão de potência através do eixo acionador da embreagem para o eixo
principal da caixa de câmbio.

A ação de debrear, que consiste na interrupção da transmissão da potência, é realizada acionando o pedal da
embreagem, que por sua vez aciona as alavancas de articulação, imprimindo a bucha quia a um movimento
longitudinal.

Isso faz o rolamento de encosto atuar no anel de acionamento e este nos gafanhotos que comprimem a placa de
pressão contra as molas helicoidais.

Esta ação desloca a placa de pressão para o lado traseiro, desacoplando o disco de fricção da superfície do volante
do motor, interrompendo assim a transmissão de potência.

-4-
Caixa de Câmbio
A caixa de câmbio pode ser definida como um conjunto de engrenagens que possibilitam a seleção de
relações de transmissão para adequar a potência desenvolvida pelo motor com a velocidade e carga de
trabalho. Essas relações de transmissão são denominadas marchas.

A caixa de câmbio possui 8 marchas para frente e 4 para trás.

A caixa de câmbio tem características construtivas e funcionais que a classificam dentro dos seguintes
grupos:
3 eixos em disposição triangular;
de engrenamento constante;

Essa última classificação deriva-se do fato que as engrenagens ficam em contato permanente formando
pares. O acoplamento para transmitir potência é realizado através de sincronizadores ou anéis de engate.

A caixa de câmbio, basicamente é constituída pelos seguintes componentes:

Carcaça da caixa de câmbio


Eixos da transmissão
Mecanismo seletor de marchas
Conjunto do diferencial
Sistema de lubrificação

Composição da caixa de câmbio

Números de marchas:
- para frente ..................................................................................... 8
- para trás ........................................................................................ 4

Óleo lubrificante:
- especificação .................................................................................. Multifuncional TOU
- volume do óleo 4x2 ......................................................................... 68litros
- volume do óleo 4x4......................................................................... 66litros
- luz indicadora da pressão e temperatura do óleo lubrificante .............. painel de instrumentos
- válvula de pressão abertura...............................................................1,8 MPa
- filtro de lubrificação .........................................................................125 mm
- capacidade do filtro de lubrificação ...................................................0,750 l

Diferencial:
- eixo pinhão/coroa para os modelos ................................................... Z7/Z39
- eixo pinhão/coroa para os modelos ................................................... Z8/Z41
- Relação pinhão/coroa para os modelos ............................................. 5,57:1
- Relação pinhão/coroa para os modelos ............................................. 5,12:1

Torque de Aperto

- parafusos da carcaça e coroa do diferencial...................................... 110 Nm


- parafusos das tampas do diferencial.................................................. 47 Nm
- parafusos da tampa do eixo cônico do pinhão.................................... 23,2 Nm
- porcas do eixo cônico do pinhão........................................................ 270 Nm
- parafusos da tampa do mancal do eixo principal................................. 46 Nm
- parafusos da tampa do eixo lateral.................................................... 23,2 Nm
- parafuso da caixa de câmbio ao tanque de combustível...................... 125.Nm
- parafusos da caixa de câmbio a carcaça do freio................................ 317 Nm
- válvula de alívio ...............................................................................144-176 Nm
- Válvula de segurança.........................................................................50Nm
- Válvula da direção.............................................................................120Nm

-5-
Caixa de Câmbio

Torque de Aperto
- parafusos de fixação da placa na tampa lateral ................................. 41- 49 Nm
- parafusos de fixação da tampa lateral .............................................. 41 - 49 Nm
- conexão do filtro de retorno da direção..............................................120 Nm
- parafusos da carcaça do filtro de sucção............................................ 40 Nm
- válvula reguladora de pressão .......................................................... 110 Nm
- conexão das mangueiras do cilindro do hidráulico............................... 50 Nm
- porca da flange do eixo de acionamento (mod 4 x 4)......................... 127 Nm
- sensor de temperatura (mod 4 x 4) ................................................... 4,6 Nm
- bujões da placa com sextavado de 17mm ( mod 4x4) .........................150 Nm
- bujões da placa com sextavado de 13mm (mod 4x4) .......................... 70 Nm

Ajustes
- pré-carga dos rolamentos do eixo cônico do pinhão medida com
torquímetro de estalo aplicado na porca do eixo .................................2,0-2,3 Nm
- pré-carga dos rolamentos do diferencial medida com torquímetro
relógio aplicado na porca do eixo cônico do pinhão ............................. 4,0-5,2 Nm
- folga entre dentes do conjunto pinhão e coroa ................................... 0,18-0,32 mm
- folga axial do eixol lateral ................................................................. 0,075-0,150 mm
- folga axial do eixo principal ...............................................................0,025-0,075 mm

-6-
Caixa de Câmbio

Carcaça da caixa de câmbio

A carcaça da caixa de câmbio é uma estrutura de ferro


fundido dividida em 2 cavidades. A cavidade dianteira
suporta o conjunto dos 3 eixos da transmissão e o eixo
acionador do sistema de transmissão do eixo dianteiro
(tratores com tração 4x4) e a cavidade traseira suporta o
conjunto do diferencial. Nas paredes laterais da
cavidade traseira são fixadas as transmissões finais e na
parede traseira o mecanismo da tomada de potência,
em conjunto com o mecanismo do elevador hidráulico.

Eixo Principal

É o eixo de entrada do câmbio, acionado diretamente pelo eixo piloto da embreagem.O acoplamento entre ambos
é feito através de luva estriada.
O eixo principal é fabricado com construção oca para permitir a passagem do eixo acionador da tomada de potência
e é suportado nas paredes frontal e intermediária da carcaça através dos rolamentos cônicos.
Encontram-se no eixo principal,os 2 sincronizadores das marchas seletoras 1, 2, 3 e 4.

Montagem do eixo principal

-7-
Caixa de Câmbio
Eixo lateral
O eixo lateral conhecido também como eixo intermediário, é suportado por rolamentos cônicos. As engrenagens
do eixo lateral são de construção solidária com o próprio eixo lateral.
Montagem eixo lateral

Eixo cônico do pinhão

É o eixo da saída da potência para a coroa do diferencial e nos modelos 4x4 serve também para acionar o sistema
de transmissão do eixo de tração dianteiro.

No eixo cônico do pinhão, encontram-se os 2 anéis de engate para o acoplamento dos grupos de marchas H, L e R.

Montagem do eixo pinhão

Mecanismo seletor de marchas

O deslocamento dos sincronizadores e anéis de engate para


efetuar o acoplamento das marchas é realizado através de
forquilhas comandadas pelas alavancas de operação. Cada
alavanca 2 forquilhas.
O mecanismo seletor de marchas está localizado na lateral
direita da própria carcaça da caixa de câmbio.
O mecanismo de trava dos eixos seletores é construído na
forma convencional de esferas carregadas através de molas.

-8-
Caixa de Câmbio

Epecificações Técnicas

Eixos dianteiros ZF APL 340/345/350

Pré carga dos rolamentos Torque Mkgf

- Do eixo pinhão com retentor ............................................................ 2 a 3 0,20 a 0,30


- Do diferencial................................................................................... 1 a 4 0,10 a 0,40
- Cubo da roda................................................................................... 20 a 24 2,0 a 2,4
- Articulações das rodas...................................................................... 12 a 14 1,2 a 1,4
- Folga entre os dentes coroa e pinhão................................................. 0,10 a 0,25mm

Torque de aperto

- Tampões do diferencial......................................................................150 15,0


- Parafusos dos pivôs de articulação.....................................................120 12,0
- Parafusos dos suportes planetários................................................... 49 4,9
- Trava da porca do cubo.....................................................................37 3,7
- Tampões do cubo..............................................................................120 12,9
- Parafusos da união das carcaças........................................................295 29,5
- Parafusos da coroa ......................................................................... 150 15,0
- Terminal da direção...........................................................................150 15,0
- Porca do pinhão................................................................................420 42,0

Eixos APL 335

- Porca do pinhão................................................................................260 26,0


- Tampões do cubo..............................................................................70 7,0
- Parafusos da união das carcaças........................................................230 23,0
- Parafusos da coroa ......................................................................... 69 6,9
- Terminal da direção...........................................................................110 11,0

Nota! As demais especificações são identicas ao 345/350

Caixa de Câmbio para os modelos 885/985/1180

Pré carga Torque Mkgf

- Eixo cõnico do pinhão .......................................................................2,0 a 2,3 0,20 a 2,3


- Eixo cônico do pinhão mais o diferencial.............................................4,0 a 5,2 0,40 a 0,52

Folgas

- Dentes do pinhão e coroa ................................................................. 0,17 a 0,32mm


- Axial dos eixos principais.................................................................. 0,02 a 0,07mm
- Axial dos eixos laterais...................................................................... 0,07 a 0,15mm

-9-
Conjunto do diferencial

O conjunto do diferencial é suportado através de 2 mancais providos de rolamentos cônicos. O diferencial


compreende 2 engrenagens planetárias, 2 engrenagens satélites e o sistema de bloqueio. O bloqueio do diferencial
é acionado por um pedal (localizado no lado direito do trator), bloqueando a engrenagem planetária com a carcaça
do diferencial, ocasionando o acoplamento rígido entre os 2 semi-eixos traseiros da transmissão final.

Se os dentes do dispositivo do bloqueio não se acoplarem quando o pedal é acionado, existe uma mola que ajuda
e comanda a luva de engate, fazendo o acoplamento no instante seguinte.

Sistema de lubrificação

O sistema de lubrificação utilizado na caixa de câmbio é do tipo misto: imersão, borrifo e sob pressão. Na tampa
lateral encontra-se o filtro de sucção do qual o óleo é direcionado para a bomba hidráulica. Acima da carcaça do
filtro de sucção estão localizadas as válvulas de segurança e de retorno do cilindro do hidráulico.
Também na tampa lateral está posicionada a placa distribuidora, a qual, varia conforme o modelo do trator.

Trator (4x2)

Para a placa distribuidora retorna o óleo da direção hidráulica, o qual é utilizado para a lubrificação sob pressão. O
óleo é direcionado, em seu interior (placa), ao cartucho do filtro de retorno da direção hidráulica.

Trator (4x4)

Na placa distribuidora onde está fixado o filtro de retorno, o óleo é direcionado para a válvula de desvio e desta para
a válvula de comando da TDP.

A válvula de comando da TDP é do tipo seletora de 2 vias, de acionamento mecânico. Na sua posição neutra, o óleo
é direcionado para o tubo externo da placa distribuidora.

Do tubo externo, o óleo é direcionado novamente para o interior da placa distribuidora, porém, para canais que
passam abaixo do pistão da válvula de desvio e que dão acesso ao cartucho do filtro de retorno da direção
hidráulica.

Quando a válvula de comando da TDP é acionada para dirigir o óleo para a embreagem, a lubrificação da caixa de
câmbio é efetuada da seguinte maneira: logo após o acionamento do pistão da embreagem, o óleo fica bloqueado e
consequentemente, a válvula de desvio fica em posição de abertura.

Nessa condição o óleo desviado é direcionado para o cartucho do filtro de retorno e a lubrificação é igual para todos
os modelos de tratores e efetuado conforme explicado abaixo.

Antes de entrar no cartucho, o óleo encontra uma válvula do tipo de esfera. A função dessa válvula é regular a
pressão do óleo a um valor aproximado de 0,23 MPa (2,3 bar)

Há também do lado posterior da tampa lateral uma válvula de alívio que tem como função a descarga do óleo
excedente e atua a partir de uma pressão de 0,30 MPa (3,0 bar).

Do filtro de retorno, o óleo é direcionado para um rasgo da carcaça da caixa de câmbio, onde encontra-se uma
tampinha estranguladora.

A função dessa tampinha é provocar uma restrição ao fluxo de óleo e dividí-lo em 2 ramificações: uma para o eixo
principal e outra para o eixo cônico do pinhão.

A ligação com os eixos, é realizada através de tubulações dirigidas para a parte oca. O óleo é então direcionado para
as diversas pistas de rolamentos das engrenagens, efeito este obtido pela disposição crescente de diâmetros de
furos de lubrificação.

- 10 -
Remoção e Instalação da Caixa de Câmbio

Seguir os procedimentos abaixo:

Calçar as rodas dianteiras do trator.

Levantar a parte traseira do trator, o suficiente para que as rodas traseiras fiquem suspensas do solo. Para sustentar
o trator nessa posição, colocar um cavalete de apoio na parte central do tanque do combustível.

O trator deverá estar completamente estabilizado.

Retirar as rodas traseiras.

Drenar o óleo do sistema da TDP e do hidráulico.

Remover o conjunto do gancho de tração.

Retirar o conjunto do sistema de engate de três pontos do sistema hidráulico de levantamento.

Retirar as articulações dos freios de serviço e de estacionamento.

Retirar a articulação do bloqueio do diferencial.

Retirar a articulação da alavanca de acionamento da TDP.

Retirar as articulações das alavancas de seleção de marchas e regime.

Retirar os estribos.

Desligar a fiação elétrica da parte traseira do trator que impeça a remoção do câmbio.

Retirar as tubulações do sistema hidráulico.

Calçar o piso da cabine sobre o tanque de combustível.

Retirar as transmissões finais.

Soltar o anel de segurança do eixo acionador da embreagem da TDP. Somente para os modelos (4x4).
Soltar os parafusos das flanges que ligam a caixa de câmbio com o eixo cardan. Somente para os modelos (4x4), ou.

Soltar o parafuso da luva do eixo acionador da embreagem da TDP. Somente para os modelos (4x2).

Retirar o sistema da TDP.

Remover os parafusos, de fixação da caixa de câmbio, do tanque de combustível.

Remover a caixa de câmbio.

Para instalação da caixa de câmbio.

Realize os procedimentos na ordem inversa da remoção.

- 11 -
Desmontagem da caixa de câmbio
1- Retire a tampa lateral da caixa de câmbio juntamente 5- Retire o conjunto do diferencial.
com os filtros.

6- Fixar a carcaça do diferencial e retirar os parafusos da


coroa.

2- Retire a mangueira do sistema de lubrificação do eixo


principal.

7- Desmontar o conjunto planetário e satélite do


diferencial, utilizando a ferramenta 903390.
3- Retire os mancais dos rolamentos do diferencial.

8 - Retire os tubos de lubrificação da caixa de câmbio


4- Retire as capas e os rolamentos do diferencial
utilizando a ferramenta 903910.

- 12 -
Desmontagem da caixa de câmbio
9- Retire a tampa frontal do eixo principal ou 12- Retire a tampa frontal do eixo cônico e com a
multitorque, caso o trator possua este componente. ferramenta 903060 solte a porca do pinhão.

10 - Utilizando a ferramenta 9031770,retire o rolamento


frontal do eixo principal.
13- Utilizando um tarugo de bronze, remova o eixo
cônico do pinhão, segurando o conjunto de
engrenagens.

11- Remova o eixo principal segurando o conjunto de


engrenagens.
Remoção dos garfos seletores

1- Solte os parafusos de trava do eixo seletor e remova


os garfos.

- 13 -
Desmontagem da caixa de câmbio
2-Solte a tampa do eixo lateral e com auxilio de um 5- Para desmontar e substituir os anéis retentores do
tarugo de bronze remova o eixo lateral. eixo acionador da tração dianteira, utilize um punção
adequado e um martelo para retirar os pinos de

3- Para remover os rolamentos do eixo lateral na


bancada, utilize a ferramenta 901470.
6- Com o auxilio da ferramenta 904580, remova a porca
do eixo de saída para tração dianteira.

4- Para substituição dos anéis retentores dos eixos de


acionamento dos garfos, utilize um punção adequado e
um martelo para retirar os pinos de pressão.
7- Com o extrator universal, remova a flange do eixo de
saída da tração dianteira.

- 14 -
Desmontagem da caixa de câmbio
8- Após a retirada das travas do eixo de tração dianteira, 9- Com o eixo de tração fixado em uma morsa, retire o
remova utilizando um tarugo de bronze. rolamento utilizando umextrator universal de duas garras.

Inspeção de Montagem
Efetuar a limpeza das peças com um solvente adequado e seque com ar comprimido.

Verifique as condições dos rolamentos se não estão com folga, pista marcadas, gaiolas amassadas ou quebradas.
Substituir os rolamentos que apresentarem defeitos.

Após a lavagem, lubrificar os rolamentos com óleo novo da mesma especificação do utilizado no sistema.
Engrenagens e estrias dos eixos que apresentarem defeitos de :

- desgaste irregular nas faces de contato dos dentes (canais com rebarbas);
- quebra parcial ou total dos dentes;
- destacamento da camada dos dentes das engrenagens ou estrias;
- pipocamento nas faces de contato dos dentes ou estrias.

NOTA! Eixos de transmissão que apresentarem os assentos de rolamentos gastos ou com alguma evidência de
cisalhamento, deverão ser substituídos.

Considerações Gerais de Montagem


A montagem da caixa de câmbio perfeitamente executada é aquela em que as peças são montadas com as folgas
especificadas e sem danificações, principalmente os rolamentos e retentores.

Neste caso, a limpeza no trabalho é de grande relevância, pois pequenas sujeiras nas superfícies rolantes.

Desta forma, recomendamos que o lugar seja isolado de poluentes, além de efetuar a montagem com peças
completamente limpas e lubrificadas, inclusive as peças novas.

É de grande importância a utilização de ferramentas especiais a fim de não danificar as peças principalmente os
rolamentos e os retentores.

Antes da montagem, lubrificar o assento do eixo,mancal e rolamento.

A montagem a seco e altamente prejudicial para ambos os componentes.

O rolamento novo, ao ser retirado de sua embalagem, deverá ser montado imediatamente.

Quando for necessário bater em componentes, tais como, eixos, utilizar como ferramenta um material maleável
(tarugo de bronze, por exemplo) para não marcar as peças.

Esse material, entretanto, não deverá soltar partículas de metal, que possam alojar-se entre os componentes que
serão ajustados.

Sempre que o conjunto for desmontado, os elementos de vedação e de trava deverão ser substituídos, pois, com
raras exceções, os mesmos encontram-se em condições de reaproveitamento, após terem sido removidos de
seus alojamentos.

Essa prática previne contra falhas prematuras de componentes de grande custo.

- 15 -
Montagem da caixa de câmbio

3- Com a ferramenta 903390 monte as engrenagens


planetárias e satélites.

NOTA! As ilustrações deste manual foram efetuadas numa


caixa de câmbio na qual a carcaça está sem a parede
superior para facilitar a visualização das operações efetuadas
no seu interior.

4- Com auxílio da ferramenta 903390 monte ao pino das


engrenagens planetárias satélites.
Montagem do Diferencial

1- Monte as buchas internas do diferencial com Loctite


277.

5- Posicionar a coroa com a face voltada para baixo em


todos os modelos

2- Posicione a bucha de bloqueio.

- 16 -
Montagem da caixa de câmbio

6- Passar cola Loctite 277 na tampa e montar a bucha de 2- Montar a bucha estriada e a pista do rolamento no
encosto. eixo principal.

7- Fixar as carcaças através dos parafusos e arruelas


com o torque de 110 Nm(11mkgf), passando antes nas
roscas dos parafusos cola Loctite 271. 3- Montar o rolamento de agulhas e a engrenagem
intermediária da Ré Z45.

Montagem do Eixo Principal 4-Montar a engrenagem da 4ª marcha Z36 no eixo


principal, observe o lado de montagem.

1- Verificar a posição do pino na bucha estriada com


relação ao eixo principal.

- 17 -
Montagem do Eixo Principal

5- Montar a capa e cubo da 3ª e 4ª marcha. 8-Verificar a posição do pino da luva estriada no eixo, e
efetuar sua montagem.

6- Montar os anéis de sincronização de maneira que


eles se acoplam sobre o conjunto cubo do sincronizador
e luva de acoplamento. 9- Montar a engrenagem da 3ª marcha Z33 no eixo
principal.

7- Posicionar o sincronizador montado. 10- Montar a arruela espaçadora sobre a engrenagem


Z33 do eixo principal.

- 18 -
Montagem do Eixo Principal

11- Montar engrenagem da 2ª marcha Z27 no eixo 14- Posicionar a bucha com relação ao canal do eixo e
principal. montar.

12- Montar o conjunto sincronizador da 1ª e 2ª marcha 15- Montar a engrenagem da 1ª marcha Z22 no eixo
sobre a engrenagem Z27. principal, de acordo com a ilustração.

16- Montar a bucha espaçadora sobre a engrenagem da


13- Montar o anel espaçador n eixo principal apoiando 1ª marcha Z22, observando a posição do seu pino de
sobre o cubo sincronizador. trava com o alojamento do eixo principal.

- 19 -
Montagem do Eixo Principal

17- Em caso de dúvidas na montagem do eixo principal, observe as especificações:

- folga axial do eixo;


- torque dos parafusos;
- seqüência de montagem.

Montagem do Eixo Lateral

18- Em caso de dúvidas na montagem do eixo lateral, observe as especificações.

- 20 -
Montagem do Eixo Cônico do Pinhão
1- Limpe a ferramenta 903630 removendo todo o 4-Posicionar a ferramenta 903630 no rolamento.
lubrificante protetor.

2- Aferir o relógio comparador utilizando a ferramenta 5- Fixar firmemente a flange com a mão através do
903630. parafuso recartilhado.

3- Limpar o rolamento removendo todo o lubrificante 6 - Proceder a medição do rolamento posicionando o


protetor externo. relógio comparador sobre a face lateral da pista do cone
do rolamento.

- 21 -
Montagem do Eixo Cônico do Pinhão
7- Efetuar a medição, proceder à medição do valor 10-Montar a capa e cubo de acoplamento, deixando a
obtido no relógio comparador coma do bloco padrão, numeração voltada para o lado dianteiro do eixo.
ou seja, a largura do rolamento denominada daqui em
diante somente de C será a soma da leitura do relógio
comparador com a constante 33,5 mm .
C = leitura do relógio comparador + 33,5 mm.

11- Montar a bucha ocilante juntamente com a


Para melhor compressão observar o exemplo seguinte: engrenagem Z38 do grupo “H“.
- Pré-carga do relógio = 3,00 mm
- Leitura encontrada = 3,18 mm
Diferença do padrão com a leitura = 3,18 - 3,00 = 0,18mm
C = 0,18mm + 33,5mm
C = 33,68 mm

Nota! Este valor será utilizado quando da montagem do


eixo cônico do pinhão.
8- Montar o rolamento no eixo pinhão

12- Montar a bucha distânciadora nos tratores 4x2.

9- Monte a bucha espaçadora juntamente com a


engrenagem da “L“ Z57

- 22 -
Montagem do Eixo Cônico do Pinhão
13-Montar a engrenagem Z29 saída para tração dianteira 15- Montar a bucha flutuante juntamente com a
nos tratores 4x4. engrenagem Z38 do grupo marcha Ré.

14- Montar a capa e cubo de acoplamento, da tração 16- Montar e arruela de encosto no eixo do pinhão.
dianteira e marcha Ré.

17- Em caso de dúvidas na montagem, observe a figura do eixo cônico do pinhão.

- 23 -
Montagem final da Caixa de Câmbio
1- Montar a esfera sobre a mola no garfo seletor, e 4- Montar o eixo de saída da tração dianteira com seus
introduzir a ferramenta. respectivos rolamentos e anéis de trava.

2- Montar o eixo de acionamento do garfo da tração 5- Montar o retentor e flange de saída da tração
dianteira. dianteira, apertando a porca com a ferramenta com
torque de 127 Nm (2,7 mkgf).

Nota! Esta porca somente deverá ser usada uma vez


(devido ser porca alto-travante).

3- Montar o eixo seletor no garfo de acoplamento da 6- Montar o eixo lateral na carcaça.


tração dianteira.

- 24 -
Montagem final da Caixa de Câmbio
7- Regular a folga axial do eixo lateral através de calços 10- Montar o eixo seletor nos garfos, juntamente com
conforme figura abaixo. Tendo a folga especificada de seus anéis retentores
0,07 a 0,15 mm.

8- Montar os eixos de acionamento dos garfos na 11- Montar o parafuso de regulagem no eixo seletor,
carcaça, juntamente com os anéis retentores. juntamente com o pino de trava dos garfos (para evitar o
engrenamento de duas marchas).

9- Montar as alavancas acionadoras dos eixos, com seus 12- Introduzir os parafusos de fixação do eixo seletor.
respectivos pinos de travas

- 25 -
Montagem final da Caixa de Câmbio
Regulagem da Profundidade do Eixo Cônico do C) Largura do rolamento cônico montado
Pinhão. (capa + cone) medido anteriormente.
A) A regulagem da profundidade do eixo cônico do
pinhão, consiste na determinação da espessura das
chapas de calço, que são posicionadas entre a face
traseira da parede intermediária da carcaça da caixa de
câmbio e a capa do rolamento traseiro do eixo cônico do
pinhão.
A determinação das chapas de calço é feita através de
três dimensões conforme ilustração

Logo a espessura dos calços será obtida através da


equação:

X = A - (B + C)

O valor de “X” compreende a espessura do anel


Encontra-se gravada na carcaça da caixa de câmbio os espaçador 30486400 e as chapas de calço. A espessura
centésimos desta medida do anel espaçador deverá ser determinada através de
Que deverão ser somados à constante 193 para obter a micrômetro.
dimensão supra citada

Portanto para obter a espessura dos calços deverá ser


B) Distância do centro do mancal do diferencial à face de
subtraída a espessura do anel espaçador do valor
encosto traseira da cabeça do pinhão.
encontrado para “X”
Para melhor compreensão veja o seguinte exemplo:
Medida gravada na carcaça da caixa de câmbio 92 desta
forma, à medida “A” será:
A = 193 + 0,92 = 193,92 mm

Medida gravada na cabeça do eixo pinhão B:

B = 159,40 mm - Largura do rolamento do eixo pinhão,


medida através da ferramenta 903630:

C= 33,5mm

Logo temos:
X= 193,92 - (159,40 +33,50)
A medida “B“ encontra-se gravada na face dianteira da X= 193,92-192,90
cabeça do pinhão. X= 1,02mm

- 26 -
Montagem final da Caixa de Câmbio
Para selecionarmos a espessura das chapas de calços medir primeiro a espessura do anel espaçador e a seguir
fazer a diferença com “X”.

Considerando-se que na medição do anel espaçador foi encontrado um valor igual a 0,32 mm, a espessura da
chapa de calço será:

1,02 - 0,32 = 0,70 mm

Portanto, junto com o anel espaçador será montada uma chapa de calço de espessura 0,50 mm + 2 chapas de 0,10
mm.

NOTA! As espessuras dos calços para a regulagem da profundidade do eixo cônico do pinhão encontram-se nas
seguintes dimensões: 0,05 mm, 0,10 mm, 0,30 mm e 0,50 mm.

IMPORTANTE! As instruções de regulagem da profundidade do eixo cônico do pinhão são válidas unicamente
para coroa e pinhão novos. Quanto a coroa e o pinhão forem usados a profundidade do eixo cônico deverá ser
regulado da mesma maneira ( com igual quantidade de calços) quando da desmontagem.

1- Montar os calços necessários sobre a face de 3- Montar o eixo cônico do pinhão na carcaça com todas
encosto da pista externa do rolamento traseiro, as engrenagens e buchas flutuantes.
posicionando inicialmente o anel espaçador.

2- Montar a capa do rolamento traseiro do eixo cônico 4- Fixar a ferramenta 903250 na carcaça do câmbio e
do pinhão. pressionar o eixo cônico do pinhão de tal forma que
fique alinhado.

- 27 -
Montagem final da Caixa de Câmbio
5-Montar a arruela de encosto, juntamente com os A medida obtida deve situar-se na faixa de 2,0 -2,3 Nm
separadores de regulagem da pré-carga dos rolamentos. (20-23 mkgf). Para certificar-se de que a leitura está
correta o torquímetro deverá estalar para valores abaixo
de 2,0 Nm (20 mkgf) e conservar-se travando para uma
medição entre 2,0-2,3 Nm (20-23 mkgf).

Como procedimento prático ajustar o torquímetro para


o valor de 1,9 Nm(19 mkgf) e verificar a pré-carga. O
torquímetro deverá estalar.

Posteriormente ajutar o toquímetro para o valor de 2,3


Nm (23 mkgf) e nesta experimentação o torquímetro
deverá conservar-se travado.

Caso a pré-carga encontrada seja excessiva, ou seja, o


torquímetro estalar para valores acima da faixa , deve-se
substituir o anel espaçador por um de maior espessura.
No entanto, se a pré-carga dos rolamentos for
6- Montar a porca do eixo cônico do pinhão, e apertar insuficiente para provocar o estalo para valores abaixo
com torque de 270 Nm (27 mkgf) com a ferramenta da faixa especificada, ou seja, o torquímetro fica travado
903060. para valores abaixo de 2,0 Nm (20 mkgf) , neste caso,
deve-se substituir o anel espaçador por um de menor
espessura.

NOTA! As espessuras dos anéis existentes para a


regulagem da pré-carga dos rolamentos do eixo côncio
do pinhão são as seguintes:

7,35 - 7,37 - 7,41 - 7,44 - 7,56 - 7,68 - 7,80 - 7,92 - 8,04


8,07 - 8,10 - 8,13 mm.

ATENÇÂO! Ao substítuir o anel espaçador, deve-se, na


nova montagem fixar a porca com o torque de aperto de
270 Nm (27 mkgf).

7-Regulagem da pré-carga do eixo cônico do pinhão.


Montagem do Eixo Principal

1- Montar o conjunto de engrenagens do eixo principal


nos garfos.

Importante! Estas instruções de determinação da pré-


carga dos rolamentos são válidas unicamente para
rolamentos novos. Os rolamentos usados deverão ser
regulados da mesma maneira (mesma quantidade de
calços) que antes da desmontagem.
Medir a pré-carga dos rolamentos do eixo cônico do
pinhão, utilizando o torquímetro de relógio 904640,
aplicado na porca do eixo, através da ferramenta 903060
e soquete de adaptação.

- 28 -
Montagem final da Caixa de Câmbio
2- Montar o eixo principal de tal forma que todas as 5- Montar o mancal dianteiro do eixo principal e através
engrenagens fiquem montadas corretamente no eixo. dos calços regular a folga axial do eixo principal.

3- Após a montagem da bucha espaçadora, com a


ferramenta 903170 fixe o cone do rolamento traseiro.
6 - Regular os garfos da terceira e quarta marcha.

4- Montar o sistema de lubrificação do eixo principal. 7- Montar o sistema de lubrificação do eixo lateral.

8- Montar a mangueira de lubrificação do eixo principal.

- 29 -
Montagem do Conjunto Diferencial na Carcaça de Câmbio
1- Montar a carcaça do diferencial na caixa de câmbio. Medir a pré-carga dos rolamentos do conjunto do
diferencial através do torquímetro de relógio 905000,
aplicado na porca através da ferramenta 903060 e
soquete de adaptação.

NOTA! A medida obtida deve estar compreendida na


faixa de 4,0 - 5,2 Nm (40 - 52 mkgf), para certificar-se de
que a leitura está correta o torquímetro deve estalar
com 4,0 Nm (40 mkgf) e para valores abaixo dessa
medida conservar - se travado para uma medição de 5,2
Nm (52 mkgf).

Como procedimento prático ajustar o torquímetro para


o valor de 4,0 Nm (40 cm/kgf) e verificar a pré-carga.
O torquímetro deverá estalar.

Posteriormente ajustar o torquímetro para o valor de 5,2


Nm (52 cm/kgf) e nesta experimentação o torquímetro
2- Montar os rolamentos e mancais, através de calços e deverá ficar travado.
regular a pré-carga dos rolamentos do diferencial.
Caso a pré-carga encontrada seja excessiva, ou seja, o
torquímetro estala para valores acima da faixa deve-se
acrescentar calços bi-partidos de modo que os calços
sejam distribuídos em ambos os mancais.

No entanto, se a pré-carga dos rolamentos for


insuficiente para ocasionar o estalo para valores abaixo
da faixa especificada, ou seja, o torquímetro fica travado
para valores abaixo de 4,0 Nm (40 cm/kgf) deve-se
retirar o calços bi- partidos de igual espessura de ambos
os lados.

NOTA! As espessura dos calços para a regulagem da


pré-carga dos rolamentos do conjunto do diferencial são
as seguintes: 0,1; 0,2 e 0,5 mm

ATENÇÃO! Ao substituir os calços dos mancais deve-


se na nova montagem fixar os parafusos com torque de
3- Regular a pré-carga dos rolamentos do conjunto do aperto de 47 Nm (4,7 mkgf).
diferencial

IMPORTANTE! Estas instruções para determinação da


pré-carga dos rolamentos do conjunto do diferencial são
válidas unicamente para rolamentos novos.
Os rolamentos usados deverão ser regulados da mesma
maneira (mesma quantidade de calços) antes da
desmontagem.

- 30 -
Determinação da folga entre dentes do Conjunto Diferencial
IMPORTANTE! Estas instruções sobre a folga entre dentes do conjunto pinhão e coroa são válidas unicamente
para coras e pinhões em estado novo. Coroas e pinhões usados deverão ser regulados da mesma maneira
(mesma quantidade e posição dos calços) que antes da desmontagem.

1- Montar a haste do relógio comparador perpendicular 2- Verificar o contato entre dentes da coroa e pinhão,
ao flanco do dente da coroa e medir a folga em 4 pontos passe uma tinta nos dentes da coroa e gire o pinhão
da coroa , defasados uns 90º um do outro. aplicando uma pequena carga na coroa.

3 - Contato correto central nos flancos dos dentes.


A folga deverá estar contida na faixa de 0,18 a 0,32 mm.
Se a folga encontrada não estiver na faixa recomendada
proceder da seguinte maneira:
- Folga menor que 0,17 mm, neste caso, retire
o calço bi-partido do mancal direito e transfira
para o lado esquerdo.

- Folga maior que 0,32 mm, neste caso, retire o


calço bi-partido do mancal direito e transfira para o
lado esquerdo.

- Folga maior que 0,32 mm, neste caso, retire o


calço bi- partido do mancal esquerdo e transfira
para o lado direito. Este procedimento deverá ser
efetuado até obter uma folga próxima da média da
faixa recomendada, observando-se que os
parafusos das tampas dos mancais do diferencial
devem ser fixados com um torque de aperto de
47 Nm (4,7 mkgf) antes da leitura. Efetuado o 4 - Contato incorreto dos dentes.
ajuste da folga entre dentes verificar novamente a
pré-carga dos rolamentos do diferencial utilizando
torquímetro de relógio 904650 aplicando na porca
do eixo cônico do pinhão sendo que os valores
especificados devem estar compreendidos na
faixa de 4,0 a 5,2 Nm (40 a 52 cmkgf).

Caso o valor obtido esteja fora da especificação faça


um novo ajuste da pré-carga e em seguida verifique a
folga entre dentes.

- 31 -
Determinação da folga entre dentes do Conjunto Diferencial
5- Colocar a trava, a segunda porca do pinhão apertar 8- Montar o cabeçote na tampa lateral com uma junta de
com a ferramenta 890100 com 270 Nm (27 mkgf). espessura de 0,5 a 1,00 mm, no lugar da cola.

6- Montar a tampa do eixo cônico pinhão com o anel


retentor.

7- Montar a tampa lateral da caixa de câmbio, usando no


lugar da junta a cola Loctite 271. Aperte os parafusos
com o torque de 41 a 49 Nm (4,1 a 4,9 mkgf).

- 32 -
Multitorque - Over e Under Drive

Descrição do Multitorque

O Multitorque está situado na frente da caixa de câmbio e está conectado ao eixo da embreagem através de uma
luva de acoplamento.
O Multitorque pode ser um redutor ou multiplicador dependendo do modelo do trator.

O Multitorque liga e desliga elétro-hidráulicamente através de um botão na manopla da alavanca do câmbio.


Pode ser ligado em movimento sem necessidade de utilizar o pedal da embreagem. A válvula solenóide para o
Multitorque encontra -se na tampa do mesmo.

Qualquer dos dois tipos de Multitorque Over ou Under Drive quando ligados, devem manter inalterada a rotação
recebida do motor.

O Multitorque Over drive quando estiver na lebre aumenta a velocidade das marchas em 26%.

O Multitorque Under drive quando estiver na tartaruga a velocidade das marchas é reduzida e é aumentado a força
de tração em 20%.

Assim qualquer dos dois tipos de Multitorque (Over ou Under Drive) duplicam as opções das marchas do trator.

A pressão para acionamento do Multitorque é regulada por uma válvula reguladora de pressão localizada no bloco
lateral da caixa de câmbio, no circuito de retorno da unidade hidrostática da direção. A Pressão neste ponto situa-se
entre 20 a 30 kg/cm2, estando o motor a 1500 rpm e o óleo do câmbio aproximadamente com 50 C° de
temperatura.

No pedal da embreagem existe um interruptor com a finalidade de aliviar a inércia rotativa no interior do
multitorque quando a embreagem é acionada.

Se o botão na alavanca do câmbio estiver na tartaruga, nos modelos ou na lebre nos modelos e o pedal da
embreagem for acionado completamente, é feita uma troca automática de posição, facilitando o acoplamento dos
anéis sincroniados e igualando a rotação do multitorque com a transmissão.

Este sistema de acoplamento automático proporcionado pelo acionamento da embreagem, prolonga a vida útil dos
anéis sincronizados do câmbio.

Relação de redução e Torque de aperto


- Relação de redução Multitorque Under Drive i = 1,256
- Relação de redução Multitorque Over Drive i = 0,796

Torque de aperto

Multitorque. 45 Nm

Parafusos e porcas entre caixa de câmbio e Tanque de combustível:


- Parafusos allen 125Nm
- Porcas 270-330 Nm
- Retentor do eixo principal da caixa de câmbio 23 Nm
- Parafusos da tampa do Multitorque 23 Nm
- Parafusos do suporte das planetárias 23 Nm
- Parafusos de fixação da válvula solenóide 2,5 - 3,5 Nm

- 33 -
Multitorque - Over e Under Drive

Legenda:

1 - Óleo com a pressão de 20 a 30 kgf/Cm². 10 -No redução over drive, as engrenagens planetárias
2 - Óleo lubrificante. devem ser invertidas ( comparar o número de dentes da
3 - Retorno do óleo lubrificante para caixa de câmbio. engrenagem central)
4 - Marcar a bucha por fora. Nota! Caso seja alterada a versão Under Drive para Over
5 - Adicionar graxa na montagem. Drive, as engrenagens planetárias deverão ser invertidas
6 - Alinhar os furos na montagem. e o eixo de entrada com a engrenagem solar (frontal)
7 - Nota! Canal para montagem da engrenagem central. deverá ser trocada. Também a outra engrenagem solar
8 - Nota! A seta deverá apontar para engrenagem central solta (traseira) deverá ser trocada. (Ver na referencia 10
9 - Pino ( fixado sobre pressão) os números de dentes)

- 34 -
Multitorque - Over e Under Drive
Figura 2A Figura 2B

O canal de pressão do óleo está fechado (a válvula A corrente está ligada a válvula solenóide para que abra
solenóide inoperante). A pressão do óleo não atua no o canal de pressão (1) ao Multitorque.A pressão do óleo
Multitorque. A embreagem (traseira) esta livre e a atuando sobre o pistão e a embreagem dianteira para
embreagem (dianteira) para mudar de posição está que o suporte das planetárias e eixo principal fiquem
acionada. conectadas.

A potência se transmite desde a engrenagem central ao Ao mesmo tempo a pressão do óleo libera através do
final do eixo das engrenagens planetárias e continua até pistão, a embreagem para mudar de posição, para que o
o eixo, produzindo uma alteração na relação de redução. suporte das planetárias e a engrenagem girem na
As engrenagem planetárias giram em torno de seu eixo mesma rotação do eixo principal. Não se altera a relação
de redução. As engrenagens planetárias não giram em
Relação: torno de seus eixos

1 = 1,256 (superdireta 1 = 0,796). Relação:

1=1,0

O botão do multitorque está localizado na alavanca de


grupos, conforme figura. Quando o botão está na
posição tartaruga a velocidade é mais lenta que na lebre.

Desgastes ou falhas Prematuras

Como qualquer equipamento, o multitorque está sujeito a desgastes ou falhas prematuras.

DIAGNOSE DAS FALHAS

Faça um diagnóstico verificando os seguintes itens: Parte elétrica verifique:

- se não há fusível queimado;


- se não há fio rompido na manopla do câmbio;
- se o solenóide não esta aberto;
- se o relé não esta danificado;

Parte mecânica verifique:


- se não há ruído anormal:
-se está patinando:
-se a válvula não está engripada;

Parte hidráulica verifique:


- se a pressão de abertura da válvula reguladora está correta;
- se não há vazamento interno;
- se não há vazamento externo;

- 35 -
Providências a Serem Tomadas
Teste elétrico: Teste do circuito Hidráulico:
Faça um teste com uma lâmpada verificando se existe Em caso de vazamentos externos, troque o retentor
fios danificados no sistema elétrico do multitorque, (KH1408) do eixo de entrada, e o anel O -ring (KH4790)
alternando o acionamento da embreagem e do botão do da tampa. No caso de vazamento interno somente
multitorque. poderá ser identificado com a medição da pressão de
O botão na posição coelho significa que o solenóide acionamento, que deve ser entre 20 a 30 kg/cm².
está ligado. Esta medição somente poderá ser feita como óleo do
O botão na posição tartaruga significa que o solenóide câmbio quente numa temperatura de aproximadamente
está ligado. 50C° e com o motor à 1500 rpm. O botão do
O botão na posição tartaruga significa que o solenóide multitorque deve estar posicionado na lebre ou na
está desligado. tartaruga.
O botão na posição coelho significa que o solenóide Se não atingir a pressão indicada, faça a substituição dos
está desligado. anéis de aço que provavelmente estão danificados.

Teste Mecânico:
No caso de defeito mecânico de barulho anormal ou
patinando, o multitorque deve ser aberto e trocadas as
Teste do solenóide: peças danificadas.
Faça um teste utilizando dois cabos ligados da bateria Antes verifique se a válvula que é acionada pelo
até o solenóide, utilizando uma voltagem de 12V e solenóide está abrindo e fechando normalmente.
observe se a haste é acionada. Em caso de defeito,
troque por uma nova.
DIAGRAMA DE VELOCIDADES:

- 36 -
Sistema de Lubrificação do Multitorque

Pressão de lubrificação

A lubrificação do multitorque é feita por parte da pressão do óleo de retorno do sistema hidráulico de
levantamento, retornando para o mancal dianteiro do eixo lateral até a caixa de câmbio.

1 - Solenoide
2 -Tubulação de acionamento
3 - Tubulaçãode lubrificação
4 -Tubulação de retorno
5 - Tubulação de retorno da direção
6 -Interruptor de pertida
7 - Positivo da bateria.

Substituir os retentores do eixo da transmissão

Nota! Antes de substituir os retentores, separar o trator entre a caixa de câmbio e o tanque de combustível
em alguns modelos.
1- Retirar a tampa do retentor.

2- Retire o retentor danificado e coloque um novo com


a ferramenta.

Nota! Coloque o anel retentor na tampa.

3- Proteja as estrias do eixo com fita plástica e coloque


a tampa com os retentores e aperte os parafusos
com torque de 23 Nm.

4- Monte a caixa de câmbio ao tanque de combustível


na mesma sequência que foi desmontado .

- 37 -
Substituir o Eixo da Transmissão e o Conjunto de Discos
1- Retire a tampa do eixo estriado. 6- Retire o anel de trava do rolamento dianteiro
cuidadosamente para não danificar a superfície saliente
2- Soltando os parafusos da tampa do multitorque, a do eixo.
mesma se levantará uns 5 mm devido à pressão das
molas.

3- Levante a tampa conforme mostra na figura, para que


saia todo o conjunto interno do multitorque.

7- Bata no extremo do eixo comum martelo de plástico,


para que o eixo saia da carcaça junto como pistão e a
tampa dianteira.
Nota! Se o suporte das planetárias não soltar, gire a
tampa um pouco para que as engrenagens planetárias
se encaixem nas ranhuras da parede da carcaça.

4-Coloque o Multitorque sobre uma bancada, solte os


parafusos e separe a parte superior do suporte das
planetárias.

5- Retire os discos da embreagem

8- Retire os retentores do pistão e o anel de trava com


um extrator universal.
Retire o rolamento.

- 38 -
Substituir o Eixo da Transmissão e o Conjunto de Discos
9- Retire os discos e as molas pratos de pressão,
juntamente com o pistão.

10- Verifique a espessura das molas pratos.


As medidas devem ser de 13,7 mm à 14,3 mm.
Se as medidas não estiverem dentro do especificado,
faça a substituição das mesmas.

11- Os discos devem ser substituídos quando os canais


de lubrificação estão gastos, isto significa que os discos
terminaram sua vida útil. Este desgaste se pode
comprovar observando os canais defletores de óleo ao
lado do suporte das planetárias.

12-Ao substituir o cubo dos discos no eixo, verifique se


o orifício de lubrificação está alinhado com o eixo.
O cubo é montado no eixo com a face retificada para a
face da engrenagem.

- 39 -
Substituir os Rolamentos de Agulhas das Engrenagens Planetárias
Nota! Nestas condições, o suporte das planetárias já 3- Ao montar, procure deixar as marcas (setas) das
foi desmontado. engrenagens apontando para o centro da engrenagem
central.
1- Com um punção adequado e um martelo, retire Monte o eixo nas engrenagens e fixe com os pinos
ospinos de pressão dos eixos das engrenagens, em elásticos e travas, usando um punção adequado.
seguida retire as engrenagens e os anéis espaçadores.

4- Retire o rolamento traseiro do suporte das


planetárias, com um extrator universal.
2- Efetue a montagem dos novos rolamentos utilizando
graxa. Coloque o rolamento e o anel de trava em cada
engrenagem. 5- Monte o rolamento novo com a ferramenta
(ET 893 420).

Nota! Se tiver que trocar o rolamento da placa final,


faça empurrando para dentro. O rolamento novo deve
ser adicionado depois que o eixo estiver montado no
multitorque.

6- Montagem do Multitorque

- 40 -
Montagem do Eixo Transmissor e Conjunto dos Discos
Nota! Antes de montar, verifique as condições dos 6- Monte a tampa de modo que os dentes do prato de
retentores do pistão, se necessário troque-os. pressão e o disco de aço fiquem alinhados. Monte o
prato final. Verifique se os dentes coincidem com as
1- Coloque o pistão de fechamento e verifique a ranhuras do prato final.
flexibilidade das molas prato, que deveria ser de 6,90 a
7,02 mm.

2- Monte as molas prato e o anel trava.


3- Gire o suporte das planetárias para que o pistão fique
bem centralizado e coloque os 6 parafusos na flange.
Coloque as molas prato como interior alinhado uma
coma outra. Monte o pistão.
4- Coloque as molas prato de pressão nos discos.
7- Coloque os discos de fechamento no suporte das
planetárias. Coloque o eixo transmissor junto com o
cubo do disco.
Verifique se o cubo coincide com as estrias dos discos.

8- Levante a tampa completa com a parte dianteira do


suporte das planetárias e monte no eixo transmissor /
suporte das planetárias. Aperte os parafusos com o
torque de 23 Nm.

5- Monte o rolamento dianteiro com a ferramenta


especial ET893420. Fixe o rolamento com um anel de
trava. Monte os anéis de vedação do pistão

- 41 -
Montagem do Eixo Transmissor e Conjunto dos Discos
9- Coloque o anel de trava atrás do rolamento no eixo e 11- Monte o conjunto na carcaça e verifique se as molas
monte-o com a ferramenta especial ET 893 62.Coloque prato estão bem colocadas ( a distância entre a tampa e
o anel de trava na frente do rolamento. a carcaça é de 5 mm, quando a engrenagem apoia sobre
as molas). Se a distância for maior, verifique a posição
10- Coloque um novo retentor do eixo e proteja as das molas e aperte os parafusos da tampa a um torque
estrias com uma fita de plástico. Aperte os parafusos de 23 Nm. Não aperte demasiadamente.
com um torque de 23 Nm.
12- Monte o Multitorque na trator e verifique a pressão
de funcionamento que deverá ser de 20 à 30 Kg/cm2.
(caso for necessário faça a regulagem da pressão). Após
a montagem completa verifique o funcionamento do
Multitorque.

Substituir a Válvula Solenóide do Multitorque


1- Retire o tapete e a tampa do piso e faça a substituição
do solenóide. Não aperte demasiadamente os parafusos
do solenóide, o torque deve ser de 2,5 a 3,5 Nm.
Verifique seu funcionamento.

Dados técnicos

Tipo Epicicloidal
- Relação de redução para modelos (4 x 2) i= 5,2
- Relação de redução para modelos (4 x 4) i= 5,6

Ajustes
- Folga axial do eixo traseiro 0,025 a 0,075mm

Torques de apertos
- Bujão de dreno do óleo do sistema da TDP e do hidráulico 150 Nm (15 mkgf)
- Parafuso de ajuste da folga axial do rolamento do eixo traseiro 5 Nm (0,5 mkgf)
- Porca de fixação da roda 530 Nm (53 mkgf)

- 42 -
Descrição da Redução Final

A redução final é composta por um conjunto de engrenagens responsável pela redução final do sistema de
transmissão. A redução final possibilita uma transformação da potência disponível (fornecida pelo motor através da
caixa de câmbio) numa capacidade de carga maior (maior torque) e uma velocidade menor (menor rotação).

A proporção desta mudança é obtida pela relação de redução do engrenamento, eliminando-se as perdas devidas
ao atrito interno do conjunto.

Nos modelos antigos a relação de transmissão é de i=5,2 e nos modelos novos a relação é de i=5,6. A transmissão
é efetuada através de semi-eixo, reduções planetárias e eixo traseiro.

A estrutura da redução final é composta de duas partes, a primeira fixada ao câmbio denominada de carcaça do
freio e a segunda que serve de elo de ligação entre a carcaça de freio e a roda denominada carcaça tubular.

A carcaça tubular também é constituída de ferro fundido e aloja o engrenamento final e o eixo traseiro.

Há uma diferença entre os modelos antigos e novos, pois para o primeiro caso a carcaça tubular e a engrenagem
externa constituem numa só peça visto que é prensada em sua sede na carcaça.

Já para os tratores atuais a engrenagem é independente da carcaça tubular e é fixada através de parafusos entre as
carcaças tubular e do freio.
Redução final para tratores 4 x 4 ( antigos)

1- Engraxadeira ( engraxar os
rolamentos a cada 100horas de
trabalho)

2- Coloque arame expansor

3- A folga do rolamento deve ser


ajustada apertando o parafuso central
entre 3-5Nm

4- Bujão de drenagem

5- Usar silicone preto para vedação.

1- Engraxadeira ( engraxar os
rolamentos a cada 100horas de
trabalho)

2- Coloque arame expansor

3- A folga do rolamento deve ser


ajustada apertando o parafuso central
entre 3-5Nm

4- Bujão de drenagem

5- Usar silicone preto para vedação.

Redução final para tratores atuais

- 43 -
Tomada de Potência
Dados Técnicos

- TDP 540 rpm standard


- Tipo 1 eixo de 6 estrias
- Diâmetro 35mm (13/8)
- Rotação nominal 540/1860 rpm
- Relação de transmissão 3,44:1
- Acionamento Hidráulico por alavanca
- Embreagem (4x2) Simples ou opcional com embreagem independente de
acionamento independente
- Embreagem da tomada de potência Totalmente independente com separação multidiscos e
acionamento hidráulico
- Sistema de lubrificação Misto: imersão e borrifo, eixo estriado da TDP é lubrificado pelo
retorno do sistema hidráulico
- Óleo lubrificante Multifuncional TOU
- Volume do óleo (4x2) 68 litros
- Volume do óleo (4x4)

Ajustes

- folga axial do eixo da TDP 0,25-0,75mm

Torque de aperto

- Parafusos de fixação da tampa dianteira 23Nm (2,3 mkgf)


- Parafusos de fixação da arruela de trava 23Nm (2,3 mkgf)
do garfo seletor
- Porcas de fixação da carcaça traseira -19mm 120-140Nm (12-14mkgf)
- Porcas de fixação da carcaça traseira -24mm 270-330 Nm (27-33mkgf)
-Parafusos de fixação da TDP 50Nm (5mkgf)
- Parafusos de fixação da tampa traseira 42-50Nm (4,2-5,0 mkgf)

Descrição da embreagem da tomada de potência


A transmissão de potência é realizada através do eixo acionador que aciona o eixo estriado, onde se encontra a
engrenagem acionadora Z18 a qual está acoplada com a engrenagem Z62 do eixo da tomada de potência.
A relação de transmissão é de i = 0,29 ou seja, quando o acoplamento é efetuado através da alavanca de comando
do operador, a tomada de potência gira à rotação nominal de 540 rpm, com o motor a 1860 rpm.

O mecanismo da tomada de potência se encontra incorporado na carcaça traseira, a qual é construída de ferro
fundido de alta resistência.
A lubrificação dos componentes de TDP utiliza o mesmo óleo da caixa de câmbio, sendo do tipo misto: imersão e
borrifo.
O eixo estriado que serve para o acionamento da engrenagem Z62 é suportado através de rolamentos de esferas.
Já o eixo da tomada de potência é suportado através de rolamentos cônicos.

Remoção e Instalação da tomada de potência

Proceda da seguinte forma:

- drenar o óleo do sistema da TDP e do hidráulico;


- remover o conjunto do gancho de tração;
- remover os garfos superiores dos braços do elevador;
- remover os cilindros de levantamento;
- retirar as articulações das alavancas de comando do hidráulico;
- desconectar as tubulações do sistema hidráulico;
- soltar o anel de segurança e remover a engrenagem da embreagem da tomada de potência, nos modelos (4x4) e
(Turbo);
- soltar o anel de segurança da bucha estriada e removê-la, no modelo (4x2);
- remover o eixo acionador interno;
- remover as porcas de fixação da carcaça da caixa traseira;
- remover a carcaça da caixa traseira;

- 44 -
Desmontagem da Caixa do Diferencial
1- Remover os parafusos de fixação e a carcaça do eixo 3- Remover o conjunto da caixa do diferencial.
dianteiro

2- Com o extrator 904440, remover a capa do rolamento 4- Com o extrator 904440 , retirar a capa do rolamento
da sua sede na carcaça do eixo dianteiro. Juntamente da sua sede na carcaça do eixo dianteiro. Juntamente
com a capa do rolamento, soltar os calços de ajuste da com a capa do rolamento, soltar os calços de ajuste da
pré-carga. pré-carga dos rolamentos.
A remoção da capa, somente deverá ser efetuada se A remoção da capa somente deverá ser efetuada se
houver necessidade de trocar os rolamentos. houver necessidade de trocar os rolamentos.

Desmontagem do Diferencial

2- Remover as engrenagens satélites e planetárias.


1- Soltar os parafusos de fixação da carcaça do
Manter a posição relativa dos discos de fricção para
diferencial e a coroa. Remover os parafusos, as chapas
evitar que se eventualmente forem reaproveitados não
de encostos e a carcaça do diferencial. sejam montados em posição diferente da original.

- 45 -
Desmontagem do Diferencial
3-Com o auxílio de um punção remover os cones dos 4- Com o auxílio de uma prensa remover a coroa
rolamentos (remover apenas se forem substituídos ou (remover a coroa somente em caso de substituição).
em caso de substituição da coroa).

Desmontagem do eixo cônico do pinhão

1- Com um alicate, retirar a trava da porca do eixo cônico 3- Remover o flange do cardan.
do pinhão.

4- Com um martelo plástico ou tarugo de bronze, bater


2- Com a ferramenta 904170 fixada com os parafusos na ponta do eixo cônico do pinhão, a fim de soltar de
da flange, travar o eixo cônico do pinhão e remover a sua sede.
porca de fixação com o soquete 904340. Remover a 5- Remover o eixo cônico do pinhão, juntamente com o
arruela de encosto. cone do rolamento e anel de ajuste da pré-carga dos
rolamentos.

- 46 -
Desmontagem do eixo cônico do pinhão
6- Com espátula, remover o retentor do eixo cônico do 7- Com o extrator 901470 e o par de tirantes 905370,
pinhão de sua sede na carcaça do eixo dianteiro e retire remover o cone do rolamento interno de sua sede no
o rolamento com auxilio de um extrator de impacto. eixo cônico do pinhão.

Regulagem da Profundidade do Eixo Cônico do Pinhão


1- Posicionar o anel 905310 na ferramenta 904410 e 3- Com paquímetro de profundidade, determinar a
guia complementar 905320. medida A entre a face externa da carcaça do eixo
dianteiro e a superfície do eixo do dispositivo 904410.

2- Posicionar no alojamento do conjunto do diferencial, 4- A medida “A” pode ser por exemplo: 237,4 mm
o dispositivo 904410.

- 47 -
Regulagem da Profundidade do Eixo Cônico do Pinhão
5- Com paquímetro de profundidade, determinar a 8- Posicionar o rolamento (capa + cone) e determinar a
medida “ B” entre a face externa da carcaça do eixo medida ilustrada na figura, pôr exemplo: 27,8 mm.
dianteiro e a superfície de encosto da capa do A largura “C” do rolamento, seria então:
rolamento.
C = 59,6 - 27,8 = 31,8 mm

6- A medida B pode ser por exemplo: 126,4 mm. 9- A seguir, anotar a medida “D “gravada na cabeça do
eixo cônico do pinhão, por exemplo: 98,0 mm.
Com as medidas anteriormente determinadas, proceder
ao cálculo final da espessura dos calços de regulagem:

Subtrair B de A:

237,4 - 126,4 = 111,0 mm.

A esse resultado, adicionar 20 mm correspondente ao


raio do eixo do dispositivo 904410.

111,0 + 20 = 131,0 mm.

E finalmente deste resultado subtrair as medidas “C” e


“D”:

131,0 - 98,0 - 31,8 = 1,20 mm


7- Num desempenho, determinar a largura “C” do
rolamento, da seguinte maneira: No exemplo acima a espessura do calço deverá ser de:
Posicionar 2 calços padrões e determinar a medida 1,20 mm.
ilustrada na figura, por exemplo: 59,6 mm.

- 48 -
Montagem do Diferencial
1- Montar os demais discos de forma alternada de tal 4- Observar a posição correta dos anéis de encosto com
forma que o conjunto montado contenha um anel de a carcaça do diferencial, verificando se a trava dos anéis
encosto, 5 discos de fricção externos e 4 discos de de encosto encaixam adequadamente no rasgo da
fricção internos conforme ilustrado na figura ao lado. carcaça conforme demonstrado na figura.

5- Montar o outro eixo com anéis de encosto e


engrenagens satélites. Verificar se os rasgos de ambos
os eixos encaixam adequadamente.

2- Posicionar o conjunto anteriormente montado,


observando que os discos de fricção externos encaixem
adequadamente nos rasgos da caixa do diferencial.

6- Prensar a coroa na carcaça do diferencial como auxílio


da ferramenta 903640 ( guiar com o auxílio dos
3- Montar o conjunto do eixo (com rasgo), satélites e parafusos).
anéis de encosto na carcaça do diferencial.

- 49 -
Montagem do Diferencial
7- Posicionar a engrenagem planetária juntamente com
o pacote de discos de fricção (montados da mesma
forma anteriormente ilustrada).

8- Montar as carcaças do diferencial, verificando que as


marcas de ambas as carcaças coincidam conforme as
marcas de montagem das carcaças do diferencial. 11 - Posicionar as chapas de encosto e fixar os
parafusos com torque de aperto de 69 Nm (6,9 mkgf)
com o torquímetro 905010.

9- Fixar as carcaças com 4 parafusos posicionados


opostos, e com calibre de lâminas, medir a folga entre o
pacote de discos de fixação e a parede da carcaça do
diferencial.

12- Posicionar e fixar os cones dos rolamentos no


diferencial com o auxílio da ferramenta 900220

10- Remover um disco de fricção externo e medir sua


espessura, se a folga encontrada for maior que a
especificada, trocar o disco de fricção externo
anteriormente medido por outro de maior espessura a
fim de alcançar a folga nominal.

Por outro lado, se a folga for menor que a folga nominal


mínima, trocar o disco de fricção por outro de menor
espessura para obter a folga nominal.

Após a determinação da folga dos discos de fricção,


continuar o processo de montagem conforme segue.

- 50 -
Determinar a pré-carga dos rolamentos do conjunto do diferencial
1- Selecionar um calço de ajuste da pré-carga de 5- Introduzir a ferramenta 905340 nas estrias da
1,2 mm de espessura. engrenagem planetária e verificar o torque de giro do
conjunto.
Se o conjunto do diferencial girar com um torque menor
que 2,5 Nm (25 cmkgf), significa que a pré-carga está
menor do que o especificado. Entretanto, verifique se a
engrenagem planetária está girando em falso sem
arrastar a caixa do diferencial, neste caso, trave a
planetária com as engrenagens satélites utilizando um
pino pequeno localizado entre os dentes das
engrenagens.

2- Fixar o conjunto com a capa do rolamento utilizando a


ferramenta 905270.
Posicionar o conjunto do diferencial no seu alojamento.

6- Nesta condição, apertar um pouco mais a porca do


dispositivo 904380 e verificar novamente o torque de
giro.
Com esse procedimento, determinar o aperto da porca
que corresponda a um torque de giro aproximado de 2,5
Nm (25 cmkgf).
Torque de giro nominal: 1 - 4 Nm (10 - 40 cmkgf)
3- Posicionar na sede do dispositivo 904380 a capa do
outro rolamento do mancal.

7- Determinado o aperto da porca correspondente à pré-


carga nominal, retirar o dispositivo e com barra paralela
4- Apertar com a força da mão, a porca do dispositivo de precisão, calços padrões e paquímetro de
904380. profundidade, determinar a medida A entre a face de
apoio do dispositivo e a face de apoio da capa do
rolamento.

- 51 -
Determinar a pré-carga dos rolamentos do conjunto do diferencial
8- A seguir, com o mesmo procedimento, determinar a
medida “B” entre a face de apoio da respectiva carcaça
do eixo dianteiro e a face de encosto da capa do
rolamento.
Calcular a espessura dos calços da seguinte maneira:

medida B - medida A = espessura dos calços.


A espessura anteriormente calculada + o calço de 1,2
mm que foi colocado na carcaça do eixo dianteiro,
determina o total de chapas de calço correspondente à
pré-carga nominal.
A seguir remover o conjunto do diferencial e proceder à
montagem do eixo cônico do pinhão.
Após a montagem do eixo cônico do pinhão, completar
a montagem do diferencial.

Montagem do Eixo Cônico do Pinhão


1- Posicionar na ferramenta 905290 o calço de 3- Com a ferramenta 905290, fixar a capa do rolamento
regulagem da profundidade do eixo pinhão e a capa do externo utilizando o outro complemento da ferramenta
rolamento interno. conforme ilustra a figura.

2- Posicionar a guia (complemento da ferramenta


905290) no alojamento do retentor e o parafuso da
ferramenta, fixá-los no seu alojamento na carcaça do 4- Com a ferramenta 903180, fixar o cone do rolamento
eixo dianteiro. interno na sua sede do eixo cônico do pinhão.

- 52 -
Montagem do Eixo Cônico do Pinhão
5- Posicionar o anel de ajuste da pré-carga dos 9- Posicionar o flange juntamente com os parafusos e
rolamentos no seu alojamento do eixo cônico do porcas de fixação do cardan juntamente com a
pinhão. ferramenta ”904170".

10- Posicionar a arruela de encosto da porca do eixo


cônico do pinhão.

6- Calçar a cabeça do eixo pinhão com um pedaço de


madeira e com a ferramenta “904290", fixar o cone do 11- Com a ferramenta ”904170", travar o flange do
rolamento externo do eixo cônico do pinhão. cardan e utilizando o soquete ”904340" e torquímetro
7- Posicionar o encosto do retentor no flange. 905090 ajustado para 105 Nm (10,5mkgf) e o
multiplicador de torque ”905360", aplicar na porca do
eixo cônico do pinhão um torque de aperto de 420 Nm
(42,0 mkgf).

12- A seguir prepare o torquímetro ”905010" e


8- Fixar o encosto do retentor no flange com a juntamente com os adaptadores e soquete ”904340",
ferramenta 891900. verifique o torque de giro do eixo cônico do pinhão.
13- Se o eixo cônico do pinhão girar com torque de giro
abaixo de 1,0Nm (10,0 cmkgf) significa que a pré-carga
está abaixo do especificado.
14-Neste caso, substituir o calço de ajuste
anteriormente selecionado por outro de menor
espessura.

- 53 -
Montagem do Eixo Cônico do Pinhão
15- Por outro lado, se o torque de giro encontrado for 18- Posicionar o retentor do flange do cardan no seu
maior que 2,0 Nm (20 cmkgf), substituir o calço por alojamento na carcaça do eixo dianteiro e fixar com a
outro de maior espessura. ferramenta 903450.

16- Após a troca do anel de ajuste, proceder novamente 19- Montar o flange do cardan, arruela de encosto e
à medição do torque de giro. porca do pinhão. Apertar a porca do pinhão com torque
de aperto de 420 Nm (42mkgf) conforme instruções
17- Determinado o calço de ajuste da pré-carga, anteriormente descritas.
remover a porca do pinhão, arruela de encosto e flange
do cardan. 20- Posicionar a trava da porca do eixo cônico do pinhão
e, fixá-la com a ferramenta 904250.

21- Travar a porca utilizando punção.

Montagem Final do Conjunto Diferencial e Determinação da Folga

1- Ajustar a porca (encosto da capa do rolamento) do 3- Montar o conjunto do diferencial e fixar o dispositivo
dispositivo ”904380" exatamente a mesma medida da ”904380".
respectiva carcaça do eixo dianteiro
4- Retirar o bujão de dreno do diferencial e, através de
seu furo posicionar um relógio comparador com sua
haste perpendicular ao dente da coroa.

5- Com a ferramenta 905340, movimentar o conjunto


do diferencial para efetuar a medição da folga entre
dentes.

NOTA! Folga nominal: 0,10 - 0,25 mm, se a folga


encontrada for menor do que a nominal, transferir
calços do dispositivo para o lado contrário e vice-versa.

2- Posicionar os calços no dispositivo “904380", porém,


sem o calço de 1,2 mm que deverá ser montado com a
capa do rolamento do lado contrário do dispositivo.

- 54 -
Montagem Final do Conjunto Diferencial e Determinação da Folga
6- Determinada a folga entre dentes, remover o 8- Posicionar a carcaça do eixo dianteiro e fixá-la com
dispositivo ”904380" e posicionar os calços do lado do seus respectivos parafusos com um torque de aperto
dispositivo na sede da respectiva carcaça do eixo de 230 Nm (23,0 mkgf).
dianteiro.

7- Posicionar a capa do rolamento e fixar com a


ferramenta ”905270".

Determinar a Folga da ponta do Semi-Eixo com o suporte das planetárias


2- Fixar a ferramenta ”904160" e com o torquímetro
1- Fixar a porca do cubo da roda com um torque de ”905010" determinar o torque de giro do conjunto.
aperto de 1200 -1400 Nm. Torque de giro nominal: 20 - 24 Nm (2,0 - 2,4 mkgf).
(120 - 140 mkgf).

NOTA! Para aplicar esse torque, utilizar o multiplicador


”905360" e o torquímetro 905090 ajustado para 330
Nm (33 mkgf).
Observar que o multiplicador amplia 4 vezes o torque
ajustado no torquímetro, entretanto, devemos
considerar 10% de perda de eficiência.

Após aplicação do torque, girar várias vezes o cubo da


roda.

3- Se o torque de giro encontrado for diferente que o


especificado, substituir o anel seletivo.

NOTA! É recomendável efetuar a medição do anel para


facilitar na seleção do novo calço.

- 55 -
Determinar a Pré-carga dos Rolamentos do Cubo da Roda
4- Retornar a fazer a medição. NOTA! Nunca desaperte a porca do cubo para acertar a
posição da trava.

6-Fixar a trava com os 2 parafusos com torque de


aperto de 37 Nm (3,7 mkgf).

5- Posicionar a trava da porca do cubo da roda.


Caso não haja coincidência entre o rasgo da porca e a
trava, apertar a porca do cubo da roda até conseguir o
posicionamento correto.

Determinar a Folga da ponta do Semi-Eixo com o suporte das planetárias

1- Utilizando uma barra paralela de precisão e 2- Com a barra paralela de precisão e paquímetro de
paquímetro de profundidade, determinar a medida “A” profundidade, determinar a medida “B” da face do
da ponta do semi-eixo à face do cubo da roda. suporte das planetárias à face de apoio da arruela de
encosto.
Nota! Para essa medição, o cubo da roda deverá ser
posicionado de tal maneira que o semi-eixo fique Exemplo:
alinhado com o eixo de simetria do diferencial.
Medida A = 111,4 mm
Medida B = 109,4 mm
Folga encontrada: 111,4 - 109,4 = 2,0 mm
Folga nominal: 0,3 - 0,6 mm

Espessura da arruela de encosto:


2,0 - 0,4 ( valor médio) = 1,6

Portanto, as arruelas de espessura mais próximas são


1,5 ou 1,7 mm.

- 56 -
Determinar a Folga da ponta do Semi-Eixo com o suporte das planetárias
3- Posicionar a arruela de encosto selecionada no seu 6- Posicionar o anel de encosto.
alojamento.

NOTA! Após a secagem da cola, trave a arruela de


encosto com punção, deformando o fundido do suporte
das planetárias em 2 pontos diametralmente opostos.

7- Posicionar a arruela de encosto.

4- Com a ferramenta 904200, fixar o conjunto das


engrenagens planetárias e rolamentos de agulhas

8- Com o alicate de bico reto, fixar o anel de trava no


respectivo rasgo do semi-eixo.

5- Com um alicate de bicos retos, fixar o anel de trava


das engrenagens planetárias no seu respectivo rasgo do
suporte das planetárias.
Montar as outras 3 engrenagens planetárias da mesma
forma.

9- Posicionar o suporte das planetárias montado e fixá-


lo com os 2 parafusos allen com torque de aperto de 49
Nm (4,9 mkgf).

- 57 -
Sistema Hidráulico

Sistema hidráulico de levantamento tipo controle de posição, profundidade, tração, reação e velocidade de descida.

- categoria do sistema de 3 pontos II com estabilizadores reguláveis


- capacidade de levantamento 25.400 Nm (2590 Kgf) a 610mm do olhal (4400 Kgf nos
olhais)
- pressão máxima 18MPa (180 kgf/cm²)
- vazão máxima 51,8 litros por minuto
- controle remoto 1 ou 2 válvulas de dupla ou simples ação com engate
rápido
- bomba hidráulica dupla de engrenagens, vazão constante
- acionamento da bomba hidráulica por engrenagens, através do comando de válvulas do
motor
- vazão nominal 11 + 22,5 cm³/rpm
- válvula limitadora de pressão 180 bar
- Válvula de segurança dos cilindros 220 bar
- folga do pino de pressão da válvula de alívio dos cilindros 0,4 a 0,5 mm

Descrição do Sistema Hidráulico

O sistema hidráulico pode ser considerado como um conjunto de 2 circuitos principais e suas ramificações.

As ramificações do circuito de baixa pressão são:

1 - Circuito para lubrificação da caixa de câmbio.


2 - Circuito para acionamento da embreagem da TDP (modelo 4x4)
3 - Circuito auxiliar para descida dos braços de levantamento inferiores.

As ramificações do circuito de alta pressão são:

1 - Circuito de levantamento para três pontos.


2 - Circuito para o controle remoto de cilindros externos.

Componentes principais
Reservatório Hidráulico

Ambos os circuitos principais utilizam como fluido hidráulico o óleo lubrificante do sistema de transmissão de
potência. Portanto, o sistema hidráulico não possui reservatório próprio.

Tubulações

As tubulações são os condutos que servemdemeio de transporte do óleo hidráulico entre os diversos
componentes do sistema.

Tubulação de sucção

Está tubulação é a de maior diâmetro, construída de aço e tem como função transportar o óleo hidráulico do
sistema de transmissão (mais precisamente da caixa de câmbio) para as câmaras de admissão das bombas
hidráulicas. Para possibilitar a alimentação simultânea das duas bombas, a tubulação de sucção é bifurcada em seu
extremo.
O deslocamento do óleo é realizado pelo vácuo criado nas câmaras de admissão das bombas e pela ação da
pressão atmosférica presente no reservatório através da tampa de abastecimento do sistema de transmissão de
potência.

Tubulação de pressão

Está tubulação é a de menor diâmetro, tendo função transportar o óleo hidráulico da bomba para o filtro de pressão
e deste para o corpo da válvula. O filtro de pressão é ligado tanto como corpo da válvula quanto com a tubulação de
pressão através de mangueiras do tipo de alta pressão.
Do corpo da válvula, o óleo hidráulico é direcionado para o sistema de válvulas.

- 58 -
Sistema Hidráulico
Tubulação de retorno

A tubulação de retorno tem como função, transportar o óleo hidráulico dos cilindros para o sistema de válvulas e
deste para o reservatório.

O retorno dos cilindros de levantamento para o sistema de válvulas é realizado através das próprias mangueiras de
pressão.

Filtros do sistema hidráulico

Os componentes do sistema hidráulico são construídos com alta precisão mecânica e são afetados por impurezas
quer procedentes do próprio desgaste natural de seus componentes, quer por elementos procedentes de
sistemas hidráulicos externos.

Para evitar o desgaste prematuro e problemas funcionais provocados pela presença de sujeira ou partículas
metálicas, o sistema hidráulico é provido com os seguintes filtros:

Filtro de respiro

O filtro do respiro é do tipo de elemento de papel e encontra-se selado na própria tampa de abastecimento do
sistema de transmissão de potência.

A função principal desse filtro é evitar a entrada de


impurezas provenientes do meio ambiente e garantir
ao mesmo tempo, as funções de respiro do sistema.
A tampa de abastecimento e consequentemente o
filtro, deverá ser substituída por ocasião da troca do
óleo do sistema de transmissão de potência. Isso é
necessário, pois, o filtro não admite processos de
limpeza e também porque com o passar do tempo, o
mesmo é saturado de sujeiras e do próprio óleo
lubrificante.
As conseqüências imediatas da obstrução do filtro
são: elevação da pressão interna do reservatório,
superaquecimento do óleo, possíveis falhas de
retentores e cavitação nas bombas hidráulicas.

Filtro de Sucção

1- Placa de fixação
2- Elemento filtrante de tela
3- Tampa
4- Retentores

O filtro de sucção é do tipo provido de elemento filtrante de tela lavável. Sua função é proteger as bombas
hidráulicas, separando as partículas de maior tamanho que eventualmente estejam presentes no óleo procedente
da caixa de câmbio.
Na manutenção desse filtro, deve-se tomar o cuidado de não danificar ou montar impropriamente os elementos de
vedação (retentores), pois, a entrada de ar na sucção provoca problemas de superaquecimento nas bombas
hidráulicas e consequentemente o seu desgaste prematuro.

- 59 -
Filtro de Pressão
O filtro de pressão é do tipo provido de elemento filtrante de papel substituível. A sua função principal é proteger o
sistema de válvulas das partículas de menor tamanho.

O filtro é provido de uma válvula de segurança que evita o bloqueio do fluxo de óleo quando por qualquer motivo,
existir um entupimento do elemento filtrante.

1- Válvula de segurança
2- Retentor
3- Carcaça
4- Elemento filtrante de papel

Filtro de retorno da Direção Hidráulica e Válvulas

1- Corpo
2- Elemento filtrante
3- Válvula de desvio (1,8 Mpa)
4- Válvula limitadora de pressão ( 0,23 MPa)
5- Válvula de alívio 90,3 MPa)
6- Válvula de segurança

Bomba Hidráulica

1- Arrastador
2- Anel de vedação
a
3- Buchas do mancal traseiro da 1 unidade
a
4- Buchas do mancal traseiro da 1 unidade
5- Eixo acionado
6- Retentores
7- Flange
8- Carcaça da 1a unidade
9- Tampas
a
10- Buchas do mancal dianteiro da 2 unidade
a
11- Carcaça da 2 unidade
12- Engrenagem
13- Buchas do mancal traseiro da 2 a unidade
14- Anel de vedação
15- Tampa

- 60 -
Sistemas de Válvulas

1- Reservatório de óleo hidráulico


2- Cilindro de levantamento
3- Para cilindros de controle remoto
4- Mecanismo de válvulas
5- Válvula limitadora de pressão
6- Filtro de pressão
7- Bomba hidráulica
8- Filtro de sucção

No esquema apresentado, pode-se observar a seleção das diversas vias de ligação:


Comunicação entre as linhas de pressão e as câmaras do cilindros hidráulicos (ciclo de levantamento).
Comunicação entre as câmaras dos cilindros hidráulicos e a linha de retorno (ciclo de descida).
Comunicação entre a linha de pressão e a linha de retorno (condição neutra do sistema).
Comunicação entre a linha de pressão e a linha de pressão de um circuito hidráulico externo (comando de cilindros
de controle remoto).
Comunicação entre a linha de retorno de um circuito hidráulico externo e a linha de retorno do sistema hidráulico
(comando de cilindros de controle remoto).
As permutações na seleção das vias de ligação anteriormente mencionadas são as que determinam na prática as
diversas funções do sistema hidráulico.

Corpo da válvula

1- Placa
2- Válvula de segurança
3- Calços de regulagem
4- Mola da válvula
5- Corpo
6- Pistão
7- Conexão para medição da pressão.

O corpo da válvula não é mais do que uma placa distribuidora que interliga a entrada do fluxo de óleo provindo do
filtro de pressão com o corpo de válvulas e a saída deste com os 2 cilindros de levantamento.

No corpo da válvula encontra-se a válvula de segurança dos cilindros de levantamento. Essa válvula tem como
função aliviar pressões extremas nos cilindros de levantamento, provocadas por impactos transmitidos pelos
implementos acoplados no sistema de engate de 3 pontos.

A válvula de segurança dos cilindros de levantamento é regulada para começar a atuar com 20Mpa (200 bar) de
pressão.

- 61 -
Conjunto de válvulas Direcionais e Válvula Limitadora de Pressão

1- Tampão
2- Calços de regulagem
3- Calços de regulagem
4- Mola da válvula
5- Pistão da válvula

A função desta válvula consiste em limitar a pressão máxima de trabalho do sistema hidráulico de levantamento a
fim de evitar sobre cargas que danificariam os diversos componentes do sistema.

A válvula limitadora de pressão utilizada nos tratores Valmet é do tipo de ação direta e possui como característica
funcional a reação de abertura rápida e independente das variações de fluxo da bomba hidráulica.

A válvula limitadora de pressão é regulada com uma pressão de abertura de 18 Mpa (180 bar) e, quando a pressão
do sistema ultrapassa esse valor; a válvula se abre dando escape de óleo para o reservatório através da respectiva
mangueira.

Os valores de pressão encontrados durante o ciclo de levantamento, são diretamente proporcionais aos valores da
carga aplicada (peso dos implementos). Por essa característica e pelo uso de uma bomba hidráulica de vazão
constante, o sistema hidráulico dos tratores Valtra é classificado dentro do tipo denominado centro aberto.

Corpo de válvulas

O conjunto básico contém as 2 válvulas principais no controle do fluxo:

- válvula de alívio dos cilindros;

Ambas as válvulas são piloteadas hidraulicamente por válvulas de esferas e estas por sua vez, mecanicamente pela
placa de comando do corpo de válvulas.

As válvulas de alívio da bomba e dos cilindros podem ser classificadas como válvulas direcionais, isto é, abrem ou
fecham vias de ligação. Para melhor compreensão do funcionamento dessas válvulas, explicamos a seguir o
funcionamento da válvula de alívio da bomba.

1- Placa de comando
2- Válvula piloto
3- Corpo do conjunto básico
4- Válvula de alívio da bomba
5- Corpo do conjunto regulador de fluxo
6- Válvula estranguladora
7- Válvula amortecedora
8- Válvula reguladora de fluxo
9- Válvula de alívio dos cilindros
10- Válvula piloto da válvula de alívio dos
cilindros.

- 62 -
Funcionamento da Válvula de Alívio na Posição de Abertura

1- A placa de comando é acionada de tal forma que


empurra pino de pressão.

2- A esfera é então afastada de seu assento pelo pino


de pressão.

3- Com a abertura da válvula piloto, cria-se um fluxo de


óleo através do pequeno furo que interliga as faces
externa e interna da válvula de alívio. Isso tem como
conseqüência a queda da pressão na parte interna da
válvula.

4- A diferença de pressão atuante na face externa,


vence a resistência da mola abrindo a válvula de alívio
da bomba.

5- O óleo então é direcionado para o retorno.

Funcionamento da Válvula de Alívio na Posição de Fechamento

1- A placa de comando é acionada de tal forma que


alivia o pino de pressão da válvula piloto.

2- Com o fechamento da esfera da válvula piloto a


depressão na parte interna da válvula de alívio
desaparece.

3- Havendo equilíbrio de pressões, a mola fecha a


válvula de alívio, selecionando a via que liga comos
cilindros através do conjunto regulador de fluxo.

- 63 -
Conjunto Regulador de Fluxo

1- Na condição neutra do sistema , a válvula


estranguladora fecha a passagem que liga com os
cilindros.

2- No mesmo instante em que se inicia o ciclo de


levantamento, a válvula estranguladora começa abrir
a passagem.

3- A pequena abertura da válvula estranguladora


estabelece uma depressão na parte interna da válvula
amortecedora.

4- A diferença de pressão atuante na face externa,


vence a resistência da mola abrindo a válvula
amortecedora.

5- Parte do fluxo de óleo é então direcionado para o


retorno, amortecendo assim o impacto inicial do
fluxo de óleo.

6- A válvula estranguladora que é ligada na placa de


comando, continua abrindo a passagem conforme o
movimento da placa de comando.

7- Logo após o breve instante do início do ciclo de


levantamento, a válvula estranguladora tem uma
abertura tal, que elimina a depressão na parte interna.

8- havendo o equilíbrio de pressões, a mola fecha a


válvula amortecedora.

9- O óleo hidráulico liberado pela bomba hidráulica é


então direcionado na sua totalidade para os cilindros
de levantamento.

10- Durante o controle da sensibilidade da tração, a


válvula estranguladora regula o fluxo de óleo
conforme o posicionamento da placa de comando.
Por sua vez, a placa de comando é controlada pelo
sistema da alavancas do apalpador.

- 64 -
Ciclo de levantamento

1- A alavanca de controle de posição através do sistema


interno de alavancas, afasta a placa de comando do
pino de pressão da válvula piloto.

2- Nesta condição e conforme explicado anteriormente,


a vávula de alívio da bomba fecha a via de retorno,
selecionando a via que liga os cilindros de
levantamento através do conjunto regulador de fluxo.

Condições Neutras

3- No instante em que o implemento atinge a posição


definida pela alavanca de controle de posição, o
excêntrico do eixo do elevador, por sua vez, empurra
o pino de pressão da válvula piloto.

4- Com a abertura da válvula piloto, a válvula de alívio da


bomba seleciona a via de retorno. A condição neutra
é determinada.

5- A válvula piloto da válvula de alívio do cilindro


permanece na sua condição de fechamento devido a
folga de regulagem existente entre o pino de
pressão e a placa de comando.

6- Consequentemente a válvula de alívio do cilindro


também encontra -se em posição de fechamento.

- 65 -
Ciclo de Descida

1- Quando a alavanca de controle de posição é acionada


para um ciclo de descida, a placa de comando
empurra o pino de pressão da válvula de alívio do
cilindro.

2- A válvula de alívio do cilindro então, abre via retorno.

3- No instante em que o implemento atinge a posição


definida pela alavanca de controle de posição, o
excêntrico do eixo do elevador hidráulico atua na
placa de comando, de tal forma que alivia o pino de
pressão da válvula piloto.

A condição neutra é novamente determinada.

Funcionamento das Alavancas do Sistema Hidráulico

Ciclo de levantamento

A alavanca de controle de posição (4) é deslocada para trás.


O eixo da alavanca de controle de posição (5) gira em sentido horário.
A alavanca (6) é deslocada para trás e com seu movimento, a alavanca intermediária (7) pivoteada no pino (9),
provoca o movimento para frente da alavanca de regulagem (10), que por sua vez, atua no pino (11) da placa de
comando do corpo de válvulas fazendo-a girar em torno do eixo (12) no sentido anti-horário.
Com a ação anterior, o pino de pressão da válvula piloto da válvula de alívio da bomba deixa de ser pressionado e
consequentemente, inicia-se o ciclo de levantamento.

Condição neutra após o ciclo de levantamento

O eixo do elevador (13) e o excêntrico (14), giram no sentido anti-horário.</p>

A alavanca do excêntrico (8) acompanha o movimento do excêntrico (14), pivoteando no ponto (15), o que provoca o
deslocamento para trás da barra intermediária (7) e da alavanca de regulagem (10).
Pela ação da mola (16), o pino (11) da placa de comando desloca-se para trás provocando o giro em sentido horário
da placa de comando, acionando o pino de pressão da válvula piloto da válvula de alívio da bomba, determinar
assim a condição neutra do sistema.

Ciclo de descida

A alavanca de controle é deslocada para frente.


O eixo da alavanca de controle de posição (5), gira em sentido anti-horário.
A alavanca (6) é deslocada para frente e com seu movimento, a alavanca intermediária (7) pivoteando no pino (9),
provoca o movimento para trás da alavanca de regulagem (10), que por sua vez, deixa de acionar o pino (11) da placa
de comando.
Pela ação da mola (16), a placa de comando articulando no eixo (12) gira no sentido horário acionando o pino de
pressão da válvula piloto da válvula de alívio dos cilindros, iniciando-se assim o ciclo de descida.

- 66 -
Funcionamento das Alavancas do Sistema Hidráulico

- 67 -
Regulagem das Alavancas de Controle de Posição e Curso dos Cilindros

Desligue a haste (1) da alavanca intermediária (2) retirando a trava do terminal.


Determine a posição emque a alavanca intermediária (2) fica a 90 graus em relação ao plano horizontal.
Faça um risco entre a carcaça da TDP e a alavanca intermediária para determinar esse ponto.
Posicione a alavanca de controle de posição (3) totalmente para trás.
Ajuste o comprimento da haste (1) girando o terminal, de tal maneira que a alavanca intermediária (2) posicionada a
90 graus em relação à horizontal, coincida com seu ponto de articulação.
Definida essa posição, gire 2 voltas de rosca do terminal em sentido da parte traseira do trator e, fixe-o com a
alavanca intermediária colocando a respectiva trava.
Solte a contra porca (4) do excêntrico (5) de tal maneira que fique 1 fio de rosca separada da superfície da carcaça da
TDP. O eixo do excêntrico deverá ficar posicionado de tal forma que a superfície da cabeça fique a 20,7 - 22,3 mm
da superfície da carcaça da TDP e o ponto de referencia fique na posição de meio conforme ilustrado na figura.
Dê partida no motor e, através da alavanca de controle de posição, coloque os braços de levantamento na sua
posição mais baixa.
A seguir, utilizando uma régua metálica de precisão, meça o curso dos cilindros de levantamento no ponto indicado
na figura, acionando totalmente para trás a alavanca de controle de posição.
O curso dos cilindros na vertical deverá estar entre 165-170 mm.
Se for necessário, ajuste o curso dos cilindros através do excêntrico (5) conforme a especificação anteriormente
mencionada.
Para aumentar o curso, gire o excêntrico para o sentido dianteiro do trator e para diminuí-lo, gire no sentido traseiro.
Observe que um pequeno giro do excêntrico modifica sensivelmente o curso dos cilindros.
Aperte firmemente a contra porca do excêntrico.

Após a regulagem faça as seguintes verificações:

coloque a alavanca de controle de posição totalmente para frente e verifique se os cilindros estão no comprimento
mínimo.
coloque a alavanca de controle de posição totalmente para trás e verifique se os cilindros de levantamento não
estão enforcados. Isso é facilmente observado através do barulho característico da posição de abertura da válvula
limitadora de pressão.
Em ambas as situações, faça as correções necessárias através de nova regulagem com o excêntrico.

- 68 -
Regulagem das Alavancas de Controle da Sensibilidade da Tração
Dê partida no motor e posicione as alavancas de controle de posição (3) e de sensibilidade da tração (6) totalmente
para trás. Nessa condição, os braços do elevador deverão estar na posição superior de levante (verifique o curso
total dos cilindros conforme a instrução anterior.
Verifique se a pressão da mola (7) do apalpador, mantém totalmente recuado o suporte do 3º ponto, encostando o
rasgo oblongo com o pino de articulação conforme ilustra a figura.
Se houver folga entre o extremo do rasgo oblongo e o pino de articulação, utilize calços (16) n.º 80680200 conforme
a necessidade, no local indicado na figura.
A seguir, ajustar a medida (122 - 124 mm) da alavanca do apalpador (10) tomando como referência a superfície da
TDP e o centro do furo da alavanca.
Para isso, solte a contra porca (8) e acione a porca de regulagem (9) até obter a medida especificada. Trave a porca
de regulagem(9) com a contra porca (8).
Deixe livre a alavanca intermediária soltando o terminal do cabo (11) da alavanca de controle da sensibilidade da
tração.
A seguir pressione a alavanca intermediária em sentido da parte dianteira do trator o suficiente para contatar o pino
de articulação (12) da placa de comando do corpo de válvulas (folga zero).
Nessa condição, ajuste o cabo da alavanca através do terminal, de tal maneira que a alavanca intermediária (11)
fique deslocada no sentido dianteiro do trator 5 voltas da rosca do terminal.
Fixe a alavanca intermediária com o terminal utilizando a respectiva trava.

A seguir faça a seguinte verificação da regulagem:


coloque a alavanca de controle da sensibilidade (6) totalmente para frente.
dê partida no motor e movimente a alavanca de controle de posição no sentido traseiro. Com essa ação, os braços
do elevador se levantarão.
A seguir desloque a alavanca de controle da sensibilidade da tração totalmente para trás.
Os braços do elevador deverão permanecer no mesmo lugar.
Mantenha a alavanca de sensibilidade na máxima e movimente a alavanca de posição para frente (abaixar), os
braços devem descer livremente.

Regulagem dos Pinos das Válvulas Pilotos do Corpo de Válvulas

Posicione a placa de comando (13) na sua posição horizontal.


Nessa condição o pino de pressão da válvula piloto da válvula de alívio da bomba deverá estar com folga zero em
relação à superfície de contato da placa de comando.
Com um calibre de lâminas, meça a folga entre o pino de pressão da válvula piloto da válvula de alívio do cilindro e a
superfície de contato da placa de comando.
A folga deverá estar entre 0,4 a 0,5 mm.
Se as folgas anteriormente mencionadas não forem encontradas, proceda ao seu ajuste, através da seleção de
pinos de pressão de comprimentos diferentes.
Os pinos de pressão seletivos, possuem os seguintes comprimentos:
pino de pressão da válvula piloto da válvula de alívio da bomba: 18,9 mm e 19,0 mm
pino de pressão da válvula piloto da válvula de alívio do cilindro:
18,2mm - 18,3mm - 18,4mm - 18,5mm - 18,6mm - 18,7mm - 18,8mm

- 69 -
Sistema Hidráulico de Levantamento

- 70 -
Montagem do Sistema de Articulações do Sistema Hidráulico
1- Passar vaselina nos canais da alavanca (30300300) e 4- Posicionar a alavanca (30194000) na extremidade da
posicionar os 1 anéis retentores (KH4046). alavanca (30300300).

2- Posicionar a alavanca (30300300) na carcaça da TDP. 5- Introduzir o pino de pressão (JE9070) no orifício da
alavanca (30194000).

3- Rosquear o parafuso (HH9051) na carcaça. 6- Passar Loctite 222 na rosca M22x1,5 da carcaça.

- 71 -
Montagem do Sistema de Articulações do Sistema Hidráulico
7- Rosquear o eixo excêntrico (80676100) na rosca 10- Rosquear o eixo de apoio (30297910) na roca da
com Loctite 222. carcaça.

8- Observar a regulagem da profundidade do eixo de 11- Posicionar a alavanca do excêntrico (30685300) no


21,5 +/- 0,8mm em relação à face da carcaça. eixo excêntrico (80676100).

9- Posicionar e apertar a porca (JB0955) com um torque 12- Fixar a alavanca do excêntrico (30685300) com o anel
de 150 Nm (15 mkgf). KG6511).

- 72 -
Montagem do Sistema de Articulações do Sistema Hidráulico
13- Passar vaselina no canal do eixo de redução 16- Fixar a alavanca limitadora (80651500) no eixo de
(30298100) e posicionar o retentor (KH4005). redução (30298100) com o grampo de segurança
(KG9138) e o eixo excêntrico (80676100) através do
grampo de segurança (KG9157).

14- Posicionar o eixo de redução (30298100) na carcaça. 17- Passar vaselina no canal do eixo da alavanca
(80681300) e posicionar o anel retentor (KH4005).

15- Posicionar a alavanca limitadora (80651500) 18- Posicionar a alavanca (80681300) no furo da carcaça
acoplando-a com o eixo de redução (30298100) e com o e no rasgo da alavanca limitadora (80651500).
eixo excêntrico (80676100).

- 73 -
Montagem do Sistema de Articulações do Sistema Hidráulico
19- Posicionar a arruela (JD0408) no pino da alavanca 22- Montar a extremidade chanfrada da alavanca
(80681300) atrás do rasgo da alavanca limitadora intermediária (30189400) com a alavanca de regulagem
(80651500). (30299900) através de 2 grampos de segurança
(KG9138) e um pino (80676200).

23- Posicionar as três alavancas montadas


anteriormente da seguinte maneira:
20- Fixar o grampo de segurança (KG9138). - o furo da extremidade da alavanca de regulagem
(30299100) deverá ser posicionado no pino da
alavanca (303003000 e o furo do meio da alavanca
intermediária (30189400) no pino da alavanca do
excêntrico (30685300).

21- Montar a alavanca intermediária (30189400) com a


alavanca de regulagem (30299100) e fixá-lo através do
24- Fixar o grampo de segurança (KG9138) no pino da
grampo de segurança (KG9138).
alavanca (30300300).

- 74 -
Montagem do Sistema de Articulações do Sistema Hidráulico
25- Colocar a mola (30193800) entre a alavanca de 28- Posicionar a alavanca intermediária (80383800) na
regulagem (30299900) e o eixo de apoio (30297900). alavanca (80681300).

26- Posicionar a alavanca de regulagem (80676600) no 29- Fixar a alavanca intermediária com o pino de
eixo de redução (30298100). pressão (JE9077).

27- Fixar a alavanca de regulagem com o pino de 30- Colocar a mola (30660700) entre o eixo de apoio
pressão (JE9077). (30660700) e a alavanca intermediária (80383800).

- 75 -
Alavancas de Controles
1- Para melhor entendimento observar a montagem das 2- Caso haja dificuldade na montagem da alavanca de
articulações conforme figura abaixo. sensibilidade e apalpador, observar a figura abaixo.

Teste da Pressão de Abertura da Válvula Limitadora


3- Empurre a alavanca intermediária que está ligada com
1- Quando o trator está equipado com válvulas de
a haste do apalpador e efetue simultaneamente a leitura
controles remoto, o manômetro é colocado em um dos
da pressão de abertura no manômetro
engate rápido das válvulas de controle remoto.
Em ambos os casos a pressão de abertura nominal
Coloque o motor a 1800 rpm aproximadamente e deverá ser: 17 Mpa (170 bar).
acione a alavanca da válvula de comando de tal forma a
direcionar o óleo hidráulico para o engate rápido onde
está acoplado o manômetro e, rapidamente efetue a
leitura da pressão.

4- Caso o valor obtido na medição for diferente da


nominal, remover a válvula limitadora de pressão e fazer
o ajuste conforme os seguintes critérios:
- pressão acima da nominal, diminuir a espessura
dos calços.
2- Coloque o manômetro 892020 no orifício do bujão
- pressão abaixo da nominal, aumentar a espessura
da placa da válvula e a rotação do motor a 1800 rpm
dos calços.
aproximadamente.

- 76 -
Teste do sistema do Apalpador
1- Coloque a rotação do motor a 1700 rpm 3- Empurre a alavanca intermediária do sistema do
aproximadamente e posicione os braços do elevador na apalpador 3 mm em sentido da parte dianteira do trator.
sua posição horizontal utilizando a alavanca de controle No instante em que a alavanca intermediária é
de posição. empurrada, o sistema hidráulico deverá iniciar a
correção do levantamento.
Se não for obtido o efeito desejado, efetue a verificação
das regulagens básicas do sistema do apalpador.

2- Coloque a alavanca de controle da sensibilidade da


tração totalmente para trás.

Teste da Válvula de Segurança dos Cilindros de Levantamento

1- Retire uma das mangueiras do corpo da válvula ligada 2- Coloque no lugar da mangueira um bujão para tampar
num dos cilindros de levantamento. a saída do corpo da válvula.
O bujão deverá vedar completamente a saída do corpo
da válvula para evitar posteriormente leituras erradas.

- 77 -
Teste da Válvula de Segurança dos Cilindros de Levantamento
3- Solte a mangueira do outro cilindro deixando-a fixa no 4- Ligue na extremidade solta da mangueira do cilindro
corpo da válvula. uma bomba manual de alta pressão provida com o
manômetro 892020.
O óleo contido na bomba deverá estar limpo e ser do
mesmo tipo de óleo utilizando no trator.
Bombeie óleo até preencher os canais vazios do corpo
da válvula e conseguir abrir a válvula de segurança.
Nesse instante, faça a leitura da pressão no manômetro
892020.
Pessão especificada: 21 Mpa (210 bar).

Para um novo reajuste, aplique os mesmos critérios


utilizados para a válvula limitadora de pressão.

Regulagem das Alavancas de Controle de Posição e Curso dos Cilindros


Desligue a haste (1) da alavanca intermediária (2) retirando a trava do terminal.
Determine a posição emque a alavanca intermediária (2) fica a 90 graus em relação ao plano horizontal. Faça um
risco entre a carcaça da TDP e a alavanca intermediária para determinar esse ponto.
Posicione a alavanca de controle de posição (3) totalmente para trás.
Ajuste o comprimento da haste (1) girando o terminal, de tal maneira que a alavanca intermediária (2) posicionada a
90 graus em relação à horizontal, coincida com seu ponto de articulação.
Definida essa posição, gire 2 voltas de rosca do terminal no sentido da parte traseira do trator e, fixe com a alavanca
intermediária colocando a respectiva trava.
Solte a contra porca (4) do excêntrico (5) de tal maneira que fique 1 fio de rosca separada da superfície da carcaça da
TDP. O eixo do excêntrico deverá ficar posicionado de tal forma que a superfície da cabeça fique a 20,7-22,3 mm da
superfície da carcaça da TDP e o ponto de referência fique na posição do meio conforme ilustrado na figura.
Dê partida no motor e, através da alavanca de controle de posição, coloque os braços de levantamento na sua
posição mais baixa.
A seguir, utilizando um régua metálica de precisão, meça o curso dos cilindros de levantamento no ponto indicado
na figura, acionando totalmente para trás a alavanca de controle de posição.
O curso dos cilindros na vertical deverá estar entre 165-170 mm.
Se for necessário, ajuste o curso dos cilindros através do excêntrico (5) conforme a especificação anteriormente
mencionada.
Para aumentar o curso, gire o excêntrico para o sentido dianteiro do trator e para diminuí-lo para o sentido traseiro.
Observe que um pequeno giro do excêntrico modifica sensivelmente o curso dos cilindros.
Aperte firmemente a contra porca do excêntrico.
Após a regulagem faça a seguinte verificação:
Coloque a alavanca de controle de posição totalmente para frente e verifique se os cilindros estão no comprimento
mínimo.
Coloque a alavanca de controle de posição totalmente para trás e verifique se os cilindros de levantamento não
estão enforcados.
Isso é facilmente observado através do barulho característico da posição de abertura da válvula limitadora de
pressão.
Em ambas as situações, faça as correções necessárias através de nova regulagem com o excêntrico.

- 78 -
Tabela de Diagnose do Sistema Hidráulico de Levantamento

A- Falha no Sistema de Levantamento do hidráulico

2. DEFEITOS NAS 3. DEFEITOS NOS 5. VAZÃO


1. SOBRECARGAS ALAVANCAS DE SISTEMAS DE 4. VAZAMENTOS INSUFICIENTE DA
ACIONAMENTO VÁLVULAS iNTERNO BOMBA
HIDRÁULICA
Carga muito pesada Placa de comando não A válvula de alívio da Assentos do corpo de
(P1) articula bomba não fecha válvulas e superfícies Baixo nível de óleo no
apropriadamente, não devido a sujeira no furo de assentamentos das reservatório (P12)
acionando os pinos de de interligação dos válvulas com desgaste
pressão das válvulas espaços pressurizados (P6)
pilotos (P3) ( (P6) / (P7) )

Partes móveis A mola da placa de A válvula piloto da Defeitos em retentores Uso de óleo
apresentam comando está quebrada válvula de alívio da das válvulas: inadequado (P13)
deformações ou ou fora do lugar (P4) bomba não fecha - de alívio da bomba
engripamentos (P2) possível defeito da - de alívio do cilndro
mola, desgaste na - de controle da
esfera ou folga do pino velocidade
de pressão, desregulada - de descida de
( (P6) / (P7) ) segurança dos
cilindros
- limitadora de pressão
nos pistões dos
cilindros ((P6)/(P10))

Desgaste na placa de Regulagem da placa de Desgaste nos cilindros Sucção obstruida


comando e/ou nos comando fora da (P10) (filtro sujo) (P14)
pinos de pressão (P3) especificação ( P3)

Alavanca de Válvula limitadora de Bomba hidraúlica gasta Entrada de ar na


acionamento pressão defeituosa, (P11) sucção através do
desarticuladas ou sujeira, mola quebrada filtro (P14)
emperradas (P5) ou desregulada (P8)

Válvula de segurança Alimentação (sucção)


do cilindro de defeituosa por espirro
levantamento do reservatório
desregulada ou entupido (P15)
defeituosa (P9)

Desgaste interno da
bomba e/ou com os
seus elementos de
vedação defeituosas
(P11).

1. Vazamento interno 2. Válvula de Alívio dos Cilindros não fecha

Válvula de alívio do cilindro com sede gasta ou anel Regulagem da placa de comando desregulada (P3)
retentor defeituoso (P6)

Válvula de alívio do cilindro com sede gasta ou anel Esfera da válvula piloto com marcas ou desgaste (P6)
retentor defeituoso (P9)

Retentores do pistão do cilindro de levantamento Mola da válvula piloto defeituosa (P6)


defeituoso (P10)

- 79 -
Tabela de Diagnose do Sistema Hidráulico de Levantamento

C. Superaquecimento do óleo hidráulico

1. SOBRECARGAS 2. COMPONENTES 3. AR NO SISTEMA 4. BOMBA 5. ÓLEO


SOB PRESSÃO EM HIDRÁULICA (P11) HIDRÁULICO
BY PASS

Carretel da válvula Válvula limitadora de Vedação do filtro de Nível baixo (P12)


de controle remoto pressão com sujeira, sucção defeituosa (P14)
travada (P20)a sujeira ou mola
limitadora de quebrada desregulada
(P8)

Válvula de alívio da Respiro do reservatório Óleo hidráulico


bomba e do cilindro entupido (P15) não especificado
com sujeira ou molas ((P12/(P13))
defeituosas (P6)

Válvula de segurança Filtro de sucção sujo Óleo hidráulico


do cilindro com sujeira (P14) sujo ((P7)/(P13))
ou mola quebrada (P9)

Aberturas contínuas da Vazamento


válvula limitadora de externo (P17)
pressão causadas pelo
mal uso das válvulas
de controle remoto
encostando os pistões
externos no batente
(P19)

D. O hidráulico levanta, porém sacode na posição neutra

1. Corpo de Válvulas 2. Óleo Hidráulico

Regulagem básicas fora de especificação (P3) Contaminação externa com sujeira que deixa as válvulas de
alívio do cilindro e da bomba em posição de abertura e
fechamento continuamente ((P13)/(P6))

E. Desgaste ou falha prematura da bomba hidráulica


1. Superaquecimento ( Ver ítem C) 2. Acionamento transmite carga para
bomba hidráulica
Montagem errada da engrenagem de acionamento (P18)

Rolamentos da engrenagem de acionamento defeituosos


(P18)

- 80 -
Tabela de Diagnose do Sistema Hidráulico de Levantamento

PROVIDÊNCIAS

P1 Acoplar um implemento cujo peso não exceda a máxima carga permitida. Medir a pressão da válvula
limitadora de pressão e se necessário, efetuar a regulagem correta.

P2 Substituir os componentes deformados ou corrigir a interferência quando for resultante de má


regulagem do sistema de três pontos ou do implemento.

P3 Retirar o corpo de válvulas e inspecionar as condições de desgaste da placa de comando e dos pinos
de pressão.Trocar as peças defeituosas e efetuar as regulagens básicas do corpo de válvulas. Verificar
os pontos de contato dos pinos das válvulas pilotos e o eixo de articulação.

Retirar o corpo de válvulas e inspecionar as condições da mola. verificar também as regulagens


P4
básicas do corpo de válvulas.

P5 Remover o corpo de válvulas e verificar o acionamento correto das alavancas de acionamento.

P6 Retirar o corpo de válvulas e desmontar o conjunto das válvulas, inpecioná-las quanto ao desgaste,
trocar as peças defeituosas e efetuar as regulagens básicas. Verificar as condições do filtro de óleo
do sistema e trocá-lo se necessário. Verificar vazamentos de óleo no circuito hidráulico.

P7 Verificar no reservatório as condições de limpeza do óleo hidráulico. Se for constatada a


contaminação, remover o sistema completo e efetuar a limpeza geral. Inspecionar os componentes
quanto ao desgaste e trocá-los se necessário. Verificar as condições do filtro de óleo do sistema e
trocá-lo se necessário.

P8 Efetuar o teste da pressão de abertura da válvula limitadora de pressão e se estiver fora do


especificado, efetuar a regulagem correta. Se necessário, troque o conjunto da válvula limitadora de
pressão.

P9 Efetuar o teste da pressão de abertura da válvula de segurança do cilindro. Se a pressão estiver


correta, verifique então os retentores do cilindro de levantamento.

P10 Remover o cilindro de levantamento e inspecionar os retentores e a superfície do cilindro. Reajustar


as regulagens básicas do sistema.

P11 Fazer o teste de pressão de desempenho da bomba hidráulica ou colocar uma bomba nova para fazer
o teste comparativo.

P12 Verificar o nível do óleo hidráulico e completar se necessário.

P13 Verificar o óleo hidráulico quanto a aparência e viscosidade, em caso de dúvidas drenar o sistema e
abastecê-lo com o óleo específicado.

P14 Desmontar o filtro de sucção e proceder a limpeza do elemento e verificar as condições das juntas de
vedação. Verificar os pontos de união nos tubos e mangueiras do circuito de sucção.

P15 Limpar o respiro trocar a tampa de abastecimento.

P16 Remover o corpo de válvulas e trocar elementos de vedação.

P17 Verificar as conexões, abraçadeiras, pontos onde existem juntas de vedação.

P18 Retirar a bomba hidráulica e verificar a engrenagem e rolamentos do acionamento da bomba


hidráulica.

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