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Medição da Viscosidade do Álcool Etílico

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALFENAS

FÍSICA EXPERIMENTAL II

VISCOSIDADE

Ana Paula Ribeiro


dos Santos (2019.2.14.011) anapaula.santos @sou.unifal-mg.edu.br

Bianca Marcela Vieira da Silva(2020.2.14.031) [email protected]

Fabio Vinicius de Souza (2020.2.14.012) fabio.souza @sou.unifal-mg.edu.br

Vitória de Souza Oliveira (2019.2.14.029) vitoria.oliveira @sou.unifal-mg.edu.br

Prof° Person Pereira Neves

Alfenas

2023
1- INTRODUÇÃO

A força de arrasto pode ser considerada como a medida de resistência que um fluido
oferece ao escoamento (Halliday, 2009). Um fluido como o óleo apresenta maior resistência
ao escoamento do que a água, por exemplo. A viscosidade de um fluido é sensivelmente
alterada pela temperatura, a viscosidade de líquidos diminui com o aumento da
temperatura. É comum essa percepção está relacionada à “grossura”, ou resistência ao
despejamento.
A viscosidade descreve a resistência interna do material para fluir e deve ser
entendida como a medida do atrito do fluido. Desta forma, quando se diz “a água é fina”,
significa que o material tem baixa viscosidade, enquanto o óleo vegetal é “grosso”, sendo
assim, com alta viscosidade. Quando se fala de viscosidade de um fluído é basicamente a
medida de quanto ela gruda, a água é um fluido com pequena viscosidade, já shampoo ou
xaropes possuem densidades maiores. Ela também depende da temperatura, o óleo de um
motor, por exemplo, é muito menos viscoso a temperaturas mais altas do que quando o
motor está frio. Para fluidos que se movem através de tubos, a viscosidade leva a uma força
resistiva. Essa resistência pode ser imaginada como uma força de atrito agindo entre as
partes de um fluido que estão se movendo a velocidades diferentes. O fluido muito perto
das paredes do tubo, por exemplo, se move muito mais lentamente do que o fluido no
centro dele.
O fluido em um tubo sofre forças de atrito. Existindo atrito entre as paredes do tubo, e
com o próprio fluido, convertendo parte da energia cinética em valor. As forças de atrito que
impedem essas diferentes camadas do fluido de escorregar entre si é chamado de
viscosidade dinâmica. Ela é uma medida de resistência de movimento do fluido, e pode ser
medida através das forças de arraste entre duas placas.
Os objetivos desta prática é obter coeficiente de viscosidade do álcool etílico
utilizando-se um viscosímetro, um aprofundamento sobre o conceito de viscosidade de
forma particular e sobre os princípios envolvidos na dinâmica de fluidos de forma mais
geral.

2- ASPECTOS TEÓRICOS:

Na prática, será medido a viscosidade de líquidos a partir da medida de tempo para


seu escoamento em uma cápsula, isto é,em seguida, será apresentado alguns elementos
teóricos fundamentais para compreensão e execução da prática.
Utilizaremos esta equação

[n1 /n2 ] = d1 tm1 / d2 tm2

Onde d1 é a densidade da água destilada e d2 é a densidade do álcool. t1 é o tempo médio


do viscosímetro com água e t2 é o tempo médio do viscosímetro com álcool.

Para determinar o coeficiente de viscosidade de líquidos por meio do viscosímetro de


Ostwald, de forma que a vazão dada por essa equação corresponde à vazão do líquido que
atravessa o capilar do viscosímetro num determinado intervalo de tempo.
Se conhecemos o coeficiente de viscosidade e a densidade de um determinado fluido (por
exemplo, água), podemos utilizar a equação (𝜼 = 𝒌 𝝆 ∆t) para calibrar o viscosímetro, ou
seja, para determinar o valor da constante 𝑘, dada por:
k=t

3-MATERIAIS E MÉTODOS

Para a realização do experimento foram utilizados os seguintes instrumentos: água


destilada, álcool etílico, viscosímetro, pipetador , béquer de 100mL, cronômetro, garra e
suporte universal, funil de vidro e mangueira de borracha.
Durante o experimento foi pedido para verificar e obter a viscosidade do álcool etílico
usando o viscosímetro . Para essa determinação, foi calibrado o viscosímetro com água
destilada.
A calibração foi com água destilada, portanto, foi pesquisado o coeficiente de
viscosidade da água. A garra foi fixada no suporte universal e o viscosímetro foi fixado à
garra. Foi manuseado com cuidado o viscosímetro ,de vidro para que ele não quebrasse
comprometendo a segurança dos experimentos. Com o auxílio do béquer e funil, encheu-se
o viscosímetro com água destilada pela extremidade mais larga até aproximadamente a
metade do bulbo maior. A mangueira de borracha foi adaptada à extremidade do
viscosímetro que contém o capilar e nela foi fixado o pipetador. Com o auxílio do pipetador,
diminuiu-se a pressão na extremidade que continha o capilar de forma que a água destilada
ultrapassasse a marca superior acima do capilar. Tampou-se então a outra extremidade do
viscosímetro com o dedo e liberou-se o pipetador. Foi cronometrado o tempo que liberou
com o dedo para que a água escoasse pelo capilar e desligado assim que o menisco da
água destilada passasse pela marca inferior. O intervalo de tempo que a água demorou
para ir da marca superior até a marca inferior dos viscosímetro foi registrado assim com o
respectivo desvio.
Para a determinação da viscosidade do álcool etílico foi fixada a garra no suporte
universal e o viscosímetro foi fixado à garra, tomando todo o cuidado no manuseio do
viscosímetro de vidro para não comprometer o experimento. Com o auxílio de uma béquer e
funil encheu-se o viscosímetro com álcool etílico pela extremidade mais larga até a
proximidade da metade do bulbo maior. A mangueira de borracha foi adaptada à
extremidade do viscosímetro que continha o capilar e nela foi fixado o pipetador. Com o
auxílio do pipetador, diminuiu-se a pressão na extremidade que continha o capilar de forma
que o álcool ultrapassasse a marca superior acima do capilar. Tampou-se a outra
extremidade do viscosímetro com o dedo e liberou-se o pipetador. Com o cronômetro
preparado, liberou-se o dedo para que o álcool escoasse pelo capilar, foi acionado o
cronômetro assim que o menisco do álcool passasse pela marca superior e desligado assim
que o menisco do álcool passasse pela marca inferior. O intervalo de tempo demorou para ir
de marcar superior até a marca inferior do viscosímetro e registrado assim com o respectivo
desvio.

4- Resultado e discussão

Cálculo coeficiente de viscosidade relativo através da equação :

[N1 /N2 ] = d1 tM1 / d2 tM2


d1 tM1 / d2 tM2

1 g/cm3 x 06.05 s / 0,789 g/cm³ x 0.5.90 s


= (1g/cm³ * 6,05s)
= 6,05 g·s/cm³
= (0,789 g/cm³ * 5,90 s)
= 4,6601 g·s/cm³

N1= 6,05 g·s/cm³


N2= 4,6601 g·s/cm³

n1/n2
≈ 1,297

Tabela 1 – Calibração do viscosímetro

Água
t (±0,2)

Tentativa 06,05s

Tentativa 05,09s

Tentativa 05,69s

Média 05,80s

Tabela 2 - Dados para determinar o coeficiente de viscosidade

Álcool

t (±0,2)

Tentativa 50,86s

Tentativa 53,04s

Tentativa 52,42s

Média 52,11s

5- Conclusão:

Para concluir, após a realização dos cálculos, o valor obtido para o coeficiente de
viscosidade relativo foi de 1,297 cP, número bem próximo do proposto pelo Inmetro (1,17 cP
à 25 °C) . Este valor fornece informações importantes sobre a viscosidade relativa do álcool
quando comparada à água, sendo que o valor maior que 1 sugere que, nas condições
experimentais em que a prática foi realizada, o álcool é mais viscoso do que a água. Porém,
é importante ressaltar, já que os valores de tempo do álcool foram muito superiores do que
o esperado, mesmo com a repetição das medidas, a exatidão dos resultados podem ser
influenciadas por diversos fatores experimentais, como a temperatura e a pureza dos
líquidos testados, além das características do viscosímetro que foi utilizado.
Este experimento fornece informações úteis sobre as propriedades de viscosidade de
líquidos e demonstra a aplicação da fórmula para determinar o coeficiente de viscosidade
relativo em relação à água, contribuindo para um melhor entendimento do comportamento
dos fluidos.
6- REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1. CAMPOS, A. A.; ALVES, E. S.; SPEZIALI, N. L. Física Experimental Básica na


Universidade. Departamento de Física da Universidade de Minas Gerais. Belo
Horizonte, Junho, 2018.
2. DA ROSA, Fernando Henrique Ferraz Pereira. FEP 0111-Fısica I - Relatório do
Experimento 2 Medida de Viscosidade.
3. HALLIDAY, D.; RESNICK, R.; WALKER, J. Fundamentos de Física: gravitação,
ondas e termodinâmica. 8.ed. Rio de Janeiro: LTC, 2009.
4. LAGE, Eduardo. Viscosidade. 2018.
5. WHITE, Frank M. Mecânica dos fluidos. McGraw Hill Brasil, 1988.

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