CULPABILIDADE
É o juízo de reprovabilidade acerca da conduta do agente, considerando-se
suas circunstâncias pessoais, ou seja, na culpabilidade o objeto de estudo não é
o fato, mas o agente.
3 TEORIAS:
Teoria psicológica: o agente seria culpável se era imputável no momento do
crime e se havia agido com dolo ou culpa.
Teoria normativa ou psicológico-normativa: os mesmos elementos da primeira,
mas agrega a eles a exigibilidade de conduta diversa e a consciência da
ilicitude.
Teoria extremada da culpabilidade (normativa pura): Já não mais considera o
dolo e culpa como elementos da culpabilidade, mas do fato típico (seguindo a
teoria finalista da conduta). Para esta teoria, os elementos da culpabilidade são:
a) imputabilidade; b) potencial consciência da ilicitude; c) exigibilidade de
conduta diversa.
Teoria limitada da culpabilidade: Para a maior parte da Doutrina, a teoria
normativa pura se divide em: Teoria extremada e Teoria limitada.
A teoria extremada defende que todo erro que recaia sobre uma causa de
justificação seria equiparado ao erro de proibição.
A teoria limitada, por sua vez, divide o erro sobre as causas de justificação
(descriminantes putativas) em:
Erro sobre pressuposto fático da causa de justificação (ou erro de fato)
Erro sobre a existência ou limites jurídicos de uma causa de
justificação (erro sobre a ilicitude da conduta)
Em linhas gerais, portanto, a teoria extremada e a teoria limitada dizem a
mesma coisa, divergindo apenas no que toca ao tratamento que deve ser
dispensado às descriminantes putativas.