UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
INSTITUTO DE GEOCIÊNCIAS
GEOLOGIA DA FOLHA 55ó9.III LA COLMENA,
PARAGUAI ORIENTAL
Jaime Báez Presser
Orientador: Prof. Dr. Horstpeter H. G. J. Ulbrich
DISSERTAçÄO DE MESTRADO
Programa de Pós - Graduação em Mineralogia e Petrologia
SAO PAULO
1992
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
INSTITUTO DE GEOCIÊNCIAS
DEDALUS-Acervo-lGC
r ililr ilril lllll lllil |ilil llil llil llil lllil llll llll lil lll
3090000541 5
GEOLOGIA DA FOLHA 55ó9.III LA COLMENA,
PARAGUAI ORIENTAL
Jaime Báez Presser
Orientador: P¡of. Dr. Horstpeter H. G. J. Ulbrich
D|SSERTAÇAO DE MESTRADO
Programa de Pós - Graduaçäo em Mineralogia e petrologia
sÄo PAULo
1992
' ERRATA
Geologia da Folha 5569-rrr La colmena, paraguai oriental
Jaime Bâez Presser
P . , 2? I inha. Ler rrnotr ao inves de nNon .
1B
Favor ler trgrupos...tr e "formações...,, ao invés de ,Grupos...rl
e rrFormações...t' (por ex.: p. 24,linhas S, B, g, 1O; p. 31
linha 12; p. 37, linha 15; p.58, tinha 16; etc.):
P. 28, linha 14, lerrreosilurianail e nãoirEosilurianar,.
P. 68, út tima I inha, 1er rrca.rbonato, e não ,carboneto, .
P. 76, I inha 12, I er rrcontrastadasil e não ilconstatadasrr
P. 89, linha 15, lerrtencaixante; em parte ...r.
P. 92, linha L, ler "é neste trabalho correlacionadail.
P. 163 , I inha 18 , I er t'para E" e não ttpara W" .
P. 35, I inha 15, ler rrsan MigueJ il ao invés de Tacuary.
P. 83, 1ê linha, ler rrSE-NlVrr e não S'rÀ/-N',r/.
UNIVERSIDADE DE SAO PAULO
INSTITUTO DE GEOCIÊNCIAS
GEOI-OGIA DA FOLHA 5569-lll LA COLMENA,
PARAGUAI ORIENTAL
Jaime Báez Presser
Orierrtador: Prof. Dr. Horstpeter H. G. J. Ulbrich
DISSERTAçAO DE MESTRADO
COMISSÃO .'ULGADORA
nome
Presidente: Dr'. I'l . H. G. J. U lbr i ch
Examinadoroo: Dr'. V. .I . Iru I l'a r.<r
Dr. C. Ri<:<;omini
Såo Paulo
1992
i ì{¡D r cE
RESUMO 1
ABSTRACÎ Tv
AGRADECIMENTOS vil
CAPÍTUI,O 1. INTRODUçÃO 1
1.1. Apreeentaçäo do Tena I
L -2. ObJetivoe 4
1.3. Locallzação e Aceeeo f)
1.4- Aepectoe da Geografla Ffelca I
1.5- Metodologla I
Revleäo bl1lográflca I
Mapeamento 10
Deecrlçõee petrográflcae 11
Identlflcação de mlnerale PeBadoa 15
CAPÍTULO 2. GEOI,OGIA REGIONAL DO PARAGUAI ORIENTAL 16
2.L- O Paragual Orlental: generalldadee 16
2.2. Geologia do Alto de Caapucrl 20
2.2.L- Unldadee do PaleozôLco Infenlor 23
Grupo Caaeupé 24
Formaçã.o Paraguarf ... 24
Formaçã.o Cemo Jhtr 25
Formaçä.o Tobatl 27
Gr.upo ltacurubl ... 28
2.2-2. Unldadee peramo-carbonÍferae 31
Formação Coronel Oviedo 91
Grupo Independencia 33
Formaçã,o Pafletey (= San Mlguel) 33
Formaeão Tacuary 35
2.2.3. Unldadee meeozólcae e cenozólcae 36
Formacão Mlelones 37
Formacão AIto Paraná 38
Manifestaçðes Alcallnae 39
Formaçã.o Patlño 39
Depóeltoe Recentee 40
2.3. alcalino no Faraguai OrlentaL ....
Magmatiemo 4l
2.3.I- Provincla Central 45
Subpr,ovfncla de ABunclón ,.. -...... 45
Subprovlncia de Gualrå-Faraguar I 46
Subprovfncia de Mlelonee ... .,..... 48
2-3-?-- Provfncia Norte . 49
Subprovfnela de Ama¡nbay .... .. . -... 49
Subprovfncla do Rio Apa .. 50
Subprovfncia de Mato Groeeo ..,... - 51
CAPÍTUI.¡O 3. GEOLOGIA DA FOTHACOLMENA
I,A 52
3.1. Clima, Vegetação e Topografia .... ....... 5Z
3.2. Unldades fleiográflcae . 53
3.3. Ae unidadee mapeávele ....... 57
3.3.1. O Bloco Potrero Al-to " ......- 57
Grupo Caapuc{r ... 57
Grupo Caacupé ... 58
3.3.2. O Bloeo San Joeé 65
3.3.3. O Bloco Chaur:la ....... 67
3.3.4. O Bloco VaIe de Acahay 67
Formaçåo San MlgueL 6E
F'ormaçã.o Sêpucaf 7 4
Rochae vulcânlcae do Potrero Ybaté . 74
Condutoe de rochae perpotáeeicae
("Iamproftlcae" ) . 76
"Pluge" de rochae f8neae alcallnae 81
Enxame de diquee Ybytyml .,..... 88
Depóeitoe cláetlcoe póa-magnatlgno meeozóLco. -. S0
Depóeltoe quaternárloa .... 92
CAPÍTULO 4, PETROGRAFIA .. o?
4.1. Rochae eedimentareÊ .... 94
4.1.1. Grupo Caacupé , . - g4
4-t.2. Formaç&o San Mleuel g7
4,2. Rochae Ígneae .,. 100
4.2.1. Grupo Caacupú ... ...... 101
4-2-2. FormaçË.o ALto Paraná ..
1Ob
4-2-3. Rochae baealtóldee al.callnae do Fotrero ybèté _ 1Oz
4-2-4- Rochae potáeelcae de aflnldade larnproltlca ..,. 114
4-2-5. Leucita ¡nelafonolitog ( "cocltoe" ) .. ..._- 124
4-2-6- Lampróflroe ...,. 126
4.2-7- Traqultoe .....-_ lgs
4-2.8. Fonolitoe ... _... 196
4-2-8. "Pluge" de rochae fanerftlcae alcallnae ....... 14O
4-3. ConelderaçõeB geralB ., 1b4
CAPíTULO 5, ESTRUTURA, HISTóRIA GEOIóGICA E RECURSOS NATURAIS 162
5.1. Eetrutura .. ..... 162
5.1.1. Oe blocoe na F'olha La Colmena ...-. 169
Falhae nornaie e movLmentaçõee reletlvae ... 163
ReJeitoe entre bl-ocos . -.. . _.. .. 16b
Perfle eetruturaie ....... 168
5.1-2. Sletenae de Juntae e fraturae ..... t?4
5.2. Hietórlå ceol-óglca .... .. .. .. 1ZB
5.2-t- Ae Unldadee I)ré-camb¡rlanae e eopaleozóicae .... 1Zg
È¿.2.2. Ae Unidadee neopaleozófcas .. ...,,. 1Zg
5.2-3- Ae rnanifeetacõee fgneae do Cretáceo ... .. 191
5.2-4- Ae unidadee aedimentar.eE póe-magmatlemo
Cretáceo .. 184
5.3. O "Rift" de Aeunclón: uma interpretaeão ....,.. lgb
5.4. RecurEoe NaturaiE ...,. l8g
REF'ERÊNCIASBIBLIOGR..ÁFICAS.. ... 191
Íì{I)I CE ÞE FIGIJRAS
Flgura 1.1 Localizaçåo da Folha La Colmena no Faragual e
egguema elmpllflcado dae unldadee geolóelco-
eatruturaie no Paragual Orlental 2
Flgura 1.2 Toponfr¡la no ParaEual Orlental e aE vlas de
aceBBo -..,... 6
Flgura 1.3 Toponlnla na região da Folha La CoLmena 7
Figura 2.1 Eequema geológlco do Para8ual Orlental 17
Flgura 2.2 Geologla reglonaÌ do Alto de Caapucú, Faragual
eul-or'lental .... 19
Flgura 2-3 Toponfmia do Paragual Orlental e localidadee -
tipo dae prl-nclpåis formacõee BedLmentaree .... - -. 21.
Flgura 2,4 Ocorrênclae de rochae alcallnaa no Paragual
Oriental 43
Fleura 3.1 Oe blocoe ldentlficadoe na Folha La Colnene 55
Figura 3.2 Mapa de locallzacåo de pontoe e amoetrae de
roehaE sedlmentaree na Fo1ha La Colnena s9
Flgura 3.3 Perfle colunaree dee rochae sedimentarea do
Grupo Caacupé na Serranla de Cordlller"lta .,. -.... 60
Eigure 3.4 Perfle colunaree da Fornação San Mlguel no
Vale de Acahay 69
Ffgura 3.5 Eequema geológlco da neglåo em volta da
eetrutura lobulada Dú 1, Tano 1 e Nande Yana
Gracla, no Potrero Ybaté . 78
Figura 3.6 O "plpe" Don Eladlo 1, na área de Klrlto 79
Fleura 3.7 Ae eetruturaa na neglão do Cerro Chobf e Cañada .. a4
Flgura 4.1 Mapa de pontog e localizaçåo de amostrae l8neae,
Folha La Colr¡ena 95
Flgura 4.2 Modae de rlolltóldee e Eranitóidee do Grupo
Caapucrl e dlabáeios da Formaçåo A1t,o Paraná ...... 1o4
Figura 4.3 Modae de baealtóldee alcallnoe do Potrero Ybaté .. 113
Figura 4.4 Modae de roehae de afinidade lamproftlcae e
Ieuclta rrelafonolitoe ... ....... 113
Figura 4.5 Modae de fanpróflroe ..... 132
F1gura 4.6 Modas de traquitoa e fonolitoa ...... - 132
Figura 4.7 Modae de eienltóldee e monzonltóidee . ... - -. 1,44
Flgura 4.8 Modae de á IcaI l- fe ldepato elenltótdee j,44
Flgura 5.1 Oe blocoe da Folha La Col¡nena e ae falhae que oB
linltam t64
Flgura 5.2 Oe eegmentoe Acahay (E-W) e Aeunclón (NW-SE) do
"rlft" de Aeunclón . 164
Fleuna 5.3 Perfll A-B .. 169
Flgura 5.4 PerfiL C-D .. - 1.7o
Figura 5.5 Perfil E-F .. . r7z
F'lgura 5.6 Perfll reglonåL G-H . - 1.73
Fleur.a 5 . 7 Diagrama em rosácea de dlreçõee de dlques f76
i Ìi¡ I) Ï CI' DE 1TABE I-,A S
Tabela 2.1 Ae r'ochae fgneae e netamórflcae pré-cambrlanae
do Alto de Caapucú . -. .... zz
labeIa 2.2 Ae for¡naçõee fanerozóicae no Alto de Caapucúr zg
Tabela 4.1 Dadoe modale de rioIltótdee, granltóldee e
dlabáeloe .-... 1o3
Tabela 4.2 Dadoe nodale de baealtóldee alcallnoe do
Potrer.o Ybaté . ..... 111
Tabela 4.3 Dadoe modale de rochae de aflnidade
lemproftica e leuclta rnelafonolltoe ... -. . ... j,1,7
Tabela 4.4 Dadoe modaie de r:ochae lamproffrlcae e aflne ...... 131
Tabe]a 4.5 Dadoe ¡¡c'daie de tnaquitoe, fonolltos
e rochae aflns . ... _. 139
Tabela 4.6 Dadoe nodaie de rochae fanerftlcae com plagl-ocláelo
( ne la-monzonitó ldee e me Ia- elenitóldee ......
) 143
Têbela 4.7 Dadoe nodeis de rochae fanerfticae een plagiocJ.áe1o
(áIcali-feldepato nela-elenltóldee ) .. -. L4B
Tabela 5.1 Dlreçõee de dlquee de rochae fgneae .-_ 176
iNDI CE DIX FOTOGR.AFIAS
Fotografia 1. VIÉt,a panorâr¡lca da Þarte leete da Folha La
Colmena 54
Fotografla 2. Vl,sta panoråmlca da parte NE da Folha La
Co lmene
Fotografia 3. Arenito da Formação Cerro Jhri, com tuboe vertlcale
de SkoLlthoE .... 62
Fotografia 4. Unldade baeal (Ul) doe depóeltoe cláeticoe dè
Serrania de Ybytynf, atribuldae à Formaç&o San
Mleue1 .... -.. 62
Fotografia 5. Unidade baeal (Ul ) da Serrania de Ybytymf,
com presença de marcae onduladae 62
Fotografla 6. Unidade baeal (Ul ) da Serranla de Ybytymf,
com preaenca de reõtoe de troncoe fóeeel-e 7j.
Fotografla 7. Unidade euperlor (U3) doe depóeltoe cláeblcoe
da Serrania de Ybytymf ( Formacåo San Mlguel), com
arenito conglonerático com Eelxoc de quartzo ..... 7I
Fotografia 8. Dl-que alterado gubvertlcaL de l-anpróflro com
fenocrletale de mtca 86
Fotografla 9. Nefelina elenlto do Cerro Chobf, moetrando um
enclave eubangul"oeo de leuclta melafonollto ...... g6
F'otografia 1O. Microcrletel de dlamante ... -. -. j,z5
Í Di¡D I CE DE F()TOM I CR,OGR.¡qÞ- I AS
Fotomicroerafia 1. Rtolltótde (Grupo Caapucú ) 106
Fotomlcrognafla 2. GranitóIde (Grupo Caapucú) 106
Fotomlcrografia 3. Textura eubofltlca no dlabáÊlo da
Formacão AIto Paraná 106
Fotomlcrografla 4. Baealtóide de Potrero Ybaté . ..,.,.. 109
Fotomicrografia 5. Baealtóide de Potrero Ybåté, encleve ..... 109
Fotomicrografla 6, Textura localmente orlenbada no
baealtóIde do Potnero Ybaté . 1o9
Fotomlcrografla 7. Piroxênlog er¡ glonér.ulog de fenocrletale
de leuclta em rocha de aflnldade
Iamproltlca 116
F'otomlcrografla 8. Detalhe de um plroxênio, neema anoetra da
foto anterior ... ....... 116
Fotomic¡rograf la 8 . Opacoe e textura de amefec l-mento , negma
amostra da foto anterior . -.... 116
Fotomlcrografla 10. Ollvlnae em rocha de afinldade
lamproftlca .....,.123
Fotoml-cro8rafia 11. Fenoerletaie em rocha de aflnldade
lamproftlca . -..... 123
Fotomicrografla 12. Brecha pollmfctlca, "plpe" Yby .. .... 123
Fotomlcrografla 13. Textura da matrlz em leuclta nel-afolonlbo .1,28
Fotomicrografla 14. l'enocrietaie de dlopefdlo er¡ Leuclta
¡r¡elafonollto .... ...-....128
Í'otor¡tcnog¡:af la 15. Fenocrlgtale de diopefdlo, ollvina e
Ieucita e¡n leucl-ta r¡elafonolito ........... 128
Fotomlcrografia 16. Xenocrletele en¡ lampnóflro ultranáflco . ... i.29
Fotomicr.ografla 17. Megacrietale de ollvlna em lampróflro
meeocrátfco a ultramáf1co ... ........ 129
Fotomlcr.ografla 18. Textura da matrlz em biotlta plroxênlo
Ia¡npróflro (¡nonchlquito) ... ..-129
Fotomicrografla 19- Fenocrietafe en olivlna biotlta laxnpróflro 130
Fotomicrografia 2O- Fenocrietal-s en blotlta l-amprófi¡:o
(nineta) .... 13o
FotomJ-crografla 21. Enclavee alongadoe de carbonato em
Iempróflro ..-.....13o
Fotomlcrografla 22. Fenocrietaie de melanlta e eanidlna em
traqulto .,.. j 37
Fotomicrografla 23. Eenocrietale de eanidina e ¡nineraia
máflcoe em traquito .,... i3z
Fotomicrografia 24. AnflbóIl-o fonoLlto ...... 137
Fotomlcrografia 25. Textura traquitóIde em fonollto ... -. 137
Fotomicrografla 26. MonzonltóIde do Cerro San Joeé ---.-.142
Fotomicrografla 27. Monzonltólde do Cenro San Joeé -. -. -. 14?
FotomlcroErafia 28. Melaelenitólde do Cerro Tano 2 -..- -. 14p
Fotomicrografia 29. Nefelina eienfto .. 151
FotomIcrografla 30. Álca1 l-fe ldepato melaelenlto (mal-lenlto)... 151
Fotomicrografia 31. Álcal l- fe ldepato elenl-to ... ... 151.
R,ESIJ}'IO
A Folha 5569-11I La Col¡nena, Paraguai Oriental, eltuada a
aproxlmadamente 80 Km a SE da cldade de Aeunclón, é llmltada
Þeloe paraleloe 25o45'e 26000' S e peloe merldlanoe 56045' e
57oO0'W, ocupando area de 7O0 Kx02.
A reelão locallza-ee rìo Begmento centråI, de percurao E-W,
do "rlft" de Asunclón, ao qual ae apenBa, para W, o segmento
ocldental, com rumo geral NW-SE; para E, aparece o segmento
orlental , ma1 conhecido, com a megma dlrecão. O "r.ift" é o local-
de colocação da grande malorla dae nanlfeBtacöes alcê,Iinag
meeozólcae e terclá¡laa da chanada "Provlnclå alcållna central"
do Panaguai Orlental.
O napeamento eletenátlco då Folha revelê a exletênclå de
vårioe blocoe llmltadoe por falhag nor¡nals. Na parte merldlonal é
encontrado o bl-oco Potre¡o Alto (Serranla de CordiJ-Ierita),
separado do bloco VaIe de Acahay pela falha de Acahay, uma
lmportante eetrutura que conetitui o Ìi¡nite neridional- do
eeEmento central do "rift". No canto SW da Fol-ha åparece a falha
San Joeé (rumo N15W), deelocando å falha de Acahay e fonmando o
bloco San Joeé. Na parte SW do bloco Vale de Acahay s.pe.recem as
fal-hae Medlna (runo E-l,I) e Chaurla ( rurno N53l{), que llnltam o
bLoco Chauria.
O e¡nbaeåmento aflorante é conetltuldo pe106 rloIltoe e
granltoe do Grupo Caapucúr ( Neopr.oterozó lco a Eocarnbrlano ). Por
cima, colocam-ee em diecordåncIa eroelva os congloneradoe
Paragua¡l (em afloramentoe diecontlnuos), seEruidos tr)eloe arenltoe
de depoelção mêrlnha dae formaçöee Cerro Jhú (eepeeeura náxlma
250 rn) e Tobatl (eepeeeura mfnLmê 200 m), pertencentee ao Grupo
Caacupê (pré-Ilandoverlano). Eetae foru¡açöee cobrem oe bloeoe
Potrero AIto, San Joeé e Chauria, permltlndo ldentiflcar reJeltoe
de até 200 m entre o bloco Potrero Alto con oe de San Joeé e
Chauria.
No bloco VaIe de Acahay al>anecem trêe unldadeg lnformalmente
chanadae de Ul (baeeL, pe llt lca-arenoga , espeÊeurå máx1na 50 n),
U2 (arenoea, eepeggura måxima 1O0 r¡) e U3 (euperlor, com
congl"omeradoe de matrlz de arela n¡édla a groega, eEÞeBaura r¡f nLma
ti
165 m), moetrando caulee eillcificadoe de ¡>oaelvele ea¡ìambalae
(não ldentlflcávele) em Ul. O conJunto é atrlbufdo à For.nacão San
Mleuel (Permlano Superlor), aflorante maie para E, em funcão de
eemelhançae lltológicae e ¡>reBença doe fóeeeie. A eubeidêncIa do
bloco VaIe do Acehay frente ao de Potrero Alto é eetlmado em
aproxlmadamente 1520 n.
Säo obeervadoe alnda depóeltoe de preenchlmento do "rlft",
corre lae ionáve le com a Forrnação Fatlño (Cretáceo a Terclárlo),
que neeta região carregam eeixoe dae rochae regionale ( lncluindo
ae alcalinae), e depóeltoe recentee e eubrecenterg de alúvlo e
colúvio.
Dlques de diabáelo da Forrnação Alto Paranå (=Serra Geral,
Neocomlano) åparecen no bloco Potrero Alto ("enxame de Potrero" )
e, em menor frequêncla, e¡n outrae areae da Folha. Ae rochas
alcall-nae da Formação Sapucaf (Neocomlano, cronogruFo de
aproxlmadarnente 13O Ma) ocorrem como dlquee leoladoe e eruiar¡eg
( "enxame de Ybytymi" ), "pLugÊ", "plpee", derramee de favae e
mânto6 de plrocláetlcåe, dletrlbuldae por toda a Fo1ha, naa com
mal-or abundâncla na Serranla de Ybyty¡ni (bloco Vale de Acahay).
Petrograflcamente, eão traquitoe, tefr l-fono I ltoõ , lampróflroe de
várloe tipoe, rochae com leuclta de aflnidade lamÞr'oftlca, e
vá¡1ae eepéclee de fó1de mela-elenltoe e fó1de nela-
monzoElenltoE.
A tendência da nalorla dae rochae é claranente potâeelca ou
perpotå.sgica, com exceção doe traquLtoe. AÞarecem ainda dole
"pluge" (Cerro6 Medina e Doña Lill) de fonolltoe eódicos, que ¡lor
aflnldade petrográflcå com oE do Cerro Glnénez (Fo]ha vlzlnha de
Acahay) de ldade K-Ar de 66 Ma, eão atrlbuldoe tanbén à Foru¡acão
Nemby (Terclárlo Inferlor, Paleoceno a Eoceno).
Perfie estrubural-B e dadog da llteretura gugerem eubeldència
ei.enlflcativa no "rift" de Aeunclón en õeus seEnentots central e
ocldental, eeneivelmente mltlgada maie para E, em vleta do
poelcionamento eetrutural da Formação San Mleuel e outne,e
unldadee Buperpogtae. A etapa Lmportante de eubeldêncla precede o
preenchlmento de fraturag por rnagmeg, lniclalmente por diabâeloe
e a eegulr pelae rochas aIcaIInaB. A reÌaçâo Eeonétrlca entre os
dlquee de alcallnae e as falhaÊ Þr,Inclpale indlca que oe
tlt
prl-melros ocupam fraturae extenelonals, geradae por componentea
de cisalhamento de movlmentacão dextral e dlrecåo E-W, apl tcadae
no Begmento central do "r1ft",
É felta também refer'ência aots Recureoe Naturale da Folha,
focallzando a pooeibllidade da exletêncla de dlamantea,
aeeocladoe aoe "pipee" de algumae dae manlfeetaçöee alcallnae
perpotáeelcae.
iv
,qBSTRACA
The La Colnena aheet, eaatern Paraguay, le loeated eone
80 Km to the SE of the capltal clty of Aeunciôn. It ie llmlted by
Þarallele 25o45'and 26000' S and nerldlane 56o45' and 57000'W,
coverlng about 7OO Km2 .
The eheet llee ln the central, E-W trendlng eeEment of
the Aeunc lón rlft, which to the W changee Into the weeter"n
Begment, wlth a Nlil- SE dlrection; the poorly known eaetern eegment
aleo ehowsthle dlrectlon. The rlft is the elte of emplacement of
moet of the Meeozoic and Tertiary aIkallne occurrencea of the
"Central alkaline Provlnce" of eaetern Paraguay.
The eheet can be dlvlded into eeveral et¡uctural blocke,
Il¡nlted by nornaL faults. The Potrero Alto block lleg to the S,
separated from the depreeeed Val1e de Acahay block by the Acahay
fault, an lnÞortant Btructure that conetltutes the eouthern llnit
of the rlft'e central aeEaent. The San Joeé fault, cuttl-ng the
Acahay fault, occute bo the Sht and llrnltg the San Joeé block. The
eouthweetern part of the Valle de Acahay bl-ock ie taken up by the
mlnor Ghauria block, bound to the N by the Medlna (E-Vl dlrectlon)
and Chaurla (N53W directlon) faulte.
Rhyolltea and granitee of the Caapucú Group conetltute
the Neoproterozolc to Eocambrlen basement in the area. The ¡narlne
eedlmente of the pre-Llandoverlan Caacupé Group, Iylng on top of
e.n eroelonal nonconforr¡Ity, are fonned by the ParaEuari
conglomerete (as dlecontlnuoue outcrope) and the eandetonee of
the Cerro Jhú (250 m måxlmum thlcknegg) and Tobatf (2OO m mlnlr¡um
thlckneee) formatione. The eedlmente cover the Potrero Alto, San
Joeé and Chaurla blocke; etratlgraphlc markere Bhow a fault
dleplacement of up to 2OO n between the Potrero Al-to and the
other blocke.
The ValIe de Acahay block ls malnl-y covered by three
units lnforr¡al,Iy called U1 (baeal, pe l ltlc-pearunlt lc , thlckneee
up to 5O m), U2 (psannitlc, max i¡nur¡ thickneee 1OO m) and U3 (at
the top, with conglo¡nerate Bhowlng a medlum- to coaree-gralned
eandstone matrlx, mlnirnum thlekneee 165 rn); BlIlclfled (tree
fern?) trunke wlth poorly Þreeerved sbructuree are found 1n U1.
The unlta ane attrlbuted to the San MlgueI Formation (Upper
Permlan), that outcropa farther E. The eubeldence of the Valte de
Acahay block, and thue of the rlft In ite central segment, le
eetimated at aboub 1520 m, wlth reepect to the adJacent Potrero
AIto b lock.
Aleo obeerved are rlft flLling aedl-mente, correlated vrlth
the Cretaceoue to Lower Tertlary Patlño Formatlon (weetern
EeEment of the rift), whlch here ehowe fragmente of all reElonal
nock typee (includlng the alkaline onee), and recent to eubnecent
a}l-uvlal and colluvial depoeite.
Diabaee dikee of the AIto Paraná Forr¡atlon (equlvalent to
the Neocoml-an Serra Geral Eornatl"on ln B¡azlI ) are obaerved
malnÌy In the Potrero AIto block, partly ae a dike ewarm, but
aleo In other areae of the eheet. The al-kallne rocke are lnc l-uded
In the Neocomian Sapucai Formatlon (age group of alkallne rocke
of about 130 Ma) and occur ae l-solated dikee and ewe,rma (e.e.,
the prominent "Ybytyml Bwarm" ), pluge, pfpee, lava flowe and
pyroclaetlc depoeits; they are dietributed all over the eheet,
but by far the higheet concentratlon of occumencee le found ln
the Serranla de Ybytyrnl . Petrographlcal ly, the rocke €.re
trachytee, tephr I-phono l ltee, varlous eorte of lamprophyreo,
Ieuclte-bearlng rocke wlth Lamproltlc afflnlty and eeveral kinde
of fold mela-eyenltee and foid me Ia-¡nonzoeyenitee . The whole
euite le clearl-y potaeelc or IrerpotaËõlc, wlth the exceptl-on of
the trachytee- Two plugs (Cerro Medina and Doña LIII) ane made up
of eodlc phonolitee; they are aeelgned to the Lower Tertiåry
Nemby Formatlon (weetern Ëegment of the rlft) becâuBe of thetr
petrographie slmllarlty wlth the phonollte of the neanby Cerro
Giménez, ehowlng å K-Ar age of 66 Ma.
Llterature data ånd etructural profilee Indlcate a rather
lmportant eubeldence of the rift ln both lte centpal and western
eeEments, whlch however muet dlmlnish elgniflcantly to the E, as
euggeeted by the Etructural eettlng of the 6an Mieuel and other
formatlonB. The maln eubeldence phaBe precedee the emplacement of
the lgneoue rocke along fracturee, flret of the dlabaeee and
then, shortly åfter, of the alkallne rocke of the Sapucal
Formatlon. The geornetrlc relatlonehlp ehown by the alkaltne dlkee
vl
and the maln IImltInE faulte Indicatee that the dlkee were
emplaced lnto extenelonal fracturee, fo¡¡ned aB a coneequence of
an E*W orlented pal-r of ehear conÞonentð, wlth a dextral
movement, actinE on the central seg¡rent of the rlft.
Natural reaourceg found ln the area are polnted out, with
enphaele on the poeelbillty of diamond finde, euppoeedl-y
aeeoclated wlth eome of the alkallne perpotasslc pipee.
vll
AGR,AI)EC I ME¡i¡TOS
Eete eetudo foi lnlclado en 1986 com a¡>olo do anterlor
Inatituto de Clenciae Bé.eicae da Unlvereidad Naclonal de
Aeunclôn, Pa¡aguay, agora convertido em Facultad de CIenclae
Exactae y Naturaleg, com apolo e encoraJanento do Prof. Dr,
Narci60 GonzáIee Romero, ex-dlretor. daquele Inetltuto, que
gentlhnente concedeu licençå ao autor parå o andamento dos
eatudos de póe-graduacão no Ingtltuto de Geoclênclae da USP. Os
agradecimentoe devldoe ao Prof. N- GonzåIee Romero eão também
extendldoe À lnet1tulção, a Unlvereldad de Aeunclón.
Noe trèe primelroe eemeetree doe eetudoe recebeu o autor a
bolsa do Coneelho Naclonal de Peequlsa e Deeenvolvlmento
Cientfflco e Tecnológlco (CNPs), e e Organlzaclón doa Eetados
Amerlcanoe (OEA) concedeu bolea ( "Becao PRA") pelos dole anoe
eubeequentea. A ambae aa InetItulCöee, elnceroe agradeclmentoe
pelo apolo financelro.
U¡na parte doe trabalhoe de campo, Junto com a aquielção de
elementoe como fotograflae e nêpag, foram flnancladoe co¡n auxll1o
da Flnanciadora de Eetudoe e Pr'oJetos (FINEP), en temae de
peequlea Ligadas a Indlcadoree Petrogenétlcoe e Metalogenétlcoe
em Rochae Granltóldes e Alcallnae, tendo como coordenador o Pnof.
H. ULbrlch-
Agradeclmentoe eepeclaie eão devldoe ao orlentador, Prof.
Dr. H.G-J.H. Ulbrich, pelo apoLo, dlecuseõee, aJudâ e eugeetõee
recebidae durante todoe estes anoe; é del-e tambén a eugeetão de
redireclonar oe eetudoe, ånterlornente com foco em aepectoe da
petrografla e petrologla dae rochae fgneae,
Vå¡loe docentee e colegae de póe-graduacão do DeÞartamento
de Mlnera.loglê e Petrologla do IG-USP aJudarâm em vå¡las etå¡>aa.
Oe agradec lu¡entos vão pårrå Glanna Garda, Gunerelnda Mlfiarr"o,
Valdecir de Aesie Jenael, Silvlo Vlach, Woldenar lvanueh, Vagner
Marlngolo, Gergely Szabó, e oe compatrlotae Dello Orué e Vlctor
Velázquez. Eepeclal deetaque é para oe profeeeoree Mabel C.
Ulbrich, Darcy Svleero e Joeê Moacyr Vlanna Coutlnho, ¡:ela
aeeeeeoria em temae de mlneralogia e petrografla. Agradeclmentoa
vf I I
tambân aoa profeeeoree Mary Ellzabeth Cerrutl de Ollvelra
Bablnekl, Murilo Rodolfo de Llna, e Dlana Mueea, que foram
consuLtadoe eobre tenae relatlvoe à fôeeele vegetalg.
São lembradoc con eeFecial emoçäo converBåÇöee e diecueeõee
eobre tenae de mapeamento e rochae alcallnae com Francieco João
de Souza ( Chlco ) , Nlcholae M. S. Rock ( por ocaglão da 5g.
Conferência InternaclonaL de Kl¡nberlltoe em Arexá, 1991, e
poeterlor contato eacrito), e Joeé Henrique Godoy Clguel, todoB
elee falecidoe.
O geólogo Adolfo Báez Alnada, compadre, cornpartllhou com o
autor e maloria dae exauetivae Jornadae de campo, tornando-ee
colega de dlecueeöee e aJudando, cou¡ seu olhar crltlco, a
fundamentar e derrubar conclueöee extrafdae durante o trabalho.
Agradeclmentoe eão tambén devldoe aoe Dre, Peter Rene Bitechene e
Nlcolau HaraIyI e åo geólogo Vlctor Fernandee Croeea ¡>or
colaboração e eeeeeeoria em dlvergas etåpåË, também extendldoe
aoe colegae Pedro R. Zarza Lima e Oecar V. Quifronee Fernandee.
O colega Má¡1o Maneur Melhem aJudou em etapa Já avançadå do
trabalho de caml>o, no verão de 1990, Þelo qual lhe eão
encamlnhadoe einceros agradeclmentots.
Fo¡a¡n também lneetlmáveie ae colaboraçöee recebldae l>or
func ioná¡ loe da Biblioteca do IG-USP, e da Secão de Lamlnacto,
encarregada da reallzaçäo das ln{rmerae lân1nae eollcltadae. A
Seção Gráflca e de Xerox cor¡Þllaram e encadernårâm eete volume.
Ae eecretåi.Iae do DMP-IG (Marta, AngéIlca e Roeell) e da Secão de
Pôe-Graduação (Madalena e ReElne) moBtrarån-Be BemÞre atencioeae
com êa eollcltaçõee efetuadae. A todoe elee, nogeoe
agradec Imentoe .
Merecem atenção eeÞeclal 8.8 euEeetõee encarnlnhadae Þe1oe
Profe. V.J. Fúlfaro e C. Rleconlnl durånte a defeea do Exane de
Quallflcaçåo, ern lnfclo de 1981 e em ocaeiõee poeterloree,
referentee à geoÌogIa do Paraguai Orlental e nomencl"atura em
rochae eedlmentaree e estratlgrafla, e ao papel e geometrla do
rift de Asunclón, como condlcl-onador de nagmatiemo, dlecutlndo
apreelacõee do orientador'.
C¿q'PÍITTJI,O ]-
IN¡TR,ODIJç.ãC)
1.1. APRESENTAçÃO DO TEIIA
A llteratura eobre a geologla do Paraguai Orlental mostra,
no Paleozólco e Mesozólco, un euceeeg.o aparentemente BlxnÞIeB de
eventoo, caracterlzada pela depoeiçäo, Þor vezeB contlnua, de
eedlmentos lnlcialu¡ente marlnhoe e poeterlormente continentaie,
e culmlnando no Cretáceo Infe¡1or con o aparecimento de vaeto
volume de material basâIt ico.
O padräo eetrutural motst¡ê tanbén uma e.parente
simpl"icidade, com ì.rma depressão central (a de San Pedro),
flanqueada por dols marcadoe altoe estruturaie, a Norte o do RIo
Apá e a SUI o de Caer>ucìl (Flsura 1.1).
Vá-r'loe å.rgunentos, aeeinaladoe na literaturè m6,le recente,
apontåm para un panÕrama eatrutural male complexo ( cf, Degraff,
1985). Parece predomlnar, por vagtaa reglõeÉ do Paraguai
Orlental , uma eetrutura de "blocoe deeaJuetadog" do embaaemento,
ora fevemente baaculadoe, ora con novlnentação relatlva
independente, origlnando um relevo de eðcagaâ movlnentação
topogrâflca e de pequenae baclae hldroenáflcae eeml-fechadae e
de diflcll drenagem. Serla egta a ÞoeefveL cauea da exlgtêncls.
deeea peleagem de "mln1-Pantanal " , ocupêndo boa parte do
Paragual Orlental com auag áreae de baixoe, "egteroe" e
"banË.doe " (V.J. Fúlfaro, com. peBEoal, 1991).
370 56'
22.
Allo do
R¡o Apo
210
Depressõo de
Son Pcd¡o
ASUNCION
'! --.. t.. | ,".
Allo <le
Coopucú
Fign:ra I-1. Iocalização da Folha I-å Colrìena no ParagRrai, identificada pelo quadrado. À direita, esque-
na simplificado das r:nidades geológico-estruturais no Paragn:ai Orientôl. As linhas traceja-
das paralelas lirnitam aproxirnadamente o "rift" de asunción, com suas partes ocidentðl (Àsl4
ción), nÉdia (vale de Acahay) e oriental. As li¡has paralelas assinaladas pelas setas rûs-
tram a continuação, no Paragmai Oriental, do "sinc1inal" de Torres.
É tanbém de relevância, neete contexto, a dlecuee&o em
torno do controle de locallzaçto dae ocorrênclae de rochae
lgneae alcalinae. Na Ilteratura lnternaclonal, vårloe autoreB
relaclonam gêneee e colocacäo destag rochag, em áreae
contlnentale "intraplaca", ao controle por melo de el-etemae
dieteneionale (e.9. Balley, 1974). Para a reglão do Alto do Rlo
Apa (Figura 1.1), lnvadida por rochas alcallnas, inexietem
mapeamentos recenteB, em euficlente detal-he; nele é eEcaaaa a
cobertura eedlmentar, faltando portanto as referênclas óbvlas
para trabalhoe estruturale. Na outra reglão com numerogag
ocorrênclae de rochae alcallnae, a do AIto de Caapucú, a
cobertura eedl-mentar é contlnua, ldent lflcando-ee v6rlas
eetruturae conplexae, que terlam Bldo as reeponeâveIe pelo
aparecfmento de taie rochas; entre eetae, menclona-ae
eepeclalmente o chamado "rift" de Aeunción, neconhecldo como ta1
apeneB em anoE recentee (Degraff, 1985; Drueker & Gay, 1987).
Reveete-ee portanto de intereeee u¡n trabalho de mapeanento
sistenático, que ele lnicie com o levantamento dae unldadee
napeâvele e que caracterlze ae eetruturats presentee. A negião do
Al-to de Caapucú Þarecerfa a mais ådequada para tal
empreendlmento, por aer em geral de fâctl acetsEo e I>or
aI>retsentar variada cobertura eedlmentar, facilitando aeslm o
trabalho de identlficaÇão de eetruturae.
A metodoloBla male adequada, Julga-ee, é a de partlr parå o
mapeamento de uma folha topogråflca, dae que Bão publlcadae pelo
Inetltuto Geogrâflco Milltar do Para8ual, em eecala 1:50.OO0.
Mapeamentoe deste tlpo, feltoõ de naneira eietemâtlca na
maloria doe l>aleee do mundo, eão conelderadoe tarefas báe1cag
4
para o levantamento e catalogação de Recureog Naturale, por
moetrê.r e/ou eugerir a localização e exteneão dae reBerva6
geo16glcae de Intereeee econônico, presente ou futuro.
Ao óbvlo lntereeee elentlflco, une então o Ievantamento
Biatenático de un folha tambén o lntereeee åpllcado, fornecendo
informaçõee de vaeto eepectro de utllidade.
A área eeleclonada no AIto de CaôÞucú foi a região
compreendida noe lir¡itee da Folha 5569-III La Co1rnena, do
Inetltuto Geográflco MIIitar do Paragual, en eecala 1:50.00O
(Flgura 1.1; " 700 K¡n2). Esta á¡ea encontra-ee eltuada na parte
médIa, de direção E-W, do Já cltado "rlft" de Aeunclón. Moetra
cobertura de eedlmentoe paleoz6lcoe, nesozólcoe e cenozóIcoe,
Junto com um número conelderável de ocorrenclêB de rochas
ålÕe,LIna6, cono Já manlfeetado na llteratura (e.g- Comte &
Haeul, 1971; Palnieri & Arrlbas, 1975; Bltechene, 1987) corD
novaË deecobertaa realizadae em vieltae prévlåÊ de
reconheclnento à reglão ( 1986 a 1989) pelo autor (ver. tambénr
Báez Preseer, 1991 e Vélazquez, 1992) -
1-2- OBIETTVOS
O tema da preeente dleeertaçäo, o mal>ee.mento da Folha La
Colmene, tem como base a ldenbiflcaçåo e deecrlcäo dae unldadee
mapeáveie, caracterl"zando alnda ae eetruturae preeentee na á.rea.
OB obJetlvos eepeclflcoõ Bão enurnerèdos a BeEuir:
- familiarlzação com aE várlaB formaqðee (BedfmentareB,
lgneae e netamórflcaa) cåracterlzadae, na llteråtura, no AIto de
Caapuc{r e que Foaerån eetar Þreeentee na folha a mapeår;
- mapeamento eietemåtlco da Folha La Col¡lena, definindo a
dletrlbulção dae unldadee napeávele e aa felçõee egtrutural-e,
com coleta de amoetras para eetudos poeterloree em Laboratórlo;
- deec¡Içåo petrográflca dae várlae rochas eedlmentaree,
lgneae e metamórflcae encontrådåe;
- avaliação doe dadoe de campo e de laboratórlo obtidoe
para apreaentação de colunae eetratlgráficae e da hletórla
geolôglca da área, apreeentando ainda eubefdloe Fane a
catalogação de Recureoe Naturale.
1-3. T¡CALIZAçÃO E ACESSO
A Folha de La Colmena ten centro geogrâflco aproxlmado na
cidade de La Colmena, Departamento de ParaEuarl, locallzada a
133 km a SE da cldade de Aeunción, Encontra-ee J"initeda peloe
paralel-oe 25è45' e 26ê00' e oe nerl-dlanoe de 56ô45' e 57c,00'
( Fleuras 1-2. e 1.3).
O aceeeo à área ae fð.2 a pårtir da Cldade de Aeunclón, pela
"Ruta no 1" até a cidade de Carapeguá, e de Iá, para E, até
Acahay. DeIa, parte Þara E um caminho pavlmentado até La
Colmena. Um outro aceEgo é pela meema Ruta no 1 até a cldade de
Paraguarl, aegulndo-Be pogterlormente pon carnlnho nåo
pavimentado, vla cidade de Caballeno, até, Ybytymf e, f lnal¡nente,
La Colmena (Flgura 1. -Z), Na folha, õã.o encontradae váriae
eetradas vlcinale e t,rtlhas, todae não pavlmentadae, èornunlcando
entre si oe dlferentee povoadoe e moradiae da reglåo.
r'oo'--ì
nås. ?
¡B
I
Euscbio Atoh
Ov¡cdo a
ARGENTINA Jlocurubi
So'n ¡osi
e-
t,.Jii,"ö*ó O I cobotte¡o
\
C or opegud atblF í
Villor r¡co
4<'-
o C olmcno
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-a
'à{¡,,¡'"o" O þ
lr€-Ê=
aot¡
h
L.r.nr'
Fig'ura 1-2. Toponímia do paragnra i orientar e as vias de acesso à área de estudo
(ver texto) .
Potr Noron¡oty
?5"45'.-]
lslo Segur o Ybylymi
\ û.-
\ Costo JhJ '' t-, x
\ ,rø,
q Coñodo
\ C¿
o
t'. I
I
\ ó
Potr. Ybote
\ Cio K ir ¡lo
Co. Medino
X\
Lo Colme no
tx,
o.ao; co aPvr ogr.ro
,
Potrero Aìto
Serr. C ord ille r it o
o
o
¡- o 2 8km
Cio C or dillcr¡lo :-
L 26.O0'
Figura t-3. Tbponínria da região da Folha I-a Colmena, São tanÈén identificadas
as falhas gue limitam os vários "blocos" geotógicos recorñecidos
na Folha (ver Figura 3-I).
1.4. ASPEg¡OS DA GEOGRAFIA FiSICA
A parte merldional da Fo]ha é ocuFada pel"a Serranlå de
Cordlllerita, conetltulndo um alto de topografia lnregular
(cotae máxlnaa de 4õ0 a 513 m), que Ê,e extende åInda mala pârå 5
e pare E" A Serranla está eeÞarada da parte N da Folha, que
conetltul o VåIe de Acahay, por marcada escarpa (Foto 1), O VaIe
de Acahay por Bua vez nrostra uma topografia pouco movlmentada,
eorncotae entre 14O e 200 rn. Na regíão NE da Fol-ha aÞarece a
Serranla de Ybytyml, com percureo geral SE-NW (alturae åté
450 n), enquanto que na porção W, I>or vårl-oe kne, aparecem
morrog de contornoe lrreg:ularee (e,É|., o da Coeta Jhúr ) a cônlcoe
(Cerro MedIna). Na reElão de Chaurla, na parte centro-oc ldental
da Folha, eäo encont¡adae algunåe elevaçõee moderadae (pana
toponimla, ver Fl8:ur'e 1.3).
O cllna da regläo é o de Éavan€. aubtr.oplcåI meeotérmlco
meeofimldo, Êem perfodo naÌ.cådo de eetlagem, tendo ern 6brll, malo
e outubro 0e; me6ee male chuvosos e de junho a agoeto og mecea
maie eecog -
A cobertura veEetal prinltlva (boeques de caracterletlcae
eubtroplcaie) só aparece congerva.de em algumag r.eglões de nalor
altltude, nae serranlae de Ybytynl e Cordlllerlta. Em quaee toda
a extensã.o do VaIe de Acahay, que flca alagado ern éÞocas de
chuva, eäo agora obeervadoe campos de paetagene, com grama e
vegetação de arbuetoe e ár.vorea de pequeno porte.
Oe camÞoe måIe férte1B Êão encontÌ"ådoB nåB encoBts.e e
o
parteg altas da Serrania de Ybytyml, aeeln cono tar¡bén en Brande
parte da Serranla de CordiIlerita, com cultlvoe de algodão,
¡nllho e outroe produtoe agrlcolag.
1-5- IIÍETODOI¡GIA
Apóe lrma etapa de fanlllar1zaeão con a Já extenÊa
blblloerafia eobre oe aepectoe regionaig do Paragual Or1ental,
tlveram lnfclo as excureðee ao local, p¡in¡elramente com ê.
finalldade do reconhecimento geológlco e, a eegulr, apóe
foto lnterpretação, com o lntulto do mapeanento slaternát1co e do
Ievantamento de perfls,
No l-aborabón1o foram realfzadoe eatudoa petrográflcoÉ dâB
amÕBtras recolhldas de rochae eedimentaree e lgneae.
Ae váriae técnicae de campo e de labor'âtórlo utiltzadae eão
indlcadas a se8uir.
RevIeEo blblfoeráflca
Uroa tr>¡lmeira etapa do trabalho coneletlu na famlliarizacäo
com a bibllografia existente eobre doie tóplcoe relevantee para
a peequlea:
ê. Revlsão da blblloeraflâ (parclålr¡ente 1néd1ta), Já
baetante extenea, eobre a geologia do Paraguai Orlental e, em
eepeclal, eobre a região do AIto de Caapucrl e vlzlnhancae.
b. Fa¡nlllarlzação co¡n a vaata Ilteratura lnternåclonal
relaclonada com petrografla, mlneralogla e nomenclatura das
rochae lgneae alcalinas,
10
Ae pubLlcaçõee maie lnportanteg eobre a geologla do
ParaEual Oriental aparecem cltadae na lleta de neferênclae, e
eão ern parte relaclonadas nos itene eobre Mapeamento e
Deecrlçõee Petrográflcag, abalxo. Oe trabelhoe coneultadoe eobre
rochae alcalinae eão referldoe na dlBcuBBgo eobre Deecrlçöee
PetroErâficae.
llapeamento
adquiridae 49 fotografiae aéreae e¡n eecala 1:5O.OO0,
Fora¡n
realizadae pelo Inetltuto Geográflco Mlfitar do Paragual, que
cobrem totalmente a Folha La Colmena, Junto com um fotomosaico
em eeeala 1: 100. O00.
A fotolnterpretação é facllltada por ae¡ a geologla da årea
relatlvamente el-mplee, ident ificando-ee vâr"Ias formacõee
eedlnentaree eubhorlzontais, cortadae por falhae normaie, Junto
com depóeltoe recenteB e Bubrecentes de coluvlo e aluvlo. Ae
formaçðee ÉedlmentareË må18 åntlEaB åpar'ecem cortadae por rochae
lgneae aIcaIlnag e båEáItlcaa, e em parte eetão cobertae Þor
derra¡nes e mantoa corre laùos.
Uma fotolnterpretaÇäo lnlcial per,rnitlu Ianean no neps.
topogré.flco 1:50.000 aB principalg felçðes egtruturåIe e
eetrat igrâflcae,construlndo-ee, åss1n, um Þrlmelro mapa-baee,
poeteriornente revieado e aprlmorêdo em excureöee Àe våriae
Iocalldadee da Folha La Colnena. Eetae excursõee foram
reåflzadae durante vårloe dlae nos rnegeg de Janelro de 1S87,
1988 e 1989, en Janelro e fevereiro de 1990, em agoËto de 1989 e
em novembro de 1989, num total aproxlr¡ado de 60 diae de campo.
Cono sulå påra o malleamento for.am também utlllzadae aa
11
deecrlçõee de formaçõee sedlmentaree conetantee da llteratura e
em algune mapag em parte lnédltoe (T.A.C., 1981; Proyecto Par
83,/005, 1986 )
Ae váriae unidadee eedimentaree encontradae na Folha La
Colmena (pertencentee ¡>rinclpåImente ao Grupo Caacupê e
formaçõee eupraJacentee) foran ldentlflcadae com baee noa
eeEulntee crltérioe:
a- Lltoloela, como identiflcada na Ilteratura (Þetrografle,
cor, caracterletlcas doe afloramentoe, etc. ) (cf.
Harrington, 7972) -
b. Sequêncla eett.at lgráflca, eventual alternâncla de
camadas e lndicações de espeÊ,e;ura (Harrlngton, t972i
T.A.C., 1981; Proyecto Par 83,/O05, 1986).
c. Com 06 devidoe culdadoe, contlnuidade geográfica,
correlaclonando os afloramentoe da Folha La Colmena com
06 de áreae vizlnhas (prlnclpålmente a Vl), melhor
conhecldos, aproveltando o mêpa de T.A.C. (1981) e do
Proyecto Par 83,2005 (1986).
O mapa baee conetruldo corn
e aJuda da foto interpretaçã.o fol
completado e examinado no cêml>o, principal-mente com o
Ievantamento de perfle para a deflnição de colunae
eÉtrât1gré,f3-eae, embora afloramentoB deacontfnuoe frequentemente
lmpedleeem que eE observaçõee pudesÊem ser completadas. Uma
parte importante do trabalho foi dedicada à definlçäo,
anoeLre.gèm e localização doe urlltlpLoe corÞoe lgneoe preeentee.
DeecrLçõee ¡¡etrográficae
As rochae Bedinentarea foram deecrltas mac ro
t2
mlcroscoplcamente utilizandÒ a nomenclatura expoBta em Sugulo
( 1980), tanto påra a deflnlção dae car'acter f et lcae de €reua
elementoe texturale e eetruturaie (claetoe, måtr1z, clmento,
etc. ) como para queBtõee de nomencl_atura. Ae obeervacöee foram
realizadae con aJuda de lupa de campo (1Ox) e de lupa binocular
( 16x). Quando neceeeárlo, as amoatraa foran deeagregadae
necanlcamente, pe.ra melhor obgervação da mlneralogla e
caracterlgticae doe claetog. Ae medlçõee em clastoÉ foram
reallzadae con papel mlllmetrado e/ou régua. Nåo foran
efetuadas, entretanto, contegens rnodaie ou trabalhos de
peneiramento (para ídentiflcação de ¡nodae, etc) por fugir.em doe
obJetlvoe propogtog.
Ae rochae fgneae encontradae nå região pertencem å trêE
grupog dlferentee do ponto de vlsta petrogrâflco e genétlco:
- gr.anltôldee e rlolltó1dee do embaeamento crlatellno,
atribuldoe ao GruÞo Caapucrl;
- rochae baeáltlcae lntruslvae da Forrnação AIto Paraná;
- rochas alcalinae intrueivae e efuslvae atribuldae à
Formação Såpucåf.
Conta-Be eom aproxlmadamente 22O amoetrae de mão, coletadae
durante oa trabelhos de cåmpo acima cltados e devidamente
localizadoe em mape. Deetae, eeleclonaram-ee aproxlmadamente 15O
para a reallzação de eeeõee delgadae. A totalldade dae amoetrae
de mão foi deacrlta ¡nåcroecoplcamente , cor¡ aJuda de lupae de
ca¡npo e blnocular ( 1Ox e 16x), destacando-ee aE felçõee
eetruturaie (caráter maclço va. orlentado; Þraegenca e forma de
amlgdalae e veefculae; exletêncla de enclavee; deneldade de
fenocrlstå18 vË. netrls; etc) e aa caracterl6tLcåB textu¡ale
13
(quando vlelveie) e mlneralóglcas ( ldenttftcacão doe vÁrlog
mlnerale). Ae eeçõee delgadae (a malorla de rochae alcallnae, B
de baealtoe toleltlcoe e outråB 6 de rtolltóldes e granltóldee)
foram deecrltae com aJuda do ¡nicroecóplo petrográflco de luz
tranernitlda, com nediçåo do tamanho doe gråoe com ocular
rnicromêtrico.
Os nlnerals traneparentee preBentea neataa rochae foram
Identificadoe pelas proprledadee óptlcae, com alguma lndlcacão
do provâvel quimlemo (e.S- em ollvlnae, plroxênioe e
anflbólloa), po¡ melo de felçõee tale cono eetlnatlva do valor:
do ângulo 2V, ângulo de extlnçäo, cor e pleocrolemo ( cf. Tröeer,
1979). Oe feldepatoe alcallnoe fo¡am idenbiflcadoe ¡>elo lndlce e
poelção do ãn8u1o 2V. O tlpo de plaglocláslo, quando Þoeefvel,
foi eetlurado utllizando-ge a metodologla de Mlchel-Levy ( åneul-o
entre o plano de gemlnação e ae poelçöeõ Bimétrlcae de extlncõ.o
em lndlvlduoe geminadoe eegundo a l,ei da A1b1ta, em eecã.o
Þaralel-a ao eixo cristalogrâflco b: Tröger, 1979).
Con ee lnformaçõee colhldêa dae deecrlçöee macro e
mlcroecóplcae, procedeu-ee à claeelflcacäo. Ae rochae
granit6idee e båsáltlcêe tolefticae eão facllmente
elaeslficadae, em geral em função de parânetrog texturaLe e
mineralóElcoB; eventuale eruoe de claeelflcação eão I>oeefvel-e,
prl-nclpalmente no caao dos toIeltog, Þor carecer-Be de
ínformaçõee qufmlcag que levem a una claeeiflcaeäo male
al>r lmorada .
A cl-aeelflcaçäo dae rochas alcallnae rrequer malores
culdadoe, mesmo porque Bó recenten¡ente é que aI>ê.receram
propoetae male culdadoeae de claeelficaç&o (en Þarte baeeadae em
14
I)aråmetroB qulmicoB) maa, alnda aBslm, en parte polenlcås, Þor
exiatl-rem questöes não reaolvldae até o momento (e,9, relacão
entre lampróflroe, lamproltoe e kimberlltoe, veJa-ee Rock,
1991) .
Ae recomendaçöee utlllzadae para a claeelflcacão de rochae
monzonltóIdee e elenltófdee alcallnae foram aÉ, contldaB em
Streckeieen ( 1976) , Le Bas & St¡eckeieen ( 1991) e, male
detal-hadar¡ente, em Soreneen ( 1974) -
Oe lampróflroe preBenteE em abundâncla na regiäo foram
claeelficadoe, pelo menoa tentativamente, ubllizando como
referêncl-a geral Streckeleen (1980) e, maie eapec lflcamente , os
vârlos trabalhoe de Rock eobre o te¡nå. (ver Rock, 1991, e
referênciae all cltadae), em parte con nodlflcacöee (Rock, 1991,
con. peeeoal ) .
Ae rochae com "feucita" e de potenclal aflnldade
lamproltlca Ëão de dlflcll ldentiflcação; gulae Þara a deecricão
e claeslfieação deetaa rochag foram encontradae em $Iade & Prlder
(1940), Mltchell- (1985; 1989) e Mitchell & Bergman (1S91).
Oe dados tr>ara a cJ.aeeificação dae rochas fgneae foram
obtidoe prlnclpalrnente da deecrição mlcroecóplca e da contagem
nodal, eeta ûItlna reå112åda com "point counter" (média de 500 a
1OO0 ponto8 por Iåmlna; excepc lonalnente , contå.ram-ae 1500
pontog, no caeo de algumae rochae baealt6ldee âlcalInas).
A contagem de rochae porflrltlcas apreBenta problemae
eepecl-aie, Para eates cåEoe, contaram-ee prlmeiramente aB
Þroporçõee doe várloe fenocrletals e da måtrlz, lndivlea, con
aumenfoe menorea do mlcroecóplo. A matriz fol eeguldamente
contada de nanelr.a leolada, con aumentoõ naloreEr, calculando-ee
15
com eatea dadoe a moda flnal.
Identlflcacão de nlnerals peeadoe
Noe "plpee" de brecha (e.9. ùi) e em outroe "ÞIpee" de
poeelvel afinldade Lamproftlca foram colhldae amoetras de eolo e
rocha alterada e de eedl-mentoe dos córregoe vizlnhoe.
Ae amoatraa, apóe lavagen e Becagen, foran penelradae,
obtendo-ee concentradoe de nlnerale peeadoe, a Partir do
tratamento dao fraçõee 0,70 a > 0,2ãn¡n, con aJuda de bronofórnio
(d=2,82 ); quando neceeeé.rlo, deete concentrado erêm Beparadoe oe
mineral-e magnétlcoo con um lmã. Con a aJuda de lupae blnocularee
tsepararaÍr-ae os dlferentes mlnerals por caracterleticas de cor,
morfofogia e outraÊ feiçõee.
Algune concentradoe foram nova¡nente oeparadoe com aJuda do
iodeto de netlleno (d=3,33), caracterizando-ee al,gune minerale
com aJuda da lâmpada de Ìuz ultravloleta.
Foí t ambéur apllcado, em algune caaog, um tratamento com
ácido fluorfdrlco, com a finalidade de necuperar r"eelduoe nåo
afetadoe pelo tratamento .
l6
GEOL,OG I A R,EGIOI.IAI-, DO
PAR,AGTJA I ()R EDiI:TAI-,
Dole tenaa de geologia regional eão enfocadoe neate
capltulo. O prinelro apreeentará um reelrmo da geologla do
Paraguai OrientaI, deecrevendo êa unldadee e etnat igré,flcae
reconhecidae na literatura e que Elrardam eetrelta reJ.ação com a
BacIa do Paraná, poel-cl-onando, ao rnegmo tenpo, a área ocupada
pela Folha La Col-mena no contexto reglonal, O eegundo tema
enfoca com exclueivldade as roehae fgneae alcallnae presentea nå.
regiåo, êÞreeentåndo urnå. revltsäo conclBê dae ocorrenclê,8
eonhec ldae .
2-L- O PARAGUAI ORIBIIAL: GENERA],IDADBS
O Paraguai Orlental, À leete do rio Paraguai, é dlvldldo em
vár1ae unldadee morfo-eetruturale. A eul ocorre o chamado Alto
de Ceapucrl ( cf. Proyecto Par 83,/005, 1886) e e norte o Alto do
Rlo Apa (Wlene, 1986), separadoe l>or um baixo denonlnado de
"eincllnal" de San Pedro (Llvienee & Quade, 1987) ou, meie
aproÞrladamente, Depreeaã.o de San Pedro (Proyecto Par 83,2055,
1986) (ver Flsurag 1.1 e 2.1).
Neetee AItoB
eetruturale aflorarn r.ochae do embaeamento, en
parte cobertae po¡ eedimenboe e rochas vulcânicag da Bacla do
Paraná. Sedl¡nentoe aluvlonaree do Quaternárlo ocorren como
Allo óo Rio Apo
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Figura 2-l-. Esquema geológico do pðraguai Orientê1. Legenda. L:
fathas (propostas e verificadas); 2: rochaå ãã-".ou
samento pre-cambriano ("precámbrico Norte" e ,,Sur,,)J
3: rochas ígnea s _pré_c ambri ana s ; 4: Crupo ftapucumi;
5: Grupos Caacupé e rtacurubí, indife¡LnciaAås- (Or_
doviciano? a. Siluriano Inferior); 6: Formaçõ.= Coro
net oviedo (à sur) e rsuidauán tà wortãj-'<ð;;;.;;;Ë
ro a permiano); 7:-crupo Independencia (permianó-i,.,
perior): B: Formação Misiones- (triéssico .-J;;;;";:
co): 9: Formação Àlto parané tcretá.."); io, -rãr*u_
ções terciárias indiferenciadas; lf, ¿epós i io" -r."".,
tes e subrecentes. Fonte: Livieres & euàde (l9B7i;-
corn modificações. pôrô tocalização de manitesiacões
atcatinas,.ver Figuras 2_2 e 2_Á. As setas iãã"tlti
côm a continuação, parô NW. do ,,sinctinal.,, de ioiiË=
(ver também rigura l-t).
18
unldadeB mais novaB.
Na parte leete deetee Altoe, entra-Be Já No domfnlo da
Bacia do Paraná. Ocupa eeta o centro-Ieete da Anérica do Sul'
abrangendo umå årea en torno de 1'600.000 kmz' doe qualB
1.OOO.O00 kmz eltuados no Braeil, 400.000 km2 na Argentlna'
1OO-OOO knz em territórlo urugualo e 100.O00 a 11O.0O0 knz no
Paraguâi Orlental . Fulfaro et aL. (1982) a claeelficam como uma
bacla lntracratônlca do tlpo 2A complexo, que lnicla á aua
6edlmenùêção no Paleozó1co Inferlor, com conteúdo foeellffero
relaclonado ao de outrae baciaa gondwånlcae (Proyecto Par
83,/005, 1986 e referênc1ae ai cltadae).
O Paragual Orientel adquiriu a 6ua conflguração geológlca
por meio de longa htetória evolutiva, lniclada no Pré-Cambr:Iano
e que contlnua durante o Paleozólco e Meeozólco. Eeta hletórla
eetá lleada lnt Imanente aoe cl-cloe gondwânlcoe de trantrSreaaõeB
e regreeeõee marlnhae, gue culmfnam com a depoelção de
sedímentoe continentalc e o aPêrec lmento do vulcanlemo baeáItlco
da Formação AIto Peraná ( For¡nacão Serra Geral no Brae1l) '
acompanhado e eueedldo en volumee elgniflcat lvanente menores Por
grande nrlme ro de manifeotaçõee de rochas alcallnae.
Um mapa eequemåtico con a distribulqão dae unidadee do
Paragual OrlentaL lntelro aparece reproduzldo nê Fleura 2-I,
enquanto que as unldadee reconhecldae no Alto de Caapucú, de
malor relevå¡cfa para eete trabalho, eetão repPeBentådaË nâ
Fleura 2-2.
São diecutldoe, a eeÊrulr, prlnclpalnente as unl-dadee
estratigrâflcae preaentee no Alto de Caapuc{r, dentro de cuJoB
limltee l>oelciona-ee a årea coberta pela Folha La CoImena.
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Figurê 2-2. ceologi6 regional do Àtto de côapucú, Parèguâi
sul-oiientai (ver tantém figÌ¡rô 2-t). Legendô.
I e 2: comPlexos Pèso Pindó e Tebicuðry, reEpeq
tiva¡nente iProteroz<íico Médio? a Inferior?); 3
e 4: río1itóides e granitóides, ).esPectivamente'
do Grupo cêapl¡cú (Proterozóico-Superior); 5, 6
e ?: Grupo Caècupé, com fornôçoes Pðr69r¡Er¡,
cerro Jhú e Tobètí, respectivênente (pré-si¡u-
riêno lnferior); 8, 9 e lo: Grupo Itècurubí,
com fornações EuÊebio Àyô16, vêrgàÊ Peñð e Cs-
riy, respectivsnente (silurjåno Inferior); 11:
Formação coror¡et oviedo (cðrbonífero suPerior ê
Permiano); I2 e l3: Grupo Irldependenciô, com
formações ssn Migr¡el ('Pè;etey) e Têcuary, res-
pectivsmente (Permiano Superior); l4: Formaçôo
Miêiones (tiiásEico? ô Cretéceo Inferior?); ¡5:
Formêção À1to Pêrônó (cretáceo Inferior); 16:
rormação sÊpucai (cretÁceo Inferior); l7: For_
mação-natiñà (cretáceo superior? a lerciário);
18: cot,erturôs receDtes e subrecentes. Fonte:
Môpô Geológico do Parôguai, Proyecto Þôr A3loo5'
1986.
20
2.2. GEOIOGIA DO ALTO DE CAAPUCú
O Alto de Caapucú repreeenta a ÞonÇäo dlstal norte do
Cráton do Rlo de La PIata (cf. Mantovani et a.l ., 1987; Bé.ez
Preeeer, Ig92 ) -
Afloram nele, entre ats cldadee de Qullndy e San Juan
Bautleta e por uma extensão de une 4.0OO knz, rochae cr.letalinae
do embaeamenlo conhecldae cono êB do "Précambrlco Sur" (cf.
Wiene, lÐB4i Kanzler, 1987). Outroe pequenoa afloramentoe de
rochao lgneae e metamórflcas eã.o reconhecl-doe também ao longo da
borda l-eete do "rift" de Aeunclón (Degraff, 1SB5), tal-e como os
granitos da cidade de San Bernardlno, oe riolitoe de Ypacaraf
(Bltechene & LlppoIt, 1986), oe xietoe dobrados e oe netalutltoe
de Paraguarf, e ainda oe Branltóldee e rlolltóldeg ao I¡é da
Serrania de Cordlllerita, cltadoe neeta dl-eeertação (para
toponlmia, ver Figura 2.3).
Kanzfer (1987), en baee a suac obeervaçõee de canpo, dlvlde
oe afloramentoe deetae rochae crletalinae em 3 zonae (ver tambénr
Tabela 2. 1) :
- zona 3 (nerldlonal ): conetltufda por rochae netamórflcae
à SuI da cidade de Vllla Florida, equlvalentee ao Conplexo Rlo
lebycuary (Proyeeto Par 83,/005, 1386). É formada por orto- e
paragneieeee, em parte rrigmatltlcoe, anflbolltoe e taleoxletoe,
aeelm como tarrbén diquee de rlolltoe. f'Ilene (1984) etstIma I>ara
estae rochae uma ldade do Proterozólco lnferlor, ou male antlga.
zona 2 (central): focaLlzada ao redor da cldade de Vllla
2L
e 5'oo -l
uirb¡o Ayolo
r r¡bi
ARGENTINA
I vbytymi
\ colmcno
\ ----OLo
Acohoy
\
O þ ¡ao¡tn
,¿---------4-l
Figura 2-3. Toponímia do Paraguai Oriental e 1ocôlidades-tipo das
principais formações sedimentares. O "rift" de Asun-
cion e Índicado pelas ]inhas tracejadas. Localidades-
tipo. 1: Grupo Cãapucú; 2: Formação Paraguarí;3: For-
rnação cerro Jrrú; 4: Formação robatí; 5: Formação Pat!
ño; 6: Formação Sapucaí; 7: Formação san Migue]; 8:
Formação Coronel Oviedo. Para referências, ver texto.
Tabela 2.1. As rochas ígneas e meta¡nórficas pré--cambri anas do Alto de Caapucu
G rupo/Comp I exo Li tol ogi a Local idade CicIo Idade
Grupo Caapucú Granitos e riol i- Granltos: S. Ber - Brasiliano Proter. Supe ri or
tos nardino, S. Cordi- ( 576-553 Ma,
llerita K/ Ar)
__
Hf ol ltos: Ypacaral ,
a
S, Co rdÍ l1e ri ta,
c arape guá-qu i ndy
Grupo Paso PÍndo P.P.: meta-conglo Vil1a Florida até Uruaçuano (?) Proter. l4edi.o
(P.P. ) me rados-aren i tos , San Mi gue I
-lutitos ( dlscor-
dâncla angular so
bre C. R. Teb icuary )
Grupo Villa Flo- V.F.: meta-basi -
rida (V.F. ) tos (anfibolltos)
e ul tramaficas
( se rpen t ini tos ,
etc)
Complexo Rio Gnaisses, anfibo- Rio Tebicuary ate Transamazôni co ( ? ) Proter. Inferi or
Tebicuary I itos, se rpen t in i S. J. Bauti sta
tos, quartzi tos
Fontes: Kanzl er (1987), wiens (1s84), Proj. Par 83,/OO5 (1986), esta di ssertação.
Idades conforme h/i en s (rs84).
N
Florida, lnclul oe Erupoa Paeo Pindo e VIIIa FIorlda (Proyecto
Par 83,/005, 1986). O eegundo grupo é forrnado por rochae
magmåtlcats (grånltoe, riolitos e granodlorltoe) e r¡etamórflcae
(quartzltoe, gnaleeee - em parte tectonlzadoe e anflboIltoe, e
pequenoe afforamentoe de mármoreg e Ê'erÞentinltoe ). Ae rochae do
Grupo Paeo Plndo, que ocorrem a NE da cidade de ViIIa Florlda,
são conglomeradoe, arenl,toe e elltltoe, parte lnterdlgltadoe
em
e levemente metamorfoeeadoe. I^liene (f984) eetlma r¡ma idade do
Proterozólco médlo para eetao rochae.
- zorLa 1 (setentrlonal): apregentê-ge à Norte da cidade de
VIIIa Florlda e equivale ao Grupo Caapucú (Proyect,o Par 83,2005,
1986). As rochae conetltulntee säo granltoe e rlo1itog, com
algune plroclaetitoB as6oc lâdoB .
2-2-L- Unidadee do Paleozólco Inferl,or
O PaleozôIco negta região estå repneaentado Þor formaçõee
do Ordoviclano euperlor e Sllurlano Lnferlor (Llandoverlâno) que
aflorem tanto ao Norte como no Centro-Oeete, ao Longo de uma
faixa de rumo NW-SE (Proyecto Par 83,2005, 1986).
Hamlngton (1950) foi o p¡lmeiro a apreeentar eetudoe nale
detalhadoe eobre a geologia do Paragual Orlental , eeguldos por
importantee trabalhos de EckeI (1S59) e Putzer (1962).
Inlciahnente dlvlde Harylngton ( 1950 ) aE unldadee
Eopaleozóicaa em trêe fornacõee aBrupadae como Série Caacupé:
Conglomerado de Paraguarf, baeal , e oa Arenltoe de Plrlbebuy e
de Itacurubl. Eckel ( 1959 ) Eepara o Conglomerado Baeal de
Parag:uarl dos depóe1toe euPerÞoetoe, que dlvlde erû: "Arenltoe
Arcoeianoe", "Arenltoe Sacaroldale" e "A¡enItoB e FÒIhelhoe". O
relatór1o da Cuadrfcula 40 (1966) ldentlflca várlae formaçðee
Eopaleozól-cae (Formacöee Caacupé, Eueéblo Ayal-a, Ypacaraf, e
Itacurubl), agruÞadae como Sérle Cordillerå. Para a Formacõ,o
Itacurubl, é proÞoeto ålnda o nome de Foru¡açäo Acoeta Nrl pelo
relåtór10 da Cuadrfcula 41 (1966).
Uma poeterlor revleã.o por HarrlnÊton ( 1S?2) agrupa ae
unidadea Eopaleozóicae noa Grupoe CaacuÞé e Itacurubl, o
prl,melro conetltufdo pelae Formacöee Paraguarl, Cerro Jhú e
Tobatl e o Begundo peLae Formacöee Eueeblo AyaÌa, Vargae Pefla, e
Carly. O autor eallenta, adiclonalmente, que as rochaa do Grupo
Caacupé eetão depoeltadae eobre o embaeamento pré-cambrlano,
enquanbo que a6 do eegundo Grupo ee poeiclonam por cima do Grupo
Caacupé. Eeta dlvieão é hoJe acelta pela nalonlå doe
pesquieadoree da geologlê do ParaEual (cf. Proyecto Par A3/OO5,
1986 e referênclae al cltadae).
Grupo Caacu¡¡é
Formação Paraguarf
A Fo¡nação ParaEuarf (Harrlnßton, L972i anteriormente,
"Congl-omerado de Paraguarl", Harrlngton, 1g5O; Ecke1, 1959;
Conglomerado Basal , Putzer, 1962) ê a unldade baeal maLe antlga
do Eopaleozólco.
A localldade tipo (Flgura 2-3) ê o corte de eetrada gue une
a cldade de PêraEuârl com a de Plrlbebuy, ao longo do flanco
ocldental do cerro ou morro Jhû, 4 a 5 km a NE da cldade de
Paraguarl (Hanrlngton , 7972) -
9R
Eeta formação encontra-ee dletrlbulda como afloranentoe
deecontinuos ao Longo da eece¡'pa da Serranla de Altoe, Junto ao
vale de Ypacaral (por ex. San Bernardlno, CamÞamento Ce¡ro Leon,
Cerro Jhfr), e entle ae cldadee de Paraguarf, Eecoba¡ e Sapucaf,
na borda norte do vale de Acahey, Aflora t ambém eeporadlcamente
ent¡e a.6 cldade de Qulindy e Quyquy-ó.
Segundo Harrington (7972), a Formação ê conetltufda por
conglomeradoe de cor amarelo e marrom páIIdo, lrreBuÌarmente
acamadadoe en eetratos de 1 a 2 metros de ee¡>eeaurê,
l-ntercaladoe com arenitoe arcoÉlano6 groaeoa, de cor mêrrom a
averme lhado-c laro . São abundantee oa aelxoa de 1 até 30
centlmetroe, bem arredondadoe e de fornaa ellpeoldale, e¡n natriz
arcoeiana g108õ6.. ConBl6tem quaee que excluelvamente de quartzo
de veioo e de quartzlto de granulaçäo flna. Ocaelonalnente, aão
encontradoe Bel-xoB de rlollto alterado.
A eepeeeura da Formação é nrulto variáve1. Na localldade
tlpo atinge eal>eeaurå de 4O a 50 metroe, que Be reduz, a Sul,
perto da cldade de Quiindy, a 1ou 2 metrog (Harrington, 1972) -
0 relatórlo do Proyecto Par 83,2005 (1S86) the atrlbul ea¡>eaaura
médla de 20 metroe, sallentendo que a Formaçäo Inlcia-ee com
eedfmentos gro66oc, com camadae conglomerát icas , que pa66am
gradatlvamente para os arenitos arcoelanoe da Formaçäo Cerro
Jhú.
Fo¡ma'ção Cerro Jhrl
A Fornação Cerro Jhú (Hanrington, 19721 anterlornente,
"Arenlto Arcoeiano", Harrlngton, 1950; EckeI, 1959) conetitul a
parte médla do Grupo Caacupé, påssèndo gr,adac lonalmente tanto
¿o
para. a Formaçåo ParaÊuarf, infraJacente, cono para a auperPoatå '
a Formação Tobatf.
Harrington (19?2) coneldera como localidade tlpo os cortee
de eatrada no flanco NW do cerro Jhú, ao longo da estrada que
une a6 cidades de Paraguarl e Pirlbebuy (Flsura 2.3).
A formação aflora ao longo da Serranla ou "CordlIlelra de
loe Altoe" com rumo SE-NW, numa faixa de aproxlmadamente 60 krt
de comprlmento e 10 km de largura, entre ae cldadee de Arecuta-
cúa (20 kn a NW de Aeeuncão) e Eecobar (no vale de Acahay).
Aflora também couro importante pacote na Serranla de
Cordlllerlta, a leote da cldade de Ybycui' para contlnuar påra
Ieete até ae vlzlnhançae dae cldadee de BorJa e Salvador, onde
deeaparece por balxo da Formação Tobatl. Como afloramentoe
deecontlnuo6, aparece alnda noe arredores dae cidadee de VIIleta
e Quiindy.
HarrlnEton (1972) descreve a unldade cono uma nonótone
eeqilêncla de arenltoe arcoeianoe de corea variadae (amarelo
claro, amarelo clnzento, bege claro), de granulação de arela
médla a flna, pouco clmentadoe. Oe grão conBtltulntee,
prlncl-palmente quartzo e feldepato, eäo marcadamente
arredondadog; ocorre ainda abundante mlca. Intereetrat l ficadae '
obeervan-se lentee ftnae de lutltos Junto com camadae flnas de
argilttoe. Oe arenLtoe predominantee apêrecem como eetratos
maclçoe" em parte lrreßularee, de 1 a 2 m de eaPeEBura'
eeparadoe por planoe de eetratificação claranente marcå.do6.
Multae dae r¡nldadee moetro¡r le¡¡lnação cruzada multo bem
deeenvolvlde. Na parte baeal, moetråm 06 arenftoe, de cor
averme lhada e conpoelção trtå18 arcoelana" lentee
27
lntereetrat lf icade de congloneradoe (eelxoe de até 2 cm), com
paegagem gradacional para a Formação Paraguarl.
A formacão aÞretrenta eEÞeeBurâB coneLderáveie, que varlam
de 45O a 5OO n (Harrington, lg72).
A paeeagem para a Formação Tobatf, euperpoeta, ê
gradaclonal e Êe egtende por umà eBpeBsura aproximadê de 10 a 2O
m (HarrIngton, 1872 ) .
Os arenLtoe deeta for¡nação depoeltåran-se lnlclalmente em
um amblente fluvlal (Proyecto Par 83,/005, 1986) que paeaarla
poeterlor¡nente para um åmbiente marlnho raeo (Harrington, 1972).
Godoy CleueI ( com. peesoal , 1990 ) , entretanto, extende o
amblente marlnho para nivelB naLB lnferloreB, oplnando que a
maloria deetee eedlmentoe depoeltaram-Be ne6Êe,s condlcõee.
Fo¡uaçEo Tobatl
O Grupo Caacupé culmina corn a depoelção da Formaçåo Tobatf
(Harrlngton, t972; anbe6, "Arenito Sacaroldaf", Eckel, 1959).
A localldade tipo (Harrlngton, ]-972) Bão oE afloramentoe a
Oeete da eatrada entpe a6 cldadee de Tobatf e Caacupé, 1 a 3 km
a Sul da cldade de lobatf (Flsura 2.3).
A for¡nåçã.o dletrlbul-ee ao longo da "Cordlllera de los
Al-toe", acompanhando oB afloramentoe da Formação Cerro Jhú,
Apreeenta-ee ainda como cobertura de u¡n bloco falhado, de rumo
SE-NW, na parte SW no vale de Acehay. Aflonenentoe pequenoe e
leoladoe, devldoe a fåIhae, aão tarnbén conhecidoe ao longo da
borda leete do "rlft" de Aeunción (Harrlngton, 7972i Degraff et
al. 1982).
Harrington ( 19?2 ) ldentlflca neata forr¡ação arenitoe
2A
Bâcaroldala, frlávele, de granufação de arela néd1a a fina, de
cores eebranqulçadae clnza-clarae e branco-amare ladae. Na baee,
aparecen eetratos de arenltoe de 15 a 6O cn de espeagurô, que
peagam gradativamente, para cfuna, para eetråtos maciçoe de até
17 n de eõpeÊraura, com aparição local de Lamlnacäo cruzada, O
componente quaee que ún1co é quartzo, em gråoe anguloeoe a
moderadamente arredondados .
Harrlngton (L972) atribui à unldede umå eepegsura em torno
de 150 a 200 m, enquanto que Degraff et a.l- (1982) a aumente¡¡
para 2O0 a 250 trr. A maiorla dos autoree conelderåm gue e8tea
arenltoe ee depoeitaram em ambiente f luvlal-
A ldade do Grupo Caacupé, que não é foeellffero, ê eetlmada
em função da do Grupo eupraJacente Itacurubl. Atrlbui-ee a eate,
com eólida documentaeão foeellffera, ldade Eoeilurlana
( Llandover'lana ) , com o qual o Grupo Caacupé terl-å Ee depoeltado,
no máximo, até o Eoellurlano. Mae aE, oplnlõee variam. Godoy
Clguel (com. peeeoal-, 1990) coneLderava que oa grupoa Caacupé e
Itacurubl eram apro:rlnadamente coetâneoa, repreeentando
lltofacfes depoeltadae durante fluxoe e refluxoe marinhos.
Ae informaçðee eobre o Grupo CåacuÞé ê.pårecem reeumldae na
Tabela 2.2.
Gmpo ltacurubl
Eete grupo, da forma como fol dlvldido por Harrlngton
(L972), ê conetltuldo pelaÉ trêe formaçõee Eueéblo Ayala
(lnferlor), Vargae Pella e Carly (euperlor) (ver Proyecto Par
83,/005, 1986; Tabela 2-Z) -
A Fornação Eueeblo AyaLa é formada predonlnantenente por
90
Tsbela 2-2. Às fonnações lsn€rþálcÀs rþ de Ca¿pucú
^tto
crrpo ¡o¡nações lltologla (esFes$ra) Equlvâlentes rþ Brasll ldâde
ñenrby Corpos 1so]âdos (trossas, etc.) de ro- Te¡clá¡to (40_60 Ì,ta )
cha,s el csl lnas,
patiño Congl omerados t'asals, arenltos, rrcon-
glorne¡adosr', (mln. de 15O m
Cretåceo Superj or a
) Terc t á¡1o
Ác"r.ay (?) Arenltos flnos micáceos Forngção Catuá Cretáceo Superior
Sapucal Corpos lsol ados (dlques, bossas, der- Cronogrupo de 13O I'1â (?) (em tomo de t3O Ma)
rejl)es, etc.), varladas rochas alca-
l lnas,
AÌtô Pæeñå Basal ros to)Þíticos (derraÍìes, diques Fon¡ação Serra cerål (em tomo de 13O ¡f¿rl
sllls) (esÞ. es! tmada 7CO-8OO m e ,
Itaipu).
MÍslones (pa¡te basâl Arenitos vários, em pa¡te ccrn lutitos fonnêção Bolucatu (fa- .;-r ásstco ¿,ri- c:r-rå-
fluvial:.Fms, Tapytá (pa¡te basal ) ; estratlfrcâção cruzada cies fluvlâ1, Ftns. Tapy- ceo lnferjor (Boruc¿
e C¿bacua) la c Cabacua, conrcl. tul
cor¡ Fln. Pirarnbola).
Tacuary Ar\enr tos, calcâr€ni(os (ool í ticos) Formação Estrada Nova pernri ¿¡rìo Superior
sj l ti tos, lutjtos (¿)temados), fossi
I ifero (pelecipodes , ftora) (,ni. dã
28o m) .
Pañel:ev (=San Mlguel ) (dlsrnlctltos), arenttos Fln. pa) er'rþ (?) ou Fn.
Congl cnìe¡ados pemra,.ìô SuDerior
e tutltos; fossltlfera (troncos) (mâ. rratl (M.Llma. '¿û;;.
de lm r¡) pessoâ1, 199Oi
coronel oviedo Dianlctltos congl cnerados ) , lutitos,
(
A Norte, correlâcloiì.r. ca.rùoni fero suÞerror
É-renltos, ¡iünttos, cherts,.etc. se com ¡tn, Aquldaba,r (¡st"i*i"i"I-I-p.r_
(em perturação, 620 a 6so m) . eorlr.rãrL àìð"tì r,,
ba¡ão ( F¡. Ita¡aÉ) -.
;Ë; - '- ", -
Fln. lÌâtt (?)
Cal.ly Arenltosr con lutltos e a-renltos mL-
cáceos; fossll lfers (Eucoe)1a. Cl1ma
cosraÞtus. etc.): (max. dê jm ;
18O )n )
Itâcur.ubí Vargas Peña Lutltos loss1l ífe¡Þs (L1naula, Nucu- Fh. Vlla Ma¡1a Sllì.]l^lêno Inferior
l ltes, Cl imacograptls, etc.) (max, (L) andoveriano
de 80 m). )
ELrseblo Ayal a Aænltos congtcflìerátlcos, al ternâr - Fhì. Rio lvá
c1a de srenltos e lutltosl fo6s1lífe
|a (FÐcoellê, etc.) (max. de 2OO m J
Tobatí Arenltos vôlos, por vezes slllclfj.-
dos fmáx. de 2:tr) m )
caacupé cerro Jhú Ar.enitos flnós a nìedlos, Lrþssos na (Pre?) Sllurfarìo
båse fmÐi. de 45o m ) Inferior a Ordovici a.ìo
Pa¡agua¡l Congl ornerados e å¡enltos alposiânos Fln. Rio Ivai
(max. 20 m )
¡ontes: wiens 1984; T.A'c, 1981; ProJ. Pa¡ 83/oo5, 1986; cuadrícut¿ 41, t966; Bitschene, 1987; zal ån et al., 1991.
30
arenltoa flnoe a nrulto flnoe e lutltoe, em alternåncla rftnlca.
Ë foeeilffera, com fauna tlplca rnarlnha lltorånea, encontrando-
Ëe Eocoella paraguayensie e outroa fôeeele de eepécLe
indetermlnada.
A Formação Vargae PeÍla é conetltulda prlnclpalmente por
Iutltoe mlcáceoe, que pagaam tranelc lonalmente tanto para €.
formação Inferior como para a eupraJacente. A fauna é abundante
e lndlcativa do Llandoverlano (Siluriano Inferlor), incluindo
eepéclee dlaBnótlcae de EocoeIia, Nuculltea, Hyolithee,
Climacograptue e Dlplograptug-
A Fornracão Cariy mostra arenltoe quartuoaoa e feldspáticoe,
flnos a ¡nédioe, com lntercalaçöee de arenLtos mlcáceog flnoe e
Iutttoê, O contato Buperior é com aa forr¡aqöee Þermo-
carbonlferae-, Þor melo de uma dlecordância eroelva. A abundante
fauna indica outra vez ldade do Llandoveriano ' com eepéclee de
Lingulå, Eocoelia, Nucufites, Calymene e Cllmacogrâptua.
Ae rochae do Grupo Itacurubf afloram à Leete dae do Grupo
Caacupê. Ern euperffcle, o contato com 6.6 formaqöee perno-
carbonlferae é por falha. A eopeeeura total eetlmada Fara o
Grupo é da order¡ de 150 a 3O0 ur (ver detalhee nå Tâbela 2.2). A
mal-oria doe autoree (e.9., Ha.rrington, LS72i Proyecto Par
83/OO5, 1986) coneideram que o Grupo Itacurubl ee depoeitou apóe
o Grupo Caacupé, Godoy Cieuef (com. peeeoal , 1990) atrlbufa,
entretanto, a meama ldade aog doie gruPoa, coneiderando que
repreeentavam eedimentos dePoeitadoe em amblentee diferentee.
31
2 -2 -Z - Unidadee perno-carbonlferao
O Neopaleozólco no ParaEual Orlental eetá compoato trlor
várlae fornaçõee eedlmentareg que ae depoeitam em dlecordâncla
eroeiva tanto eobre ae rochae doe grupoe gllurlanoa como eobre
ae do embaeamento crletalino l>ré-cãmbr'lano (e.9. Proyecto Par
B3/OO5, 1986).
O lnlclo da eedlurentação é fortenenbe lnfluenclado pela
gIacIação contlnentaL eltuada no extrexno nerldlonel do €.nt1go
contlnente de Gondwana. Deeta forma a Bacla do Paraná é afetada
por glaciação na Eua borda W no Eetefanlano, na altura do
Paragual Oriental .
Ae Formaçðee Perno-Carbonlferae, que Be eetenden de N a S
no Paragual Orlental , eão dlvldldae em For.magöee Cor:one1 Oviedo
e Aquidabán (T.4.C., 1981; O.E.A., 1875; Proyecto Par 83,u005,
1986). A prlr¡elra âparece expoeta nâ parte merldlonal e é de
lntereeee no contexto da geologla da Folha La Colmena, enquênto
que e EeEì¡nda, con afloramentos naie para N, näo eerá dlecutldo
neete trabalho.
Foruação Corone I Ovledo
Origlnalmente eeta Formaçåo fol equlparada à Sérle Tubarão
(Harrington, 1950; Eckel-, 1959; Putzer, 1962, aeelm co¡oo bambém
Formaçê.o Tubarão, Harrlngton, 1956, cltado em Proyecto Par
B3/OO5, 1986), e conelderada "Fornação Cerro Corá" no relatórlo
doe proJetoe Guadrfcula 40 (1S66) e Cuadrlcula 4l (1966). A
denominação de FormaçÃo Coronel Ovledo deve-ee a T.A.C. (1981),
que Inclul nesee termo todaa aB rochas eedlr¡entaree car.bonlfenae
a eoÞermlanaa. No Proyecto Par 83,/005 ( 1986) é fefta una
divleão, flcando o nome de Formação Coronel Oviedo para aa
rochae da parte merldlonal, enquanto que oB estratoa da parte
Centro-Norte foram denomlnadoe de FormaÇäo Aquldabán (Flgurae
é, L- C ¿.é. J,
Segundo o Proyecto Par 83,2005 (1986), a Formaçäo Coronel
Ovledo poeeul uma felxa de afloramentog entre 5 a 35 km de
l-argura, dloeecadoe pela erogão e parcialmente cobertoe por
eedimentoe quaternárloe, que Be eetendem até a 6,rea ¡nerldlonal
do AIto de Caapucú, a SE de San Juan Eautleta. Aflora com
dlreção SSE-NNW, que é a dlreqäo geral dea camadae Gondwânlcae
negte região da Bacla do Paraná, a Sul da falha denomlnada
JeJui,z Aguaray-cuazú (Flgurae L.I e 2.4).
A Formaç8o Coronel Ovledo, nå reElão da falha menclonada,
eetá interdlgltada com a Fornação Aquldaban. A Su1 deeea falha é
coberta por formaçõee pernianae (Pnoyecto Par 83,20O5, 1986).
Diemictlùoe (conglo¡neradoe, freqüenternente con natrlz
arenoea), Iutltoe (pelitoe), arenltoe e varvltoe eã.o ee rochaË
predominantee na Formação Coronel Oviedo, com Infclo de
eedimentação no Eetefaniano (Carbonffero euperior) e cont lnuaçã.o
no Permiano (T.A.C., 1981; Proyecto Par 83,/OO5' 1986).
A flgura 2-2 mogtra dletrlbulção de uma Þêrte deeta
Formeção na falxa centro-merldlonal do Paragual OrlentaI. Oe
contatoe entre as rochae eilurianae e a For¡nação Coronel Ovledo
é tectônlco (cf. Putzer, 1962). O contato com o Grupo
Independêncla, Þerrrleno, é provave Imente concordante.
No Vale de Acahay deeconhecem-ae aa expoelçõee deeta
Fornação, que poder¡ eetar, poeslvelnente, cobertae por
JJ
BedlmentoE queternáÌ'loB, Ae cåracterlatlcaa geraie apårecem
reBumldaa nê TabeIa 2,2 -
Grul>o IndependencLa
O grupo fol orlglnalmente denomlnado de Sérle IndependencJ.a
(Harrlngton, 1950; EckeI, 1959). Putzer (1962) o coneldera uma
parte da Sérle Paeea Doie, e no reÌâtórlo do proJeto Cuadrfcula
4I (f966) eäo reconhecldaa as formaçõee Pañetey (baeal ) e
Independencia, agrupadoe como a "Sérle Ybytyruzú". T.A.C. (1981)
dlvide o Grupo Independencia em Formaçõee San MleueI (baeal),
Tacuary, Tapytá e Cabacuá. O Froyecto Par 83,/005 ( 1986)
coneldera aE duae últimae aË faclee fluvlaie da Formacã,o
Mislonee (Neopaleozólco a Eorneeozóico), ficando cono lntegrantee
do erupo apenêB aË formaçðee San Mleuel e Tacuary. Bitechene
(1987), finalmente, mantém l}ara a parte baeal o nome de Formaçäo
Pafletey, por ter prlorldade, e propõe pe.ra s. formação euperlor o
nome de Ybytyruz{r. Nesta dieeertação eão mantldos como elnônlmoe
oB nomee da Formação Panetey e San Mlguel Þara a unldade
lnferlor do Grupo Independenclê, enquanto que o no¡ne de Fonmação
Tacuary é aFllcado para a unldade BuÞerlor.
OÊ eatratos deetae fornaçõee eão eubhorlzontalg, com leve
merEuÌho (2-3.) para o interior da Bacla do Paraná ( cf. Proyecto
Par 83,/OO5, 1986 ) .
A Tabela 2.2 reaume ae lnformaçöee eobre o grupo,
Formação Palletey ( =San Hieuel)
Na Formação Palietey ocorrem arenltoe lntercaladoB com
eIItltoe, arenitoe elltltlcoe, dlamlctltoe (con8lomeradots com
34
matriz arenoaa) e lutltoe. Localmente, eão encontradoe "cherte"
oolltlcoe-Þlaolltlcoa, arenltoe carbonátlcoe e calcarenitoe
(Cuadrlcula 41, 1966; T.A.C., 1981; Proyecto Par 83,2005, 1986;
Bitechene, 1987 ) .
T.A.C. (1981) refere påra eeta unidade uma eapeacura
varlando entre 20 a 80 m. O Proyecto Par 83/OO5 ( 1986)
ldentlfica lutitoe e diamlctltoe que Ee depoel-taram em
concordåncla com oa eedl-mentoe da Formação CoröneI Ovledo, e
eall-entam a exlstêncla de um contato tranelclonal com a FormaÇão
Tacuary, auperpogta.
T-4.C. (1981) e Proyecto Far 83,/005 (1986) propõen para
eBta formaçäo uma orlgem a Þêrtlr' da depoeleäo em amblentets
deltalcoe; Iocalmente, depoeltaram-ee arenltoe car:bonátlcoe en
amblente lacuetrino ou marlnho raeo (T.4.C., 1981).
de grenulâcão de arela nédla (0,25-O,35ruì),
OB €.renltoÊ eão
com alguns claetoe maloreo dlepereos; a eetratlficaçäo é
cruzada (Proyecto Par 83/OO5, 1986). Em algung afloramentos
aparecen eetratos de arenltoe com eelxoe de quartzo de 40,Omm
por cina de canadae de êrglIltos; a eetratlflcação é plano-
parale Ia .
Beder, en t923 (cltado en Ecke1, 195S), lnforma eobre
pegtÕE be¡n preeervadoe de Meeosaurue, encontradoe en duas
pedreJ-ras de Villerica, a SuI e a 2 km a Nhl da mesna cldade.
A aproxlmadanente 30 km à NNE de Vlllarlca foram
encontradoe, em arenitoe ellticoe auperpostoB por eetratoB com
pieolltoe e oolltoe elllciflcadoe, reatoB óeeeoe leoladoe
(coetelae, vértebras, etc) claaalficadoe con o de Meeoeaurfdeoe
(Fátlma de OIlvel¡.a, 18S0, com. ÞeBBoåI; obeervaçöee Fnópt:lae).
O relatórlo do proJeto Cuadrfcula 4I (1966) menclona na
Formaçåo Independencla (l.e-, FormeÇão San MlgueI ) a exletêncla
de troncoe fóeeele do Eênero DadoxTLon e a preeença de conchae
fóeeele, Herbet (1979) deecreve uma florå caracterfetlca formada
por broncos eillciflcados (Guarlnea co?nier7, equivalente a
Oanuditeø bz,aeTl.lensla, encontrado na Formaçäo Eetrada Nova no
Braell). Obeervações próprlaa pernltlram reconhecer uma varlada
flora formâda l>or troncoa arboreecentee elllclflcados, não
ldentlflcadog, coexlstlndo com outroa atrlbuldoe a Pøaroniø (D.
Muesa e R.M. Llura, com. peeeoal, 1990), na focalidade de Vieta
Alegre (Colonia Independenc ia ) -
Uma flora muito eemelhante é encontrada no B¡aelI r¡a
Formaçã.o Irêt1, à qual ae êtrlbul ldade kazanlana (Permlano
Superlor), levando portanto à correlaqäo dela com 6. Formacã,o
Tacuary (M.R. Llna, 1990, com. peesoal).
Formação Tacuary
O relatórlo do Proyecto Par 83,20O5 (1986) lndlca que eata
formação aflora continuar¡ente a lrårtIr da cldade de San
Eetanielao (a Norte de Coronel" Oviedo), a Norte, aùé a cldade de
Yuty, a Sul (Figuras 2-1 e 2.2; Tabela 2-Z)
Eetá conetltuida l>or seqtlência de arenltoe eflticoe,
Iutltoe, arenltoõ flnoe, calcarenitos e eatra.toa com ooIIto6
caLcárIoe (Cuadrlcula 41, 1966; T.A.C., 1981; Proyecto Par
83,/005, 1986; Bletchene, 1987). A eeqilêncla ná>ilma exÞoeta é de
280 m de eapeaEura, com depoelção em åmbientes lacugt!,lno-
fluvials (T.A.C., 1981) .
Segundo o Proyecto Par 83,2O05 (1S86), a Formação Tacuary é
36
coberta concordantemente pela Formaçåo Mlelonee, à qual
atrlbuida ldade permlana euÞerior-JuráBglca..
2-2-3- Unldadee meeozôIcas e cenozólcas
Hå 130-14OMa aparecem ae prlmelrae nnanifeetacöeg de croeta
oceenlcâ, no lnterlor do Gondwana, reeultado de um proceeso de
eeparação da Áfrlca e Amérlca do Sul com reepoeta noÊ
reepeetivos contlnenteÊ. O }evantamento acentuado das bordae dae
baclae intracont lnentals (por ex,, na Bacla do Paraná) é uma
delae, oegulda da depoelçåo de aedlmentoe cIáatlco6,
predomlnantemente em condlçöee árldas a eeml-år1dae (por ex., 6.
da Formação Botucatú) e o aparec lmento de grandee vo h¡nee de
baealtoe (oe da Formaçäo Ser¡:a Geral).
A erupção de baealtoe fol controlada pela formaç&o de
I>rofundae "geocIaeee", I>oÊÉlvelmente aproveitando a exletêncla
de zonas pretérltae de deblltdade, hoJe em parte manlfestadaa
na6 á¡eae que preeervam elgniflcativoe enxô.meg de dlque,
locallzadoe em altog eËtruturaia de lmportåncia reglonal .
Säo tarnbém nêrcanteg êE erupeõee de rochae alcallnes
Cretáceae e poeterloree, como manlfeetacöee vulc6,n1cae (e.8.
Provlneia do AIto Paranafba, Ulbr.lch & Leonardoe, 1991) e,
prlncipalmente, intrueivae. Inlclaram-ee el-multanee.mente à
apariçåo do vulcanlemo baeáltlco, eBtendendo-Be alnda até o
Terclá¡lo médlo e euperlor (como por ex., no "campo alcalino" de
Aeunción, Bletchene e Báez Preeeer, 19Bg) A localizaçäo deetae
rochae apêrece concentrada na borda de crátone, sltuando-ee de
preferência ao l-ongo de f lexur.ae e naquelês áreae movlmentadåe
.JI
por tectônica dlgtenelve de blocog ( cf. AImelda, 1983; Deeraff,
1985 ) .
No Paragual Orlental, ae manlfeetaÇöee alcallnaa ¡nale
marcanteB parecem eetar colocadae em "rifte" lntracont lnenta Ie
(Degraff, 1985; Bietchene, 1987 ) .
Formação Èllel-ones
A denomlnação deve-ee å Putzer (1962), que deecreve oa
arenltoe ex¡>oetoe no Departamento de Mieionee (Paraeuai);
anterlormente, eram conhecidoe como os "Arenitoe Mieionee"
(Hanrlngton, 1950; Eekel, 1959 )
A Formação Mlelonee, conetltulda por arenitoe multo rlcoe
em quartzo, moetra marcada eetratiflcaçäo c¡uzada de orlgem
eóIlca, e granulacäo de âreia ¡nédla a groaaa- NaB pårtea baeal-e,
e com lnterdlgltação lateral com oe arenltoe eóllcoe, Bão
reconhecidoa outro6 de orlgem fluvlal ( "Fornaçõee Tapytá e
Cabacuá" ), que mostrarian uma eepegËutaa eurpreendente de une
350m (Proyecto Par 83,/005, 1986) portanto muito euperlores as
que seriam eeperadao naquela reglão en funçåo de eBtlmatlvåe
citadae na llteratura (ver, por ex., o correapondente mapa de
lsopacas en Zal.án et a-l ., 1991) .
No Para8uai OrientaI, a dletribulcão de eBtratoË deeta
formação EeÊue à dae outrae unidadeÉ eedlnentaree do Gondwana,
com colocação eubhorlzontal, adaptadas À confornação da bor"da da
Bacla do Paraná.
No Vale de Acahay, âÌgune eedimentoe que preceden o
maEirnatiemo alcaIIno forarn tentat lvamente atribufdoe ora å
For.maçåo Mleionee (T.A.C. , 1981), ora à Formacão PatIflo
38
(Proyecto Par 83,2005, 1986 ) .
AIto Paran6
Fornac Eo
Originalmente oa baealtoe foram denomlnadoe de "Erupt|vae
Serra Geral" (Harrlngton, 1950) e de Formação Serra Geral
(Putzer, 1962). O relatórlo da Cuadrfcula 41 (1966) pr,opõe e.
denominação de Formação AIto Faranå, lnclulndo nela tanto 05
derramee cono aa ocorrênclae lntrueivåB encontradae na
Cordillera deI Ybytyruzú e vlzlnha.ncae.
A Formagão do Alto Paraná é formada For unå. eeqtiêncla de
rochae wulcå¡lcae de comÞoelcäo baeáItlca toleftlca e dlabáeloe
aeeoclados -
A formação é de ldade Meeozólca ("130 Ma) e cobre na Bacla
do Paranå meie de 1.200.000 kmz. Attnee oe eetadoe centralg e
neridionale do Brael1, o noroeete do Uruguai, o nordeste da
Argentlna e o leete do Paragual Orlental . Alt, rochae da
Formaçto åfloram l¡or apnoxlmadanente 24.9OO knz.
A Formação Õcorre prlncipalmente cono umê. falxa de rumo N-
S, ao longo do rlo Paraná, pêra IoEo deeaparecer embalxo de
coberturae recentee maie para SuI (Ftgurae 2.L e 2-Z).
No VaIe de Acahay, eão encontradoe dlquee de diabáelo; male
par.a E, hâ uma ocorrêncla de derra¡ne em forma de cunha, que
chega até a Cordlllera do Ybytyruzú (vep tanbém o nå.Þa do
Proyecto Par A3/OO5, 1986, que a ldentlflca, equl-vocadåmente,
como Forrnação Sapucaf ) ,
Quimlcar¡ente, oB baaaltoe da Bacla do Paraná foram
claeelficadoe em " low", "medLum" e "htsh-Tl baealts"
( respect ivamente LTIB, Ì,ITIB, HTIB ) , com baee noe conterldoe de
39
Tt, P e outroe elementoe não conpatlvelB (Belltenl et al.,
1984), dletribuldoe zonalmente na BacIa do Paraná (PlcclrlIIo et
aJ., 1989).
Bltechene (1S87) identlflca na reglão da Cordlllera deI
Ybytyruztr basaltoe toLeftlcoe e Iåtltos BBBocIadoe, con teoree
elevadoe de Ti e outros elementog lncompatlvele, com ldadee K-Ar
em torno de 136 a 1OB Ma.
Na borda Orlental da Baeia do Paraná eão documentadoe
inúmeroe dlquee e enxame de dlquee baealtoe (por ex. FúIfaro &
Petri, 1983; Plcclrfllo et al-, 1989), que cortam ora aa
formaçõee eedlmentareê, ora aE rochaa do embaeau¡ento crlatallno.
Os dlquee toleltlcoe encontradoe na borda ocldental da
Bacla do Paranå e male eepeclflcamente no Paragual Oriental
al-nda não foram eetudadae com o devldo detalhe.
l{anifeetaçõee Alcallnae
As ocorrênclae de r.ochas alcallnåe, no AIto de Caapucú, eão
atribuidae a pelo menog dole, e poseivelnente brêe, grupos
diferentes de rochae, tanto cronol-óBlca cono petrograflcanente.
Serão dlecutldoe, con nale detalhe, no lten 2.3., dedlcado ao
magmatlemo alcalino no Paragual Orfental.
Formação Pat 1ño
Ae rochae conetltulntee deeta FormaÇË.o pneenchem o "rlft"
de Aeunción, princlpalmente o Eeu aegmento NVJ, mae tanbém eã.o
encontradao na porção E-W deeta eetruture, cono moõtrêdo pelo
rnapa do Proyecto Par 83,zOOb (1986). A fornaçgo fol anterlonmente
chamada de "Mleionee" (por êx., T.A.C-, 1981) e "AeuncIón"
40
(relatório da Cuadrlcula 40, 1966) e é agora denominada de
Patlño, Þor eugeetão do relatórlo do Proyecto Par 83,/0O5 (1886).
Predominam na fo¡mação conglomeradog na parte lnferlor, e
arenltoe (todoe pouco congolidadoe) no topo- Oe eeixoe eão um
¡nostruårlo conpleto dae rochae exietentee nå. reglão; eão
encontradoe fragmentoo de rochae dae fornaçõee Sllurtanae, Junto
con claetoe de arenltoe elliciflcadoe da Formação Mieionee e de
rochae alcalfnae Intrusivae. A idade mlnlma proposta, pelo menoe
para aB camadae baeaie é Cretáceo superlor, com a depoeleã.o
culminando no Terciá¡lo lnferlor ( cf, TabeIa 2.2), como definido
no eegnento NW do "rlft" de Aeuncl6n, onde a Formaçäo patIflo
aparece invadlda pelae rochae alcallnae da Formaçåo terclár1a
Nenby ( Paleoceno-Ol lgoceno ).
No VeIe Acahay, aegmento mêdlo E-l¡f do "r1ft"",ae rochae
alcallnae da Formação Sapucai (Pr.oyecto Per' 83,/005, 1986) de
aproximadamente 130 Ma, eBtäo encalxadae en rochas do Grupo
Caacupê ( cf. relatórloe da Cuadrlcul-a 40, 1966 e Cuadrfcula 41,
1966) e da Formação HleLonee (cf. T.A-C., 1981). Neete vaIe,
portanto, não forem obeervadae intnueõee deeta eufte alcaÌlna
noe equivalente estratlgråflcog da Formacão Patifio.
Depóeltoe Recentee
DepóElto6 terrestree,
lacuetrlnoe, fluvlaie, eóIlcoe e de
orlgem orgânica, encontradoe principalmente nas áreae alagadas
de terrenoE balxoe, eã.o tldos pela nalorla doe eutores como
depóeltoe do Quaternárlo ( cf. T.A.C., 1S81; Proyecto Per 83,2005,
1986 ) .
4I
Sedlmentoe arenoaos e arglloeoe, al8une delee conelderadoe
"pozolanae" por Þeeeoal técnlco Ilgado a empresae de mlneraçã.o
de calcárioe, cobrem oe terrenoe baixoe do vale de Acahay. Foram
recentemente eetudadoe por Zarza (1991).
2-3- HA@IATISì'IO AI,CALINO NO PARACil'AI ORIBNTAL
São de longa data conhecidae aa rochae alcallnae do
Paraguei Oriental. Várioe autoree chamaram a atenção para e]ae,
ident lf lcando-ae e deecrevendo-aa, como aeeinalado em trabalhoe
anterioreo (veJa-ee, por ex., referênclats em Putzer., 1962). A
egta primelra etape, com deeerição eeForádlca degteg Lltotlpoe"
6egue-ae uma eegunda, na qual €.parecem trabalhoe prellminaree de
reconheclmento, tale como os de Conte & Haeul (1971) e Palmierl
& Arribae (1975), dedlcadoe a estudos de âreae eepecfflcae. Ae
primeirae dataçõeg rådlométrlcae deetae rochae eâo tambén deeta
época (ver compl-Iacõ.o de idadeg e blblloerÀfla, eur Sonokl e
Garda, 1988).
Sfnteeee regionaig, tale como a de Ulbrich & Go¡nee (1981) e
AInelda (1983), reEurnem ots dadoe até então conhecidoe e oE
colocam em parte no contexto de lnterpretaçõee prelinlnaree
tectönicae.
A etapa de eetudoe mal-e recentee, de trabal^hoe Bietemá.tIcoB
eepeclficamente dedlcadoe àe rochae alcalinae, enfatlza oa
aÉpectog petrológicoe e nineralógicoe. Citam-ee af vår'1ae teees
e dleeertaçõee, tale como e,6 de Bltechene ( 1S87 ) , Llvler"ee
(1987) e, maie recentemente, Velázquez (1992).
Perlodlcamente, aparecem novoe trabalhoe de slnteae e de
Interpretaçåo, tale cono ots de Livleree & Quade (1987) e
Bitechene et al . (1985, 1986).
Estudoe de detalhe, abrangendo geralmente várlae
ocorrênclae de rochae alcallnae encontr'ådag no "rIft" Aeunclón,
eão apreeentadoe em Bltechene & Báez Preeeer (1989), Conin-
Chlaramontl et aL. (1991) e Báez Preeeer (1991).
Ae ocorrênclae alcaflnag dÕ Paragual Orlental concentram-õe
prlnclpalmente em duas âreae geográfLcae, à Norte no AIto do Rio
Apa e zonae vlzinhae do Braeil, e à Sul, no Alto de Caapucú
(Fieura 2.4). Tradlc lonalmente , eão deecrltaa cono "Provfnclae
Alcalinas", conforme crltérloe corrfquelramente exFoetos na
Iiteratura.
Deflne-ee geralmente como provfncla lgnea uma reglå.o com
eoncentraçã.o de rochag aeeocladae (critérlo geográf1co), que ae
eupöe eetreltamente relaclonadae entre Bl por procesBoB
genétlcoB (crltérlo petrológlco) e cuJâa ldadee eäo em Beral-
eimllares (critérlo geocrono lóglco ) . Como coro16rlo, ê eupoeto
que eaaa€r ocorrênciae genam-Be por controlea geotectônlcoe
co¡nune, atuantee naquela ârea.
São v6rlae aÊ denominaçõee Já propoetae parê. aõ provfncis,B
alcalinas paraguaLae. Ulbrich & Gomee (1981) a.s conelderaùì
parte da provfncia braellelra de Mato Gr.oBeo, êf inclulndo åB
que Be localizam no Alto do Rlo Apa. Alnelda (1983) å.et agrupa en
duae provfnclae, a do Norte (no AIto do Rlo Apa) e a Central
(eituada no Alto de Caapuc{r). Ae ocorr'ênclas da parte centnal,
locallzadae princlpalmente no "rlft" de Aeunción, eão obJeto de
estudo por parte de Bltechene e aeËociadog, As de ldade
a
-o"C¿O-O-
-C -C¿C
*'y "r9*i9/
Folho Jejui /
F' \ Aguoroy Guozú
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'r.Eiì.ì-
.Ì;-.a'r
í.: 3
Figura 2-4 Ocorrências de rochas alcalinas no paraguai Oriental.
Legenda. f: - província Central, com as sulprovíncias
de Asunción (t), cuairá-earaguaií (z) -" ¡¡i=io".u (ii;
II; - Provínciô Norte, corn aà subprovíncias Mato Grol
sso (t). nio fna (2) e Amambôy {l). afgt,r,. eÌementos
estruturais são indicados, como mostraãos nÕ texto do
Proyecto Par 83/005 (1986).
44
terclárla encontradag no aeBmento leete do "rfft" e que lncluem
a reglão de Aeunclón, êão conelderadês como Þarte fntegnante da
provlncla alcallna de Aeunclón ("Asunclón alkaltne Þrovl-nce",
AAP; ver Bitechene et al . , 1985 ) , enquanto que eer rochae
Iocallzadae no aegmento central do megrno "rtft", com ldade
Meeozó1ca, s&o aa da "Provfncla alcallna Gualrá-ParaguanI "
(Bltschene eL aL., 1986). Na co¡0p1lação de Llvleree & Quade
(1987) eão propoetoe oa nomes de "Pr.ovfncla do Atto Paraguay"
para LB ocorrênclae do Afto do Rlo Apa, de "Provfncla de
Amambay" para oB corpots encontradoe à Leete da prln¡elra, e de
"Provfncla Central" para aB ocorr.ênclae maie a Sut,
predomlnantemente Iocallzadae no "rlft" de Aeuncl6n e é.reae
vizinhae do AIto de Caapucú. Becentemente, Gornes Duarte (ISSO)
lnforna sobre rochae r¡ulcå.nlcag alcallnae (da famflla doe
baeanltoe), que ocorrem no Departamento de Mietonee, na parte
merldional do Alto de Caapucú, à Sul do "ntft" de Aeunclón, ae
quaie adlclonarn-se alnda outraÊ de ldade aparentemente
Meeozólca, previamente menclonêdåE neeta região (cf. T.A.C.,
1981) .
Ae propoetae de várloe autoree, cltadae no ltem anterior,
Þodem Êer êgorê avaliadae para realizar agruparnentoe mais
definitlvoe.
O crltérlo geográflco ldentlflca åpenaEr duae é.reae com
varledade de ocorrênclae alcallnae, uma à Norte, a outra à SuI,
para å.8 quale eäo propogtas as denomlnacöee de "Provfncla Norte"
e "Provlncla Central", conforrne Já eallentado Þor Almelda
( 1983) .
Eeta ráI)Ida dlvleão geográflca, entretanto, não deve
45
ocultar as diveraldådee exletenteÊ en ê.mbaa a€, provlnclas, que
Bã.o tanto de ordem petro8ráflca e qufmlca como e etr.at f grá f lca,
poeelvelmente controladae por variaçðee locaie alnda
deeconhecidas do contexto estrutural .
As dlvereldadee exietentee en cada provfncla poden 6er
ealientadae apelando-se parê a definlção de eubprovfnclae. A
Begulr, eão lndlcadae as caracter: let Icae deeeee eubprovf ncl-ae,
em função de conheclmentoe por orå divulgadoa.
2-3-t- Provl¡rc la Central
Conpreende todae a6 ocorrênclae alcalinae encontradae no
Paraguai Sul-Oriental , ocupando parte do AIto de Caapucú, em
paral-eIo à ÞroÞoeta anterlor de Almelda (1883)
Dlvldem-ee eEBae ocorrênciae ern trêe eubprovf ncl,ae:
Asunclón, Gualrá-Paraguêrf e Hieloneg. Ae duae prlneirea egtão
eltuadae no "rlft" de Aeunclón (eeEmento ocldental e central,
reepecblvamente ) , enquanto que a ú1tlnâ õe manlfegta mals pana
Sul.
Subprovfnc Lå de Agunclón
O nome, Já propoeto anterlormente (Bltechene e¿ al. 1985),
refere-ee å.8 ocor:rencias de ldade Ter.clárla (Paleoceno a
O1lgoceno, ver Bitechene, 1987), gue ocupan o segmento de
direção Nll-SE do "rift" de Aeunclón, na par.te W da eetrutura
( Flgura 2.4).
Ae rochae predomlnantee, com narcada tendêncla eódlca, eão
nefelinltoe (Bltechene, 1987; Bltechene & Báez Preeser, 1989;
46
I et al., 1991) e r:m raro fonollto (Bltechene,
Comin-Ch iaramont
1987; Bltechene & Báez Preeeer, 1983), que åparecem como
pequenoa "p1uge", con diåmetroe raramente euperlorea åo km (por
ex. , Cerro Nenby ) .
Ae ocorrènc1aa r¡aiB conhecldae Bão aB do Cerno Lambaré,
Cerro Tacumbú, Cerro Nemby, Barcequlllo, Tablada Nuevå, Jardin
Botánlco, Llmplo, Ycúa-Bonl, Cerro Patlño, Puente Renaneo, Cerro
Confueo, Cerro Verde (ver também relacão cltada ern Vel-ázquez,
1-s92).
Quimlcamente, ae rochae noetram enrlqueclmento em Na, em
elementoe traçoe lncornpatfvele tlpo L,IL e HFS, e en terrae
rð.rêg, com balxae razóee inlclaie BTSr/BeSr (0,7036-0,7039)
(Bitechene, 1987; Bltechene & Båez Preeeer, 1988; Comin-
Chlaranonti et aL -, 1991).
Eetae caracterfetlcae eäo slmllêreg àe encontradae em
rochee lgneas alcallnee de "lntraplaca" conttnental (cf.
Sóreneen, 1974; Flton & Upton, 1987), com derlvaçäo ¡>or fueåo do
manto aBtenoBfêrlco (Nlxon, 1987; Menzles & Hâwketsworth, 1S87).
O relatórlo do Proyecto Par 83,2O05 (1886) ldentiflca eetae
rochas terclårlae com o nome de "Formação Nenby", como pr:oÞogto
por Palmleri & Velázsuez (7982).
Subprovf¡rcLa de Gualrá-Paraguarf
A denominacão, encontrada em Bltechene et al . ( 1986 ) ,
identifica o conJunto de ocorrênclae encontradaB no eegmento E-
W, central , do "t lft" de Aeunción, e alndê algune corFoa
eltuadoa em årea vizinhaa do AIto de Caapucrl .
AÞarecem eBtaB rochae como corpoe lntruslvoe menoreE
47
(enxanee de dlquee pouco eapeaaoe, -1-< 50 m, de dlreção eeral
predominante SE-NW, "pluga", Þequenag boaeae com dlrreneðee de
até 1 km, Junto com algune corpog nalorea, en pårte zonådoe (por
èx., Cerro Acahay) e como manifeetaçõee vulcânicêB (rnantoe de
Iava e de brechae, e "pipeg" menoree).
É ¡nulto grande a variedade petrográflca. São encontradoa
"baealtoe" alcalinoe, rochas com leuclta, "Iamproitoe", vá¡ioe
tipoe de lampróflroe (por ex., cáIc lo-alcal lnoe ) , fonolltog,
traqulto6, lJolltoe, nefellna eienltoe, elenitos, ehonklnitoe,
"gabroe" afcafinos (ver relaÇã.o em Putzer & Van Der Boom, 1962;
Putzer, 1962; Eckel, 1959; Palmieri & Arribae, 1975; Bitechene,
1987; Comin-Chlaramont L et al--, 1990 I Báez P¡e6ser, 1991 e 1992;
Velázquez, 1992). As ldadee radlonétrlcae aÞontän ¡>ara umå
colocaçã.o en torno de 13O Ma (ver dadoa em Comte & HaÉuI, 1971,
Pal,¡nlerl & Arrlbae, 1975; Bltechene, 1987; Vefázquez, TSSZ).
Ae ocorrênciae de ¡nalor expneesâo Bão encontradee na
Cordillera de Ybytyzur.t ( enxame de dlquee de r"umo seral SE-NW),
Cerro Capilntfndy e AEuapety-porton (corn "pl,ug" ehonkinltlco e
algune diquee de mlneta), Mbocayaty ( "plue" ehonkínltlco, dlque
de brecha "Ia¡nproltica", dlqueB de mlneta), Sapucal (u¡antoe de
favas de "baealtoe" åIcaIinos, diquee de vÉ.rloe tipoe de
lanptróf lros" "pluge" de fonolitoe, dlquee de traqultoe, "ÞIug"
eeml-anelar de "gabro" aleallno), Soto-rugta (dlque de "gabro"
alcalino, dlque de mineta), Abra-f (=A¡rrua-f ) ( "pluee" de
"gabro" alcalino e "inbrueõee" de elenltoe), Cerro Acahay
(mantos de traqulbaealtoe, "plug" anelar de "gabro" alcallno,
dlquee de eienltoe). Outnae ocoruênclae menoe conhecldae eão ae
de Cerro Yarlgua-á, Cerro Giménez, Cetro Portefio, Itapé, Cerro
48
L. Vega, Cerro Qullndy. Recentemente, foram lncorporadae outrae
ocorrênclae, tale como Nande Yara Gracla, Dú 1 e Dú 2, Krleto,
Carlitos del I, Don Eladlo 1 e Don Eladio 2, Yby (tidae como de
natureza "lamproltlca"; Báez Preeeer, 1992 e dadoe não
publlcados, ver texto deeta dleeertação). Adlclonam-6e s, eatae
ae de Cafiada 1, Cañada 2 e Caflada 3, Cerro San Joeé, Cerro
Medina, Cerro Doña Lili, Potrero Ybaté, Cerro Chobi e a porcão
SW do enxame de diquee Ybytynl (ver texto deeta dleeertacäo;
també¡n Velázquez, 1992 ) .
Qulnlcamente, destacam-ee eetee rochae l>or apreBentarem
tendênc1ae potáeeicae, I)or vezets com enrlqueclmento nulto
marcado neeee elemento e alnda com elevados valoree de elementos
LIL (eobre oB com HFS) e de TR leves eobre as peeadae, moetrando
aË razöes iniciale BzSrlBeSr relatlvemente eLevadaa (0,7069-
) (ver PaLmleri & Arrlbae, 1971; Bitechene, 1987; Båez
O,7077
Preeeer, 1991, 1992; Velázquez, 1992; e a compilaçäo de Llvienee
& Quade, 1987 ) -
Pafmlerl & Velázquez ( 1982 ) ÞroÞõen llar:ê aa rochae
alcalInae de ldade Meeozóica o nome de "Formação Sapucaf",
lncluindo tanto aa manifeetaçõee plutônlcåË como ae vulcânlcae,
propogta tambêur utillzada no relatórlo do Proyecto Par 83,/OO5
( 1986).
SubprovfncIa de MleLonee
Ae ocorrênclee aqui agruÞadae eão encontradae no Alto de
Caapucú, À eu1 do "rift" de Aeunclón, no Departamento paragualo
de Ml-elonee.
São lnclufdas aB rochae da ocorrencia San Benlto, de
49
aparente ldade Terclå¡14, (baeanitoe, eeEundo Gomee Duar'te,
1990), e &E ocorrênciae de San Juan Bautleta ( "pluge"
fonolltlcoe, à SW da cldade citada, BupoBtamente de ldade
Meeozólca, 147 Ma: Deeraff, dadoe não publlcadoe; D. Orué, com.
pessoal, 1985). Foram encontradoe alnda algune Pequenos corpoa
de rochae alcallnae (?) atrlbufdae ao Pré-Canbrlano (Arcángel 1,
Arcángel 2 e Ramoe, eete últlmo corrente¡nente conslderado como
"mármore" - e nã.o "carbonatlto" ; obeervaçõee peeeoale e Wlene,
com. peeeoal, 19S2), afetadoe pÕr metamo¡flemo incipiente e que
eã.o, em parbe, cortadoe por granltóldes braelllanoe, AFarece¡n
eetee corl¡os localizado6 êparentenente ao longo de Ilneamentoe
SW-NE.
2-3-2- Provf¡c l-a Norte
Ae ocorrênclae localizadae neeta provlncia (com nome
lnlcLalrrente propoeto por ALnelda, 1983) eão em geraL Þouco
conhecidae, e a6 relaçõee com eetruturae ( "rifte"?, altoe
estrutural-s ?, falhas profundae?) ainda não foran eetudadae.
A concentração delee em deterninadae á¡eae geogré,flcae, ber¡
como divereldadee petroeráficae permlte eubdlvleão em tr'êe
eubprovlnclae: Amambay, Rto Apá e Hato Grosao (Flgura 2.4).
Subprovf¡¡cl-a de Anambay
Compreende ae oconrênclae no Departa¡nento de Amambay, no
qual eão encontradoê várloe corpoe, a malor'lå al-nda não
catelogadoe, todoe eltuadoe noe Altoe de Ponta Porä e Capitán
Bado (Livieree, 1987 ) .
50
Já eetudadae em malor detalhe,
Algumâa ocorrênciaB rnalorea,
eão co¡poer zonados noetrando com va¡ledade de tlpoe
petrogråfleoe (por ex., Chlrlguelo, Saråmb1, Cerro Guazú), por
vezea acompanhadoe por dlquee de carbonatlto (Lfvieree, 1987;
Comln-Chlaramont I et af-, 1990; Wlene, 1990).
i'i Estee maclçoe eão de ldade Meeozó1ca. Oe dadog
radlor¡étrlcoe apontam parå erupção no lntervalo 130-140 Ma
(Comte & Haeui, 1971; Livieree, 1987; Conln-Chlaramont L et aL-,
1990 ) .
Quimlcamente, deetacam-ee eetae rochae Por tendênclae
potáeelcae, por vezee co¡n vlelvel predonfnlo do K eobre o Na
(por €x-, na6 rochaa sIIicåticâB presentee no carbonatlto de
Chirleuelo, cf. Livleres, 1987; Conrin-Chlaramont I et a]., 1990)-
É tarnbém nårcado o enrlqueclnento doe elementoe LIL eobre oB HFS
e o dae TR leves eobre ae TR pesadae.
Subprovfnc l-a do RIo Apa
Corpoe menoreõ, aparecendo princiPalmente como "Pluge" e
algune dlquee, eã.o encontradoe nesta reglão, cortando ae rochae
do embaeamento ( cf. 9llens, 1986) e as rochae eedimentares do
Grupo ltapucumf (4. Btez, con. peeeoal , 1989), eupoetamente
canallzadae atravée de falhae profundae ou eletenae de "rlft"
(Wlene, 1986 ) .
As descriçöee petrográficae (Putzer & Van Der Boon, 1962, e
obeervaçõee peesoale) eão eacagaag, ldent l flcando-Ee åpenae
rochae com tendènclae potáBBicaB. Tentatlvamente, atrlbul-ee
idade Meeozólca (ver também co¡nentárloe em Wlene, 1986) a eete
magmatiemo alcal-lno por analogla com rochae em outråB
51
Bubp¡ovlnc Ia6 .
Ae ocorrênclae conhecldae eåo aa de San Carloe (fonollto),
Santa Marla (basalto nefellnico), Centurlón (fonoIlto, elenlto),
Buena VIeta (fonolito), Valle-mi (nlneta, dlabåelo alcaf l-no,
lanprôflro ultramáflco ?) (Putzer & Van Der Boom, 1962; Wlene,
1986; Livleree & Quade, 1987).
Subprovfnc la de Èlato Groeeo
Incluem-ee neeta eubprovlncia ae ocorrênclae aLcallnag da
regiã,o NW do Pa¡agual Ocldental e ae encontradae no SW do EBtådo
de Mato Groeeo do Sul (Braeil).
Predominam corpoa menoreE (booeae e "pluge", dlquee, etc.)
constltuldoa Þor fonolltoÉ e rochêe alenltóldee.
Ae ocorrênclee maie conhecidae tsão ae de Fuerte Ol1mpo
(p6rflro), e Puerto Guaranl ( "folalto", elenlto alcalino,
nefellna elenito) (Putzer & Ven Der Boom, Lg62 | Putzer, 1962¡
Wiens, 1986; Llvieree, 1987; Llvleree & Quade, 1987).
Ae idadee conhecidaÊ (>200 Ma para algunaË arnoetraË, Comte
& Haau1 , L97l; cf. diecueeão em Ulbrlch & Gomee, 198O; Ulbrlch
et a-l . , 1991 ) Eugerem que ðe trata de rochae nal-s ant igats , que
não Be encaixam no padrão geocnonológlco obeervado p&ré, aa
ÕubraB ocorrênclae ålcallnaB da Bacla do Paraná.
52
CAP Í TTJL,O 3
GEOL,O(;IA DA F-OLI{A I-,^A COLMEbi¡A
A Folha La CoImena, do Inetltuto Geográflco Militar
(Paragual), é parte lntegrante do eletema de quadrfculae
topográflcac paråguålaõ en eacalê. 1:50.000,
A folha eetá Il¡nltada peloe merldianog 57ô00--56ô45' W e
pelos paraleloe 25o45"-26o00' S. Fol levantada inicial¡nente em
1865, com atual-ização recente (1888), e lncorpora praticamente
todae ae rodoviae e de culturå humana hoJe exletentee. Cobre
aproxinadamente 7OO kmz, com exteneäo de 27,5 kn no Bentido N-S e
IarBura de 25 Km-
A eegufu', eão lndlcadae alEumae dae caracterÍeticae
bopogr.áflcae e cllnáticae da Folha, e eão ldentlflcadae ë.8
unidades fieioeráficae, utllizadae couto baee pare a deecrição da
geologla local. São deecrltae, maLe adlante, ae vé.r'lae unldådeo
mapeávele encontnadae. Ae deecrlçõee petrográflcae aão
encontradae no Capftulo 4. Eetrutura e hietórla geolóBice eão
discutidae no Capltulo 5.
3.1. CLIHA. VBGßTAçÃO E TOFOGRAFIA
Existen aÞenôÊ duae vllae male l¡nportantee na FoLha. A
prlmelra é e cldade de La Colr¡ena, Eltuada aproxlmadamente no
centro da Fol-ha, perto de 1O.0OO habltantee. Ybytymf ê a eegunda,
eituada no extremo NE da Folha, com Þopulação em torno do nllha¡
de peeeoae.
O cllma é varlado, com verõee ú¡nidoe e quentee
(-20-35êC), noE meEea de outubro e Janeiro até maio, e com
lnvernoe geralmente Eeco6 e temporadae maie friae (O-18.C).
A parte nerldlonal da Folha é ocupada pela Serrania de
Cordlllerlta, congtitulndo um alto de topografla irregular (cota
máxlma de 513 r¡), que ee eetende âindå male para S como também
para E. A Serrania é eeparada da parte N da Folha, que conetl-tul
o VaLe de Acahay, I>or uma marcada egcarpa (Fotoe I e 2). O VaIe
de Acahay, por eua vez, moetra topogrefia pouco novlmentada, com
cotae entre 120-2OOn, lnterromplda no canto NE pelas Serrania de
Ybylynf, com percureo geråI SE-NW. No extremo NW da Folha
aparecem tarrbérn norroa de contorno lrregularee. Na reglão de
Chauria, na parte centro-oc ldental , eäo encontradae alEumaa
elevaçõee moderadae .
A vegetação prinltlva (boeguee de car.acter f et lcae
eubtroplcaie) eó aparece conBervåda em algunêÊ reElõea de malor
altitude, nae Serranlae de Ybytyml e de Condlllerita. Quaae toda
å reglão é agora ocupada por campoe de paetagene, lntemomFidoe
por campoe de cultlvo noe lugaree male férteie, tanto nae
encoËtae e altoe dae Serranla.e como no Vale de Acahay.
3.2- T'NIDADES FISIOGRÁFICAS
Foram ldentiflcadee v6.rlae unldades flelográflcae, na Folha
ta Colmena, chamadae aqul de "blocoe", cada uma delae com felçõee
topogr.áf lcae e geológlcaa e com 1InIteÊ deflnldoe pon fåIhas
54
Fotografia 1. Vista panorâmica, em arco de cír
cuLo, da pôrte leste da Folha La Col-mena,
mostrando a Serrania de ybytymí (à esguerda,
em seg\rndo plano) e ô Serrania de CorOilte_
rita (à direita). Local de observaçåo: 3 km
ð S da locatidade de La Colmena. Á seta iden
tifica o cerro Chobí (em segundo ptano). ---
4 (
Fotografia 2. Vista panorâmica da parte NE da
Folha La Colmena, com as elevações da Serra
nia de Ybytymí. Notar a continuiOaAe da
trutura, sustentada peJ.o enxame de diques,
""I
apenas interrompida, para trt (esquerda da fo
!o), perto do "complexo" alcaLino de Sap"cãi
(identificado pelo ponto). À seta localiza o
cerro Chobi.
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POTRERO YBATÉ
BLOCO VALLE
\ DE ACAHAY
lolho Medino
BLOCO CHAURIA Lo Colme no
Folho
It
BLOCO POTRERO ALTO
Figura 3-l Os blocos identificados na Folha La Colmena . com indi-
cação das fôlhas que os limitam. Para toponímia, ver
também Figura t-3.
56
(Figura 3.1; parå tÕponl-r¡la, ver também Figura 1.3).
O Bloco PotreroAlto aparece a S, conetltuldo Þela Serranla
de CordIIlerlta. A topografla é acldentada (eota máxima de 513n),
mostrando vá¡iae elevaçöee male marcadas e crlBtaB toÞográflcaa
de percureo retlIl¡reo; å N, Ii¡rlta-ee o bloco com o Val-e de
Acahay por meio de marcada eËcarpa.
O Bloco San Joeé aparece como porção menor, a W do bloco
anterlor, mag com elevaçöee menoreE, com exceção do morro San
Joeé ( 558m ) -
O B}oco ia ocupa å parte centro-oc idental da Folha. É
Chaur
Iinitado a S peloe Blocoe Potrero AIto e San Joeê; no reeto do
seu perlmetro, de for¡na trapezoldal , é llnitado pelo VaIe de
Acahay. Ocorrem neete bloco algumas elevaçõee noderedåg.
O Bloco VaIe de Acahay, ocupandoa metade N da Folha, ê zona
topograf icamente deprimlde. No eeu lnterior é encontrada pära NE
a alonEada forma da Serranla de Ybytyml (Foto 1), enquanto que
para NW, no Potrero Ybaté e adJacenclaa, ocorren alg:une morroe de
contorno6 l-rregularee.
NoB blocoe Potr.ero Alto, San Joeé e Chaurlå afloram
predominantemente rochas eedlmentare6 I>ertencenteõ å.o Grupo
Caacupé, cou¡ algumaa nanlfeetaçõe6 de rochae fgneae lntruelvae
(diabáeioe da Formação AIto Paraná e rochâe alcallnåE). No Bloco
VaIe de Acahay, pelo contrå¡io, Bão encontra.dag rochae
tsedimentarea de ldade poeterlor, Junto com abundante rraterlal
coluvial (em Þarte lltificado). AÊ áreaa rnale baixae, em geral
pantenoBaÊ, eão cobertae por aIúvlo recente. Neete bloco eão
encontradae a ÍìelorLa dae rnanifestaçõee lgneae al-cal-lnas
(geralmente lntruelvae, mag em parte t nbém efuglvag).
57
3.3. AS I,INTDADES HAPEÁVEIS
Neete ltem eão deecritae, bloco por bloco, åE unldadee
mapeáveIs. Deecrlqõee petrográflcae de ¡nalor detalhe õão
apreoentadae no CapltuIo 4. Ae obeervaÇðes geolóslcåa aparecem
Iançadae no mapa geológfco da Folha La Colnena (Anexo A, no
encar.te ) .
3-3-1- O Bloco Potrero AIto
Ocorrem netste bloco eleuns afloramentoe do embaea¡nento
crletalino (Grupo Caapucú), eobre o quåI Ee depoeltaram
dlretamente oe eedl-mentos do Grupo CaacuÞé, por BuB, vez cortadoe
peloe diques báslcoe da Formação Alto Paraná.
Grupo Caapucú
As rochae atribuidas ao Gru!¡o Caapucú eão granitoe róeeoe,
algo alteradoe, Junto con algune rlolltoe freecoe, vermelhoe a
róeeoe, al-go metamorfoeeadoe.
Os granltos ocorrem como rochae de expoelç&o contlnua, mae
llmltada, cobertoe em pårte por eolo e vegetação. Oe rlolltoe,
por outro lado, eão encontradoe unicarnente cono nratacõee
arredondadoe eeferoidaie, eepalhadoe nos afloramentoe doe
granitoe. Não foi obeervada quaLquer relacão de conteto entre
ambae ae rochae.
Na vlzlnhanca da cldade de Vllla Florlda (ver locallzacão
58
nae Figuraa L,2 e 2.I), em afloramento de rochae elmllaree ae
aqul deecritae, oB granitoe eão lntrualvos nog rlolltoe
(obeervaçõee própriae ).
As expoeiçõee do GruFo Caapucrl, na Folha La Col¡nena, ocorren
unicamente ao pé da egcarpå topográflcå da Serranla de
Cordillerlta (a 2km a S da cldade de La Colmena e nag baeee dos
Cerroe Apyraguá e Achon) e a leate da Falha San Joeé (por ex., no
Iocal denominado CompañIa Boquerón) .
Grupo Caacu¡¡ê
As rochae deete Grupo, conetituldo pelae formacõee
Paraguarl, Cerro Jhú e Tobatf, eäo encontnadag com boae
expoeiçõee no Bloco Potrero Al,to. O Eeu reconheclmento e
descrição foram realizadoe medlante a confeccäo de uma série de
perfie de controle eEtratigrâflco (ver locaLlzação nå. Flgura
3-Z), noÊ quals também fof ldentlflcado o llnlte entre aE
Formaçõee Cerro Jhú e Tobetl, corn erro da ornder¡ de 30 xn. Oe
Þerfie obeervadoe para eete Grupo no Bl-oeo Poùrero ALto eão
reproduzldoe na Fieura 3.3.
A Formação Paraguarf, reconhecl,da como baee do Grupo
(Harrlngton, Ig72) aparece apenêE na egcarpe N do Cerro Achón
como egtrato maclço de une 20 n de eetr>eseura. A rocha é um
conglonerado groeselro de cor bege ocre com eel-xoe, frequentee,
de até 30 cm, contstitufdoe por quartzo de veloe e quartzito. No
mapa de T.A.C. (1981) e no mapa geológlco do Paragual (Proyecto
Par 83/006, 1986) eã.o noetradae expoelçöee contlnuae deetee
congÌomeradoe, a amboe ladoe do rift de Aeunciôn.
A Formaçto Cerro Jhrl; euperpoeta, é conetltulda Þor arenltog
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Figura 3-2. Mapa de localízação de pontos e amostras (identifica_
das pelos números) das rochas sedimentares na Folha
La Colmena. As 1inhas retas definem os varios perfis
que são referídos no texto e nas figuras 3_3 (À, B e
C) e 3-4 (fsIa Segura. potrero Naranja_ty. Kirito,
San Miguel e Chobí).
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A
Figura 3-3. Perfis colunares das rochas sedimentares do Grupo caacupé na Serra-
nia de Cordillerita. Para localização dos perfis À, B e C. ver figu-
ra 3-2. A parte basal, por sobre o embasamento (número 1). mostra os
conglomeraãos discontinuos da Formação Paraguarí; os arenitos da Fo¡
mação cerro ¡hú (número 2) estão por cina' Assinal-a-se o nível de a-
."trito mais grosso ô conglomerático (número 3) que separa Cerro Jhú
da Formação tobatí (número 4). Legenda à di¡eita. 1: Embasamenloi 27
Lutitos (argilitos, em parte sí1ticos, ou siltitos algo laminados)
com estratificação plano-para1e1a; 3: Arenitos; 4: Arenitos conglomq
ráticos; 6: Àrenitos ou pelitos com "clay galls"; ê: Troncos vege-
tais fósseis,' b: Estratificação cruzada; c: Marcas de onda; d: Estru
tura laminada ou estratificaåa, plano-para1e1a. Ver também Fig. 3-4. o)
o
61
ßranulometr lcanente heterogêneoe, geralnrente nédIoB a grossoa
( eebranqulçadoea¡oareladoe, ocres å begee, avermeLhadoe).
,
Predomlnam oe grãoe de quartzo, câråcter l st lcamente arredondados.
Intercaladoa com oe arenltoe ocorren freqilentemente lentee de
conglomerados (1-2 m de exteneão por 20-40 cm de eepeeeura), com
grånulos e eeixoe de quartu o (4-8 c¡n), em matriz de arenito
quartzoao. Algumae felçõee tlplcae deetee arenitoe eão è.
ocorrêncla de menchae eacuraa, avermelhadae ou pretae (óxldoe de
Fe e Mn), em arenltoe de cores clarae ( eebranqulçadae ou ocree) e
a preeença de nlveie esporádlcoa de arenltos de cor rox6.,
tlngldoe por óxldoe. São ùambém obeervadoe, raramente, clastog de
argilito.
Oe eetratoe eã.o en gerå1 nacleoe. Al_gune de1ee, de até 2 trl
de eepeeeura, moetra-n eetratlficação plåno-paraleLa flna a multo
groÊBa que pode ficar reetrlta apenae a algune nlvele- Algumae
camadae apreeentam estratifieação cruzada multo bem deeenvolvlda.
Tuboe verticaie atribuldoe a Sko)7thos (conferldoe por
Godoy Clguel, com- peeeoal , 1990; Foto 3) ocorrem no loca1
chamado ConpañIa Boquerón (Ih¡lte do Bloco Potrero AIto, Flgura
W
1.3), noe 3O nr baeaie destee arenltoe, com presença adlclonal de
fóeeele provave lnent,e marlnhoe (Godoy ClelueI, com. peeeoal,
1990). Eetae felçõee såo ¡>osglvelmente oE cotrelatoe do tuboe
vertlcåls de Skollthos deecritoe em C!-guel eb aL. (1987) no Grupo
Itacurubf. Una amogtra do arenlto da Forn¡acão Cerro Jhú, coletada
por P-R. Bltechene numa dae pedrelrae encontradae perto då. cidade
de Paraguarl, fol examlnèda pelo autor deeta dleeer.tacã.o,
moetrando marcaE de corrente bl-oturbadae, poeeivelmente bambér¡
pela ação de Sl¡oJJ tåoe.
-kjr.
Fotografia 3. Ârenito da Forncção Fotografia 4. Unidade bescl (Ut) dos Fotografia 5. Unidade b¡¡al lUl)
ccrro Jhú, â leste do c"rro sân dep<ícitor clósticoc dc Serrania de dâ serranir dc Ybytprí, eorr
Joré (ci6.Boguerón). Ob¡ervar vbytyrní. ctribuídos à Fornraçõo Scn prercñça de marcat de orrder
os tubor verticaia de Skolithos, lliguel, São mostrados og níveie cm arenitos rruito finor. rflg
:neontrados nc b¡se dc Pornação. eoñ lârnitoa, arcnitos muito fino¡ rrñcnto ò F do e?rro Ctrobf.
ver diseugsão no texto. e argilitos (cores escurå3), a1-
ternando com arenitos ncis grog
üo! (ðnìârelados). A Nw de rsls
Segurc.
c)
tJ
63
Oe arenltoe tornam-ee granu lonetr lcamente male homogêneoe
para o topo, paeoando por lnlerdlgitação, num lntervalo de
aproxlmadamente 30 m, para a For¡naçåo Tobatl. Neeta parte
tranalclonål aparece, em várloe locals, umå carneda de algune
centlmetroa que contém grenuloa e pequenoe selxoe arredondadoe
de quartzo (-4nm), Buatentâdog l>or uma matriz de arenLto com aõ
felçõee tfpicae doe arenitoe de Fonmacäo Tobatf (ou seJa, de
cl-aetoe maie anguloeoe e de aepecto eacaroidaL). Eete camada é
aqui coneiderada "Iimltrofe", fazendo de horlzonte-gula para
marcar o inlclo da Formacão Tobatf.
A eapeõõura medlde para a Formação Cerro Jhú no BLoco
Potrero Alto é de aproximadanente 250rn. Na localldade tipo, a 5O
km para NVù ( f lanco M¡ de Cemo Jhú, Flgura 2.3) , egtima
Harrl-ngton (]-972) eepeeaur€.E de 45O a 5OO n, verificando-se
portanto acunhamento mancado no eentldo do Bloco Potrero Alto.
A Formação Tobatl é conetitufda, prlnclpåInente no seu toÞo,
por arenitoe nédLoe e nelhor eelecionadoe, eebranguiçadoe ou,
malo raramente, de cor bege, amare Ia ou vermelha clara. Oe grãoe
de quartzo eäo caracterlBt lcamente angulosoe; rar.a.mente, a.Farecem
subarredondadoe. Estae feiçõee conferern aog €,renltos tfplco
aspecto eacarólde. São tåmbéE¡, em geral, nenoe compactoe que og
equlvalentes da Formação sotopoBta, embore 6eJåm encontradoe
nlvele com boa compactação.
Os eBtrêtoË eubmétrlcoe, maclços ou com eetratlflcaçäo
plano-paralelê, predominam na base tranalclonal pâra E Formaçto
Cerro Jhú e noa primelr.06 metroe baeale da Formaçäo Tobatl.
Poeterlormente, paBEa-6e para ca¡nadae ¡naclçae métrl-cae,
reconhecendo-ee na pr.lmelra dezena de metrog å, preBença de
64
eatratiflcação cruzada.
Oe melhoree afloramentoe deeta Forrnaçåo eão encontrados na
parte do Bloco. Em oubrae regiõea, ocorrem eomo aflo¡amentog
SW
ieoladoe e remanescentee de eroeão (por ex., noe morroe À W).
A Formaç&o Tobatl, no Bloco Potrero Al-to, nogtra perto de
2OO m de e6pegsur6., eenelhante à estimada por Harrlngton (1972)
na localidade tlpo (perto da cidade de Tobetl, Flgura 2.3) a 80
km a NW, que é da orden de 200 a 250 m (Degraff et aJ-, 1981 ).
As obeervaçõee de campo mogtram que e.e camådag do Grupo
Caacupé eão eubhorizontâla. Oe dados de controÌe eetratlgráf1co,
por outra parte, permitem ldentif icer ì.¡¡n pequeno merguJ.ho
reglonal de une 10 m para cada km, para E-SE, equivalente a 3-
3,5ê. Eata6 obeervaçõee, Junto com a ellLclflcacão, de aparlçäo
Iocal em arenitoe deete grupo, parece eetar controlada pela
presença de falhae de pequeno reJelto vertl,cal e de fraturae, de
direção predomlnante E-W. Ao longo de duae falhae de dlreçäo
aproxlmada NW aÞarecem falxae de l-argura mêtrlca de arenltoe
brechados, nieturadoe com outros materlaie Ilticoe (selxoe de
quartzo e de arenitoe), como obeervado a S e N da Compañla
Potrero AIto.
Dlguee de dlabáelo, pertencentee a For¡naÇão AIto Paraná,
corta.m aõ unldadeg deecrltae. Oe dlquee, com largura aproxlmada
de poucoo metroe, geralmente aparecem como aeeocLação de blocoe
allnhadoe e nã.o como afloramentoe contfnuoe. Doie tlpoe
diferentee foram reconheeidoe no campo- Un del,ee é de cor preta e
granulaç&o médla a algo groeea, e o outro é de cor eebrnanqulcada
a clnza, com granulação flna a médla, Eetee dlqueg ocoprem cono
enxê.me, denonlnado de "enxane de dlquee Potrero" (Baez Preeeer,
65
1992) exposto prlncipalmente em duae áreag.
delae aparece ne parte centro-oeBte deete bloco, com
Uma
dlrecöee N-S e E-W. A outra, ne Þarte central moetra dlquee cor¡
dlneçõee NW-SE. Oe dlquee ee contlnuarn påra S, e I)ar.ecem eBtö,r
eetreltamente relaclonadoe con a falha San Joeé, de direcäo N-S,
No limite N do bloco aparece a Falha de Acahay, em parte
coberta por depóeito de colúvlo (ver Anexo A),
3-3.2. O Bloco San Joeé
No Bloco San Josê, måls almFlee do Fonto devieta geológlco,
ocorrem eedlmentos do Grupo Caacupé cor.tadoe por diques de
dlabé,elo toleftlco e um "plug" de rocha alcalina.
O reconhecimento geológlco foi aqui tanbén reâlizádo com a
el-aboração de perfle de contr.ole eBtratlaráflco (Ficura 3.2).
O Bloco San Joeé é un bloco efundado a partln da Falhe San
José (ver Anexo A), em releção ao Bloco vlzlnho Potrero AIto,
Oe arenltos da Formação Cerno Jhìl, sltuâdog na porção
cenùro-eul do Bloco, ocupan ae åreae male balxae, eatando em boa
pêrtè cobertoe por depóeltoe do Quatel.nárlo. AB Euae
caracterlstlcae fltológlcêê eão as metsmeg Já deecrltag l>å.rs. oB
correletoe preÊenteg no Bloco Potrero AIto.
O nfvel Eula, que ldentlflca en algumae partee o lnfclo da
Formação Tobatl, foi encontrado en afloramentoe ê. poucoÊ km a Nht
do Cerro San Joeé. A preeenca deete nfvel perurlte ü¡edlr, um
reJelto de une 160-200 m entre o Bloco Potrero Alto e o de San
Joeé.
A Formacäo Tobatl, con felçõee 1dêntlcae àõ Já descritae
66
prevls.mente, no8tra aa melhoreB expo8içõeB em ålguna morroE
balxoe. Aeel-m, no Cerro San Joeé é encontrado um eeÞeaao estrato
de arenlto elmentado, multo endurecldo (em parte recrl-etalizado
?)-
O "plug" alcallno eustenta o Cerro San Joeé, que aÞê.rece com
proemlnente deetaque (ver Anexo A). Ae obeervaçõee de camFo,
mesmo lncompletae por falta de boae expoelçöee, ¡noetram o caré.ter
de lntrueão múltlpla. Num perfil SW-NE é encontrado como rocha
predominanùe um "nonzoslenito", de aepecto macroscóplco gabróide,
local-mente porflrltlco Þor moetrar megacrlstalB de plroxên1o
preto. Na borda W, a rocha apreeenta-ee com biotlta lamelar,
aueente na variedade maie monzonftlca e maie rlca em
plaglocláelo, encontrada no centro da lntrueão. Ae rochae eão
cortadas por veLos lrreEularee, centimétrlcoÊ, de coree clnza
escuro, que carregan enclavee, arredondadoe a eubanguloeos, de
várioe tlpoe de rochaa alcallnae plutônlcae e BubvuÌcånlcae. Na
pêrte E do me6mo morro, aparecen blocoe de "ehonklnlto"
po"flrltico, com fenocrietale de piroxênio preto e em Farte
tanbér¡ com lamelae de blotlta, cortando a rocha monuoglenftl-ca na
forma de velos e dlquee aparenternente irregularee; perto dos
contêtos com a rocha encal-xante, ocorrem eetruturae de fluxo
neetee ehonklnitoe, por allnhamento doe fenocristâie.
Na parte euperior do Cerro Obl (ver Anexo A), encontra-ee um
Iongo dlque de dlabáelo toleftlco, que õe eetende com rumo NE por
mafe de 1km. Os arenitoe invadldoe, a emboe oe ladoe, eetão
endurecidoe por "clmentação" de contato.
Oe depóe1toa de åluvlão, arenogoe, såo do Quater'nárlo.
O Bloco San Joeé egtá aepårado do vlzinho Bloco Chauria pela
67
Falha de Acahay, a N, e pela Falha San Jooé do Bloco Potrero
Alto, à Ìeete (Flßura 3.1, Anexo A),
3-3-3- O Bloco Chauria
Oe llmftee do Bloco Chaurla eåo definldoa por falhae. Para
N, ocorre a de Medina. A Falha de Acahay é o llmlte nrerldionaL,
encontrando-se ainda, para W, a Falha Chauria (Figura 3-1, Anexo
A). O Bloco é corùado pela Falha San Joeé mae é coneiderado uma
unldade por motlvo6 estruturale (ver ltem 5- 1.1. ) e
eetratigráfIcos (apreeenta-ee coberto For sedlmentoe do Grupo
Caacupé ) .
No Bloco Chaurla, sltuado em área depri¡nlda vlzlnha ao Vale
de Acahay, eã.o encontradog aedimentoe da Formaçäo Cerro Jhrl , nas
áreae baixae, a Leete, e dê FormaÇão Tobatf, Nae partee balxae,
cobrindo oE arenitoe do Grupo Caacupé, ocorrem deÞó6itoÉ
coluvials do Quaterná¡lo.
3-3-4- O Bloco Vale de Acahay
O reeeal-to topográflco malor, neste Bloco, é o da Ser.ranla
de Ybytyrnl, de percureo SE-NW. No canto NW eão encontradae ae
elevaçõee ¡nenoreg doe morroe eltuadoe no Potrero ybêté (Ftgura
1.3, Anexo A). Vá¡lae ÞarteB do bloco eão âreae deprlml-dae,
ocupadae por zorÌae balxae al"agadae.
Ocorrer¡ neete bloco oe eedimentoe aqul atribufdoe À Fornacão
San MlgueI, conetltulda por trêB unldadee euperpoetae, várioe
conJuntoe de rochae intruel-vae e vulcå¡icae da Fornaçã.o Sapucaf e
68
depóeltoe de coIúvlo e aluvionareB målB recentes.
Formagão San Ìtieue I (at,rlbutcão)
A quaee totalldade da Serranla de Ybytynrl, Junto com Þartee
conglderávele doe morroa do canto NVJ do bloco, estão conetltuldoe
por eedimentoe pertencenteE a eeta formaçåo. Säo ldentlflcadae
trêe unldadeB Euperl)oBtae com câracterlBtlcae própnlae: a Unldade
Inferior de eedimentoe pe I lt lcoa-årenoõos; a Hédta de eedlmentoe
arenogoÊ e a Superl-or con sedl-mentoe rudáceoe. A definlção deetae
unidades fol reallzada por meio do levantaménto de alEune perfie
(ver localização na FlEura 3.2, perfle na Flgura 3.4).
A Unldade Inferior (U1) é encontrada na bage da Serranla de
Ybytyml e noe nivele lnferloreg do6 morroe vlzinhoe.
Predominam as cainadas pelllicae e de arenitog multo flnoe:
eão argllitoe e lamltoe (Flgura 3.4) de corea vermelha eecura a
vermelha vfnho, com abundanbee lamelae de mica, Junto com
arenltos finoe a multo finoe com abundantee feldepatoe alterado
(arcosianoe), de coreÊ bege avermelhados, averme lhados e
amareladoe. Fragmentoe de argllito aparecem como clastos
anguloeos contldos em algumae camadas de arenltos.
A SE da Serrania de Ybytyrnf , ê encontrado um local onde
aparecem, lnterdigltadae, camadas centimétrl-eas de folheLhoe e de
arenltog calcå¡ioe. No loca1 chamado de San Miguel, ¡nale a NVl,
ocorrem rochas eedlmenteres sll lco-arglloaêts de aparente orlgem
qulml-co, a Jul-gâr pela preeenÇa de eetruturas convolutae e a
exlstênci¿re de concreçöee lentlcularee a 1r'neÊuLaree, nåo
contlnuae, de carboneto.
m
350-
U3
250-
>;--
U2
U3
-? --
U1
150-
lslo Seguro Polr. Noronjoty Kirilo S. Miguel Chobi
Fígura 3-4, Perfís colunares da Formação San Miguel no vale de Acahay. Às linhas
aproximadas dos perfis são identificadas na Figura 3-2. V7, V2 e U3
identificam as unidades inferior, média e rrp.iior, respectivamente
(ver texto), com indicação aproximada dos límites entre elas. Para
símbolos, ver legenda da Figura 3-3.
O)
.a
70
A eetratlflcação é plano-paraIeLa; camadae male eepeaaag
moetrarn-se maclçag (Foto 4). A norte do Cerro Chobl (ver Flgura
1.3, Anexo A), a S do local chamado CompañIa San MleueI, e na
Compañia Kirlto, foram obeervadae camadee apreeentando narcae de
corrente ( Foto 5).
Tuboe vertlcale de S,kojl úåos fora identlflcadoe, a S da
Cornpallla San MiEue L , em arenl-tos nulto f inoe .
Em vårloe afloramentos (Foto 6), prlnclpalmente em camadae
de argllitoe vermelho eacuro a ver¡ne lho vinho, ocorrem troncos
petrlflcadoe, de comprlmento decinétrico a eubmétrlco e larEura
declnétrIca. Eetudoe morfológ1coe de nalor detalhe (D. Muea &
M.E. Oliveira Bablneki, com. peesoal, 1990) näo forann,
entretanto, conclueivog parå a ldentlficação da eepécLe, peLo
pobre eetado de conËervagã.o dae eetruturag. M.E. OIlvelra
Babineki (con- peesoal , 1990) eugere que algumae dae ëËtruturae
celularee neleê observadae são eimilaree àe do gènero Fsa¡'o¿le de
eamêmbal-ae, propondo por lÉto uma idade mlnlma devonlana truperlor
para eõteg troncos. A presença de troncog fóseele Jé. fol
conflrmada em vå-rlae localldadee, como nag I¡nedlacõee da
Cordlllera de Ybytyruzú, na For:nação San Mleuel (Cuadrlcula 41,
1966; Herbet, Lg72i Bitechene, 1987; obeervaçõee própr"lae). A
ldade atrlbulda aoe troncoe da Cordlllera de Ybytyruzú é Perml-ana
(ver Blteehene, 1987, e referênciae af citadae). Intentos de
datação dae camadae nale flnae, na Serranla de Ybytynl , medlante
identiflcaçäo de mlcrofóesele (M.R. de Lina, com. peeeoal , 1890)
reeultaram lneat iefatór ioe, pelo eetado avancado de oxldação dae
e.moËtrâê -
Una "Jane1a" eroelva, moetrando oe eedlmentoe infraJacentee,
Fotogrrfia 6. Unidade L¡aal (U1) Fotogrefia 7. Unidadc aupcrior (u3)
di Scrrcniå de Ybytyní. xotar doa dep<ísito¡ cló¡ticos da Scrrc
â preaença de rêstor de tron- nia de vbytyní (Fonncção San Ëil
cos fóaseis, alguns de t6ñtn- guel). Observe-¡e un arenito con
hos rvântrJcdoa. No centro, é glornerótico rnuito grosro, rieo
observado urn digue alterâdo em seixos arredondados dc qucrtzo.
de larnprófiro (cinza), óe ru- Pàrte SE da Serranie, loealidadc
mo geral Nw-sE. Flesrno local da San tliguel. eotr topogróficå: ?n-
fotografia {. tre 250 e 300 r¡. -f
}J
72
aparece å menoa de 1 kn a N da Cornpallla lela Segura Jå por fora
doe llr¡ltee da Folha (ver locallzação nae FlguråB 1.3 e 3.2. e
Anexo A), ao longo do curso do córrego af exletente, São nlvele
de arenitos groeeoe a multo groeaos, alternando com camadae ou
Iente6 de conglomeradoe de eelxoe centlnétl.lcoe de quartzo. Em
Cañada eã.o obeervados blocoe "Eui Benerle" de anenltoe coûì eelxoe
(dlamlctlùoe?) de cor ocre (teto da Formação Coronel Ovledo?).
A eepeeeure mlnima deeta Unidade Ul é de 2O m, e a náxl-ma de
aproximadamente 50 ur.
A Unidade HédIa (U2), en Foglçõee topográflcee Imedlatamente
superioree, apårece com arenl-toe nêdloe a groaaoc, alnda algo
arcosianos, de coreõ va¡ladae (ver¡nelho eebranquJ-çado, bege,
marrom, branco com manchas eecuraË). Localmente, apreÉentaür
Ientes ou boleõee de um arenlto muito gro6so, rico em eelxoe de
quartzo (algune centl¡netroe), em parte conglomerát1co. Em cotae
tsuperloreg, apóe oe primelr,og 50 m da unldade U2, aparecem eatea
nlvele conglomerátlcoe com malor conetâncla.
A eetratlficação predomlnante é pÌano-peralela; a
eetratifieaçã.o cruzada é vlelvel noÊ horlzontee euperloree, onde
tambén åp6.recem ae lentee menclonadeg do arenlto multo groeeo a
conglomerâtlco. Ae camadae maiB espessae tem áapecto maciço. Na
regläo NW (por ex., IeIa Segura) e SVI (por en., Klrlto) parece
eetar dimlnulndo a eEpec¡eura da Unldade U2 ou, pelo nenos, e dos
seue nlvele l-nferioree, caracterlzadoe pela pneeenca de erenltoe
mêdioa a groeeoe (Flgura 3.4).
A tlntdade Super tor (U3). De modo tranelclonal paeea-ee da
73
Untdade UZ para a euperlor, Por aumento no tamanho doe claetoe.
Caracter let icamente , oe eedlmentoa pre8entee eão arenltoe multo
groeõotr com abundantee eeixos de vá¡lae rochae (polimlctlcoe) e
conglomerados pollmlcttcoe (eelxoe de quart'zo, de rochae
vulcB¡lcae ácldas alteradae e de outrae eedlmentaree), de coree
bege apagada, marrom, ocre' etc (Foto ?). A eetratlflcação é
irregular a plano-paraleIa, e o aepecto dog estratoe é maclco' No
cs.npo, bons afloramentos eão eBcaeEoB' e a ÞreEenca de Unldade U3
nota*Be maie pelo lncrenenbo dos selxoe eepalhados no eolo, até o
ponto de que atr>arece por vezeg ur¡a "llnha de oeixos" eltuados Por
eobre oe arenitos da Unldade médla.
Na parte mais elta da Serrania de Ybytyml ' poeelvelmente por
clma do nlvel da Unldade U3, acharom-ee alEune blocoe de r¡m
arenito muito fino rico em arglla- Eeta felçäo Êugere, da meena
manelra que oB eedlmentoe encontrados na "ianela" de Ïsla' Segura
aclma cltada, que Êe trata de depoelçäo cfcllca de eeqüênciae
tipo "coareening upwarde" (Figura 3-4) - Seqllênc iae elnllaree
foram caracterizadag em zonaË do "rlft" do Leete Afrlcano (e'g',
Froetik & Reld, 1989 ) .
Fraturae com rumo SE-NW' e outraÊ dlreqöee' cortam oB
sedlmentoe (ver Anexo A).
Oe perfie realizadoe (Figura 3.4) eugerem Poslçäo
eubhorizontal para ae trèe unldadee aclna deecrltee, com auavea
merEulhos da ordem de 5 m Por Kn (1'5') para SW-SSW' OB
eedlrnentoe parecem ter ae depoeitado, em Parte, eobre euperflciee
irreEularee.
Oe eedlmentoe da Forr¡ação San Mtsuel' na Folha La Colmena'
estão, em parte, irreEularmente caPeadoe por baealtoe alcalinoe e
74
6ã0 cortâdog por dlquee, "plugg" e condutog de brecha ("plpee")
da Formaçåo Sapucaf (veJ6-Be oB comentárioe no Proyecto Par
83,/OO5, 1986 ) .
Formação Sapucaf
Rochas lgneae alcallnae eetão åmplamente diatrlbufdae neete
Bloco, co¡oo mantoede plroclaetoe e de lava, condutoe de breche
( "plpee" ), "pluge", diquee ieoladoe e enxarneg de dlquee e
61.LIB.
Descrevem-ee a contlnuaçõ,o as várlas ocorrênclae, agrupadae
conforme e eua locallzação geoÊráflca ou ats suåE car:acter f et lcae
petrográflcae. Maioree detalhes eobre petrografla eåo encontradoe
no Capltulo 4.
Rocfias vulcånlcae do Potrero Ybaté. Aqul eão descrltåa aB
manlfestaçõee que aparecem concentråd€,g na re8lão do Potrero
Ybaté.
l,lanto de rochae pirocláetl-cas, eltuadae a S da Compaflla
Potrero Ybaté, (FlguraË 1.3 e 3.2) acompånha$ o córrego Caañabé
(ver Anexo A)- Formam um pequeno platô com algumae onduLacöee
topogråflcae, que Be eleva, por algune metroe, da planfcle
aluvlonar circundante. Predominam bufltoe de cinza e de 1ap1111,
tufo-brechae e brechae com fraementoe an8ulosoa de rochae
vulcå¡lcae, tanto maclçog como deneåmente veelculadoe. São tambéul
obeervadoe, em tufltoe e brechae, fragmentoe de crletals
(plroxênlo e outroe) täo alteradoc como oe fragmentoe de rocha e
os tufitoe. Algune fraEmentoe menos alterâdoe eäo de rochae
"baeáItlcae" com leuclta. Oe depóeltoe, fortemente ålteradoB,
parecem eBtar dl6poato6 com årranJo maclço ou caótlco, embora
foeee obeervada en um afloramento uma lente de bufitoe e l-apl11I,
intere etrat i flcada corn outros depóeltoe maclqoe.
Estae rochae pirocláetlcee linltan, a N, com derramee
(urantos) de laveo baealtóldee elcalinae. A S eetão cobertoe por
depóeitoe de colúvlo, em parte l-Imltadoe pela Falha MedIne. No
reato do perlmetro perdem-Be Þor balxo doe depóeltoe do
Quaternár1o aeeocladoe ao córrego Caaflabé e Êeue afluenteE. A
ausência de dlquee, não obeervadoe neeta área, tsugere que å.Ë
rochae pirocláetlcae eão algo n¡ale recentee ( ? ) que eeÊaB
manifeetaçõeB lntruslvag.
Oe afloramentoË nais eignificativoe e continuoe eão oe de
rochas vulcånlcae eEcuraB, maclcae a local-mente multo
veeiculares, qì.re aparecent como derra¡nes ou mantoa de lavas no
Potrero Ybaté. A leete, NE e 5 do Cerro Tano, e¡n afloramentoe
conJuntos de rochae da Formaçåo San MleueI e de vuIc6.nlcee,
obeerva-ee claramente que as prlneirae eäo capeadae, e em parte
Invadidae, pelae últimae (Anexo A).
A S, perto doe afloramentoa com rochae piroclåetlcae do
córrego Cåañabé, é encontrado um derrane, eom Lava fortemente
veslcular e anlgdaloldal (co¡n preenchlmento de calclta e zeóllba)
de atê 6 cm, que engloba eelxoe de quartzo. Em I:oslçöee
topográflcas mele altae aparecem all tambéut rochae "baeé.1-tlcas"
macl,çae. A leete do Cerro Tano ocorre um derrame de rocha
basaltólde amlgdaloldal affrlca, con eBcaBsoa fenocrletale de
plroxênlo. Entretanto, oõ afloramentoe nale comuns são de rochae
maclçae, com fenocrletale de plroxenlo preto, freqilentenente
acompanhadog por outroÊ de ollvlna (en parte convertida em
76
lddlngelta ou eerpentlna) e crletale euedrale a lrregularee de
" leuc ita " .
Oe afloramentog deatag lavae ee contlnuam, a W e NW, p€.ra a.B
folhae vizinhae (ver Anexo A).
Ae Lavae eåo co¡tadas por "pluge" de rochae vulcånlcae
perpoté,eelcae ( Ieuclta "lamproltoe", "cocltoe" e "baealtoe" com
leuclta) e rochas plutônieae (Cerro Tano 1e 2), Junto com dlquee
de rochae baealtóldee alcallnae e a1Eune dlquee de }ampróflroe.
Conduto de rochae perpÕtáaðlca'a ( " lanproftlcÀg" ) , Foram
Identlfieadog na Folha L,a Colmena v6.r.loe conduboa ou "plÞets"
eubclrcularee a blLobuladoe, de tamanhos entre 1000 a 3000 m, nots
quale eão reconhecldae duae "faciee" conatatadag, a epfclástlca e
a hlÞoablseal, conforme nomenclatura de MitcheII & Bergman
( 1991) .
e poelção doe condutog fol lnlclalmente reconhecida em
Forma
foto€raflas aéreåg, en algune cagog multo clanåmente, como no
caeo doe conduùoe Dú 1, Don Eladlo 1e Krleto. Em outroe cagos,
as fotograflao apenaø eugerem contornoo clrcularee (como no caeo
do cÕnduto Dr1 2J, exietlndo veetlgloe de outra.B poeefveie
eetruturas de contornoe lrregularee (oe condutoe Don Eladio 2, Dú
3 e Yby), mae cuja natureza nã,o pode eer cl-aramente reconheclda.
Detalhee da posição geol6glcae eão obeervadoe no Anexo A.
A eetrutura Dú 1 poeeul forma bllobulada (F1gura 3.5) com
tamanho de 15OO n por 840 n (Ióbulo Norte ) e 8O0 n (Ióbulo Sut).
Aeel-m, a forma lembra àque1a r¡oetrada pel,a grande malorla dog
condutoe lanproltlcoe de þIeet Klnber.ley em AuetráIIa (cf .
Atkineon et aL., ]-g34i Sntth & Lorenz, 1989). No eeu contorno
77
merldlonal reconhece-ae uma faclee de brechae a tufo-breche.s
epiclÁetleae alteradae, de coreE me.rrom ocre e bege ocre, com
matriz constltulda por cl-aetoe de rochae fgneae e eedl¡tentares. A
faciee, multo mal expo6ta, fol reconhecldê em felto de córrego,
com estrutura maclça. Já no eeu contorno eetentrlonal reconhecen-
e¡e expoeiçõee da faciee hlpoableeal nå for:n¡a de lavae
veoiculadae, com preenchl¡rento de zeóIita, de coree avermelhadae
e de aepecto lamproflrlco (com fenocrfetale de flogoplta verr¡e]ha
cobre, alterada, e de piroxênIo verde gart'åfå). A egtrutura
aparece cortada por dois "plugs" de "basalto" com leucita e por
diques (< 1 m de eepeseura) de rocha baealtóIde de aepecto
1a¡nproflrlco (fenoc}lBtale de piroxênlo pneto centlmétrlco). O
conduto é intruelvo nå Fornéçäo San Mlguel, e parece lnvadir os
mantoe de lavas de Potrero Ybaté, embora nåo aeJåm obeerváveie
relaçõee mútuae de contåto.
O conduto Don Eladio 1 poeeui forma lrregulêr a bil,obulada
(Fleura 3.6) e aeu tamanho é ao redor de 2050 m por 120O m
(Ióbulo Leete) e 880 m (Ióbulo Oeete). No eeu lóbulo oeete
reconhece-ee um pequeno afloramento da faciee hipoabieeal, con
alê¡rm reeeaLto topográflco, onde ocorrem blocoe de rocha
porfirltica freeca, de coree cinza eecuro (amoetrae fr"eecae) a
cinza amarronzados (emostras algo alteradae), e de eetrutura
maclça, com fenoc¡letale de ollvlna avermelhada (millmétr.Ica) de
formas lrregularee, e de piroxênlo verde egcuro euedral ( 1-5m¡n).
O reeto da eatrutura. aparece cÕberto por aolog de algune metroe
de eepeeeura.
No Ióbulo leate, eå.o reconhecldoe åfloramentoa de rochaa
sedimente.ree clåeticae. Num poço parå áEiua eecavado å I^¡, eão
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Figura 3-5. Esguerna geotógico da região em volta da estruturê fo-
bulada Dú 1, Tano l e ñande yara Gracia (ñycr), no pg
trero Ybaté. Legenda à direita. N-S: Fotolineamentos
(fraturas); 1: Formação San Miguel; 2: Derrames e man
tos de basaltóides alcalinos; 3: Estruturas circularãs
observadas em fotogïafias aéreas, de significado des-
conhecido (condutos ou "plugs"?); 4: Brechas e tufo-
brechas epiclásticas (facies piroclástica)de oú t; 5:
Flogopitô Oiogsídio olivina "lamproito', (facies hipo-
abissal) de Oú 1; 6: "plugs" de rochas com leucita
(,, lamproitos',, ',cocitos', e bôsaltóiOes); Z: Diques de
basaltóides com leucita (direção Nw-SE); 8: Meiasieni
tóides (tano t); 9: Depósitos quaternários(?). ver
também Ànexo A.
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Figura 3-6. O ttpipe" Don Efadio 1. na área de Kirito, Legendô.
Tracejado paralelo: Fotolineamentos ( fraturas? ) ;
1: Formação San MigueI; 2: Sedimentos finos (facies
epictástica) associada ao "pipe" Don Etadio 1;3: Di
ques de olivina diopsídio "lamproito"; 4: olivina
Oiopsídio "lamproito" (facies hipoabissal) de Don
Eladio 1; 5: Estruturas circulares observadas em fo
tografias aéreas, de interpretação duvidosa (intrl¡
sões "lamproiticas"?); 6: Cobertura de solo; 7; Dg
pósitos quaternários(?). os contôtos assinalados,
tônto das formações litoIógicas como das estruturôs,
são todos aproximados ou inferidos. Ver também Anexo
À
80
encontradoe aelxoB de quartzo em matrlz de arenlto argiloeo:
concentradoe de minerale peeadoe obtldoe da matrlz parecem
confirmar que Be trata de faclee aseoclada ao conduto. O conduto
é lntruelvo na Formacão San M1gue1, e eetá cortådo por dlquee de
diops ldlo-o I lvlna "lampro1to", freBco e de cor clnze. etscurå, com
deetaque de fenocrletale de ollvina eubedral (urlllnétrtca) e
pl-roxênlo verde garrafa euedral (de até 6nn); Bto de etspegaura
eubmétrl-ca e com rì.rno NW. Grande perte da eetrutul.a é coberta por
depóeltoe Quaternárloe de colúvio.
O conduto Krleto tem a eua borda SE exposta em corte de rúa,
con afloramento da faciee plrocláetica. AÞarecer¡ tufltos flnoe a
groerÉoE, eetratiflcadoe, Eul)erpo6toB À Fornracäo San Mlguel. Na
borda NE da eetrutura, eão encontradoe tufitoa groseelros, com
clastoe de rocha vulcânlca de aepecto lamproffr"lco (fenocnlståie
de floeoplta, ollvina e piroxênlo) veelculadoe å amigdaloidale
(com zeóIltas), Junto com faclee de bnechae maclçae, cortadoe por
um delgado dlque ( rumo NW) de rocha de aepeeto baeé.Itlco. Na
parte central eetão expoBtoa, en Ielto do cónrego, rochae da
faciee hipoableeal . No re6to da estru¿ura, o eolo oculta oe
afloramentoe,
O conduto Dú 2 poeeul forma eubclrcular a bllobulads (?). É
de tamanho menor ( 1258 m de comprl¡nento ) e o Éeu contorno
encontra-Êe maecarado pela cobertura do Bolo. No Beu centro,
flcam expoetae rochae da facles hipoablesal- Säo lavae forteroente
veeiculadae (com preenchlmento de zeôIltae) e alteradae de
marcado aspecto lamproflrico (con fenocrietale euedrale de
flogopita, formee irregularee a arredondadae de ollvlna multo
alterada, e plroxênio euedral cor verde garrafa), A eetrutura
8l
está cortadå por deLgado dlque de floeoplta - dlopefdio
"lamprolto" (clnza vermeLho vlnho) com runo NW, e Þor outro de
dtreção NE, eubmétrIco e de aeÞecto baealtólde (com fenocrietaie
de plroxên1o Þreto e de leuclta r¡lllmétrlca). O mênto de lavag do
Potrero Ybaté parece aer å rocha encal-xante do conduto.
Blocoe de floeoplta diopeldio (?)-oIlvIna "lamÞro1to", muito
alterado e com aepecto brechólde, de cor roxa, ocorrem em
morrinhoe perto do conduto Yby.
O conduto Dú 3 posaui forma lrregular (Anexo A), no qual
ocorrem afloramentos de rocha porfiritica (fenocr'letale de
leucita) muito alterada, Junto com outrog de lava veeicular
porfirltica (fenocrietale de piroxenlo verde garrafa), tanbém
multo alterada. Eeta ùltlna é cortada Por um dique de rocha
porfirltica de aepecto baealtó1de (p1roxên1o eubcentimétr1co e
ollvina eubmlltnétrica) de larEura métrlca e con rumo Nht. Solo e
eedlmentoe do Queternârlo cobrem boa par:te da eetrutura.
O conduto Colmena é de natureza lncerta. No relatórlo da
Cuadrieula 40 (1966), é deecrito Ìrm pequeno afloramento de lava
vesiculada porflrltlca de aepecto baealtóide ( faclee
hipoabissal?). Da neena for.na, å. presença de um poeefvel conduto
Don Eladlo 2 e apenag eugerldo pelae fotografiae, não se
observando afloråmentoe de rochae lgneae ou brechadae.
"Pluge" de rochae Ígneae alcall-nae, Deecrevem-ee equl corÞoa
menore6 (-5O0-1000 de dlå.¡netro) de rochåB plutônicae e vulc6.nlcae
alcalinas.
Entre oe "pluge" de rochae plutônlcae, contam-ee oa doe
Cerroe Tano 1 e Tano 2, o do Cerro Chobi e ae lntrueõee chamadae
82
de Ca?lada (1,2 e 3).
Oe Cerroe Tano 1 e Tano 2, de dlmeneðee pequenae, eão dole
plugg de rochae plutônicae (o prl-melro Jé, cltado em Llvleree e
Quade, 1987) que formarlam parte de uma eetrutura eemi-anelar. Na
oplniåo do s.utor deeta dleeerteção, elee aerl€m parte de um
"enxame" de "pluge" (com dlåmetro varlando entre 1O00 n e 1OO m)
de rochae vulcânlcae e plutônlcag que ee colocam Junto com o
conduto "Iamproltlco" Dú 1, en área alongada de rumo SE-NI,I (ver
Flgura 3.5, Anexo A).
O Cerro Tano 2, com diâmetro de una 300r¡, é lntruelvo na
Formação San Mlgrrel e llmltå, na borda W, com oe mantoe de lava
do Potrero Ybaté. O "plug" eetá conetitufdo ¡¡or rochae
sienitóidee de textura flna a médla, algo porfirlticae, de cor
el-nza esbranquiçada a bege.
O Cerro Tano 1 é una eetrutura clrcular de 500 m de d16.¡netno
e com deetaque topográflco (cota máxlna de 315 n). É Intruelva
no6 mantoË de lava de Potrero Ybaté, e conetltulda Iror rochae
sienitóldes finae a groetsas, de con clnzå a róeea. Reconhecem-ee
faclee de rochae male máficas no centro e nala féLelcae nae
bordas da l-ntrueäo. A cobertura da veEetaÇã.o e de eoloe lmpede a
realização de obeervaÇõee de maie detalhe.
As ocorrênclae de Cañadå e do Cerro Chobf aparecem em rneio a
uma eËtrutura moetrando dole anéie (FIEura 3,7, ver Anexo A).
Amboe oÊ anéie eão prlnclpalmente conetltufdog For
eedimenbos da Formaçäo San Miguel, cortådoa Þor diquee e "pluge"
de rochas lgneae alcallnae, cuJa malor r.esletênc1a à eroeão é,
pelo menoe em parte, a cauga da preeente eetrutura.
O aneL externo é cortado por enxame de diquee de "cocLtoe"
83
(leucita mela-fonóIltoe), mlnetas, traqultoe, com rumo SW-NW
(N4O-60W). Oo dlquee, por fora deete anel malor, Be contlnuam
para N9¡, conetltufdo6 agora prlnclpèLmente por trêqultog e
minetae; para SE, o enxame encontra-ae com aB pequenae intrusðee
de Cafrada .
O anel, Interlor eustenta oe diquee do enxame (ver descrlcão
maie adlante) e moetra, na parte topograficamente mais el-evada,
os afloramentoo do "plue" do Cerro Chobl; um plug "menor",
inomlnado, é encontrado na pa.rte eetentrlonåI deete anel, Entre
amboe os anêle, a N dÕ Cerro Chobf, Bã.o encontradoe ålguns diques
de rochas lamproflrlcae (com fenocrletale de blotlta e carbonato,
como peeudomorfo de plroxênlo) Junto com outro, de la¡.gura
aparentemente naior, tanbén de aepecto lamproflrlco, caruegado de
enclavee carbonât lcoõ-aÌ'redondadoe-alongadoB ( cårbonat ltoe? ) .
O morro Chobl é una intrueão pequena (dlâmetro de cerca de
10OO m), zonada, com rochae eienitóldee na margem N (róeeo-
eebranquiçadae e orlentådae na borda, maie naclçae e máflcae Þara
o interlor) e monzonitóldee no centro e parte nerldlonal da
e6trubure.. Ae rochas elenltóIdee, em partlcular, moBtram pequenos
enclavee angulogoE de rochee vulcå¡¡1cae aIcaIlnas (ex. "cocl-toe",
mlnetaË, etc.; ver Foto 8); velos e pequènoõ diques de "eocitos",
por Êua vez, cortam oÊ elenltó1dee, carregando enclavee de
roehae plutônlcae a.lcallnåa. Ae intrueõee de Cañada, encalxade,s
em eedimentos da Formaçåo San Mleuel, aparecem co!ûo treg pequenoa
morrinhos com pouco deetaque no relevo. A de Cañada 1, de forma
cônlca, elevå-ee por 10 m por eobre a topografla clrcundante; é
conetltulda Þor rochae elenltóldee (corn ÌÌma faclee mår'glnål, nåIa
l-eucocrátl-ca e com orlentação I>or dlepoeição planar de rfpae de
//
N\r.. \ \
ilt,(ï.¡'
O 5 lOkm
¡"
Figura 3-7 As estruturas na região do cerro Chobí e Cañada. São
assinaladas as direções NW-SE do enxame de diques y-
bytyrní, a posição do "p1ug" de nefel,ina sienito do ce-
rro Chobí, e as intrusões de Cañada (circulo cheio)
(triánguto cheio indica a localização da ocorrência
"larnproítica" de Yby). A mancha cheia alongada (perto
do Cerro Chobí) é a área onde são encontrados os di-
ques lðrgos com enclaves carbonéticos (ver texto).
Cristas de rochas sedimentares da Formação San Miguel
(anéis mais marcados, porém incompJ-etos) desenham uma
seudo-estrutura anelar (ver texto). As Iinhas traceja-
das N-S, E-W e SW-NE identificam fotolineamentos (fratu
ras?). Ver também Ãnexo A.
85
feldepato, e outra central , maclça e meBo- a melanocrátlca),
invadida na parte central por uma massa de lamprôflro ultramáflco
com enclavee de rochae pl"utônicae e vulcÂnLcag åIcâIInaa,
arredondadoe e de dimeneðee varláveie, No eeu contato ocldental,
å.pa.recem aleune slnale de recrietallzação e metaBgomatlemo noe
arenltoe encaixantee. A intrusão de Cañada 2, que ouetenta unr
morrote de algumaÊ centenaa de metroe de diåmetro, é conetitufda
tr>or um "plug" de rocha elenitólde orlentada, que parece
apregentar-Be com uma pequena extenaão para SE. Colocado entre
Caflada I e 2, é encontrado um morrlnho nenor, o de Cañada 3,
euetentando um dlque de 3 m de largura, con¡ rocha traqultica
porflrlt lca .
Eetee "pluge" de rochae vulc6nlcae são encontradoe como
estruturae menores (atê 1O00 n de d1âr¡etro), em geraL Þouco
deetacadoe no relevo; eventue.Imente manífeetam-ee como
depreeeõee. Aparecer¡ por vezea concentrådog ern deternlnadae áreae
(por ex., na Coml>añla Potrero Ybaté ). Eetão constltufdoe ora por
rochee vulcånlcae félelcae, ora por rÕchaÊ vulcânlcae máflcae,
que eão deecrltaa por eeparado.
Oe "plugo" de rochae féleicaa nale l-mportantee eão oe do
Cerro Medlna e do Cerro Doña I-,111 . O do Cerrro Medlna , com
diåmetro de 900 n, noÊtra colae máxlmae de 25O m, degtacêndo-se
claramente no relevo- Aparenùa e,er lntruÉivo nog mantos
baõáItlcog e plrocláetlcoe do Pot¡er:o Ybaté. AB rochae
conetituinte6, que eã.o encontrådåB como matacõee, Eäo ern parte
I>orflrltlcåe (coü¡ fenocrletaie de anflbó11o verde eecuro e
algumae rlÞa8 de feldepato, que eBtão orlentadae) e veslcularee
(com preenchlmento por zeóIitae); eão algo orlentådag e de coree
Potogrtfið 8. Dique tlterado 3ub- Fotoqrafia 9. rafelina sicnito do
vãrticet de lanprófiro con feng cãrro Chobí, nostrrndo cncl.v?
crirtais de niea . cuJa Posição rubangulo3o de nclc-leueitt fo-
ap.recc mcrcada Pelo relcvo ne- nólito ('cocito'). I norta do
grtivo (parte central d¡ foto- eerro chobí.
Erafia). Localidade: Potrero Ng
rrn Ja-ty.
@
o)
87
c inzento6 .
A outra ocorrêncla, a do Cerro Dofla LfIi, é clararnente
lntruelva em eedimentos da Formaçåo San Mlguel. Aparece com algum
destaque na topografla, e Eeu dlåmetro é de cerca de 300 m. Ae
rochae conet,ltuinteo, encontradae como matacöee, eão orientadae e
de coree avermelhadae, aparentemente aflrlcae. InlclaImente, a
rocha deeta ocorrência fol deecrlta no relatórlo da Cuadrfcula 40
( 1966) como quartzo pórfiro.
ocorrênciae, as doe Cerroe Medlna e Doñe LlIl, eetão
Ambae
constltuldas por fonolltoe, aqul tentâtlvamente atribuldoe à
Formação Nenby, Þor coml¡aråcão com o fonoLlto do vlzlnho Cerro
Giménez (a W, na Folha Acahay), sue aÞreõenta idade K,/Ar de 66 Ma
(Velázquez, 1992; ver ftens 4.2.8 e 5.2.3).
Oe "pluge" de rochae uÂficas eã.o encontradoe prlncipalnente
na reglão da Conpañla Potrero Ybåté, onde ocorre uma dúzla de
pequenoÉ plugg allnhadoe, numa faixa de une 10 kn de comprlnento
por 4 km de lareura, de rumo eeral SE-l'lhl, dentro da qual t a¡nbéu¡
ee posiclonam a6 ocorrênclas de Tano 1 e Tano 2 e a do conduto
"Iamproltlco" Iú 1 (Fleura 3.5). Eetee "plugs" são intruglvoe nos
mantog baealtóldee de Potrero Ybaté.
Petrograflcamente , ee reconhecem várloe tllloB Iltológicoe
(Ieuclta "lemproftoe", "cocito6", "baealtoe" com leuclta), que
oão, na malorla doe caÊoe, macroecopicarnente eemelhantee àB
rochae basaltóldee encalxantee, e portanùo de dlffcll
reconhecLmento no cêmpÕ, enborê oB BeuB contornog aÞareçam com
maior detalhe err fotografiae aéreae. A nale importente deetae
ocorrênclae é a do "plua" Nande Yara Gracl-a (B6ez Preeeer., 1891),
encontrado como pequena depressão de 2OO ¡n de dIânet¡.o. São
8B
obgervadog, no local, blocoe de roehas vulcån1cae de con clnza
preta, com frequentee fenocrietale ( glomero-porflr 1t icoe ) de
Ieucita, mlsturadoe cor¡ bl,ocoe de rocha baealtóide encalxante.
Outra ocorrêncla é a do Flus Yby, elgo r¡alor que o
precedente, encontrado naie a S. A rocha deste ú]tlmo corPo é de
cor clnza preto com marcado agpecto lamproff ico (com
fenocristats eubcent imétr icoe de Þl-roxên1o preto, ollvlna
averrneLhada e mlcrocristaig de leuclta), tambén comumente
entremeadoe aoe blocoe de rocha baealtólde encàixante.
Intruelvos nas faciee do conduto "IanProltico" Dú 1, ocorrem
"pluge" de rochas baealtóldes con leuclta, de cor clnza, també¡n
com marcado aepecto porfir'ltlco (com fenocr:letale de plroxên1o
verde e ol,ivina lncofor). Eetee "Pluge" eão de reduzido dlânetro
(100-300 rn), e ficam localmente deetacados na topografla.
Errxame de dlquee Ybytymf. Este enxåne de dlquee (Bé'ez
Preseer, 1992) poseui uma extensão de 70 kn, com rumo N50'W, 17
km doe quale expostÕa na Serranla de Ybytyni, na Folha La
Co lmena .
Neeta folha predoml-nam dlquee de rochas né'f icaõ
( ]amprôflroe, cocltoa) e féleices ( t¡.aqul-fono l ltoe ) , moetrando
dietribulçåo zonada ( Iateral e longltudlnal).
Variedades de lampróflroe mlcáceoe (mlnetae) 8ão encontrådoË
mals comumente no6 flancoa da eerranla, encalxadae nag rochae
eedlmentaree male finae da For¡nação San MlgueI; lnexleten na
porção central do enxame. Oe "cocltoe", å lltologla nale comum
depols doe lampróflroe, eetão locallzadoe tåo eomente na área do
Cerro Chobl, por dentro do anel externo Þneviamente citado. Oe
89
cocltoB aão urultoa raroB fora deeta área.
Dlquee de traqultoe, de coree bege e cinza, ocuÞan tanto o
centro como a6 partee lateraie do enxame.
Todos os diquee posBuem eepeaBuraE eubnétricae a nétricae e
seguem o rumo reglonal N50ÕW, moefrando ao longo de eeu ¡>ercurÉo
ale¡-¡mae variaçöee em egpeaaura e freqrlência,
A cobertura do eolo e vegetaç&o torna dlffcll å.
ídentificação doe diquee no camÞo (veJa-Ee o exenplo noetrando na
Foto 9). Entretanto, o reconhecinento dae eetruturae llneares em
fotografiae aéreae e obeervaÇões em afloramentoa leoladoe mogtram
dlreções de lntrueão que varlam entre N30oW a N70êW, com valoree
predomlnantee em torno de N50oW, com dlepoelção Ëubvertlcal" ou
com mergulho aparente de 70 a 80o à W. A eua ebundânc ia e
notáveÌ, eetimando-Ee perto de 1OO dlquee por cada 1000 n de
rocha encalxante, em parte êpêrecem como dlguee múItl-plee (cono
diecutldo com Rock, 1991, com. pessoal) e eetäo eempre muito
próxlmoe unÉ doe outroB. Algune dlquee de mlnetaB al>arecem
deecontlnuoe, com eetruturas "en echelon".
São cltadoe a BeEulr dole exemploe caracterfeticoe de
intrueöes mrlltlplae. Na egtrada entre å cldåde de Caballer"o e a
Compañla de Chauria ocorre um dlque nétrlco de mlneta (pouco
porflrltlca), encalxada em ÉedimentoÊ da Formação San MlEuel-, que
moatrå. na parte central um dique de "coclto", de eepeeeura de
várloe decfmetroe, For Bua vez lnvadido por um dlque de nLneta
con megacrietaie multo elterado e de eepeaeura nétr.Icå. Um outro
exemplo ê encontrado no corte de eBtrada que une oB locale
Compañla Klr'lto e Irlerte, onde um dlque alter'ådo de nlnetå é
invadldo por urn eegundo dlque de mineta. Em todoe eates cË,6o8, oB
90
diquee poeterloree apreBentarn-Be con a meema dlreçåo doe
anterioree.
Com baetante rnenor freqilêncla ocorrem tanbém dlquee de
direçåo N-S, ou E-W ou nale rârênente oe de dlreção NE-SW. Oe
diques Nl{, predorrlnantea, cortam oe dl-queo N-S, com desLocemento
de algune metroe (por exemplo, a N do Cerro Chobl). Por outra
parte, 06 diquee E-W aparecem por veze5 com e6peaBuraB
elenlflcatlvae. Aesln, na parte merldlonal- da Serranla de Ybytyn¡l
é encontrado enxame de uma dúzia de dlquee de lampróflroe, com
eËpe€6ura6 de poueoe metroe a até 50¡n.
A S do Cerro Chobl, ocorre um dlque de "coclto" com Þrofueão
de enclavee arredondadoe a irregularee, centimétrlcoe a
declmétrlcoe, de rochae alcallnae vul-c6.nIcae e plutônlcae.
Depósltoe cláeticoe póe-megmatle,no meeozólco
Formando lonbadae caracter let lcae , de poucå elevaÇäo,
prlncipahnente concentradae nas cercanlaE da eecarpa da Falha de
Acahay, e em parte cobrlndo-a, eäo encontradoe depóeltoe fornadoe
por areiae groaaaa e eelxoe, doe male divereoe tamanhos,
conEtituldos predominantemente por rochêB do Grupo CaacuÞé, da
Formaçåo AIto Paraná e da Forlnação Sapueaf. Estee depóeltoe,
poeelvele correl,atos da Formação Patlño, apr.egente.m en seral
pouca coegã.o; algune poucoe arenltoe aparecem como rochae ü¡ale
coneo I ldadae .
A S da Cldade de La Colnena, fol obeervado um conJunto de
freturae de dlreção N 55-6OÕW, cortando arenltoe rLcoe em sefxoe-
Eeta felçåo Bugere uma ldade relètlvamente antlga ( Fré-Ter.c lár 1å )
para eetee depóeitoe, por moatrare¡n eetae fraturae de d1r.eção
91
påraIeIa à doe dlquee N!{. As BuaB caracterfstlcaB õugerem tratar'-
ae de depóeitoe de aluvl8o e colúvlo, depoeltadoe em área
negativa euJelta a råplda eubeldêncla por motivots de aJugte
e at rutura L
Um perfll foi levantado ao lonEo da trllha que parte
lmediatamente a S da Cidade de La Colnena, com rumo a Iocalldade
Potrero Afto. Em partee maie elevadèa, aLnda na preêença deetee
depóeitoe, obeerva-ee alta fr.eqtiêncla de eelxoe (2-locur)
quartzogos, dietribuidoa no 6010 à manelra de llnhae de eelxoe.
Algo para S deste ponto, são encontradoõ arenltoe conglonerdtlcoe
médloe a grogeÕõ de cor vernelha, cuJoe eel-xog (orå arredondadoe,
ora irregulares) eäo constltuldoe por rochae regionale (arenitoe
da Formação Cerro Jhú, diabáeloe alteradoe da Formaçõ.o AIto
Parená e rochae basaltóldee alcallnae altel:adae, entre outroe).
SuÞerpoetoe a e6te6 arenltoe, e em parte nog meemÕ nlvels
topográflcoe, ocor.rem arenltoa Iltlflcados grosgos e de corets
bege ocre e vermelha, com eelxos concentradoa en nlvele
cent lmétr lcoe .
A mal-or parte doo afloramentoe deeta formaçä.o, na Fo1ha La
Colmena, foram ldentificados em fotografiae aéreae.
As rochas deeta unldade, enbora ocultê6 em geral, Êre
destacam por mostrar nÕ campo linhae de seixoe, concentradae nae
lombadae como renaneecentee de eroeã.o; como ta1 podem eer
confundldos, localmente com oõ afloramentoe deecontlnuoe da
Formação Paraguarf, da qual Ee deetacam pela poelcEo e,
principalmente, a Iitoloeia conetituinte doe eeixoe. Eeta unldade
clåetlca, com cåracterfetlcae de depóeito de talude e ldade
varlâveI (poeelvelnnente Cretáceo Superlor ? a TerciárIo Hédto?),
92
e neete trabalho correlaclonado com ae rochae da Formação Patlflo,
com as quele ee correspondem pelae euae fel-çõeg (Iltolosla, etc.)
e eignlflcado geolóelco (ver Capftulo 5).
Depóeitoe Quaternárlos
Preenchendo ae partee balxae, encontradae prlnclpalmente em
parte doe Blocoe Val-e de Acahay e San Joeé, ocorrem deÞóeltoe
coluviaie e aluvionaig recenteÊ, constituldoe Þor materlale deede
flnoe ( 1inoe, eiltes, argilae brancae B ÕcreE, em parbe
pozolânlcaei Zarza, com. peeeoal , 1990) até grostsoa (Eelxo6
arredondadoe de tamanhos dlversos, matacões, ete., derlvadoe daa
formaçõee Freaente6 na reelã.o), que eão coletlvêmente denomlnadoe
de formaçõee do Quaternário.
CAP Í TT-]LO 4
FETR.OGR,,A'F-ÏA
Neete capltulo, eerão deecrltoe com maior detalhe ae várlae
rochae lgneae e eedlnìentaree ¡oencionada6 no capftulo anterlor.
As caracterletlcao definldae para aa rochae eedlnentaree eão
aquelas observâveie con â lupa blnocular e de campo. Por: eer o
eBcopo do preeente trabalho I>rlnclpêlmente o do levantamento
geológlco da Folha La CoImena, não eão apreeentadoÊ dadoe
referentes a dlstrlbuição B¡anulonétrlca deeeae rochae, ou ee
que eeriam obeerváveie em seçöee delgadae, que ainda requereriê.n
preparaçå.o por melo de técnlcae de lmpreÊnaçäo.
Un doe obJetlvos adicionais do trabalho aqui apreeenbado é
o de defLnir colocação e natureza dae rochae fgneae encontradae
na reglão. Para tal, foram colhldag, naa etepae de campo,
mostnuárlos oe nals completoõ poeslvele, totallzando perto de
200 amoetrae de não; 150 delae foram deecritae macroecoplcamente
e 120 definldae em função do eetudo de fâm1nae delgadae, com o
microecóI¡lo petrográflco. Embora nã.o Êe conte com dadoe qulmlcos
para e maloria deetae rochaa, parece de utilldade u¡na deflnlção
Inicial bågeada en dados petrogråflcoe, pat a o unlvereo
Iltolóelco tå.o particufar Inebalado na Folha La Colmena. Dados
quimicoe e leotóplcoe eobre váriae degtag rochae egtão
dieponlvele em VeLázquez ( 1S92), Conln-Chlaramont 1 et af .
(1990), Gomes eb aJ- (1989) e Bl,techene (1987).
A eeEulr, eão deecritae em eeqriêncla a.a rochae eedlments.rea
dae várlae unldadee nåpeådaa. Em eeFarado, contlnua-ee conì å.
94
deecrlção dae rochae fgneaa, lniciando-a com å doe granltoe e
rlóIitoe do Grupo Caapucú e doe vulcanltoe da FornaÇão ALto
Paraná e finallzando com aa referênciae eobre o va¡Iadleelmo
conJunto pertencente à Formaçäo Sapucaf.
A Iocallzação dae a.mo6traa deecrltae aÞarece indlcada nae
Flgurae 3-1 (rochae sedlmentaree) e 4.1 (rochae lsneag),
4.1. ROCTIAS SBDTI{ENTARES
São deBcrltå6 em torno de 80 amoetrae BedlmentåreB de
várlae formaçõee mapeadae. Oe critérloe de claeel-flcação
utillzadoe eã.o os cltados na literatura (veJa-Ee Sugulo, 1980,
para lnformaçõee).
4- 1- 1. Grupo Caacupé
São fornecldae deec¡icõee petrográflcae dae ¡ochae
pertencenteg ao grul>o citado, também deËcr'ltae, em parte, etn
EckeÌ (1959) e Harrlnston (1972) -
Formação ParaEuarl. O únlco afloramento obeervado com malor
detalhe (ver Figura 3.1) mostra conglomerados ollgonlctlcoe
rnaclçoe, de cor branca-bege, com åbundânc 1a de tse1xc,B (>4 mm) a
matacöe6, euetentadoe por una. abundante ¡natrlz de arel-a muito
groeea conglomerática (g¡ânuloe de 2 a 4 mm). Oe claetoe
maiores, Junto com oe clastoe da matrlz, eão cimentadoe ¡>or
material angllo60; são predomlnantemente de quartzo ou quartzo
de veioe. São portanto ortocongJ.omeredoe BuBtentadoB por arefa.
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Figura,4-1. Mapa de pontos e de localização de amostras
rochas ignea s, Folha La CoImenâ.
96
Formação Cerro Jhrl, É a unldade male eBÞeBBa e hetero8ênea do
GruÞo Caacupê. Predomlnan, entretanto, oe arenltoe, vanlando de
finoe a nulto flnos (-0,125 mm), até groeBoB a multo groaEoe
(O,5--2 mm), 06 últlmoe em parte cong Iomerát lcoe. Ae coreB,
também varl,adae, eão ern geral em tone de amereloe, nå.rrona a
bege, eebranquiçadoe a ve¡melhoe. As eetruturae eto comumente
mac lçae, l>or vezea eetratlflcadae.
Mlneraloglcamente , predomina o quartzo, deede bem
arredondado a anguloeo. O feldepato e oB oPåcog encontram-ee em
proporçõee menoreer ar,enåa em aLEumås anoetrae ("5t6), o prlmelro
Bempre alterado. São arenltoe em geral frlé,vele; o cimento,
pouco abundante, é ferruginoeo -
Eetee arenltoo maduroe eão claeelflcadoe como quartzo
arenitos a arenltoe com quartzo, em algune caeoe varlando para
quartzo arenitoe com fe ldeÞato -
Formação lobetl. Predomlnem neeta unldade arenltog
friâveie, petrograflcanente male homogêneoe que oe da formação
anterlor, maclçoe a, male raramente, finamente est¡atlflcadoe,
formados predominantemente por claetos de fração areia mela (em
torno de 1,0 ¡nm); arenitoe diferentes, male gro6aoE ou maie
flnos, aparecem em quantidades eubordinadee. Ae corea eão
esbranquiçadae, con tone amareladoe a bege.
Oe claetoe eã.o quase excluelvamente de quartzo, lncolor a
e6branqulçâdo, predomlnantemente anguloeoe a levemente
arredondados (felção que oE dlfet'encla notavelmente doe claetoe
da Fornação Cerno Jhrl). Os opacoe, pouco frequentee (< 1:{), eão
observadoe em a1E¡¡mae amoebrae. O ci¡nento, eempre eÊ,cac Elo ou até
augente, é de hldróxldo de ferro-
9?
Trata-Be de quartzo arenltoe mlneralog lcamente maturog,
4-1-2- Formação San Mleuel
A variada lltologla encontrada nae Unidadeg InferlÕr, Médla
e SuperÍor desta Formaç8o eão deecrltaa a eegulr,
Oe afloramentoe, lnfellznente etscatssoo e de qualldade
pobre, não permltem maloreõ requintes na obeervação de camÞo e
lmpedem uma coleta slstemé.tlca de todoe oB tlpoa; referênclae a
eua abundåncla e claeeiflcação devem portanto eer conglderadaa
tentat lvae .
Unldade InferLor (Ul). Säo encontradoe egtnatoa de
e Épe 66ureÉ dec lmét r ic ae a métrics.B, c onet 1tu f dae
predomlnantementepor rochas finae pelltlcaa e arenfticåg.
.
As rochas pelltlcae, friávele, eão en parte lutltoe
(pelttoe), de coree avermelhadag eÉtcuraa a clarae. Lamltos, eûr
geral com lamlnaçã.o, eão obeervadoe em menor quantldåde, com
matrlz predomlnante arglllca, noetra,ndo alnda "clay galIe" e
fraçðee cláõt1cag male groeeas (c1âstoe de arela flna a médla,
até 0,5 mm, mais ra¡amente algune de 1 mnt). Säo reconhecldoB
argllo-mLnerale não determinadoe, quartzo e n1cêg.
Os estratoe de arenltoe, com egtratlficação male groeeeJ-ra,
eetão male compectadoe, moBtrando por vezea marcaE de ondulacõee
e olnale de bloturbação (com tuboe vertlcale). AÉ cores Ëäo ora
elarae (cinza eeverdeado, bege) o¡a maie eecurae (várLoe tone de
avermelhado). Os claetoe donrlnantee Bão de arela nulto flna
(<O,1 nrn ) a nédIå (< 0,5 m¡n); raramenbe, aparecem claetoe de
anela groeea (en torno de l ruo). Mleturadag, åparecem fracõee de
98
ailte e argila, em proÞorçõeg por veøea signlficåtlvag. A
clmentaçåo é por argllo-mlnerale e óxidoe de ferro, em Þarte
tambên For elllca; male raramente, encontrè.-Ee alEum clmento
earbonátlco. Oe mlnerale reconhecldoe eão quartzo (deede
anguloeo a arredondado), predornlnante Junto com mlcee (brancae a
lncoloree), feldepato alterado e argl lo-mfneral e '
Variaçõee de iurportåncla focal, deeviando-ee deete padråo,
eã.o obeervadoe em aleune locaie. Na localldade conheclda como
Cabacuá (SE da cldade de Ybytlnl) ocorrem estratos de arenitoe
flnoe, avermelhados (cor tlJoIo), compactadoe Por abundante
cimento carbonÁtlco, l-ntereetrat iflcadoe con lutitoe frláveIe
avermelhados. Na localldade de San MlgueI, poucoa quiJ-ômetrnoe
mals a W, observam-ee em nl-vels eetratigráflcoe equivalentee
arenitos flnoe e elltltoe compactoe de cor bege a marrom,
clmentados por efIlca e algo de carbonato; neateg eetratoa
ocorrem lentes de aepecto convoluto.
Os arenitoe I>redominantee sã.o claeelficadoa co¡no erenitoe
mlneraloglca¡nente imaturoe quartzoeoe a arcosianoe,
predonlnð.ntenente de granulaçäo rnulto flna a média.
Unldade Médta (UZ). Melhor reconheclda nots nfvelB
eetratlgráflcoe médioa, eeta unldade eetá compoeta
prlncipalmente por arenltoe heterogêneoe, e de granulação médIå
(em torno de O,5 mm) ê grossa (en torno de 1-1,5 run), de
tonalldadee elarae (eebranqulçadae a bege) a vlv€.s
( avermelhadas, em tone de vlnho, róeeo, etc). Ae rochae eão
equlgranulareg e Inequlgranularea, aparecendo entã.o com matrlz
de arela maie flna, e bagtante comPactadae Por lnfluèncIa do
cl-mento arglloeo e ferruginoeo. Oe eetratoe eão de aapecto
99
måcl-ço; eatratiflcaçãoflna é pouco comu¡n, Compoe Ic lona Imente ,
êparecem grãoe de quartzo (Por vezee, o mlneral Þredonlnante,
arredondado a eubanEuloeo ) , feldepato ( freeco ou alterado ) ,
mlcae brancae a Incoloree e arg I lo-minerale, Por vezee em
abundå¡c la.
Trata-ee, portanto, de arenitoe feldepátIcoe compoelclonal
e texturalmente lmaturoe,
Unidade Superlor (U3). Predomlnam na unidade ae rochae de
gnanulação groaBa, com eetruturð.6 maclçae e pouco compactadae.
Säo encontrados arenltoe groeeos a multo groeeoa,
congl-omeråt lcoe pela partlclpaÇão de freqilentes grânulos e
eeixoe de vårloe millmetrog, que Ee alternam com conglomeradoe
pollmlctlcoe, moetrando predo¡nlnåncIa de eeixoe (4-4O mm) em
matriz de conglomerado f l-no (g¡ânuloe de 2-4 mnû ) e de arenlto
groggo (> 1 rur). O clmento doe arenitoe e conglo¡neradoe ê
ferruglnoeo e de argiÌo-minerale.
Os eelxos encontradoe eão de quartzo de velo, de rochae
metamó¡flcae xietoeae e fgneae alteradae e de rochae
eedlmentares (arenltoe elllciflcados de coreB eebranqulçadae,
amareladae a ocree e avermelhadas), al ongado e-e l lpeo idals ,
tablóldes, arredondadoe. Em alcune nfvele, ê.parecem oe eeixoe de
quartzo como conetitulntea rl¡rlcoe ou francamente predonlnantee.
No areabouço de todae eetae rochae, rudáceae Õu peamltIcaB,
predomlna Eempre o quartzo arredondado a eubanguloeo,
aconpanhado Þor feldepato alterado e nicas.
Ae rochae eã,o claeeiflcadae, portanto, cono arenltos
conglomeráticoe e conglomerados quartzoeoe, com feLdepato.
100
4.2. ROCHAS ÍGNE,AS
Ae deecrlçõee geológlcae gerals, reunldae no Capftulo 3,
l-nformam eobre aE caracterletlcae geológ1cae dae rochae fgneae
preeentee na Folha La Colmena, com alguma indlcação eobre Bua
nomenc latura.
Neete capltulo, eão diecutldae com nale detalhe
petrografia, mlneralogla e textura destae rochas.
Dae rochas lgneae coletadae (perto de 200 amoetrae,
localização na Figura 4.1), aproxl-madamente 150 foram deeerltae
macrogcopicamente. Cento e vinte delas foram laminadas e
utlllzadas para deflnlçöee male pormenorlzadae.
As modas foram deflnldae por melo de eontador de pontoe, €rr
rochas que moetravam granulaçã,o e tamanho euflclente para
þ reconhecimento de ml-neraie ao mlcroscóplo. Oe resultados eã.o
't- apresentados em vâriae Tabelas (Tabela 4.1 a 4.7) e lancadoe em
dlagramas modaie (Figuras 4.2 a 4.8) -
Foram adotadae para efelto de clasefflcaÇão å,6
reeomendaçõee contidae na Ilteratura, em parte Já cltadas no
item 1.5 eobre Metodologia.
Muitas deetae rochas requerem culdadoe eepeclale para Bua
claeslflcação, eeJa por eetarem lneerldae no contexto de uma
petrogêneee hoJe conelderada multo egpecfflca (por €x., aB
rochas potá.eelcae, ultrapotáeel-cae e perpotáselcae), BeJa porque
a granulação, multo flna, lmpede precleõee maloree ao
mlcroscóplo. Não eerla poeefvel omltlr, êm todoe eetee cê.BoB, o
quimlemo como euporte fundanental ou, pelo menoa, como
101
lnformação ådlclonåI Þara deflnicão doe nomee de rochea.
A claeelficaçto aqul aÏrreeentada, meamo eem contat com o
aval de Informaçõee qufmlcae generallzadae, utlllza å
mineralogla e texturâ para aproxinaçöee.
Em seqüência, eão deecrltoÊ oË Êeguintee grupoe de rochae
da Folha de La Colnena:
- Rochae granitóldes e rloIltóldee do Grupo Caapucú;
- Dlabáeloe da Formaçäo AIto Paraná;
- Rochas vulcânlcas e de dlque de alcalinae do Potrero
Ybaté, com a6 rochae pirocláeticae aeeocladae;
- Rochae potâeolcae de eupoeta aflnldede IamÞroltica e ao
piroclâetlcas aeeocladae ;
- Leucita nelafonolitoË com olivina (poeeivele "cocltoe");
- Lempr6flroe;
- Traqultoe e f onoll-toe;
- Rochae slenitóldee e nonzonltóIdee, encontradae cono
"pluge" e corpog menoreg -
Agrupar êa rochas fgneae deeta FoLha por aflnidadee
petrográ.f lcae não reeulta fáclI, pon mogtrarem multåB dae
ocomêncl-ae uma petrografia elngular, freqilentenente não
repetlda em ocorrênciae vlzlnhae; muitee vezee eerá neceseárlo,
entåo, deecrever cada uma deetee caaoe por Beparådo.
4-2-L- Grul¡o Caapuc{r
Dole tlpoe dlferentee de rochas foram neconhecldoe neBte
Grupo, oE rloIltóIdee e oa granltóidee, eetee riltinoe
coneideradoe l-ntrusl-voe noe prllr¡elroe (ver CapltuIo 3).
ro2
Riolltóldee. São rochae porflrftlcae maclcae, de coreB
cinza róeea a avermelhada e alta proporçõ,o de fenocrlatale
( >50% em alEumae amoetrae) contldoe en matrlz multo flna
afanftlca. Como fenocrletale, obeerva-ee que.rtzo, âr¡bos oE
feldspatoe, biotita e,,/ou anflbóIio verde eacuro.
En låmlna, oB fenocrletalÊ de plaglocláeio
( eurpreendentemente cåIclcoe, An4O), aÞarecem como rlpae, em
parte zonados e com geminação polleelntética, apenaÉ levemente
deformadoe. Os de feldepato alcallno, al€o alteradoe, eåo em
algune caao6 raramente Þertltlcoe. Anboe feldepatoe e,på.recem por
vezeÊ con bordae granoflrlcae. Oe crlataie de quartzo Bão
amedondados, em parte com engolfamentoe. Oe pouco frequentee
fenocrletais de anflbólIo (hornblenda, com plecrolemo de anarelo
eeverdeado a verde anarronzado ) mostra bordae e fraturas
cloritizadae; oB de biotlta, ent¡etanto, aparecem maiormente
como peeudomorfoe, convertldog em cl-orita, allenita e oI>acos.
"Ilr¡enlta" aparece como crletale opacoe alonEados. A natriz é
granular flna, com ots gräoe moetrando contornÕs pollgonalE,
eugerindo a1g¡rm reequlllbrlo netênótflco; é conetltufde por
quartzo, amboe os fel-dspatos, anfibóIlo, apatlta e allanita.
Eetas rochas eã.o rIóIltoe e.J. (Tabela 4.1-, Fleura 4.2,
Fotomlcrografia 1).
Granl,tóldee. São r.ochae de coreB róseaa , ern I]arte com
manchae brancae, de granulação fina a nédla ("1 rün ) a, em alguns
caaoa, grosea. Os mlneraie reconheclvele eão amboe oe feldepatoe
e quartzo; em algumae amoetrao, eetão acompe.nhadoe de blotlta.
Ao microecópIo, apreÊentam texturå alotrlomorfa
l-nequlgranular. Oe crietaie de feldepeto alcalino (microcllnlo),
TABELA 4_1
Dados modais de ¡i011tóides, g¡ânitóides e diabåsios
Riol i to Rloilto Cranlto cranrLo Cranito Diabâsio Diabásio ,Diabásio"
N! 02 03 01 04 06 1010 1031 1040
Local , Coad. Cord. Cord. Cord. Cord. Chauria Ob1 P.Âlto
Oliv. 1,6 7,4
cpx 33,7 39 ,7 22,6
Plag. 6,2 12,0 9,5 4,7 9,O 47,9 45,2
FA 19,4 !7,O 51,6 58,O 53,O tr tr tr
Qzo L4,6 14,6 34,3 37,3 35,O tr tr tr
Blot 2,6* 3, o tr 2,6 ta
Anf. 2,2
opacos O,2 1,O O,4 9,4 3,5 10, 6
Vidro ,4
? 10, 2 27 ,9
Acess. 0,6 tr ta ta tr
1Á 42,4 57,6 46,4 53,6 1OO 1OO 1O0 1O0 1OO 100
+ Blotlta e ânflbó]fo. Parâ localfzação clas amost¡as ver Flgure 4-1 .
Abreviações: Acess,: acessórlos; Anf.: anflból to; B1ot.: blotltai Cpx: cllnoplroxênio; FÁ : feldspato
alcallno/potássico; 011v.: olivlna; Plag.: plagioctåsiò; ezo: quartzo; tr.: trâços.
FC: fenocrlstals; M: matrl z.
Localidades. Cord.: Serranie cie Cordijlerlta; Obi: Cerro Obi; p. Alto: potrero Alto.
o
GJ
FA
Fiqurâ 4-2. Modas de riotitóid€s e granjtóides do Grupo Caapucú e de diðbásios
da [ormêção Àtto pôrèná. crðniróides: triángu].os cheios; diê6a-
sios: X; proporções de fenocristðis, em riotitóides: triángulos
vazios. Triángulo modal e (quèrtzo)-['A (fetdspðto êtcè]ino)-p
(plagioclásio). No triángu1o e-pt-g (óâficos) é represenrêdô a guan
tidade totêl de minerâis máficos encontrêdô nð rochô.
105
freqllentemente alteradoe (en caolln, etc. ) , moetran pe¡titae
anaebomoeadag ou entrelaçadae (do tlpo "bralded" ). Oa crltstale
de plaglocláelo (por volta de An32), male freecoe, eão em parte
zonadoe. Oe grãoe de quartzo eão lnteretlclale e eetão
lntercreecldos com feldepato, formando granófIro; algune delee
tem tamanhoe maiores. Como aceeeórloe eão obeervadoo cristaie
de biotlta nârrom, opacos lrregularee a retangulares alongadoe
( "iImenlta" ), apatita, allanita (eecundárla e,/o\ prlmárla) e
esfeno ( Foto¡nicrografla 2).
Oo dadoe nodale para eËta6 rochae (Tabela 4,1) aparecen
Iançadoe ne Flgura 4-2, onde ocupa!û o campo doe elenogr6.nl-toE e
doe alcaI l- fe ldepatc, granltoe.
4-2.2- Formacão Alto Pa¡aná
Estao rochae aparecem na au6. maiorla formendo parte do
eruçame de dlquee Potrero (Báez Preeeer, 19SZ), mae também como
algumae ocorrênciae leoladae (por ex. no Cerro Obf, ver Anexo
A).
A obeervaçäo macroecóplca dlferencia duae varledadee. A
prlmelra é a doe dlabáeloe preto8, que eäo rochae eecuraÉ, de
granulaçã.o ¡nédla a groees. ( Z-5 tfft ) , formadoe por ct'lgtåle prÌetoe
de plroxênlo e rlpae eebranqulçadae de pÌaelocIáeIo. A Begunda é
a doe dlabáeloe clnzae a clnzae claroe, de granulaqão flna e
médla (em torno de 1 mm), com plroxênlo e plaglocláslo lneerldoe
em matrlz fina.
Ao mlcroeeóplo (Fotomlcrografla 3), o prlmelro grupo moetra
texturå eubofltica, com auglta róeea (e ealmão ) e algune grãoe
Fotomicrografla 1. RtoIitótde ( Grupo Caapucúr). Fenocrietais de
plagiocfáeIo (P), feldepato a1eallno (F ), quartzo (O) e
anfibóllo (a), contldoE en matriz maie flna. AmoBtra CO3.
Nicoles cruzados (N X). Dinensão horlzontal é 5,5, nm.
FotonJ-crograf ia 2. Granitóide (Grupo Caapucú). Crfstale de
blotita (BI) marrom hlpldlomónflca, que eetá aconpanhada de
crietale de quartzo ( lncolor), feldepato alcallno (F) alterado e
plaglocláeio zonâdo e freeco (aeeinalado pelae eetae). Crietaie
menoreg de opacoa Be agrupeln Junto a (Bl) (canto lnferior
eequerdo). Amoetra COl . Nlcolee paraleloe (N //). Din¡eneäo
horizontal- 5,5 run.
Fotomlcro8rafla 3. Textura eubofftlca no diabáeIo da Formação
Afto Peraná. Rlpae de plaÊiocláBlo, plroxênlo e o¡>acos
el-otrlomorfoo, com um crietal de ollvina (0f) eerpentinlzãda.
Amoetra C1030. N //, Dlmenaåo honlzontal 5,5 nm.
106
!rt:jïffi
107
de plgeonita, acompanhadoe de plagloclåeIo (4n50-65). Ollvlna
aparece como pequeno6 crletale eubidiomórflcos convertidoe em
eerpent lna .
Minerals opacos aparecem como grãoe lrregularee.
I nteret ic ialmente , B.parecem inte¡cre ec Imentoe de feldepato
alcalino e quË.rtzo. Apatlta encontra-se como agulhag; a blotlta,
multo aceesoriamente, ocorre co¡no Lâmlnae "enroLadae".
Oe dadoe modaie (Tebela 4-1, FlEura 4.2) e a.B
caracterfBtlcae doe mlnerale Bugere que õe trata de toleftoe s.a.
ou de toleftoe andeeftlcoe.
Oe dlabåeioe clnzae, a.o microecóplo, poaauem textura
eubofltica a hialofftlcê e eÊtäo formadoe por crletale de auglta
( mal-e raramente de pigeonita ) , con corea en torle de verde a
ealmåo, e de plaglocláelo cáIcico (?), em par.te alteredoe. Vldro
aLterado e dev ltr 1f icado ocorre lnteret 1c 1a Imente .
Aceeeorlamente, eão obgervadog crietêlg opåcoc ( "1lnenlta" ) e
apat J-ta .
Eetae rochae, por po66ulr vl-dro e ter o plaglocláBlo e.lgo
alterado, não foram claeeiflcadê,s, rnåB êão certar¡ente "baealtoe"
toleltlcoe, como oE anterlores, algo mal-e dlferencladoe.
4-2-3- Rochaa baealtóldee alcall-nae do Potre¡ro Ybaté
topografla pouco acentuêda várioe
Acumulam-ee neete carnpo de
tlpoe de rochêB vulcânlcae e lntruËlvag com ptroclaetoe
aeeocLadoe. São Ìavae "baeáItlcae", rochae de dlque e condutoe
plrocláetlcoe, todoe caracte¡:lzadoe pelo qulnlõrno l)otáeelco (em
parte, com aflnldade lanproftlca ) .
108
l,avae "baeáltlcas" con leuclta. São encontradoe ms,ntoe
(derrames) de ]avaa de aspecto baeáLti.co, em ps.rte aflrlcae, que
moetram em algunø caeoe fenocrletais de plroxènlo (mlIimétricoe
a centlmétricoe), acompanhadoe de ollvInê de cor caramelo e
leucita eebranqulçada, colocadoe em matrls flna. Em algune
blocos, eã.o encontredoe também Iavag con veÊfculaa prneenchldae
com zeôlltas e carbonato,
Ao microscópio ( Fotomicrografiae 4, 5, e 6), eetae rochae
eão de textura porflrftlca eerlada, localmente glilne¡uIo-
porflrltlca. Os fenoerlstale eão de auglta dlopefdlca (cr.leta1e
prlemåt1coe correnternente zonados), ollvlna (crletals 1d1omo¡foe
a alotriomorfoÉ, em parte xenocrietals, ora freecos com bordas e
fraturae convertldae en iddlngeita e serpentina, ora totalmente
alterados em serpentina e opacoË, de composição magneeIB.ne.,
Fo-90-80) , opacos ( ldionorfoe, geminados a irregularee) ,
"Ieucita" (como criõtals agregadoõ com textura de "frog apavrrr",
tolal ou parclalmente aÌteradoe em analcima e argi lo-urlneraie ,
reconhecendo-ee crietals com fina geminação polteelntética).
Mais raramente, oco¡rem fenocrlstaie de plagioclåeto cáIclco,
comumente agrupedos. A matriz ê Inter'gl.anular, em parte
hlelofltlca, muito fina a fina, compoÊtå por cllnoplroxenio,
feldepalo alcallno e plaglocláe1o cálcico (4n65-42), opacoe
( "magnetita" ), "Ieucita" e vidro alterado; aceeeorlamente,
obeerva-se biotita, apatita, carbonato (eecundário ?) e,
rê.ramente, anfibóIlo alcallno e nefelina.
Dadoe modals (Tabela 4.2) foram obtidog parå ê.e¡ proporçöee
relatlvas de várloe minerals fenocrletalinoe e, em algune cêaoa,
Þara a rocha total. A eecasea quant ldade de ollvlna caracterlza
Fotomicrografia 4. Baealtóide do Potrero ybaté ( tetri-fonol lto ) .
Fenocriebal de piroxên1o, com incLueõee parcl-almente alteradae
de olivlna (01), en matrlz com feldepatoe, plroxênio e opacoe,
Amoetra CL454. N ,//- Dimeneão horlzontal 5,5 nr¡.
Fotomicrografia 5. Baealtótde do Potrero Ybaté. Enclave
(cognato?) ul-tramáf lco, com piroxênlo e olivina (O1), cour outroa
fenocristale, em matrlz formada por plroxênio, oÞacoEr e
feldopatoe. Amoetra C1450. N //- DLmensão horlzont,åL 1,4 trlür.
6. Textura l-ocalmente orlentade em baealtóide do
Fotom3-crografla
Potrero Ybaté. Gl-onéruloe de piroxênlo (pi) e oÞacog, en matr,iz
com pi¡roxênio, opacoÉ e feldepatoe. A¡noetra CI4ZO. Dlmeneão
horlzontal- 5,5 nm.
110
estats rochãa, Benau latu, como "ba6altoe" aIcaIInoe tetrltlcoe
que ee localizam male no campo doe tefr l-fono I ltoe; o alto teor
de potáeelo permlte também conglderá-Ioa como lntegranteB då
eérle dae traquibaealtoe (cf. Wllklneon, 1974).
Dl-quee de "basaltóidea" com leuclta. Eetee dlquee, contendo
rochas porflrlcae elmllaree àa aclna cltadae, cortam tanto os
"baealtoe" alcall-noe como oa condutos plroclé.et1coa e åe rochae
eedimentares.
Petrograf lcamente , a¡>reEentam-ee eetae rocha6 com a meBma
mineralogla da6 lavae "baoåIticae" com leuclta. São comune oe
fenocrl-etale de augita dlopeidlca, olivlna, opaco8 e leuclta, e
rarog 06 de plagiocláelo cáIclco, contldoa em matriz flna
compoeta por cllnoplroxênio, opacog, plaelocláeIo, feldopato
alcalIno, leuclta e vldro alterado; como aceseór1oe eparecem
blotita (em algune multo abundante ) e apatita.
Dados modafE totala e parciale de algumae amoetras estå.o
regletrados na Tabela 4.2. Em dlagramae modaie (Fleura 4.3),
aI>arecem ae rochae no6 campos doe tefrl-fonolitoe e trêquitos
corn feldsrntóldee, apreeentando aflnidadea com 06
traqulbaealtoe.
Rochae píroclåetlcas aeeocladae. Eetêe rochae ocorrem como
exteneoË nantoa claramente reconhecidos na vizlnhança do córrego
Caaffabé. Eetão alteradae, mostrando caracter lBt 1cåmente col'ea
arroxeadae a vermelhae vlnho eecuro-
Predominam oe depóeltos male groaaeiroa, com claetoB que
var.iam do tamanho clnza ao de lapl-lIi, Iocalmente atingindo
tamanhoe de blocoe, de lava veelcular, São angulosoe a
lrregularee; pieolltoe eão encontradoe cono cIaetoe nenol'eB. A
TABELÀ 4-2
Dado6 ba!¡¡tótdôt e¡csllnor do PoÈr.ro
rodlls dG Ybeté
1411 t4t2 l{13 7414 1415 l¿æ 1¿22
FC ¡{ FC írcüFCüFclil FC ¡t Ff, tf FC t{
Otfv 1O,5 lO'8 77,7 4,7 10,O 0,4 1.2 t.4
ør 16,6 25'7 15,O 22,9 r8 11 6,9 21,5 7,3 lg,4 le.3
Blot
Fôtdeã ð.3 7,3 lo,2b rr ld.?b
FÂ 25,O 12.8
PleS 6,2 t 9.1
Þæ 1,O 8,8 3,1 lÁ. -.
Vldrþ tî :r
* 60.8 39.2 36.5 6:1,5 32,7 67,3 35,1 64,9 2A,r 77.9 8,3 91,7 ll,6 88'4 r9'A Ú.¿
üf 3a.6 53,O
tC: f.riærtstats; ¡{: íE|t¡12; e: æ!.âIíÉïte "leucltarr; b: lrìclulr¡do vldro e/cu a.l teraçã; c: dlqls (43 (þñãIs rEcllslt så ¡.præ¡r-s-
t¡ls). Todâs es ãrþstras são do Protêrþ ltató. üf: rá.flcos
taa¡á locâl tzqão ctås ver Flgu.rã rÞ1.
'lþstr€s,
1-2. Contlnueção
''rEEf.A
1124 1425c 1426c M?7 1431 1433 ! 43¿
FC l.{ FC r,l FC FCll FC I'r rc ¡l FC tttct
Oltv 9,5 7,1 L,4 o,7 7,4 3,5 0,6 4,9 0,5 1,6 1 ,9 3,8
AÉ 1O,9 8,4 3,O 18,O æ,2 19,3 24,4 4,4 æ,2 21,A 9,4 8,9 6-5 r3.8
Blot tr 7,O 3,4 2,3 I,1
Fol(þe 6,6 9,5- 6,9 10,6 8,¿ 11,1 1.9 t9.5b
FÁ 31,7 4,2 2O,O 72,O ¡9,5 Ì7,2
Pl.B r5,8 3,5 5,9 10,3 4,2 a,2 ¡,3 Il,9
Sæ 3,1 4,9 3,0 o,5 4,O 7,4 9,5 1,3 9,6 5,5 2,9 t.6 I t.9
Vfd¡o tr tr 18,6
I 23,5 76,5 10,9 89,1 æ,9 69,1 34,4 65,6 22,t 71,9 44,7 55,3 17,7 82,3 11,9 88.1
rr ¡€,9 32'9 62,4 4,5 52.4 Ít.5
P
ÎÂBEL 4-2. Contlnuåçeo
L437 1439 14æ 1451 L452 1453 1454 1455
FC l.f FC È't FC I'f FCüFCllFCll FCüFCH
01fv 4,7 O,9 1,8 3,3 1,0 3,2 9,9 6,2 8.O
F 9,6 22,3 11,2 6,4 21,1 15,9 7O,2 æ,9 r5,5 20,2 æ,8
Blot 1.O
Folæa 13,7 3,O 5,6 O,5 L7,O 24,6 6,1 1.O
FA 39,2 2A,2 .7
PlaS 7,7 I,O
eæ 3,6 4,2 3,4 11,5 ¡,1
Yldro tr tr
o,8
I 26,9 73,1 æ,o 70,0 11,6 88,4 19,2 8O.8 37,4 62,6 &,2 S9,A 25,4 74.6 n.A 62,2
llf 44,5 46,3 56,9
ÎÂBELA,l-2. Contlnuação
7457 12t36
5C Ìt FC I!
oliv 6,3 5,5
cpx 35,3 19,4
Blot
Pl eA
opac 1,7
í .14,7 55,3 26,6 ?3,4
Hf
F
N
Figurð 4-3. Modas de bðsêttóides aIcêtinos do potrero ybâté. Triángulos FÀ,
Pl-F (fetdspàtóide), FÀ,F-M e Ot ( o I i v i n ã ) - C px + B i (clinopiroxênio
- +biotitô)-Op (opâcos). M é ô quêntidade totèl de minerais máficos.
Ver também Lcgcndð da Figurè 4-2.
M 50 F CPx+Bi
Cpx+Bi 50
Figurô 4-4. l4odè de rochas de èfinidède lômproíticè e de leucitð melèfonótitos.
Àfinidêde i.ðmproítica: triángutos cheios; melôfonolitos: !rián9ì.rIos
vèzios. Ver t.¿nbém tegendas das fiquras 4-2 e 4-3.
114
proporcto da matr.lz de clnza é varláve1, por vezes predonlns,nte.
Eetae rochae aão "tefra" de laptllt aparecendo como camadae de
eBtråtlficaçg.o EroBselrå (Fleher & Schminke, 1S84; UIbr1ch,
1986 ) .
partlcular noe fragmentoe de rocha (C. 1411
Noe cLastoe, em
a 1415 ) reconhecem-ee piroxênlo, oIl-vl-na, opacos e Leuclta,
colocadoe e¡n matrlz ¡nuito flna lntergranular con cllnoplroxênio,
feldapato alcalino, plaglocláelo, Ieuclta, com alguma apatlta e
blotita- Eetee fragmentoe eão, portanto, lnte lra.nente Êeme lh€.ntee
aoe "baealtoe" alcalinos previarnente deecrltoc, aoel quale egtã.o
aesoe iedos .
4.2-4- Rochae potáeeicae de aflnldade laqI¡rof tl-ca
Estae rochae eão encontradae for¡nando "pluge" e condutoe
pirocláetlcoe. Um prlmelra divleão dlferencla 2 tlpoe, ês tochas
portadorae de leucita, e ats que apresentårl olivlna, o prLmeiro
encontrado em "¡>luge" e o eegundo como condutoe pirocÌáeticos e
al-gun6 dlquee.
O "plue" lfande Yara GracLa. Com une 200 n de dlâmetro, é
conatlbufdo por rochae de cor clnza eÊcura, com abundanteB
crietaie e gloméruloe de leuclta (> 1 nm), eebranqulçadoe a
eeverdeados, acompanhadoe de fenocrlstaie menorea de plroxênio e
oLlvina, Junbo com pequenôs a¡nfgdalae de zeoIlta.
Ao mlcroecópio ( Fotomlcro8raflaa 7, B e 9), oe fenocrlstale
de leuclta moetram centroe lncoloree com flna geminagäo
pol,lselntét lca, que fornam crietaie agregadoe ("frog spawn"),
englobando crl6talB de diopefdlo prlrpura (Þrlenátlco a
115
eaquelétlco, zonådo com o centro lncolor e bordas Fúrpura
marcado a rótseo, com plecrolamo Y = pìlrpura e,/ou róaeo forte a Z
= róaeo amarronzado), dlopeldlo ( incolor a verde fraco, zonådo),
ollvlna (crletale eerÞent inizadoe ) , opacoe prlsmåtleoe a
aricularee com bordae de cor vermelho amarronzado (prlderita ?)
e prlsmae de apatita, Outroe fenocrletaie sg.o de ollvlna
(alterada em serpentina), opacos (ldlomorfos ê lrregularea), e
mais raramente diopeldlo (prlenae algo zonadoe).
A matrlz fina é intergranular (com marcado ldlomorflemo doe
cristais) a hlalofltlca, compoata por dlopeldlo, oÞacoõ cúblcoe
e outroe não identiflcadoe, eanldlna, vldro alterado
lntersticlal e alEr.rna Ieuelta. Ace66orlamente, 6e reconhecen
flogopita, apatita e dlopefdio púrpura-róeeo (alEune criBtaia
com borda de egirlna ?).
Dados modais eäo encontradoe na Tabela 4.3. No dlagrâme
modaf, aparece no campo doe l-euclta fonolitog (Figura 4.4).
Ae recomendaçðeg eobre a claeslficacã.o dae rochas
potá.eelcae e em particufar doe lamproltoe (Scott-Smlth &
Skinner, 1984a; 1984b; Jacquee et a1., 1984; Mitche11, 1985,
1989; Mitchell & Bergman, 1991) varia¡n de autor pare, e.utor, em
parte porque a.a rochae säo lnco¡nune, e também Þorque cada
provlncla de rochae potáeelcae e lamproltlcae aÞreeenta
part icularidades mineralógIcae que näo se reÞetern em outrae
provlnclao. Sugere-ee então como base pâra å cIåEBiflcacão a
abundânc ia modaf doe minerale (ver diecueeão em Mltchell e
BerEman, 1991). A rocha deecrita, deeta forna, moetra uma
mlneralogla pareclda a um Ieuc lta-dlope ldlo-eanfdlna-o I lv Ina
"Iamproito" ("cedricito", ver ba¡nbém Baéz Preeeer, 1991, 1992).
Fotomlcro8rafia 7. Plroxênloe em glomér.u1og de fenocrletaie de
J.eucita, em rocha de afinidade lamproftlca. Piroxênlo róeeo-
amarronzado zonado Junto corn opåcog prlemát1coe e aclculeree
(rutllo?, prlderlta?) (ver eeta). Amoetra C30O, "plus" Nande
Yare Gracia. N //. Dimeneão horizontal 1,4 mm.
FotÕmlcrografla 8. Detalhe de piroxênio, meEma anostre da foto
anterion. Plroxênlo de cor t:óaea narcada, com borda verde
lnteneo (eglrlna?) numa extrenidade (ver eeta), à qual ee
adiciona lamela de biot lta-flogoplta (?)- Dlmeneão horlzontal
O,7 ¡nm.
Fotomlcrografla 9. Opacoe e textura de arrefeclmento, meama
amoetra da foto anterLor. Opaco prlemático com borda (ma1e flna)
de cor narrom avermelhado, levemente pleocrôlca (rutllo?,
prlderlta?). Ae flnae aElrlhaÉ de apatiùa (ver 6eta) eugerem
reefrlâmento nulto rápldo na úIt1¡na etêpa de colocação da rocha.
N //. Dtmeneão honlzontal O,35 urur.
Î^DEL {-3
Dados ¡lodat6 dc rochas dc åftnldûdc tamprolttco c lllalofonotttos
Ne 3æB t4or 3$ 34O ra?a m4 36iJ 36r
Læsl ñcn Xrl6lo s.Jos¡i S,Joaó n,sté s.Ml$jcÌ ybyt, yÞyt.
FC ìt FC ü FC M FC M tt ü r.c tl rc ürcH
oltv s,4 tr 3,3 l.o o,8 lo,8 2,o l.o 4,6 3.é 1,8
Þx O,7 1?,O 16.2 2O.O 33,4 24,2 13,1 l4,O ?5,2 2l,6 t6,4
Bfo 1.3 o,4 2,4
Folèa <4,3 !r 6,4 2,1 7,5 9,O 2,8 10,6 7,9
FA 19,7 33,5 29,3
Vtd¡o 4,O tr tr
Þåc O.9 5.4 3,6 4,3 5,O 3, O 5,5
Ácc 1,3
f 5r,3 48,7 19,9 Bo,1 24,6 7sJ 40,6 59,4 37,1 62,9 24,O ?6,0 37,6 62,4 38,6 6l,4
llf 32,0 56,8 52,2
å,r ge¡ìabÞnte rle!¡clta"i b: cocltos de l{agler e Vetde (1986); FC: fenocrlstet s; Mi matrtzi l,|f: nÁflcos.
alâdos de
r/þÁì ldsdes: ñrC.: Ñ*r¿r Ys¡a crâcle; Ï-byt,: Ìtyrymii yzu I: y'tvwruzü (à :este ¿,a Fotha La cotner¡a).
Aa aÞ6trê.s 3ooB, 1401, 33o, 34o, 445, 342b,342c e 1439 Êão de rÞctì€s de af1nldåde tâip¡oittcai s-s denâ16 sö de ÍEt
afor¡ol t tos
løatlzÉlçã6 dås ffþstrss r¡Â F1g, 4-1 ,
IÂaELå 4-3. ConttnuêçÃo
Ne 362 363 364 367 36€ 369 375 445
Læ4.1 Yh,t Yhyt Ybyt Ytû/t Ytryt \Òyt YÈyt U¡ I
FC r,{ FC I,j FCM FCt4rcù1 FC¡¡lFCMFcü
Ollv 7,2 3,8 1,9 4,O 1,O 6,0 5,6 4,0 4.O 1,O 2,O
Cpx 19,8 3a,O 24,5 28,O 12,O 6,8 15,2 15,4 14,6 31,2 ?,o rl,o 15,o
81o 4,O 3,O 2,8 l,o
Foldea tzl 10,0 0,6 42,? 20,6 19,O tr
FÅ æ,4 22,3 31,3 26,8 4O,o
Vld¡o
e€c o,4 0,6 2,o 5,o ?,o 1 ,9 7,8 I,O 7,O 3,O l4,O
13, O
11 27 ,4 '72,6 53,9 46,1 27,O 63,0 4A,O 51,O 55,5 44,s 43.5 56,5 s5,2 44,8 16,0 84,o
I{f 59.0 35.O 48,1 54-2 F¡Ì ô
lABElJl 4-3. ContlnuaçÃo
Nc 342b Y2c 1439 lllb 1l1b
¡.æål El€dlo Eladlo D,r-z Yzu-l
FEMFCMFCMFCII
011v 3O,O 16,2 7,9 4,7 r,9 3,O 19 20
Cpx 5,O 4t6 27,A 22,3 lO,2 19,6 30 27
B1o ?,6 1,6 7!
Foldea 1o,8 3,o 12,4 6,2 7
FÂ 23,2 34,6 39 40
vld.ro tr
Þâc tr 1,o 6,9 tr 9,3
¡cc tr tr
f 36,0 64.0 27,A ?9,2 30 70 29 61
Mf 67,0 50,0
118
O conduto pl-roclågtlco Dú l. Moatra uma faclee plrocláetlca
e ume. hipoableeal (Flgura 3.5) (para analogiae, ver Snlth &
Lorenz, 1989; MitcheII, 1989; MltcheII & Bersman, 1991) . Na
primelra, pouco expoata, obeerva-se uma roct¡a alterada de cor
bege a bege ocre, compacta, formada por fragmentoe polimfctlcoe
anguloeoe a arredondadoe, que varlam de alguns mlllmetroe
( lapillt flno) a eubmétricos (blocoe de rochå vulcânlca maclÇ€.),
ËustentadoÊ por matrlz fina (<2 nm) de clnza alterada e de arela
gro66a- Também ocorrem fraementoe de crletale máficoe (Þor ex.,
diopeldio verde, floeoplta e oIl-vina al-terådå), oól-ttoe e
pieolltoe feruuglnoeoe, e eelxos de guartzo de veloe. Säo
tufitoe eplclástlcoe de lap1111, tufo-brechae epicláetlcae e,
localmente, brechae vulcånicae epicláBtlcae (Flecher &
Schmincke, 1984 ) .
As rochae expoetae da faclee magmátlca (Srnlth & Lor:enz,
1989) ou hlpoabissal (MitchelI & Bergma¡r, 1991) säo de cor
marraôm vermelha vlnho, alEo alteradas, co¡n abundentes
fenocristal-e de plroxênlo, flogoÞIta e c,Ilvlna alterada,
acompenhadae de vealculae preenchl-dae por zeollta e algo de
carbonato, com matriz flna.
Ao microscópio ( Fotonic¡ografla 11) , obeerva-se que oE
fenocrlstais de plroxên1o (dlopeldLo) eão ldionor:foe e
fracamente zonadoe, Oo de flogoplta e.pregentam un centro
fortemente pleocrólco e bordae alteradae, algo nale eecurae- Oe
crletals de ollvina, ldlornorfoe ( fenocrietale) e alotriomorfoe
(xenocristais ?), eetão totalmente aerpent Inizadoe ; oe crletaie
de opaeoe eão ldlomorfoe a alotrlomorfoe, alE:uns delee com áreas
e bordae de cor vernelha arnarronzada a "faranJa" forte,
119
Ievemente pleocrôIco ( "prIderlta"?). Nae veelculae ocorre
zeollta flbroea lncolor; o centro, por vezeÊ, é preenchldo I)o¡
carbÕnato. A matrlz, lntergranular flna (con narcado
Idlor¡orfiemo de algune rnineraie, -O.1 a 0,3 mm), é comÞoeta por
abundante sanidlna, opacog (cúblcoe e "ilmenita" ) com dlmeneõee
de mlcrofenocr ltstaiB e diopeldlo; aceesorlamente ocorrem a
aÞatlta e flogoplta.
Dados nodaie eão encontradoe na Tabela 4.3. No diagrarna APF
a rocha é repreeentada no câmpo doe traqultoe, e moatrê
mineralogla eemelhante a um sanldina dlopeldlo olivlna
" lamprolto " .
O conduto Dú 2. Neete conduto fol Bomente reconhecldo å.
faclee magmátlca, pobremente expoata no lelto do cómego que o
corta. Ocorrem rochae de aepecto Lanproflrlco com fenocrletale
hexagonals de floeoplta, priemas de piroxênlo (até de 5 mm), e
ollvina alterada de cor avermelhada (mlIln¡étrlca) Junto com
abundantee veslculae lrreEularee (com preenchlmento zeolftlco).
Ocorre ainda um delgado dlque, de aõpecto elmllar (textura
Iamproffrlca com fenocrletafe de flogopita e Flroxênlo). Oe
fenocrietale de plroxênlo (dlopefdlo) eão ldlomorfoe e zonadoe;
oe de flogoplta apresentam-Ee con bordaa corroldaË com cot'oag de
opaco6. Oe crletale de opacoe são ldlomorfoe e pelo comun eetã.o
Interpenetrados . Såo tambén vielvele veelculas (com zeollta6
fibroeae). matrlz é lntergranulêr
A flna, localnente
hialofltlca, conpogta por eanidina multo ålteredå, diopefdlo,
mlcrofenocr letais de ollvina ( eerpent lnizada ) , e opacos
( "maEnetita" e "Ilrnenlta" ); lnteret lc la Imente ocorren leuclta
(?) e vldro alterado; jå como aceeaórloe eäo vletoe aÞat1ta e
120
raro6 Þriemae de um opåco näo ldentlflcado (priderlta ?).
Dadoe modaie parclale deeta rocha aparecem na Tabela 4.3.
O conduto pl-rocláetlco KrLsto. Neete conduto eåo
encontradoe a faclee pirocÌáetica e a magmática. A plrocláetlca,
com mel-hores expoeiçõea que noa caeoa anterlores, mogtl.e, rochae
de coree marrom egcura 8. marrom vermelha vlnho, alteradae- Säo
encontradog tanto depóeltoa com Þredomfnlo de claetoe ånguloeog
de lapilIi, veelculados, en matriz cLnza alterada (tufitoe de
laptlll), como outros com abundantee claetos pleolftlcoe de
Iapillt acompanhados de blocoe veelculadoe centimétricoe
euetentados por natrlz de clnza alterada ( tufo-brecha) (ver
Fiecher & Schmincke, 1984). Nos fragmentoe Juvenie, reconhecem-
Be fenocrletals de plroxênlo e ollvlnq (alterada) e, male
raramente, de mlca (flogopita ?).
Ae rochae da faclee rnagrnática aparecem como blocoÉ de rocha
vulcånica escura, maclça e porfirltlca, com fenocrletaie de
piroxênlo vende eacuro e ol-ivlna alterada; eão também
encontrados pequenoB encLavee peridotltlcoe alteradoe e
dlminutae amlgdelae com zeólltae. A matrlz, flna, é de aepecto
baealtólde. lnclui-ee eeta ocorrêncl-a no conJunto dae que eåo
tldao como de aflnldade "laml>roltlca", pela eemelhança
petrogrâflca, Iocallzacäo geográfica e a preeenca tanto de
rochas da facLee p1roclâetlca como de mågmática nìlma. eetruturå
de conduto de forma lobulada (ver Capltulo 3).
O conduto plrocláetlco Don Eladlo 1. Nåo eão encontrados
afloramentos de rochae pirocLáetl-cae, mag num furo fe j-to para
água (-7 m de profundldade ) , reconheceram-Ee oedlmentoe
conpogtoa por eeixoe, arela groeea a flna, argiLa ferruglnoea e
72t
concreçõea de ¡naterial ferruglnoeo, moetrando un conJunto de
minerais peeadoe ca¡aeterleticoe de Iamproltoe (ortoÞlroxênlo,
clinoplroxênlo, várloe tlpoe de "pLropo", de "eËplnelloe" oI:acoa
e de zlrcöee, "turmallna" a¡redondada, um poeefvel titanato e
"dlamente" ); eupðe-ee então que egtes Bedlmentoe tepreÊentam
eedlmentoe pl-rocl6,etlcoe. Ocorrem alnda blocoe de uma rocha
vulcån1ca eacura, com abundante ollvina (2O%) de cor ver.¡oe lho a
esverdeado, com microfenocr ietaie (< 1 nm) idiomorfos e
meEacri6taie (-3 nün), os últfmoe male tipicarnente alotrlomorfos
( "xenocristale" ) , acompanhadoe de alguns fenocrietals de
plroxênio (6%) verde eecuro. A nat¡12, de aepecto basáltlco, é
nulto flna.
Os diquee que cortam a eatruturg. (Figura 3.6) aparecem como
blocos de una rocha vulcânica nuito egcura, corn abundantee
fenoerletaie de ol,ivlna ldlonorfê e alotrlomorfa (miliurétrIca)
aconpanhadoe de fenocrletaie ldl-omorfoe de piroxênlo verde,
idiomorfo. A natriz é muito fina.
Ao micnoecópio ( Fotonlcrogref Ia 10), a rocha moeträ
microfenoerietals (<1 nm) de olivina serpentl-nlzada e
megacrlõtèls (>1 mn) de ollvlna freeca, cortåda por veios de
serpentlna, aeelm como t ambém xenocr.letais do meemo mineral (com
extlnção ondulante ) , Junto com fenocrletaie de dlopefdlo
fracamente zonado e ldlonorfo e crletalË de oÞacoa
alotrlomorfoe, alEuns cotn zona6 e bordae de cor verme tho
amarronzado (prider.lta?). A r¡atriz é intergrenulår flna (con
marcado ldionorflemo doe crletale náflcoe), eetando formada por
crletale polqulIltlcoB de aanidlna, que engloba criBtala de
dlopsldlo, opacog (quadrátlcoe, retangularee a hexagonale),
blot lta-f logoplta, e "leuclta"; o vidro é lnteretlclaI e
alterado, com abundante apatita aciculãr-
Dadoe rnodais desta rocha eão encontradoe na Tâbela 4.3 (ver
t ambérn Flgura 4.4), noetrando a compoelçäo de fono1lto, pela eua
afinldade lamproltlca, Berls. eemelhante a um ollvina-dlopefdlo-
sanldina " lamprolto" ,
O conduto plrocláet1co Yby' Moetra bl-ocos de uma rocha
multo alterada de cor vermelha vlnho, com marcado aspecto
lamproflrico, com predominantea cri6tå1Ë ldlonorfoe de flogoplta
al-terada, acompanhadoe de peeudomorfoe arredondados a'
l>rlsmátlcoe de poeefvel ollvlna e plroxênlo prlnìár1oB. A natrlz
é totalmente alterada (em argi loninerale ) .
O exame petrográflco ( Fotomlcrografia l2)' moetra textura
c1ástlca, com fragnenboe maEmátlcoe do tananho de clnzae rochaa
porfirltlca com fenocrletale de flogoPitå fortemente deformada e
algo alterada, peeudomorfoe de oltvlna idlomorfa a alotriomorfa
(fenocrietale proeninentes), e peeudonorfoe de piroxênlo
prlemátlco- A matrlz êpreaenta-Be arglllzada, na qual eão
reconhecldoe prlenae opacoÊ, em perte averme lhadoB-€lnêrronzado6
(prlderfta?). Enclavee arslloaog de arenl-tog e xenocrletale de
quartzo eão tsmbém reconhecldoe entre os fraglnentoe clástlcoe.
Nos condutoe Dtr 1, Don Eladto 1, Krleto' na rocha do Ybv e
no EoIo do "plue" Nande Yara Gracla, foi felto o reconheclnent'o
da aseoclação doe mlnerale peeadoe' Foram ldentlflcadoÊ:
ortoplroxênioe (verde naçã, laranJa, marrom); cllnopiroxênloe
(verde eemeralda, verde folha); eePInéI.ioe (crletale magnétlcos
a paramagnéticoe, algune como perfeitoe octaedroe); "tur¡0alIneB"
(crietale arredondadoe com brilho "gelo" de coree marron eacu¡å
Fotomicrografla 10. Ollvinae en rocha de aflnldade lamproftlca.
Glonéruloe de ollvlnae (01) de háblto prlemátIco e creeclnento
lrregul-ar, eugerindo crietallzação eob condlçõee de
amefecimento (ver tarnbém Mltchell e Bergnan, 1991) . Na matr.Iz,
eanJ-dJ-na, opacos,piroxênlo e feldepató1de 1eótropo (Leuclta ?)
(á¡:ee eecunae), Anoetna C442b, "ptpe" Don Eladlo. N X. Dineneão
horizontal 5,5 mm.
Fotonlcrografla 11. Fenocrietaic em rocha de aflnidade
lamproftica. Dlopefdlo (D1 ), ollvina (01) alteradå, flogoptta
(F1) de bordae reabeorvl-dae, e amfgdalae com zeóIltag (ver
Eetae), en matrlz com feldepato alcallno, pi.roxênl_o e ol>acog
várlos. Amoetr.a 445, "pipe" Drl 1. N ,/,/. Dinreneão horlzont,al b,5
nm.
Fotomlcrografia 12. Brecha pol-i¡nfctlca, "pipe" Yby. Crietale de
flogopita (amareladoe), claatoe de e.renito (A) e quartzo
( incolor) e fragmentoe de rocha vulcânlca (agregadoe ¡nale
e6cu?o6, ver eeta), em matriz alterada, N //. Dlmeneã.o
horl-zontal 5,5 rrm.
124
a eaverdeada); zlrcõeB (crlatals prlemátlcoB a arredondados,
fragnentoe de crietale ldlor¡orfoe, lncoloree a fracamente 111áe);
granadae (corn formas ang-uloeae a algo arredondadae, de coreg
róeeo vlvo, vermelho, IaranJ a-verme lho, a¡oare ladoe ,
amarronzadoe); ¡utiIo (opacoe ? a traneParentee); eulfet,oe
(al^Eune cúblcoe); "lucaeita" (?); e crlatalg de poeeivele
dlamantee (Fotoerafla 1O). A imporLâncl-a do eetudo da sulte de
mlnerale peeadoe pode aer avallada coneultando oe brabaLhoe de
Flpke (1991) e Báez Preeeer (1S92) (e refenênciae af cltadae).
4-2-5- [,euc l-ta melafonolltoe ( "cocl-toe" )
Ae rochae deÊcrltae eob eeta denominação eão oe t,lpoe male
abundantee encontradoe no erìxa¡¡€) de dlquee Ybytynl. São rochae de
cor eacurð. (clnza a preta, anarronzadae quando alteradae), de
marcado aËI>ecto lemproffrlco, com fenocrletale de plroxênio Preto
eubcentlmétrico a centl¡nétrlco, e leuclta eebrangulçada €.
amarelada, acompanhadoe de olivlna (freeca a algo alterada) e,
rare.mente, também com blotlta. A r¡etrlz é afanftlca ou de
granulação f1na.
tlpo aparecem tambén como uma intrueão, rl-ca em
Rochae deete
enclavee arredondadoe de rochae vulcânlcae e Plutônlcae
alcall-nae.
Ae rochae de díque aparecem ao mlcroecóplo ( Fotor¡lcnograflae
13, t4 e t5) com textura porfirltlca geralr¡ente eerlada. Oe
fenocrietaie maLe frequentee eão de au8lta dlopefdlca nulto
zonada, com bordae de Ti-augitê (?) (cor liláe), em al8une caaos,
e de oll-vina magneelana, freeca å
L25
Fotografia 10. Microcr-letal de "dlamante", repreerentanclo um meio
octaedro planar ( "planar half octahedron" ) r rro qual foram
reconhecidas euperflciee de eobrecresclmento plano (,,pranar
growth eurface"). Luz tranemltida, Iupa binocular.
t26
serpentlnlzada, com bordaa de tddlngelta. Também Ee reconhecem
microfenocr latai6 de opacoe hlpldlo¡norfoe a alotrlomorfoe. A
blottta forma lamelae ldlomorfae multo pleocrólcae (coreB
amarela åmbar a marron). A leuclta ocorre como fenocrletale e
como lnclueðee nae bordas e centros doe crletale de plroxênio. A
matrlz é de granulacão flna (<0,10 a 0,40 nm), l-ntergranular;
eetá forrnada por cllnoplroxênlo, opacoa quadrátlcoe
( "nagnetlta" ) , biotlta, ollvlna, feldepato alcallno, a le¡r¡r
plagfocLáelo, Ieucita (algune caaoB) e vId¡o devlt¡lficado;
aceesoriamente ocÕrrem prlemae de apatita e carbonato
( eecundário? )
Na Tabela 4.3 eão encontradoe dadoe nodaie deatag rochae.
Noe trlånculoe modale, egtag rochaa eão mela-fonolltoe
leucl-tlcoe (Flgura 4.4). São poeelvels "cocItoB", pelae
proporçõee de ¡ninerale féleicoe e o alto teor dog rnáf lcoe,, l¡elo
caráter lamproffrlco e pela preBenç6. de oLlvlne, dlopefdlo,
floeopita, eanldina e t ambém leuclta, rochae egtag conalderadae
membros lnternediårios entre låmproltoõ e ninetae (Rock, 1S91,
1984; Wagner & Velde, 1986). Como compaÍ'êção, apreÊenta-Ee 8'
moda de um cocito do Vletnarn (Wagner & Velde, 1986) na Tabe1a
¿{-,J-
4-2-6- tampróflroe
Oe lampróf1roe Bão caråcterlzadoe por felcõee mlneralóglcae
tlplcåB: fenocrlstal-e deatacådog e abundantee de tnlneraie
náficoE (prlnclpalmente plroxênlo e blotlta), em matriz flna ou
afanitlca, aÞarecendo alnda como dlques oü, em åIÊnrns cê'BoE,
r27
como condutoa de brecha e corpog similarea. Dlferenciam-ee dole
tlpoe de lampróflroe na Folha La Colmena: oa n¡eeo a
melanocråtlcoa, e oe ultramáflcoe (Tabela 4.4, Ftgura 4.5).
Lampr6firoe meao- a melanocrátlcoe à blotlta e Pl-roxênlo -
No enxame de diquee Yb¡rbyml eão frequenteg oa dlques de rochee
de aepecto tamproffrlco, de cor clnza Preta, avermelhadoe quando
alterados. Säo rochae naclçae, raramente orlentadas,
marcadamente porfirittcee, com fenocrletale ml1Inétrlcoe de
biotlta e de plroxènio, male raramente aconpanhadoe de o11vIna'
A matrlz é flna, de aepecto baealtóIde, com eetruturae ocelaree
mlllmétricas a centimétrlcae fonmadae por zeolitae e carbonato.
Ë frequente obeervar eetes lampróflroe totalmente alteradoe,
reconheclveie pelas lameLae de blotlta, tooetrando como felção
caracterletlca uma peeudolaminação (Rock, 1977 ).
Ao microecópio ( Fotornicrograflae l9 e 20), eÊtae rochae eão
conõtantemente de textur"a Porflritlca, Por vezes eerlada.
Destaca-ee o ldlomorflemo doe fenocrietaie, e freqilentenente
também o doe mlnerale da matrLz (textura Panidlomorfa). Oe
fenocrlstaie eäo de btotlta peeudoexagonå1 mal.l'ott con marcado
plecrolemo (anarelo ¡neI a marron tabaco); oe de dlopefdlo,
priemåtlcoe, eão gerelmente zonadoe. Male raramente eão
encontrados fenocrletale de ollvlna ldlomorfa eerPentinlzada, e
menoree de opacoe corn formae alotrlomorfae a hlpldiomorfae. A
matriz é em geral nuito flna (<O,1 a O,4 mm), intengrênular a
granular l"diourorfa, compoBta Por diopeldlo, oPecoE!' feldepato
alcalino e, acestsorlamente, apatlta, com algune traçoe de
plaelocl-åeio e carbonato.
A Tabela 4.4 apreeenta dadoe modale deetae rochae. O indlce
Fotomlcrografia 13. Textura da matrl-z em leucita melafonolito
("coclto"). CrietalÊ de leuclta (Lc, áreae clarae), er¡ matrl-z
cÕrn anflbóIlo marrom, plroxênlo (relevo alto), feldepato e
opacoEì alongadoe (rutilo?) - Amoetra C369. N // - Dlmeneão
horizontal 0,7 rrm.
Fotomlcrografia 74. Fenocrlatals de dlopefdio e leuclta em
Ieuclta melafonotilo. Dlopefdlo de contorno lrregualr, con
lnclueõee de oflvina alterada, rodeadoe por crletale de leuclta,
em matriz com opacoa, pl-roxênlo e feldepato. Amoetra C368. N //.
Dir¡eneåo horlzontal 5,5 nn.
Fotomicrografla 15. Fenocrietale de dlopeldlo, olivlna e leuclta
em leuc,lta nel-afonollto. Dlopeldlo (r-elevo alto) de contorno
lrnegular, rodeado por oIlvlnae, Junto com leuclta (Lc) e
olivlna alterada (verde e amareleda), todoe ldlomór-flcoe, em
matriz com plroxênlo, ollvlna, opåcoa, leuclta e feldepato
alcalino. Amoatra C36S. N //- DLmeneáo horlzontal 5,5 rm.
728
f-r .,I
*.1
f;"Ç'{
J'r
Fotomicrografia 16. Xenocrletaie em lampróflro ul-tranáf lco.
Ol-lvlna (01) e dlopeldlo (eanto lnferlor) xenocr'l-etal lnoe , å
prlnelra rodeada por "coroa" de pequenoe crietal-e de blotlta-
floeoplta. Amoõtra C371, Cañadå 1. N X. Dl¡neneäo horlzontel 5,5
mm.
Fotonicrografla 17. Megacrietale de ollvlna e¡n Ìampróftro
meeocrát1co a ultramáflco. Megacrletaie de oIl-vlna ( lncolon) e
fenocrfetale prlemáticoa nenorea de pfu-oxênlo (aeelnafado pelae
eetae), en maùrIz de analcima (?) lncolor, feldepato alcallno
algo alterado, piz.oxênio, opacoe e blotita. Anoetra C199, par:te
S da Serranla de Ybytyml, N //. DLmensäo horizontal 5,5 nn.
Fotomicrografla 18. Textura da matriz em blotlta piroxên1o
Iampróf1l'o (nonchlqulto). Prlenae de plr'o:renlo, la¡ne lae de
biotita, magnetlta (?) em meaostasle leótroPa (analcima?).
Amoetra C206, parte N da Serranla de Ybvtvnf. N //. Dlmeneäo
horlzontal 1,4 nm.
Fotomicrografla 19. Fenocrietale em ollvinå blotlta lampróflro.
Fenocrletal de diopeldlo (Dt) e btotlta (Bt, com conoa de o¡lacoe
nag bordae) e glomérulo de olivlnåE (o1), em matrlz com
piroxênio, opacoa, feldepato a1callno, blotlta e tnåCog de
plaglocláelo. Amoetra CZL3L, Klr'Ito. N //. Dimeneão t¡orlzontal-
5,5 nrm.
Fotomicrografia 20. EenocrietalÊ ern blotlta lamprófh.o (nineta).
Fenocrietaie de piroxênlo (esverdeado) e blot tta-fLogoplta (Bl ,
em parte multo clara por exceaso de ilurnlnação), e emfgdåIa com
zeó1ltae (Junto a bfotlta narron), em matrlz com pfu,oxënlo,
opaco, biotlta e feldepato alcallno (a: apetita). A.u¡oetra C200,
borda NE da Serrania de Ybytyrrf . N //. Dlurenaão horlzontat 5,5
ûlm,
Fotonlcrografla 27. Enclavee aLongadoe de carbonato em
lamprófiro. Enclavee (E), alongadoe elipeoldale, conetltufdoe
por car.bonatoe (calclta?) e apatita, Junto cor¡ fenocrletala de
opacoe e blotlta, em matriz traqultólde con feldepato alcallno
rlpiforne (algo alter.ado), opacoe e carbonato. Amoetra Cb1O, à N
do Cerro Chobl. N X. Dlmeneåo horizontal b,b mm.
IABEI,A 4_4
Deato6 nodels de rcches te[prcfl¡lcas e âflns
Nr 199 2æ 201 n2 203 4X M 213 2tâ 370 378 €O9
l-æ6.1. Ytyt. Ybyt. YWt, fqÉ. Ybyt. Ybyt. YBt. YÞyt. Ybyt. P.Ybate Cãi.l rb.t.
FC t't ¡c M FC ¡{ FC I't FC ü Ff, ¡,t ¡C t4 ¡C }t FC [C ll
Ol1v. 6,4 2,3 O,4 5,1 2,7 1o,O tr O,3
Þx 3s,3 2O,o 29,2 16,9 3,6 6,1 28,2 18,4 1o,8 12,O 36,4 16,2 4,4 æ,4 44,6 sz,a s2 3,3
Blot. tr 2,1 7,4 2,4 O,9 8,6 10,6 6,6 1,O 4,4 lr 1,O 3,O 2,6 4,Á 2t,7 2
Fotde 9,6 3,o
FA 12,3 31,9 ,4 51,8 35,3 41.O 32,O 5,5
PlsS. tr t¡
Þæ. 12,O 3,6 7,8 1O,1 6,2 1,O 1O,1 3,1 19,O 7,O 7,î)
v1ù0 t.
Âc€ss. tr tî 2,3 2,9 o,8 tr r¡
t4 4t,7 5a,3 ¿!C,6 59,4 4,5 ,5 7À,7 A53 27,3 72J 173 A2,6 17,6 A2,4 t2,5 A7,5 1æ 1æ 5,2 9¿,8
I'lf 69,4 64,1 æ,6 45,9 ea,7 59,O 6€,0 91,5
tocâl1dades. Ca;, 1: Cdêda 1; p.Ìõâte: I¡otrero tõatá; yìyt.: Serræla de ybytj,lîl i t¡If: Íéflco€,
bcartzæão das ãiþstrEs nâ Fiaure 4-1.
H
úJ
F
o ]70
-l
r99
o i9e J21!
l|l99 LJ 370
O 370
Figura 4-5. Modâs de Iêmprófiros. Tniângulos FÀ-pl-p. FÀ-F-M e oLiv (otivinè)_
cpx (clinopiroxênio)- (resto de máficos, principatmente biot.ita
e opâcos). M é ô quôntidade total de máficos. Os dados representa
dos no lado FÀ-ì4 (t.Íângulo FA-F-M) projetaÍì-se todos no ponto FA,
por não apresentarem teores de fetdspatóides.
FA Pl l+ Op
/Ò'-
Me
o 603
/\-
¡\^
r2500
cPx 50 Anf + Bio
Figurê 4-6. Modðs de !raquitos e fonolitos. Trêquitos: pontos cheios;
fonoti
tosr círcutos vàzios. Triângulos FÀ-pl_F, r.À_F_ty e lyel+Op (melani_
tè+opôcos)-cpx (clinopiroxênio)_Ànf+Bio ( a n f i bó I i o + b i o r i t â ) . M é
ð quðntidade totôl de máficos da ômostrð.
133
de cor (da ordem de 67) é caracterietlco doe lanpróflroe cálclo-
alcallnoe (ver Rock, 1984). São rochae rnale próximae dae nlnetaa
que doe eannaltoe, pelo eeu teor de blotita e o tipo de plroxênlo
( Rock , 1991 ) .
São freqilentenente obeervadoe dlquee de rochae aLterades com
proemlnentee e abundantee fenocrietalg de biotita, acompanhadoe
de I>lroxên1oe, alteradoe ou não. Numa annoetra algo nals freeca
( C.200 ) observa-ee, ao rrlcroecóplo, mlneralogla e textura
elmilares àe dae rochae lamproffricae tfplcae, apenag ae
diferenciando pelo teor algo superior de rolnerals náf1coe; não
foram obeervadoe fe ldepatóldee.
biotita lamprófIroe, encontrèdoe raramente no cå.nl>o, sg.Õ
Oe
rochae cor¡ blotlta alongada, con matrlz de aepecto vftreo. A
frâtura destae rochao ê concholdal , e rnoatram "manchae"
clrcularee de óxldoe ocre.
Ao microscópio ( Fotonlcrografla 18), deetaca-ee a texturê.
com poucog fenocrletaie, aLgune eubml l l¡nêtrlcoe, de blotlta
marrom lanelar e outros de augita diopeldlca Prlenática; oB de
opacoe eão irregularee. A matrlu é lnbergranular multo flna a
fina (<0,1 a O,3 ûm) com cllnopiroxênio, opacoe e blotlta e,
lnteret lc lalmente , analclma; aceeÉorlamente, ocorre apatita como
crlstaie finoe.
Dadoe modaie de urna amoetra (C. 2L4) eão apreeentadoe na
Tabela 4.4: a rocha tem lndlce de cor >67, e a pregença de
analcima como únlco nlnerel fé1Elco Eugere que eeta rocha
pertence åo Grupo doe lanI¡róflroe a1callnos (Rock, 1977, 19S1)
tratando-ee poeeivelmente de um Donchlqulto.
Laqpróflroe ultranáftcoe. Na reglão de San Mlguel, ee¡ranla
134
de Ybytyml, ocorre um gruÞo de dlquee de poucoe metroe a dezenae
de metroe de largura, ldentlflcadoe pelo aeu aapecto beaaltólde
eecuro. Deetacam-ee neeta rocha oe fenocrletale de Þlroxênlo, de
caracterltstlca cor verde eeneralda a ve¡de eacuro, e oe
eeverdeadoe de olivlna,colocados en matrlz e6cure.. NeIa säo
obeervadoe enclaves perldotltlcoe anguloeos a irreEularee,
eubcent imétr'1cog a cent lmétricoe -
Ao mlcroecóplo ( Fotourlcrografla 17), a textura é porflrltlca
Eeriada com abundante fenocrietale de diopefdlo idlomorfo a
eubidiomorfo, e de ollvina (Fo-90-85), na forma tanto de
mierofenocr ietai o ldiomorfoe como de crlstaie malores
alotrl-omorfos, alguns com slnale de deformação (xenocrletate).
Mals raråmente ocorre biotlta cono crletais corroldog. A matrlz é
flna (-O,3 nn), lntergranular, formada I>or c ll-nopiroxênlo,
"magnetita", biotita, feldepato alcalino e analcima;
aceeeor'iamente aparece apatlta Junto com traço6 de plagloclé,elo.
Oe dadoe modalË (Tabela 4.4) r¡oetram lndice de cor perto de
90, aproprlado Þara os lampróflroe ultramáf1coe. Eeta
cãracteristlca, e a lrregença do feldepato alcallno, reeealta a
eemelhança de6ta6 rochaE com os damkJernltoe (Rock, 1S86).
O conduto de Cailada 1, uma lntrueão de rocha vulc6.nica,
rodeada por rochas eienitó1dee e arenltoe, moetra profueão de
enclaves de rochae vulcånlcae e plutônlcae ålcalln6e, Junto com
outroe de peridotltoe e rochae eedlmentaree, anguloeoe a multo
bem arredondadoe, de tamanhoe mllfunétrlcoe a centlnétrlcoe. Na
rocha em questão, de aepecto larnproffrlco, ocorrem abundantee
fenocrietaie de olivlna, biotita e ¡>iroxênlo (verde eemer.alda a
verde eecur.o ) em natrl-z afanftlce e flna-nédla. São tambén
135
freqüentemente encontradoe ocelll- mlLlmétrlcos å centlnétrlcoa de
compoelçåo elenltica ou zeol lt lca-carbonát lca.
Ao mlcroecóÞlo ( Fotomlcrograf la 16), oe fenocrletale eão de
diopeldlo (de coree eeverdeadae a emare Iådåe-amarronzadae ) , de
ollvlna (como pequenoa fenocrletale ldlomorfos total e
parclalmente Eubstltuldag por blotlta e opacog, e como
xenocriBtaie maioree alotrl-onorfoe e em parte deformados, com
coroa externa de biotÍta), e de biotita (fenocrletale ldlomorfos
e xenocrletal-s deformados de contorno irregular). Ocorrem ainda
pequenoa enclevee de peridotlto6, que moetram texturae deformadae
tfplcas de rocheç metamórflcae. Oe opacoe eã.o encontrados como
crleLaie lrregularee a lever¡ente subidiomorfoo- A matriz ffna
(O,1 a O,4 ¡¡rm ) é lntergranular a granular com blotlta
clinopiroxênfo e opacoõ; lnteret Ic lal-mente , ocorre feldepato
alcalino em intercregc j,mento con nefe1lna, con inclueões
poiqullitlcas de feldepatólde leótropo. Aceeeoriarnente ê
encontrada a apat lta.
Os dadoe modais (Tabela 4-4) indicam indlce de cor > 90
(1ampróflro6 ultramáflcoe). A preeenca de feldepato alcaIIno
aeeemelha eeta6 rochas aos damkJernitos (Rock, 1986, 198'/ e
1991 ) -
4-2-7 - Traquitoe
OB tr'aquitoË aparecem, aeeocladoe a outrae lltologiae, no
enxame de dlquee Yb¡rtynt, onde 6e degtacam pela cor cLara e
agpecto de rocha vulcånlca. No cåtnpo e naa amoetrae de mão
obeerva-se geraÌmente eetrutura de fluxo magmé.tico, por
136
orientação de fenocrletale de feldspato e dae atnlgdalae
eetlradas, quando preseutes. São reconhecldoe, åIén doe de
feldspato, oe fenocrietals de pJ-roxênlo preto, de granada cor
caramelo e, em algumaÞ êmostra6, t ambér¡ oe de blotlta. A natrlz é
Bempre multo flna, em alguns caeoe de aepecto vltreo.
Oe fenocrietaie, obeervados no microecópIo, Bão de Banldlna
de balxa temperatura (plano doe eixos óptlcos I 001), como
crietaie tabulares, e de augita diopeldica (prlsmática' con
bordae eód1cae), pc,r vezeg aconpanhadoe de anflbóIIo alcalino
(prigmático, cc)m pleocrofemo verde eõcuro a anarelo mel),
feldspatólde6 equldimene iona Ie (eubetituldoe ¡tor analcima e/ou
mineraie de argfla) e granada melanltlca. Oe opacoe aparecem como
crletais lr.reeularee. A bioùlta é lamlnar, marcadannente
pleocrôIca (tone de amêrelo n¡e1 a marrom tabaco). A matrlz,
geralmente com textura desorienteda a traquitólde, é rnulto fina
(< O,1 nm), algo alterada, Os mlneraj-s constitulnteË Èão
feldspato alcalino e cIl-nopiroxênlo (em algune cåEots alcallnoe),
com alguma nefelina e "analclma" intereticlal . Aceseórloe
caracterleticoe eão a apatlta, carbonåto (eecundárIo?), melanita
(em algumae amostrae) e traçog de plaglocLáelo. AIgunB aspectos
deetee traqultoe são ¡noetradog nag Fotomlcrogr aflaø 22 e 23.
As modas Bão apregentadae na Tebela 4'5 (ver tambén Figura
4.6). São ålcal l-fe ldepato traqultoe com melanlta e gerafmente
t ambér¡ com fe ldapató ldee.
4-2-A- Fonolitoe
Fonolltoe foram encontradoe noe Cel'rog Medlna e Doña Ll11-
Fotomicrografl-a 22. Fenocrletaie de melanita e eanidina em
tr'aquito. A granada Bparece como fenocrietale zonadoe (M) e na
matrlz, feldepato alcalino como raroa fenocrletale (F) e como
ripae na matrlz tnaquitófde, Junto con pequenoB cr-ietale de
feldepatófde (noeeana?, n). Amogtra C614, Se¡rranla de Ybytymf. N
// . DImene$o vertlcal 5,5 nu¡,
F'otomicrografiae23. Fenocrletaie de eanldlna e mlnerale máffcoe
em traquito. Glomérulo de eanidina, aeeocl_ado a fenocrietals de
mefanlta (marro¡n) e anftbóI1o (eeverdeado), em matrlz
traqultó1de com eanidina, cJ.lnopiroxên1o aIcaIlno, opecoa e
nefellna. Amoatra C601, Serranla de Ybytyrrf . N //. Dlmeneão
vertlcal 5,5 nm.
Fotomlcrografia 24. AnftbóIio fonolito. Pequenoe fenocrl-6tal6 de
anfibóllo marrom (A), con lnclueðee de opacos e egirina-êuglta
(eeverdeada), que tembém apêrece cono prienae leo1adoe. Matriz
traqultólde alcalino, plroxênio eódico e nefeLina
com feJ.depato
lntereùicla1 . Amoetra C620, Cerro Medlna- N // - Dimensã.o
vertical 5,5 n¡n.
Fotomlcrografla 25. Textur'a traqultólde em fonoll-to. San1dlna,
em parte poiquilftlca, com lnclueðee de feldepató1de Ieótropo
(f), amboe algo alteradoe, com piroxênlo Eódlco prlenátlco å
irregular- Amoetra CI25O, Cerro Doña Lill. N //. Dineneão
vertical 1,4 mm.
i.f-
.j{
138
O fonollto do Cerro MedIna (C.620) é de cor bege clnzå,
macico a levemente orlentado, algo porflrltlco pela preeença de
alguns fenoc¡ietaie de anflbóI1o verde eecu¡o e feldepato
alcallno, ocorrendo alnda amlgdalae (nlIImétrlcae a
cenlimétricae) de carbonato e zeolitae, todoe englobados por
matriz muito flna.
Ao mlcroecópio ( Fotomlcrografla 24), a rocha atrra.rece com
fenocrletaie de anfibóllo barquevlquftlco (pleocrolexr¡o de marrom
amarelado ou eeverdeado a marron eecuro), zÒnádÕ com bordas maie
eõcuraa, em alÊune casoa rodeadoe por corÕa. de plroxênio
alealino, ou completamente eubetituldoe Þor ele. Oe c¡'ietaie de
feldepato alcalino, alterado, eäo re.roe, aeelm como oB de
cllnoplroxênlo eÊverdeado alcalIno. A matrlz é de textura
traquitóide flna ("0,3 uun), com mlcrofenocr letale de opecoe
idiomorfoe, feldepato alcallno alterado, clinopíroxênio
eeverdeado, e nefellna intersticlal.
Dadoe modaie eão encontradoe ne Tabela 4.6 e na Flsura 4.7.
No Cerro Doñå LlIl (C.125O), Bão encontradoe fonolltoe en
quantldadee eubordinadae, de cores clarae a avermeì-hadas,
orientados maie do que maclçoe, com poucog fenocrletaie de
feldepato alcallno e mâficoe de cor verde eecuro. A natrlz, nulto
flna, Iembra a doe quartzo pórflroe encontradoB em afloramentoe
do Afto de Caapucú, co¡n oB quale foram aÞarentemente
correlaclonadoe peloõ autorea do relatórlo da Cuadrfcula 40
(1966).
A rocha, vigta ao ¡nlcroecóp1o ( Fotomicrografla 25), moetrå
texturè traquitóide, fortemente orientada, com fenocrletaie
alongadoe de eanldlna de balxa temperatura (plano doe eixos
TÂBET.A 4-5
Dados ñodals ate traqultos, fonolltos e rochas âf1ns
109 6CO 601 603 604 504 610 611 620 1215 12æ
Læal, s.Joé Ybyt. YÞ/t. YÞyt. YÞyt. Ybyt. Ybyt. Yb['t. MecrÍna cañ. 3 Lili
FCMFCMFCMFCM FCM FCMFCMFCM FCMFCM
Þx 5,3 O,4 3,O tr r,6 r4,2 r,O 4,2 2,A A,9 6,0
lñf. 3,3 O,4 I,1 o,3 9,6 1,1 9,6
l€lan. 0,6 O,8 A,3 2,2 1,4 7,9
Bj.ot. 1,3 o,3
Foicþ 2,o 2,2 3,4 1'5 2'3 1,8 tr tr 2,O 33,O L7,2
FÁ 9,3 7,O 5,8 16,0 65,6 1,3 2,3 76.0 A,O 3,3 81,6 4,o aÐ,2 o,6a 74,7
2,7
A¿c 1 ,6
Ar¡igd 8,6 1,8
22,3 77,7 lO,2 A9,A 10.4 89,6 26,9 '73,r 13,1 86,9 9,A 9,2 \7,6 A2,4 4,3 95,7 ?,9 92,1 12,O 88,O 1m
Hf ì4,6 2r,7 13.1 r2.8 8,1
¡5igd.: aÌíAdal as; rc: fenocristais; a: plagicclåslo; ¡']1f: tr;ficos'
¡1: mâtriz; Melê.'l.i nelê¡ìita;
r_cnol itos: ãrþstras 620 e 1250; as Cer¡als sà de traqultos (incluindo a ãnost'a "atípica" 1215)
140
óptlcoe l- O01), crietala alotriomorfos de anflbóLlo
(hornblenda?, pleocrofeno de verde ollva a verde amarronzado ) e
opacoB, também a l-otrio¡norf oe. Cono matrlz ocorrem crletale
menorea de feldepato alcaLlno, nefelina idiono¡fa a interetlclal,
"eodallta" em crlÊtaiB idlou¡orfoe e tserlcita como alteração.
Aceeeoriåmente ocorrem anfibóIlo, egfena e apatita.
Oe dadoe modaie eto encontradoe na Tabela 4.5 (ver tambén
Ftsura 4.6) .
4-2-g- "Pluge" de rochae fanerftlcae alcalinâs
São deecrltae aob eBte nome coletl-vo clnco IntruÊões de
rochae plutólcae, com narcada varlaç&o petrognáflca.
Cerro San Joeé (C-1OO a 1O7). Neete ¡norro obeenva-ee
zonalldade petrográflca, con elenltóldee aparecendo na bor.da W,
monzonltóldea na. parte central , e melaelenltóldee na borda E. Såo
deecrltoe alnda alg"une veloe co¡n rochas de aflnidade J.anrprof ttca.
A rocha elenitó1de da borda I,¡ (C.IOO a 1O2) é de cor branca
clnza, com manchae de ml-nerale máflcoe. A textura é granular
ldiomorfa a alotrlo¡norfa, algo inequigranular, com alEune
megacrietale de plroxênÍo preto ldiomórf1co. Predomlnam na rocha
pl-roxên1o, blotita e feldepatoe.
Ao mlcroecópio ( Fotonicrogrêfia 27), obeerva-ee dlopeldlo
saÌf.tico, oI>acoe quadrátlcoe å retangularee ( "1Imenlta" ) em parte
com borda externa de biotita, e plagiocl-åelo (4n55-48). Entre
eBtea, ape.recem colocadoB feldepato alcalLno, nefelina
inte¡:oticlal e em intercreec lmento com feldepato, blotita
amarronzada e aIEiunB crletalg de olivlna, Aceeeoriêr¡ente, ocorre
T4L
apêtlta e analcima (secundá¡la?). A textura é granular
eubldlonôrflca a idlornórfica, de tamanho médlo (1 a 3 mm).
Os dadoe modale (TabeIa 4.6, Figura 4.7) ca¡acterlzam as
rochae como melasienitoe corn feldepatólde.
Oe monzonltóideo da parte centrel (C.1O3, 1O5 e 106) eetão
expostoe na parte alta do morro. Säo rochae clarag, com malor
quentldade de manchae eÊcurêa de mlnerals máflcoe, e malg
equlgranulares que aB anterlormente citadas- Oe mlnerals
reconhecfveie eão plroxênio preto e feldaÞatos, con algumeg
lanelae de biotita.
No ex€rne microacóFlco ( Foto¡nlcrograf la 26) é obeervada
textura granular idiomórflca, de granufacão médla å âlgo groasa
(2 a 5 ¡om). Sã.o encontradoe dlopefdlo salftlco, várloe tlpoe de
ÕpacoË (l>or ex., "lLurenlta" ern C. 106), plagioclåalo (An>67),
feldspato alcalino, con nefell-na lntereticial em parte alÙerada
em analeima. Aceeeoriemente ocorrem também blotlta (por vezeo em
porcenbagene ponderáveie), ollvlna e priemae de apatlta-
Oe dadoe modaie (Tabela 4.6, Fisurê 4.7) caracterizam eeta
faclee cono blotlta nonzonito com feldeÞat'ótde.
um
Oe melasienitóLdee da borda Leete (C. 104), lntruelvoe noe
monzonitoe, eåo obÉervadog como dlquee com bordae fortemente
orlentadae e centro maclço, Eetae rochae eÊbre.nqulçadae moetråm
"motaa" e "I>intas" egcurâB de mlnerale måflcoe. São algo
Inequlgranule.reg, com crlatale melores, de até 20 nm, de
piroxênlo preto ldlomórflco. A natrlz é de granulação médla (1 a
2 run ) com piroxênIo, feldepatoe e biotltâ.
A faclee caracterlza-ee adlclonalmente F'eIa Þresença de
Fotomicr.ografia 26. Monzonitótde do Cerro San Joeé. Olivlna (Ol)
alotrlomorfa, rodeada de ¡Àoealco de feldepatos e feldeÞatóidee;
oÞacoe aparecem co¡r) bo¡da de biotita, por vèzeB mals
desenvolvida (ânguIo lnferlor dlrelto). Amoatra C108, Cerro San
Joeé. N X. Di¡neneão horlzontal 1,4 nm.
Fotomicrografia 27. Monzonitólde do Cerro San Joeé. Crletaie
maloree de ollvlna (01) e blotita (Bi), Junto cour ripae de
plaglocláelo e grãoe interetlclale de feldepato atcallno, Grãos
de opacoe, rodeadoe por biotita. Amoetra C100, Cerr"o Sen José. N
X. Dlrreneåo horlzontal 1,4 mü¡,
Fotomicr.ografla 28. Melaelenlùólde do Cerro Tano 2, OLtviné. (01)
e blotita (Bi) junto con feldopatólde lgótropo com lnc1ueõee
concentradae (6rea egcutìê, leuclta?) e feLdepato alcalino.
Amoetra C1O5O, Cer.ro lano 2. N X. D1n¡eneåo horlzontal 1,4 rrm.
ÎABELA 4-6
Dados modals de rochas faneríticas com plagioclásio (me 1a-monzoni tói des e -stenttóldes)
Ne 100 101 102 103 104 105 106 1050 1060 1061 7279
Local S. José s. José s.Joså s . José s. José s.Josá S. José Tano 2 Tâno 1 lano 1 Chobí
Oliv 1,O O,4 1,8 0,3 2,6 1.,2 0,4 4,4 2,O 1,2 1,O
Cpx ?7 ,5 29,4 32,e 31,3 51 ,O 26,8 24,6 26,6 25,9 ?2,6 ?7 ,2
Biot 3,8 8,O 5,7 6,5 1,6 6,6 1,6 2,O 4,3 13,8 8.O
_ -a
Folde- O,2 3,2 0,6
h
o,2" 5,8 3,6 6,3 3,O"
l-l
13,1 16.6c 13,?
FA 47 ,5 44,9 38,8 34,4 32,4 ?4,3 36 ,8 46 , O 38, O 20,4 37 .4
Plag 11'8 IO,4 15,3 19,6 2,4 26,5 2r ,3 ),7 ,2 11 ,5 2? ,6 74,O
Opac I,O 3,4 4,5 6,6 3,6 8,4 8,2 6,5 4,A 2,A 5,?
Aces o,2 O,3 o,5 1,1 0,6 2,6 0,8 0,3 O,4 tr tr
f
ivi 40 ,5 4L ,5 45,3 45,8 59,4 45 ,6 35,6 39,8 37 ,4 dO,4 Á7,Á
a: geralmente nefelÍna; b: analcima e nefelina, ou so anal cima; c: nefel ina intercrescida cor¡ FA.
Amostras 1O5, 106, 1061, 1060 e 1219, são "monzonitóides" (monzonitos com foides do canpo 8'. folde
monzoslenitos do campo 12); as demais são de "sienitóides" (sienitos com foides, canpo 7').
Local izaçäo das amostras na Figura 4-1 .
(¡J
Figr¡rô 4-7. Modês de sienitóides e monzonitóides. 1,r1ângulos FÀ-pl-F, FÀ_F_ü
e oliv (oìivinô)-Cpx (ctinopiroÌênio)-I (resto de ¡náficos), Às 19
chès representêdôs são sienitos, monzonjtos com foides, foide mon
zosienj.tos e nefelinê sienito (è èmostrô l04).
Figurê 4-8. Modas de foide sienitóides. Ver legendê dê Figuro 4_7. Às tochês
representadès são ',foide. melèsienitos s.6. (nal.i9nitos, s hôio-
riê, com mðis de 3Oi de M e shonkinito, è rochè con mais de 6Ot
de M).
145
encl,aveB centlmétrlcoa (até 4 cm) anÊiuloeoe a arredondadoe de
Þerldotltoa e xenocrletale de ollvina.
A obeervaÇão mlcroecóplca nost¡a texturå granular
eubldiomórflca de granulaçåo médla con algune megacr'Iatåls de
dlopeldlo, que tambén ocorre como c¡letale nenorea
sub idlomórflcoe, Junto com o¡>acoa (a1Eune de "llmenlta" ), blotltå
amarronzada Iamelar a Interetlcfal , feldepato alcal-Ino aeeociado
a algune cristale de plaglocLáelo (An*30), e nefeÌlna
lnteretlcía1 . Olivlna ocorre como "xenocrletais" , com BuaB
caracterfBtlcåE for¡nae åIotrlomorfag e B1nalõ de deformåCäo.
Apatita e raro6 priemae de rutilo narrom eäo encontradoe como
aceseórios.
Oe dados modale (Tabela 4.6) moetram que Ëe tretå de uma
rocha eienltóIde nelanocrátlca que Þode tser caracterlzada como
ehonkinito (SYreneen, I974). Eetae rochaa aparecem f r'eq{ientemente
aesociados tanto com minetaa como com lemproltoe (Wooley, 1987;
Rock, 1992; Mitchell & Bergman, 1991; Báez Preeeer, 1992).
A W do Morro San Joeé, aparecem veloe rlcoe em enclavee dae
rochae encalxantee, cortando as roehas ¡nonzonitó1dee. Oe encl-avee
são angul-oeoe a arredonde.doe, mllInétrlcoe a centlmétr1coe. A
rocha portadora ê de aepecto baealtóIde clnzè eacuro, baetante
freeca, com fenocrietaie mllimétricoe de piroxênlo verde eacuro e
aLguns fenocrletale de leucita branca bege. A matrlz é flna e de
texture lrregular, reconhecendo-se nela áreae de €.apecto
f ragmentådo e anguloso .
Ao microecóp1o eão obgervådoB fenocrlõta1ê de dlopefdlo,
fortemente zonadoe, acompanhedoe de opacos alotrl-omorfoe e de
åIguna ]renocrletåls de olivlna multo freeca, A matrlg é
146
texturalmente homogênea. Em ÞarteB dela eã.o encontradoe crletale
de anf lbóIlo ma.rrom (com plecrof e¡ro de a¡narelo canár1o a marrom).
Em outras partee aparecem conJuntoe conetltuldoe por dlopefdlo e
tre.çog de plaglocláe1o (¡:rlmário?), outros de aapecto turvo,
megaecopicamenùe obeervadoe como "fragmentos", aqul interpretadoe
como enclaves Incorporadoe pela rocha porflrftlca. O anflbó11o
ocorre ainda na ¡natrlz, como crletale polqullfticoe, e também
formando parte de estruturae ocelaree félelcae, com feldeÞato
alcallno. Na ¡natrlz, alêm do anflbófIo cltado, ocorrem ta¡nbérn
feldepato alcalino, feldspatólde leótroÞo ( "leuc1ta" ), oÞacog
lrregularee; aceseoriamente, por vezeB abundantes, apatita, e
tråçoa de floeopita (de háblto pofqullftico).
A rocha com "Ieucita", fel-depato alcalino, diopeldlo e
anfibóIio, parece ter aflnldade Iamproltica (ven Mltchefl &
Bergman, 1991; e Wade & Prider, 1940).
Cerro Tano 1 (C.1O6O a 1O62). Est6. fornådo Þor ¡ochae de
aBpecto slenltóide, con variaçðee locaie en grånul-ometrlå, deBde
fina (>1 rur) atê €roaea (>4 run), de coree clnza escura €.
avermelhada, con manchas e "pintaa" eacuraa de mlneraíe máflcos.
Na rocha eõ.o obeervadoe feldepato ( predomlnantemente alcallno),
plroxênlo verde eecuro, blotltê e, male raramente, alEruna opå.coa.
lembén aqul, como no cåEro do Cerro San Joeé, é poeefvel eeparar
uma facles de borde, maits flna, de uma centrel
Ao mlcroecóplo, a textura é hipidlomórflca l-nequlgranul,ar
¡nédla a groeca, fornada por auglta (aparentenente tltanffera),
oll6.coa (cor¡o conJunto de crletele com bordae de btotlta),
feldepato alcalIno e pÌaglocláelo (An -40) (augente ou pouco
abundante nae facl-ee da borda). Interet ic lalmente , t a¡nbém blotlta
147
de marcado pl-eocrolemo (amarelo meI a marrom tabaco marcado) e
nefelina (em parte como "vermee", algo alterada), OIivlna, menoe
frequente, é obaervâdå em algune exemplarea, como aÞarentes
"xenocrletals" alotrio¡norfos ( com defor¡nação ) . Aceeeoriamente
ocorrem grandee crietais de apatita.
Os dadoe modale (Tabela 4.6 e 4.7, ver também Flgura 4,7 e
4.8) mostram que as rochaõ da facles da borda eäo blotlta alcall-
feldepato melasienitoa com feldepat6lde, enquånto que oB do
centro eäo biotlta feldepatôlde elenltoe a blotlta feldepalóide
melamonzonito6 ou õlenltoÊ (co¡o olivina).
Cerro Tano 2 (C- 1O5O). Afloran rochae elenltóldee de
granulação média e porflróldee, con fenocrletale de plroxênlo
preto, de até 5 m¡n, que também ocorre cono crletale male
pequenoE, Junto com feldspatoe e ollvlna.
O exane nlcrogcópico ( Fotomlcrograflå 28) revela e texturå
eubldiou¡6rf1ca lnequlgranular. Oe fenocrietala õão de auglta algo
titanlfera. Na "natrlz" aparecem crlEtalB menores do meEmo
plroxênlo, grãoe equldl¡nene Iona 1e de oÞacoe "¡nagnetlte" colocadoe
em pårte como bordas no plroxênIo, plagloclásio cálcico e
feldspato alealino. Oeorrem t ar¡bén cr'1etê18 deformadoe de olivlna
(Fo-85*90). Já biotlta e analclna são nlnerale lnteretlclale,
menos abundantee. AÞetlta ê aceeeórIo cåracter"f Bt lco .
Oe dados modale (Tabela 4.6, Fieura 4.7), deflnem a rocha
cono um feldepatólde melaslenlto com ollvlna.
Cerro Gl¡obl (C-L?AO a 1206). Oe afLoranentoa melhoree, n&
TABELA 4-7
Dados modais de rochas faneríticas sem plagioclásio (álcali-feldspato mela-sienttóides)
LO62 1200 7202 L204 1205 r212 1213 7214 7276
Loca¡ Tano 1 chobí chobí chob í Chob í cañ. r cañ. 1 canl 1 caã. z
Ol Ív 3,O o,6 1,2
cpx 22,6 23 ,O 25,A 30,4 42,2 34,8 Aà 2 )2 \
Biot 6,4 3,6 o,5 4,6 4,2 18,4 AA
Foidea 6,6b t4,B r2,3 8,6 10,4 29,5 33,Oc ?7,2 15,3
FA 55,4 45,6 52,O 46,O 37 ,2 28,3 16,5 52,8
Opac 6,0 6,8 6,6 6,8 5,2 6,0 2,6 4,5 4,8
Ace s tr 6,2 2,A 3,6 o,8 7,4 tn tr 4,6
Mf 38 , O 39,6 35,7 45 ,4 52 ,4 42 ,2 67 ,O 56,3 31 ,9
a: geralmente nefelina; b: analcima; c: nefel ina predominante, foide isótropo subordÍnado.
As rochas são "sienitóides" sem plagioclásio (álcali-feldspato melasienitóides, campo 11),
dlferentes portanto dos 'isienitóides¡' com plagioclåsio da Tabela 4-6, Com M>3O, as rochas
são malignitos; M>60, shonkinitos. A rocha 1213-um "ijolito", é excepcionaJ.
LocaJização das amostras na Fig. 4-1 .
¡
149
parte N, pernitem identiffcår uma fecles de borda e outra male
central. Na parte S ocorrem alnda matacöee de rocha slenltólde
eBcura. (C. 1219 ) .
A faclee de borda (C.120O a 1203), à N, é cÕngtltufda lror
uma rocha elenitólde de coreg róeeae a eebranqulçadae, com
algumae "motag" devidae a concentraçõee de nlnerale r¡áficoe. A
granulação é ¡nédIa a groaaa e a estrutura orlentada, com
abundantee crlstaie de fetdepato alcalino allnhadoe, Junto co¡0
plroxênio, blotlta e nefellna (en algumae amoetrae). Localr¡ente o
plroxênfo a!'arece como megacrietale de até 5 uur.
Ao mlcroecóÞlo ( Fotomlcrografla 29), observa-ee textura
traquit,óide, marcad6. pela orlenteçäo de feldepåto al-callno
tabular a rlpiforne (algo alterado). Entre elee estão colocadoe
crieteie idlomorfoe de clinoplroxênlo zonado (centro de euglta,
bordas eeverdeadae), opacÕs equl-dlmene ionaie ( "magnetita" ), Ti-
blotlta (pl-eocroleno laranja, marrom eacuro a amarelo me1)
lameLar a Intereticial , e nefellna (0,5 a 1 urm). Como mineral_e
aceseórioe reconhecem-ee abundantee prlemae largoe de apatita e
cristais de esfeno.
A rocha é un åIcall-feldgpato nefellna melaelenlto (Tabela
4.7 e Fieura 4.8).
A faclee central (C.1204, 1205) é caracterlzada ¡>or
granulaçäo flna a média e egtrutura menoe orlentada, que påaeå. em
áreae maie centraie para rochae de granulacäo meia groBÊe ( -s
mm). Os mlnerais reconheclveie eão feldepato aIcaIlno (crletate
ldlomorfoe ou de contorno irregular), piroxênlo verde egcuro e
biotlta.
Ao microecóplo, ae rochae orlentadae most¡am textura
150
traqultóide, enquånto que åB com menos orlentaOão apreBentam
textura eubidionorfa granular. Numa amoetra (C. 1205) aparecem oB
feJ.depatoe alcallnoe englobando várloe mlneral,e máflcoe,
lembrando a textura adcr¡mulátlca daa rochae de maclcoe
eetratiformeo. Os rninereie obeervadoe eão feldepato aIcaIlno
( relatlvamente fresco ) , cflnopiroxènlo åugltlco ( fortemente
zonado com bordae eeverdeadas), Ti-blotlta Interstlclal (de forte
pleocrolemo em laranjå, nârrom eacuro a anarelo ¡nef ) , e
feldepatólde (ora nefelina lntercresclda com feldepato, ora
crigtåIõ ieótropoe lnteretlciaie de analclma), Aceeeórlos aäo o
esfeno e a apat ita.
Eetaa rochas eäo tarûbén feldgpatóide mela áIcall-feldepato
el-enito (Tabela 4.7 e Fleura 4.8).
Noe matacõee de borda S, é encontrada uma rocha eienltólde
cinza esbranqulçada cor¡ ¡nanchas pretas de mlnerale náflcoe, de
granulação médlé, algo Inequlgranular, com plroxênlo preto (por
veze6 com tamanhos maloree), feldepato branco e biotita-
A oboervaçã.o ao ¡nicroBcóplo tr¡oBttô. texturå lnequlgranuJ-ar
subídiomórf1ca, algo ÞorflrltIca, com "fenocrietale" de âug1tå
(titanlfera) de até 4 m¡n, que tanbém forma crletale menor"ee. Oe
outrog mlnerals eão biotita amarronzada (lanelar a ldlomorfa),
opacoa equldinene lonais ("rûåenetlta") e plaglocLâefo cÁIcico.
Interet lc ialmente , é obeervado feldepato alcalino Intercreecido
com nefell-na, aeeoclado a "analcIma". Apatlta aclrcular é
aceeeórfo abundante. Crletale de o1lvlna (Fo-90), também eäo
encontre.dos como cristaie ieoladoe e com formae subidiomorfae
( "0,5 m¡n).
Oe dadoe modale (TabeIa 4.6, Flgura 4.7) ¡roetram que a
Foto¡nlcroerafla 29. NefeIIna Blenlto. piroxênloe eódlcoe
eeverdeados ldlornór.flcos em feldepato alcaltno 1r:regular
(F,
anarronzado por alteraeão) e nefellna fneeca (lncolor),
amboe
polqullftlcoe. ocorrem alnda opacoe de biotltå nå.rron
,A textura
lembra "adcumulatoe" de macicoe eetretlforu¡ee. Amoetra c1zoo,
Cerro ChoabL. N //. D1mensão horlzontal, 8,5 nn.
FotomLcrografla 30. Alcali feldepato melaelenito (naIlg¡1tr6¡.
Crietaie ldionórflcoe de noeeana (n) e prle¡náticoe de plrotrênio
6ódlco eeverdeado, ern feldepaùo alcallno irregular,
poiqulLitlco; textura "ådcumutátlca,. , Amoetra CLZIZ, Caflada 1.
N //. Dtmeneåo horizontal 1,4 mm.
Fotomlcrografia 31. Arcari ferdepato srenlto. Ferdepato arcarrno
ldlomónfico tabular ( centro-dire ita ) a irregular ü.nco1or,
revemente altenado), contendo piroxênro eódlco eeverdeado,
opacoE cúblcoe e noaeåna (n), todoe ldiomórnficoe; textura
"adcumulátlca", Amoetra C1216, Cañada Z_ N //. Dlmeneåo
horlzontal 5,5 ¡nm.
rochå (C. L2L9) e um feldepatólde nelaelenlto a meLamonzonl-to com
oll-vlna e blotita.
ConJr¡nto de Cemoe de Cañada. No Ceno Cañada 1, eão
Identtflcadae rochas sienitóldee (C.7212) de eetrutura orlentada
e outras ultramåficas, macicae. Ae rochae elenltóIdee eão de cor
cinza eebranqulçada, de granulação flna a nédla, com predomfnio
de feldepato alcalj-no e prLemae de piroxênio eõcuro, em parte
concentrados em gloméruloe; encontra-ae também amlgdalae com
zeoll-tas.
Ao microscópto ( Fotomicrograff a 30), reeealta-se a textura
traquitóide eubidiomórflca, e¡n perte c orTI algune grãoe de
piroxênio male deetacadoa. Ele é augftlco e åperece cono Þrlemae
àe vezee agrupadoe. O feldspåto alcalino é ¡lplforme, englobando
grãoa de piroxênio e oIracoe. Em proporçöets nenores eã.o obeervadoe
grãoe equldl-meng lonala de "noeeanð." (freeca ou em Parte
eubetltulda por zeólltae). Ocorrem alnda blotlta, granada
melanltica, eefeno e apatlta.
Dadoe modale (Tabela 4.7, F'igura 4.8) ¡noetran que a ¡ocha é
um feldepatólde ( "noaea¡ra" ) melaelenlto, equlvalente aog
meligzrltoe da Iiteratura (Soreneen, L974, MitcheII & Platt,
1979 ) .
Ae rochae ultramáflcae (C.1213, I2I4), maclçae eão de cor
cinza eecuro, noetrando predominânc1å de plroxên1o, com manchae
esbranquiçadae de um Þoeefvel feldepatólde acompanhado em aleune
caEoE por blotlta e o1lvlna,
O exame mlcroecóplco moetre texturå eubldlomórflca, de
granulação média, com cllnoÞlroxênio åugftico eeverdeado
(eódico?) como criatale maloree (até 15 nm), male comumente como
153
prlBmaa menorea. Btotlta lamelar (em Parte Intereticlal )
acompanha oLivina alotriornórflca com extlncão ondulante
( "xenocrletale", em parte rodeadoe por blotita), nefelina (em
parte intersticlal con crletale de feldepato alcalino ) e um
fetdspatôlde de hábfto equld lmeng lonå I , Bubõtitufdo Por zeolltae.
Opacoe Õcorrem em quantidadee menoree, con contornog lrregularee.
Aparece ainda apatita como aceeeório.
No Cerro Callada 3, aparece expoeto um "dlque" pouco exteneo
de algune metroe de largura, repreeentado por uma rocha de
èBÞecto hipoabieeal, cor cinza bege, esparsamente porflrftlca e
de granulação flna (-1 mm) (C.121õ). Oe fenocrletale eão de
piroxênlo egcuro de eté 5 ¡nm e de anflbóIlo tarnbér¡ egcuro,
priemátfco aLongado. A ¡natrlz é feldepátlca e conta con grãog
visiveie de mlneraie ¡náf lcoe.
O exame mlcroecôplco moetra texturå porfi¡ltica com
fenocrietale de plagiocláslo cálclco (?) com textura "eieve",
clinoplroxênio augftlco fortenente zonado (com bordae esverdeadae
e6dtcae?) e anflbóIlo kaereutftlco priemátlco. A natrlz é de
granulação fina, Intergranular, co¡n feldepato a1ca11no, anfibó11o
kaereutitlco, cllnoplroxênfo e cublnhoe de opacos ( "nÀgnetita" ).
AcessorLanente ocorrem algune grãoe equidimens l onal e de "noseana"
e prlemae de apatita,
A rocha é um pórflro traqultico de compoelção lnueual, maie
máfico que oe outroe tragultoe encontradoe nå região (TabeIa
4.5).
No Cerro Cafiada 2, ocorren rochas eienltóldee de cor bege
clnza, orientadae e lnequlgranularee com feldspato alca1lno, em
aLgune caÉos fornando fenocrlõtålB de até 10 nn' Junto com
L54
prlsmaa de piroxên1o verde e lamelae de biotitå preta de tone
bronze (C.1216).
ia 31) reeealtam-se oE crietale
Ao u¡fcroecóplo ( Fotomicrograf
maioree de feldepato alcallno, algo alterados, Junto com oa
malores de cflnopl¡oxênio aueltlco, ern parte eeverdeado. Oe grão
menoreõ, predomlnantea, formam una "matriz" traqultólde de
granulação médla, com feldepato aIcaIlno, opåcos ldlonórflcoe
( "magnetita" ), cllnoplroxênlo, "noaeana" e blotlta.
AceeeorÍamente aparece eefeno.
Os dadoe modafe (Tabe1a 4-7 e Fieura 4.8) moetrsm que a
rocha ê um alcall-feldÊpåto elenlto com feldepatólde.
4.3- CONSIDERAçõES GERAIS
Roctrae Sedlmentaree
É coneeneo entre 06 várioa autoree que o Grupo CaacuÞé
repregenta ums. ingreeeão marlnha no pré- l landover lane, que Ee
inicia com um cong]omerado baeaf e pagsa gradativamente pêra aB
unldadee euperiores (Cerro Jhil e Tobatl ) . Exlete alEuma
discuseão, apreeentada maie como concl-ueão em trabalhos gerale do
que fundamentada em dadoe de campo maie detalhadoe, sobre ê
inportânc1a ou a exlstêncla da contribulção f luvlal- para esteo
depóBito6. A lmpreeeåo geral é que a.6 caracter let l-cae eetruturals
e texturaie, bem como a relativa homogene idade e monotonia
mlneralógica da malorla deetee depóeltoe, e&o compatfvelg com umð.
depoelção em plataforrnå rnårinha (ver Proyecto Par 83,/005, 1986;
Eckel, 1959; Harrington, L972).
155
A FormagEo San lllguel é encontrada neata Folha como um
conJunto de trêe Unldadee (U1, baeal , V2 e U3) caracter l-zåndo ,
com algumae recorrènclaE, uma suceeeto com granocrescêncla
aecendente, com pelltoe e arenitoe na pa¡te baeaI, arenltoe
varladoe na ulédIa e congloneradog de arela nédla a groega no
topo. Neetee úft1moe, não forêm obeervadas evldênclae clarae de
orlgem glaclal, o que Juetificaria a denomlnaçåo de "dlanlctltoe"
utllizada para definlr multoe dog eedinentos mals groõsos
encontradoe em outras regiõeg (veja-ee, por exemplo, Proyecto Par
83,/005, 1986, e referênciae cltadae). Trabalhos mele mlnucloeoe
de caracterfzação faclológlca, neceeeár1os para deflnlr
claramente o ambiente de deposlção, não foram realizadoe pel-o
autor de6ta diesertação. Oe lndlcioe gerale são, entretanto, de
depoelção em amblente fluvlal (Iocalmente lacuÊtre, ver deecrlção
da Unidade Ul), poeeivefmente parecldo aquele que preenche
rapldamente depreesões em áreas de "riftlng". Eeta InterÞretacão,
apenag eugeetlva, não esgota evldentenente o åegunto. Algun€,Ë
Poucag evldênclae sugeren que, tr>or baixo da Unldade U1, aparecem
depóeitoe de conglomeradoe ( "Janela" na parte NW da Folha, ver
deecrlção de U1 ), enquanto que a Ëreõençå exn Cåñåda de algune
blocos de arenltoe de co¡ ocre avaliaria a eupoeição de contâto
lnediato de Ul com a Formação Coronel Oviedo, aotoÞogta,
caracterizada Juetåmente por moatrar Iitotlpoe eimila¡ee ao6
obeervadoe nease afloramento leolado (Interpretaeão que, por
ouLra parte, fol a utlllzada noe perfle cltadoe no Capitulo 5).
As "unidadee" descrltas da Formação San MleueI Êão
claramente ldentlflcáveIe tanto ÞeIo Beu Þoelclonamento
eetratlgrÂflco corno Þelas tru6.Er caracterfetlcae IltoIóglcae:
156
con¿udo, não Bão aqul deflnldae cono "membros" por carecer-ee de
dadoe eobre a Eua exteneão em folhae vlzInhae, e não eer bern
conhecida a dletrlbulçÃo de faclee na formacão como um todo,
mufto male distribulda Fara Leete.
Roct¡ae le¡neae
Ae rochae deecrltae como pertencentes ao Grupo Caapucú eõ.o
IeucoeranLtoe e leucorlolitos, caracterizando um magmatlemo ácldo
( Précanbriano e Eocanbrlano?) no enbaeanento daquela reelão; não
foram observadas rochas encalxantes metamórflcaB. Estae rochae
åcldae eão aqul correlaclonådaÊ como outre.É Ëemelhantea cltadae
em localldadee vizinhae (ver ilem 3.3.1).
Os diabáslots que ocorrem na área Bã,o åtrlbufdoe à Fornação
AIto Paraná. Aparecem todoe cono dlquee, alE:une delee de Fercurao
longo (Anexo A). São encontradoe dole tlpoe petrográflcoe, o dog
dlabáeloe toleltfcoe tfplcoe e 06 doe "diabáeIoe" Já
diferenciados -
Ae rochae alcallnae ou de tendêncla alcallne, que aparecem
geralmente como corpÕõ menoreÉ, foram en prlnciplo conelderadas
como da Formação SaI¡ucal (ou eeJa, referldae åo cronogrupo de
aproxlmadamente 13O Ma). Datacões recentemente reåI1zadae, embora
ainda espareaa Ëe conelderada a complexidade petrográf1ca
preeente na regläo, euetentam em ge¡a1 eeea atrlbuição; contudo,
apêrece caracterlzada uma euperpoelção geográf1ca ÞeIo meno6
parclal cÕrn un magnatlerno mals eódlco reÞreaentado Þor fonolltog
de ldade 66 + 4,6 Me (Cerro G1¡nénez, Folha Acahay; Velázquez,
1992), e que Þodem Þortanto ee atrlbufdoe à Formaçäo l{emby (ver
tambêm ltem 2.3. 1 ) ; eLa deve também enElobar todae aB
15?
manlfegtaçõeg de fonolltoe eódlcoe preeentee na FoIha La Colmena
(Cerroe Medlna e Doña LIII; ver Anexo A).
Ae yochaø baeélúlcas do Potrero Ybaté (a u¡alorla tefrl-
fonolltos) eão rlcae en XzO. Como Iåvåa oco¡¡em o¡a com
abundantee fenoerletais de piroxênIo, ora como tlFoe quaae
aflrlcoe. Oe blocoe de lava, que compõem Junto com fragmentots
menores oB piroclaetltoe acompanhantee, são de rochae
eemelhantee, mag chamam tambén a atencão oe que ê.pErecen com
abundante olivina foreterltlca, caracterlzando aeelm uma facles
efueiva ¡ica em MeO, certamente û¡aig Prlnitlva que as que
predominam ent¡e aõ l-avas,
Ae rochae que aqul são contrlderádás de "afinidade
lantproitica" Ëão tanbém rlcae e¡n KzO, como rnostrådo ÞeIa
mineralogia. Não forarn encontradoe, entretanto, algunts doB
mlnerais que caracterlzam eeee Erupo de rochaÊ, como wadeita e o
anflbó1lo tlplco; falta peequlsar male adequadamente o qulmlsmo
de algung minerais opacos. A ocorrêncla geológlca ( "plFee", nae
quale à faclee hlFoableeal aEEocla-Ee também plrocláetl-ca, e uns
poucoE "pluge" ) é tambén remlnlõcente da forma ern que Be
apreeentam oa Iamproltoe. A aseociação encontråda de nlner'aie
peeadoe é eugeetl,va, tendo-ae obgervado aLEune crletaie com
feiçõee aimllaree Àe do dlarnante (hábtto, euperflclee, cor,
reação à Iuz ultravloleta), cuJa verdadelra ldentidade deve alnda
Eer deflnitivamente verlficada (por ex., com r¡leroeeonda e
dlfração de RX) .
Oe frequentee dlquee de neLa-foJonltos ( "cocltoe" ) eão
bastante elmilaree àe rochae anteriores. Texturalmente, poderla¡r
BeÐ conelderadog lanppóflrc,6 alcall-noe neeocrátlcog €,
158
mineraloE lce.mente , apresentam aflnidade com "mlneta6 alcalinas" e
"eannaltoB" maa, contrarlamente a todae eeeae rochô8, noBtram
tsempre pouca blotita e nenhum anflbóIlo. A preeenca deetae e de
outras rochae rlcae em KeO lndica que existe na reglåo uma
famllla de lltotlpoe aparentadoa, ao eetllo do que é deecrlto na
literatura internacional (e.fr., Wooley, 1987; MltcheIl & Bergman,
1991; Rock, 1991). Eete úItlrno autor, por einaI, coneldera oe
cocltos da literatura como rochae hlbrldae, formadae por mletura
de magmae lamproltfcoe e de minetaa.
Oa fanry¡rófi¡oe eão Eeml>re rochae de diffctl cl-aeel-flcaçäo e
interpretação. Oe da Fo1ha La Colmena êI)reaentam augltåB e
b iot ltae-f logopitae (e ollvina, quando ¡>reaente) como
fenocrletaio, em matriz com eõae6 rneBmoË minerale, opacoÊ e
feldepato alcallno (ver Tabela 4-4) - Fal-tam plagiocJ.áeio"
anflbóIio e quartzo, e geralmente também oe fóldee (excecË.o feita
de algumae émostrag). Estag ca¡acterLetlcae aË aproximam doe
Ianpr6flroe alcallnoe (do tlpo "mineta alcallna", ou "eannalto"
com blotlta e aem anflbóIio) malo que dae minetaõ tfplcae
( cáIc lo-al-cal inae ) - Entre elee, encontpê-Ee tambén un ÞrováveI
"damkJernlto" maõ, outra vez, eem anfibóIlo e com blotita co¡no
mineral mâfico hld¡atado.
Oe fonofltos encontradog no6 Cerroe Medina e Doña I-¡1I1 são
poeelvele representantee, neeta reglão, da FornaçÉo lle¡nby (ver
Anexo A). A nlneralogla (Tabela 4.5) revel,a a aua tendênc1a
eódica. Oe tyaquitoo Bäo quátre todos portadoree de nel"anlta e de
algune fóldee; lnexlete plaeiocl-áelo (obeervacäo óptica).
Piroxênloe, 06 náflcoe predornlnantes" e ènfibóllos,
freqilentemente preeentee, eão de natureza eódlca, o que eugerlrla
159
qulmltsmode tendêncla eódlca. A eua ocorrêncla como dlquee, em
meio ao enxo¡re de Ybyty¡nl, lndlca que elee Be colocaram
Þoeelvelmente em conJunto com aa outrag rochae que compõem o
enxame. Säo aeeln coneideradoe, tentativanente, como pertencentee
à FornaÇão Sapucaf.
Ae z,ochas a.lcaf i¡zaa fanerftlcae tem proporçõea
elgnlficativas de mâflcoe (auglta, blot ita-flogoplta e oIlvlnå,
nesga ordem); oe ol>acoa eão aempre abundantee, O feldspato
alcallno ê o mlneral geralnente ¡nale abundante, Por veueg o
feldepato únlco, Bempre Junto à fóIdee (no cåBo doe áIcaI1-
feldepato fótde eienitoe); as rochae com plaglocláelo, que
aÞarece geralmente e¡n proporçõee menores, mostrsm modae
eepalhadas pela parte ineaturada do triångulo FA-P-F, mormente ee
concentrando no c ampo doe fôlde monzoelenitoe (Flgura 4.7)
Duae caracterletlcae textulalg Fresentea nae rochae
alcallnas deeta região Bão notåvele (eão reÞroduzidåe aqul
dlecuseõee com o orientador ) .
Uma delae refere-ee a abundånclâ de fenocrietale em muitae
das rochae porfirlticae, baetante I¡or clma do valor crltico que
a "IeI" de Einsteln-Roecoe coneide¡arla seEura para movlmentação
de Ilquldoe con crletaie erû euepeneã.o (da ordem de 25-30%) i
valoree euperloree da fração crlgtallnå lmpediran a aeceneg.o. As
maioree proporçõee de fenocrletålÊ encc,ntradae eã.o éB Eegulntea:
baea1tôldee, de 34 atê 4Q% (Tabela 4.2); mela-fonolltoe e rochae
de afÍntdade larnproltica, de 36 âté 55% (TabeIa 4.3) ;
lampróflroe, 41 a 42% (Tebela 4,4) Eetee dadoe eugerem que houve
aunento coneideråveI de fenocrletale no ÞróI:rio locaI de
colocação, poeelvelmente ÞeIa acão de um mecånleno Parecido å
160
"fllter p¡eeeIng" (ae rochae, portanto, tlverann algum llquldo
Intereticlal extraldo ) ou, como conplemento Þor c¡lBtallzaÇão
ráplda de algune doe fenoc¡letale (e.a., fóldeg?).
A eegunda feIção textural lntereeeante é aÞresenlada Þor
muitae dae rochae fanerltlcae, todae elae colocadae, vale
lembrar, como corpos pequenoË. São texturas tlplca¡nente
encontradae em macJ-çoe eetratiformee, que preasupõem faeee
"cumulus" prevlamente cristallzadae Be movlmentando em cå.mara
magmátlca, rodeadoe por uma aeeoclaÇõ.o de faae6 "intercumulue" de
cristalização tardia. No caso dae rochae deeta folha, å auaencla
de estruturas ldentiflcadoras (e.9., bandados de variada espécie )
l:em como o ÞróÞrio tamanho da ocotrência (mlnúecu1o, por vezeg)
inviabllfza umê explicação neõ6e eentldo. Deve-ee pot tanto
aceltar que texturae cumuláticae podem eer fornadae j¿ sjúu, em
condutoe vertlca16 de limltada extenaã.o lateral (como m{ixlno,
alguna poucoe centoe dë m) mas de percureo vertlcal provavelmente
muito malor- Nelea, se colocariam "muehee" com fenocrletaie Já
formadoe, cuJo magna lnteretlclal crletallzara tardlamente,
eubmetido a controlee de crietalizaçð.o por meio de dlfueão,
eemelhantes àquelee necanlemoe male eofletlcadoe prolloetos parä
aa próI>riae c6.marae en que cristallzarlam oB maclçoe
eatratlformee ( " double-dlffuslve convecblon", ver Irvlne, 1980).
A maÍoria dae rochae meeo- a r¡elenocrátlcae porfirltlcae
(meIa-fonolltoe, l-ampróf lroe, etc) moetram pequenog agregadoe
"dunltlcoe" e "wehrlftlcoe" (ollvlna e ollvlna com
cllnopiroxênio) que podem eer lnterpretådog, em multoa cåBoE,
como encl-avee de o¡l€en mantêl-1ca. Bepete-ee åqu1, em eBcåIa
ma,rcante, o que é freqilentemente vlBto em "pluge" (e dlqueB)
161
nefellnltlcoa da Fornação Ne¡nby (ver Velázquez, 1992, Þarå
maioree referênclae). A interpreteçäo dlnâmlca é, evldentemente,
a de que oa mð.gmaa pÒrtadorea deseee enclaveg deverlam ter-ee
deelocado rapldamente e num eó eeté€lo (porque, caao contrário,
não Be encontrariam eaeec enclavee na Þog1ção preeente). A
expll-caçã.o tanbém exclul,cfårånente, a exletêncla de uma ou
várlas câmarae ma8máticaa ocultaa em Frofundldade, onde poderiam
ter-ee formado, por exemplo, oe fenocrietais dessas rochae, Como
reforço, cabe alnda deetacar que pequenoc volumee de ¡nagnas
primitivoe colocados err fraturae, e que portanto re6friam
rapidamente, só podem chegar até nfvele euperflclalg ou
eubeuperficiale ee a movlmentação é ráp1da. Oe argumentoe não eão
novo6, tendo eldo utlllzadog nð. Iiteratura Internacional com
referência à colocaçõ,o de klmberlltoe e lamproltoB (ver, Þor
exemplo, Mltehell & Bergman, 1991; Rock, 1991). Da mesma maneLra,
deve eer admitido que a maiorla doe fenocrietale, pela oupoeta
inexistêncfa de câ.maree maguátlcae de crletallzacão
Internedfé,rla, crescerLam prl-ncl¡>almente durante a eta¡>å de
asceneã.o e, eecundariamente, durante a faee de reefrlamento, apóe
a finalização da r¡ovlmentåeão doe reeÞectlvos magmae,
A eroeäo póe-erupção pouco afetou ae áreae agora exÞoataÊ no
VaIe de Acahay, dal a p¡egença de derramee e ms.ntog de lavae e
rochae plroclástfcae em åÌgumaB áreaÊ åIgo deprlmldae (e.9.,
Potrero Ybaté) e a caracterlzaeão doe dlquee e outt'oB corÞos
intruelvoe como de natureza eubvulcånlca, A eroeão ee nanlfeetou
certamente com maior lntensidade nas áreae el-evadae vlzinhae ao
"rlft" (por exemÞlo, a Serranla de Cordil-lerlta).
r62
C.A.PÍ:T(JI-,O õ
ESITR,(JTTJR'A, HISTóRI.A' GEOIJóC}TCA
E IIEC{JR,SOS }{I.A' T(JR,AIS
capftulo eão dlecutldae ae eBtruturas PreeenteB nâ
NeEte
Folha ta Colmene, e a ae8uir a hlebórla geológlca. U¡na breve
dlgneeeåo enfatlza a Impontånc1å do "¡:ift" de Aeunción co¡no
coletor e poeefvel ger.ador. do maEmat lemo alcallno, radicado
tanto nele como na6 euae vlzlnhançats. Un lter¡ eobr:e Recureos
Natural-e fecha o capltulo,
5- 1- ESTRUn'RA
A Folha L,a Colmena é dtvldlda, convenlentenente, em blocoe
Iimitadoe I¡or falhas. Eeta dlvleåo tem vantagem duPla. Pon um
lado, permlte eietenatizar a deecrição de unldadeÉ geológicae,
como mostrado no Capftulo 3. Por outro, enfatiza a8 feiçõee
eetrutural-e tldae como maiE elgnlflcatlvaõ neeta reEião, e de
fato no Parêguai Orlental intel-ro: a preelenc€. de uma tectônlca
re Iât lvêmente recente, que retalha o embaeamento, Junto cor¡ õua
pouco esl¡eeea cobertuna eedinentar, em conJuntoe de blocoe com
vertical (ver tanb6n comentárLoe
rrovl-mentaçåo predonl-nantemente
no item 2.L). Oe ltmitee doe blocoe eão, portanto, falhae
normaig, cuJa movimentacão retatlva e reJelto pode, pelo menoe
em prlnclpto, Eer egtlnado ou lnfe¡rldo Pela dlepoclção da
163
cobertura Bedlmentar, colocåda proèml-nentenente de maneha
Bubhorlzontal.
5-1-1- Oe blocoe na Folha In Co]-nena
Ae falhae normale e movinentaçõee relatlvae-
Ae faLhae rnale l-mportantee detectadåB nå Folha La Colmena
eão ae de Acahay, Chaurla, Medlna e San Joeé (Fleur'a õ.1), A
diepoeiçã.o dae fornaçöee do Grupo Caacupé, ben como a da
For¡naçåo San MlgueL (ver Anexo A), ldentlflca ae movlmentaçõee
relativae r¡ostradaa nå. metsutê Flgura, gue FeFão diecutidae a
eegulr.
A falha de Acahay, de percureo geral E-W, é de funPortÂnc 1€.
neglonal, Já que é um doe llnltee (o merldlonal) do eegnento E*
W, agul chamado de eegmento Acahay, do "rift" Aeu¡rción (ver
Ftgurae 2.I,2-3 e 5-2). Pouco mafe Þara W, na vlzlnha Folha de
Aca̡ay, muda a faLha aeu rumo para aproxlmadamente N45-55W,
iniclando-ee agel-n o aqui chamado ge8mento Aeunción, de percurgo
SE-NI,¿, do meer¡o "rlft", que Ee extende até o Rio Paraguai. A
contlnuaçEo para W da falha Acahay nåo é ber¡ conhecida, por
falta de bone afloramentoe e, prlnclpalmente, por aueêncla de
tnabalhoe de mapeamenbo; megmo aeeim, deve Prolongar-Ê,e por mals
de 10 ou 15 km para Oriente, antee da deflexão para SE, com o
infclo do eeginento Ybytyruzúr, dietal , do "rlft" de AeuncIón. A
falha Acahay é cortada pela de San ,Joeé.
A falha Medlna é de rumo geral qua6e E-Vl, Ieve¡nente
dtferente do moetrado pela falha Acahay. Ela forma, Jünto com å
de Chau¡.1a ( rumo N53W), uma geomet¡'ta ern "escada", que deve
u f-l
O Lo col-eno
Bloco Polrero Allo
oé-*J"
Pigura 5-1. Os blocos dê Folhô Lê Colmenê e ås falhas que os
limitên. Indicêm-se co¡rì 6s letrss U (uÞ) e D (down)
as rnovimentações relôtivâs.
O I 4tñ
E-f¡=¡t:#
Figurô 5-2. os Eegmentos Àcôhay (E-w) e ÀËunción (Nw-sE) do
"rift" de Àsunción. À Eequenci€ de blocos eÊcêlong
dos, Dè deflexão dõ Fè1hð Àcêhày pars Nh,, é iDter_
pretôção baseôdõ ns di6posição dès fðlhôs Chðuris
(l) e ËedinÞ (2).
166
etstar relaclonada con o ponto de lnflexão para NI,l da falha
prlnclpal, a de Acahay. Ur¡a poeefvel lnterPretagåo, que deverá
Ber confLrnrada ou retlficada l>or trabalhoe de mapeamento nê.
Eolha Acahay, é a ¡noetrada na Flgura 5.2. Obaerve-ee qu€ a
orientaçåo da falha Chauria é groeeelramente a meana que a
moetrada pel-o eeEmento Aeunclón do "rlft". A falha San Joeé, Por
aua vez, tambér¡ cortè å de Medlna.
O rlltfuno epleôdlo reLevante de fraturannento e deelocar¡ento
na Folha La Co Imena é repreeentado pela falha Sar¡ Joeé, de l:umo
geral N12-15!{. A eua exlgùêncla é alnda marcada Pela aparição,
na vizlnhança, de dlquee eubvertlcale de dlab6eioe com o me Bmo
ru¡no, preeentee prlncipalnente na tsua Parte ¡r¡erldlonal (ver
Anexo A). Ae relaçõeê nútuag entre eeta falha e a de Acahay
puderam Ber confl-rmadae no carnpo, moetrando que oa arenitoe
Tobatt do Bloco San Joeé eetåo er¡ contato tectônlco, Pela ação
da falha hor¡ônlma, com rochae do embasamento (ver Anexo A).
A obeervacão dae fotog¡raflae aéreag ta¡nbén Eugere leve
deelocamento de conponente dextral da fafha Acahay pela de San
Joeé. Oe eetudoe reallzadoe por T.A.C. (1881) levaram åoE
autoreg do reepectivo tnå.pe a proÞor eletemee de falhas, nesta
re8iäo, de rumo eeme lhante åo de Falha San Joeé, clara.nente
posterioree è fatha ¡nerldlonal ltr¡ftrofe do BeÊmento Acahay do
"rlft". Eetee trabalhoe prévioe reforçam a InterPretação aqui
propogta para a idade da falha San Joeé.
ReJeltos entre blocos
Ae falhee acina citadae eão OE Ilnltee doe blocoe Potrero
Alto, San Joeé, Chaurla e Vale de Acahay (Flsura 5.1), como
166
diecutldo no Capftulo 3. A preeença daa formaçõee eedLmentanee
mapeadae, de atltude eubhorLzontal, pernlto ldentificar eB
movlr¡entacðee relatlvat, como lndlcadae na Fi8ura 5,1, e avallar.
a magnitude do reJelto vertical.
O llnite entre aa formações Cerno Jhú e Tobatl (ver ltem
3.3.1.) aparece noe dole blocoe Potrero Alto e San Joeé. No
I)rimelro, encontra-ee epnoxlmadamente naB cotaB de 41O-4õ0 m
(Ce¡:ro Achón) e no eegundo, nae cotaË de 250 ¡n (extremo NE do
Bloco San Joeé, Anexo A). O reJelto entre adbog oB blocoe ê
portanto da ordem de 160 a 200 m.
O Bloco Cheuria apårece dividldo en duae eubunldadee. A
eltuede e leete da falha San Joeé moetra o contato entre ae
formaçõee Cerro Jh{r e Tobatf è åproxlmadånente 180-200 m,
definlndo então uma aubeldêncla em torno de 200 n em comÞaração
com aa áreae vlzLnhae (Cer¡o Achón, Bloco Potrer-o AIto) (Anexo
A).
Na eubunldade do Bl-oco Chaurla que Be encontra a W da falha
San Joeé, nåo é obeervado o contato entre anbae ae fornaçõee
previamente citadae, pogglve Imente oculto por depóeitoe
quaternárloe. A cota rnfnlma em que êfl-orêm oe arenl-toe Tobatl é
de 130 m; é eeta tanbém a cota na gual é encontredo o llmlte
Cerro Jhú-Tobatl, lr¡edlatamente à S, no bloco San Joeé (Anexo
A). Ae relaqõee relatadae augerem que eata eubunldade do bloco
Chauria deve ter reJeito, frente ao Bloco San Joeé, de alEumae
poucag dezenae de metroe, uma eubeldêncla por:tanto nenor que À
doe 2OO m avaliadoa parâ o afundamento da eubunldade oriental do
s¡e eno bloco (frente ao Bl-oco Potrero AIto).
De lntereeee malon e ee deetacar é a eubeldêncla entre oe
16?
blocoe Potrero Alto e Vale Acahay, que eão geornetrlcamente aÊ
regiõee que ¡ne lhor identlflcam, na eacala local da Folha La
a parte "alta" e a afundada do "rlft"
Cohnena, reepectivamente
de Aeunción no aeu Eegmento Acahay (Fieura 5.2). No Vale de
Acahay eã.o encontradoe os eatratoe baeale aflorantee da unidade
inferior (U1) da Forn¡ação San Mlguel en cotae de 130 a 150 m
(Anexo A). Adûrtt lndo gue Ul repreeente a panbe baeal da cltade
foru¡açåo, Iocalizada lnedlatarnente Por clma da Fornação
infraJacente Coronel Ovledo (ver obeervação no ltem 3.3.4.)' e
eupondo alnda eeqilênc la eetratlgráfica cornpleta (een l)reeenca
l-ocal de htatoe eroelvoe), é poeefvel eetlnar a profundldade a
qual eeria encontrado o topo da Forr¡ação Cerro Jhú (ver
eeqitênc la e es¡reetsuraÊ de for.r¡açõee nå Tabelê 2.2). Con uma
potêncla eetimada de 650 n pèra Coronel Ovledo, e de
apr:oxlmadamente 400 m p6.ra o Grupo ltacurubf, e alnda a mlnlma
de 2OO ¡>ara å Formação Tobatl (ver Anexo A e lt,en 3.3.1.),
chega-ee a uma cobet.tunâ total de 1250 m, Para atingLr o toPo da
Formaçäo Cerro Jhú. Eeta rlltlma unldade atlnge na Folha La
Colmena urna egpeeÊura da orden de 200 n ( Anexo A e item 3.3-1.).
Coneeqilentemente , é eetlr¡ada uma e6PeBtsuré. total de 1450 m,
deede a baee da unldade U1, até o embaeanento crietall-no, no
Vale de Acahay. A subsidência total do bLoco VaIe de Acahay,
frente ao bloco Potrero Al-to, que marce o Llnlte merldlonal do
"rift", é algo malor, da ordem de 1520 m, Já s.ue a baee da
unldade U1 eetá a 130-15O m, e oe afloramenÙoe do embaaamento
aparecem À cota de 200 rn, na reglË.o da Falha de Acahay (ver
Anexo A).
A anáIlee etrtrutural enealada moatra, Poì: outro ângulo, que
168
o bloco Chaurla nada maie eeria que reeultado de um aJuete local
(Þor ex., no eentldo lndlcado na FIBura 5.2), e que a falha San
Joeé repreeentârla nrovlmentaçõeê tardlåa de ir¡po¡'tância menor'.
Perfle eBtPuturala
Várlos perfis eåo apreeentados que noetråm, de manelrå
interpretat l-va, tanto deelocamentoe como comportemento
eetrutural doe blocoe e dae unldadee eedlr¡entaree. São oe que
unën oa pontoe A e B, C e D, E e F, e G c H (ven lndlcaçõee no
Anexo A e detalhee nas Figurae 5,3 a 5.6).
O perflL A-B (Flgura 5.3) parte de Cogta Peña (Bloco
Chaurla, à W da Falha San Joeé), a S9{, e chegå até a reglão à NE
da Serranla de Ybytyr¡f , Corta ae fal'hae San ,foeé e Chaurla,
ambae eupoetee eubventlcale (ou de pronunciado mergulho, da
ordem de 75-85Ò, para o interLor do "rlft"), A E da falha San
Joeé é obeervado o contåto entre aE fol:naçõee Cerro Jhì1 e
Tobatf, que para l¡l da citada falha permanece oculto. Obeerva-ee
alnda o leve nerEulho, coneiderado de ori8en tectônlca eetlnado
em 1,5 - 2ô parè SVJ e S, dae cêmadae da For-nacão San Mlguel (ver
comentárloe no próxlno parágrafo ) .
O perfll C-D (Fleura 5.4) é de ¡¡e¡:cureo SE-NW e parte de
uma reglão elevada, å E do Bloco Potrero AIto, paeeando l>or La
Colmena e atingindo a Serrania de Ybytymf; finallza, Já na Fol"ha
vizinha de Sepucal , algo a N da localldade hor¡ônima. Identiflca-
6e negte perfll o mergulho pouco E¡arcado dae for¡naeõee Cerro Jhú
e Tobatf, da ordem de 2-3o para E e SE, ( tanbém de or.lgem
tectônlca?). Não exleten, evldentemente, evldênciae locale que
permltam aceltår com Êregurancâ tal aflnnaçåo. Entretanto, å
SW NE
S. J.
1r
Figura 5-3. Perfiì A-B (btoco chaurla à sw, até serrania de Ybytyr¡í, à NE, ver Anexo A). São lndlca
das as falhas San José (SJ) e Chauria (Ch). pontllhado flno e grosso, focmações Tobatí
e Cerro Jhú, .espectivamente. Pontllhado flno coñ linhâs na base, Formação San È,f18uel .
O stgno de lnterrogação indica locâllzação ap.oximada de ,,Janela" erosiva onde aflo-
¡am (?) sedimentos que podem ser atrlbuídos à formação Co.onel Oviedo.
SE NW
D
m s
500 I
300
roo
E¡MffiTEG km
Flgura 5-4. Perfil C-D (Serrania de Co¡dllle.ita, a SE, até Sapucaí, a NU, na Folha vizlnha). Indl -
cadas as Serranlas de Attos (SA), de Co¡.dilte.ita (SC) e ybytymí (Sy), e as locatldades
de La colmena (Lc) e sapucaí (s) (ver anexo A). são indlcadas as falhas N e S que 1lmt-
tam o segmento Acahay do "rift" de Asunción (FA: fatha de Acabey; FL: falha do lfmlte N,
posição aproximacia ao pé da Serrani.a de Altos). 1: crupo Caapucú; 2 e 3: Foñ¡ações Ce¡-
ro -Ìhû e Tobatí; 4: Formação Coronel oviedo; S: Formação San Miguel; 6: preenchtûento de
vale. Linhas gaossas verticajs: dlques.
-¡
o
171
aparlção Bietenátlca de leves nergulhoo nåB camadae
eubhorlzontalõ que cobrem dofa blocoe dlferenteg (o do vale do
Acahay e o de Potrero AIto) Eugere que eaeeõ metgulhoe Be
orLglnaram por leve baeculamento doe blocoe durante a etapa de
Eeração dée egtrutur.ag, eventualmente reforçados por reatlvaçäo
poeterlor dae neemae- À N da FaLha Acahay (FlCuna 5.4), entra-ee
na á.rea deprlnida do "rlft", para a qual é eetlmada una
eubeldêncla da ordem de 1520 ¡n (ve¡r ltem aclna). Coneldera-ee,
como euEerldo acIma, que a Formação Coronel Ovledo aI¡arece
lmedlatamente eotopoeta aog afloramentoe da Unldade Ul da
Formação São Mlguel. Mala pårå N9¡, é r¡oetr.ada a Serranla de
Altoe, com ael formaçõee Tobatf e Cerro Jhú (ponto D do petfll),
que aeeinala com o aeu mêrcado relevo poEftlvo a par'te
eetentrlonal "Eoerguida" do "rlft". A falha-llmlte eetentrlonal ,
ainda Ben deglgnação, aparece aeelnalada na F1eura 5.4 de
maneina tentatlva, e congtitui o par conJugado de Falha do
Acahay (ver tambén a Fleura 5.6, como conplemento do moctrado na
Flgura 5-4).
O perfll E-F (Flzura 5,5) expõe con nålor detalhe o
comportamento dae formaçõee Cerro Jhú e Tobatl, no Bloco Potrero
AIto. O percureo do perfil (WNtil-ESE ) corta a Falha San Joeé,
paraleLa à qual Éão obeervadoe diquee Eubvertlcale de dlabêeloe,
e enfatlza o mergulho dae car¡adae eedlmentares, Já dlecutldo no
parágrafo anterLor.
O perfll G-H (F'tgura 5.6) moetra na aua parte eul-ocldental
ae felçõee da Folha La Colnena, deflnldae nog perflg anterloree.
A parte nor-orlental, entretanto, não é ber¡ conhecida. Nsete
perfll eåo lndlcadag êpenås felcõee Já eueenldee, várlae delae
WNW ESE
co cA. S.Ap. c. M.
F
FSJ
Figu¡a 5.5' Perfil E-F (bloco san .¡osé, à wt':v, até limlte da Foìha Lo colmena, à ESE, .,e. Anexo A).
CO, CA e CM:cerros Obi, Achón e Mongelos; FSJ: Falhâ San José; SAp: Serranfa epynaguá
Cruzes: Grupo Caapucú; pontllhados espaçâdo e ape.tacÌo, forrnações Cer¡o Jhú e Tobâtí-
-t
N
wsw ENE
G H
-=lr--
-?-
-c
-?-
O lO 50 rrn
Figura 5-6. Peiftl .egional G-H (bloco Chauria, à wSw, até pedreira cachfmbo, PC, perto da localtda
de de Colonia J.M. Frutos, à ENE; *,er Anexo A). FJS, FM,FL: falhas San José, Medlna, e
a falha ìimite, inferlda, limitando o "rift" de Asunctán (localidade suposta, perto öa
Vila J.M. Troche, Tr). F: falhas sen nome. Linhas g¡ossas verticais: diques. CC: Cerao
chobí, Formações são indicadas por cruzes (enbasamento), ca (crupo caacupé), It (Grupo
Itacurubí), cov (Fo¡mação Coronel Oviedo),uT (Formação San Miguel-Tacuary, indistlntas ,
para ENE; Formação San Miguel, FoIha La Colmena, na região do cerro Chobí).
-¡
(,
t74
marcådåE em napae (e.9., T-A-C., 1981; Proyecto Par 83,/005,
1886) taie como diquee e várlae falhae (conflrmadac ou
inferldae ) . A elgle FL identlflca a falha que, pe¡to da
Iocalidade Maurlcl-o Joeé Troche, deverla Iinltar pèra N o
eeEÐento Ac ahay do "rlft" de Aeunclón. A unldade all- aflorante
(cono também na baee da Cordlller.a de Ybytyruzúr ) pertence åe
formaçõee San MlgueI e Tåcuåry (mapeadae de maneira lndletlnta
na reglåo). Ou eeJa: å neEma unldade aflora tånto em reglðeÊ
eituadae na parte depnlmlda do "rtft" (como Ybytyruzú, ver. oe
egguemaõ geoLógicoe moctrådog nåE Figunae 2.L e 2.2, e o
percurao do "rlft", delinhado na Figura 2.3) co¡no no bloco
"eoerguldo", À N da parte deprlnlda. A falta de napeamentog
detalhadoe, naturalnente, Impede quelquer dlecueeão malg
fundamentada deste aeI>ecto- Fica cl-aro, com lsto, que a metade
nor-orlental do perflL G-H é tentatlva, por nåo poder noetrar ê
pa66agem eetrutural da parbe deprlmida (com aubeidênc1a eetlnada
da ordern de 1500 m na regiåo de ta Colnena) para o bloco
"eoenguldo" a N de Ybytyruzú.
5-L.2- Slatemae de Jr¡ntae e fraturae
Nåoé poeelvel realizèr um egtudo Eietenáttco de dlepoalcão
de Juntae na Folha La Col¡nena, por [¡redoml-narem na região oe
afloramentoe de rochae Bedimentaree, onde ae Juntas eão e¡n geral
nale rarae, e por apreBenta.r-Ee multae degeae rochae êpenaÉ' como
blocoe e matacões roladoe (ou eeJa, ngo "In sltu").
SlstemêB de fraturae, entretanto, eão vlelvela tanto en
fotograflae êéreae (conetltulndo en l>arte falhae de p€queno
1?5
reJelto) como tåmbérn pon catåren ocupêdae por dlqueg de rochae
fgneae. Eetae rlltimae fraturas cornportam-ae, portanto, como
fraturae extenal,onale, eeJa porque repregentêm oa "locale" de
verdadelra dleteneão local, BeJa porgue adqulrer¡ eeee caráter
tardl-amente, abrlndo-ee por efeit,oe de "tnanataeõee" locale ou
até negfonaie.
Na Tabele 5.1 eão regiatredåB aE direçõeg doe dlquee de
várloe tlpoe de rochao fgneaa alcalinae, coletadae
princlpalmente na reglåo da Serranl-a de Ybytymf e Potrero Ybaté.
Ae nedidae aåo em geråI aproximaçõee e forarn f¡.eqtlentenente
arredondados para valoree lntelroe maie próxlmoa, Irorque multoe
doe dlquee ee nanLfeetam no ca-ürpÕ åtr>enaa como conJunto alinhado
de bl-ocoe e r¡atacðee. Sltuaçõee como 6.Ér nogtradaB nag
Fotograflae 6 e I (Capftulo 3) eão måLe raras. Foi taurbén
conetatado que nruLtoe deetee dlquee tem percurao aIBo ir¡:egu.lar,
com deevlos, mudancaÊ nê ÌarÊiurê, eepeeeanento, e ramlfl_cagõee
(e até, maie eaporadlcamente, lntemupeõee e deflexðee en
ângu1o, à manefu.a de padnão "en echelon" ). Ae dl¡.eçõeE
amootradae eão, por:tanto, nédlae apt oxlnêdaB que ldentlflcam o
rumo geral da fratura correepondente.
Ae dlr.eçõee predoninantee doe diqueg e dag fraturae
correepondentee (Tabela 5.1, ven tambén Flgura 5.7) eäo ae N-S,
ae E-W e ae altuadae em torno de N2O-25W e N45-õ5trl. A rltttn¡a
direção, em eeÞecial , é a nale freqüente e a que nåLs 6 degtaca
em foùognafla aérea e no campo (ver Anexo A), pot: euetentar
cr,lêtae de percurao einllar; aparece como è dlreçåo geral
moetrada pelo enxame de dlquea alcêIlnos de Ylcytymf , e repete-Be
regl-onalmente (I>or ex. no enxame de dlquee presente na
176
TAREI.A 5-1
Direções de dlques de rochas ígneas
Lamprofi ros CocÌtos Traquitos
N 6 O\,J N8 2Vl N6 5\.\r
NTOhI N8 0W
N8O14t N8O\lt N3OhI
N7 O14I NTOW N2OW
N70W N15W
N 6 0r.{ N5 O\r/
I{6 5hr N5OìV
N4OW
N4OW N50V/
N40W
N50W N20w
N5OhI N3O\^/
N5Lhr N 2 0\.4/
t'14 6r¡/
N4OhI E-l^/
N40h¡ E -I,{
I'143\^/
N41l4l
N40\.{
N35\4r
Ne
N23hI to
N15hr
N20v/
NOshl
i.J-s ( I )
N-\^r (11)
Flgura 5-7. Dtåg¡ama en nosÁcea oe dtreções de ctlques (ponttlha
dor ts¡npróflros; eñì Þrånco: traqultos,
"tc. ). ¡" ¿i
reções predo¡nlnantes, na Fotha, são as otIíquas (wl
texto).
L77
CordIIlera de Ybytyruzrl, ver T,A.C., 1881). Da meema for¡na,
multoe doa diquee de dlabáelo, pertencentee à Fornaçåo Alto
Paraná (=Serna GeraI ) ee colocam reglonalmente em fråturas de
direçåo predonlnantemente N45-55W (ver Drueker' & Gåv, 1987).
Percebe-se alnda uma deflexão do elete¡na de diquee de Ybytynf,
que ao entr'êr na Folha vizlnha Sapucaf, rnaie a N, curvê,-6e
levemente parå N. Ae dlreçõee N45-55W paesam aeelm
eletemat l-camente para ân8uloe nenoree, Por nudançae na dlreçåo
dee reepectivae fraturae- Embora a falta de bone afloramentoe
não Þermita uma nedlção, no camÞo, do núnero e egpeagunê
lntegrada doe dlquee, é eetirnada uma deneldade, no enxame de
Ybytyr¡l , de ordem de 100 dlquee por km de rocha encalxante
invadlda. O "locue" deetee diquee é lnterpretado como um eletena
de fraturae extenelonale (ver tanrbén Ulbrlch & Bó.ez Preeeer,
1992), que em aLEune caaoa abrlu-Be repetldae vezee, cono
ateetado pela preeença de dlquee conpoetoe. Admltlndo uma
largura nrédla de um ¡netro (Eroegelramente eatlmada, Já gue
lnexletem euflcientee dadoe de campo), é poeefvel ldentlflcar
r¡na dletensão aproxfunada, neeea área, da orden de 10% ( 1OO n de
erpeeõura de dlquee por cada km).
A diepoelção Eeonétrlca deetae fraturee, ben como ê Bua
relaçã.o com o "rlft" de Aeunclón, pernlte eneaiar algumae
interpretaçðee genétlcae (ver UIbrIch & Preeeer, 1892), que eão
diecutldae no ltem 5.3.
178
5-2. HISTóNIA GMTóGICA
5-2-l- Ae unldades pré-canbrl-anae e eo¡raleozóIcàB
Alto de Caapucrl, de acordo con oB dadoe geocronológlcoe
No
encontradoe em Comte & Haeui (1971) e em Bltechene & Lippolt
( 1986), as rochae pré-cambrLanae do Grupo Paeo Plndó Bão
lnvadldae no Pré-Cambrlano SuÞerior a Eocambrl-ano por mâgmaa
ácldoe, con menlfeetaçõee lniclale de vulcanlemo rlol-ltólde,
posberl-ormente cortêdas l>or corpoe granltó1dee. Veetfgloe deete
magnatiemo, atribufdo ao Ciclo Br.aelliano, aparecem como
afloramentoe ieoladoe na baee da eecarpa da Serrania de
Cordlllerlta e a W Junto a falha San Joeé (Anexo A). Eetae
rochae eäo agrupadag, no Paraguål Orlental , aob a deglgnação de
como o Grupo CaaÞucú (Tabela 2.1).
Apóe demorada etapå er:oc lva, Euperpõem-Ee oB Eedlmentoe
cIáetlcoe do åoa granltóldee e ¡rlolltóldeÊ do
Gr"upo Caacupé
Grupo Caapucrl. Oe eedLrnentoe flnoe foeelllferoe do Gr.upo
Itacurubf (Llandoveriano Inferlor.), não enconttrêdoE na FoLha La
Colmena, eobrepõer¡-ee ao Grupo Caacupé (para comenbárloe veJa-ee
Proyecto Pan 83,2OO5, 1986; ver também Capltulo 2). A rnalor-la doe
autoreÉ col-ocam o Grupo Caacupé ¡ror baixo doe eedlmentoe
marlnhoe do Grupo ltacurubl, atrlbulndo aeein ao prlmei¡:o ldade
ellurlana infer.lor ou åté ordovlclana (e.A., Proyecto Par
83,/005, 1986). A lnterpretacão, em termoB de faclee, é que e
depoelçto do Grupo Caacupé regletra una lnvaeão marlnha no Atto
de Caapucú, prevlamente eubu¡etfdo a enosåo eubaéreå, enquanto
que ê. depoeleão do Grupo ltecurubf aeelnala uma faee marlnha
179
total ou parclalmente re8reeelva. Eeta Parte do alto foI,
portanto, um área poeltlva poealvelnente durante todo o
Cambrlano e Ordoviclano (ou Parte dele), Parè tornêr-Be
plataforma r¡arinha com a correepondente depoeição doe grupoÉ
Caacupé e ltacurubl. O Devonlano fo1 documentado exc lueivamente
em perfuraçõee, ae da Agunclón I e 2 (a S da falha JeJul-
AEuaray Guezú, Fl¡nrra 2-4), e é rePreeentêdo por folhelhoe
foeelllferoe coneLderadoe representanteB de uma faee marlnha
trane8reeelva (Proyecto Par 83,/005, 1986). Não exlete regletro
de Devonlano aflor:ante e¡n toda a reglão do AIto de Caapucú,
embora ele poeea efetlvanrente cstar Preeente em eubeuperffcle,
em boa parte da depreeeão de San Pedno.
5-2-2- Ae r¡nldadee neopaleozólcae
Oe r:egLetroe eetretlgráficoe identificam, como unldadee
neopaleozóicaÊ, aE conetltuldae pela Formação Coronel Ovledo e o
euperpoeto Grupo Independencia, com aB for¡naçõee San Mleuel e
Tacuary (ver Tabe1a 2.2).
A Formação Coronel Ovledo eet,á repr:eaentada por um conJunto
de Eedlmentog BroBBoÊ ( dlanictitoe ) até flnoe ( lutltoe ) ,
aparentemente depoeltadoe em ambientea glaclal e perlglaclal. É
coneidereda de idade carbonlfera euperior a permlana inferlor, e
para N interdigtta-Ee com oe eedlmentoe da f,'ormacão Asuldabán,
de orlgem fluviaf e deltáIca (ver també¡n Lþem 2-2.2. ). O contato
deeta formação con ae eilurlanae é tcctÔnlco, Þor nel-o de falha,
å E da FoLha La Colmena (ver, para orientação, a Í'lgura 2'2);
não eão obeervadoe contêtoe no¡male ÊuPerPostoe com aB unldadeg
180
mala antigaÊ, mêê parèce lóglco Bupor contåto eroel'vo, com
marcado hlato eetratigráflco que abarcanla todo (ou Parte) do
Devoniano, e todo o Carbonlfero Inferior e Méd1o. A Formação
Coronel Ovledo eó afÌora a W da Folha La Colmena. Parece
evldente, por outre. pårte, que el-a deva encontrar-ae em
profundtdade no VaIe de Acahay, exietlndo até a pogslbllldade de
que apareça o teto dela aflorando nå Janela eroglva aberta na
Unidade Ul (ltem 3.3.4), algo a N de Cañada (ver também
interpretação no perfll A-8, Flsura 5.3).
A próxlna fornaçäo, a de San Mlguel, é conelderada de ldade
penmiana rnédla ou Buperl-or, com eedlmentoe varladoe (groesoe
até flnoe), que ae depoeitaram em amblentee fluvlais' Iacuetree,
delt,aicos e até rnarlnhoe raeoe (ver Proyecto Pan 83,/0Ob ' 1986).
Ae trêe unidadee Ul, U2 e Ug que con¡põem a Fornação San Mlgue1
na Folha La Colmena formam uma euceeeão com granocreecencla
aecendente e eão cor¡patlveie com depoelçto em "alluvlaL fane"; a
pregença, nå unldade Ul lnferlor, de naterlal carbonátlco'
Bugere a extetêncla de Eedlmentog fonmadoe em fa8oe de l)oucê
exteneåo (ver item 3.3.4).
A lnterpretaeäo enealada no Perffl G-H (Flsura 5.6) adaPta-
se às obee¡rvaçðee documentadae noE r¡apae reglonale, eugerlndo
poucå. ou nenhuna dlfer.ença de cotatr entre ae unldadee lnferiorês
da Formaçåo San Mlguel, na Semanla de Ybytynf ' e os eetratoa
poeelvelmente crono*conre latoe encontradoa na Serrania Ybytyruzú
e áreae ¡nele a E, Já fora da zona de lnfluêncIa do "rift".
Embora lnexl-etam dadoe nale detalhadoe, é tentadora a
poeeibilldade de levantar a hipóteee de una orlgem nulto antlga
do "rlft" de Aeunclón, con oa EeuB Begmentoe Acahay e Ybytyruztr
181
Já formadoe no Permlano e em franca eubeidência, co¡n depoeicã.o
coebånea da For¡naçåo san Miguel (e Te,cuary, mapeadae
conJuntamente na maloria doe trabalhoe) (eußeetão peeeoal),
5-2-3- Ae nâr¡Lfeetacões Ígneae do Cret'áceo
Ae ocorrênclae de r'ochae lgneag c¡:etáceae nå Folha La
Colmena (princlpalmente dlabáaioe e rochae alcalinae várl-ae, ver
Capftulo 4) parecen pertencer toda6 êo cronog¡upo de 131 Ma,
deflnldo er¡ Ulbrlch et af. (1990). Dataçõee nale novae parecem
conflrmar a prevlsão lnicial, (e.A. dadoe em Velázquez, 1S82).
Aeeln, ae dataçõee EuBeren, com err:og geralmente elgnlflcatlvoe
(da ordem de várloe Ma), una contemporaneidade geocronológlca
para dlabåeioe e rochae aLcallnae. Obeervaçõee geológlcae
entrebanto, lndlca¡r que êa rochae baeáIticae locallzem-se antea
que èB alcallnae (por ex., rarog caeoe em que um lanprófiro
corta ì.¡¡n diabáeio, na reglão de Chaurla) . É tambén de
fundarnental inportâncla deetacan aa locallzaçõee claramente
dlfenentee de dlabáeioe e rochae alcalinas. Oe pr.lmelt:oE mostrêm
dlepereão geográflca elgnlflcatlva, apêrecendo não apenè,s no
"rtft" de Aeunción como também pon toda a parte do Alto CaaÞucrl
(e.c., Drueker & Gay, 1987). Ae alcallnas, por outro lado, eetÄo
eugeeblvamente lirnitadae ao lnberlor do "rlft" de Aeunclón, ou a
Bua l¡nediata vlzlnhança (cono pon ex. o maclco de Acahay),
Independenternenbe da Bua êparente contemporane idade
geocronológlca, ambo e oE lltot1poe eão nochae claranente
dlferentee, tanto do ponto de vleta genético como tectônlco.
O magmatlemo alcallno, maie complexo do ponto de vleta
raz
geológico, deve teÌ tido, então, duração eecêBaa, Þoaeivelnente
de algune poucoe Ma; geraram-ae neaae IntervaLo várloe elotemae
de díquee, "pluee", "plpes", derramee de lavas e mantoe de
plrocIáetlcae. Mas aa obeervaçõee geolóElcaa oferecem clarae
I>rovao de hletórlae compllcadae de lntrueão e efueão, meamo no
breve lntervalo de tempo aupogto para a ¡naloria dae
manlfeetaçõea alca1Inaa (cronogru¡¡o de 13O Må). Algumae deeeae
obeervaçõee eão lndlcadas a aegulr (ver ltem 3.3.4):
- a ocomêncla lnten¡nltente de rochas pû'ocláBticas e de
derranee de lava, no Potreno Ybaté;
- a aparlção lnicial , en "pll>ee" de rochee conelderadae de
aflnldade lamproltlca, dae nanlfeetaçõee plrocláÉtlcag ( "fac1ee
pfroclá,et lca" ) , aeguida por intrueEo de me.gmaÊ, ( "faclee
hlpoabiseal" );
- ê invaaão de diquee com alguma varlâção nas dlreçöea
( emborå. aa com dir'eção N4O-55W aeJam &s que predomlnem) no
enxåne de Ybytyrrf , poaeivelnente colocådos em épocae algo
dlferentee;
- a preaença de enclåveÊ, de leuclta nelafonolltos e
lanprófiroe em elenltóldee (por €x., contldoe noe nefelina
gienlbo do Cerro Chobf), porr Bua vez cortadoe Þor dlquee tardl-oe
de rochae elnilaree Àe doe enclåves;
- diquee compoetoe no enxsrne de Ybytyml (por ex., blotita
Iamprófiro nae duae bordae, Invadido por l-euclta ¡nelafonollto,
amboe freecoe, por 6ua vez l-nvadldo por biotlta lempróflr:o
centraL, alterado ) ;
- rochae eienitóidee (por €x., em Cañada) cortadae por
Iampróf lroe ultramåf lcoe.
183
A enumeração deetae felcõee, gue lndlcan claramente
eeqllênclae conplexae dae manlfeetaçõee alcallnae, não delata
nenhuma ordem eepeclal de lntrueão (por ex., de "¡naie Ìnáf ico"
para "rnale féIelco" ) . Pelo contrárIo, Indlca e¡o várloe caeoe
recorrêncla da manlfeetacão fgnea.
A eonblnação de dadoe eet,ruturale (Anexo A) com ae
obeervacõee de camÞo e a lnformaç8o geocronológlce eetabelece¡n
um quadro de relação entre falhamento e atlvldade lgnea.
A fal-he San Joeé (N12-15h¡) é Þoeterlor' À fornação da falha
Acahay, o limite meridlonal do eeEiurento Acahay, e a de Medlna,
groeeelramente paralele å anterior, portanto poeberlor a
formaçõ.o do Bloco Chaurla (ver interpretação deete bloco n€,
Flgura 5.2). Err paralelo à falha San Joeé, a.parecen várloe
diquee de dlabáelo, con rumo geral N15W, atrlbuldae åo
cronogruÏ>o de 131 Me citado, Con leto, eetabelece*ee uma ldade
r¡lnlma par-a esta falha de aJuete tardlo. Flca lndeflnlda a ldade
da Falha Acatray e a do próprlo "rlft". De qualquer manelrê., a
faee de eubeldêncla nale lmportante do "rIft", da ordem de 152O
m no Begmento Acahay ( tten 5.1.1), deve preceder à da formaçã.o
da falha San José e do próprlo magmatlemo bae6ltlco e aLcallno.
O oletema de dlquee (= fraturae) N40-55W eaté, colocado em
fraturae extenelonale; egta geometria, bem como a de toda e.
configuração do "rlft" de Aeunclón (de "2" lnvertldo e deltado)
eó pode former-ee pela açäo de um l>ar de componentee clealhantee
de dlreção E-W e co¡n ¡novimentação dextr.al , apllcadoe no Eegmento
Acahay. Ae fraturae exteneionale que aparecerã.o, nee ae cago,
terão orfentaçBo aproxlmadè N45W (ver dLecueeão no item
eeguinte)- Eetae fraturae deven ter a meÉtma ldade doe dlquee de
184
rochae alcallnae, tendo-ae formado portanto em torno de 13O Ma
atráa, e e&o (poeelvelnente) målg novaß que åa fr:aturae çlue
contên o6 dlabáeio (cortadoe por lampróf l¡'o, ver obeervação
acl-ma citada, em Chaurla ) .
Ae idadee exletentee até o momento (veJa-ee Velázguez, 1992
e llteratura all cltada) lndica que aleumae poucae manlfeËtaçõeg
leoladae (como o "pIuE" fonolitóide do Cerro Glnenee ne Folha
vlzinha de Acahay ) eão nale Joveng (corn ldade K,/Ar de o¡rden de
66 Ma) e crono logicamente mals próxinae, portanto, às
ocorrênclae da Formação Nemby ( aproxlmadanente 40 a 60 Ma),
afLorante no extremo NW do eeÉmento Aeunclón (ver comentår:loe no
Item 4.3) .
5-2-4- Ae ¡¡nl-dadee eedl"uenùaree ¡Ée-maguat I mo Cretáceo
A male lmportante unldade a eer alnda mencionada é a que,
no eegmento Aeunción do "nlft", é napeada cono Fonmaçto Patiffo.
É conetltufda por Êedimentos verme lhoe pouco eeleclonadoe,
groctsoÊr a médioe (congloneradoe a caecalho, åre1ae), por vezea
eem muita compactaçåo, deecritoe como "fanglomeradoe" (Proyecto
Par 83,2005, 1986). Moebra blocoe de todae as unldadee aflorantee
nes6å.6 regiõee, tratando-Êe de tfplco "rechelo" de vale. Aparece
a forrração cortada por algu¡nag dae rochae alcallnae dåque Ia
reglão (e-9., dlquee de nefelinito, obeervaçõee próprlae), mae
tanbén Êgo encontradoe, pelo nenoa loc€,1-nente, blocoe da
Formaçäo Nenby. A Formação Patiño lnlcla å Bue. aedimentação no
Cretáceo ( lmedlatamente antea, e durante, o ma8matieno
Cretáceo?) e a flnåIlza aperentemente eó no Terclárlo (no cåso
186
do eeßmento AeuncIón ) .
Depóe1toe eemelhantee Bão encontradog nå Folha La CoImena,
de corea varladae e arranJo granulomêtrlco aparentemente naia
caótico, não moetrendo a eeqilêncla de dimlnulçåo granulométrlca
que é claramente obeervada nos Bedimentoa corr.el-atoe do ee8mento
Aeuncfón (Proyecto Par 83,/005, 1986). No VaIe de Acahay, eão
encontradoe aflorÀmentoe deeta unidade cortadoe por fraturae
conelderadae antigae (as de rumo aproxlnado N-S e NzOÍ¡), o que
Euger:e Infclo de depoelção anteg ou durente o nagmetlemo
Cretáceo (ver ltem 3.3.4 ) .
São encontradoe adiclonalmente várlee unidadee de
eedimentoe recenteg e eubrecentee ( Anexo A, iten 3.3,4).
5-3- O "RII'I' DE AS¡jNCIóN: UH,À IÌITERPREIAÇÃO
A associaÇåo do "rift" de Aeunclón co¡n ae ocorr.ênclae de
rochae alcallnae da chamada "Provfncia Centraf" (ver iten 2.3,1)
é de teI eorte lnedlata que é esea eetrutura, nêl-É que mero
local de colocaçåo, provável caucla até da geråçg.o de
nranifeetaçðeE aIcaIlnag (H, Ulbr.lch, apreclacão peeeoal). Eeta
relaçËo fol expr.eeeå de mânelra explfclta em tr.abalho prellmlns,r
de Ul,brlch & Preeeer (1992), e Berá el>neaentada, com maloree
dadoe, em êr'tlgo maie extengo ern preparaçäo. SeEue-ee aqul a
argumentação expreaea ne6ge årtlBo, que se baeela em modeloe
gerale exietentes na llteratura.
A geoû¡etrlâ do "rift" de Aeunción, lnlclalmente deetacada
por Degraff (1985; ver também D¡rueker & Gay, 1987), é multo
186
carècterfetlca. Moetra for¡na de "2" lnvertido e deltado,
forn¡ando oa trêe eegmentoe Já citadoe: o de Aeunclón, de
percurco NW-SE; o central, de Acahay, de rumo E-l{, e o ocldental
ou de Ybytyruzú, outra vez con dlreção NW-SE" que deeaparece por
baixo dae coberturae da BacIa do ParanÁ; o últl¡no é o menoe
conhecldo doe trêe. Por estae car:acter let lcae, deetaca-ee como
uma eetrutura de percureo "einletral" ( "left-etepplng" ¡, cuJo
eeEmento central (Aeahay) conporta a apllcaçå.o de un par
conJugado de componentee cfealhantee, de direcão E-I"¡
(obvlamenbe, paralelo àe falhae llr¡ltee N e S deeee Begnento) e
cuJa movlmentação é dextrel (hor'ár:la). Ae congeqilêncleg
eetruturafs da atuêção deete par clealhante E-W aão rnuito
l-ntereeeantee e geram um conJunto de falhae eecundrårlae de
geometria rlnica. A malorla del-ae eão "eheare" eecundárloe, que
êparecerão no lnterlor do eegmento Acahay fonnrando tnguloe de
divereoe val orec com êe falhae prlnclpale. Mae de malor
Jntereeee eetrutural é a fornaçäo de fraturae extenel-onaie, com
uma orientação åproxlmada N45W (Fara movl-mentação dextral e
direçäo E-W do par clealhante ltnftrofe); eventuaie dlferenças
na orientaçEo e/ o,,l curvaturae no percurÊo deBsae fr6.turas poden
eer expllcadae de vé,rlae manelrae ( cf- Ulbrlch & Preeeer, lgg2).
Eeùas fraturae exteneionaie eão vertlcale e dever¡ atinglr
fontee mantél-lcae, certamente aB da Iltoefera infer'1or mål-e
poeeivelmente também aB infral ltoeférlcae . Elae devem eer, pot'
vé,nloe û¡otlvos, o "Iocue" de geracã.o de nagmae nantéILcoe, Já
que repreeentam fraturåB ao longo dae quale exlete alfvio de
preeeã.o. AB que eão obeervadae no VaIe do Acahay e vlzinhançae,
con orientaçäo apr.oxl-mada N45þI, eäo portanto lnterpretådag näo
187
apenag como o "calxa" para Bubida e colocåcão dos diquee mae
tambéEr como oa locale de geração, em profundldadee nantéllcae.
Eete proce6el0 nra8magênico, à l-uz do expoeto, eerl-a
coneeqilentemente apenaa o corolárlo då atuação do citado pår
ciealhante, dextraL, neBBe amblente de "¡.tft". QuaI a cauéla
deesa movimentação? A ldade aproximada doe diquee do enxê.me
Ybytyr¡f (e feIçõee equlval.entes, cono multoe doe "plusa",
"plpee" e derramee), de 130 Ma, poeelvelmente deflnlrla também a
idade da abertura lnicial deseae fraturae exteneionaie. A ldade
coincide, groeselramente, com o infclo da abettura do Atl-ântlco
SuI, que coneça na Bua parte nerldlonaÌ e Be propaBa para N,
gerando uma movlmentação horárla nee placae envolvldae (Åfrlca e
Amér'ica do Sul), conpatfvel portanto con a novlmentação de
idêntlco eentido do par clÊalhante E-W no eegr¡ento Acehay do
"rlft". O panorama EerêI , anparado ern då.dog geocronológl"coe e
felçðee egtruturale, aponta aeeJ-m para umå cauaa geotectônlca
maior como expll-cação para a localização deete cronogrupo de
rochaE alcallnag no Paragual Oriental: oe eefonçoe tranemltidos
na placa Sul-Anerlcana pel.a abertuna do Atlântico Sul .
ú provável que o eentldo dextral de ¡novlr¡entação clealhante
nåo dur.aeee muito tempo, ou que se esEotaram a6 fontee
mantélicae geredorae do mêgmatlano, pelo menog no BeEmento
Acahay. Nåo exiete docunentação, por enqus.nto, de dlquee de
idadee maie recenteg negtse eeEmento, o que Bugere fechamento dae
fraturae (Þor ex,, por invereão da movimentaçåo, de dextral para
elnietnal). As ldadee t,erclárlae do rnagmêt16no alcallno de
tendencla eódica da FormaçËo Nemby (e.Ét'., Bitgchene, 1887), ber¡
cotrro oB dadoe dlvulgadoe em Velázquez (19S2) Eobne ¡nanlfeatåçõeÊ
188
de fonolitóidee de idade 66 Ma, nåo ee enquadram, evldentemente,
neate eaquema de abertura e fecha¡nento de fraturåB extenslonal-e
aeeociadae åo evento geotectônlco citådo - metsno porque a
malorla dae male novae aparecem como "pl-uge", etc, Bugerlndo
concentraçðee de magmê.e em "nóe" eetruturaie (lnterôecõeE de
fraturae, prevlamente exletentee?). U¡na anáIiee neLa eproprlâda
de algumae felcõee eetruturals, poderá oferecer expllcacõee
adlclonale. Não é recornendável, entretanto, abandonar a ldéIa de
que aB caugag geotectônlcêE geråLa (além da Já cltada abertura
do Atlântico, ver eugeetõea neete eentldo em Ulbrlch & Pt'eBEer,
1892) não eeJam aB gerådor,aa do nåEmåtlano alcalino,
convenientemente locallzadaÊ por aproveltamento de eetruturae
locale (H- Ulbrlch, l9g2, eugeetão peegoal).
A geração de nagnåB colto coneeqúêncla da aÞarlçã.o de
fr.aturae extenglonals não é neceeearlåmente proceBso {rnlco,
deeacompanhado de outroe fatoree (por ex., da tã.o pnopalada
idéle de que oE ger.adoree {rltl¡ooe de fueåo no manto Bão e.B
perturbaçõee térnlcag, Þor melo da atuação de "hot øpote" ou
outno doe mecanl-emoe Já dtvulgadoe nê llteratura).
5-4. RECURSOS NAfi'RAIS
A conflguração Beológlca da Fol-ha La Colmena ofetece várloe
tlpoe de recureoÉr naturala, algune delee Já conhecLdoe e
expl-oradoe, outroB de reconheclmento malB recente.
Oe "pipee" ocupados por rochaË de aflnldade lamproftlca
merecem aer expLoradoe com maior detal.he, Já que oE magmae
189
correspondent,eB Be origtnån em grandeB profundidadeE (poF ex.,
MltcheII & Bergman, 1991) por Berern Ilquldoe prlnlttvos
enrlquecldoe en K20 (como indlcado pel-a mineralogia e Bugerldo
em B6.ez Preeeer, 1991, para o c.ao do .,pLug,' Lamproltóide NyG¡: .
)
Sabe-ee Já, deede várloe s.noE, que dlamantee não eão encontrados
excLuelvamente em aeeoclaçäo cour klnberlltoe, A r¡ale rLca Jêzlda
de diamante do mundo, em explor^ação, encontna-ee no '.pfpe,,
Argyle AK1 ' de frliação Ler¡proftica, na provfncla de rochas
perpotáeel-cae descrlba pela Frnl¡nelra vez por l¡lade & prider
(1940). O teor médlo da Jazlda, deeenvoLvlda ao longo de Z anoe
de trabalho ao cueto de 24 ¡nll-hðee de dólaree, é de 6,g
ct,/tonelada e portanto euperior a nédiê de bO ct,/100 toneladae,
que caracterlza oB kimberlttoe nals fértele (ver malores
detalhee em Atklneon et a1.., 1SB4; HaII & Sr¡tth, l9g5; Deankin
et aL-, 1S89). Al,voe lntereeeantee pa¡a eeta ¡>eequlea na Folha
La cornena, Já lniciada poÌ vánrae empreeae, eão prlnciparr¡ente
ae "faciee ph"ocláeticae" de "I>lpeÉ,, como Don E1adto 1, Krleto e
Drl 2.
Toda rocha priu¡itivê rlca en KzO, por ter-ee gerado em
profundldadee elgnlflcativae pode, em prtncfplo, carregar
diamantee, como notlclado faz tempo na literatura. Neete
eentido' .erlam tanbém poeelvere arvoe de petrqulBâ ae "faclee,.
pir.ocláetlcae dae lavae baealtóldee com leuclta (tefri_
fonol-ltoe) encontradae no potreno ybaté e adJacênclae.
Aleuns depóeltoe de Eedlmentos flnoa oonelderado' recentea,
locallzadoe noe VaIe de Acahay, ê.I)neBentaÌ¡ propriedadeB de
"pozolanae" e eão explorêdo8, há 6 ou 6 anoe, corro adltlvoa pa¡tE
o concreto (ver detaì"hee na dieeentaçåo de Zarza, 1gg1). Não ee
1S0
deecar'ta a poeeibilldade de que aLgumatr cåmadae de rochae finae
(årgilltog, etc. ) da Fo¡magão San MleueI apreeenten proprledadee
de l-ntereeee parê a Indrletria de cerâmlca ou de refratánlos.
OÉ arenLtoe ricoe em quêrtzo da Formaçäo Tobatl Fodem
eervir, en princfplo, como matér'l-a prima l)ara ð. fabrl-caçåo de
vidro. A peequiea deverla proceder, neste caBo, no eentldo de
locallzar camadae ou "faciee" com teoree balxoe ou nuloe doa
eomponentee menorea (e-9. de aleune doe mlnerâIa peeadoe
acompanhantes), lndeaeJávele do ponto de vleta tecnológico.
Oe troncoe fóseeie elllclflcadoe, uma vez cortadoe e
polldoe, eão aÞroveltadoõ en várlos palaee cono obJetoe de ueo
doméetlco (pratoe, porta-copoe, adonnoe de meea e de parede).
Exieter¡ euficientee ocorrênclae deeeee troncos na Unldade baeal
da Fornacåo San MlgueL, na Folha La Colnena, como pË.r:s. sustentar
por algum tempo a fabricaeão deeeee obJetoe.
Ae fornaçõee napeadae na Folha La Colnena, evldentemente,
ten potenclal dlferente cono rochae formadorae de eoloe. Oe
eoloe que por ventura eão gerados åe expeneae da For.nração Tobatf
devem eer muLto pobree em nutrlentee mineraie. Os male ricoo, de
nalor lntereeÞe pe.ra atividades agrfcolae e a pecuánla, devem
Eer oB formadoe por cina dae rochaE vulc6,nlcae do Potrerno Ybaté,
e 6.8 geradae por traneformação de camadae da Fornação San
MieueL, principal¡nente ae¡ de grenulometria måiõ fine, e da
Formação Patlño.
Ae ocorrênclae de rochae alcellnae e baeáLtlcae,
f !,naImente, podem eer utillzadae para cèntarlå e brita, pêre
obrae locallzadae na reglão.
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