Pergunta 1
1 em 1 pontos
Leia a charge a seguir:
Fonte: acervo pessoal
Com base na leitura, analise as afirmativas:
I. A charge ilustra a evolução histórica da civilização e sugere que a
humanidade caminha em direção ao progresso.
II. A charge relaciona positivamente o desenvolvimento tecnológico
e o bem-estar dos cidadãos.
III. A charge indica que o caminho para o progresso exige
perseverança e só é possível no ambiente urbano.
Assinale a alternativa certa.
Resposta a.
Selecionada:
Nenhuma afirmativa está
correta.
Pergunta 2
1 em 1 pontos
Leia a charge e a reportagem a seguir.
Fonte: acervo pessoal
Pesquisa põe Brasil em topo de ranking de violência contra
professores
“Uma pesquisa global feita com mais de 100 mil professores e
diretores de escola do segundo ciclo do ensino fundamental e do
ensino médio (alunos de 11 a 16 anos) põe o Brasil no topo de um
ranking de violência em escolas.
Na enquete da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento
Econômico (OCDE), 12,5% dos professores ouvidos no Brasil disseram
ser vítimas de agressões verbais ou de intimidação de alunos pelo
menos uma vez por semana. Trata-se do índice mais alto entre os 34
países pesquisados - a média entre eles é de 3,4%. Depois do Brasil,
vem a Estônia, com 11%, e a Austrália, com 9,7%. Na Coreia do Sul,
na Malásia e na Romênia, o índice é zero.
O tema da violência em sala de aula foi destacado por internautas
ouvidos pela BBC Brasil como um assunto que deveria receber mais
atenção por parte dos candidatos presidenciais e vem gerando
acirrados debates em posts que publicamos nos últimos dias nas
nossas páginas em redes sociais.
‘A escola hoje está mais aberta à sociedade. Os alunos levam para a
aula seus problemas cotidianos’, disse à BBC Brasil Dirk Van Damme,
chefe da divisão de inovação e medição de progressos em educação
da OCDE.
O estudo internacional sobre professores, ensino e aprendizagem
(TALIS, na sigla em inglês) também revelou que apenas um em cada
dez professores no Brasil acredita que a profissão é valorizada pela
sociedade; a média global é de 31%.
O Brasil está entre os dez últimos da lista nesse quesito, que mede a
percepção que o professor tem da valorização de sua profissão. O
lanterna é a Eslováquia, com 3,9%. Em seguida, estão a França e a
Suécia, onde só 4,9% dos professores acham que são devidamente
apreciados pela sociedade. Já na Malásia, quase 84% (83,8%) dos
professores acham que a profissão é valorizada. Na sequência, vêm
Cingapura, com 67,6%, e a Coreia do Sul, com 66,5%.
A pesquisa ainda indica que, apesar dos problemas, a maioria dos
professores no mundo se diz satisfeita com o trabalho, mas ‘não se
sentem apoiados e reconhecidos pela instituição escolar e se veem
desconsiderados pela sociedade em geral’, diz a OCDE.
Fonte: http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2014/08/140822_salas
ocial_eleicoes_ ocde_valorizacao_professores_brasil_daniela_rw. Acess
o em 03 ago. 2015.
Com base na leitura, analise as afirmativas:
I. A charge critica a falta de respeito dos alunos, que, em geral, não
foram educados para bater à porta.
II. Se a charge for lida no contexto apresentado pela reportagem,
entende-se a ambiguidade presente na expressão “entre sem bater”.
III. Com base nos dados, em países asiáticos, o trabalho docente é
mais valorizado do que no Brasil.
IV. De acordo com os dados, o número de professores agredidos no
Brasil é cerca de 2,8% maior do que o número de professores
agredidos na Austrália.
Está correto o que se afirma somente em:
Resposta d.
Selecionada:
II e
III.
Pergunta 3
1 em 1 pontos
Leia o texto e a charge a seguir.
Para educar um filho – Rubem Alves
“Era uma sessão de terapia. ‘Não tenho tempo para educar a
minha filha’, ela disse.
Um psicanalista ortodoxo tomaria essa deixa como um caminho
para a exploração do inconsciente do cliente. Ali estava um fio
solto no tecido da ansiedade materna. Era só puxar o fio... Culpa.
Ansiedade e culpa nos levariam para o sinistro subterrâneo da
alma.
Mas eu nunca fui ortodoxo. Sempre caminhei ao contrário na
religião, na psicanálise, na universidade, na política, o que tem me
valido não poucas complicações. O fato é que eu tenho um lado
bruto, igual àquele do Analista de Bagé. Não puxei o fio solto dela.
Ofereci-lhe meu próprio fio.
‘Eu nunca eduquei os meus filhos...’, eu disse.
Ela fez uma pausa perplexa. Deve ter pensado: ‘Mas que
psicanalista é esse que não educa seus filhos?’. ‘Nunca educou
seus filhos?’, perguntou.
Respondi: ‘Não, nunca. Eu só vivi com eles’. Essa memória antiga
saiu da sua sombra quando uma jornalista, que preparava um
artigo dirigido aos pais, me perguntou: ‘Que conselho o senhor
daria aos pais?’.
Respondi: ‘Nenhum. Não dou conselhos. Apenas diria: a infância é
muito curta. Muito mais cedo do que se imagina, os filhos
crescerão e baterão as asas. Já não nos darão ouvidos. Já não serão
nossos. No curto espaço da infância há apenas uma coisa a ser
feita: viver com eles, viver gostoso com eles. Sem currículo. A vida
é o currículo. Vivendo juntos, pais e filhos aprendem. A coisa mais
importante a ser aprendida nada tem a ver com informações.
Conheço pessoas bem informadas que são idiotas perfeitos. O que
se ensina é o espaço manso e curioso que é criado pela relação
lúdica entre pais e filhos’.
Ensina-se um mundo! Vi, numa manhã de sábado, num parquinho,
uma cena triste: um pai levava o filho pra brincar. Com a mão
esquerda empurrava o balanço. Com a mão direita segurava o
jornal que estava lendo...
Em poucos anos, sua mão esquerda estará vazia. Em
compensação, ele terá duas mãos para segurar o jornal.
Fonte: http://www.pingodegente.com.br/2010/01/um-pouco-de-
rubem-alves/. Acesso em 15 dez. 2014.
Fonte: acervo pessoal
Com base nas leituras, analise as afirmativas:
I. O humor da charge se concentra na contradição entre a
afetividade exibida em redes sociais e o convívio real entre pai e
filho.
II. O autor sugere que os filhos não devem ser educados, pois o
tempo é curto e, em poucos anos, eles crescem e não escutam
mais os pais.
III. O comportamento do pai da charge se assemelha ao do pai com
o filho no parquinho, relatado por Rubem Alves.
IV. De acordo com Rubem Alves, a falta de informações faz com
que os pais não saibam educar seus filhos.
É correto o que se afirma somente em:
Resposta c.
Selecionada:
Ie
III.
Pergunta 4
1 em 1 pontos
(Enade 2014 – com adaptações) Leia o texto a seguir.
O trecho da música “Nos Bailes da Vida”, de Milton Nascimento,
“todo artista tem de ir aonde o povo está”, é antigo, e a música, de
tão tocada, acabou por se tornar um estereótipo de tocadores de
violões e de rodas de amigos em Visconde de Mauá, nos anos
1970.
Em tempos digitais, porém, ela ficou mais atual do que nunca. É
fácil entender o porquê: antigamente, quando a informação se
concentrava em centros de exposição, veículos de comunicação,
editoras, museus e gravadoras, era preciso passar por uma série
de curadores, para garantir a publicação de um artigo ou livro, a
gravação de um disco ou a produção de uma exposição.
O mesmo funil, que poderia ser injusto e deixar grandes talentos
de fora, simplesmente porque não
tinham acesso às ferramentas, às pessoas ou às fontes de
informação, também servia como filtro de qualidade.
Tocar violão ou encenar uma peça de teatro em um grande
auditório costumava ter um peso muito maior que fazê-lo em um
bar, um centro cultural ou uma calçada. Nas raras ocasiões em que
esse valor se invertia, era justamente porque, para uso do espaço
“alternativo”, havia mecanismos de seleção tão ou mais rígidos
que os do espaço oficial.
RADFAHRER, L. Todo artista tem de ir aonde o povo está. Disponível
em: http://novo.itaucultura.org.br. Acesso em: 29 jul. 2014 (com
adaptações).
A partir do texto, avalie as asserções a seguir e a relação proposta
entre elas.
I. O processo de evolução tecnológica da atualidade democratiza a
produção e a divulgação de obras artísticas, reduzindo a
importância que os centros de exposição tinham nos anos 1970.
PORQUE
II. As novas tecnologias podem fazer com que artistas sejam
independentes, montem seus próprios ambientes de produção e
disponibilizem seus trabalhos para grande número de pessoas.
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta.
Resposta a.
Selecionada:
As asserções I e II são proposições verdadeiras e
a II é uma justificativa correta da I.
Pergunta 5
1 em 1 pontos
Leia o texto a seguir:
Autorretrato “mágico” de Da Vinci foi escondido de Hitler
“Um dos autorretratos mais famosos do mundo está em Turim, na
Itália, e raramente é exibido ao público. É o autorretrato de
Leonardo da Vinci, feito há 500 anos. Sua fama vem não apenas do
fato de ter sido produzido por Da Vinci, mas também por seus
supostos poderes mágicos. Segundo a lenda, o olhar de Da Vinci
em seu autorretrato é tão intenso que aquele que o observa recebe
uma força extraordinária. Diz-se, inclusive, que foi devido a esse
poder místico, e não ao valor cultural ou monetário do desenho,
que ele foi levado de Turim para Roma durante a Segunda Guerra
Mundial. Isso porque ninguém queria que o quadro caísse nas mãos
de Adolph Hitler. Ninguém queria correr o risco de dar a Hitler ainda
mais poderes. Essa foi, na época, a única obra retirada de toda a
vasta coleção de desenhos e manuscritos da Biblioteca Real de
Turim.
O atual diretor da biblioteca, Giovanni Saccani, disse que ninguém
sabe ao certo onde o quadro estava escondido. ‘Para evitar que os
nazistas o levassem, colocou-se em prática uma grande operação
para transportá-lo em total sigilo para Roma.’
Apesar da importância da obra, não há um consenso entre
especialistas se ela é mesmo um autorretrato de Da Vinci. ‘Ele não
era fã da ideia de autorretratos", afirma James Hall, autor do livro
"O autorretrato: uma história cultural’, que duvida que o retrato
tenha sido feito por Da Vinci. Já Saccani, diretor da Biblioteca Real,
não tem dúvidas: ‘O poder expressivo de seu rosto está
absolutamente aliado a uma emoção e uma habilidade que apenas
Leonardo podia ter.’
Atualmente, o autorretrato é considerado tão valioso que há um
decreto dizendo que só se pode mudá-lo de lugar com uma
permissão ministerial. No entanto, nas próximas semanas, 50
pessoas por hora terão permissão para visitar o local. Apesar de
haver mais de 80 importantes obras do porte de Rembrandt e Van
Dyck, a maioria dos visitantes estará lá para ver o famoso
autorretrato ‘mágico’ de Da Vinci. E muitas delas certamente terão
em mente outra lenda sobre o quadro: diz-se que antes de fazer
uma prova, muitos estudantes revisam a matéria em um lugar na
biblioteca que fica diretamente em cima do ‘porão’ onde está o
autorretrato. Segundo essa crença popular, quem estuda perto da
genialidade de Leonardo da Vinci é contagiado por ela.”
Fonte: http://entretenimento.ne10.uol.com.br/artes-visuais/noticia/
2014/11/04/autorretrato-magico-de-da-vinci-foi-escondido-de-hitler-
517688.php. Acesso em 05 nov. 2014 (com adaptações).
Com base na leitura, analise as afirmativas e assinale a alternativa
correta.
I. De acordo com o texto, o quadro foi levado de Turim para Roma
porque seu alto valor interessava aos nazistas.
II. Considerando a crença popular, quem estuda olhando para as
obras de Leonardo da Vinci é contagiado por sua sabedoria.
III. A comprovação do poder místico do autorretrato de Da Vinci
está no fato de os alunos que estudam perto da obra terem bons
resultados nas provas.
Resposta e.
Selecionada:
Nenhuma afirmativa está
correta.
Pergunta 6
1 em 1 pontos
Leia o texto a seguir:
O fim do trabalho? – Thomaz Wood Jr.
O trabalho é ideia milenar nem sempre muito apreciada. A Grécia
antiga não o tinha em grande conta e o considerava um inimigo da
virtude, a cercear os homens de suas mais nobres aptidões, as
quais deveriam ser desenvolvidas na filosofia e na política. As
sociedades industrializadas modernas, contrariamente aos gregos,
celebram o trabalho como valor central, algo capaz de gerar
riqueza e bem-estar, beneficiando o indivíduo e a sociedade.
Algumas tendências em curso sinalizam o declínio dos empregos
estáveis, de tempo integral. A crise econômica do fim dos anos
2000 e a presente recessão brasileira nos levam a relembrar o
drama do desemprego. Quando cortam quadros ou encerram
atividades, as empresas projetam uma sombra sobre as
comunidades. A arrecadação diminui, o consumo cai, os serviços
básicos são afetados, a coesão cultural é enfraquecida e
multiplicam-se patologias sociais e dramas pessoais.
Os últimos séculos foram marcados por reinvenções sucessivas do
trabalho, da agricultura para a indústria e desta para os serviços.
As transições foram traumáticas, mas cada estado final
representou uma evolução em relação ao seu ponto de partida,
com mais empregos e mais riqueza. As tendências atuais apontam,
entretanto, para a criação de uma massa paralela de destituídos,
sem emprego ou competências para subsistir em um mundo
intensivo em tecnologia.
Podemos identificar três grandes tendências. A primeira delas é a
superação do trabalho pelo capital. Desde os anos 1980, as
empresas investiram em reestruturações e em automação
industrial, na busca de formas eficientes para organizar o trabalho
e automatizar seus processos. O resultado foi o enxugamento dos
quadros e uma perda progressiva do poder de barganha do
trabalho diante do capital. A segunda tendência é o
desaparecimento progressivo do trabalhador. Estatísticas norte-
americanas indicam um aumento inexorável do porcentual de
homens que não estão trabalhando ou procurando por trabalho. A
terceira tendência relaciona-se ao avanço das tecnologias de
informação e comunicação. Os impactos de mudanças tecnológicas
podem demorar anos para se manifestar, mas, quando ocorrem,
são contundentes. Vendedores, caixas, atendentes e funcionários
de escritórios são os primeiros na linha de fogo.
O trabalho preenche três funções sociais: é uma forma pela qual a
economia produz bens, um meio de as pessoas garantirem seu
sustento e uma atividade que provê sentido e propósito à vida das
pessoas. O que ocorrerá se as tendências acima mencionadas se
aprofundarem? A primeira função social parece cada vez menos
dependente de trabalhadores. A economia poderá continuar
produzindo bens, com menor número de empregos. Mas sem
salários, quem irá consumi-los? A terceira função social poderá ser
substituída, uma vez que há outras atividades passíveis de prover
sentido e propósito para os indivíduos. Mas o que ocorrerá com a
segunda função social? Como continuar a garantir o sustento sem
uma oferta condizente de empregos?
Muitas pessoas detestam sua profissão, seu emprego ou ambos.
Porém perder o ganha-pão pode ser trágico. Nos países
desenvolvidos, a infraestrutura madura e as redes de proteção
social, aliadas a certa criatividade individual e doses crescentes de
empreendedorismo, poderão tornar a vida na informalidade laboral
passável, até recompensadora. Nos países em desenvolvimento, a
transição poderá ser mais dura e trágica. Entretanto, o pessimismo
necessário deve ser temperado com doses homeopáticas de
otimismo. Trabalhos estáveis e de tempo integral talvez sejam
vistos no futuro como peculiaridade de uma época. Os nostálgicos
lamentarão seu desaparecimento. Outros celebrarão seu declínio
como uma porta aberta ao cultivo das virtudes, como desejavam os
antigos gregos.
Fonte: http://www.cartacapital.com.br/revista/860/o-fim-do-
trabalho-5512.html. Acesso em 03 ago. 2015 (com adaptações).
Com base na leitura, analise as afirmativas.
I. Para os gregos, o trabalho era visto como algo ordinário e
reservado às classes inferiores, e tal visão justifica a crise
econômica que a Grécia enfrenta, pois, segundo o texto, “as
sociedades industrializadas modernas, contrariamente aos gregos,
celebram o trabalho como valor central, algo capaz de gerar
riqueza e bem-estar, beneficiando o indivíduo e a sociedade”.
II. Segundo o texto, a redução de trabalhadores põe em risco a
produção mundial, uma vez que “estatísticas norte-americanas
indicam aumento inexorável do percentual de homens que não
estão trabalhando”.
III. Depreende-se do texto que a virtude humana sempre esteve
associada ao trabalho e à produtividade, uma vez que o trabalho
enobrece e dignifica o homem.
IV. De acordo com o texto, a automação industrial e os avanços
tecnológicos são responsáveis pela transformação das relações de
trabalho.
Está correto o que se afirma somente em:
Resposta e.
Selecionada:
IV
.
Pergunta 7
1 em 1 pontos
(Enade 2014 – com adaptações) Leia o texto a seguir.
Importante website de relacionamento caminha para 700 milhões
de usuários. Outro conhecido servidor de microblogging acumula
140 milhões de mensagens ao dia. É como se 75% da população
brasileira postassem um comentário a cada 24 horas. Com as redes
sociais cada vez mais presentes no dia a dia das pessoas, é
inevitável que muita gente encontre nelas uma maneira fácil,
rápida e abrangente de se manifestar. Uma rede social de
recrutamento revelou que 92% das empresas americanas já
usaram ou planejam usar as redes sociais no processo de
contratação. Dessas, 60% assumem que bisbilhotam a vida dos
candidatos em websites de rede social. Realizada por uma agência
de recrutamento, uma pesquisa com 2500 executivos brasileiros
mostrou que 44% desclassificariam, no processo de seleção, um
candidato por seu comportamento em uma rede social. Muitas
pessoas já enfrentaram problemas por causa de informações
online, tanto no campo pessoal quanto no profissional. Algumas
empresas e instituições, inclusive, já adotaram cartilhas de conduta
em redes sociais.
Fonte: POLONI, G. O lado perigoso das redes sociais. Revista INFO,
p. 70-75, julho 2011 (com adaptações).
De acordo com o texto:
Resposta b.
Selecionada:
Empresas e instituições estão atentas ao
comportamento de seus funcionários
em websites de redes sociais.
Pergunta 8
1 em 1 pontos
Leia o texto de Antonio Candido e analise as afirmativas a
seguir:
“Em comparação a eras passadas, chegamos a um máximo de
racionalidade técnica e de domínio sobre a natureza. Isso permite
imaginar a possibilidade de resolver grande número de problemas
materiais do homem, quem sabe inclusive o da alimentação. No
entanto, a irracionalidade do comportamento é também máxima,
servida frequentemente pelos mesmos meios que deveriam
realizar os desígnios da racionalidade. Assim, com a energia
atômica podemos ao mesmo tempo gerar força criadora e destruir
a vida pela guerra; com o incrível progresso industrial aumentamos
o conforto até alcançar níveis nunca sonhados, mas excluímos dele
as grandes massas que condenamos à miséria.”
Fonte: CANDIDO, Antonio. Direito à Literatura in: Vários Escritos.
I. O autor considera irracionais as tecnologias modernas.
II. O autor destaca as contradições materiais do nosso tempo,
afirmando que a racionalidade técnica não implica o fim das
desigualdades sociais.
III. O autor afirma que a racionalidade técnica, com o domínio sobre
a natureza, é suficiente para resolver os problemas da
humanidade.
IV. O autor enaltece a evolução tecnológica, uma vez que ela
melhora as condições de vida da população, possibilitando
confortos nunca antes imaginados.
É correto o que se afirma somente em:
Resposta b.
Selecionada:
II.
Pergunta 9
1 em 1 pontos
Leia o texto a seguir:
Vitória sobre infecções
“O mundo está às vésperas de uma conquista inédita. Em breve, as
doenças infecciosas, que vêm há milênios dizimando bebês e
crianças, podem deixar de ser a principal causa de mortalidade
infantil.
Um estudo recente que modelou dados de 194 países mostra que,
dos 6,3 milhões de crianças com até cinco anos de idade que
morreram em 2013, 52% faleceram devido a moléstias infecciosas.
Três anos antes, eram 64%. A virada está próxima, se é que já não
ocorreu.
Isoladamente, a principal causa de óbito é a prematuridade
(15,4%), seguida de perto pela pneumonia (14,9%). Grandes vilões
do passado, notadamente as diarreias, mas também sarampo e
tétano, já não ocupam as primeiras posições.
Segundo os autores da pesquisa, publicada no periódico médico
britânico "The Lancet", a diminuição das mortes em 2013 em
relação a 2000 pode ser atribuída a ganhos no controle da
pneumonia, diarreia e sarampo. São avanços formidáveis da
humanidade.
A partir desse ponto, contudo, melhorias tendem a ficar mais
difíceis. Aos poucos, os países esgotam o arsenal de ações fáceis,
capazes de atingir grandes fatias da população - oferecer água
tratada e esgoto, fazer campanhas de vacinação e pelo
aleitamento materno.
À medida que se registram reduções nas mortes por infecções, os
óbitos neonatais (até o 28º dia de vida) tendem a ganhar
preponderância - e as iniciativas para enfrentá-los se tornam cada
vez mais individualizadas e caras.
Se o quadro global, de todo modo, é bastante positivo, há uma
nota negativa para a qual é preciso chamar a atenção:
permanecem abissais as diferenças entre as diversas regiões do
planeta.
Enquanto Estados desenvolvidos já baixaram há vários anos a
mortalidade infantil para faixas inferiores a 10 óbitos por mil
nascimentos com vida e nações emergentes estão chegando lá,
países da África subsaariana continuam mal.
Respondendo por 25% dos nascimentos no mundo e quase 50%
dos óbitos de crianças até cinco anos, esse grupo eleva a taxa
média do planeta para 46 óbitos por mil nascimentos com vida.
Um índice bem melhor que os 200 por mil estimados para a Idade
Média, mas muito pior do que aquele que seria possível atingir com
o nível de conhecimento médico e avanço tecnológico do mundo.”
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2014/12/1555682-
editorial-vitoria-sobre-infeccoes.shtml. Acesso em 03 mar. 2015.
Com base na leitura, analise as afirmativas e assinale a alternativa
correta.
I. Em 2013, a pneumonia foi a principal causa de morte de crianças
de até cinco anos, superando, pela primeira vez, o número de
óbitos por doenças infecciosas.
II. A promoção de água tratada e esgoto, as campanhas de
vacinação e o estímulo ao aleitamento materno são medidas
suficientes para erradicar a mortalidade infantil.
III. Os dados mostram que o índice de mortalidade de crianças até
cinco anos na África subsaariana é cerca de quatro vezes menor do
que o estimado para a Idade Média e mais de quatro vezes maior
do que o observado em Estados desenvolvidos.
IV. A queda na taxa de mortalidade de crianças de até cinco anos
provocada por doenças infecciosas não é homogênea no planeta,
sendo menor nas regiões menos desenvolvidas.
Resposta c.
Selecionada:
Apenas a afirmativa IV está
correta.
Pergunta 10
1 em 1 pontos
Leia a charge e o texto a seguir.
Fonte: acervo pessoal
Por uma outra globalização – Milton Santos
“Vivemos num mundo confuso e confusamente percebido. Haveria
nisto um paradoxo pedindo uma explicação? De um lado, é
abusivamente mencionado o extraordinário progresso das ciências
e das técnicas, das quais um dos frutos são os novos materiais
artificiais que autorizam a precisão e a intencionalidade. De outro
lado, há, também, referência obrigatória à aceleração
contemporânea e todas as vertigens que cria, a começar pela
própria velocidade. Todos esses, porém, são dados de um mundo
físico fabricado pelo homem, cuja utilização, aliás, permite que o
mundo se torne esse mundo confuso e confusamente percebido.
Explicações mecanicistas são, todavia, insuficientes. É a maneira
como, sobre essa base material, se produz a história humana que é
a verdadeira responsável pela criação da torre de babel em que
vive a nossa era globalizada. Quando tudo permite imaginar que se
tornou possível a criação de um mundo veraz, o que é imposto aos
espíritos é um mundo de fabulações, que se aproveita do
alargamento de todos os contextos [...] para consagrar um discurso
único. Seus fundamentos são a informação e o seu império, que
encontram alicerce na produção de imagens e do imaginário, e se
põem ao serviço do império do dinheiro, fundado este na
economização e na monetarização da vida social e da vida pessoal.
De fato, se desejamos escapar à crença de que esse mundo assim
apresentado é verdadeiro, e não queremos admitir a permanência
de sua percepção enganosa, devemos considerar a existência de
pelo menos três mundos num só. O primeiro seria o mundo tal
como nos fazem vê-lo: a globalização como fábula; o segundo seria
o mundo tal como ele é: a globalização como perversidade; e o
terceiro seria o mundo como ele pode ser: uma outra globalização.”
Fonte: SANTOS, M. Por uma outra globalização: do pensamento
único à consciência universal. Rio de Janeiro/São Paulo: Record,
2000.
Com base na leitura, analise as afirmativas:
I. A charge e o texto indicam a impossibilidade de um mundo fora
do alcance do capital internacional, já que a base material por meio
da qual se produz a história humana impede críticas ao discurso
hegemônico da globalização.
II. A charge revela a globalização como fábula, uma vez que o fluxo
de mercadorias e de capital não altera a vida das comunidades
rurais e a realidade é ignorada pelos seus habitantes.
III. A charge enaltece o progresso que a globalização promove, o
que descaracteriza seu caráter perverso, descrito no texto de
Milton Santos.
IV. O foco do texto é apregoar os benefícios da globalização, que
permite produção em alta velocidade e circulação contínua das
informações, com extraordinário progresso das ciências e das
técnicas.
Com base na leitura, assinale a alternativa certa.
Resposta e.
Selecionada:
Nenhuma afirmativa está
correta.